Adaptação do best-seller chega ao streaming em maio e aposta em romance universitário e esporte
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Gabriela Dias
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23/04/2026 - 12h

O livro “O Acordo”, primeiro da série de cinco livros de  “Off Campus” (Amores Improváveis) da autora Elle Kennedy, será adaptado para o audiovisual e estreia em 13 de maio de 2026 na plataforma Prime Video. A produção será lançada e disponibilizada em formato de maratona, com os oito episódios lançados de uma vez.

A história se passa em uma universidade norte-americana e acompanha Hannah Wells (Ella Bright), uma estudante dedicada que enfrenta inseguranças pessoais, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei no gelo e um dos alunos mais populares do campus. Apesar do destaque nos esportes, ele precisa melhorar seu desempenho acadêmico para continuar na equipe.

A aproximação entre os dois acontece por interesse mútuo. Hannah passa a ajudá-lo nos estudos, enquanto Garrett propõe fingir um relacionamento para despertar o interesse amoroso de outro estudante. Ao longo da convivência, o vínculo evolui e revela camadas mais profundas dos personagens, com foco em crescimento emocional e construção de confiança.

Hannah e Garrett se aproximam durante a sessão de estudos. Foto: Reprodução/Prime Video
Hannah e Garrett se aproximam durante a sessão de estudos. Foto: Reprodução/Prime Video

Apesar do foco romântico, a história se sustenta também nas relações de amizade dos protagonistas. Hannah mantém uma forte conexão com Allie Hayes (Mika Abdalla), sua melhor amiga, que funciona como seu apoio emocional e contraponto em momentos decisivos da narrativa. A dinâmica entre as duas demonstra a perspectiva feminina da trama e contribui para o desenvolvimento da protagonista.

Do outro lado, Garrett faz parte de um grupo de amigos formado por Dean Di Laurentis, John Logan e John Tucker, colegas de time e figuras centrais dentro do universo da série. O desenvolvimento emocional do jogador tem grande enfoque na série, trazendo seus problemas com o pai para a trama.

Esses núcleos de amizade têm papel estratégico na construção da narrativa. Na série literária, cada um desses personagens ganha protagonismo em livros seguintes, o que deve ser mantido na adaptação. A tendência é que personagens como Dean, Allie e Tucker também assumam papéis centrais nas próximas temporadas, ampliando o universo da história e aprofundando as relações construídas desde o início. 

Cenas de festa universitária mostram o núcleo de amizades e o estilo de vida dos protagonistas fora do gelo. Foto: Reprodução/Prime Video 
Cenas de festa universitária mostram o núcleo de amizades e o estilo de vida dos protagonistas fora do gelo. Foto: Reprodução/Prime Video 

O ambiente esportivo segue como um plano importante, refletindo a cultura universitária dos Estados Unidos, em que atletas ocupam posição de destaque. A competitividade, a pressão por desempenho e a vida em equipe influenciam na trama, aparecendo em situações como a pressão constante sobre Garrett para manter boas notas e continuar elegível para o time, além da cobrança por um bom desempenho em jogos decisivos de hóquei. A rotina intensa de treinos, viagens e competições também interfere diretamente na vida acadêmica e pessoal dos personagens, criando conflitos recorrentes.

Time de hóquei em quadra, destacando o peso do esporte na rotina e nos conflitos da trama. Foto: Reprodução/Prime Video 
Time de hóquei em quadra, destacando o peso do esporte na rotina e nos conflitos da trama. Foto: Reprodução/Prime Video 

O elenco principal conta com Ella Bright (Hannah Wells) e Belmont Cameli (Garrett Graham) nos papéis centrais, além de Mika Abdalla (Allie Hayes), Antonio Cipriano (John Logan), Jalen Thomas Brooks (John Tucker), Stephen Kalyn (Dean Di Laurentis), Josh Heuston (Justin Kohl), Steve Howey (Phil Graham) e Khobe Clarke (Beau Maxwell). A presença desses personagens reforça a proposta de uma narrativa coletiva, em que diferentes histórias se conectam ao longo das temporadas.

A adaptação faz parte da estratégia do streaming em investir em histórias com público já consolidado, especialmente no gênero romântico voltado para jovens. Ao expandir o foco para além do casal principal, a produção aposta na construção de um universo contínuo, sustentado tanto pelo romance quanto pelas relações de amizade.

Por ser uma obra publicada em 2015, a série promete ter uma nova roupagem para 2026. “O Acordo” se consolidou como um dos títulos mais populares do gênero new adult ao longo dos anos. A obra ganhou destaque internacional, impulsionada principalmente pelo boca a boca entre leitores e, mais recentemente, pela viralização em plataformas como o TikTok e o X, onde passou a integrar listas de leituras recomendadas.

