Na quinta-feira (27/06), o Panamá enfrentou os Estados Unidos no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, pela segunda rodada do Grupo C da Copa América. Os panamenhos venceram com gols do meia César Blackman e do atacante José Fajardo.
PRIMEIRO TEMPO
Mais uma vez, os anfitriões começaram o jogo a todo vapor. No primeiro lance da partida, após uma cobrança de falta e um bate e rebate na área, o meia Weston McKennie abriu o placar. Mas, após uma revisão do VAR, o gol foi anulado. O jogo parecia se encaminhar para outra vitória dos americanos, até que o atacante Timothy Weah deu um soco no zagueiro panamenho Roderick Miller, e foi expulso aos 18 minutos. A expulsão não intimidou a seleção americana, que logo em seguida, aos 22 minutos, marcou o seu gol. Depois de uma bela tabelinha, o atacante Folarin Balogun chutou e não deu nenhuma chance para o goleiro Orlando Mosquera defender. Atrás no resultado, o Panamá se lançou ao ataque e empatou a partida rapidamente com Blackman. O meia havia tentado de fora da área, foi travado, mas na segunda tentativa acertou o cantinho e fez o primeiro gol panamenho aos 26 minutos.
SEGUNDO TEMPO
Com um a menos e o jogo empatado, os americanos decidiram segurar o placar. Na segunda etapa, o técnico Gregg Berhalter trocou o meia Giovanni Reyna pelo zagueiro Carter-Vickers e também retirou o volante Tyler Adams para a entrada de Johnny. Além disso, o goleiro Matt Turner sentiu uma lesão e precisou sair, sendo substituído por Ethan Horvath. A seleção panamenha, por sua vez, viu a oportunidade de sair com três pontos, e o técnico Thomas Christiansen trocou o atacante Eduardo Guerrero pelo craque José Fajardo. As substituições deixaram os Estados Unidos com uma defesa bem sólida, e dificultaram as finalizações do Panamá. Eventualmente encontravam uma oportunidade, porém com pouca eficiência. Mas, aos 38 minutos, após muita luta, o meia Abdiel Ayarza encontrou Fajardo no meio da área para finalizar e garantir a vitória panamenha. Placar final: 2 a 1 para o Panamá.
DESEMPENHO GERAL
Os anfitriões poderiam estar tranquilos se não fosse a expulsão de Weah logo no início da partida, o que fez a equipe jogar pelo empate, e no final, ficaram de mãos vazias. Diferente do seu adversário, o Panamá se enche de esperança com os três pontos. A seleção não jogou um futebol muito vistoso, como a maioria das seleções da Copa América, mas demonstrou ser uma equipe muito aguerrida, podendo surpreender na última rodada.
PRÓXIMOS PASSOS
O Panamá volta a jogar na segunda-feira, dia 01/07, às 22h00, horário de Brasília, contra a Bolívia no Exploria Stadium, em Orlando, pela terceira rodada do Grupo C, enquanto os Estados Unidos irão a Kansas City, no Arrowhead Stadium, enfrentar o Uruguai, também na segunda-feira, no mesmo horário e pela mesma rodada.
Colômbia e Costa Rica se enfrentaram na última sexta-feira (28) em duelo válido pela segunda rodada do grupo D da Copa América. O jogo ocorreu no State Farm Stadium, em Phoenix, Arizona.
O duelo que contava com favoritismo colombiano, acabou com o placar sendo construído com tranquilidade. O primeiro tempo começou pouco jogado e muito disputado. A Colômbia tentando passes rápidos contra a retranca costarriquenha, mesma estratégia utilizada por eles contra o Brasil.
A primeira chance do jogo aconteceu aos seis minutos, com o atacante Luis Díaz chegando de cabeça na pequena área, finalização que passou perto da meta do goleiro Sequeira. Os primeiros quinze minutos foram marcados por muitas faltas e disputas de bola no meio-campo.
