Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
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Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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Em uma reprise do ano passado, “Ted Lasso” ganhou os maiores prêmios de comédia da noite. Zendaya levou, pela segunda vez, a estatueta de melhor atriz.
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Aline Freitas
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14/09/2022 - 12h

A 74ª Edição do Oscar da TV ocorreu, na noite desta segunda-feira (12), sem grandes surpresas para os amantes de seriados. As três maiores séries indicadas foram as que levaram os prêmios mais cobiçados.

Entre elas, "Succession" da HBO, eleita a melhor série de drama, "Ted Lasso", da Apple Tv+, melhor série de comédia e ''The White Lotus", também da HBO, que ganhou como melhor série limitada.

O diretor e roteirista de "The White Lotus'', Mike White, foi o vencedor de dois prêmios consecutivos, de melhor direção e melhor roteiro para série limitada, antologia ou filme para TV. A série foi a com o maior número de prêmios, levando cinco estatuetas.

No quesito atuação, a surpresa da noite veio na vitória de Lee Jung-Jae, protagonista de "Round 6'', que ganhou como melhor ator em série de drama. Inclusive, ele foi o primeiro ator asiático a ser premiado na principal categoria de atores. 

A direção da série coreana também foi vencedora, levando  o prêmio de melhor direção em série de drama. "Round 6'' foi a primeira produção feita totalmente em uma língua que não o inglês a concorrer nas categorias principais. 

Zendaya levou a melhor entre as concorrentes da categoria de melhor atriz em série dramática, por Euphoria, assim como em 2020. A intérprete da personagem Rue Bennet no seriado se tornou a primeira mulher negra a ganhar duas vezes o prêmio. 

Em um discurso curto, porém emocionado, a atriz agradeceu sua família, amigos e ressaltou a importância de ouvir relatos de pessoas que passam pelas mesmas situações que a personagem, viciada em drogas, escrita por Sam Levinson. 

Zendaya não foi a única que falou pouco, inclusive, essa pareceu ser uma preocupação da premiação que, em certas categorias, subiu uma tarja com agradecimentos complementares dos premiados para que eles descessem logo do palco.

Apesar dos vencedores previsíveis, a edição deste ano do Emmy também foi emocionante. A cantora Lizzo chorou no palco ao ressaltar a importância da representatividade para mulheres gordas, após ganhar como "melhor programa de competição" pelo seu reality "Lizzo's watch out for the big girls". 

Kenan Thompson ficou encarregado de apresentar a premiação. Durante seu monólogo de abertura, o ator recriou cenas de séries icônicas como Stranger Things e Game of Thrones. 

Seguindo o costume dos anfitriões, durante seus momentos de fala, Thompson fez piadas já conhecidas pelo público. Falou sobre a ascensão do tiktok e até mesmo mencionou a idade das namoradas de Leonardo Dicaprio. 

Os vencedores das categorias técnicas foram anunciados uma semana antes da premiação. Tendo como destaque o Emmy póstumo de Chadwick Boseman pela dublagem da série da Marvel "What if" e os cinco prêmios destinados a cantora Adele pelo especial musical "One Night Only".


 


 

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Em passagem pelo Brasil, cantora fez show espetacular na capital paulista.
por
José Pedro dos Santos
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13/09/2022 - 12h

Na quinta-feira (8), Dua Lipa fez show único em São Paulo pela sua turnê mundial Future Nostalgia Tour 2022, cantou seus maiores sucessos e mostrou porque é uma das maiores cantoras da sua geração. Entre hits e trocas de roupa, a cantora se emocionou e brincou com a platéia brasileira.

Dua Lipa cantando com body prata na segunda parte do show
Dua Lipa cantando na segunda parte do show  (foto: Laura Giamellaro)

            O show começou com uma introdução dos dançarinos e depois com “Physical”, seguida de “New Rules”, seu primeiro grande hit. O show é separado em quatro segmentos. A primeira parte contou com a ótima performance de “Love Again”, “Pretty Please” e “Break My Heart” e “Be the One”, entre as duas últimas a cantora se emocionou e fez um discurso sobre como estava feliz em se apresentar aqui e pediu para a plateia acompanhar o refrão da música.

            A segunda parte foi aberta com “We’re Good”, um dos primeiros singles da “Moonlight Edition” do álbum Future Nostalgia, seguida de “Good in Bed”, que teve uma parada para Lipa conversar com seus “Little gatinhos e gatinhas” e foi dedicada a um fã, a sessão encerrou com a música “Boys Will Be Boys”.

            Na reta final do show Dua Lipa entrou na sua fase eletrônica, cantou “One Kiss’, uma colaboração com o dj e produtor Calvin Harris, seguida por “Electricity” feita em parceria com o Silk City, dupla formada pelo dj Diplo e pelo produtor Mark Ronson, “Hallucinate” e “Cold Heart”, música em colaboração com o trio de Djs PNAU e Elton John, que rendeu um dos momentos mais bonitos do show, com a cantora, os back vocals e todos os dançarinos no meio do palco com a bandeira LGBTQIA+ aberta atrás deles.

