Na última terça-feira (26), a Cadillac anunciou os retornos de Sergio Pérez e Valtteri Bottas como sua primeira dupla de pilotos na Fórmula 1, quando a equipe realizar a sua estreia na categoria no ano que vem.
Desde o anúncio da participação da equipe estadunidense como a nova 11º equipe do grid, em março desse ano, muito se especulou sobre quais seriam os pilotos escolhidos para assumir as duas vagas do time.
Praticamente todos os nomes mais relevantes do automobilismo atual e/ou vinculados de alguma maneira à F1 foram, ainda que de forma branda, sondados pela equipe.
Desde então, Pérez e Bottas, que estavam afastados da categoria após passagens por Red Bull e Sauber respectivamente, lideraram o favoritismo para assumirem as vagas. Junto a eles, nomes como Mick Schumacher, Felipe Drugovich, Colton Herta, Jack Crawford e Kyle Kirkwood também passaram a ser procurados pela Cadillac.
A direção da General Motors, administradora da equipe, optou pelo caminho de conversar com pilotos de diferentes idades e nacionalidades, antes de decidir qual seria o perfil da sua primeira dupla na Fórmula 1.
Após meses de conversas, a equipe decidiu que os primeiros pilotos de sua história na categoria teriam um currículo experiente e vitorioso, o que os levou até as contratações de Sergio Pérez e Valtteri Bottas.
Sergio Pérez, nascido no México, teve passagens por Sauber (2011-2012), McLaren (2013), Force India (2014-2018), Racing Point (2019-2020) e Red Bull (2021-2024). Em 14 temporadas, disputou 281 corridas, conquistando 6 vitórias e 39 pódios, e foi vice-campeão de pilotos em 2023.
Já Valtteri Bottas, nascido na Finlândia, teve passagens por Williams (2013-2016), Mercedes (2017-2021), Alfa Romeo (2022-2023) e Sauber (2024). Em 12 temporadas, disputou 246 corridas, conquistando 10 vitórias e 67 pódios, e foi vice-campeão de pilotos em 2019 e 2020.

Foto: Reprodução / Cadillac F1
O entendimento da alta cúpula da Cadillac é de que não será fácil desenvolver uma equipe inteiramente do zero, ainda mais ingressando na Fórmula 1 em um ano em que a categoria passará por mudanças de regulamento técnico e de motores.
Com isso, Pérez e Bottas, chegam a Cadillac para assumirem o posto de líderes e referências, para que os americanos possam entender o que está sendo feito corretamente e o que não está, tanto no desenvolvimento do carro, quanto da equipe.
Além das contratações do méxicano e do finlandes, a equipe estadunidense também trouxe Nick Chester (diretor técnico), Pat Symonds (consultor executivo de engenharia) e Graeme London (chefe de equipe) para fazerem parte da composição inicial do seu time.
A tarde da última quarta-feira (27) ficou marcada pela disputa entre João Fonseca, atual 45° do ranking da ATP, e Tomáš Macháč, número 22 e cabeça de chave 21 do torneio.
Muita expectativa rondava essa disputa desde os primeiros momentos, visto que João vive a melhor fase de sua carreira e está em ascensão meteórica. Com isso, uma vitória sobre um dos cabeças de chave poderia significar um passo muito à frente para o jovem.
No primeiro set extremamente equilibrado, Fonseca parecia acima, mais arisco e intenso do que o rival. Com bons saques e um jogo de fundo de quadra muito confiante, levava a melhor no início.

Foto por: Corinne Dubreuil | US Open
No entanto, após 2 set-points (ponto para vencer o Set) desperdiçados, o tcheco buscou o empate, que levou a primeira etapa do jogo ao Tie-Break (Game final de desempate com pontuação específica) e venceu em virada triunfal.
Após isso, o brasileiro volta para o segundo Set com confiança aparentemente abalada e em um lampejo de desespero, desperdiça o saque 2 vezes seguidas. Macháč fecha com 6 - 2 sobre Fonseca em um set para o brasileiro não esquecer.
Já visivelmente cansado, física e mentalmente, João não conseguiu competir em seu mais alto nível e praticamente entregou o terceiro e último Set ao adversário.
O tcheco não teve dificuldades para fechar o caixão e venceu todos os seus games de saque na última etapa. Encerrou a partida com uma vitória por 3 Sets a 0 contra o brasileiro (7-6; 6-2; 6-3).
Eliminado, mas de forma alguma acabado, Fonseca se destacou, mais uma vez, mesmo ainda tão jovem, ao progredir e chegar tão longe em um Grand Slam.
João deve voltar às quadras em breve, mas sua equipe técnica ainda não confirmou quais os próximos eventos que o brasileiro disputará. Mais informações devem ser reveladas nas próximas semanas.
