Na última terça-feira (31), o Brasil venceu a Croácia por 3 a 1 no último amistoso antes da convocação oficial para a Copa do Mundo de 2026. O jogo aconteceu no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos e contou com um público total de 46.398 pessoas.
Essa foi a primeira vez que os dois países se encontraram em campo depois que os croatas eliminaram a Seleção Brasileira nos pênaltis, na Copa do Catar em 2022. Embora cheia de sustos, a partida – que marcou a estreia da nova camisa amarela do Brasil – foi um respiro para o técnico Carlo Ancelotti e seus jogadores, após a derrota contra a França na semana anterior.
O jogo
Os primeiros dez minutos de partida começaram mais estudados e com um maior domínio de posse de bola por parte do Brasil. De um lado, a Seleção tentou uma jogada com Vini Jr. pela esquerda, o que resultou em uma falta cometida pelo brasileiro. Do outro, a Croácia teve seu primeiro lance ofensivo também pela esquerda, mais uma vez terminada em falta do ataque, depois de jogada com Kramarić e Perišić.
Aos 14 minutos, Matheus Cunha arriscou um chute que explodiu em Ćaleta-Car. Com 18, os croatas envolveram a marcação brasileira com boa troca de passes, porém a finalização de Baturina parou em Ibañez. A primeira grande chance surgiu somente aos 19, quando Modrić tocou errado para Vini Jr. O camisa dez do Brasil aproveitou o erro do ex-companheiro de Real Madrid e encontrou Danilo Santos na marca do pênalti, que chutou fraco para a defesa de Livaković.
Minutos depois, a Seleção Brasileira levou perigo novamente em jogada ensaiada. Em cobrança de falta na entrada da área, Danilo Santos tocou rasteiro para Cunha, que chutou da meia-lua com perigo, mas a bola desviou em Stanišić e saiu para escanteio. O cruzamento não deu em nada, e, nessa hora, o árbitro Armando Villarreal apitou a parada para hidratação.
Aos 35 de jogo, Casemiro roubou a bola de Modrić e passou para João Pedro, que tocou para Matheus Cunha e avançou para receber. O camisa sete fez boa devolução, mas João Pedro perdeu o gol e parou em Livaković. A resposta da seleção croata veio aos 40 minutos, quando outra vez Perišić cruzou na área. Com desvio, Kramarić chutou de primeira, para a defesa tranquila de Bento.
Logo em seguida, Cunha recebeu de Vini Jr. e chutou colocado no cantinho, para mais uma defesa do goleiro, destaque da Croácia na primeira metade da partida. Aos 46 minutos, Vini Jr. recebeu ótimo lançamento de Matheus Cunha. O camisa dez carregou a bola em disparada, até cortar os defensores croatas e achar Danilo Santos dentro da área, que dessa vez bateu forte para o fundo do gol. Final da primeira etapa com o Brasil na frente do placar.
A primeira metade do segundo tempo foi bem morna e em ritmo de amistoso. Enquanto os croatas tentavam propor o jogo sem sucesso, a Seleção Brasileira esperava no campo de defesa e não conseguia sair em contra-ataque. Depois de algumas substituições, a Croácia avançou mais no campo de ataque - ainda sem oferecer riscos.
Aos 30 minutos, Carlo Ancelotti havia acabado de realizar todas suas oito substituições disponíveis. Já o treinador Zlatko Dalić, tinha feito seis mudanças em sua equipe. Com as trocas, o jogo ficou mais aberto, até que aos 38, em falha da defesa brasileira, a Croácia empatou o jogo. Fruk, que havia entrado no minuto anterior, aproveitou espaço na zaga e acionou Majer em profundidade. O meio-campista croata chegou na bola entre Marquinhos e Danilo e tocou para o gol, após saída equivocada de Bento.
