Nesta reta final da campanha, o candidato do PT aposta em estratégias para reverter desvantagem nas pesquisas
por
Sophia Aquino
Isabella Damião
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30/09/2026 - 12h

Nesta segunda-feira (21), a emissora Record organizou um debate entre os candidatos ao Governo de São Paulo e Fernando Haddad foi o único presente. Com a ausência do atual governador, o evento virou uma sabatina de 30 minutos mediada pelo jornalista Reinaldo Gottino. Para o candidato, a decisão de Tarcísio é um desrespeito com o eleitor: “Seria importante respeitar o eleitor nesse momento e oferecer a ele a condição de confrontar”, destacou. 

No início da entrevista, Haddad afirmou que sua primeira ação como governador será rever contratos deixados por seu adversário do Republicanos, principalmente aqueles que dizem respeito às privatizações. 

Ao ser questionado sobre a presença do crime organizado em São Paulo e o aumento dos crimes de rua, como o furto de celulares, o candidato propôs a aplicação de uma inteligência artificial para o registro on-line e automático de boletins de ocorrência. “Nós estamos na época do telefone fixo em São Paulo. Não nos atualizamos, não nos modernizamos. Eu quero fazer o B.O. por Zap. Você vai fazer o B.O. da forma mais simplificada e em tempo real", afirmou. 

Sobre os projetos de expansão das malhas metroviárias, Haddad colocou que não tem intenção de utilizar o recurso de privatização nem com linhas novas, nem com antigas. O candidato considera como principal estratégia colocar os interesses do usuário à frente dos interesses privados. “A Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público e pouca vontade de entregar o que prometeu antes da privatização”, acrescentou. 

Fernando Haddad também reiterou seu projeto do refinanciamento da dívida pública das Santas Casas de São Paulo e da renegociação da dívida do Estado com o Governo Federal. O candidato também mencionou planos para uma reindustrialização do Estado e a criação de um banco similar ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). 

Para o agronegócio, Haddad prometeu a disponibilização de um seguro frente às mudanças climáticas. O candidato ainda mencionou um maior direcionamento de alimentos para o mercado interno, como método de ajustar a inflação. Por último, sobre as penitenciárias paulistas, o candidato afirmou continuar a criação de mais presídios, começada no governo atual, além de aplicar uma tecnologia maior nas celas. 

Levantamento da Quaest 

Na pesquisa Quaest, divulgada no dia 23 de setembro, Fernando Haddad manteve na segunda colocação na disputa pelo governo do Estado de São Paulo, registrando os mesmos 27% de intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno obtido no levantamento anterior. 

Na modalidade espontânea, o candidato avançou três pontos percentuais e alcançou 13% da preferência dos eleitores. Já em uma simulação de segundo turno contra Tarcísio de Freitas, Haddad oscilou um ponto para baixo dentro da margem de erro, somando 30%. 

Fernando Haddad em plenária de mobilização no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no dia 22 de setembro.
Fernando Haddad em plenária de mobilização no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no dia 22 de setembro. Foto: Diogo Zacarias/Flickr 

Semana de articulação política e produção de conteúdo

Na terça-feira (22), Fernando Haddad cumpriu agenda no Sindicato dos Metalúrgicos, no ABC paulista, onde deu mais destaque aos planos de reindustrialização do estado. Na quarta-feira (23), Haddad dedicou a manhã para realizar gravações de campanha acompanhado de candidatos aliados e, à noite, concedeu entrevista ao Flow Podcast. 

Por fim, na quinta-feira (24), suas atividades contaram com novas gravações de material eleitoral e tiveram como ponto alto a sua participação na sabatina promovida pelo portal Metrópoles.

Candidato planeja manifestações, após a decisão da emissora
por
Isabelle Rodrigues
João Caligari
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28/09/2026 - 12h

O futuro é glorioso?

Na última semana, o candidato Renan Santos (Missão), investiu no que sua campanha chamou de 'Futuro Glorioso tour', por cidades entre o sul e o sudeste do país. Em seus discursos, o presidenciável apresentou suas propostas e reforçou críticas aos favoritos da eleição, Lula e Flávio Bolsonaro

Renan Santos e sua equipe percorrem o Brasil em um ônibus amarelo durante a “Futuro Glorioso Tour”Foto/Reprodução instagram Renan Santos
Renan Santos e equipe viajam em um ônibus amarelo durante a “Futuro Glorioso Tour”. Foto: Reprodução/Instagram/@renansantosmbl

Em seu discurso, Renan deu destaque ao reajuste de 15% apresentado por Lula para o programa Bolsa Família. O candidato acionou o STF alegando a ilegitimidade do aumento. Segundo ele, a medida estaria sendo usada para desbalancear e comprometer o processo democrático das eleições. O caso foi repassado para o Ministro André Mendonça que rejeitou a ação. 

O candidato também apresentou seu novo plano de governo, agora com 51 páginas. Entre as propostas, Renan cita a substituição do Bolsa Família pela “Frente Cidadã”, programa social e de emprego apresentado como uma forma de trabalho remunerado. O plano também propõe mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação, uma reforma da Previdência e medidas de ajuste fiscal que, segundo os cálculos apresentados pela campanha, poderiam gerar uma economia de R$1,1 trilhão até 2031.

No debate último debate dos presidenciáveis, nesta quinta-feira (1), porém, Renan Santos ficou de fora. A emissora convidou para o encontro apenas os candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) e diz que a decisão foi tomada de acordo com os critérios previstos na legislação eleitoral.

Renan como representante da Direita conservadora

Em sua participação na Sabatina do SBT, no dia 21 de setembro, Renan mais uma vez se posicionou contra a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro em um segundo turno. Ele se autodeclarou como uma opção também conservadora, porém diferente. Renan critica desde o início da campanha a abordagem do movimento bolsonarista e da aproximação de Flávio com setores da política americana e afirmou ver risco de interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras, em entrevista ao Jornal da Record.

Candidata ao Senado promete combate à corrupção e recebe Colar do Mérito Acadêmico da PUC-SP há poucos dias da eleição
por
Carolina Machado
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30/09/2026 - 12h

Na segunda-feira (21), Simone Tebet (PSB) participou do debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo, promovido pela Folha de S. Paulo e pelo UOL. O encontro reuniu também Marina Silva (Rede), André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo). Entre os principais assuntos discutidos estiveram segurança pública, violência contra as mulheres, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e relações de trabalho, como o fim da escala 6x1.

André do Prado, Ricardo Salles, Marina Silva, Simone Tebet e Guilherme Derrite em debate promovido pela Folha de S. Paulo e pelo UOL. Foto: Instagram/Reprodução UOL
Principais candidatos ao Senado, em debate promovido pela Folha de S. Paulo e UOL. Foto: Divulgação/ Canal do Youtube do UOL

Durante o debate, Tebet criticou a forma como candidatos homens questionaram a trajetória e as posições dela e de Marina SIlva. Ao responder a uma pergunta de Derrite sobre uma ação apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), atual sigla da candidata, em 2019, ao STF, afirmou: “Nenhum partido fala por mim. E nenhum homem fala por mim. Essa régua infantil da polarização não me pertence”. A candidata apontou possível violência política de gênero contra as duas e contestou rótulos como os de “forasteiras”, por não terem nascido em São Paulo.

No mesmo debate, ao rebater críticas de Guilherme Derrite, Tebet questionou a atuação do candidato quando esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ela citou problemas na segurança do estado, com foco na violência policial e nos índices de feminicídio, além de cobrar esclarecimentos sobre as relações entre integrantes do Partido Progressista (PP), sigla de Derrite, e o caso do Banco Master. “Você, do Partido Progressista, que lá atrás foi o maior beneficiário do mensalão, do petrolão, que nunca disse que não existiu. E agora, o presidente do seu partido está envolvido até a tampa com o Banco Master”, provocou a candidata.

