Categoria criada com expertise de brasileiro busca conscientizar o público sobre o meio ambiente sem abrir mão da emoção na pista
por
Vítor Nhoatto
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09/06/2026 - 12h

Ultrapassagens de tirar o fôlego, velocidades para além dos 300km/h e a diferença de milissegundos entre os pilotos que fazem o coração disparar. Emoções comumente associadas à Fórmula 1 quando se fala de automobilismo, mas que também são intrínsecas à Fórmula E, a primeira categoria de monopostos 100% elétricos do mundo.

A ideia de criar um campeonato automobilístico internacional de alto nível sem usar combustível começou há mais de uma década. O ano era 2011, já haviam sido realizadas 16 conferências do clima (COP) e o primeiro carro elétrico de produção em massa havia sido lançado pela Nissan. Com isso em mente, o então presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Jean Todt, e o empresário entusiasta do automobilismo, Alejandro Agag, esboçaram em um guardanapo de um restaurante em Paris o que seria a Fórmula E.

O objetivo central era simples e, ao mesmo tempo, audacioso: mostrar que a mobilidade sustentável é capaz, segura e emocionante, advogando por um futuro mais limpo e sustentável. Realizadas estrategicamente nos grandes centros urbanos, as corridas buscam conscientizar o público sobre as mudanças climáticas e incentivar o uso de carros elétricos.

Com o sinal verde da FIA, os trabalhos começaram. Agag se tornou o CEO, enquanto o piloto brasileiro Lucas Di Grassi foi fundamental para o desenvolvimento técnico, cocriando e pilotando o primeiro protótipo em 2012. Dois anos mais tarde, a Fórmula E estreou oficialmente com o ePrix de Pequim, na China.

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Atualmente dois brasileiros integram o time de pilotos da Fórmula E: Lucas di Grassi e Felipe Drugovich, que terminou em segundo lugar no GP de Mônaco, realizado em 17 de maio - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

De lá para cá os números da competição não pararam de crescer. Em 2019, a categoria ganhou o status de campeonato mundial pela FIA e fabricantes de peso como Porsche e Jaguar ingressaram no grid. Na temporada atual (2025/2026) já foram 17 corridas em 10 países, quase o dobro da primeira edição. Por outro lado, as emissões de CO2 da categoria diminuíram consecutivamente de uma edição para outra, 24% entre a quinta e a oitava temporada, segundo relatório de sustentabilidade da FIA.

Isso torna a FE, desde 2023, o “esporte mais sustentável do mundo” de acordo com a Global Sustainability Benchmark in Sports. A divisão também possui o selo ISO de três estrelas de sustentabilidade graças ao uso de materiais reciclados nos carros e à reciclabilidade deles no seu fim de vida, inclusive das baterias, medidas que visam diminuir a pegada de carbono da logística do evento, responsável por 99% das emissões.

Além disso, a Fórmula E é signatária da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre emissão neutra de carbono no mundo até 2050. Desde 2020, tornou-se o primeiro esporte internacional certificado como carbono neutro do mundo. Isso se deve à compensação das emissões com iniciativas ao redor do mundo, mas com o objetivo de reduzir a pegada de carbono de modo geral, 60% até 2030, de acordo com a FIA.

Já na pista, a diferença é primordialmente o barulho e o cheiro. O ruído produzido pelos motores elétricos é mais amigável do que o dos motores a combustão, enquanto o cheiro predominante é o da borracha queimada dos pneus para todos os climas, em vez da poluente gasolina.

E ao contrário do que alguns podem imaginar, a emoção está longe de ser menor, como comenta Régis Gourdon, ex-piloto da Porsche Carrera Cup France e fundador da equipe de corrida racing Technology: “Eu amo automobilismo, o pratiquei por anos, e a Fórmula E é muito interessante, além de importante para as nossas crianças, uma boa solução para o futuro”.

Do alto de seus 66 anos de carreira com passagem por muitos circuitos, ele garante que os elétricos são muito bons de pilotar e empolgantes de assistir, destacando que todo ano vem ao lendário circuito de Mônaco para assistir a Fórmula 1 e a Fórmula E. 

Em relação aos carros, os números evoluíram massivamente na categoria. A chamada Gen1 começou com 270 cavalos, 225km/h de velocidade máxima e um 0 a 100 em 3 segundos. Hoje, a Gen3 Evo alcança 470 cavalos, 320km/h e impressionantes 1,86 segundos, mais rápido que um carro de Fórmula 1. 

Na prática, esses números se traduzem em momentos ainda mais emocionantes devido ao maior número de ultrapassagens, ao torque instantâneo que só um elétrico consegue proporcionar, e ao chamado “Attack Mode”, que pode ser usado em determinados momentos da corrida como um turbo, um acréscimo de 50 kW de potência (cerca de 67 cavalos).

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Gen 3 Evo é o atual modelo usado nas corridas, surpreendendo por uma performance singular no mundo das corridas - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

“20 anos atrás eu comprei um carro elétrico, era um dos únicos na França com um na época, e eles são muito bons de pilotar, um pouco pesados, mas fantásticos”, destaca Gourdon. 

Nesse quesito, o número de telespectadores do evento cresceu 14% entre as temporadas 2023/2024 e 2024/2025, atingindo mais de 560 milhões de pessoas. A categoria também ampliou sua presença global, com corridas acontecendo em diversas  partes do mundo, incluindo São Paulo desde a temporada de 2022/2023.

Loredana Ernst, belga de 27 anos de idade apaixonada pelo mundo das quatro rodas, é um exemplo dessa pluralidade e crescimento da modalidade. Pela primeira vez, a atriz esteve em Mônaco para acompanhar uma corrida, justamente dos monopostos elétricos.

“Eu acompanho a Fórmula E faz alguns anos já e realmente adoro a categoria [...] e acho que a primeira vez que fiquei sabendo dela foi quando Stoffel Vandoorne entrou na Fórmula E, porque ele era da Fórmula 1 e é um piloto belga, então eu acompanho ele”

Outra frente importante pensada por Todt e Agag desde a criação da categoria era trazer grandes nomes do automobilismo com o intuito de quebrar a barreira cultural em relação à aceitação dos carros elétricos. Nomes como Pierre Gasly, da Fórmula 1, o tricampeão das 24 horas de Le Mans, Brendon Hartley e o brasileiro Felipe Massa, já integraram o time de pilotos da FE.

No quesito escuderias, atualmente nomes como Jaguar, Andretti, Citroën e Nissan integram as 10 participantes, e a modalidade já teve a presença da Renault, McLaren e Maserati, por exemplo. Além disso, os elétricos proporcionaram o histórico embate direto entre as quatro grandes fabricantes alemãs durante a temporada 2019/2020, com Audi, BMW, Mercedes e Porsche no grid.

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Curvas extremas, derrapadas que levam os carros ao limite, ultrapassagens acirradas e às vezes acidentes, destacam o quão capaz e segura a tecnologia elétrica é. Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

Ernst, que mora perto do circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, comenta que assistiu a uma corrida da FE pela primeira vez no ano passado, em Berlim, e lembra da sustentabilidade da modalidade sem abrir mão da emoção, mesmo com essa provocada de um jeito diferente. 

“O som por exemplo, é algo totalmente diferente, e eu honestamente gosto de ambos, e acho muito legal a Fórmula E ser essa alternativa sustentável a Fórmula 1. Eu já me preocupo com sustentabilidade no meu dia a dia, e para visitar realmente prefiro a Fórmula E inclusive”.

Ao contrário do que se pode imaginar, já que carros elétricos comuns não fazem barulho, os monopostos da competição emitem um som de cerca de 80 decibéis, mais alto que um carro a combustão convencional. Remetendo a filmes futuristas como Tron, são envolventes,  direcionando a emoção para as acirradas ultrapassagens e arrancadas ao longo da corrida, que dura 45 minutos. 

Nesse aspecto, a duração da prova é calculada para contemplar uma carga completa sem paradas para recarga ou troca de carros, como acontecia até a temporada de 2017/2018 com os carros da Gen1. A emoção é atiçada pelo uso estratégico da bateria, desse modo, administrada pelos pilotos que devem usar com sabedoria o “Attack Mode”, e os veículos recuperam até 40% da carga durante a corrida devido às frenagens, que transformam força cinética em elétrica.

Cada etapa consiste em dois treinos livres e sessões qualificatórias pela manhã, enquanto a corrida acontece após o intervalo para o almoço.  O sistema de pontuação segue o padrão estabelecido pela FIA para eventos internacionais. O primeiro lugar recebe 25 pontos, o segundo 18 e o terceiro 15. Do quarto lugar até o décimo são 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1 ponto, respectivamente. Mas algo exclusivo da FE são os pontos extras, 3 pela pole position e 1 pela volta mais rápida, desde que o piloto termine no top 10. 

A temporada 2025/2026 começou com o ePrix de São Paulo, em dezembro, sendo a última com os carros da Gen3 Evo, dando lugar aos Gen4, que prometem revolucionar a categoria. Com 804 cavalos de potência e 335 km/h de velocidade máxima, crescem em tamanho e se aproximam visualmente dos carros da Fórmula 1, ao mesmo tempo que abraçam o conceito de economia circular, sendo 100% recicláveis.

Torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista, lotando avenidas e pontos turísticos da capital
por
Beatriz Porto
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04/06/2026 - 12h

No último sábado (30), Arsenal e Paris Saint Germain entraram em campo para o jogo decisivo que definiu o campeão da UEFA Champions League. A partida que aconteceu na Puskás Arena, em Budapeste, foi marcada pela intensidade e decisões em pênaltis. 

Logo no início do primeiro tempo da final, o PSG impôs desde o apito inicial um ritmo intenso, tentando sufocar a saída de bola do Arsenal. A equipe parisiense dominou a posse de bola, com Vitinha organizando as jogadas no meio-campo e Kvaratskhelia explorando as laterais com dribles e passes precisos.

Apesar da superioridade parisiense, o Arsenal mostrou eficiência ao aproveitar um contra-ataque rápido, aos seis minutos Kai Havertz abriu o placar que trouxe esperança ao time londrino.

Durante o segundo tempo o Paris Saint Germain manteve a intensidade, pressionando o Arsenal e controlando a posse de bola. Embora os parisienses tenham cercado a área adversária, o Arsenal resistiu bravamente, defendendo-se com organização. 

Mesmo com o PSG criando oportunidades e aumentando o ritmo, o gol de empate só saiu  em um pênalti convertido por Dembélé aos 19 minutos da segunda etapa.

A prorrogação manteve o ritmo intenso da partida, com ambas as equipes demonstrando desgaste físico, mas sem abrir mão da busca pela vitória. O PSG tentou acelerar o jogo, explorando as laterais e arriscando finalizações de média distância, enquanto o Arsenal manteve sua postura defensiva sólida, apostando em contra-ataques rápidos para surpreender.

Porém, apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu empatado, e a decisão foi encaminhada para os pênaltis, aumentando ainda mais a tensão entre jogadores e torcedores.

Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg
Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg

Já nas cobranças de pênaltis, o Paris demonstrou maior eficiência nas cobranças e venceu por 4 a 3, garantindo o título europeu. O momento decisivo aconteceu quando o Arsenal desperdiçou uma de suas cobranças, permitindo que a equipe parisiense confirmasse a conquista do bi campeonato. 

