Apesar da alta abstenção, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul definiram representantes alinhados a Flávio Bolsonaro já no primeiro turno
por
Carolina Zaterka
Luiza Zaccano
Isabelle Rodrigues
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08/10/2026 - 12h

No último domingo (4), os eleitores dos três estados que compõem a região Sul do país – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – elegeram governadores do Partido Liberal (PL) já no primeiro turno. Com 50,10% dos votos válidos, Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, foi eleito para o governo do Paraná. Com ampla margem de votos, Jorginho Mello, de 70 anos, foi reeleito ao governo de Santa Catarina, com 68,98% do eleitorado. No Rio Grande do Sul, com 58,05% dos votos, o eleito para o cargo foi o militar reformado, Luciano Zucco.

Sérgio Moro é eleito no Paraná

No Paraná, o candidato Sérgio Moro foi eleito com 3.127.911, equivalentes a 50,10% dos votos válidos.  Por ultrapassar a metade mais um, sem considerar os brancos e nulos, o governo do estado foi definido ainda no primeiro turno. 

Logo em seguida ficaram Sandro Alex (PSD) somando 25,37% e Requião Filho (PDT) com 23,47% dos votos. Também na corrida eleitoral estavam Luiz França (Missão), Tayná Miessa (UP), Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza), Samuel de Mattos (PSTU) e Adriano FUNILEIRO (PCO), cuja candidatura foi anulada sub judice.

No estado foram computados 6.829.615, entre eles 278.322 brancos e 307.494 nulos. Historicamente, o Paraná decide seu governador em primeiro turno desde 2010 – a última vez que o estado teve segundo turno foi em 2006, quando Roberto Requião (PMDB), pai de Requião Filho,  foi reeleito contra a candidatura de Osmar Dias (PDT).

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Sergio Moro é Senador e foi Ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro. Foto: Ton Molina/Agência Senado.

A pesquisa Atlas/Inte publicada no sábado anterior à eleição, já mostrava Sérgio Moro na liderança com 44,7%, seguido por Requião filho com 31,6%. O levantamento ouviu 1.812 eleitores, entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro, e tinha margem de erro de dois pontos percentuais.

Natural da cidade de Maringá, no noroeste do estado, Sérgio Moro é jurista e ganhou destaque midiático por comandar a Operação Lava Jato – que levou à prisão do presidente Lula, em 2018. Já entre 2019 e 2020 atuou como ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde 2024, Moro exercia mandato de Senador, que agora será ocupado por seu suplente, Luis Felipe Cunha.

 

Jorginho Mello é reeleito em Santa Catarina

O candidato Jorginho Mello (PL) recebeu 2.942.386 votos, correspondentes a 68,98% dos votos válidos, e garantiu a permanência no cargo por mais quatro anos, agora, junto de Adriano Silva (Novo) como vice-governador. 

O segundo colocado na disputa foi Gelson Merísio (PSB), com 15,66% dos votos válidos, seguido por João Rodrigues (PSD), que obteve 13,35%. Também concorreram ao governo Marcelo Brigadeiro (Missão), Laís Chaud (UP), Ralf Zimmer (PRD), Professor Marcus Sodré (PSTU) e Bruno Pedreiro (PCO). 

Santa Catarina registrou 4.634.550 comparecimentos, o equivalente a 81,03% do eleitorado apto. A abstenção foi de 18,97%, com 1.084.991 eleitores que não compareceram às urnas. Entre os votos registrados, 169.920 foram brancos, correspondentes a 3,67%, e 198.989 foram nulos, o equivalente a 4,29%. Os votos válidos representaram 92,04% dos votos dados.

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Jorginho Mello aparecia com 71% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest de sábado (3). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado.

Natural de Ibicaré, no interior de Santa Catarina, Jorginho de Mello, de 70 anos, tem carreira política construída no Estado. Antes de chegar ao governo, foi deputado estadual (2006), deputado federal (2010 e 2014) e senador (2018) por Santa Catarina. Também atuou como diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). Formado em Direito e em Estudos Sociais, ele chegou ao governo em 2023 e agora se estende à um novo mandato. 

Durante a campanha pela reeleição, Jorginho apresentou a continuidade de seu governo como principal eixo eleitoral e destacou obras de infraestrutura realizadas durante o primeiro mandato. Após a confirmação da vitória, afirmou que o resultado estava relacionado às entregas realizadas pelo governo e prometeu manter os investimentos, especialmente em infraestrutura e rodovias, durante os próximos quatro anos. 

 

Luciano Zucco é eleito no Rio Grande do Sul 

O candidato Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul com 3.516.048 votos, equivalentes a 58,05% dos votos válidos. A chapa vencedora tem como vice a deputada estadual Silvana Covatti (PP). 

Juliana Brizola (PDT) terminou na segunda colocação, com 31,65% dos votos válidos. Já o atual vice-governador, Gabriel Souza (MDB), recebeu apenas 8,43%, enquanto Marcelo Maranata (PSDB) obteve 1,68%. Também concorreram Priscila Voigt (UP), Rejane De Oliveira (PSTU) e Cesar Pontes (PCO). Brancos e nulos somaram 4,84% e 4,72%, respectivamente. Como Zucco ultrapassou a metade dos votos válidos, a eleição estadual foi definida sem necessidade de segundo turno. 

O resultado leva o PL ao comando do Palácio Piratini após as duas gestões de Eduardo Leite (PSD), eleito em 2018 e reeleito em 2022. Gabriel Souza, candidato apoiado pelo atual governador para a sucessão, ficou na terceira posição. Zucco disputou o governo com apoio da família Bolsonaro e de uma aliança que reuniu PL, Republicanos, Podemos, Democracia Cristã, Novo, PP e União Brasil.

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Segundo pesquisa Quaest, divulgada no sábado (3), Luciano Zucco tinha 52% das intenções de voto 24h antes das eleições. Imagem: Marina Ramos/Câmara dos Deputados.

O político cresceu em Alegrete, o maior município do estado, Zucco tem 52 anos e é militar reformado. Foi eleito deputado estadual em 2018 e deputado federal em 2022, quando recebeu a maior votação para o cargo no Rio Grande do Sul. Esta foi sua primeira candidatura ao governo estadual. 

A eleição também marcou a chegada da primeira mulher ao cargo de vice-governadora do estado. Silvana Covatti (PP), de 63 anos, é natural de Frederico Westphalen, no norte do estado, e exerce mandato de deputada estadual. A partir de 6 de janeiro de 2027, data prevista para a posse, ela integrará o Executivo ao lado de Zucco. 

Após a confirmação do resultado, Eduardo Leite conversou com o candidato eleito e o cumprimentou pela vitória. Em manifestação divulgada pelo governo estadual, afirmou que respeita a escolha dos eleitores e anunciou a abertura do processo de transição nos próximos dias. 

Candidato do Republicanos vence com 62,25% dos votos e obtém a maior votação da história do estado
por
Sophia Aquino
Anna Cândida Xavier
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07/10/2026 - 12h

 

Neste domingo (4), o então governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi reeleito com 62,25% dos votos no primeiro turno das eleições de 2026. Ele derrotou o candidato do PT, Fernando Haddad, com 36,42%, pela segunda vez consecutiva em uma eleição para o governo estadual.

O desempenho colocou Tarcísio no topo da história eleitoral paulista. Ele alcançou a maior votação já registrada em uma eleição estadual em São Paulo, superando a marca de 14 milhões de votos. Ele bateu o recorde da sua votação em 2022, com cerca de 13 milhões de votos. 
 

Tarcisio de Freitas na Assembleia Legislativa de São Paulo. Foto Bruna Sampaio/Alesp

Tarcísio venceu Haddad em 38 das 57 zonas eleitorais da capital paulista. Haddad ganhou em 19 zonas, concentradas nas periferias, com a maior proporção na Bela Vista (58,96%), seguida de Piraporinha, Cidade Tiradentes, Grajaú e Parelheiros. O governador teve seu melhor desempenho em Indianópolis, com 66,48%, e passou de 60% em dez zonas, entre elas Tatuapé, Mooca, Santana e Santo Amaro.

Em discurso a apoiadores, entre eles o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, Tarcísio agradeceu aos eleitores e aos prefeitos que o apoiaram. Ele disse que a campanha construiu uma "aliança por propósito" e afirmou que o governo teve coragem para enfrentar problemas como a cracolândia. Também citou entregas como trechos do Rodoanel e a Linha 6 do Metrô.

Para o segundo mandato, o governador declarou que "Nós vamos entregar ainda mais", ao afirmar que os próximos quatro anos serão melhores que os anteriores. Ele mencionou jovens, mulheres e mães atípicas entre os públicos prioritários e disse que o resultado é um dia de "renovar compromissos" com os paulistas.

Em discurso após o primeiro turno das eleições, Fernando Haddad disse que fez uma campanha de alto nível. “Nós fizemos um grande resultado, um resultado parecido com o que fizemos no primeiro turno de 2022. Foi uma eleição diferente, só tinham dois candidatos dessa vez, e isso estreitou um pouco as condições da gente fazer ainda melhor”, declarou o candidato. 

Candidato troca farpas com Tarcísio de Freitas em debate da Globo antes das eleições do primeiro turno
por
Sophia Aquino
Isabella Damião
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01/10/2026 - 12h
Fernando Haddad (PT) em carreata no Campo Limpo e Jardim Ângela. Foto: Diogo Zacarias/Reprodução: Flickr.
Fernando Haddad (PT) em carreata no Campo Limpo e Jardim Ângela. Foto: Diogo Zacarias/Reprodução: Flickr.

A última semana da campanha de Fernando Haddad (PT) antes do primeiro turno foi marcada pelo debate na TV Globo e  por carreatas em periferias da cidade de São Paulo. O governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda participaram do último encontro para discutir propostas na terça-feira (29). 