Na terça-feira (22), Tebet esteve no Canal Estado SP, em que apresentou propostas sobre economia, saúde e reformas no Poder Judiciário. Durante a sabatina, afirmou que, caso seja eleita, pretende cumprir integralmente os oito anos de mandato no Senado e descartou deixar o cargo para assumir um ministério.

Ainda na terça-feira, a candidata foi ao Sindicato dos Comerciários de São Paulo, para participar do podcast da entidade. Na entrevista, conduzida pelo presidente do sindicato, Ricardo Patah, abordou o cenário político brasileiro, as eleições e suas propostas para um eventual mandato. Entre os temas discutidos esteve o fim da escala 6x1. “O fim dessa escala não quebra o Brasil”, defendeu a ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil.

No assunto, Tebet manifestou-se a favor de dois dias de descanso semanal, sem redução salarial, citando um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de fevereiro de 2026, sobre os possíveis efeitos econômicos da redução da jornada. O estudo apontou diferenças de impacto entre setores e destacou dificuldades que algumas pequenas empresas podem enfrentar na adaptação.

Na quarta-feira (23), Simone Tebet esteve presente na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) para receber o Colar de Mérito Acadêmico, concedido pela universidade em reconhecimento à trajetória acadêmica, docente e atuação na vida pública.

O evento contou com a participação do reitor da PUC-SP Vidal Serrano Nunes Júnior, da vice-reitora Clara Reis Longhi e de professores, estudantes e funcionários. “Estou muito feliz com essa medalha, ela só me inspira a continuar a cumprir minha missão com três atributos: caráter, amor e coragem”, afirmou a candidata em entrevista à TV PUC.

Tebet recebe o Colar de Mérito Acadêmico pelo reitor da PUC-SP, Vidal Serrano Nunes Júnior, e pela  vice-reitora, Clara Reis Longhi. Foto: Divulgação/Jornal da PUC-SP
Tebet recebe Colar de Mérito Acadêmico em cerimônia com reitor e vice-reitora da PUC-SP. Foto: Divulgação/Jornal da PUC-SP

Na quinta-feira (24), Tebet participou do RivoTalks, podcast com um quadro de sabatinas com candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo promovida pelo RivoNews, da GZH. Na entrevista, a candidata falou sobre corrupção e afirmou que o combate às irregularidades não deveria ser associado a um lado político específico. “De novo, corrupção não tem lado. Ela é de esquerda, ela é de direita, ela é de centro, e tem que ser combatida”, afirmou a ex-ministra.

Na sexta-feira (25), Tebet participou do debate do G1 entre candidatos ao Senado por São Paulo, junto de Marina Silva, Soninha Francine e Geraldo Rufino. André do Prado e Guilherme Derrite anunciaram ausência antes do início da transmissão, realizada da redação da TV Globo, em São Paulo.

As candidatas e o candidato falaram sobre crime organizado, relação entre os poderes, emendas parlamentares e educação. Por fim, Tebet reforçou parceria com a chapa de reeleição do presidente Lula e a importância da eleição que se aproxima:  “Pela democracia, pela soberania, pelo avanço nos direitos sociais e contra qualquer crime organizado que queira chegar perto de Brasília ou dos três poderes.”, declarou Tebet.

Candidato amplia agenda de viagens, debates e encontros com eleitores nos últimos dias antes da eleição
por
Malu Malaquias
Vitória Teles
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29/09/2026 - 12h

A agenda de compromissos de Augusto Cury (Avante), iniciou-se no sábado (19), com uma visita à Ceagesp, em São Paulo. O candidato esteve na Ceagesp, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, onde conversou com comerciantes, produtores e trabalhadores sobre abastecimento, agronegócio e economia.

Ainda no sábado, o candidato participou de uma sabatina ao vivo no Jornal da Record, na qual apresentou suas propostas de governo e respondeu perguntas sobre economia, segurança pública, saúde e educação. Cury fez críticas ao governo Lula, e afirmou que seu objetivo é derrotar "Lula da Silva” politicamente.

O candidato questionou o reajuste do Bolsa Família de 15,04% anunciado pelo atual governo, que será implementado em outubro de 2026, argumentando que o aumento deveria ter sido maior e concedido antes do período eleitoral. "O Lula da Silva deveria ter feito isso no início do ano e não a 17 dias da eleição, indicando que está usando a dor das pessoas, dos vulneráveis, como pauta para ganhar o cargo de presidente” , afirma.

No domingo (20), o candidato do Avante cumpriu dois compromissos de campanha. Pela manhã, participou de uma caminhada no Novo Mercado Municipal de Ribeirão Preto, em São Paulo, onde conversou com eleitores e comerciantes. À noite, participou de um evento chamado "Homens Posicionados”, na Primeira Igreja Batista de Marília (SP).

Na segunda-feira (21), o candidato concentrou sua agenda em São Paulo, com atividades voltadas à comunicação digital. Durante a manhã, Cury participou de um encontro com jovens influenciadores digitais em seu comitê de campanha, no bairro do Itaim Bibi. Durante o evento, conversou com criadores de conteúdo, respondeu a perguntas e apresentou propostas de seu plano de governo. À noite, Augusto participou de um debate presidencial promovido pelo Flow Podcast. O evento reuniu candidatos à Presidência para discutir propostas e temas da campanha eleitoral.

No debate, o presidenciável defendeu propostas para segurança pública e economia, além de criticar a polarização política e voltar a cobrar mudanças no funcionamento do STF. O candidato também afirmou que pretende governar para todos os brasileiros, independentemente do posicionamento ideológico. Questionado sobre quem apoiaria em um possível segundo turno, Cury respondeu: "Eu não vou apoiar nem Lula da Silva, nem Flávio Bolsonaro."

Na terça-feira (22), a campanha de Augusto Cury manteve a preparação para a série de agendas previstas fora do eixo Sudeste. A mobilização antecedeu a viagem do candidato para Mato Grosso, que marcou o início de uma sequência de eventos eleitorais no Centro-Oeste e na região Norte.

Augusto Cury em campanha, em Manaus. Foto: Reprodução/ Instagram/ @davialmeidaam
Augusto Cury em campanha, em Manaus. Foto: Reprodução/ Instagram/ @davialmeidaam

No dia 23, quarta-feira, o candidato do Avante desembarcou em Cuiabá para uma agenda voltada ao diálogo com militares, lideranças partidárias e imprensa local. A programação incluiu carreata e visitas à Casa Cury, comitê da campanha instalado na capital.

Na quinta-feira (24), Cury cumpriu uma “maratona eleitoral” por diferentes regiões do país. Após participar, em Belo Horizonte, do velório do empresário Bruno Avelar, o candidato retornou a Cuiabá, onde concedeu entrevistas à imprensa regional, reforçando pautas ligadas ao agronegócio e ao crédito para produtores rurais.

A agenda prosseguiu em Porto Velho, com outra carreata e apresentação de propostas para a Amazônia Legal, região que reúne parte da Amazônia brasileira e áreas de expansão agropecuária do Centro Oeste. Entre as propostas apresentadas estavam a verticalização da produção agrícola e a ampliação da telemedicina.

O dia foi encerrado em Manaus, onde Augusto Cury participou, à noite, de um encontro com lideranças e apoiadores do Avante. Durante discurso na sede estadual do partido, o presidenciável criticou a polarização política e defendeu a adoção de mandatos de oito anos para ministros do STF. Também apresentou propostas voltadas à Amazônia, incluindo o uso de tecnologia para combater o desmatamento e melhorias na infraestrutura da BR-319. O evento contou com a presença de David Almeida, candidato do partido ao governo do Amazonas.

Presidente também tratou de economia, educação e segurança pública durante campanha entre 9 e 17 de setembro
por
Anna Cândida
Beatriz Barbosa
Lara Manasseh
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29/09/2026 - 12h

‘O Brasil pronto pra mais’ em Teresina

Na quarta-feira, 9 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu agenda em Teresina, Piauí. O candidato à reeleição acompanhou obras de mobilidade urbana e visitou o Centro Estadual de Tempo Integral Professora Júlia Nunes Alves. No evento, o candidato conheceu as instalações da unidade de ensino e projetos desenvolvidos nas áreas de inteligência artificial (IA), tecnologia e formação profissional.

