Com a vitória sobre o Minas, o time paulista se torna o maior campeão da competição
por
Guilbert Inácio
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03/03/2026 - 12h

No último sábado (28), o Osasco Cristóvão Saúde venceu o Minas por 3 sets a 1, na final da Copa Brasil de Vôlei Feminino. O título conquistado no Ginásio Moringão, em Londrina, foi o quinto da história do time paulista, que agora é o maior campeão da competição.

A imagem mostra todo o elenco e comissão técnica do Osasco com suas medalhas. A frente no chão está o troféu da Copa Brasil de Vôlei. Ao fundo está a arquibancada.
Osasco conquista o bicampeonato seguido. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

As equipes chegaram à final após dois clássicos disputados na semifinal. O Osasco eliminou o Sesc RJ Flamengo por 3 sets a 0. Já o Minas venceu o rival mineiro Praia Clube, de virada, por 3 sets a 1.

Primeiro set

O set começou equilibrado, com o Minas tendo assumido a liderança por dois pontos duas vezes, mas em ambas tomou o empate. Em seguida, o Osasco abriu 10 a 7 com um ace da levantadora, Jenna Gray, e dois pontos de Bianca Cugno.

O técnico italiano do Minas, Lorenzo Pintus, pediu tempo para corrigir os erros da equipe. A parada deu resultado e o time somou pontos. Com um ataque de Hilary Johnson, o Minas virou a parcial para 12 a 11. Após trocas de pontuação entre as equipes, o Osasco abriu 23 a 20, com Caitie Baird. A equipe mineira tentou reagir, mas Caitie botou a bola no chão e fechou a parcial em 25 a 23.

Segundo set

Em busca do empate, o Minas voltou forte para a segunda etapa. A equipe mineira abriu um 9 a 6 e administrou a vantagem até Ana Rüdiger mandar a bola para fora, o que deu o empate para a equipe paulista, parcial em 14 a 14.

As comandadas pelo técnico italiano não se abalaram e emendaram uma boa sequência: Sergeevna Khaletskaya, Hilary, Gleice e Thaísa fizeram o 21 a 17. O Osasco reagiu e virou para 24 a 23, tendo a oportunidade do set point, mas Cugno sacou na rede. A equipe de Luizomar teve mais uma chance de fechar o set no 26 a 25, mas a ponteira russa, Khaletskaya, impediu. Com dois bloqueios seguidos, um de Gleice e um de Thaísa, o Minas fechou a parcial em 28 a 26.

Terceiro set

Tentando repetir o feito da semifinal, a equipe mineira entrou em quadra focada na virada. No início, foi superior e conseguiu abrir seis pontos de vantagem sobre a equipe paulista. Com o placar em 12 a 6 para o adversário, Luizomar trocou Mayhara por Tiffany. A ponteira diminuiu dois pontos de desvantagem.

Com uma sequência emocionante, Larissa Besen, Cugno e Caitie, duas vezes, empataram o set em 12 a 12. Após seis pontos seguidos do Osasco, Gleice colocou a bola no chão e quebrou a ofensiva paulista. O jogo seguiu equilibrado até o Osasco fazer três pontos seguidos e, com um 19 a 18, assumiu pela primeira vez a vantagem no set.

O Minas não reagiu e as paulistas fizeram uma sequência de cinco pontos seguidos. Cugno, com um ataque forte sem chance de Hilary defender, fechou a parcial em 25 a 20, o que deu a vantagem de 2 sets a 1 para o Osasco.

Último set

O set começou com uma leve vantagem do Minas, mas as mineiras estacionaram nos oito pontos e viram, novamente, cinco pontos seguidos das paulistas, que viraram a parcial para 11 a 8. Rüdiger quebrou a sequência, mas o Osasco administrou a vantagem com os erros do Minas.

Com a parcial em 20 a 17, as mineiras, pela terceira vez no jogo, viram cinco pontos sucessivos do Osasco, com destaque para três bloqueios seguidos de Valquíria Dullius. A equipe paulista venceu o set por 25 a 17, o que decretou a conquista do título por 3 sets a 1.

Esse foi o quinto título da Copa Brasil da história do Osasco Cristóvão Saúde, o que tornou o clube o maior vencedor da competição. As outras conquistas foram em 2008, 2014, 2018 e 2025. O Sesc RJ Flamengo e o Minas vêm logo atrás com quatro e três títulos, respectivamente.

A imagem mostra as jogadoras Camila Brait e Tiffany Abreu segurando o troféu de MVP
Camila Brait foi eleita a MVP da competição e chamou Tiffany Abreu, alvo de transfobia durante o campeonato, para compartilhar a honraria. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Ambas as equipes voltam à quadra na próxima sexta-feira (6), para a disputa da 19ª rodada da Superliga Feminina de Vôlei. O Osasco recebe, às 19h, o Fluminense, no Ginásio de Esportes José Liberatti. O Minas recebe o Sesc RJ Flamengo, na Arena Minas Tênis Clube, às 21h30.