Pouco depois do reinício da partida, Endrick sofreu pênalti em disputa com o zagueiro Šutalo. Igor Thiago converteu a cobrança e colocou o Brasil novamente à frente do placar. Aos 46 minutos, a Seleção ampliou a vantagem, de novo com participação da dupla Endrick e Igor Thiago. Após recuperar a bola no meio de campo, Igor passou para Endrick. O camisa 19 conduziu até dar a assistência para Gabriel Martinelli, que balançou a rede ao chutar de esquerda, no contrapé de Livaković. Aos 53, o juiz apitou o fim do jogo.
O confronto contra a Croácia mostrou, além de uma resposta à derrota sofrida para a França, boas atuações de jogadores que aproveitaram a chance, como Danilo Santos, Endrick e Igor Thiago. Também foi possível perceber a troca de posicionamento entre Vini Jr. e Matheus Cunha, algo que não aconteceu no jogo anterior. Com a bola, Vini abria pela ponta e Cunha centralizava. Sem ela, os dois inverteram os papéis. Ancelotti promoveu as estreias de Kaiki Bruno e Rayan, utilizou a grande maioria dos convocados nos dois amistosos e teve a última oportunidade de observá-los de perto, antes da convocação final para a Copa.
O próximo compromisso do Brasil está marcado para o dia 31 de maio, contra o Panamá, no Maracanã. O amistoso será a despedida da Seleção antes de viajar para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas antes de tudo isso, no dia 18 de maio, Carlo Ancelotti anunciará a lista final dos 26 nomes na sede da CBF, no Rio de Janeiro.
O CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) retornou para seu primeiro split do ano neste sábado (28), uma semana após fim do First Stand, primeiro campeonato internacional do calendário competitivo, realizado no Brasil. No primeiro jogo do dia a RED Canids venceu a LOUD, atual campeã da Copa CBLOL, por 2 a 0. Já na segunda série, a LOS surpreendeu e derrotou a FURIA por 2 a 1.
RED Canids x LOUD
Em um jogo marcado pelo reencontro entre as duas equipes após a final da Copa CBLOL, a RED Canids não deu chance para a LOUD e conseguiu sua revanche. A série foi marcada por ótimas lutas e um bom controle de mapa e objetivos por parte da Matilha. Destaque para um dos estreantes da RED, o jungler venezuelano STEPZ, que comandou a equipe com belas iniciações e boas respostas às jogadas da LOUD.
MVP: STEPZ (Xin Zhao/Aatrox)
LOS x FURIA
Na segunda série do dia, a LOS venceu a embalada FURIA por 2 a 1. A primeira partida foi um atropelo da Onda Laranja. Eles conseguiram vantagem em jogadas individuais e pickoffs que fizeram a equipe ter controle do jogo. Os Panteras responderam bem a derrota e ganharam o segundo jogo da série com facilidade . A partida de desempate começou bem even, mas Drakehero foi o fator desequilibrante com iniciações decisivas e 18 participações de abates no jogo.
MVP: Ackerman (Neeko/Nami/Bardo)
Glossário:
Even – igual
Pickoff – matar um jogador fora de posição
Jungler – uma das 5 posições que existe dentro do jogo
Split - Edição
A trajetória de Gui Santos na NBA ganhou um novo capítulo histórico na madrugada da última quinta-feira (26). O brasileiro foi o grande destaque da vitória do Golden State Warriors por 109 a 106 sobre o Brooklyn Nets, no Chase Center, na Califórnia. O jogador anotou 31 pontos e terminou como cestinha de uma partida da liga pela primeira vez na carreira.
O feito colocou o ala em um grupo seleto e encerrou um jejum de 12 anos sem um brasileiro alcançar a marca de 30 pontos em um jogo da temporada regular. Antes dele, apenas Leandro Barbosa (41 pontos, em 2009), Anderson Varejão (35, em 2012) e Nenê Hilário (30, em 2013) haviam atingido esse número numa época marcada pela importância desses três jogadores em seus respectivos times.
Vivendo o melhor momento desde que chegou à liga, Gui assume o protagonismo na equipe, especialmente diante das ausências no elenco. Além dos 31 pontos, o brasileiro contribuiu com três rebotes, dois roubos de bola, uma assistência e um toco em 34 minutos. Ele liderou o ataque dos Warriors nos momentos decisivos da partida.
