Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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A leitura tem o poder de abranger os mais variados aspectos que regem nossas vidas.
por
João Serradas
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15/06/2022 - 12h

Por João Serradas

Para que a leitura possa de fato transformar a vida de um indivíduo, é necessário que ele coloque em prática este hábito desde pequeno enquanto ainda é uma criança. As crianças ao se familiarizarem com os livros, passam a adquirir de imediato o poder da imaginação. A partir desse momento, elas já entendem o significado de uma história e o poder que ela pode ter em suas vidas. Deste modo, o processo de aprendizagem se torna constante e melhor será para o mental da criança. Diversos conhecimentos já começam a ser explorados, como a escrita, a oralidade, o raciocínio e entre outros atributos que só melhoram quando pais e responsáveis aplicam na vida de suas crianças. Aliando a escolha de uma boa leitura com atividades de fato assertivas, ótimos resultados poderão surgir na infância, com capacidade de evoluírem ainda mais até o fim de suas vidas.

Dagmar Pereira é professora formada em pedagogia pela universidade Cruzeiro do Sul e atua profissionalmente no meio educacional há mais de vinte anos, hoje ela é professora de educação infantil pela Prefeitura de São Paulo e ela conta que ler na infância é fundamental. Ela explica que com seus alunos o desenvolvimento da leitura vai muito mais do que apenas ler.

“ Nós, professoras da escola em que atuamos, desenvolvemos a leitura com os alunos de forma fragmentada. Nós lemos história para os alunos todos os dias, deste modo eles descobrem novas palavras e novos significados, nós também fazemos roda de música e fazemos brincadeiras que podem estimular o cognitivo. Eu vejo que são coisas que podem ajudar no processo da leitura.”

A leitura influencia diretamente em nossos estudos e consequentemente, em nosso crescimento profissional, independente da área que você trabalha ou que deseja trabalhar. Ler, te ajudará a adquirir maior informação a respeito de assuntos que você adora ou sobre o que você estuda. E dito isso, muito poderá ser aplicado em seus estudos já que mesmo lendo assuntos que não coincidem com os mesmos, muito de questão gramatical poderá ser aproveitada. Sua escrita ficará cada vez melhor e seu vocabulário mais amplo a cada dia, o que fará você se destacar na frente das demais pessoas. Quanto mais conteúdos você ler, mais conhecimento e repertório cultural você terá. Algo que fará seus estudos evoluírem de uma forma imensurável.

Em questão profissional, o mesmo pode ser dito. A única diferença é que quando nos referimos as nossas carreiras profissionais, é recomendável além da busca por interesses diversos que podem te ajudar de diferentes formas como nos estudos, nossas carreiras vão exigir mais conhecimento, mais leitura de nós a respeito de assuntos voltados a nossa profissão. Contudo, cada um absorve conhecimento do seu jeito, fique a seu critério como você pode conduzir sua carreira ao sucesso.

De acordo com o Norval Baitello Jr., professor Mídia e Cultura da PUC-SP, o hábito de ler é extremamente importante e ele afeta diretamente esses dois campos, o estudo e o trabalho. "A leitura em nosso cotidiano é cada vez mais indispensável, a partir dela nós desenvolvemos também a escrita, algo que faz muita diferença em seus estudos e também no seu trabalho. Quem não tem o costume de ler, não avança e não evolui". Norval também relata que a leitura impactou sua vida por completo, tendo o hábito de ler desde pequeno. Segundo ele, ler pode lhe ajudar a ter uma maior dimensão sobre a realidade e isso o auxiliou para que chegasse ao sucesso na sua área.

Portanto, a leitura é capaz de transformar cada aspecto de nossa vida e consequentemente, nosso intelecto. Nossa maneira de pensar, de agir, de gesticular e entre outras capacidades humanas que podem evoluir a partir da arte de ler. Com ela, nosso intelecto passa a ser algo totalmente diferente, passamos a ver o mundo e julgar as coisas, por mais pequenas que sejam, de forma mais racional e inteligente, proporcionando a nós uma maior facilidade para que formamos nossas opiniões e nosso tão querido e importante senso crítico. Gerando assim, um teor argumentativo acima das demais pessoas que não usufruem da boa leitura. 

