Celebridades desfilam em peças de alta-costura enquanto protestos contra o evento tomam as ruas de NY
por
Giulia Dadamo
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06/05/2026 - 12h

 

Na segunda-feira (4) ocorreu a 76ª edição do Met Gala, evento que arrecada fundos para o departamento de moda do Metropolitan Museum of Art de Nova York. O tema do evento beneficente é sempre ligado à exposição do Costume Institute, e neste ano, foi batizado de “A Arte do Figurino”. A partir desse tema, o código de vestimenta escolhido foi “A Moda é Arte”, que permitiu que os convidados explorassem diversas esferas artísticas. 

Nos últimos anos, surgiram muitas comparações do grandioso evento com um “desfile da capital” da saga Jogos Vorazes. Na ficção, a elite se veste de forma exagerada para exibir riqueza enquanto o resto do mundo sofre com diversas questões sociais. Para o público, o Met Gala reflete essa mesma ostentação desligada da realidade 

Essa percepção de "bolha" ganhou força nesta edição com o anúncio de que Jeff Bezos estaria entre os principais patrocinadores do Met Gala, contribuindo com supostos US$ 10 milhões (quase R$ 50 milhões). A doação garantiu a ele o posto de copresidente honorário do evento, sendo um dos maiores apoiadores da noite. 

Cartazes espalhados pelas ruas de Nova York pelo grupo ativista “Everybody Hates Elon” (em alusão a Elon Musk) convocaram um boicote ao evento, levando a reação para além das redes sociais. A mobilização fundamenta-se em críticas severas à Amazon e a seu fundador, Jeff Bezos, que incluem desde denúncias sobre condições precárias de trabalho até as polêmicas parcerias comerciais da empresa com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA). 

Em meio a esse clima de forte rejeição pública, chamou a atenção o fato da esposa do bilionário ter cruzado o tapete vermelho sozinha, possivelmente para evitar que a imagem do casal fosse o alvo direto das manifestações na porta do museu. 

Nesta edição os cargos de anfitriões da noite foram preenchidos só com mulheres: Anna Wintour, Venus Williams, Nicole Kidman e Beyoncé. O curador Andrew Bolton organizou a exposição em torno de três categorias corporais: os onipresentes (clássicos e nus), os negligenciados (envelhecidos e grávidos) e os universais (anatômicos). Para ele, a moda é o elemento que une todas as galerias do museu, pois até o nu "nunca está pelado", mas sim inscrito com ideias culturais. Essa fundamentação teórica justifica a abundância de transparências no evento.

Emma Chamberlain inaugurou a noite com uma peça da Mugler, pintada à mão pela artista Anna Deller-Yee. O design, uma homenagem à obra A Noite Estrelada (1889), de Van Gogh, demandou um trabalho meticuloso de 958 horas. Na mesma linha, Gracie Abrams surgiu em um Chanel que referenciava o quadro “Retrato de Adele Bloch-Bauer I” (1907), de Gustav Klimt. 

Emma Chamberlain e Gracie Abrams em vestidos de gala
Emma Chamberlain atua como correspondente da Vogue no MET; à direita, a cantora Gracie Abrams celebra seu primeiro Met Gala. Foto: Reprodução / Instagram

 

A noite ainda reservou espaço para a valorização da sétima arte, o cinema, com Sabrina Carpenter. A artista, que dividiu o palco com a lendária Stevie Nicks, cruzou o tapete em um modelo da Dior construído com fitas de película, inspirado no clássico Sabrina (1954), protagonizado por Audrey Hepburn.

Sabrina Carpenter vestida em filmes
Sabrina Carpenter já tinha homenageado o cinema na sua apresentação do Coachella, com números de dança inspirados em "Dirty Dancing: Ritmo Quente’, "All That Jazz - O Show Deve Continuar", "Médica, Bonita e Solteira" e "Quanto Mais Quente Melhor". Foto: Reprodução / Instagram

Para encerrar, Madonna protagonizou um dos momentos mais teatrais da edição ao surgir em um Saint Laurent que recriou a atmosfera de “A Tentação de Santo Antônio”, de Leonora Carrington. A composição ganhou vida com sete mulheres carregando sua extensa saia, em uma transposição fiel do surrealismo da pintura para o tapete vermelho. Já Beyoncé apostou na sofisticação da Balmain para referenciar a obra “A Visitante” (1944), de Caroline Durieux. O visual, que uniu a alta-costura de Olivier Rousteing ao mistério das formas de Durieux, reafirmou que, em uma noite dedicada à arte, o melhor e mais complexo costuma ser guardado para os últimos instantes.

