Volante espanhol escolhe o Barça sobre o Real Madrid e promete “ir por tudo”
por
Leonardo Mattos
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26/08/2026 - 12h

O Barcelona anunciou nesta terça-feira (18) a contratação de Rodri. O espanhol, de 30 anos, chega como o melhor jogador da última Copa do Mundo, com contrato até 2030 e custando 60 milhões de euros, com o acréscimo de 16,5 milhões em metas.

Rodri ao lado de Joan Laporta, presidente do Barcelona após assinatura de contrato. / Reprodução: Barcelona, X

Rodri ao lado de Joan Laporta, presidente do Barcelona após assinatura de contrato. / Reprodução: Barcelona, X
 


“Jogar no Barcelona é um sonho para mim. Estou com muita vontade de estar com meus companheiros. Amanhã vou conhecê-los, e agora é trabalhar e dar o meu melhor. Vamos em busca de todos os títulos, da Champions (League) e de tudo o que vem pela frente”, declarou rapidamente o jogador à veículos locais no seu desembarque em Barcelona na última segunda-feira (17) .

A transferência balança o mundo do futebol: Segundo o jornalista independente Fabrizio Romano, Rodri estava em negociações com o Real Madrid nas últimas semanas, mas escolheu jogar no arquirrival. Em declarações à emissora TV3, o diretor esportivo do Barcelona, Deco,  quando perguntado se tirou Rodri do Real Madrid apenas para irritar o rival, declarou: “Não contratamos jogadores para privar qualquer outro clube deles. Rodri é campeão do mundo, e alguns meses atrás não sabíamos que ele estaria disponível”.

O atleta, eleito melhor jogador do mundo pela France Football em 2024, chega à Catalunha depois de ganhar tudo com o Manchester City. Foram 13 títulos, com destaque para quatro Premier Leagues, uma Champions League, em que marcou o gol decisivo, e um Mundial de Clubes. Já pela seleção espanhola, além de ter conquistado a última Copa do Mundo, também levantou a taça da Eurocopa em 2024.

O clube catalão busca suprir a carência causada pela saída de Sergio Busquets, que deixou o clube ao final da temporada 2022/23 com 722 partidas e 32 títulos oficiais. Desde então, Oriol Romeu, Marc Casadó e Frenkie de Jong chegaram a ocupar a posição de primeiro volante, mas sem o mesmo êxito do antigo capitão. 

O astro usará sua tradicional camisa 16, e sua estreia está planejada para acontecer na quinta-feira (27), em partida contra o Athletic Bilbao, no Camp Nou.


 

Superando Brandon Nakashima, o norte-americano conquista o quarto título da temporada sem perder nenhum set no torneio
por
Marcello Toledo
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26/08/2026 - 12h

A final do Masters 1000 de Montreal, aconteceu na quinta-feira (13) e consagrou Ben Shelton como bicampeão do National Bank Open. Em uma partida dominante de início ao fim, o norte-americano de 23 anos superou o compatriota Brandon Nakashima por 6/3 e 7/6 (4) em 1h27, conquistando o título sem ceder um único set em todo o torneio e sem enfrentar um break point na decisão. Foi a primeira final de Masters 1000 com dois americanos em lados opostos da quadra desde Cincinnati 2003, quando Andy Roddick venceu Mardy Fish.

Ben Shelton segurando o troféu de Montreal -  Divulgação/Instragram: @obnmontreal
Ben Shelton segurando o troféu de Montreal -  Divulgação/Instragram: @obnmontreal

Nakashima começou bem, com quatro aces no primeiro game de saque, mas Shelton encontrou o rumo no sétimo game e quebrou com uma devolução de forehand vencedora para abrir 4/3. A partir dali o campeão não deu mais espaços, controlou o fundo da quadra e ainda quebrou uma segunda vez para fechar o set em 6/3 em 32 minutos. O segundo set foi mais equilibrado, com Nakashima segurando o saque sob pressão e forçando o tie break, mas Shelton subiu o nível mais uma vez, conseguiu o mini break e fechou a partida com um forehand paralelo na linha.

Shelton se tornou o primeiro jogador a defender o título no Canadá desde Rafael Nadal em 2019 e o primeiro a vencer o torneio sem perder sets desde Novak Djokovic em 2016. Foi o quarto título dele em 2026, depois de Dallas, Munique e Stuttgart, e o sétimo da carreira. Ele também não perdeu o saque nos últimos três jogos do torneio e estendeu para 12 a sequência invicta em solo canadense. Agora Shelton sobe para o  6º lugar do ranking da ATP. Nakashima, que disputava sua primeira final de Masters 1000, sobe para o 22º lugar, o melhor da carreira.
 

A Onda Laranja não havia perdido nenhum mapa até o confronto contra a Verduxa
por
Pedro Premero
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26/08/2026 - 12h

A penúltima semana do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) chegou ao fim neste domingo (23) e se encaminha para o fim da etapa regular. No confronto pela liderança, a LOUD derrotou a LOS e assumiu a ponta da tabela. A RED Canids Kalunga derrotou o Fluxo W7M e encaminhou a classificação para a próxima fase. Já a FURIA e a Vivo Keyd Stars venceram seus respectivos jogos e garantiram suas vagas nos playoffs. Confira o resumo das partidas:

 

LEVIATÁN x Vivo Keyd Stars

 

A VKS derrotou a LEVIATÁN por 2 a 0 e segue na disputa pelo top 2 da tabela. Os Guerreiros dominaram a primeira partida da série, cederam apenas um abate e venceram com tranquilidade. 

 

O segundo jogo foi mais equilibrado, as equipes lutaram bastante entre si pelos objetivos do mapa e não conseguiram abrir uma vantagem significativa. Porém, em uma team fight pelo barão, Scamber (Rakan) combou com Mireu (Ryze) e os Guerreiros fizeram uma ótima jogada que garantiu o buff para a VKS. Após isso, a Keyd precisou de apenas uma investida para invadir a base da LEV e fechar a série.

 

MVP: Disamis (Vi/Lee Sin)

 

Disamis é o único jogador que está no elenco desde o primeiro time montado por SeeEl, em 2024. Foto: CBLOL/flickr
Disamis é o único jogador que está no elenco desde o primeiro time montado por SeeEl, em 2024. Foto: CBLOL/flickr

 

 

paiN Gaming x FURIA

 

A FURIA seguiu embalada e conquistou à quarta vitória seguida. Os Furiosos aproveitaram dos erros individuais da paiN, como o miss click do Hena no pinstouro que deixou o Ceos no meio dos adversários e tiveram lutas mais organizadas. Os atuais campeões do CBLOL venceram por 2 a 0 e precisam de uma combinação de resultados para chegar ao top 2 da tabela.

 

MVP: Tutsz (Galio/Ryze)

 

Após 13 derrotas seguidas, a FURIA perdeu apenas um mapa dos últimos nove disputados. Foto: CBLOL/flickr
Após 13 derrotas seguidas, a FURIA perdeu apenas um mapa dos últimos nove disputados. Foto: CBLOL/flickr

 

 

RED Canids Kalunga x Fluxo W7M

 

Em confronto direto por uma vaga nos playoffs, a RED Canids Kalunga venceu o Fluxo W7M por 2 a 0 e ficou mais próximo de se classificar para a próxima fase. No primeiro jogo, apesar de um começo movimentado pelo Fluxo, com quatro abates e sem ceder nenhum ao adversário, bastou apenas uma luta pelo Barão para a RED tomar o controle da partida e abrir o placar da série. No jogo seguinte, a Matilha controlou e dominou as ações pelo mapa desde o early game e conseguiu uma vitória mais tranquila.

 

MVP: Morttheus (Ezreal/Jhin)

 

Em todos os campeonatos que a RED chegou esse ano, a equipe foi, no mínimo, top 3. Foto: CBLOL/flickr
Em todos os campeonatos que a RED chegou esse ano, a equipe foi, no mínimo, top 3. Foto: CBLOL/flickr

 

 

LOS x LOUD

 

Na disputa pela liderança do CBLOL, a LOUD venceu a LOS por 2 a 0 e assumiu a ponta da tabela. A série foi muito disputada pelas equipes e definida nos detalhes. A Verduxa teve team fights mais organizadas e construiu sua vantagem a partir disso, como a destruição de torres e objetivos neutros. A vitória mostrou a evolução da LOUD no campeonato, ao tirar a invencibilidade da Onda Laranja, cotada como a favorita a levar o título dessa etapa.

 

MVP: Sinatra (Jarvan IV/Vi)

 

Apesar de LOUD e LOS estarem empatados com cinco vitórias, a Verduxa fica à frente no critério do confronto direto. Foto: CBLOL/flickr
Apesar de LOUD e LOS estarem empatados com cinco vitórias, a Verduxa fica à frente no critério do confronto direto. Foto: CBLOL/flickr

 

 

Próximos jogos:

 

Sábado, 29 de agosto

 

LOUD x RED Canids Kalunga

Fluxo W7M x LOS

 

Domingo, 30 de agosto

 

paiN Gaming x Vivo Keyd Stars

FURIA x LEVIATÁN

 

Glossário:

 

Objetivos neutros: são monstros do jogo que não pertencem a nenhuma das equipes como os dragões e o barão;

Buff: melhorias cedidas por monstros da selva como o barão, o azuporã e a rubrivira;

Team fight: Lutas em equipe;

Early game: o early game é a fase inicial de rotas e selva que vai do minuto 0 até cerca de 14 minutos, terminando quando as barricadas caem e os jogadores começam a se reunir para objetivos de meio de jogo;

Miss click: erro no clique do mouse. 

Pinstouro: Recurso de locomoção do jogo que faz com que você pule paredes 

Cruzeiro venceu o Flamengo, e a Chapecoense conquistou a segunda vitória na competição
por
Alice Begnini
Érico Soares
Guilherme Romero
Helena Campos
João Pedro Mor
Jorge Zatz
Luciano Carvalho
Maria Luiza Pêgo
Miguel Alcântara
Pedro José Zolési
|
26/08/2026 - 12h

Nos dias 22, 23 e 24 de agosto, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro disputaram a 24ª rodada. Nos confrontos, Palmeiras vence o Vasco, Coritiba quebra tabu contra o Corinthians, e Chape volta a vencer, feito que não acontecia desde a primeira rodada.

Fluminense 2X1 Remo

Fluminense e Remo abriram a rodada às 16h do último sábado (22). O Tricolor das Laranjeiras venceu o Leão Azul por 2 a 0, no Maracanã, no Rio de Janeiro. O time paraense saiu na frente no primeiro tempo, mas o Flu reagiu após o intervalo e garantiu os três pontos com gols de Hulk e Kevin Serna. Com o resultado, a equipe carioca chegou aos 41 pontos e permanece entre os quatro primeiros colocados da competição.

A imagem mostra Hulk e Serna tirando uma self sorrindo
Com os gols marcados na partida, Hulk e Serna chegaram a três gols no Campeonato Brasileiro. Reprodução: Instagram /@fluminense

O Remo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 31 minutos do primeiro tempo. Jajá aproveitou a oportunidade e colocou os visitantes em vantagem. O Fluminense teve dificuldades para criar jogadas ofensivas e chegou a ser vaiado pela torcida ao fim da primeira etapa.

Antes do gol do Remo, o Fluminense chegou a balançar as redes com Soteldo, mas o lance foi anulado por impedimento na origem da jogada. Canobbio participou da construção da jogada, e a arbitragem considerou que o atacante estava em posição irregular.

Na segunda etapa, o Fluminense voltou mais agressivo em busca do empate. Aos 21 minutos, Hulk aproveitou uma oportunidade e deixou tudo igual no Maracanã e encerrou um jejum de cinco partidas sem marcar.

O gol da virada saiu aos 38 minutos. Riquelme, que havia acabado de entrar em campo, recebeu a bola e cruzou para Kevin Serna finalizar para colocar o Fluminense na frente. O colombiano voltou a ser decisivo para o Tricolor.

Durante a partida, o time carioca também precisou fazer uma substituição por lesão. Samuel Xavier deixou o campo machucado e deu lugar a Júlio Fidelis.

Com a vitória, o Fluminense chegou aos 41 pontos e se manteve na quarta colocação do Campeonato Brasileiro. O Remo, por sua vez, permanece na zona de rebaixamento, com 23 pontos, na 18ª posição. 

Internacional 0X0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), Internacional e Atlético-MG empataram por 0 a 0 no último. Mesmo em casa e com maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado não conseguiu transformar a superioridade em chances claras. Do outro lado, o Galo, com uma equipe bastante modificada, teve as melhores oportunidades do confronto. 

Paulo Pezzolano escalou o Internacional no 4-2-3-1. Matheus Cunha começou no gol, com Bruno Gomes, Maripán, Mercado e Aguirre na defesa. Villagra e Bruno Henrique atuaram como volantes, enquanto Vitinho, Alan Patrick e Bernabei ficaram responsáveis pela criação atrás de Carbonero.

No Atlético-MG, Eduardo “Barba” Rodríguez optou por preservar alguns jogadores para o duelo contra o Cruzeiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O Galo entrou no 3-4-2-1, com Everson; Vitor Fernandes, Ruan e Renan Lodi; Kauã Pascini, Cissé, Tomás Pérez e Natanael; Bernard e Minda; Thiago Borbas.

Empurrado pela torcida, o time da casa assumiu o controle da partida desde os primeiros minutos. Nos 15 iniciais, o Colorado ocupou o campo ofensivo e teve mais a bola, mas encontrou dificuldades para transformar a pressão territorial em oportunidades realmente perigosas.

E foi justamente o Atlético quem conseguiu criar a primeira finalização mais ameaçadora. Aos 22 minutos, Minda arriscou de fora da área e obrigou Matheus Cunha a trabalhar. Um minuto depois, após cobrança de escanteio, Ruan subiu mais alto que a defesa colorada e, novamente, exigiu boa intervenção do goleiro.

