A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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Ator, cantor e drag queen consolida sua trajetória ao transitar entre televisão, música e performances
por
Gabriela Dias
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23/03/2026 - 12h

Em um período de transformação significativa na mídia e nas artes performáticas do Brasil, uma personalidade se destacou por sua adaptabilidade e criatividade: Diego Martins. O ator, que também atua como, cantor e drag queen, vem conquistando novos públicos e expandindo sua atuação em várias plataformas, incluindo a televisão aberta e apresentações ao vivo, enquanto promove uma mensagem de visibilidade e diversidade artística.

Natural de Campinas, e com uma trajetória que começou na infância no teatro musical, Diego já tem uma carreira que combina atuação, música e performances drag. Ele ganhou notoriedade nacional ao interpretar Kelvin Santana na novela “Terra e Paixão”, da TV Globo, um papel que cativou o público devido à sua personalidade leve e carismática.

Em 2026, o artista inicia uma nova fase de notoriedade ao se juntar ao elenco de “Coração Acelerado”, em que interpreta Esteban, um estilista que se entrelaça com as histórias centrais da trama. Essa participação é um marco relevante na carreira televisiva de Diego, ampliando seu alcance para um público cada vez mais amplo e diversificado.

 

Reprodução/ Instagram @di_egomartins
Reprodução/ Instagram @di_egomartins

A força da presença LGBTQIA+ na televisão

Na trama de 2023 que Diego interpretou,Kelvin, ele começou sendo inserido no núcleo do bar da cidade fictícia de Nova Primavera, mas rapidamente ganhou destaque.

Seu enredo LGBTQIA+ foi um dos pontos mais comentados da novela. Kelvin viveu um relacionamento afetivo que se desenvolveu ao longo da história, abordando conflitos internos, preconceitos e o direito ao afeto em um contexto conservador. A construção do personagem fugiu de estereótipos caricatos e apostou em camadas emocionais, humor e vulnerabilidade, elementos que geraram forte identificação do público.

A repercussão foi significativa nas redes sociais e nos debates sobre representatividade na teledramaturgia. Kelvin não era apenas um personagem cômico: tinha história, desejo, fragilidades e protagonismo em seu arco romântico. Esse papel foi considerado um divisor de águas na carreira de Diego, ampliando sua visibilidade nacional.

No entanto, a resposta positiva do público levou a mudanças no desenvolvimento da trama.

De acordo com os grupos de pesquisa e análises qualitativas de recepção do personagem Esteban, desenvolvidos pela emissora, os relatórios apontaram alto índice de empatia e potencial narrativo ainda pouco explorado nos capítulos iniciais.

A partir desses dados, o personagem passou a ganhar mais tempo de tela e conflitos próprios, deixando de orbitar apenas outros núcleos e assumindo maior protagonismo. O movimento evidencia não apenas o carisma do ator, mas também a força de personagens que dialogam com diversidade estética e comportamental na televisão aberta.

Enquanto seu papel na novela atrai a atenção dos espectadores, Diego continua a ser ativo no cenário musical e de performances. Com shows que combinam suas composições originais, repertório pop e performances drag, o artista tem oferecido ao público uma estética que atravessa estilos e identidades. Seus shows acústicos tornaram-se um espaço de encontro tanto artisticamente quanto simbolicamente, onde a audiência experimenta uma nova dimensão de expressividade.

Após o sucesso da apresentação em São Paulo, o artista realizará uma performance em 2 de abril no Teatro Claro Mais RJ, no Rio de Janeiro. Esta versão acústica foca em arranjos mais íntimos, destacando sua voz e estabelecendo uma maior conexão com o público, solidificando o impacto de sua performance drag mesmo em uma configuração mais contida. O feedback positivo da apresentação paulista motivou esta nova data, consolidando o projeto como uma extensão significativa de sua identidade artística.