 

Requerimento da Câmara Municipal de Londrina tentou impedir a atleta transexual de participar da competição
por
Guilbert Inácio
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03/03/2026 - 12h

Na última quinta-feira (26), a Câmara Municipal de Londrina (PR), em regime de urgência, aprovou um requerimento que vetou a jogadora trans Tiffany Abreu, do Osasco Cristóvão Saúde, na fase final da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que ocorreu no município. A medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, com os dois braços levantados. Atrás, há a presença de outras jogadoras e da arquibancada.
Em 2017, Tiffany se tornou a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

O requerimento 102/2026, protocolado na Câmara pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como “Jessicão”, foi aprovado por 12 votos favoráveis e quatro contrários. No texto da solicitação, a vereadora cita nominalmente Tiffany e alega que o Osasco inscreveu “o atleta” de forma indevida.

Lei contraditória

A ação foi encaminhada por ofício para a prefeitura, que exige o cumprimento da Lei Municipal nº 13.770/24. Essa norma municipal proibe, em Londrina, a participação de “atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento” em times, competições, eventos e disputas esportivas.

A lei é de autoria de Jessicão e não chegou a ser sancionada pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, mas foi promulgada pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Caso a medida seja descumprida, o segundo parágrafo do Art. 2º prevê revogação do alvará da competição e multa administrativa de R$10.000 ao Osasco.

Contudo, a norma tem trechos confusos no campo da ciência, pois ao definir quem está impedido de jogar por "contrariedade ao sexo biológico" o texto mistura identidade de gênero e orientação sexual. “Gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros”, diz o segundo parágrafo do Art. 1.

A palavra cisgênero, termo referente às pessoas que se identificam com o sexo biológico atribuído no nascimento, também é mencionada. Em resumo, a lei, como está redigida, abre precedentes para proibir qualquer pessoa de praticar esportes de alto rendimento no município. Isso pode interferir na autonomia das federações de regular as práticas esportivas, além de entrar em conflito com a seção III da Lei Geral do Esporte, que garante o direito fundamental de todas as pessoas à prática esportiva em suas múltiplas e variadas manifestações.

Manifestações e decisões da justiça

Após a aprovação do requerimento, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Osasco recorreram à justiça para garantir a presença da atleta na semifinal da competição contra o Sesc RJ Flamengo, na sexta-feira (27), no Ginásio Moringão.

Em nota no Instagram, o clube paulista se manifestou:

 “Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.

Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”
 

Na tarde de sexta-feira (27), o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da segunda Vara da Fazenda Pública de Londrina, apontou inconstitucionalidade e concedeu liminar que impediu a prefeitura de vetar a ponteira do jogo. A prefeitura atendeu o pedido.

Horas antes do jogo, em liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF e responsável pela relatoria do caso, suspendeu a eficácia da lei até que a ação passe por exame de mérito. Segundo a ministra, a lei geraria: "grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana".

A vereadora Paula Vicente (PT), uma das quatro pessoas que votaram contra o requerimento, alegou que vai entrar com ação nos órgãos competentes para revogar a lei.

Tiffany fica

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, recebendo o troféu Viva Vôlei.
Tiffany atuou na semifinal e final da Copa Brasil de Vôlei. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Na final, no sábado (28), a equipe paulista foi campeã sobre o Minas por 3 sets a 1. Tiffany foi ovacionada pelo público presente no Ginásio Moringão.

Por voto popular, a jogadora do Osasco foi eleita a melhor jogadora da final e recebeu o troféu Viva Vôlei, mas entregou o mérito a Jenna Gray, levantadora e aniversariante do dia, que foi dispensada do Minas no fim da última temporada.

Em entrevista à Sportv, Tiffany mandou um recado para a vereadora Jessicão pedindo para ela se preocupar mais com o esporte da cidade. “Vai buscar incentivo para dar suporte, em vez de excluir, porque o seu trabalho é dar inclusão e não exclusão.”
 

O lateral-direito do PSG segue em atuação e time ainda não se pronunciou a respeito
por
Giovanna Britto
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27/02/2026 - 12h

 

Na última terça-feira (24), Achraf Hakimi, o lateral-direito do clube Paris Saint-Germain, afirmou em sua rede social que enfrentará um julgamento por estupro, após uma denúncia apresentada por uma jovem em 2023 na França. O marroquino e sua advogada negam as acusações e pedem justiça.