Além da popularidade, também é apontado como um dos precursores da popularização de romances no universo do hóquei no gelo. Embora não tenha sido o primeiro a explorar esse cenário, o livro ajudou a consolidar o interesse do público por histórias que combinam esporte e romance, abrindo espaço para uma nova tendência dentro do gênero.

A partir de seu sucesso, outras obras com protagonistas atletas, passaram a ganhar destaque no mercado, formando um nicho que continua em expansão até hoje. O sucesso também se reflete na expansão para a série “Off Campus”, que conquistou uma base de fãs e manteve relevância mesmo anos após o lançamento, fator que contribuiu diretamente para sua adaptação audiovisual.

Além do romance, a trama incorpora temas como autoestima, traumas, ansiedade, consumo de álcool e consentimento, ampliando a identificação com o público jovem.

A segunda temporada já confirmada deve seguir a estrutura dos livros sendo o próximo “O Erro”, focando em outro casal do mesmo universo, com destaque para os personagens John Logan e Grace Ivers. A produção ainda não tem data de estreia definida, mas já se encontra em fase inicial de desenvolvimento. 

Com o lançamento do teaser de “O Acordo” nesta quinta-feira (23), a série ganhou suas primeiras imagens oficiais e aumentou a expectativa do público

Confira o trailer da 1° temporada:

 

 

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Temporada amplia debates sobre identidade juvenil
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Gabriela Dias
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16/04/2026 - 12h

A terceira temporada de “Com Carinho, Kitty”, produção da Netflix, marca uma mudança significativa na trajetória da série. Além de dar continuação a história de Kitty Song Covey (Anna Cathcart), os novos episódios mostram um amadurecimento evidente na narrativa, que passa a abordar com mais profundidade temas como identidade, pertencimento e crescimento emocional.

Diferente das temporadas anteriores, que priorizavam romances rápidos e conflitos mais leves, a nova fase aposta em um desenvolvimento mais cuidadoso dos personagens. A protagonista, por exemplo, deixa de ser movida apenas por idealizações amorosas e começa a enfrentar as consequências de suas escolhas, lidando com frustrações e inseguranças de forma mais realista.
 
Logo no início, a temporada apresenta um cenário de recomeço, mas sem apagar os erros do passado. A principal mudança está no andamento da narrativa: os conflitos não são resolvidos de forma imediata e passam a impactar diretamente as relações entre os personagens. Essa mudança de ritmo, mais lenta, contribui para um desenvolvimento emocional da protagonista, em que ela deixa de ser apenas uma jovem guiada por ideais românticos e passa a assumir decisões que exigem maior responsabilidade, o que torna a história mais próxima da realidade do público jovem.
 
Os relacionamentos continuam sendo o eixo central, mas ganham mais complexidade. A série abandona, em parte, a ideia de romances perfeitos e investe em vínculos mais instáveis, marcados por falhas de comunicação, expectativas diferentes e instabilidade. Ampliando a identificação do público, que passa a enxergar situações mais próximas do dia a dia.
Kitty e seu interesse amoroso protagonizando uma das relações centrais da nova temporada. Foto: Reprodução/Netflix
Kitty e seu interesse amoroso protagonizando uma das relações centrais da nova temporada. Foto: Reprodução/Netflix
 

 

Mesmo com esse avanço, a idealização do amor ainda aparece como um elemento importante. Kitty mantém, em diversos momentos, uma visão romantizada das relações, acreditando em sentimentos intensos e imediatos. No entanto, a própria narrativa questiona essa perspectiva ao mostrar que o amor também envolve dúvidas, erros e aprendizado algo que pode influenciar diretamente a forma como adolescentes enxergam seus próprios relacionamentos.
 
Ao mesmo tempo, os personagens secundários passaram a ter maior protagonismo. Eles abandonaram a função de apoio narrativo e agora contribuem para um universo mais amplo, trazendo seus problemas pessoais para a trama, causando um maior envolvimento do público. Os acontecimentos da personagem Yuri Han (Gia Kim) que ganharam grande desenvolvimento na trama, se tornou um núcleo importante dessa terceira temporada.
 
Outro destaque é o aprofundamento das questões de identidade. A vivência da protagonista em um contexto cultural diferente ganha mais espaço, trazendo reflexões sobre pertencimento e construção pessoal. Esse aspecto amplia o alcance da série, que passa a dialogar com experiências comuns entre jovens.
Registros de bastidores mostram o clima das filmagens da terceira temporada com o retorno de Lana Condor. Foto: Reprodução/ @annacarthcart
Registros de bastidores mostram o clima das filmagens da terceira temporada com o retorno de Lana Condor. Foto: Reprodução/ @annacarthcart
 
O retorno de Lara Jean, interpretada por Lana Condor, reforça esse debate. Vinda do universo de “Para Todos os Garotos que Já Amei”, da autora Jenny Han, a personagem representa uma visão mais idealizada do amor, em contraste com as experiências mais instáveis vividas por Kitty. A comparação entre as duas evidencia que não existe um único modelo de relacionamento, o amor pode assumir diferentes formas, dependendo das experiências individuais.
 