— A melhor chance para um jogador aprender é estando em quadra. Jogar ao lado de caras como Steph e Draymond é muito importante. Senti que era um bom jogo para mim perto da cesta, a comissão técnica confiou e eu consegui corresponder — avaliou o ala na entrevista coletiva após a partida.
O desempenho também rendeu elogios do técnico Steve Kerr, que destacou a evolução e a confiança do brasileiro ao longo da temporada.
— Ele continua melhorando. É muito inteligente, encontra diferentes maneiras de chegar ao aro e está cada vez mais confortável nos arremessos. Com as lesões, ele se tornou um dos nossos principais criadores de jogadas — afirmou.
Outros destaques da vitória foram Brandin Podziemski, com 22 pontos e seis rebotes, como o coadjuvante de luxo de Gui. Já pelo lado dos Nets, Ziaire Williams foi o principal pontuador da equipe, com 19 pontos.
Com o resultado, os Warriors chegam a 35 vitórias e ocupam a 10ª colocação na Conferência Oeste. A equipe volta à quadra nesta sexta-feira (27), na briga por uma vaga na repescagem dos Playoffs, quando enfrenta o Washington Wizards, às 23h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo e gratuita pelo Youtube da NBA Brasil.
Mais do que a vitória, a atuação marca um feito histórico para o basquete brasileiro e reforça o crescimento de Gui Santos na NBA, recolocando o país em evidência na principal liga de basquete do mundo, e num time já familiarizado com o "tempero” brasileiro.
Na última quinta-feira (26), o Brasil perdeu para a França pelo placar de 2 a 1. As seleções se enfrentaram em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. Diante de 66.713 pessoas, a partida aconteceu em um dos 16 estádios sedes da Copa, o Gillette Stadium, em Boston, que registrou seu segundo maior público da história.
Desde 2015 sem se enfrentarem, Brasil e França trataram o jogo como algo além de um amistoso. As duas seleções entraram em campo pela primeira vez com seus novos segundos uniformes, que serão utilizados na Copa do Mundo. O Brasil jogou todo de azul escuro. Já a França utilizou vestimentas de cor verde clara.
O jogo
Embora a maioria dos torcedores presentes fossem brasileiros, quem começou o jogo com maior controle foram os franceses. Durante os primeiros 20 minutos, os comandados de Didier Deschamps tinham 60% de posse de bola e dificultavam a saída de jogo do Brasil, mas não converteram em chances de gol. Por outro lado, a Seleção Brasileira esperava mais no campo de defesa com foco nas transições ofensivas. Até a parada para hidratação foi uma partida estudada e sem grandes ocasiões de ataque.
Após a pausa, Carlo Ancelotti inverteu de lado os pontas Raphinha e Gabriel Martinelli. No minuto seguinte, a primeira grande chance apareceu. Vini Jr recuperou a bola no campo de ataque e acionou Martinelli, que finalizou de esquerda no canto do goleiro Maignan, mas a bola raspou a trave e saiu pela linha de fundo.
O cenário parecia melhorar para a Seleção, até que aos 31 minutos Léo Pereira – um dos estreantes do dia – tocou na fogueira para Andrey Santos, que tentou consertar para Casemiro. Os franceses aproveitaram o erro e roubaram a bola do capitão do Brasil, e então Dembélé acertou um bom passe em profundidade para Mbappé, que passou em velocidade entre os dois zagueiros brasileiros até ficar cara a cara com Ederson. O camisa dez, com uma cavadinha, encobriu o goleiro e abriu o placar.
Na segunda metade do primeiro tempo o jogo ficou mais aberto, com lances ofensivos dos dois lados. No entanto, a Seleção Brasileira continuou com as dificuldades de saída de bola, e a francesa ficou mais perto de ampliar o placar do que de levar o empate. A primeira etapa terminou com cinco finalizações e dois escanteios para cada lado.
Os primeiros dez minutos do segundo tempo foram promissores para o Brasil. A substituição de Raphinha por Luiz Henrique – feita por Ancelotti no intervalo, após o craque do Barcelona sentir dores na coxa – foi essencial para isso. Mais uma vez, o ex-Botafogo entrou bem na segunda etapa e fez jogadas perigosas pelo lado direito do gramado.
