Entre guitarras melancólicas e letras confessionais, a artista apresenta seu trabalho mais sofisticado e introspectivo até agora
por
João Luiz Freitas
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12/06/2026 - 12h

Após três anos desde o lançamento de GUTS, Olivia Rodrigo retorna com seu terceiro álbum de estúdio, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love. O projeto marca uma nova fase na carreira da cantora: menos impulsiva, mas não menos intensa. Conhecida por transformar emoções adolescentes em fenômenos pop, Rodrigo agora direciona seu olhar para os dilemas da vida adulta, explorando os contrastes entre amor, insegurança e autossabotagem.

Desde o anúncio do disco, o título já sugeria uma mudança. Diferentemente dos curtos e impactantes “SOUR” e “GUTS”, a nova obra aposta em uma frase longa e contraditória, quase como uma confissão. A escolha resume bem a proposta do álbum: questionar a ideia de que estar apaixonado é sinônimo de felicidade plena. Em vez de celebrar romances perfeitos, Olivia investiga as fissuras emocionais que permanecem mesmo nos momentos aparentemente felizes.

Musicalmente, o trabalho também representa uma evolução. O pop-punk que ajudou a definir a identidade da artista continua presente em alguns momentos, mas divide espaço com influências do new wave, do pós-punk e do pop alternativo dos anos 1980. A produção de Dan Nigro, parceiro de longa data da cantora, aposta em sintetizadores mais evidentes, guitarras menos agressivas e arranjos que priorizam a atmosfera das canções. O resultado é um disco que soa mais sofisticado sem abandonar a espontaneidade que tornou Olivia uma das vozes mais relevantes de sua geração.

Capa oficial do álbum novo da Olivia Rodrigo
Capa oficial do álbum - Foto: Chad Moore

A primeira metade do álbum é dominada pela paixão. Faixas como “drop dead” e “stupid song” capturam o entusiasmo irracional de quem se entrega completamente a alguém, misturando humor autodepreciativo e romantização exagerada. Rodrigo continua demonstrando habilidade para transformar situações específicas em experiências universais, característica que sempre esteve entre seus maiores trunfos como compositora.

No entanto, é quando o relacionamento começa a ruir que o disco encontra seus momentos mais interessantes. Canções como “begged”, “less” e “purple” abandonam o tom sarcástico para dar lugar a uma vulnerabilidade mais crua. Diferentemente das explosões emocionais presentes no primeiro álbum, aqui a dor aparece de forma mais contida, refletindo um amadurecimento artístico e pessoal. Olivia já não parece interessada apenas em apontar culpados, mas também direciona as críticas para si mesma.

Um dos destaques do projeto é “what’s wrong with me”, parceria com Robert Smith. A colaboração funciona como um encontro simbólico entre gerações, aproximando a cantora de algumas de suas grandes referências musicais. A presença do vocalista da banda The Cure reforça a influência do rock alternativo que atravessa o álbum e contribui para ampliar o alcance sonoro da obra.

Apesar da sonoridade mais elaborada, o maior mérito do disco continua sendo a escrita. Rodrigo mantém sua capacidade de transformar inseguranças em narrativas cativantes, equilibrando humor, melancolia e autocrítica. Em um cenário pop frequentemente dominado por fórmulas previsíveis, a cantora demonstra disposição para correr riscos e expandir seus horizontes criativos.

You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love talvez não tenha a urgência emocional de SOUR e nem a energia caótica de GUTS, mas compensa com profundidade e maturidade. O álbum mostra uma artista mais segura de sua identidade, capaz de crescer sem abrir mão das características que a transformaram em fenômeno global. No fim, Olivia Rodrigo prova que continua encontrando novas formas de falar sobre sentimentos antigos, mostrando ainda mais sua versatilidade como musicista.

Adaptação da tragédia shakespeariana estreou em fevereiro deste ano
por
Helena Barra
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18/05/2026 - 12h

Após mais de 40 anos fechado, o Cine Copan marcou sua reabertura com o anúncio da peça “Hamlet, sonhos que virão”, uma adaptação contemporânea da clássica tragédia escrita por William Shakespeare no século XVI.

Com direção de Rafael Gomes, a montagem estreou em 19 de fevereiro deste ano, em meio às obras de revitalização do espaço dentro do famoso edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, no Centro de São Paulo. 

A peça ocupa o canteiro de obras do local, oferecendo uma experiência ‘site specific’ — arte concebida para ter significado através de sua relação íntima com o ambiente — que leva o público para dentro da dramaturgia. 

Espaço dentro do Edifício Copan
Espaço dentro do Edifício Copan segue em reforma/Reprodução: @mavinho_acoroni

Hamlet, interpretado por Gabriel Leone, assume o papel central da trama. A atuação visceral do artista leva o espectador a entrar na mente do emblemático  personagem após uma perda fruto de traição. 

Acompanhado de diversos profissionais experientes, como Samya Pascotto (Ofélia), Susana Ribeiro (Gertrudes), Eucir de Souza (Rei Cláudio), Bruno Lourenço (Laertes) etc, a história vai sendo construída através da narrativa de cada indivíduo pela perspectiva do personagem principal.