Ainda no mesmo dia, o presidente visitou as obras de revitalização e modernização do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), na estação Boa Esperança. Lula foi acompanhado do governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), e dos ministros Vladimir Lima, de Cidades, e Miriam Belchior, da Casa Civil. As obras iniciaram no primeiro trimestre de 2024, com o objetivo de transformar o ramal ferroviário simples em um sistema de transporte rápido, confortável e de alta capacidade. 

No final do dia, Lula participou de um comício na Arena Carhoo em Teresina. O evento contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e dos candidatos ao Senado pelo Piauí, Marcelo Castro (MDB) e Júlio Cesar (PSD).

 

Entrevista no SBT

lula em sabatina
Entrevista ao SBT Brasil Interview, nos Estúdios do SBT, em São Paulo (SP). Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Na quinta-feira, 10, o candidato à reeleição concedeu uma entrevista exclusiva ao SBT, em São Paulo. Lula foi abordado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF); ele defendeu a quebra de sigilo total nas investigações do Banco Master e do INSS. Declarou que todos deveriam ser investigados e elogiou a postura do ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, ao tentar colocar “ordem na casa”. 

Na entrevista, o presidente confirmou ter recebido o banqueiro Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, no final de 2024, mas ressaltou que o alertou de que a instituição financeira passaria por uma investigação rigorosa. 

Lula também pontuou seu compromisso com a economia brasileira, reafirmando a redução do déficit herdado da gestão anterior, de 2,8% para 0,1% do PIB, e relembrou seu histórico de superávits primários.

Com o intuito de defender o investimento na educação, o candidato apresentou um comparativo financeiro na entrevista. Segundo dados apresentados pelo presidente, o custo de manter um preso em presídio de segurança máxima custa cerca de 40 mil/ano, enquanto a vaga de um estudante de engenharia em uma universidade federal custa 20 mil/ano.

Foram citadas também metas de expansão nas redes de institutos federais, a criação do Ministério da Segurança Pública e a aprovação da PEC da Segurança, medida que prevê, por exemplo, o combate direto a facções criminosas, e que aguarda aprovação no Senado Federal.

 

Encontro com aliados no Paraná

Lula seguiu para o Paraná no sábado, 12, para o evento “O Brasil Pronto Pra Mais”, que aconteceu na Boca Maldita, no centro da cidade de Curitiba. O ato reuniu as candidatas ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT), além do candidato a governador do Estado, Requião Filho (PDT). No encontro, o presidente destacou propostas educacionais e a intenção de retomar programas de intercâmbio estudantil para universidades do exterior. 

 

Reta final de campanha e novos objetivos 

diversos politicos em pé aprovando a lei
Sanção do PL nº 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), no Palácio do Planalto, Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/Flickr.

Lula reservou o domingo, 13, para fazer uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. Segundo o petista, a coordenação geral de sua campanha mobilizou mais de 1.200 atividades em todo o país. O candidato ressaltou a importância dos últimos 20 dias de campanha, período em que pretende combinar a presença direta nas ruas com a intensificação digital. 

Na transmissão, o candidato defendeu o fechamento das casas de apostas online, as bets, devido seus impactos negativos na sociedade. Lula também ressaltou seus projetos para a segurança pública e comentou indicadores econômicos. Ao comparar a inflação sobre alimentos no atual governo com o anterior, de Jair Bolsonaro (PL), destacou a queda de 42,57%, a qual, segundo ele, contribuiu para a recuperação do poder de compra do salário mínimo. 

 

Lula comenta a crise do STF em entrevista ao jornal da Record 

Ainda no dia 15, Lula concedeu sua segunda entrevista exclusiva à Record durante a campanha. O presidente voltou a defender a reforma do Judiciário e comentou a crise no STF. Ele alegou que ninguém deveria ser imune ao julgamento ou a investigações, e defendeu mudanças profundas no setor, sugerindo novos critérios de escolha do magistrado e regras estritas para evitar o enriquecimento no cargo e o conflito de interesses. 

Lula cobrou explicações do candidato Flávio Bolsonaro, que, segundo a Polícia Federal (PF), recebeu R$65 milhões do Banco Master. O candidato também comparou seu governo com a gestão anterior e chorou após comentar os riscos do Brasil adotar políticas econômicas semelhantes às da Argentina. 

O candidato comentou o endividamento da população que afeta cerca de 80% dos brasileiros e criticou a autonomia do Banco Central, defendendo que o presidente da República deveria ter como intervir na gestão econômica, com o intuito de incentivar o crescimento e a geração de empregos. 

Lula também citou as propostas previstas no seu plano de governo, como proteção à mulher, enfrentamento ao feminicídio, avanço no SUS, combate à evasão escolar, a soberania nacional e a defesa do processamento de terras raras e minérios críticos. 

 

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito 

diversos lideres políticos e religiosos com vestimentas formais ouvindo o presidente lula falar no microfone
Encontro com pastores dos EUA e com pastores brasileiros da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito,no Palácio do Planalto, Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Na quarta-feira, 16, Lula recebeu pastores evangélicos brasileiros, norte-americanos e cubanos no Palácio do Planalto. O evento foi organizado pela Frente Evangélica pelo Estado de Direito, grupo de religiosos que defendem a democracia, a justiça social e a promoção de políticas públicas.

Durante o encontro, o presidente afirmou que não pretende fazer campanha política dentro das igrejas e defendeu que os templos sejam preservados de disputas eleitorais, mas pediu a participação de líderes religiosos em políticas públicas do governo. 

O evento faz parte da estratégia de aproximação com o eleitorado evangélico, segmento no qual o PT enfrenta resistência. Levantamento PoderData/Aya realizado de 9 a 12 de agosto de 2026, mostrou que 62% dos evangélicos desaprovam Lula.

A Frente declarou apoio à reeleição de Lula em agosto. Em carta, o movimento afirmou que a permanência do presidente no Planalto está alinhada a valores cristãos e fez críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). 

No mesmo dia, o candidato participou do podcast Desce a Letra, produzido por Cauê Moura e Load Comics. Lula fez fortes declarações sobre Flávio Bolsonaro. O candidato ainda afirmou que o adversário é “obcecado” por Alexandre de Moraes, porque o ministro foi responsável pela prisão dos assassinos de Marielle Franco e dos golpistas de 8 de janeiro.

O presidente questionou os 130 milhões que Flávio recebeu de Daniel  Vorcaro e afirmou que esse fundo iria direto para os Estados Unidos, com o escopo de sustentar membros de sua família. “Para sustentar o irmão dele, que está lá tramando o golpe contra o Brasil. E se ele voltar pro Brasil, vai ser preso. Porque traidor da pátria tem que ser preso. Ele tá vendendo o Brasil aos interesses americanos", defendeu. 

 

1ª multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro

diversos trabalhadores e presidente lula em frente a eurofarma
Visita ao novo Complexo Industrial da Eurofarma, na Estrada da Produção, Montes Claros (MG).
Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Na quinta-feira, 17, o presidente visitou o novo Complexo Industrial da Eurofarma, primeira multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro. A unidade em Monte Carlos, Minas Gerais, conta com 12 linhas de embalagem em funcionamento 

Entre os medicamentos produzidos pela Eurofarma estão os indicados para o tratamento de hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS) e distribuídos gratuitamente pelo Programa Farmácia Popular, como a espironolactona e a losartana, além da dapagliflozina, com indicação para diabetes.

Durante a visita, o presidente propôs que canetas emagrecedoras sejam oferecidas gratuitamente pelo SUS para pacientes com obesidade. Lula criticou a recomendação excessiva do tratamento e a distribuição não regulada do medicamento. 

Há um ano, o Comitê de Medicamentos do Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) não recomendou incorporar esse tipo de medicamento na rede pública. O motivo foi o impacto calculado, de cerca de R$ 7 bilhões em cinco anos. 

