Na noite da última quarta-feira (28), em São Januário, mesmo com um jogador a menos, o Vasco teve o domínio do jogo por boa parte do tempo regulamentar e venceu o Vitória por 1 a 0. Do outro lado, o time baiano não soube aproveitar a superioridade numérica e não conseguiu controlar a posse de bola.
As duas equipes chegaram pressionadas para a partida. O time da casa, mesmo tendo conquistado a vaga para as quartas de final da Sul-Americana, ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão e vinha de uma derrota por 4 a 1 para o Palmeiras na competição. Já o Rubro-Negro baiano, apesar de viver uma situação mais tranquila que o adversário, vinha de uma derrota para o Bahia no clássico e precisava dar uma resposta rápida ao torcedor.
Logo nos primeiros minutos, o Vasco começou totalmente no ataque. O time tinha o domínio total da posse e se fazia presente no campo ofensivo, criando duas chances de perigo aos três minutos, com Collidio, de cabeça, e aos sete , com André Gomez, em chute de fora. Já o Vitória não conseguia aproveitar os contra-ataques e dependia muito das jogadas de Marinho para criar alguma coisa. O atacante foi o responsável pela única chance que, de fato, foi perigosa da equipe baiana em todo o primeiro tempo, com um chute de fora aos 10 minutos.
O cenário mudou aos 17, com a expulsão de Barros, que gerou grande revolta dos vascaínos. Com um jogador a mais, o Vitória passou a ter o domínio da posse de bola, porém não conseguia produzir ofensivamente. Boa parte das trocas de passe aconteciam no campo de defesa, e a dependência em Marinho cresceu ainda mais. Com isso, o Vasco, mesmo recuado, manteve a defesa compactada, conseguiu criar mais perigo que o adversário e ainda finalizou com perigo com chute de Rámon Rique, aos 49 minutos, que terminou em uma boa defesa de Lucas Arcanjo.
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No início do segundo tempo, o Vasco voltou a se lançar ao ataque, aproveitando os espaços deixados pela defesa adversária. Assim, a equipe conseguiu criar as melhores chances em contra-ataques. Logo aos oito minutos, depois de duas grandes defesas de Lucas Arcanjo, o Cruzmaltino marcou um gol, que foi anulado por impedimento de Andrés Gómez. Porém, aos 10, Erick, da equipe baiana, finalizou com um chute forte, para a defesa de Léo Jardim, que terminou em escanteio para o Vitória. Na cobrança, aos 13 minutos, a bola sobrou para Andrés Gómez, que puxou o contra-ataque sozinho e com uma excelente jogada individual marcou um golaço para abrir o placar. O Vasco ainda teve mais chances perigosas, principalmente com Collidio, aos 19 e 23 minutos.
O Vitória só voltou a levar perigo aos 24 minutos, com um chute forte de Luan Candido, que viria a ser figura de destaque nos minutos finais do jogo. Sem conseguir criar chances de fato perigosas, a solução da equipe foi deixar o zagueiro como atacante para tentar achá-lo na bola aérea, o que não surtiu muito efeito. O Rubro-Negro só conseguiu ameaçar a defesa adversária nos acréscimos, na base do “abafa”. Léo Jardim acabou salvando a equipe vascaína, quando defendeu um chute cara a cara de Luan Candido, aos 45 minutos, e um chute forte de Erick pela lateral da área, aos 49 minutos.
O resultado dá ao Vasco a vantagem de jogar pelo empate no jogo de volta no Barradão na próxima quarta-feira (2) às 21h30. Se o time carioca se classificar, alcançará o feito de chegar em três semifinais consecutivas na Copa do Brasil, algo que não acontece há 30 anos para o clube.