Madonna e Beyoncé
Madonna antecipa era de novo álbum Confessions II. Beyoncé faz retorno triunfal ao evento após hiato de 10 anos. Foto: Reprodução / Instagram

 

 

 

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Marcas como Normando e Salinas levaram para a passarela propostas novas
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Amanda Lemos
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04/05/2026 - 12h

Os desfiles aconteceram na quarta-feira (15) no Píer Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro e apostaram em colaborações estratégicas e na democratização da moda brasileira.

A primeira marca a desfilar pela passarela foi a Aluf. A marca fundada pela estilista Ana Luísa Fernandes em 2018, nasceu da busca de dar sentido ao “fazer moda” como expressão do ser humano através de roupas. A grife misturou moda e reflexão artística. O desfile explorou temas relacionados à passagem do tempo e à identidade humana. As peças apresentaram camadas, texturas diferenciadas e movimentos fluidos, e a paleta de cores variou entre tons neutros terrosos e contrastes vibrantes. 

Pessoas desfilam em fila única sobre uma passarela escura, vestindo looks predominantemente brancos e em tons claros. As peças têm tecidos leves, camadas, transparências e detalhes texturizados. Algumas usam óculos claros e acessórios discretos. O enquadramento mostra a sequência de looks em perspectiva, com iluminação focada nas roupas.

Desfile da Aluf na Rio Fashion Week 2026 - Foto: @riofwoficial e @aluf___ / Instagram 

A Normando, marca liderada pelos designers Marco Normando e Emídio Contente, criada em 2020, foi a segunda a desfilar, e teve como inspiração a Amazônia e a natureza brasileira. Na passarela foram desfiladas peças comfolhagens estilizadas e fibras que lembram elementos orgânicos, valorizando uma estética que une moda e consciência ecológica. As roupas tiveram tons de verdes terrosos e neutros, além de detalhes em materiais reciclados e renováveis. 

A terceira a se apresentarfoi a marca de moda de praiasofisticada Salinas. Fundada em 1982 por Tunico e Jacqueline De Biase, ela é focada no estilo praiano carioca. O desfile trouxe peças com tema tropical, texturas que lembram o mar e tecidos leves. A cartela de cores mesclou tons neutros e elegantes com cores vibrantes. Além disso,ela incorporou elementos urbanos, mesclando praia e cidade. 

A Piet + Pool fechou o dia. Criada em 2012 pelo designer brasileiro Pedro Andrade, a Piet mistura streetwear com cultura urbana e esportiva. A grife trouxe uma colaboração inédita com a etiqueta da Riachuelo. Essa proposta impacta na democratização da marca, tornando os preços mais acessíveis. Uma camiseta da Piet normalmente custa a partir de R$300, com a colaboração, ela passa a custar a partir de R$80. Para a passarela, apresentaram referências à paixão brasileira pelo futebol e à cultura de rua. O desfile abordou o futebol raiz, com peças que misturaram estética urbana, cores vibrantes e grafismos que lembram times.

Pessoa desfila em uma passarela com uma peça artística em forma de folha, de aparência orgânica e cores terrosas, contrastando com uma calça preta e fundo desfocado.
Desfile da Normando na Rio Fashion Week 2026 - Foto: @normandooficial / Instagram 

 

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Duda Alves, que teve suas peças usadas em tapete vermelho de “O Diabo Veste Prada 2” em NY, conta sua trajétoria na moda
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Juliana Hochman
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29/04/2026 - 12h

A aluna do sétimo semestre de moda na FAAP (Faculdade Armando Álvares Penteado) , Duda Alves, 21, ganhou destaque após a influenciadora Malu Borges usar uma produção sua na estreia de “O Diabo Veste Prada 2” em Nova York, nos Estados Unidos. Essa obra faz parte de sua coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”, feita para a competição entre os alunos de moda da FAAP.

 

Em entrevista à AGEMT, Duda Alves diz que moda sempre foi sua primeira opção de ensino superior. “Desde criança, a moda e a arte sempre estiveram muito presentes na minha vida, e quando entendi que podia juntar duas paixões em uma só carreira, percebi que seguí-la era uma certeza”, afirmou. A escolha da faculdade também não foi por acaso para ela, que participou de programas de experiências artísticas como a FAAP Aberta, que abre as portas para receber alunos de diversas escolas para ter uma experiência do curso na faculdade.

