Por João Serradas
Para que a leitura possa de fato transformar a vida de um indivíduo, é necessário que ele coloque em prática este hábito desde pequeno enquanto ainda é uma criança. As crianças ao se familiarizarem com os livros, passam a adquirir de imediato o poder da imaginação. A partir desse momento, elas já entendem o significado de uma história e o poder que ela pode ter em suas vidas. Deste modo, o processo de aprendizagem se torna constante e melhor será para o mental da criança. Diversos conhecimentos já começam a ser explorados, como a escrita, a oralidade, o raciocínio e entre outros atributos que só melhoram quando pais e responsáveis aplicam na vida de suas crianças. Aliando a escolha de uma boa leitura com atividades de fato assertivas, ótimos resultados poderão surgir na infância, com capacidade de evoluírem ainda mais até o fim de suas vidas.
Dagmar Pereira é professora formada em pedagogia pela universidade Cruzeiro do Sul e atua profissionalmente no meio educacional há mais de vinte anos, hoje ela é professora de educação infantil pela Prefeitura de São Paulo e ela conta que ler na infância é fundamental. Ela explica que com seus alunos o desenvolvimento da leitura vai muito mais do que apenas ler. “ Nós, professoras da escola em que atuamos, desenvolvemos a leitura com os alunos de forma fragmentada. Nós lemos história para os alunos todos os dias, deste modo eles descobrem novas palavras e novos significados, nós também fazemos roda de música e fazemos brincadeiras que podem estimular o cognitivo. Eu vejo que são coisas que podem ajudar no processo da leitura.”
A leitura influencia diretamente em nossos estudos e consequentemente, em nosso crescimento profissional, independente da área que você trabalha ou que deseja trabalhar. Ler, te ajudará a adquirir maior informação a respeito de assuntos que você adora ou sobre o que você estuda. E dito isso, muito poderá ser aplicado em seus estudos já que mesmo lendo assuntos que não coincidem com os mesmos, muito de questão gramatical poderá ser aproveitada. Sua escrita ficará cada vez melhor e seu vocabulário mais amplo a cada dia, o que fará você se destacar na frente das demais pessoas. Quanto mais conteúdos você ler, mais conhecimento e repertório cultural você terá. Algo que fará seus estudos evoluírem de uma forma imensurável.
Em questão profissional, o mesmo pode ser dito. A única diferença é que quando nos referimos as nossas carreiras profissionais, é recomendável além da busca por interesses diversos que podem te ajudar de diferentes formas como nos estudos, nossas carreiras vão exigir mais conhecimento, mais leitura de nós a respeito de assuntos voltados a nossa profissão. Contudo, cada um absorve conhecimento do seu jeito, fique a seu critério como você pode conduzir sua carreira ao sucesso.
De acordo com o Norval Baitello Jr., professor Mídia e Cultura da PUC-SP, o hábito de ler é extremamente importante e ele afeta diretamente esses dois campos, o estudo e o trabalho. "A leitura em nosso cotidiano é cada vez mais indispensável, a partir dela nós desenvolvemos também a escrita, algo que faz muita diferença em seus estudos e também no seu trabalho. Quem não tem o costume de ler, não avança e não evolui". Norval também relata que a leitura impactou sua vida por completo, tendo o hábito de ler desde pequeno. Segundo ele, ler pode lhe ajudar a ter uma maior dimensão sobre a realidade e isso o auxiliou para que chegasse ao sucesso na sua área.
Portanto, a leitura é capaz de transformar cada aspecto de nossa vida e consequentemente, nosso intelecto. Nossa maneira de pensar, de agir, de gesticular e entre outras capacidades humanas que podem evoluir a partir da arte de ler. Com ela, nosso intelecto passa a ser algo totalmente diferente, passamos a ver o mundo e julgar as coisas, por mais pequenas que sejam, de forma mais racional e inteligente, proporcionando a nós uma maior facilidade para que formamos nossas opiniões e nosso tão querido e importante senso crítico. Gerando assim, um teor argumentativo acima das demais pessoas que não usufruem da boa leitura.
Quanto mais leitura, mais conhecimentos e consequentemente, mais repertório. Isso ajuda a transformar sua vida social. Assim, conversar e discutir diversos assuntos com diversas pessoas, por mais diferentes que elas sejam, permitem ampliar os horizontes dos vínculos humanos. E com um repertório mais apurado, as relações que você já tinha, podem ser tonar mais fortes. E isso se aplica a qualquer tipo de relação, sendo ela familiar, amizade ou no aspecto amoroso. De qualquer forma, a leitura pode te ajudar a enriquecer e fortalecer seus laços entre as mais diversas e diferentes pessoas. Dagmar ressalta também que ler pode te ajudar a abrir sua mente a cultura e outras áreas. “ Ler te ajuda a abrir seus horizontes, como cultura e tudo que a engloba”.