Quanto mais leitura, mais conhecimentos e consequentemente, mais repertório. Isso ajuda a transformar sua vida social. Assim, conversar e discutir diversos assuntos com diversas pessoas, por mais diferentes que elas sejam, permitem ampliar os horizontes dos vínculos humanos. E com um repertório mais apurado, as relações que você já tinha, podem ser tonar mais fortes. E isso se aplica a qualquer tipo de relação, sendo ela familiar, amizade ou no aspecto amoroso. De qualquer forma, a leitura pode te ajudar a enriquecer e fortalecer seus laços entre as mais diversas e diferentes pessoas. Dagmar ressalta também que ler pode te ajudar a abrir sua mente a cultura e outras áreas. “ Ler te ajuda a abrir seus horizontes, como cultura e tudo que a engloba”.

Muitas das questões pontuadas aqui nesse texto, ajudam ao ser humano a desenvolver uma vida melhor, alguns até mesmo vivem para a leitura e isso pode ser uma das coisas mais gratificantes da vida. Escritores, jornalistas, pesquisadores e entre outras profissões, usam da leitura como seu bem maior. Mas ela traz muito além de ganhos financeiros, a leitura tem poder muito forte em nossas vidas. Ela nos auxilia diariamente a crescer intelectualmente, a nos autodesenvolver. No momento que você coloca em pratica o hábito de ler, sua evolução será constante nos mais variados aspectos.

 

 

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Atuação da atriz Maria Fernanda Cândido é aguardada no novo filme da saga. A estréia será dia 14 no Brasil.
por
Ester Czeresnia Taragona
Ana Kézia de Andrade
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12/04/2022 - 12h

Na quinta-feira, dia 14 de abril, acontecerá o lançamento do novo filme Animais fantásticos - os segredos de Dumbledore, ambientado previamente aos filmes da saga Harry Potter. O filme é estrelado pela atriz brasileira Maria Fernanda Cândido, que interpreta Vicência Santos, uma ministra de magia brasileira, indicada para chefe suprema da confederação internacional dos bruxos. Vicência é uma líder, uma política, muito perspicaz e estrategista, mas, também, provida de um olhar humano e sensível em relação ao outro, segundo a atriz.

O universo dos filmes da série Harry Potter é muito grande e envolveu muitos fãs ao redor do mundo, tanto no cinema, como na literatura. A história infanto-juvenil, revela um menino de 11 anos que no decorrer da saga cresceu e muitos expectadores cresceram juntamente com ele, por conta disso, os livros migraram do gênero juvenil para o adulto. Esta é uma história em que o protagonista e o leitor amadurecem juntos.
 
A saga emplacou grande sucesso após a adaptação do livro para o cinema. O resultado do sucesso entre os fãs que leram os livros  se ampliou, suscitando o interesse de novos leitores. Harry Potter completa 20 anos neste ano de 2022. Houve o lançamento de um especial na HBO MAX para comemorar a data com participações especiais e entrevistas com os artistas participantes dos vários filmes.
 
A história do filme Animais Fantásticos aborda o passado do Dumbledore, quando ele era ainda professor de Hogwarts e seu relacionamento com Grindelwald. Dirigido por David Yates, mesmo diretor dos outros filmes da saga, e também diretor de alguns dos filmes de Harry Potter. O roteiro é de autoria de Steve Kloves, junto com J. K. Rowling, autora de Harry Potter, O longa-metragem foi filmado em 2020, durante a pandemia, e teve que lidar com todos seus desafios, envolvendo até mesmo o cancelamento das filmagens no Brasil.
 
Desde 2019 a escritora J.K. Rowling envolveu-se em várias polêmicas ao escrever em suas redes sociais comentários transfóbicos. Diante deste fato, muitos fãs dividem suas opiniões acerca do comparecimento ao cinema para assistir ao lançamento. Alguns deles decidiram não comparecer ao cinema como uma forma de boicote. Alguns fãs relatam certa culpa após a sessão no cinema, mas ainda assim, se deleitam na afetividade do personagem Harry Potter, justificando separar a autora da obra.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A influência da cultura norte-americana no Brasil
por
Barbara Ferreira
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23/06/2022 - 12h

Por Barbara Ferreira

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, o historiador Eric Hobsbawm (1917-2012) afirmava que os EUA eram uma economia internacionalmente dominante, ao passo que aquela guerra reforçou tanto a posição de maior produtor industrial quanto a de maior credor do mundo: as bases de um imperialismo econômico e cultural estavam postas. Entretanto, foi durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, que os Estados Unidos foram reconhecidos por serem os grandes fornecedores de armas para os países em guerra.