Do outro lado, o Vitória vai precisar vencer por dois ou mais gols para conseguir a classificação direta. Reverter esses placares, jogando em casa, durante está edição da Copa do Brasil, tem sido tarefa fácil para a equipe. Tanto na quinta fase, como nas oitavas de final da competição, a equipe baiana perdeu o jogo de ida e conseguiu reverter o resultado com vitórias por dois ou mais gols. O Rubro-Negro terá que repetir esse histórico se quiser continuar na disputa do seu primeiro título nacional de grande relevância.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) lançou, no dia 11 de agosto, a segunda edição do estudo Futebol e Violência contra a Mulher. O documento relaciona o esporte aos casos de violência doméstica. O estudo não enquadra a modalidade como causa, mas expõe, a partir dela, dinâmicas violentas e a normalização da agressividade masculina.
A análise da relação entre o calendário de algumas das principais competições de futebol – Campeonato Brasileiro (Série A), Copa Libertadores e Copa Sul-Americana – e a violência contra mulheres foi feita a partir de dados inéditos coletados de cinco capitais brasileiras (Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre), no período de 2023 a 2025.
Segundo o relatório, foram levados em conta um conjunto de variáveis de controle, como as condições ambientais de chuva e temperatura, os dias da semana, meses e anos.
A pesquisa parte do princípio de que o futebol vai além da prática esportiva, uma vez que também é um ambiente de socialização, em sua maioria masculina. Nos estádios, os torcedores aprendem e reforçam a ideia do que é “ser homem”, por meio de atitudes como cânticos, xingamentos, territorialidade da torcida e disposição para o confronto. Nesse ambiente, alguns comportamentos são valorizados como “demonstrações de masculinidade”. O problema, de acordo com o documento, aparece quando essas características passam a ser associadas ao pensamento de que ser homem significa exercer controle e superioridade.
O relatório afirma que a masculinidade construída nesses espaços é relacional e hierárquica, a qual se afirma pela oposição a outros homens considerados “insuficientes” ou que não correspondem ao modelo masculino dominante. Por exemplo, a feminização do rival pode ser utilizada como forma de inferiorizá-lo. Assim, aquilo que é associado ao feminino ou à vulnerabilidade passa a ser colocado como algo inferior.
Ao utilizar a ideia de Rita Segato, antropóloga, feminista e escritora argentina, - de que existe uma espécie de “obrigação social” para que homens demonstrem continuamente virilidade, potência e controle perante outros homens - o estudo entende que os padrões de comportamento masculinos, muitas vezes, são socialmente construídos e reproduzidos. Os estádios são classificados como uma espécie de “currículo de masculinidade” - onde essas atitudes são aprendidas e hierarquizadas.
De que modo isso se conecta à violência contra mulheres?
Essas ideias podem aparecer nas relações íntimas. Por esse motivo o futebol não é o “causador” das violências, mas pode funcionar como um contexto que intensifica comportamentos misóginos e machistas, presentes nas relações de poder que existem historicamente na sociedade.
O relatório diz que o futebol pode funcionar como um “catalisador de dinâmicas patriarcais preexistentes”. A análise empírica realizada pelo FBSP reforça essa relação: nos dias de jogos, os registros de ameaça contra mulheres aumentaram 27,4%, enquanto os de lesão corporal dolosa decorrente de violência doméstica cresceram 28,8%. Entre mulheres de 15 a 29 anos, os aumentos chegam a aproximadamente 44% nos dois tipos de ocorrência. Levando em consideração o calendário de partidas da elite do futebol brasileiro, isso ocorre em, no mínimo, cinco dias da semana.
Além disso, existem outros fatores que potencializam as agressões, como as rivalidades, frustrações, álcool, apostas e as relações de gênero já desiguais. Em comparação com a primeira edição do estudo, publicada em 2022, quando os aumentos eram de 23,7% para ameaças e 20,8% para lesões, os dados atuais sugerem uma intensificação dessa associação e um crescimento proporcionalmente maior das agressões físicas, passando para 27,4% e 28,8%, respectivamente.
Esse contexto pode ser mais destacado quando olhamos para mulheres que participam do ambiente esportivo, já que historicamente no Brasil há uma exclusão do público feminino. Legalmente, somente em 1983 a CND (Conselho Nacional de Desportos), antigo órgão responsável por todas as regulações da prática esportiva passou a permitir que o futebol feminino fosse praticado no país. A instituição, extinta em 1993, foi criada por Getúlio Vargas em 1941 e proibia mulheres de praticar esportes que não fossem da “natureza feminina” , atualmente extinto,
Ainda assim, temos até os dias de hoje resquícios desta imagem do futebol diretamente relacionada a “dominância masculina”. Em entrevista para a AGEMT, Thaís Togneri, 35, ex-jogadora e professora de futebol, falou o quão recente são estas mudanças de cenário.