 

A coleção usada na competição Moda Faap 2025, “De Tanto Pensar, Sentir”, surgiu como uma reflexão de sua mente e do questionamento de como a razão e a emoção coexistem dentro do ser humano.“Na criação dos croquis, eu estava pensando demais e não conseguia fluir, então me inspirei nesse momento que eu estava para dar forma às obras que fiz”, explicou. Duda ficou em segundo lugar entre os finalistas; oito participantes foram chamados para produzir quatro de suas peças. “Eu queria trabalhar com silhuetas e com pinturas, então os looks azuis remetem à razão e os vermelhos à emoção”.

Duda Alves posando com modelos usando a coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”. Foto: Duda Alves/Divulgação.
Duda Alves posando com modelos usando a coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”. Foto: Duda Alves/Divulgação.

A influenciadora de moda Malu Borges entrou em contato com Duda pedindo um look feito por ela após acompanhá-la pelo Instagram. “Não é a primeira vez que ela dá a chance para designers que estão no começo da carreira, abrindo portas para jovens talentos, para, assim como eu, verem que é possível”, disse a estudante. A obra escolhida pela influenciadora é composta por duas peças: uma saia branca e uma camisa com bordados vermelhos 3D, simulando as veias fora do corpo humano.

Malu Borges usando Duda Alves. Foto: Instagram/@maluborgesm/divulgação.
Malu Borges usando Duda Alves. Foto: Divulgação/@maluborgesm

Duda explica sua paixão pela moda pela forma como esta é vista pela sociedade: “Muitas pessoas não consideram uma arte. Para mim, é o oposto, é o que me atraiu para esse mundo. Não são apenas roupas, é produzir obras vestíveis que contenham uma história”.

 

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No último dia da semana de moda carioca, as coleções revisitaram arquivos, memórias e referências
por
Helena Haddad
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27/04/2026 - 12h

O último dia da Rio Fashion Week 2026, no sábado (18), encerrou a temporada de moda carioca com desfiles de marcas consolidadas, como Isabela Capeto, Dendezeiro e Lenny Niemeyer.

Isabela Capeto

isabela capeto
Foto/Divulgação @isabelacapeto

Após dez anos longe das passarelas, Isabela Capeto retornou ao evento ao lado da filha, Chica, com a coleção Dracena. Conhecida por seu trabalho artesanal e pela estética maximalista, a estilista resgatou elementos que marcaram sua carreira.

A nova coleção mergulhou nesse universo afetivo. Inspirada na planta Dracena Pink, a referência apareceu no cenário rosa vibrante, bordados florais, texturas e acessórios chamativos. Mas uma saia floral volumosa chamou a atenção pela semelhança com um look apresentado pela Chanel em outubro de 2025, uma referência difícil de ignorar. Há também um olhar para o reaproveitamento de materiais e peças que dialogam com o próprio acervo da marca.

isabela capeto saia
Saia comparada com Chanel. Foto/Divulgação @isabelacapeto

Muita transparência, trabalhos em retalhos e aplicações artesanais reforçaram a identidade maximalista construída por Isabela ao longo da carreira.

isabela capeto
Foto/Divulgação @isabelacapeto

 

Dendezeiro

A marca baiana apostou no urbano, uma coleção inspirada na cultura ballroom. Batizada de House of Dendezeiro, a linha trouxe peças amplas, sobreposições e uma estética quase performática que dialoga com a cena queer.

dendezeiro
Foto/Divulgação @dendezeiro

O uso de látex, transparências e comprimentos míni adicionou sensualidade, enquanto a parceria com a DOD Alfaiataria trouxe estrutura à coleção em modelagens ampulheta, ombros marcados e calças acinturadas.

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look com alfaiataria pela DOD. Foto/Divulgação @dendezeiro

O ponto forte da coleção foi a adaptação dessas referências para o contexto brasileiro. O desfile conecta diferentes universos; as peças podem ser usadas tanto em um baile funk quanto em uma casa de shows de drag queens. 

dendezeiro
Foto/Divulgação @dendezeiro

 

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Foto/Divulgação @dendezeiro

 

Lenny Niemeyer

Para encerrar o evento, Lenny Niemeyer celebrou os 35 anos de sua marca com um desfile que revisitou sua trajetória. Apresentada no Museu do Amanhã, a coleção reforçou os códigos que transformaram a estilista em referência na moda praia nacional.

lenny
Foto/Divulgação @lennyniemeyer

Maiôs estruturados, saídas de praia sofisticadas, estampas, texturas diferentes e muita brasilidade foram apresentados na passarela. 