O Inter demorou até os 35 para obrigar Everson a fazer sua primeira intervenção importante. Vitinho fez boa jogada pela direita, avançou e bateu rasteiro cruzado. Bem posicionado, o goleiro atleticano caiu para fazer a defesa.

Dois minutos depois veio o lance mais impressionante do primeiro tempo e a melhor chance do Atlético na partida. Bernard encontrou Minda dentro da área. O atacante deixou Mercado para trás, driblou Matheus Cunha e tirou Bruno Henrique da jogada. Quando o gol parecia certo, Aguirre apareceu praticamente sobre a linha e conseguiu salvar o Internacional.

A imagem mostra Fred, do Atlético-MG, sorrindo e batendo palma
A partida marcou a reestreia do meio-campista Fred no futebol brasileiro justamente diante de seu ex-clube. Reprodução: Instagram/@atletico

O segundo tempo começou com pouca inspiração ofensiva dos dois lados. O Inter acumulava posse e finalizações, mas não encontrava espaços para ameaçar Everson com frequência. O Atlético, por sua vez, buscava aproveitar principalmente as bolas paradas e os espaços deixados pelo adversário.

Aos 28 minutos, Victor Hugo, que havia entrado no lugar de Ruan, apareceu livre após cobrança de escanteio e cabeceou com perigo. Matheus Cunha fez uma grande defesa, mas acabou batendo a cabeça na trave durante o lance.

O goleiro precisou deixar o campo e foi substituído por Anthoni após a ativação do protocolo de concussão. Pelas regras do protocolo, Matheus Cunha deverá permanecer afastado das atividades pelos próximos cinco dias e, com isso, não estará disponível para o jogo de ida do Gre-Nal pela Copa do Brasil.

O empate mantém a situação delicada do Internacional no Campeonato Brasileiro. O time de Paulo Pezzolano permanece na 16ª colocação, com 25 pontos, ainda em busca da primeira vitória na competição no segundo semestre.

Para o Atlético-MG, o ponto conquistado fora de casa tem outro peso. Mesmo com uma escalação alternativa, o Galo chegou aos 33 pontos e subiu para a sétima posição, mantendo-se próximo da zona de classificação às competições continentais.

Cruzeiro 2X1 Flamengo

No último jogo de sábado, às 20h30, o Cruzeiro recebeu o Flamengo no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), e venceu, de virada, por 2 a 1. 

O confronto reuniu duas equipes que viviam momentos distintos após se enfrentarem recentemente pela Libertadores: enquanto o Cruzeiro buscava dar uma resposta depois da eliminação para o Rubro-Negro, o Flamengo tentava aproveitar a boa fase para garantir a liderança do campeonato.

Desde os primeiros minutos, o time de Leonardo Jardim mostrou maior presença ofensiva e conseguiu controlar boa parte das ações. Aos 21 minutos, Pedro recebeu dentro da área e finalizou para abrir o placar para os cariocas. Depois do gol, o Rubro-Negro continuou criando oportunidades e teve chances de ampliar a vantagem, mas não conseguiu transformar o domínio em mais gols. O Cruzeiro, por sua vez, encontrou dificuldades para construir jogadas perigosas e terminou o primeiro tempo em desvantagem.

Na segunda etapa, a Raposa voltou mais agressiva e passou a pressionar o Flamengo em busca do empate. Aos nove minutos, Keny Arroyo recebeu pela direita, levou a melhor sobre a marcação e acertou um belo chute para deixar tudo igual no Mineirão. O gol mudou o panorama da partida e deu mais confiança ao Cruzeiro, que passou a ocupar o campo ofensivo com maior frequência.

Nos minutos finais, o jogo ficou ainda mais movimentado. O Flamengo tentou recuperar a vantagem, mas passou a encontrar dificuldades para manter o controle da partida. Já o Cruzeiro continuou acreditando na virada e foi recompensado no último lance. Aos 49 minutos, Matheus Pereira recebeu e finalizou. O jogador contou com um desvio para enganar o goleiro Rossi e marcar o gol da vitória, o que levou a torcida celeste à festa no Mineirão.

A imagem mostra Villalba e Matheus Pereira comemorando
Matheus Pereira chega ao seu sexto gol no Brasileirão. Reprodução: Instagram/@cruzeiro

Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos 39 pontos e permanece entre os primeiros colocados do Brasileirão, embalado por sua quarta vitória consecutiva na competição. Já o Flamengo, com 45 pontos, deixou o Palmeiras ampliar a liderança. O Rubro-Negro continua na vice-liderança, agora com seis pontos atrás do lider.

Palmeiras 4X1 Vasco 

Palmeiras e Vasco da Gama se enfrentaram no primeiro jogo do último domingo (23), no Nubank Parque, em São Paulo capital. Após um primeiro tempo equilibrado e sem gols, a equipe alviverde voltou mais eficiente para a segunda etapa e construiu a goleada, com dois gols de Flaco López, um de Maurício e outro de Vitor Roque, de pênalti. Colidio descontou para o time carioca na reta final.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 51 pontos e ampliou para seis pontos a vantagem na liderança da competição. 

No primeiro tempo, o Palmeiras buscou controlar as ações e manter a posse de bola, enquanto o Vasco apostava em uma postura mais cautelosa e tentava explorar os espaços deixados pelo adversário. A equipe paulista encontrou dificuldades para transformar o domínio territorial em oportunidades claras de gol, e o duelo ficou marcado pelo equilíbrio entre as duas equipes.

Com o passar dos minutos, o Palestra aumentou a pressão no campo de ataque e passou a chegar com mais frequência na área vascaína. Já a equipe cruzmaltina conseguiu se defender e também ameaçou em algumas jogadas de velocidade. Apesar das tentativas dos dois lados, os goleiros não precisaram trabalhar em grandes intervenções, e a primeira etapa terminou empatada em 0 a 0.

Na volta do intervalo, o Palmeiras mudou a postura e passou a pressionar o Vasco desde os primeiros minutos. A intensidade do time da casa surtiu efeito. O Verdão abriu o placar com o argentino Flaco López e assumiu o controle da partida. A partir daí, o Palmeiras encontrou mais espaços na defesa adversária e aproveitou as oportunidades criadas para ampliar o placar da partida.

A imagem mostra Flaco Lopez comemorando
Com oito gols, Flaco López é o artilheiro do Palestra na competição. Reprodução: Instagram/@flacolopez_10

Após abrir o marcador, o Verdão teve um pênalti a seu favor após um toque de mão do zagueiro vascaíno Carlos Cuesta. Vitor Roque cobrou e converteu a penalidade. 

Depois do segundo gol, o Palmeiras continuou ofensivo e ampliou com Maurício, que fez o terceiro aos 11 minutos. Perto da reta final, o atacante Flaco López converteu mais um, enquanto, nos acréscimos, o centroavante Colidio descontou para o Vasco. Com maior eficiência ofensiva na segunda etapa, o time paulista confirmou a vitória por 4 a 1 e garantiu mais três pontos na competição.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 51 pontos e ampliou sua vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro sobre o vice-líder Flamengo. O resultado reforça o bom momento da equipe na competição e aumenta a confiança para a sequência da temporada. O próximo confronto do Palestra será o jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O confronto, nesta quarta-feira (26), é um clássico contra o Santos, no Nubank Parque, na capital paulista.

O Vasco, por outro lado, permaneceu com 22 pontos e segue na vice-lanterna da tabela, precisando reagir nas próximas rodadas para sair da zona de rebaixamento. O Cruzmaltino também jogará nesta quarta-feira pela Copa do Brasil. O jogo de ida será em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). Ambas as partidas serão às 21h30.

Red Bull Bragantino 1X0 Grêmio

Também às 16h, o Red Bull Bragantino venceu o Grêmio por 1 a 0 com gol aos 49 minutos da segunda etapa. A partida ocorreu na casa do Bragantino no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP).

Desde o início da partida, a equipe da casa pressionou e criou uma oportunidade aos dois minutos de jogo para o centroavante Isidro Pitta. 

A pressão seguiu e, aos 12 minutos, em jogada pelo lado esquerdo, Vinicinho achou um cruzamento para Herrera cabecear firme. A bola passou pelo goleiro Weverton e em cima da linha foi tirada pela defesa gremista. No primeiro momento a jogada seguiu em escanteio, mas logo após, o juiz apitou gol para o time da casa. Os times voltaram até o centro do campo, mas o árbitro com auxílio do VAR voltou atrás e anulou o gol porque a bola não passou por completa a linha, o que gerou uma polêmica na partida.

O restante da primeira etapa seguiu com o Bragantino no domínio da partida, e a equipe gaúcha principalmente na defesa, sem oferecer perigo ao adversário.

Na segunda etapa, o Grêmio voltou melhor. A equipe teve mais posse de bola e chegou ao ataque com mais perigo a meta do goleiro Tiago Volpi. Aos 27 minutos, em um cruzamento, Volpi fez bela ponte para impedir que o primeiro gol da partida saísse.

Mais para o final de jogo, o Braga voltou a atacar com perigo e forçou boa defesa do goleiro Weverton. Já nos acréscimos, a pressão contra a equipe visitante resultou em um escanteio. A bola foi levantada na área, e o zagueiro e capitão Gustavo Marques subiu bem para cabecear para o fundo das redes. O gol garantiu a vitória e os três pontos.

A imagem mostra Gustavo Marques comemorando o gol vom companheiros
Emocionado, Gustavo Marques celebra seu quarto gol na temporada. Reprodução: Instagram /@redbullbragantino

Com a vitória, o Bragantino alcança a sétima colocação na tabela, enquanto o Grêmio vê a situação complicar. O Tricolor Gaúcho está a 1 ponto do Z4. A equipe gaúcha também se prepara para o clássico de quinta-feira (27), quando irá ao Beira-Rio enfrentar o Internacional. O confronto, válido pelas quartas da Copa do Brasil, será às 20h. 

Vitória 0X2 Bahia

Também às 16h, o Bahia venceu o Vitória por 2 a 0 no último domingo (23), no Barradão, em Salvador(BA). Alejo Véliz e Jean Lucas marcaram os gols do Tricolor Baiano, que chegou aos 37 pontos e ocupa a sexta colocação. O Rubro-Negro permanece em 12º, com 29 pontos.

Mesmo fora de casa, o Tricolor de Aço tomou o controle do clássico desde o primeiro tempo. O Vitória até chegou com perigo logo no primeiro minuto, quando Renê cruzou pela esquerda e Luciano Juba quase marcou contra ao tentar afastar, mas o cenário dos minutos seguintes foi de superioridade tricolor.

A equipe de Rogério Ceni passou a ocupar o campo ofensivo e acumulou finalizações. Jean Lucas obrigou Lucas Arcanjo a trabalhar após receber em profundidade de Erick Pulga, enquanto Rodrigo Nestor também tentou de fora da área. Do outro lado, o Vitória respondeu principalmente em finalizações de média e longa distância.

A diferença entre as equipes ficou ainda mais clara nos números antes do intervalo. O Bahia terminou a primeira etapa com 57% de posse, 18 finalizações contra quatro e quatro chutes no alvo contra um. Apesar do volume, o Tricolor não conseguiu transformar o domínio em vantagem e o Ba-Vi permaneceu sem gols.

O Vitória voltou melhor para a segunda etapa e viveu seu melhor momento na partida. Tomás Pochettino apareceu como uma das principais ameaças e acertou a trave após cruzamento de Ramon, o que deu ao Rubro-Negro uma das melhores oportunidades para mudar o cenário do clássico.

Só que foi o Bahia quem aproveitou. Aos 21 minutos, Nicolás Acevedo avançou pelo meio e encontrou Erick Pulga pela esquerda. O atacante teve espaço para levantar a cabeça e cruzou na medida para Alejo Véliz, que ganhou pelo alto e cabeceou para abrir o placar no Barradão. Foi o segundo gol consecutivo do centroavante pelo Bahia.

A vantagem não fez o Tricolor recuar. Luciano Juba encontrou Jean Lucas dentro da área, e o meio-campista finalizou na trave. Pouco depois, Véliz recebeu e serviu Michel Araújo pela direita. O uruguaio bateu, e Cacá apareceu praticamente em cima da linha para impedir o segundo.

O 2 a 0 ficou para os acréscimos e saiu em uma das melhores jogadas da partida. Aos 51 minutos do segundo tempo, Michel Araújo interceptou um passe ainda próximo ao meio-campo e tentou imediatamente encontrar um companheiro em profundidade com uma trivela. A defesa do Vitória cortou, mas a bola voltou para o uruguaio, que manteve a jogada viva.

Michel acionou Everaldo e avançou. O centroavante devolveu para o camisa 15, que aparecia por dentro. Diante de Cacá, Michel ameaçou a finalização, cortou o defensor e atraiu a marcação. Mesmo cercado por jogadores do Vitória, ele percebeu Jean Lucas livre ao lado e rolou para o meio-campista finalizar e definir o clássico em 2 a 0.

A comemoração ainda aumentou a temperatura do Ba-Vi. Jean Lucas retirou a camisa e a exibiu em direção à torcida do Vitória. Marinho tomou a peça das mãos do jogador do Bahia e, na sequência, Cacá tentou rasgá-la antes da intervenção da arbitragem.

O resultado encerra os clássicos entre Vitória e Bahia na temporada. E o retrospecto foi amplamente favorável ao Tricolor.

A imagem mostra a comemoração de Jean Lucas
Foram quatro clássicos na temporada, com três vitórias do Bahia e apenas um empate. Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Além disso, o triunfo no Barradão quebrou um tabu histórico. O Tricolor nunca havia vencido um Ba-Vi disputado no estádio pela Série A do Campeonato Brasileiro.

O clássico também ajuda a desenhar o momento dos dois clubes em uma temporada positiva para o futebol baiano. O Bahia ocupa a sexta posição do Brasileirão, com 37 pontos. Já o Vitória, 12º colocado com 29, está vivo na Copa do Brasil e enfrentará o Vasco nesta quarta-feira (26), às 21h30. O jogo é válido pela ida das quartas de final e ocorrerá em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). 