Outro ponto crucial desta temporada foi um novo ponto de vista de romance vivido pela Lara Jean, no qual passa por um período instável em seu relacionamento, deixando claro que mesmo o amor idealizado tem seus problemas. 

Nos episódios finais, a série assume um tom mais reflexivo. As decisões tomadas ao longo da trama geram consequências, exigindo maior maturidade da protagonista. Ao evitar finais perfeitos, a produção valoriza o desenvolvimento pessoal em vez da resolução romântica.

O desenvolvimento amoroso de Kitty ganha maior evolução ao se aproximar de Min Ho (Sang Heon Lee), em uma relação que surge de forma gradual e menos idealizada, marcada por trocas sinceras. Diferente de suas experiências anteriores, o vínculo entre os dois se constrói a partir da convivência e da vulnerabilidade, evidenciando um sentimento mais realista e menos impulsivo, que foi sendo desenvolvido desde a primeira temporada.
 
A terceira temporada de “Com Carinho, Kitty” equilibra entretenimento e aprofundamento narrativo. Mesmo mantendo elementos leves, a série demonstra evolução ao abordar temas mais complexos e próximos da realidade do telespectador, consolidando sua identidade própria e acompanhando o amadurecimento do público.
Relação entre Kitty e Min Ho ganha novos desdobramentos na terceira temporada da série. Foto: Reprodução/Netflix
Relação entre Kitty e Min Ho ganha novos desdobramentos na terceira temporada da série. Foto: Reprodução/Netflix
 

 

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Museu da Imagem e do Som realiza novo evento literário que valoriza a diversidade e qualidade editorial brasileira, explorando publicações para ver, ouvir e ler
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Carolina Machado
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15/04/2026 - 12h

No último final de semana, nos dias 11 e 12 de abril, ocorreu a primeira edição da Feira do Livro do MIS (FLIMIS) no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Em parceria com a editora Lote 42, a FLIMIS teve como objetivo agregar exposições literárias e práticas criativas, inteiramente gratuitas, que remetem ao exercício de ouvir, falar e observar.

Entrada da FLIMIS: apresentação dos expositores e das atrações do mais novo evento literário de São Paulo. Foto: Carolina Machado/AGEMT
Entrada da FLIMIS: apresentação dos expositores e das atrações do mais novo evento literário de São Paulo. Foto: Carolina Machado/AGEMT

A feira buscou reunir publicações de 75 expositores que exploram diferentes linguagens artísticas, especialmente aquelas vinculadas à imagem e ao som: fotografia, cinema, ilustração, quadrinhos, música e poesia.

Pedro Augusto, de 30 anos, representou a Anansi Lab, um laboratório de letramento racial transmídia independente, fundado em 2018. A oficina produz e compartilha narrativas subalternizadas por meio de publicações, palestras, bate-papos e rodas de samba. Entre os produtos, o expositor conta com uma revista trimestral de divulgação científica e cultural antirracista chamada Sikudhani, publicada a cada três meses. “Nosso trabalho recolhe materiais, os organiza e os publica como forma de reocupação do espaço tomado pelo colonialismo e imperialismo que nos domina até hoje”, relata Pedro.

Sobre a primeira edição da FLIMIS, o representante da Anansi Lab diz ter interesse em voltar às próximas edições. “Essas feiras são uma ótima oportunidade para encontrarmos novos leitores, artistas e, sobretudo, trocar ideias”, conclui.

Área de exposição da FLIMIS. Foto: Carolina Machado/AGEMT
Área de exposição da FLIMIS. Foto: Carolina Machado/AGEMT

As produções impressas presentes representavam a diversidade editorial brasileira tanto pela construção literária quanto pelas técnicas gráficas utilizadas, como gravura e xilogravura. Os dois dias de evento contaram com uma oficina de carimbos que pôde aproximar o público de técnicas gráficas presentes nas publicações, exercitando o processo criativo e a composição artística.

A feira promoveu também 14 palestras relacionadas a produções específicas do catálogo das editoras e dos artistas participantes. A programação de falas era focada em uma única publicação, visando expandir a experiência de leitura e aproximar o público das obras. Os autores compartilharam bastidores, experiências e outros aspectos dos múltiplos caminhos que a arte impressa pode seguir, como a edição e a produção gráfica.

Palestra sobre a produção “9×12”, com Rossana Di Munno, Borogodó Editora Foto: Carolina Machado/AGEMT
Palestra sobre a produção “9×12”, com Rossana Di Munno, Borogodó Editora. Foto: Carolina Machado/AGEMT

 

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Filme e relato de refugiadas presentes na sessão, ajudam a entender o conflito entre Irã e Israel
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Maria Olívia Almeida
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15/04/2026 - 12h

No dia 26 de março de 2026, a Folha, em parceria com o Cinema Belas Artes, realizou a pré-estreia do filme “Tatame” de 2023. Com um debate após a sessão, o público discutiu o alcance da política iraniana na vida da população, tema proposto pelo filme.

