Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
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23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
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22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Sturm fez história ao ser uma das primeiras mulheres a mergulhar no jornalismo automobilístico
por
Amanda Lemos
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17/04/2026 - 12h

Karin Sturm foi uma jornalista esportiva alemã que cobriu a Fórmula 1 por mais de quatro décadas. Ela faleceu na última segunda-feira (13), aos 64 anos, e deixa um importante legado. A carreira e a vida da jornalista marcaram a história do jornalismo automobilístico, entre outras coisas, pelo seu protagonismo em um ambiente historicamente dominado por homens. 

Uma das primeiras mulheres a cobrir o esporte e atuar dentro do paddock, área restrita atrás dos boxes, e do centro de operações dos bastidores das corridas, Karin começou a cobrir a Fórmula 1 aos 20 anos, em 1982. Ao longo da carreira, ela passou por vários países, onde cobriu os Grandes Prêmios (GPs). Seu excelente trabalho fez com que ela alcançasse o respeito de colegas, pilotos e equipes.

A escrita da jornalista sempre foi marcada por um estilo próximo e profundo, considerando os envolvidos e a história do automobilismo. Ela escreveu vários livros sobre grandes nomes da Fórmula 1, como Ayrton Senna, Sebastian Vettel e Michael Schumacher. Sua biografia de Senna chamada “Ayrton Senna - Sua Vitória, Seu Legado” (Editora Record, 1994) é uma das mais importantes sobre o brasileiro e expôs para um público internacional mais sobre a vida e a carreira do piloto, além de evidenciar a relação próxima entre os dois, o que a levou até a aprender português para facilitar as entrevistas.

 

Duas pessoas adultas em ambiente externo durante uma entrevista. À direita, Sebastian Vettel veste boné e jaqueta preta com logotipos de uma equipe de Fórmula 1 e fala enquanto segura um microfone. À esquerda, a jornalista Karin Sturm segura um gravador portátil. Um terceiro microfone aparece apontado para quem responde. O fundo está desfocado.
Karin Sturm durante entrevista com Sebastian Vettel. Foto: Reprodução/ @lacasadelmotorsport

Em 2009, Karin recebeu o Bayerischen Sportpreis, prêmio esportivo da Baviera, como reconhecimento pelo seu trabalho.

Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
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14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
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14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
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A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

Com domínio em Interlagos, Lando abre vantagem na liderança do campeonato
por
Maria Clara Palmeira
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11/11/2025 - 12h

No Último final de semana, aconteceu o Grande Prêmio de São Paulo no Autódromo José Carlos Pace. Após vencer a Sprint e garantir a pole position no sábado (8), o piloto britânico da Mclaren, Lando Norris, venceu em Interlagos neste domingo (9), ampliando sua vantagem na liderança do mundial de Fórmula 1 de 2025. O italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, terminou em segundo lugar, enquanto o tetracampeão Max Verstappen (Red Bull Racing) cruzou a linha de chegada em terceiro, completando o pódio. 

A largada começou triste para a torcida brasileira. O piloto da casa, Gabriel Bortoleto, da Kick Sauber, se envolveu em um acidente com o canadense Lance Stroll (Aston Martin) ainda na primeira volta e precisou abandonar a prova. Assim, o safety car foi acionado logo nos primeiros minutos de prova.

“Não conseguir completar a corrida em frente a vocês foi uma dor enorme, pois sempre foi um sonho de criança meu correr em casa, mas tenho certeza que isso vai me tornar um piloto mais forte, tiro muitos aprendizados deste final de semana, erros e acertos”, relatou Bortoleto em suas redes sociais após a corrida.

Gabriel Bortoleto no Grande Prêmio de São Paulo. Reprodução: Instagram/@gabrielbortoleto_
Gabriel Bortoleto no Grande Prêmio de São Paulo. Foto: Reprodução/Instagram/@gabrielbortoleto_

O brasileiro, que havia sofrido um acidente semelhante na corrida Sprint, deixou Interlagos sem completar nenhuma volta no domingo.

Outro abandono foi o do britânico Lewis Hamilton (Ferrari), que enfrentou dificuldades na tentativa de ultrapassar o argentino Franco Colapinto (Alpine). Danificando o bico do carro na disputa, foi obrigado a fazer um pit stop de emergência e caiu para a 19ª colocação. O heptacampeão abandonou definitivamente a prova na 37ª volta.

