Temporada amplia debates sobre identidade juvenil
por
Gabriela Dias
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16/04/2026 - 12h

A terceira temporada de “Com Carinho, Kitty”, produção da Netflix, marca uma mudança significativa na trajetória da série. Além de dar continuação a história de Kitty Song Covey (Anna Cathcart), os novos episódios mostram um amadurecimento evidente na narrativa, que passa a abordar com mais profundidade temas como identidade, pertencimento e crescimento emocional.

Diferente das temporadas anteriores, que priorizavam romances rápidos e conflitos mais leves, a nova fase aposta em um desenvolvimento mais cuidadoso dos personagens. A protagonista, por exemplo, deixa de ser movida apenas por idealizações amorosas e começa a enfrentar as consequências de suas escolhas, lidando com frustrações e inseguranças de forma mais realista.
 
Logo no início, a temporada apresenta um cenário de recomeço, mas sem apagar os erros do passado. A principal mudança está no andamento da narrativa: os conflitos não são resolvidos de forma imediata e passam a impactar diretamente as relações entre os personagens. Essa mudança de ritmo, mais lenta, contribui para um desenvolvimento emocional da protagonista, em que ela deixa de ser apenas uma jovem guiada por ideais românticos e passa a assumir decisões que exigem maior responsabilidade, o que torna a história mais próxima da realidade do público jovem.
 
Os relacionamentos continuam sendo o eixo central, mas ganham mais complexidade. A série abandona, em parte, a ideia de romances perfeitos e investe em vínculos mais instáveis, marcados por falhas de comunicação, expectativas diferentes e instabilidade. Ampliando a identificação do público, que passa a enxergar situações mais próximas do dia a dia.
Kitty e seu interesse amoroso protagonizando uma das relações centrais da nova temporada. Foto: Reprodução/Netflix
Kitty e seu interesse amoroso protagonizando uma das relações centrais da nova temporada. Foto: Reprodução/Netflix
 

 

Mesmo com esse avanço, a idealização do amor ainda aparece como um elemento importante. Kitty mantém, em diversos momentos, uma visão romantizada das relações, acreditando em sentimentos intensos e imediatos. No entanto, a própria narrativa questiona essa perspectiva ao mostrar que o amor também envolve dúvidas, erros e aprendizado algo que pode influenciar diretamente a forma como adolescentes enxergam seus próprios relacionamentos.
 
Ao mesmo tempo, os personagens secundários passaram a ter maior protagonismo. Eles abandonaram a função de apoio narrativo e agora contribuem para um universo mais amplo, trazendo seus problemas pessoais para a trama, causando um maior envolvimento do público. Os acontecimentos da personagem Yuri Han (Gia Kim) que ganharam grande desenvolvimento na trama, se tornou um núcleo importante dessa terceira temporada.
 
Outro destaque é o aprofundamento das questões de identidade. A vivência da protagonista em um contexto cultural diferente ganha mais espaço, trazendo reflexões sobre pertencimento e construção pessoal. Esse aspecto amplia o alcance da série, que passa a dialogar com experiências comuns entre jovens.
Registros de bastidores mostram o clima das filmagens da terceira temporada com o retorno de Lana Condor. Foto: Reprodução/ @annacarthcart
Registros de bastidores mostram o clima das filmagens da terceira temporada com o retorno de Lana Condor. Foto: Reprodução/ @annacarthcart
 
O retorno de Lara Jean, interpretada por Lana Condor, reforça esse debate. Vinda do universo de “Para Todos os Garotos que Já Amei”, da autora Jenny Han, a personagem representa uma visão mais idealizada do amor, em contraste com as experiências mais instáveis vividas por Kitty. A comparação entre as duas evidencia que não existe um único modelo de relacionamento, o amor pode assumir diferentes formas, dependendo das experiências individuais.
 
Outro ponto crucial desta temporada foi um novo ponto de vista de romance vivido pela Lara Jean, no qual passa por um período instável em seu relacionamento, deixando claro que mesmo o amor idealizado tem seus problemas. 

Nos episódios finais, a série assume um tom mais reflexivo. As decisões tomadas ao longo da trama geram consequências, exigindo maior maturidade da protagonista. Ao evitar finais perfeitos, a produção valoriza o desenvolvimento pessoal em vez da resolução romântica.

O desenvolvimento amoroso de Kitty ganha maior evolução ao se aproximar de Min Ho (Sang Heon Lee), em uma relação que surge de forma gradual e menos idealizada, marcada por trocas sinceras. Diferente de suas experiências anteriores, o vínculo entre os dois se constrói a partir da convivência e da vulnerabilidade, evidenciando um sentimento mais realista e menos impulsivo, que foi sendo desenvolvido desde a primeira temporada.
 