A obra aborda a jornada de uma lutadora de Judô iraniana, Leila Hosseini (Arienne Mandi), impedida de lutar contra uma atleta israelense. A judoca e sua treinadora Maryam (Zar Amir Ebrahimi) são ameaçadas pelo comitê esportivo de seu país e pressionadas a fingir uma lesão em Leila para que ela saia do Campeonato Mundial de Judô, evitando a luta.

Na imagem em preto e branco está Maryam (Zar Amir) de pé à esquerda, usando um quimono preto e um hijab cinza. Na direita está Leila Hosseine (Arienne Mandi), de quimono branco e hijab preto. Ambas as mulheres olham para a frente com feições sérias.
Zar Amir Ebrahimi e Arienne Mandi no filme Tatame – Foto: Reprodução

 

Dirigido pela iraniana Zar Amir Ebrahimi, que também interpreta Maryam, e pelo israelense Guy Nattiv, o filme desconstrói a barreira político ideológica entre iranianos e israelenses representando de forma breve a amizade entre Leila e Shani, lutadora que atua em nome de Israel. Assim, os diretores optaram por uma ênfase na opressão realizada pelo regime teocrático do Irã sobre o povo, em especial sobre as mulheres.

A obra parte de casos reais, como de Saeid Mollaei, lutador de judô nascido no Irã que hoje luta defendendo a Mongólia. O atleta mudou sua representação após ignorar ordens de deixar torneio para evitar enfrentar Israel, em 2019.

Esses conflitos se dão pelo regime iraniano não reconhecer Israel como país, tornando qualquer luta direta com uma representação israelense, por mais que esportiva, um desvio político. Assim, articulando a conjuntura geopolítica contemporânea com a ficção, o filme apresenta o dilema entre continuar lutando ou apoiar a posição de seu país.

Na imagem em preto e branco está Leila Hosseine (Arienne Mandi) ajoelhada no meio de um tatame. Ela usa um quimono branco e seus cabelos estão trançados e a mostra.
Arienne Mandi no filme Tatame – Foto: Juda Khatiapsuturi/Keshet Studio

 

Após a exibição da obra no dia 26 de março, o debate contou com a participação do jornalista Sandro Macedo e da pesquisadora Isabelle Castro, do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP). Além dos convidados, a plateia integrou de forma ativa a discussão.

No encontro, estavam presentes as ativistas e refugiadas políticas iranianas Mahmooni e sua irmã, Mahsima Nadim, que trouxeram para o evento uma perspectiva pessoal da vida em meio ao regime autoritário representado.

Apesar de “Tatame” ser gravado em preto e branco, a discussão destacou a importância de se considerar todos os muitos subtons do conflito. "Parece uma coisa gratuita, e não é", criticou Castro sobre o filme, que considerou carregado de um tom simplista. Isabelle ainda abordou em seguida como o Irã, após a revolução de 1979, passou a considerar Israel inimigo em função da guerra na Palestina.

Além dessas falas, Mahsima relatou: "desde criança a gente aprende que qualquer pessoa que apertar a mão de um judeu vai ficar impuro por 40 dias". Acrescentando ao cenário o teor ideológico antissemita perpetuado.

Dessa maneira, o filme provoca uma reflexão sobre as implicações de decisões políticas em todo aspecto da vida, representando a instrumentalização do esporte na imposição de uma agenda geopolítica. Um tatame de competição, aparentemente neutro, se torna um cenário de conflito pessoal e social.

 

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Após 13 anos, a banda carioca subirá aos palcos revisitando os grandes sucessos da carreira
por
Beatriz Neves
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14/04/2026 - 12h

Neste domingo (12), Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato anunciaram a turnê “Eu tive um sonho”, que conta com dez shows passando pelas principais capitais do Brasil, iniciando no Rio de Janeiro, em junho, e encerrando em Florianópolis, em outubro. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Ticketmaster.

O fim do hiato 

O Kid Abelha foi criado na década de 80 e atingiu o auge dez anos depois, acumulando  mais de 9 milhões de discos vendidos no Brasil. A canção “Como eu quero”, que faz parte do álbum de estreia da banda “Seu espião”, tornou-se um grande sucesso nacional e um dos maiores hits do pop rock brasileiro nos anos oitenta. Ao longo das décadas seguintes, o grupo permaneceu ativo nos palcos e nas rádios, mantendo sua importância no cenário da música até que o ciclo da banda chegasse ao seu desfecho.