A patente da semaglutida expirou em 2026, abrindo caminho para a fabricação de genéricos nacionais. A concorrência com 14 produtos registrados reduziu drasticamente o preço do remédio nas farmácias. O tratamento, que custava até R$2.000, agora é encontrado por valores entre R$300 e R$400.

A Eurofarma produz duas canetas injetáveis à base de semaglutida, a Extensior e a Poviztra. O presidente não estabeleceu um prazo para a implementação dessa medida no SUS.

 

Terceira visita de Lula a Minas Gerais

Às 17h de quinta-feira, o candidato encontrou apoiadores e lideranças políticas em ato na cidade de Monte Carlos. Durante seu discurso em uma caminhada pelo bairro Maracanã, Lula afirmou que não "vai dar colher de chá para a extrema direita desse país, uma direita fascista que fica pedindo para que o Trump intervenha no Brasil".

Essa é a terceira visita de Lula a Minas Gerais durante a campanha e coincide com o momento em que as pesquisas de intenção de voto mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o ultrapassa numericamente pela primeira vez no estado.

Durante o evento, afirmou que o fortalecimento da saúde pública e os investimentos em setores estratégicos são fundamentais para o desenvolvimento do país. "Saúde é um direito de todos, não privilégio de quem tem dinheiro. É um direito de toda pessoa", declarou. 

Lula também elogiou a atuação de profissionais da saúde durante a pandemia e criticou a condução federal do setor naquele período: “Veio a Covid e quem mostrou a cara? Quem salvou esse país foi exatamente o SUS”. 

Até este momento, as principais pesquisas mostram Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados no estado. A Datafolha do início de setembro mostrou o petista com 37% das intenções de voto, contra 35% do senador. A sondagem tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

 

 

Candidata ao Senado debateu escala 6x1, STF e emendas, enquanto campanha pediu R$ 1,2 milhão à Rede
por
Raissa Santos
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29/09/2026 - 12h

Entre sexta-feira (18) e quinta-feira (24), Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo, concentrou sua campanha em atos políticos, debates entre candidatos e discussões sobre jornada de trabalho, emendas parlamentares, Supremo Tribunal Federal e programas sociais. A semana também foi marcada pela divulgação de novas pesquisas eleitorais e por uma discussão interna sobre a distribuição do fundo eleitoral da Rede.

Na sexta-feira (18), Marina participou de um ato de campanha em Guarulhos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo de São Paulo; Fernando Haddad (PT), e da candidata ao Senado Simone Tebet (PSB). 

Durante o evento, Marina pediu votos para sua candidatura e para os demais integrantes da chapa. Em determinado momento, porém, confundiu seu número de urna com o de Ricardo Salles (Novo), adversário na disputa pelo Senado. “São Paulo vai eleger Haddad governador, Lula presidente, Simone 400 e Marina 300”, disse a candidata, que se corrigiu logo em seguida para o número 180, seu número de urna.

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Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Lula (PT), Simone Tebet (PSB) e Geraldo Alckmin (PSB) em ato em Guarulhos, Grande São Paulo. Foto: Reprodução Facebook Lula

Na segunda-feira (21), Marina participou do debate promovido pela Folha de S.Paulo e pelo UOL entre candidatos ao Senado por São Paulo. O encontro abordou pautas sobre segurança pública, meio ambiente e o Supremo Tribunal Federal. O possível fim da escala 6x1 foi um dos temas de maior repercussão no debate, uma vez que Ricardo Salles (Novo) chamou a proposta de “eleitoreira” e disse que continuaria votando contra sua aprovação caso chegasse ao senado. 

Marina Silva, por sua vez, defendeu sua posição anterior quanto à pauta. “Eu, como deputada federal, votei pelo fim da escala 6 X 1. Como senadora, eu vou trabalhar para acabar com a escala seis por um”, prometeu a candidata. Durante o debate, Marina e Simone Tebet questionaram a forma como os vínculos das duas com o estado eram tratados por seus adversários.

No assunto, a candidata  respondeu às críticas de adversários sobre sua origem no Acre e sua relação com São Paulo. “Sou cidadã paulistana desde 94, casada há 40 anos com um paulista, tenho endereço lá em Santos. Um homem pode sair do Rio de Janeiro, trazer seu título para São Paulo, uma mulher também pode”, afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática do atual governo. . 

Ainda na segunda-feira, Marina concedeu entrevista ao portal Terra, na qual criticou o que chamou de “contaminação política” no Supremo Tribunal Federal e voltou a defender uma reforma do Judiciário. “São graves os fatos que foram revelados referentes ao ministro Alexandre de Moraes, mas também é grave termos uma ação no Supremo que está muito contaminada pela conjuntura política”, afirmou ela. Sobre um eventual processo de impeachment de ministros da Corte, Marina defendeu que a análise siga critérios e procedimentos legais, sem tratamento diferente de acordo com o ministro envolvido.

Na terça-feira (22), um novo levantamento do Paraná Pesquisas mostrou Marina com 28,3% das intenções de voto no cenário em que cada eleitor poderia escolher dois candidatos,  colocando-a em segundo lugar em relação a seus adversários. 

No mesmo dia, Marina comentou o discurso de Lula na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). “devemos pegar aquele discurso e guardá-lo como um documento histórico, no momento em que a visão multipolar do mundo cessou e temos um mundo bipolar”, expressou a candidata. Ela também destacou os temas relacionados à democracia, ao meio ambiente e à posição do Brasil no cenário internacional.

Na quarta-feira (23), Marina participou de outro debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo, promovido pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Entre os assuntos discutidos estavam corrupção, emendas parlamentares, Supremo Tribunal Federal, segurança pública, apostas esportivas e a escala 6x1.

Durante o debate, Marina voltou a criticar o modelo atual das emendas parlamentares e defendeu regras mais rígidas de transparência. A candidata afirmou que as emendas impositivas representam, na avaliação dela, uma “usurpação das competências do Poder Executivo”. O tema já havia aparecido em sua campanha anteriormente, quando Marina declarou ser contrária às emendas impositivas. Ao responder a Guilherme Derrite, que havia criticado o Bolsa Família, Marina afirmou: “Você desconhece quem passa fome e trata dessa maneira um programa que tirou o Brasil do Mapa da Fome”, afirmou a ex-ministra.

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Candidatos ao Senado em São Paulo participam de debate / Foto: Estadão/Divulgação 

Além dos debates, a quarta-feira foi marcada por uma questão interna da campanha de Marina. O coordenador-geral da candidatura, Bazileu Margarido, encaminhou um ofício à direção nacional da Rede solicitando um repasse adicional de R$ 1,2 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as atividades da reta final. 

Segundo dados da Justiça Eleitoral, Marina havia recebido R$ 1 milhão da Rede, além de R$ 1,1 milhão do PSOL e aproximadamente R$ 1 milhão em doações de pessoas físicas, totalizando cerca de R$ 3,1 milhões arrecadados. No documento, a coordenação argumentou que Marina estava entre as candidaturas mais competitivas para o Senado e afirmou que, caso o novo repasse fosse realizado, o valor destinado pela Rede representaria, somado ao que já havia sido recebido, apenas 30% do teto de gastos estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para a disputa em São Paulo.

A solicitação gerou questionamentos sobre a distribuição dos recursos dentro do partido. Marina recebeu R$ 1 milhão da Rede, enquanto Heloísa Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, havia recebido R$ 2,8 milhões, e André Janones, candidato à Câmara por Minas Gerais, R$ 3 milhões. A campanha também apontou que Luizianne Lins, candidata ao Senado pelo Ceará, havia recebido valor superior ao de Marina. 

A direção da Rede, por sua vez, afirmou que a estratégia nacional priorizava candidaturas à Câmara dos Deputados, com o objetivo de ampliar a bancada e garantir a manutenção do partido na cláusula de desempenho. Segundo o presidente da legenda, Paulo Lamac, a candidatura de Marina havia sido viabilizada em conjunto com o PSOL e já contava com aproximadamente R$ 2,1 milhões provenientes dos dois partidos.