Após o título do PSG sobre o Arsenal na final da Champions League, a França viveu uma mistura de euforia e tensão. Milhares de torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista europeia, lotando avenidas e pontos turísticos da capital. Entretanto, a festa foi parcialmente ofuscada por confrontos, atos de vandalismo e centenas de detenções registradas em diversas cidades francesas.
 

Fonseca lutou, mas foi derrotado por Jakub Mensik por 3 sets a 0
por
Marcello Toledo
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03/06/2026 - 12h
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
 

Na última terça-feira (2), o brasileiro deu adeus a Roland Garros. As parciais foram de 6/4, 6/3 e 7/6 (7/3) em um jogo de 2 horas e 44 minutos contra o tcheco Mensik que, assim como João, é um dos maiores expoentes da nova geração e participou de sua primeira semifinal de Grand Slam.

A partida foi marcada por uma excelente performance de Mensik, dotado de uma frieza atípica para seus 20 anos, o atleta sacou muito bem e ganhou inúmeros pontos com seu backhand espetacular, característico da escola tcheca. No próximo round, ele enfrentará o favorito Alexander Zverev.

O melhor momento de João foi no 3 set, quando ele conseguiu quebrar o saque de Mensik duas vezes, se mostrando mais concentrado e com mais ritmo. Mesmo assim o tcheco conseguiu se recuperar e fechou a partida no tie break.

Apesar da derrota, João Fonseca sai de Paris consagrado. Aos 19 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a alcançar as quartas de final de um Grand Slam desde a era aberta, superando marcas de ídolos do passado. Em sua trajetória neste torneio, ele deixou para trás nomes como Novak Djokovic e Casper Ruud.

Com os pontos somados, Fonseca deve dar um salto significativo no ranking da ATP, aproximando-se do Top 20 mundial. O foco do brasileiro agora se volta para a temporada de grama, que deve prepará-lo para Wimbledon.
 

Depois de quase 9 anos, o Alviverde voltou a derrotar o Mengão no Campeonato Brasileiro. Com o fim da 17ª rodada, o meio de tabela continua embolado
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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26/05/2026 - 12h

Nos dias 23, 24 e 25, os times da Série A do Brasileirão disputaram a penúltima rodada antes da parada da Copa. Mirassol venceu e continua na briga para sair da zona de rebaixamento. Apenas o jogo entre São Paulo e Botafogo terminou empatado.

Vitória 2 X 0 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 17h, no último sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, no Barradão, em Salvador (BA). A partida foi marcada por forte disputa física, pressão colorada e polêmica envolvendo a arbitragem. o Rubro-Negro baiano foi mais eficiente nas oportunidades criadas e garantiu um importante resultado diante da torcida. 

O início do confronto foi equilibrado, com o Internacional controlando a posse de bola e tentando construir jogadas desde o campo de defesa. Apesar do maior volume de jogo, a equipe gaúcha encontrou dificuldades para furar a marcação do Vitória, que apostava em transições rápidas pelos lados do campo.

A estratégia dos donos da casa surtiu efeito aos 29 minutos do primeiro tempo. Após arrancada de Erick pela direita, o atacante cruzou na segunda trave para Renê, que apareceu livre e cabeceou para o fundo das redes e abriu o placar para o Leão.

Ainda na primeira etapa, um dos lances mais discutidos da partida gerou reclamações por parte dos jogadores do Internacional. Bernabei recebeu lançamento dentro da área, dividiu com o goleiro Lucas Arcanjo e caiu pedindo pênalti. O árbitro marcou impedimento na origem da jogada e ainda aplicou cartão amarelo ao atleta colorado por simulação, decisão que provocou revolta entre jogadores e torcedores nas redes sociais.

Na volta do intervalo, o Internacional adotou postura mais agressiva e passou a pressionar em busca do empate. A equipe criou suas melhores oportunidades principalmente com Vitinho, Bernabei e Bruno Tabata. 

O Colorado acumulou finalizações e ocupou o campo ofensivo durante grande parte da segunda etapa, mas encontrou pela frente uma atuação segura do goleiro Lucas Arcanjo, que realizou defesas importantes para manter a vantagem do Vitória. 

Já no fim do jogo, aos 43 minutos, Bernabei recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada violenta e foi expulso do jogo, o que dificultou ainda mais a missão do time gaúcho.

Mesmo pressionado, o time baiano conseguiu sustentar o resultado e aproveitou os espaços deixados pelo adversário nos minutos finais.

Já nos acréscimos, Diego Tarzia puxou contra-ataque pela esquerda e finalizou cruzado para marcar o segundo gol e decretar o resultado a favor do Vitória.

A imagem mostra o elenco do Vitoria comemorando no vestiário
O Vitória quebrou a invencibilidade de quatro jogos do Inter na competição. Reprodução: Instagram/@ecvitoria

Com o resultado, o Vitória sobe na tabela e confirma seu momento de recuperação dentro da competição. A equipe vem apresentando evolução defensiva e maior eficiência ofensiva, fatores que têm sido fundamentais para a sequência positiva construída nas últimas rodadas.

Já o Internacional vê sua sequência invicta chegar ao fim e desperdiça a oportunidade de se aproximar das primeiras posições do campeonato. Apesar do maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado voltou a sofrer com a falta de efetividade nas finalizações e deixou o Barradão sem pontuar. A derrota aumenta a pressão por maior regularidade da equipe na reta final antes da pausa da temporada.

São Paulo 1 X 1 Botafogo

Também às 17h, São Paulo e Botafogo empataram no Morumbi, na capital paulista. O Tricolor teve esteve vencendo até o final do jogo, mas o Fogão por meio de um golaço empatou nos minutos finais.

Para o Soberano, essa partida poderia ser a primeira vitória desde a chegada de Dorival Jr., técnico que está em sua terceira passagem pelo São Paulo. Nas anteriores, Dorival salvou o São Paulo do rebaixamento em 2017 e foi campeão da Copa do Brasil em 2023, a primeira da história do clube. 

Na atual passagem, o jogo contra o Bota seria apenas o segundo dele no cargo. Na escalação, o comandante ainda não conseguia contar com alguns dos destaques da equipe, como Marcos Antônio, fora por lesão na coxa; Bobadilla, outro destaque, estava fora por suspensão, e Dória, que vinha sendo titular, mas rescindiu com o clube após ameaças da torcida. 

Para o Botafogo foi para o estádio com confiança, após boas vitórias contra Corinthians, na Série A, e Independiente Petrolero, na Sula. 

O jogo era considerado difícil pelos desfalques. Franclim Carvalho, treinador alvinegro, teve que suprir as ausências de dois dos protagonistas do elenco: Alex Telles e o volante Medina. 

O experiente e ídolo do clube Marçal ocupou a vaga de Telles. No meio, Huguinho, jovem de 18 anos da base do clube, foi escolhido para o jogo. Além de Huguinho, outra “Joia do Bairro” escalada foi o zagueiro Justino, de 20 anos, para o lugar de Alexander Barboza, ídolo Botafoguense que se despediu no jogo contra o Corinthians. O zagueiro se transferiu para o Palmeiras.

Logo aos três minutos de partida, em um chute de fora da área de Arthur, o goleiro Neto espalmou e deu chance para Luciano abrir o placar para o São Paulo. Apesar do gol ter sido de Luciano, o grande protagonista do jogo na primeira etapa foi o ponta Arthur, emprestado pelo Botafogo ao São Paulo em abril, que foi o jogador de ataque mais acionado pela equipe no bom primeiro tempo do São Paulo.

Em contrapartida, o Fogão, que fez um primeiro tempo ruim, voltou do intervalo tomando mais o controle do jogo. Aos oito do segundo tempo, após falta levantada na área, Arthur Cabral cabeceou para dentro do gol, mas ele estava impedido. O São Paulo, após o gol anulado, teve algumas oportunidades de aumentar a vantagem, mas nenhuma efetiva. 

Aos 27, em outro cruzamento, Vitinho contou com o desvio de Arthur Cabral para, sozinho, marcar, mas novamente anulado por impedimento. O Alvinegro continuava martelando e, no último minuto do tempo regulamentar, em uma sobra de escanteio na entrada da área, Jordan Barrera finalizou de trivela no ângulo para calar o estádio tricolor.

A imagem mostra Jordan Barrera, do Botafogo, comemorando o gol
Jordan Barrera encerrou um jejum de sete meses sem marcar. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ainda deu tempo para, aos 50, Chris Ramos, que veio do banco alvinegro, desperdiçar uma oportunidade dentro da grande área que poderia decretar a vitória visitante.

Mirassol 1 X 0 Fluminense

Mais tarde, às 19h, Mirassol e Fluminense se enfrentaram no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). O time da casa venceu com um placar magro, com o gol marcado no primeiro tempo, e começa a sonhar para sair da zona de rebaixamento nas próximas rodadas.

O confronto começou sem grandes chances para os dois times. Apenas aos 18 minutos, o Mirassol conseguiu uma boa finalização, que não levou tanto perigo. Em uma falta cobrada por Reinaldo na intermediária, Alesson cabeceou mas parou na defesa de Fábio.

Depois de sete minutos, o goleiro tricolor foi obrigado a trabalhar novamente em uma cabeçada. Alesson, pela ponta esquerda do campo, lançou para Daniel Borges finalizar em uma subida ofensiva.

Aos 35 minutos do primeiro tempo o Mirassol abriu o placar. Carlos Eduardo fez boa jogada pela direita e cruzou para a área, Samuel Xavier e Jemmes afastaram, porém a bola sobrou para Denilson na entrada da área, que finalizou de primeira no ângulo de Fábio. Com o golaço, o volante do Leão marcou seu primeiro gol na temporada.

Aos 47 minutos, Sávio marcou pênalti para o Fluminense. Soteldo cruzou a bola pela esquerda do campo e Samuel Xavier dominou dentro da pequena área. Reinaldo derrubou o lateral tricolor ao puxá-lo pelo ombro. Porém, o VAR entrou em ação e recomendou a revisão. Após conferir o lance novamente na tela, o árbitro decidiu pela não marcação da penalidade.

Na segunda etapa, o time carioca teve mais o comando do jogo, porém sem conseguir ser efetivo para empatar a partida. Mirassol continuou com seu plano de jogo. Se garantiu defensivamente e partia nos contra-ataques e nas pressões altas de seus atacantes.

A imagem mostra Denilson, do Mirassol, com o troféu de melhor da partida.
Eleito craque da partida, Denilson chegou no começo de 2026 e vem ganhando espaço nas últimas partidas do Leão. Reprodução: Instagram/@mirassolfc

Aos sete minutos, após interceptar o passe de Bernal, o autor do único gol da partida, finalizou com perigo de fora da área, porém o arqueiro do Fluminense defendeu e mandou para escanteio.

Sem muita criatividade dos dois times o jogo foi se arrastando e faltando dez minutos para o fim, Reinaldo teve outra oportunidade para garantir a vitória do Leão, porém, novamente parou em Fábio. O lateral esquerdo cobrou uma falta de longe com força e o goleiro foi obrigado a espalmar para escanteio. A boa partida do goleiro não foi o suficiente para evitar a derrota fora de casa.

