Alvinegro perde de virada para o Vasco e se complica na briga contra o rebaixamento. Flamengo e Palmeiras seguem na disputa pelo título
por
Alice Begnini
Érico Soares
Guilbert Inácio
Guilherme Romero
Helena Campos
Jorge Zatz
Luciano Carvalho
Maria Luiza Pêgo
Miguel Alcântara
Pedro José Zolési
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27/10/2026 - 12h

A 32ª rodada do Campeonato Brasileiro foi disputada nos dias 23,24 e 26 de outubro. Não houve partidas no domingo por causa do segundo turno das eleições. Nos confrontos, a Chapecoense venceu a quarta na competição, Internacional e Grêmio venceram e respiram na briga contra o rebaixamento.

Cruzeiro 1x0 Remo

Cruzeiro e Remo abriram a rodada em um jogo isolado na última sexta-feira (23). A Raposa venceu o time paraense por 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O gol foi do zagueiro Fabrício Bruno, no fim do primeiro tempo. Com o resultado, o time mineiro chegou aos 54 pontos e entrou no G4.Já o  Leão segue na zona de rebaixamento.

O primeiro tempo teve poucas oportunidades. Villalba e Matheus Pereira exigiram boas defesas do goleiro Marcelo Rangel, enquanto Jajá acertou a trave de Otávio, que fez uma grande defesa. O Cruzeiro controlou a bola no início e mostrou domínio, mas o Remo conseguiu segurar as investidas até os 31 minutos. 

A equipe paraense não se limitou a defender, foi ao ataque em algumas oportunidades e incomodou a defesa cruzeirense. Em uma delas, Jajá finalizou rasteiro da esquerda, a bola desviou em Otávio e bateu na trave. Pouco depois, ele voltou a assustar a torcida da casa.

O gol saiu no último lance da primeira etapa. Aos 50 minutos, Matheus Pereira cobrou escanteio na segunda trave, e Fabrício Bruno subiu sozinho para cabecear cruzado no canto esquerdo de Marcelo Rangel.

A imagem mostra Matheus Pereira, do Cruzeiro, à direita tocando a bola para a esquerda
Com 11, Matheus Pereira é o líder de assistência do Cruzeiro na temporada. Foto: @Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Já no segundo tempo, o duelo seguiu com poucas chances e muitos erros de passe no terço final, de ambos os lados. O Cruzeiro fez mudanças ao longo da etapa: Matheus Henrique entrou no lugar de Zé Lucas aos 16 minutos, e Wesley substituiu Arroyo aos 25. Aos 35, Fagner e Bruno Rodrigues entraram nas vagas de William e Gerson. Keny Arroyo sentiu um problema físico e foi substituído durante a partida. William e Gerson deixaram o gramado sob vaias nos minutos finais. 

Com as mudanças, o Cruzeiro conseguiu evitar as investidas do Remo durante o restante do jogo. A melhor oportunidade saiu de um escanteio de Matheus Pereira. O meia cobrou na segunda trave e Fabrício Bruno cabeceou para baixo, mas Marcelo Rangel defendeu. 

Os cartões amarelos foram todos distribuídos para o Leão, os autores das faltas foram: Patrick, Marcelinho e Zé Ivaldo.

Com o resultado, a Raposa chegou à quarta vitória nos últimos cinco jogos e alcançou os 54 pontos, assumindo a terceira colocação.

O Remo segue na 19ª posição, com 26 pontos. A equipe soma 12 partidas sem vitória, com cinco empates e sete derrotas. 

Internacional 3X0 Botafogo

No último sábado (24), sete partidas foram disputadas no dia devido ao segundo turno das eleições no domingo (25). Às 16h30, o Internacional venceu o Botafogo por 3 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Com gols de Matheus Bahia, Juninho e Bernabei, o Colorado conquistou três pontos importantes na luta contra o rebaixamento e deixou a zona.

Com o resultado, o Internacional chegou a 35 pontos e assumiu a 16ª colocação. Já o Botafogo permaneceu em 11º lugar, com 39 pontos.

A partida começou com dificuldades para as duas equipes devido ao gramado pesado por conta das fortes chuvas em Porto Alegre. 

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Bruno Gomes finalizou de fora da área, mas parou na defesa do goleiro botafoguense. Na sequência, o Internacional manteve a pressão e chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

O placar foi aberto aos 31 minutos. Após boa jogada de Aguirre pela direita, o lateral cruzou para a área, e Matheus Bahia apareceu na segunda trave para completar e colocar o Colorado em vantagem. 

O Botafogo tentou reagir e teve uma oportunidade com Tiquinho Soares, mas o goleiro Kauan Jesus evitou o empate. Nos acréscimos, após cobrança de escanteio e uma sobra na área, Juninho girou e finalizou de perna esquerda para ampliar o marcador. O Inter foi para o intervalo com 2 a 0 de vantagem.

Na volta, o Internacional continuou superior e buscou ampliar a vantagem. Aos 20 minutos da segunda etapa, Alan Patrick encontrou Alerrandro em um contra-ataque rápido. O atacante avançou, invadiu a área e tocou para Bernabei, que finalizou para marcar o terceiro gol da equipe gaúcha.

Mesmo em desvantagem, o Botafogo tentou diminuir o placar. Aos 30 minutos, Ziyech recebeu em boa condição para finalizar, mas parou em mais uma defesa de Kauan Jesus. Três minutos depois, Marçal acertou a trave em uma finalização após o rebote de um escanteio. Apesar das oportunidades, a equipe carioca não conseguiu converter as chances em gols. 

Com uma atuação consistente, o Internacional administrou a vantagem até o apito final e confirmou a vitória por 3 a 0.

A imagem mostra jogadores do Internacional comemorando o gol
Inter precisa de dez dos 18 pontos disputados nas próximas rodadas para escapar do rebaixamento. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Mirassol 1X1 São Paulo

Também às 16h30, Mirassol e São Paulo empataram por 1 a 1 no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP). Em uma partida amarrada e sem grandes chances, o resultado não foi bom nem ruim para as equipes: o Tricolor segue distante do G-6, enquanto o Leão Caipira soma mais um ponto na briga contra o rebaixamento. Neto Moura e Pedro Lima confronto..

O Mirassol abriu o placar logo aos sete minutos, em lance de bola parada iniciado por Reinaldo. O camisa 6 cobrou falta na área, Neto Moura subiu para cabecear, a bola bateu na trave e voltou na nuca do goleiro Rafael. Apesar do lance infeliz, Rafael se redimiu e foi eleito craque do jogo por torcedores e especialistas.

Ainda no primeiro tempo, o São Paulo buscou o empate e conseguiu aos 39 minutos. Pedro Lima apareceu na área para finalizar e deixar tudo igual. 

A imagem mostra Pedro Lima, do São Paulo, comemorando o gol
O gol foi o primeiro de Pedro Lima, jogador emprestado, com a camisa do Tricolor. Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

Aos 16 minutos do segundo tempo, o São Paulo quase conseguiu a virada. Lucas Moura recebeu na entrada da área, driblou a marcação e finalizou com força, mas a bola explodiu na trave, mas o 1 a 1 permaneceu até o apito final, apesar da pressão final do Mirassol, que tentou o gol da virada jogando em casa.

Com o resultado, o Mirassol chegou aos 37 pontos e segue na 15ª colocação, três à frente do Grêmio, primeiro time na zona de rebaixamento. Já o São Paulo foi a 43 pontos, na nona posição. 

Vitória 1X1 Athletico-PR

Vitória e Athletico-PR empataram por 1 a 1 no último jogo das 16h30. A partida foi no Barradão, em Salvador (BA). O confronto teve os dois gols no primeiro tempo, o de Jamerson contra para a equipe paranaense e o de Renato Kayzer para garantir o empate aos mandantes.

O Athletico-PR abriu o placar aos 23 minutos da primeira etapa. Em um lance infeliz para o Vitória. Jamerson mandou a bola para a própria rede e colocou o Furacão em vantagem. O gol contra obrigou o Leão a buscar uma reação diante de sua torcida.

A resposta veio apenas seis minutos depois. Aos 29, Renato Kayzer balançou as redes, deixou o placar igualado e recolocou o Vitória na partida. Depois do início movimentado, as equipes não conseguiram marcar novamente e o empate permaneceu até o apito final.

A imagem mostra Kayzer, do Vitória, comemorando o gol
Kayzer chegou a 14 gols na temporada. Reprodução: Instagram/@renatokayzer

Na segunda etapa, o confronto seguiu equilibrado, sem que nenhum dos times conseguisse transformar suas investidas em um novo gol. Com o resultado, Vitória e Athletico-PR somaram um ponto cada na competição.

Palmeiras 2X0 Red Bull Bragantino

Mais tarde, às 18h30, Palmeiras e Red Bull Bragantino se enfrentaram na Arena Barueri, em São Paulo. Com gols de Maurício, em cobrança de pênalti, e Agustín Giay, o Verdão garantiu mais três pontos importantes na reta final da competição e se mantém na disputa pelas primeiras posições da tabela. Com o resultado, a equipe palmeirense segue na briga pelo título brasileiro, enquanto o RB Bragantino precisará buscar a recuperação nas próximas rodadas.

O Palmeiras começou a partida pressionando o RB Bragantino e criando oportunidades para abrir o placar na Arena Barueri. Aos 18 minutos, o atacante Ramón Sosa marcou um gol, porém o juiz marcou impedimento no lance. Aos 32 minutos, o atacante palmeirense teve uma cobrança de pênalti e chutou para fora. 