Na quinta-feira (24), a nova pesquisa Datafolha mostrou Marina com 15% das intenções de voto para o Senado em São Paulo, dois pontos percentuais acima dos 13% registrados no levantamento anterior, divulgado no dia 11. Já a pesquisa Quaest, realizada entre os dias 19 e 22 de setembro, apontou Marina com 13%, uma queda de um ponto percentual em relação aos 14% registrados no levantamento anterior da empresa.

Na sexta-feira (25) Marina participou também do debate promovido pelo G1 entre candidatos ao Senado por São Paulo, junto de Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (Progressistas), André do Prado (PL), Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania).

Composições partidárias mudam de acordo com o cargo e aproximam ou afastam candidatos dos principais nomes da eleição presidencial
por
Annick Borges
Giovanna Britto
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28/09/2026 - 12h

 

Na hora de eleger um governador é preciso entender que o sistema eleitoral vai além da escolha e que ele precisará governar em um ambiente que envolve a Assembleia Legislativa, Congresso Nacional, governo federal e prefeitos. Dessa forma, partidos podem se unir para disputar determinados cargos e formar alianças políticas.

Além de influenciarem a estratégia eleitoral, as alianças podem ampliar o tempo de propaganda, reunir estruturas partidárias e facilitar a articulação política durante a campanha. Depois da eleição, a relação entre partidos também pode influenciar a governabilidade, já que o governador precisa negociar com outras forças políticas para aprovar projetos e executar seu programa de governo.

Mas essas alianças não precisam ser iguais em todo o país. A legislação permite que os partidos estabeleçam diferentes acordos conforme o estado, o que significa que uma legenda pode apoiar determinado candidato à Presidência e, ao mesmo tempo, formar outra aliança na disputa pelo governo estadual. 

Vale ressaltar que o eleitor não precisa votar em candidatos do mesmo partido. As escolhas para presidente, governador, senador e deputados são independentes, e é possível combinar candidatos de diferentes legendas na mesma eleição. O TSE prevê seis escolhas em 2026.

No caso da disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2026, os candidatos ao cargo possuem diferentes formas de se posicionar em relação a essa aliança. Por exemplo, William Siri (PSOL) está em uma federação que apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, sua candidatura ao governo é independente da de Eduardo Paes (PSD), que também busca se aproximar do presidente petista. 

Confira abaixo de que forma os principais candidatos do Rio tem se articulado em relação aos outros cargos da disputa eleitoral.

Na foto acima, Lula posa com Eduardo Paes. Na foto abaixo, Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas se olham rindo.
Eduardo Paes e Douglas Ruas são candidatos que estão alinhados à candidatura de Lula e Flávio Bolsonaro, respectivamente. Imagens: Divulgação.

Eduardo Paes 

Eduardo Paes foi oficializado pelo PSD como candidato ao governo do Rio de Janeiro, tendo Jane Reis, do MDB, como vice. A chapa foi definida na convenção do partido em julho e também conta com Pedro Paulo, do PSD, como candidato ao Senado. Paes, ex-prefeito da capital, disputa novamente o governo estadual, esta é sua terceira tentativa de chegar ao Palácio Guanabara. 

No plano político nacional, a candidatura de Paes mantém uma relação próxima com o campo político de Lula, mas isso não significa que o PSD seja formalmente um partido de apoio exclusivo ao presidente no Rio. Na composição estadual, a chapa de Paes reúne diferentes forças partidárias, incluindo o MDB, enquanto a candidatura de Pedro Paulo ao Senado foi apresentada ao lado da candidatura de Benedita da Silva, do PT. 

Essa composição ajuda a diferenciar Paes de William Siri. Enquanto Siri foi lançado pelo PSOL/Rede em uma candidatura própria, apesar de sua federação apoiar Lula nacionalmente, Paes construiu uma candidatura baseada em uma frente partidária mais ampla no estado.

 

Douglas Ruas

Douglas Ruas foi oficializado pelo PL como candidato ao governo do Rio de Janeiro. Deputado estadual e presidente da Alerj, ele disputa pela primeira vez um cargo no Executivo e tem Fernanda Louback, também do PL, como candidata a vice. A chapa integra a coligação Rio Real, formada por PL, Mobiliza, Agir e Avante. 

No plano nacional, Ruas está diretamente alinhado à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O próprio Ruas afirma que Flávio participará de sua campanha no estado e considera natural a aproximação entre as duas disputas eleitorais. Assim, embora seja candidato ao governo estadual, sua campanha também funciona como palanque para o projeto presidencial de Flávio no Rio de Janeiro.

Na disputa pelo governo do Rio, Ruas também procura se apresentar como uma alternativa a Eduardo Paes e se distancia de parte da gestão de Cláudio Castro, da qual fez parte como secretário estadual de Cidades.

 

Anthony Garotinho

Garotinho foi oficializado pelo Republicanos, com o coronel da PM Venâncio Moura como vice. A chapa registrada para o governo aparece como Republicanos/União Democrata, segundo o TRE-RJ.

No plano nacional, porém, o Republicanos decidiu não apoiar oficialmente nem Lula nem Flávio Bolsonaro. Garotinho afirmou que concordava com a neutralidade da legenda e argumentou que o partido possui diferentes correntes políticas nos estados.

Entretanto, em 8 de setembro, ele declarou que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência, votaria em Flávio. Ao mesmo tempo, criticou integrantes do PL no Rio. Essa é uma distinção importante: a posição pessoal do candidato não é necessariamente a posição formal do partido. 

 

William Siri

O PSOL/Rede oficializou William Siri ao governo do RJ em julho, em uma chapa própria, com Juliana Carvalho como vice. A federação também lançou Mônica Benício ao Senado e declarou apoio à reeleição de Lula e à candidatura de Benedita da Silva ao Senado.

Mas apesar de Siri estar alinhado politicamente com Lula na disputa eleitoral, ele não é candidato de Lula ao governo do Rio. 

O PSOL decidiu apresentar candidatura própria, apesar de Lula ter uma relação eleitoral com Eduardo Paes, do PSD. O partido havia discutido a possibilidade de integrar o projeto de Paes, mas optou por lançar Siri para marcar seu próprio projeto para o estado. 

Em mais de um mês de campanha, candidato teve mais da metade dos compromissos no estado de São Paulo
por
Luiza Passos
Thaís de Matos
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25/09/2026 - 12h

 

A quase uma semana do primeiro turno das eleições, o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) não fez campanha nenhuma vez nas regiões Norte e Nordeste do país. Os dados são mostrados pelo jornal O Globo com base nos comunicados enviados pelas assessorias de imprensa de cada candidato.

O presidenciável foi o que menos circulou pelo país. Caiado visitou somente cinco estados nos primeiros 30 dias de campanha, e 57% dos seus compromissos ficaram concentrados no estado de São Paulo. Ele também circulou por Goiás, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

Na última sexta-feira (18), o candidato participou do programa Café com a Gazeta do Povo, série de entrevistas que o jornal tem realizado no período eleitoral. A entrevista foi marcada pelos temas da crise no STF em meio ao caso Master, da falta de apoio de políticos do PSD à sua candidatura, do combate às bets e da segurança pública.

Já no começo da sabatina, Caiado voltou a criticar as relações suspeitas de ministros do Supremo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, comparou isso às surpresas do chocolate Kinder Ovo e defendeu que o eleitor conheça as investigações antes do primeiro turno. “Solicitei ao presidente do STF que quebrasse o sigilo de tudo, tanto do INSS como do Banco Master, para que a sociedade soubesse quem são os envolvidos. Se o eleitor votar no dia 4 de outubro, não terá como pedir o voto de volta se acabar elegendo um corrupto”.