A terceira temporada de “Com Carinho, Kitty” equilibra entretenimento e aprofundamento narrativo. Mesmo mantendo elementos leves, a série demonstra evolução ao abordar temas mais complexos e próximos da realidade do telespectador, consolidando sua identidade própria e acompanhando o amadurecimento do público.
Relação entre Kitty e Min Ho ganha novos desdobramentos na terceira temporada da série. Foto: Reprodução/Netflix
Relação entre Kitty e Min Ho ganha novos desdobramentos na terceira temporada da série. Foto: Reprodução/Netflix
 

 

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Museu da Imagem e do Som realiza novo evento literário que valoriza a diversidade e qualidade editorial brasileira, explorando publicações para ver, ouvir e ler
por
Carolina Machado
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15/04/2026 - 12h

No último final de semana, nos dias 11 e 12 de abril, ocorreu a primeira edição da Feira do Livro do MIS (FLIMIS) no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Em parceria com a editora Lote 42, a FLIMIS teve como objetivo agregar exposições literárias e práticas criativas, inteiramente gratuitas, que remetem ao exercício de ouvir, falar e observar.

Entrada da FLIMIS: apresentação dos expositores e das atrações do mais novo evento literário de São Paulo. Foto: Carolina Machado/AGEMT
Entrada da FLIMIS: apresentação dos expositores e das atrações do mais novo evento literário de São Paulo. Foto: Carolina Machado/AGEMT

A feira buscou reunir publicações de 75 expositores que exploram diferentes linguagens artísticas, especialmente aquelas vinculadas à imagem e ao som: fotografia, cinema, ilustração, quadrinhos, música e poesia.

Pedro Augusto, de 30 anos, representou a Anansi Lab, um laboratório de letramento racial transmídia independente, fundado em 2018. A oficina produz e compartilha narrativas subalternizadas por meio de publicações, palestras, bate-papos e rodas de samba. Entre os produtos, o expositor conta com uma revista trimestral de divulgação científica e cultural antirracista chamada Sikudhani, publicada a cada três meses. “Nosso trabalho recolhe materiais, os organiza e os publica como forma de reocupação do espaço tomado pelo colonialismo e imperialismo que nos domina até hoje”, relata Pedro.

Sobre a primeira edição da FLIMIS, o representante da Anansi Lab diz ter interesse em voltar às próximas edições. “Essas feiras são uma ótima oportunidade para encontrarmos novos leitores, artistas e, sobretudo, trocar ideias”, conclui.

Área de exposição da FLIMIS. Foto: Carolina Machado/AGEMT
Área de exposição da FLIMIS. Foto: Carolina Machado/AGEMT

As produções impressas presentes representavam a diversidade editorial brasileira tanto pela construção literária quanto pelas técnicas gráficas utilizadas, como gravura e xilogravura. Os dois dias de evento contaram com uma oficina de carimbos que pôde aproximar o público de técnicas gráficas presentes nas publicações, exercitando o processo criativo e a composição artística.

A feira promoveu também 14 palestras relacionadas a produções específicas do catálogo das editoras e dos artistas participantes. A programação de falas era focada em uma única publicação, visando expandir a experiência de leitura e aproximar o público das obras. Os autores compartilharam bastidores, experiências e outros aspectos dos múltiplos caminhos que a arte impressa pode seguir, como a edição e a produção gráfica.

Palestra sobre a produção “9×12”, com Rossana Di Munno, Borogodó Editora Foto: Carolina Machado/AGEMT
Palestra sobre a produção “9×12”, com Rossana Di Munno, Borogodó Editora. Foto: Carolina Machado/AGEMT

 

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Filme e relato de refugiadas presentes na sessão, ajudam a entender o conflito entre Irã e Israel
por
Maria Olívia Almeida
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15/04/2026 - 12h

No dia 26 de março de 2026, a Folha, em parceria com o Cinema Belas Artes, realizou a pré-estreia do filme “Tatame” de 2023. Com um debate após a sessão, o público discutiu o alcance da política iraniana na vida da população, tema proposto pelo filme.

A obra aborda a jornada de uma lutadora de Judô iraniana, Leila Hosseini (Arienne Mandi), impedida de lutar contra uma atleta israelense. A judoca e sua treinadora Maryam (Zar Amir Ebrahimi) são ameaçadas pelo comitê esportivo de seu país e pressionadas a fingir uma lesão em Leila para que ela saia do Campeonato Mundial de Judô, evitando a luta.

Na imagem em preto e branco está Maryam (Zar Amir) de pé à esquerda, usando um quimono preto e um hijab cinza. Na direita está Leila Hosseine (Arienne Mandi), de quimono branco e hijab preto. Ambas as mulheres olham para a frente com feições sérias.
Zar Amir Ebrahimi e Arienne Mandi no filme Tatame – Foto: Reprodução

 

Dirigido pela iraniana Zar Amir Ebrahimi, que também interpreta Maryam, e pelo israelense Guy Nattiv, o filme desconstrói a barreira político ideológica entre iranianos e israelenses representando de forma breve a amizade entre Leila e Shani, lutadora que atua em nome de Israel. Assim, os diretores optaram por uma ênfase na opressão realizada pelo regime teocrático do Irã sobre o povo, em especial sobre as mulheres.

