A corrida eleitoral de 2026 foi iniciada, o momento é de movimentações e definições nos cargos que serão vagos por cada candidato, principalmente nos ministérios. O exemplo mais significativo é a saída do ministro da fazenda, Fernando Haddad, para disputar o governo de São Paulo. A estratégia do PT nesse caso é bem clara: trazer um nome forte para disputar o governo contra o candidatoa à reeleição, o governador Tarcísio de Freitas. Outros nomes como o de Simone Tebet foram ventilados mas a escolha de Haddad foi definida. Dario Durigan, natural de Bebedouro, SP, tem 41 anos e assume o ministério da Economia, trazendo no currículo o trabalho para recomposição das receitas, aumentando os tributos que o governo anunciou nos últimos anos, além de articular a regulamentação da reforma tributária do consumo e no fechamento da renegociação da dívida dos estados.
Durigan foi consultor da Advocacia-Geral da União, entre 2017 e 2019, e atuou no setor privado em empresas como WhatsApp, como diretor de Políticas Públicas, faz parte da equipe de Haddad desde 2015, quando o ex-ministro era prefeito de São Paulo. Seu anúncio como substituto foi feito pelo presidente Lula em evento em São Paulo na noite do dia 19. "Queria cumprimentar o companheiro Dario Durigan (...) Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olha bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas", disse Lula.
Na manhã do mesmo dia, a jornalista da Band e rádio BandNews, Juliana Rosa, comentarista de Economia, participou de uma entrevista coletiva com alunos de jornalismo da PUC-SP, como era um tema em voga, ela foi questionada muito rapidamente da sua opinião sobre a atuação de Fernando Haddad e a chegada de Durigan no comando da pasta. Ela também fez comentários sobre suas percepções em torno do governo Lula e como a população vem recebendo tudo isso.

“O ministro Haddad colaborou muito, deu muita entrevista na Band, lá na Band News. Acho que a gente teve uma vantagem que foi conseguir fazer um debate qualificado, em muitos momentos. Mas, estamos de volta para aquela polarização, uma coisa que é bem crítica e começa a falar mais alto do que o debate técnico, por isso é difícil a gente ter um debate qualificado no Brasil", comenta Rosa, que enfatiza como é complicado entenderem críticas ao governo, sem parecer que você está falando mal, ou bem".
"A notícia de que Durigan assumiria o ministério foi um bom indicativo para o mercado, por não ser uma figura que gere surpresas, seu foco será priorizar as contas públicas, ainda mais em um ano eleitoral", afirma Erich Decat, analista político.
A cada dia que passa, a Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes do banco Master – já liquidado – traz mais revelações sobre o caso. Iniciada em novembro de 2025, a ação apura crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro e venda de carteiras de crédito falsas. O principal alvo da busca é o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, mas os rombos da instituição começaram bem antes do ano passado.
O banco começou como corretora Máxima, existente desde a década de 1970, e desde seu início já passava por problemas. A empresa não entregava as demonstrações financeiras solicitadas pelo Banco Central do Brasil (BC), ou quando o fazia, os documentos vinham com informações faltantes. Esses relatórios mostram a real situação financeira do órgão no período solicitado. Segundo o ex-analista do BC e professor de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), André Accorsi, a autarquia solicita essas informações a cada trimestre.
“É obrigatório que as instituições financeiras entreguem as demonstrações financeiras por meio eletrônico. Para as sociedades anônimas, é necessário que elas publiquem essas informações a cada trimestre. Muitos meses, esses relatórios não foram entregues; ou foram entregues com informações faltantes, que não faziam o menor sentido. Tudo isso era comunicado à instituição, mas ela eventualmente entregava, voltava a vir com erros e assim por diante”, explica Accorsi.
Apesar das complicações já existentes da corretora, na década de 1990 foi autorizado que ela virasse o Banco Máxima – que seguiu com dificuldades até por volta de 2010. O professor acrescenta que toda abertura, fusão, ou incorporação de bancos passa pelo BC. Formado em Economia, Daniel Vorcaro conseguiu a autorização para virar banqueiro em 2019, e no mesmo ano fez o aporte mínimo para adquirir o banco, que virou Master.