Em outras entrevistas o goiano já afirmou que pretende indicar quatro mulheres à Suprema Corte, e dessa vez voltou a abordar o tema. Embora não tenha confirmado nenhum nome preferido, ele citou a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, que atuou de 2017 a 2019.“Esse é o perfil de uma mulher que tem compatibilidade de ser ministro do Supremo porque se o ministro Dias Toffoli tivesse aceito a decisão dela como procuradora-geral da República não teríamos o inquérito da fake news. Ela negou a autorização naquela época”, disse Caiado ao citar o inquérito que foi aberto por Toffoli, em 2019, e remetido para o relator Alexandre de Moraes.

O ex-governador respondeu sobre a falta de apoio de parte dos governadores do PSD à sua candidatura à Presidência. Ele atribuiu a posição aos interesses políticos de cada estado e afirmou que o apoio dos governadores não define, por si só, o resultado de uma eleição presidencial. Além disso, ele atribuiu o desconhecimento nacional da sua candidatura à atuação no governo do estado de Goiás. Segundo ele, a exposição como governador ficou concentrada no debate estadual. “Quando você é governador, você não está num debate nacional”. Por outro lado, ele argumentou que o desconhecimento não se repete entre os eleitores que acompanham sua trajetória no estado. 

Em relação às bets, Caiado classificou o vício em apostas como um problema de saúde defendeu uma atuação integrada dos órgãos de fiscalização e segurança para combater plataformas que operam de forma irregular.

“Eu falo como médico: isso é uma doença, é uma ludopatia que está no Código Internacional de Doenças. Se você tem o que eu criarei, que é o Ministério da Segurança Pública, e você tem a Receita Federal junto com o COAF, CVM e a inteligência da Polícia Federal, tudo isso convergindo para um sistema chamado Sentinela, essas informações são cruzadas, você pega cada um desses aí que estão na clandestinidade e interrompe essa jogatina”, disse.

Na área da segurança pública, Ronaldo Caiado destacou o uso de inteligência artificial pelas forças de segurança de Goiás e afirmou que essas ferramentas ajudaram a reduzir os índices de criminalidade no estado. Nesse sentido, ele defende uma ampliação da estratégia no âmbito nacional.

Ao final da entrevista, o candidato respondeu ao “pinga-fogo” do programa, perguntas sobre temas diversos que devem ser respondidas em poucas palavras. Em relação ao voto impresso, disse que “se acrescentar, tudo bem”; se colocou contra às bets, à legalização do aborto e à audiência de custódia. Ele também se pôs a favor da PEC do fim da escala 6x1 e do teto de gastos. Em relação ao impeachment de ministros do STF, disse que “todos que tiverem motivos para sofrer impeachment; isso é constitucional.” Sobre André Mendonça, respondeu que está “resistindo, mas está isolado” e que o ministro “tem o reconhecimento da população brasileira por ter tido a coragem de desnudar. Já em relação à Alexandre de Moraes, voltou a afirmar que seu comportamento não condiz com o cargo ocupado na Corte. Sobre Lula, Caiado disse que é “ladrão do futuro brasileiro”; sobre Jair Bolsonaro, respondeu que “conseguiu unir a direita brasileira, mas não soube governar". Por fim, ele classificou o 8 de janeiro de 2023 como “uma baderna”. Apesar da sua fala, mais de uma vez o candidato já declarou que pretende anistiar os envolvidos no caso, se eleito.

No último sábado (19), Ronaldo Caiado participou de sabatina no SBT Brasil. Durante a entrevista, a jornalista Basília Rodrigues questionou se os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal se tornaram pauta central para os candidatos à Presidência e qual papel o Palácio do Planalto deve desempenhar para conter esses desgastes institucionais. "Todo dia é uma surpresinha que vem, não é? Cada dia uma surpresinha... É deprimente, deplorável. Então, esta crise no Supremo, ela exige que as pessoas reflitam muito sobre em quem votar para a Presidência.", afirmou Caiado, ressaltando que os integrantes da Corte deveriam zelar pelo decoro, pela postura e pela liturgia inerentes ao cargo. Ele defendeu que a autoridade para moralizar as instituições parte de um presidente ficha-limpa e sem envolvimento em escândalos de corrupção.

Como medida concreta de reestruturação, propôs a exigência de idade mínima de 60 anos para a indicação de novos ministros, consulta prévia obrigatória a órgãos de fiscalização e inteligência antes da nomeação, e a imposição de um mandato fixo de 12 anos acompanhado de quarentena, afirmando que a cada dia surge uma nova “surpresa” deprimente que exige reflexão do eleitor sobre em quem votar para o comando do país.

Ao ser questionado sobre as dificuldades enfrentadas para alavancar sua candidatura frente aos índices apresentados nas pesquisas de intenção de voto, Caiado demonstrou otimismo, argumentando que o eleitorado costuma definir e amadurecer a escolha nos últimos dias de campanha, usando como exemplo a alta aprovação de sua gestão no governo de Goiás .

Por fim, em relação à proposta de extinção da reeleição no Poder Executivo, criticou o modelo atual por entender que a busca pelo segundo mandato compromete a independência do gestor. Ele prometeu enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição para vedar a reeleição consecutiva, garantindo foco total em um único mandato de quatro anos, "O presidente da República que pensar na reeleição, ele não governará o país, porque vai tentar fazer acordos para ser reeleito."

Na segunda-feira (21), o ex-governador participou de debate no Flow Podcast. ​No início, Caiado direcionou uma pergunta sobre propostas de segurança pública para Augusto Cury (Avante). O adversário respondeu elogiando a gestão de Caiado em Goiás e afirmou que, em um eventual governo seu, o convidaria para assumir o Ministério da Segurança Pública.

​Em seguida, Romeu Zema (Novo) questionou Caiado sobre quais medidas pretende adotar para reestruturar e mudar a composição do STF. Caiado respondeu que pretende indicar quatro mulheres para a Corte e defender a implementação de novas regras para o tribunal, incluindo a exigência de uma idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros, mandatos por tempo determinado e um período de quarentena.  

​Na sequência, Caiado respondeu a uma pergunta originalmente endereçada a Flávio Bolsonaro (PL), que não compareceu ao evento. Após a exibição de um vídeo, o questionamento abordou o critério que o Senado deve adotar para investigar ministros do STF – se a gravidade dos fatos ou quem foi beneficiado – e se essa regra deveria ser aplicada de forma idêntica tanto em 2019 quanto em 2026. Caiado defendeu que o parâmetro do julgamento de um ministro deve ser estritamente a falta de decoro e o descumprimento dos deveres do cargo, afirmando:

“Ele não pode usar o Supremo como escudo para praticar ilícitos e crimes e poder continuar na posição de ‘intocável’, no sentido de não poder ser atingido como qualquer outro cidadão brasileiro.”

​Caiado declarou que a posição de Flávio Bolsonaro nos vídeos é contraditória, mencionando que o senador é alvo de investigação (no caso Dark Horse). Em seguida, fez a seguinte afirmação:

“Nós estamos em um Brasil, hoje, onde o atual presidente da República, [Lula], e o outro candidato, Flávio [Bolsonaro], estão todos sendo analisados pelo Supremo.” — No entanto, a afirmação é falsa. Ao contrário do que declarou Caiado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é investigado e nem responde a processos no STF. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro é alvo de apuração na Corte relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

No bloco de perguntas externas, Caiado escolheu Augusto Cury para debater e selecionou o tema saúde. A bióloga e influenciadora Mari Krüger questionou sobre a queda na cobertura vacinal e o reaparecimento de doenças anteriormente erradicadas, como o sarampo, perguntando quais medidas concretas seriam adotadas para recuperar os índices de imunização.

​Caiado relembrou os desafios enfrentados durante sua gestão como governador de Goiás, quando o governo federal buscou descredibilizar a vacinação. Na réplica, Cury ressaltou que, por ambos serem médicos, compreendem a urgência do tema, destacando a complexidade dos problemas estruturais da saúde pública no país. Na tréplica, Caiado enfatizou a necessidade de um profundo conhecimento da realidade brasileira e defendeu a regionalização do atendimento à saúde.

​Também focado em perguntas externas, Caiado optou pelo tema de políticas sociais. Nina Magalhães perguntou sobre propostas para combater e punir quem pratica abandono afetivo e financeiro no Brasil.  