Com os três pontos garantidos, o Mirassol se aproxima de Santos e Corinthians na tabela. A diferença de dois pontos para o Santos pode ser tirada em caso de vitória na partida atrasada que o Leão ainda precisa fazer contra o Flamengo. Já para o time da capital paulista, mesmo em caso de três pontos no jogo atrasado, a diferença ficaria em um ponto, insuficiente para sair da zona de degola.

Já pelo lado carioca, a derrota complicou o desejo tricolor de assumir a segunda posição do campeonato. Com o tropeço do Flamengo, diante do líder, Palmeiras, a diferença de um ponto poderia ter sido tirada em caso de vitória em Mirassol. Mesmo assim, o clube se manteve na mesma posição que iniciou a rodada.

Grêmio 3 X 2 Santos

Também às 19h, Grêmio e Santos se enfrentaram, na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). Na briga para se afastar da parte de baixo da tabela, o time tricolor venceu de virada, com dois gols do artilheiro Carlos Vinicius.

Ambas as equipes entraram determinadas a conquistar os três pontos. Aos 22 minutos que o time do Santos, teve sua primeira boa chance, após Rony ganhar a disputa dentro da área e tabelar com Gabriel Bontempo, que driblou a zaga e chutou, mas o goleiro defendeu. 

Aos 31, Miguelito roubou a bola de Caio Paulista e arrancou pelo meio, tocou para Gabigol sozinho, que só teve o trabalho de empurrar para marcar o gol. 

Nos minutos seguintes, Amuzu lançou na área. Carlos Vinicius subiu e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para o Brazão. Já no final da primeira etapa, Noriega arriscou de fora da área, mas a bola foi à linha de fundo.

Aos nove do segundo tempo, Escobar cruzou na área e Bontempo ajeitou para Gabigol, que chutou no canto e marcou o segundo do time.

Quatro minutos depois, Pavón lançou da direita, para dentro da área, Carlos Vinicius dominou sozinho e bateu cruzado de esquerda para marcar seu segundo gol na partida e empatar o jogo.

A imagem mostra Carlos Vinicius, do Grêmio, comemorando o gol.
Com os dois gols, Carlos Vinicius assumiu a vice-artilharia da competição. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não demorou muito e o gol da virada saiu. Pavón correu pelo lado direito e tocou para Tetê, que driblou a zaga e bateu cruzado no gol. Brazão se esticou, mas não conseguiu evitar. 

O Santos tentou empatar após Lucas Verissimo roubar a bola no ataque e tocar para Rony. O atacante chutou no ângulo, mas a bola foi para a linha de fundo. 

No último minuto da partida, o time tricolor teve a chance de ampliar, quando Arthur Melo, lançou na corrida para Tetê, que saiu no meio dos dois zagueiros e finalizou para fora.

Flamengo 0 X 3 Palmeiras

Na noite do último sábado (23), às 21h, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3 a 0 em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do duelo foram marcados por Fláco Lopez, Allan e Paulinho. Com o resultado, o Verdão quebrou o jejum de quase uma década sem vencer o rival no Brasileiro.

Como de praxe, o início do jogo foi acelerado, bem como os últimos embates entre os dois times mais vencedores dos últimos anos em solo brasileiro. O Flamengo, com o ímpeto dos seus torcedores, pressionou os paulistas ao vencer a maioria dos duelos e dominar as ações. Aos 14, Lucas Paquetá ficou na cara do gol, mas parou em bela defesa de Carlos Miguel.

A imagem mostra Paulinho, do Palmeiras, comemorando o gol.
Paulinho marca depois de 329 dias sem jogar por causa de uma lesão. Foto: César Greco/Palmerias

Apesar da superioridade rubro-negra, o roteiro do confronto ganhou um novo capítulo: aos 20, Carrascal atingiu o zagueiro Murilo com chute no rosto, e foi expulso. 

Com mais jogadores em campo, foi a vez do Alviverde ter a posse. Aos 37, em troca de passes no campo de ataque, Marlon Freitas alçou ótimo passe para Allan, que escorou para o argentino Flaco Lopez cortar a defesa flamenguista e abrir o placar.

Na segunda etapa, o técnico Léo Jardim, do Flamengo, optou por ser ofensivo e sacou de campo o meio-campista Evertton Araújo para a entrada do atacante Bruno Henrique. Apesar de recuar Lucas Paquetá para defender, o meio-campo mandante ficou aberto; o  Verdão, por sua vez, aproveitou os espaços. Aos 11, Allan, em noite inspirada, aproveitou sobra de bola e estufou as redes de cabeça para ampliar o resultado. 

Com evidente cansaço e um jogador a menos, a equipe carioca via o Alviverde tirar proveito da superioridade numérica. Na reta final, em rápida trama, Jefté foi lançado ao ataque e rolou para Paulinho – que contou com falha de Rossi – decretar a vitória palmeirense.  

Após marcar, um princípio de confusão se instaurou entre as equipes: Paulinho fez gesto de “silêncio” para a torcida flamenguista. A provocação irritou os atletas do time da Gávea, que gerou um “empurra-empurra”, mas parou por aí.

O resultado fez com que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela, somando 38 pontos, sete à frente do vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos.

Remo 1 X 2 Athletico-PR

No último domingo (24), às 16h, o Remo recebeu o Athletico-PR no Mangueirão, em Belém (PA). O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações distintas na tabela: o Leão Azul tentava se afastar da zona de rebaixamento embalado pela força da torcida paraense, enquanto o Furacão buscava se aproximar ainda mais do G-4 após sequência de bons resultados.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou intensidade e conseguiu levar perigo em jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 13 minutos, Marcelinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Jajá, que apareceu livre dentro da área para finalizar firme e abrir o placar para os donos da casa. O Athletico sentiu o gol e encontrou dificuldades para criar oportunidades devido à forte marcação remista.

Apesar da pressão do Remo em alguns momentos, o Furacão começou a crescer na reta final da primeira etapa. Aos 44 minutos, Claudinho encontrou belo passe para Kevin Viveros, que dominou dentro da área e bateu cruzado para empatar a partida antes do intervalo. Não só o gol mudou o cenário do jogo e deu mais confiança para os visitantes voltarem melhores no segundo tempo, mas também a expulsão juvenil de Jajá, que após checagem no VAR, foi relatado um gesto obsceno do jogador.

Na segunda etapa, o time visitante passou a controlar mais a posse de bola e pressionar o time paraense no campo defensivo. Logo aos sete minutos, novamente Kevin Viveros apareceu decisivo. Após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante recebeu livre dentro da área e finalizou no canto para virar a partida para o Furacão. 

A imagem mostra Viveros, do Vitória, com comemorando o gol.
Viveros chega a dez gols e se torna o artilheiro do Brasilerão. Reprodução: Instagram/@athleticoparanaense 

Depois da virada, o Leão Azul tentou reagir e voltou a pressionar apoiado pela torcida no Mangueirão. Alef Manga teve boa chance em cabeceio perigoso, enquanto Pedro Rocha assustou em chute de fora da área. Porém, o Athletico conseguiu administrar o resultado com maior controle defensivo e ainda levou perigo em contra-ataques, principalmente com Mendoza e Zapelli.

Nos minutos finais, o Leão partiu para o abafa em busca do empate, levantando bolas na área e acumulando escanteios, mas parou na defesa athleticana e nas boas intervenções do goleiro Santos. 

Com o triunfo por 2 a 1, o Athletico-PR chegou aos 27 pontos e se manteve firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão. Já o Remo permaneceu na parte inferior da tabela, aumentando a pressão para a sequência da competição.

Cruzeiro 2 X 1 Chapecoense

Também às 16h, Cruzeiro e Chapecoense se enfrentaram no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A Raposa, com gols de Kaio Jorge e Sinisterra, abriu 2 a 0 e dominou grande parte da partida, mas sofreu um apagão no fim e viu a Chape diminuir.

A Chapecoense começou melhor nos primeiros minutos, mas rapidamente perdeu espaço para um Cruzeiro agressivo e dominante. Explorando os lados do campo e pressionando desde o início, a Raposa criou boas chances com Kaiki, Kaique Kenji e Matheus Pereira. 

O gol saiu aos 25 minutos, com pênalti sofrido por Matheus Pereira. Kaio Jorge cobrou com categoria e abriu o placar no Mineirão. Pouco depois, Sinisterra chegou a ampliar após cruzamento de Kauã Moraes, mas o VAR anulou o lance por falta na origem da jogada. Mesmo com a vantagem mínima, o Cruzeiro empilhou oportunidades antes do intervalo, principalmente com Kaio Jorge e Kenji, mas parou nas defesas de Anderson.

O Cruzeiro voltou a manter o controle da partida na etapa final e ampliou aos 28 minutos. Após rápida jogada pela direita, Christian encontrou Sinisterra, que finalmente balançou as redes e fez 2 a 0. 

A imagem mostra Sinisterra , do Cruzeiro, comemorando o gol.
Sinisterra marca seu primeiro gol na temporada. Foto: Aleixo/Cruzeiro

A partir daí, porém, o time mineiro relaxou excessivamente e permitiu a reação da Chapecoense. Aos 34, João Paulo subiu sozinho e descontou de cabeça. Empurrada pelo gol, a equipe catarinense cresceu no jogo e chegou a empatar com Bolasie, após saída errada do goleiro Otávio, mas o lance foi invalidado por impedimento de Jean Carlos na origem da jogada. 

Na jogada seguinte, o jovem goleiro do Cruzeiro se redimiu e fez duas grandes defesas em sequência para garantir o placar.

Pouco depois, o árbitro chegou a marcar um pênalti para a Chape, mas voltou atrás após nova revisão do VAR. Ele entendeu que houve interferência de um jogador impedido. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Cruzeiro segurou o resultado de 2 a 1 e confirmou a sexta partida consecutiva sem derrota na temporada, somando as três competições.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 23 pontos e ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, se aproximando da zona de classificação para a Libertadores. A equipe soma seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas nos últimos dez jogos da competição. 

Já a Chapecoense segue em situação dramática. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com apenas nove pontos e somente uma vitória em 17 rodadas.

O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), quando recebe o Barcelona de Guayaquil pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Corinthians 1 X 0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, em jogo de pouca precisão, o Corinthians venceu o Atlético-MG com golaço marroquino, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os times chegaram para um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O Alvinegro paulista, com 18 pontos, entrou na rodada como o primeiro time na zona da decola. Enquanto isso, o Galo, mesmo ocupando a décima colocação e vindo de duas vitórias seguidas, estava somente três pontos acima do adversário.

A partida começou muito disputada, com as duas equipes se alternando em oportunidades. Logo aos quatro minutos, o Corinthians teve uma grande chance com Gustavo Henrique. O zagueiro recebeu de Yuri Alberto dentro da área e chutou cruzado com muito perigo. 

Depois, aos nove minutos, foi a vez do Atlético chegar com perigo. Em bola parada de Bernard, a bola chegou para Cuello livre dentro da área, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol.

Após um início em que o Timão se postava um pouco mais no ataque, o Galo subiu a marcação e começou a ditar o ritmo do jogo, mesmo assim não conseguiu produzir muito perigo à Hugo Souza. Suas únicas chances vieram com Cuello aos 17 e aos 33 minutos. Na primeira tentativa, o ponta argentino finalizou de cabeça para fora. Depois, ele chegou a balançar as redes no contra-ataque puxado por Vitor Hugo, que acabou num cruzamento rasteiro de Renan Lodi para Cuello dentro da pequena área, mas dessa vez, o argentino estava em posição irregular. 

