Os jovens da Geração Z, nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010, estão assumindo o protagonismo das próprias decisões financeiras. Inseridos desde cedo no ambiente digital, eles possuem acesso facilitado a plataformas de investimento, conteúdos educativos e influenciadores que abordam o tema de forma direta. Ainda assim, a entrada desse público no universo das finanças ocorre em meio a desafios diários, como renda inicial reduzida, relações de trabalho mais instáveis e aumento do custo de vida, o que levanta dúvidas sobre sua capacidade de poupar e investir no mundo atual. “Como não sabemos o que vai acontecer no futuro, prefiro guardar meu dinheiro e sempre ter uma reserva de emergência”, diz o estudante Daniel Miyazaki, de 20 anos. “Sempre tento depositar 50% ou mais do meu salário em investimentos mensais”, afirma.
Segundo a pesquisa Latam Pulse, realizada pelo AtlasIntel em parceria com a Bloomberg no final de 2025, 55% dos jovens nascidos entre 1995 e 2009 se dizem pessimistas em relação às suas finanças nos próximos anos, sendo 37% muito pessimistas e 18% um pouco pessimistas. Por outro lado, uma parcela menor mantém uma visão positiva: 14% se consideram muito otimistas, enquanto 23% estão um pouco otimistas e 8% se declaram neutros. O estudo reforça o sentimento de incerteza econômica entre os mais jovens.
Ao mesmo tempo, produtos como fundos de investimento de fácil acesso e criptomoedas também ganham espaço, impulsionados pela popularização nas redes sociais e pela promessa de maior rentabilidade. Esse movimento está diretamente ligado às transformações no sistema financeiro e à familiaridade digital dessa geração. Para Rodolfo Viana, formado em ciências econômicas pela PUC-SP e professor na universidade São Judas e no Dieese, o cenário atual favorece o acesso dos mais jovens ao mercado financeiro. “Novas formas de organizações das empresas financeiras, bancos mais modernos, descentralizados. Eles crescem justamente já aprendendo a mexer com essas ferramentas”, afirma. Segundo ele, esse contexto contribui para que a geração Z tenha mais facilidade para investir do que as anteriores.
Apesar dessa facilidade, o especialista alerta para riscos importantes no comportamento dos jovens investidores. Um dos principais erros, segundo Viana, é buscar orientação em fontes pouco confiáveis. Ele afirma que muitos acabam ouvindo influenciadores sem qualificação adequada para tratar do tema, o que pode levar a decisões equivocadas. “Começar investimentos em produtos financeiros que têm muito risco, porque prometem um retorno muito grande, mas sem avaliar esses devidos riscos, pode ser um erro muito grande”, diz o economista.
Na prática, o cotidiano financeiro da Geração Z ainda é marcado por tentativas de organização e adaptação. Muitos jovens buscam equilibrar gastos imediatos com algum nível de planejamento, mas esbarram em dificuldades para manter regularidade financeira. “Percebi que a poupança não rendia muito, pensava ser o lugar mais seguro, e depois de pesquisar, troquei pelo CDB”, afirma Miyazaki.
A informalidade no trabalho, a oscilação de renda e a pressão do consumo, muito estimulada no ambiente digital, impactam diretamente também na capacidade de poupança. Ao mesmo tempo, há uma preocupação crescente com independência financeira, o que motiva a busca por alternativas de investimento, mesmo que em valores iniciais baixos.
Viana também destaca que o acesso ao mercado financeiro não é uniforme entre os jovens brasileiros e reflete desigualdades estruturais. Segundo ele, as facilidades de investimento se concentram nas classes mais altas, que possuem maior capacidade de poupar. Já entre jovens das classes C, D e E, a realidade é distinta: muitos estão fora desse universo não apenas por falta de informação, mas principalmente pela dificuldade de fechar o orçamento mensal.
Todos os anos no feriado de Páscoa, os brasileiros se animam com os novos ovos de chocolate. Sejam os industrializados ou artesanais, dificilmente a data passa sem que seja adquirido ou ovo, feito em casa ou comprado. A expectativa do comércio varejista é de 10% no aumento das vendas em razão do comportamento brasileiro inclinado à presentear em datas comemorativas neste ano.