“(Quando Comecei) Era muito comum ouvir que futebol não era para mulher. Como os homens sempre tiveram uma predominância muito grande nesse esporte [...] participei dos Jogos Regionais representando as cidades de Guararema e Poá. Cheguei a fazer um teste no Juventus, mas não passei. Na verdade, nunca cheguei a buscar de forma concreta uma carreira profissional como jogadora, muito porque, naquela época, as oportunidades para as mulheres eram ainda mais limitadas.”
O Futebol faz parte da vida de Thaís desde os oito anos de idade, sempre sendo evidente, mesmo que não diretamente, a diferença de tratamento que as meninas e mulheres do esporte recebem em relação aos meninos e homens. Elas acabam tendo que se provar serem merecedoras deste espaço bem mais do que o público masculino.
“[...] acredito que isso acontece até hoje [...] para ocupar esse espaço, muitas vezes precisamos mostrar, através do nosso trabalho e da nossa capacidade, que também pertencemos a ele”, relata a professora.
Bets, álcool e o aumento dos fatores de risco
Nos últimos anos, as apostas esportivas online, conhecidas como “bets”, passaram a ocupar espaço central nesse universo, patrocinando campeonatos, clubes e transmissões. Embora o estudo do FBSP ressalte que o futebol não é responsável pela violência direta contra as mulheres, fatores ligados ao esporte, como o consumo de álcool e a expansão desse mercado, podem potencializar conflitos já existentes.
Na pesquisa, segundo Juliana Brandão, pesquisadora e coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), situações como perdas financeiras, frustração com resultados esportivos e comportamentos impulsivos ligados ao jogo podem aumentar tensões dentro de casa, especialmente quando já têm contextos marcados por controle, agressividade e desigualdades de gênero.
Além disso, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) afirma que o álcool e um fator de risco associado a violência praticada por parceiros íntimos e a violência sexual, uma vez que pode reduzir o autocontrole e favorecer comportamentos agressivos.
Assim, especialistas defendem que tanto o consumo excessivo de bebidas alcoólicas como apostas, devem ser tratadas como temas de saúde pública e prevenção da violência, e não somente como questões individuais.
A responsabilidade de clubes, federações e torcidas
A participação dos clubes em minimizar essa cultura machista dentro do futebol existe. Thaís descreve uma grande evolução em comparação a quando ela estava começando e cita exemplos de grandes clubes, como o Corinthians. Hoje em dia, o time consegue lotar estádios com a equipe feminina, mas também nota essa presença nas categorias de base.
“Eu vejo isso também no meu trabalho. No ano passado, por exemplo, uma das minhas alunas foi para a categoria de base do Centro Olímpico, em São Paulo, e passou a ser direcionada para treinar e jogar com as meninas da base.”, afirma.
Porém o problema vai para além do campo e os números indicam necessidade de ação de todas as partes.
Diante do crescimento dos casos registrados em dias de jogos, o relatório argumenta que o combate às agressões contra mulheres precisa envolver todos os atores que fazem parte do universo do futebol.
Clubes e federações podem atuar na promoção de campanhas educativas, na divulgação de canais de denúncia e na implementação de protocolos de acolhimento às vítimas. Também podem investir em ações e formação voltadas a atletas profissionais e das categorias de base, abordando temas como respeito, igualdade de gênero e prevenção da violência.