Com cenografia de André Corte; iluminação por Wagner Antônio; figurino feito por Alexandre Herchcovitch; visagismo de Pamela Franco e trilha sonora por Barulhista e Antonio Pinto, a produção da peça cria um ambiente de imersão único, que leva do suspense ao estranho, do cômico ao dramático e do romântico à tristeza.

Em cartaz até o dia 14 de junho, o ator e cantor Ícaro Silva segue com o legado de Hamlet nas próximas apresentações. Os ingressos, à partir de R$25, podem ser adquiridos pessoalmente 2h antes da sessão, ou através do site nucinecopan.byinti.com.


 

Sequência resgata personagens icônicos e revisita a moda na era digital
por
Carolina Nader
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08/05/2026 - 12h

O filme O Diabo Veste Prada 2, produzido por David Frankel, estreou dia 30 de abril nos cinemas. 20 anos após o primeiro lançamento, a continuação do clássico retoma o universo da revista de moda “Runway”, agora inserido em um contexto marcado por transformações digitais da indústria e pelo crescimento das redes sociais. Protagonizado por grandes nomes do cinema como Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt, a retomada contou com a distribuição da Disney Pictures, que aposta na força da nostalgia ao mesmo tempo em que dialoga com uma nova geração.

Cartaz de divulgação do filme “O Diabo Veste Prada 2.” Foto: @odiabovesteprada2 / Instagram
Cartaz de divulgação do filme “O Diabo Veste Prada 2.” Foto: @odiabovesteprada2 / Instagram 

Frankel mantém o olhar atento para os bastidores do mundo da moda e do jornalismo, adicionando discussões éticas sobre a profissão. Em meio à pressão por relevância e engajamento, o drama levanta questionamentos sobre o que a indústria editorial escolhe mostrar e o que prefere ocultar. A narrativa explora também o contraste entre tradição e inovação, evidenciando o esforço da “Runway” para se manter ativa sem abandonar os valores que a consolidaram, mesmo diante de um mercado cada vez mais liderado por interesses comerciais. 

Ainda assim, o roteiro preserva o humor ácido característico da franquia, equilibrando essas reflexões com momentos leves que mantêm vivo o charme do universo fashion. 

Miranda Priestly, representada por Meryl Streep, continua sendo a figura misteriosa que marca a memória do público. Sua presença, mais uma vez, cativa a atenção dos fãs, com diálogos irônicos e uma mistura de frieza e elegância. Ao mesmo tempo, sua personagem se vê diante do desafio de recuperar a relevância da revista e preservar suas tradições em um cenário que parece constantemente ameaçá-las. 

Anne Hathaway retorna como Andy Sachs, agora em uma posição mais consolidada profissionalmente, o que cria um contraponto interessante em relação à jovem insegura do primeiro longa. A dinâmica entre as duas personagens ganha novas camadas, marcada menos pela hierarquia direta e mais por conflitos de visão, valores e trajetórias. 

 

Meryl Streep e Anne Hathaway na Coreia do Sul para evento global relacionado ao lançamento do filme. Foto: @tiziano.raw / Instagram
Meryl Streep e Anne Hathaway na Coreia do Sul para evento global relacionado ao lançamento do filme. Foto: @tiziano.raw / Instagram 

A obra também ressalta as relações de lealdade no trabalho, destacando o ambiente competitivo da imprensa. Parcerias, rivalidades e escolhas profissionais se conectam, reforçando a ideia de que o sucesso, nesse meio, raramente é construído de forma isolada ou sem conflitos. 

Visualmente, o longa mantém uma estética glamourosa, com figurinos que continuam desempenhando papel fundamental na construção dos personagens e na ambientação da indústria da moda. Ao mesmo tempo, a montagem incorpora elementos contemporâneos, como telas de celular e fluxos digitais, evidenciando a mudança de época.  

O lançamento dessa continuação foi acompanhado por uma forte estratégia de marketing que ampliou sua presença para além das salas de cinema. Grandes marcas do mercado atual participaram na divulgação, criando produtos temáticos que instantaneamente se tornaram itens de desejo entre os fãs. Canecas, copos, chaveiros, itens de maquiagem e outros objetos colecionáveis reforçam o apelo comercial da produção e mostram como o universo da revista “Runway” ultrapassa a ficção e se insere diretamente na lógica de consumo contemporânea. 

Meryl Streep e Anna Wintour - ex-editora chefe da Vogue e suposta inspiração para a personagem Miranda -  protagonizaram um encontro para um vídeo promocional, que foi produzido pela revista Vogue americana. Esse material fez parte da divulgação da edição de maio da revista e serviu como uma ação de promoção estratégica para a estreia de O Diabo Veste Prada 2.   

A recepção crítica tem sido mista, variando entre o entusiasmo dos fãs e análises mais criteriosas por parte da imprensa especializada. Muitos elogiam o carisma do elenco e a tentativa de atualizar o debate sobre o mundo da moda e do jornalismo, enquanto outros apontam que a narrativa, em certos momentos, depende excessivamente da  nostalgia. Ainda assim, há consenso de que o filme consegue recuperar parte do brilho do original, especialmente nas cenas conduzidas por Meryl Streep. 