No auge desse conflito, em 1941, o presidente Franklin Delano Roosevelt visava manter uma boa postura do país, incentivando Walt Disney, empresário estadunidense, a visitar toda a América em busca de aliados. Embora aliados seja um termo “desfavorável”, o intuito era compilar o patriotismo de todos os países da América para que juntos fizessem uma força maior, isto é, seria necessário criar certa relação com os países latinos, algo que a empresa Disney poderia alcançar durante o período e favorecer os EUA após a guerra. 

Disney foi encarregado de visitar, explorar e entender a cultura dos países latino-americanos, construindo uma relação que fizesse com que a América do Sul admirasse os norte-americanos. Com isso, viu-se numa grande oportunidade de fazer com que esses povos se sentissem mais importantes, criando então a animação “Você já foi à Bahia?”, um filme que unia personagens como o pato Donald, representando os EUA, Zé Carioca, representando o Brasil, e Panchito, que representava o México; uma obra constituída por estereótipos e baseada na superfície de cada cultura. Nesse momento, a indústria cinematográfica norte-americana mostrou-se cada vez mais poderosa, defendendo a política de Boa Vizinhança com a América do Sul e atraindo os países com projetos e ações audiovisuais. A Soft Power era a forma como o governo norte-americano influenciava: não com o uso de armas, mas pela força da cultura. 

Luciana Movais, professora de história, afirma que nesse sentido é possível citar os estudos de Horkheimer e Adorno e a criação do conceito de Cultura de Massa, em que a produção cultural se massifica e torna-se industrializada, contribuindo para a padronização das consciências coletivas e fazendo com que a arte perca sua característica de transmitir criticidade aos seres humanos, passando a estar a serviço do capital. 


Deter do controle do entretenimento global foi, é e sempre será o objetivo dos EUA, a cultura dominante. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o “American Way of Life” surgiu e foi intitulado o modelo perfeito para se viver: consumo exacerbado e padronização social eram os ideais. Após os períodos de conflitos vividos durante a Primeira e Segunda Guerra, o modelo sugeria uma comemoração pelos EUA serem os EUA, uma sociedade em constante desenvolvimento de tecnologia, que mantinha estoque de armas e prezava pelo poder do exército. Vendiam a ideia de que o consumismo era vitorioso e trazia felicidade, dando espaço para o aumento da produção em massa e necessidade de compra. 

Ao passo que televisores começaram a se tornar cada vez mais populares, o mundo desejou viver aquele estilo de vida e, em que o romance norte-americano era a meta, as músicas eram as melhores, comidas eram as mais deliciosas e a cultura, a mais avançada. Mas, não era bem assim… Transmitiram nos programas de TV e cinema, a liberdade (de compra) e a igualdade (de consumo) para todas as famílias do continente sob o projeto da América para os Americanos. Aproveitando essa condição industrial e de potência bélica, os sucessivos governos do pós-guerra traçaram uma diversidade de estratégias elaboradas a fim de que o país fosse promovido à cultura de referência global, fazendo com que o mundo assistisse atônito a desenfreada tentativa dos EUA de influenciarem globalmente a política, a economia e a geopolítica.

Indústria Cultural

Com produtos da indústria cultural, os EUA conseguiram atingir muitos países, principalmente o Brasil. Em meados dos anos 80 e 90, bebidas, cigarros, filmes, atores, livros, roupas, fast food, músicas, programas de TV e, logo depois, mídias sociais e plataformas de streaming, tomaram controle do entretenimento brasileiro, estipulando e estimulando os padrões de consumo e beleza no mundo, visto que o “Made in US” é o simbolismo que os brasileiros sempre buscaram. 

O americanismo, continua a professora, não foi obra do acaso senão uma construção histórica. Quando menciona-se a ideia do ‘americanismo’ e seus reflexos, é imprescindível deixar de destacar a implantação ideológica dos EUA tanto na cultura do próprio país quanto na sua influência em outras nações.