“Para você ter o direito de abrir uma instituição financeira, a gente fala que as pessoas precisavam ter CIC: o primeiro C é capital. Então você precisa ter um capital mínimo adequado às regras internacionais que são baseadas. O I é a idoneidade. Agora o problema é: como é que a gente apura se uma pessoa é idónea ou não? Você pode ter um monte de processos contra você, mas se ainda não foi condenado, você é idóneo. E o terceiro C é competência. Como é que eu vou atestar minha competência se eu quero abrir um banco? É a minha experiência de vida”, completa Accorsi.
A instituição cresceu de forma acelerada e arriscada desde que foi assumida por Vorcaro. O banqueiro realizava uma prática chamada pelo mercado de compra e turnaround de empresas distress, isto é: ele comprava outras instituições que estavam falidas a um preço muito baixo, e as reestruturava a fim de obter lucro. “Essas empresas, por terem dificuldades, estão com um preço muito baixo. Então, ele [Daniel Vorcaro] compra as ações da empresa. Quando ele adquiriu o Banco Máxima, depois ele adquiriu o Will Bank e o Banco Voiter usando os CDB 's que pagavam 140% do CDI, muito acima do que o mercado normalmente paga”, explica Accorsi.
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento em que você empresta seu dinheiro para o banco em troca de juros protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O FGC, por sua vez, é uma garantia do Banco Central de que se o banco que você investe quebrar, o fundo te devolve até R$250 mil por cadastro de pessoa física (CPF) ou cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ). Nessa lógica, o Certificado de Depósito Interno (CDI) funciona como uma taxa de referência do mercado que define quanto esse empréstimo vai render. Em média, os rendimentos de CDI nos bancos rendem até 110%, e a promessa do Master era muito acima do mercado. O discurso vendido pelo banco era justamente de que se as instituições falissem, o FGC restituiria pelo menos uma parte do valor investido.
No entanto, em setembro de 2025 a estratégia do banco foi freada quando o Banco Central negou a fusão entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB). Dois meses depois, o BC decretou a liquidação extrajudicial do banco de Vorcaro, ou seja, as atividades do banco foram encerradas de maneira forçada pela autarquia. A instituição foi liquidada por “grave crise de liquidez, insolvência irrecuperável e constatação de fraudes estruturais”.
A Operação Compliance Zero apontou manipulação contábil no Master com "ativos podres" – isto é, créditos que os investidores nunca receberiam — para inflar o balanço do banco. Vorcaro está preso preventivamente desde o dia 4 de março, atualmente na Superintendência da PF, em Brasília, sob suspeita de liderar um esquema de fraudes financeiras bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção.
Impulsionado pelo crescimento das redes sociais e pela valorização da imagem como ativo econômico, o marketing de branding e de influenciadores se consolidou como uma das principais estratégias de posicionamento no mercado contemporâneo. Mais do que visibilidade, marcas e profissionais passaram a disputar atenção e relevância com o público, elementos que, hoje, se relacionam diretamente em valor financeiro e oportunidades de negócio.
Mais do que executar campanhas, o trabalho envolve gerir orçamentos e responder a pressões constantes por performance, muitas vezes em prazos cada vez mais curtos. Segundo Luana Chaves, formada em Cinema e à frente da agência Colors, um dos principais desafios do marketing está na dinâmica acelerada do setor. Luana expõe que tudo acontece em prazos curtos, as tendências mudam rapidamente e é fundamental trabalhar com aquilo que está relevante no momento para manter a efetividade das estratégias. Essa dinâmica impacta diretamente a lógica econômica do setor, onde o timing se transforma em valor.
Campanhas alinhadas às tendências do momento tendem a gerar maior alcance e retorno financeiro, enquanto atrasos podem significar perda de investimento e menor desempenho para marcas e influenciadores. Luana comenta que, "além desses desafios, ser mulher no mercado ainda exige enfrentar barreiras adicionais, como a desigualdade salarial e a necessidade constante de reafirmação profissional em um ambiente competitivo", desabafa.