lenny
Foto/Divulgação @lennyniemeyer

O desfile, que encerrou a semana de moda com peças que apostaram menos em reinvenção e mais na força de uma trajetória consolidada. A coleção, batizada de “Trama do Tempo”, é uma releitura das antigas passarelas, marcada por curvas, organza e acessórios de murano que lembram raios solares e colares bicolores. A trilha intimista e as projeções de ficção científica criaram uma experiência para a plateia. O desfile também contou com um elenco de supermodelos como Isabeli Fontana, Fernanda Tavares e Alicia Kiczman

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Isabeli Fontana para Lenny Niemeyer. Foto/Divulgação @lennyniemeyer

A Rio Fashion Week já confirmou seu retorno em 2027, após receber 30 mil pessoas e movimentar milhões de reais nesta edição.

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Estudante procura conscientizar a respeito do fast fashion na indústria brasileira
por
Anna Sofia Carsughi
Olivia Ferreira
Larissa Viana
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27/04/2026 - 12h

O consumo têxtil no Brasil é um setor dinâmico que vai muito além do território brasileiro. É um dos maiores mercados da América Latina e o 5º maior consumidor de vestuário e calçados do mundo. Segundo a pesquisa divulgada pelo site Cupom Válido, Minas Gerais por exemplo está em segundo lugar no consumo de vestuário no país, representando 10% do total de consumidores no Brasil. A cadeia têxtil emprega milhões de pessoas, sendo um importante motor de desenvolvimento econômico. Em entrevista à AGEMT, Giulia Correia Sugi, estudante de moda da Faculdade Santa Marcelina (FASM), expôs diversos debates importantes que surgem nesse meio em relação ao aumento desenfreado do consumo nos dias atuais.

Cada vez mais a moda surge como fator econômico essencial para circulação de roupas e calçados. É nesse contexto que ganha força uma produção à base do fast fashion, termo que significa o modelo de negócios rápido com produção acelerada e baixo custo. Isso é capaz de replicar tendências na garantia do consumo rápido, que é exatamente o que afeta o processo criativo na moda,  que se torna ofuscada em meio à necessidade da fabricação em alta escala. “Em vez de desenvolver coleções com pesquisa profunda, experimentação e construção de conceitos, muitas marcas passam a priorizar a velocidade, ocorrendo a reprodução de ideias de outros designers ou marcas, enfraquecendo a originalidade”, relata Sugi.

Essa era do fast fashion foi impulsionada principalmente pelas redes sociais, que disseminam as novas tendências estilistas. Como exemplo pode-se citar a Shein, que surfou na onda da pandemia do coronavírus como forma de fortalecer sua plataforma em meio à internet. Assim, a rede chinesa cresceu a partir da tecnologia de disseminação, e lucrou rapidamente com os baixos custos de produção, o trabalho precário e as entregas extremamente rápidas, sempre na busca de replicar as tendências atuais da moda. “O preço acessível é um dos principais fatores. Grande parte da população brasileira busca produtos com menor custo, e o fast fashion oferece exatamente isso”, afirma Sugi.

Giulia Sugi em trabalho da faculdade
Reprodução/ Instagram oficial 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Slow Fashion como contrapartida

O consumo desenfreado é sinônimo de funcionamento de um sistema capitalista no qual cada vez mais se consome, e menos se reflete sobre as reais necessidades, os impactos ambientais e as consequências sociais desse padrão. Esse ciclo é impulsionado por estratégias de mercado, publicidade e pela lógica de crescimento contínuo, que asseguram um sistema de rápida circulação. Nunca se comprou tanta roupa como nos dias atuais, mas por outro lado, nunca se gastou tão pouco dinheiro dentro da moda. Isso é um reflexo direto da informalidade, da busca por conforto e da massificação de produtos mais baratos, em grande parte importados.

O meio ambiente é um dos principais pilares afetados nesse processo, relata a estudante: “Um dos principais problemas é o descarte excessivo de roupas. A indústria utiliza grandes quantidades de água, principalmente no cultivo de algodão e nos processos de tingimento. Além disso, produtos químicos utilizados nesses processos frequentemente contaminam rios e solos. Também há tecidos sintéticos, muito comuns na fast fashion, liberam microplásticos durante a lavagem, contribuindo para a poluição dos oceanos”.

O ditado “a ânsia de ter e o tédio de possuir” ocorre também dentro da moda. As pessoas compram uma peça super desejada que está em tendência, mas rapidamente essa compra é ocupada por um lugar vazio e, consequentemente, a necessidade de comprar cada vez mais, a fim de saciar essa sensação. “Torna-se um ciclo infinito, consumir e descartar.”- afirma Giulia. 