A obra parte de casos reais, como de Saeid Mollaei, lutador de judô nascido no Irã que hoje luta defendendo a Mongólia. O atleta mudou sua representação após ignorar ordens de deixar torneio para evitar enfrentar Israel, em 2019.

Esses conflitos se dão pelo regime iraniano não reconhecer Israel como país, tornando qualquer luta direta com uma representação israelense, por mais que esportiva, um desvio político. Assim, articulando a conjuntura geopolítica contemporânea com a ficção, o filme apresenta o dilema entre continuar lutando ou apoiar a posição de seu país.

Na imagem em preto e branco está Leila Hosseine (Arienne Mandi) ajoelhada no meio de um tatame. Ela usa um quimono branco e seus cabelos estão trançados e a mostra.
Arienne Mandi no filme Tatame – Foto: Juda Khatiapsuturi/Keshet Studio

 

Após a exibição da obra no dia 26 de março, o debate contou com a participação do jornalista Sandro Macedo e da pesquisadora Isabelle Castro, do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP). Além dos convidados, a plateia integrou de forma ativa a discussão.

No encontro, estavam presentes as ativistas e refugiadas políticas iranianas Mahmooni e sua irmã, Mahsima Nadim, que trouxeram para o evento uma perspectiva pessoal da vida em meio ao regime autoritário representado.

Apesar de “Tatame” ser gravado em preto e branco, a discussão destacou a importância de se considerar todos os muitos subtons do conflito. "Parece uma coisa gratuita, e não é", criticou Castro sobre o filme, que considerou carregado de um tom simplista. Isabelle ainda abordou em seguida como o Irã, após a revolução de 1979, passou a considerar Israel inimigo em função da guerra na Palestina.

Além dessas falas, Mahsima relatou: "desde criança a gente aprende que qualquer pessoa que apertar a mão de um judeu vai ficar impuro por 40 dias". Acrescentando ao cenário o teor ideológico antissemita perpetuado.

Dessa maneira, o filme provoca uma reflexão sobre as implicações de decisões políticas em todo aspecto da vida, representando a instrumentalização do esporte na imposição de uma agenda geopolítica. Um tatame de competição, aparentemente neutro, se torna um cenário de conflito pessoal e social.

 

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Após 13 anos, a banda carioca subirá aos palcos revisitando os grandes sucessos da carreira
por
Beatriz Neves
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14/04/2026 - 12h

Neste domingo (12), Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato anunciaram a turnê “Eu tive um sonho”, que conta com dez shows passando pelas principais capitais do Brasil, iniciando no Rio de Janeiro, em junho, e encerrando em Florianópolis, em outubro. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Ticketmaster.

O fim do hiato 

O Kid Abelha foi criado na década de 80 e atingiu o auge dez anos depois, acumulando  mais de 9 milhões de discos vendidos no Brasil. A canção “Como eu quero”, que faz parte do álbum de estreia da banda “Seu espião”, tornou-se um grande sucesso nacional e um dos maiores hits do pop rock brasileiro nos anos oitenta. Ao longo das décadas seguintes, o grupo permaneceu ativo nos palcos e nas rádios, mantendo sua importância no cenário da música até que o ciclo da banda chegasse ao seu desfecho.

Em abril de 2016, o Kid Abelha anunciou oficialmente o término de uma trajetória de mais de 30 anos. Após um recesso iniciado em 2013, o trio encerrou as atividades de maneira definitiva. Na ocasião, Paula Toller explicou que a separação foi fruto de um desgaste natural e do desejo de seguir novos rumos.

O que esperar da turnê

O repertório indica ser uma viagem ao passado, com arranjos que mantêm a identidade do rock popular que marcou gerações e trazem sucessos como “fixação”, “Lágrimas e Chuva” e “Alice”. Com apenas dez apresentações exclusivas, o concerto percorrerá arenas e grandes casas de shows, oferecendo uma produção visual contemporânea que destaca o reencontro após mais de dez anos de espera.

Imagem de divulgação da turnê
Divulgação da turnê - Foto: Reprodução: (@kidabelha)

 

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Série sobre o romance de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette combina estética fiel e trilha sonora marcante, reacendendo o debate sobre privacidade
por
Livia Vilela
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08/04/2026 - 12h

A série Love Story (2026), criada por Connor Hines e produzida pelo controverso e consagrado Ryan Murphy, rapidamente se consolidou como um fenômeno do streaming ao revisitar o relacionamento entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette. Protagonizada por Paul Anthony Kelly e Sarah Pidgeon, a série chegou ao fim no dia 27 de março, com o lançamento do episódio final. Mais do que um drama romântico, a série se constrói como um retrato controverso da vida pública, explorando o amor entre duas figuras icônicas enquanto evidencia o peso da exposição constante que moldou suas trajetórias.