O projeto revela uma faceta mais intimista. Com banda reduzida e foco na interpretação vocal, o espetáculo mistura repertório autoral, releituras e momentos de conversa direta com o público. A performance drag aparece de forma integrada à proposta musical, reforçando que essa expressão é parte estrutural de sua identidade artística e não apenas um recurso estético.

Do teatro musical ao mainstream 

Antes de chegar à televisão, Diego desenvolveu uma carreira sólida no teatro musical, participando de produções como “Priscilla - A rainha do deserto” (2024), “A Era do Rock” (2017) e muitos outros que exigem canto, dança e atuação, habilidades que agora potencializam sua expressão artística em outros meios. Após se destacar no reality show “Queen Stars Brasil”, o artista rompe fronteiras tradicionais da indústria cultural brasileira e dialoga, com públicos distintos sem abandonar sua identidade artística. Ele ficou ainda mais famoso após vencer a quinta temporada do “The Masked Singer Brasil”, na qual performou sob a fantasia de Odete Roitman, emocionando o público com sua voz e carisma, sua visibilidade nacional. Odete é a grande vilã da novela “Vale Tudo”, exibida pela TV Globo no final dos anos 1980. Interpretada por Beatriz Segall, a personagem ficou marcada por seu comportamento elitista, opiniões polêmicas e frases contundentes. Até hoje, ela é considerada um símbolo de vilania sofisticada na televisão brasileira. Em seguida, firmou um contrato com a Universal Music Brasil.

Foi nesse momento que lançou o álbum “TANTO”, que além de musical também é um álbum visual, um trabalho que estabelece sua identidade musical ao misturar pop moderno, sensibilidade nas letras e intensa carga emocional. Este projeto reafirma sua versatilidade artística e sinaliza uma fase de maturidade, conectando a carreira na televisão com a expressão autoral na música. 

Reprodução/ Instagram @di_egomartins
Reprodução/ Instagram @di_egomartins

Em suas performances e shows acústicos, o artista frequentemente aborda temas de autoaceitação e celebração da identidade, fazendo de cada apresentação não apenas uma exibição musical, mas um ato de afirmação cultural e social.

“A arte drag é uma forma de expressão, é você, com coragem, com ousadia, com escudo, com uma força a mais”, afirmou Diego em entrevista recente, refletindo sobre como essa persona artística funciona não como um alter ego, mas como uma extensão de sua própria verdade. 

Além dos palcos, este ano ele participou de eventos culturais relevantes, como o Carnaval de Belo Horizonte com a tradicional Banda Mole, onde misturou performances drag e repertório popular para milhares de foliões.

Influência e inclusão

Além de entreter, a jornada de Diego Martins desde as telenovelas até os palcos simboliza um diálogo mais amplo com a sociedade brasileira sobre diversidade, inclusão e a relevância de ambientes onde múltiplas vozes têm a chance de se expressar.

A participação de figuras como ele nas principais grades de programação da televisão aberta e na atual cena musica, amplia a percepção sobre quem pode preencher esses papéis, um espelho das mudanças culturais em andamento no Brasil.

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O ator de “Pecadores” disputava o prêmio com o brasileiro Wagner Moura
por
Isabelli Albuquerque
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20/03/2026 - 12h

No último domingo (15), a 98° cerimônia do Oscar aconteceu no Dolby Theater em Los Angeles. Essa temporada de premiações foi marcada por diversos momentos singulares e a presença do brasileiro, Wagner Moura, na categoria de Melhor Ator. Dessa vez o troféu não veio para casa, Michael B. Jordan levou pela sua atuação no filme Pecadores.

 

Disputa pelo prêmio 

Jordan veio como um foguete e passou na frente de seus colegas nas chances de ganhar o prêmio. “Pecadores” teve sua estreia no primeiro trimestre de 2025, mas manteve sua relevância até o fim do ano, algo muito difícil de se atingir.

Desde a estreia do longa, a performance do ator tem sido muito comentada e bem prestigiada. Na trama, Jordan interpreta dois gêmeos gângsters no sul dos Estados Unidos, cada um com uma personalidade distinta e arcos opostos na história.