Enquanto isso, o Corinthians até teve algumas chances, com Breno Bidon aos 22 minutos, com uma bola colocada para fora, com Jesse Lingard aos 28, que chutou com desvio para fora, e com André, com um cabeceio sem perigo na bola parada.

Além disso, a equipe teve a única finalização de fato no gol da primeira etapa, com um chute sem muita força e praticamente no meio do gol de Rodrigo Garro.

Com o início do segundo tempo, o Timão começou a ter a bola totalmente no ataque, mesmo sem produzir muito perigo, enquanto o Atlético não conseguia aproveitar os contra-ataques. 

As melhores chances do time da casa vieram com Kaio César, com um chute isolado aos 13 minutos e um no meio do gol, tranquilo para Everson encaixar, aos 23 minutos, ambos com finalizações de fora da área. A única chance de perigo do Galo veio com o baixinho Bernard de cabeça aos 27 minutos, após bom cruzamento de Alan Minda. 

Com os 40 minutos finais, o Corinthians finalmente começou a produzir perigo efetivo. Logo aos 40 minutos, Matheuzinho fez uma boa jogada individual pela ponta-direita e finalizou rasteiro com curva, o que obrigou Everson a trabalhar um pouco mais. 

Então, aos 43 minutos, o lateral-direito cruzou na área para encontrar Zakaria Labyad livre dentro da área. O marroquino acertou um chute perfeito e com força no canto direito do gol, sem chance para Everson. Com esse gol, o meia faz o seu segundo pelo Timão e se torna o primeiro de seu país a anotar um gol no Brasileirão.

A imagem mostra Menphis e Labyad, ambos do Corinthians comemorando gol.
Com gol de seu amigo, Memphis volta a jogar pelo Corinthians a 27 dias do final de seu contrato, ainda sem definição sobre sua permanência. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Com a vitória, mesmo só subindo duas posições, o Corinthians sai da zona de rebaixamento e entra no bolo dos 21 pontos, junto com Grêmio, Inter e o próprio Atlético Mg. Além disso, após dois meses, voltou a contar com seu camisa 10, Memphis Depay, tendo um reforço para os próximos dois jogos antes da pausa para a Copa do Mundo. 

Com a derrota, o Atlético, agora no mesmo bolo que o adversário, cai duas posições, além de completar oito jogos seguidos sofrendo pelo menos um gol no Brasileirão e de manter a sina de não conseguir vencer 3 jogos seguidos, o que não ocorre desde fevereiro de 2025. 

Vasco 0 X 3 Red Bull Bragantino

Às 20h30, O Vasco sofreu uma reviravolta em sua luta contra o rebaixamento. A equipe carioca recebeu o Red Bull Bragantino em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) e acabou derrotada por 3 a 0. Os gols da vitória do Massa Bruta foram anotados por Rodriguinho, Isidro Pitta e Fernando.

Com o revés em casa, o Vasco estaciona nos 20 pontos e permanece na 16ª posição, perigosamente colado na zona de rebaixamento (Z4), que tem o Santos com 18 pontos, o Mirassol com 16, o Remo com 15 e a Chapecoense na lanterna com 9. Já o Bragantino saltou para a quinta colocação, somando 26 pontos e se firmando na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores.

A etapa inicial foi de poucas emoções e muita marcação. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Spinelli girou na área vascaína e finalizou para boa intervenção do goleiro Tiago Volpi. Logo em seguida, o Vasco reagiu após um desarme em Juninho Capixaba. A bola chegou a Andrés Gómez, que bateu torto para fora. O Bragantino deu o troco com um chute de longe de Isidro Pitta, defendido por Léo Jardim.

A imagem mostra Rodriguinho, do RB Bragantino, comemorando o gol.
Com a vitória, Bragantino chega mais perto de alcançar o topo da tabela de classificação. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Quando o placar parecia que iria sem gols para o intervalo, o Massa Bruta marcou aos 45 minutos. Rodriguinho avançou livre de marcação e arriscou um chute de longa distância no canto direito. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

O Bragantino voltou do vestiário pressionando no segundo tempo. Aos quatro minutos da segunta etapa, Herrera escorou de cabeça e Rodriguinho carimbou a trave. No rebote, Saldivia salvou em cima da linha o carrinho de Ramires. 

O Vasco tentou reagir aos 10 minutos com Spinelli, que ganhou da defesa e tentou uma cavadinha sobre Volpi, mas Gustavo Marques se recuperou e mandou para escanteio.

Já aos 14 minutos, Mosquera fez grande jogada pela ponta esquerda, limpou o marcador e cruzou rasteiro para Isidro Pitta empurrar para as redes e fazer o 2 a 0.  Aos 31, Saldivia cometeu um erro grave ao recuar a bola, o Fernando interceptou, driblou o goleiro Léo Jardim e ampliou para 3 a 0.

Ainda houve tempo para o VAR entrar em ação aos 40 minutos para confirmar uma penalidade a favor do Bragantino após falta imprudente de Barros em Ramires na pequena área. Eduardo Sasha foi para a cobrança, mas isolou a bola e desperdiçou seu terceiro pênalti consecutivo.

Coritiba 3 X 2 Bahia

Isolado na última segunda-feira (25), às 20h, o Coritiba venceu o último jogo da rodada. O Coxa conquistou os três de virada sobre o Bahia pelo placar de 3 a 2 no Couto Pereira, na capital paranaense.

O início do primeiro tempo foi de domínio da equipe baiana. Aos 17 minutos, Iago cruzou rasteiro para Sanabria, que de carrinho mandou por cima do travessão. Três minutos depois, foi a vez de Iago levar perigo após finalizar na trave de fora da grande área. 

O primeiro gol do jogo saiu aos 25 após bola cruzada rasteira na grande área do Coxa. A bola encontrou as redes com o desvio de Tiago que marcou contra. Aos 42, o meia-atacante do Tricolor baiano, Everton Ribeiro chutou de longe para a defesa do goleiro Rangel.

Os mandantes começaram a segunda etapa em cima do Bahia, e logo aos dez chegou ao empate. Josué cruzou para o lateral-esquerdo Bruno Melo cabecear no canto direito do goleiro João Paulo.

Após um bate-rebate na grande área, a bola sobrou nos pés do uruguaio Joaquin Lavega que finalizou rasteiro para colocar o Coxa em vantagem aos 19  minutos. Pouco tempo depois, com 22, o Coritiba ampliou com o atacante Breno Lopes, em um contra-ataque veloz puxado pelo próprio, que finalizou no ângulo esquerdo do arqueiro baiano.

A imagem mostra uma dividida de bola.
Lateral-esquerdo, Bruno Melo cabeceia para marcar seu gol. Reprodução: Instagram/@brunomelooficial

O Bahia diminuiu o marcador em bola parada. Everton Ribeiro cruzou para o centroavante Everaldo cabecear para o gol.

Com a vitória, o Coritiba chegou a 26 pontos marcados e assumiu a sexta colocação do Brasileirão e está apenas um ponto atrás do G4. Já a equipe baiana cai posições e é o oitavo colocado, com 23 pontos.

Próxima rodada

Sábado (30):

Athletico-PR X Mirassol, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília;

Flamengo X Coritiba, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Bahia X Botafogo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 17h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Corinthians, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 17h30 (horário de Brasília);

Santos X Vitória, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília).

Domingo (31):

Red Bull Bragantino X Internacional, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 11h (horário de Brasília);

Vasco X Atlético-MG, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Chapecoense, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Remo X São Paulo, no Baenão, em Belém (PA), às 20h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Fluminense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília).

Brasileiro vence e faz história contra o maior campeão de Grand Slam da história
por
Lucas Peccin
|
01/06/2026 - 12h

Na tarde da última sexta-feira (30), em duelo pela terceira rodada do Roland Garros, o jovem tenista brasileiro de 19 anos, João Fonseca, venceu de virada o maior campeão de Grand Slam da história, Novak Djokovic, por 3-2, sendo as parciais 4/6, 4/6, 6/3, 7/5, 7/5. João perdia por 2-0 e virou a partida após triunfar em três sets consecutivos.

João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca
João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca

O número 4 do mundo, Djokovic passou pelos anfitriões Perricard e Royar, ambos por 3-1 para chegar à terceira rodada do campeonato. Já Fonseca eliminou o francês Luka Pavlovic pelo placar de 3/0 e venceu o croata Dino Prizmic por 3/2 também de virada, após começar perdendo de 2/0. 

O primeiro set não foi fácil para o brasileiro, que teve seu serviço quebrado em duas oportunidades pelo sérvio. Mesmo com uma quebra, João encontrou dificuldades e não conseguiu vencer o set, que terminou em 6-4 para o número 4 do mundo. Djoko dificultou ao máximo e cometeu poucos erros não forçados. 

No segundo set, João melhorou e desempenhou seu estilo de jogo de potência e agressividade. o que dificultou para o sérvio, porém ainda não venceu o set. Novamente 6-4 para o 24 vezes campeão de Grand Slam.

Já no terceiro set, Fonseca adotou uma estratégia mais agressiva para tirar Djokovic de sua zona de conforto. A tática funcionou e o sérvio teve dificuldades de conter os ataques do brasileiro. Logo em seu primeiro serviço de saque foi quebrado por João, que em um momento abriu três games a zero. O jovem brasileiro venceu por 6/3.

O quarto set foi decidido em detalhes. Novamente João quebrou o primeiro serviço do sérvio, que em sequência reagiu e venceu o serviço de Fonseca. Quando estava 5/5, o brasileiro demonstrou resiliência e técnica e quebrou o saque de Djokovic para confirmar seu próximo serviço. João venceu por 7/5

O último e decisivo set foi também decidido nos detalhes. Djokovic cometeu alguns erros não forçados, enquanto o brasileiro cresceu no jogo com muita maturidade e resiliência, além de aproveitar brechas deixadas pelo sérvio. A partida foi definida quando Fonseca quebrou o sexto serviço de saque de Djokovic. Após este game, bastou João embalar uma sequência de três aces (pontos de saque) quando estava em desvantagem (30/40 para Djokovic) e confirmar seu último serviço na partida. Vitória de Fonseca, 7/5.

Após a partida, em entrevista concedida em quadra para a organização do torneio, João Fonseca disse que não conseguia acreditar que venceu seu ídolo e afirmou estar cansado após a partida.  Ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a vitória, o brasileiro respondeu: “O cansaço dele (Djokovic) me deu esperanças”, disse.

Em sua entrevista coletiva após o jogo, Novak elogiou o brasileiro e disse entender o motivo da repercussão e reconhecimento do talento de João mundialmente: “O nível de tênis que vimos ele jogar criou um hype ao redor dele, e hoje vimos o porque deste hype”, disse. O sérvio também analisou seu desempenho na partida e reconheceu os méritos de João: “Não acho que fiz muitas coisas erradas. Ele foi simplesmente melhor.”

Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros, @atptour, @bleacherreport e @espnbrasil
Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros

O duelo contra o número quatro do mundo, marcou a segunda vitória do brasileiro de 19 anos contra os tenistas top-10 do ranking mundial. A última ocorreu em 2025 no Australian Open, em que Fonseca venceu Rublev, nono colocado na época. Neste ano, João colecionou derrotas nas eliminações contra os dez mais bem ranqueados. No Indian Wells foi eliminado por Sinner (1), em Miami Open por Carlos Alcaraz (2), em Mônaco pelo alemão Zverev (3) e em Munique por Ben Shelton (6). 

Pelo lado do sérvio, foi a segunda vez em que começou vencendo por dois sets a zero e perdeu a partida em um Grand Slam. A última vez ocorreu em 2010 quando perdeu para Jurgen Melzer por 3/2, também no Roland Garros. Além disso, foi a partida mais longa disputada por Djokovic em Roland Garros, sendo de 4h53 minutos. Antes deste, a mais longa durou 4h38 contra o argentino Cereúndulo.

João Fonseca avançou para as quartas de final, que não tinham participação brasileira desde desde 2004, com Gustavo Kierten. O carioca irá enfrentar o dinamarquês Casper Ruud, número 16 do ranking da ATP, pela quarta rodada do Roland Garros, no domingo (31), não antes das 15h15 pelo horário de Brasília (possíveis atrasos nas partidas anteriores, por isso sem a definição exata de horário)
 

A quinta rodada do Campeonato Brasileiro ficou marcada por reencontros e estreias de novos técnicos
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
16/03/2026 - 12h

Após as pausas para as disputas das finais dos campeonatos estaduais, o Brasileirão voltou na última terça-feira (10). A quinta rodada teve nove jogos. São Paulo, Bahia e Mirassol seguem invictos na competição. Nos duelos, Coritiba e Vasco venceram adversários, após anos de seca. 

Mirassol 2 X 2 Santos

Na noite da última terça-feira (10), Mirassol e Santos empataram em 2 a 2 no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião. A partida foi equilibrada e com diversas chances de gols para os dois lados.

A equipe do interior paulista abriu o placar aos 25 minutos do primeiro tempo. Depois de um cruzamento por baixo do atacante Alesson, o lateral-direito Igor Formiga empurrou a bola para o fundo da rede santista. O segundo gol da equipe da casa aconteceu aos 26 minutos de jogo do segundo tempo. Shaylon tocou na entrada da área para Negueba, que fez o 2 a 0 com um chute cruzado. 

O Peixe buscou a reação nos últimos dez minutos do tempo regulamentar. A zaga do Leão Caipirase atrapalhou e a bola sobrou para Gabigol. O atacante chutou no canto direito de Walter e diminuiu a desvantagem para 2 a 1. Aos 43, o artilheiro santista caiu na área e, depois da revisão do VAR, o árbitro Raphael Klaus deu pênalti. O camisa nove do alvinegro-praiano marcou novamente e empatou a partida.

O artilheiro da noite, Gabriel Barbosa chegou à marca de 6 gols em 10 jogos na atual temporada. O centroavante santista também está perto de alcançar outra marca importante em sua carreira. Faltam apenas cinco gols para entrar no top dez jogadores com mais gols na história do ou Campeonato Brasileiro. Atualmente, ele tem 121 na competição.

A imagem mostra o jogador Gabriel Barbosa, do Santos, de costas fazendo sua comemoração característica mostrando os bíceps. Na frente do jogador está a torcida.
Gabriel Barbosa tem 90 gols com a camisa santista. Reprodução: Instagram @santosfc

A partida ficou marcada pela visita do técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti. O italiano foi ao interior paulista para acompanhar o desempenho de Neymar, que não foi relacionado para a partida. Após ser questionado na entrevista pós jogo sobre a ida do treinador ao Maião, Gabigol disse: “Espero que o Ancelotti vá a Vila (Belmiro) domingo. Não para me ver, mas para ver o Neymar”.

O técnico alvinegro, Juan Pablo Vojvoda, justificou a ausência do camisa 10 do Peixe na coletiva de imprensa: “Foi um controle de carga, não tem lesão. Vai jogar domingo contra o Corinthians”.

O treinador do time da casa, Rafael Guanaes afirmou na coletiva que sua equipe foi superior ao Santos e lamentou o empate. O técnico explicou ainda a discussão ocorrida com o Vojvoda ao final da partida, em que os dois comandantes foram expulsos de campo. Segundo Guanaes, foi uma briga “sem motivos”.

Atlético-MG 1 X 0 Internacional

No primeiro jogo da quarta-feira (11), o Atlético-MG venceu o Internacional por 1 a 0, no Mineirão, em Belo Horizonte. 

O primeiro tempo foi de grande movimentação. Logo após o apito inicial, Tomás Cuello recebeu passe de Hulk pela direita, driblou o defensor colorado e bateu cruzado para marcar o gol do Galo.

O Inter não se abalou com a desvantagem e foi para cima. Aos 25 minutos, Alerrandro recebeu cruzamento de escanteio e cabeceou em direção ao gol, mas a bola saiu para a linha de fundo.

A imagem mostra o jogador atleticano Cuello de costas comemorando o gol.
Até o momento, o gol de Cuello foi o mais rápido do Brasileirão 2026. Reprodução: Instagram @atletico

Na segunda etapa da partida, o time colorado manteve a pressão. Nos primeiros minutos, Alan Patrick driblou o adversário e cruzou para Carbonero cabecear, mas o atacante não concluiu no gol.

Aos nove minutos, Carbonero recebeu na esquerda, driblou o lateral Iván Román e bateu cruzado, o que forçou o Everson a defender. Em sequência, o Galo saiu no contra-ataque com Cuello, que deixou Hulk cara a cara com o goleiro. O atacante bateu cruzado, mas Rochet evitou o gol. Aos 23 minutos, Bernabei cruzou da esquerda para Borré cabecear, mas Everson defendeu à queima roupa e evitou o empate colorado.

O jogo terminou 1 a 0 para o Galo que ganhou sua primeira partida no Campeonato Brasileiro de 2026. Já o Internacional segue sem vencer e termina a rodada no Z4. 

Bahia 1 X 1 Vitória

No segundo jogo da quarta-feira (11), Bahia e Vitória empataram o clássico em 1 a 1, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Os gols da noite foram marcados pelo lateral Rubro-Negro Ramon e por Jean Lucas, estrela do Esquadrão de Aço.  A partida marcou o reencontro entre as duas equipes, após a decisão do Campeonato Baiano, em que o Tricolor saiu campeão.

A imagem mostra os jogadores Erick Pulga e Willian José, ambos do Bahia, pulando para cabecear a bola. Logo atrás está o jogador Nathan Mendes, do Vitória, olhando para os jogadores. Ao fundo está a torcida.
Esse foi o 507º Ba-Vi da história. Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O primeiro tempo foi eletrizante. Logo aos três minutos de jogo, o duelo iniciou com lambança de Lucas Arcanjo. O goleiro do Vitória tentou sair jogando e entregou a bola nos pés de Erick Pulga. Ao tentar evitar o gol, o arqueiro derrubou o atacante tricolor dentro da grande área. O árbitro Rafael Klein deu pênalti e puniu Lucas com um cartão amarelo. 

Na cobrança, o paredão Rubro-Negro parou o artilheiro Willian José, mas viu, no rebote, Luciano Juba empurrar a bola para o fundo das redes. Após checagem do árbitro de vídeo, foi constatado que Juba invadiu a área no momento da cobrança, o que resultou na invalidação do gol.

Mesmo com a anulação do tento, com o apoio dos mais de 43 mil tricolores presentes, o Bahia foi superior ao rival, e chegou a acertar a trave adversária duas vezes com Erick Pulga. 

Ainda que estivesse pressionado, em contra-ataque, o Vitória fez um golaço. A defesa adversária deu a bola no pé de Ramon que fez um gol de cobertura nos acréscimos da primeira etapa. Embora o fim do primeiro tempo estivesse se encaminhando para o triunfo parcial do Rubro-Negro, quatro minutos após o gol do Leão da Barra, Willian José recebeu cruzamento da ala direita e ajeitou para Jean Lucas estufar o barbante. 

Em contraste com a primeira etapa, o segundo tempo foi morno, sem grandes chances para os dois lados. A chegada mais perigosa veio aos 51 minutos, nos acréscimos: David Martins passou a bola para Mateo Sanabria, que entrou na área e disparou contra Lucas Arcanjo, mas o goleiro espalmou para o escanteio.

Corinthians 0 X 2 Coritiba

Ainda na quarta-feira (11), em São Paulo, o Coritiba venceu o Corinthians por 2 a 0, na Neo Química Arena. Antes da partida, o Coxa encarava uma seca contra o alvinegro. A última vitória contra o Timão tinha sido em 2011.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Coritiba comemorando a vitoria no vestiário.
Em São Paulo, o Coritiba não vencia o Corinthians há 23 anos. Foto: JP Pacheco/ Coritiba

Com Dorival Júnior fora do banco de reservas devido à expulsão no empate contra o Cruzeiro, Lucas Silvestre ficou responsável por escalar o Timão. O clube também contou com a presença do inglês Jesse Lingard na arquibancada. O atacante foi apresentado à torcida no intervalo.

Do lado do Coritiba, o técnico Fernando Seabra contou com o retorno do meia português Josué, após conseguir o efeito suspensivo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador está sendo julgado pela expulsão no jogo contra o Red Bull Bragantino, na 1a rodada. Caso seja punido por “ato desleal e hostil”, ele ficará fora por dois jogos. Mas por enquanto, quem ficou de fora da equipe foi o goleiro titular Pedro Morisco, que está lesionado. 

Os primeiros dez minutos de jogo foram de domínio do time da casa. O Timão trocava passes na linha de ataque e neutralizava qualquer chance de contra-ataque do adversário. Mesmo com o domínio do jogo, o Corinthians não produziu perigo ao gol de Pedro Rangel. A chegada mais perigosa do time foi um chute isolado do meia André dentro da área.

Até a metade do primeiro tempo, o cenário se manteve, mas começou a mudar aos 24 minutos. Os pontas da equipe catarinense começaram a ser mais acionados. A estratégia fez efeito e o Coxa marcou um gol, mas foi anulado por impedimento de Pedro Rocha.

Após a parada técnica, em cobrança de escanteio, Josué cruzou a bola na cabeça do zagueiro Jacy, que abriu o placar para os visitantes. O zagueiro emocionado dedicou a glória à falecida mãe. 

No começo do segundo tempo, o Timão teve mais presença no ataque, mas a marcação encaixada da defesa do Coxa não permitiu o avanço do time da casa. O Corinthians até conseguiu finalizar no gol, aos sete minutos, com uma tentativa de bicicleta de Rodrigo Garro, mas continuou improdutivo. 

Um minuto depois, Josué fez um cruzamento na cabeça de Lucas Ronier que fez o 2 a 0.  O Corinthians não teve forças para reagir, mesmo com a estreia de Zakaria Labyad, e acabou derrotado na partida.

O Coxa saiu vencedor sobre o time alvinegro após 15 anos, o que fez o time catarinense manter sua invencibilidade fora de casa no campeonato. Já o Corinthians está a quatro jogos sem vencer.

Flamengo 2 X 0 Cruzeiro

No último jogo da quarta-feira (11), o Flamengo superou o Cruzeiro por 2 a 0 no Maracanã, no Rio de Janeiro. Com gols de Pedro e Carrascal, o Rubronegro acalmou a crise no clube.