Antes de chegar às telas, a história de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette já era amplamente conhecida. Filho do ex-presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963, JFK Jr. cresceu sob intensa exposição midiática, impulsionada sobretudo pela visibilidade da sua família. Formado em Direito, atuou como advogado, fundou a revista George e foi declarado o homem mais sexy do mundo pela revista People em 1988. Já Carolyn, publicitária da Calvin Klein, nunca foi uma figura pública e tornou-se um ícone de estilo dos anos 1990 por sua estética minimalista e discrição. Os dois morreram tragicamente em 1999, em um acidente de avião no litoral de Massachusetts, no qual também morreu a irmã de Carolyn, Lauren Bessette.

cartaz love story
Cartaz da série Love Story de 2026
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx


Um dos maiores méritos da série está na forma como ela evidencia a espetacularização da intimidade. A narrativa acompanha uma mulher anônima que, ao se envolver com um homem que sempre teve uma vida pública, passa a lidar com uma exposição que antes não fazia parte de sua realidade. A série acerta ao mostrar como a fama não apenas acompanha, mas atravessa e redefine as relações pessoais.


A trilha sonora é um destaque por si só justamente por sua precisão histórica e sensorial. Ao apostar em hits marcantes dos anos 1990  (período em que a história se passa), como “It Ain’t Over ’Til It’s Over”, de Lenny Kravitz, e “Linger”, do The Cranberries, a série não apenas ambienta, mas transporta o espectador para a época.A música funciona como um elo direto com a narrativa, ajudando a construir uma sensação de imersão e familiaridade. 


Sob a curadoria de Jen Malone, responsável pela trilha, essa seleção reforça o tom nostálgico da série e insere o público de forma orgânica em um imaginário afetivo dos anos 90. Em entrevista à Vogue, ela afirma: “Eu recorri à minha própria playlist de músicas dos anos 90 que amo e fui organizando cada uma em seu respectivo ano. Nova York, para mim, é quase um personagem da história. Dizemos muito isso na TV: que a música é um personagem. Mas em obras de época ela realmente se torna um personagem, porque ajuda a transportar o espectador para dentro da história.”

imagem divulgação love story
Paul Anthony Kelly como JFK Jr. em Love Story
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx


A cinematografia e a caracterização também são um ponto forte. A estética é cuidadosamente elaborada, com enquadramentos elegantes e uma paleta que remete ao glamour dos anos 1990. Ao mesmo tempo, carrega uma certa frieza que reflete o distanciamento emocional provocado pela exposição midiática. Já a caracterização dos personagens é precisa, contribuindo para a imersão e para a construção de figuras complexas. 


Curiosamente, as escolhas da produção não foram bem recebidas de início: quando as primeiras imagens de Sarah Pidgeon como Carolyn Bessette foram divulgadas, parte do público reagiu negativamente, criticando especialmente o tom do cabelo e apontando que o visual não imprimia o estilo icônico de Carolyn. As mudanças vieram na sequência, com o ajuste no tom de loiro da atriz e a escolha de peças mais sofisticadas e verossímeis com os anos 1990 para o guarda-roupa da personagem. Uma reação que antecipa a própria tensão central da série sobre imagem, memória e expectativa.

imagem divulgação love story
Sarah Pidgeon e Paul Anthony Kelly como Carolyn Bessette e JFK Jr. em Love Story
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx

 


No entanto, é justamente nesse ponto que a série abre espaço para um contraponto importante. Jack Schlossberg, sobrinho de John F. Kennedy Jr., criticou duramente a produção, dizendo que se trata de um “espetáculo grotesco” que transforma uma história pessoal e trágica em entretenimento sensacionalista. Sua reação evidencia um incômodo central: ao mesmo tempo em que denuncia a invasão de privacidade sofrida pelo casal, Love Story inevitavelmente reproduz essa lógica ao recontar e dramatizar momentos íntimos, muitos deles atravessados por dor e perda.


Assim, a série se coloca em uma posição ambígua. Ela critica a cultura que consome vidas privadas como espetáculo, mas também depende dela para existir e engajar o público. Essa contradição talvez seja um dos aspectos mais interessantes da obra, pois amplia a discussão para além da narrativa e a insere no próprio funcionamento da indústria do entretenimento.


No fim, Love Story é uma série extremamente envolvente e, em muitos momentos, até divertida, graças ao seu ritmo, estética e apelo emocional. Mas, para além do entretenimento, ela também convida à reflexão. Ao revisitar a vida de figuras públicas, a produção nos faz pensar sobre os limites entre o público e o privado. E, sobretudo, sobre o que significa, de fato, ter uma vida pública em uma cultura que transforma intimidade em espetáculo. A série deixa, então, uma pergunta incômoda: até que ponto vale abrir mão da própria privacidade em nome do amor e o que sobra de uma relação quando tudo nela se confunde com a vida pública?