Chapecoense 1X0 São Paulo

Às 18h30, a Chapecoense enfrentou o São Paulo, na Arena Condá, em Chapecó (SC). A partida terminou 1 a 0 para a Chape e foi a segunda vitória da equipe no campeonato. A última vitória do time catarinense foi na estreia do campeonato, quando derrotou o Santos por 4x2 em casa.

A imagem mostra os jogadores da Chapecoense fazendo uma roda
A Chape teve apenas 24% de posse de bola no jogo, mas foi o suficiente para garantir três pontos. Foto: João Pedro Zatta Grolli/Chapecoense

O Verdão do Oeste entrou em campo com confiança. Nos primeiros minutos, Yago Felipe exigiu uma boa defesa do goleiro Rafael. Do lado paulista, a resposta veio em um contra-ataque rápido, mas Arthur isolou por cima após receber um passe de Luciano. 

Aos 11 minutos a bola sobrou dentro da área para o camisa 10 do São Paulo que arriscou uma chance, no entanto a bola bateu na defesa adversária e se perdendo na linha de fundo, o que rendeu um escanteio para o Tricolor.  

Aos 26, em uma cobrança de escanteio de Giovanni Augusto na primeira trave, Bruno Pacheco apareceu livre de marcação e abriu o placar com um gol de cabeça. 

Com a desvantagem, o Soberano aumentou o volume de jogo, mas não conseguiu transformar a posse de bola em chances de gol. 

Ainda no primeiro tempo, o centroavante Calleri sentiu dores no tornozelo e teve que deixar a partida aos 30 minutos. O jogador passará por avaliação médica, porém durante a partida a equipe médica avisou não ser nada grave.

Após o intervalo, aos 11 minutos da segunda etapa, Gustavo Santana teve uma boa chance para empatar, mas parou nas mãos do goleiro Anderson. Do outro lado, dois minutos depois, Rafael teve que se esforçar para evitar o gol de Gardez. 

Luciano teve a melhor chance de empate do Tricolor na partida, mas ele acertou o travessão e perdeu o gol. 

O técnico Dorival mexeu no time para tentar dar mais volume, com a entrada de Marcos Antonio no lugar de Danielzinho. Sem conseguir o ritmo desejado, o técnico tricolor mexeu novamente aos 19 minutos. Ferreirinha e Newton entraram nas vagas de Pablo Maia e Lucas Ramon. A última substituição foi feita aos 30 minutos, quando Pedro Ferreira entrou no lugar de Cauly. 

Já o Furacão do Oeste recuou as linhas para defender a vantagem. Na metade do segundo tempo, o autor do gol da Chapecoense levou um cartão amarelo em uma disputa de bola com o jogador Newton do Tricolor. 

Mesmo com a vitória em cima do time paulista, a Chapecoense segue na última colocação da tabela com 14 pontos em 23 jogos. Com a derrota a crise no São Paulo se agrava. A última vitória do Tricolor na competição foi em abril de 2026, são dez rodadas sem vencer.

Santos 1X1 Mirassol

Também às 18h30, o Santos empatou por 1 a 1 com o Mirassol, na Vila Belmiro, em Santos (SP). Apesar de jogar em casa e ter sido superior por boa parte da partida, o Peixe não aproveitou a oportunidade e segue próximo do Z4.

O Santos começou a partida bem, com uma posse de bola alta e com um volume de jogo excelente. O Alvinegro Praiano demonstrou mais empenho desde o apito inicial. Após alguns minutos, o volante Gustavinho teve uma das chances mais claras de gol da primeira etapa, mas a chance foi desperdiçada diante de uma bela defesa do goleiro Walter.

O mandante do jogo seguiu no comando da partida e criou oportunidades, mas foi o Mirassol que abriu o placar no primeiro tempo. Por meio de um erro de passe do lateral Escobar, a equipe visitante armou um contra-ataque no espaço deixado pela equipe santista e o Carlos Eduardo balançou a rede. Com a desvantagem, o Santos caiu de rendimento, mas manteve o volume de criações.

Para a segunda etapa do confronto, Cuca, técnico do Santos, mexeu no time. Ele tirou Rony do campo e colocou Rolheiser, que teve uma atuação apagada e repetiu um desempenho discreto das últimas partidas. 

O Peixe não voltou bem do intervalo, com dificuldades na saída de bola, com pouca criação, porém conseguiu se reerguer na partida. Com um toque, Neymar deixou Barreal cara a cara com o goleiro. O atacante fez uma bela finalização e marcou um golaço para empatar a partida. O gol animou a torcida e aumentou a expectativa de vitória.

A imagem mostra Neymar e Barreal comemorando
Juntos, Neymar e Rollheiser somam quinze gols pelo Santos na temporada. Reprodução: Instagram/Santos/RaulBaretta_Photo

Pouco depois do empate, uma jogada envolvendo Neymar resultou na expulsão de Wallisson Luiz, do Mirassol. Aos 28 minutos do segundo tempo, o camisa 10 do Santos avançava pela lateral quando sofreu uma falta do meio-campista adversário. Inicialmente, a árbitra Edina Alves Batista aplicou apenas o cartão amarelo, mas, após ser chamada pelo VAR, revisou o lance e mostrou o cartão vermelho ao jogador do Leão Caipira. 

Com um jogador a mais, o Peixe teve a possibilidade de virar a partida. Apesar da vantagem numérica, o Alvinegro Praiano não conseguiu se impor e colocar pressão sobre o Mira.

Nos últimos instantes da partida, o Santos perdeu boas chances de virar o jogo. Neymar foi travado em uma defesa do Walter e Rolheiser mandou uma bola para fora depois de receber na grande área. O placar não sofreu mais nenhuma alteração até o apito final na casa do Peixe. 

Antes da rodada, o Santos ocupava a 14ª posição da tabela do Brasileirão, com 25 pontos, enquanto o Mirassol aparecia na 17ª colocação, dentro da zona de rebaixamento, com 23 pontos. Com o resultado desta rodada, o Peixe chega aos 26 pontos, mas segue perto do Z4, a apenas dois pontos de distância da degola. Já o Mirassol soma 24 pontos e permanece dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Os dois times voltam a campo na próxima rodada em busca de se distanciar da parte de baixo da tabela, em uma reta final de temporada que promete ser bastante decisiva tanto para o Santos quanto para o Mirassol na dura luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

Antes do Brasileirão, o Santos tem o Classíco da Saudade pelas quartas de final da Copa do Brasil. O time vai ao Nubank Parque enfrentar o Palmeiras no jogo de ida. O confronto está marcado para às 21h30 desta quarta-feira(26)

Coritiba 2X1 Corinthians

No último jogo de domingo, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), o Coritiba venceu o Corinthians por 2 a 1. Pedro Rocha e Paulo Roberto marcaram para o Coxa e Raniele descontou nos acréscimos. Com o resultado, a equipe paranaense ultrapassou o adversário paulista na tabela de classificação e agora ocupa a oitava posição. O Timão caiu para décimo lugar. A vitória do Coxa também quebrou um tabu de 15 anos sem vencer o Corinthians em casa.

A imagem mostra Jacy no primeiro plano, Memphis Depay no segundo de joelhos e dois jogadores do Coritiba atrás dele
Antes do confronto, a última vitória do Coritiba em casa contra o Corinthians foi há 15 anos, em setembro de 2011. Foto: Nauan Victor (@nauanfotografo)

O duelo foi um confronto direto de meio da tabela. Mesmo com boa distância do pelotão de cima, as duas equipes se mantêm na briga pelo G5, porém em momentos diferentes. Os comandos de Fernando Seabra só disputam o Brasileirão. Já o grupo de Fernando Diniz, três dias antes, festejava a classificação para as quartas da Libertadores.

A festa corintiana ocorreu em meio ao caos, sobretudo por conta dos protestos das torcidas organizadas, favoráveis à intervenção judicial no clube pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O motivo foi a enorme dívida (na casa dos R$ 3 bilhões), que o clube tem. Algumas delas somam os R$ 21,5 milhões dos três transfer bans, que impedem o Alvinegro de contratar novos reforços na atual janela de transferências a ser fechada no dia 11 de setembro.

Em meio a euforia com o resultado conquistado no meio de semana, mas também mergulhado em problemas, o Corinthians jogou sem seis titulares. Além do desgaste, que causou as ausências de Hugo Souza e Matheuzinho; Rodrigo Garro, suspenso, também não viajou, assim como os lesionados Yuri Alberto e Matheus Bidu. Memphis Depay começou no banco, apesar da assistência heróica contra o Rosario Central.

O atacante também se envolveu em uma nova polêmica. O vídeo-clipe divulgado pelo camisa 10, que também é rapper nas horas vagas, mostrava imagens de um incêndio no Parque São Jorge, o que incomodou os dirigentes. O clube aplicou uma multa ao atacante, poucos dias depois do desfecho da novela de renovação. 

Quando a bola rolou, o Corinthians se mostrou disposto a propor o jogo na habilidade de Kaio César, mas sem real perigo. Diante dessa ineficiência ofensiva, o time da casa equilibrou as ações e logo também passou a arriscar. Primeiro em chutes de fora da área, um deles de Josué,  referência técnica dos paranaenses de volta à equipe após lesão. 

Aos 39 minutos, o clube da casa chegou ao gol. Em jogada iniciada de um escanteio, após deixar Kaio César no chão dentro da área, Pedro Rocha fez 1 a 0, entre a trave e o jovem goleiro Kauê.

Com o gol, o nível da partida melhorou e surgiram as primeiras boas oportunidades do Corinthians, uma no desvio de cabeça de Gustavo Henrique e a outra na batida cruzada de Angileri, aos 42 minutos do primeiro tempo. 

Nos minutos finais, o Coritiba reclamou da atuação do árbitro Anderson Daronco em duas oportunidades. A não expulsão de Breno Bidon pelo possível segundo amarelo em disputa com Lavega e o encerramento aos 51 minutos, quando o Uruguai partia em um contra-ataque promissor para o Coxa.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com Matheus Pereira no lugar de Milans. Já Memphis substituiu Pedro Raul e ganhou as atenções. O atacante reclamou de um pênalti de Lavega aos 12 minutos, mas a arbitragem não deu a falta e tampouco aplicou o cartão amarelo por simulação.

Diniz mandou a campo Gui Negão e Dieguinho aos 25 minutos e Lingard aos 36, mas sem os criativos Bidon, Carrillo e Kaio César, o holandês desapareceu. Para piorar, o Coxa, perigoso nos contra-ataques, aumentou a vantagem na segunda assistência de JP Chermont para a cabeçada certeira de Paulo Roberto. O jogador entrou no lugar de Pedro Rocha.

Nos acréscimos, quando tudo parecia definido, Raniele conseguiu diminuir com um gol de cabeça, mas o abafa alvinegro foi controlado pelos mandantes. 

Com os 2 a 1, as equipes invertem as posições na tabela. O Coritiba assumiu a oitava colocação. O Corinthians, com a segunda derrota seguida no Brasileirão, caiu para décimo lugar.

Botafogo 2X3 Athletico-PR

Em um jogo isolado na última segunda-feira (24), o Athletico-PR venceu o Botafogo por 3 a 2, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do Furacão foram marcados por João Cruz e Viveros, duas vezes. Do lado  carioca, Santi Rodriguez foi o responsável por colocar o Fogo no jogo após marcar duas vezes.

A imagem mostra João Cruz comemorando
João Cruz fez seu primeiro gol na temporada. Reprodução: X/@athleticoparanaense

O Athletico-PR chegou embalado para o confronto. Com uma sequência de oito jogos sem perder na competição, o Furacão dominou, o que tornou a partida dura para os donos da casa. Aos 11 minutos, João Cruz aproveitou uma falha na saída de bola da defesa carioca para abrir o placar. Dois minutos depois, o Furacão ampliou com Kevin Viveros, artilheiro da equipe na temporada. Mesmo em casa, o Botafogo foi para o intervalo com dois gols de desvantagem.

O segundo tempo seguiu o roteiro de domínio paranaense. Aos 33 minutos, Viveros voltou a balançar as redes, dessa vez após jogada construída no meio-campo por Vargas e Santos. O placar de 3 a 0 praticamente decretou a vitória do Furacão. 

Ao som de vaias da arquibancada, o Alvinegro se viu no dever de ir para cima e buscar diminuir o placar. Contudo, foi só nos minutos finais que o Botafogo mostrou reação. Aos 40, em cobrança de escanteio de Alex Telles, a bola desviou em Dantas e sobrou para Santi Rodríguez completar para o gol. 

No apagar das luzes, aos 47, o uruguaio voltou a marcar, desta vez ao aproveitar rebote após finalização de Vitinho, também originada em bola parada. O gol assustou o Athletico-PR, mas não foi suficiente para evitar a derrota.

A equipe paranaense chega aos 44 pontos e segue vivo na disputa pelo topo do maior campeonato nacional. Enquanto os cariocas encontram dificuldades em se achar na competição. A derrota do Fogão leva o time a 11ª colocação, com 30 pontos somados até aqui.

Próxima rodada

Sábado (29):

Atlético-MG X Vitória, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 18h30;

São Paulo X Red Bull Bragantino, no MorumBIS, em São Paulo (SP),  às 20h;

Vasco X Cruzeiro, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 21h30.

Domingo (30):

Athletico-PR X Fluminense, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 11h;

Flamengo X Botafogo, no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 16h;

Corinthians X Santos, na Neo Química Arena, em São Paulo, às 16h;

Grêmio X Chapecoense, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 18h30;

Mirassol X Palmeiras, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30;

Bahia X Internacional, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 19h30.

Segunda (31):

Remo X Coritiba, no Baenão, em Belém (PA), às 20h.

Todos os horários são de Brasília.