Nos acréscimos, após revisão do VAR, o árbitro marcou outra penalidade para o Verdão, desta vez por toque de mão do zagueiro Guzmán Rodríguez. O meia Maurício foi para a cobrança e converteu para colocar o time alviverde em vantagem antes do intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras manteve o controle da partida e continuou criando chances para ampliar o marcador. O goleiro Tiago Volpi, do Bragantino, fez defesas importantes para evitar que a diferença aumentasse. Aos 32 minutos da etapa final, Agustín Giay recebeu a bola após uma jogada construída pelo ataque palestrino e marcou o segundo gol, o que garantiu maior tranquilidade à equipe. O Bragantino teve dificuldades para ameaçar a defesa adversária, e o placar permaneceu em 2 a 0 até o apito final.

A imagem mostra Giay e Flaco López, ambos do Palmeiras, comemorando o gol
Palmeiras vence e se mantém nas briga pelo título de três competições. Reprodução: Instagram/@palmeiras 

Com a vitória, o Palmeiras chegou a 69 pontos e segue na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Já o RB Bragantino permanece com 41 pontos, ocupando a décima posição na tabela. 

Vasco 3X2 Corinthians

Também às 18h30, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), Vasco e Corinthians entraram em campo. O Cruzmaltino venceu o Timão por 3 a 2, de virada. Marino Hinestroza apareceu duas vezes nos minutos finais e garantiu a vitória carioca. O resultado levou a equipe para os 38 pontos, enquanto o clube do Parque São Jorge permaneceu na zona de rebaixamento, com 33.

O Vasco começou a partida com maior intensidade e criou boas oportunidades nos primeiros minutos. Aos oito minutos, após uma jogada pela direita, Andrés Gómez cruzou para a área, e Colidio finalizou de primeira, mas Hugo Souza fez boa defesa e evitou o gol.

A pressão dos donos da casa continuou. Pouco depois, Rodrigo Garro afastou mal uma bola nas proximidades da área, e Andrés Gómez aproveitou a sobra para acionar Puma Rodríguez. O lateral arriscou uma finalização perigosa, que passou próxima à meta corintiana.

A primeira oportunidade do Corinthians surgiu aos 16 minutos, após um erro da defesa adversária na saída de bola. Breno Bidon encontrou Yuri Alberto dentro da área, mas o atacante, apesar do domínio em uma jogada difícil, não conseguiu finalizar antes da intervenção de Léo Jardim.

Três minutos depois, o camisa 9 voltou a ameaçar. Fabrizio Angileri encontrou um passe entre o lateral e o zagueiro, deixou Yuri Alberto em boas condições para concluir, mas o atacante finalizou rasteiro e parou na primeira defesa do goleiro vascaíno.

Aos 34 minutos, a superioridade inicial do Vasco se transformou em vantagem no marcador. Cuiabano cruzou para a área, e a defesa desviou a bola. Hugo Souza se atrapalhou na pequena área, enquanto Gustavo Henrique afastou como pôde. Atento ao rebote, Puma Rodríguez dominou e finalizou para abrir o placar em São Januário.

Dois minutos depois, o Vasco sofreu uma baixa. O colombiano Andrés Gómez sentiu uma lesão e precisou deixar o campo. Marino Hinestroza entrou em seu lugar e quase participou do segundo gol ainda na etapa inicial.

Aos 40 minutos, o substituto recebeu um passe em profundidade, invadiu a área e ficou cara a cara com Hugo Souza. Em vez de finalizar, tentou servir Bruno Duarte, mas errou o passe, e Matheuzinho conseguiu interceptar a jogada.

Na volta do intervalo, o Corinthians apresentou uma postura mais ofensiva, consciente da necessidade de conquistar os três pontos para tentar deixar a zona de rebaixamento.

Logo aos três minutos, Garro acionou Matheus Bidu pela esquerda. O lateral arriscou um chute forte de fora da área, e Léo Jardim espalmou para escanteio.

A pressão paulista surtiu efeito no minuto seguinte. Após cobrança de lateral de Matheuzinho, Breno Bidon recebeu e cruzou para Gustavo Henrique. O zagueiro desviou levemente a bola, tirou o goleiro da jogada e deixou tudo igual: 1 a 1.

Embalado pelo empate, o Corinthians manteve a intensidade. Aos oito minutos, Gustavo Henrique lançou Yuri Alberto nas costas da defesa vascaína. O centroavante dominou, avançou em direção ao gol e finalizou com força, mas mandou para fora.

A virada aconteceu aos 11 minutos. Breno Bidon encontrou Angileri pelo lado esquerdo, e o argentino ameaçou finalizar duas vezes, até abrir espaço na defesa adversária. Na sequência, arriscou o chute, e Matheus Bidu desviou de peito para superar Léo Jardim e colocar o Timão à frente: 2 a 1.

O Vasco tentou reagir aos 18 minutos, quando Puma Rodríguez cruzou para Bruno Duarte. Próximo à pequena área, o atacante não conseguiu dominar corretamente e permitiu que Matheuzinho afastasse o perigo com um toque de calcanhar.

Com a vantagem no placar, o Corinthians recuou suas linhas e apostou nos contra-ataques para ampliar o resultado. Aos 23 minutos, Matheus Bidu lançou Yuri Alberto, que avançou contra três defensores, aplicou uma bela finta em Thiago Mendes, mas acabou bloqueado por Saldivia no momento da finalização.

Três minutos depois, os visitantes desperdiçaram outra grande oportunidade. Charles encontrou Matheus Bidu em profundidade, e o lateral procurou Yuri Alberto dentro da área. Léo Jardim interceptou o cruzamento, mas a bola sobrou para Kaio César, que, mesmo sem goleiro à sua frente, finalizou de primeira para fora.

Aos 31 minutos, o Corinthians promoveu duas alterações. Yuri Alberto e Matheus Bidu deixaram o campo para as entradas de Gui Negão e Jesse Lingard.

O Vasco encontrou dificuldades para furar o bloqueio adversário durante boa parte do segundo tempo. Entretanto, aos 39 minutos, a equipe carioca voltou a levar perigo. Após Allan afastar mal um cruzamento, David aproveitou a sobra próximo à pequena área e finalizou com força, mas Hugo Souza fez uma grande defesa para preservar a vantagem corintiana.

A resistência paulista, porém, terminou aos 42 minutos. Lucas Piton levantou a bola na área, Allan tentou afastar, mas o corte saiu errado. Hinestroza aproveitou o rebote e finalizou de primeira, rasteiro, entre Lingard e Hugo Souza, para empatar a partida em 2 a 2.

O gol mudou completamente o cenário do confronto. Pressionado pela situação na tabela, o Corinthians se lançou ao ataque em busca da vitória, mas deixou espaços na defesa.

Após um cruzamento errado de Gustavo Henrique, Hinestroza iniciou um contra-ataque em velocidade. O colombiano tabelou com David dentro da área e, na conclusão da jogada, finalizou alto, sem chances de defesa para Hugo Souza.

O terceiro gol decretou uma virada dramática em São Januário e transformou o atacante colombiano no principal personagem da vitória vascaína. Hinestroza, que entrou ainda no primeiro tempo após a lesão de Andrés Gómez, marcou duas vezes na reta final e mudou o destino da partida.

A imagem mostra Hinestroza, do Vasco, comemorando o gol
Os dois gols marcados na partida foram os primeiros de Hinestroza com a camisa do Vasco. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Para o Corinthians, a derrota teve um peso ainda maior. Depois de reverter a desvantagem no início do segundo tempo, a equipe desperdiçou oportunidades para ampliar o placar, não conseguiu sustentar o resultado e deixou escapar três pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

Com o triunfo, o Vasco chegou aos 38 pontos e subiu para a 13ª colocação do Campeonato Brasileiro, além de conquistar um resultado importante para se afastar das últimas posições. O Corinthians, por outro lado, permaneceu com 33 pontos, dentro da zona de rebaixamento, e aumentou a pressão sobre a equipe na reta final da competição.

O próximo compromisso do Vasco será na quinta-feira (29), às 20h, contra o Flamengo. Já o Corinthians receberá o Mirassol na sexta-feira (30), também às 20h, na Neo Química Arena, em um confronto direto na luta pela permanência na Série A.

Chapecoense 2X1 Fluminense

Às 19h30, a Chapecoense venceu o Fluminense por 2 a 1, na Arena Condá, em Chapecó (SC). Com gols de Giovanni Augusto e Yannick Bolasie, a Chape garantiu a quarta vitória na competição, mas segue na última colocação com a chance baixa de se salvar do rebaixamento. Guga fez o gol do Tricolor das Laranjeiras, que acumula quatro jogos sem vencer no campeonato.

A Chape entrou em campo sem seu zagueiro titular Kauan Faria, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. João Paulo fez a dupla de zaga com Eduardo Doma. Por outro lado, o time do técnico Rafael Lacerda contou com o atacante Marcinho de volta ao time após cumprir suspensão automática no último jogo.

Já o Flu, do técnico Marcão, entrou cheio de mudanças após a recente eliminação na Libertadores. Ficaram de fora: os lesionados Julián Millán, John Kennedy e Matheus Martinelli, Alisson e Matheus Reis, que ficaram no Rio para realizar trabalhos de transição física, e o suspenso Jefferson Savarino. Thiago Silva e Agustín Canobbio foram poupados e ficaram no banco.

Com as ausências, o Tricolor das Laranjeiras foi a campo com Igor Rabello e Ignácio na zaga, Hércules como volante e Wesley Natã e Kevin Serna no ataque.

No início do primeiro tempo, a Chape se postou atrás e marcou forte para tentar contra-atacar. A estratégia deu certo. Aos sete minutos, Garcez interceptou passe de Nonato e armou o contra-ataque. A jogada resultou em lateral, cobrado na área. O Flu conseguiu ficar com a bola, mas Natã tentou driblar e foi desarmado pelo lateral Bruno Pacheco. A bola sobrou para Giovanni Augusto que cruzou para Bolasie na pequena área. Com um toque simples, o atacante venceu o goleiro Fábio e abriu o placar.