Na quarta-feira (30), Haddad esteve no Grajaú, Campo Limpo e Jardim Ângela, bairros da zona sul da capital. Na quinta-feira (1), a campanha do candidato aconteceu na zona leste, na Cidade Tiradentes. No final do dia, ele participou de um comício na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista, e ainda concedeu uma entrevista para a rádio CBN Vale, de São José dos Campos e Vale do Paraíba. 

Já o debate, desta vez organizado pelo grupo Globo, e a última oportunidade de discutir as propostas com o adversário do Republicanos, durou cerca de duas horas e teve mediação de Alan Severiano. Segurança pública foi o tema de maior destaque, com discussões sobre o aumento do feminicídio e a atuação de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Também entraram em pauta a privatização da Sabesp e as concessões no transporte público. 

Haddad abriu o debate pela segurança. Ele afirmou que, segundo notícias recentes, o Comando Vermelho tem um núcleo de inteligência em Praia Grande e que o PCC tem envolvimento em Piracicaba, e questionou a efetividade do programa de combate ao crime organizado do governo estadual. 

O ex-ministro também falou do "recorde de feminicídio". Ele citou a violência contra a população LGBT e os roubos de celulares, e questionou Tarcísio sobre a relação com filhos de Milton Leite, ex-vereador preso por ligação com o PCC. 

Tarcísio respondeu com os indicadores criminais em queda e o aumento de 35% no efetivo da segurança. Segundo o governador, a infiltração do crime é um problema nacional, argumento que Haddad rebateu ao dizer que o governo não detalha medidas para conter o avanço das facções.

Fernando Haddad aproveitou o último dia para apresentar suas propostas.
Fernando Haddad aproveitou o último dia para apresentar suas propostas. Foto: Divulgação/Site: https://haddadoficial.com.br/ 

Nos blocos finais, Haddad voltou a falar das concessões. Ele criticou o encarecimento das tarifas para quem precisa de várias conduções por dia, disse que o governador entregou a Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) a quem "não entende de trem" e apontou falhas na Sabesp, como a alta nas contas de água após a privatização. O petista também propôs um Bilhete Único metropolitano integrado. 

O debate também foi nacionalizado. Haddad atribuiu ao governo Bolsonaro a fila de procedimentos represados no Sistema Único de Saúde (SUS) herdada pelo governo Lula. Quando Tarcísio perguntou se ele aconselha o presidente a fazer um ajuste fiscal, o ex-ministro da Fazenda respondeu que assumiu a pasta com um déficit herdado da gestão anterior, a de Jair Bolsonaro. 

Nas considerações finais, os dois falaram de Flávio Bolsonaro. O petista dedicou boa parte de seu tempo final a atacar Flávio, dizendo que ele "é uma ameaça para o país". Em outro momento, avisou que, se o senador for eleito, "vai travar tudo". Haddad defendeu a continuidade da parceria entre o estado e o governo Lula e afirmou que uma eventual vitória de Flávio poderia dificultar a relação com São Paulo.

Últimos resultados da pesquisa Quaest

Também na terça-feira, a pesquisa Quaest divulgou as intenções mais recentes de votos para o governo de São Paulo. No primeiro turno, a pesquisa apontou Haddad com 24% das intenções de voto e Tarcísio com 44%. Em um eventual segundo turno, Tarcísio lidera com 49% enquanto Haddad aparece com 29%. 

Daniel Vilela, Otaviano Pivetta e Eduardo Riedel vencem em seus estados, enquanto Celina Leão e Leandro Grass disputam o governo do DF
por
Rafael Jorge
Isabella Damião
Ingrid Luiza Lacerda
Renata Lopes
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07/10/2026 - 12h

No dia 04 de outubro, eleitores de todo o Brasil foram às urnas para escolher seus representantes. A votação definiu os nomes que estarão à frente do governo de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com exceção do Distrito Federal, onde a disputa será decidida em segundo turno.

Distrito Federal

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) foram os dois mais votados no primeiro turno da eleição para governador do Distrito Federal. Com 100% das 6.969 seções totalizadas, Celina recebeu 49,93% dos votos válidos (825.530 votos), enquanto Grass obteve 34,47% (569.930 votos). 

Os votos brancos foram 4,11% (74.774) e os nulos 4,95% (89.910). A abstenção foi de 18,99% (426.067 eleitores), e 81,01% do eleitorado compareceu (1.817.921 votos). Somando brancos, nulos e abstenções, foram 590.751 eleitores que não deram voto válido a nenhum dos dois finalistas. Os percentuais dos candidatos seguem a regra da legislação eleitoral e são calculados apenas sobre os votos válidos. Celina Leão liderou em 17 das 19 zonas eleitorais. Grass venceu na Asa Norte, onde teve 46,8% dos votos, e na Asa Sul, com 42,8%.

Paula Belmonte (PSDB) ficou em terceiro lugar, com 8,51% dos votos válidos (140.765 votos). Kiko Caputo (Novo) terminou em quarto, com 4,36% (72.148 votos). Na sequência, Ricardo Cappelli (PSB), com 2,23% (36.828 votos), Samara Mineiro (UP), com 0,24% (3.958 votos) e Robson Raymundo (PSTU), com 0,10% (1.640 votos).


Quem é Celina Leão?

Celina Leão (PP) tem 49 anos, é natural de Goiânia (GO), empresária e atual governadora do DF. Foi eleita vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha em 2022. Antes disso, foi deputada distrital e presidiu a Câmara Legislativa. Disputa a reeleição como aliada de Flávio Bolsonaro (PL) e teve apoio explícito de Michelle Bolsonaro (PL-DF), eleita para o Senado.

Celina Leão no dia da votação do primeiro turno. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Celina Leão no dia da votação do primeiro turno. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Quem é Leandro Grass?

De janeiro de 2023 a fevereiro de 2026, presidiu o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) , por indicação da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Concorre pela coligação DF do Povo, que reúne a Federação Brasil da Esperança, o PDT e a Federação PSOL-Rede. Após o resultado, o candidato afirmou que irá disse que vai buscar eleitores de candidatos derrotados e também os que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram. O petista incluiu nessa conta os eleitores de José Roberto Arruda (PSD), cuja candidatura foi barrada pela Justiça Eleitoral antes da votação. Ricardo Cappelli (PSB) já declarou apoio a Grass no segundo turno.

Leandro Grass durante audiência pública para debater os impactos da decisão judicial sobre a ocupação de boxes nas feiras no DF. Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Leandro Grass durante audiência pública para debater os impactos da decisão judicial sobre a ocupação de boxes nas feiras no DF. Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Mato Grosso

O estado do Mato Grosso reelegeu o governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), no primeiro turno, com 60,77% dos votos válidos. Em segundo e em terceiro lugar, ficaram, respectivamente, Wellington Fagundes (PL), com 23,19%, e Doutora Natasha (PSD), com 15,17%.
Pivetta foi vice-governador de Mauro Mendes (União) por dois mandatos. Em março de 2026, Mendes renunciou o cargo para dedicar-se à sua candidatura ao Senado.  Otaviano Pivetta assumiu o governo mato-grossense e garantiu sua reeleição. Mendes foi o senador mais votado no estado, com 33,21% dos votos válidos.

Posse de Otaviano Pivetta para o governo do estado, em março de 2026. Foto: Reprodução/ Republicanos 10.
Posse de Otaviano Pivetta para o governo do estado, em março de 2026. Foto: Reprodução/ Republicanos 10.

Otaviano Pivetta nasceu no Rio Grande do Sul e é produtor agropecuário. Foi prefeito três vezes de Lucas do Rio Verde, também no Mato Grosso. Seu primeiro mandato teve início em 1997 e o último terminou em 2016. Pivetta também foi deputado estadual no estado entre 2007 e 2010.
O Mato Grosso, que tem um eleitorado de mais de 2,6 milhões de pessoas, teve 22,2% de abstenções. Entre os 77,8% dos comparecimentos, 1,01% foram em branco e 1,86% foram nulos.

 

Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador do Mato Grosso do Sul no primeiro turno. Com 100% das seções totalizadas, ele recebeu 67,07% dos votos válidos (914.323 votos), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Riedel venceu nos 79 municípios sul-mato-grossenses. Fábio Trad (PT) ficou em segundo lugar, com 23,68% (322.807 votos).

Dos 2.024.430 eleitores aptos a votar no estado, 483.210 não compareceram às urnas, o que representa uma abstenção de 23,87%, a maior já registrada em uma eleição no Mato Grosso do Sul. Para governador, foram computados 1.539.009 votos, sendo 88,58% válidos (1.363.298), 5,23% em branco (80.522 votos) e 6,19%  nulos (95.189 votos).

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul no primeiro turno. Foto: Saul Schramm/Governo do Mato Grosso do Sul
Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul no primeiro turno. Foto: Saul Schramm/Governo do Mato Grosso do Sul 

Eduardo Riedel nasceu no Rio de Janeiro, é formado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas construiu a carreira política no governo de Mato Grosso do Sul. Foi secretário de Governo e Gestão Estratégica de 2015 a 2021 e secretário de Infraestrutura e Habitação até abril de 2022, ambos na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). Também presidiu o Conselho Deliberativo do Sebrae e foi diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Foi eleito governador em 2022, pelo PSDB, ao vencer Renan Contar (PL) no segundo turno. Passou a integrar o PP para concorrer à reeleição, tendo José Carlos Barbosa (Republicanos) como seu vice-governador.

 

Goiás

Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás no primeiro turno, com 59,17% (2.148.218 votos) dos votos válidos. O candidato foi o mais votado em 238 dos 246 municípios de Goiás. Vilela disputou a eleição contra Wilder Morais (PL) que ficou com 21,96% dos votos válidos, Luis Cesar Bueno (PT), com 9,82% e Marconi Perillo (PSDB), com 8,69%.  

