Tradicional cinema de rua sofre despejo e movimento de resistência se inicia nas redes sociais
por
Beatriz Foz
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25/05/2026 - 12h

 

Na quinta-feira, 14 de maio, foi cumprida uma medida de reintegração de posse do anexo Espaço Petrobras de Cinema, estabelecida pela Justiça de São Paulo. Caminhões chegaram no local pela manhã e desativaram as salas 4 e 5 do espaço, e o Café Fellini, anexado ao local, congelou suas atividades. Poltronas e equipamentos foram retirados, além de esvaziado o espaço do café.

O Espaço Petrobras de Cinema é um dos cinemas de rua mais antigos da cidade de São Paulo. O anexo funciona em um casarão da década de 1930 e antes de se tornar um espaço de cinema o imóvel abrigava o Instituto Goethe, que foi um local importante na formação de cineastas brasileiros. Eleito um dos melhores cinemas da cidade, conta com cinco salas de exibição que priorizam produções nacionais, cinema de arte e filmes independentes. O cinema era mantido através de um acordo de patrocínio com a Petrobras, via Lei de Incentivo à Cultura, com o objetivo de fortalecer a exibição do cinema brasileiro e internacional na cidade de São Paulo. 

Anexo ao Espaço Petrobras, o Café Fellini era um dos cafés mais tradicionais da cidade e funcionou por mais de 30 anos junto ao cinema. O café ganhou o prêmio de “Melhor Café e Bomboniere dos Cinemas de São Paulo” pelo Guia Folha por oito anos consecutivos. Na última semana o café fechou as portas. 

A luta pela permanência do local começou em 2022, quando o imóvel foi vendido a uma construtora que tinha a intenção de construir um prédio residencial no local. No mesmo ano, a comunidade de cinéfilos que frequentava o anexo organizou um abaixo assinado defendendo a preservação do cinema. Cerca de 50 mil assinaturas foram conquistadas na primeira campanha e o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo) intitulou o terreno como “Zona Especial de Preservação Cultural”, classificando o anexo como um patrimônio afetivo e cultural da cidade. Tal categorização não impede a demolição, mas obriga a incorporadora a manter o uso cultural do espaço mesmo com a reforma. Na prática, a empresa poderá demolir o espaço, desde que ceda duas salas de cinema e um espaço para o Café Fellini após as obras. 

No entanto, tais mobilizações não foram suficientes para proteger o espaço da batalha judicial. Na última semana, a ordem de reintegração de posse pedida pela Rec Vila 15 Empreendimentos Imobiliários foi cumprida. A incorporadora adquiriu o imóvel da Arteplex, responsável pela operação do cinema.

Um novo abaixo assinado foi criado pelo Café Fellini, reiterando o apelo pela permanência do estabelecimento e do anexo do Espaço Petrobras, já tendo conquistado mais de 90 mil assinaturas. Em um comunicado oficial postado nas redes sociais do café (@cinecafefellini), o estabelecimento agradece o engajamento dos clientes na luta pela permanência e declara que “precisamos defender espaços de convivência abertos para a cidade e para as pessoas”. 

O Espaço Petrobras de Cinema também publicou nas redes uma nota oficial à imprensa, destacando que todas as medidas legais cabíveis para buscar a reversão da situação estão sendo adotadas:  

  • “Seguimos comprometidos com a defesa de uma cidade mais equilibrada, culturalmente rica e voltada às pessoas, às suas formas de convivência e às experiências coletivas que também encontram expressão no cinema de rua.”

Letícia Souza, estudante e ávida frequentadora do Espaço Petrobras de Cinema, lamenta o despejo e o interpreta como uma perda da memória coletiva da cidade de São Paulo: “eu fico muito triste porque cada vez mais a gente vai vendo os cinemas de rua falindo e eu acho que eles fazem parte da memória dos cidadãos de São Paulo”. Letícia destaca que os cinemas de rua encontram dificuldades em se manter ativos com a popularização dos cinemas comerciais. “É difícil competir com algumas redes de cinema que ficam em shoppings como Cinemark, Kinoplex, Cinépolis… quando as pessoas pensam em ir ao cinema elas não pensam mais em ir aos cinemas de rua, mas pensam nesses de shoppings”, acrescenta a estudante. 

A hashtag “#anexofica” foi criada nas redes sociais como forma de protesto contra as medidas jurídicas estabelecidas. Diversos posts destacam a importância cultural do espaço e tratam o despejo como uma forma de descaso com a história da cidade. Outros tradicionais cinemas de rua como o CineSala, localizado em Pinheiros, expressaram seu apoio à luta do anexo através da hashtag. 

 

Publicação da página oficial do CineSala em apoio à permanência do anexo. Reprodução/ (@cinesala).
Publicação da página oficial do CineSala em apoio à permanência do anexo. Reprodução/ (@cinesala). 

As salas 1, 2 e 3 do Espaço Petrobras continuam com a programação usual, porém a direção do espaço ainda tenta a reativação das salas 4 e 5. O café permanece fora de atividade. 