O Tricolor foi para o ataque e, na primeira grande oportunidade, empatou o jogo. Aos 30, Guilherme Arana cruzou na área, Hulk mandou de cabeça para o meio e Guga ajeitou e com a bola no ar chutou para o fundo da rede.

Bolasie tentou ampliar para a Chape aos 41 com um chute rasteiro da meia lua, mas Fábio caiu para defender. Apesar dos gols, as equipes foram para o intervalo com poucas chances de ataque.

Para a segunda etapa, Lacerda trocou Garcez por Tulio Eduardo. O Flu não fez mudanças.

Aos sete da segunda etapa, Serna deu um passe em profundidade para Ganso na área. O jogador ajeitou e chutou no gol, mas o goleiro Anderson espalmou para escanteio. Três minutos depois, Giovanni Augusto recebeu na esquerda, conduziu para o meia e tocou para Túlio, que devolveu de primeira para o atacante bater da meia lua no canto direito de Fábio. 2 a 1 Chape.

A imagem mostra Giovanni Augusto, da Chapecoense, comemorando o gol
Giovanni Augusto foi o melhor jogador em campo. Foto: João Pedro Zatta Grolli/ Chapecoense

Aos 20, Riquelme entrou no lugar de Natã, e Luciano Acosta na vaga de Ganso. Dois minutos depois, Riquelme cruzou a bola na medida para Serna na pequena área, mas ele cabeceou fraco e Anderson defendeu em dois tempos. Dez minutos depois, Acosta fez bela jogada na área com um chapéu na zaga e ficou de frente para o goleiro, mas finalizou para cima do gol. 

Serna teve outras duas chances de empatar. A primeira aos 42 com um chute colocado de fora da área no ângulo direito, porém o goleiro catarinense fez uma ponte para defender. Na segunda, no último minuto dos acréscimos, o atacante recebeu sozinho um cruzamento de Guga na pequena área, mas ao tentar mandar no contrapé do goleiro, ele cabeceou para fora.

O Fluminense teve 74% de posse de bola e 16 chutes no gol, dez a mais que a Chape, mas não conseguiu empatar. O Flu chegou a quatro derrotas seguidas na competição e permanece com 54 pontos na quinta colocação.

Já a Chape chegou a quarta vitória na competição em 32 jogos. Com 21 pontos, o time catarinense permanece na última colocação, praticamente rebaixado para a segunda divisão.

Santos 1X1 Bahia

Santos e Bahia disputaram o último jogo do sábado na Vila Belmiro, em Santos (SP). A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi marcada pela polêmica entre Neymar e Rodrigo Nestor, do Bahia. Além da forte chuva que prejudicou as condições do gramado, a expulsão do camisa 10 santista gerou repercussão após o apito final.

O Santos começou melhor e criou oportunidades para abrir o placar, mas encontrou dificuldades para converter as chances. Aos 31 minutos, começou a briga que marcou o confronto. Neymar recebeu cartão amarelo após jogar a bola contra Rodrigo Nestor durante uma discussão. A tensão continuou ao longo da etapa inicial

Aos 39 minutos do primeiro tempo, Luciano Juba aproveitou uma jogada ofensiva e colocou o Bahia em vantagem. O gol aumentou a tensão da partida, quando o atacante se desentendeu com integrantes da comissão técnica adversária.

A imagem mostra Luciano Juba, do Bahia, e companheiros comemorando o gol
Com 23 gols, Luciano Juba é o artilheiro do Esquadão de Aço na temporada 2026. Foto: Catatina Brandão/Bahia

A maior polêmica aconteceu no intervalo. Neymar provocou Nestor. Enquanto falava, o jogador santista tampou a boca com a mão, gesto que motivou a intervenção do VAR. Após revisar as imagens, o árbitro Sávio Pereira Sampaio aplicou o cartão vermelho direto ao jogador.

A decisão revoltou o jogador, que contestou a interpretação da arbitragem. Posteriormente, a CBF divulgou a análise do lance e explicou os motivos da expulsão, previstos na lei Vini Jr. que pune jogadores que cobrem a boca propositalmente para provocar o adversário.

Mesmo com um jogador a menos, o Santos continuou com a busca pelo empate e conseguiu marcar aos 48 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Luan Peres, após cobrança de escanteio de Rollheiser.

Com o apito final, o empate garantiu um ponto para cada equipe, mas a discussão que envolveu Neymar se tornou um dos assuntos mais comentados da rodada. O atacante também ficará de fora do jogo contra o Palmeiras na próxima rodada por conta da suspensão. Dentro de campo, o resultado manteve a disputa por uma vaga nas competições continentais para ambas as equipes, enquanto, fora dele, a expulsão reacendeu o debate sobre o comportamento dos jogadores.

Coritiba 0X1 Grêmio

Na última segunda-feira (26), o Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0, no Couto Pereira, em Curitiba (PR). Martin Braithwaite marcou de cabeça nos acréscimos e garantiu a primeira vitória gremista como visitante na competição e tirou o time da antepenúltima colocação.

Com o resultado, o Grêmio chegou aos 34 pontos, ultrapassou o Corinthians e assumiu a 17ª colocação. O time paulista caiu para 18º, enquanto o Tricolor gaúcho ficou a apenas um ponto do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O Coritiba permaneceu com 39 pontos, na 12ª posição.

O primeiro tempo teve chances para os dois lados e boas atuações dos goleiros. O Grêmio quase abriu o placar aos doze minutos, quando Carlos Vinícius encontrou Pavón e o argentino serviu Amuzu, que parou em Pedro Morisco.

O Coritiba respondeu com Pedro Rocha e Josué, mas Weverton evitou o gol nas duas chegadas. Pouco depois, Carlos Vinícius tentou uma finalização de letra após cruzamento de Pavón e acertou a trave. Amuzu ainda obrigou Morisco a fazer outra defesa antes do intervalo.

A melhor oportunidade do Coritiba na primeira etapa veio aos 43 minutos. Josué encontrou Lavega livre dentro da área, mas o uruguaio finalizou em cima de Weverton e perdeu a chance de colocar o time da casa em vantagem.

O Coxa voltou melhor no segundo tempo e quase marcou aos seis minutos. Josué cruzou para Sebastián Gómez, que apareceu livre e cabeceou rente ao travessão. O Grêmio respondeu pouco depois com Wallace, que também cabeceou com perigo e obrigou Morisco a fazer outra boa defesa.

A partir daí, o time gaúcho começou a controlar mais a partida. Renato Portaluppi tirou Balbuena, desmontou o esquema com três zagueiros e colocou jogadores mais ofensivos em campo. Enamorado, Krovinović, Caio Paulista e Braithwaite entraram ao longo da segunda etapa.

Morisco continuou com suas defesas para segurar o empate, mas não conseguiu evitar o gol nos acréscimos. Krovinović cobrou escanteio curto para Amuzu, que cruzou para Braithwaite ganhar pelo alto e cabecear para o gol. O dinamarquês havia entrado poucos minutos antes e decidiu a partida praticamente no último lance.

A imagem mostra Braithwaite, do Grêmio, e companheiros comemorando o gol
Braithwaite encerrou uma sequência de 19 jogos sem marcar e fez seu primeiro gol no Brasileirão de 2026. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA 

O Grêmio, na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, tentará deixar a zona de rebaixamento. A equipe soma 34 pontos e está a apenas um do Internacional.

Com 39 pontos, o Coritiba tenta aumentar a distância para a parte de baixo da tabela depois de chegar ao sétimo jogo consecutivo sem vencer.

Flamengo 3x2 Atlético-MG

Mais tarde, às 20h, no último jogo da rodada, o Flamengo recebeu o Atlético-MG no Maracanã. O jogo terminou com vitória do Mengão por 3 a 2, mas o jogo contou com muita emoção, e polêmica em pênalti marcado no fim do jogo, que deu a vitória ao time da casa.

A partida começou eletrizante. No primeiro minuto de jogo, Pedro recebeu uma enfiada na frente e finalizou com dificuldades para boa defesa do goleiro Gabriel Delfim. Em sequência, aos seis minutos, o Galo teve um contra-ataque rápido, iniciado com grande passe de Vitor Hugo, que achou Preciado em disparada. O Atlético aproveitou a vantagem numérica. O meia entrou na área e deu o passe para trás para Bernard bater firme e abrir o placar.

O Flamengo seguiu em cima após sair atrás no placar. Aos 13, Plata conduziu a bola com a perna canhota e finalizou uma bola com força que acertou em cheio a cabeça do zagueiro Vitão.Cinco minutos depois, em cobrança de escanteio, Arrascaeta achou belo cruzamento na medida para Pulgar, que cabeceou bem e forçou grande defesa de Delfin. Com 26, em cruzamento de Varela, Pedro cabeceou uma bola que passou perto da trave.

O Flamengo seguiu postado no campo de ataque pressionando o Galo, mas sem conseguir aproveitar as diversas chances criadas. Aos 32, o Atlético teve bom contra-ataque, e Vitor Hugo cara a cara finalizou para defesa de Rossi. Um minuto depois, o Mengão voltou a subir, e com a bola dominada pela esquerda, Plata arrastou e cruzou fechado. A bola sobrevoou a área e pegou o goleiro desprevenido, que falhou mesmo com um quique no gramado. Bola no fundo das redes.

A atmosfera cresceu ainda mais com o empate. Na sequência, aos 41, o Flamengo conseguiu roubar a bola no ataque. Pulgar achou Samuel Lino, que ajeitou com um toque para Arrascaeta conduzir a bola para dentro da área e finalizar rasteiro e virar o placar.