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Quanto mais mediado por telas se torna o cotidiano, mais o encontro com o real transforma o teatro em uma experiência intensa e necessária
por
Manoella Marinho
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30/03/2026 - 12h

A relação da geração atual com o mundo passa, inevitavelmente, pelas telas. Celulares, redes sociais e plataformas de vídeo moldam não apenas a forma de comunicação, mas também a percepção da realidade. “O teatro é o presente, é o agora, é o sentimento”, afirma Marcello Drummond, diretor do Teatro Oficina, em entrevista à AGEMT. A fala sintetiza uma das principais diferenças entre o teatro e as mídias digitais: enquanto a internet permite o acesso ilimitado e instantâneo a conteúdos, o teatro exige presença, tempo e entrega. Isso torna-se ainda mais evidente quando se observa o impacto físico da cena.

“Quando você vê um ator na tua frente […] é uma coisa viva”, diz Drummond. Ao contrário da imagem mediada por uma tela, o corpo em cena carrega falhas, respiração, improviso, entregam elementos que tornam cada apresentação única. É essa imprevisibilidade que intensifica a experiência do espectador. Ao mesmo tempo, o ambiente digital tem produzido uma mudança significativa nos hábitos culturais. “As pessoas têm pouco contato com o que não é vídeo”, aponta o diretor. A predominância do audiovisual transforma a forma como a arte é consumida, muitas vezes reduzindo a experiência a fragmentos rápidos e descartáveis.

Créditos: Manoella Marinho Teatro Oficina

 

Ainda assim, o impacto da tecnologia não é apenas negativo. “O digital […] está fazendo com que os teatros fiquem mais cheios”, observa Drummond, conversando com AGEMT dentro do espaço do Teatro Oficina. O fenômeno revela um paradoxo: quanto mais imersas no virtual, mais as pessoas parecem buscar experiências concretas. A saturação de estímulos, característica do cotidiano online, gera uma espécie de cansaço que encontra no teatro um espaço de pausa e intensidade.

Esse movimento ajuda a explicar por que o teatro provoca um efeito tão marcante na geração atual. “A gente tem contato com tela […] mas o vivo toca muito”, resume o diretor. O impacto não está apenas no conteúdo da peça, mas na experiência sensorial completa: o silêncio da plateia, a proximidade com os atores, a impossibilidade de pausar ou voltar a cena. Historicamente, o teatro sempre se construiu a partir dessa relação direta. Encenações como “O Rei da Vela”, marco do Teatro Oficina, ou montagens contemporâneas que rompem a divisão entre palco e plateia, evidenciam a potência do encontro ao vivo. Ao eliminar a chamada “quarta parede”, essas obras convidam o espectador a participar ativamente, transformando-o em parte da cena.

Nesse contexto, o teatro também reafirma seu caráter político. “O fato de estar em cena já é um ato político”, diz Drummond. Em um ambiente digital marcado pela circulação massiva de discursos, muitas vezes superficiais ou polarizados, o teatro oferece um espaço de reflexão mais profunda, onde o tempo e a presença permitem a elaboração crítica. Por outro lado, a própria internet carrega contradições. “Tem coisas muito boas […] e coisas muito ruins que se espalharam”, reconhece o diretor. Se por um lado ela democratiza o acesso à informação e à arte, por outro amplia a circulação de desinformação e discursos problemáticos. Nesse cenário, o teatro se destaca como um espaço de construção coletiva e diálogo direto. A diferença fundamental está na experiência. Enquanto o digital tende à repetição e à reprodução infinita, o teatro se ancora no instante. Cada sessão é única, irrepetível. É nesse sentido que o impacto se intensifica: o espectador não apenas assiste no automático mas vivencia, estimulando análise crítica e sensação.

Em um mundo em que o contato com o real se torna cada vez mais mediado, o teatro reafirma a importância do corpo, do encontro e da presença. Mais do que sobreviver à era digital, ele parece ganhar novo sentido dentro dela. Um espaço onde o humano, finalmente, deixa de ser apenas imagem e volta a ser experiência.

 

Humorista brasileira Evelyn Mayer revela como a experiência de educadora reflete na sua performance cômica
por
Gustavo Song Jun Choi
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30/03/2026 - 12h

A disciplina e controle diante de uma audiência no genêro da comédia conhecida como stand-up não é muito diferente da sala de aula, uma vez que ambos contam com um profissional na frente de um público cujo interesse precisa ser conquistado durante seu discurso e interações em tempo real. Evelyn Mayer, pedagoga doutoranda em Estudos da Linguagem e atualmente comediante profissional de destaque nas redes sociais por sua atuação no stand-up, conta como suas habilidades como professora puderam ser reaproveitadas no palco.