“Hoje em dia, uma acusação de estupro é suficiente para justificar um julgamento, mesmo que eu a negue e tudo prove que é falsa. Isso é tão injusto para os inocentes quanto para as verdadeiras vítimas. Aguardo calmamente este julgamento, que permitirá que a verdade venha à tona publicamente” escreveu o jogador em seu perfil do X.

Print do pronunciamento de Hakimi via post no X.
Pronunciamento do jogador Hakimi em seu X. Imagem: Divulgação/X/@AchrafHakimi. 

 

Através de um comunicado, a advogada de Hakimi, Fanny Colin, afirma que “foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave.”

Colin finaliza o texto dizendo que estão determinados e combativos, enquanto aguardam o julgamento para que a justiça seja feita.

Comunicado escrito pela advogada de Hakimi e postado no X.
Comunicado divulgado nas redes da advogada. Imagem: Divulgação/X/@FannyColin_av. 

 

Tradução completa: “Foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave. Uma mulher cujas duas avaliações psicológicas sucessivas revelaram falta de lucidez em relação aos fatos que ela afirma denunciar, bem como a ausência de quaisquer sintomas pós-traumáticos. Durante todo esse tempo, ela tentou esconder das autoridades judiciais diversas mensagens trocadas com uma de suas amigas, nas quais planejava “roubar” (sic) o Sr. Hakimi. Estamos determinados e combativos enquanto aguardamos este julgamento para que a justiça seja feita.”

 

A ACUSAÇÃO

A denúncia foi realizada no final de fevereiro de 2023 por uma mulher de 24 anos. Ela foi a uma delegacia e relatou ter sido estuprada na casa de Hakimi, em Boulogne-Billancourt, uma cidade próxima a Paris. A jovem não registrou uma reclamação formal.

Inicialmente, apenas uma investigação foi aberta. Um mês depois, o marroquino foi indiciado e colocado sob supervisão judicial. Em agosto de 2025, o caso avançou significativamente ao ser encaminhado ao tribunal criminal pela Procuradoria de Nanterre, órgão do Ministério Público francês localizado na região oeste de Paris. O promotor confirmou que o caso de Hakimi foi encaminhado para julgamento, mas ainda não foram divulgadas datas para o início do processo.

 

RELAÇÃO COM O FUTEBOL

Achraf Hakimi atualmente joga como lateral-direito no PSG e na Seleção do Marrocos. Em 2025 ficou em 6 lugar na premiação Bola de Ouro e já passou por clubes como Real Madrid, Borussia Dortmund e Inter de Milão até chegar no time francês em 2021.

O seu atual clube não se pronunciou formalmente a respeito do caso. No entanto, nesta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa, o técnico Luis Enrique afirmou que “tudo está nas mãos da justiça” ao ser perguntado sobre a situação. Hakimi entrou em campo nesta quarta-feira (25) para enfrentar o Mônaco, no Parc des Princes, pela Liga dos Campeões.

Jogador Hakimi em campo segurando prêmio de melhor jogador africano e usando uniforme de Marrocos.
Hakimi segurando “bola de ouro africana” por melhor jogador da temporada. Foto: Reprodução/Instagram/@achrafhakimi
Jogador do Red Bull Bragantino culpou Daiane Muniz pela eliminação do time nas quartas de final do Paulistão
por
Marco Nery
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25/02/2026 - 12h

 

No último sábado (21), a partida entre São Paulo e Red Bull Bragantino ficou marcada pelas falas machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, na entrevista pós-jogo contra a árbitra Daiane Muniz. Ao deixar o campo, o jogador a culpou pela eliminação da equipe no Paulistão 2026. Daiane foi amplamente elogiada pela imprensa por sua atuação nas quartas de final.

Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão
Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão

 

O confronto entre São Paulo e Red Bull Bragantino, válido pelas quartas de final do Campeonato Paulista de 2026, prometia equilíbrio entre as duas equipes da Série A do Campeonato Brasileiro. O Tricolor paulista nunca havia vencido o Bragantino fora de casa desde que o clube de Bragança Paulista passou a atuar como SAF ligada à marca austríaca de energéticos. A equipe do interior estava invicta e possuía a melhor defesa da competição.

A partida começou equilibrada, com chances para ambos os lados. Aos 40 minutos, Damián Bobadilla abriu o placar para o São Paulo após aproveitar uma bola espalmada pelo goleiro adversário dentro da área. Já no início do segundo tempo, Lucas Moura ampliou em jogada ensaiada do Tricolor.

Aos 72 minutos, Gustavo Marques diminuiu para o Red Bull Bragantino. No último lance do jogo, Juninho Capixaba caiu dentro da área ao disputar a bola com um adversário, mas a árbitra Daiane Muniz optou por não marcar o pênalti. A decisão gerou revolta nos jogadores do Bragantino, que cercaram a árbitra. Daiane manteve a decisão de campo e encerrou a partida com vitória do São Paulo por 2 a 1 e eliminação do Massa Bruta.