A imagem mostra Arrascaeta, do Flamengo, comemorando o gol
Arrascaeta volta a marcar após ter voltado de lesão sofrida em setembro. Reprodução: Instagram/ @flamengo

A primeira etapa terminou bem para o time da casa. O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro acabou, com o Flamengo pressionando e roubando a bola no ataque, desta vez para uma finalização de fora da área que saiu pela linha de fundo.

O Galo conseguiu se soltar aos poucos. Aos 13 minutos do segundo tempo, em grande invertida de Vitor Hugo em direção a área, Renan Lodi apareceu livre e finalizou de primeira, sem chances para Rossi, para empatar a partida.

O Atlético aproveitou a desatenção do adversário, e logo em seguida com 15 minutos, em bola enfiada para Preciado, criou boa chance, mas Rossi saiu bem e acabou com a jogada.

Três minutos depois, em bola parada, Arrascaeta levantou cruzamento e Leo Ortiz cabeceou, o que fez Delfim fazer uma boa defesa com a ponta dos dedos. Aos 27, em outra bola parada de Arrascaeta, Bruno Henrique recebeu na medida para cabecear, mas a bola passou na frente do gol e saiu pela linha de fundo.

Com 36 minutos, em bola disputada na defesa do Flamengo, o Galo levou a melhor e com toque preciso de Natanael para trás, Bernard bateu pressionado com a esquerda e mandou para fora. Em sequência, aos 41, o Atlético saiu jogando errado e deu a bola para Freitas na frente da área. O jogador bateu firme e Delfim voou para fazer a defesa em dois tempos.

O jogo se aproximava do fim. No último lance, aos 51, o Flamengo tentava arrancar a vitória. Em um cruzamento para Léo Pereira que dividiu no alto com Renan Lodi, a bola ficou em disputa. Lodi chegou um pouco atrasado e cometeu o pênalti  no zagueiro do Mengão.

A cobrança foi autorizada, e Carrascal caminhou para a bola e bateu firme no canto esquerdo sem chances para o goleiro.

O jogo encerrou em 3 a 2 para o Flamengo que conseguiu manter a liderança do brasileirão. 

Próxima rodada

Quarta-feira (28)

Red Bull Bragantino x Chapecoense, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 19h30;

Santos x Palmeiras, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 19h30;

Fluminense x Internacional, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h30;

Remo x Botafogo, no Estádio Banpará Baenão, em Belém (PA), às 21h30;

Bahia x São Paulo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h30.

Quinta-feira (29)

Atlético-MG x Cruzeiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, às 19h30;

Vasco x Flamengo, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h;

Grêmio x Athletico-PR, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 21h30.

Sexta-feira (30)

Corinthians x Mirassol, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 20h.

Sábado (31)

Coritiba x Vitória, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 16h.

Todos os horários são de Brasília.

Atacante inglês recebe o prêmio pela primeira vez, enquanto espanhola alcança o tricampeonato
por
Pedro José de Olveira Zolési
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29/10/2026 - 12h

O atacante Harry Kane, do Bayern de Munique, e a meio-campista Alexia Putellas, do London City Lionesses, foram os grandes vencedores da Bola de Ouro 2026, realizada na segunda-feira (26), no London Palladium Theatre, em Londres, na Inglaterra. A premiação, organizada pela revista France Football em parceria com a UEFA, reuniu alguns dos principais nomes do futebol mundial e reconheceu os destaques da temporada 2025/2026.

A cerimônia marcou os 70 anos da premiação e aconteceu pela primeira vez na capital inglesa. Além das tradicionais Bolas de Ouro masculina e feminina, o evento distribuiu troféus em categorias destinadas a jovens talentos, goleiros, treinadores, artilheiros e clubes.

O Brasil contou com representantes em diferentes categorias, mas terminou a cerimônia sem conquistas individuais.

Na disputa pela Bola de Ouro masculina, Vinícius Júnior, do Real Madrid, alcançou a 17ª colocação. Entre os defensores, Gabriel Magalhães, do Arsenal, terminou em 21º lugar, enquanto Marquinhos, do Paris Saint-Germain, ocupou a 25ª posição.

No futebol feminino, Lorena, goleira da Seleção Brasileira e do Kansas City Current, foi a única representante do país entre as 30 finalistas. A atleta encerrou a votação da Bola de Ouro na 28ª colocação e também figurou entre as cinco candidatas ao Troféu Yashin, destinado à melhor goleira da temporada.

O Flamengo foi outro representante brasileiro na premiação. Campeão da Libertadores de 2025, o clube carioca concorreu ao título de melhor equipe masculina do ano.

A primeira categoria anunciada foi o Troféu Kopa, destinado aos melhores jovens jogadores da temporada.

No futebol feminino, a espanhola Vicky López, de 20 anos, conquistou o prêmio pelo segundo ano consecutivo. A meio-campista do Barcelona repetiu o feito de 2025 e consolidou seu nome entre as principais promessas da modalidade.

Já na categoria masculina, o vencedor foi Lamine Yamal, de 19 anos. O atacante do Barcelona recebeu o reconhecimento após mais uma temporada de destaque pelo clube catalão e pela seleção espanhola.

Lamine Yamal com o troféu Kopa
Lamine Yamal alcançou seu terceiro Troféu Kopa consecutivo, após ser reconhecido como o melhor jogador jovem do mundo nas edições de 2024 e 2025. Foto: Reprodução/Instagram/@fcbarcelona

Na sequência, o Troféu Johan Cruyff premiou os melhores treinadores do ano. Luis de la Fuente, comandante da seleção espanhola campeã da Copa do Mundo de 2026, venceu na categoria masculina. Na feminina, Pere Romeu, técnico do Barcelona, conquistou a distinção após uma temporada de títulos à frente da equipe catalã.

O Barcelona conquistou o prêmio de melhor clube feminino do ano após uma campanha marcada por títulos nacionais e internacionais. A equipe espanhola venceu a Liga dos Campeões Feminina, o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha e a Supercopa da Espanha, com domínio nas principais competições que disputou.

Na categoria masculina, o Paris Saint-Germain recebeu o reconhecimento. O clube francês conquistou a Liga dos Campeões pela segunda temporada consecutiva e também levantou o troféu do Campeonato Francês, da Supercopa da UEFA e da Supercopa da França, além da Copa Intercontinental da FIFA, disputada em dezembro de 2025.

O bicampeonato europeu teve peso especial na escolha. Com a conquista de 2026, o PSG se tornou apenas o primeiro clube a vencer duas edições consecutivas da Liga dos Campeões desde a adoção do atual formato da competição na temporada 2024/2025. 

No Troféu Yashin, que reconhece os melhores goleiros e goleiras do futebol mundial, os dois vencedores foram espanhóis.

Entre os homens, Unai Simón, do Athletic Bilbao, recebeu o prêmio após suas atuações pelo clube e pela seleção da Espanha. Na categoria feminina, Cata Coll, do Barcelona, ficou com o troféu e superou as demais finalistas, entre elas a brasileira Lorena.

O atacante inglês Bukayo Saka, do Arsenal, foi o vencedor do Prêmio Sócrates, destinado a jogadores que se destacaram por ações humanitárias e projetos sociais fora dos gramados.

O reconhecimento teve como um dos principais motivos a participação do atleta em iniciativas de assistência médica a crianças em situação de vulnerabilidade. Em parceria com a organização beneficente BigShoe, Saka financiou cirurgias para 120 crianças em Kano, na Nigéria, em 2022. No ano seguinte, também contribuiu para procedimentos médicos de outras 100 crianças em Ruanda, no Quênia e na Tanzânia.

As ações reforçaram o compromisso social do atacante, que utilizou sua projeção internacional para apoiar comunidades com acesso limitado a tratamentos de saúde.

O Troféu Gerd Müller, destinado aos principais artilheiros da temporada, teve como vencedores Harry Kane, do Bayern de Munique, e Charlyn Corral, do Pachuca, do México.

Na categoria masculina, o inglês recebeu a distinção após marcar 73 gols em 65 partidas, números que incluíram suas atuações pelo clube alemão e pela seleção da Inglaterra na temporada 2025/2026.

Entre as mulheres, Charlyn Corral conquistou o reconhecimento depois de anotar 49 gols em 49 jogos pelo Pachuca e pela seleção mexicana. A atacante se tornou a primeira jogadora do México a receber o troféu, um marco para o futebol feminino do país.

Após a entrega das demais premiações, chegou o momento de revelar os dois principais troféus da noite.

No futebol feminino, a espanhola Alexia Putellas conquistou sua terceira Bola de Ouro e repetiu os triunfos de 2021 e 2022. A meio-campista de 32 anos foi peça importante nas conquistas do Barcelona durante a temporada 2025/2026, antes de deixar o clube espanhol para defender o London City Lionesses, da Inglaterra.

A polonesa Ewa Pajor, também do Barcelona, terminou na segunda colocação, enquanto a jamaicana Khadija Shaw, do Manchester City, completou o pódio.

Com o tricampeonato, Putellas voltou ao topo do futebol mundial após quatro anos e consolidou sua trajetória entre as maiores vencedoras da história da premiação feminina, empatada com Aitana Bonmatí.

Na categoria masculina, a disputa ficou concentrada entre Harry Kane, Kylian Mbappé e Lamine Yamal, três dos principais destaques da temporada europeia.

O atacante inglês do Bayern de Munique levou a melhor e conquistou a primeira Bola de Ouro da carreira. Mbappé, do Real Madrid, terminou em segundo lugar, enquanto Yamal, do Barcelona, completou o pódio.

Harry Kane e Alexia Putellas com seus respectivos prêmios
Após 45 anos, o Bayern de Munique voltou a ter um vencedor da Bola de Ouro. O último havia sido Karl-Heinz Rummenigge, em 1981. Foto: Reprodução/Instagram/@ballondorofficial

Aos 33 anos, Kane recebeu o prêmio após uma temporada de números expressivos. Além dos 73 gols em 65 partidas pelo Bayern e pela seleção inglesa, o centroavante conquistou o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha, títulos que contribuíram para sua eleição.