Foto: Daniel Vilela junto de sua família e Ronaldo Caiado no primeiro turno. Reprodução/Instagram/@danielvilelaraiz_
Daniel Vilela junto de sua família e Ronaldo Caiado no primeiro turno. Foto: Reprodução/Instagram/@danielvilela15 

Natural de Jataí, Daniel Vilela tem 42 anos, é formado em Direito e pós-graduado em gestão pública. Foi vice-governador no segundo mandato de Ronaldo Caiado (PSD) e assumiu o governo goiano em março deste ano, após Caiado renunciar para disputar a Presidência da República. O início de sua vida política foi como vereador de Goiânia em 2008. Foi eleito deputado estadual em 2010 e federal em 2014 e, também chegou a disputar o governo contra Caiado em 2018, terminando a disputa em segundo lugar.

Daniel faz parte da coligação "Pra Goiás Seguir em Frente" (Republicanos, MDB, Pode, Mobiliza, Democrata, Agir, PSD, Avante, Federação Renovação Solidária, Federação União Progressista) e tem como seu vice o empresário Luiz do Carmo (PSD), de 68 anos. Vilela é filho de Maguito Vilela, liderança do MDB que governou Goiás entre 1995 e 1998, além de ter sido eleito prefeito de Goiânia em 2020

Entenda como foi o desempenho dos candidatos e a distribuição dos votos nos nove estados nordestinos
por
Annick Borges
Gustavo Tonini
João Barbosa
João Calegari
João Pedro Amador
Kaleo Ferreira
Luiza Passos
Maria Luiza Malaquias
Raissa Cerqueira
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06/10/2026 - 12h

As eleições para os governos estaduais neste domingo (4) movimentaram os nove estados do Nordeste, com disputas marcadas por diferentes cenários eleitorais. Os resultados definiram os candidatos que assumem o comando dos estados e os que avançam para o segundo turno. 

 

Ex prefeito de Maceió derrota os Calheiros nas urnas

Alagoas elegeu seu governador no primeiro turno. JHC, candidato do PSDB obteve 52,09% dos votos válidos, o equivalente a 873.978 votos de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A vitória dele é uma derrota para o grupo político dos Calheiros, representado por Renan Filho (MDB), que teve 47,48% dos votos. O candidato estava sendo apoiado pelo presidente Lula, Renan Filho foi ministro dos Transportes do presidente e era considerado um dos auxiliares mais bem avaliados pelo petista. Filho foi eleito duas vezes ao governo de Alagoas e hoje está no meio de mandato de senador pelo estado. 

João Henrique Caldas (JHC) foi deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Maceió em 2020 e reeleito em 2024. O agora governador de Alagoas renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo do estado.

Governador de Algoas
JHC eleito governador de Alagoas. Foto: Reprodução/Site/Prefeitura de Maceió

Jerônimo Rodrigues é reeleito Governador da Bahia

Aos 61 anos, o engenheiro agrônomo e professor Jerônimo Rodrigues (PT), conquistou mais quatro anos à frente do governo da Bahia. Com 55,8% dos votos válidos, ele superou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que teve 43,73% e encerrou a disputa ainda no primeiro turno.

Os votos brancos somaram 2,5% e os nulos, 5,7%. A abstenção foi de 20%, e o comparecimento chegou a 91,6%.

Natural de Aiquara, no interior do estado, Jerônimo construiu a carreira na gestão pública. Passou pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural e de Educação antes de chegar ao governo, em 2023. Ao vencer a eleição de 2022, tornou-se o primeiro governador autodeclarado indígena do país.

Jerônimo agradeceu o resultado nas redes sociais e disse que já se dedicará à campanha do Presidente Lula no segundo turno na disputa presidencial. 

gov ba
Jerônimo Rodrigues em discurso como Governador da Bahia. Foto: Reprodução/Gov BA

 

Ceará reelege Elmano de Freitas

No Ceará, Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador com 55,19% dos votos válidos, superando Ciro Gomes (PSDB), que ficou em segundo lugar com 46,22%. O estado registrou ainda 15,33% de abstenções, 2,88% de votos brancos e 5,57% de votos nulos.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1989, Elmano de Freitas construiu sua trajetória política dentro da legenda. Antes de chegar ao governo do Ceará, ocupou diferentes cargos na Prefeitura de Fortaleza, entre eles a coordenação do Orçamento Participativo e a Secretaria Municipal da Educação. Elmano também presidiu o diretório municipal do PT em Fortaleza e foi eleito deputado estadual em 2014, sendo reeleito em 2018. Durante seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Ceará, presidiu a Unipace (Universidade do Parlamento Cearense).

Em 2022, foi eleito governador do estado também no primeiro turno, com 53,69% dos votos válidos.

Governador Elmano de Freitas é reeleito após liderar pesquisas durante a campanha eleitoral / Foto: Carlos Gibaja/Casa Civil CE
Governador Elmano de Freitas é reeleito após liderar pesquisas durante a campanha eleitoral / Foto: Carlos Gibaja/Casa Civil CE

 

Eduardo Braide vence no Maranhão

No Maranhão, Eduardo Braide, atual prefeito de São Luís, foi eleito governador com 54,02% dos votos válidos. O candidato do PSD fazia parte da coligação “Pra transformar o Maranhão”, ao lado do Partido Novo. A vice-governadora eleita é Elaine Carneiro (PSD-MA), também conhecida como “Elaine dos Pneus”, empresária do ramo automotivo sem passado político.

Com 34,76% dos votos, o candidato do MDB, Orleans Brandão, ficou em segundo lugar na disputa. A candidatura possuía ampla coligação, e abrangia o MDB, PDT, Republicanos, Podemos, PRD e Solidariedade. O candidato é sobrinho do atual governador do estado, Carlos Orleans Brandão Júnior, e começou sua vida pública em 2023, como Secretário de Assuntos Municipalistas do mandato de seu tio. 

Eduardo Braide (PSD/MA) é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). FOTO: GILMAR FELIX/ Wikimedia commons.
Eduardo Braide (PSD/MA) é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foto: Reprodução/GILMAR FELIX/ Wikimedia commons.


 

Lucas Ribeiro é reeleito para governador da Paraíba

O candidato do Partido Progressistas (PP) alcançou 64,30% dos votos totais para o cargo de governador no estado da Paraíba. Ele que já tinha posse do governo do estado, conseguiu mais 4 anos à frente do cargo ainda no primeiro turno.

Lucas, de 37 anos, é nascido na Paraíba, na cidade de Campina Grande. Formado em direito e mestre em desenvolvimento regional pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), o atual governador iniciou sua carreira na política cedo. Em 2017, foi eleito vereador de sua cidade de nascença aos 27 anos. Ele ocupou o cargo por dois anos até ser indicado para Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Após isso foi vice-prefeito de Campina Grande, até se tornar vice-governador de seu estado, ao lado de João Azevedo, através das eleições de 2022. Em abril deste ano João renunciou para se candidatar ao senado, e Lucas assumiu o cargo.

Em contraste, Efraim Filho do PL (Partido Liberal) e Cícero Lucena do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), apareceram com 24,18% e 11,06% dos votos, respectivamente. Com 391.282 votos nulos, os candidatos de centro e direita foram os mais representados nas eleições para governador na Paraíba. 

Lucas Ribeiro em transmissão na Bandeirantes durante campanha Foto: Ascom Lucas
Lucas Ribeiro em transmissão na Bandeirantes durante campanha Foto: Reprodução/Ascom Lucas

Raquel Lyra é eleita governadora em Pernambuco

Com 53,27% dos votos apurados, Raquel Lyra do PSD se reelege para o governo de Pernambuco ainda no primeiro turno. A vitória veio com aproximadamente 8 pontos percentuais acima de João Campos do PSB, segundo mais votado com 44,82%.
A eleição para governador no estado ainda contou com 18,18% de abstenção, 2,65% de votos brancos e 8,16% de votos nulos.
Raquel Lyra possui uma carreira extensa atuando na política de Pernambuco. Nas eleições de 2010 foi eleita Deputada Estadual, cargo que exerceu até 2017 e chegou até ser chefe da Secretaria Estadual da Criança e da Juventude de Pernambuco, de 1° de Janeiro de 2011 até 18 de dezembro de 2012. Depois, foi eleita em 2016 e depois reeleita em 2020 prefeita de Caruaru e exerceu esse cargo até 2022, quando lançou sua candidatura à governadora de Pernambuco, onde foi eleita e se tornou a primeira mulher a assumir o cargo no estado na história. Com a reeleição em 2026, ela é a primeira mulher a se reeleger para a função. 

Após a reeleição, durante seu discurso de celebração, Raquel Lyra agradeceu a Lula pelo seu apoio/ Foto: REPRODUÇÃO/ Instagram/ @raquellyraoficial
Após a reeleição, durante seu discurso de celebração, Raquel Lyra agradeceu a Lula pelo seu apoio. Foto: REPRODUÇÃO/ Instagram/ @raquellyraoficial

 

Rafael Fonteles é reeleito governador do Piauí

O governador Rafael Fonteles (PT) foi reeleito para o comando do Executivo estadual do Piauí no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4 de outubro). Com 100% das seções eleitorais apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato petista obteve 70,90% dos votos válidos (equivalente a 1.436.697 votos), garantindo sua permanência no Palácio de Karnak para o mandato de 2027 a 2030.
O ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues (PP), principal nome da oposição reunido em coligação com o PP e apoio do PL, ficou na segunda colocação com 27,54% dos votos válidos ( equivalentes a 557.972 votos).
Os votos brancos somaram 3,42% e os nulos representaram 6,10%. O índice de abstenção no estado foi de 17,15%, registrando um comparecimento de 82,85% do eleitorado apto a votar.
Em suas redes sociais, o governador reeleito comemorou o resultado: "Minha gratidão a Deus e ao povo do Piauí, que mais uma vez nos deu um voto de confiança. Nosso trabalho vai continuar, pensando em todos e todas, sem deixar ninguém para trás."

Governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT) em reunião com o Ministério da Previdência Social. Fotografia: Edson Leal/Ministério da Previdência Social, Reprodução: Flickr
Governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT) em reunião com o Ministério da Previdência Social. Foto: Reprodução/Edson Leal/Ministério da Previdência Social,/Flickr

 

RN terá segundo turno para governador


Após a apuração de 100% das urnas no primeiro turno das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte, nenhum candidato alcançou mais de 50% dos votos válidos, o que levou a disputa para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), terminou a primeira etapa na liderança com 36,94% dos votos válidos, somando 733.809 votos. Em segundo lugar ficou Cadu de Lula (PT), ex-secretário da Fazenda do Estado, que recebeu 36,16% dos votos, totalizando 718.300. Cadu conta com o apoio da governadora Fátima Bezerra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deve acirrar a disputa na reta final da campanha.

O candidato Allyson Bezerra registra seu voto durante o primeiro turno das eleições de 2026, no Rio Grande do Norte. Imagem: Reprodução/ Instagram/ @allysonbezerra.rn
O candidato Allyson Bezerra registra seu voto durante o primeiro turno das eleições de 2026, no Rio Grande do Norte. Imagem: Reprodução/ Instagram/ @allysonbezerra.rn
Cadu de Lula participa de ato de campanha durante a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Imagem: Reprodução/ Instagram/ @cadudelula13
Cadu de Lula participa de ato de campanha durante a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Imagem: Reprodução/ Instagram/ @cadudelula13

Governador de Sergipe, Fábio Mitidieri é reeleito

Com 59,28% dos votos válidos, Fábio Mitidieri, do Partido Social Democrático (PSD), é reeleito governador de Sergipe. Seu principal rival, Valmir de Francisquinho (Republicanos), ficou atrás, com 37,48% dos votos.

Mitidieri, de 49 anos, nasceu em Aracaju (SE) e está à frente do governo de Sergipe desde 2023. Antes de assumir o cargo, foi deputado federal pelo estado entre 2015 e 2023. Durante a campanha pela reeleição, o governador recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A vitória no primeiro turno representa uma mudança em relação à eleição de 2022, quando Mitidieri também venceu a disputa pelo governo estadual, mas precisou enfrentar um segundo turno.

Com a reeleição, Mitidieri permanecerá no comando do estado até 2030.

 

Fábio Mitidieri - Divulgação do Partido Social Democrático (PSD)

Fábio Mitidieri  em discurso. Foto: Reprodução/Divulgação do Partido Social Democrático (PSD)










 

Com recorde de abstenções, 125 milhões de eleitores compareceram às urnas para decidir o futuro titular do executivo
por
Beatriz Barboza
João Moura
Thaís de Matos
|
06/10/2026 - 12h

Os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), disputarão o segundo turno das eleições no dia 25 de outubro. Segundo a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.104.503 votos. Já Lula obteve 45,16%, o que representa 53.879.538 votos.

O candidato Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar na disputa e recebeu 3.448.569 votos (2,89%). Em seguida, Renan Santos (Missão) alcançou 2,24%, o que equivale a 2.675.887 votos. Em quinto lugar, Ronaldo Caiado (PSD) teve 2.605.148 votos (2,18%), seguido por Romeu Zema (Novo), com 326.488 votos (0,27%).

Entre os candidatos de menor expressão, Samara Martins (UP) conquistou 122.911 votos (0,10%), seguida por Hertz Dias (PSTU), que obteve 43.103 votos (0,04%). Logo atrás, Clariana Barão (DC) alcançou 40.043 votos (0,03%). Edmilson Costa (PCB) apareceu em seguida com 22.693 votos (0,02%). Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO) alcançaram o mesmo percentual de 0,01%, com 16.881 e 15.024 votos respectivamente.

O TSE apurou 125.275.835 votos, dos quais 95,23% foram válidos: 119.300.788 votos. Entre os votos inválidos, foram 2.300.798 brancos (1,84%), enquanto 3.674.249 (2,93%) foram nulos. Entre os 158.745.502 eleitores aptos ao voto, 33.469.244 eleitores não compareceram às urnas, o que representa 21,08% de abstenções – o maior índice registrado em um primeiro turno de eleições gerais desde 1998. 

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Os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), disputarão o segundo turno das eleições no dia 25 de outubro. Fotos: Vittor Sales/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro e  Reprodução/Flickr Ricardo Stuckert\ Montagem: João Moura

Em sua primeira disputa à presidência, Flávio Nantes Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente preso por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, chegou ao segundo turno com um resultado superior ao obtido pelo pai no primeiro turno de 2018. Flávio foi deputado estadual do Rio de Janeiro por quatro mandatos, entre os anos de 2003 à 2018, e ocupou o cargo de senador de 2018 a 2026.

Já Luiz Inácio Lula da Silva participa de sua oitava disputa à presidência, sendo a quarta vez que vai ao segundo turno. Sua estreia na corrida pelo Executivo aconteceu em 1989, primeira eleição após a redemocratização e a promulgação da Constituição de 1988, quando perdeu no segundo turno para Fernando Collor. Lula sairia derrotado novamente nas disputas de 1994 e 1998, ambas perdidas para Fernando Henrique Cardoso. 

Em 2002, foi eleito no segundo turno, com  53 milhões de votos pelo Brasil. Quatro anos mais tarde, em 2006, se reelegeu com o voto de 58 milhões de eleitores. O candidato voltou a concorrer pelo cargo mais alto do Executivo em 2022. Em uma disputa acirrada com o então presidente Jair Bolsonaro, Lula foi eleito no segundo turno por uma diferença de 2,1 milhões de votos, a menor margem percentual registrada em uma eleição presidencial brasileira. 

Confira o resultado do 1º turno nas cinco regiões: 

Sudeste

No Estado de São Paulo — o maior colégio eleitoral do país — Flávio Bolsonaro manteve o desempenho à frente de Lula. O candidato do PL obteve 12.922.023 votos (51,93%), já o candidato à reeleição alcançou 9.505.413 votos (38,20%). 

Em Minas Gerais — o segundo maior colégio eleitoral do país e tido como um “espelho” para as projeções nacionais — Flávio se manteve à frente do adversário, mas com uma diferença menor do que em São Paulo. O ex-senador recebeu 5.777.468 votos (48,24%), enquanto Lula teve 5.188.546 votos (43,33%). Apesar de ter ficado mais de sete anos à frente do governo do Estado, Romeu Zema teve menos de 1% dos votos válidos. O candidato do Novo recebeu 98.407 votos (0,82%).

No Rio de Janeiro, Bolsonaro permaneceu em vantagem sobre Lula, com 4.966.844 votos (53,01%), contra 3.693.021 votos (39,41%) do presidente. No Espírito Santo, o candidato do PL seguiu à frente do petista, com 1.233.194 votos (54,78%), já Lula teve 850.028 votos (37,76%). 

Sul

O candidato Flávio Bolsonaro teve mais votos nos três estados do sul do país. No Paraná, o ex-senador registrou 3.945.345 dos votos (59,91%). Lula, por sua vez, angariou 2.054.597 (31,20%). Mais ao sul, em Santa Catarina, estado que possui forte presença do bolsonarismo, Flávio recebeu 3.000.020 dos votos (66,65%), o candidato à reeleiçãocontabilizou 1.127.168 (25,04%).

No Rio Grande do Sul, o candidato do PL também saiu à frente no primeiro turno: 3.573.783 eleitores (55,64%) optaram por ele, enquanto o candidato do PT levantou 1.127.168 de votos (25,04%). Apesar da predominância de Flávio no estado, Lula conquistou mais eleitores na capital gaúcha, Porto Alegre, recebendo 377.252 votos (48,57% ) do total.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro também predominou sobre Lula. No Distrito Federal, menor unidade federativa do país, Lula recebeu 675.627 votos (38,11%), enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 909.616 votos (51,31%). Em Goiás, Flávio Bolsonaro obteve 2.051.888 votos, equivalentes a 53,60% dos votos válidos. Lula recebeu 1.188.880 votos (31,06%). O candidato Ronaldo Caiado, que governou o Estado por dois mandatos, terminou na terceira posição, com 472.041 votos (12,33%).

No Mato Grosso, o ex-senador registrou 1.298.581 votos (65,15%), enquanto Lula recebeu 581.681 votos (29,18%). Abaixo desse estado, em Mato Grosso do Sul, Flávio também terminou à frente, com 873.351 dos votos válidos (58,60%), e o atual presidente contabilizou 516.855 eleitores (34,68%).

Norte 

Na região Norte, os resultados mostraram vantagem de Flávio em quatro dos sete estados, enquanto Lula apareceu à frente no Amazonas, no Pará e, por uma diferença mínima, no Amapá, onde o atual presidente recebeu 212.503 votos (45,71%) — 225 votos a mais que o adversário do PL, que alcançou 212.278 (45,67%).

No Acre, Flávio Bolsonaro registrou 302.807 votos (64,56%), contra 134.770 (28,73%) de Lula. Em Rondônia, foram 652.988 votos (67,45%) para o candidato da direita e 250.667 (25,89%) para o petista. Já em Roraima, Flávio somou 231.322 votos (71,06%), enquanto Lula teve 74.420 (22,86%). No Tocantins, Flávio também ficou à frente, com 469.321 votos (50,44%), contra 404.009 (43,42%) de Lula.

Nos demais estados, Lula aparece na liderança. No Amazonas, o candidato recebeu 1.046.996 votos (48,23%), enquanto Flávio teve 976.764 (45,00%). No Pará, Lula somou 2.427.237 votos (49,91%), contra 2.163.957 (44,50%) de Flávio.

Nordeste

No Nordeste, Lula liderou a votação nos nove estados, com mais que o dobro dos votos de Flávio Bolsonaro no total. O petista obteve 63,77% dos 33.704.652 votos válidos na região. O presidente somou 21,49 milhões de votos, contra 10,39 milhões (30,85%) do candidato do PL. 