 

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Nova loja de Trading Card Games reúne jogadores e fortalece comunidade geek paulistana
por
Thomas Fernandez
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13/05/2026 - 12h

Prestes a completar um ano de funcionamento, a Akagami se consolidou como uma das novas lojas para praticantes de jogos de cartas colecionáveis (TCG) na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A chegada de um espaço acolhedor, aberto e tranquilo aparece em um cenário de oferta limitada de locais dedicados exclusivamente a esse tipo de jogo.

A Akagami surgiu da vontade de quatro amigos, Mayumi Akamine, Natan Lima, Kevin Higutsi e Alexandre Abraão de construir um projeto voltado à sua paixão, os cards games. Inicialmente, a loja seria somente online, mas com a insistência de Kevin e Alexandre, a loja abriu como box na Galeria Imperial localizada na Liberdade. Após o aumento do aluguel na região, a equipe transferiu a loja para rua Antônio Carlos a região próxima à Paulista e, com o novo espaço, passou a atender de uma forma diferente, oferecendo mais estrutura para os clientes e fortalecendo a proposta de comunidade em torno do card game. A experiência dos sócios como clientes e funcionários de outras lojas influenciou a proposta da Akagami, que buscava criar um ambiente diferente dos modelos tradicionais. 

A inauguração de novas lojas TCG’s costuma mobilizar a comunidade nerd, especialmente em São Paulo, onde o mercado reúne diferentes públicos e modalidades de jogos. Além de fatores como estrutura, torneios e localização, a criação de vínculos entre os clientes influencia na recepção desses espaços. A sócia Mayumi Akamine contou uma das histórias mais marcantes que teve na loja; “Dominique, é um adolescente que veio para aprender a jogar Pokémon, ele era muito tímido, não falava com ninguém. Agora, ele está aqui em toda liga semanal. Ele tem amigos na loja, comprimenta todo mundo”.

Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos.
 Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami
 Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Pasta de cartas para folhear.
Pasta de cartas para folhear. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas.
Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores.
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami.
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami.
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami.
Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT

Mais do que um ponto de venda, a Akagami vem se consolidando como um pilar para a comunidade. Entre partidas, trocas de cartas e conversas que se estendem para além dos jogos, o que se constrói na Akagami não cabe somente nas prateleiras. Em uma região onde antes faltava espaço para jogar, agora sobram histórias.

Avanço dos deepfakes transforma a percepção das imagens nas redes sociais e levanta questionamentos sobre verdade e cultura digital
por
Carolina Nader
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28/04/2026 - 12h

Vídeos capazes de simular discursos e expressões que nunca aconteceram deixaram de ser experimentos tecnológicos para se tornarem uma preocupação crescente no ambiente digital. Produzidos com o uso de Inteligência Artificial (IA), os chamados deepfakes ampliam desafios para a informação pública e acendem alertas sobre a disseminação da desinformação, especialmente em períodos eleitorais.

Mais do que uma inovação técnica, esses materiais circulam em um ambiente digital marcado pela velocidade do compartilhamento e pelo peso das emoções na propagação de informações. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publicado em 2018 na revista Science, mostrou que informações falsas podem se espalhar até seis vezes mais rápido do que conteúdos verdadeiros nas redes sociais, ampliando desafios para jornalistas, pesquisadores e usuários diante da desinformação online.

Em períodos eleitorais, essa dinâmica torna-se ainda mais relevante. Ao navegar pelas redes, eleitores são expostos a publicações virais que, antes mesmo de serem verificadas ou desmentidas, alcançam grande circulação e passam a influenciar percepções sobre candidatos e acontecimentos políticos. Houve casos como o da deputada Tabata Amaral, que teve suas imagens adulteradas com montagens pornográficas em 2024.

De acordo com João Henrique Martins, advogado especialista em Direito Digital e mestre em IA pela PUC-SP, o principal desafio está na diferença de ritmo entre tecnologia e instituições. “Há um problema diagnosticado de que o processo legislativo não acompanha a mesma velocidade com que a tecnologia evolui. Enquanto a desinformação circula em um ritmo exponencial, a lógica processual possui ritmo muito menor.”

Segundo o especialista, a expansão dos deepfakes também está ligada à democratização das ferramentas de inteligência artificial. O que antes exigia conhecimento técnico avançado passou a estar acessível a qualquer pessoa capaz de utilizar plataformas digitais, ampliando significativamente o potencial de criação e disseminação de materiais manipulados durante campanhas eleitorais.

Martins destaca ainda que a legislação eleitoral brasileira já prevê responsabilização para casos de desinformação. De acordo com ele, a punição pode atingir tanto quem produz quanto quem compartilha conteúdos sabidamente falsos, já que o foco da lei está no ato de divulgar informações inverídicas capazes de influenciar o eleitorado. Ainda assim, a velocidade da circulação digital impõe dificuldades práticas para a aplicação das normas existentes.

A rapidez das redes sociais também contribui para o impacto dos deepfakes ao se conectar diretamente às emoções humanas. As plataformas digitais são estruturadas para priorizar publicações que geram reação imediata nos indivíduos. Para o psicanalista João Bosco, “a racionalidade exige tempo e o ambiente digital valoriza a velocidade.”