Algumas iniciativas recentes mostram como o futebol pode assumir esse papel de forma mais ativa. Em novembro de 2025, Corinthians e Botafogo realizaram uma ação conjunta de conscientização contra o feminicídio. Na partida entre as equipes, os uniformes trouxeram mensagens de conscientização, combinando as campanhas “Quem Matou?”, do Corinthians, e “Números Quebrados”, do Botafogo, com o objetivo de chamar a atenção para os altos índices de violência de gênero no país. Reforçando a avaliação de que clubes são agentes com capacidade de influenciar comportamentos e mobilizar seus torcedores, mostrando como campanhas de conscientização poderiam ocorrer com maior frequência no futebol brasileiro.
As torcidas, apontadas como parte fundamental da mudança cultural, também podem contribuir para o enfrentamento de discursos machistas e promover uma construção de uma cultura esportiva mais inclusiva, desvinculando a masculinidade de comportamentos agressivos e relações de dominação.
A discussão ganha ainda mais relevância em um cenário no qual mulheres ocupam cada vez mais espaço nas arquibancadas e na prática esportiva, mas continuam convivendo com situações de assédio, discriminação e violência dentro e fora dos estádios.
O que pode ser feito?
Além de apresentar os resultados da pesquisa, o FBSP elaborou recomendações para enfrentar a violência contra a mulher associada aos contextos futebolísticos. Entre as principais medidas estão:
- criação de postos permanentes de acolhimento e denúncia dentro dos estádios;
- monitoramento mais rigoroso de casos de violência doméstica e do cumprimento de medidas protetivas;
- desenvolvimento de programas educativos sobre masculinidades e igualdade de gênero;
- criação de estratégias voltadas para os impactos do consumo abusivo de álcool e das apostas esportivas;
- fortalecimento de iniciativas que tornem os estádios mais seguros e acolhedores para mulheres.
Os dados dessa pesquisa informam que a violência contra as mulheres vai além dos estádios e reflete desigualdades ainda presentes na sociedade. Nesse cenário, enfrentar o problema exige o compromisso de clubes, federações, torcidas, patrocinadores e do poder público para promover mudanças socioculturais e fortalecer a prevenção.
Para mulheres que vivenciam situações de violência, a denúncia é um passo fundamental para romper o ciclo de agressões. O canal nacional de atendimento à mulher é o Ligue 180, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa. Em casos de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar ocorrência nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e buscar apoio em serviços especializados de proteção e acolhimento.
O Palmeiras venceu o Santos por 3 a 0, nessa quarta-feira (26), no Nubank Parque, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Flaco López marcou duas vezes e Andreas Pereira completou o placar que deixa o Verdão muito próximo da semifinal da competição.
Com o resultado, o Palmeiras pode perder por até dois gols de diferença no jogo de volta, marcado para a próxima quarta-feira (2), às 21h30, na Vila Belmiro. Uma vitória santista por três gols leva a decisão para os pênaltis.
Sem Neymar, preservado pela comissão técnica, o Santos apostou em uma formação mais defensiva, com Willian Arão, João Schmidt e Gustavinho no meio-campo. Do outro lado, Abel Ferreira abandonou o esquema com três zagueiros utilizado recentemente e voltou a organizar o Palmeiras com uma linha de quatro.
Primeiro tempo
Mesmo com propostas diferentes, o clássico começou equilibrado. O Palmeiras produzia as oportunidades mais perigosas, principalmente pelo lado direito com Jhon Arias e Giay, mas o Santos também conseguiu ocupar o campo ofensivo e, em alguns momentos, empurrou os 11 jogadores alviverdes para o próprio campo.
A formação santista, porém, encontrou dificuldades para transformar a posse em oportunidades. Com três volantes, o Peixe tinha pouca presença ofensiva e dependia de Barreal ou Rollheiser recuando para participar da construção, deixando poucos jogadores para atacar uma defesa palmeirense organizada.
O equilíbrio acabou aos 33 minutos. Flaco López recebeu de Andreas Pereira fora da área, encontrou espaço e finalizou rasteiro. A bola passou por Luan Peres e Brazão não conseguiu evitar o primeiro gol do Palmeiras.
A partir daí, o Santos precisou se abrir e o Verdão passou a encontrar mais espaços. Pouco depois, Arias encontrou Vitor Roque livre dentro da área, mas o atacante desperdiçou uma grande oportunidade.