Na última segunda-feira (25), Carlo Ancelotti convocou pela segunda vez a Seleção Brasileira. O novo elenco recebe o Chile, no Maracanã, no dia 4 de setembro e viaja para enfrentar a Bolívia, no dia 9, no Estádio Municipal de Villa Ingenio, em El Alto. Para os dois últimos compromissos válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, a lista apresenta algumas novidades como a convocação do artilheiro do Brasileirão Kaio Jorge e ausências como as de Neymar, Rodrygo e Vini Jr., que está suspenso para o primeiro jogo.
“Neymar não está, ele teve um pequeno problema na última semana. Não precisamos testá-lo, todo mundo conhece o Neymar, toda a comissão, toda a Seleção, todos os torcedores do Brasil. O Neymar tem que, como todos os outros, chegar a uma boa condição física para ajudar a Seleção a fazer as coisas certas e tentar fazer o melhor na Copa do Mundo”, afirmou Carlo Ancelotti.

O treinador do Brasil promoveu nove mudanças em relação à última convocação: Caio Henrique, Douglas Santos, Fabrício Bruno, Gabriel Magalhães, Joelinton, Lucas Paquetá, João Pedro, Kaio Jorge e Luiz Henrique. Como destaques aparecem o meia Paquetá, – absolvido recentemente do caso de apostas esportivas na Inglaterra – do West Ham (ING), e o atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, que teve a primeira convocação acompanhada do elogio de Ancelotti: “Merece estar com a Seleção”.
“Quero conhecer outros [jogadores] que podem ajudar a Seleção a fazer as coisas certas. Esses jogadores que não estão, trabalharam muito bem na primeira convocação e quero agradecer por isso a cada um deles”, pontuou o treinador.
Embora esteja na lista inicial, o meio-campista Joelinton, do Newcastle, saiu de campo lesionado no jogo contra o Liverpool pela Premier League, também na última segunda-feira (25), e virou dúvida para a próxima Data Fifa.
O Brasil enfrenta o Chile no Maracanã, no dia 4 de setembro, às 21h30 (horário de Brasília), em partida válida pela 17ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo. Depois disso, viaja para encarar a Bolívia, no dia 9, às 20h30 (também pelo horário de Brasília), pela última rodada, em uma altitude superior a 4.000 metros.
Na última segunda-feira (25), o Flamengo venceu o Vitória no Maracanã por 8 a 0, uma goleada histórica no Brasileirão. Com 60.642 torcedores presentes, a equipe comandada por Filipe Luís não cometeu erros e o Leão acabou sofrendo a pior derrota deste confronto.
Com apenas quatro minutos do primeiro tempo, o placar já marcava dois gols de vantagem para os cariocas. Pelo lado esquerdo, Samuel Lino se destacou ao fazer seu primeiro gol pelo Mengão aos dois minutos de iniciada a partida. Com trocas de passes rápidos, verticalidade e muita movimentação, o time baiano não conseguia encaixar a marcação e sofreu forte pressão do adversário, o que levou o goleiro Lucas Arcanjo ao erro que garantiu o segundo gol do Flamengo, por Pedro aos três minutos. Lino, com espaço dentro da área, deu assistência para Arrascaeta marcar o terceiro gol aos 34 minutos, para fechar a primeira etapa em 3 a 0.
O ritmo no segundo tempo não diminuiu e com menos de um minuto, Pedro já ampliou o placar. Aos quatros minutos, Samuel Lino marcou o quinto gol de cabeça, e pouco tempo depois, Pedro recebeu a bola e escorou para Luis Araújo marcar, 6 a 0. O time do Vitória não conseguia reagir, com apenas uma finalização contra vinte rubro-negras, a equipe demonstrava falta de concentração, com falhas de posicionamento e erros de passes. Aos treze minutos, o camisa 16, Samuel Lino, encerrou a sua participação com chave de ouro ao dar assistência para Pedro, que marcou seu hat-trick (termo utilizado quando um jogador faz três gols em uma mesma partida). O artilheiro chega então a 102 gols, no Maracanã.
Aos 33 minutos, ainda teve pênalti para o Flamengo e Bruno Henrique garantiu mais um ponto. Foram 90 minutos de domínio e intensidade do time carioca e mesmo com as substituições, a equipe não mudou o ritmo e seguiu forte na marcação na saída de bola do adversário.
Comemoração de Pedro após gol em Flamengo e Vitória. Foto: Alexandre Durão/ge
Em entrevista coletiva, o agora ex-treinador Fabio Carille, lamentou a derrota e assumiu erros no sistema defensivo do time baiano. Foram apontadas falhas de Lucas Arcanjo nos dois primeiros gols e de Lucas Braga, improvisado como lateral-direito, em pelo menos três dos gols sofridos.