Onda Laranja não perdeu nenhum mapa até o momento
por
Pedro Premero
|
26/08/2026 - 12h

 

A comunidade apelidou a LOS de “T1 brasileira” por conta do desempenho que apresentaram nesse começo de campeonato - Foto: CBLOL/flickr
A comunidade apelidou a LOS de “T1 brasileira” por conta do desempenho que apresentaram nesse começo de campeonato - Foto: CBLOL/flickr

 

A Super Semana do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) chegou ao fim nesta segunda-feira (11). A LOS, que segue brilhando, e a FURIA que reencontrou o caminho das vitórias, foram as equipes que se destacaram nesses quatro dias de competição com duas vitórias convincentes. 

 

Os times que saíram com o saldo negativo foram a paiN e o Fluxo W7M, que perderam suas duas partidas e ligam um sinal de alerta em relação à vaga nos playoffs.. Além disso, RED Canids Kalunga e LEVIATAN triunfaram pela primeira vez no torneio. Confira o desempenho de cada organização:

 

LOS GRANDES

 

A LOS segue na liderança do CBLOL, agora isolada e sem ceder um mapa aos seus oponentes. A Onda Laranja derrotou a paiN Gaming e a LEVIATAN por 2 a 0 com facilidade e cada vez mas se consolida como a grande favorita para conquistar o campeonato.

 

Em resposta a AGEMT durante a coletiva de imprensa, Brandão, Assistant Coach da LOS, comentou sobre o apelido de “T1 brasileira” dado pela comunidade à equipe: "É difícil dizer assim. A gente não tem que pensar nisso. O que o pessoal fala fora, no Twitter, live, na transmissão, não tem que entrar na nossa sala. Não podemos nos iludir por conta do que os outros pensam”, analisa o técnico.

 

LOUD

 

A LOUD teve uma Super Semana muito instável. No primeiro jogo contra a FURIA, a Verduxa não entrou no servidor, dois stomps dos furiosos, que não deram chances para seus adversários, com um desempenho muito dominante.

 

Porém, contra a VKS, a LOUD mostrou uma performance melhor. Na primeira partida, eles puniram bem o posicionamento da Keyd e construíram sua vantagem por meio do pickoff. No jogo 2, a Verduxa encontrou dificuldades no mid game, como lutas desnecessárias que fizeram com que eles perdessem a vantagem que tinham, mas se organizaram nas lutas e fecharam a série.

 

Vivo Keyd Stars

 

Após vencer nas duas primeiras semanas, a Vivo Keyd Stars tropeçou pela primeira vez no torneio. A derrota por 2 a 0 contra a LOUD mostrou alguns erros nas lutas e pickoffs que deram vantagens para a Verduxa vencer. No entanto, os Guerreiros também mostraram um grande poder de reação no segundo jogo da série, mas não conseguiram evitar o revés.

 

Apesar disso, a VKS derrotou o Fluxo W7M por 2 a 1. A Keyd foi atropelada na primeira partida, mas, nos dois games seguintes, os Guerreiros controlaram muito bem as ações do mapa e com boas lutas venceram a série.

 

FURIA

 

Após 13 derrotas seguidas, contando MSI, EWC e CBLOL, a FURIA voltou a vencer e convencer. A última vitória havia sido na final do 1º split, contra a LOS, por 3 a 1. As duas partidas, contra LOUD e FLUXO, foram um atropelo por parte dos furiosos, com quatro mapas predominantes, sem chances de reação. A performance apresentada na Super Semana se reaproxima da FURIA campeã dois meses atrás.

 

Tatu havia sido suspenso por uma partida e multado em R$10 mil após se comunicar com um fã que estava na arena durante os picks & bans contra a VKS. Foto: CBLOL/flickr
Tatu havia sido suspenso por uma partida e multado em R$10 mil após se comunicar com um fã que estava na arena durante os picks & bans contra a VKS. Foto: CBLOL/flickr

 

Fluxo W7M

 

O Fluxo W7M chegou a sua terceira derrota seguida no CBLOL. A partida contra a VKS começou bem para os touros, com um stomp para cima dos Guerreiros, mas não conseguiram repetir o desempenho nos dois jogos seguintes e perderam a série. Já contra a FURIA, a equipe foi dominada e não conseguiu desempenhar bem.

 

Quarto colocado no 1º split, o Fluxo W7M tenta recuperar o entrosamento após a saída do Curty e a chegada de Zothve.

 

paiN Gaming

 

A paiN voltou a mostrar dificuldades dentro do servidor. Duas séries nas quais os Tradicionais não conseguiram mostrar um bom desempenho e foram derrotados nos quatro jogos que disputaram no final de semana.

 

Em entrevista exclusiva para a AGEMT, CarioK, jungle da paiN, se disse decepcionado com o desempenho da equipe contra a RED Canids. “Acredite ou não, a semana de treino foi muito boa, a gente teve um dia que foi ruim, que a gente tirou pra conversar, mas de resto a gente teve bons resultados. Tínhamos  jogado bem também, mas acho que isso também mascarou alguns erros nossos.”

 

Com o desempenho recente, a paiN decidiu desligar Sin "Xero" Hyeok do cargo de Head Coach da organização após mais de seis anos no time. Nesse período, o técnico coreano levou a equipe a nove finais do CBLOL/LTA e conquistou dois títulos. Gabriel “Von” Barbosa assumirá o comando técnico dos Tradicionais.

 

RED Canids Kalunga

 

Assim como a LOUD, a RED Canids teve duas séries muito distintas. Contra a paiN, dois atropelos. A Matilha teve sua primeira vitória e deu a sensação de ter se encontrado após as mudanças ocorridas antes e durante o CBLOL. No entanto, a partida contra a LEV foi desorganizada. Apesar de um bom early game, a RED lutou várias vezes separados e essa falta de sincronia e comunicação os levou a terceira derrota no torneio.

 

LEVIATAN

 

A LEVIATAN, muito criticada pela comunidade por ser uma equipe pouco competitiva, surpreendeu na Super Semana e venceu a RED Canids por 2 a 0. A equipe argentina estava bem coordenada nas team fights e aproveitou da afobação da Matilha para vencer a primeira no CBLOL.

 

No entanto, a série contra a LOS foi o total oposto. Na primeira partida, apesar da LEV ter pego mais kills, a Onda Laranja criou sua vantagem através do controle de objetivos e do mapa. No segundo jogo, os líderes dominaram de ponta a ponta e atropelaram a LEVIATAN. No balanço geral, a organização argentina mostrou que ainda pode surpreender e brigar por uma vaga nos playoffs.

 

Enga recebeu o MVP (Most Valuable Player, em português, jogador mais valioso) da série contra a RED Canids. Foto: CBLOL/flickr
Enga recebeu o MVP (Most Valuable Player, em português, jogador mais valioso) da série contra a RED Canids. Foto: CBLOL/flickr

 

Glossário:

 

Split: Edição;

Pickoffs: encontrar e abater um adversário que está isolado de sua equipe;

Team fights (tf): Lutas em equipe;

Early game: o early game é a fase inicial de rotas e selva que vai do minuto 0 até cerca de 14 minutos, terminando quando as barricadas caem e os jogadores começam a se reunir para objetivos de meio de jogo.

Mid game: O mid-game(tipicamente entre os 15 e 28 minutos) começa quando a fase de rotas termina, as primeiras torres caem e os jogadores passam a realizar movimentações pelo mapa focadas no macro, controle de objetivos (Dragões e Barão) e confrontos em grupo;

Stomp: No mundo dos games, significa que uma equipe foi totalmente dominante/dominada na partida;

Picks & bans: Etapa que antecede o jogo no qual os times banem campeões que não querem enfrentar e escolhem os personagens que irão jogar;

Kills: Abates.

Bélgica e Egito terminaram em 1 a 1; partida entre Irã e Nova Zelândia ficou no 2 a 2
por
Julia Naspolini
Maria Paula Alves
Martim Tarifa
Theo Fratucci
|
17/06/2026 - 12h

As equipes do Grupo G começaram com empates na última segunda-feira (15), as duas partidas ocorreram nos Estados Unidos.

No Estádio de Seattle, a Bélgica tomou um susto do Egito, em uma partida que ficou no 1 a 1. Já em Los Angeles, Irã e Nova Zelândia terminaram no 2 a 2. Veja os detalhes dos confrontos:

Bélgica X Egito

O duelo começou de maneira surpreendente, com os africanos controlando a posse de bola, não demorou muito para o domínio se transformar em bola na rede.

Após receber um passe do craque Mohamed Salah, o meio-campista Ashour arriscou de fora da área e surpreendeu o goleiro belga Courtois, que não alcançou o chute. Egito na frente aos 19 minutos de jogo.

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Emam Ashour, goleador do Egito, ainda foi eleito o “jogador superior da partida” pela FIFA. Foto: FIFA/Reprodução

Os belgas, apesar de serem amplamente favoritos antes do início do duelo, desapontaram os torcedores com um futebol de poucas chances criadas no primeiro tempo, e contaram com a estrela de Courtois, que operou boas defesas, para não ir para o intervalo com um prejuízo maior.

Na segunda etapa, os comandados por Rudi Garcia foram mais criativos e conseguiram fazer o volume de jogo se tornar chances claras de gol. Apesar disso, os africanos não se acomodaram e continuaram criando oportunidades para ampliar o placar, porém, não aproveitadas.

O empate saiu aos 21 minutos. Após cruzamento de Meunier pela direita, Romelu Lukaku, que tinha entrado poucos segundos antes, disputou com Hany e o zagueiro egípcio empurrou contra a própria meta. A esperança belga se reacendeu na partida. 

Após o gol, os europeus foram com força total em busca da virada, mas as melhores oportunidades pararam nas mãos de Shobeir, goleiro da seleção do Egito que fez ótima atuação em Seattle. 

A Bélgica volta a campo pela segunda rodada da fase de grupos contra o Irã no próximo domingo (21), às 16h (horário de Brasília). Já os egípcios viajam até Vancouver, no Canadá, para enfrentar a Nova Zelândia no mesmo dia, às 22h (horário de Brasília).

Irã X Nova Zelândia

Os neozelandeses entraram em campo com a formação 4-2-3-1, enquanto os iranianos adotaram o esquema 5-3-2.

O Irã começou a partida de forma promissora e criou sua primeira oportunidade logo aos 5 minutos. No entanto, após o lance inicial, a Nova Zelândia assumiu o controle do jogo e passou a dominar a posse de bola.

O primeiro gol da partida surgiu aos 7 minutos do primeiro tempo. A jogada começou na defesa neozelandesa e terminou com assistência do capitão Chris Wood para Elijah Just, camisa 11 da equipe, que finalizou e abriu o placar.

A melhor oportunidade do Irã na primeira etapa aconteceu aos 22 minutos. Em um contra-ataque, o camisa 10 avançou em jogada individual e acertou a trave ao finalizar.

Após a pausa para hidratação, a seleção iraniana cresceu na partida e passou a criar mais oportunidades ofensivas. A pressão resultou no gol de empate aos 32 minutos, quando Ramin marcou o primeiro gol de seu país no confronto.

Já aos 43 minutos, o Irã voltou a marcar em uma jogada ensaiada de bola parada. No entanto, o lance foi anulado por impedimento.

O primeiro tempo teve 6 minutos de acréscimo e terminou com as duas equipes buscando o ataque e criando oportunidades de finalização.

A Nova Zelândia voltou melhor para a segunda etapa, assumindo a frente do placar aos 54 minutos novamente com gol de Elijah Just e assistência do camisa nove Chris Wood. Mas após o gol, os neozelandeses recuaram e viram as substituições do Irã surtirem efeito.

Com as entradas de Mehdi Ghayedi e Ali Alipourghara, os persas ganharam habilidade nas pontas e estatura dentro da área. Assim, saiu o gol de empate. Ramin Rezaeian que havia feito o primeiro gol, cruzou para Mohammad Mohebi fazer um belo gol de cabeça com 64 minutos jogados.

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Jogo intenso, foi marcado por boas chances nos dois lados do campo. Foto: FIFA/Reprodução

O jogo foi disputado até o último segundo. Motivado pelo gol, o Irã passou a pressionar a Nova Zelândia e assumiu o protagonismo da partida, o que gerava espaço para contra-ataques rápidos dos neozelandeses.

Qualquer gol mudaria drasticamente a história de ambos os países na Copa do Mundo, mas não aconteceu. A partida terminou empatada em 2x2, deixando todos no Grupo G com 1 ponto somado. Dado que Bélgica e Egito também haviam empatado mais cedo por 1x1.

O pós-jogo da seleção iraniana foi polêmico. Em meio às tensões geopolíticas com os donos da casa, foi determinado que os persas ficariam hospedados no México, indo para os Estados Unidos apenas para os jogos e voltando no mesmo dia após o término da partida.

O atacante e capitão Mehdi Taremi deu uma declaração em uma coletica de imprensa após a partida sobre a situação: “O certo era dormirmos aqui, fazermos a recuperação amanhã. Temos que deixar o país agora. Isso não é bom para a gente, não é bom para o futebol. Numa Copa você tem que se preparar bem, há muito estresse. Não temos esse suporte. A Fifa tem que nos ajudar mais do que isso. Vamos ver o que vai acontecer no futuro”.

Durante essa fala, Taremi ainda não sabia que mais tarde seria detido no aeroporto por supostos problemas com a documentação. Fato que atrasou a volta para o México e consequentemente a recuperação dos atletas iranianos.

Na segunda rodada, o Irã enfrenta a Bélgica no dia 21 de junho às 16h do horário de Brasília e a Nova Zelândia encara o Egito no mesmo dia às 22h.
 

Argentina, Argélia, Jordânia e Áustria disputam a competição com outras 44 seleções
por
Lucas Farias
Lucas Leal
Mariana Luccisano
Octávio Alves
|
16/06/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 será a maior de todos os tempos. Com a participação de 48 seleções, o torneio acontece nos Estados Unidos, Canadá e México entre os dias 11 de junho e 19 de julho. Confira os integrantes do Grupo J:

Argentina

A seleção argentina faz parte do grupo J, junto com Argélia, Áustria e Jordânia, adversários que em teoria não devem apresentar dificuldades para a atual campeã. A estreia será contra a equipe argelina, no dia 16 de junho, às 22h (horário de Brasília). 