O reconhecimento também encerrou um jejum de 25 anos sem vencedores ingleses na categoria masculina. Antes de Kane, o último jogador do país a levantar a Bola de Ouro havia sido Michael Owen, em 2001, quando defendia o Liverpool.

No dia 2 de setembro, a NBA divulgou as punições sobre o caso de violação do teto de gastos
por
Rodolfo Dias
|
27/10/2026 - 12h

Oito dias após a NBA divulgar suas punições, o caso de violação do teto de gastos envolvendo o Los Angeles Clippers e Kawhi Leonard ganhou um novo desdobramento. Na quinta-feira (10), a promotoria federal americana abriu uma investigação oficial sobre o esquema, usando como base a apuração interna recém-concluída pela liga de basquete contra o time, o dono da franquia e o atleta.

Segundo o New York Times, a investigação está em fase inicial e é conduzida pela Promotoria Federal do Departamento de Justiça sediada no Brooklyn, em Nova York, que já tem uma longa experiência em processos envolvendo jogadores e a NBA. As autoridades decidiram começar a examinar o caso, após a firma que fez a investigação interna chegar à conclusão de que o Clippers procurou diversas maneiras de burlar o sistema de teto de gastos da liga.

Em 2019, Kawhi Leonard havia fechado com o Clippers um contrato de três anos que valia US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 511 milhões na cotação de hoje. No entanto, segundo o relatório, Leonard, por meio de seu tio, David Robertson, pressionou a franquia a fazer acordos de patrocínio por fora, o que viola as regras da liga.

Além do contrato normal, o jogador recebia patrocínios de imagem de quatro empresas. Contudo, essas parcerias nunca foram anunciadas publicamente e Leonard nunca fez propagandas para nenhuma delas. Um dos acordos era com a Aspiration Partners, uma empresa de sustentabilidade que faliu, mas que mantinha uma série de contratos com o time de Los Angeles e seu dono, Steve Ballmer.

foto do jogador Kawhi Leonard
Kawhi Leonard no vestiário do Clippers Foto: Reprodução/instagram/@kawhisklawset

Em resposta ao ocorrido, a NBA aplicou uma das punições mais severas de sua história. O Clippers perdeu cinco escolhas de draft, o que impacta diretamente a construção do elenco da franquia por um bom tempo. A equipe também recebeu uma multa de US$ 30 milhões

(R$ 153 milhões na cotação atual) e o banimento de um ano para Ballmer e dois executivos do time. Robertson, que foi demitido pelo sobrinho em junho, foi banido por cinco anos de atuar em negócios relacionados à liga, enquanto Kawhi Leonard sofreu uma multa de US$ 700 mil (aproximadamente R$ 3,5 milhões).

O jogador se pronunciou após o anúncio da punição, afirmando ser responsável pelo julgamento de pessoas de seu círculo pessoal. Em contrapartida, o Clippers se colocou contra a NBA e Adam Silver, comissário da liga, declarando que a investigação interna foi enviesada para justificar uma narrativa, em vez de focar em fatos e evidências. A diretoria afirmou ainda que a conversa privada com a liga divergiu do que foi anunciado na quarta-feira.

 

Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard
Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard  Foto: Reprodução/Instagram/@raptors

Nesta terça-feira (15), o Toronto Raptors concluiu uma troca com o Clippers, recebendo Kawhi por um ano em troca de Brandon Ingram (líder de pontos do time), Gradey Dick e um pacote de cinco escolhas de draft, que inclui seleções de primeira e segunda rodadas até 2033, além de uma troca de posições em 2027. Os times já tinham um acordo desde 30 de junho, mas, devido à investigação, a negociação havia ficado congelada.

Leonard retorna ao time canadense por mais um ano, após sua passagem na temporada 2018/2019, que culminou no único título da franquia de Toronto.

Sixers interromperam a festa do título em Nova York, Pistons viraram 22 pontos e Thunder largou na frente dos Spurs na primeira semana da NBA
por
Ivan Marino Iannace
|
27/10/2026 - 12h

 

A primeira semana da NBA mudou o roteiro que parecia previsível. Na terça (20), os atuais campeões Knicks ergueram a faixa do primeiro título desde 1973 no Madison Square Garden, mas quem saiu em festa foi LeBron James, aos 41 anos. 

Os Sixers venceram na estreia do jogador com a camisa da Filadélfia. O maior pontuador da história da liga fez uma partida completa, com pontos, rebotes e assistências. Ainda jogou alguns minutos como pivô para ajudar a segurar Karl-Anthony Towns.

Junto com ele, a Filadélfia ganhou Jaylen Brown, que veio do Celtics numa troca que mandou Paul George e escolhas de draft para Boston. Brown teve uma boa estreia, e Tyrese Maxey foi o cestinha da partida. 
 

Jaylen Brown em final de jogo com a camisa do 76ers
Ex-Celtics, Jaylen Brown fez uma boa estreia pelos Sixers, no Madison Square Garden.
Foto: Reprodução/Instagram @sixers

 

No sábado (24), os Sixers voltaram a vencer, desta vez contra os Bucks. Para um time que foi varrido pelos Knicks nas semifinais do Leste na temporada passada, foi um bom começo de resposta.

O Leste teve outra história. Na mesma terça, os Pistons receberam o Celtics e viraram um jogo em que perdiam por mais de 20 pontos. A maior virada de estreia de temporada em 30 anos. Boston se recuperou na sexta (23), em casa, ao bater os Knicks e complicar o começo dos campeões. 

Em Miami, a expectativa em torno da estreia de Giannis Antetokounmpo ainda não virou resultado: o Heat perdeu para os Pistons na sexta e para os Hornets no sábado.

 

Giannis Antetokounmpo com a camisa do Miami Heat
Giannis tem um começo difícil pelo Miami Heat
Foto: Reprodução/Instagram @enbiei.it

 

No Oeste, a primeira revanche ficou com o Thunder. Shai Gilgeous-Alexander, bicampeão de Most Valuable Player (MVP) e atrás de um feito que só Bill Russell, Wilt Chamberlain e Larry Bird alcançaram, o de três prêmios seguidos, comandou a vitória sobre os Spurs, o time que o havia eliminado na final da conferência. Victor Wembanyama teve uma noite difícil, e San Antonio perdeu também para os Rockets na sexta, antes de reagir contra os Mavericks no sábado.

Uma semana é pouco para definir o resto da temporada. Thunder e Spurs seguem como os favoritos ao título, mas os Sixers, de LeBron e Brown, mostraram que podem entrar nessa disputa.

Entretanto, a primeira semana respondeu uma das perguntas de antes da bola subir. LeBron consegue fazer os Sixers funcionarem? Na estreia, e de novo no sábado, a resposta foi sim. Agora se os Knicks conseguem defender o título? Essa continua em aberto.

Time argentino supera Rubro-negro em casa, na semi-final
por
Enrico Peres
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27/10/2026 - 12h

Na última quinta-feira (22), o Flamengo enfrentou o Estudiantes no jogo de volta das semifinais da Copa Libertadores da América, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, contra o Estudiantes de La Plata. Na semana anterior, na casa do adversário na Argentina, o clube carioca conseguiu segurar o empate sem gols e precisava apenas de uma vitória simples para garantir a vaga na final, em Montevideo.

Além de chegar nas fases finais da Libertadores, o Flamengo também disputa ponto a ponto a liderança do Campeonato Brasileiro com o Palmeiras. Por isso, o Mengão não poupou suas peças mais importantes no jogo da rodada antes da decisão no Maracanã, quando venceu o Bahia em Salvador, no domingo (18), por 3 a 0. Dos escalados no domingo, apenas Varela e Gonzalo Plata foram para o banco e deram lugar a Emerson Royal e Lucas Paquetá, respectivamente.

Já nos onze iniciais do time argentino, o técnico Cacique Medina teve os retornos de Tomás Palacios e Leandro González Pirez, que cumpriram suspensão na ida. O zagueiro Marcos Rojo, que teve sua inscrição barrada pela Conmebol para o jogo de ida, foi escalado após liberação do TAS (Tribunal Arbitrário do Esporte). Uma outra novidade na escalação foi a de Joaquim Corrêa, ex-jogador do Botafogo. Na última partida do Campeonato Argentino, a maioria dos titulares foram poupados na derrota em casa para o San Lorenzo.

Já no Maracanã, a festa da torcida do Flamengo contou com mosaicos e escritos sobre a busca pelo pentacampeonato da Libertadores. Essa foi a oitava semifinal disputada pelo Mais Querido, que buscava a sexta final. Porém, após o começo da partida, quem tomou controle do jogo foi o Estudiantes. O clube de La Plata mostrou que o jeito argentino de se jogar um jogo eliminatório de copa teve efeito. 

Os visitantes compactaram a defesa e não deixaram o Flamengo controlar o jogo com passes, como gosta o time de Leonardo Jardim. No ataque, o Estudiantes também era bem mais efetivo. Os argentinos criaram chances claras, como a de um escanteio aos 15, quando Marcos Rojo aproveitou o desvio para finalizar com o pé, mas parou em uma grande defesa de Rossi. Menos de um minuto depois, Baltazar Rodrigues experimentou de longe, em chute colocado de meia altura que obrigou Rossi a fazer outra ótima defesa. 

O Flamengo tentava criar, mas a numerosa defesa ‘Pincha’ não dava espaços. Foi em jogada individual de Pedro que o Flamengo arranjou um espaço, apenas para finalizar cruzado e ver o chute passar perto da outra trave.