“A licenciatura colaborou enormemente para que eu pudesse ter o domínio do palco, porque o desafio de um show, assim como o da sala de aula, é conseguir a atenção dos presentes para falar de um assunto que tenha relevância”, diz ela. Acrescenta: “A sala de aula me deu o timing e o manejo necessários para conseguir ser uma humorista que prende a atenção da plateia”, diz Mayer.

O stand-up exige do humorista o domínio das habilidades mencionadas pela profissional, pois ao contrário, podem ter uma reação indesejada de sua plateia. Tal como um professor, que tem a tarefa de conseguir manter o foco de seus estudantes e garantir que tenham entendido sua mensagem, mas em ambos os casos podem ser recebidos pelo silêncio, ou provocadores que interrompem o orador e seu objetivo de manter a atenção do público engajados em sua fala. 

Outro exemplo das habilidades educacionais da comediante a serem usadas no palco seria a utilização de técnicas didáticas como a repetição, a analogia ou a síntese para garantir que críticas sociais profundas sejam compreendidas e aceitas pelo público. “O stand-up também se vale dessas técnicas para atingir o humor”, afirma Mayer. 

Evelyn Mayer em sala de aula
Evelyn Mayer - Foto: Gustavo Bonassa Bucker

Quando questionada sobre as diferenças entre a sala de aula e a plateia, Mayer ressalta que "lidar com essa transição é natural, porque não há uma ruptura: essa também sou eu. É natural como ser mãe e filha ao mesmo tempo, por exemplo”. “Sou menos conhecida academicamente falando que enquanto comediante. Mas as pessoas conseguem separar bastante as personas”, frisa Mayer. A humorista também admite que o gerenciamento de interrupções e comportamentos difíceis em ambientes como a sala de aula com certeza lhe ajudaram, ao deixá-la mais preparada em lidar com pessoas na audiência que interrompem sua fala e atrapalham a o ritmo do show. "Mas há comediantes que nunca foram professores e têm mais manejo que eu com isso. Então ter sido professora não é um fator determinante, mas certamente ajuda", explica.

Assim, por mais que muitos possam não notar, o carisma e controle de Evelyn Mayer tem sob a audiência não se moldou apenas pela experiência que obteve testando o que funciona ou não durante anos no rumo da comédia, como também por sua trajetória na área da pedagogia e o tempo que passou com sua plateia anterior: a sala de aula.

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o grupo retornou com um novo álbum, anúncio de turnê mundial e show transmitido internacionalmente
por
Eduardo Betini
Giovanna Hagger
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30/03/2026 - 12h

Após quatro anos de hiato, BTS marcou seu retorno a indústria musical, em 2026, com o lançamento do álbum “ARIRANG”, primeiro álbum do grupo após todos os integrantes cumprirem o serviço militar obrigatório da Coreia do Sul, o projeto representa a retomada dos “idols” para os holofotes e um reposicionamento mundial do conjunto. Contando com 14 melodias, o álbum rapidamente atingiu destaque nas plataformas digitais e mobilizou o “ARMY”, maior fã-clube do K-pop, conhecido pelo engajamento massivo. 

“A gente estava muito ansioso para essa volta deles. Nós não sabíamos se eles iam voltar” disse Vitoria Maria dona da página de fã “nossohope” que conta com mais de 99 mil seguidores. Publicações oficiais e conteúdos promocionais circulam intensamente ampliando o alcance das músicas e reforçando a relação simbólica que o grupo cultivou com os fãs. O retorno do BTS destaca a força da indústria sul-coreana e a capacidade da boy-band de transformar lançamentos musicais em eventos globais.  

 Após 24 horas “ARIRANG” se tornou o álbum mais reproduzido da história do K-pop em novo recorde para indústria. Em um tempo extremamente curto o álbum concentrou milhões de reproduções, impulsionando o público pela expectativa acumulada ao longo dos anos de hiato.  

 

Acima os sete membros do BTS na capa do álbum ARIRANG (divulgação/ Weverse) 

Junto do álbum foi anunciada uma turnê mundial que passará por cerca de 40 países com 79 shows espalhados pelo globo todo, incluindo o Brasil, “Para mim, no Brasil, é muito difícil, a gente tinha que ter mais show. Só três, não adianta, não”, diz Vitória Maria Santana dos Santos, que pretende vir do interior baiano até São Paulo, onde acontecerá o show. Mais do que um número impressionante, esse recorde mostra como o jeito que o público consome as músicas mudou, hoje em dia, os fãs costumam preferir músicas que causam impacto de imediato, BTS acompanha essa lógica, e a redefine transformando cada estreia em impacto mundial.   

A repercussão do álbum foi imediato e preparou o terreno para um dos eventos mais aguardados do ano: o show “BTS THE COMBACK LIVE", transmitido ao vivo pela Netflix diretamente da praça Gwanghwamun, na capital da coreia, Seul na manhã do dia 21 de março de 2026. A apresentação durou uma hora e marcou o reencontro oficial dos sete integrantes com o público após o hiato, e alcançou globalmente cerca de 18,4 milhões de telespectadores, consolidando-o como um dos maiores eventos musicais já exibidos em streaming, tendo mais visualizações que o Grammy Awards, Oscar e Globo de Ouro. 

