Entre sexta-feira (18) e quinta-feira (24), Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo, concentrou sua campanha em atos políticos, debates entre candidatos e discussões sobre jornada de trabalho, emendas parlamentares, Supremo Tribunal Federal e programas sociais. A semana também foi marcada pela divulgação de novas pesquisas eleitorais e por uma discussão interna sobre a distribuição do fundo eleitoral da Rede.
Na sexta-feira (18), Marina participou de um ato de campanha em Guarulhos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo de São Paulo; Fernando Haddad (PT), e da candidata ao Senado Simone Tebet (PSB).
Durante o evento, Marina pediu votos para sua candidatura e para os demais integrantes da chapa. Em determinado momento, porém, confundiu seu número de urna com o de Ricardo Salles (Novo), adversário na disputa pelo Senado. “São Paulo vai eleger Haddad governador, Lula presidente, Simone 400 e Marina 300”, disse a candidata, que se corrigiu logo em seguida para o número 180, seu número de urna.
Na segunda-feira (21), Marina participou do debate promovido pela Folha de S.Paulo e pelo UOL entre candidatos ao Senado por São Paulo. O encontro abordou pautas sobre segurança pública, meio ambiente e o Supremo Tribunal Federal. O possível fim da escala 6x1 foi um dos temas de maior repercussão no debate, uma vez que Ricardo Salles (Novo) chamou a proposta de “eleitoreira” e disse que continuaria votando contra sua aprovação caso chegasse ao senado.
Marina Silva, por sua vez, defendeu sua posição anterior quanto à pauta. “Eu, como deputada federal, votei pelo fim da escala 6 X 1. Como senadora, eu vou trabalhar para acabar com a escala seis por um”, prometeu a candidata. Durante o debate, Marina e Simone Tebet questionaram a forma como os vínculos das duas com o estado eram tratados por seus adversários.
No assunto, a candidata respondeu às críticas de adversários sobre sua origem no Acre e sua relação com São Paulo. “Sou cidadã paulistana desde 94, casada há 40 anos com um paulista, tenho endereço lá em Santos. Um homem pode sair do Rio de Janeiro, trazer seu título para São Paulo, uma mulher também pode”, afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática do atual governo. .
Ainda na segunda-feira, Marina concedeu entrevista ao portal Terra, na qual criticou o que chamou de “contaminação política” no Supremo Tribunal Federal e voltou a defender uma reforma do Judiciário. “São graves os fatos que foram revelados referentes ao ministro Alexandre de Moraes, mas também é grave termos uma ação no Supremo que está muito contaminada pela conjuntura política”, afirmou ela. Sobre um eventual processo de impeachment de ministros da Corte, Marina defendeu que a análise siga critérios e procedimentos legais, sem tratamento diferente de acordo com o ministro envolvido.
Na terça-feira (22), um novo levantamento do Paraná Pesquisas mostrou Marina com 28,3% das intenções de voto no cenário em que cada eleitor poderia escolher dois candidatos, colocando-a em segundo lugar em relação a seus adversários.
No mesmo dia, Marina comentou o discurso de Lula na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). “devemos pegar aquele discurso e guardá-lo como um documento histórico, no momento em que a visão multipolar do mundo cessou e temos um mundo bipolar”, expressou a candidata. Ela também destacou os temas relacionados à democracia, ao meio ambiente e à posição do Brasil no cenário internacional.
Na quarta-feira (23), Marina participou de outro debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo, promovido pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Entre os assuntos discutidos estavam corrupção, emendas parlamentares, Supremo Tribunal Federal, segurança pública, apostas esportivas e a escala 6x1.
Durante o debate, Marina voltou a criticar o modelo atual das emendas parlamentares e defendeu regras mais rígidas de transparência. A candidata afirmou que as emendas impositivas representam, na avaliação dela, uma “usurpação das competências do Poder Executivo”. O tema já havia aparecido em sua campanha anteriormente, quando Marina declarou ser contrária às emendas impositivas. Ao responder a Guilherme Derrite, que havia criticado o Bolsa Família, Marina afirmou: “Você desconhece quem passa fome e trata dessa maneira um programa que tirou o Brasil do Mapa da Fome”, afirmou a ex-ministra.
Além dos debates, a quarta-feira foi marcada por uma questão interna da campanha de Marina. O coordenador-geral da candidatura, Bazileu Margarido, encaminhou um ofício à direção nacional da Rede solicitando um repasse adicional de R$ 1,2 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as atividades da reta final.