O jogo foi marcado por reencontros. Leonardo Jardim, atual técnico do Flamengo enfrentou pela primeira vez seu antigo clube, desde sua saída no final do ano passado. O técnico Tite, atual campeão mineiro, também enfrentou seu antigo clube pela primeira vez, após se afastar do futebol por questões pessoais em 2024. 

O goleiro Matheus Cunha, se viu pela primeira vez jogando contra o Flamengo, time que o revelou para o futebol profissional. O goleiro entrou na meta cruzeirense após substituir Cássio, que sentiu uma lesão no joelho – o mesmo que teve um estiramento ligamentar após a semifinal do campeonato mineiro contra o Pouso Alegre.

O foco da torcida flamenguista estava no meio campista do Cabuloso, Gérson. Foram duas passagens de sucesso pelo time carioca, em que  conquistou 11 títulos. O jogador foi vaiado toda vez que participava do jogo. Seu pai, Marcão, foi hostilizado na torcida e teve de ser retirado por questões de segurança. 

Os dois times vieram para a partida com desfalques importantes. O atual campeão carioca tinha Bruno Henrique e Saúl de fora por lesão. Já o campeão mineiro não contou com Kaio Jorge e Lucas Romero, também machucados. 

Aos cinco minutos do primeiro tempo, após saída errada de Néiser, Pedro abriu o marcador para o Flamengo. Durante os primeiros 20 minutos o roteiro manteve-se o mesmo. 

A pressão alta aplicada pelos comandados de Leo Jardim sufocou o Cruzeiro e controlou o jogo. O Rubronegro oferecia perigo ao adversário quando tentava uma jogada mais ofensiva. O Cruzeiro se achou em campo à medida que Matheus Henrique e Matheus Pereira se envolveram mais na partida.

A imagem mostra à esquerda o jogador Pedro, do Flamengo, apontando com o dedo para o escudo do time em sua camisa. Na direita ao fundo, está o jogador Gerson, do Cruzeiro, com efeito de edição de desfoque.
Com sete gols, Pedro é o artilheiro do Flamengo na temporada 2026: Instagram @flamengo

Aos 30 minutos do primeiro tempo houve a polêmica do jogo. Matheus Henrique se atrapalhou com a bola e perdeu para Everton Cebolinha. Ao cair no chão, o volante cruzeirense conseguiu segurar a bola com a barriga e não cometeu a falta. O arbítrio, Flávio Rodrigues de Souza, aplicou o cartão vermelho ao acreditar que o toque havia sido com o braço. 

O VAR, comandado por Caio Max Augusto Vieira, chamou para revisão, corrigiu o erro, mas gerou reclamação por parte do Flamengo.

O segundo tempo começou com o time de Minas ligado na partida, mas sem conseguir criar muitas chances de gol. Em busca do empate, a Raposa intensificou a pressão.

No último lance da partida, após passe errado de Fabrício Bruno, Samuel Lino encontrou Carrascal que foi para a meta cruzeirense sem marcação. Com grande frieza, o colombiano deslocou o goleiro com uma cavadinha e decretou o placar final da partida. 

Com o resultado, o Flamengo chegou a sua segunda vitória no campeonato. Já o Cruzeiro segue sem vencer e permanece na penúltima colocação do comprtição. 

Remo 0 X 2 Fluminense

Na última quinta-feira (12), o Fluminense derrotou a equipe do Remo no Estádio do Mangueirão, no Pará. Após o vice no Campeonato Carioca, perdido nos pênaltis para o rival Flamengo, o time de Luis Zubeldía voltou a vencer após três jogos. 

O time de Léo Condé, que chegou para estrear contra o Flu após a demissão do colombiano Juan Carlos Osório, viu a crise chegar. O Leão do Pará, também perdeu o campeonato estadual para o maior rival, Paysandu, e ainda não ganhou no Campeonato Brasileiro.

Mesmo com os desgastes das fases finais do estadual e das primeiras rodadas do brasileiro, o Fluminense foi com, praticamente, o mesmo time que entrou em campo no domingo contra o Rubronegro. A única mudança foi a entrada de Savarino, recém-contratado do Botafogo, no lugar de Kevin Serna na ponta-esquerda. Uma escolha pedida pelos torcedores tricolores desde a chegada do venezuelano. 

Os remistas repetiram a equipe que empatou com o Paysandu no final de semana, com as presenças das estrelas de Patrick de Paula, Yago Pikachu, Vitor Bueno e Alef Manga, figuras conhecidas por passagens em grandes clubes do país.

O jogo começou com o controle do Fluminense. Aos 15 minutos, Lucho Acosta cobrou escanteio e a bola sobrou para René que escorou para John Kennedy finalizar. O cria das Laranjeiras e ídolo do clube abriu o placar. O gol do “Urso”, como é chamado pelos torcedores do Flu, incendiou a disputa pela titularidade da posição de centroavante do time, que agora conta com Rodrigo Castillo, argentino recém contratado que foi algoz do Flamengo na Recopa Sul-Americana.

A imagem mostra o jogador John Kennedy do Fluminense.
Após sete jogos de seca, o atacante John Kennedy voltou a marcar um gol. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense

Logo após o gol, Cannobio mandou uma bola, desviada, na trave. O Fluminense controlou as ações ofensivas após o gol e conseguiu construir jogadas perto da área do Remo. Aos 27, John Kennedy chegou a marcar novamente, mas dessa vez estava impedido.

O Fluminense manteve o mesmo ritmo no segundo tempo, sem sofrer grandes ameaças da equipe do Pará, mas desperdiçou as chances de ampliar.

 Aos 17 minutos da segunda etapa,  Lucho Acosta, com liberdade dentro da área, cruzou para Cannobio marcar de cabeça. Após o gol, a equipe de Zubeldia controlou o jogo com tranquilidade. 

Pelo calendário enxuto, o treinador tricolor acionou seu banco de reservas. O meio campista Alisson, ex-jogador do São Paulo, estreou no jogo. 

Com a vitória, o Fluminense encostou no topo da tabela. Já o Remo ocupa a décima oitava colocação e liga um sinal de alerta ainda maior na competição.

Vasco 2 X 1 Palmeiras

No segundo jogo da quinta-feira (12), o Vasco venceu o Palmeiras pelo placar de 2 a 1, em São Januário, no Rio de Janeiro. A vitória  marcou a reestreia do treinador Renato Portaluppi no comando da equipe carioca, que ainda não tinha vencido no Brasileirão. O Palmeiras, por sua vez, estava invicto no campeonato e brigava para manter a liderança da competição.

A imagem mostra o jogador Flaco López, do Palmeiras, e o jogador Andrés Gómez, do Vasco, disputando a bola. Ao fundo está a torcida.
A última vitória vascaina sobre o Palmeira tinha sido no dia 8 de novembro de 2015, pelo Campeonato Brasileiro. Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

O Vasco precisava dar uma resposta ao torcedor, que encheu o estádio mesmo com a forte chuva. O time ainda não havia conquistado nenhuma vitória na competição e trocou recentemente de treinador. Após a demissão de Fernando Diniz, Pedrinho, presidente do clube, confiou o comando do elenco a Renato Gaúcho, que já treinou o Cruzmaltino em duas ocasiões no passado.

Já o Palmeiras, invicto no campeonato, precisava vencer para se manter na liderança, pois estava empatado em pontos com o São Paulo. Há 11 anos que o clube paulista não era derrotado pelo rival carioca. O atual campeão paulista foi a campo com o time titular e o favoritismo da partida.

O jogo começou equilibrado, sem muitas chances para as duas equipes. Aos 39 minutos do primeiro tempo, o Alviverde abriu o placar. Marlon Freitas recebeu a bola no meio-campo e tocou para Flaco López, que driblou Lucas Piton na entrada da área e finalizou colocado no gol de Léo Jardim. O cenário indicava mais uma derrota do Gigante da Colina no campeonato.

No início da segunda etapa, Renato Gaúcho fez três alterações: Cuiabano no lugar de Lucas Piton, Adson no lugar de Nuno Moreira e Johan Rojas no lugar de Danilo Neves. As substituições surtiram efeito imediato, e o Vasco passou a comandar as ações ofensivas. Aos 17 minutos do segundo tempo, Thiago Mendes tabelou com David, entrou na área e finalizou rasteiro para vencer Carlos Miguel e empatar a partida. Onze minutos depois, Cuiabano avançou com a bola até a entrada da área e tocou para PH, que devolveu para o lateral finalizar sem goleiro e virar o jogo para o Vasco. 

O Palmeiras tentou reagir e teve duas oportunidades de empatar, com Allan, que finalizou em cima do goleiro, e Andreas Pereira, mas o placar permaneceu em 2 a 1 para o Vasco. Com os três pontos conquistados, a equipe carioca saiu da zona de rebaixamento e chegou a cinco pontos. Já o Verdão perdeu a invencibilidade na competição e a liderança para o São Paulo.

Com o fantasma do rebaixamento momentaneamente afastado, Renato Gaúcho ganha tempo para trabalhar a equipe sem pressão imediata da torcida. Enquanto isso, o Palmeiras volta a focar no Brasileirão com o objetivo de retomar a liderança da competição.

São Paulo 2 X 0 Chapecoense

Ainda na quinta-feira (12), o São Paulo se isolou na liderança, após vencer a Chapecoense. Com gols marcados por Luciano e Calleri, o tricolor superou a Chape por 2 a 0 no Estádio do Canindé. A partida foi a estreia do novo técnico Roger Machado. 

O jogo não pôde ser realizado no Morumbi devido à troca do gramado, que ficou comprometido pelos shows realizados no último período.

Roger Machado chegou ao time após o momento conturbado da saída repentina do técnico Hernán Crespo. Entretanto, o treinador conseguiu conduzir o Tricolor, que dominou a partida. O time teve 63% de posse de bola, além de ter criado pressão ofensiva, que gerou grandes jogadas. 

No início do primeiro tempo, o São Paulo foi pressionado pela Chapecoense e teve dificuldades em finalizar no gol. Mesmo assim, aos 16 minutos, Lucas Moura lançou a bola para Luciano, que desviou de cabeça e exigiu defesa do goleiro Léo Vieira, mas o lance já estava parado por impedimento. O Tricolor Paulista ganhou confiança e passou a chegar mais ao ataque. O time  finalizou mais quatro vezes, mas não balançou as redes no primeiro tempo.

O segundo tempo começou com muita emoção. Aos dois minutos, o camisa dez, Luciano, marcou de cabeça para a equipe, após receber um lançamento de Marcos Antônio do meio de campo. A torcida, que antes estava apreensiva com a chegada inesperada do novo técnico, ficou eufórica. Com o gol, Luciano alcançou a marca de 106 pelo São Paulo e subiu para a 16ª posição entre os maiores artilheiros da história do clube. O atacante comemorou com a torcida após chutar a bandeirinha de escanteio.

Pouco depois, foi a vez de Calleri marcar. O atacante argentino ampliou o placar após receber a bola de Bobadilla dentro da área e finalizar para o gol. Na sequência, o próprio Bobadilla quase aumentou a vantagem do Tricolor: ele finalizou de primeira de fora da área, mas o goleiro espalmou. No rebote, o meia chutou novamente, porém a bola bateu no travessão. Após nove minutos de acréscimo, o jogo foi finalizado.