Essa onda de desgaste têxtil e essas tendências em excesso levam a uma perda de autenticidade por parte dos produtores e criadores da moda. A essência individual se perde nos interesses mercadológicos, e para se manterem relevantes, as marcas adaptam suas estratégias para ampliar seu público com produtos mais acessíveis, mas sem perder sua sofisticação. Assim, cresce também a competitividade entre todas essas marcas que querem sempre se manter atualizadas e produzirem mais para ter um maior consumo e consequentemente, mais lucro. 

As pequenas marcas, as chamadas slow fashion, são integradas por pequenos produtores que fazem da moda sua principal fonte de renda, com roupas ou calçados construídos cuidadosamente com as mãos (handmade), pensados minuciosamente e transportando as ideias criativas para a produção da moda. Isso é um movimento de moda sustentável e consciente que valoriza a qualidade e durabilidade em detrimento da quantidade e velocidade, e são esses produtores que sofrem as consequências das tendências e desvalorização da mão de obra.  Enquanto estudante de moda, Sugi expõe: 

“Com certeza, é como se houvesse uma enxurrada interminável de novas ideias, o que pode ser tanto avassalador quanto incrivelmente valioso. Marcas menores e nacionais, que estão crescendo e possuem uma estética e história cativantes, ganham mais visibilidade online do que jamais tiveram fisicamente. Como uma estudante de moda no quarto semestre, você é bombardeada por uma avalanche de informações na internet”.

 

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A supermodelo brasileira volta de maneira triunfal na passarela da Schiaparelli, para Paris Fashion Week
por
Kiara Elias
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29/09/2024 - 12h

Desde o dia 23 de setembro,  a indústria da moda está com toda sua atenção voltada  para a cidade da luz, onde ocorre mais uma edição da Paris Fashion Week, a semana mais importante da moda mundial. Na quinta-feira (26), durante o desfile da Schiaparelli, quem concentrou todos os olhares foi a top model brasileira Adriana Lima, que retornou às passarelas após anos afastada dos desfiles. 

 

Nascida em Salvador, ela iniciou sua carreira aos 15 anos ao participar pela primeira vez do concurso de modelos "Supermodel of Brazil", organizado pela Ford Models, e vencê-lo. Esse êxito inicial a levou a competir no concurso internacional "Supermodel of the World", onde ficou em segundo lugar. Esse foi o início de sua carreira meteórica. Pouco tempo depois, Adriana mudou-se para Nova York e assinou contrato com a Elite Model Management. Desfilando para grifes renomadas como Versace, Christian Dior e Givenchy, rapidamente se estabeleceu no cenário internacional.

 

Porém, foi como uma das "Angels" da Victoria’s Secret que Adriana Lima se tornou mundialmente conhecida. Sua história com a marca iniciou em 1999, quando a jovem modelo tinha apenas 18 anos e, em 2000, foi promovida a "Angel" - um título de prestígio, reservado para os principais rostos  da icônica etiqueta  de lingerie. Adriana se destacou no Victoria's Secret Fashion Show por quase vinte anos, sendo uma das modelos que mais desfilou para a grife. Sua despedida oficial do evento, em 2018, marcou o fim de uma era de forma emocionante.

 

Modelo Adriana Lima desfilando para a Schiaparelli durante a Paris Fashion Week
Adriana Lima na passarela da Schiaparelli. Foto: REPRODUÇÃO/ Instagram Schiaparelli 

 

Em seu retorno, ao lado de Caroline Trentini, outro grande nome brasileira na indústria, a modelo desfilou para a italiana  Schiaparelli, comandada por Daniel Roseberry.  Modelando um vestido branco com estampa quadriculada, aberto na frente e com a cintura bem marcada por uma estrutura do mesmo tecido, remetendo a estética de  um corset, Adriana provou porque seu nome é um dos maiores da história das passarelas  Nas redes sociais os apreciadores de moda vibraram com seu retorno e a encheram de elogios. 

 

Vale lembrar que no ano passado, após posar com a família na pré-estreia do filme Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, Adriana recebeu uma enxurrada de comentários negativos sobre sua aparência por um suposto excesso de procedimentos estéticos.