Segundo dados da Justiça Eleitoral, Marina havia recebido R$ 1 milhão da Rede, além de R$ 1,1 milhão do PSOL e aproximadamente R$ 1 milhão em doações de pessoas físicas, totalizando cerca de R$ 3,1 milhões arrecadados. No documento, a coordenação argumentou que Marina estava entre as candidaturas mais competitivas para o Senado e afirmou que, caso o novo repasse fosse realizado, o valor destinado pela Rede representaria, somado ao que já havia sido recebido, apenas 30% do teto de gastos estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para a disputa em São Paulo.
A solicitação gerou questionamentos sobre a distribuição dos recursos dentro do partido. Marina recebeu R$ 1 milhão da Rede, enquanto Heloísa Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, havia recebido R$ 2,8 milhões, e André Janones, candidato à Câmara por Minas Gerais, R$ 3 milhões. A campanha também apontou que Luizianne Lins, candidata ao Senado pelo Ceará, havia recebido valor superior ao de Marina.
A direção da Rede, por sua vez, afirmou que a estratégia nacional priorizava candidaturas à Câmara dos Deputados, com o objetivo de ampliar a bancada e garantir a manutenção do partido na cláusula de desempenho. Segundo o presidente da legenda, Paulo Lamac, a candidatura de Marina havia sido viabilizada em conjunto com o PSOL e já contava com aproximadamente R$ 2,1 milhões provenientes dos dois partidos.
Na quinta-feira (24), a nova pesquisa Datafolha mostrou Marina com 15% das intenções de voto para o Senado em São Paulo, dois pontos percentuais acima dos 13% registrados no levantamento anterior, divulgado no dia 11. Já a pesquisa Quaest, realizada entre os dias 19 e 22 de setembro, apontou Marina com 13%, uma queda de um ponto percentual em relação aos 14% registrados no levantamento anterior da empresa.
Na sexta-feira (25) Marina participou também do debate promovido pelo G1 entre candidatos ao Senado por São Paulo, junto de Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (Progressistas), André do Prado (PL), Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania).
Na hora de eleger um governador é preciso entender que o sistema eleitoral vai além da escolha e que ele precisará governar em um ambiente que envolve a Assembleia Legislativa, Congresso Nacional, governo federal e prefeitos. Dessa forma, partidos podem se unir para disputar determinados cargos e formar alianças políticas.
Além de influenciarem a estratégia eleitoral, as alianças podem ampliar o tempo de propaganda, reunir estruturas partidárias e facilitar a articulação política durante a campanha. Depois da eleição, a relação entre partidos também pode influenciar a governabilidade, já que o governador precisa negociar com outras forças políticas para aprovar projetos e executar seu programa de governo.
Mas essas alianças não precisam ser iguais em todo o país. A legislação permite que os partidos estabeleçam diferentes acordos conforme o estado, o que significa que uma legenda pode apoiar determinado candidato à Presidência e, ao mesmo tempo, formar outra aliança na disputa pelo governo estadual.
Vale ressaltar que o eleitor não precisa votar em candidatos do mesmo partido. As escolhas para presidente, governador, senador e deputados são independentes, e é possível combinar candidatos de diferentes legendas na mesma eleição. O TSE prevê seis escolhas em 2026.
No caso da disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2026, os candidatos ao cargo possuem diferentes formas de se posicionar em relação a essa aliança. Por exemplo, William Siri (PSOL) está em uma federação que apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, sua candidatura ao governo é independente da de Eduardo Paes (PSD), que também busca se aproximar do presidente petista.
Confira abaixo de que forma os principais candidatos do Rio tem se articulado em relação aos outros cargos da disputa eleitoral.
Eduardo Paes
Eduardo Paes foi oficializado pelo PSD como candidato ao governo do Rio de Janeiro, tendo Jane Reis, do MDB, como vice. A chapa foi definida na convenção do partido em julho e também conta com Pedro Paulo, do PSD, como candidato ao Senado. Paes, ex-prefeito da capital, disputa novamente o governo estadual, esta é sua terceira tentativa de chegar ao Palácio Guanabara.
No plano político nacional, a candidatura de Paes mantém uma relação próxima com o campo político de Lula, mas isso não significa que o PSD seja formalmente um partido de apoio exclusivo ao presidente no Rio. Na composição estadual, a chapa de Paes reúne diferentes forças partidárias, incluindo o MDB, enquanto a candidatura de Pedro Paulo ao Senado foi apresentada ao lado da candidatura de Benedita da Silva, do PT.