Aos 20 minutos, o meia e capitão James Rodríguez bateu cruzado e obrigou Sequeira a fazer a sua primeira grande defesa após o bom contra-ataque colombiano. Depois desse lance, a Colômbia começou a amadurecer seu gol, e conseguiu passar pelo forte sistema defensivo da Costa Rica, que apenas conseguia se defender.
Aos 27, numa jogada de velocidade, Sequeira se precipitou e derrubou o atacante Córdoba dentro da área, e o árbitro Gustavo Tejera marcou o pênalti. Aos 31 minutos, Luis Díaz de perna direita bateu e fez 1 a 0 para o time colombiano. Depois do gol, o zagueiro Sánchez e o lateral Mojica desperdiçaram outras boas chances de aumentar o placar, e o primeiro tempo terminou com a vantagem magra dos Cafeteros.
O segundo tempo começou com a Costa Rica tentando ter um pouco mais de controle do jogo. Com duas alterações promovidas pelo técnico Gustavo Alfaro e mais posse de bole, a seleção buscava o empate, mas a Colômbia não ofereceu espaço. Aos 13, após escanteio cobrado pelo atacante Árias, o zagueiro Sanchéz venceu o duelo com o zagueiro adversário e de cabeça aumentou o placar.
Aos 16, Córdoba recebeu lindo passe de James Rodríguez e avançou sozinho, bateu forte e venceu o goleiro, deixando a vantagem ainda maior. Depois do terceiro gol, o técnico colombiano Néstor Lorenzo poupou alguns de seus jogadores mais importantes, mas a Colômbia continuou pressionando a saída de bola costarriquenha e o time ainda produziu outras boas chances de gol. O jogo terminou 3 a 0 com a Colômbia chegando aos seis pontos e garantindo a classificação para as oitavas de final.
No dia 2 de julho, a última rodada do grupo D acontece com a Colômbia enfrentando o Brasil em Santa Clara na Califórnia, enquanto a Costa Rica enfrenta o Paraguai em Austin, no Texas. Os dois jogos começam às 22h do horário de Brasília.
Na última quarta-feira (26/06), em busca da classificação antecipada para a próxima fase da Copa América no Grupo B, a Venezuela enfrentou o México no SoFi Stadium, em Los Angeles, em Inglewood. Os venezuelanos saíram vencedores por 1 a 0, com uma cobrança de pênalti do experiente Salomón Rondón. Com esse resultado, a Venezuela está matematicamente classificada.
O jogo iniciou de maneira frenética, ambas as equipes tentavam controlar a posse de bola e criar oportunidades. A primeira chance clara veio aos 9 minutos para o México, quando o atacante Quiñones aproveitou um rebote defensivo, porém errou o alvo. Pouco depois, aos 13 minutos, o ponta Soteldo da Venezuela respondeu com um chute perigoso da ponta da área.
Apesar do equilíbrio na posse de bola, o México começou a demonstrar leve vantagem, com seus jogadores no meio-campo, que trocavam passes para acionar os atacantes. Aos 20 minutos, Santiago Giménez foi acionado em velocidade pelo meio e tentou uma finalização de primeira, mas o goleiro Romo fez uma grande defesa.
Enquanto isso, a Venezuela buscava construir suas jogadas pelo lado esquerdo do campo, porém enfrentava dificuldades em finalizar com eficácia. Aos 34 minutos, o atacante Salomón Rondón recebeu um passe preciso do ponta Jefferson Savarino e acertou a trave, em uma das melhores oportunidades do jogo até aquele momento.
O primeiro tempo terminou, e ambas as seleções sofriam no último passe, o que não permitiu efetividade nos 45 minutos iniciais. O México buscou penetrar pelo meio, enquanto a Venezuela preferiu jogadas pelas pontas, mas nenhuma das estratégias foi eficaz o suficiente para abrir o placar na primeira etapa.
No segundo tempo, a Venezuela voltou mais organizada e compacta, especialmente após a entrada do meia Cristian Cásseres Jr no lugar de Savarino. Aos 8 minutos, uma jogada bem construída iniciada por Soteldo resultou em um forte chute de Rondón que acertou a trave mexicana.
