Na última terça-feira (17), ocorreu a partida entre Benfica e Real Madrid válida pelos playoffs de oitavas de final da Champions League, disputada no Estádio da Luz em Lisboa, Portugal. Após marcar o único gol do jogo, o atacante brasileiro Vinícius Júnior denunciou o meia argentino Prestianni ao árbitro, relatando que foi chamado de “macaco” pelo jogador adversário que cobriu a boca com a camiseta, causando a paralisação do jogo por alguns minutos.
A queixa levou a UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) a designar um inspetor para investigar a possível conduta discriminatória contra o atacante do Real Madrid durante o confronto. Com a denúncia confirmada, o meia do Benfica, Prestianni, pegou uma suspensão provisória pelo comitê de ética da UEFA e ficará de fora do jogo de volta na Espanha que será realizado na próxima quarta-feira (25) e além disso será julgado pela entidade. Caso seja considerado culpado, poderá ficar no mínimo com dez jogos suspensos.
Dentro do artigo 14°do regulamento da UEFA que visa punir comportamentos contra a dignidade humana, o clube português não apenas perdeu o meia Prestianni para o jogo de volta no Santiago Bernabéu, como também pode receber punições mais rígidas por vaias e insultos durante a paralisação do jogo, como o fechamento de setores específicos do estádio em jogos futuros, partidas sem a presença da torcida, multas financeiras e impedimento de vender ingressos para seus torcedores em jogos como visitantes.
A postura do treinador do Benfica José Mourinho foi de minimizar a situação, considerando a comemoração do jogador apenas como “desrespeitosa”. Também houve falas negativas como do treinador do Paris Saint-Germain Luis Enrique, dizendo que “o caso não teve nada de importante” e do técnico do Flamengo Filipe Luís que classificou o ocorrido como “caso isolado”.
Por outro lado algumas outras figuras do futebol reagiram. O atacante Mbappé exigiu o banimento do meia argentino da Champions League e o treinador Guardiola defendeu o atacante brasileiro. O Ministério de Esportes e o Ministério de Relações Exteriores do governo brasileiro emitiram uma nota exigindo que a UEFA e o governo português apliquem sanções criminais e desportivas.
Nesta terça-feira (24), o Corinthians contratou Emily Lima para treinar a equipe feminina. A treinadora será a primeira mulher a dirigir o time. A ex-jogadora, com passagens pela seleção portuguesa, estava livre no mercado após deixar o comando do Levante, da Espanha, em outubro de 2025.
Na equipe espanhola, em 11 partidas, foram dez derrotas e um empate. Mesmo com o retrospecto ruim no clube, ela chega ao Corinthians com boa experiência no futebol brasileiro. No Brasil, treinou Portuguesa, Juventus, São Caetano, Santos e seleção brasileira, em 2016.

Emily chega com a missão de assumir o cargo deixado pelo multicampeão Luccas Piccinato, que teve sua saída oficializada após o empate com o Fluminense por 2 a 2, na segunda rodada do Brasileirão Feminino.
O técnico chegou em dezembro de 2023 para substituir Arthur Elias, que deixou o clube para assumir a Seleção Brasileira Feminina. Piccinato teve ótimo retrospecto: somou 71 vitórias, 20 empates e dez derrotas, com 76,9% de aproveitamento. Sob seu comando, as Brabas conquistaram cinco títulos: a Supercopa de 2024, os Campeonatos Brasileiros de 2024 e 2025, além das Libertadores de 2024 e 2025.
A decisão da demissão já havia sido tomada pela diretoria antes do tropeço em casa, mas Piccinato só foi comunicado após o jogo. Motivos para a decisão partiram do baixo desempenho recente e as derrotas dos três últimos campeonatos disputados. O Corinthians perdeu o Paulista Feminino e a Supercopa do Brasil, ambos para o rival Palmeiras, e foram vice-campeãs da Copa do Mundo Feminina de Clubes diante do Arsenal, em Londres, jogo que Emily Lima acompanhou da tribuna.
Piccinato foi desligado junto com o auxiliar Brenno Basso e os preparadores Francisco Rodrigues e Luís Guilherme Gonçalves.
Emily terá a missão de manter o clube no topo do futebol feminino e melhorar o desempenho no campeonato nacional, em que o clube tem o pior início desde 2022. Por conta da Data Fifa, as Brabas só voltam a campo no dia 13 de março, para enfrentar o Palmeiras, em Barueri, pela terceira rodada do Brasileirão Feminino, o que dá três semanas para a treinadora se preparar para o clássico paulista.
Na noite deste domingo (23), Fernando Diniz foi demitido do Vasco, após a derrota para o Fluminense por 1 a 0, no Estádio Nilton Santos. Com o mando de campo, o Cruzmaltino perdeu o primeiro jogo da semifinal do Campeonato Estadual e segue sem vencer no Campeonato Brasileiro.