Charles Leclerc, companheiro de Hamilton na Ferrari, foi atingido por Antonelli na disputa por posição e perdeu uma das rodas, sendo forçado a abandonar. A direção de prova acionou novamente a bandeira amarela, encerrando um final de semana desastroso para a equipe italiana, que deixou o Brasil sem pontuar com nenhum dos seus pilotos.

Após a relargada, Norris manteve a liderança. Oscar Piastri, seu companheiro de equipe, segurava o segundo lugar, mas acabou punido com dez segundos pelo toque com Antonelli que provocou o abandono de Leclerc. A penalidade comprometeu o ritmo do australiano, que precisou administrar o carro e se contentar com o quinto lugar.

Enquanto isso, Verstappen, que largou dos boxes após a Red Bull modificar o carro em parque fechado, escalou o pelotão de forma impressionante. Em poucas voltas, o holandês já estava entre os dez primeiros colocados. A diferença entre Kimi, Lando e Max permaneceu estável até as voltas finais, quando Verstappen passou a tirar quase um segundo por volta do piloto da Mercedes.

Verstappen e Antonelli comemorando o pódio em Interlagos. Reprodução/X/@F1
Verstappen e Antonelli comemorando o pódio em Interlagos. Foto: Reprodução/X/@F1

Com o resultado final, Lando Norris chegou a 390 pontos, seguido por seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, que foi o quinto e agora soma 366 pontos. Restam apenas três etapas para o encerramento da temporada.

A próxima etapa acontecerá no dia 23 de novembro, com o Grande Prêmio de Las Vegas, à 1h da manhã (horário de Brasília).

A equipe brasileira não tomou conhecimento da nº 1 do mundo e garantiu o terceiro título em sequência
por
Davi Garcia
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11/11/2025 - 12h

Neste domingo (9), a FURIA venceu a Vitality por 3 a 0 e conquistou o título da IEM Chengdu, campeonato de Counter-Strike disputado na China. A equipe brasileira não tomou conhecimento da atual melhor do mundo e chegou ao seu terceiro título seguido, após vencer a Fissure Playground e a Thunderpick.

FURIA levantando o troféu de campeão da IEM Chengdu. Foto: HLTV.org/@brcho_
FURIA levantando o troféu de campeão da IEM Chengdu. Foto: HLTV.org/@brcho_

A série começou de maneira diferente para os brasileiros, com a FURIA escolhendo a Ancient, mapa fixo de veto da equipe. A decisão arriscada se mostrou acertada e  o primeiro jogo da série começou bem para os brasileiros, garantindo um 8 a 4 na primeira metade da Ancient. Mesmo com a Vitality encostando no placar, a ‘Pantera’ fechou com um 13 a 11. Destaque para as atuações de Yuri ‘yuurih’ Santos e Danil ‘Molodoy’ Gulobenko.

No mapa seguinte, na Inferno, a FURIA se destacou pela resiliência. Mesmo sendo escolha da Vitality e chegando a perder por 7 a 2, o time de Gabriel ‘FalleN’ Toledo se aproveitou das pausas técnicas e reagiu na partida, conquistando a vitória por 13 a 10. O jovem do Cazaquistão, ’Molodoy’ foi novamente o destaque, garantindo 21 abates e apenas 13 mortes.

Time da FURIA durante a final da IEM Chengdu contra a Vitality. Foto: HLTV.org/@brcho_
Time da FURIA durante a final da IEM Chengdu contra a Vitality. Foto: HLTV.org/@brcho_

Por fim, na Overpass, conhecida como uma das especialidades do Counter-Strike brasileiro, não poderia ser diferente. Apesar de um começo difícil, a FURIA voltou a reagir e empilhou rounds. Nas últimas rodadas do mapa, os gringos Mareks ‘Yekindar’ Galinls e ‘Molodoy’ fizeram a diferença para a ‘Pantera’, garantindo a vitória por 13 a 11 e confirmando o título da IEM Chengdu. Vale destacar também as atuações de Kaike ‘Kscerato’ Cerato na grande decisão, com clutchs e rounds importantíssimos para a equipe brasileira.

Com apenas 20 anos, Danil ‘Molodoy’ Gulobenko foi eleito o MVP da competição, tendo um rating de 1.27  ao longo do campeonato. O troféu de melhor jogador de um campeonato é o segundo do cazaque, que vem empilhando atuações de alto nível, ajudando a  colocar a organização brasileira no topo do mundo.