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Etiquetas que desfilaram permaneceram fieis aos seu DNAs identitários
por
Liz Ortiz Fratucci
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27/09/2024 - 12h

 Na última quarta-feira (25/09), aconteceu o terceiro dia da Paris Fashion Week feminina e o destaques foram as marcas: Courrèges, Germanier e Dries Van Noten, que apresentaram desfiles marcantes e leais  às suas personalidades únicas.

 

 

Courrèges

 

O diretor criativo da Courrèges, Nicolas Di Felice, apresentou uma coleção inspirada nos ciclos e nas repetições, mas ainda capaz de manter o interesse pela coleção elevado. O designer continuou a seguir os códigos retrô-futuristas dos anos 60, estabelecidos pela marca fundada por André Courrèges, brincando com as silhuetas geométricas que fazem parte do DNA desde 1961.

Nesta temporada, Nicolas apresentou mais uma coleção no cenário característico de suas últimas apresentações: o cubo branco. Desta vez, no centro do salão, foi adicionada uma instalação de arte oriunda  da colaboração com os artistas finlandeses Tommi Grönlund e Petteri Nisunen.

A coleção apresentou uma paleta de cores reduzida, com muitos tops minúsculos, vestidos com recortes limpos e detalhes subversivos nas cores preto, branco, cinza e azul escuro. O styling incluiu novamente nessa temporada os óculos de armações grandes.  A novidade ficou com  os saltos de bico aberto que apareceram na maioria dos looks e pareciam fazer parte das calças leggings que saíam por baixo das saias das modelos.

Desfile Courreges
Reprodução: Vogue Runway
Desfile Courreges
Reprodução: Vogue Runway

 

Germanier

 

A coleção de primavera/verão apresentada na última quarta-feira (25/09) por Kevin Germanier foi inspirada no zodíaco e recebeu o nome “Les Désastreuses”, que significa desastre em francês. Nesta temporada, o designer trouxe o casamento entre o caos e a beleza dos astros, criando looks extremamente maximalistas e opulentos, com o uso de materiais descartados da indústria da moda.

Um dos fatores mais interessantes do desfile foi a participação de designers emergentes de outros países que colaboraram com ele nesta coleção. Entre eles, Gustavo Silvestre, brasileiro criador do Projeto Ponto Firme,  proposta também  ligada a questões sustentáveis e, de maneira semelhante à de Kevin, trabalha com cores e texturas. Desde 2023, os dois firmaram uma união criativa. Além da participação de Gustavo em mais de uma dúzia de looks, a marca brasileira Havaianas colaborou com a Germanier , oferecendo seus chinelos — sinônimo de brasilidade — para a criação de um look inteiro composto  apenas pelos calçados brasileiros.

Em 2024, no contexto climático mundial em que vivemos, Kevin Germanier mostrou as possibilidades da moda sustentável e como ela pode ser excêntrica e divertida, sem ser necessariamente uma das maiores indústrias poluentes do mundo, como é atualmente.

Modelo com vestido feito de Havaianas no desfile da Germanier
Reprodução: Instagram
Modelo no desfile da Germanier
Reprodução: Instagram

Dries Van Noten

 

Em junho deste ano, o designer homônimo da marca anunciou que a temporada masculina de verão 2025 seria sua última coleção, assim, posteriormente, se aposentando do posto de diretor criativo. Nesta quarta-feira (25/09), ocorreu o desfile de verão feminino da grife, assinado pela equipe de estilo, já que ainda não foi nomeado um substituto para o cargo. Ainda assim, com o papel de conselheiro da marca,o ex-diretor criativo aprovou cada um dos 60 looks desfilados.

 

A coleção refletiu uma homenagem à trajetória do designer, revisitando elementos que definiram seu trabalho ao longo dos anos, como a mistura de estampas vibrantes, a alfaiataria descontraída, e o uso criativo de bordados. Ao pesquisar nos arquivos da marca, a equipe buscou inspiração no inverno de 1977, que combinava códigos da moda oriental e ocidental. 

 

 Embora recorrer a recriação do arquivo da marca tenha se tornado uma estratégia um pouco desgastada na moda, a grife consegue usar essa abordagem com frescor, evitando que suas criações pareçam previsíveis. O futuro da marca parece promissor.

Modelo no desfile da Dries Van Noten
Foto: Alessandro Lucioni. Reprodução: Vogue Runaway
Modelo no desfile da Dries Van Noten
Foto: Alessandro Lucioni. Reprodução: Vogue Runaway

 

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"Inside the Dream: Mugler" celebra a trajetória icônica da grife e seu impacto cultural
por
Pietra Nelli Nóbrega Monteagudo Laravia
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25/09/2024 - 12h

Em 2024, a renomada grife Mugler celebra cinco décadas de inovação e criatividade no mundo da moda. Para marcar essa data especial, será lançado, em 25 de setembro, o documentário "Inside the Dream: Mugler", dirigido por Matthieu Menu, conhecido por seu trabalho em "Inside The Dream" (2023), sobre a Dior.