No segundo tempo, Baltasar Rodrigues, já amarelado, cometeu falta em Samuel Lino e levou o segundo amarelo. O Flamengo ficou com um jogador a mais desde os quatro minutos da segunda etapa. Mesmo com a vantagem, o Flamengo não conseguiu criar uma chance clara até os 36 minutos, quando Plata, que entrou um minuto antes, passou para Paquetá, infiltrou na área e recebeu um passe de cavadinha do meia rubro-negro para finalizar de cabeça em cima de Muslera. O mesmo Paquetá, aos 41 minutos, teve a chance em cabeceio após escanteio curto lançado na área por Jorginho, mas a bola apenas passou perto da trave. O tempo regulamentar acabou e a vaga para a grande final foi decidida nos pênaltis.

O Flamengo bateu primeiro. Arrascaeta, que entrou no sacrifício por ainda estar tratando de lesão, abriu a série e converteu, seguido por José Sosa que também fez o dele. Jorginho, conhecido por bater pênaltis com exatidão, bateu o segundo e viu Muslera acertar o canto e encaixar a finalização. Esse foi apenas o primeiro pênalti perdido por Jorginho com a camisa Rubro-Negra em 15 batidos. Cetre, lateral do clube argentino, também perdeu e a disputa seguiu 1x1. Paquetá foi o próximo e também perdeu, no mesmo canto em que bateu Jorginho, novamente defendido por Muslera.

 

Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Reprodução: Instagram/@edelpoficial
Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Foto: Reprodução/Instagram/@edelpoficial

No dia seguinte ao jogo, o Flamengo apresentou uma reclamação à Conmebol pela escalação de Marcos Rojo, na tentativa de anular a partida, o que faria o clube brasileiro passar para a final. A Conmebol estuda analisar o caso, enquanto o Estudiantes garante que a liminar concedida pelo TAS dá legitimidade à inscrição e a escalação de Rojo.

Agora, o clube de Buenos Aires enfrentará o Palmeiras na decisão em busca do pentacampeonato, no estádio Centenário de Montevideo, no Uruguai, no dia 28 de novembro. O último título do ‘El León’, como é conhecido o clube, foi em 2009 quando bateu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte.

Depois, Mancuso, Léo Pereira e Tiago Palácios converteram e deixaram a disputa em 3 a 2 para o Estudiantes, que precisava apenas de outro erro do Flamengo para chegar à final. Bruno Henrique, ídolo do clube carioca, bateu e viu Muslera pela terceira vez defender. O goleiro acabou com a campanha do time brasileiro e levou o Estudiantes a sua sexta final, a primeira desde 2009.

Mesmo com expulsão polêmica, o Cruzmaltino criou as melhores oportunidades e derrotou um Vitória pouco criativo
por
Gustavo Tonini
|
28/08/2026 - 12h

 

Na noite da última quarta-feira (28), em São Januário, mesmo com um jogador a menos, o Vasco teve o domínio do jogo por boa parte do tempo regulamentar e venceu o Vitória por 1 a 0. Do outro lado, o time baiano não soube aproveitar a superioridade numérica e não conseguiu controlar a posse de bola.

foto de Sao Januario em festa
São Januário em clima de festa pré-jogo, por causa do aniversário de 128 anos do clube no dia 21 de agosto. Foto: Matheus Lima/Vasco

As duas equipes chegaram pressionadas para a partida. O time da casa, mesmo tendo conquistado a vaga para as quartas de final da Sul-Americana, ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão e vinha de uma derrota por 4 a 1 para o Palmeiras na competição. Já o Rubro-Negro baiano, apesar de viver uma situação mais tranquila que o adversário, vinha de uma derrota para o Bahia no clássico e precisava dar uma resposta rápida ao torcedor.

Logo nos primeiros minutos, o Vasco começou totalmente no ataque. O time tinha o domínio total da posse e se fazia presente no campo ofensivo, criando duas chances de perigo aos três minutos, com Collidio, de cabeça, e aos sete , com André Gomez, em chute de fora. Já o Vitória não conseguia aproveitar os contra-ataques e dependia muito das jogadas de Marinho para criar alguma coisa. O atacante foi o responsável pela única chance que, de fato, foi perigosa da equipe baiana em todo o primeiro tempo, com um chute de fora aos 10 minutos.  

O cenário mudou aos 17, com a expulsão de Barros, que gerou grande revolta dos vascaínos. Com um jogador a mais, o Vitória passou a ter o domínio da posse de bola, porém não conseguia produzir ofensivamente. Boa parte das trocas de passe aconteciam no campo de defesa, e a dependência em Marinho cresceu ainda mais. Com isso, o Vasco, mesmo recuado, manteve a defesa compactada, conseguiu criar mais perigo que o adversário e ainda finalizou com perigo com chute de Rámon Rique, aos 49 minutos, que terminou em uma boa defesa de Lucas Arcanjo.

lance da expulsão do Vasco, bola bate em Barros
Após erro na saída de bola do Vasco, Barros chutou a bola na mão de Renato Kayzer, fazendo-a rebatendo em seu braço de volta, impedindo o contra-ataque do Vitória. A decisão pela expulsão foi feita após análise no VAR
Reprodução: Instagram/@sportscenderbr

No  início do segundo tempo, o Vasco voltou a se lançar ao ataque, aproveitando os espaços deixados pela defesa adversária. Assim, a equipe conseguiu criar as melhores chances em contra-ataques. Logo aos oito minutos, depois de duas grandes defesas de Lucas Arcanjo, o Cruzmaltino marcou um gol, que foi anulado por impedimento de Andrés Gómez. Porém, aos 10, Erick, da equipe baiana, finalizou com um chute forte, para a defesa de Léo Jardim, que terminou em escanteio para o Vitória. Na cobrança, aos 13 minutos, a bola sobrou para Andrés Gómez, que puxou o contra-ataque sozinho e com uma excelente jogada individual marcou um golaço para abrir o placar. O Vasco ainda teve mais chances perigosas, principalmente com Collidio, aos 19 e 23 minutos. 

O Vitória só voltou a levar perigo aos 24 minutos, com um chute forte de Luan Candido, que viria a ser figura de destaque nos minutos finais do jogo. Sem conseguir criar chances de fato perigosas, a solução da equipe foi deixar o zagueiro como atacante para tentar achá-lo na bola aérea, o que não surtiu muito efeito. O Rubro-Negro só conseguiu ameaçar a defesa adversária nos acréscimos, na base do “abafa”. Léo Jardim acabou salvando a equipe vascaína, quando defendeu um chute cara a cara de Luan Candido, aos 45 minutos, e um chute forte de Erick pela lateral da área, aos 49 minutos.

O resultado dá ao Vasco a vantagem de jogar pelo empate no jogo de volta no Barradão na próxima quarta-feira (2) às 21h30. Se o time carioca se classificar, alcançará o feito de chegar em três semifinais consecutivas na Copa do Brasil, algo que não acontece há 30 anos para o clube. 

Do outro lado, o Vitória vai precisar vencer por dois ou mais gols para conseguir a classificação direta. Reverter esses placares, jogando em casa, durante está edição da Copa do Brasil, tem sido tarefa fácil para a equipe. Tanto na quinta fase, como nas oitavas de final da competição, a equipe baiana perdeu o jogo de ida e conseguiu reverter o resultado com vitórias por dois ou mais gols. O Rubro-Negro terá que repetir esse histórico se quiser continuar na disputa do seu primeiro título nacional de grande relevância.

Pesquisa do FBSP mostra que registros de agressão doméstica aumentam 28%
por
Carolina Nader
Gabriela Thier
Malu Malaquias
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28/08/2026 - 12h

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) lançou, no dia 11 de agosto, a segunda edição do estudo Futebol e Violência contra a Mulher. O documento relaciona o esporte aos casos de violência doméstica. O estudo não enquadra a modalidade como causa, mas expõe, a partir dela, dinâmicas violentas e a normalização da agressividade masculina.

A análise da relação entre o calendário de algumas das principais competições de futebol – Campeonato Brasileiro (Série A), Copa Libertadores e Copa Sul-Americana – e a violência contra mulheres foi feita a partir de dados inéditos coletados de cinco capitais brasileiras (Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre), no período de 2023 a 2025.

Segundo o relatório, foram levados em conta um conjunto de variáveis de controle, como as condições ambientais de chuva e temperatura, os dias da semana, meses e anos. 

A pesquisa parte do princípio de que o futebol vai além da prática esportiva, uma vez que também é um ambiente de socialização, em sua maioria masculina. Nos estádios, os torcedores aprendem e reforçam a ideia do que é “ser homem”, por meio de atitudes como cânticos, xingamentos, territorialidade da torcida e disposição para o confronto. Nesse ambiente, alguns comportamentos são valorizados como “demonstrações de masculinidade”. O problema, de acordo com o documento, aparece quando essas características passam a ser associadas ao pensamento de que ser homem significa exercer controle e superioridade.

O relatório afirma que a masculinidade construída nesses espaços é relacional e hierárquica, a qual se afirma pela oposição a outros homens considerados “insuficientes” ou que não correspondem ao modelo masculino dominante. Por exemplo, a feminização do rival pode ser utilizada como forma de inferiorizá-lo. Assim, aquilo que é associado ao feminino ou à vulnerabilidade passa a ser colocado como algo inferior.

Ao utilizar a ideia de Rita Segato, antropóloga, feminista e escritora argentina, - de que existe uma espécie de “obrigação social” para que homens demonstrem continuamente virilidade, potência e controle perante outros homens - o estudo entende que os padrões de comportamento masculinos, muitas vezes, são socialmente construídos e reproduzidos. Os estádios são classificados como uma espécie de “currículo de masculinidade” - onde essas atitudes são aprendidas e hierarquizadas. 