Também por esse lado, por trás da defesa adversária, Wesley recebeu ótimo lançamento de Andrey, até que na entrada da área o lateral foi derrubado por Upamecano. No primeiro momento, o zagueiro francês recebeu apenas cartão amarelo. Porém com auxílio do VAR (árbitro assistente de vídeo), o juiz Guido Gonzales Jr expulsou o jogador.
O Brasil não soube aproveitar a vantagem numérica e caiu muito de rendimento após o cartão vermelho de Upamecano. O resultado disso foi o segundo gol da França, aos 19 minutos. Depois de boa troca de passes, Olise recebeu livre no meio de campo e carregou a bola até dar a assistência para Ekitiké finalizar, também de cobertura.
Aos 33, a Seleção diminuiu o placar. Danilo Santos, outro estreante do dia, não sentiu o peso da camisa e havia entrado bem. O próprio achou Casemiro na segunda trave em uma cobrança de falta, que conseguiu chegar na bola e cruzou para trás, onde Luiz Henrique dominou e deu um chute fraco. No fim, virou um passe para o zagueiro Bremer finalizar de dentro da pequena área no gol.
Depois do gol, o Brasil se animou e esboçou uma pressão nos minutos finais, enquanto a França, com um a menos, recuou seus jogadores. Entretanto, com destaque para o autor do gol Bremer, a Seleção Brasileira gerou apenas um ou outro lance de perigo, até o árbitro encerrar a partida aos 53 minutos.
O jogo exibiu a diferença entre uma seleção francesa montada há bastante tempo, que está nos ajustes finais para a Copa do Mundo, e uma seleção brasileira que ainda precisa de entrosamento enquanto realiza testes às pressas para a convocação final. Somente nesse jogo, o técnico Carlo Ancelotti promoveu a estreia de quatro jogadores: Léo Pereira, Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Sara. Ao mesmo tempo, o italiano enfrenta o problema de que os craques em seus clubes não praticam o mesmo futebol na Seleção, como Vini Jr e Raphinha. Além disso, ele ouviu a torcida no estádio gritar o nome de Neymar logo após o segundo gol dos franceses.
O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (31), contra a Croácia, às 21h (horário de Brasília). A partida também ocorrerá nos Estados Unidos, desta vez no Camping World Stadium, em Orlando. Ancelotti terá esse amistoso como o último teste antes da convocação oficial para a Copa, agendada para o dia 18 de maio.
Já a França encara a Colômbia no próximo domingo (29), às 16h (horário de Brasília), no Northwest Stadium, em Landover.
Na última quarta-feira (25), às 10h, ocorreu o evento REDemocratização Corinthiana, no Teatro Tucarena, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No local, ex-jogadores, artistas, jornalistas, entre outros, lançaram o movimento que quer escrever uma constituição para o Timão.
A carta, a ser elaborada, deve dar protagonismo para todos os torcedores nas decisões do clube, além de reorganizar as estruturas do time, que passa por um cenário político e financeiro conturbado nos últimos anos.
O evento foi organizado pelo Grupo de Estudos de Direito Desportivo da PUC-SP, em parceria com o Grupo de Estudos de Direito Tributário da PUC-SP.
Contextualização
A ideia da REDemocratição e da constituição surgiu de Eco Moliterno, publicitário, que propôs a ideia para Juca Kfouri. Os motivos para o movimento se dão pelo momento em que o Corinthians se encontra no cenário esportivo nacional. O clube é o mais endividado do Brasil, com cerca de 3 bilhões de débitos vencidos. Além disso, os últimos três presidentes do time, Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, estão sendo investigados pela justiça por crimes cometidos no Timão.
Para tentar solucionar isso, um grupo deu início a uma proposta externa de constituição para o clube. O objetivo é que o texto traga de volta a Democracia Corinthiana, movimento criado em 1982 por Sócrates, Wladimir, Walter Casagrande, entre outros, que estabeleceu uma pequena “ilha democrática” no Corinthians em meio “ao mar” da Ditadura Militar.