Reprodução: Instagram Mugler

Reprodução: Instagram Mugler 

 Com uma duração de 60 minutos, o filme traça a trajetória impactante do francês Manfred Thierry Mugler, criador da marca.

A trama abraça estes desfiles extravagantes até a icônica fragrância Angel, que se destaca pelo seu frasco em forma de estrela, lançado em 1992. O documentário também abrange as coleções sob a direção criativa de Casey Cadwallader, que assumiu o cargo em 2017.

 Entre os momentos de destaque, o filme revisita peças que marcaram a grife, como o famoso vestido de sereia "Chimère", além da recente aparição de Zendaya no tapete vermelho de "Duna: Parte Dois", em que vestiu o traje cyborg Maschinenmensch, da coleção de Inverno 1995/1996. A atriz é conhecida pelo método dressing, em que incorpora elementos dos papeis que interpreta nas premières e eventos pré-lançamento.

A estreia está agendada para 25 de setembro no Canal+ na França, seguida por lançamentos em plataformas de streaming como Prime Video.

Reprodução: Vogue Scandinavia

Reprodução: Vogue Scandinavia 

 O documentário oferece uma visão abrangente da evolução da Mugler, e inclui arquivos inéditos que refletem a influência duradoura da marca. A grife tem um histórico de exposições em museus ao redor do mundo, incluindo a recente "Thierry Mugler: Couturissime" no Brooklyn Museum, em 2022. A estreia do filme ocorre estrategicamente na véspera do desfile da coleção de verão 2025, programado para a Semana de Moda de Paris.

 Fundada em 1973 por Thierry Mugler em Paris, a marca rapidamente se destacou pela fusão de estética punk e silhuetas inspiradas em uniformes militares, em um visual urbano e sofisticado. Reconhecida por sua incessante busca por inovação, a Mugler Combina tecnologias modernas com técnicas tradicionais, inovando a moda através de suas peças.

Reprodução: Vogue Singapore

Reprodução: Vogue Singapore

 "Inside the Dream: Mugler" destaca a criação de campanhas icônicas de fragrâncias como Angel e Alien, e apresenta participações de figuras notáveis, como Pat Cleveland, Iman Bowie e Paris Hilton. A produção também mostra o desfile da Primavera/Verão 2024, liderado por Cadwallader.

Danièle Lahana-Aidenbaum, atual presidente global da Mugler, enfatiza que "os 50 anos da Mugler são um testemunho do poder da criatividade audaciosa", ressaltando a continuidade do legado de Manfred Thierry Mugler e a visão futurista da marca, reconhecida por ícones como Beyoncé e Lady Gaga.

Com uma narrativa rica em história e inovação, "Inside the Dream: Mugler" promete uma celebração única de meio século de moda revolucionária.

Veja o trailer completo:

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Nostalgia e Futurismo em contraste denotam mais um dia da Semana de moda italiana
por
Gabriela Jacometto
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24/09/2024 - 12h

 O terceiro dia da Fashion Week em Milão foi marcado por desfiles de grandes marcas, tanto tradicionais no evento, quanto as que buscam novos ares com seus novos diretores criativos. Como é o exemplo da MOSCHINO, que apresentou sua coleção Spring/Summer 2025 assinada por Adrian Appiolazza.

 Appiolazza, que assumiu a pouco tempo a direção criativa da marca italiana, fez a coleção apresentada  em tempo recorde. Diferentemente da MOSCHINO que estávamos acostumados com Jeremy Scott no comando, a essência  de Appiolazza mostra uma face mais semelhante com a do criador da marca, Franco.

  O novo diretor trouxe um desfile lúdico, com a irreverência característica da etiqueta. Um dos temas centrais foi o uso do branco em diferentes texturas e formas, desde vestidos de algodão popeline, até conjuntos de alfaiataria descontraída. Moschino transformou elementos do dia a dia, como roupas penduradas em varais, em inspiração para looks descontraídos e contemporâneos, refletindo um espírito de leveza e diversão.

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Imagem: Vogue Runway.

 

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Imagem: Vogue Runway.