No entanto, a recente crise no mercado do cacau em anos anteriores ainda impactam os valores do chocolate nas prateleiras. De acordo com a analista da StoneX, Lucca Bezzon para o G1, mesmo com a queda do preço do cacau no campo, o ingrediente utilizado na fabricação dos produtos de páscoa foi comprado durante o auge da crise, momento em que os valores batiam recordes de aumento. Estes produtos mais consumidos na época do feriado foram impactados com cerca de 50% de variação de preço em 5 anos.

O destaque de aumento vai para o chocolate em barra e bombom, que sofreram alterações de quase 25% nos preços. As mudanças são sentidas principalmente pelos pequenos empresários, que anualmente precisam se adaptar para produzirem de forma lucrativa. Isabella Martins, proprietária da confeitaria Doce Apetite, em Osvaldo Cruz (SP), diz ter tido que mudar os valores de seus produtos em razão da alta do chocolate. “Tiveram produtos que a gente teve que diminuir um pouco nossa margem de lucro para passar um preço melhor para o nosso cliente” disse Isabella, que produz ovos de páscoa para venda há 6 anos.
Mas mesmo com as dificuldades de lidar com as mudanças de preço, as tendências para a data comemorativa continuam surgindo. Algumas delas são: ovos em fatias, barras recheadas, mini ovos e kits degustação, sabores de ovos inusitados – que vão desde o bolo de coco gelado até pistache estilo Dubai, entre outras.

Para os produtores, o otimismo é justificado pelos números. Segundo uma pesquisa realizada pela Harald, marca de chocolates e coberturas, focada no mercado profissional, o período pode representar até 40% da receita anual para a maioria dos confeiteiros, sendo a principal comemoração do ano para mais de 65% desses empreendedores. Esse dado conversa diretamente com o levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, que aponta que 65% dos brasileiros pretendem comprar presentes este ano — um crescimento de 4,2 milhões de novos consumidores no mercado. Embora a indústria ainda detenha 56% da preferência, o setor artesanal já conquistou 40% das intenções de compra. O que explica essa transição para o feito à mão é a busca por maior qualidade e personalização. O gasto médio previsto é de R$253.
A tendência do ovo em fatia é a mais forte. Viralizada nas redes sociais, como Tik Tok e Instagram, a proposta apresenta um ovo de chocolate dividido em até seis pedaços, cada um com um recheio diferente, apelando para o visual “instagramável” e a variedade de sabores. O que começou no ambiente artesanal rapidamente foi absorvido pela indústria: a Cacau Show lançou nesta semana uma edição limitada de 360g que combina três sabores da linha Dreams. O produto custa R$119,99 para clientes participantes do clube de fidelidade da marca.O movimento mostra que as grandes marcas estão atentas à agilidade dos pequenos confeiteiros em criar novos formatos.

Apesar da Páscoa ser celebrada em abril, para quem produz, o calendário começa muito antes. Como explica Isabella: "normalmente em janeiro, já começamos a estudar a questão dos insumos, forminhas etc, para já ir se preparando melhor e conseguir preços mais acessíveis”. No ano passado, por conta de uma mudança de espaço, a empreendedora registrou um faturamento de R$6 mil. Com um tíquete médio que varia entre R$40 e R$60 por cliente, o faturamento semanal gira em torno de mil reais.
Este ano, ela apostou na tendência do ovo em fatia: “a gente apostou por ser uma novidade muito boa”. Sendo assim, os produtos da loja variam de R$12 (mini ovinhos e coelhinhos) a R$130 (ovo em fatia). Mesmo com a diferença de preços, o fator decisivo para o cliente do setor artesanal vai além do valor na etiqueta. Segundo a confeiteira, há uma mudança na mentalidade: “Os clientes consideram muito o valor na questão da compra, mas eles também priorizam um pouco a experiência”.