Danil ‘Molodoy’ Gulobenko com o troféu de MVP da IEM Chengdu. Foto: HLTV.org/@brcho_
Danil ‘Molodoy’ Gulobenko com o troféu de MVP da IEM Chengdu. Foto: HLTV.org/@brcho_

O próximo compromisso da FURIA será a BLAST Rivals, no dia 12 de novembro, em Hong Kong. Depois, em 4 de dezembro, entrará no servidor para disputar o Major de Counter-Strike, a “Copa do Mundo” do game, em Budapeste.

Glossário

Counter-Strike: Jogo do modelo FPS (first person shooter/jogo de tiro em primeira pessoa).

IEM Chengdu: Campeonato de nível Mundial de Counter-Strike 2.

Round: Rodada. Quem fizer 13 rodadas primeiro, vence. 

MVP: Melhor jogador do campeonato.

Overpass/Inferno/Ancient: Mapas de Counter-Strike 2. Em uma melhor de cinco, quem vencer três mapas primeiro, vence.

Rating: Estatística que mede a eficiência do jogador no balanço abates/mortes. Para se ter um rating positivo, precisa ter um número acima de 1.0.

 

Entre motores e resistência, o GP de Interlagos teve recorde de mulheres neste final de semana
por
Bianca Pisciottano Athaide
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10/11/2025 - 12h

Quem foi ao GP de São Paulo nos dias 07, 08 e 09 de novembro pode notar: tem muito mais mulheres nas arquibancadas de Interlagos. Com suas camisetas de pilotos, bandeiras na mão e celulares prontos para registrar cada volta, as fãs estão conquistando o seu espaço com a força do coletivo nesse ambiente historicamente (e hostilmente) dominado pela presença masculina.

Mas, entre aplausos e bandeiras, a realidade ainda tem um lado incômodo. Quem já pisou em Interlagos sabe: o assédio não ficou nos anos 1990. Ainda hoje, “brincadeiras” com corpos femininos parecem fazer parte do espetáculo. Comentários invasivos, olhares insistentes e alguns extremos casos de importunação física são relatos comuns entre torcedoras. 

Segundo a SPTuris, a parcela feminina de público no maior evento de automobilismo do país passou de 7,9% em 2013 para 37% em 2024. E eu conto isso também do meu lugar de fã: cresci achando que F1 era “coisa de menino”, até descobrir que existia todo um universo de garotas como eu, que entendem de pneus duros, safety car e estratégias de box. Hoje, 41% dos fãs da categoria são mulheres, e três a cada quatro novos fãs fazem parte da geração Z que virou o jogo, aos poucos, dentro das arquibancadas e das redes sociais.

É um avanço significativo, mas ainda completo de desafios para além da pista. 

Um dos casos mais recentes foi o caso do assédio no GP da Holanda de 2022, em Zandvoort, quando várias mulheres denunciaram ter sido assediadas por torcedores durante o fim de semana da corrida, que celebrava o retorno do público em massa após a pandemia. Nas redes sociais, torcedoras contaram que sofreram toques indesejados, comentários vulgares, cantadas agressivas e importunação física nas arquibancadas e áreas de convivência. Algumas relataram que homens as seguiram até o banheiro, ou fizeram piadas de cunho sexual enquanto elas tentavam assistir a prova.

A repercussão foi grande o suficiente para a organização do GP da Holanda e a própria Fórmula 1 se manifestarem oficialmente, prometendo investigar e reforçar medidas de segurança para mulheres nos eventos. A hashtag #RespectWomen ganhou força nas redes após o episódio, impulsionada por fãs que pediam uma postura mais firme contra o machismo dentro e fora das pistas. 

Durante o GP do Brasil, conversei com Beatriz Rosenburg, fã do esporte há anos e criadora do Coletivo The Lap 1, um grupo idealizado para apoiar e acolher mulheres que desejavam viver a experiência única do Grande Prêmio em São Paulo. A iniciativa surgiu a partir da campanha Respect Women, que desde 2019 leva às arquibancadas do Autódromo de Interlagos uma mensagem simples, mas poderosa: respeito.

Ela também notou como o público mudou, e o quanto isso ainda incomoda a alguns. “É lindo ver tantas mulheres em Interlagos, mas também é frustrante perceber que a gente ainda precisa provar que entende do assunto”, disse. “Ouvi meninas contarem que deixaram de usar certas roupas por medo de assédio. E isso não devia ser parte da experiência de ninguém. A arquibancada tem que ser um lugar de torcida, não de medo.” 