O movimento foi batizado pelo publicitário Washington Olivetto, que ouviu a expressão “Democracia Corinthiana” sair da boca de Juca Kfouri, então jornalista da Revista Placar, que mediou um evento dos jogadores do Timão com o movimento estudantil da PUC-SP, no Tucarena.
A Democracia Corinthiana durou apenas dois anos, mas provocou mudanças estruturais no time. No período, todas as decisões dentro do Corinthians deveriam ser votadas por todos os jogadores e funcionários, que tinham o mesmo peso de voto e opinião. A autogestão garantiu dois títulos Paulista, em 1982 e 1984.
Os integrantes da Democracia Corinthiana também se posicionaram politicamente sobre o cenário que o Brasil vivia. O movimento participou do comício pelas Diretas Já e reivindicaram, junto à população, a aprovação da Emenda Constitucional Dante de Oliveira, que propunha eleições presidenciais diretas em 1984, algo que não acontecia desde 1960.
O movimento terminou em 1984 devido a alguns motivos, como a divisão do grupo de jogadores em dois, a saída de alguns membros do elenco e a derrota de Adilson Monteiro Alves, sucessor do então presidente Waldemar Pires, nas eleições.
Salve o Corinthians
Diferente do movimento “de dentro para fora” da década de 1980, Juca Kfouri anunciou um movimento “de fora para dentro”, a REDemocracia Corinthiana. O jornalista mediou a mesa de debate.
Antes do início da mesa, o ex-jogador Basílio, autor do gol da conquista do Campeonato Paulista de 1977, que encerrou o tabu de 22 anos sem títulos do Timão, foi chamado ao palco. Basílio não pode ficar no evento, mas destacou brevemente que o encontro pode ser o pontapé inicial para o “Gigante parar de sangrar” e que chegou a hora de dar um basta em como o clube está sendo conduzido.
Além de Juca, a mesa foi composta por Eco Moliterno; Cássio Brandão, torcedor reconhecido pelo Guinness Book pela maior coleção de camisas de time no mundo; Chico Malfitani, fundador da Gaviões da Fiel; Homero Olivetto, filho de Washington Olivetto; o rapper Rappin Hood; a atriz Alessandra Negrini; a jornalista Marília Ruiz e Sócrates Jr, filho do Doutor Sócrates. Também participaram da mesa os ex-jogadores Casagrande e Wladimir.
Juca explicou que o evento daria início ao processo de eleição de 77 personalidades corintianas, que representem a sociedade, para escrever a constituição. Com ela pronta, a meta é entregar no dia 1° de setembro, aniversário do Corinthians, à alguém, que Juca disse não saber ainda quem é. “Para quem? No Parque São Jorge? Para a sociedade? Não sei. Agora deixar claro, esse movimento não é de esquerda, não é de centro, não é de direita. Esse movimento é de corintianos de boa vontade, que só querem ter a alegria de ser corintianos com orgulho”, destacou.
Eco Moliterno acrescentou que a manhã de quarta é só o primeiro passo e que a constituição será a ponte para a redemocratização. Chico Malfitani disse que, assim como a Gaviões, a mobilização pode se tornar algo grande.
Frequentadora do Parque São Jorge desde que nasceu, Marilia Ruiz destacou que tem esperança na mudança. Ela também não se conforma que a sede social e administrativa seja dona do Corinthians e que deveria ser ao contrário, pois o Timão é muito maior que qualquer instituição. “A Rua São Jorge 777 não é o Corinthians, eu sou o Corinthians, você é Corinthians”, comentou a jornalista.
Cássio Brandão será o responsável pela organização do movimento, de modo a garantir a participação de todo mundo. “Seremos 77 na assinatura, mas com espírito de 35 milhões, atestando a autenticidade social de um texto que nasce para vigorar. Ninguém, ninguém é mais corintiano que ninguém”, disse Cássio.
O evento foi transmitido pelo canal do Youtube da TVPUC. Clique aqui e confira como foi.