O Brasil passou por uma queda de 0,07% na inflação, em outubro de 2025, menor patamar em 27 anos para o mês. Porém, a queda da inflação não necessariamente é sinônimo de preços mais baratos, apesar desse mini desacelero, o bolso do brasileiro ainda pesa. Embora os índices mostrem que os preços estão subindo em um ritmo mais lento, isso não significa que eles estejam diminuindo. Pelo contrário: os preços continuam aumentando e, em muitos casos, permanecem em níveis elevados após anos consecutivos de inflação significativa.
Para entender essa dinâmica, é importante lembrar que a inflação mede a variação dos preços ao longo do tempo, e não o seu nível absoluto. Um dos fatores que explica essa percepção está na forma como a inflação é medida. O IBGE realiza a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), que identifica o que as pessoas compram e define, a partir disso, quais itens compõem a cesta usada para calcular a variação dos preços. O problema é que essa pesquisa não é atualizada há algum tempo, o que faz com que a cesta inclua produtos que os brasileiros já não consomem mais, cujos preços estão em queda e deixam de fora itens que passaram a fazer parte do consumo cotidiano. Atualizar esse índice, para que ele reflita melhor a realidade do consumo da população, é, portanto, um passo essencial para aproximar a inflação oficial da inflação sentida no dia a dia.
Esse efeito acumulado é especialmente visível em itens essenciais, como alimentação, transporte, moradia e saúde. Mesmo quando há períodos de desaceleração ou até pequenas quedas pontuais, os preços dificilmente retornam aos patamares anteriores. Assim, o custo de vida permanece elevado, exigindo uma parcela cada vez maior da renda das famílias para cobrir despesas básicas. Para as classes de menor renda, esse cenário é ainda mais crítico, já que a maior parte do orçamento é destinada ao consumo de bens e serviços essenciais.
A economista e professora da PUC-SP, Cristina Helena Pinto de Mello. comenta sobre o peso desses custos. “Alimentação também pesa, mas você consegue substituir trocar o alimento, muda o consumo. Já moradia e transporte não têm como substituir. Você precisa ir trabalhar, precisa morar.”
“Para famílias mais ricas, a habitação pesa menos porque elas têm imóvel. Mas para quem aluga, é uma despesa muito grande. E, olhando para as classes mais pobres, isso é ainda mais sensível. A gente está falando de uma população com renda muito baixa. Às vezes mil reais por mês. Isso dá cerca de 250 reais por semana para tudo: morar, se transportar, vestir e comer. É muito difícil.” conclui
Outro aspecto importante é a discrepância entre a elevação dos preços e o crescimento da renda das pessoas. Apesar de o salário mínimo e outras fontes de receita poderem passar por ajustes regulares, esses aumentos não necessariamente refletem o verdadeiro custo de vida. Na realidade, isso implica que o poder aquisitivo do cidadão brasileiro permanece restrito. Mesmo quando há um aumento nominal, ou seja, um acréscimo na quantia recebida, tal aumento pode ser compensado pelo aumento de preços de bens e serviços essenciais. Como consequência, muitas famílias são obrigadas a mudar seus padrões de consumo, diminuir despesas ou até renunciar a produtos que consideram básicos.
A impressão de que "tudo ainda é muito caro" é também amplificada por elementos subjetivos, como a regularidade de certos gastos. Despesas realizadas frequentemente, como alimentação e transporte, influenciam mais a visão da inflação do que gastos menos recorrentes. Portanto, mesmo com alguns produtos apresentando preços mais baixos, o consumidor tende a notar com mais clareza aqueles que seguem com elevações, especialmente em sua rotina. Essa percepção se conecta a uma expectativa de qualidade de vida que não se concretiza. As pessoas não fazem comparações de preços com outros países, mas idealizam um nível de consumo que não conseguem alcançar e é essa discrepância entre o que desejam e o que é viável que intensifica a sensação de que o custo de vida segue elevado.
“Então por que o brasileiro tem essa percepção de que tudo é tão caro? Acho que tem a ver com expectativa de qualidade de vida que não se realiza. As pessoas não comparam com outros países, mas idealizam um padrão de consumo que não conseguem atingir. Não ter uma racionalidade de olhar e falar: pera, o ovo no Brasil é mais barato do que no resto do mundo.” argumenta Cristina
Nesse contexto, a desaceleração da inflação deve ser interpretada com cautela. Embora represente um avanço importante do ponto de vista macroeconômico, indicando maior estabilidade e previsibilidade, seus efeitos positivos não são imediatos nem uniformes para toda a população. O alívio no custo de vida depende de um conjunto mais amplo de fatores, incluindo o aumento real da renda, a estabilidade prolongada dos preços e a redução das desigualdades econômicas.