            Ao fim da apresentação, a cantora, apareceu no palco após uma introdução com um túnel retro-futurista enquanto tocava a faixa-título do seu segundo álbum, seguida pelo Mega-hit “Levitating” e encerrando com Seu outro Mega-hit “Don’t Start Now”.

            No geral, o show foi espetacular, com um clima animado, carinhoso e com muita participação do público, além disso, Dua Lipa, a banda e os dançarinos foram excepcionais, deram tudo de si e entregaram a melhor apresentação possível.

Veja o setlist do show abaixo:

“Physical”

“New Rules”

“Love Again”

“Cool”

“Pretty Please”

“Break My Heart”

“Be The One”

"Interlúdio IDGAF”

“We’re Good”

“Good In Bed”

“Fever”

“Boys Will Be Boys”

“Interlúdio Club Future Nostalgia”

“One Kiss”

"Electricity"

“Hallucinate”

“Cold Heart (PNAU REMIX)”

“Future Nostalgia”

"levitating”

“Don’t Start Now"

         

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Depois de abrir o show do Guns And Roses no palco Mundo do Rock In Rio, Måneskin faz show histórico no espaço Unimed em São Paulo
por
José Pedro dos Santos
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11/09/2022 - 12h

 

A banda italiana  Måneskin, está em turnê internacional, a Loud Kids Get Louder Tour 22, e nesta semana eles fizeram dois shows em terras brasileiras, um no “Festival Rock In Rio” e outro no Espaço Unimed, em São Paulo.

Em Sampa, modo carinhoso que o vocalista Damiano David chamou a cidade diversas vezes, o show começou  por volta das 22:15, com a música ZITTI E BUONI, que rendeu a banda o Eurovision 21. A banda formada por Damiano David, Ethan Torcio, Victoria de Angelis e Thomas Raggi, mostrou que possuem presença de palco e habilidade técnica para fazerem shows espetaculares.

Måneskin possui diversas músicas em italiano, fato que  não impediu o público de cantar todas as músicas, o que surpreendeu David, que falou em uma parte do show “ Pu** que pariu, vocês são a multidão mais alta de todos os tempos. Não consigo me ouvir no retorno, mas isso não importa porque ouço vocês”. Além disso o vocalista em sua passagem por aqui aprendeu as palavras “vamo”, “po***”, “cara***”, “obrigado”, além de ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro, após protestos da plateia.

Foto com os quatro membros do Måneskin próximos a bateria
Måneskin em São Paulo (Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts/ Rolling Stones)

A apresentação contou com músicas dos seus três trabalhos de estúdio, Chosen (2017), Il ballo della vita (2018) e Teatro d’ira: Vol. I (2021) além dos singles “MAMMAMIA” e “Supermodel”. Os destaques com certeza são para a abertura “ZITTI E BUONI”, “I WANNA BE YOUR SLAVE”, “CORALINE” e obviamente “Beggin”.

Os pontos altos do show foram, a interação da banda com o público, que subiu, segurou e abraçou a banda, o caos organizado necessário para um bom show de rock e por fim o grande bis no final do show, onde apenas Raggi voltou em um ótimo solo de guitarra, até David voltar e cantar “CORALINE” novamente e encerra, de verdade dessa vez com “I WANNA BE YOUR SLAVE”. Veja abaixo a tracklist do show:

 

"ZITTI E BUONI"

"IN NOME DEL PADRE"

"MAMMAMIA"

"LA PAURA DEL BUIO"

"Beggin'"

"CORALINE"

"Close to the Top"

"SUPERMODEL"

"FOR YOUR LOVE"

"Touch Me"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

"Gasoline"

"I Wanna Be Your Dog"

"LIVIDI SUI GOMITI"

"Le parole lontane"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

 Segundo a revista  Rolling Stone, o show de Måneskin em São Paulo contou com “muito rock e pouca roupa”, além de mostrarem que o rock está vivo e muito bem representado por esses jovens nomes do cenário.

Escrita por Patrick Hamilton em 1938, “Gaslight” ganha adaptação brasileira e estreia dia 09 de setembro em São Paulo.
por
Lídia Rodrigues de Castro Alves
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07/09/2022 - 12h

“É a realização de um sonho nosso e, principalmente, um sonho dele”, afirma diretora de produção, Priscila Prade, sobre a realização da última obra idealizada por Jô Soares. A primeira adaptação brasileira de “Gaslight” foi dirigida por Jô e Maurício Guilherme, projetada por Giovani Tozi e Jô e traduzida por Matinas Suzuki.  “Gaslight, uma relação tóxica” estreia dia 09/09 no Teatro Procópio Ferreira, no centro da cidade de São Paulo. A obra gira em torno de uma relação abusiva na qual, um homem (Jack), manipula sua esposa (Bella), até que a personagem comece a duvidar de si própria. O diferencial da montagem é que, a história ganha um toque especial, as mãos de um dos maiores autores e comediantes do país. Maurício Guilherme, codiretor da montagem, conta que Jô não queria fazer algo que já tivessem feito, por isso, mudou a estética do cenário da peça. Portanto, diferente das outras apresentações, desta vez, o público receberá um ponto de vista não realista no palco.