Ana Carolina Cosi, profissional da área de comunicação e fundadora da CACOSI, destaca que sua entrada no mercado de marketing ocorreu de forma orgânica, a partir de sua atuação prévia com moda e comportamento. Com uma base já consolidada de público, especialmente feminino, a transição para o marketing de branding e influenciadores foi uma consequência natural, integrando linguagem artística e construção de identidade no ambiente digital, sem abandonar experiências no offline. No que diz respeito aos investimentos, as duas entrevistadas ressaltam a diversidade de perfis de clientes, que vão desde grandes empresas até profissionais autônomos, o que resulta em variações significativas nos valores aplicados em marketing.
Ainda assim, apontam um crescimento expressivo na valorização da criação, que anteriormente ocupava um espaço mais restrito e hoje se tornou central nas estratégias de branding e posicionamento. Ao comparar sua trajetória profissional, Luana destaca uma mudança significativa no volume financeiro dos projetos. Enquanto em sua atuação anterior participava de campanhas com orçamentos que chegavam a R$ 200 mil ou R$ 300 mil, em sua agência, fundada em 2025, as campanhas giram, em média, em torno de R$ 80 mil.
A diferença reflete não apenas o estágio de consolidação do negócio, mas também o processo de construção de carteira de clientes e posicionamento no mercado, típico de empresas em fase inicial. Ana, também enfatiza que, na área de criação, os resultados são construídos no longo prazo, especialmente quando se trata de reputação de marca. Embora seja possível observar sinais iniciais de crescimento, como o aumento de engajamento, no branding o retorno mais consistente depende de um processo contínuo e estruturado, sem a mesma pressão imediata típica de outras áreas do marketing.
Apesar dos desafios financeiros envolvidos, Luana e Ana destacam que nem todos os modelos de negócio dentro do marketing exigem um alto investimento inicial. Em áreas mais enxutas, especialmente no início da carreira, é possível estruturar uma atuação com baixo custo, utilizando conhecimento técnico e rede de contatos.
As experiências relatadas pelas entrevistadas evidenciam que o marketing de branding e influenciadores, além de operar em um ambiente dinâmico e orientado por tendências, está profundamente conectado a decisões econômicas. Entre a necessidade de adaptação rápida, gestão de recursos e construção de reputação, o setor exige não apenas criatividade, mas também visão estratégica e capacidade financeira.
O avanço da PEC 8/2025 - PEC do fim da escala 6x1 - proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em parceria do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), gerou debates políticos e econômicos sobre as consequências da aprovação da emenda. Trabalhadores que aderiram esta escala tem se mostrado favoráveis pela aprovação da medida. Segundo levantamento do Ministério da Previdência Social, mais de 546 mil afastamentos por saúde mental foram registrados em 2025. Recorde batido pela segunda vez em 10 anos. Os setores industrial, farmacêutico, rural e comercial acalorou o debate nas redes sociais pelo posicionamento contrário à adesão da PEC. Muitos argumentos se destacaram na mídia, como uma quebra na economia, aumento de preços e outras possíveis consequências.
A maioria da bancada do PL no Congresso Nacional também se manifestou contra a PEC. Nas declarações de deputados federais do partido, reflexões bíblicas e "negociação com o patrão" foram citadas. Internautas questionaram o fato de parlamentares não aderirem à PEC, mesmo com o extenso número de faltas registradas no Portal da Câmara dos Deputados, onde os mesmos não chegam a cumprir a carga horária em comparação com o trabalhador da escala 6x1. Um evento com título "Formação política: o fim da escala 6x1 vai quebrar o Brasil?", realizado na Câmara Municipal de São Paulo, na terça (24), organizado pelo mandato da vereadora Luna Zarattini (PT), juntou jovens da Grande São Paulo para discussão sobre os impactos econômicos e avanço do fim da Escala 6x1 em parceria com o Transforma Economia, instituto organizado por economistas da UNICAMP.