Aos 44 minutos, o Palmeiras ampliou. Arias passou por Barreal e encontrou Marlon Freitas na entrada da área. O volante finalizou, Brazão defendeu e Andreas Pereira aproveitou o rebote dentro da pequena área para fazer 2 a 0 antes do intervalo.
Segundo tempo
Cuca voltou do intervalo com três alterações para tentar mudar o cenário. Gabigol substituiu Caballero, Rony entrou no lugar de Rollheiser e Gabriel Bontempo ocupou a vaga de João Schmidt. O Santos deixou a formação mais cautelosa da primeira etapa e passou a ter mais jogadores ofensivos em campo.
A mudança aumentou a presença santista no ataque, com Bontempo ajudando na ligação entre o meio-campo e os homens de frente, mas também deixou espaços para o Palmeiras. Giay aproveitou um passe errado de Gabigol e ficou cara a cara com Brazão, mas finalizou para fora. Pouco depois, Mauricio também teve uma oportunidade após erro na saída santista e desperdiçou.
O terceiro gol saiu aos 15 minutos. Marlon Freitas e Arias participaram da construção pelo lado direito até a bola chegar em Giay. O lateral cruzou na medida e Flaco López ganhou pelo alto para marcar de cabeça e fazer seu segundo gol na partida.
Com 3 a 0 no placar, o Palmeiras passou a administrar a vantagem e encontrou ainda mais espaços. Arias fez boa jogada individual, passou por Luan Peres e Lucas Veríssimo e encontrou Vitor Roque, que teve a finalização bloqueada. O Santos manteve maior posse de bola, mas não conseguiu transformar o volume em chances suficientes para diminuir a diferença.
Próximos compromissos
As equipes voltam a se encontrar na quarta-feira (2), às 21h30, na Vila Belmiro, pelas quartas de
final da Copa do Brasil. O Palmeiras avança mesmo com derrota por até dois gols de diferença, enquanto o Santos precisa vencer por três para levar a decisão aos pênaltis
Na última terça-feira (25), o Cruzeiro recebeu o Atlético-MG no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), para a disputa do jogo de ida das quartas de finais da Copa do Brasil. Em um clássico marcado pelo equilíbrio e pela tensão da rivalidade mineira, ambas as equipes tiveram dificuldades para criar oportunidades de gols e deixaram a definição da vaga para o confronto da volta.
O caminho até aqui
O Cruzeiro chegou às quartas de final após eliminar o Goiás na quinta fase do campeonato. Após empatar por 2 a 2 no jogo da ida, em Goiânia. A equipe celeste venceu por 1 a 0 no Mineirão e avançou.
Nas oitavas, a Raposa enfrentou a Chapecoense. Empatou sem gols fora de casa e vitória por 2 a 0 diante de sua torcida.
O caminho do Atlético-MG também teve momentos de tensão. Na quinta fase, o Galo eliminou o Ceará nos pênaltis, depois de uma vitória por 2 a 1 em Belo Horizonte e uma derrota pelo mesmo placar no Castelão.
Nas oitavas de final, o adversário foi o Juventude. Depois de um empate sem gols na Arena MRV, o Galo venceu por 1 a 0 no Alfredo Jaconi e confirmou sua presença nas quartas de final.
Como foi o jogo
O primeiro tempo foi de muita disputa no meio-campo e poucas chances claras. O Cruzeiro diante de sua torcida tentou tomar a iniciativa, enquanto o Atlético buscou controlar espaços e explorar os contra-ataques. Logo nos primeiros minutos, um lance envolvendo Kaio Jorge e Ruan Tressoldi chamou a atenção. Em uma disputa aérea, o zagueiro atleticano caiu de maneira preocupante e recebeu atendimento médico. Ruan tentou permanecer em campo, mas relatou desconforto e foi substituído por Vitão.
A Raposa tentou assumir o controle da partida e teve uma das primeiras oportunidades em um chute de fora da área de Wesley, que passou ao lado do gol defendido por Everson. O Galo também levou perigo em uma cabeçada de Vitor Hugo, defendia sem grandes dificuldades pelo goleiro cruzeirense.