Durante a temporada de premiações, Jordan ocupou o segundo lugar como ator mais premiado por muito tempo, ficando atrás apenas de Timothee Chalamet. Foi após sua vitória no The Actor Awards que o ator se tornou oficialmente o favorito da categoria.

Wagner Moura começou sua campanha muito bem, lá em maio de 2025, quando ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Sua vitória, e de Kleber Mendonça Filho como Melhor Diretor, alavancaram “O Agente Secreto” num alcance mundial.

O filme recebeu diversas críticas positivas mundialmente, conquistando prêmios e 3 indicações ao Oscar, uma na categoria de Melhor Ator. Wagner, que havia ganhado o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama, foi ganhando força ao longo da temporada, aumentando as esperanças de todos os brasileiros em ver o baiano ganhar um Oscar.

Quando a temporada de premiações iniciou, o favorito da crítica era o ator franco-americano, Timothée Chalamet pelo filme “Marty Supreme”. O ator teve sua primeira indicação ao Oscar aos 21 anos, por “Me Chame Pelo Seu Nome”.

O longa, que estreou em outubro do ano passado para a imprensa e críticos, recebeu muitos elogios e foi de cara marcado como um dos melhores do ano. Chalamet rapidamente ganhou o favoritismo dos especialistas e era a principal aposta para conquistar a tão desejada estatueta.

Porém, sua campanha foi por água abaixo quando o marketing do filme começou. A promoção de “Marty Supreme” foi extravagante, para dizer o mínimo, com grandes eventos em todo o mundo e outros artifícios mirabolantes. 

O maior problema, contudo, foi a arrogância que Chalamet transpassou em suas entrevistas. Em uma entrevista com o também ator, Matthew McConaughey, Chalamet fez um comentário de mau gosto sobre artes clássicas. Enquanto discutia suas ambições e paixão pelo cinema, o ator - que cresceu em uma família de bailarinas - afirmou não querer trabalhar com ópera e balé pois “ninguém se importa mais com isso”.

Seu comentário irritou a comunidade de artes clássicas, além do público geral, que passou dias comentando a fala polêmica do ator. A entrevista tomou enorme proporção e, durante sua introdução na cerimônia do Oscar, o apresentador Conan O'Brien brincou “A segurança está bastante reforçada esta noite. Ouvimos dizer que pode haver ataques tanto da comunidade da ópera quanto da comunidade do balé”.

Chalamet, que com apenas 30 anos já conquistou 3 indicações ao Oscar e outros prêmios importantes, afirmava ter sido esnobado pela Academia e deixava escapar frases que indicavam sua vitória no Oscar pelo papel de Marty Mauser. As falas esnobes do ator diminuíram suas chances e, o até então favorito para o prêmio, ganhou a antipatia do público e dos votantes da Academia.

Leonardo DiCaprio também foi indicado na categoria. O ator, que protagonizou o maior vencedor da noite, “Uma Batalha Após a Outra”, estava no topo das listas para ganhar a estatueta. DiCaprio têm uma longa história com a premiação, tendo sido indicado 8 vezes com apenas 1 vitória, conquistando uma fama de azarão por muitos anos.

Nessa temporada, foi considerado um dos grandes nomes para vencer na categoria, batendo de frente com Chalamet. Mas, surpreendendo críticos e apostadores, DiCaprio perdeu força ao longo de sua campanha, sendo substituído por Michael B. Jordan como principal oponente do francês.

O veterano Ethan Hawke, também foi indicado por sua performance em “Blue Moon”. Hawke, é o mais velho da categoria e possuí diversos filmes de sucesso, em bilheteria e crítica, em sua carreira.