Lilia Bombo e Nicolas Matteo, formados em economia pela UNICAMP e integrantes do Transforma, realizaram a exposição de dados levantados pelo instituto no Sala Oscar Pedroso Horta da Câmara. Após a exposição, houve microfone aberto para comentários do público. Em uma das falas de Lilia, um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIESEE) prevê criações de 3 à 6 milhões de novas vagas formais no mercado de trabalho para suprir a demanda com o fim da escala. Um estudo feito pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), do quarto semestre de 2024, mostrou o percentual de trabalhadores, dentro de cada grupamento de atividade, que declarou trabalhar habitualmente 45h ou mais por semana. Setores se destacam pela elevada proporção de trabalhadores em sobre-jornada. São grupamentos de atividades diversas, mas, à exceção da agricultura, todos se relacionam com a provisão de serviços ao consumidor.
O McDonald's foi o primeiro fast-food em solo nacional a colocar a escala 5x2 em sua jornada de trabalho no segundo semestre de 2025. O período condiz com o avanço da mobilização nacional pela abolição da escala 6x1, motivada pela ala pró governo Luiz Inácio Lula da Silva nos municípios e no Congresso. Em entrevista à AGEMT, Davidson Carvalho, que defendeu mestrado na PUC-SP sobre a linguagem financeira dos bancos, afirmou que além do lazer, um dia a mais de folga pode contribuir de forma positiva na economia ao atrair mais investidores pessoa física por conta deste tempo livre.
Dados recentes reforçam essa percepção. Um levantamento do Dieese aponta que trabalhadores submetidos a jornadas extensas, especialmente em regimes como o 6x1, apresentam menor engajamento em atividades formativas e menor participação em decisões financeiras de longo prazo. A pesquisa indica que a limitação de tempo livre impacta diretamente o acesso à informação qualificada, o que pode comprometer desde a organização do orçamento doméstico até a inserção em novos mercados de investimento. Outro estudo, conduzido pela Fundação Getúlio Vargas, destaca que a redução da jornada pode gerar efeitos indiretos no consumo e na produtividade.
Segundo a análise, trabalhadores com mais tempo de descanso tendem a apresentar melhor desempenho, menor índice de absenteísmo e maior propensão ao consumo em setores como lazer, educação e serviços. Esses fatores, combinados, podem estimular a circulação de renda e contribuir para o aquecimento econômico em escala local. No cenário internacional, experiências semelhantes também vêm sendo observadas. Países que testaram a redução da carga horária semanal, como Islândia e Reino Unido, registraram aumento na satisfação dos trabalhadores sem prejuízo significativo na produtividade. Embora o contexto brasileiro apresente especificidades, especialistas avaliam que o debate sobre o fim da escala 6x1 está inserido em uma tendência global de reavaliação das jornadas tradicionais de trabalho.
A discussão, no entanto, ainda enfrenta resistência de setores empresariais que apontam possíveis impactos operacionais e aumento de custos. Mesmo assim, o avanço de iniciativas como a do McDonald’s sinaliza uma mudança gradual no mercado de trabalho brasileiro, colocando em pauta não apenas a produtividade, mas também a qualidade de vida como variável econômica relevante.
Estamos em março e o recorde de maior transferência da história do futebol brasileiro foi quebrado por duas vezes. Em 28 de janeiro, Lucas Paquetá foi contratado pelo Flamengo por 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 260 milhões na cotação de 26 de março) vindo do West Ham United, da Inglaterra. O anúncio foi feito apenas 11 dias depois de Gerson ter se transferido do Zenit, da Rússia, para o Cruzeiro por 25 milhões de euros (cerca de R$ 176 milhões), sendo, até então, a contratação mais cara do futebol nacional.
A superação dos valores e quebras de recorde têm sido cada vez mais frequentes nas transações entre clubes do mundo inteiro e, em especial, no Brasil que tem as 13 contratações mais caras realizadas nos últimos cinco anos. “Os valores espantam, porém é uma tendência global, o mercado está inflacionado, não é uma exclusividade do futebol brasileiro.”, explica Gabriel Renan, cientista contábil e experiente no mercado financeiro. “Houve um aumento sistemático de direitos de transmissão, são valores muito robustos. É natural que, tendo mais dinheiro, você vai ter transações mais ousadas”, acrescenta Renan.