A imagem mostra os jogadores Calleri e Bobadilla, ambos do São Paulo, se cumprimentando. Ao fundo está a torcida.
Calleri fez o oitavo gol na temporada e se isolou na artilharia tricolor. Reprodução: Instagram @jocalleri

Grêmio 1 X 1 Bragantino 

No último jogo da quinta-feira (12), o Grêmio, comandado pelo Português Luís Castro, recebeu o Bragantino em Porto Alegre. As equipes empataram em 1 a 1 e seguem na parte de cima da tabela. Os gols foram marcados por Carlos Vinicius e Rodriguinho.

Mesmo com algumas baixas, o time da casa começou melhor, abrindo o placar logo aos seis minutos. O colombiano Enamorado cruzou da direita para o centroavante Carlos Vinicius, que cabeceou no canto, sem chances para o goleiro Cleiton. O Imortal teve diversas chances ao longo da primeira etapa que pararam na defesa, porém foi o Bragantino que assustou. Aos 23 minutos, Lucas Barbosa marcou o gol de empate que  foi anulado, após checagem do VAR.

A imagem mostra jogadores do Grêmio comemorando o gol nas placas de publicidade. Na direita dos jogadores estão alguns jornalistas.
O centroavante Carlos Vinicius encerrou o jejum de sete jogos sem marcar. Foto: Lucas Uebel /GRÊMIO FBPA

Na segunda etapa, a ineficácia nas finalizações do Grêmio custaram caro. Com boas chances de Monsalve, Carlos Vinicius e Enamorado desperdiçadas, o tricolor sofreu o empate aos 20 minutos, após lindo chute de fora da área de Rodriguinho. 

O time de Bragança  ainda teve a chance da virada aos 25 minutos, mas Weverton defendeu o chute de Rodriguinho. Três minutos depois Carlos Vinicius subiu na área e mandou a bola para o gol, mas Cleiton espalmou para escanteio. Ambos os goleiros tiveram  uma boa atuação que resultou no empate.

Ao fim do jogo, o técnico Luís Castro e o capitão Marlon falaram sobre a sequência desgastante de jogos que afetou o planejamento da equipe, que venceu o Campeonato Gaúcho no domingo (08). 

O confronto manteve uma curiosidade do campeonato: até o momento todos os jogos do Campeonato Brasileiro tiveram gols.

Athletico-PR 4 X 1 Botafogo

Em jogo adiado, O Athletico-PR goleou o  Botafogo na Arena da Baixada. O jogo ocorreu no último domingo (29) devido a participação do time carioca na Libertadores. A partida foi de domínio absoluto da equipe da casa, com destaque para o camisa nove, Kevin Viveros que marcou dois gols na partida.

O jogo foi de suma importância para ambos os times. Enquanto o Furacão faz uma campanha excelente no campeonato, com cinco vitórias em oito partidas e a vice-liderança com 16 pontos atrás do Palmeiras com 19. Já o Glorioso conta com apenas duas vitórias e cinco derrotas em sete jogos. Time que não contou com sua atual estrela, Danilo, que foi convocado pela Seleção Brasileira para os amistosos contra França e Croácia.

Aos quatro minutos do primeiro tempo, Montoro falhou e deixou o campo livre para corrida de Viveros. O atacante, cara a cara com o gol, chutou a bola entre as pernas do goleiro Raul para abrir o placar para a equipe paranaense. Durante os minutos iniciais, os times cometiam erros na defesa, o que gerava perigo, mas sem o aproveitamento devido para balançar as redes. No decorrer do jogo, as chances de grande perigo diminuíram, com controle maior do Athletico.

Até que, aos 43 minutos, em uma bagunça na área depois de uma cobrança de escanteio, Edenílson em disputa com Aguirre, empurrou a bola  para o gol e empatou para a equipe carioca. A felicidade do Fogão durou pouco, pois ainda nos acréscimos do primeiro tempo, em um cruzamento rasteiro, a marcação botafoguense falhou e Viveros ficou com o gol aberto para colocar o Furacão novamente na vantagem do confronto.

A imagem mostra da esquerda para a direita os jogadores Aguirre, Viveros e Esquivel sentados, posando para a foto. No colo de Viveros está o troféu de melhor da partida. Eles estão no vestiário.
Kevin Viveros chegou a cinco gols no Campeonato Brasileiro. Reprodução: Instagram @athleticoparanaense

Com quatro minutos da segunda etapa, em uma cobrança de falta, Aguirre cabeceou livre para o gol e ampliou a vantagem. Outro gol com falha de marcação do Botafogo.

Após o gol, o Furacão começou administrar o resultado, e conseguiu jogar facilmente sem uma ameaça real do Glorioso. No minuto 27 saiu outro gol do Athletico, que foi anulado por impedimento. Já aos 36, em mais uma cobrança de falta, Esquivel acertou um chute perfeito e indefensável da lateral direita do campo para fechar a conta de gols da noite.

Próxima rodada

Sábado (14):

Vitória X Atlético-MG, no Barradão, em Salvador, às 18h30 (horário de Brasília);

Botafogo X Flamengo, no Nilton Santos, em Botafogo, às 20h30 (horário de Brasília).

Domingo (15):

Internacional X Bahia, no Beira Rio, em Porto Alegre, às 16h (horário de Brasília);

Santos X Corinthians, na Vila Belmiro, em Santos, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense x Athlético-PR, no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Mirassol, no Allianz Parque, em São Paulo, às 18h30 (horário de Brasília);

Coritiba X Remo, no Couto Pereira, em Curitiba, às 18h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Vasco, no Mineirão, em Belo Horizonte, às 20h30 (horário de Brasília);

Red Bull Bragantino X São Paulo, no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, às 20h30 (horário de Brasília).

Segunda-feira (16):

Chapecoense X Grêmio, na Arena Condá, em Chapecó, às 20h.

 

Tabela após o fim da 5ª rodada
Assim ficou a tabela do Campeonato Brasileiro, após o fim da 5ª rodada. Fonte: Google

 

A curva 6 do GP da Austrália foi batizada em tributo à Laura Mueller e Hannah Schmitz para celebrar o Dia Internacional da Mulher
por
Manuela Schenk Scussiato
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13/03/2026 - 12h

O retorno dos carros às pistas no primeiro final de semana da Fórmula 1 foi marcado pela homenagem à estrategista-chefe da Red Bull Hannah Schmitz e à engenheira de corrida de Esteban Ocon (Haas) Laura Mueller. A curva 6 do circuito Albert Park em Melbourne foi renomeada curva Mueller/Schmitz no dia 05 de março. A iniciativa faz parte do projeto In Her Corner em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Laura Mueller (engenheira de corrida da Haas) e Hannah Schmitz (estrategista-chefe da Red Bull) respectivamente. Foto/Reprodução: Fórmula 1
Laura Mueller (engenheira de corrida da Haas) e Hannah Schmitz (estrategista-chefe da Red Bull) respectivamente.
Foto/Reprodução: Fórmula 1

A iniciativa In Her Corner nasce de uma parceria entre o GP da Austrália e a Engineers Australia com o objetivo de fomentar a representatividade feminina na área de STEM; acrônimo em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática; e inspirar a próxima geração de engenheiras no esporte. Quando perguntada sobre o projeto pelo GP da Austrália, Mueller disse: “ele significa que estamos finalmente aceitando que existem muitas mulheres trabalhando no automobilismo e que precisamos incentivá-las e criar um ambiente de equidade para acolhê-las”.

O papel das mulheres no automobilismo tem crescido nos últimos anos, seja dentro ou fora das pistas. Iniciativas como a F1 Academy, a primeira categoria de base exclusivamente feminina lançada em 2023 e a FIA Girls on Track, programa global encabeçado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para meninas de 12 à 18 anos na área de STEM tem ganhado mais visibilidade dentro do esporte.

Grid da F1 Academy de 2023. Foto/Reprodução: Fórmula 1.
Grid da F1 Academy de 2023. Foto/Reprodução: Adam Pretty/Fórmula 1.

Por mais que não existam restrições de sexo para atletas em qualquer categoria do automobilismo, ainda é raro ver mulheres atrás do volante. Nos 76 anos de história da Fórmula 1, apenas seis mulheres conduziram um carro durante um final de semana competitivo e só três delas chegaram a largar em uma corrida oficial. A pioneira foi a italiana Maria Teresa de Philips no GP da Bélgica em 1958. Nenhuma mulher jamais teve um contrato como piloto titular na história da categoria.

A última mulher a pilotar um carro de Fórmula 1 em um final de semana de corrida foi Susie Wolff, atual diretora da F1 Academy, no treino livre 1 do GP de Silverstone em 2014. Susie foi piloto de desenvolvimento da academia Williams nos anos de 2012 à 2015 e se aposentou das pistas em 2016. Desde então ela é uma das grandes vozes da luta pela visibilidade das mulheres no automobilismo.

Mas as mulheres não têm lutado sozinhas. Sebastian Vettel, quatro vezes campeão mundial de Fórmula 1, tem sido voz ativa na defesa do direito das mulheres dentro do automobilismo. Um de seus feitos contra o machismo no esporte foi o evento Race for Women em 2021, uma corrida de kart feminina realizada na Arábia Saudita, país onde as mulheres eram proibidas de dirigir até 2018. Durante a divulgação do evento, Vettel disse: “Quanto mais meninas participarem e menos estereótipos existirem de que meninas não podem correr, melhor”.

Porém, o acolhimento não deve ser cobrado apenas no âmbito profissional. Segundo pesquisas realizadas pela categoria, cerca de 40% dos novos fãs que começaram a acompanhar o esporte entre 2023 e 2025, são mulheres. O público feminino do GP de São Paulo dobrou entre os anos de 2019 e 2023, passando de 17% para 37,5% segundo o autódromo de Interlagos. Mesmo com essa onda feminina nos últimos anos, as mulheres ainda são extremamente desrespeitadas pelos fãs masculinos, tendo suas opiniões e torcidas invalidadas de forma constante, tanto online quanto presencialmente.

Por isso que ações como a mudança de nome da curva 6 do circuito de Albert Park são tão importantes em um esporte como a Fórmula 1. Elas reforçam que as mulheres têm espaço no esporte, seja como atletas, engenheiras ou apenas como torcedoras.

Equipes brasileiras tiveram resultados diferentes na rodada de abertura da competição contra os rivais americanos no primeiro ano da Americas cup.
por
Ian Nurchis Ramalho
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12/03/2026 - 12h

A Americas Cup, torneio de League of Legends que reúne os segundos e o terceiros colocados do CBLOL e da LCS - campeonato norte americano - teve início nesta quarta-feira (4). Na rodada de abertura, a FÚRIA superou a Cloud9 por 2 x 0, enquanto a RED Canids não conseguiu vencer a Sentinels na estreia no torneio.

Palco onde ocorreram os jogos - Reprodução: Flickr Rior

FURIA x Cloud9

Na abertura do evento, a FURIA, organização brasileira enfrentou a Cloud9, favorita ao título e venceu com um 2 a 0 de forma dominante mostrando superioridade durante a série e jogando os americanos para a chave inferior do campeonato, onde decidirão a eliminação contra a equipe da RED Canids.