Muitas das questões pontuadas aqui nesse texto, ajudam ao ser humano a desenvolver uma vida melhor, alguns até mesmo vivem para a leitura e isso pode ser uma das coisas mais gratificantes da vida. Escritores, jornalistas, pesquisadores e entre outras profissões, usam da leitura como seu bem maior. Mas ela traz muito além de ganhos financeiros, a leitura tem poder muito forte em nossas vidas. Ela nos auxilia diariamente a crescer intelectualmente, a nos autodesenvolver. No momento que você coloca em pratica o hábito de ler, sua evolução será constante nos mais variados aspectos.
Na quinta-feira, dia 14 de abril, acontecerá o lançamento do novo filme Animais fantásticos - os segredos de Dumbledore, ambientado previamente aos filmes da saga Harry Potter. O filme é estrelado pela atriz brasileira Maria Fernanda Cândido, que interpreta Vicência Santos, uma ministra de magia brasileira, indicada para chefe suprema da confederação internacional dos bruxos. Vicência é uma líder, uma política, muito perspicaz e estrategista, mas, também, provida de um olhar humano e sensível em relação ao outro, segundo a atriz.
Por Barbara Ferreira
Após o fim da Primeira Guerra Mundial, o historiador Eric Hobsbawm (1917-2012) afirmava que os EUA eram uma economia internacionalmente dominante, ao passo que aquela guerra reforçou tanto a posição de maior produtor industrial quanto a de maior credor do mundo: as bases de um imperialismo econômico e cultural estavam postas. Entretanto, foi durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, que os Estados Unidos foram reconhecidos por serem os grandes fornecedores de armas para os países em guerra.
No auge desse conflito, em 1941, o presidente Franklin Delano Roosevelt visava manter uma boa postura do país, incentivando Walt Disney, empresário estadunidense, a visitar toda a América em busca de aliados. Embora aliados seja um termo “desfavorável”, o intuito era compilar o patriotismo de todos os países da América para que juntos fizessem uma força maior, isto é, seria necessário criar certa relação com os países latinos, algo que a empresa Disney poderia alcançar durante o período e favorecer os EUA após a guerra.
Disney foi encarregado de visitar, explorar e entender a cultura dos países latino-americanos, construindo uma relação que fizesse com que a América do Sul admirasse os norte-americanos. Com isso, viu-se numa grande oportunidade de fazer com que esses povos se sentissem mais importantes, criando então a animação “Você já foi à Bahia?”, um filme que unia personagens como o pato Donald, representando os EUA, Zé Carioca, representando o Brasil, e Panchito, que representava o México; uma obra constituída por estereótipos e baseada na superfície de cada cultura. Nesse momento, a indústria cinematográfica norte-americana mostrou-se cada vez mais poderosa, defendendo a política de Boa Vizinhança com a América do Sul e atraindo os países com projetos e ações audiovisuais. A Soft Power era a forma como o governo norte-americano influenciava: não com o uso de armas, mas pela força da cultura.
Luciana Movais, professora de história, afirma que nesse sentido é possível citar os estudos de Horkheimer e Adorno e a criação do conceito de Cultura de Massa, em que a produção cultural se massifica e torna-se industrializada, contribuindo para a padronização das consciências coletivas e fazendo com que a arte perca sua característica de transmitir criticidade aos seres humanos, passando a estar a serviço do capital.
Deter do controle do entretenimento global foi, é e sempre será o objetivo dos EUA, a cultura dominante. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o “American Way of Life” surgiu e foi intitulado o modelo perfeito para se viver: consumo exacerbado e padronização social eram os ideais. Após os períodos de conflitos vividos durante a Primeira e Segunda Guerra, o modelo sugeria uma comemoração pelos EUA serem os EUA, uma sociedade em constante desenvolvimento de tecnologia, que mantinha estoque de armas e prezava pelo poder do exército. Vendiam a ideia de que o consumismo era vitorioso e trazia felicidade, dando espaço para o aumento da produção em massa e necessidade de compra.
Ao passo que televisores começaram a se tornar cada vez mais populares, o mundo desejou viver aquele estilo de vida e, em que o romance norte-americano era a meta, as músicas eram as melhores, comidas eram as mais deliciosas e a cultura, a mais avançada. Mas, não era bem assim… Transmitiram nos programas de TV e cinema, a liberdade (de compra) e a igualdade (de consumo) para todas as famílias do continente sob o projeto da América para os Americanos. Aproveitando essa condição industrial e de potência bélica, os sucessivos governos do pós-guerra traçaram uma diversidade de estratégias elaboradas a fim de que o país fosse promovido à cultura de referência global, fazendo com que o mundo assistisse atônito a desenfreada tentativa dos EUA de influenciarem globalmente a política, a economia e a geopolítica.