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Colaboradora do coletivo The Lap 1 entrega adesivo para todas as torcedoras na arquibancada G no Autódromo de Interlagos (Foto: Bianca AthaideAGEMT)

 

 

Beatriz acredita que o aumento da presença feminina é reflexo da representatividade que começa a nascer dentro e fora das pistas. “Com as redes sociais, as mulheres criaram espaços de fala dentro do fandom [o conjunto dos fãs do esporte], e isso é muito poderoso. Agora existe comunidade, apoio e identidade coletiva. A F1 virou um lugar mais nosso também.”

Mas as mulheres estão respondendo com união. Grupos como o The Lap 1 e o Girls Like Racing criaram verdadeiras redes de apoio. Eles reúnem torcedoras, organizam encontros e combinam de assistir as corridas juntas, para que ninguém fique sozinha.

Foi assim que Ana Beatriz Freitas, 22 anos, viveu seu primeiro GP em São Paulo. “Eu tava animada, mas morrendo de medo de ir sozinha”, contou. “Aí encontrei o grupo do Girls Like Racing no WhatsApp e descobri outras três meninas que também iam desacompanhadas. Combinamos tudo, fomos juntas e foi uma das experiências mais lindas da minha vida. Eu me senti segura, apesar de ainda ter que fingir que não escutei um ou dois comentários por aí.”

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Adesivo entregue a torcedoras: "Eu sou uma mulher e eu amo Fórmula 1. Me respeite!" (Foto: Bianca Athaide/AGEMT)

Ver as arquibancadas cada vez mais cheias de mulheres é inspirador. Mas ainda não é o fim da corrida. O desafio agora é garantir que essa presença venha acompanhada de respeito, segurança e liberdade. “Não basta só estar lá, a gente precisa poder torcer, vibrar e existir nesses espaços sem medo algum!”, reforça Beatriz Rosenburg. 

Para quem, como eu, cresceu acompanhando o barulho dos motores e as histórias que correm por trás das curvas, esse é um ponto de virada. A Fórmula 1 está mudando - mesmo que a uma velocidade bem mais lenta que os 300 km/h de seus carros. Ainda há curvas difíceis pela frente, mas uma coisa é certa: as arquibancadas estão cada vez mais equilibradas. E isso é só o começo.

 

Com avanços nas tecnologias e maior visibilidade, jogadores com deficiência conquistam cada vez mais espaço nos mundos dos games e no e-sports.
por
Lucas Leal
Ian Ramalho
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08/11/2025 - 12h

Os eSports vêm se consolidando como um dos maiores fenômenos do entretenimento mundial nos últimos anos, e a presença de jogadores com deficiência só destaca mais a importância da inclusão no cenário competitivo. Com o apoio de novas tecnologias adaptativas, atletas brasileiros e internacionais começam a transformar o conceito de acessibilidade nos games, provocando grandes mudanças e avanços na indústria dos jogos, quebrando diversas barreiras físicas e sociais.

 

“A evolução dos controles, com cada vez mais botões, ficou mais difícil a jogatina, mas sempre me desdobrava, jogando até com os pés” disse o jornalista do portal Nintendo Blast, Daniel Morbi. Evidenciando a falta de percepção dos desenvolvedores para esse grupo ao longo do tempo. 

Histórias como a de jogadores como RockyNoHands e BlindWarriorSven mostraram ao mundo que o talento vai muito além das limitações físicas.

Rocky ‘RockyNoHands’ Stoutenburgh, jogador norte-americano, ficou tetraplégico após um acidente, porém graças a inovação na indústria dos jogos conseguiu continuar sua paixão. Jogando com a boca por meio de um controle adaptado, ele não apenas voltou a competir, mas conquistou duas vitórias na Twitch Rivals uma série de torneios organizados por uma das maiores plataformas de criação de conteúdo no mundo, entrando para o Guinness World Records como o primeiro streamer tetraplégico a atingir o status de afiliado na plataforma.

Sven 'BlindWarriorSven' Van de Wege, jogador holandês cego desde os seis anos, é uma lenda viva no cenário de Street Fighter. Usando apenas o som do jogo para se orientar, ele compete de igual para igual com adversários de alto nível e de destaque no cenário do jogo. Sven se tornou símbolo global de acessibilidade e inspiração, mostrando que a leitura visual não é pré-requisito para compreender o ritmo da competição.