Em abril de 2016, o Kid Abelha anunciou oficialmente o término de uma trajetória de mais de 30 anos. Após um recesso iniciado em 2013, o trio encerrou as atividades de maneira definitiva. Na ocasião, Paula Toller explicou que a separação foi fruto de um desgaste natural e do desejo de seguir novos rumos.

O que esperar da turnê

O repertório indica ser uma viagem ao passado, com arranjos que mantêm a identidade do rock popular que marcou gerações e trazem sucessos como “fixação”, “Lágrimas e Chuva” e “Alice”. Com apenas dez apresentações exclusivas, o concerto percorrerá arenas e grandes casas de shows, oferecendo uma produção visual contemporânea que destaca o reencontro após mais de dez anos de espera.

Imagem de divulgação da turnê
Divulgação da turnê - Foto: Reprodução: (@kidabelha)

 

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A história do grupo que ultrapassou as barreiras sonoras pode ser vista no centro de SP até o fim de agosto
por
Por Guilbert Inácio
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26/06/2025 - 12h

A exposição “O Quinto Elemento”, em homenagem aos 35 anos do notório grupo de rap Racionais MC’s, está em cartaz desde o dia 06 de dezembro de 2024, no Museu das Favelas, no Pátio do Colégio, região central da cidade de São Paulo. A mostra era para ter sido encerrada em 31 de maio de 2025, mas, devido ao sucesso, vai agora até 31 de agosto.

A imagem mostra um painel os quatros membros dos Racionais MC's
Em 2024, o museu ganhou o prêmio de Projeto Especial da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) pela exposição. Foto: Guilbert Inácio. 

Museu das Favelas

O Museu das Favelas está localizado no Centro histórico de São Paulo, mas esse nem sempre foi o seu endereço. Inaugurado no dia 25 de novembro de 2022, no Palácio dos Campos Elíseos, o Museu das Favelas ficou 23 meses no local até trocar de lugar com a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, no dia 26 de agosto de 2024.  

Fechado por três meses, o museu reabriu no dia 06 de dezembro de 2024, já com a nova exposição dos Racionais MC’s. Em entrevista à AGEMT, Eduardo Matos, um dos educadores do museu, explicou que a proposta da exposição chegou neles por meio de Eliane Dias, curadora da exposição, CEO da Boogie Naipe, produtora dos Racionais e esposa do Mano Brown. Eduardo complementou que o museu trocou de lugar para ter mais espaço para a mostra, já que no Campos Elísios não teria espaço suficiente para implantar a ideia. 

Tarso Oliveira, jornalista e historiador com pós-graduação em Africanidades e Cultura Afro-Brasileira, comentou que a gratuidade do museu é um convite para periferia conhecer a sua própria história e que, quando falamos de Racionais MC's, falamos de uma história dentro da história da cultura hip-hop, que salvou várias gerações fadadas a serem esquecidas e massacradas pelo racismo estrutural no Brasil. “Nós temos oportunidades de escrever a nossa narrativa pelas nossas mãos e voltada para o nosso povo. Isso é a quebra fundamental do epistemicídio que a filósofa Sueli Carneiro cita como uma das primeiras violências que a periferia sofre.”, afirma o historiador. 

O Quinto Elemento

Basta subir as escadas para o segundo andar do museu, para iniciar a imersão ao mundo dos Racionais. Na entrada, à sua direita, é possível ouvir áudios do metrô, com o anúncio das estações. Uma delas, a estação São Bento da linha 1-Azul, foi o berço do hip-hop em São Paulo, na década de 1980. À esquerda está um som com músicas dos Racionais, uma trilha que você irá ouvir em todos os espaços da exposição.

A imagem apresenta três placas, em sequência, com os dizeres "X", "Racionais MC's" e "Vida Loka".
Placas semelhantes às placas com nomes de rua trazem as letras do grupo. Foto: Guilbert Inácio.

No primeiro espaço, podemos ver o figurino do Lorde Joker, além de uma breve explicação da presença recorrente na obra do grupo da figura do palhaço em apresentações e músicas como “Jesus Chorou”, em que Mano Brown canta: “Não entende o que eu sou. Não entende o que eu faço. Não entende a dor e as lágrimas do palhaço.”

A imagem mostra uma fantasia laranja de um palhaço. Ao lado, há uma televisão.
O figurino é usado em shows pelo dançarino de break Jorge Paixão. Foto: Guilbert Inácio. 

Ao adentrar o segundo espaço, você mergulha na ancestralidade do grupo. Primeiro vemos imagens e um pouco da história das mães dos quatro membros, Dona Benedita, mãe e avó de Ice Blue; Dona Ana, mãe do Mano Brown; Dona Maria José, mãe de KL Jay e Dona Natalícia, mãe de Edi Rock. Todas elas são muito importantes para o grupo e ganharam, inclusive, referências em músicas como “Negro Drama” em que Brown canta: “Aí Dona Ana, sem palavra. A senhora é uma rainha, rainha”. 