Após o apito final, a juíza expulsou Juninho Capixaba por excesso de reclamação. No entanto, o que mais repercutiu foram as declarações de Gustavo Marques na entrevista pós-jogo. O jogador proferiu falas de teor machista contra Daiane. Segundo ele, a árbitra teria favorecido o São Paulo e a Federação Paulista de Futebol (FPF) não deveria escalar uma mulher para apitar uma partida do porte de quartas de final do Paulistão.

 

As declarações geraram forte repercussão entre jornalistas e atletas de outros clubes, que saíram em defesa da árbitra. A repórter da CazéTV, Bárbara Coelho, teceu duras críticas ao comportamento do zagueiro do Bragantino e afirmou: “Falas misóginas e comportamentos machistas matam mulheres todos os dias”. Hugo Souza, goleiro do Corinthians, também manifestou apoio a Daiane durante entrevista concedida após a classificação de sua equipe à semifinal, conquistada diante da Portuguesa, no Canindé.

A arbitragem de Daiane Muniz foi elogiada por sua condução da partida, considerada segura e coerente nas decisões disciplinares. A juíza é bem avaliada pela comissão de arbitragem da CBF e vem sendo cotada para representar o Brasil na Copa do Mundo masculina, podendo se tornar a única árbitra na competição. Questionada sobre o episódio, preferiu não comentar e afirmou estar focada em seu trabalho.

Posteriormente, Gustavo Marques informou à imprensa que procurou Daiane no vestiário para pedir desculpas e também se retratou publicamente, pedindo desculpas a todas as mulheres por suas declarações. O Red Bull Bragantino reforçou o pedido de desculpas em suas redes sociais. Além disso, o clube aplicou multa equivalente a 50% do salário do atleta, valor que será destinado à ONG Rendar, instituição que apoia mulheres em situação de vulnerabilidade na região de Bragança Paulista.

A FPF informou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), responsável por julgar infrações disciplinares. O jogador pode ser suspenso por até 10 partidas, além de receber multa que pode chegar a R$100 mil.

Vinicius Júnior, atacante do Real Madrid, denunciou ofensa racista feita pelo meia Prestianni
por
Guilherme Romero
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25/02/2026 - 12h

 Na última terça-feira (17), ocorreu a partida entre Benfica e Real Madrid válida pelos playoffs de oitavas de final da Champions League, disputada no Estádio da Luz em Lisboa, Portugal. Após marcar o único gol do jogo, o atacante brasileiro Vinícius Júnior denunciou o meia argentino Prestianni ao árbitro, relatando que foi chamado de “macaco” pelo jogador adversário que cobriu a boca com a camiseta, causando a paralisação do jogo por alguns minutos.

 A queixa levou a UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) a designar um inspetor para investigar a possível conduta discriminatória contra o atacante do Real Madrid durante o confronto. Com a denúncia confirmada, o meia do Benfica, Prestianni, pegou uma suspensão provisória pelo comitê de ética da UEFA e ficará de fora do jogo de volta na Espanha que será realizado na próxima quarta-feira (25) e além disso será julgado pela entidade. Caso seja considerado culpado, poderá ficar no mínimo com dez jogos suspensos.

 Dentro do artigo 14°do regulamento da UEFA que visa punir comportamentos contra a dignidade humana, o clube português não apenas perdeu o meia Prestianni para o jogo de volta no Santiago Bernabéu, como também pode receber punições mais  rígidas por vaias e insultos durante a paralisação do jogo, como o fechamento de setores específicos do estádio em jogos futuros, partidas sem a presença da torcida, multas financeiras e impedimento de vender ingressos para seus torcedores em jogos como visitantes.

 A postura do treinador do Benfica José Mourinho foi de minimizar a situação, considerando a comemoração do jogador apenas como “desrespeitosa”. Também houve falas negativas como do treinador do Paris Saint-Germain Luis Enrique, dizendo que “o caso não teve nada de importante” e do técnico do Flamengo Filipe Luís que classificou o ocorrido como “caso isolado”. 

 Por outro lado algumas outras figuras do futebol reagiram. O atacante Mbappé exigiu o banimento do meia argentino da Champions League e o treinador Guardiola defendeu o atacante brasileiro. O Ministério de Esportes e o Ministério de Relações Exteriores do governo brasileiro emitiram uma nota exigindo que a UEFA e o governo português apliquem sanções criminais e desportivas.