Críticos previam sua performance como sendo a vencedora justamente pela carreira lendária do ator, que protagonizou os clássicos “A Sociedade dos Poetas Mortos” e a trilogia “Antes do Amanhecer". Além da filmografia aclamada, Hawke é querido por muitos membros da Academia - fato importante para a conquista de um Oscar, já que a cerimônia é conhecida por premiar atores que tiveram uma campanha impecável e não necessariamente as melhores performances.

Conforme o dia da cerimônia se aproximava, o resultado estava ficando mais e mais incerto. Alguns ainda acreditavam que Chalamet levaria um Oscar para casa, os brasileiros mantinham a fé em Wagner e outros confiavam que Jordan levaria a melhor - e estavam certos.

Em seu discurso, Jordan menciona outros artistas negros que receberam a mesma honraria como Forest Whitaker e Will Smith. O ator também agradeceu sua mãe, que estava na plateia, em um momento emocionante. Confira abaixo:

 

 

 

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Cineasta recebe primeiro Oscar da carreira com filme estrelado por Leonardo DiCaprio
por
Enrico Peres
Luis Henrique Oliveira
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19/03/2026 - 12h

Neste domingo (15), Paul Thomas Anderson conquistou o Oscar 2026 de Melhor Direção por “Uma Batalha Após a Outra". O longa-metragem marca a primeira vitória do diretor na premiação após 14 indicações em edições anteriores. Além dessa, o filme levou mais 5 estatuetas.

Paul Thomas Anderson, diretor de filmes estadunidense, segurando um Oscar enquanto discursa
Uma Batalha Após a Outra levou os prêmios principais na cerimônia do Oscar 2026. Foto: reprodução: YouTube/ABC News

O filme, estrelado por Leonardo DiCaprio, era o favorito na categoria, que contava com Chloé Zhao (Hamnet), Ryan Coogler (Pecadores), Josh Safdie (Marty Supreme) e Joachim Trier (Valor Sentimental). Anderson já havia sido indicado para a modalidade por trabalhos antecessores, como “Sangue Negro”, em 2008, e “Licorice Pizza”, em 2022.

Em fevereiro , Paul ganhou o DGA (Directors Guild of America Awards), o prêmio do sindicato dos diretores, indicando sua vitória como certa. Desde 1948, os vencedores da condecoração têm coincidido com os resultados do Oscar, sendo raras as exceções.

A trama foi inspirada no livro Vineland (1990), de Thomas Pynchon, e segue a história de Bob Ferguson (DiCaprio), um ex-revolucionário que tem como missão resgatar sua filha de Steven J. Lockjaw (Sean Penn), coronel militar dos Estados Unidos e inimigo de longa data.

Além do astro de Titanic, nomes como Benicio Del Toro (O Esquema Fenício), Teyana Taylor (Um Príncipe Em Nova York 2), Regina Hall (Todo Mundo em Pânico) e a novata Chase Infiniti (Acima de Qualquer Suspeita) compõem o elenco principal.

Paul Thomas Anderson, diretor estadunidense, dirigindo Leonardo DiCaprio, conhecido por Titanic, para uma cena em Uma Batalha Após a Outra
Paul Thomas Anderson dirigindo Leonardo DiCaprio para Uma Batalha Após a Outra. Foto: Divulgação/Warner Bros Pictures

Em seu primeiro discurso na noite, decorrente da vitória em Melhor Roteiro Adaptado, Paul Thomas Anderson expressou sentir-se “extremamente honrado por fazer parte da história” e agradeceu Pynchon pela obra que inspirou o filme.

O diretor também mencionou a atriz e comediante Maya Rudolph, com quem vive um relacionamento desde 2001, bem como os filhos do casal. “Escrevi este filme para os meus filhos, como um pedido de desculpas pela bagunça que deixamos neste mundo que estamos lhes entregando. Mas também, com o intuito de encorajá-los a serem a geração que, espero, nos trará bom senso e decência” explicou.

Uma Batalha Após a Outra foi o mais premiado da noite,  levando seis das 13 indicações, dentre elas Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Seleção de Elenco e Melhor Filme, categorias que o Brasil também disputava com “O Agente Secreto”. Sean Penn levou a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante.