De que modo isso se conecta à violência contra mulheres?

Essas ideias podem aparecer nas relações íntimas. Por esse motivo o futebol não é o “causador” das violências, mas pode funcionar como um contexto que intensifica comportamentos misóginos e machistas, presentes nas relações de poder que existem historicamente na sociedade. 

O relatório diz que o futebol pode funcionar como um “catalisador de dinâmicas patriarcais preexistentes”. A análise empírica realizada pelo FBSP reforça essa relação: nos dias de jogos, os registros de ameaça contra mulheres aumentaram 27,4%, enquanto os de lesão corporal dolosa decorrente de violência doméstica cresceram 28,8%. Entre mulheres de 15 a 29 anos, os aumentos chegam a aproximadamente 44% nos dois tipos de ocorrência. Levando em consideração o calendário de partidas da elite do futebol brasileiro, isso ocorre em, no mínimo, cinco dias da semana.

Além disso, existem outros fatores que potencializam as agressões, como as rivalidades, frustrações, álcool, apostas e as relações de gênero já desiguais. Em comparação com a primeira edição do estudo, publicada em 2022, quando os aumentos eram de 23,7% para ameaças e 20,8% para lesões, os dados atuais sugerem uma intensificação dessa associação e um crescimento proporcionalmente maior das agressões físicas, passando para 27,4% e 28,8%, respectivamente. 

Esse contexto pode ser mais destacado quando olhamos para mulheres que participam do ambiente esportivo, já que historicamente no Brasil há uma exclusão do público feminino. Legalmente, somente em 1983 a CND (Conselho Nacional de Desportos), antigo órgão responsável por todas as regulações da prática esportiva passou a permitir que o futebol feminino fosse praticado no país. A instituição, extinta em 1993, foi criada por Getúlio Vargas em 1941 e proibia mulheres de praticar esportes que não fossem da “natureza feminina” , atualmente extinto, 

Ainda assim, temos até os dias de hoje resquícios desta imagem do futebol diretamente relacionada a “dominância masculina”. Em entrevista para a AGEMT, Thaís Togneri, 35, ex-jogadora e professora de futebol, falou o quão recente são estas mudanças de cenário.

Thaís Togneri em seu trabalho como professora de futebol. Imagem: Reprodução/Instagram/@quadradoxuxa
Thaís Togneri em seu trabalho como professora de futebol. Foto: Reprodução/Instagram/@quadradoxuxa

“(Quando Comecei) Era muito comum ouvir que futebol não era para mulher. Como os homens sempre tiveram uma predominância muito grande nesse esporte [...] participei dos Jogos Regionais representando as cidades de Guararema e Poá. Cheguei a fazer um teste no Juventus, mas não passei. Na verdade, nunca cheguei a buscar de forma concreta uma carreira profissional como jogadora, muito porque, naquela época, as oportunidades para as mulheres eram ainda mais limitadas.”

O Futebol faz parte da vida de Thaís desde os oito anos de idade, sempre sendo evidente, mesmo que não diretamente, a diferença de tratamento que as meninas e mulheres do esporte recebem em relação aos meninos e homens. Elas acabam tendo que se provar serem merecedoras deste espaço bem mais do que o público masculino.

 “[...] acredito que isso acontece até hoje [...] para ocupar esse espaço, muitas vezes precisamos mostrar, através do nosso trabalho e da nossa capacidade, que também pertencemos a ele”, relata a professora.

Bets, álcool e o aumento dos fatores de risco

Nos últimos anos, as apostas esportivas online, conhecidas como “bets”, passaram a ocupar espaço central nesse universo, patrocinando campeonatos, clubes e transmissões. Embora o estudo do FBSP ressalte que o futebol não é responsável pela violência direta contra as mulheres, fatores ligados ao esporte, como o consumo de álcool e a expansão desse mercado, podem potencializar conflitos já existentes. 

Na pesquisa, segundo Juliana Brandão, pesquisadora e coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), situações como perdas financeiras, frustração com resultados esportivos e comportamentos impulsivos ligados ao jogo podem aumentar tensões dentro de casa, especialmente quando já têm contextos marcados por controle, agressividade e desigualdades de gênero. 

Além disso, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) afirma que o álcool e um fator de risco associado a violência praticada por parceiros íntimos e a violência sexual, uma vez que pode reduzir o autocontrole e favorecer comportamentos agressivos.

Assim, especialistas defendem que tanto o consumo excessivo de bebidas alcoólicas como apostas, devem ser tratadas como temas de saúde pública e prevenção da violência, e não somente como questões individuais.

A responsabilidade de clubes, federações e torcidas

A participação dos clubes em minimizar essa cultura machista dentro do futebol existe. Thaís descreve uma grande evolução em comparação a quando ela estava começando e cita exemplos de grandes clubes, como o Corinthians. Hoje em dia, o time consegue lotar estádios com a equipe feminina, mas também nota essa presença nas categorias de base.

“Eu vejo isso também no meu trabalho. No ano passado, por exemplo, uma das minhas alunas foi para a categoria de base do Centro Olímpico, em São Paulo, e passou a ser direcionada para treinar e jogar com as meninas da base.”, afirma.

Porém o problema vai para além do campo e os números indicam necessidade de ação de todas as partes.

Diante do crescimento dos casos registrados em dias de jogos, o relatório argumenta que o combate às agressões contra mulheres precisa envolver todos os atores que fazem parte do universo do futebol.

Clubes e federações podem atuar na promoção de campanhas educativas, na divulgação de canais de denúncia e na implementação de protocolos de acolhimento às vítimas. Também podem investir em ações e formação voltadas a atletas profissionais e das categorias de base, abordando temas como respeito, igualdade de gênero e prevenção da violência. 

Algumas iniciativas recentes mostram como o futebol pode assumir esse papel de forma mais ativa. Em novembro de 2025, Corinthians e Botafogo realizaram uma ação conjunta de conscientização contra o feminicídio. Na partida entre as equipes, os uniformes trouxeram mensagens de conscientização, combinando as campanhas “Quem Matou?”, do Corinthians, e “Números Quebrados”, do Botafogo, com o objetivo de chamar a atenção para os altos índices de violência de gênero no país. Reforçando a avaliação de que clubes são agentes com capacidade de influenciar comportamentos e mobilizar seus torcedores, mostrando como campanhas de conscientização poderiam ocorrer com maior frequência no futebol brasileiro.

Acima, detalhe do uniforme do Corinthians com a mensagem da campanha “Quem matou?”. Abaixo, o número estilizado da campanha “Números Quebrados” inspirados em radiografias de mulheres vítimas de agressão, do Botafogo. Foto: Reprodução/ Instagram/ @corinthians/ @botafogo
Acima, detalhe do uniforme do Corinthians com a mensagem da campanha “Quem matou?”. Abaixo, o número estilizado da campanha “Números Quebrados” inspirados em radiografias de mulheres vítimas de agressão, do Botafogo. Foto: Reprodução/ Instagram/ @corinthians/ @botafogo

As torcidas, apontadas como parte fundamental da mudança cultural, também podem contribuir para o enfrentamento de discursos machistas e promover uma construção de uma cultura esportiva mais inclusiva, desvinculando a masculinidade de comportamentos agressivos e relações de dominação. 

A discussão ganha ainda mais relevância em um cenário no qual mulheres ocupam cada vez mais espaço nas arquibancadas e na prática esportiva, mas continuam convivendo com situações de assédio, discriminação e violência dentro e fora dos estádios.

O que pode ser feito?

Além de apresentar os resultados da pesquisa, o FBSP elaborou recomendações para enfrentar a violência contra a mulher associada aos contextos futebolísticos. Entre as principais medidas estão:

  • criação de postos permanentes de acolhimento e denúncia dentro dos estádios;
  • monitoramento mais rigoroso de casos de violência doméstica e do cumprimento de medidas protetivas;
  • desenvolvimento de programas educativos sobre masculinidades e igualdade de gênero;
  • criação de estratégias voltadas para os impactos do consumo abusivo de álcool e das apostas esportivas;
  • fortalecimento de iniciativas que tornem os estádios mais seguros e acolhedores para mulheres.

 

Os dados dessa pesquisa informam que a violência contra as mulheres vai além dos estádios e reflete desigualdades ainda presentes na sociedade. Nesse cenário, enfrentar o problema exige o compromisso de clubes, federações, torcidas, patrocinadores e do poder público para promover mudanças socioculturais e fortalecer a prevenção.

Para mulheres que vivenciam situações de violência, a denúncia é um passo fundamental para romper o ciclo de agressões. O canal nacional de atendimento à mulher é o Ligue 180, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa. Em casos de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar ocorrência nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e buscar apoio em serviços especializados de proteção e acolhimento.

 

Flaco López marcou duas vezes e Andreas Pereira completou o placar no clássico; Verdão pode perder por até dois gols de diferença na volta
por
Luciano Carvalho
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28/08/2026 - 12h

O Palmeiras venceu o Santos por 3 a 0, nessa quarta-feira (26), no Nubank Parque, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Flaco López marcou duas vezes e Andreas Pereira completou o placar que deixa o Verdão muito próximo da semifinal da competição.
 

Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Flaco López foi decisivo no jogo de ida e ajudou o Palmeiras a construir a vantagem que confirmou a classificação na Vila Belmiro. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Com o resultado, o Palmeiras pode perder por até dois gols de diferença no jogo de volta, marcado para a próxima quarta-feira (2), às 21h30, na Vila Belmiro. Uma vitória santista por três gols leva a decisão para os pênaltis.

Sem Neymar, preservado pela comissão técnica, o Santos apostou em uma formação mais defensiva, com Willian Arão, João Schmidt e Gustavinho no meio-campo. Do outro lado, Abel Ferreira abandonou o esquema com três zagueiros utilizado recentemente e voltou a organizar o Palmeiras com uma linha de quatro.