O site Rotten Tomatos possui avaliações e comentários sobre obras cinematográficas, feitas por fãs e especialistas. De acordo com a Sara Michelle Fetters, crítica de cinema, “o novo filme é como uma visita agradável com velhos amigos; só não entre nele antecipando nada mais do que isso.” Na plataforma, o longa teve 76% de aprovação dos críticos e 86% do público.

A mudança de tom em relação ao primeiro filme é perceptível. Antes a história focava na iniciação de Andy em um ambiente exigente, agora o conflito gira em torno da permanência e da reinvenção. A trilha sonora acompanha essa transição, mesclando referências modernas com sons do passado, reafirmando o diálogo entre tradição e inovação que atravessa toda a obra. Runway, de Lagy Gaga e Doechii, aparece como destaque no lançamento, enquanto que, no primeiro, Suddenly I See de KT Tunstall é considerada a principal música da obra. Entretanto, ambos apresentam a canção Vogue de Madonna, mesmo que de forma discreta. 

Mais do que revisitar personagens icônicos, O Diabo Veste Prada 2 propõe questionamentos atuais: até que ponto é possível equilibrar ética e mercado? É viável manter tradições em um cenário que exige constante renovação? E, sobretudo, qual é o preço de permanecer no topo? Ao levantar essas questões, o filme se apoia na familiaridade de seu universo para construir uma narrativa que, apesar de imperfeita, encontra espaço para se conectar com o presente. 

Protagonizado pelo sobrinho do cantor, o longa celebra o legado do artista e aposta na nostalgia para conquistar os espectadores
por
Mariana Araujo Correia
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29/04/2026 - 12h

A cinebiografia de Michael Jackson estreou nesta quinta-feira (23). “Michael”, dirigido por Antoine Fuqua e produzido por Graham King (conhecido pela produção de Bohemian Rhapsody), tem duração de pouco mais de duas horas e aborda a trajetória do cantor desde o início do grupo Jackson Five até a apresentação do álbum “Bad”, em 1988. Cercado por expectativas, o longa chega aos cinemas com uma divisão entre crítica e público: enquanto especialistas apontam superficialidade, fãs elogiam a emoção e a fidelidade da produção.

A trama se desenvolve em meio à criatividade do artista, explorando não apenas sua carreira, mas também sua vida pessoal. O filme evidencia os conflitos e a relação difícil com o pai, Joe Jackson, retratado como uma figura rígida e abusiva. Em diversos momentos, ele reforça a frase “ou vocês são vencedores ou perdedores” e faz comentários ofensivos sobre a aparência do filho. Essas cenas ajudam a explicar inseguranças que acompanharam o cantor ao longo da vida.

A produção também destaca a generosidade de Michael e sua dedicação na criação de cada música e clipe, evidenciando o cuidado que tinha antes de qualquer lançamento. O filme reforça a busca incessante pelo perfeccionismo e a excelência que ajudaram a consolidar o título de “Rei do Pop”. A cinebiografia apresenta ainda shows e momentos icônicos, permitindo ao espectador vivenciar a emoção de uma apresentação do artista.

A narrativa também se aprofunda muito na questão de “Neverland”, mostrando sua paixão pela história e o desejo de acolher e ajudar o maior número possível de pessoas. Nesse contexto, o longa também mostra a relação afetuosa com os animais, aos quais ele não chamava de “bichos de estimação”, mas sim de “amigos”.

O filme ainda relembra um marco importante da cultura pop: o momento em que Michael rompeu barreiras raciais na indústria musical ao se tornar o primeiro artista negro a ter um videoclipe completo e em alta rotação exibido na MTV, com “Billie Jean”. 

O filme é protagonizado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor. As expressões, os passos de dança e, principalmente, a voz, muito semelhante à de Michael, são pontos fortes. 

O elenco conta também com Miles Teller, no papel de John Branca; Colman Domingo, como Joe Jackson; e Nia Long interpretando Katherine Jackson. Entre os momentos marcantes, está a cena em que John Branca, a pedido de Michael, demite Joe Jackson por fax. Outro destaque é quando Katherine confronta o marido e afirma que ele não pode mais agredir ninguém, já que Michael é um homem adulto.

O roteiro funciona bem como uma obra nostálgica e emocional, como um tributo ao artista. No entanto, falta profundidade em alguns pontos, algo comum em cinebiografias devido ao tempo limitado. Temas importantes da carreira de Michael não são muito explorados ou sequer aparecem, como o projeto da canção “We Are The World” organizado por Michael Jackson e Lionel Richie.

A fotografia aposta em contrastes marcantes e cores densas, com uma iluminação projetada para recriar a experiência de um show, evitando uma abordagem documental. O filme prefere exaltar a performance do artista em vez de adotar um tom mais neutro.

Os figurinos criados pelo figurinista Marci Rodgers, são um dos pontos altos da produção. A nostalgia visual é bem trabalhada com peças fiéis e marcantes, como as icônicas jaquetas da Victory Tour (1984) e de Thriller.
 