É nessa área que descobrimos o significado do nome da exposição. Há um painel no local com um exame de DNA dos quatro integrantes que revela o ponto de encontro entre eles ou o quinto elemento – a África.

A imagem mostra um painel com o exame de DNA dos quatro membros dos Racionais MC's
Na “Selva de Pedra”, antes de todos se conhecerem, todos já estavam conectados por meio da ancestralidade. Foto: Guilbert Inácio.

O título se torna ainda mais significativo quando lembramos que a cultura hip-hop é composta por quatro elementos: rap, beat, break dance e grafite. O quinto elemento seria o conhecimento e a filosofia transmitida pelos Racionais, grupo já imortalizado na cultura brasileira, sobretudo na cultura periférica. 

Na terceira área, podemos conhecer um pouco de Pedro Paulo Soares Pereira, o Mano Brown; Paulo Eduardo Salvador, mais conhecido como Ice Blue; Edivaldo Pereira Alves, o Edi Rock e, por fim, Kleber Geraldo Lelis Simões, o KL Jay. Entre os inúmeros objetos, temos o quimono de karatê de Blue e o trombone de seu pai, a CDC do KL Jay, rascunhos de letras de Brown e Edi Rock.

A imagem mostra um bicicleta BMX azul
Primeira BMX de Edi Rock. Foto: Guilbert Inácio. 

O próximo espaço é o “Becos do som e do Tempo”, que está dividido em vários pequenos slots que mostram a trajetória musical do grupo. Podemos ver rascunhos de letras, registros de shows e a história de algumas músicas, além de alguns prêmios conquistados durante a carreira do grupo. 

Algumas produções expostas são “Holocausto Urbano” (1990); “Escolha seu Caminho” (1992); “Raio X do Brasil” (1993); “Sobrevivendo no Inferno” (1997); “Nada Como um Dia Após o outro Dia” (2002).

A imagem mostra um painel com os dizeres "Minha palavra vale um tiro, eu tenho muita munição" e uma foto dos quatro membros dos Racionais MC's. Ao lado, há fotos individuais dos membros.
O grupo confirmou um novo álbum para este ano, mas ainda não divulgou o título da obra nem a data de lançamento. Foto: Guilbert Inácio.

Nos próximos espaços, tem uma área sobre o impacto cultural, um cinema que exibe shows e o local “Trutas que se Foram” em homenagem a várias personalidades da cultura hip-hop que já morreram. A exposição se encerra no camarim, onde estão disponíveis alguns papéis e canetas para quem quiser deixar um registro particular na exposição.

A imagem mostra uma pequena placa com a foto da Dina Di e os dizeres: "Dina Di. Cria da área 019, como as quebradas conhecem a região de Campinas, no interior de São Paulo, Viviane Lopes Matias, a Dina Di, foi uma das mulheres mais importantes do rap no Brasil. Dina era a voz do grupo Visão de Rua. Dona de uma voz forte, assim como sua personalidade, a rapper nasceu em 19 de fevereiro de 1976 e morreu em 19 de março de 2010. Foi uma das primeiras mulheres a conquistar espaço no rap nacional. Dina nos deixou por causa de uma infecção hospitalar, que a atingiu 17 dias após o parto de sua segunda filha, Aline."
Nomes como Sabotage, Chorão, WGI, entre outros são homenageados na exposição. Foto: Guilbert Inácio. 

Segundo Eduardo, a exposição está movimentando bastante o museu, com uma média de 500 a 800 pessoas por dia. Ele conta que o ápice da visitação foi um dia em que 1500 pessoas apareceram no local. O educador complementa que, quando a exibição chegou perto da sua primeira data de encerramento, em maio, as filas para visitar o espaço aumentaram consideravelmente. O que ajudou a administração a decidir pela prorrogação.  

Eduardo também destaca que muitas pessoas vão ao museu achando que ele é elitizado, mas a partir do momento em que eles veem que o Museu das Favelas é acolhedor, com funcionários dispostos a tirar suas dúvidas e com temas que narram o cotidiano da população brasileira, tudo muda. 

 “Dá para sentir que o pessoal se sente acolhido, e tendo um movimento desse com um grupo que é das favelas, das quebradas, que o pessoal se identifica, é muito melhor. Chama atenção e o pessoal consegue ver que o museu também é lugar da periferia”, conclui. 

Impacto Cultural

Os Racionais surgiram em 1988 e, durante todo o trajeto da exposição, podemos ver o quão importante eles são até hoje para a cultura brasileira, seja por meio de suas músicas que denunciaram e denunciam o racismo, a violência do Estado e a miséria na periferia – marcada pela pobreza e pela criminalidade –, seja ocupando outros espaços como as provas nacionais e vestibulares.