Primeiro tempo

Mesmo com  propostas diferentes, o clássico começou equilibrado. O Palmeiras produzia as oportunidades mais perigosas, principalmente pelo lado direito com Jhon Arias e Giay, mas o Santos também conseguiu ocupar o campo ofensivo e, em alguns momentos, empurrou os 11 jogadores alviverdes para o próprio campo.

A formação santista, porém, encontrou dificuldades para transformar a posse em oportunidades. Com três volantes, o Peixe tinha pouca presença ofensiva e dependia de Barreal ou Rollheiser recuando para participar da construção, deixando poucos jogadores para atacar uma defesa palmeirense organizada.

O equilíbrio acabou aos 33 minutos. Flaco López recebeu de Andreas Pereira fora da área, encontrou espaço e finalizou rasteiro. A bola passou por Luan Peres e Brazão não conseguiu evitar o primeiro gol do Palmeiras.

A partir daí, o Santos precisou se abrir e o Verdão passou a encontrar mais espaços. Pouco depois, Arias encontrou Vitor Roque livre dentro da área, mas o atacante desperdiçou uma grande oportunidade.

Aos 44 minutos, o Palmeiras ampliou. Arias passou por Barreal e encontrou Marlon Freitas na entrada da área. O volante finalizou, Brazão defendeu e Andreas Pereira aproveitou o rebote dentro da pequena área para fazer 2 a 0 antes do intervalo.

Segundo tempo

Cuca voltou do intervalo com três alterações para tentar mudar o cenário. Gabigol substituiu Caballero, Rony entrou no lugar de Rollheiser e Gabriel Bontempo ocupou a vaga de João Schmidt. O Santos deixou a formação mais cautelosa da primeira etapa e passou a ter mais jogadores ofensivos em campo.

A mudança aumentou a presença santista no ataque, com Bontempo ajudando na ligação entre o meio-campo e os homens de frente, mas também deixou espaços para o Palmeiras. Giay aproveitou um passe errado de Gabigol e ficou cara a cara com Brazão, mas finalizou para fora. Pouco depois, Mauricio também teve uma oportunidade após erro na saída santista e desperdiçou.

O terceiro gol saiu aos 15 minutos. Marlon Freitas e Arias participaram da construção pelo lado direito até a bola chegar em Giay. O lateral cruzou na medida e Flaco López ganhou pelo alto para marcar de cabeça e fazer seu segundo gol na partida.

Com 3 a 0 no placar, o Palmeiras passou a administrar a vantagem e encontrou ainda mais espaços. Arias fez boa jogada individual, passou por Luan Peres e Lucas Veríssimo e encontrou Vitor Roque, que teve a finalização bloqueada. O Santos manteve maior posse de bola, mas não conseguiu transformar o volume em chances suficientes para diminuir a diferença.

Próximos compromissos

As equipes voltam a se encontrar na quarta-feira (2), às 21h30, na Vila Belmiro, pelas quartas de
final da Copa do Brasil. O Palmeiras avança mesmo com derrota por até dois gols de diferença, enquanto o Santos precisa vencer por três para levar a decisão aos pênaltis


 

Clássico no Mineirão deixa vaga na semifinal em aberto
por
Lucas Carvalho
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27/08/2026 - 12h

Na última terça-feira (25), o Cruzeiro recebeu o Atlético-MG no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), para a disputa do jogo de ida das quartas de finais da Copa do Brasil. Em um clássico marcado pelo equilíbrio e pela tensão da rivalidade mineira, ambas as equipes tiveram dificuldades para criar oportunidades de gols e deixaram a definição da vaga para o confronto da volta.

Imagem mostra Gerson e Wesley em posse de bola
Cruzeiro liderou em todas as estatísticas do confronto, mas não foi o suficiente. Reprodução: Instagram/ @cruzeiro

O caminho até aqui

O Cruzeiro chegou às quartas de final após eliminar o Goiás na quinta fase do campeonato. Após empatar por 2 a 2 no jogo da ida, em Goiânia. A equipe celeste venceu por 1 a 0 no Mineirão e avançou.

Nas oitavas, a Raposa enfrentou a Chapecoense. Empatou sem gols fora de casa e vitória por 2 a 0 diante de sua torcida.

O caminho do Atlético-MG também teve momentos de tensão. Na quinta fase, o Galo eliminou o Ceará nos pênaltis, depois de uma vitória por 2 a 1 em Belo Horizonte e uma derrota pelo mesmo placar no Castelão.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Juventude. Depois de um empate sem gols na Arena MRV, o Galo venceu por 1 a 0 no Alfredo Jaconi e confirmou sua presença nas quartas de final.

Como foi o jogo

O primeiro tempo foi de muita disputa no meio-campo e poucas chances claras. O Cruzeiro diante de sua torcida tentou tomar a iniciativa, enquanto o Atlético buscou controlar espaços e explorar os contra-ataques. Logo nos primeiros minutos, um lance envolvendo Kaio Jorge e Ruan Tressoldi chamou a atenção. Em uma disputa aérea, o zagueiro atleticano caiu de maneira preocupante e recebeu atendimento médico. Ruan tentou permanecer em campo, mas relatou desconforto e foi substituído por Vitão.

A Raposa tentou assumir o controle da partida e teve uma das primeiras oportunidades em um chute de fora da área de Wesley, que passou ao lado do gol defendido por Everson. O Galo também levou perigo em uma cabeçada de Vitor Hugo, defendia sem grandes dificuldades pelo goleiro cruzeirense.

O equilíbrio ficou evidente no placar. As duas equipes tiveram dificuldade para transformar a posse de bola em boas oportunidades de gols.

O primeiro tempo acabou 0 a 0, mas com bastante duelos físicos.

Na volta do intervalo, o jogo seguiu duro. Até os dez minutos da segunda etapa, três cartões amarelos foram distribuídos: Matheus Pereira, do Cruzeiro, e Alan Franco e Cuello, do Atlético-MG.

O Cabuloso passou a pressionar mais e encontrou espaços para finalizar. Gerson tentou duas vezes de fora da área antes do time celeste abrir o placar. Aos 15 minutos, Keny Arroyo recebeu a bola de Matheus Pereira, com espaço livre, acertou um belo chute de fora da área para fazer 1 a 0. O gol da Raposa incendiou a torcida no Mineirão.

A resposta atleticana veio dez minutos depois. Cuello recebeu pelo lado esquerdo e fez um passe para Renan Lodi que, mesmo sem ângulo, não desperdiçou a oportunidade e deixou tudo igual no clássico. O gol devolveu ao Atlético a tranquilidade necessária para administrar o restante da partida. Antes do empate, o Atlético chegou a balançar as redes com Cuello, mas o gol foi anulado por impedimento após revisão do VAR.

Com mais de 59 mil torcedores no Mineirão, o clássico terminou empatado e impediu que o Cruzeiro levasse uma vantagem para o jogo da volta.

O resultado deixa o clássico imprevisível. O segundo confronto acontecerá na próxima terça-feira (1º), às 21h (horários de Brasília), na Arena MRV, na capital mineira. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis. Cruzeiro e Atlético já protagonizaram confrontos decisivos nos últimos anos, e agora terão 90 minutos para definir quem continuará vivo na busca pelo título.

Volante espanhol escolhe o Barça sobre o Real Madrid e promete “ir por tudo”
por
Leonardo Mattos
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26/08/2026 - 12h

O Barcelona anunciou nesta terça-feira (18) a contratação de Rodri. O espanhol, de 30 anos, chega como o melhor jogador da última Copa do Mundo, com contrato até 2030 e custando 60 milhões de euros, com o acréscimo de 16,5 milhões em metas.

Rodri ao lado de Joan Laporta, presidente do Barcelona após assinatura de contrato. / Reprodução: Barcelona, X

Rodri ao lado de Joan Laporta, presidente do Barcelona após assinatura de contrato. / Reprodução: Barcelona, X
 


“Jogar no Barcelona é um sonho para mim. Estou com muita vontade de estar com meus companheiros. Amanhã vou conhecê-los, e agora é trabalhar e dar o meu melhor. Vamos em busca de todos os títulos, da Champions (League) e de tudo o que vem pela frente”, declarou rapidamente o jogador à veículos locais no seu desembarque em Barcelona na última segunda-feira (17) .

A transferência balança o mundo do futebol: Segundo o jornalista independente Fabrizio Romano, Rodri estava em negociações com o Real Madrid nas últimas semanas, mas escolheu jogar no arquirrival. Em declarações à emissora TV3, o diretor esportivo do Barcelona, Deco,  quando perguntado se tirou Rodri do Real Madrid apenas para irritar o rival, declarou: “Não contratamos jogadores para privar qualquer outro clube deles. Rodri é campeão do mundo, e alguns meses atrás não sabíamos que ele estaria disponível”.

O atleta, eleito melhor jogador do mundo pela France Football em 2024, chega à Catalunha depois de ganhar tudo com o Manchester City. Foram 13 títulos, com destaque para quatro Premier Leagues, uma Champions League, em que marcou o gol decisivo, e um Mundial de Clubes. Já pela seleção espanhola, além de ter conquistado a última Copa do Mundo, também levantou a taça da Eurocopa em 2024.

O clube catalão busca suprir a carência causada pela saída de Sergio Busquets, que deixou o clube ao final da temporada 2022/23 com 722 partidas e 32 títulos oficiais. Desde então, Oriol Romeu, Marc Casadó e Frenkie de Jong chegaram a ocupar a posição de primeiro volante, mas sem o mesmo êxito do antigo capitão. 

O astro usará sua tradicional camisa 16, e sua estreia está planejada para acontecer na quinta-feira (27), em partida contra o Athletic Bilbao, no Camp Nou.