Na Bahia, Lula teve a maior votação absoluta da região, com 5.664.771 votos (66,17%), enquanto Flávio recebeu 2.442.585 (28,53%). No Ceará, foram 3.555.263 votos (63,29%) para Lula, contra 1.756.850 (31,27%) de Flávio. Em Pernambuco, o petista somou 3.553.971 votos (63,45%), enquanto o senador teve 1.738.043 (31,03%). 

No Maranhão, Lula recebeu 2.566.301 votos (63,99%), contra 1.239.040 (30,90%) de Flávio. Na Paraíba, foram 1.541.127 votos (61,31%) para Lula e 831.377 (33,07%) para Flávio. Já no Rio Grande do Norte, o petista teve 1.237.963 votos (59,75%), enquanto Flávio ficou com 720.493 (34,77%).

O Piauí registrou a maior vantagem percentual de Lula no Nordeste: 70,99% dos votos válidos, contra 24,09% de Flávio. Foram 1.523.710 votos para o petista e 517.028 para o candidato do PL, uma diferença superior a 1 milhão de votos. 

Em Sergipe, Lula alcançou 856.019 votos (62,75%), contra 417.839 (30,63%) de Flávio. Já Alagoas teve a disputa mais equilibrada da região: Lula recebeu 995.459 votos (54,73%), enquanto Flávio somou 735.718 (40,45%) — diferença de 14,28 pontos percentuais. 

Próximos passos 

Após o término da apuração, o presidente Lula falou à imprensa em um hotel em São Paulo, ao lado de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). Também acompanharam o pronunciamento os candidatos da chapa paulista de Lula: Fernando Haddad (PT), que disputou o governo do Estado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado — todos derrotados nas respectivas disputas.

“Eu confesso que estava convencido de que eu ia ganhar as eleições no primeiro turno, mas eu já pensei isso outras vezes”, reconheceu o presidente. Lula afirmou que o segundo turno representa uma "prorrogação” da disputa e relembrou eleições anteriores em que também precisou enfrentar uma segunda votação. “É a hora da gente mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e o Brasil que a gente quer”, declarou.

Segundo o petista, além de apresentar as diferenças entre sua trajetória e a de Flávio Bolsonaro, sua campanha deverá se concentrar na mobilização dos eleitores que não compareceram às urnas. A campanha fará um "apelo para que as pessoas saibam que nesse momento histórico do Brasil o voto é necessário", explicou o presidente.

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Após o resultado nas urnas, Lula disse que “estava convencido que ia ganhar as eleições no 1º turno”; Flávio afirmou que “é o fim da era PT” | Fotos: Reprodução/Flickr Ricardo Stuckert e Flickr Charles Vieira \ Montagem: Thaís de Matos

Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, se pronunciou em seu QG de campanha, no Lago Sul, em Brasília, ao lado de apoiadores e integrantes da campanha. O candidato do PL se antecipou em dizer que o resultado da votação representa o “fim da era do Partido dos Trabalhadores”, cujo legado, segundo o presidenciável, é “um recorde de desesperança”. 

O senador também reforçou duas das principais bandeiras apresentadas durante sua campanha: a defesa do fim da reeleição para presidente e a acusação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria interferido na eleição para beneficiar o adversário petista. “É assim que vou continuar me comportando nessas próximas três semanas: com uma campanha limpa, como alguém que não está preocupado com a perpetuação no poder”, declarou.


 

Alianças ligadas ao PL e partidos aliados conquistam governos no Amapá, Pará, Rondônia e Roraima
por
Carolina Machado
Carolina Nader
Catarina Lafetá
Evandro Tortolani
Felipe Assis
Gabriela Thier
Vitória Teles
|
06/10/2026 - 12h

A apuração das Eleições Gerais de 2026 na Região Norte definiu os novos governadores de quatro estados ainda no primeiro turno, enquanto três unidades da federação precisarão de uma nova votação para escolher seus gestores estaduais. Dr. Furlan (PSD) no Amapá, Dr. Daniel (Podemos) no Pará, Marcos Rogério (PL) em Rondônia e Arthur Henrique (PL) em Roraima garantiram a vitória com mais da metade dos votos válidos. Por outro lado, eleitores do Acre e do Amazonas voltarão às urnas no próximo dia 25 de outubro para decidir as disputas entre Mailza Assis e Alan Rick, e Omar Aziz e Professora Maria do Carmo, respectivamente.

 

Mailza e Alan Rick avançam ao 2º turno no Acre

Mailza Assis (PP) e o senador Alan Rick (Republicanos), candidatos para o governo do Acre que disputarão o segundo turno. Foto: Reprodução/Agência Brasil.
Mailza Assis (PP) e o senador Alan Rick (Republicanos), candidatos para o governo do Acre que disputarão o segundo turno.
Foto: Reprodução/Agência Brasil. 

A governadora Mailza Assis (PP) e o senador Alan Rick (Republicanos) disputarão o segundo turno pelo governo do Acre, em 25 de outubro, ambos apoiam Flávio Bolsonaro. No primeiro turno realizado neste domingo (4), com 100% das urnas apuradas, Mailza teve 49,76% (218.760 votos) dos votos válidos e  Alan Rick, 32,27% (141.859 votos) , segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB) ficou em terceiro lugar, com 10,22% (44.946 votos). Thor Dantas (PSB), candidato da frente de esquerda apoiada por Lula (PT), teve 7,5% (32.963 votos). Eudo Raffael (PCB) e Dr. Luisinho (Agir) registraram 0,16% (715 votos) e 0,09% (404 votos), respectivamente.

Esse ano, a eleição acreana coloca em disputa a sucessão de Gladson Cameli (PP), eleito governador em 2018, reeleito em 2022 e que deixou o Palácio Rio Branco, sede do governo estadual, em abril deste ano para concorrer ao Senado. Mailza Assis, vice de Cameli desde 2023, assumiu o governo. Mailza concorre pela coligação “Avança Acre”, formada pelo Partido Progressista (PP), União Brasil, Movimento Democrata Brasileiro (MDB), Partido Liberal (PL), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Democrata. Sua vice é a ex-deputada Jéssica Sales (MDB). Ela declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente e fez campanha ao lado do senador Márcio Bittar (PL).

Alan Rick, eleito senador em 2022, também integrou a base de Cameli antes de se lançar ao Executivo estadual. A ruptura entre os dois se consolidou no último ano. Em fevereiro de 2025, Cameli exonerou integrantes ligados ao senador, incluindo familiares de Rick e aliados políticos, em meio ao processo de definição dos nomes para a sucessão estadual.

Ele lidera a coligação “Trabalho da Esperança”, com Republicanos, Partido Social Democrata (PSD), Novo, Democracia Cristã e Avante. O vice é Ricardo Leite, do mesmo partido de Alan. O Republicanos do Acre também declarou apoio a Flávio Bolsonaro, e a candidata do grupo ao Senado, Mara Rocha, recebeu apoio do presidenciável do PL.  A disputa deste ano coloca em lados opostos nomes que integram o mesmo grupo político nos últimos anos: Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno com um aliado em cada uma das duas chapas acreanas.

 

Eleito no primeiro turno, Dr. Furlan é o novo governador do Amapá 

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Candidato eleito ao governo do Amapá. Foto: Reprodução Instagram @dr.furlan

Neste domingo (4), Antonio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan (PSD), obteve 62,75% dos votos necessários para ser eleito ao cargo de governador do Amapá (AP), ficando na frente de Clécio (União Brasil) que recebeu 37,72% dos votos. Sua vice-governadora é a empresária Luciana Gurgel (PL).  

Furlan tem 53 anos e nasceu em San José, na Costa Rica, mas é filho de brasileiros. Ele foi eleito deputado estadual em 2014 e reeleito em 2018. 

Em 2020, foi eleito prefeito de Macapá e reeleito em 2024. Em março deste ano, Dr. Furlan foi afastado do cargo  após indícios de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. Logo após, ele renunciou ao madato. 
 

 

 Amazonas decide governador em segundo turno 

Omar Aziz e Maria do Carmo disputarão segundo turno para governador. Foto: Agência Brasil Omar Aziz e Maria do Carmo disputarão segundo turno para governador. Foto: Agência Brasil 
Omar Aziz e Maria do Carmo disputarão segundo turno para governador. Foto: Reprodução/ Agência Brasil 

 

Após a apuração de 100% das urnas no Amazonas, foi constatado que nenhum candidato para governador ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos. Os candidatos.  Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) disputarão a vaga no segundo turno. Os seguintes resultados foram: Osmar com 45,55% dos votos válidos (835.519 votos) e Maria do Carmo com 24,58% (506.544 votos). 

Omar Aziz é um político com longa carreira política no Amazonas. O candidato já foi governador entre 2010 e 2014, e antes de disputar o cargo nas eleições de 2026, ocupava o cargo de senador da República pelo estado. Entre os candidatos que concorrem ao 2º turno, ele é o que possui a experiência mais extensa em cargos políticos. 

Já a professora Maria do Carmo possui um perfil diferente, a candidata do PL é contadora e advogada, ficou conhecida principalmente por sua atuação como reitora da Fametro, Instituição de ensino superior sediada em Manaus. Entrou na política partidária recentemente.  Ela atuou primeiro no Novo e migrou para o PL em 2025, porém não ocupou nenhum cargo político anteriormente. 
 