Figurino do Michael na última apresentação da “Victory Tour”. Foto: Reprodução/Instagram/@jaafarjackson
Figurino do Michael na última apresentação da “Victory Tour”. Foto: Reprodução/Instagram/@jaafarjackson 

A trilha sonora é, sem dúvida, um dos principais elementos do filme. Reunindo grandes sucessos de diferentes fases da carreira, utiliza gravações originais, preservando a essência da voz única de Michael Jackson.

A recepção da crítica foi negativa. No site Rotten Tomatoes, o filme conta com cerca de 38% de aprovação. Muitos críticos consideraram a obra clichê e criticaram a ausência das acusações de pedofilia envolvendo o cantor. A decisão de encerrar a narrativa em 1988 foi interpretada por parte dos críticos como uma forma de driblar controvérsias que marcaram a imagem pública de Michael Jackson nos anos seguintes. A produção teria investido US$ 10 milhões em regravações e ajustes para eliminar o terceiro ato inicialmente previsto.

O crítico Nicholas Barber, da BBC, afirmou: “o diálogo funcional tem toda a nuance de uma placa de trânsito”. Em contrapartida, TJ Jackson saiu em defesa do longa dizendo: “ Nunca deem ouvidos aos críticos ‘profissionais’ quando se trata da minha família. Nunca.“

Já o público teve uma reação bastante positiva, com cerca de 96% de aprovação, evidenciando uma forte conexão emocional com a obra. 
 

Audiência tem 96% de aprovação. Foto: Reprodução/Instagram/@michaelmovie
Audiência tem 96% de aprovação. Foto: Reprodução/Instagram/@michaelmovie 

“Michael” (2026) não reinventa a cinebiografia como o cantor reinventou a música, mas ainda assim emociona e carrega significado. O encerramento sugere uma possível continuação para contar os próximos passos de sua vida. O filme é ideal para fãs do artista e para aqueles que desejam conhecer mais sobre sua trajetória. Afinal, Michael Jackson sempre foi digno do título de “Rei do Pop”.
 

 

Segredos sombrios do passado transformam a perspectiva do casamento em um campo minado emocional
por
Marina Garcia
Anna Cândida
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21/04/2026 - 12h

                                                        

 Imagem do pôster do filme The Drama - Foto: @thedrama / Instagram
Imagem do pôster do filme The Drama. Foto: Reprodução/@thedrama 

O filme The Drama, dirigido e roteirizado por Kristoffer Borgli, chegou aos cinemas brasileiros no dia 9 de abril de 2026. A proposta mergulha em dinâmicas emocionais complexas intensificadas pela iminência de um casamento. Distribuído pela Diamond Films e produzido pela A24, o longa despertou interesse por reunir nomes de peso e pela estética característica da produtura, como Zendaya e Robert Pattinson. 

Conhecido por trabalhos como O Homem dos Sonhos, Borgli mantém aqui sua abordagem provocativa e, por vezes, desconfortável, explorando os aspectos do comportamento humano com um olhar irônico e crítico. Em The Drama, essa assinatura se traduz em uma narrativa que oscila entre o íntimo e o estranho, desafiando o espectador a interpretar não apenas os acontecimentos, mas também os silêncios do filme. 

No centro da trama estão os personagens vividos por Zendaya e Robert Pattinson, ambos os atores preocupados em consolidar carreiras marcadas por escolhas autorais. Zendaya, cuja carreira revela versatilidade em produções que vão do pop ao drama contido, apresenta uma atuação repleta de particularidades expressivas e ricas em detalhes. Enquanto Pattinson reforça sua trajetória em filmes independentes, apostando em personagens complexos e emocionalmente instáveis. 

A química entre os protagonistas sustenta grande parte da narrativa. O público é convidado a vivenciar o dilema interior dos personagens por meio de cortes rápidos, cenários imaginados e sons abafados. Ao mesmo tempo, o filme constroi um ritmo narrativo que gera angústia e tensão por meio da falha de comunicação dos personagens. Ainda assim, esse recurso contribui para a construção de uma atmosfera densa, elemento recorrente nas produções da A24 – estúdio que se consolidou por investir em projetos autorais e esteticamente marcantes, como Hereditário e Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo.

Robert Pattinson e Zendaya como protagonistas do filme The Drama - Foto: @thedrama / Instagram
Robert Pattinson e Zendaya como protagonistas do filme The Drama. Foto: Reprodução/@thedrama

A recepção crítica de The Drama tem destacado justamente sua habilidade em desconstruir expectativas narrativas. Muitos espectadores apontam que o filme começa com a aparência de uma comédia romântica, mas gradualmente introduz um desconforto sutil que se intensifica até o desfecho, criando uma experiência marcada pela mistura de diversão, drama e certo caos emocional. Esse movimento também é reforçado pela crítica especializada: no Rotten Tomatoes, diferentes análises descrevem o filme como profundamente desconfortável, capaz de provocar “risos nervosos” e gerar debates após a sessão, evidenciando seu caráter provocativo. 