Portanto, a melhora nos índices de inflação não deve ser confundida com uma melhora automática nas condições de vida. Para que o impacto seja efetivamente sentido pela população, é necessário que haja uma recuperação gradual do poder de compra, permitindo que as famílias consigam equilibrar suas despesas sem comprometer seu bem-estar. Até lá, a realidade para muitos brasileiros continua sendo marcada pelo desafio de lidar com um custo de vida elevado, mesmo em um cenário de inflação aparentemente controlada.
Madonna, Lady Gaga e, agora, Shakira: esses são os nomes internacionais de peso que movimentam o “Todo Mundo No Rio”. A iniciativa criada pelo prefeito Eduardo Paes, em 2024, nasceu com o objetivo de atrair grandes públicos para megashows gratuitos na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Neste ano (2026) ganha um novo capítulo com a confirmação da estrela colombiana Shakira no próximo 02 de maio.
Quando foi apresentado em parceria com a produtora Bonus Track, o evento foi aprovado por não ter custos diretos para os fãs, sem contar com passagens, reserve hotéis, alimentação e produtos de higiene. Desde que começou a ser realizado, o “Todo Mundo no Rio” depende de um estudo logístico prévio. Quase um ano antes do dia do show, é preciso que o governo traga patrocinadores dispostos a investir, crie um ambiente seguro na praia e tenha respaldo econômico suficiente para não gerar uma dívida interna com a contratação de um cantor internacional.
Cada micro decisão de um visitante na “cidade maravilhosa” causa impactos, mesmo que mínimos, na economia local. Foi com base nessa estrutura socioeconômica que a iniciativa foi renovada para 2026. Em janeiro, Paes fez mistério nas redes sociais, instigando a possibilidade de trazer Adele, Justin Bieber, Beyoncé, ou até Rihanna, que está fora dos palcos desde 2016.

Números da Embratur, divulgados em março de 2026, mostram que mais de 8,5 mil passagens aéreas já foram reservadas por estrangeiros para o período entre 26 de abril e 2 de maio. O índice inicial marca um crescimento de 80,75% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando Madonna se apresentou na cidade, e se aproxima do registrado no show da Lady Gaga em 2025. Diante desse potencial de arrecadação e visibilidade, a cidade de São Paulo consolidou uma estratégia jurídica para flexibilizar o uso da Avenida Paulista por meio da revisão do seu Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
A gestão de Ricardo Nunes articulou a permissão para um megashow gratuito no dia 5 de setembro, tendo nomes cotados como Coldplay, Bruno Mars e Rolling Stones. O acordo estabelece contrapartidas rigorosas, como controle de acesso e multas de R$ 100 mil por descumprimento de normas técnicas. Assim como em Minas, o movimento paulista ocorre em meio a um cenário de proximidade com as urnas.
Madonna X Lady Gaga: qual artista teve o maior show
Dois anos atrás, a apresentação que debutou o projeto atraiu cerca de 1,6 milhão de turistas estrangeiros e movimentou mais de R$ 300 milhões na economia local. No ano seguinte, a apresentação de Lady Gaga chegou a reunir 2,1 milhões de pessoas em Copacabana, quase o dobro do primeiro, com arrecadamento médio de R$ 600 milhões para a cidade. Dados do setor de turismo registraram que a performance da dona de hits como “Popular”, custou R$ 10 milhões para a prefeitura — posteriormente, o faturamento foi três vezes maior. O sindicato dos hotéis do Rio completou a análise ao registrar que naquele fim de semana, 95,95% da rede hoteleira do bairro praiano estava reservada.
Em 2025, o sucesso se repetiu e dobrou de tamanho. A passagem de Gaga impactou mais de 1,5 bilhão de pessoas e elevou o evento para nível mundial ao registrar turistas de mais de 20 países. Foi com o “Gagacabana" que a artista se tornou a mulher com o maior público da história.