Essa composição ajuda a diferenciar Paes de William Siri. Enquanto Siri foi lançado pelo PSOL/Rede em uma candidatura própria, apesar de sua federação apoiar Lula nacionalmente, Paes construiu uma candidatura baseada em uma frente partidária mais ampla no estado.
Douglas Ruas
Douglas Ruas foi oficializado pelo PL como candidato ao governo do Rio de Janeiro. Deputado estadual e presidente da Alerj, ele disputa pela primeira vez um cargo no Executivo e tem Fernanda Louback, também do PL, como candidata a vice. A chapa integra a coligação Rio Real, formada por PL, Mobiliza, Agir e Avante.
No plano nacional, Ruas está diretamente alinhado à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O próprio Ruas afirma que Flávio participará de sua campanha no estado e considera natural a aproximação entre as duas disputas eleitorais. Assim, embora seja candidato ao governo estadual, sua campanha também funciona como palanque para o projeto presidencial de Flávio no Rio de Janeiro.
Na disputa pelo governo do Rio, Ruas também procura se apresentar como uma alternativa a Eduardo Paes e se distancia de parte da gestão de Cláudio Castro, da qual fez parte como secretário estadual de Cidades.
Anthony Garotinho
Garotinho foi oficializado pelo Republicanos, com o coronel da PM Venâncio Moura como vice. A chapa registrada para o governo aparece como Republicanos/União Democrata, segundo o TRE-RJ.
No plano nacional, porém, o Republicanos decidiu não apoiar oficialmente nem Lula nem Flávio Bolsonaro. Garotinho afirmou que concordava com a neutralidade da legenda e argumentou que o partido possui diferentes correntes políticas nos estados.
Entretanto, em 8 de setembro, ele declarou que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência, votaria em Flávio. Ao mesmo tempo, criticou integrantes do PL no Rio. Essa é uma distinção importante: a posição pessoal do candidato não é necessariamente a posição formal do partido.
William Siri
O PSOL/Rede oficializou William Siri ao governo do RJ em julho, em uma chapa própria, com Juliana Carvalho como vice. A federação também lançou Mônica Benício ao Senado e declarou apoio à reeleição de Lula e à candidatura de Benedita da Silva ao Senado.
Mas apesar de Siri estar alinhado politicamente com Lula na disputa eleitoral, ele não é candidato de Lula ao governo do Rio.
O PSOL decidiu apresentar candidatura própria, apesar de Lula ter uma relação eleitoral com Eduardo Paes, do PSD. O partido havia discutido a possibilidade de integrar o projeto de Paes, mas optou por lançar Siri para marcar seu próprio projeto para o estado.
A quase uma semana do primeiro turno das eleições, o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) não fez campanha nenhuma vez nas regiões Norte e Nordeste do país. Os dados são mostrados pelo jornal O Globo com base nos comunicados enviados pelas assessorias de imprensa de cada candidato.
O presidenciável foi o que menos circulou pelo país. Caiado visitou somente cinco estados nos primeiros 30 dias de campanha, e 57% dos seus compromissos ficaram concentrados no estado de São Paulo. Ele também circulou por Goiás, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.
Na última sexta-feira (18), o candidato participou do programa Café com a Gazeta do Povo, série de entrevistas que o jornal tem realizado no período eleitoral. A entrevista foi marcada pelos temas da crise no STF em meio ao caso Master, da falta de apoio de políticos do PSD à sua candidatura, do combate às bets e da segurança pública.
Já no começo da sabatina, Caiado voltou a criticar as relações suspeitas de ministros do Supremo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, comparou isso às surpresas do chocolate Kinder Ovo e defendeu que o eleitor conheça as investigações antes do primeiro turno. “Solicitei ao presidente do STF que quebrasse o sigilo de tudo, tanto do INSS como do Banco Master, para que a sociedade soubesse quem são os envolvidos. Se o eleitor votar no dia 4 de outubro, não terá como pedir o voto de volta se acabar elegendo um corrupto”.
Em outras entrevistas o goiano já afirmou que pretende indicar quatro mulheres à Suprema Corte, e dessa vez voltou a abordar o tema. Embora não tenha confirmado nenhum nome preferido, ele citou a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, que atuou de 2017 a 2019.“Esse é o perfil de uma mulher que tem compatibilidade de ser ministro do Supremo porque se o ministro Dias Toffoli tivesse aceito a decisão dela como procuradora-geral da República não teríamos o inquérito da fake news. Ela negou a autorização naquela época”, disse Caiado ao citar o inquérito que foi aberto por Toffoli, em 2019, e remetido para o relator Alexandre de Moraes.