“Tudo que vocês vão ver aqui, está num lugar de muito afeto e carinho”, exclama Tozi sobre projeto que nasceu em sala de cinema na casa de Jô Soares. A peça conta com Kéfera Buchmann, Leandro Lima, Giovani Tozi, Erica Montanheiro e participação especial de Neusa Maria Faro, elenco que segundo Prade, foi escolhido a dedo pelo diretor, que junto com Matinas Suzuki traduziu o texto já imaginando quem deveria interpretar cada trecho do espetáculo. O cuidado de Jô com a maneira com que o texto traduzido seria passado ao público foi um dos pontos levantados por Suzuki em coletiva de imprensa, “a gente traduzia em blocos, e ele lia em voz alta parte por parte, para saber se a tradução seria assimilada pela plateia, se tinha ritmo, se faria sentido, se as pessoas iriam de fato entender o que estava sendo dito”, já que, segundo Jô, o que não pode ser compreendido, não causa interesse. Matinas também ressalta que as peças não são literalmente suas traduções, é necessário que o autor tenha a sensibilidade de substituir e adaptar cada detalhe do texto, processo que foi muito valorizado por Jô, na criação do espetáculo.

O escritor usava a comédia não só para fazer o público rir, mas para fazer o público pensar, suas piadas muitas vezes demonstravam sua insatisfação política e denunciavam irregularidades e em sua última obra, não foi diferente. “Temos a necessidade de fazer essa peça nesse momento, o Brasil tem um presidente que é um gaslighter, o que ele faz com as mulheres é um crime, portanto, essa peça tem que ser representada nesse momento”, disse Jô para Suzuki pedindo que repassasse o recado.

 Além de cenário original, a peça recebe também, uma trilha sonora feita especialmente para sua exibição. Ricardo Severo, responsável pela composição das músicas pontua que Jô sempre teve muito cuidado com essa parte em seus espetáculos, a trilha é uma mistura de suspense, drama e obviamente, humor. “É uma pena que Jô não pôde ouvir a versão final, mas tenho certeza que ele teria gostado, pensei o tempo inteiro o que ele gostaria de ouvir e que ajudaria a contar essa história”, conta Severo sobre processo de criação. “Jô dava aula e ao mesmo tempo era um banho de amor”, exclama compositor, que se junta ao grupo de admiradores do comediante. Todos do elenco demonstram forte afeto pelo diretor e equipe, entrosamento que segundo Kéfera, facilita a execução do espetáculo, “somos uma família”. A peça é suspense, é alerta, drama, comédia e principalmente, "um tributo ao nosso querido amigo e mestre” afirma, Maurício Guilherme.

 

 

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A retomada do evento pós-pandemia foi agitada e promete entregar mais entretenimento nos próximos dias
por
Nathalia Teixeira
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07/09/2022 - 12h

Criado pelo publicitário e empresário Roberto Medina, o Rock in Rio foi o primeiro festival de música do Brasil e estreou em 1985. Porém, antes de 2011, o evento apenas teve 3 edições em território nacional, que aconteceram respectivamente em 1985, 1991 e 2001.

A partir de 2011, o espetáculo passou a acontecer a cada 2 anos e assim seguiu até a pandemia. Em 2021, ainda sob medidas sanitárias contra o coronavírus, o Rock in Rio foi cancelado e a 9ª edição teve que atrasar 1 ano, acontecendo agora, em 2022.

Após 3 anos, o festival abriu as portas novamente e recebeu grandes atrações nos palcos. O reencontro aconteceu no Parque Olímpico, batizado oficialmente como a Cidade do Rock.

Na sexta-feira (02), Iron Maiden fez uma apresentação histórica, eleita a melhor do primeiro final de semana. No sábado, Post Malone, Jason Derulo e Marshmello agitaram o Rio de Janeiro com hits como “Rockstar”, “Take You Dancing” e “Happier” e, no domingo (04), Demi Lovato chegou com sua nova turnê, HOLY FVCK enquanto Justin Bieber polemizou depois de quase cancelar sua apresentação, apesar disso, o canadense fez um show de quase 1 hora e meia de duração e disse estar grato pela apresentação.

Nos próximos dias, a Cidade do Rock receberá Guns N’ Roses (08), Green Day (09), Coldplay (09) e Dua Lipa (10) e a expectativa é que, ao todo, o evento totalize um público de 700 mil pessoas, somente neste ano. Ademais, o espaço também conta com atrações radicais como tirolesa, roda gigante e montanha russa, além de stands das marcas patrocinadoras que trazem brindes para o público.

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