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Produção sul-coreana conquista espaço para a cultura asiática em Hollywood
por
Amanda Lemos
Isabelle Rodrigues
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18/03/2026 - 12h

O longa produzido pela Sony Pictures em parceria com a Netflix lançado no dia 20 de junho de 2025 conquistou nesse domingo (15) o Oscar de Melhor Animação. Ao receber a estatueta, Maggie Kang, diretora da animação, destacou a importância de filmes animados possuírem representatividade e diversidade e ressaltou ainda como o filme trouxe espaço e destaque para a cultura asiática em Hollywood. 

A trama dirigida por Kang e Chris Appelhans conta a história de três garotas Rumi, Mira e Zoey, que durante o dia são artistas e fazem parte do grupo de K-pop Huntrix e durante a noite são guerreiras que lutam contra demônios para proteger a humanidade. O filme é baseado na cultura sul coreana e mistura música e ação, além de combinar elementos visuais 2D com CGI. 

O longa alcançou um rápido sucesso, ficou no top 10 global da Netflix por 27 semanas consecutivas. Quebrou recordes de audiência, ultrapassando 500 milhões de visualizações. Apenas dois meses após a estreia, se tornou o filme mais assistido de todos os tempos no streaming, ultrapassando 236 milhões de visualizações. 

A animação ganhou uma versão sing along, adaptada para permitir que a audiência cante as músicas junto com o filme, que foi exibida nos cinemas do mundo todo em agosto do mesmo ano. A crítica também foi bem positiva, com um percentual de 96% no Rotten Tomatoes, um website agregador de críticas de cinema e televisão, além da trilha sonora que emplacou sucesso na Billboard Global 200 e na Billboard Hot 100 (EUA), alcançando o primeiro lugar em ambas e levando um prêmio no Oscar.  

 

A imagem é uma montagem composta por três partes verticais. No topo, três personagens femininas de uma animação 3D dançam no palco; elas têm cabelos coloridos (preto, rosa e roxo) e usam figurinos brilhantes de K-pop em preto, dourado e branco. No centro, há um print de um post do Twitter da Netflix Brasil que diz: "É DELAS! O filme Guerreiras do K-pop ganhou dois Oscars®: Melhor Animação e Melhor Canção original." Na base, a imagem mostra as mesmas três personagens de costas, de frente para uma plateia lotada e iluminada em um estádio.
Post feito pela Netflix Brasil no perfil do instagram para anunciar a vitória de “Guerreiras do K-pop” no Oscar - Foto: @netflixbrasil / Instagram

 

O filme já havia conquistado prêmios em 2025. No Golden Globe Awards ganhou os prêmios de Melhor Filme de Animação e de Melhor Canção Original com “Golden”, marcando a primeira vitória de um grupo de K-pop, mesmo que fictício. Ganhou também o Critics Choice Awards, na categoria de Melhor Animação e de Melhor Canção com a mesma música.

A canção também fez história ao ficar 18 semanas no Top 200 da Billboard, sendo a primeira música do gênero a alcançar a primeira posição nas paradas.

 

 

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Produção da Noruega venceu a categoria e frustrou a expectativa brasileira com “O Agente Secreto”
por
Malu Malquias
Carolina Nader
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18/03/2026 - 12h

O filme norueguês Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier, ganhou o Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional na cerimônia realizada neste domingo (15), no Dolby Theatre, em Los Angeles, ao superar produções de outros quatro países, incluindo o Brasil, e confirmar o favoritismo construído ao longo da temporada de premiações.

A obra é um drama intimista que acompanha o reencontro de duas irmãs com o pai distante, um diretor de cinema que enfrenta uma crise profissional e pessoal. A tentativa de reaproximação reabre feridas do passado e expõe ressentimentos acumulados ao longo dos anos, colocando em confronto diferentes visões sobre família, afeto e responsabilidade emocional. Ao longo da narrativa, o filme aborda escolhas pessoais, frustrações e a dificuldade de reconciliação, construindo um retrato sensível das relações familiares e dos impactos do silêncio e da ausência.