O ex-governador respondeu sobre a falta de apoio de parte dos governadores do PSD à sua candidatura à Presidência. Ele atribuiu a posição aos interesses políticos de cada estado e afirmou que o apoio dos governadores não define, por si só, o resultado de uma eleição presidencial. Além disso, ele atribuiu o desconhecimento nacional da sua candidatura à atuação no governo do estado de Goiás. Segundo ele, a exposição como governador ficou concentrada no debate estadual. “Quando você é governador, você não está num debate nacional”. Por outro lado, ele argumentou que o desconhecimento não se repete entre os eleitores que acompanham sua trajetória no estado.
Em relação às bets, Caiado classificou o vício em apostas como um problema de saúde defendeu uma atuação integrada dos órgãos de fiscalização e segurança para combater plataformas que operam de forma irregular.
“Eu falo como médico: isso é uma doença, é uma ludopatia que está no Código Internacional de Doenças. Se você tem o que eu criarei, que é o Ministério da Segurança Pública, e você tem a Receita Federal junto com o COAF, CVM e a inteligência da Polícia Federal, tudo isso convergindo para um sistema chamado Sentinela, essas informações são cruzadas, você pega cada um desses aí que estão na clandestinidade e interrompe essa jogatina”, disse.
Na área da segurança pública, Ronaldo Caiado destacou o uso de inteligência artificial pelas forças de segurança de Goiás e afirmou que essas ferramentas ajudaram a reduzir os índices de criminalidade no estado. Nesse sentido, ele defende uma ampliação da estratégia no âmbito nacional.
Ao final da entrevista, o candidato respondeu ao “pinga-fogo” do programa, perguntas sobre temas diversos que devem ser respondidas em poucas palavras. Em relação ao voto impresso, disse que “se acrescentar, tudo bem”; se colocou contra às bets, à legalização do aborto e à audiência de custódia. Ele também se pôs a favor da PEC do fim da escala 6x1 e do teto de gastos. Em relação ao impeachment de ministros do STF, disse que “todos que tiverem motivos para sofrer impeachment; isso é constitucional.” Sobre André Mendonça, respondeu que está “resistindo, mas está isolado” e que o ministro “tem o reconhecimento da população brasileira por ter tido a coragem de desnudar. Já em relação à Alexandre de Moraes, voltou a afirmar que seu comportamento não condiz com o cargo ocupado na Corte. Sobre Lula, Caiado disse que é “ladrão do futuro brasileiro”; sobre Jair Bolsonaro, respondeu que “conseguiu unir a direita brasileira, mas não soube governar". Por fim, ele classificou o 8 de janeiro de 2023 como “uma baderna”. Apesar da sua fala, mais de uma vez o candidato já declarou que pretende anistiar os envolvidos no caso, se eleito.
No último sábado (19), Ronaldo Caiado participou de sabatina no SBT Brasil. Durante a entrevista, a jornalista Basília Rodrigues questionou se os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal se tornaram pauta central para os candidatos à Presidência e qual papel o Palácio do Planalto deve desempenhar para conter esses desgastes institucionais. "Todo dia é uma surpresinha que vem, não é? Cada dia uma surpresinha... É deprimente, deplorável. Então, esta crise no Supremo, ela exige que as pessoas reflitam muito sobre em quem votar para a Presidência.", afirmou Caiado, ressaltando que os integrantes da Corte deveriam zelar pelo decoro, pela postura e pela liturgia inerentes ao cargo. Ele defendeu que a autoridade para moralizar as instituições parte de um presidente ficha-limpa e sem envolvimento em escândalos de corrupção.
Como medida concreta de reestruturação, propôs a exigência de idade mínima de 60 anos para a indicação de novos ministros, consulta prévia obrigatória a órgãos de fiscalização e inteligência antes da nomeação, e a imposição de um mandato fixo de 12 anos acompanhado de quarentena, afirmando que a cada dia surge uma nova “surpresa” deprimente que exige reflexão do eleitor sobre em quem votar para o comando do país.
Ao ser questionado sobre as dificuldades enfrentadas para alavancar sua candidatura frente aos índices apresentados nas pesquisas de intenção de voto, Caiado demonstrou otimismo, argumentando que o eleitorado costuma definir e amadurecer a escolha nos últimos dias de campanha, usando como exemplo a alta aprovação de sua gestão no governo de Goiás .
Por fim, em relação à proposta de extinção da reeleição no Poder Executivo, criticou o modelo atual por entender que a busca pelo segundo mandato compromete a independência do gestor. Ele prometeu enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição para vedar a reeleição consecutiva, garantindo foco total em um único mandato de quatro anos, "O presidente da República que pensar na reeleição, ele não governará o país, porque vai tentar fazer acordos para ser reeleito."