 

Pará elege Dr. Daniel do Podemos no 1° turno

Daniel Barbosa Santos, conhecido como Dr. Daniel. Imagem: Reprodução/Prefeitura de Ananindeua
Daniel Barbosa Santos, conhecido como Dr. Daniel.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Ananindeua

 

O candidato do Podemos, Daniel Barbosa Santos, 40 anos, conhecido como Dr. Daniel, foi eleito governador do Pará no primeiro turno das eleições de 2026 com 51,37% dos votos válidos. O estado teve uma abstenção de 19,10% de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Junto de sua vice, Ellayne de Almeida (PL), Dr. Daniel concorreu pela coligação O Pará é do Povo (Podemos, PL, DC, Novo, Federação Renovação Solidária - PRD/Solidariedade) com apoio do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Nascido no Maranhão, Daniel se mudou para o Pará ainda aos três anos de idade. Após se formar em Medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) o Doutor entrou no cenário político em 2012 e concorreu  como vereador no município de Ananindeua (PA) pelo Partido Social da Democracia Brasileira (PSDB).  Ele foi eleito naquele ano e reeleito em 2016 quando assumiu a presidência da Câmara Municipal.

Já em 2018, ainda como vereador Daniel foi eleito deputado estadual e se tornou presidente da Assembleia Legislativa do estado do Pará (Alepa). Em  2020, ainda em Ananindeua, o político se tornou prefeito pelo partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sendo reeleito em 2024 depois de outra troca de partido, naquele ano concorreu  pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e permaneceu  no cargo até este ano, quando se filiou ao Podemos para concorrer a governador.

 

 

Marcos Rogério é eleito governador de Rondônia no primeiro turno

Antes da carreira política, trabalhou como radialista e repórter de televisão. Foto: Senado Federal
Antes da carreira política, trabalhou como radialista e repórter de televisão.
Foto: Reprodução/ Senado Federal


Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia no domingo (4), no primeiro turno das eleições. A totalização de 100% das seções eleitorais confirmou 537.370 votos para o candidato, equivalente a 56,86% dos votos válidos. Como ultrapassou a metade dos votos válidos, Marcos Rogério foi eleito sem a necessidade de uma segunda votação para o governo de Rondônia. 

Adailton Furia (PSD) terminou a disputa em segundo lugar, com 189.547 votos, ou 20,06% dos votos válidos. Hildon Chaves (União) ficou em terceiro, com 134.355 votos, correspondentes a 14,22%. Expedito Netto (PT) recebeu 72.851 votos, ou 7,71%. Pedro Abib (MDB) teve 6.591 votos, 0,70%, e Samuel Costa (PSB) recebeu 4.344 votos, 0,46%. 

A eleição para governador registrou 945.058 votos válidos, que representaram 95,43% dos votos. Foram registrados 23.607 votos em branco, equivalentes a 2,38%, e 21.648 votos nulos, correspondentes a 2,19%. O comparecimento foi de 990.313 eleitores, 78,29% do eleitorado apto. A abstenção foi de 274.695 eleitores, ou 21,71%. Os dados são da Justiça Eleitoral após a totalização das 4.698 seções de Rondônia. 

Marcos Rogério terá como vice-governador Rodrigo Camargo Ribeiro Pinho, conhecido como Delegado Camargo (PODEMOS). Ele é deputado estadual e foi escolhido para compor a chapa de Marcos Rogério. A candidatura dos dois integrou a coligação Juntos por Rondônia, formada por PL, Podemos, Democracia Cristã, Novo e Mobiliza.

A eleição encerra uma etapa da trajetória de Marcos Rogério na política de Rondônia. Natural de Ji-Paraná, ele iniciou a carreira eleitoral em 2008, quando foi eleito vereador do município. Em 2010, chegou à Câmara dos Deputados e foi reeleito em 2014. Em 2018, foi eleito senador por Rondônia para o mandato iniciado em 2019. Em 2022, deixou o Senado durante a campanha para disputar o governo do estado. Naquele pleito, chegou ao segundo turno contra Coronel Marcos Rocha, que foi reeleito. Em 2026, voltou a disputar o cargo e foi eleito no primeiro turno. 

Marcos Rogério é formado em Direito e Jornalismo e possui mestrado em Administração Pública. No Congresso Nacional, exerceu dois mandatos como deputado federal antes de chegar ao Senado. O mandato de senador, iniciado em 2019, tinha previsão de término em 2027.

O resultado do último domingo também definiu a composição da disputa para o governo sem a realização de uma segunda votação. Pela legislação eleitoral, o candidato a governador é eleito no primeiro turno quando obtém mais da metade dos votos válidos. Caso nenhum candidato alcance esse percentual, os dois mais votados disputam o segundo turno. Em Rondônia, a votação terminou com Marcos Rogério acima desse limite, enquanto Adailton Furia ficou na segunda posição. 

A votação ocorreu junto com as eleições para presidente da República, senador e deputados federais e estaduais. Em Rondônia, a Justiça Eleitoral informou que 26.959 pessoas trabalharam no processo eleitoral, entre mesários e equipes de apoio. O estado possui 29 zonas eleitorais e, neste pleito, foram utilizadas 4.698 urnas eletrônicas. 

A apuração foi concluída no mesmo dia da votação. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, a totalização das seções terminou às 19h50. O comparecimento correspondeu a 78,29% dos eleitores aptos, enquanto a abstenção foi de 21,71%. A Justiça Eleitoral divulgou os percentuais de votos válidos, brancos e nulos após a conclusão da totalização. 

O resultado estabeleceu uma diferença de 347.823 votos entre os dois primeiros colocados. Marcos Rogério recebeu 537.370 votos, enquanto Adailton Furia teve 189.547. Em percentual dos votos válidos, a diferença foi de 36,80 pontos percentuais. 

O governo de Rondônia será exercido por Marcos Rogério a partir de 2027. O mandato de senador iniciado em 2019 tinha previsão de término em 2027. Com a eleição para o governo, ele deixará o Senado para assumir o Executivo estadual. A escolha do vice-governador ocorreu na mesma chapa apresentada ao eleitorado.

O pleito de 2026 foi realizado em 4 de outubro, conforme o calendário das Eleições Gerais. O segundo turno, previsto para 25 de outubro, não será realizado para o cargo de governador em Rondônia.


 

Arthur Henrique (PL) é eleito governador de Roraima

Arthur Henrique foi eleito com mais de 69% dos votos válidos. Foto: Agência Brasil
Arthur Henrique foi eleito com mais de 69% dos votos válidos.
Foto: Reprodução Agência Brasil

 

Arthur Henrique, de 45 anos, (PL) foi eleito governador de Roraima neste domingo (4),  no primeiro turno das eleições de 2026. O candidato do PL obteve 220.809 votos, o equivalente a 69,13% dos votos válidos, mais que o dobro do governador interino Soldado Sampaio (Republicanos). Sampaio recebeu 93.434 votos, 29,25%. 

A abstenção no estado foi de 17,14%, o que corresponde a 68.644 eleitores que não compareceram às urnas. Dos 331.959 que votaram, 3.677 votos foram em branco, o que representa 1,10%, e 8.869 foram nulos,  2,67%.

Na eleição suplementar de 21 de junho, Arthur Henrique terminou na frente, com 160.004 votos, ou 60,87%. Mas não foi proclamado eleito. Sua candidatura estava sub judice depois de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a norma do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima que flexibilizava o prazo de desincompatibilização. Sampaio, derrotado nas urnas, seguiu como governador interino. Arthur Henrique havia renunciado à prefeitura de Boa Vista em abril para disputar o governo. Agora, com a nova votação, ele garante o mandato definitivo. Na chapa, tem como vice o empresário Haroldo Cathedral (Novo), de 73 anos. A posse está prevista para 6 de janeiro de 2027, com mandato de quatro anos. 

Arthur Henrique Brandão Machado nasceu em Boa Vista, em 19 de agosto de 1981, e tem 45 anos. Antes da política, trabalhou nas multinacionais Siemens e Capgemini. Foi secretário municipal de Inclusão Digital entre 2013 e 2019 e de Educação entre 2019 e 2020, vice-prefeito e, de 2021 a 2026, prefeito da capital. Chegou ao cargo com o apoio da então prefeita Teresa Surita, de quem foi secretário durante duas gestões.

 

Tocantins deixa a decisão para o segundo turno

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Professora Dorinha na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo. Foto/Reprodução: Waldemir Barreto/Agência Senado.

Vicentinho Júnior na Câmara dos Deputados.
Foto/Reprodução: Câmara dos Deputados
 

O governador do Tocantins será eleito no segundo turno, no dia 25 deste mês, pela terceira vez na história. O estado constou com 848.629 votos válidos e os candidatos mais votados foram Professora Dorinha (União), que recebeu 396.260 votos, equivalente à 45,52%, e o candidato Vicentinho Júnior (PSDB), com 372.848, equivalente à 43.94%.

Professora Dorinha, Maria Auxiliadora Seabra Rezende, de 62 anos, é natural de Goiânia (GO). A senadora já foi secretária da Educação e Cultura do Tocantins e teve 3 mandatos como deputada federal. Atos Gomes (Republicanos) é seu candidato a vice-governador. 

Já Vicente Alves de Oliveira Júnior, Vicentinho Júnior de 41 anos, é deputado federal em seu terceiro mandato consecutivo. Em 2023 assumiu a presidência do Progressistas de Tocantins, mas deixou o partido no início deste ano e filiou-se ao PSDB. Seu candidato a vice-governador é o atual presidente da Assembleia Legislativa,  Amélio Cayres do MDB.

Os demais candidatos tiveram menos de 10% dos votos: Laurez Moreira (PSD) recebeu 8.24%; Ataídes de Oliveira, 1.55%; Prof Witer Naves (PSOL), 0.60%; e Du Pereira (DC), 0.15%. Além disso, o estado constou com 9,14% de votos nulos e 2,81% brancos.

 

Os candidatos do PP e do PL ficaram à frente dos demais e ocuparão o cargo pelos próximos oito anos
por
Carolina Zaterka
Gabriel Thomé
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06/10/2026 - 12h

 

No último domingo (4), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos como novos senadores do estado de São Paulo. Derrite foi o primeiro colocado, com 30,59%, e se tornou o senador mais votado da história do Brasil, com mais de treze milhões de votos. Prado ocupou a segunda posição e obteve 29,28% dos votos válidos. A partir de 2027, ambos irão compor a bancada no Senado e devem manter seus cargos até 2034. 