O equilíbrio ficou evidente no placar. As duas equipes tiveram dificuldade para transformar a posse de bola em boas oportunidades de gols.
O primeiro tempo acabou 0 a 0, mas com bastante duelos físicos.
Na volta do intervalo, o jogo seguiu duro. Até os dez minutos da segunda etapa, três cartões amarelos foram distribuídos: Matheus Pereira, do Cruzeiro, e Alan Franco e Cuello, do Atlético-MG.
O Cabuloso passou a pressionar mais e encontrou espaços para finalizar. Gerson tentou duas vezes de fora da área antes do time celeste abrir o placar. Aos 15 minutos, Keny Arroyo recebeu a bola de Matheus Pereira, com espaço livre, acertou um belo chute de fora da área para fazer 1 a 0. O gol da Raposa incendiou a torcida no Mineirão.
A resposta atleticana veio dez minutos depois. Cuello recebeu pelo lado esquerdo e fez um passe para Renan Lodi que, mesmo sem ângulo, não desperdiçou a oportunidade e deixou tudo igual no clássico. O gol devolveu ao Atlético a tranquilidade necessária para administrar o restante da partida. Antes do empate, o Atlético chegou a balançar as redes com Cuello, mas o gol foi anulado por impedimento após revisão do VAR.
Com mais de 59 mil torcedores no Mineirão, o clássico terminou empatado e impediu que o Cruzeiro levasse uma vantagem para o jogo da volta.
O resultado deixa o clássico imprevisível. O segundo confronto acontecerá na próxima terça-feira (1º), às 21h (horários de Brasília), na Arena MRV, na capital mineira. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis. Cruzeiro e Atlético já protagonizaram confrontos decisivos nos últimos anos, e agora terão 90 minutos para definir quem continuará vivo na busca pelo título.
O Barcelona anunciou nesta terça-feira (18) a contratação de Rodri. O espanhol, de 30 anos, chega como o melhor jogador da última Copa do Mundo, com contrato até 2030 e custando 60 milhões de euros, com o acréscimo de 16,5 milhões em metas.
Rodri ao lado de Joan Laporta, presidente do Barcelona após assinatura de contrato. / Reprodução: Barcelona, X
“Jogar no Barcelona é um sonho para mim. Estou com muita vontade de estar com meus companheiros. Amanhã vou conhecê-los, e agora é trabalhar e dar o meu melhor. Vamos em busca de todos os títulos, da Champions (League) e de tudo o que vem pela frente”, declarou rapidamente o jogador à veículos locais no seu desembarque em Barcelona na última segunda-feira (17) .
A transferência balança o mundo do futebol: Segundo o jornalista independente Fabrizio Romano, Rodri estava em negociações com o Real Madrid nas últimas semanas, mas escolheu jogar no arquirrival. Em declarações à emissora TV3, o diretor esportivo do Barcelona, Deco, quando perguntado se tirou Rodri do Real Madrid apenas para irritar o rival, declarou: “Não contratamos jogadores para privar qualquer outro clube deles. Rodri é campeão do mundo, e alguns meses atrás não sabíamos que ele estaria disponível”.
O atleta, eleito melhor jogador do mundo pela France Football em 2024, chega à Catalunha depois de ganhar tudo com o Manchester City. Foram 13 títulos, com destaque para quatro Premier Leagues, uma Champions League, em que marcou o gol decisivo, e um Mundial de Clubes. Já pela seleção espanhola, além de ter conquistado a última Copa do Mundo, também levantou a taça da Eurocopa em 2024.
O clube catalão busca suprir a carência causada pela saída de Sergio Busquets, que deixou o clube ao final da temporada 2022/23 com 722 partidas e 32 títulos oficiais. Desde então, Oriol Romeu, Marc Casadó e Frenkie de Jong chegaram a ocupar a posição de primeiro volante, mas sem o mesmo êxito do antigo capitão.
O astro usará sua tradicional camisa 16, e sua estreia está planejada para acontecer na quinta-feira (27), em partida contra o Athletic Bilbao, no Camp Nou.