A mudança de tom ao longo da trama é frequentemente citada como um dos principais acertos da direção de Kristoffer Borgli, especialmente pela forma como a trilha sonora acompanha essa transformação, tornando as cenas progressivamente mais tensas e angustiantes. A crítica também ressalta o envolvimento proporcionado pelos personagens imperfeitos e humanos, além de reforçar o equilíbrio entre o drama e toques de comédia, sustentado pelos protagonistas, que ajudam a dar profundidade aos temas abordados. 

O longa propõe reflexões desconfortáveis como: O quanto você conhece seu parceiro? O que você seria capaz de perdoar? Qual é a pior coisa que você já fez? A fragilidade dos personagens, suas dúvidas e medos, os tornam verossímeis. O filme é atual, sem tornar-se artificial, desde o figurino até a ambientação dos cenários, constrói-se uma atmosfera contemporânea. Elementos do cotidiano, como o Google Docs ou o Spotify não parecem forçados, mas parte de um dilema que poderia acontecer com qualquer um. 


 

Depois de abrir o show do Guns And Roses no palco Mundo do Rock In Rio, Måneskin faz show histórico no espaço Unimed em São Paulo
por
José Pedro dos Santos
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11/09/2022 - 12h

 

A banda italiana  Måneskin, está em turnê internacional, a Loud Kids Get Louder Tour 22, e nesta semana eles fizeram dois shows em terras brasileiras, um no “Festival Rock In Rio” e outro no Espaço Unimed, em São Paulo.

Em Sampa, modo carinhoso que o vocalista Damiano David chamou a cidade diversas vezes, o show começou  por volta das 22:15, com a música ZITTI E BUONI, que rendeu a banda o Eurovision 21. A banda formada por Damiano David, Ethan Torcio, Victoria de Angelis e Thomas Raggi, mostrou que possuem presença de palco e habilidade técnica para fazerem shows espetaculares.

Måneskin possui diversas músicas em italiano, fato que  não impediu o público de cantar todas as músicas, o que surpreendeu David, que falou em uma parte do show “ Pu** que pariu, vocês são a multidão mais alta de todos os tempos. Não consigo me ouvir no retorno, mas isso não importa porque ouço vocês”. Além disso o vocalista em sua passagem por aqui aprendeu as palavras “vamo”, “po***”, “cara***”, “obrigado”, além de ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro, após protestos da plateia.

Foto com os quatro membros do Måneskin próximos a bateria
Måneskin em São Paulo (Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts/ Rolling Stones)

A apresentação contou com músicas dos seus três trabalhos de estúdio, Chosen (2017), Il ballo della vita (2018) e Teatro d’ira: Vol. I (2021) além dos singles “MAMMAMIA” e “Supermodel”. Os destaques com certeza são para a abertura “ZITTI E BUONI”, “I WANNA BE YOUR SLAVE”, “CORALINE” e obviamente “Beggin”.

Os pontos altos do show foram, a interação da banda com o público, que subiu, segurou e abraçou a banda, o caos organizado necessário para um bom show de rock e por fim o grande bis no final do show, onde apenas Raggi voltou em um ótimo solo de guitarra, até David voltar e cantar “CORALINE” novamente e encerra, de verdade dessa vez com “I WANNA BE YOUR SLAVE”. Veja abaixo a tracklist do show:

 

"ZITTI E BUONI"

"IN NOME DEL PADRE"

"MAMMAMIA"

"LA PAURA DEL BUIO"

"Beggin'"

"CORALINE"

"Close to the Top"

"SUPERMODEL"

"FOR YOUR LOVE"

"Touch Me"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

"Gasoline"

"I Wanna Be Your Dog"

"LIVIDI SUI GOMITI"

"Le parole lontane"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

 Segundo a revista  Rolling Stone, o show de Måneskin em São Paulo contou com “muito rock e pouca roupa”, além de mostrarem que o rock está vivo e muito bem representado por esses jovens nomes do cenário.

Logo em seus primeiros anos de vida, José Pedro esteve entre primeiros operados de laparoscopia no Brasil
por
João Pedro Pires da Costa
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30/06/2022 - 12h

Nascido e criado na capital paulista, José Pedro Monteiro dos Santos (18), hoje estudante de jornalismo da PUC-SP, foi precoce ao ser operado por laparoscopia para a remoção de três pedras no rim, aos dois anos de idade.

A operação foi realizada no Hospital Samaritano pelo doutor Anuar Ibrahim Mitre, famoso cirurgião urologista brasileiro, que em 2014 foi baleado por um paciente dentro de seu próprio consultório. Na época, a família do garoto não tinha condições financeiras para pagar o tratamento, sabendo disso, o doutor Anuar aceitou fazer o procedimento cirúrgico por um preço mais acessível, porém exigiu que toda a operação fosse gravada para uma futura aula, já que nesse tempo ele lecionava na USP. Além de se tornar uma das primeiras crianças brasileiras a realizar a cirurgia de laparoscopia, José Pedro teve sua operação gravada e assistida por vários alunos de medicina dentro da universidade.