Na segunda-feira (21), o ex-governador participou de debate no Flow Podcast. No início, Caiado direcionou uma pergunta sobre propostas de segurança pública para Augusto Cury (Avante). O adversário respondeu elogiando a gestão de Caiado em Goiás e afirmou que, em um eventual governo seu, o convidaria para assumir o Ministério da Segurança Pública.
Em seguida, Romeu Zema (Novo) questionou Caiado sobre quais medidas pretende adotar para reestruturar e mudar a composição do STF. Caiado respondeu que pretende indicar quatro mulheres para a Corte e defender a implementação de novas regras para o tribunal, incluindo a exigência de uma idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros, mandatos por tempo determinado e um período de quarentena.
Na sequência, Caiado respondeu a uma pergunta originalmente endereçada a Flávio Bolsonaro (PL), que não compareceu ao evento. Após a exibição de um vídeo, o questionamento abordou o critério que o Senado deve adotar para investigar ministros do STF – se a gravidade dos fatos ou quem foi beneficiado – e se essa regra deveria ser aplicada de forma idêntica tanto em 2019 quanto em 2026. Caiado defendeu que o parâmetro do julgamento de um ministro deve ser estritamente a falta de decoro e o descumprimento dos deveres do cargo, afirmando:
“Ele não pode usar o Supremo como escudo para praticar ilícitos e crimes e poder continuar na posição de ‘intocável’, no sentido de não poder ser atingido como qualquer outro cidadão brasileiro.”
Caiado declarou que a posição de Flávio Bolsonaro nos vídeos é contraditória, mencionando que o senador é alvo de investigação (no caso Dark Horse). Em seguida, fez a seguinte afirmação:
“Nós estamos em um Brasil, hoje, onde o atual presidente da República, [Lula], e o outro candidato, Flávio [Bolsonaro], estão todos sendo analisados pelo Supremo.” — No entanto, a afirmação é falsa. Ao contrário do que declarou Caiado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é investigado e nem responde a processos no STF. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro é alvo de apuração na Corte relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
No bloco de perguntas externas, Caiado escolheu Augusto Cury para debater e selecionou o tema saúde. A bióloga e influenciadora Mari Krüger questionou sobre a queda na cobertura vacinal e o reaparecimento de doenças anteriormente erradicadas, como o sarampo, perguntando quais medidas concretas seriam adotadas para recuperar os índices de imunização.
Caiado relembrou os desafios enfrentados durante sua gestão como governador de Goiás, quando o governo federal buscou descredibilizar a vacinação. Na réplica, Cury ressaltou que, por ambos serem médicos, compreendem a urgência do tema, destacando a complexidade dos problemas estruturais da saúde pública no país. Na tréplica, Caiado enfatizou a necessidade de um profundo conhecimento da realidade brasileira e defendeu a regionalização do atendimento à saúde.
Também focado em perguntas externas, Caiado optou pelo tema de políticas sociais. Nina Magalhães perguntou sobre propostas para combater e punir quem pratica abandono afetivo e financeiro no Brasil.
Caiado afirmou que o Estado deve atuar de forma rigorosa para cumprir as determinações judiciais, garantindo que o cidadão seja responsabilizado pelo sustento da mulher e dos filhos. Ele citou como referência de sua gestão os 7 anos do programa Goiás Social, liderado pela primeira-dama, que ofereceu atendimentos integrados e suporte direto às famílias em situação de vulnerabilidade.
No último bloco, Romeu Zema perguntou a Caiado se ele apoia a permanência do Brasil no bloco dos BRICS. Caiado respondeu que, no momento, não romperia acordos internacionais existentes para não gerar prejuízos futuros ao país.
Posteriormente, Caiado perguntou a Cury sobre os candidatos que registram altos índices de rejeição nas pesquisas, questionando sua visão sobre a permanência deles na disputa. Cury criticou o cenário político atual e afirmou ser absurdo que a população seja induzida a escolher o candidato "menos pior".
Em suas considerações finais, Ronaldo Caiado destacou seus 40 anos de vida pública sem acusações de corrupção, enfatizando os resultados conquistados em Goiás. Ele voltou a questionar a viabilidade das candidaturas com rejeição elevada e defendeu que o eleitorado considere opções baseadas em preparo e histórico de gestão.