American Progress [Progresso Americano] de 1972, de John Gast

A pintura de John Gast de 1872 retrata certa superioridade dos norte-americanos sob outras culturas. Promover desenvolvimento, avanço e modernização é o papel que acreditam ter no mundo, usando o progresso e democratização como desculpa na interferência em outros países. Na tela, toda luz faz referência a inovação proposta pelos Estados Unidos, e a sombra evidencia todos os povos que ainda não foram alcançados pelo desenvolvimento, sendo eles indígenas e/ou animais selvagens. Sendo o americanismo um conjunto de ideologias que os EUA criaram durante sua história, mantiveram-se crentes da solução absoluta na técnica (engenhosidade americana). 

Hoje, como reflexo disso, o patriotismo brasileiro vai perdendo espaço (se é que em algum momento o conseguiu). Em 2021, com o lançamento de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”, a bilheteria nacional atingiu mais de 300 milhões de reais. A partir daí, ganhou ainda mais espaço de exibição, desfavorecendo e, ainda, descartando filmes, dentre eles nacionais, que estavam em cartaz nos cinemas na mesma época. O ponto é: este foi um pedido do público. 

A cultura norte-americana está imposta no nosso cotidiano sem que precisemos pensar muito sobre. Acordamos, colocamos uma t-shirt e trabalhamos de home office. Na hora do almoço, vamos no fast food, seja McDonald 's ou Burger King, e à tarde, paramos para comer um hot dog e, quem sabe um cupcake.

 No mercado, pegamos alimentos fitness e no final do dia, bebemos uma Coca-Cola, ao passo que postamos uma foto com hashtag no Instagram ou Facebook. Gravamos uma dancinha no tik tok e depois fazemos uma skin care antes de assistir algo na Netflix, HBO ou ainda um Big Brother. Estamos e sempre estivemos imersos na cultura USA, uma cultura de massa, padronizando nossa forma de pensar e agir. 

O professor de História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Pedro Tota, afirma que os Estados Unidos foram responsáveis pela construção de um modo de vida que facilita tudo, por isso os brasileiros começaram a imitar. Fazia-se necessário aos EUA aumentar sua influência mundial e a indústria cultural serviu à isso. O Brasil foi marcado, tendo em vista o projeto de massificação e exportação do AWL.

Na música Drugs, de Falling in Reverse, há a frase “The American Dream is a killing machine” [O Sonho Americano é uma máquina mortífera], em que o grupo de rock norte-americano não encara a massificação do American Way of Life como algo bom, transparecendo a opinião de certa parcela da população. Eles estão cobertos de razão, volta a afirmar o professor, pois em um certo momento, percebemos que a vida não é apenas esse consumo que o americanismo prega. O sonho americano é uma máquina mortífera porque as pessoas acham que estão se realizando, mas uma realização baseada apenas no consumo desenfreado, tal que provoca a alienação total da vida real.

Entende-se, que a exportação da própria cultura é o objetivo dos Estados Unidos, ideia construída a partir do patriotismo estadunidense, iniciado durante a independência do país e que usufrui da mídia como meio de propagação e imposição do imperialismo cultural, desenvolvendo novas técnicas para e pelo lucro capitalista. Os conteúdos culturais orientam e domesticam, propondo o consumo cultural imediato e alienação para o consumo máximo. 
 

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Eliane Elias venceu com o álbum "Mirror Mirror" e é o segundo prêmio na categoria. Cantora Elza Soares, falecida em Janeiro, não recebe homenagem na premiação.
por
José dos Santos
Ana Kézia de Andrade
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11/04/2022 - 12h

 

No primeiro domingo do mês (03), ocorreu o 64° Grammy Awards. A premiação entregou a pianista brasileira Eliane Elias, o gramofone de melhor álbum de Jazz latino, pelo seu trabalho Mirror Mirror, feito em parceria com os pianistas Chick Corea e Chucho Valdés. Além disso, Jon Batiste, Olivia Rodrigo entre outros foram premiados no dia, consolidando suas carreiras na música. 


Eliane, a pianista brasileira referência internacional de jazz,recebeu o seu segundo Grammy pela categoria Melhor álbum de jazz, assim já acumulando quatro troféus, dois na mesma categoria. Porém no Grammy Latino além de mais duas indicações, incluindo uma derivada de um dueto com um dos maiores nomes do Jazz, Herbie Hancock.
No prêmio mais importante da noite foi para Jon Batiste, multi-instrumentista da Louisiana, que apesar de ser o menos conhecido dos 10 indicados na categoria de álbum do ano, tinha o melhor trabalho, We Are é um álbum, tranquilo melódico que mistura características do funk, R&B e soul, com composições modernas, trazendo um ar de alegria e leveza em todas as músicas.Além de melhor álbum o cantor concorreu ainda em mais dez categorias, ganhando ao todo 5 categorias.