Simone Tebet (PSB) terminou em terceiro lugar com 19,23% de votos, seguida de Marina Silva (Rede), que conquistou 18,12% do eleitorado. A distância entre André do Prado, segundo colocado, e Tebet foi de 10,05 pontos percentuais. 

A votação para o Senado funciona de maneira diferente dos demais cargos. O senador é o único que possui mandato de 8 anos, e cada estado possui três senadores. Em uma eleição, renova-se um terço da bancada, como em 2022, em que Marcos Pontes (PL) foi eleito. Na eleição seguinte, os dois outros senadores são substituídos. Agora, em 2026, o eleitor teve dois votos para o Senado.

 

Conheça a trajetória dos eleitos

Guilherme Derrite

Guilherme Muraro Derrite é formado em direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e integrou a Polícia Militar de São Paulo entre 2003 e 2018. O senador também serviu nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a ROTA, de 2010 a 2013.

Sua trajetória na política começou em 2018, quando foi candidato ao cargo de deputado federal pelo PP. Derrite foi eleito em sua primeira eleição com 119.034 votos e foi o 30° deputado mais votado. No mandato iniciado em 2019, foi 2.º vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado por dois anos. Derrite também foi relator do projeto da Lei Complementar 191/2022, que aprovou descongelar o tempo de serviço de profissionais de saúde e segurança pública durante a pandemia de Covid-19.

Em 2022, Guilherme Derrite foi reeleito deputado federal, dessa vez pelo PL. Em 2023, foi secretário da Pasta da Segurança Pública do Estado durante o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por lá, recebeu críticas pelo aumento do índice de violência policial. Dados do Ministério Público revelaram um aumento de 98% de mortes cometidas por profissionais da Polícia Militar.

Guilherme Derrite, em entrevista para a CNN, definiu uma revisão do pacto federativo como prioridade absoluta no senado: “a distribuição de recursos do pacto federativo é algo que precisa ser revisto. São Paulo sempre foi o coração pulsante da economia do nosso país e se encontra com grandes dificuldades porque o acesso ao crédito está cada vez mais caro por conta da taxa de juros e por conta da crise econômica que a gente está vivendo”, afirmou.

A campanha do senador foi marcada por alinhamentos eleitorais com nomes da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele, juntamente com André do Prado, contou com o apoio das lideranças. Derrite chegou a acompanhar Flávio em diversos eventos e atos em São Paulo.

Candidatos da direita posam juntos em passeata em Santa Bárbara d’Oeste. Foto: Reprodução/ Instagram: @guilhermederrite
Candidatos da direita posam juntos em passeata em Santa Bárbara d’Oeste. Foto: Reprodução/ Instagram: @guilhermederrite

Em relação à apuração, Guilherme Derrite recebeu 33% dos votos em sua cidade natal, Sorocaba, e dedicou sua vitória à ela.

O sorocabano obteve resultados ainda mais expressivos em outros municípios. As cidades mais fortes foram Saltinho, com 42,8% dos votos válidos, Gabriel Monteiro, 42,3% e Marapoama, 41,4%. Na capital paulista também foi o mais votado, com um total de 25,5%, cerca de 2,5 milhões de pessoas. Por fim, ele liderou a votação das dez maiores cidades do estado, com uma média de 29,98%.

Em seu primeiro discurso como senador de São Paulo, Derrite fez questão de agradecer seus companheiros de campanha: “Quero agradecer ao governador, não só pelo período da eleição, à sua esposa Cristiane, nossa primeira-dama, todo o time da prefeitura, obrigado”. Ele também declarou apoio total a Flavio Bolsonaro e prometeu acabar com os recentes escândalos de corrupção: “Chega de corrupção no governo federal, chega de escândalo do INSS, mensalão, petrolão. A população de São Paulo deu o recado”.
 

André do Prado

André do Prado conquistou a segunda cadeira paulista após uma carreira concentrada na política municipal e estadual. Natural de Guararema, na região do Alto Tietê, iniciou sua trajetória como vereador em 1992. Também foi secretário municipal de Saúde, vice-prefeito e prefeito, antes de ingressar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP).

Eleito deputado estadual em 2010, Prado acumulou quatro mandatos consecutivos e presidiu a Alesp entre 2023 e 2026. Filiado ao Partido Liberal (PL) desde o início de sua carreira, manteve proximidade com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e com o governo de Tarcísio de Freitas. Durante a campanha, apresentou-se como um aliado do governador na defesa das políticas estaduais.

Na presidência da Assembleia, conduziu a sessão que aprovou a autorização para a privatização da Sabesp, em dezembro de 2023. A votação ocorreu após um confronto entre manifestantes e a Polícia Militar, com lançamento de gás lacrimogêneo no plenário. Parlamentares da oposição deixaram o local e pediram o adiamento da votação. Prado defendeu a condução do processo e a privatização em entrevista à Folha de São Paulo durante a campanha.

Ao longo da disputa, percorreu o estado ao lado de Tarcísio e fez campanha conjunta com Guilherme Derrite. A aproximação com lideranças municipais já aparecia na pré-campanha, quando participou das Caravanas 3D, encontros do governo estadual com autoridades regionais. Nessas agendas, discursou diante de prefeitos e destacou a relação entre o Executivo e a Assembleia. Em Votuporanga, recebeu apoio público de Tarcísio; em Ribeirão Preto, sua candidatura também foi defendida pelo prefeito Ricardo Silva (PSD).

Durante a campanha, Prado participou de diversos atos de campanha de Tarcísio. Foto: Reprodução/Instagram: @andredopradosp
Durante a campanha, Prado participou de diversos atos de campanha de Tarcísio. Foto: Reprodução/Instagram: @andredopradosp

Entre as prioridades anunciadas para o Senado, Prado destacou a defesa dos municípios, a saúde, o desenvolvimento econômico e a segurança pública. Também manifestou apoio à redução da maioridade penal e a mudanças na progressão de penas. Na última semana de campanha, recebeu o apoio de Ricardo Salles (Novo), que desistiu da candidatura em 28 de setembro, após ter feito críticas ao parlamentar durante a disputa.

Nas urnas, registrou percentuais elevados em sua região de origem, Guararema, onde recebeu 43,18% dos votos válidos para o Senado. Também alcançou 40,55% em Santa Branca, 39,65% em Biritiba Mirim e 38,15% em Igaratá. Esses foram os maiores percentuais identificados entre os municípios de seu levantamento sobre o Alto Tietê e entorno.

Na capital paulista, seu percentual foi menor: Prado recebeu 2.588.741 votos, correspondentes a 23,52% dos válidos, e ficou em terceiro lugar, atrás de Derrite e Simone Tebet. Já em Registro, no Vale do Ribeira, liderou a disputa com 19.842 votos, ou 34,21%. Os resultados evidenciam diferenças no apoio municipal, embora não constituam um ranking estadual das maiores e menores votações do candidato.

Após a vitória, Prado ressaltou a intenção de trabalhar com Tarcísio e aproximar sua atuação parlamentar das demandas das cidades paulistas. 

Em última semana de campanha, o candidato do PL apareceu pela primeira vez na liderança das pesquisas
por
Ingrid Luiza Lacerda
|
06/10/2026 - 12h

 

Na reta final da campanha ao Senado por São Paulo, a semana de André do Prado (PL) foi marcada pela desistência do adversário Ricardo Salles (Novo). O gesto consolidou a chapa da direita paulista, e os reflexos já aparecem nas pesquisas, que mostram Prado em alta a poucos dias da eleição de domingo (4). 

O anúncio foi feito na manhã de segunda-feira (28), ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Derrite (PP) e do próprio Prado. Tarcísio explicou que a desistência busca evitar a dispersão de votos da direita que poderia fortalecer candidatas como Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede): "Seria muito ruim que São Paulo tivesse candidaturas da esquerda chegando ao Senado Federal", afirmou o governador em campanha pela reeleição. 

Ao longo da campanha, Salles chegou a acusar Prado de ter mantido como chefe de gabinete o ex-assessor, José Renato da Silva, condenado por crimes sexuais contra familiares. Além de chamá-lo de "marionete" do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e associá-lo a uma suposta "roubalheira do Centrão". 

Por sua vez, o candidato rebateu as acusações, afirmando que o ex-assessor atuava para a liderança partidária,  não seu gabinete direto, e que o teria exonerado  assim que soube da condenação. Apesar dos embates, em suas redes sociais, Prado classificou a retirada como um "gesto de grandeza" de Salles e que a campanha da direita em São Paulo segue agora apenas com ele e Derrite como os principais nomes para as duas vagas ao Senado.

Logo após o anúncio da saída de Ricardo e a direita mais articulada, as pesquisas passaram a mostrar Prado em alta. Uma pesquisa Real Time Big Data, divulgada na terça-feira (29), apontou Prado em segundo lugar, com 20% das intenções de voto, atrás de Derrite com 22%. Já em um levantamento divulgado, nesta quarta-feira (30), pelo Instituto Vox Brasil, mostrou André na liderança pela primeira vez em todo o pleito, com 28,5%, à frente de Marina (27,1%), Derrite (26,5%) e Tebet (25,6%) - diferença dentro da margem de erro da pesquisa, o que mantém os quatro tecnicamente empatados. 

Durante a semana, Prado também se posicionou sobre a proibição das bets anunciada pelo governo federal a poucos dias da eleição. O candidato afirmou que sempre foi contrário às casas de apostas, citando o impacto que elas podem causar dentro das famílias, e disse que pretende atuar no Senado por uma solução definitiva sobre o tema. Ele criticou o anúncio às vésperas da eleição por meio de uma medida provisória que, "como o próprio nome já diz, é por pouco tempo e não resolve o problema", declarou Prado. 