A Albiceleste vive uma boa fase, principalmente neste ciclo para 2026. Além do tricampeonato mundial na última edição, é a atual campeã da Copa América, chegando ao seu 16º título da competição. Nas Eliminatórias para o Mundial, foi líder absoluta com 38 pontos, nove pontos de vantagem para o segundo colocado, o Equador, vencendo 12 dos 18 jogos disputados.

O ciclo pré-Copa foi consistente. Em 2023, a tricampeã entrou em campo dez vezes e perdeu apenas uma partida, para o Uruguai. Em compensação, venceu a Seleção Brasileira em pleno Maracanã por 1 a 0. Em 2024, o bom momento continuou com o título da Copa América, sobre a Colômbia, garantindo o bicampeonato seguido da competição. 

Em 2025, confirmou sua vaga para a Copa do Mundo de 2026 em uma goleada histórica sobre o Brasil por 4 a 1, mesmo sem Lionel Messi em campo. Após o fim das Eliminatórias, disputou cinco amistosos e venceu todos, porém parte dos torcedores e da imprensa questionou o nível dos adversários, que eram considerados fracos. Inclusive foi por essas vitórias contra seleções mais fracas que a Argentina caiu no ranking da FIFA para a terceira colocação. 

Por ser a atual campeã da Copa América, existia a expectativa de disputar a Finalíssima contra a seleção da Espanha, atual campeã da Eurocopa. No entanto, não houve esse jogo por falta de acordo entre UEFA, CONMEBOL e a Associação de Futebol Argentino (AFA) sobre datas e local da partida. O jogo estava previsto para acontecer no Catar, mas a instabilidade no Oriente Médio devido a guerras dificultou a realização no país. Depois disso, divergências sobre a sede e o calendário das seleções impediram a realização da Finalíssima.

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Após conquistar a Copa América em 2024, os argentinos se tornaram os maiores campeões da competição, com 16 títulos. Foto: Reprodução/Instagram/@leomessi

O capitão Lionel Messi, já veterano e atual campeão, chega a Copa do Mundo fazendo 39 anos durante a competição. Depois de muitas frustrações com a sua seleção, Messi agora vive dias de glória no seu país. Mesmo acumulando ótimos números no campeonato americano, pelo Inter Miami, Messi pode gerar dúvidas nos torcedores sobre conseguir ter um desempenho de alto nível, principalmente por estar longe do futebol europeu desde sua saída do Paris Saint-Germain. 

Lionel Scaloni, técnico da seleção, chega à Copa do Mundo confiante em seu elenco e renovando parte do time. A chegada de jovens, como Nico Paz, Mastantuono, Thiago Almada e Giovanni Simeone, ganharam espaço neste ciclo. Por outro lado, não houve uma renovação no sistema defensivo e segue contando com jogadores experientes, como Otamendi, de 38 anos. 

O que pode preocupar a seleção argentina durante a copa, já que segundo dados do Transfermarkt, a média de idade argentina gira em torno de 28 anos, enquanto seleções como França possuem média de 27, e a Espanha, 26,7. Além disso, a aposentadoria de Ángel Di María da seleção também representa uma perda importante, principalmente pelo protagonismo na campanha do título de 2022.

O setor mais consolidado da seleção é o meio-campo, com um trio consolidado entre Rodrigo de Paul, Enzo Fernandes e Alexis Mac Allister, que combina força física de marcação e aceleração na transição ofensiva. Para esta Copa, a profundidade do elenco aumentou com a entrada de Ezequiel Palácios, Giuliano Simeone, Tiago Almada, Franco Mastantuono ou Cláudio  Echeverri. O meio campo argentino já demonstrou controle absoluto dessa região central em jogos decisivos e é uma das peças chaves, se não a principal, da equipe de Lionel Scaloni. Em comparação com 2022, a estrutura da Argentina deve ser mantida, com cerca de 17 jogadores do elenco campeão presente nesta Copa do Mundo. 

Devido  a condição física de Lionel Messi, já com 38 anos, há uma grande dúvida sobre como o time se comporta sem seu craque em campo. Porém, pelas Eliminatórias, a Albiceleste deu boas respostas mesmo sem seu capitão, como a goleada por 4 a 0 contra o Brasil e a vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, mostraram que a equipe possui alternativas dentro de seu próprio elenco, tanto para jogar sem Messi, quanto para o futuro da seleção. 

Muito se aposta no craque Julián Álvarez, que é destaque nesta temporada pelo Atlético de Madrid. Ele é o principal cotado para assumir o protagonismo da nova geração argentina e seguir o legado de Messi. Álvarez, foi decisivo na última copa, marcando quatro gols, sendo dois na semifinal contra a Croácia. Agora o atacante de 26 anos é titular da equipe e é referência tanto na seleção, quanto no time espanhol.

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Seleção argentina celebra gol em amistoso contra Honduras. Foto: Reprodução/Instagram/@afaseleccion

Sobre a forma de jogar, a Argentina possui um meio-campo muito forte e estruturado, sendo uma das principais armas da equipe de Lionel Scaloni. A seleção costuma atuar com bloco compacto, pressão intensa sem a bola e agressividade na recuperação pós-perda.

Na construção ofensiva, geralmente realiza saída de bola com três jogadores, utilizando os dois zagueiros junto de um volante recuando entre eles, ou até o goleiro Emiliano Martínez. Com a ideia de atrair a pressão adversária para atacar espaços nas costas da linha da defesa.

Scaloni valoriza as triangulações por dentro na criação de jogadas entre laterais, meias e pontas. Lionel Messi costuma desacelerar a passada para receber entrelinhas, onde encontra espaço para criar chances para os atacantes Lautaro Martínez e Julián Álvarez atacarem em profundidade. Quando pressionada, a Argentina recorre à ligação direta de “Dibu” Martínez para disputarem fisicamente a posse de bola e sustentarem o ataque. Defensivamente, Messi possui poucas obrigações de marcação, ficando mais avançado e “engatilhado” para os contra-ataques.

Por outro lado, o modelo de jogo argentino também apresenta riscos, em especial a saída de bola que atrai a pressão adversária podendo ficar vulnerável, principalmente contra seleções mais qualificadas.

A Argentina é tricampeã mundial e protagonizou alguns dos episódios mais emblemáticos dos Mundiais. O principal deles aconteceu em 1986, quando Diego Maradona, ídolo nacional, marcou o polêmico gol da “Mão de Deus” contra a Inglaterra durante as quartas de final, usando a mão para abrir o placar em um dos jogos mais históricos da Copa. Na mesma partida, o argentino também marcou o chamado “Gol do Século”, driblando quase todo o time inglês.

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O famoso gol da “Mão de Deus” aconteceu na vitória dos argentinos por 2 a 1 sobre a Inglaterra. Foto: Divulgação/FIFA

Outra curiosidade envolve a Copa de 1990, quando surgiu a polêmica da “água batizada”. Após a eliminação do Brasil para a Argentina, o lateral Branco acusou a comissão argentina de oferecer uma garrafa de água com tranquilizante durante o jogo. Anos depois, o Maradona, que estava em campo, confirmou o episódio e virou uma das histórias mais controversas dos bastidores das Copas.

Toda essa mística em torno da seleção ajuda a explicar a força da torcida argentina, considerada uma das mais apaixonadas do mundo. Diferentemente das torcidas organizadas brasileiras, as argentinas possuem uma estrutura de hierarquia e financiamento para apoiar a Albiceleste. Na Argentina, o povo se une por uma questão de identidade nacional para torcer pela seleção, e agora sem o peso do jejum e sendo a atual campeã, o apoio à equipe de Lionel Scaloni se fortalece ainda mais.

Confira a lista de convocados para a Copa do Mundo 2026: 

Goleiros: Emiliano Martínez (Aston Villa), Gerónimo Rulli (Olympique Marselha) e Juan Musso (Atlético de Madrid);

Defensores: Nahuel Molina (Atlético de Madrid), Gonzalo Montiel (River Plate), Cuti Romero (Tottenham), Otamendi (Benfica), Lisandro Martínez (Manchester United), Leonardo Balerdi (Olympique de Marselha), Nicolás Tagliafico (Lyon) e Facundo Medina (Olympique de Marselha);

Meio-campistas: De Paul (Inter Miami), Enzo Fernández (Chelsea), Paredes (Boca Juniors), Mac Allister (Liverpool), Valentín Barco (Strasbourg), Lo Celso (Betis), Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen), Thiago Almada (Atlético de Madrid) e Nico Paz (Como);

Atacantes: Lionel Messi (Inter Miami), Nico González (Atlético de Madrid), Giuliano Simeone (Atlético de Madrid), Flaco Lopez (Palmeiras), Julián Álvarez (Atlético de Madrid) e Lautaro Martínez (Inter de Milão).

 

Argélia

A seleção argelina de futebol, reconhecida internacionalmente pelo apelido de "As Raposas do Deserto" (Les Fennecs), detém um retrospecto de relevância na história do esporte africano. Até o presente momento, o país classificou-se para quatro edições da Copa do Mundo FIFA: Espanha (1982), México (1986), África do Sul (2010) e Brasil (2014). 

Embora não apresente o mesmo volume de participações de outras equipes do continente, como Camarões e Nigéria, a Argélia registrou resultados expressivos e recordes táticos em suas campanhas globais. Atualmente, a federação e a equipe técnica estruturam o ciclo preparatório com o objetivo de garantir vaga e um desempenho competitivo na Copa do Mundo de 2026, a ser realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

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Último título continental da Argélia foi a Copa Africana de Nações (CAN), em 2019. Foto: Reprodução/Instagram/@riyadmahrez26.7

A inserção da Argélia no cenário global de forma contundente ocorreu na Copa do Mundo de 1982, sediada na Espanha. A seleção norte-africana protagonizou um marco estatístico ao se tornar a primeira equipe do seu continente a derrotar uma seleção europeia na história da competição. A vitória ocorreu contra a Alemanha Ocidental pelo placar de 2 a 1, com gols de Rabah Madjer e Lakhdar Belloumi. Além deste feito, a Argélia foi a primeira seleção africana a registrar duas vitórias em uma única edição de Copa do Mundo, derrotando também a seleção do Chile.

Entretanto, a campanha foi encerrada na primeira fase devido a um evento esportivo que gerou intensa repercussão internacional, batizado pela imprensa europeia como o "Desastre de Gijón". Na rodada final do grupo, Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo cientes de que uma vitória alemã pela margem de exatos um ou dois gols de diferença classifica ambas as seleções, resultando na eliminação direta da Argélia. Após a Alemanha Ocidental abrir o placar aos dez minutos de jogo, as duas equipes diminuíram drasticamente a intensidade competitiva, limitando-se a trocar passes no meio-campo sem objetividade ofensiva até o encerramento da partida.

A eliminação da Argélia sob estas circunstâncias provocou uma revisão formal do regulamento por parte da FIFA. A entidade determinou que, a partir da Copa do Mundo de 1986, todos os jogos decisivos da última rodada da fase de grupos passassem a ser realizados de forma simultânea. 

Esta regra é mantida até os dias atuais para evitar manipulações de resultados baseadas em vantagens matemáticas pré-calculadas. No ciclo seguinte, a seleção argelina confirmou sua consistência ao se classificar para o Mundial de 1986 no México, sendo a primeira nação africana a registrar participações consecutivas no torneio.

Apesar das glórias, o caminho da Argélia também é pavimentado por dores profundas. Após uma campanha desastrosa nas eliminatórias para a Copa da Rússia em 2018, terminando na amarga lanterna de um grupo que contava com Nigéria, Zâmbia e Camarões, a expectativa de redenção estava totalmente voltada para a Copa de 2022, no Catar.

A vaga seria decidida em um confronto de playoffs diretos e dramáticos contra o velho algoz: Camarões. O que aconteceu naqueles dias entrou para a história como um dos traumas esportivos mais brutais já vividos no continente.

No jogo de ida, disputado em solo camaronês, a Argélia mostrou enorme maturidade tática e venceu por 1 a 0, graças ao gol do veterano e artilheiro Islam Slimani. A vaga parecia nas mãos. O jogo de volta ocorreu no Estádio Mustapha Tchaker, na cidade argelina de Blida. Contudo, em um duelo tenso, Camarões devolveu o placar no tempo normal, com gol de Choupo-Moting, forçando a prorrogação. No tempo extra, aos 118 minutos, Ahmed Touba subiu mais alto que a defesa e marcou o gol de empate. A explosão de alegria tomou conta de Blida; o gol dava a classificação à Argélia. 

Entretanto, no último lance da partida, Karl Toko Ekambi encontrou espaço na área argelina e marcou o gol da vitória por 2 a 1 para Camarões. Pelo critério de gols marcados fora de casa, a Argélia estava fora. A imagem que resumiu o fracasso de uma seleção que tinha tudo para brilhar no Catar foi a do ex-técnico e ídolo da nação, Djamel Belmadi.

O respeito imenso que a Argélia impõe hoje é fruto direto do talento de ídolos que desbravaram o mundo. Nomes que não são apenas lembrados, mas reverenciados. Lakhdar Belloumi é considerado, em consenso quase unânime, o maior jogador argelino de todos os tempos. Cerebral e elegante, o meia foi o grande craque da Argélia nos anos 1980 e a principal mente por trás da histórica vitória sobre a Alemanha Ocidental na Copa do Mundo de 1982. 

Outro histórico é Rabah Madjer,  tornou-se ídolo do FC Porto e entrou para a história do futebol mundial pelo lendário gol de calcanhar na final da Liga dos Campeões da Europa de 1987, sendo reconhecido como um dos maiores nomes africanos daquela década. Por sua vez, Djamel Belmadi, além de ter sido um jogador de grande qualidade, eternizou-se como o treinador que conduziu a seleção ao título da Copa Africana de Nações de 2019, disputada no Egito.