Indústria Cultural
Com produtos da indústria cultural, os EUA conseguiram atingir muitos países, principalmente o Brasil. Em meados dos anos 80 e 90, bebidas, cigarros, filmes, atores, livros, roupas, fast food, músicas, programas de TV e, logo depois, mídias sociais e plataformas de streaming, tomaram controle do entretenimento brasileiro, estipulando e estimulando os padrões de consumo e beleza no mundo, visto que o “Made in US” é o simbolismo que os brasileiros sempre buscaram.
O americanismo, continua a professora, não foi obra do acaso senão uma construção histórica. Quando menciona-se a ideia do ‘americanismo’ e seus reflexos, é imprescindível deixar de destacar a implantação ideológica dos EUA tanto na cultura do próprio país quanto na sua influência em outras nações.
A pintura de John Gast de 1872 retrata certa superioridade dos norte-americanos sob outras culturas. Promover desenvolvimento, avanço e modernização é o papel que acreditam ter no mundo, usando o progresso e democratização como desculpa na interferência em outros países. Na tela, toda luz faz referência a inovação proposta pelos Estados Unidos, e a sombra evidencia todos os povos que ainda não foram alcançados pelo desenvolvimento, sendo eles indígenas e/ou animais selvagens. Sendo o americanismo um conjunto de ideologias que os EUA criaram durante sua história, mantiveram-se crentes da solução absoluta na técnica (engenhosidade americana).
Hoje, como reflexo disso, o patriotismo brasileiro vai perdendo espaço (se é que em algum momento o conseguiu). Em 2021, com o lançamento de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”, a bilheteria nacional atingiu mais de 300 milhões de reais. A partir daí, ganhou ainda mais espaço de exibição, desfavorecendo e, ainda, descartando filmes, dentre eles nacionais, que estavam em cartaz nos cinemas na mesma época. O ponto é: este foi um pedido do público.
A cultura norte-americana está imposta no nosso cotidiano sem que precisemos pensar muito sobre. Acordamos, colocamos uma t-shirt e trabalhamos de home office. Na hora do almoço, vamos no fast food, seja McDonald 's ou Burger King, e à tarde, paramos para comer um hot dog e, quem sabe um cupcake.
No mercado, pegamos alimentos fitness e no final do dia, bebemos uma Coca-Cola, ao passo que postamos uma foto com hashtag no Instagram ou Facebook. Gravamos uma dancinha no tik tok e depois fazemos uma skin care antes de assistir algo na Netflix, HBO ou ainda um Big Brother. Estamos e sempre estivemos imersos na cultura USA, uma cultura de massa, padronizando nossa forma de pensar e agir.
O professor de História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Pedro Tota, afirma que os Estados Unidos foram responsáveis pela construção de um modo de vida que facilita tudo, por isso os brasileiros começaram a imitar. Fazia-se necessário aos EUA aumentar sua influência mundial e a indústria cultural serviu à isso. O Brasil foi marcado, tendo em vista o projeto de massificação e exportação do AWL.
Na música Drugs, de Falling in Reverse, há a frase “The American Dream is a killing machine” [O Sonho Americano é uma máquina mortífera], em que o grupo de rock norte-americano não encara a massificação do American Way of Life como algo bom, transparecendo a opinião de certa parcela da população. Eles estão cobertos de razão, volta a afirmar o professor, pois em um certo momento, percebemos que a vida não é apenas esse consumo que o americanismo prega. O sonho americano é uma máquina mortífera porque as pessoas acham que estão se realizando, mas uma realização baseada apenas no consumo desenfreado, tal que provoca a alienação total da vida real.
Entende-se, que a exportação da própria cultura é o objetivo dos Estados Unidos, ideia construída a partir do patriotismo estadunidense, iniciado durante a independência do país e que usufrui da mídia como meio de propagação e imposição do imperialismo cultural, desenvolvendo novas técnicas para e pelo lucro capitalista. Os conteúdos culturais orientam e domesticam, propondo o consumo cultural imediato e alienação para o consumo máximo.
No primeiro domingo do mês (03), ocorreu o 64° Grammy Awards. A premiação entregou a pianista brasileira Eliane Elias, o gramofone de melhor álbum de Jazz latino, pelo seu trabalho Mirror Mirror, feito em parceria com os pianistas Chick Corea e Chucho Valdés. Além disso, Jon Batiste, Olivia Rodrigo entre outros foram premiados no dia, consolidando suas carreiras na música.