Em entrevista à AGEMT, Camila Dimas, que viajou ao Rio para a apresentação de Madonna, compartilhou sua experiência. Como não foi sua primeira visita, Camila fez uma leitura sobre quais setores sentiu maior aumento nos valores. “Não vi muita diferença nos preços de alimentação e cultura. Senti mais na hospedagem e nas passagens”, declarou. Ela conta que reservou repentinamente um apartamento no aplicativo Airbnb junto a um grupo de amigos, mas teceu críticas à estrutura da cidade. “Tivemos perrengues, principalmente, na locomoção. O transporte do Rio não é amplo, o metrô é muito caro e não tem estrutura suficiente para receber quase 2 milhões de pessoas, além do risco de furtos”, completa.
A capital fluminense é pioneira na realização de megaeventos gratuitos. Nos anos 1990, Jorge Ben Jor e Rod Stewart transformaram a praia de Copacabana em um palco para 3 milhões de pessoas. A presença das atrações globais no Rio despertou o interesse de outros estados pela viabilidade logística desse modelo. Segundo Marta Poggi, consultora especializada em marketing e inovação no turismo: “Os mega shows funcionam como verdadeiros catalisadores do ecossistema turístico, ativando uma cadeia ampla e independente. Entre os principais setores, hospedagem, transporte, alimentação, comércio local, serviços turísticos e economia criativa e eventos. O visitante não consome apenas o show, ele consome o destino”, diz Poggi.
A corrida eleitoral de 2026 foi iniciada, o momento é de movimentações e definições nos cargos que serão vagos por cada candidato, principalmente nos ministérios. O exemplo mais significativo é a saída do ministro da fazenda, Fernando Haddad, para disputar o governo de São Paulo. A estratégia do PT nesse caso é bem clara: trazer um nome forte para disputar o governo contra o candidatoa à reeleição, o governador Tarcísio de Freitas. Outros nomes como o de Simone Tebet foram ventilados mas a escolha de Haddad foi definida. Dario Durigan, natural de Bebedouro, SP, tem 41 anos e assume o ministério da Economia, trazendo no currículo o trabalho para recomposição das receitas, aumentando os tributos que o governo anunciou nos últimos anos, além de articular a regulamentação da reforma tributária do consumo e no fechamento da renegociação da dívida dos estados.
Durigan foi consultor da Advocacia-Geral da União, entre 2017 e 2019, e atuou no setor privado em empresas como WhatsApp, como diretor de Políticas Públicas, faz parte da equipe de Haddad desde 2015, quando o ex-ministro era prefeito de São Paulo. Seu anúncio como substituto foi feito pelo presidente Lula em evento em São Paulo na noite do dia 19. "Queria cumprimentar o companheiro Dario Durigan (...) Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olha bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas", disse Lula.
Na manhã do mesmo dia, a jornalista da Band e rádio BandNews, Juliana Rosa, comentarista de Economia, participou de uma entrevista coletiva com alunos de jornalismo da PUC-SP, como era um tema em voga, ela foi questionada muito rapidamente da sua opinião sobre a atuação de Fernando Haddad e a chegada de Durigan no comando da pasta. Ela também fez comentários sobre suas percepções em torno do governo Lula e como a população vem recebendo tudo isso.

“O ministro Haddad colaborou muito, deu muita entrevista na Band, lá na Band News. Acho que a gente teve uma vantagem que foi conseguir fazer um debate qualificado, em muitos momentos. Mas, estamos de volta para aquela polarização, uma coisa que é bem crítica e começa a falar mais alto do que o debate técnico, por isso é difícil a gente ter um debate qualificado no Brasil", comenta Rosa, que enfatiza como é complicado entenderem críticas ao governo, sem parecer que você está falando mal, ou bem".
"A notícia de que Durigan assumiria o ministério foi um bom indicativo para o mercado, por não ser uma figura que gere surpresas, seu foco será priorizar as contas públicas, ainda mais em um ano eleitoral", afirma Erich Decat, analista político.