Réus penduraram boneco enforcado com camisa do jogador antes de clássico em Madri
por
Henrique Baptista
Lucca Andreoli
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17/06/2025 - 12h
Vini Jr em gesto anti racista durante jogo do Real Madrid
Vini Jr em gesto anti racista durante jogo do Real Madrid Foto: Jose-Jordan/AFP

A Justiça da Espanha condenou quatro torcedores do Atlético de Madrid por crime de ódio e ameaças contra o atacante brasileiro Vinicius Junior. O caso está relacionado a um ato racista ocorrido em 26 de janeiro de 2023, quando os réus penduraram em uma ponte de Madri um boneco que simulava o enforcamento do jogador, vestindo uma camisa com seu nome. O episódio aconteceu às vésperas de um clássico entre Atlético de Madrid e Real Madrid, pela Copa do Rei.

De acordo com a sentença divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Tribunal Provincial de Madrid, os condenados pertencem ao grupo “Frente Atlético” e receberam penas que variam entre 14 e 22 meses de prisão, além de multas e outras sanções. Um dos torcedores, responsável por divulgar imagens do boneco nas redes sociais, foi sentenciado a 15 meses de prisão por crime de ódio e mais sete meses por ameaças, além de multa de 1.084 euros, R$6.938 na cotação atual. Os outros três receberam pena de 14 meses, com multa de 720 euros (R$4.608) cada.

Torcedores do Atlético de Madrid simularam enforcamento de boneco com camisa de Vini Jr antes de clássico com o Real Madrid.
Torcedores do Atlético de Madrid simularam enforcamento de boneco com camisa de Vini Jr antes de clássico com o Real Madrid. Foto: Reprodução

Apesar das condenações, os réus não deverão cumprir pena em regime fechado, pois aceitaram medidas alternativas de reparação, como carta de desculpas e programas de reeducação. Eles assinaram uma declaração direcionada a Vinicius Junior, ao Real Madrid, à LaLiga e à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), o que contribuiu para a atenuação das penas.

Entre as medidas adicionais impostas pela Justiça, os quatro torcedores estão proibidos de frequentar estádios durante quatro horas antes e depois das partidas do futebol espanhol, pelo período de quatro anos. Eles também deverão participar de cursos sobre igualdade e não discriminação.

A LaLiga, organizadora da elite do futebol espanhol, foi quem divulgou a decisão judicial. Em nota, a entidade reafirmou seu compromisso no combate ao racismo e ressaltou a importância do veredito como precedente na luta contra a discriminação nos estádios.

CS nacional volta a disputar uma semifinal do mundial após três anos
por
Henrique Baptista
Lucca Andreoli
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17/06/2025 - 12h
Fotos dos times da FURIA e paiN
FURIA e paiN disputarão a vaga para semifinal do mundial de Counter Strike. Fotos: Stephanie Lindgren e Michal Konkol/BLAST.tv

O Brasil está garantido nas semis finais do BLAST.tv Austin Major 2025. FURIA e paiN se enfrentarão nesta quinta (19) nos playoffs do Major, marcando a primeira vez em que duas equipes brasileiras se encontram em uma fase eliminatória de mundial da Valve e garantindo ao menos um representante brasileiro entre os quatro melhores times do mundo. Por outro lado, o domingo também marcou a despedida da Legacy, que foi eliminada após sofrer a virada contra a MOUZ em uma série acirrada de três mapas.

paiN vence e faz história com vaga inédita

A paiN Gaming conquistou sua vaga histórica aos playoffs com uma série intensa contra a Virtus.pro. No primeiro mapa, Mirage, os brasileiros dominaram o lado TR e fecharam por 13 a 8. A VP reagiu na Inferno, com um lado CT quase perfeito, empatando a série. Mas na Dust2, a paiN foi avassaladora: abriu 10 a 2 e, apesar da recuperação parcial dos adversários, venceu por 13 a 11.


Com o resultado, a paiN se classifica pela primeira vez aos playoffs de um Major chancelado pela Valve. A equipe havia batido na trave em 2023, caindo no Legends Stage dos dois Majors disputados naquele ano.

paiN comemorando classificação diante da Virtus.pro.
paiN comemora classificação diante da Virtus.pro. Foto: Divulgação/Radosław Makuch/HLTV

FURIA retorna ao mata-mata após três anos

Já a FURIA avançou para a fase final da competição após vencer três partidas no Stage 3, contra The MongolZ, Aurora e Virtus.pro, e avançar com campanha perfeita de três vitórias. A última aparição da equipe brasileira nos playoffs de um mundial havia sido no IEM Rio 2022, quando venceu a NAVI nas quartas e caiu na semifinal diante da HEROIC.


O reencontro com a fase final reacende a esperança dos torcedores brasileiros de voltar a vencer o campeonato após nove anos, quando conquistou dois títulos com as equipes da SK e Luminosity Gaming. Além do clássico verde-amarelo, os playoffs contam com as potências europeias NAVI, Vitality, FaZe, Spirit, MOUZ, e os asiático da TheMongolZ, top 5 do ranking mundial.