Além disso, o especialista afirma que conteúdos extremos rompem a sensação de normalidade. Para ele, o ser humano não está apto a viver em um ambiente onde imagens podem mentir. Durante a maior parte da evolução humana, “ver” era sinônimo de acreditar, e a confiança na percepção visual foi fundamental para a sobrevivência. Agora, com a possibilidade de manipulação total das imagens, esse princípio é abalado, gerando um conflito psicológico. “Esse desalinhamento pode causar ansiedade, insegurança e até uma sensação constante de dúvida em relação à realidade”, afirma.

As consequências ultrapassam o campo individual e passam a afetar diretamente as relações sociais e a confiança coletiva, especialmente em contextos eleitorais. O relatório do World Economic Forum de 2024 apontou a desinformação impulsionada por IA como um dos principais riscos globais de curto prazo, destacando o potencial impacto sobre processos democráticos. Segundo João Bosco, quando as pessoas passam a duvidar sistematicamente do que veem, ocorre uma “erosão da confiança perceptiva”. Isso pode levar a dois extremos: acreditar em tudo pela emoção ou não acreditar em nada pelo ceticismo excessivo. No longo prazo, o impacto atinge não apenas a informação, mas a própria construção de sentidos sobre o mundo.

Diante do avanço dos deepfakes, plataformas digitais e autoridades eleitorais têm ampliado medidas de identificação, por meio da exigência de rotulagem de conteúdos gerados artificialmente, monitoramento, remoção de conteúdo irregular e multas eleitorais. Especialistas alertam, porém, que o desafio não é apenas tecnológico. A dificuldade em distinguir o que é real pode gerar cansaço informacional e afastamento do debate público - fenômeno associado ao aumento da apatia política.

Em um cenário em que imagens já não garantem automaticamente a verdade, o pensamento crítico passa a ocupar papel central na construção da confiança pública e no funcionamento da democracia.

Evento DARUA fomenta arte e cultura periférica independente em São Paulo
por
Evandro Tortolani
João Pedro Amador Pinheiro
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09/04/2026 - 12h

O amplo cenário artístico independente, também conhecido como “cena underground”, possui segmentos diversos em suas expressões e manifestações, com simbologias e modos únicos de comunicação com o público. Dentre as múltiplas camadas, há os movimentos artísticos periféricos, com identidade própria e linguagem característica. Porém, a falta de infraestrutura, a desigualdade social e questões culturais são adversidades enfrentadas por esses coletivos artísticos, sendo fatores antagônicos à realização de movimentos culturais do público periférico.

O Evento de Arte e Cultura DARUA, realizado no dia 22 de março dentro da casa de shows Porta Maldita, localizado no bairro paulistano de Pinheiros, apresentou diversos modos de expressões artísticas periféricas em um lugar só, com interação de variados segmentos de arte independente, como desenhos à mão, exposições, música e agricultura. Essa forma de ação coletiva em um bairro nobre da cidade de São Paulo evidencia a força dos movimentos artísticos independentes, mesmo com empecilhos logísticos e socioeconômicos.

A organizadora do evento e artista visual Luísa Moretti (22) em entrevista, afirmou: “Mesmo com muitos festivais underground sendo feitos em Pinheiros, vem muita galera da periferia, que faz o bagulho acontecer. O intuito do DARUA é esse, tirar essa visão elitizada da arte. Aqui hoje muita gente tá expondo a arte pela primeira vez. Se não fosse o DARUA demoraria para acontecer. Mesmo sem verba, abrimos a porta para nós mesmos e fizemos acontecer. O Porta é um lugar que abraça diversos eventos, então por que não fazer um evento como esse? ”

Público do Evento de Arte e Cultura DARUA
Jovens prestigiando o evento DARUA. Foto: Reprodução/ Matheus Cerullo/@daruafest

A artista independente, além de estar na linha de frente da organização do evento, expôs suas produções artísticas, chamadas de “Psicodelia Marginal” , com desenhos feitos à mão. “Tornou-se uma forma de expressar o que eu sinto. Levou um tempo para eu poder me comunicar com o público por meio da minha arte, que eu chamo de psicodelia marginal. É muito difícil para mim me expressar com palavras, então uso esses meios diferentes para me expressar” , pontuou a artífice.

A cena artística independente nas periferias, apesar de possuir uma vasta riqueza cultural, é, de certo modo, negligenciada e invisibilizada na sociedade. Luísa apontou que muitos artistas vêm de regiões periféricas e possuem dificuldades de integração em bairros de alto padrão. Diante disso, para democratizar o acesso à cultura, diversos movimentos culturais são realizados em áreas menos abastadas. “A cena underground na quebrada é muito unida, mas pouco reconhecida. Tem muita feira de arte, casa de cultura...tem muito mais evento cultural na quebrada do que em Pinheiros, mas quem é de fora não fica sabendo. Se não tem como vir até Pinheiros, você faz seu Pinheiros, monta sua cena. Se a galera não abre a porta pra gente, a gente arromba. O DARUA veio pra isso. ”