Joachim Trier é um dos principais nomes do cinema autoral europeu contemporâneo. Já conhecido por dramas intimistas; Valor Sentimental chegou ao Oscar 2026 como um dos principais favoritos da categoria após uma campanha consistente no circuito internacional. Sua trajetória nas premiações contou com a vitória no BAFTA, principal premiação do cinema britânico e um dos principais  indicadores da corrida pelo Oscar. O longa acumulou ainda diversas indicações em categorias centrais da Academia, sinalizando amplo apoio entre os votantes e consolidando sua posição como uma das produções mais prestigiadas do ano.

 

Disputa internacional e repercussão da participação brasileira

A categoria de Melhor Filme Internacional concentrou uma das maiores expectativas da cerimônia do Oscar 2026, segundo veículos especializados como Variety, IndieWire e The Hollywood Reporter, que encerrou com o triunfo do longa norueguês Valor Sentimental. O resultado marcou o segundo ano consecutivo em que uma produção brasileira esteve entre os indicados, sinalizando a presença recente do país na principal premiação da indústria audiovisual mundial.

O Brasil foi representado no Oscar pelo filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, indicado em quatro categorias. Embora não tenha conquistado estatuetas, o longa se destacou ao longo da temporada por seu reconhecimento crítico e pela ampla circulação em festivais internacionais, consolidando uma trajetória relevante no cenário do cinema mundial.

A visibilidade do filme começou ainda antes da cerimônia, impulsionada pelos dois prêmios conquistados no Festival de Cannes, o que manteve a produção em evidência durante toda a corrida pelo Oscar. Em entrevista no tapete vermelho, o ator Wagner Moura ressaltou o valor simbólico da indicação e reconheceu a força dos concorrentes. 

“Eu estou pensando que a gente tem que estar curtindo aqui. Se ganhar o Oscar, vai ser incrível. A gente chegou a um lugar muito bonito, muito legal. Representamos o cinema brasileiro por dez meses, desde o Festival de Cannes, mas, se a gente não ganhar, está tudo certo”, afirmou.

O resultado favorável à produção norueguesa reforça uma tendência observada nos últimos anos: o reconhecimento de narrativas autorais provenientes de diferentes cinematografias ao redor do mundo, de acordo com a Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a qual divulgou uma lista com os últimos vencedores da categoria de Melhor Internacional do Oscar. A Noruega possui presença histórica mais discreta nessa categoria do Oscar, com poucas indicações ao longo das décadas, segundo dados da própria Academia de Hollywood. Parte desse reconhecimento tem sido construído gradualmente a partir do circuito de festivais europeus, onde produções do país costumam ganhar projeção crítica antes de alcançar a premiação norte-americana.

Joachim Trier e a atriz Renate Reinsve durante as gravações de Valor Sentimental, em registro de bastidores divulgado pela equipe do filme
Joachim Trier e a atriz Renate Reinsve durante as gravações de Valor Sentimental, em registro de bastidores divulgado pela equipe do filme; Foto:@sentimentalvaluefilm / Instagram

Dados da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) indicam que a ampliação do número de votantes internacionais a partir de 2016 contribuiu para uma maior diversidade entre os vencedores, movimento que tem privilegiado narrativas autorais e culturalmente específicas - característica presente na obra norueguesa premiada neste ano.

A repercussão foi imediata na imprensa estrangeira, com veículos como Variety e The Hollywood Reporter apontando o resultado como reflexo da crescente valorização do cinema global e um marco para a indústria audiovisual norueguesa. No Brasil, o anúncio gerou debates entre críticos e nas redes sociais, combinando frustração pelo resultado com o reconhecimento da projeção internacional alcançada pelo cinema nacional e de sua presença frequente entre os indicados recentes.

 

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