Setup de jogo Rocky ‘RockyNoHands’ Stoutenburgh usando controle adaptado quadstick (Imagem: PC Gamer UK/Divulgação)

 

Esses atletas provaram que a deficiência não limita a performance, apenas exige novas formas de alcançá-la. E seus feitos abrem caminho para que mais jogadores PCD encontrem seu espaço nos palcos dos e-sports.

Apesar dos avanços, o cenário competitivo ainda está longe de ser totalmente inclusivo. Eventos internacionais continuam apresentando barreiras físicas, desde palcos inacessíveis até a ausência de intérpretes de Libras e equipamentos adaptados. Além disso, o custo elevado de dispositivos como controles especiais e adaptados, que podem ultrapassar os R$1.500, dificulta o acesso de jogadores brasileiros, que em sua maioria dependem de iniciativas comunitárias para competir.

Outro obstáculo é o preconceito velado. Muitos atletas PCD relatam terem sido tratados com surpresa ou desdém, como se sua presença fosse exceção, e não parte legítima do ecossistema dos games. A inclusão, portanto, vai além da tecnologia e adaptações de acessibilidade, ela exige empatia, respeito e visibilidade, precisando ser mais discutida e pautada nessas comunidades.

Os e-sports, diferentemente dos esportes convencionais, são mais abertos a essa população, muito marginalizada em atividades físicas. Essa barreira é desconstruída a partir dos jogos eletrônicos, que na teoria equalizam as condições tanto para um PCD quanto um não PCD. Segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência também é direito possuir a inclusão ao lazer, e o mundo dos videogames entra nesta questão. Mas há um outro desafio: adaptabilidade dos joysticks e mouse e teclado para todos. 

A reivindicação para controles adaptáveis aumentou com a popularização dos games em competições de e-sports. Além disso, legendas ou audiodescrição não estão incluídas em diversos jogos, dificultando a vida dos jogadores.  

Em 2021, a Microsoft lançou no Brasil um controle adaptável para jogadores com mobilidade reduzida, compatível com Xbox Series, Xbox One e PC. “Quando todos jogam, todos ganham”, foi a marca da empresa na campanha de lançamento. O controle é uma base fixa para dispositivos, permitindo montar um controle personalizado conforme as necessidades do usuário. Outro equipamento é o QuadStick, que funciona por movimentos da boca, voz e respiração do usuário, principalmente para tetraplégicos.  

Controle adaptado criado pela Xbox para jogadores com deficiência Imagem: GQ Brasil/Reprodução)

 

“Ao passar do tempo começou a existir um movimento na indústria abrangendo os PCDs, mas também muito por lucro, onde equipamentos adaptados chegaram ao Brasil custando mais de mil reais, ou até mesmo precisando importar esses produtos, desincentivando um grupo que já é marginalizado na sociedade” , completou Morbi. 

O relatório State of the Game Industry 2024 da GDC revelou que os desenvolvedores de jogos estão cada vez mais preocupados com os esforços de inclusão e igualdade na indústria em geral. No Brasil, a Able Gamers, uma ONG vem proporcionando inclusão desenvolvendo dispositivos adaptados por meio de arrecadação de fundos a mais de 20 anos. Democratizando o acesso aos jogos eletrônicos e combatendo o isolamento social dessa população.   

Existem algumas normas a respeito da acessibilidade no Brasil que garante uma boa experiência em meios digitais e jogos eletrônicos para pessoas com deficiência: 

  • ABNT NBR 17060: estabelece requisitos para em aplicativos em dispositivos móveis, sendo um guia técnico para eliminar barreiras digitais. 

  • Lei de acessibilidade (Lei nº 10.098/2000, regulamentada pelo decreto nº 5.296/2004): determina normas e critérios para promover acessibilidade que não se limita a tratar da acessibilidade apenas em aspectos físicos, mas também em qualquer aspecto de comunicação, como na área digital.  

  • Lei nº 10.436/2002: Institui a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda no Brasil. 

  • Decreto nº 6.949/2009: Incorporou à Constituição Federal o Direito das Pessoas com Deficiência, obrigando o Brasil a promover acessibilidade às tecnologias da informação e comunicação.  

  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência, lei nº 13.146/2015): tem como objetivo assegurar e promover a inclusão social e a cidadania das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida.