​Caiado afirmou que o Estado deve atuar de forma rigorosa para cumprir as determinações judiciais, garantindo que o cidadão seja responsabilizado pelo sustento da mulher e dos filhos. Ele citou como referência de sua gestão os 7 anos do programa Goiás Social, liderado pela primeira-dama, que ofereceu atendimentos integrados e suporte direto às famílias em situação de vulnerabilidade.

No último bloco, Romeu Zema perguntou a Caiado se ele apoia a permanência do Brasil no bloco dos BRICS. Caiado respondeu que, no momento, não romperia acordos internacionais existentes para não gerar prejuízos futuros ao país.

​Posteriormente, Caiado perguntou a Cury sobre os candidatos que registram altos índices de rejeição nas pesquisas, questionando sua visão sobre a permanência deles na disputa. Cury criticou o cenário político atual e afirmou ser absurdo que a população seja induzida a escolher o candidato "menos pior".

Em suas considerações finais, Ronaldo Caiado destacou seus 40 anos de vida pública sem acusações de corrupção, enfatizando os resultados conquistados em Goiás. Ele voltou a questionar a viabilidade das candidaturas com rejeição elevada e defendeu que o eleitorado considere opções baseadas em preparo e histórico de gestão.

No mesmo dia, foi divulgada uma nova pesquisa eleitoral Nexus/BTG para o segundo turno. No cenário da simulação entre Lula e Caiado, ambos pontuam 45%. Na rodada passada, o petista tinha 47% e o goiano, 41%. Ainda nesse recorte, 9% dizem que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 1% não sabem ou não responderam.

Embora a pesquisa mostre um empate no segundo turno, na rede social X o candidato disse que “vence o PT e bota a esquerda pra correr” | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Embora a pesquisa mostre um empate no segundo turno, na rede social X o candidato disse que “vence o PT e bota a esquerda pra correr” | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Na terça-feira (22), Caiado esteve em uma carreata em Morrinhos, cidade a 130 km de Goiânia, acompanhado do candidato à reeleição ao governo de Goiás pelo MDB, Daniel Vilela.

Já na manhã da quarta-feira (23), o candidato visitou a Biblioteca Municipal Mário de Andrade, localizada no centro de São Paulo. Na saída, disse que pretende levar arte para as cidades do interior do país, além de investir em fundos de financiamento de cultura. “Não se tem como você tirar aquilo que é a única condição que tem a cultura de sobreviver. Você não pode matar a cultura, asfixiá-la.”

Ele ainda comentou sobre as mudanças climáticas e seus impactos na economia. Caiado afirmou que pretende buscar parcerias para monitorar os efeitos do aquecimento global e criar estratégias de enfrentamento adaptadas para cada região.

No mesmo dia, os presidenciáveis Ronaldo Caiado e Romeu Zema participaram do debate eleitoral VEJA e VOTE, promovido pelo canal VEJA+TV. O encontro ocorreu na sede da Editora Abril em São Paulo, e foi mediado pela jornalista Marcela Rahal. O candidato Augusto Cury havia confirmado a participação, mas cancelou em razão da morte do conselheiro de campanha Bruno Avelar em um acidente de helicóptero. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro e Renan Santos (Missão) recusaram o convite. 

Em clima amistoso, Caiado e Zema não trocaram ataques entre si e chegaram a elogiar as gestões, um do outro, à frente dos governos de Goiás e Minas Gerais. Boa parte do tempo de fala foi tomado por críticas aos adversários ausentes e ao STF; ambos culparam o presidente Lula pela onda de violência no Brasil e pelo endividamento das famílias, e associaram Flávio Bolsonaro aos escândalos de corrupção na Corte. 

No campo da segurança pública, Caiado reafirmou sua proposta da SULPOL, uma polícia sul-americana integrada, para enfrentamento da criminalidade transnacional, e o uso de sistemas de vigilância e inteligência artificial para rastrear suspeitos de enriquecimento ilícito. Tanto ele quanto Zema se disseram favoráveis a classificar facções criminosas como organizações terroristas e fechar parcerias com os Estados Unidos no campo da segurança pública.

Ainda nessa área, o ex-governador prometeu que iria presencialmente às regiões controladas pelo tráfico. “Eu vou despachar do Complexo do Alemão, no bairro mais violento da Bahia e do Ceará, que é pra mostrar que o Estado não se ajoelha para bandido. Pode ter certeza que eu entrego o que estou prometendo.”

Na saúde pública, o candidato defendeu investimentos em telemedicina nos postos de saúde para auxiliar os médicos da rede pública, e “regionalizar a rede” para aproximar as unidades de atendimento das comunidades onde há mais demanda.

Na manhã da última quinta-feira (24), Caiado caminhou pela Avenida Mangalô, uma das principais de Goiânia, junto com a esposa e candidata ao Senado pelo União Brasil, Gracinha Caiado. À tarde, participou de uma carreata em Senador Canedo, localizado na região metropolitana da capital goiana.

Em sabatina, o candidato ao Senado de São Paulo discute crise no STF e criminalidade no Brasil
por
Catarina Lafetá
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21/09/2026 - 12h

Nesta terça-feira (15), o candidato ao Senado pelo estado de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), participou de uma sabatina promovida pelos canais  Portal TH+ e Novabrasil SP. O deputado debateu questões de segurança pública, a crise no Supremo e reforçou a importância da eleição de senadores alinhados com o governador.

Derrite comentou sobre a situação do Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, está preso  por  um esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e uma rede de intimidação. A Polícia Federal  tem revelado políticos de diversas filiações ligados ao caso. “Ao que me parece, isso não é restrito à um grupo político, à um grupo partidário”, disse, apesar de ter afirmado que acredita que a esquerda será o grupo mais afetado pelo escândalo. 

O candidato mencionou que Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo do Senado em junho deste ano após tornar-se alvo de investigação da Polícia Federal no caso. O inquérito inclui extensos diálogos entre o Senador baiano e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Quando questionado sobre Ciro Nogueira, membro do Partido Progressistas, que recebeu ao menos 6 milhões de Vorcaro entre 2024 e 2025, Derrite declarou que todos que tivessem envolvimento deveriam responder de acordo. Contraditoriamente, o deputado defendeu o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) em maio, após áudio em que Flávio pede  dinheiro, ao banqueiro, dizendo que o apoio financeiro de 61 milhões para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, não afeta sua candidatura, já que o acordo foi feito antes das suspeitas sobre o banco.  

O deputado reforçou que o impeachment de ministros da Suprema Corte (STF) não deveria ser uma pauta eleitoral e trouxe propostas de mudanças para o órgão, como: tempo limitado para mandatos de ministros, idade mínima para o ingresso, que já existe e atualmente é de 35 anos, saber jurídico com critérios objetivos e, em destaque, ausência de vínculos ideológicos partidários anteriores. “Acho que o que a gente precisa é um judiciário que volte a ter a imparcialidade”, reiterou o candidato.

Derrite afirmou que o crime organizado no estado se expandiu nos mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2003 e 2011. O candidato criticou também o governo Lula atual pela recusa da classificação do PCC e do CV como organizações narco-terroristas, como proposto pelo governo estadunidense de Donald Trump. Segundo Derrite, essa classificação significa uma oportunidade para o Brasil, além de “todos os órgãos de inteligência e combate ao narcoterrorismo, ao tráfico internacional de drogas americanos estão à disposição do governo brasileiro”, argumentou ele. 

O candidato defende a aproximação entre os dois países, tanto no setor econômico com o fim da taxação – a qual responsabiliza Lula – quanto no combate ao crime organizado. Ainda alegou que o estado americano não realizaria operações militares no território brasileiro e que não existem precedentes para essa afirmação, com exceção do caso do ex-chefe de estado venezuelano Nicolás Maduro. Em janeiro deste ano, Trump  justificou um ataque militar surpresa na Venezuela como  resposta ao narcoterrorismo e à segurança nacional dos Estados Unidos. A ordem resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cília Flores.