Despedida da Legacy após virada da MOUZ

A Legacy encerrou sua campanha no Austin Major com uma eliminação amarga. A equipe brasileira teve a chance de fechar a série contra a MOUZ em 2 a 0, mas sofreu a virada por 2 a 1. Após vencer a Ancient com autoridade por 13 a 4, a Legacy foi superada na Inferno por 13 a 11 e na Nuke por 13 a 10.


Com o resultado, a Legacy fecha o Stage 3 com campanha de duas vitórias e três derrotas, e se despede do Major após protagonizar momentos marcantes, incluindo a quebra da invencibilidade da Vitality na estreia desta fase.

 

Glossário Counter-Strike:
Mirage / Inferno / Dust2: Mapas do jogo. Cada partida é disputada em um ou mais mapas, com estilos e táticas próprias.
Melhor de três (MD3): Série em que vence quem ganhar dois mapas.
Playoffs: Etapa eliminatória do torneio, que reúne as melhores equipes após a fase de grupos.
Stage: Etapa do Major. O Stage 3 reúne os oito melhores times da competição.
TR / CT : Funções assumidas por cada equipe durante o jogo; os times trocam de lado na metade do mapa.

Saída do treinador argentino liga alerta para crise no clube paulista
por
Carolina Zaterka Ajzen
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16/06/2025 - 12h

   A diretoria são-paulina vinha manifestando apoio público a Zubeldía há pouco tempo, apesar da pressão externa. Ainda em meados de abril, quando oscilavam os primeiros resultados da temporada, o diretor de futebol Carlos Belmonte afirmou que não havia risco de demissão e que o treinador seguiria no cargo “independentemente do resultado” de um jogo-chave, citando confiança total no trabalho do argentino. Na ocasião, Belmonte garantiu à ESPN que não havia risco de demissão e que a gestão tinha total convicção no trabalho do Zubeldía, enfatizando também que os jogadores confiavam no argentino. 
   O dirigente chegou a cravar que Zubeldía continuaria no comando pelo menos até o clássico seguinte, numa demonstração pública de respaldo ao treinador. Além disso, Belmonte fez questão de rechaçar rumores de que o clube estaria negociando com outro técnico pelas costas: “Nós nunca faríamos isso. Só podemos buscar um treinador quando não tivermos um. Essa especulação nunca existiu.”, disse ele, negando que Dorival Júnior (na época, livre no mercado) estivesse apalavrado para um retorno.
   Nos bastidores, porém, a cúpula tricolor já demonstrava preocupação. Pessoas próximas ao presidente Julio Casares revelaram que ele era um dos últimos defensores de Zubeldía dentro do clube, tentando dar voto de confiança ao técnico em meio à má fase. Entretanto, o clima no conselho deliberativo e entre outros diretores era de ceticismo crescente. Após a derrota para o Vasco, a pressão atingiu níveis “próximos do insuportável”, conforme definiu uma fonte ouvida pelo blog do jornalista Jorge Nicola. Dirigentes e conselheiros passaram a duvidar que Zubeldía teria capacidade de reverter a situação, diante de um time estagnado que não reagia mesmo após mudanças táticas e retornos de lesionados.
 

Palmeiras e São Paulo na semifinal do Paulistão 2025 - Reprodução Cesar Greco/Palmeiras

Palmeiras e São Paulo na semifinal do Paulistão 2025 - Reprodução Cesar Greco/Palmeiras

 

   No âmbito nacional e internacional, o desempenho de Zubeldía foi paradoxal. Na Copa Libertadores 2025, o time fez uma campanha histórica na fase de grupos: eles conseguiram a conquista inédita de vencer todos os jogos fora de casa (algo que o clube nunca havia feito antes na história da competição). Com a força desse desempenho, o São Paulo avançou para as oitavas de final como o primeiro colocado do grupo. A equipe também avançou na Copa do Brasil, para as oitavas de final, na qual o Athletico-PR é seu adversário. 
   Por outro lado, o calcanhar de Aquiles foi o Campeonato Brasileiro. O São Paulo do antigo técnico não conseguiu embalar uma boa sequência na liga nacional. Em 12 rodadas disputadas até a pausa de junho, o time conquistou apenas 12 pontos (2 vitórias, 6 empates e 4 derrotas) e ocupa a 14ª colocação na classificação – somente um ponto acima da zona de rebaixamento. Esse rendimento aquém do esperado no Brasileirão foi apontado unanimemente como o principal fator para a queda do treinador. Mesmo com a vaga assegurada nas oitavas da Libertadores e da Copa do Brasil, a diretoria não tolerou o risco de ver o Tricolor envolvido na luta contra o rebaixamento  no campeonato nacional.
   Outro aspecto marcante da passagem de Zubeldía foi seu estilo explosivo à beira do gramado. O argentino rapidamente caiu nas graças da torcida pelo jeito enérgico com que vivia as partidas, comemorando gols efusivamente e reclamando de arbitragens com veemência. No entanto, essa característica cobrou seu preço: em 85 jogos no comando, Zubeldía recebeu nada menos que 35 cartões (32 amarelos e 3 vermelhos) – um recorde negativo que o fez cumprir diversas suspensões e desfalcar o time no banco em partidas importantes. 
  Em determinado momento de 2025, o técnico acumulava mais cartões amarelos do que vitórias na temporada, estatística que evidenciou problemas de disciplina e certa desorganização em campo. As escolhas táticas de Zubeldía também ficaram sob escrutínio conforme os resultados pioravam. Por exemplo, a insistência em escalar o atacante Luciano improvisado como meio-campista gerou muitas críticas dos analistas e torcedores, que viam o time sem criatividade no setor ofensivo.