A apresentação do evento ainda contou com homenagens a artistas que faleceram no ano passado e nesse, tendo imagens desses artistas enquanto Ben Platt, Cynthia Erivo, Leslie Odom Jr. E Rachel Zegler se apresentavam. Entre os artistas homenageados estavam Charlie Watts, baterista do Rolling Stones, Taylor Hawkins, baterista do Foo Figthers, que faleceu em março, o compositor, Sthepen Sondheim, além da cantora sertaneja e compositora Marilia Mendonça, porém uma homenagem que fez falta foi a de Elza Soares, lenda da musica brasileira, que faleceu em janeiro, sendo uma das maiores expoentes da música brasileira para o mundo, sendo até mesma chamada de filha pela lenda do Jazz, Louis Armstrong, Elza foi deixada de lado da homenagem durante a premiação.
 

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O descobrimento do dançar: A genuína conexão da arte com a existência humana
por
Victor Trovão
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11/04/2022 - 12h

Não importa qual seja o período da humanidade, as pessoas sempre tiveram uma relação muito forte com a dança assim como a arte. Desde a idade da pedra, os indivíduos dançavam em diversas ocasiões, para celebrar acontecimentos, expressar seu interior, demarcar suas presenças e estabelecer seu lugar no mundo. Em paralelo aos dias de hoje, a dança mais do que nunca ocupa um lugar importante na sociedade como um todo e na vida da população, sendo uma dos grandes refúgios para relaxar e se conhecer. 

Do K-pop ao samba, por meio de diversos ritmos, pessoas de todas as partes do mundo exploram o mundo da dança, o qual é influenciado pelo contexto, pela cultura, pela dinâmica social, gênero ou condições financeiras. Ao mesmo tempo, o mundo possui muitos pólos da indústria musical, e dentre eles está São Paulo, um centro cultural por si só e referência no país. 

Em entrevista com a atriz e cantora Fernanda Aranha, ela pontua seu desenvolvimento pessoal como humano nos palcos, os quais foram os ambientes propícios que lhe ajudaram a construir sua carreira artística. “ Para mim, o contato com o palco é muito importante. Tem a ver com troca entre pessoas. Me conecto com várias camadas de mim mesma e dos outros. Desde a energia dos meus colegas de cena, até a plateia. Com certeza fazer teatro moldou muito o que sou. Então, os impactos de estar sempre em contato com a arte são ótimos. Me distraio, me relaxo e me conecto Além de gostar do teatro em sua forma mais bruta, estou no ambiente do teatro musical há muito também. Então, cantar é outra atividade que adoro”, conta a artista.

Encontrar um espaço e uma atividade que seja somente seu vai muito além de desestressar ou possuir um hobby, é um diálogo constante com nosso eu e o alimento da paz interior. Em entrevista, a bailarina Bruna Parrillo conta: “Pra mim a melhor forma de me desconectar de todo caos de São Paulo é dançando, por um instante nada mais importa. A dança traz a paz que preciso. Continuar dançando é resistir e lutar pela arte. Como Pina Bausch dizia: ‘dance, dance, senão estamos perdidos’”.

Dentre os diversos impactos da dança, não podemos deixar de pontuar tanto os benefícios mentais como corporais. “Dançar é saúde. Movimentar o corpo libera endorfina e serotonina, o que traz sensação de bem-estar, me deixando disposta para a correria do dia a dia. Ajuda a reduzir a ansiedade, trabalha a concentração, sensibilidade e potencializa a criatividade” comenta a dançarina”. 

No quadro atual, um dos maiores fatores que impactam a esfera da dança são os ritmos musicais, e um dos maiores do momento, o K-pop. Por meio desse estilo musical, as mais distintas danças são usadas e inspiradas na construção das coreografias e dança desse tipo de música asiática, criada na Coreia do Sul. Pesquisas, dados, em simultâneo, com a explosão de vídeos e conteúdos na internet denotam como o número de dançarinos aumentou com a explosão do fenômeno. A partir do K-pop, milhares de pessoas descobriram paixão por essa arte e se descobriram como artistas em sua vida. Também, não se pode negar o impacto positivo na vida das pessoas e como a dança cada vez mais ocupa lugar na vida das pessoas. 

 

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