Aos 10 minutos, a Venezuela demonstrou eficiência tática em uma tabela entre Yangel Herrera e Jon Aramburu, que foi derrubado por Quiñones dentro da área, o que resultou em um pênalti. Após revisão do VAR, Rondón converteu com precisão e abriu o placar aos 12 minutos do segundo tempo.
O México tentou reagir e retomar o controle da partida em busca do empate, mas a Venezuela, motivada pelo gol, manteve-se firme defensivamente. Os mexicanos tiveram uma oportunidade clara aos 20 minutos, quando Quiñones fez um cruzamento perigoso que exigiu uma grande defesa do goleiro Romo.
Ainda na tentativa mexicana, aos 39 minutos, em uma finalização do lateral Jorge Sánchez, o zagueiro Wilker Ángel usou o braço para bloquear. Após análise do VAR, aos 43 minutos, Pineda cobrou pênalti no canto esquerdo, mas o goleiro Rafael Romo defendeu.
Após o pênalti perdido, o México intensificou suas tentativas de ataque, enquanto a Venezuela se manteve defensiva, esperando por um contra-ataque. No entanto, o placar não se alterou, e a Venezuela garantiu uma vitória por 1 a 0, com uma performance mais eficiente no segundo tempo.
A terceira e decisiva rodada do grupo será no próximo domingo (30). A Venezuela jogará contra a Jamaica no NRG Stadium, em Houston, às 21h (Horário de Brasília), já o México enfrentará o Equador, o State Farm Stadium, em Phoenix, no mesmo horário.
Na abertura da segunda rodada do grupo B da Copa América, na última quarta-feira (26), Equador e Jamaica se enfrentaram no Allegiant Stadium em Las Vegas. As duas seleções buscavam os três primeiros pontos no torneio, e foram os equatorianos que saíram vitoriosos pelo placar de 3 a 1.
O jogo começou com uma estratégia agressiva do Equador, que aplicou forte pressão na saída de bola da defesa jamaicana desde os primeiros minutos. Aos 5 minutos, o volante Moisés Caicedo roubou a bola após uma falha do lateral jamaicano e encontrou o meia Kendry Páez, cuja tentativa de chute por cobertura saiu por cima do gol.
Essa pressão inicial logo se converteu em gol aos 13 minutos, quando o lateral-esquerdo Piero Hincapié cruzou pela esquerda e a bola, desviada na defesa, encobriu o goleiro e abriu o placar para o Equador.
Após o gol, a Jamaica continuou com dificuldades para organizar sua saída de bola, embora a intensidade da pressão equatoriana tivesse diminuído. A única chance clara surgiu aos 18 minutos, quando o meia Bobby De Cordova-Reid fez um levantamento para a área e o zagueiro D'Shon Bernard cabeceou, mas o goleiro Alexander Domínguez defendeu.
Aos 42 minutos, Kendry Páez cobrou falta para a área, e o zagueiro Félix Torres cabeceou, e desviou na defesa e saindo para escanteio. O árbitro foi chamado pelo VAR por um possível toque de mão.
Após revisão, o juiz assinalou o toque de mão do jamaicano Greg Leigh. O jovem Kendry Páez cobrou o pênalti e ampliou em 2 a 0 para o Equador.
O primeiro tempo encerrou com o Equador com uma ligeira superioridade na posse de bola. Apesar dos esforços da Jamaica em buscar o empate, os frequentes erros de passe limitaram suas oportunidades de penetrar na defesa equatoriana.
No início da segunda etapa, o Equador continuou no controle do jogo. Logo no primeiro lance de ataque, Kendry Páez arriscou de fora da área, mas a bola carimbou a marcação.
Não demorou muito para a equipe da Jamaica conseguir sair de trás. Aos 9 minutos, o atacante Michail Antonio ficou com a sobra após uma finalização de Ethan Pinnock e finalizou para o fundo do gol, o que deixou o placar em 2 a 1.