Um destaque na série foi o desempenho de Tatu, jungler da FURIA, que teve um papel de destaque na vitória da equipe. O jogador se mostrou importante na decisão com um total de 30 assistências na série com seu Xin Zhao e Malphite.

Jogadores da FURIA após vitória agradecendo sua torcida no palco após a vitória - Reprodução: Flickr CBLOL / Esporte News Mundo

 

RED Canids x Sentinels

Já a RED Canids não conseguiu repetir o resultado positivo na rodada de abertura da Americas Cup. A equipe brasileira enfrentou a Sentinels e foi derrotada por 2 a 0. E acabou enviada para a chave inferior do campeonato para disputar a permanência do torneio contra a Cloud9.

A equipe da RED teve um early game animador no primeiro jogo, mas perdeu o controle durante o decorrer da disputa pelo controle de objetivos levando a uma amarga derrota. Já no segundo jogo, a equipe brasileira não se achou e sofreu de uma rápida derrota, em um jogo controlado desde o início pela equipe americana, resultado de atuações decepcionantes do elenco vice-campeão nacional finalizando a série em 2 a 0.

Com os próximos confrontos formados a RED Canids enfrenta a Cloud9 nesta quinta (5) disputando a classificação para a final da chave inferior. A FURIA enfrenta a Sentinels na sexta-feira (6) para decidir a classificação para a final pela chave superior.

Italiano número 2 do mundo vence o brasileiro em dois tie-breaks nas oitavas de final do Masters 1000 da Califórnia
por
Lucas Peccin
Carolina Zaterka
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12/03/2026 - 12h

Durante a noite da última terça-feira (10), João Fonseca e Jannik Sinner se enfrentaram em partida válida pelas oitavas de final do Indian Wells, na Califórnia. A disputa pela vaga nas quartas de finais, terminou com vitória apertada do número 2 do ranking mundial, pelo placar de 2x0, ambos sets definidos no tie break após empates por 6/6. Pelas parciais de 8/6 e 7/4, Sinner levou a melhor nos curtos confrontos decisivos. 

Para chegar nas oitavas de final do torneio, João Fonseca eliminou o belga Collignon, o número 16 do ranking Khachanov e o anfitrião Tommy Paul. Sinner passou pelo tcheco Svrcina e o canadense Denis Shapovalov.

Apesar da derrota, João Fonseca dificultou o trabalho do italiano, que enfrentou dois tie break´s em uma partida. A última vez que isso ocorreu com o tetracampeão de Grand Slams, foi em um duelo contra Carlos Alcaraz na final do Roland Garros, em junho de 2025. Desde então, Sinner não  disputou dois tie breaks em um jogo. João não vendeu barato a eliminação.

Havia altas expectativas para o duelo, tanto para o jovem do Rio de Janeiro, quanto para a torcida que acreditou em sua possibilidade de vitória. Havia muitas marcas importantes para o país a serem superadas em jogo, logo havia uma grande pressão em suas costas. Faz 23 anos que um tenista brasileiro não vencia o segundo do ranking mundial e 15 anos que um não avançava para as quartas de finais de um MASTERS 1000

Nas estatísticas da partida, o equilíbrio entre os dois tenistas ficou evidente, embora alguns números tenham favorecido o italiano. Jannik Sinner registrou 15 aces, enquanto João Fonseca marcou 9. O brasileiro, por outro lado, apresentou maior percentual de primeiro saque em quadra, com 70,4%, contra 58,7% de Sinner. Ainda assim, o italiano foi mais eficiente quando acertou o primeiro serviço, levando a melhor em 86,4% dos pontos, enquanto Fonseca ganhou 73,7% nessa mesma situação.

No segundo saque, o brasileiro também levou pequena vantagem, conquistou 58,3% dos pontos, diante de 51,6% do italiano. Fonseca converteu uma de duas oportunidades de quebra de saque, enquanto Sinner conseguiu uma em quatro tentativas. Ao final da partida, a diferença no total de pontos foi mínima: Sinner venceu 79 pontos contra 77 de Fonseca. O que ressaltou o equilíbrio do confronto e o fato de que os momentos decisivos, especialmente os tie-breaks, foram determinantes para o resultado final. 

Do ponto de vista tático, a partida foi marcada por um confronto entre dois estilos de jogo semelhantes em intensidade, mas diferentes na gestão das trocas e na tomada de decisão. Jannik Sinner estruturou sua estratégia a partir da consistência no fundo de quadra e da capacidade de acelerar o jogo no momento certo. O italiano buscou controlar o ritmo das trocas com bolas profundas e pesadas, especialmente com o backhand (golpe pelo lado esquerdo), considerado um de seus pontos mais fortes. 

Ao manter as bolas próximas à linha de fundo e variar as direções, Sinner conseguiu empurrar João Fonseca para posições mais defensivas da quadra, com isso, limitou a possibilidade do nº 35 do mundo assumir o comando dos pontos.

Jannik Sinner vibrando após conquistar um ponto. | Reprodução: Instagram @janniksin.
Jannik Sinner vibrando após conquistar um ponto. | Reprodução: Instagram @janniksin. 

Fonseca apresentou uma postura mais agressiva em momentos específicos da partida. Tentou encurtar algumas trocas com acelerações de direita e buscou utilizar o saque como principal ferramenta de pressão, estratégia que lhe permitiu manter equilíbrio no placar durante grande parte do confronto. Além disso, procurou variar a construção dos pontos, alternou bolas mais rápidas com mudanças de direção para quebrar o padrão imposto por Sinner. Em alguns momentos, também tentou aproximar-se da rede para reduzir o tempo de resposta do adversário e finalizar os pontos com mais rapidez.
 

João Fonseca comemorando um ponto conquistado. | Reprodução: Instagram @joaoffonseca.
João Fonseca comemorando um ponto conquistado. | Reprodução: Instagram @joaoffonseca.

No primeiro set da partida, que foi definido no tie break, o brasileiro de 19 anos passou por uma situação complicada. Viu a vitória escorrer por suas mãos, após ter o placar favorável de 6/3 e, com três set points possíveis, Jannik Sinner emplacou cinco games consecutivos e superou a desvantagem.

No aspecto mental, o confronto evidenciou maturidade competitiva dos dois lados. Fonseca conseguiu manter alto nível de concentração ao longo da partida e resistiu à pressão de enfrentar um dos principais nomes do circuito. No entanto, nos momentos decisivos, especialmente nos tie-breaks, Sinner demonstrou maior controle emocional e precisão nas escolhas táticas. A capacidade do italiano de administrar os pontos mais importantes, reduziu erros não forçados e elevou a intensidade nos rallies finais Isso foi determinante para a definição do resultado. 

Sinner avançou para a próxima fase e irá enfrentar na quinta-feira (12) o americano Learner Tien, na disputa por uma vaga na semifinal do torneio na Califórnia. Enquanto João Fonseca seguirá em solo estadunidense para a disputa do Miami Open. Ainda não foram definidas as datas dos jogos do brasileiro, mas ocorrerão a partir do dia 15 de março.

Debaixo de críticas e desconfianças da torcida, o treinador assume o comando até o restante da temporada.
por
Lucas Peccin
|
11/03/2026 - 12h

Na tarde desta terça-feira (10), o São Paulo anunciou oficialmente, através de suas redes sociais, a chegada do novo comandante da equipe, Roger Machado. O contrato do técnico gaúcho tem duração até o dia 31 de dezembro de 2026, ou seja, até o fim da temporada 2026 do futebol brasileiro. Ele chega para substituir o ex-técnico argentino Hernán Crespo, desligado na última segunda-feira (09).

Roger Machado atualmente tem 51 anos e nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Teve uma carreira marcante e bem-sucedida como atleta profissional. Revelado pelo Grêmio em 1994, se consagrou campeão da Libertadores pelo tricolor gaúcho em 1995. Além de ter vencido outros títulos nacionais relevantes pela equipe gremista, sendo considerado ídolo para alguns torcedores. Passou pelo Vissel Kobe, do Japão, até encerrar sua carreira em 2008 atuando pelo Fluminense. Roger também disputou a Copa América de 2001, pela Seleção Brasileira.

Sua trajetória como treinador se iniciou em 2014, sob o comando do Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul, onde permaneceu até 2015. Após essa breve passagem pelo tradicional clube gaúcho, Roger Machado seguiu para o Grêmio entre 2015 e 2016, o qual o trabalho mais longevo de sua carreira. Assumiu o Atlético Mineiro, Palmeiras, Bahia, Fluminense e retornou ao tricolor gaúcho. Teve uma curta passagem pelo Juventude e desembarcou na capital gaúcha para comandar o Internacional. Apesar de ter dirigido diversos clubes em 12 anos de carreira, suas jornadas foram curtas, em sua maioria durando apenas uma temporada.

O treinador conquistou seis títulos em sua carreira até o momento, sendo quatro conquistas de campeonatos estaduais (Internacional, 2025. Grêmio, 2022. Bahia, 2019 e 2020. Atlético Mineiro, 2017), uma Recopa Gaúcha pelo tricolor do sul em 2022 e um Campeonato Brasileiro série B também pelo Imortal.

O seu trabalho mais recente com o Internacional (2025), ficou marcado pelo quase rebaixamento da equipe colorada e pela conquista do Campeonato Gaúcho, contra a sua ex-equipe, o Grêmio. Ele comandou o Colorado entre julho de 2024 e setembro de 2025. Seu aproveitamento foi de 55,7% dos pontos conquistados, sendo 73 partidas, 34 vitórias, 20 empates e 19 derrotas.

Roger Machado comemorando vitória sobre o Grêmio pelo Internacional em partida do Brasileirão. Reprodução Instagram @scinternacional
Roger Machado comemorando vitória sobre o Grêmio pelo Internacional em partida do Brasileirão. Reprodução Instagram @scinternacional
 

O gaúcho chega à capital paulista em um contexto turbulento e já pressionado pelos torcedores são-paulinos, que em grande maioria reprova sua contratação. Após a demissão conturbada de Crespo, a torcida se desapontou com as recentes decisões da diretoria do clube. Demonstraram insatisfação com o encerramento da continuidade do argentino no clube e com a chegada de Roger Machado. Sendo assim, sua relação com a torcida tricolor já se inicia de maneira complicada. 

Ao desembarcar nesta terça-feira em São Paulo, Roger Machado concedeu suas primeiras palavras como novo técnico da equipe paulista. “Sensação de muita felicidade, muita alegria. Sei que é um desafio muito grande. Eu sei o tamanho do São Paulo e estou muito motivado com essa oportunidade”, disse o comandante tricolor.  

Ao ser questionado sobre voltar a trabalhar com o dirigente são-paulino Rui Costa, após serem parceiros de clube entre 2015 e 2016 no Grêmio, ele diz "Por isso as coisas aconteceram tão rápido, porque conheço o Rui de outro momento, já trabalhamos juntos. Sei a magnitude da experiência que eu estou começando agora, mas eu me sinto completamente preparado. E tenho certeza de que a torcida vai comprar o trabalho e nós vamos conquistar grandes títulos", afirma ele.

O novo treinador estreia na próxima quinta-feira (12), às 20h no estádio Canindé, em partida válida pela quinta rodada do campeonato brasileiro. O tricolor ocupa a segunda colocação, empatado em pontuação com o Palmeiras.