Após concluir duas cirurgias com sucesso, José Pedro afirma que desde então vem tomando muito cuidado com sua saúde, tanto em sua alimentação quanto no consumo de água, toda essa cautela serve para que nunca mais ele precise reviver esse drama, visto que hoje em dia algumas marcas ainda permanecem, além de algumas cicatrizes, José Pedro carrega o fato de que seu rim esquerdo é muito menor que o direito e funciona apenas 29% do que o normal.

Mesmo com essas marcas irreversíveis, o garoto exalta conseguir viver sua vida normalmente e sem preocupação alguma, entretanto ele ainda tem a obrigação de visitar o médico anualmente para realizar exames e checar como anda o funcionamento dos rins, todo esse cuidado é necessário para evitar futuros problemas de saúde.

Comentário da crônica "Acabou a Censura" de Augusto Boal
por
Artur dos Santos
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09/06/2022 - 12h

No simbólico dia 7 de Junho, data na qual é comemorada a liberdade de imprensa no Brasil, faço o resgate de uma crônica de Augusto Boal (presente em seu livro Crônicas de Nuestra América) chamada “Acabou a Censura”. Antes de me ater à crônica propriamente dita, vou tratar da apresentação do livro. 

 

Boal escreve que são todas crônicas verdadeiras: “histórias que o povo andou me contando, aqui e ali, nestas viagens que eu, errante, ando fazendo desde que saí do Brasil em 1971”. O autor, acrescento, não apenas “saiu” do Brasil e foi para a Argentina como escreve; em 1971, foi preso e torturado pelo governo federal e na Argentina buscou exílio.

 

A crônica em questão é justamente sobre o fim da censura; trata de um dia especial no qual Toríbio, chefe da redação de um jornal, recebe a informação da Censura Federal que o censor não iria mais fazer seu “trabalho preventivo”. 

 

“Liberdade de Imprensa! Jornalismo responsável! Nação civilizada no concerto das nações livres e adultas!” pensa Toríbio. Nunca mais a figura sinistra do Censor atrapalharia as publicações… a imprensa estava enfim livre.

 

Sai pela redação pedindo manchetes bombásticas para celebrar a nova fase do jornalismo agora livre. “Quero alguma coisa sensacional! Explosiva! Detonante!” Vendo que nenhuma lhe agradava (por não condizer com a realidade eufórica do presente dia), chama todos os redatores para uma reunião para decidir tal manchete. 

 

Na reunião, um jovem jornalista sugere uma pauta necessariamente sobre o fim da censura: “VERDADEIRO PLEBISCITO: O POVO MOSTROU SEU VIOLENTO REPÚDIO À DITADURA, VOTANDO MACIÇAMENTE NOS CANDIDATOS DA OPOSIÇÃO”. Toríbio se assusta… a imprensa é agora livre, mas… seria tão livre assim dentro de sua própria cabeça? “É… felizmente… acabou a censura… mas, afinal de contas, como diz você… somos gente responsável” gaguejou. 

 

Vão ter que mudar a manchete, várias palavras ali são muito subversivas… não se pode sair de uma censura e ir para o caos da liberdade de maneira tão rápida. A redação se põe a mudar a manchete; a censura atua dentro de cada velho jornalista naquela presente. 

 

Muda não só uma vez, mas várias e várias vezes… cada mudança evidencia que o Censor ainda ocupa seu lugar na redação. O jovem protesta e os antigos reformulam: “ditadura”, “plebiscito”, “repúdio”, “oposição” (termos muito subversivos) são alterados para “governo vigente”, “democracia”, “preferências”, “candidatos de sua preferência”, respectivamente.

Mas o clima era de festa! Acabou a Censura; liberdade de imprensa, finalmen… afinal! (finalmente é meio subversivo, não acha?)

 

O novo disco de Miley Cyrus traz covers, sucessos e músicas inéditas.
por
Maria Ferreira dos Santos
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04/06/2022 - 12h

Lançado no dia primeiro de abril, o álbum “ATTENTION: MILEY LIVE” já é um marco para a carreira de Miley Cyrus, isso porque essa é a sua primeira coletânea ao vivo. Nela a cantora traz covers de clássicas canções e relembra seus sucessos, é como se fossem as mesmas músicas de antes só que cantadas pela Miley de agora, além de homenagens e recordações Cyrus também apresenta duas faixas inéditas.

  • Covers e referências.

Por ser filha de Billy Ray Cyrus e afilhada de Dolly Parton, ambos cantores do gênero country com toques do rock, a artista esteve desde pequena inserida nesse meio musical. Desse modo, Miley decidiu homenagear grandes nomes desse tipo musical através de covers mais ousados com a presença de sua voz mais forte, grave e definida.

Uma dessas honras é o medley (junção de mais de uma canção em única faixa) com a música “Where Is My Mind?”, da banda de rock Pixies que fez sucesso nos anos 80. É dessa mesma época e estilo o grupo Blondie que tinha como vocalista Debbie Harry, foi na vez dela que “Heart of Glass” foi originalmente difundida e agora retorna no timbre de Miley. 

“Maybe”, de Janis Joplin, “Like a Prayer", de Madonna, Nothing Compares 2 U”, de Sinéad O'Connor e “Jolene”, de Dolly Parton, são os outros covers do disco. Nota-se a presença não só do rock de eras distantes como também a presença de personalidades femininas nessas escolhas.