"A pior derrota da minha vida. Meu nono ano como técnico. Vergonhoso, não acho muitas palavras. O que me deixa chateado é que em muitas situações a gente já sabia que o Flamengo fazia muito bem, e trabalhamos, mas não conseguimos reproduzir bem.”, desabafou. O técnico também compartilhou a responsabilidade com os jogadores: “Precisamos tomar decisões melhores dentro de campo. Nossos erros não passam por esquema, é questão de ter uma leitura melhor", finalizou o ex-comandante da equipe.
Carille se despede do Vitória com apenas nove jogos; uma vitória, cinco empates e três derrotas. Com um aproveitamento de 29.6%, oito gols marcados e 18 sofridos, o rubro-negro baiano permanece na zona de rebaixamento com 19 pontos, ocupando a 17ª posição.
O Leão será comandado interinamente por Rodrigo Chagas, atual técnico do sub-20, que enfrenta o Atlético-MG no próximo domingo (31), às 18h30 no horário de Brasília, no Barradão, pela 22ª rodada da Série A.
Fabio Carille em Flamengo e Vitória, no Maracanã. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Com o placar final de 8 a 0, Flamengo entra para a história do Brasileirão com a maior vitória em pontos corridos. Até a partida da última segunda-feira, a maior goleada já registrada no Campeonato Brasileiro foi de 7 a 0 em três ocasiões: São Paulo 7 x 0 Paysandu (2004); Goiás 7 x 0 Juventude (2003) e Bahia 0 x 7 Cruzeiro (2003).
O time carioca segue líder isolado com quatro pontos de vantagem sobre o Palmeiras, que está em segundo lugar. A equipe Rubro-negra tem um jogo a menos, enquanto o Verdão, dois jogos a menos. O Flamengo terá a semana livre para treinar e volta a campo no domingo (31), às 16h, contra o Grêmio no Rio, pelo Campeonato Brasileiro.
Depois de quatro semanas de pausa, a Fórmula 1 está de volta para o restante da temporada. Entre estreias, promoções e demissões, a primeira parte de 2025 entrou para a história da categoria como uma das mais movimentadas dos últimos tempos. A primeira grande mudança aconteceu antes mesmo do início, ainda na pré-temporada, quando o piloto britânico Lewis Hamilton deixou a Mercedes após 12 anos e se juntou à Ferrari, em dupla com o monegasco Charles Leclerc. A vaga na Mercedes foi preenchida pelo italiano Kimi Antonelli, de apenas 18 anos.
Na Williams o assento foi ocupado pelo ex-Ferrari, Carlos Sainz, enquanto a Haas apostou no rookie Ollie Bearman e em Esteban Ocon. A Sauber surpreendeu ao trazer Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto, o primeiro brasileiro do grid após oito anos. Na Red Bull, a dupla inicial foi formada por Max Verstappen e Liam Lawson, mas a mudança não demorou, já que após duas corridas sem pontuar, Lawson foi realocado à Racing Bulls e deu lugar à Yuki Tsunoda no time principal. Já na Alpine, a aposta também durou pouco, o australiano Jack Doohan foi substituído pelo argentino Franco Colapinto.
Os bastidores também não ficaram atrás das agitações, após meses de especulações e desgaste na relação com Verstappen, o chefe de equipe Christian Horner foi oficialmente demitido em agosto, após quase duas décadas no comando da Red Bull. A saída de Horner ganhou contornos após o envolvimento em uma denúncia de assédio feita por uma funcionária da escuderia, provocando uma investigação interna. O cargo passou para o francês Laurent Mekies, antes na Racing Bulls.

Outra saída foi a de Adrian Newey, engenheiro e projetista que deixou a Red Bull antes do início da temporada para assinar com a Aston Martin. Sua transferência foi considerada uma das movimentações mais significativas do paddock nos últimos anos.
No Brasil, a F1 mudou de casa. Após três temporadas sendo transmitida pela Band, a categoria voltará para a TV Globo, que reassumiu os direitos de exibição.
Dentro da pista, a dupla papaya ditou o ritmo, com Oscar Piastri e Lando Norris brigando ponto a ponto pela liderança do campeonato. O australiano começa a segunda parte da temporada na frente, com apenas nove pontos de vantagem para o britânico. Na disputa das equipes, McLaren é a líder, com mais que o dobro de pontos que a segunda colocada, a Ferrari — são 559 pontos, contra 260. A montadora italiana ainda busca se consolidar com Hamilton, e a Mercedes, atualmente na terceira colocação, passa por uma fase de adaptação, com Antonelli prometendo um grande retorno após as férias.
O retorno da F1 acontece no próximo final de semana, na 15ª etapa da temporada, com o Grande Prêmio da Holanda, no Circuito de Zandvoort.