Com a necessidade de marcar para permanecer vivo na competição, a Jamaica aproveitou o ímpeto após diminuir o placar. Aos 12 minutos, Michail Antonio tentou novamente marcar, mas sem sucesso.
Em uma jogada semelhante ao pênalti marcado para o Equador no primeiro tempo, desta vez para a Jamaica, aos 28 minutos, Greg Leigh cobrou escanteio para a área, Shamar Nicholson cabeceou e a defesa conseguiu afastar. O árbitro foi chamado pelo VAR para verificar um possível toque de mão, mas após consulta, não marcou nada.
Na busca pelo empate, a Jamaica permitiu um contra-ataque para o Equador. Aos 47 minutos, já nos acréscimos, o atacante Alan Minda avançou pela ponta, invadiu a área e finalizou para marcar. Assim, a vantagem se estabeleceu e o 3 a 1 selou o resultado da partida.
A terceira rodada do grupo será no próximo domingo (30). O Equador enfrentará o México às 21h (Horário de Brasília) no State Farm Stadium, em Phoenix, enquanto no mesmo horário, a Jamaica jogará contra a Venezuela no NRG Stadium, em Houston.
Nessa segunda-feira (28), Colômbia e Paraguai se enfrentaram abrindo os confrontos do grupo D da Copa América. O jogo aconteceu no NRG Stadium, em Houston, no estado do Texas.
A expectativa era que esse fosse o confronto mais equilibrado da primeira rodada, mas ele acabou sendo um pouco diferente. O primeiro tempo começou disputado, com os dois times procurando impor seu ritmo. A Colômbia tentou passes rápidos e o Paraguai, com uma forte marcação, buscou uma jogada de contra-ataque. Aos 5 minutos o volante colombiano Richard Ríos teve uma boa finalização, que passou ao lado do goleiro Morínigo.
Aos 16 minutos, o jovem meia paraguaio Enciso obrigou o goleiro Vargas a fazer a defesa em uma cobrança de falta rasteira. Aos vinte e cinco, a Colômbia fez sua primeira substituição: O zagueiro Lucumí deixou o campo por lesão para a entrada de Mina, e depois da alteração o jogo mudou, a Colômbia conseguiu tomar as rédeas. Aos 31, o são-paulino James Rodríguez acertou o cruzamento e o lateral Muñoz cabeceou e abriu o placar para os colombianos.
Aos 49 minutos, o meia e capitão da equipe colombiana apareceu novamente para uma nova assistência, e dessa vez, o volante Lerma que aproveitou o passe na área e com mais um desvio de cabeça, aumentou o placar. Com 2 a 0, os Cafeteros terminaram o primeiro tempo confirmando sua superioridade.
No segundo tempo o jogo começou mais morno, com o Paraguai abatido pelo resultado sofrido, mas tentando se recuperar, enquanto a Colômbia recuou seu time, esperando a chance para definir o resultado. Até os primeiros quinze minutos, os dois ainda não haviam tido chances claras de movimentar o placar e apenas aos 18 minutos, o lateral paraguaio Espinoza conseguiu criar a primeira chance, com a boa intervenção de Vargas.
Aos vinte e quatro, Enciso, que foi o destaque dos paraguaios durante o jogo, aproveitou a bola aérea de Córdoba, que saiu do banco e diminuiu o placar com um gol de cabeça, que colocou mais emoção na partida. Mas mesmo com o gol, a Albirroja não conseguiu ter tantas chances, e a Colômbia voltou ao jogo com oportunidades criadas por James Rodríguez e Luís Díaz, que não foram convertidas.
Aos trinta e oito, o árbitro argentino Darío Herrera, que havia marcado um pênalti de Velázquez em cima de Mina voltou atrás em sua decisão após checagem do lance no árbitro de vídeo. O bom jogo terminou com a vitória da Colômbia por 2 a 1.
Na sexta-feira (28), a Colômbia enfrenta a Costa Rica em Phoenix no Arizona às 19h no horário de Brasília, enquanto o Paraguai enfrenta o Brasil em Paradise, Nevada às 22 do horário de Brasília.