A imagem mostra duas provas do Exame do Ensino Médio de 2023 com os trechos "Até no lixão nasce Flor" e É só questão de tempo, o fim do sofrimento".".
Trechos de Vida Loka, parte I e II nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio de 2023 (ENEM). Foto: Guilbert Inácio. 

Em 2021, foi ao ar a primeira temporada do podcast Mano a Mano, conduzido por Brown e a jornalista Semayat Oliveira, que chegou a sua terceira temporada em 2025.

Inclusive, o podcast, que já teve inúmeros convidados da cultura e da política vai virar  um livro, homônimo. A publicação sairá pela Companhia das Letras, que já publicou o livro “Sobrevivendo no Inferno”, em 2017. 

Segundo Tarso, o grupo representa a maior bandeira que a cultura negra e periférica já levantou nesse país, visto por muitos como super-heróis do gueto contra um sistema racista e neoliberal; além de produtores de uma música capaz de mudar a atitude e a perspectiva das pessoas, trazendo autoestima, além de muito conhecimento. 

“Um dos principais motivos do grupo se manter presente no cenário cultural é não se acomodar com a "força da camisa", como cita o Blue.  E sempre buscar ir além artisticamente, fazendo com que seus fãs tendam a ir para o mesmo caminho e continuem admirando sua arte e missão.”, finaliza Tarso. 

 

Serviço

O Museu das Favelas é gratuito e está aberto de terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência permitida até às 18h. A retirada dos ingressos pode ser online ou na recepção do museu. Além da exposição “O Quinto Elemento”, também é possível visitar as exibições “Sobre Vivências” e “Favela é Giro”, nos mesmos horários.

Temáticas são abordadas desde os anos 60 no Japão e continuam exploradas até hoje
por
LUCCA CANTARIM DOS SANTOS
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16/06/2025 - 12h

“O sonífero”, projeto criado por Lucca Cantarim, estudante de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) , tem por objetivo combater a visão reacionária a respeito de temas de gênero no entretenimento.

Trazendo a história da presença de personagens de diversas sexualidades e gêneros nos mangás e animes dentro da mídia japonesa, o autor trás uma reflexão leve, descontraída, porém importante a respeito de uma representatividade tão importante.

Os sete artigos que compõem o projeto estão disponíveis para serem lidos no site “Medium”, no perfil autoral de Lucca. Os textos contém entrevistas com pesquisadores, fãs e até mesmo leitores de dentro da comunidade LGBT que se identificam e se abrem sobre a importância da representatividade para eles.

Disponível em: https://medium.com/@luccacantarim/list/o-sonifero-d19af775653e

 

Ex-vocalista da banda “The Smiths” fará show após dois cancelamentos
por
Lucca Andreoli
Henrique Baptista
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16/06/2025 - 12h
Morrissey, ex-vocalista da banda The Smiths
Morrissey, ex-vocalista da banda The Smiths  
Instagram/@morrisseyofficial

Steven Patrick Morrissey, ex-vocalista do The Smiths, anunciou que virá ao Brasil em novembro deste ano para uma apresentação única no dia 12 no Espaço Unimed, em São Paulo. 

Em 2023 o cantor adiou suas apresentações no Brasil por ter sido infectado pelo vírus da dengue. O adiamento para o início do ano seguinte foi novamente cancelado por exaustão física de Steven.

Após dois cancelamentos, em 2025 o show está novamente previsto para acontecer, mas apenas em São Paulo — em 2023, as apresentações incluíam o Rio de Janeiro, e em 2024, Brasília.

Sua última vinda ao Brasil foi em 2018, quando realizou shows em São Paulo e no Rio de Janeiro. 

Como vocalista dos Smiths, compôs grandes sucessos da banda, como “This charming man”, “Heaven knows I'm miserable now” e “There is a light that never goes out”.
A banda teve apenas quatro álbuns de estúdio e marcou a cena do rock alternativo, vindo a inspirar grandes nomes do rock nacional como Legião Urbana e Capital Inicial. 

Em carreira solo, já foram 13 álbuns lançados por Morrissey, que continua compondo.

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Como a exposição de Andy Warhol fortalece o cenário artístico brasileiro
por
Laura Petroucic
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11/06/2025 - 12h

Confira neste vídeo um panorama sobre a exposição Andy Warhol: Pop Art! em cartaz no Museu de Arte Brasileira da FAAP, em São Paulo. A professora de artes Luciana Helena dos Reis, em entrevista à AGEMT, fala da importância de Warhol como ícone do movimento pop art, além do porquê a vinda de amostras internacionais como esta são essenciais para fortalecer o papel do Brasil no circuito global das artes. Assista aqui 

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Ícone de transgressão e liberdade, Ney Matogrosso tem sua trajetória exposta em uma mostra que celebra sua luta LGBTQIA+ e o impacto de sua ousadia em gerações.
por
Isadora Cobra
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10/04/2025 - 12h


“Sem discurso nem bandeira, Ney apenas caminhou. E o fato de seguir em pé, atravessando tempos que derrubaram muitos ao redor, tornou-se inspiração e resistência.” A frase de Julio Maria, autor da biografia de Ney, sintetiza a essência de um artista cuja trajetória virou marco da cultura brasileira. No Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, uma exposição homenageia esse ícone, destacando sua importância como um dos maiores artistas do país, com foco em sua luta pela liberdade e a representação LGBTQIA+.