Debbie Harry, Janis Joplin, Madonna, Sinéad O’Connor e Dolly Parton.
Debbie Harry, Janis Joplin, Madonna, Sinéad O’Connor e Dolly Parton.
  • Sucessos.

Ao longo de sua trajetória Miley colecionou diversos sucessos, polêmicas e rumores, sendo que muitas vezes uma coisa puxava à outra, muitas das discussões acerca da figura da cantora estão atreladas à sua personagem Hannah Montana no seriado de mesmo nome da Disney, essa produção marcou a infância e adolescência da geração Z (nascidos entre 1990 e 2010).

A música “The Climb", por exemplo, foi lançada em 2009 como parte da trilha sonora de “Hannah Montana: O Filme”. Ainda em sua época Disney a estadunidense também lançou “7 things”, composição que os fãs afirmam ser sobre seu ex Nick Jonas, astro da série “Jonas Brothers” da mesma produtora . Já “Party In The USA” demonstra a transição da jovem, diferentemente de “We Can’t Stop Now”, “SMS Bangerz”, “Doo It”, “23” e "Wrecking Ball” que demonstram a total ruptura de Cyrus com a imagem criada pela Disney, uma vez que nos clipes desses sons temos elementos carregados de sexualidade e menção ao uso de drogas, resultando em polêmicas até hoje lembradas.

Apesar da sonorização de “ATTENTION: MILEY LIVE” contar com elementos do country, pop e eletrônica, sua característica marcante é o rock. Tem-se forte presença da guitarra, bateria, timbre grave e sua voz mais madura do que das gravações anteriores. A associação de Miley com o rock’n’roll não é novidade para quem a acompanha, pois ela já flertava com o gênero desde a coletânea “Plastic Hearts" (2020), é desse álbum, inclusive, o resgate para o novo projeto a música homônima e “Never Be Me”, “High” e “Midnight Sky”. Além das supracitadas, há “4x4” e “ See You Again”.

  • Novidades

As duas músicas inéditas são “ATTENTION” e “You”, sendo que a primeira foi utilizada para divulgação do álbum nas redes sociais da artista. Entretanto, as maiores novidades do disco não são as músicas novas e, sim, as adicionadas dia 29/04. As últimas seis faixas foram gravadas durante a sua turnê de divulgação pela América do Sul, Miley declarou que essa era a forma de agradecer aos seus fãs por todo carinho e dedicação.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “Eu aprecio a dedicação de vocês a mim e minha música é mais do que posso expressar. Para mostrar minha gratidão, eu quero dar a vocês um gostinho da turnê ATTENTION na América do Sul, lançando essas seis músicas adicionais”.
Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “Eu aprecio a dedicação de vocês a mim e minha música é mais do que posso expressar. Para mostrar minha gratidão, eu quero dar a vocês um gostinho da turnê ATTENTION na América do Sul, lançando essas seis músicas adicionais”.
Versão deluxe do álbum ‘’ATTENTION: MILEY LIVE” chegou às plataformas digitais com mais seis faixas.
Versão deluxe do álbum ‘’ATTENTION: MILEY LIVE” chegou às plataformas digitais com mais seis faixas.

As recém-adicionadas são “WTF Do I Know”, “Mother’s Daughter X Boys Don’t Cry”, “You (Take 2)", "Nothing Breaks Like a Heart”, “Angels Like You” e “Fly On The Wall”. Dessas, as que mais ganharam notoriedade foram a 22º e a 25º, a primeira delas foi registrada no Brasil, durante a sua apresentação no festival Lollapalooza 2022. Na ocasião Cyrus dividiu o palco com Anitta, juntas as cantoras fizeram um medley com “Boys Don’t Cry”, recém sucesso da brasileira, essa é a única faixa do álbum com participação. Já “Angels Like You”, tornou-se número 01 na Colômbia depois que os fãs da antiga estrela da Disney passaram a madrugada cantando-a enquanto aguardavam pelo show do dia seguinte.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “No dia 29/04 vou adicionar MAIS músicas ao álbum ao vivo #ATTENTION! Incluindo Angels Like You que foi adicionada ao set na noite anterior inspirado pelos fãs abaixo do meu quarto de hotel em Bogotá cantando A NOITE INTEIRA! Acordei com Angels sendo o número 1 na Colômbia”.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “No dia 29/04 vou adicionar MAIS músicas ao álbum ao vivo #ATTENTION! Incluindo 'Angels Like You' que foi adicionada ao set na noite anterior inspirado pelos fãs abaixo do meu quarto de hotel em Bogotá cantando A NOITE INTEIRA! Acordei com 'Angels' sendo o número 1 na Colômbia”.
Anitta escreveu em sua conta do Twitter: “ Que noite! Celebrando esse momento inacreditável da minha carreira com a maior energia de todas @mileycyrus… Eu sou tão grata. Uau. Miley, sua mãe, seus amigos, meus fãs, seus fãs, meu país. Jesus eu estou tão feliz. Ai meu Deus”.
Anitta escreveu em sua conta no Twitter: “Que noite! Celebrando esse momento inacreditável da minha carreira com a maior energia de todas @mileycyrus… Eu sou tão grata. Uau. Miley, sua mãe, seus amigos, meus fãs, seus fãs, meu país. Jesus eu estou tão feliz. Oh Deus”.