O radialista e pesquisador Victor Hugo Valente (27) também teceu comentários sobre a importância da cena independente para a cultura periférica. “Eu acredito que buscamos hoje razões pra gente existir, e isso piora muito quando você tem um contingente de pessoas negras e periféricas, que são colocadas à marginalidade. Na minha visão, eu vejo a cena como uma cena de pessoas pobres, é uma cena de pessoas à margem. Então, a cena cria um ambiente confortável para as pessoas serem o que elas verdadeiramente querem ser, e serem entendidas como elas querem ser. eu, como um homem branco, me dou o prazer de não saber o que eu sou. Mas o Lengue, baixista do Nigéria Futebol Clube, pode ter rótulos muito piores do que simplesmente não existir. Que é existir como periférico, como possível bandido. Então, é muito importante ver os caras do Nigéria tocando o que eles acham justo, o que eles acham que é arte e serem ovacionados por pares de pessoas que moram em Guarulhos, Osasco; que estão todas ali, concentradas e olhando. ”

Movimentos independentes com foco em produções periféricas, como o DARUA, evidenciam a importância do uso da arte para visibilizar grupos socialmente marginalizados, que possuem poucas oportunidades de acesso à cultura e lazer. Além disso, o contato com essas eventos pode ser uma forma de conexão com a identidade e representatividade de jovens negligenciados pela sociedade, por serem manifestações artísticas criadas por indivíduos que enfrentam questões sociais parecidas. Esse evento é um exemplo de como a arte independente pode resultar no fortalecimento do sentimento comunitário em regiões pouco requisitadas pela sociedade paulistana.

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Eventos variados, exposições, shows e festivais movimentam os espaços culturais da cidade
por
Victória da Silva
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09/04/2026 - 12h

Após as águas de março fecharem o verão e o outono começar no país, o mês de abril chega com uma vasta programação cultural para os paulistas e visitantes da cidade curtirem. Confira aqui algumas atrações interessantes para visitar na capital paulista:

SP-Arte

A SP-Arte é a maior feira de arte e design do Brasil. O encontro promove conversas e lançamentos editoriais. Nesta edição, o evento promete ter uma exposição sobre árvores, abordar o mobiliário moderno, mostrar o retrato da cena atual do design brasileiro, além de prêmios para artistas e designers.

Quando: De 8 a 12 de abril.

Onde: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera.

Ingressos: Inteira - R$120,00 e Meia Entrada - R$60,00 (+ taxas de conveniência).

Noite das Livrarias

No dia Mundial do Livro, o evento celebra a literatura em várias livrarias espalhadas por São Paulo. A partir das 18h os interessados podem descobrir espaços novos, trocar experiências, fazer oficinas, participar de festas do pijama e ainda, conhecer outros amantes de livros.

Quando: 23 de abril.

Onde: Conferir livrarias participantes no site oficial do evento (https://noitedaslivrarias.com.br/livrarias

Ingressos: Entrada Gratuita.

Cine Minhocão

O festival de cinema ao ar livre no Elevado João Goulart conta com sessões competitivas de 21 curtas-metragens brasileiros e internacionais, com votação do público e premiação.

Quando: De 25 de abril a 3 de maio - Sessões às 18h e 19h.

Onde: Minhocão

Ingressos: Inteira - R$120,00 e Meia Entrada - R$60,00 (+ taxas de conveniência).

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As obras refletem a pluralidade de linguagens que marcaram a arte brasileira na primeira metade do século XX. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Exposições:

Anita e os Modernistas

Com curadoria de Renata Rocco, a exposição conta com um acervo de 23 obras de Anita Malfatti. A mostra retrata o Modernismo no Brasil e também reúne obras de outros artistas modernistas que participaram da Semana de Arte Moderna de 1922, como Di Cavalcanti, Bruno Giorgi, Paulo Rossi Osir, Ismael Nery, Regina Gomide Graz, Alfredo Volpi e Alberto da Veiga Guignard.

Quando: De 6 de abril até 31 de agosto.

Onde: Palácio dos Bandeirantes.

Ingressos: Entrada Gratuita.

Janis Joplin

A mostra trará mais de 300 itens da lendária cantora, compositora e multi-instrumentista norte-americana Janis Joplin, ícone do rock mundial. Dentre os destaques, estão diversas cartas e bilhetes escritos por Janis, fotos de apresentações, além de peças de roupa e adereços da artista.

Quando: A partir de 16 de abril.

Onde: Museu da Imagem e do Som.

Ingressos: Inteira - R$60,00 e Meia Entrada - R$30,00.

Nova Órbita - Nucle1

O centro integrado de artes de quatro andares e dois subsolos foi pensado para promover uma experiência em cada salão. Com exposições em variados espaços, intervenções e um cinema underground, a “Nova Órbita” propõe não apenas uma visita, mas sim uma imersão.

Quando: Até 28 de maio. Quarta à sexta - 12h às 20h. Sábado e domingo - 10h às 18h.

Onde: Nucleum - Rua Muniz de Souza, 809 - Aclimação.

Ingressos: Entrada gratuita.

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Festival Wine&Jazz encanta com a mistura de música e gastronomia. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Festivais:

Wine & Jazz Sessions

O festival de música ao ar livre reúne jazz, gastronomia e vinho em uma experiência diferenciada. Serão dois dias de shows de Jazz e Soul, área gastronômica com a participação de chefs e seus restaurantes, empório artesanal, além de vinícolas e importadoras de vinho consagradas.

Quando: 11 e 12 de abril. 

Onde: Parque Villa-Lobos.

Ingressos: Entrada gratuita. Para participar do Wine&Jazz nas alturas (na Roda Rico) os preços variam entre R$60,00 e R$120,00.

