Inundados em cada vez mais opções de streaming em concorrência, esse mercado cresceu e tomou ainda mais lugar nos ambientes em domicílio, principalmente com o isolamento causado pela pandemia de Covid-19 no mundo todo. Ocupando espaços até no Oscar, com produções próprias, deslocando grandes emissoras como a HBO e a Globo para o streaming, o podcast fala sobre essa imersão em "multiplataformas" espalhadas chegando no Brasil.
Você pode ouvir aqui:
https://anchor.fm/jlia-nogueira/episodes/O-boom-de-streamings-de-vdeo-e10h32k
Em 9 de fevereiro de 1961, há 60 anos, a banda britânica da cidade de Liverpool "The Beatles" se apresentava ao vivo pela primeira vez no tradicional bar local "Cavern Club", o grupo de rock que anos mais tarde mudaria o cenário musical internacional contava com Paul McCartney no baixo e vocal, John Lennon na guitarra e vocal, George Harrison na guitarra e Pete Best na bateria, o último que dois anos depois deixaria a banda para dar lugar a Ringo Starr que se consolidaria como baterista. Os Beatles retornariam a se apresentar por volta de 300 vezes mais nesse mesmo local.
Os "Garotos de Liverpool" como eram conhecidos fariam apresentações ao vivo durante cinco anos por diversos países enquanto alternavam com as gravações de seus discos. A banda se cansaria do ritmo frenético envolvido em suas apresentações e decidiram parar de fazê-las se concentrando somente nas gravações de suas músicas e voltariam excepcionalmente em 1969 para a realização do famoso e último show no telhado da sede da Apple Corps em Londres.
Nosso podcast ouviu o músico "Beatlemaníaco" Tchello Palma que nos contou um pouco sobre o seu apreço pelo grupo e explica como a indústria de shows e apresentações ao vivo foi impactada pelos Beatles.
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Tchello Palma,foto retirada do seu arquivo pessoal
O surgimento das Houses começou nos EUA em 2019, o sucesso da Hype House foi tão grande que a Netflix fará um reality show. O Brasil não ficou para trás, muitos Influencers aderiram o esquema e foram criadas várias mansões para produzir conteúdos aos seus seguidores. No vídeo debatemos se agora é o momento certo para isso ou não, lembrando que o começo de 2020 foi marcado pela pandemia de COVID-19 que prossegue até agora.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9q1C3mvFe3o


Segundo dados da Betway, 67 países, ou seja, um terço do mundo, têm ao menos um reality show indo ao ar em sua grade televisiva no ano. No Brasil, só na TV aberta, já foram exibidas, desde o ano 2000, pelo menos 63 edições.
O BBB, em 100 dias de programa, teve 163 milhões de brasileiros de olho nos brothers. Sendo em média, 40 milhões de telespectadores por exibição. Os realities shows têm uma longa história. Com o passar do tempo, sofreram muitas alterações, o que contribuiu para que esse tipo de programa fosse tão querido e envolvesse tanto o público na trama. O sucesso deles é insano e, cada vez, atingem mais pessoas. Pensando nisso, fizemos um episódio abordando a história dos realities aqui no Brasil desde os anos 2000, além de pensarmos nos motivos que fizeram com que eles conseguiram alcançar tanta audiência.
"Você sabe que posso levar isso para o próximo level, bebe" Essas são as palavras que a cantora norte-americana Britney Spears declara na faixa de abertura do seu sétimo álbum de estúdio entitulado Femme Fatale, antes da canção explodir em um refrão contagiante e viciante. O disco, lançado em 2011, completou 10 anos em 25 de março desse ano e se revela muito mais complexo e excelente revisitado com outros olhos e ouvidos.
Tomemos como exemplo o verso citado no começo do texto, o que parece ser uma simples composição de música chiclete se torna algo maior acompanhado da voz robótica da cantora e da produção eurodance da faixa. Spears de fato está elevando a música pop ao próximo nível – ao mundo da artificialidade, do dubstep – e fazendo jus ao título da música "Till the World Ends" nos convida a continuar dançando até o mundo acabar.
Os outros destaques do albúm são claros, o hit "Hold it Against Me" é uma das melhores canções de sua carreira, o hino de break up "Inside Out", a divertida "How I Roll" que se assemelha ao estilo da produtora SOPHIE, o EDM em parceria com will.i.am "Big Fat Bass", "Trip to Your Heart" que em momentos parece um update autotunado da famosa "Everytime" e "Criminal", uma balada mid-tempo que foi hit no Brasil.
Em seu "Manifesto ciborgue" publicado em 1985, a pensadora Donna Haraway se utiliza da imagem de um ciborgue, uma criatura pós-humana para demonstrar um ser que transcende as limitações de gênero e sexuais impostas pela sociedade dominante. Com Femme Fatale, Britney parece levar esse utopismo ao mundo pop, sua voz se encontra cada vez mais computadorizada e recheada de efeitos industriais, as músicas cada vez mais super produzidas, futuristas, com hooks e batidas viciantes. Não é à toa que o álbum serve de base para entendermos dois gêneros nascidos recentemente com raízes fortes na comunidade Queer online, o pc music e o hyperpop, que se conectam a nomes aclamados como SOPHIE, Charli XCX, A.G. Cook, Dorian Electra, entre outros.
Com o lançamento de "Framing Britney Spears", documentário produzido pelo The New York Times que expõe os assédios da grande mídia a cantora e a tutela imposta pelo pai que controla desde 2008 as finanças da filha, tornou-se necessário ressignificar os problemas mentais enfrentados por Britney que marcaram sua carreira em 2007, mas é também preciso fazer o mesmo com sua artisticidade. Se antes a musicista era definida por críticos esnobes como um mero fantoche nas mãos de sua gravadora, o cenário atual de boas-vindas ao poptimism e popularidade crescente do feminismo nos dizem outra coisa: a princesinha da pop sempre foi uma artista de talento, e o visionarismo de Femme Fatale confirma o fato.