Hoje, a seleção argelina é um reflexo direto de sua diáspora e de sua cultura, caracterizada pela altíssima técnica individual, transições rápidas pelos lados do campo e uma forte e indissociável influência da escola francesa de formação, visto que muitos de seus talentos nascem ou jogam na França. A espinha dorsal da equipe conta com uma mistura invejável de veteranos consagrados e jovens sedentos por glória.

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Benaccer possui mais de 50 jogos oficiais pela seleção argelina. Foto: Reprodução/Instagram/@ismaelbennacer

Riyad Mahrez  é o grande emblema da geração moderna e atual capitão da seleção. O ponta de pé esquerdo é famoso por seus dribles desconcertantes, passes milimétricos e chutes colocados com curva. Ismaël Bennacer é fundamental tanto na articulação das jogadas quanto na intensa marcação,pois ele dita o ritmo da equipe atuando no mais alto nível do rigor tático do futebol italiano, já que atua no Milan.

A Argélia é o maior país da África em extensão territorial e está localizada no norte do continente, entre o Mar Mediterrâneo e o deserto do Saara. Cerca de 80% do território argelino é formado pelo Saara, enquanto a maior parte da população vive nas regiões do norte, onde o clima é mais favorável.

A cultura argelina é resultado da mistura de influências árabes, berberes, africanas, otomanas e francesas. O árabe é a língua oficial, mas o francês é bastante usado no cotidiano, principalmente em escolas, empresas e meios de comunicação. Além disso, muitas comunidades preservam línguas berberes tradicionais.

A culinária tem como destaque o cuscuz, considerado um dos pratos mais populares do país. Chá, café e doces também fazem parte da rotina, especialmente quando há visitas em casa. A hospitalidade é valorizada na sociedade argelina, e encontros familiares costumam ter bastante importância.

Na música, o estilo Raï se tornou um dos símbolos culturais da Argélia, principalmente a partir da cidade de Orã. O gênero ganhou projeção internacional com artistas como Cheb Khaled.

A Argélia busca agora renovar suas forças com a integração plena de talentos como Bennacer, Gouiri e Aouar, mesclados à genialidade cadenciada de Riyad Mahrez. O objetivo é exorcizar o fantasma de Blida e brilhar na América do Norte. As Raposas do Deserto têm plenas condições de não apenas sobreviver a este Grupo J, mas de avançar e, quem sabe, surpreender e ser a zebra da competição. 

Veja a lista dos 26 argelinos convocados para a Copa do Mundo 2026: 

Goleiros: Luca Zidane (Granada), Oussama Benbot (USM Alger), Melvin Mastil (Stade Nyonnais) e Abdelatif Ramdane (MC Alger);

Defensores: Rafik Belghali (Hellas Verona), Samir Chergui (Paris FC), Rayan Ait-Nouri (Manchester City), Jaouen Hadjam (Young Boys), Aissa Mandi (Lille), Ramy Bensebaini (Borussia Dortmund), Zineddine Belaid (JS Kabylie), Achref Abada (USM Alger) e Mohamed Amine Tougai (Espérance de Tunis);

Meio-campistas: Nabil Bentaleb (Lille), Hicham Boudaqui (Nice), Houssem Aouar (Al-Ittihad), Farès Chaibi (Frankfurt), Ibrahim Maza (Bayer Leverkusen), Yacine Titraoui (Royal Charleroi) e Ramiz Zerrouki (Twente);

Atacantes: Mohamed Amine Amoura (Wolfsburg), Nadhir Benbouali (Gyor), Adil Boulbina (Al-Duhail), Farès Ghedjemis (Frosinone), Amine Gouri (Olympique de Marseille), Anis Hadj Moussa (Feyenoord) e Riyad Mahrez (Al-Ahli).

 

Jordânia

Pela primeira vez em sua história, a seleção da Jordânia disputará a Copa do Mundo. “Os Cavalheiros”, como são conhecidos,  foram uma das primeiras equipes a se classificar para o torneio e dentre as seleções estreantes eles foram os que tiveram os melhores resultados durante o ciclo. 

Atuais Vice-Campeões da Copa da Ásia e da Copa Árabe, a equipe se classificou nas eliminatórias após passar de forma vitoriosa por um difícil grupo com a seleção da Árabia Saudita, que era uma das favoritas a passar de maneira antecipada. A equipe do treinador marroquino Jamal Sellami surpreendeu a todos e conquistou a inédita vaga no maior torneio futebolístico do planeta.

Em entrevista à AGEMT, a jornalista esportiva jordaniana Hiba Sabbagh descreveu o momento como mágico. Ela relata que a classificação mudou o cotidiano na Jordânia de forma muito emocionante. As ruas ficaram cheias de comemorações, carros carregando bandeiras jordanianas, famílias reunidas para assistir aos jogos e cafés lotados de torcedores. “Até mesmo pessoas que nunca tiveram interesse por futebol passaram a se conectar emocionalmente com a seleção nacional, porque sentiam que os jogadores representavam os sonhos de todo o país".

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Seleção da Jordânia se classificou ao Mundial após vencer Omã por 3 a 0. Foto: Divulgação/Jordan FA

A Jordânia tem 11 milhões de habitantes e é uma nação que faz fronteira com diversos países que enfrentaram ou enfrentam conflitos armados severos, porém, se tornou um "oásis" em meio a uma região marcada por tensões geopolíticas. O país é mundialmente reconhecido pelo apoio a refugiados de diversas nações, mas principalmente com palestinos. Hiba comenta que “culturalmente, a Jordânia é um país construído sobre resiliência, hospitalidade e orgulho.” Ela destaca que os jordanianos permanecem unidos nos momentos difíceis, e esse espírito se reflete na seleção nacional. “O futebol tornou-se um espelho da personalidade jordaniana: humilde, mas ambiciosa; calma, mas apaixonada"

Conhecida por ser parte da Terra Santa e por abrigar uma das 7 maravilhas do mundo moderno, – Petra, a cidade rosa, que foi esculpida inteiramente em rochas pelos povos Nabateus – além de ter o ponto mais baixo da Terra, localizado a mais de 420 metros abaixo do nível do mar. O local tem uma concentração de sal tão alta que oferece uma experiência de flutuação na água. Agora o desafio da seleção da Jordânia é ser reconhecida não só pelas atrações turísticas, mas também pelo futebol.

Após começo ruim nas eliminatórias da Copa do Mundo, o presidente da Federação Jordaniana de Futebol, príncipe Ali Bin Al Hussein tem promovido mudanças estruturais severas no futebol jordaniano, que gradativamente vai colhendo os frutos das políticas estratégicas adotadas pelo mandatário. 

O príncipe foi responsável por trazer treinadores de renome internacional e investir pesado na seleção principal. Embora nomes como Harry Redknapp tenham passado pelo time, foi a estabilidade do trabalho recente sob o comando do marroquino Jamal Sellami, que chegou após o sucesso de outro compatriota, Hussein Ammouta, que consolidou o estilo de jogo da equipe. O presidente afirma que sua grande inspiração de projeto esportivo é Marrocos, que despontou como potência na última Copa do Mundo, chegando na semifinal e ficando com a quarta colocação.

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Jamal Sellami comanda os jordanianos desde junho de 2024. Foto: Divulgação/Jordan FA

A grande virada de chave do futebol jordaniano chegou novamente com inspiração na fórmula marroquina. Com o investimento pesado na construção das Prince Ali Football Academies, que hoje funcionam sob uma visão renovada de padrões internacionais para identificar talentos em todas as províncias do país. Esse investimento permitiu o surgimento de uma geração talentosa, liderada pelo craque da seleção, Musa Al-Tamari, jogador do Rennes da França e apelidado de "Messi árabe".

A equipe tem um DNA tático muito claro, saber sofrer e se defender, e se organizar rapidamente após a retomada da posse de bola. Na fase ofensiva, o time adota um 4-2-3-1 bem leve e prioriza o vigor físico e transições rápidas. Defensivamente a equipe se posta em um 5-4-1 tentando ao máximo compactar as linhas defensivas para roubar a bola e partir para o contra-ataque. Porém, a equipe enfrenta grandes dificuldades na fase de recomposição após os contra-ataques, tendo a maior quantidade de gols sofridos em bolas longas nas costas da defesa. 

Em sua estreia no maior palco mundial, a Jordânia irá encarar um desafio. Presente no grupo J do torneio, a equipe tem pela frente a atual campeã do mundo, a Argentina, e também enfrentará Áustria e Argélia. 

Além de estrear em um grupo extremamente difícil, a seleção ainda está convivendo com uma onda de lesões de jogadores que foram importantes no ciclo da equipe para chegar a copa, um exemplo são os atacantes Yezan Al-Naimat e Ali Olwan, que vem se recuperando de lesões graves.

Porém, mesmo com estas complicações a população está em profundo estado de celebração. De acordo com Hiba, só da seleção estar disputando o torneio, os jordanianos se sentem extremamente gratos aos jogadores que estão proporcionando este momento ao povo. “O sentimento é muito mais profundo do que apenas celebração. Claro que há felicidade e empolgação, mas também existe orgulho, gratidão e um forte senso de pertencimento. Para eles, isso significa provar que sonhos podem se tornar realidade quando paixão, união e crença se unem.”, afirma a jornalista.

A seleção já havia ficado próxima da classificação para a Copa do Mundo de 2014, a Jordânia eliminou Nepal, China e Singapura nas fases iniciais e terminou apenas três pontos atrás da Austrália no grupo que valia a vaga no Mundial. Entretanto, os Cavalheiros ainda tinha a repescagem continental, na qual venceram o Uzbequistão, após uma disputa de pênaltis que teve dez cobranças para cada lado. Entretanto, no confronto internacional, acabaram sendo goleados pelo Uruguai por 6 a 0 em casa.

Confira a lista de convocados para a Copa do Mundo 2026:

Goleiros: Yazeed Abu Laila (Al-Hussein), Abdullah Al-Fakhouri (Al-Wehdat) e Nour Bani Attiah (Al-Faisaly);

Defensores: Abdallah Nasib (Al-Zawraa), Saed Al-Rosan ((Al-Hussein), Yazan Al-Arab (Seul), Saleem Obaid (Al-Hussein), Mohammad Abualnadi (Selangor), Husam Abu Dahab (Al-Salmiya); Ihsan Haddad (Al-Hussein), Anas Badawi (Al-Faisaly), Mohannad Abu Taha (Al-Quwa Al-Jawiya) e Mohammad Abu Hashish (Al-Karma);

Meio-campistas: Nour Al-Rawabdeh (Selangor), Nizar Al-Rashdan (Qatar SC), Ibrahim Sadeh (Al-Karma), Rajaei Ayed ((Al-Hussein), Amer Jamous (Al-Zawraa) e Mohammad Al-Dawoud (Al-Wehdat);

Atacantes: Mahmoud Al-Mardi (Al-Hussein), Musa Al-Taamari (Rennes), Mohammad Abu Zrayq (Raja CA), Ali Al-Azaizeh (Al-Shabab), Odeh Fakhouri (Pyramids), Ibrahim Sabra (Lokomotiva Zagreb) e Ali Olwan (Al-Sailiya).

 

Áustria

A Áustria é uma das 48 seleções que garantiram uma vaga na Copa do Mundo de 2026. A última participação do país na competição havia sido em 1998, quando foi eliminada ainda na fase de grupos sem vencer nenhuma partida. Este ano, os austríacos retornam à Copa no grupo J, da atual campeã Argentina e das seleções da Argélia e Jordânia.

Essa será a oitava participação da seleção europeia em Copas, que tenta voltar a vencer uma partida após 36 anos — o último triunfo ocorreu em 1990, quando bateu os Estados Unidos por 2 a 1. Apesar de não ser uma equipe de tradição no torneio, conquistou em 1954 sua melhor colocação na história: um terceiro lugar, diante de um Uruguai que era o maior campeão do mundo até então.

Desde o fim da última Copa do Mundo, a Áustria disputou 36 partidas divididas em amistosos e competições (Liga das Nações, Eliminatórias da Euro, Eurocopa e Eliminatórias da Copa). Os comandados do treinador Ralf Rangnick tiveram um desempenho acima do esperado ao longo dos últimos quatro anos. Na Liga das Nações, foram 2° lugar da Liga B, com chances de promoção para a Liga A. Nas eliminatórias da Euro, conquistaram o 2° lugar de seu grupo, garantindo vaga para a Eurocopa 2024. Já na Eurocopa, a equipe disputou as oitavas de final. E, por fim, conquistaram o 1° lugar de seu grupo nas eliminatórias da Copa do Mundo, garantindo uma vaga para o Mundial deste ano.

Até o momento, a seleção austríaca venceu 23 partidas, empatou sete e perdeu apenas seis jogos neste último ciclo de Copa do Mundo (ainda vão jogar dois amistosos contra Tunísia e Guatemala), resultando num aproveitamento de 70,4%.

Alguns jogadores que foram destaques pela equipe nas competições vão marcar presença no Mundial de 2026. Marko Arnautović é considerado por muitos o maior ídolo da história da Áustria. O centroavante passou a ter duas marcas invejáveis em seu currículo: é o jogador com maior número de partidas disputadas (132) e gols feitos (47) por sua equipe nacional. Foi um dos artilheiros deste ciclo, com 11 gols marcados. Michael Gregoritsch, ao lado de Arnautović, é uma das esperanças de gols na competição. Com 17 gols marcados, foi o artilheiro da equipe nos últimos quatro anos.

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Ataque austríaco é liderado por Sabitzer e pelo experiente Arnautovic. Foto: Reprodução/Instagram/@m.arnautovic7

Pelo meio-campo, Marcel Sabitzer é um dos jogadores mais técnicos do elenco, com passagens por grandes equipes como Bayern de Munique, Manchester United e Borussia Dortmund, onde joga atualmente. O atleta tem contribuído com excelência em gols e assistências nas partidas que atua por sua seleção. Na lateral esquerda, David Alaba teve problemas sérios com lesões ao longo das últimas temporadas, mas mesmo assim é um jogador que pode vir a ser útil se estiver em boas condições físicas. O atleta já jogou pelo Bayern de Munique e Real Madrid. É versátil e pode atuar também como zagueiro e meio-campista, que o torna uma peça coringa no elenco.