Eliane, a pianista brasileira referência internacional de jazz,recebeu o seu segundo Grammy pela categoria Melhor álbum de jazz, assim já acumulando quatro troféus, dois na mesma categoria. Porém no Grammy Latino além de mais duas indicações, incluindo uma derivada de um dueto com um dos maiores nomes do Jazz, Herbie Hancock.
No prêmio mais importante da noite foi para Jon Batiste, multi-instrumentista da Louisiana, que apesar de ser o menos conhecido dos 10 indicados na categoria de álbum do ano, tinha o melhor trabalho, We Are é um álbum, tranquilo melódico que mistura características do funk, R&B e soul, com composições modernas, trazendo um ar de alegria e leveza em todas as músicas.Além de melhor álbum o cantor concorreu ainda em mais dez categorias, ganhando ao todo 5 categorias.
A apresentação do evento ainda contou com homenagens a artistas que faleceram no ano passado e nesse, tendo imagens desses artistas enquanto Ben Platt, Cynthia Erivo, Leslie Odom Jr. E Rachel Zegler se apresentavam. Entre os artistas homenageados estavam Charlie Watts, baterista do Rolling Stones, Taylor Hawkins, baterista do Foo Figthers, que faleceu em março, o compositor, Sthepen Sondheim, além da cantora sertaneja e compositora Marilia Mendonça, porém uma homenagem que fez falta foi a de Elza Soares, lenda da musica brasileira, que faleceu em janeiro, sendo uma das maiores expoentes da música brasileira para o mundo, sendo até mesma chamada de filha pela lenda do Jazz, Louis Armstrong, Elza foi deixada de lado da homenagem durante a premiação.
Não importa qual seja o período da humanidade, as pessoas sempre tiveram uma relação muito forte com a dança assim como a arte. Desde a idade da pedra, os indivíduos dançavam em diversas ocasiões, para celebrar acontecimentos, expressar seu interior, demarcar suas presenças e estabelecer seu lugar no mundo. Em paralelo aos dias de hoje, a dança mais do que nunca ocupa um lugar importante na sociedade como um todo e na vida da população, sendo uma dos grandes refúgios para relaxar e se conhecer.
Do K-pop ao samba, por meio de diversos ritmos, pessoas de todas as partes do mundo exploram o mundo da dança, o qual é influenciado pelo contexto, pela cultura, pela dinâmica social, gênero ou condições financeiras. Ao mesmo tempo, o mundo possui muitos pólos da indústria musical, e dentre eles está São Paulo, um centro cultural por si só e referência no país.
Em entrevista com a atriz e cantora Fernanda Aranha, ela pontua seu desenvolvimento pessoal como humano nos palcos, os quais foram os ambientes propícios que lhe ajudaram a construir sua carreira artística. “ Para mim, o contato com o palco é muito importante. Tem a ver com troca entre pessoas. Me conecto com várias camadas de mim mesma e dos outros. Desde a energia dos meus colegas de cena, até a plateia. Com certeza fazer teatro moldou muito o que sou. Então, os impactos de estar sempre em contato com a arte são ótimos. Me distraio, me relaxo e me conecto Além de gostar do teatro em sua forma mais bruta, estou no ambiente do teatro musical há muito também. Então, cantar é outra atividade que adoro”, conta a artista.
Encontrar um espaço e uma atividade que seja somente seu vai muito além de desestressar ou possuir um hobby, é um diálogo constante com nosso eu e o alimento da paz interior. Em entrevista, a bailarina Bruna Parrillo conta: “Pra mim a melhor forma de me desconectar de todo caos de São Paulo é dançando, por um instante nada mais importa. A dança traz a paz que preciso. Continuar dançando é resistir e lutar pela arte. Como Pina Bausch dizia: ‘dance, dance, senão estamos perdidos’”.
Dentre os diversos impactos da dança, não podemos deixar de pontuar tanto os benefícios mentais como corporais. “Dançar é saúde. Movimentar o corpo libera endorfina e serotonina, o que traz sensação de bem-estar, me deixando disposta para a correria do dia a dia. Ajuda a reduzir a ansiedade, trabalha a concentração, sensibilidade e potencializa a criatividade” comenta a dançarina”.
No quadro atual, um dos maiores fatores que impactam a esfera da dança são os ritmos musicais, e um dos maiores do momento, o K-pop. Por meio desse estilo musical, as mais distintas danças são usadas e inspiradas na construção das coreografias e dança desse tipo de música asiática, criada na Coreia do Sul. Pesquisas, dados, em simultâneo, com a explosão de vídeos e conteúdos na internet denotam como o número de dançarinos aumentou com a explosão do fenômeno. A partir do K-pop, milhares de pessoas descobriram paixão por essa arte e se descobriram como artistas em sua vida. Também, não se pode negar o impacto positivo na vida das pessoas e como a dança cada vez mais ocupa lugar na vida das pessoas.