Disponível em mais de 190 países, o espetáculo rapidamente entrou para o Top 10 da plataforma. Também nas redes sociais alcançou números altos, sendo o assunto mais comentado do “X” antigo Twitter por cerca de dois dias. No palco, o grupo escolheu mesclar as faixas novas com algumas músicas que foram importantes para a trajetória de suas carreiras, criando uma narrativa que conversa com diferentes fases da boy-band. Grandes veículos como o "The Hollywood Reporter” descreveu como “álbum mais experimental do BTS até hoje”.

O nome “ARIRANG” é uma demonstração da intenção dos membros de se conectar com suas raízes, visto que o título do álbum é uma palavra em coreano sem tradução exata, com significado de saudade e resistência. O álbum também conta com trechos de músicas tradicionais e folclóricas coreanas, que ganham destaque ao longo do disco. Os críticos também destacam que a coletânea está indo contra o movimento de americanização do K-pop, como a revista VEJA que afirma que “o grupo consolida seu papel como representantes do orgulho sul-coreano”. 

Além da transmissão do show ao vivo, a Netflix também lançou o documentário “BTS: The Return”, que confidencia o processo criativo do álbum para os fãs os aproximando dos seus ídolos. A expectativa dos fãs para o futuro do grupo é grande, mas a apreensão também, visto que o futuro da boy-band para alguns ainda é incerto. "Oh meu Deus será que vai ser o último? Será que vai ter mais?, pergunta Vitória. 

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Fernando Morais faz sessão de autógrafos no lançamento de seu mais novo livro
por
Luiza Passos
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02/04/2026 - 12h

Na segunda-feira (30), o segundo volume da trilogia biográfica de Lula chegou às livrarias com direito a sessão de autógrafos na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi, em São Paulo (SP). Publicado pela Companhia das Letras, o livro escrito por Fernando Morais abrange, com detalhes inéditos, o período de 1982 a 2002, cobrindo a redemocratização, as Diretas Já, o Plano Real até chegar à primeira vitória presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula.

Capa do livro de Morais. "LULA" escrito em vermelho por cima da foto do mesmo em preto e branco
Capa de “LULA, VOLUME 2: BIOGRAFIA” por Alceu Chiesorin com foto de Eliane Velozo
Divulgação/Companhia das Letras

Na obra, que conta com mais de 300 páginas, Morais reafirma o lado negociador do presidente. Segundo o autor, em entrevista para o UOL, Lula é alguém "capaz de distribuir patadas e depois abraçar, soprar e morder ao mesmo tempo". O livro aborda as derrotas do presidente, a reorganização do Partido dos Trabalhadores, o impeachment de Collor, a experiência formativa das Caravanas da Cidadania e diversas informações dos bastidores destes e de outros acontecimentos marcantes da política brasileira.

Homem autografa um livro para uma leitora à sua frente em uma mesa na Livraria da Travessa
Fernando assina o livro para uma leitora. Foto: Luiza Passos

O evento que teve início às 19h, reuniu figuras importantes da esquerda brasileira como Luiza Erundina, Eduardo Suplicy, Juliano Medeiros, José Dirceu, Luna Zarattini, José Genoino e Nabil Bonduki. Com fila que se estendeu para fora da livraria, Morais recebia calorosamente cada um de seus leitores, contando histórias e revendo velhos amigos.

Texto alternativo: Grande público circula pelo interior da Livraria da Travessa, com pessoas reunidas entre mesas de livros e estantes altas. O espaço está cheio, sugerindo um evento ou lançamento literário, enquanto visitantes conversam e folheiam exemplares.
Fila para conseguir um autógrafo de Morais, com mais de duas horas de espera Foto: Luiza Passos

 

SOBRE O AUTOR

Homem de óculos olhando para a câmera. Imagem em preto e branco
Escritor Fernando Morais
Divulgação/Companhia das Letras

Nascido em 1946, o mineiro Fernando Morais é jornalista e escritor. Ao longo da carreira, trabalhou no Jornal da Tarde, na revista Veja e em outras publicações da imprensa brasileira. Foi quatro vezes vencedor do Prêmio Abril de Jornalismo e três vezes do Prêmio Esso. Autor de livros como “Olga”, “Os últimos soldados da Guerra Fria” e "Corações sujos", Morais também atuou na política, como deputado e secretário da Cultura e da Educação do Estado de São Paulo.