 

Luis Zubeldía tomou cartão vermelho diante do Athetico-PR, na Ligga Arena. Foto: Reprodução: Nelson AlmeidaTV Globo
Luis Zubeldía tomou cartão vermelho diante do Athetico-PR, na Ligga Arena. Foto: Reprodução: Nelson AlmeidaTV Globo


   A diretoria são-paulina vinha manifestando apoio público a Zubeldía há pouco tempo, apesar da pressão externa. Ainda em meados de abril, quando oscilavam os primeiros resultados da temporada, o diretor de futebol Carlos Belmonte afirmou que não havia risco de demissão e que o treinador seguiria no cargo “independentemente do resultado” de um jogo-chave, citando confiança total no trabalho do argentino. Na ocasião, Belmonte garantiu à ESPN que não havia risco de demissão e que a gestão tinha total convicção no trabalho do Zubeldía, enfatizando também que os jogadores confiavam no argentino. 
   O dirigente chegou a cravar que Zubeldía continuaria no comando pelo menos até o clássico seguinte, numa demonstração pública de respaldo ao treinador. Além disso, Belmonte fez questão de rechaçar rumores de que o clube estaria negociando com outro técnico pelas costas: “Nós nunca faríamos isso. Só podemos buscar um treinador quando não tivermos um. Essa especulação nunca existiu.”, disse ele, negando que Dorival Júnior (na época, livre no mercado) estivesse apalavrado para um retorno.
   Nos bastidores, porém, a cúpula tricolor já demonstrava preocupação. Pessoas próximas ao presidente Julio Casares revelaram que ele era um dos últimos defensores de Zubeldía dentro do clube, tentando dar voto de confiança ao técnico em meio à má fase. Entretanto, o clima no conselho deliberativo e entre outros diretores era de ceticismo crescente. Após a derrota para o Vasco, a pressão atingiu níveis “próximos do insuportável”, conforme definiu uma fonte ouvida pelo blog do jornalista Jorge Nicola. Dirigentes e conselheiros passaram a duvidar que Zubeldía teria capacidade de reverter a situação, diante de um time estagnado que não reagia mesmo após mudanças táticas e retornos de lesionados.
 

 

Zubeldía à beira do campo em partida contra o Vasco. Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto/Saopaulofc.net
Zubeldía à beira do campo em partida contra o Vasco. Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto/Saopaulofc.net

 