Gop Tun Festival 2026

O festival acontece em um final de semana inteiro e celebra a cidade de São Paulo unindo artistas da música eletrônica alternativa. Em sua 5ª edição, o público poderá prestigiar a line-up que conta com Jayda G, Optimo (Espacio), Mount Kimbie Dj, Yu Su, Chaos In The Cbd, Moxie, Omoloko, Brenda & Maria Manuela, Sherelle e Aerobica.

Quando: 11 e 12 de abril 

Programação diurna: 13h às 22h30

Programação noturna: 21h30 às 6h em espaço exclusivo.

Onde: Complexo do Pacaembu

Ingressos: Variam entre R$280,00 e R$550,00.

Shows:

Marina Sena - Coisas Naturais

A artista Marina Sena retorna à São Paulo com um novo capítulo da era "Coisas Naturais”, para um show atualizado e repaginado. Entre o setlist da apresentação, está a faixa "Carnaval" que atravessou a estação e se tornou um dos hits mais tocados de fevereiro.

Quando: 17 de abril.

Onde: Espaço Unimed.

Ingressos: A partir de R$130,00.

Jackson Wang - MAGICMAN 2 WORLD TOUR

Jackson Wang, que é integrante do grupo de kpop Got7, retorna para um show em São Paulo e outro show de estreia no Rio de Janeiro, promovendo a turnê “MAGICMAN 2 WORLD TOUR”. Os shows são aguardados pelos fãs que desejam apreciar pessoalmente o alter ego “Magic Man”, criado para expressar a versão mais autêntica do artista.

Quando: 23 de abril.

Onde: Suhai Music Hall.

Ingressos: Variam entre R$470,00 e R$980,00.

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Nova tecnologia promete trazer mudanças significativas para os console de jogos
por
Pedro Alcantara da Silva Neto
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15/11/2021 - 12h

Por Pedro Alcântara da Silva Neto

Uma nova geração de consoles sempre chega causando muito impacto e expectativa nos gamers. Além da resolução, evoluções sonoras e gráficos mais reais, novas tecnologias começam a ser lançadas prometendo melhorias. 

A empresa americana EA Sports, foi a responsável pela criação de uma nova tecnologia chamada Hypermotion, que está presente no novo jogo de futebol da empresa, o FIFA 22. Essa tecnologia é responsável pela captação dos movimentos dos atletas e tornou a gameplay, as animações e as movimentações em algo mais realista.

Antigamente, os atletas iam até um estúdio para a empresa realizar as capturas de movimento individualmente. Agora, essa captura é feita com 22 jogadores jogando uma partida.

O fato da captação ser realizada apenas uma vez é ótimo, pois, além dos movimentos, serem mais naturais, acaba se criando uma relação entre o jogador e a equipe. Vale lembrar que, a captação única, possibilitou a captação de movimentações táticas e de disputas de bola inéditas. 

A inteligência artificial tática, gerou uma inteligência bem maior dos jogadores, possibilitando um número de decisões por segundo seis vezes maior. 

O Hypermotion é muito recente, porém já tem uma aprovação gigantesca entre os gamers que o já testaram. Henrique Simonato, é um programador de jogos apaixonado por FIFA, que ficou muito contente com a nova tecnologia: 

“O Hypermotion é o futuro dos jogos de esporte! O FIFA 22 é um dos melhores dos últimos anos em todos os quesitos. Parece que deixou de ser um simulador e virou uma partida de verdade. O jogo deixa a gente criar situações com desfechos diferentes. Dribles novos, gols de longe e de bola desviada, faltas mais realistas… Sinto que era isso que faltava”

Ele ainda comenta que provavelmente outros jogos irão aderir à tecnologia:

“Além de estar muito realista, a gameplay me agrada muito. Eu não duvido nada os outros jogos da EA usarem isso… Provavelmente iremos ter essas melhorias nos outros jogos. Imagina o NBA e o NFL assim? Seria um espetáculo.”

Vale lembrar que essa tecnologia só é disponível para os consoles da nova geração (PS5 e XBOX Series X). Então, apesar de ter uma avaliação boa, ela não foi de todo público.

Até o momento, o Hypermotion está bem, mas, só vamos realmente saber se foi um sucesso em setembro de 2023, quando lançar o novo FIFA. O fato é que, essa tecnologia é uma virada de chave, não só para o jogo, mas para os games de esporte em geral.

Os jogos de esportes vivem de atualizações. Como são baseados em temporadas, as empresas sempre estão prontas para trazer inovações, já que possuem um público muito fiel que garante, no mínimo um jogo por ano.
 

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Tudo começa no final dos anos 50, e hoje não precisamos nem apertar um interruptor apenas precisamos pedir.
por
Renan Silva de Mello
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11/11/2021 - 12h

Por Renan Silva de Mello

Em 1956, dois Cientistas da Universidade Carnegie Mellon chamados, Herbert Simon e Allen Newell, criaram o primeiro laboratório de I.A (inteligência artificial). Os dois cientistas iniciaram o projeto com o objetivo de inventar novas criações. No ano 1959, McCarty e Marvin Minsky que iniciaram o MIT A.I. Lab. A inteligência artificial funciona como um banco de dados digitais e com algoritmos inteligentes, dessa forma ela pode ler padrões e interpretar conhecimentos, e assim aprender coisas novas, esse processo de aprendizagem se chama "machine learning".