 

Miley Cyrus: “Eu te amo muito @anitta. Obrigada por estar comigo durante o meu @lollapaloozaBr! Estou tão feliz por você e seu mega sucesso! Você merece isso! Você trabalha duro e é absolutamente a mais gentil! Você me deu um tempo tão bom no Brasil! Amigas para vida!”. Reprodução: Twitter.
Miley Cyrus: “Eu te amo muito @anitta. Obrigada por estar comigo durante o meu @lollapaloozaBr! Estou tão feliz por você e seu mega sucesso! Você merece isso! Você trabalha duro e é absolutamente a mais gentil! Você me deu um tempo tão bom no Brasil! Amigas para vida!”. Reprodução: Twitter.
  • Fãs

“ATTENTION: MILEY LIVE” é, acima de tudo, um ato de gratidão por parte da cantora para com os seus fãs. Através de suas redes sociais a artista, mais de uma vez, agradeceu e afirmou que tudo devia aos seus admiradores. A imediata aceitação do disco pelo público demonstra essa conexão de Miley com os seus fãs, muitos deles a acompanham pelos seus 18 anos de carreira tanto como atriz quanto como cantora-compositora.

Reprodução: Instagram. “Este não é apenas o MEU álbum ao vivo, este é o NOSSO álbum! Meus fãs e eu colaboramos nesse set list! Perguntei a VOCÊS o que vocês queriam ouvir e montei um show tentando atender o maior número de pedidos possível! Eu te amo muito! Obrigado por toda a sua lealdade e apoio ao longo dos últimos 16 anos! Esse registro é o mínimo que posso fazer para tentar mostrar meu apreço pela sua dedicação! Estamos nisso juntos para sempre”.
 “Este não é apenas o MEU álbum ao vivo, este é o NOSSO álbum! Meus fãs e eu colaboramos nesse set list! Perguntei a VOCÊS o que vocês queriam ouvir e montei um show tentando atender o maior número de pedidos possível! Eu te amo muito! Obrigado por toda a sua lealdade e apoio ao longo dos últimos 16 anos! Esse registro é o mínimo que posso fazer para tentar mostrar meu apreço pela sua dedicação! Estamos nisso juntos para sempre”. Reprodução: Instagram.

 

Com a liberação de eventos, dúvidas e questionamentos surgem sobre seu retorno ser precipitado ou não.
por
João Pedro Pires da Costa
Rodolfo Soares Dias
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05/05/2022 - 12h

Em novembro do ano passado o estado de São Paulo divulgou o decreto que libera a realização de eventos com 100% do público, esse retorno se tornou um fato necessário para investidores e comerciantes, que por sua vez, querem entregar o melhor conteúdo para um público ávido, que por muito tempo manteve uma distância social indesejada.

 A quarentena causou uma série de impactos na vida dos brasileiros, e um dos fatores determinantes para manter a saúde mental de todos, foram os tipos de contatos sociais possíveis na quarentena, ligações entre amigos e familiares se tornaram algo comum no dia a dia, Shows de artistas através de lives gratuitas era o mais perto que se podia chegar de um grande evento. Já com a chegada das primeiras doses da vacina contra a Covid-19 pequenos encontros foram possíveis, para “matar a saudade” de pessoas mais próximas e queridas.

Com a recente liberação para os eventos de grande porte e a liberação do uso de máscara, muitas questões se mostraram pertinentes sobre os cuidados a serem tomados para evitar a proliferação do vírus.

Para entendermos melhor como está sendo encarada a abertura do mercado, entrevistamos um dos promotores da casa de shows Honey Club localizada em São José dos Campos, João Peraccini, jovem que trabalha no ramo de eventos há mais de três anos relatou que no período pós pandemia houve um aumento significativo na procura por festas e eventos sociais em geral, o promotor pensa que o tempo perdido dentro de casa fez com que as pessoas valorizassem mais a vida e os encontros sociais.

Ao ser questionado sobre a volta precipitada dos eventos, João admitiu que houve sim uma cobrança para a volta dos shows, tanto do público quanto dos organizadores. “Na Honey Club, por exemplo, essa pressão existiu, e fez com que houvesse um retorno precipitado e até desorganizado, levando em conta que os protocolos de saúde não foram seguidos corretamente, diversos casos de Covid-19 foram registrados por lá” complementa João.

Como parte do público, Helena Souza vê a volta de grandes eventos como um “mal necessário", acha que a liberação não foi um erro, mas da forma que aconteceu, pode causar problemas que poderiam ser evitados. “É claro que eu queria voltar a ir em festas, mas não do jeito que tá agora, sem fiscalização ou cuidado, não me sinto confortável pra ficar no meio de um monte de gente” e ainda complementou “A Covid ainda tá por aí, mas parece que todo mundo esqueceu do que passamos”.

 


Texto produzido por Rodolfo Dias e João Pedro Pires.