Aos 80 anos, Ney Matogrosso é mais do que cantor. É símbolo de coragem, transformação e luta. Sua ousadia vai além dos palcos, inspirando um Brasil envolto, há décadas, em debates sobre identidade, liberdade e repressão.

Em cartaz até 21 de abril, a mostra no MIS homenageia esse legado, convidando o público a revisitar a trajetória de um dos grandes nomes da música brasileira, cuja presença sempre provocadora atravessou gerações.

Ney não desafiou só os limites da música, mas também rompeu barreiras sociais. Em tempos de forte repressão política e moral no Brasil, sua postura irreverente e escolhas estéticas foram mais que expressão artística: foram atos de resistência e afirmação da liberdade individual.

A exposição traz elementos dessa jornada de quebra de paradigmas. Imagens, vídeos, figurinos e objetos pessoais revelam a força de um artista que, desde os anos 70, desafia não apenas as normas musicais, mas as sociais. Ney é uma força propulsora de mudanças culturais, e a mostra evidencia isso.

De sua estreia com o grupo Secos & Molhados nos anos 1970 à carreira solo marcada por ousadia e inovação, a exposição é um convite a mergulhar em um universo de fantasia, erotismo e liberdade, marcas da identidade artística de Ney. Nela vamos conhecer a fundo essa personalidade marcada por uma história de superação, de quebras de tabus e de uma aura artística indomável, que se firmou como um dos artistas mais emblemáticos e provocadores da música brasileira.

A estudante de artes visuais e pesquisadora da música popular brasileira, Helena Bosco, descreve o impacto do artista: “O mais interessante é entender como Ney não quebrou só os padrões estéticos. Ele desafiou a visão tradicional sobre o corpo e a sexualidade. Sua arte está ligada ao processo de afirmação da identidade LGBTQIA+ no Brasil.”

Essa visão é reforçada por Julio Maria, autor da biografia: “Ney é exemplo de resistência. Ele não se importou em ser visto como transgressor, nem em ser ‘politicamente correto’. Ele foi autêntico, e isso é uma das maiores virtudes que um artista pode ter.”

A mostra também destaca o impacto internacional de Ney. Em um cenário global muitas vezes dominado por figuras convencionais, ele conquistou espaço com autenticidade e provocação. Para o historiador musical Roberto Carvalho, em entrevista exclusiva, “Ney é um artista que foi além do palco. Tornou-se agente de mudança. Sua música ecoa porque fala de liberdade.”

Nos anos 1970, o Brasil vivia sob ditadura militar, censura e moral conservadora. Ney, com sua figura excêntrica e letras provocativas, questionou padrões impostos pela sociedade e pela indústria musical. Foi um dos primeiros artistas a abordar temas como sexualidade e identidade de forma tão audaciosa, abrindo caminhos para novas gerações de artistas e militantes LGBTQIA+.

Sua arte contribuiu e ainda contribui para a construção de um Brasil mais plural, livre e respeitoso com todas as formas de amor e identidade.

Ao visitar a exposição, o público tem a chance de revisitar não só a história de um dos maiores artistas do Brasil, mas também refletir sobre o legado que ele deixa para as gerações atuais. Ney Matogrosso é um ponto de partida para debates sobre diversidade e liberdade.

Para Helena, “É uma síntese da cultura da música brasileira. Se não fosse por eles, não estaríamos onde estamos hoje.” Ney simboliza uma geração que abriu caminho. Gente que enfrentou preconceitos, que ousou se expressar quando tudo empurrava para o contrário. Com sua voz, sua imagem e sua coragem, ele ajudou a mudar o jeito como a música é feita e recebida no Brasil, e mais, ajudou a ampliar o espaço para quem queria ser diferente.

A exposição no MIS é mais do que uma homenagem. É uma celebração de sua contribuição à música brasileira e ao movimento LGBTQIA+. Ney encantou o público com sua arte e também foi uma voz corajosa que desafiou convenções, abrindo espaço para novas gerações de artistas e ativistas.

Sua trajetória continua sendo uma fonte de inspiração e resistência. A mostra oferece uma oportunidade única de entender a profundidade de sua contribuição à cultura brasileira. Visitar o MIS é não apenas revisitar a obra de um artista fundamental, mas refletir sobre o impacto que ele teve e ainda tem na construção de uma sociedade mais livre e plural.

 

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