No mesmo dia, foi divulgada uma nova pesquisa eleitoral Nexus/BTG para o segundo turno. No cenário da simulação entre Lula e Caiado, ambos pontuam 45%. Na rodada passada, o petista tinha 47% e o goiano, 41%. Ainda nesse recorte, 9% dizem que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 1% não sabem ou não responderam.
Na terça-feira (22), Caiado esteve em uma carreata em Morrinhos, cidade a 130 km de Goiânia, acompanhado do candidato à reeleição ao governo de Goiás pelo MDB, Daniel Vilela.
Já na manhã da quarta-feira (23), o candidato visitou a Biblioteca Municipal Mário de Andrade, localizada no centro de São Paulo. Na saída, disse que pretende levar arte para as cidades do interior do país, além de investir em fundos de financiamento de cultura. “Não se tem como você tirar aquilo que é a única condição que tem a cultura de sobreviver. Você não pode matar a cultura, asfixiá-la.”
Ele ainda comentou sobre as mudanças climáticas e seus impactos na economia. Caiado afirmou que pretende buscar parcerias para monitorar os efeitos do aquecimento global e criar estratégias de enfrentamento adaptadas para cada região.
No mesmo dia, os presidenciáveis Ronaldo Caiado e Romeu Zema participaram do debate eleitoral VEJA e VOTE, promovido pelo canal VEJA+TV. O encontro ocorreu na sede da Editora Abril em São Paulo, e foi mediado pela jornalista Marcela Rahal. O candidato Augusto Cury havia confirmado a participação, mas cancelou em razão da morte do conselheiro de campanha Bruno Avelar em um acidente de helicóptero. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro e Renan Santos (Missão) recusaram o convite.
Em clima amistoso, Caiado e Zema não trocaram ataques entre si e chegaram a elogiar as gestões, um do outro, à frente dos governos de Goiás e Minas Gerais. Boa parte do tempo de fala foi tomado por críticas aos adversários ausentes e ao STF; ambos culparam o presidente Lula pela onda de violência no Brasil e pelo endividamento das famílias, e associaram Flávio Bolsonaro aos escândalos de corrupção na Corte.
No campo da segurança pública, Caiado reafirmou sua proposta da SULPOL, uma polícia sul-americana integrada, para enfrentamento da criminalidade transnacional, e o uso de sistemas de vigilância e inteligência artificial para rastrear suspeitos de enriquecimento ilícito. Tanto ele quanto Zema se disseram favoráveis a classificar facções criminosas como organizações terroristas e fechar parcerias com os Estados Unidos no campo da segurança pública.
Ainda nessa área, o ex-governador prometeu que iria presencialmente às regiões controladas pelo tráfico. “Eu vou despachar do Complexo do Alemão, no bairro mais violento da Bahia e do Ceará, que é pra mostrar que o Estado não se ajoelha para bandido. Pode ter certeza que eu entrego o que estou prometendo.”
Na saúde pública, o candidato defendeu investimentos em telemedicina nos postos de saúde para auxiliar os médicos da rede pública, e “regionalizar a rede” para aproximar as unidades de atendimento das comunidades onde há mais demanda.
Na manhã da última quinta-feira (24), Caiado caminhou pela Avenida Mangalô, uma das principais de Goiânia, junto com a esposa e candidata ao Senado pelo União Brasil, Gracinha Caiado. À tarde, participou de uma carreata em Senador Canedo, localizado na região metropolitana da capital goiana.
Nesta terça-feira (15), o candidato ao Senado pelo estado de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), participou de uma sabatina promovida pelos canais Portal TH+ e Novabrasil SP. O deputado debateu questões de segurança pública, a crise no Supremo e reforçou a importância da eleição de senadores alinhados com o governador.
Derrite comentou sobre a situação do Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, está preso por um esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e uma rede de intimidação. A Polícia Federal tem revelado políticos de diversas filiações ligados ao caso. “Ao que me parece, isso não é restrito à um grupo político, à um grupo partidário”, disse, apesar de ter afirmado que acredita que a esquerda será o grupo mais afetado pelo escândalo.
O candidato mencionou que Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo do Senado em junho deste ano após tornar-se alvo de investigação da Polícia Federal no caso. O inquérito inclui extensos diálogos entre o Senador baiano e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Quando questionado sobre Ciro Nogueira, membro do Partido Progressistas, que recebeu ao menos 6 milhões de Vorcaro entre 2024 e 2025, Derrite declarou que todos que tivessem envolvimento deveriam responder de acordo. Contraditoriamente, o deputado defendeu o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) em maio, após áudio em que Flávio pede dinheiro, ao banqueiro, dizendo que o apoio financeiro de 61 milhões para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, não afeta sua candidatura, já que o acordo foi feito antes das suspeitas sobre o banco.