Com o passar dos anos e com os avanços tecnológicos as I.As. se tornaram portáteis, as assistentes virtuais dos Smartphones, são exemplos da tecnologia que é levada dentro dos celulares atuais, as mais populares são; Google assistente que é encontrado nos celulares com os sistemas operacionais Android, e a Siri que pertence a Apple, e está nos seus aparelhos. Essas assistentes tem como função ajudar os usuários com buscas, ações nos Apps e no celular. Esse exemplo é o mais comum dentro da sociedade, mas existem outros exemplos de uso, como o da Alibaba. Eles utilizam o I.A. para recomendar produtos para os clientes comprarem, coletam os dados das últimas compras e tentam "prever" os desejos de compra dos consumidores.

Essa tecnologia tem algumas vantagens, mas como a maioria ela também possui desvantagens. Algumas das vantagens são; redução de falhas, otimização de processos e auxilio para escolhas nas empresas. Essa ajuda pode gerar aumento de lucro para a empresa, com a diminuição de tempo no processo de criação dos produtos que gera uma entrega mais rápida e com uma qualidade melhor para os clientes. As desvantagens da inteligência artificial são poucas, dentro delas a ética duvidosa e o aumento de desemprego. A parte ética é delicada porque a I.A. trabalha com armazenamento de dados digitais, e como no caso da Alibaba que guarda as informações das compras e desejos dos clientes. E o desemprego aumenta porque desde o início o objetivo dessa criação é poder exercer ações que pessoas podem fazer.

A cada ano que passa o número de I.As aumentam, o último sucesso com essa tecnologia foi a da Amazon com a Alexa e ainda tem muitas outras a caminho. Carla Ricchetti, official de Investimentos da International Finance Corporation (IFC), em entrevista a plataforma melhor RH, disse “Estamos na era da inteligência artificial e do machine learning e esse é um caminho sem volta”. O rumo que pegamos nos aponta para um futuro onde as I.As de filmes como "Homem de ferro" se tornaram uma realidade para nós, e já podemos ver isso com a Alexa que pode ter várias ações dentro de uma casa apenas com o comando de voz.

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Home office veio pra ficar, ou deixará de ser considerado num cenário sem covid?
por
Gabriella Maya
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10/11/2021 - 12h

Por Gabriella Maya

Com a pandemia seguida da quarentena, o home office que antes tinha um espaço pequeno no Brasil, hoje já é visto como situação permanente em muitas empresas. E tanto entidades, quanto colaboradores, se adaptaram 'obrigatoriamente' a sair do ambiente do escritório e se descobriram produzindo satisfatoriamente dentro de duas próprias casas.  

A pandemia fez com que as corporações revisassem suas políticas de trabalho, e essa mudança tem provocado transformações no espaço físico das empresas, já que muitas companhias migraram seus escritórios para espaços menores e que mantenham a maior parte dos colaboradores atuando à distância. Os espaços de trabalho estão muito mais tecnológicos, fomos pegos de surpresa e nos acostumamos a trabalhar de casa, já que o que pensávamos que duraria semanas, estendeu-se em mais de um ano.  

Contudo, o trabalho remoto tem suas vantagens e desafios. O conforto e a maior flexibilidade para organizar horários se juntam com as maiores chances de ruídos de comunicação, falta de motivação e menos oportunidades para criatividade, inovação e espontaneidade. 

Para a reportagem, foram entrevistadas quatro pessoas: dois funcionários, um gerente comercial e um empresário, para que nos contassem suas  visões sobre o dia a dia no escritório, e agora, fora dele. De início, foram feitas perguntas aos dois funcionários, que trabalham e estudam em casa desde o início da pandemia, em março de 2020.  

A primeira, Giovanna Guedes, 19, é atendente de telemarketing na empresa Next Orbitall, e diz que rende mais estando no escritório, porém prefere o trabalho em casa. Ao ser questionada sobre sua resposta, a atendente diz: 'Do escritório sinto apenas falta dos amigos e da interação, mas com certeza rendo muito menos que no escritório. Acabo me distraindo com outras coisas e acaba não fluindo como fluía quando meu supervisor estava por perto.” 

Vinicius Simões, 19, é analista de SAC na empresa Atento, e diz que trabalhar em casa está sendo mais produtivo, “Além de poder produzir com muito mais calma, consigo ter mais flexibilidade com as tarefas do dia, e também otimizar o tempo. Por exemplo: não preciso acordar horas antes do expediente, sair de casa e pegar ônibus e metrô lotados, e com isso tenho mais tempo para cumprir outras responsabilidades. Outra questão é a comunicação com a equipe, por mais que todos estejam longes um dos outros, estamos sempre conversando e passamos o dia em uma sala online de voz onde todos conseguem se ajudar e produzir juntos”, explica. 