Candidato do PL ao Senado por São Paulo, André do Prado recebeu o apoio de Ricardo Salles nesta semana
Candidato do PL ao Senado por São Paulo, André do Prado recebeu o apoio de Ricardo Salles nesta semana. Foto: Rodrigo Romeo/Alesp.

 

Nos últimos dias de campanha, o candidato intensificou a agenda de rua pela capital e pelo interior do estado. No sábado (26), participou de um ato em Osasco ao lado do candidato à deputado federal Pedro Sotero. Os dois defendem a revisão do pacto federativo, a divisão dos impostos entre União, estados e municípios para diminuir a concentração de recursos em Brasília e enviar mais verbas ao estado de São Paulo e aos municípios paulistas e aproveitaram o ato para reforçar a ideia.

Durante à noite esteve no Jaguariúna Rodeo Festival, no interior, ao lado de Flávio Bolsonaro, Tarcísio e Derrite. O evento, tradicional do universo do agronegócio, setor de grande peso na região e próximo da direita paulista, reuniu os candidatos da chapa em busca de consolidar votos do interior. Na segunda-feira (28), mesmo dia do anúncio de Salles, também caminhou pela região central da capital e pelo Mercadão de São Paulo, novamente com Flávio Bolsonaro e Tarcísio. Já na quarta-feira (30), caminhou pelas ruas de Itaquera, na zona leste da capital, ao lado de Tarcísio, do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e com lideranças locais. Prado afirmou ainda que pretende intensificar as atividades de campanha até o fechamento das urnas.

Os dois candidatos comparecem ao debate promovido pela TV Globo e encontro reúne acusações sobre segurança, economia e serviços públicos
por
Gianna Flores
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05/10/2026 - 12h

Os candidatos a governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), estiveram presentes em debate realizado pela TV Globo, na noite da última terça-feira (29). O encontro, mediado pelo jornalista Alan Severiano, foi marcado por acusações sobre o crime organizado, divergências sobre a gestão dos serviços públicos e críticas tanto aos governos federal e estadual, como a aliados políticos das duas figuras. Tratou-se do último confronto direto entre os dois candidatos antes do primeiro turno, que será no dia 4 de outubro. 

tarcisio e haddad no debate da globo
Os dois candidatos já haviam se encontrado em agosto no debate da Band. Tarcisio, entretanto, não compareceu ao da Record, em setembro. Foto: Reprodução TV Globo.

 

Regras do debate

Dividido em quatro blocos de 20 minutos, o debate teve diferentes dinâmicas. No primeiro e no terceiro, os candidatos discutiram dois temas previamente definidos, escolhidos entre seis opções apresentadas pela organização, e relacionaram as perguntas a uma das regiões metropolitanas do estado. Cada candidato tinha cinco minutos para cada tema e podia administrar o próprio tempo.

Já no segundo e no quarto blocos, o tema era livre. Cada candidato teve dez minutos para conduzir as discussões e distribuir o próprio tempo. Os participantes puderam circular livremente pelo estúdio e fazer perguntas diretamente um ao outro. Ao final do quarto bloco, os dois tiveram espaço para as considerações finais. 

Segurança pública e crime organizado

A segurança pública abriu espaço para uma das discussões mais tensas da noite. A presença de facções criminosas em São Paulo e as relações políticas dos candidatos com pessoas investigadas por suspeita de ligação com organizações criminosas estiveram entre os assuntos.

Haddad questionou a relação política de Tarcísio com a família do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital paulista.

O candidato do PT mencionou um evento de campanha no qual o atual governador pediu votos para os filhos de Leite, realizado semanas antes da prisão. “Ninguém te informou que você não deveria subir no palanque para pedir voto para uma pessoa que 15 dias depois seria presa?”, questionou.

Por outro lado, Tarcísio respondeu que sua relação com a família Leite “sempre foi institucional” e contra-atacou ao citar a prisão do vereador do PT, Senival Moura, investigado por suspeita de ligação com o PCC. 

Haddad também perguntou qual é a atuação do governo estadual diante da presença do Comando Vermelho (CV) em São Paulo. “Sobre o Comando Vermelho, você vai continuar negando a presença, apesar dos informes que vêm agora da Polícia Civil de Minas Gerais dizendo que as coisas não estão bem”, afirmou. As referências ao crime organizado foram acompanhadas de acusações sobre alianças políticas e da discussão sobre a atuação das forças de segurança.

Além disso, os candidatos disputaram o protagonismo da Operação Carbono Oculto, que investigou a infiltração do PCC no setor de combustíveis e em empresas do mercado financeiro. Tarcísio atribuiu a iniciativa às forças de segurança estaduais, enquanto Haddad destacou a participação dos órgãos federais. 

“Você não reconhece o protagonismo que eu dei para a Receita Federal, que no mundo inteiro é quem atua do lado da Polícia Federal no combate ao crime organizado”, declarou ele. 

Economia

As contas públicas foram discutidas a partir de perspectivas diferentes sobre os governos estadual e federal. Haddad questionou a transparência dos benefícios fiscais concedidos em São Paulo e classificou as informações sobre incentivos como uma “caixa preta”. O candidato também usou a expressão “bolsa empresário” ao cobrar a divulgação dos benefícios por CNPJ.

Já Tarcísio afirmou que sua administração reduziu benefícios fiscais considerados ineficientes e citou medidas de transparência na nota fiscal eletrônica. Na discussão sobre a situação fiscal, o governador mencionou o resultado primário acumulado pelo estado e argumentou que São Paulo mantém capacidade de pagamento e controle das despesas de pessoal.

A política econômica federal entrou no debate a partir dos pedidos de recuperação judicial de empresas. Tarcísio citou Casas Bahia, Tok&Stok e Habib's ao questionar a condução das contas públicas pelo governo Lula, Haddad respondeu que não defenderia empresários envolvidos em investigações criminais e citou medidas adotadas pelo governo federal, como a reforma tributária.

A política econômica da Argentina também foi incorporada à discussão. Haddad questionou a aproximação de Tarcísio com o presidente argentino Javier Milei. “Vocês querem o Milei aqui, não é? Vocês forneciam osso e agora querem carne de burro aqui”, afirmou. Tarcísio respondeu: “O Milei pegou uma situação muito complexa lá e está indo bem”.

Saúde

A situação do atendimento no SUS paulista foi outro ponto de divergência. Haddad citou o aumento das filas para consultas e cirurgias e propôs a ampliação dos hospitais-dia como uma forma de descentralizar procedimentos e reduzir a pressão sobre hospitais gerais.

Entre as medidas apresentadas durante o debate, Tarcísio citou a Tabela SUS Paulista, criada para complementar os repasses estaduais destinados a hospitais filantrópicos e municipais, além da abertura de novos leitos.

A discussão sobre saúde também foi relacionada à pandemia de Covid-19. Haddad atribuiu parte dos problemas atuais ao que classificou como “caos herdado” da gestão federal durante o governo Bolsonaro. Tarcísio, por sua vez, criticou a participação do governo federal no financiamento da saúde paulista e mencionou medidas adotadas durante a administração Bolsonarista.

Educação

A educação foi outro tema de confronto. Haddad questionou o cumprimento das metas de ampliação do ensino em tempo integral e citou indicadores de alfabetização infantil. Segundo dados do Ministério da Educação, São Paulo chegou a 61% de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano em 2025, enquanto a média nacional foi de 66%.

O candidato também criticou mudanças nas regras de contratação dos profissionais que acompanham alunos com deficiência na rede estadual. Em 2025, o governo Tarcísio publicou a Resolução SEDUC 129/2025, que substituiu a exigência de professores especializados em educação especial pela atuação de profissionais de apoio escolar com nível médio e treinamentos de curta duração. A mudança não eliminou todas as capacitações, mas alterou os requisitos de formação exigidos para o atendimento desses estudantes.

Já o candidato de oposição, rebateu as críticas, negou que o governo tenha reduzido a assistência e citou essas novas licitações para profissionais de apoio, a tentativa de criação de salas sensoriais e iniciativas voltadas às mães de crianças com deficiência. O governador também mencionou o recebimento do Selo Ouro do Ministério da Educação (MEC), reconhecimento ligado às metas de alfabetização. “Se não está funcionando, por que a gente ganhou o selo ouro do MEC? O selo ouro não vale nada?”, questionou. 

Transporte, privatizações e infraestrutura

Sobre as privatizações e concessões, Haddad criticou a desestatização da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Relacionou as medidas a problemas na prestação de serviços e defendeu a interrupção do processo. 

“Você entregou a CPTM para gente que não entende de trem, que está explodindo trem”, afirmou Haddad. O candidato também disse que pretende interromper o processo de privatizações caso seja eleito.

“A gente faz para melhorar o serviço e as pessoas vão ver”, respondeu Tarcísio ao tentar defender a política de desestatizações. Ele também argumentou ao dizer que a participação privada pode ampliar os investimentos e que isso geraria uma maior universalização do saneamento. Já Haddad apresentou a criação de um Bilhete Único Metropolitano como proposta para integrar o transporte público, enquanto Tarcísio afirmou que a iniciativa depende de estudos de viabilidade financeira e de uma estrutura de governança metropolitana.

As obras da Linha 6-Laranja do Metrô também foram discutidas. Tarcísio atribui atrasos relacionados à obra aos efeitos da Operação Lava Jato e às gestões anteriores. O candidato do PT contestou a associação e citou investimentos federais em infraestrutura.

O saneamento apareceu na discussão por meio do Integra Tietê, programa do governo estadual voltado à redução da poluição do rio e à ampliação do saneamento.

Considerações finais e nacionalização

As considerações finais retomaram a disputa nacional que atravessou o debate. Haddad associou sua candidatura às políticas do governo Lula e direcionou críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). “Flávio Bolsonaro é uma ameaça pro país, está envolvido em todos os escândalos”, afirmou.

Enquanto Tarcísio encerrou o encontro destacando ações realizadas durante seu mandato e a aliança política com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). O atual governador também manteve o apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.