O deputado reforçou que o impeachment de ministros da Suprema Corte (STF) não deveria ser uma pauta eleitoral e trouxe propostas de mudanças para o órgão, como: tempo limitado para mandatos de ministros, idade mínima para o ingresso, que já existe e atualmente é de 35 anos, saber jurídico com critérios objetivos e, em destaque, ausência de vínculos ideológicos partidários anteriores. “Acho que o que a gente precisa é um judiciário que volte a ter a imparcialidade”, reiterou o candidato.
Derrite afirmou que o crime organizado no estado se expandiu nos mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2003 e 2011. O candidato criticou também o governo Lula atual pela recusa da classificação do PCC e do CV como organizações narco-terroristas, como proposto pelo governo estadunidense de Donald Trump. Segundo Derrite, essa classificação significa uma oportunidade para o Brasil, além de “todos os órgãos de inteligência e combate ao narcoterrorismo, ao tráfico internacional de drogas americanos estão à disposição do governo brasileiro”, argumentou ele.
O candidato defende a aproximação entre os dois países, tanto no setor econômico com o fim da taxação – a qual responsabiliza Lula – quanto no combate ao crime organizado. Ainda alegou que o estado americano não realizaria operações militares no território brasileiro e que não existem precedentes para essa afirmação, com exceção do caso do ex-chefe de estado venezuelano Nicolás Maduro. Em janeiro deste ano, Trump justificou um ataque militar surpresa na Venezuela como resposta ao narcoterrorismo e à segurança nacional dos Estados Unidos. A ordem resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cília Flores.
O deputado foi perguntado sobre possíveis soluções para a superlotação em presídios, e afirmou que essa é uma realidade no Brasil, mas não em São Paulo. Um levantamento feito pela CNN em 2025 com base nos dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), concluiu que apenas 14 das 104 penitenciárias do Estado de São Paulo não estão superlotadas.
Derrite discutiu que é necessário “encarecer o custo do crime” com uma série de alterações legislativas e reconheceu que essa medida inicialmente aumenta a população carcerária. “O criminoso, ele toma uma decisão racional na hora de cometer um crime baseada em custo benefício econômico”, argumentou o candidato.
Sobre um possível risco do fortalecimento de organizações criminosas com o aumento da população carcerária, Derrite relatou que é preciso impedir que qualquer função nessas organizações seja exercida, em especial a liderança, para isso, defende o isolamento dos líderes em presídios federais. Quando questionado sobre se essa medida já é existente, afirmou: “Uma parte sim, outra parte não, por exemplo, uma parte tem direito à visita íntima, e a conversa com advogado no parlatório é livre”.
Atualmente, presos que representam riscos elevados para a ordem pública e para a segurança do estabelecimento ou à sociedade ou membros de organizações criminosas são frequentemente submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), uma espécie rigorosa de regime privativo da liberdade. Nele, o presidiário é mantido em recolhimento em uma cela individual, há fiscalização de correspondências, entrevistas são monitoradas, com exceção de advogados e visitas quinzenais após os primeiros 6 meses com autorização judicial, essa não é necessária para familiares.
Além disso, o candidato reiterou que é preciso maior retorno de recursos federais para São Paulo, “Eu não quero tirar nenhum centavo de outro estado, mas eu não quero que São Paulo deixe de receber nenhum centavo que paga”, disse ele. Também afirmou que a revisão do pacto federativo, conjunto de normas que trata das relações entre os entes da Federação e organiza a distribuição de receitas tributárias, é obrigação de qualquer candidato ao Senado.
No dia 17, em entrevista ao Jornal do Cruzeiro, reiterou pautas sobre a relação com os Estados Unidos, segurança pública e o STF, também comentou sobre a prevenção de desastres naturais. Em relação à redução dos impactos de deslizamentos e enchentes, defendeu investimentos em planejamentos e obras estruturais e afirmou que, assim como segurança pública e defesa civil, a questão ambiental exige preparação prévia.
No tópico, o candidato apoiou uma conciliação entre a atividade econômica e a proteção ambiental, citando projetos infraestruturais como a duplicação de rodovias no litoral norte. “Não podemos deixar de gerar desenvolvimento econômico, emprego e renda”, disse ele.