   O clube segue vivo em duas frentes importantes. Na Copa Libertadores da América enfrentará o Atlético Nacional, da Colômbia, em agosto. Já na Copa do Brasil, disputa vaga contra o Atlético-PR e o primeiro jogo acontece no dia 31 de julho, no Morumbi. Ao mesmo tempo, a equipe convive com a ameaça de uma campanha desastrosa no Brasileirão. O novo treinador herdará um cenário desafiador, porém com oportunidades. A possibilidade de conquistar um título continental ou nacional de mata-mata é real e pode dar brilho à temporada. Por outro lado, o técnico estreante precisará, com urgência, estancar a sangria no Campeonato Brasileiro para afastar o fantasma do rebaixamento.
   Felizmente para o Tricolor, o calendário reserva uma janela valiosa para arrumar a casa. Devido à realização da Copa do Mundo de Clubes da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) em junho e julho, as competições serão paralisadas por quase um mês. Com isso, o São Paulo só volta a campo pelo Brasileirão no dia 11 de julho, quando enfrentará o Flamengo, no Maracanã. 
   Essa pausa deverá ser aproveitada como uma espécie de “mini pré-temporada” pelo elenco. Os jogadores entraram em férias logo após a partida contra o Vasco e tem retorno marcado para 26 de junho, data em que a comissão técnica – possivelmente a nova – iniciará os trabalhos visando a retomada dos torneios. A ideia manifestada nos bastidores é anunciar o novo treinador antes dessa reapresentação, justamente para que ele possa dispor de cerca de duas semanas de treinamentos ininterruptos com o grupo completo, sem a pressão imediata de jogos oficiais.
   Esse período também servirá para recuperar jogadores lesionados. Atualmente, o Departamento Médico conta com  nomes importantes, como Oscar e Lucas, em fase final de reabilitação. 
   No entanto, nem tudo são boas notícias. A tabela de reestreia no Brasileirão promete ser ingrata, exigindo que o eventual “efeito positivo” da troca de comando seja imediato. Logo apósvisitar o Flamengo no Rio de Janeiro, o Tricolor enfrenta na sequência, ainda fora de casa, o Red Bull Bragantino, terceiro colocado na tabela, em Bragança Paulista. Depois recebe, no Morumbi, o Corinthians, no clássico Majestoso, em duelo que pode ter contornos decisivos para as pretensões do Tricolor no campeonato. 
   Assim, a consequência direta da saída de Zubeldía é que o São Paulo aposta numa espécie de “recomeço” no meio da temporada. A margem de erro diminuiu: se antes havia esperança de recuperação com o treinador antigo, agora a expectativa recai sobre um novo nome para extrair mais deste elenco. A diretoria sinaliza que irá “fazer de tudo para salvar o ano”, o que inclui eventualmente reforçar o time com contratações pontuais indicadas pelo próximo técnico, aproveitando a janela de transferências de julho. 
   Entretanto, qualquer plano passa por uma variável fundamental: a resposta dos jogadores dentro de campo. Se o grupo conseguir assimilar bem as mudanças e reagir, o São Paulo ainda pode almejar uma campanha digna em 2025. Caso contrário, a saída de Zubeldía terá sido em vão, e o clube poderá enfrentar um segundo semestre tão ou mais conturbado quanto o primeiro.
 

Com um compilado de quatro reportagens, textos trazem diferentes perspectivas sobre o tema
por
Nathalia de Moura
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16/06/2025 - 12h

O site Donas da Bola, idealizado por Nathalia de Moura para a disciplina de Jornalismo Contra-Hegemônico, lecionada pela Professora Doutora Anna Flávia Feldmann, visa, a partir de dados, imagens, entrevistas e diferentes perspectivas, mostrar a desvalorização do futebol feminino, além de impulsionar e dar voz à luta e às atletas.

Com um compilado de quatro reportagens, o primeiro texto contextualiza historicamente o futebol feminino, trazendo o olhar de Renata Beltrão, Mestre em Museologia e Coordenadora de Comunicação do Museu do Futebol. O segundo texto aborda a realidade das categorias de base feminina de clubes brasileiros. Com depoimentos das atletas Laryssa Lourenço e Giovanna Holanda, temos um panorama das equipes jovens e o sentimento das jogadoras perante a realidade enfrentada.

A terceira reportagem foca na cobertura jornalística na modalidade feminina, os desafios enfrentados e o que pode ser feito para melhorar, tudo isso com a ajuda da Jornalista do jornal Lance!, Juliana Yamaoka. Na quarta e última reportagem, uma entrevista com a goleira do Corinthians, Kemelli Trugilho, mostra um panorama do futebol profissional feminino e a situação dos clubes da elite brasileira, além das medidas que podem ser tomadas para alavancar e valorizar o esporte.

Para acessar as reportagens, basta clicar no link a seguir: https://donasdabola.my.canva.site/

Conheça o podcast gol de pátria
por
Matheus Henrique
|
16/06/2025 - 12h

O Gol de Pátria é um podcast universitário e independente, produzido por Matheus Henrique, estudante de Jornalismo da PUC-SP.

O objetivo do projeto é discutir política a partir do futebol, mostrando como clubes, torcidas e seleções carregam identidades nacionais e disputas históricas. A proposta aqui é investigar de que forma o esporte reflete e influencia noções políticos, culturais e sociais.

No primeiro episódio do Gol de Pátria, falamos sobre a fundação de alguns clubes e o contexto político em que surgiram. Na primeira parte, analisamos como a ditadura franquista na Espanha se relacionou com times como o Barcelona F.C. e o Athletic Bilbao. Na parte final do episodio, vamos até a Escócia para entender como a rivalidade entre Celtic F.C. e Rangers F.C. expressa questões profundas entre unionismo e separatismo no país.

Trabalho realizado para a disciplina de Jornalismo Contra-hegemônico, lecionada pela professora Anna Flávia Feldmann.

Ficha técnica:

Produção, locução, direção e edição: Matheus Henrique

Trabalhos técnicos: Ernesto Foschi

Duração: 25:56