 

Loud, G3X, Furia, Nyvelados, Funkbol, Desimpedidos e Dendele carimbaram a vaga para o mata-mata
por
Davi Garcia
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04/11/2025 - 12h

Na última segunda-feira (3), a Kings League Brasil, campeonato de futebol 7 realizado em São Paulo, conheceu seus classificados para o mata-mata da competição. Loud, G3X, Funkbol e Furia entraram na última rodada já classificadas, jogando por posições e pela liderança geral, que assegurava vaga direta nas semifinais. Nyvelados, Desimpedidos e Dendele também estarão nas fases finais da liga, criada por Gerard Piqué, ex-jogador do Barcelona.

Luqueta, presidente do Dendele, comemora classificação na Kings League com Lucas Hector, jogador do Dendele. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League
Luqueta, presidente do Dendele, comemora classificação na Kings League com Lucas Hector, jogador do Dendele. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League

Na primeira partida do dia, Funkbol e Real Elite se enfrentaram sem grandes pretensões. Afinal, o “time da quebrada e do funk”, presidido por MC Hariel, Michel Elias e Kond, já estava classificado em primeiro lugar no seu grupo. Enquanto isso, o “Elite”, de Whindersson Nunes, Ludmilla e Lucas Freestyle, lutava para evitar a pior campanha da competição. No entanto, o Funkbol confirmou o favoritismo e venceu por 6 a 3.

No confronto seguinte, a Loud encarou o Desimpedidos buscando também encerrar a fase de grupos com chave de ouro. A equipe dos streamers Coringa e Renato Vicente chegou como uma das melhores equipes da atual Kings League. Por outro lado, o Desimpedidos, do influenciador Toguro, amargava um turno decepcionante, com apenas três pontos. Apesar disso, chegou com chances de classificação para o mata-mata. A partida foi tranquila para a Loud, que goleou o ‘DEC’ por 10 a 4. Mesmo assim, o Desimpedidos se classificou para a próxima fase graças à derrota do Real Elite. 

Em sequência, Furia e G3X protagonizaram o clássicoentre as equipes mais tradicionais da competição. A “Pantera”, presidida por Neymar e Cris Guedes, precisava de uma vitória no tempo normal para se classificar com a melhor campanha da competição. Enquanto isso, a equipe de Gaules necessitava dos três pontos para carimbar o segundo lugar geral. O jogo foi quente do início ao fim, contando com brilho dos craques Leleti e Chaveirinho. No entanto, foi o “rei da Kings League”, Kelvin Oliveira, que decidiu para o G3X. ‘K9’ anotou três gols para vencer a Furia por 6 a 4. A partida ainda ficou marcada por provocações entre os presidentes das equipes.

Kelvin Oliveira, do G3X, comemora gol marcado contra a Furia. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League
Kelvin Oliveira, do G3X, comemora gol marcado contra a Furia. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League

No quarto duelo da rodada, o Nyvelados, de Nyvi Estephan, encarou o Fluxo, dos streamers Cerol e Nobru. O confronto era um verdadeiro ‘jogo de seis pontos’, afinal, quem vencesse estaria nos playoffs. O ‘FX’ liderou o placar por grande parte do jogo, até que Ivo, goleiro do time de Nyvi, anotou uma pintura de sua própria área para empatar e, consequentemente, embalar a virada. LeoGol, camisa 10 do Nyvelados, fechou a conta para classificar a equipe ao mata-mata, enquanto o Fluxo acabou eliminado da Kings League.

Por fim, Dendele, de Luqueta e Paulinho ‘o Loko’, e Capim, de Jon Vlogs e Luva de Pedreiro, se enfrentaram em busca da última vaga para a próxima fase. O jogo, marcado por um verdadeiro duelo de torcidas, teve os presidentes como protagonistas. Paulinho converteu o ‘pênalti presidente’ logo no início, deixando tudo igual no placar. Jon não deixou barato e também converteu em uma linda cobrança. Porém, com uma defesa sólida, o Dendele venceu o Capim por 4 a 2 e se classificou para os playoffs.

Na próxima segunda-feira (10), Furia e Nyvelados abrem a disputa do mata-mata. Quem vencer, enfrentará a líder Loud. Em seguida, o vencedor de Funkbol e Desimpedidos encara G3X ou Dendele. A Kings League Brasil tem transmissão em seu canal oficial do Youtube.

Confrontos do mata-mata da Kings League. Foto: Divulgação/Kings League
Confrontos do mata-mata da Kings League. Foto: Divulgação/Kings League