Nas últimas semanas, a agenda de campanha do candidato ao Senado, André do Prado (PL), foi marcada por uma série de debates com os seus concorrentes promovidos pela Band no dia 9, pelo UOL e Folha de São Paulo no dia 21 e pelo Estadão em parceria com a Faap no dia 23. Além de embates diretos com o adversário Ricardo Salles (Novo) e reforço do alinhamento com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), Prado também detalhou suas propostas voltadas ao combate à criminalidade e à reformulação de regras do Judiciário e do Senado.
No debate da Band, Prado defendeu uma atuação mais dura do Senado em relação ao Judiciário: "Temos que eleger senadores que tenham coragem de chegar no Senado Federal para punir ministros que descumpram suas obrigações constitucionais”, afirmou.
Sobre segurança pública, o candidato defendeu a redução da maioridade penal e o combate ao crime. Uma de suas principais críticas foi o modelo atual de progressão de regime, o qual permite ao condenado passar do regime fechado para o semiaberto e deste para o aberto enquanto cumpre a pena. Para mudar esse cenário, sua proposta prevê que os condenados cumpram 100% da pena aplicada pela Justiça em regime fechado, impedindo saídas antecipadas sob a justificativa de que a restrição faz o infrator pensar antes de agir e ajuda a reduzir a violência: “Se o bandido é condenado a 30 anos, ele tem que cumprir os 30 anos de pena. Isso já vai ser um endurecimento muito grande com a criminalidade”, afirmou Prado.
No debate promovido pelo UOL e Folha na segunda-feira (21), Prado acusou Ricardo Salles de ter medo do ministro Alexandre de Moraes - relator de um processo que investiga Salles por uma suposta exploração ilegal de madeira na Amazônia. Segundo Prado, o Ministério Público já teria pedido a absolvição de Salles nesse processo, mas quem decide é Moraes; por isso, na avaliação do candidato do PL, Salles teria evitado assinar um requerimento de CPI que mirava, entre outros agentes públicos, o escritório da esposa do ministro.
Prado também chamou Salles de "ingrato" por apoiar a candidatura de Romeu Zema (Novo) à presidência em vez de Flávio Bolsonaro, a quem Salles teve apoio durante toda a carreira. Além disso, quando questionado sobre acusações de proximidade com o centrão, Prado ressaltou que responde por seu próprio histórico de 32 anos de vida pública e "ficha limpa", sem nenhum processo em seu nome.
No debate do Estadão em parceria com a FAAP, Prado voltou a defender o impeachment de ministros do STF e criticou diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não pautar os pedidos de impeachment já protocolados na Casa. "Diante a tantos pedidos de impeachment e ele não pautar, isso é realmente um problema seríssimo, porque ele não está correspondendo à expectativa da população que elegeu seus senadores", declarou o candidato.
Questionado sobre a escala 6x1, Prado afirmou apoiar a redução da jornada de trabalho, mas defendeu que ainda é preciso discutir como o empresário arcará com o custo das quatro horas a menos trabalhadas. “Eu sou a favor que este custo seja absorvido pela desoneração da folha de pagamento, diminuindo impostos”, declarou André.
Fora dos debates, a campanha do candidato enfrentou um revés na Justiça Eleitoral. A juíza Domitila Manssur suspendeu uma de suas propagandas na TV por considerar que a participação de Tarcísio de Freitas na peça ultrapassou o limite de 25% do tempo permitido para apoiadores, previsto na legislação eleitoral. A ação foi movida pela coligação de Fernando Haddad (PT), e a decisão prevê multa de R$ 10 mil a cada reexibição irregular da propaganda, que usava o jingle "André e Tarcísio, Tarcísio e André". A defesa de Prado argumentou que as imagens com governador são inerentes à trajetória dos dois na Alesp, mas a magistrada considerou que a repetição do nome e da imagem do governador configurou participação além do limite legal.
Prado também estendeu sua campanha política pelo interior do estado: esteve em Presidente Prudente ao lado de Derrite (PP), em um evento que incluiu carreata pelas ruas da cidade, almoço com lideranças e um encontro com mulheres apoiadoras, reunindo prefeitos, deputados e candidatos de toda a região; participou de um encontro de lideranças em Cotia ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos); marcou presença em Ribeirão Pires, no Grande ABC, onde o governador defendeu a construção da Linha 20 do Metrô para a região.
Esteve também em Carapicuíba em um encontro que reuniu o prefeito da cidade, José Roberto, vereadores e lideranças locais. A agenda pelo interior também teve passagem por São Carlos, onde, ao lado de Derrite, Prado defendeu a revisão do pacto federativo, o conjunto de regras que define como a arrecadação de impostos é dividida entre União, estados e municípios, como forma de ampliar o financiamento à segurança pública no estado.