Apesar dos desafios, os grandes empresários perceberam que dá sim para lucrar com seus funcionários dentro de casa. Conversamos com o dono da empresa Dr. Cred, Ricardo Guimarães, 20, para que nos contasse sua opinião sobre o home office, “Minha opinião varia dependendo da forma de implantação do sistema, com quais ferramentas você vai fazer o controle dessas pessoas e etc. O jeito que as coisas aconteceram foi muito repentino e não tivemos tempo hábil para uma implantação mais gradativa e com isso eu senti que muitas pessoas não se adaptaram bem a esse modelo, o que fez com que produzissem menos. Acredito que dentro de casa os desvios de foco são mais frequentes do que no escritório em si.”, explica o empresário. 

Guimarães afirma que depois que a pandemia acabar, muito provavelmente sua empresa irá adotar um modelo híbrido, com opção de escolha entre trabalhar certo período em casa e outro no escritório, “Não acredito que a forma 100% remota seja o caminho, porém não é necessário aos funcionários estarem no escritório todos os dias. Um bom suporte quando a pessoa estiver trabalhando em casa aliado a motivação para querer vir trabalhar no escritório, seria o ideal.”, acrescenta. 

Sobre as mudanças feitas para se adaptar a pandemia, Ricardo conta que ampliou os canais de vendas que antigamente era somente via telemarketing, e hoje trabalha com vendas via WhatsApp e com marketing digital, "Grupos de WhatsApp são ótimos para acompanhamentos de vendas, reuniões diárias de feedback, e para implantar um sistema de gestão remota”, finaliza. 

Júlio César Galindo, 45, é Gerente Comercial na empresa Armati Óculos de Segurança Graduado, e contou ter realizado diversas mudanças para sobreviver e se adaptar a quarentena: “Tive o faturamento reduzido em 30% nos 3 primeiros meses, mas com ajustes, hoje já recuperamos e crescemos em mais de 60% do período pré pandemia.” Sobre as readaptações feitas, César diz que no início do período de quarentena a empresa reduziu as visitas aos clientes a quase zero, e só em julho de 2021 puderam retornar.  “Criamos o canal de venda pelo WhatsApp para pessoa física, público que antes não era nosso foco. E com a dificuldade de agendar consulta médica devido a muitos médicos estarem no combate a COVID, criamos o atendimento In Company aonde vamos nas empresas realizar o exame de vista com todos os protocolos de segurança, sem aglomeração, e sem a necessidade do colaborador se deslocar pela cidade se colocando em risco.”, complementa. Sobre o trabalho remoto, Júlio conta que sua empresa não adotou, e todos se mantiveram no escritório durante este período. 

O trabalho remoto veio para ficar, isso é fato! A tendência do pós-pandemia é de que muitas empresas não voltem ao modelo 100% presencial de antes, já que muitos funcionários não querem mais aquela rotina todos os dias da semana. Segundo uma pesquisa feita pelo LiveCareer nos Estados Unidos, 29% dos profissionais ouvidos afirmaram que não querem de forma alguma serem forçados a retornar ao trabalho presencial de forma integral ao final da pandemia. A previsão é de que a maioria dos funcionários voltem ao escritório em 2022, mas muitas empresas já estão buscando adotar um modelo híbrido na jornada mensal de trabalho, o que muitos parecem aprovar. 

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Da Esgrima ao futebol, entenda como os esportes caminham lado a lado com a tecnologia
por
Pedro Alcantara da Silva Neto
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10/11/2021 - 12h

Por Pedro Alcantara da Silva Neto

Que a tecnologia está envolvida no esporte não é novidade! Mas você já parou para pensar o quanto isso influência para o crescimento das modalidades e dos atletas? 

O universo esportivo é um lugar que conta sempre com avanços tecnológicos. A cada ano que passa, as modalidades e os atletas são mais exigidos. E com isso, precisam de ajustes para ajudar a melhorar o desempenho. Esses ajustes vem através de técnicas, acessórios e objetos feitos exclusivamente para as modalidades, além dos dados e estatísticas fornecidas.

A esgrima, por exemplo, é de longe um dos esportes mais avançados no uso de tecnologia. Começando pelas espadas dos atletas que tem um sensor na ponta indicando quando o adversário foi atingido. Esses sensores são extremamente importantes, já que eles decretam a pontuação. As roupas dos atletas contém uma malha de fios elétricos, que permitem saber se ele sofreu o golpe.

Vale lembrar que esses sensores são conectados em rede WI-FI, possibilitando os atletas a treinarem, e praticarem sem a malha, tendo mais liberdade e eficácia para realizar os movimentos.

O campeão paralímpico de esgrima, Jovane Guissone diz que: “Por causa da tecnologia a esgrima hoje é um dos esportes mais seguros, as empresas que fabricam como a Allstar sempre buscam melhorar a tecnologia dos tecidos que são feitas as roupas e lâminas, para assim melhorar o conforto, segurança e também o desempenho do atleta.” 