Ele afirma que os valores tendem a aumentar ainda mais, principalmente se os clubes se organizarem em uma liga independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Atualmente, os clubes seguem discutindo a distribuição de valores e estão divididos em dois grupos: a Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA) e a Liga Forte União (LFU). Se considerarmos os valores corrigidos pela inflação, Paquetá segue como o jogador mais caro, porém em segundo aparece Edmundo, contratado em 1999 pelo Vasco da Gama por 15 milhões de dólares pagos ao Fiorentina, da Itália, equivalente a R$ 24 milhões em valores da época e R$ 183,5 milhões nas cifras atuais, ficando a frente da quantia paga pela aquisição de Gerson.
“A gente tem que contextualizar, essa foi uma contratação de uma parceira do Vasco na época, a NationsBank, que injetou dinheiro no futebol”, afirmou. Ele explica ainda que isso era comum na época, usando de exemplo o Palmeiras e sua famosa parceria com a Parmalat e o Corinthians, com o extinto Banco Excel. “Não era algo que tinha relação com a sustentabilidade dos clubes, muito pelo contrário, as receitas eram tímidas e isso (contratações de alto valor) só era possível com capital externo”, disse.
No panorama internacional dos dias atuais, os números brasileiros ainda ficam atrás das maiores transações já registradas. Ainda seguem como as transferências mais caras do futebol mundial Neymar saindo do Barcelona, da Espanha para o francês Paris Saint-Germain, em 2017, por 222 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhões), e Kylian Mbappé, transferido em definitivo dentro do mesmo país, partindo do Monaco também para o PSG, por cerca de 180 milhões de euros (também mais de R$ 1 bilhão).
Ainda assim, a recente movimentação no Brasil indica uma convergência parcial, especialmente no esforço de clubes em repatriar jogadores em alta no futebol europeu, como foi o caso de Vitor Roque, que voltou ao Brasil em 2025 após atuar por duas temporadas no Barcelona, da Espanha. O palmeiras pagou 25,5 milhões de euros pelo atacante (cerca de R$ 153 milhões), sendo a terceira transferência mais cara em números absolutos e a sexta maior, quando considerada a correção inflacionária.
No mercado de transferências, o Brasil ainda se configura como país majoritariamente exportador, com suas maiores vendas envolvendo clubes europeus. A maior da história segue sendo a de Neymar, saindo do Santos, em sua primeira passagem, para o Barcelona, em 2013, por 88,4 milhões de euros (cerca de R$ 473 milhões). Na sequência, aparece a compra de Vitor Roque pelo Barcelona, por aproximadamente 74 milhões de euros (aproximadamente R$ 395 milhões) pagos ao Athletico Paranaense, e Endrick, vendido pelo Palmeiras ao Real Madrid por valores que podem chegar a 72 milhões de euros (cerca de R$ 385 milhões). Também figuram entre as maiores negociações Vinícius Júnior, do Flamengo para o Real Madrid, e Rodrygo, do Santos para o mesmo clube espanhol, ambos por 45 milhões de euros (cerca de R$ 241 milhões cada).
Outro ponto que acompanha a valorização das transferências é o crescimento dos salários no Brasil. Segundo levantamento do portal R7, ao menos seis jogadores que atuavam no país em 2025 recebiam mais de R$ 2 milhões mensais. De acordo com estudo realizado por FiscalData, esse valor corresponde a quase quatro vezes mais do que o mínimo necessário para estar entre os 0,1% mais ricos do país. Em contraste, a renda média da população é de R$ 3.613. “Proporcionalmente em receita, os clubes tendem a 70% de gasto em folha salarial, nos anos 90 também era isso, a proporcionalidade do gasto não mudou durante o tempo, a questão é que hoje os valores são muito maiores” , explicou Gabriel e ainda acrescentou que “estamos falando de clubes que faturam bilhões, é natural que os jogadores ganhem na casa dos milhões.
Ainda segundo Renan, “jogador de futebol dos grandes clubes ganham muito e fazem parte da camada mais rica do país, isso é um fato. Mas se tem mais dinheiro rolando nesse negócio, nada mais justo do que ter a valorização dos principais artistas do espetáculo”.