A seleção austríaca conseguiu se encontrar com o treinador Rangnick, que esteve à frente do cargo neste ciclo inteiro de Copa. Com pouca tradição no futebol, esta é uma das gerações com maior potencial em toda sua história.

Apesar disso, não terá vida fácil neste mundial: enfrentará a Jordânia, atual vice-campeã das Copas da Ásia e Árabe; a Argentina, atual campeã do mundo, da Copa América e uma das favoritas a vencer o torneio; e a Argélia, que conquistou pelas Eliminatórias da África uma vaga na competição sem maiores dificuldades.

O novo formato da Copa do Mundo pode ajudar a Áustria a garantir uma vaga no mata-mata. São 48 seleções divididas em 12 grupos, as duas primeiras colocadas de cada grupo passam para a próxima fase, assim como as oito melhores terceiras colocadas. Ou seja, é preciso vencer ao menos uma das três partidas para sonhar com uma vaga na fase eliminatória.

Veja a lista de convocados da Áustria para a oitava participação em Mundiais:

Goleiros: Alexander Schlager, Florian Wiegele e Patrick Pentz;

Defensores: David Affengruber, Kevin Danso, Stefan Posch, David Alaba, Philipp Lienhart, Phillipp Mwene, Alexander Prass, Marco Friedl e Michael Svoboda;

Meio-campistas: Xaver Schlager, Nicolas Seiwald, Marcel Sabitzer, Florian Grillitsch, Carney Chukwuemeka, Romano Schmid, Christoph Baumgartner, Konrad Laimer, Patrick Wimmer, Paul Wanner e Alessandro Schopf;

Atacantes: Marko Arnautović, Michael Gregoritsch e Sasa Kalajdzic.

Equipes conquistam primeiros pontos na competição; americanos levam vantagem no saldo de gols
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral
Vinicius Zini
|
16/06/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 começou com goleada de um dos anfitriões, os Estados Unidos, e com uma vitória surpreendente da Austrália. Confira mais detalhes sobre as partidas do Grupo D:

Estados Unidos 4 X 0 Paraguai

Os Estados Unidos venceram o Paraguai por 4 a 1 no jogo de estreia das duas equipes, pertencentes ao Grupo D, na Copa do Mundo. A partida ocorreu na última sexta-feira (12), no Los Angeles Stadium, em Inglewood, Califórnia. Os norte-americanos dominaram a partida e garantiram seus primeiros três pontos na competição.

Desde os minutos iniciais, os anfitriões adotaram uma postura agressiva, pressionaram a saída de bola paraguaia e exploraram os espaços pelos lados do campo. Foi logo aos sete minutos da primeira etapa que a equipe comandada pelo técnico Mauricio Pochettino abriu o placar do jogo. Depois de uma jogada construída por Christian Pulisic, o volante paraguaio Damián Bobadilla desviou a bola em direção ao gol após cruzamento de Weston McKennie, marcando um gol contra. 

O segundo gol veio aos 31 minutos, ainda do primeiro tempo. Pulisic pela ponta esquerda deu um passe para o centroavante americano, Folarin Balogun que, de dentro da área, finalizou de primeira e ampliou o placar. 

Já nos acréscimos do mesmo período, Balogun recebeu a bola na entrada da área pela direita, cortou o zagueiro paraguaio em direção a marca penal, finalizou com a perna esquerda no ângulo do goleiro Orlando Gill e fez com que os Estados Unidos fossem para o intervalo com uma vantagem de 3 a 0.

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Balogun foi o primeiro jogador da história dos EUA a fazer dois gols na mesma partida de uma Copa do Mundo desde 1930. Foto: Reprodução/Instagram/@balogun

Na volta do intervalo, os paraguaios buscaram uma postura mais ofensiva e aos 28 minutos do segundo tempo conseguiram diminuir a diferença no placar. Após um passe de Julio Enciso, Mauricio chegou na área, finalizou e marcou o único gol da equipe sul-americana na partida. Apesar de não ameaçarem a vitória dos donos da casa, o marco foi histórico, pois encerrou o jejum da seleção de 16 anos sem marcar gols em Copas do Mundo. 

Mesmo assim, os EUA continuaram sufocando a equipe paraguaia com grande superioridade no volume de jogo, o que dificultou ainda mais a tentativa da equipe de conter as transições americanas.

Já nos acréscimos finais, os anfitriões aproveitaram mais uma desatenção defensiva da equipe adversária. Freeman tocou a bola para Giovani Reyna, que, com um toque sutil de genialidade, estufou as redes do goleiro paraguaio com um chute de trivela, gol que fechou o placar em 4 a 1. O resultado garantiu a maior goleada dos Estados Unidos em uma partida de Copa do Mundo e levou a seleção à liderança provisória do Grupo D.

Na próxima rodada, os Estados Unidos enfrentam a Austrália, na sexta-feira (19), às 16h (horário de Brasília), enquanto o Paraguai buscará a recuperação contra a Turquia no sábado (20), às 00h (horário de Brasília).

 

Austrália 2 X 0 Turquia

No último domingo (14), a Austrália venceu a Turquia por 2 a 0 na estreia das equipes pelo Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Com capacidade para pouco mais de 54.000 pessoas, o palco da partida, o Estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá, quase lotou e registrou a marca de 52.497 telespectadores presentes.

Pela primeira vez na história, Austrália e Turquia se enfrentaram em um Mundial, já que as duas seleções nunca tinham disputado uma mesma edição da competição. A seleção australiana voltou a vencer o primeiro jogo da Copa, algo que não acontecia desde 2006. Já os turcos, que estão em sua terceira participação no campeonato, saíram derrotados em todas as estreias que tiveram.

Com gols em ambos os tempos, o jogo – que ocorreu na madrugada de sábado para domingo aqui no Brasil – ficou marcado por destaques individuais e uma intensa entrega tática e física por parte dos Socceroos, o que permitiu sua eficiência tanto na defesa quanto no ataque. Mesmo com a bola durante maior parte do tempo, a seleção turca não traduziu esse domínio em chances claras de gol.

Os dez minutos iniciais foram uma amostra do que seria o restante do confronto. A Austrália, que esboçou uma pressão assim que o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela apitou para a bola rolar, logo em seguida colocou sua estratégia em prática: comprometimento defensivo com uma linha de cinco atrás e saída rápida para os contra-ataques.

A Turquia, com seu estilo ofensivo e a qualidade de seus jogadores, tentava encontrar algum espaço para o caminho do gol. Dessa forma, em uma bonita jogada, o capitão e camisa 10 Çalhanoğlu tocou para Arda Güler, que fez um corta-luz. Kökçü dominou e passou para Güler, que já havia avançado para receber a bola. O camisa 8 ajeitou para a perna esquerda, mas chutou por cima da meta.

Até a parada para hidratação, a partida ficou mais equilibrada. As duas seleções tentaram, porém tiveram poucas oportunidades. Logo após o reinício, a Turquia teve sua primeira chance de perigo. Yilmaz cruzou pela esquerda para Arda Güler, que finalizou de primeira na entrada da área, e Beach agarrou a bola. Ali marcou o início das boas defesas que o goleiro australiano faria no restante do jogo.

A resposta da Austrália foi imediata. Depois da investida turca, os Socceroos partiram para o ataque com um lançamento em profundidade de Okon-Engstler para Irankunda. Já em seu domínio, o atacante de apenas 20 anos deixou Demiral para trás e ficou cara a cara com o goleiro Çakır. Irankunda chutou rasteiro no canto e abriu o placar para a seleção australiana aos 26 minutos do primeiro tempo. No momento do gol, o camisa 17 tornou-se o jogador mais jovem da Austrália a marcar em uma edição da Copa do Mundo.

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Nestory Irankunda foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/Socceroos

A seleção turca quase empatou nos minutos seguintes. O zagueiro Bardakçı acertou um forte chute de fora da área. Antes de bater na trave, Beach havia parado a finalização com outra ótima defesa. Até o final do primeiro tempo, a Turquia teve uma troca de passes lenta e tentou muitas jogadas pela esquerda, mas longe de obter sucesso. No lado australiano, as transições ofensivas foram mais efetivas e levaram mais perigo.

A segunda etapa começou com chutes de fora da área de Çalhanoğlu e Yüksek. O segundo desviou e assustou Beach. Com sua principal arma defensiva e ofensiva no jogo aéreo, a Austrália quase ampliou o placar na cabeçada do capitão Souttar em cobrança de escanteio, mas parou na defesa de Çakır. Em seguida, Arda Güler bateu uma falta perigosa no canto de Beach, mas o goleiro de apenas 22 anos defendeu mais uma vez.

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Patrick Beach fez apenas seu terceiro jogo com a seleção da Austrália. Foto: Reprodução/X/Socceroos

A partida ficou monótona por um bom tempo: a seleção australiana mantinha-se recuada e a Turquia colecionava finalizações travadas na defesa. Depois da parada para hidratação, Çalhanoğlu enfiou a bola para Çelik, que sem ângulo chutou em Beach. Aos 29 minutos do segundo tempo, o cenário dos turcos ficou ainda pior. Metcalfe arrancou pelo meio com liberdade e finalizou da entrada da área. Çakır não alcançou e a bola entrou no canto, para aumentar o placar para os Socceroos.

O restante do confronto resumiu-se em chutes de fora da área por parte da seleção turca, enquanto a Austrália defendia-se mais do que nunca. Çalhanoğlu cobrou uma falta que também parou no destaque Beach. Perto dos acréscimos finais, o craque turco ainda cruzou para Demiral. O zagueiro cabeceou para fora, em um dos raros momentos em que a Turquia levou vantagem sobre os gigantes defensores australianos. Jesús Valenzuela apitou pela última vez aos 51 minutos e confirmou os 2 a 0 para os australianos.

A Austrália volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 16h (horário de Brasília) contra um dos anfitriões, os Estados Unidos, no Lumen Field, em Seattle. A partida marca o encontro de duas seleções que venceram seus compromissos de estreia. A Turquia, por sua vez, retorna aos gramados no próximo sábado (20), às 00h (horário de Brasília), para enfrentar o Paraguai, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. Os confrontos são válidos pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo e podem definir a classificação das seleções para a fase de mata-mata.

Na primeira rodada da fase de grupos, os alemãs golearam o Curaçao, e os Elefantes quebraram a invencibilidade de 19 jogos do Equador
por
Érico Soares
Gustavo Tonini
Lorena Basilia
Maria Luiza Pêgo
|
16/06/2026 - 12h

No último domingo (14), as seleções do grupo E entraram em campo pela primeira vez na Copa do Mundo 2026. A Alemanha confirmou o favoritismo ao vencer com tranquilidade o Curaçao. No outro confronto, em jogo equilibrado, a Costa do Marfim fez gol no final do jogo e garantiu os três pontos.

Alemanha 7 X 1 Curaçao

A experiente seleção da Alemanha enfrentou a estreante Curaçao, às 14h. A partida foi disputada no Estádio NRG, em Houston, nos Estados Unidos. Com uma goleada por 7 a 1, os alemães iniciaram a campanha no torneio de forma avassaladora.

A imagem mostra jogadores de Alemanha e Curaçao abraçados no campo.
Em um símbolo de união, jogadores da Alemanha e Curaçao se abraçaram e rezaram após o jogo. Reprodução: Instagram/@thebluewaveffk

Foi a segunda vez na história das Copas do Mundo que a seleção alemã alcançou esse placar.A última ocasião foi nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, quando a Alemanha venceu o Brasil por 7 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O resultado ficou marcado como uma das derrotas mais traumáticas da história da Seleção Brasileira e voltou à memória dos torcedores com a repetição do placar neste domingo.

A etapa inicial foi movimentada e contou com boas oportunidades para os dois lados. A Alemanha abriu o placar logo aos seis minutos, com o volante Félix Nmecha. 

Aos 20 minutos, Curaçao fez história ao marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo. O lateral-direito Livano Comenencia, do Zurich, aproveitou uma sobra de bola na área e deixou tudo igual.

Apesar do controle da partida, a Alemanha demorou a transformar sua superioridade em gols. A recompensa veio com Schlotterbeck, que marcou de cabeça aos 38, após insistir nas jogadas aéreas. Pouco antes do intervalo, Nmecha sofreu pênalti e Kai Havertz fez o 3 a 1 ao converter a cobrança.

Apesar do susto inicial, a Alemanha foi para o intervalo com a vantagem no placar. Na volta do vestiário, os germânicos não deram folga aos caribenhos. 

A equipe comandada por Julian Nagelsmann precisou de apenas dois minutos para ampliar ainda mais o placar. O camisa 10 Jamal Musiala recebeu um lindo passe de Kimmich, cortou a defesa de Curaçao e bateu cruzado e rasteiro para fazer 4 a 1. Em seguida, mais dois: Nathaniel Brown, aos 23, e Deniz Undav, aos 33, deixaram a equipe caribenha no sufoco.

Todo o mínimo equilíbrio dos primeiros minutos do primeiro tempo inexistiu depois do intervalo. Curaçao não teve forças para reagir novamente, e os alemães ampliaram a vantagem com facilidade. Undav, que entrou no lugar de Musiala, foi decisivo para que a segunda etapa fosse mais tranquila, com duas assistências e um gol. 

O último gol foi o diferencial: aos 43, Havertz recebeu bola esticada de Undav pelo meio do ataque, levou para a área e, de cavadinha, fez o 7 a 1 na saída do goleiro Room. O gol levou a Alemanha ao topo da artilharia da história da competição com 239 gols, ultrapassando o Brasil com 238.