 

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O festival seguiu com forte presença de público e apresentações marcantes, incluindo momentos de emoção, energia eletrônica e repercussões nas redes sociais. 
por
Vitoria Teles
Marina Garcia
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27/03/2026 - 12h

O segundo dia do Lollapalooza Brasil 2026, no último sábado (21), reuniu mais de 85 mil pessoas no Autódromo de Interlagos e foi marcado pelas apresentações dos headliners Chappell Roan, Skrillex e Lewis Capaldi - que agitaram o público com performances intensas e emocionantes. O festival reuniu nomes do pop, indie e eletrônico em seus palcos marcados pela energia e pela forte conexão com a multidão. 

Imagem de duas fãs da Chappell Roan no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram
Imagem de duas fãs da Chappell Roan no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram

Desde a abertura dos portões até o início da tarde, os fãs de Chappell Roan já marcavam presença na multidão, criando um mar de pessoas vestidas em tons de rosas e com maquiagens elaboradas. Dona de sucessos como ‘Pink Pony Club’, a cantora agitou o público trazendo pela primeira vez sua turnê “Vision of Damsels & Other Dangerous Things” para solo brasileiro. 

Chappell também interagiu com o público, dizendo ter visto o show de Lady Gaga na Praia de Copacabana, em maio do ano passado, alegando que, após isso, também quis vir para o Brasil. O show da cantora norte-americana chamou atenção pela forte presença de palco e estética camp, com forte influência da cultura drag e da referência pop retrô. 

A artista entregou uma performance envolvente, com figurinos elaborados e interação constante com o público, que acompanhou em coro seus principais sucessos. Chappell Roan então, deixa marcado na história do Lolla, um show repleto de polêmicas, músicas dançantes e uma plateia animada com seu espetáculo. 

Chappell Roan no palco principal do Lollapalooza 26 - Foto: @lollapaloozabr / Instagram
Chappell Roan no palco principal do Lollapalooza 26 - Foto: @lollapaloozabr / Instagram

No entanto, a passagem da cantora pelo Brasil também foi marcada por uma polêmica nas redes sociais, envolvendo sua interação com a enteada de Jorginho, jogador do time de futebol brasileiro Clube de Regatas do Flamengo e também filha do ator Jude Law. O episódio começou após o jogador relatar, em seu perfil do Instagram, uma situação envolvendo sua família em um hotel na véspera do festival. 

Segundo ele, a esposa e a filha foram abordadas por um segurança da equipe de Chappell Roan, o que gerou sua insatisfação e rapidamente circulou entre fãs e páginas de entretenimento, provocando interpretações divergentes sobre a atitude da artista. 

Enquanto parte do público saiu em defesa de Chappell Roan, destacando o tom descontraído da situação, outros internautas criticaram o ocorrido, apontando falta de sensibilidade com seus fãs. A repercussão ganhou força ao longo do dia do festival, ampliando o debate nas redes sociais e evidenciando como momentos fora do palco também influenciam a imagem pública do artista.

Lewis Capaldi se apresentando no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram
Lewis Capaldi se apresentando no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram

Diferente de Chappell Roan, que apresentou músicas agitadas e acaloradas, Lewis Capaldi trouxe para os palcos do Lolla, seu vocal mais angelical e seu repertório vasto de músicas românticas e delicadas. Com seu hit ‘Someone you loved’, o cantor emocionou o público e fez com que todos o acompanhasse na letra da música, formando um lindo coro coletivo. 

O momento ganhou ainda mais relevância diante do histórico de saúde do cantor, Lewis passou pelo tratamento para sua síndrome de Tourette, que fez com que ele interrompesse sua agenda de shows por um período indeterminado. Após o afastamento para a recuperação, sua volta aos palcos representou um novo início guiado pelo respeito e consideração aos limites de seu próprio corpo, fazendo com que todos se lembrem de que a saúde vem em primeiro lugar. 

Sonny John Moore, mais conhecido como Skrillex, também marcou presença no palco do Lollapalooza. O artista já pode se considerar veterano do festival, já que ele é o DJ que mais se apresentou no Lolla, mas de qualquer forma, ele segue surpreendendo o público. Skrillex é dono de um som marcante e barulhento, que faz qualquer público tremer com suas batidas, e não foi diferente no segundo dia do festival. 

DJ Skrillex se apresentando no palco do Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram
DJ Skrillex se apresentando no palco do Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram

Skrillex pode ser considerado ideal para festivais desse nível, já que ele é capaz de animar qualquer público. Iluminando a noite de sábado com lasers e iluminações diferentes e brilhantes, o show foi carregado de funk, fazendo com que o público se envolvesse ainda mais em sua performance. O DJ norte-americano focou em animar a galera, utilizando o microfone raramente, apenas para um “obrigado” ao encerrar o show. 

Com uma programação diversa e momentos que foram do impacto visual à emoção, o segundo dia de Lollapalooza Brasil 2026 consolidou a força do festival ao reunir grandes nomes da música e um público engajado. Entre performances marcantes e repercussões além dos palcos, o sábado reforçou o papel do evento como um dos principais espaços de encontro entre diferentes estilos, gerações e experiências no cenário musical atual. 

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