Deputado Guilherme Derrite durante evento na Alesp em março de 2025. Foto: Bruna Sampaio/Carol Jacob/Alesp.
Deputado Guilherme Derrite durante evento na Alesp em março de 2025. Foto: Bruna Sampaio/Carol Jacob/Alesp.

O deputado foi perguntado sobre possíveis soluções para a superlotação em presídios, e afirmou que essa é uma realidade no Brasil, mas não em São Paulo. Um levantamento feito pela CNN em 2025 com base nos dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), concluiu que apenas 14 das 104 penitenciárias do Estado de São Paulo não estão superlotadas. 

Derrite discutiu que é necessário “encarecer o custo do crime” com uma série de alterações legislativas e reconheceu que essa medida inicialmente aumenta a população carcerária. “O criminoso, ele toma uma decisão racional na hora de cometer um crime baseada em custo benefício econômico”, argumentou o candidato.

Sobre um possível risco do fortalecimento de organizações criminosas com o aumento da população carcerária, Derrite relatou que é preciso impedir que qualquer função nessas organizações seja exercida, em especial a liderança, para isso, defende o isolamento dos líderes em presídios federais. Quando questionado sobre se essa medida já é existente, afirmou: “Uma parte sim, outra parte não, por exemplo, uma parte tem direito à visita íntima, e a conversa com advogado no parlatório é livre”. 

Atualmente, presos que representam riscos elevados para a ordem pública e para a segurança do estabelecimento ou à sociedade ou membros de organizações criminosas são frequentemente submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), uma espécie rigorosa de regime privativo da liberdade. Nele, o presidiário é mantido em recolhimento em uma cela individual, há fiscalização de correspondências, entrevistas são monitoradas, com exceção de advogados e visitas quinzenais após os primeiros 6 meses com autorização judicial, essa não é necessária para familiares.

Além disso, o candidato reiterou que é preciso maior retorno de recursos federais para São Paulo, “Eu não quero tirar nenhum centavo de outro estado, mas eu não quero que São Paulo deixe de receber nenhum centavo que paga”, disse ele. Também afirmou que a revisão do pacto federativo, conjunto de normas que trata das relações entre os entes da Federação e organiza a distribuição de receitas tributárias, é obrigação de qualquer candidato ao Senado. 

No dia 17, em entrevista ao Jornal do Cruzeiro,  reiterou pautas sobre  a relação com os Estados Unidos, segurança pública e o STF, também comentou sobre a prevenção de desastres naturais. Em relação à redução dos impactos de deslizamentos e enchentes, defendeu investimentos em planejamentos e obras estruturais e afirmou que, assim como segurança pública e defesa civil, a questão ambiental exige preparação prévia. 

No tópico, o candidato apoiou uma conciliação entre a atividade econômica e a proteção ambiental, citando projetos infraestruturais como a duplicação de rodovias no litoral norte. “Não podemos deixar de gerar desenvolvimento econômico, emprego e renda”, disse ele.

O candidato do PL protagonizou embates com Ricardo Salles e defendeu a revisão do pacto federativo
por
Ingrid Luiza Lacerda
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25/09/2026 - 12h

Nas últimas semanas, a agenda de campanha do candidato ao Senado, André do Prado (PL), foi marcada por uma série de debates com os seus concorrentes promovidos pela Band no dia 9, pelo UOL e Folha de São Paulo no dia 21 e pelo Estadão em parceria com a Faap no dia 23. Além de embates diretos com o adversário Ricardo Salles (Novo) e reforço do alinhamento com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), Prado também detalhou suas propostas voltadas ao combate à criminalidade e à reformulação de regras do Judiciário e do Senado.

No debate da Band, Prado defendeu uma atuação mais dura do Senado em relação ao Judiciário: "Temos que eleger senadores que tenham coragem de chegar no Senado Federal para punir ministros que descumpram suas obrigações constitucionais”, afirmou. 

Sobre segurança pública, o candidato defendeu a redução da maioridade penal e o combate ao crime. Uma de suas principais críticas foi o modelo atual de progressão de regime, o qual permite ao condenado passar do regime fechado para o semiaberto e deste para o aberto enquanto cumpre a pena. Para mudar esse cenário, sua proposta prevê que os condenados cumpram 100% da pena aplicada pela Justiça em regime fechado, impedindo saídas antecipadas sob a justificativa de que a restrição faz o infrator pensar antes de agir e ajuda a reduzir a violência: “Se o bandido é condenado a 30 anos, ele tem que cumprir os 30 anos de pena. Isso já vai ser um endurecimento muito grande com a criminalidade”, afirmou Prado. 

No debate promovido pelo UOL e Folha na segunda-feira (21), Prado acusou Ricardo Salles de ter medo do ministro Alexandre de Moraes - relator de um processo que investiga Salles por uma suposta exploração ilegal de madeira na Amazônia. Segundo Prado, o Ministério Público já teria pedido a absolvição de Salles nesse processo, mas quem decide é Moraes; por isso, na avaliação do candidato do PL, Salles teria evitado assinar um requerimento de CPI que mirava, entre outros agentes públicos, o escritório da esposa do ministro. 

Prado também chamou Salles de "ingrato" por apoiar a candidatura de Romeu Zema (Novo) à presidência em vez de Flávio Bolsonaro, a quem Salles teve apoio durante toda a carreira. Além disso, quando questionado sobre acusações de proximidade com o centrão, Prado ressaltou que responde por seu próprio histórico de 32 anos de vida pública e "ficha limpa", sem nenhum processo em seu nome.

No debate do Estadão em parceria com a FAAP, Prado voltou a defender o impeachment de ministros do STF e criticou diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não pautar os pedidos de impeachment já protocolados na Casa. "Diante a tantos pedidos de impeachment e ele não pautar, isso é realmente um problema seríssimo, porque ele não está correspondendo à expectativa da população que elegeu seus senadores", declarou o candidato. 

Questionado sobre a escala 6x1, Prado afirmou apoiar a redução da jornada de trabalho, mas defendeu que ainda é preciso discutir como o empresário arcará com o custo das quatro horas a menos trabalhadas. “Eu sou a favor que este custo seja absorvido pela desoneração da folha de pagamento, diminuindo impostos”, declarou André.

Fora dos debates, a campanha do candidato enfrentou um revés na Justiça Eleitoral. A juíza Domitila Manssur suspendeu uma de suas propagandas na TV por considerar que a participação de Tarcísio de Freitas na peça ultrapassou o limite de 25% do tempo permitido para apoiadores, previsto na legislação eleitoral. A ação foi movida pela coligação de Fernando Haddad (PT), e a decisão prevê multa de R$ 10 mil a cada reexibição irregular da propaganda, que usava o jingle "André e Tarcísio, Tarcísio e André". A defesa de Prado argumentou que as imagens com governador são inerentes à trajetória dos dois na Alesp, mas a magistrada considerou que a repetição do nome e da imagem do governador configurou participação além do limite legal. 

André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP).
André do Prado (PL) concorre a uma das duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Foto: Rodrigo Costa/Alesp

Prado também estendeu sua campanha política pelo interior do estado: esteve em Presidente Prudente ao lado de Derrite (PP), em um evento que incluiu carreata pelas ruas da cidade, almoço com lideranças e um encontro com mulheres apoiadoras, reunindo prefeitos, deputados e candidatos de toda a região; participou de um encontro de lideranças em Cotia ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos); marcou presença em Ribeirão Pires, no Grande ABC, onde o governador defendeu a construção da Linha 20 do Metrô para a região.

Esteve também em Carapicuíba em um encontro que reuniu o prefeito da cidade, José Roberto, vereadores e lideranças locais. A agenda pelo interior também teve passagem por São Carlos, onde, ao lado de Derrite, Prado defendeu a revisão do pacto federativo, o conjunto de regras que define como a arrecadação de impostos é dividida entre União, estados e municípios, como forma de ampliar o financiamento à segurança pública no estado.