Para o Curaçao, apesar da goleada, a partida ficará marcada na história. A seleção caribenha desbancou a Islândia e se tornou o menor país a marcar um gol em Copas do Mundo. Mesmo com o placar elástico no segundo tempo, o espírito da pequena ilha caribenha estava representado nas arquibancadas pelos seus torcedores, que mesmo após a derrota na sua estreia mantiveram o espírito esportivo e continuaram dando apoio e viram sua seleção escrever um capítulo inédito no futebol mundial.

Costa do Marfim 1 X 0 Equador

Mais tarde, às 21h, no Philadelphia Stadium, em Filadélfia, nos Estados Unidos, a Costa do Marfim e o Equador estrearam na Copa do Mundo 2026. O placar do jogo foi magro, mas a partida ficou marcada por muito futebol.

O Equador vinha de 19 jogos de invencibilidade. A última derrota sob o comando de Sebastián Beccacece foi em setembro de 2024, quando perdeu para o Brasil nas eliminatórias. Enquanto isso, a Costa do Marfim, mesmo com a eliminação precoce na última Copa Africana de Nações (CAN), vinha de vitória sobre a França no último amistoso pré-copa e com uma defesa que não sofreu gols nas eliminatórias.

A partida começou no nível das expectativas, com uma pressão muito forte da La Tri. Aos dois minutos, Moisés Caicedo achou espaço na entrada da área e bateu, mas a bola saiu para linha de fundo. Já aos dez minutos, Hincapié acertou um cruzamento para Enner Valencia. Mesmo com espaço e tempo para dominar a bola e driblar o marcador, o atacante finalizou mal e a bola passou por cima do gol. 

Mas não só de Equador vivia o jogo: aos 16 minutos, Bazoumana Touré cruzou uma bola que passou lambendo a trave de Hernán Galíndez. No minuto seguinte, a joia Marfinense Yan Diomande achou um passe espetacular para Elye Wahi, que pegou mal na bola e deixou fácil para Galíndez defender. 

Com 23 minutos de jogo, em lambança da defesa, John Yeboah roubou a bola, e em um belo chute, carimbou a primeira de muitas traves do jogo. Após o começo épico, a partida esfriou, e o último grande momento foi no minuto 34, em que novamente Diomande achou uma bola perfeita para Nicolas Pépé, que foi lento demais e no momento do chute foi travado pela sólida defesa do Equador.

Com o início do segundo tempo, mesmo com o chute na trave de Valencia no primeiro minuto, a Costa do Marfim foi mais produtiva nas finalizações, principalmente com transições rápidas. Logo aos seis minutos, em contra-ataque, Diomande recebeu a bola na ponta direita do ataque e cruzou para Wahi dentro da área, mas ele acertou a trave. 

Depois, aos doze minutos, Diomande recebeu uma bola na ponta esquerda, fez uma bela jogada individual e chegou muito próximo da pequena área, mas finalizou mal e a bola foi longe do gol. Os Elefantes chegaram mais uma vez aos 15 minutos. Em escanteio curto, Seko Fofana levou a bola até a entrada da área e cortou para o meio, mas a finalização foi travada, o que deixou a bola fácil para Galindez. 

Aos 22 minutos, os marfinenses saíram jogando errado e possibilitaram que Preciado recebesse livre na ponta para tocar para Gonzalo Plata. quase na meia-lua, finalizar com força, mas no meio do gol, defesa fácil de Yahia Fofana.

Após a parada para hidratação o jogo esfriou. A partir daí, o Equador começou a ficar mais no ataque, porém era pouco efetivo ao explorar muitas bolas paradas. A chance mais perigosa foi uma falta aos 41 minutos, que foi desviada pela defesa. Enquanto isso, a Costa do Marfim tentava produzir perigo nos contra-ataques. Os Elefantes só chegaram aos 37 minutos após bela jogada de Yan Diomande para um chute travado de Konan dentro da área.

Mesmo em um momento de baixa no jogo, em que La Tricolor era relativamente melhor no jogo, os Elefantes chegaram ao gol. Aos 44 minutos de jogo, o zagueiro Wilfred Singo recebeu uma bola na lateral direita, disparou até o ataque e levou a bola até a entrada da área. O zagueiro tocou para Amad Diallo que completou com um belo tapa no canto esquerdo do gol. A partida terminou 1 a 0 para os martinenses, placar que encerrou a invencibilidade equatoriana.

A imagem mostra Diallo, da Costa do Marfim, comemorando o gol
Diallo saiu do banco para marcar seu primeiro gol na história da Copa. Reprodução: Instagram/@fif.ci

Próxima rodada

Alemanha e Costa do Marfim lideram o grupo, com três pontos cada. Pelo saldo de seis gols positivo, os germânicos ficam com a primeira posição.

Na próxima rodada, as equipes voltam a campo no próximo sábado (20). Às 17h, Alemanha X Costa do Marfim, no BMO Field, em Toronto, Canadá. Às 21h, Equador X Curaçao, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

México bateu a África do Sul por 2 a 0; Coreia do Sul venceu a Tchéquia de virada
por
Enrico Peres
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Marina Garcia
|
16/06/2026 - 12h

As disputas do Grupo A terminaram com vitória para o México, anfitrião da Copa do Mundo 2026, e Coreia do Sul, as duas partidas aconteceram respectivamente no Estádio Azteca e Estádio de Guadalajara, ambos em solo mexicano.

Os donos da casa fizeram o dever na abertura do mundial e bateram a África do Sul, por 2 a 0. Já os sul-coreanos venceram a Tchéquia, de virada, por 2 a 1. Veja os detalhes dos confrontos:

México X África do Sul

México e África do Sul protagonizaram a partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México.

Com direito a três shows e um palco já consagrado na história do futebol mundial, o estádio sediou as finais das edições de 1970 e 1986 e agora vai ao seu terceiro Mundial, tornando-se o único da história a receber partidas de abertura em três Copas diferentes.

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Show de abertura contou com a representação de todos os países que estão na disputa. Foto: @fifaworldcup/Instagram

Antes da partida começar, o público vibrou com a apresentação de Shakira, que cantou "Dadi Dadi", música oficial do Mundial, além de shows de Bruna Boy, Maná, J Balvin, Belinda, Danny Ocean, Lila Downs e Los Ángeles Azules. A festa foi marcada por cores, dança e pela presença da atriz Salma Hayek, que deu boas-vindas ao mundo em nome do México.

A seleção da África do Sul chamou atenção antes mesmo de a bola rolar. Os jogadores entraram no estádio embalados por música e dança, em uma celebração que reforçou a identidade cultural do país.

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África do Sul deu show de simpatia antes da estreia no mundial. Foto: @bafanabafanaofficial/Instagram

Dentro das quatro linhas, o técnico Hugo Broos surpreendeu ao adotar um esquema com três zagueiros, com uma postura mais defensiva para reduzir os espaços do ataque mexicano e explorar contra-ataques rápidos.

Já o time comandado pelo técnico Javier Aguirre foi a campo com o 4-1-2-3, com o goleiro Raúl Rangel, os defensores Jesús Gallardo, Johan Vásquez, César Montes e Israel Reyes, os meias Érik Lira, Brian Gutiérrez e Álvaro Fidalgo, e a linha de frente com Julián Quiñones, Raúl Jiménez e Roberto Alvarado. 

Do outro lado, o time sul-africano foi escalado com Ronwen Williams no gol, Khuliso Mudau, Ime Okon e Nkosinathi Sibis formando a linha de três defensores. Mbekezeli Mbokazi e Aubrey Modiba atuando como alas. No meio, Siphephelo Sithole, Teboho Mokoena e Jayden Adams, e à frente, Iqraam Rayners ao lado de Lyle Foster.

A arbitragem da partida foi inteiramente sul-americana e marcou um feito histórico: pela primeira vez, um árbitro brasileiro apitou o jogo de abertura de uma Copa do Mundo. Wilton Pereira Sampaio entrou em campo com os assistentes Bruno Boschilia e Bruno Pires, ambos brasileiros. O quarto árbitro foi Juan Gabriel Benítez, paraguaio, e na cabine do árbitro de vídeo atuou Nicolás Gallo, colombiano.

O primeiro tempo foi de pressão mexicana sobre os sul-africanos. Aos quatro minutos, em uma cobrança de lateral, Gutiérrez tocou para Reyes no fundo; que cruzou para a área e Raúl Jiménez, de primeira, soltou um bolão que parou nas mãos de Ronwen Williams e espalmou para escanteio.

Aos nove minutos, após um mau domínio de Sithole na entrada da área, Quiñones disparou sobre o volante, roubou a bola e marcou o primeiro gol da Copa. Aos 42, Quiñones ganhou na corrida de Sithole e chutou em cima do zagueiro e, na sobra, Alvarado tocou para o meio da área e Quiñones, ele de novo, apareceu para mandar um chute rasteiro na trave.

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Pela primeira vez um jogador da Concacaf marcou o gol da estreia em mundiais. Foto: @miseleccionmx/Instagram/Reprodução

No segundo tempo, os mexicanos seguiram pressionando. Aos 49, Alvarado cruzou para Gutiérrez sair cara a cara com o goleiro, quando Sithole cometeu uma falta por trás e recebeu o primeiro cartão vermelho da partida.

Aos 67, veio o segundo gol; Alvarado, em belo cruzamento de canhota, encontrou Jiménez na entrada da pequena área para cabecear sozinho e inflamar a torcida mexicana. O artilheiro marcou seu primeiro gol na história das Copas do Mundo e encerrou um jejum de quatro edições sem balançar as redes.

O camisa 9 foi às lágrimas. Em 2020, Raúl sofreu uma fratura no crânio após um violento choque com o zagueiro David Luiz e chegou perto de encerrar a carreira. O gol também aliviou a cobrança que os torcedores faziam ao atacante: um dos maiores artilheiros da história da seleção mexicana, ele nunca havia marcado pelo México em uma Copa do Mundo.
 

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       Raúl Jiménez vidrado após marcar o gol que selou a vitória do México. Foto: FIFA/Reprodução

Na reta final, a situação sul-africana se complicou ainda mais com a expulsão de Themba Zwane, aos 89 minutos, por agressão ao rosto de Alvarado. A equipe anfitriã soube administrar o placar, mesmo quando o mexicano César Montes também foi expulso, nos acréscimos do segundo tempo. 

O México volta a campo no dia 18 de junho, contra a Coreia do Sul, em Guadalajara. A África do Sul, por sua vez, enfrentará a Tchéquia em Atlanta, nos Estados Unidos, na mesma data.

Coreia do Sul X Tchéquia

No estádio Akron, em Zopopan, uma das sedes mexicanas, Coreia do Sul e Tchéquia se enfrentaram no jogo que foi apenas o segundo desta edição de Copa, ainda no dia de abertura.

A Coreia, que vem de boas colocações em copas recentes, como um quarto lugar em 2002, sendo país sede, e duas oitavas de final em 2010 e 2022, foi para o jogo na América sonhando com uma nova classificação no mata-mata. 

A geração coreana, que vem em boa fase após campanha invicta nas eliminatórias, ainda contava com o veterano Heung-Min Son, protagonista da seleção na última década, agora ocupando mais a posição de centroavante. Além do jogador que marcou época no Tottenham, outros destaques na seleção são o zagueiro Kim Min Jae e o atacante Lee-Kang In, ambos atuantes no futebol europeu.

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Son, estrela da Coreia do Sul, não marcou na estreia da equipe. Foto: Fifa/Reprodução

Para a partida, Hong Myung-Bo, ex-capitão e atual técnico da seleção que, ainda como jogador, estava presente na campanha da seleção em 2002, montou o time coreano usando a mesma base usada nas eliminatórias e nos amistosos pré-copa, com uma linha de três zagueiros, um meio campo povoado e apenas um jogador no ataque. Lee-Kang In, que atua no meio-campo e na ponta, jogou como um meia recuado junto de Hwang Hee-Chang.

No lado Tcheco, que não jogava o mundial desde 2006, na Alemanha, a seleção foi para a estreia com otimismo, após conseguir sua vaga na repescagem, quando passou nos pênaltis pela Dinamarca.

Em um grupo equilibrado, o time coletivo montado por Miroslav Koubek, que chegou na seleção no começo do ano, aposta num estilo físico e no jogo aéreo, com o protagonista do time, Patrick Schick, no ataque.

No lado tático, a equipe repetiu o modelo usado nos últimos jogos, em um 5-4-1 até similar ao da Coreia, em um time que aposta nas corridas do ala-direito Coufal, que vem de boa temporada no Hoffenheim.

Já após o apito inicial, a Coreia do Sul dominou o jogo, usando da pressão na saída de bola dos tchecos e dificultando a ultrapassagem dos europeus do primeiro lado do campo para crescer na partida, mas sem conseguir transformar essas chances em gol.

Na tentativa de avançar, a Tchéquia acabou dando espaço para os avançados da Coreia conseguirem progredir com a bola no pé. Isso se transmitiu na melhor chance do primeiro tempo. Aos 38, Son conduziu, deixou no pé esquerdo e, mesmo de fora da área, chutou para raspar a trave tcheca.

Para o segundo tempo, a Tchéquia conseguiu pressionar e se mostrar mais presente no ataque. Aos treze minutos, em longa cobrança de lateral de Coufal, o capitão tcheco Krejci cabeceou para abrir o placar.

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Meio-campista tcheco abriu o placar da partida. Foto: FIFA/Reprodução

A Coreia do Sul não se abateu, e aos 22 minutos, após belo passe de Lee-Kang In, o volante Hwang In-Boom recebeu dentro da área, fazendo o corte no zagueiro e encobrindo o goleiro para o empate.

Faltando dez minutos para o fim, a Coreia aproveitou a chance no passe em profundidade para o Hwang In-Boom lançar o passe rasteiro para Hyeon-Gyu Oh virar a partida.

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Sul-coreanos buscaram a virada após jogo duro contra os tchecos. Foto: @thekfa/Reprodução

Após a vitória, a Coreia se prepara para o jogo na quinta-feira (18) contra o México, que também ganhou seu confronto, para buscar a liderança do grupo A. A Tchéquia, que também joga na quinta (18), enfrenta a África do Sul.