A partida entre os times do Rio de Janeiro começou sem muitas oportunidades. Aos 31 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio do Fluminense, Bernal deu uma assistência de cabeça para Serna, que marcou o único gol da partida. Em desvantagem no placar, o Vasco teve dificuldades para criar grandes chances e pressionar o rival.
O confronto se tornou favorável ao Cruzmaltino quando o camisa cinco do Fluminense, Bernal, impediu um contra-ataque e foi expulso com cartão vermelho direto. Apesar da vantagem numérica, a equipe comandada por Fernando Diniz não conseguiu criar oportunidades efetivas de gol e a partida terminou com vitória do rival.
Após mais uma derrota e uma atuação abaixo do esperado, o técnico foi demitido logo após o término do jogo e sequer concedeu entrevista coletiva. O presidente do Vasco, Pedrinho, foi à imprensa comunicar o desligamento do treinador e agradecer pelos serviços prestados.
Fernando Diniz chegou ao Gigante da Colina em março de 2025 com a missão de afastar o time da zona de rebaixamento. O treinador conseguiu emplacar uma sequência de vitórias no campeonato, com boas atuações — em especial contra o Santos, no Morumbi, quando goleou o clube paulista por 6 a 0.
Os torcedores passaram a criar expectativas por uma possível vaga na Copa Libertadores. No entanto, o time estagnou no meio da tabela e não atingiu seu principal objetivo na competição. O Vasco ainda chegou à final da Copa do Brasil, mas foi derrotado pelo Corinthians, no Maracanã.
Em sua segunda passagem pelo clube, Diniz comandou a equipe em 56 jogos: foram 17 vitórias, 16 empates e 23 derrotas, com aproveitamento de 40%. Outro dado negativo é que, no período, o time sofreu mais gols do que marcou: foram 72 gols feitos e 73 sofridos.
A partida de volta da semifinal do campeonato carioca será dia primeiro de março. O elenco será comandado interinamente por Bruno Lazaroni.
O próximo compromisso do Cruzmaltino será pelo Campeonato Brasileiro, na quinta-feira (26), contra o Santos, às 19h (horário de Brasília), na Vila Belmiro.
Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, realizados entre 6 a 22 de fevereiro, chegaram ao fim, mas ficarão eternamente marcados na história brasileira. O país conquistou sua primeira medalha de ouro em Olimpíadas de Inverno em solo italiano no dia 14 de fevereiro de 2026, com o esquiador brasileiro-norueguês Lucas Pinheiro Braathen, na modalidade slalom gigante (esqui alpino). Trata-se da primeira medalha da história do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno e também do primeiro ouro da América Latina na história da competição.
O atleta, de 25 anos, é filho de um norueguês e de uma brasileira e passou a maior parte da vida na Europa. Ele se aposentou em 2023, após conflitos com a federação norueguesa e retornou em 2024 representando o Brasil, o que tornou sua conquista ainda mais emblemática.
Braathen terminou 0,58 segundo à frente do suíço Marco Odermatt, que ficou com a medalha de prata após ter sido campeão da prova em 2022.

O desempenho da delegação brasileira nos Jogos de Inverno
O Brasil terminou na 19ª colocação geral e, pela primeira vez, apareceu no quadro de medalhas das Olimpíadas de Inverno. Além do ouro inédito conquistado por Braathen, a equipe brasileira foi representada por outros 14 atletas.
No skeleton feminino, Nicole Silveira garantiu uma posição entre as melhores do mundo ao terminar em 11º lugar o que foi considerado histórico para os brasileiros, dadas as dificuldades da modalidade. Já no bobsled 4-man, a equipe formada por Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Luiz Bacca e Rafael Souza terminou na 19ª posição, demonstrando capacidade de competir em alto nível.
No snowboard halfpipe, Augustinho Teixeira destacou-se ao finalizar a competição na 19ª colocação. No esqui cross-country, especialmente na prova de sprint feminino por equipes, as atletas Bruna Moura e Duda Ribera mostraram determinação e terminaram em 21º lugar.
Esses resultados mostram a evolução de um país latino, com clima predominantemente tropical, em esportes tradicionalmente dominados por países de regiões frias, acostumados à neve. Foi possível perceber que os atletas brasileiros obtiveram seus melhores desempenhos históricos, marcando uma nova fase para os esportes de inverno no país.
Marlon foi punido com dois jogos pelo STJD. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
O Grêmio confirmou, nesta terça-feira (25), que dois jogadores e um dirigente do clube foram punidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por episódios ocorridos na derrota por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino, em outubro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. A decisão atinge o lateral Marlon, o zagueiro Kannemann e o diretor de futebol Guto Peixoto.
O caso teve origem em dois lances polêmicos. No fim do primeiro tempo da partida, o árbitro Lucas Casagrande interpretou como agressão uma disputa envolvendo Kannemann e expulsou o defensor aos 42 minutos. Já nos acréscimos da etapa final, o juiz marcou pênalti para o Bragantino após a bola tocar no braço de Marlon. O Grêmio alega que o braço do lateral estava colado ao corpo.
Após a partida, a divulgação dos áudios do VAR evidenciou uma comunicação desorganizada entre os integrantes da equipe de arbitragem. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afastou o árbitro Lucas Casagrande, justificando que ele passará por “treinamento, aprimoramento e avaliação interna”. O árbitro de vídeo Gilberto Rodrigues Castro Junior também foi afastado pela entidade.
Marlon foi denunciado pelas declarações fortes que deu na saída de campo, quando afirmou que o Grêmio estava sendo “categoricamente roubado” pela arbitragem ao longo do campeonato. A fala acabou pesando no processo.
Os dois atletas foram inicialmente denunciados com base no artigo 243-F, que trata de ofensas à honra. No entanto, durante o julgamento, os auditores decidiram classificar novamente a acusação, mas dessa vez para o artigo 258, que aborda condutas contrárias à ética desportiva.
O diretor de futebol Guto Peixoto foi enquadrado no artigo 258, §2º, II, por desrespeitar membros da equipe de arbitragem ou reclamar de suas decisões de maneira considerada desrespeitosa.
No julgamento, Kannemann recebeu um jogo de suspensão, pena já cumprida automaticamente. Marlon foi punido com dois jogos e deve desfalcar o time nas últimas duas rodadas do Brasileirão contra Fluminense e Sport. Guto Peixoto foi suspenso por 15 dias a partir desta quarta-feira (26).
O técnico Mano Menezes não terá Marlon à disposição na reta final do Brasileirão. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
O Grêmio também informou que o departamento jurídico recorrerá e solicitará efeito suspensivo para tentar minimizar as consequências das punições.