Foto de Jovane Guissone do site Rede do Esporte
Atleta Jovane Guissone, durante os Jogos Paralímpicos de 2020, em Tóquio

O atleta, que foi medalhista nas olimpíadas de Londres (2012) e Tóquio (2020) afirma:  “Acredito que a esgrima está em constante evolução como esporte, e a tecnologia acompanha está evolução. Neste período, por exemplo, as roupas se tornaram mais flexíveis e leves, sem perder a segurança. Existem diferentes componentes sendo criados todo o tempo, buscando sempre melhorar seu peso ou durabilidade”, completa

Jovane ainda cita a importância da tecnologia para os atletas paralímpicos:

“Ela auxilia os atletas desde seu treinamento até o desenvolvimento de próteses, que possibilitam os atletas a poderem competir adaptando as armas de acordo com a limitação do atleta.” Mudando de modalidade, podemos pensar na natação, onde os atletas contam com câmeras instaladas no fundo da piscina, que servem para analisar os movimentos, gerando uma possível correção nas falhas cometidas. Além de melhorar o desempenho do nadador, o prepara para campeonatos. 

Vale ressaltar os sistemas de chegada milimétricos, que dão resultados assertivos, ajudando os árbitros a ver quem ganhou a prova.

Ainda sobre o meio aquático, podemos falar sobre o nado sincronizado. Que além das câmeras, conta com caixas de som nas piscinas, para que os atletas possam ouvir a música e realizar as movimentações. Isso sem contar os maiôs com proteção térmica, que quebram o atrito e facilitam os movimentos. 

Seja individualmente, ou coletivamente, a tecnologia sempre caminhará com o esporte.

E isso não seria diferente com o futebol. No esporte mais visto do país, os jogadores usam coletes com GPS que medem as distâncias percorridas, intensidade e o deslocamento nos jogos e treinos. 

Esses equipamentos são indispensáveis atualmente, já que, além de detectar a possibilidade de problemas físicos, eles ajudam os preparadores a passarem treinos individuais, conforme o que precisam melhorar.

Esses avanços não trazem só melhoras para os atletas, mas também trazem para a modalidade. Outro ponto que vale ser destacado, é o uso do Árbitro de Vídeo (VAR), que é uma ferramenta que serve para decretar os lances que devem ser corrigidos. Esse dispositivo é comandado por árbitros assistentes, e foi revolucionário no futebol. Apesar de seu uso ser muito discutido no Brasil, em outros países é um sucesso.

Enquanto a tecnologia evoluir, certamente o esporte evoluirá, assim, sempre gerando novos recordes, expectativas e conforto para os atletas.

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Estudantes que pensavam em seguir carreira acadêmica agora precisam buscar novas opções
por
Eleonora Marques
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09/11/2021 - 12h

Por Eleonora de Almeida Marques

No início de outubro, o Ministério da Ciência e Tecnologia teve sua verba quase zerada. A pasta - que vem passando por cortes importantes em seu orçamento nos últimos anos - já estava em situação crítica mesmo antes dessa decisão. 

O valor dos repasses para o Ministério atingiram seu ápice durante o governo Dilma, no ano de 2015. Na ocasião, o orçamento disponível para financiar a ciência brasileira era de R$15,1 bilhões.  

De lá para cá, pesquisadores, universidades e toda a gama de profissionais da ciência precisaram se adaptar a um orçamento muito menor: antes dos cortes do último mês, o Ministério da Ciência e Tecnologia já tinha orçamento inferior a R$1 bilhão, ou seja, um quinto do encontrado em 2015. Hoje, não chega nem a R$ 100 milhões. 

O enxugamento da verba impossibilita a conclusão de pesquisas e o avanço científico do país, além de impactar pessoalmente a vida dos cientistas. 

Para Clara Andrade, mestranda de 24 anos, o valor pago na bolsa de mestrado foi crucial para que ela decidisse seus caminhos profissionais. “Quando entrei na faculdade, meu objetivo era me dedicar somente à vida acadêmica. Mas nunca ‘rolou’, o valor da bolsa de mestrado é muito baixo pra trabalhar só com isso”, diz. 

Hoje, Clara trabalha em uma multinacional farmacêutica em período integral e se dedica ao mestrado durante a noite e nos finais de semana. Para ela, o fato de ter um emprego “das 9 às 6”, prejudica bastante seu desempenho no mestrado e quanto ela consegue avançar na pesquisa. 

Para além desses impactos, o baixo orçamento do Ministério da Ciência também colabora com o fenômeno da “fuga de cérebros”. Segundo dados da Receita Federal, o número de brasileiros a migrar para o exterior passou de 8.170 por ano em 2011 para 23.271 em 2018, um crescimento de 184%. 

A pesquisadora Ana Maria Carneiro, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) falou - em reportagem para a BBC - 

 De acordo com o geólogo Atlas Correa Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em entrevista para a BBC, "é um dreno geral", que inclui desde doutores mais antigos a candidatos ao mestrado e também ao doutorado. Não se trata apenas de pessoas indo para realizar um curso, uma especialização ou realizar um projeto de pesquisa.

"Quem tem possibilidade está indo, mesmo sem manter a ocupação de cientista. Esse movimento não se restringe à área tecnológica e também afeta as ciências sociais. Aliás, se eu pudesse, se tivesse condições financeiras e sociais adequadas, iria embora também.", diz. 

Esse cenário faz com que o Brasil tenha um número baixo de doutores a cada 100 mil habitantes. Enquanto por aqui eles são 7,6 a cada 100 mil, em alguns países da Europa, como Portugal e Alemanha, se aproximam dos 40. 

O número de doutores na população é apenas um sintoma de um problema muito mais grandioso: o atraso no desenvolvimento científico do País. 
 

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