  PRADA

  E por falar em marcas tradicionais, a PRADA se fez presente mais uma vez. Miuccia Prada e Raf Simons, diretores criativos da grife, apresentaram um desfile esquisito, futurista e nostálgico com referências dos principais sucessos da casa.  

   A coleção cheia de dualidades, combinou o utilitário com o sofisticado. Simons e Prada exploraram o contraste entre peças de outerwear funcionais e detalhes luxuosos. O desfile da grife trouxe uma das apresentações mais ousadas dos últimos tempos, com uma vibe futurista de super-herois espaciais. Os chapéus com óculos embutidos e as saias em formato de vigia deram um toque excêntrico e inesperado, enquanto detalhes inspirados no estilo BDSM e faroeste americano surgiram em peças como saias suspensas por arreios e franjas longas de couro branco. 

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Detalhes da coleção. Imagens: Armando Grillo/ Gorunway.com
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Imagem: Filippo Fior/ Gorunway.com 

 

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Imagem: Filippo Fior/ Gorunway.com 

 

 MAX MARA

 Ian Griffiths, diretor criativo da Max Mara desde 1987, começou a refletir sobre a marginalização da ciência em comparação com as artes após ler e assistir Lessons in Chemistry. Com esse momento de iluminação, Griffiths passou a criar sua coleção mais recente, inspirada na busca pela ordem em meio ao caos, misturando ciência e arte em seu processo criativo.

 A marca apresentou uma coleção dominada por silhuetas clássicas, com peças estruturadas em tons neutros, perfeitas para a mulher contemporânea que busca elegância atemporal. Os cortes foram limpos e precisos, em linha com a estética refinada da marca, enquanto tecidos luxuosos garantiram um toque de opulência discreta​.

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Imagem: Isidore Montog/ Gorunway.com 

 

 

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Imagem: Isidore Montog/ Gorunway.com 

 

 MM6 MAISON MARGIELA

  Ter acesso ao arquivo da Margiela é como receber uma dádiva preciosa no mundo da moda; com poucos recursos, é possível renovar completamente uma coleção da MM6. Para a temporada de primavera, o coletivo de design mergulhou profundamente nesse vasto inventário, vasculhando minuciosamente folhas de contato da fotógrafa Marina Faust, que documentou todos os desfiles de Martin Margiela, em busca de novas referências. A inspiração também veio de um compromisso genuíno de preservar o legado da marca, garantindo que seu patrimônio e a história da moda continuem a influenciar as gerações futuras.

 Eles revisitaram e reorganizaram peças icônicas do repertório da Margiela, adaptando-as para os verões cada vez mais intensos. O efeito de tinta branca seca, uma marca registrada da casa, retornou em calças masculinas e femininas, bem como nas botas cowboy, além da sacola de compras reinventada como um top.

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Imagem: Filippo Fior/ Gorunway.com

 

 A coleção foi arrematada com saltos dourados para as mulheres e chinelos para os homens, além de uma gama de ternos oversized, jeans folgados, shorts curtos e coletes sem mangas, criando uma variedade de looks sem qualquer traço de nostalgia.

 

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Imagem: Filippo Fior/ Gorunway.com

 

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Versace, Gucci, Tod's e Missoni marcam a disputa entre clássico e moderno nas passarelas
por
Luiza Zequim
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23/09/2024 - 12h

Os desfiles desta sexta-feira (20), da Semana de Moda de Milão, exibiram o contraste entre tradicional e inovação. Com marcas luxuosas clássicas como Gucci e Versace reafirmando sua notoriedade, tributos ao artesanato italiano na Tod’s e mudanças criativas de Missoni, as apresentações marcaram um dia repleto de novidades no mundo da moda. 

 

Gucci —  na estética Casual Grandeur - Grandiosidade Casual -  a grife italiana trouxe como tema a mágica do por do sol 

Regado de celebridades e sob direção de Sabato De Sarno, a clássica italiana trouxe em seu desfile a reafirmação da “antiga Gucci”.  A passarela em tons terrosos, localizada no Triennale, foi palco para uma coleção que mistura textura, tecidos, tonalidades e cores. 

 

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Gucci primavera/verão 2025 (Reprodução: Gucci Fashion Network)

 

As peças trouxeram a essência da moda dos anos 60, com casacos estruturados, tops simétricos, saias e vestidos longos com rendas, transparência e fendas elegantes. A mistura entre tons neons e terrosos e a alternância entre conjuntos casuais e formais fizeram o desfile atender às expectativas criadas.    

 

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Gucci primavera/verão 2025 (Reprodução: Gucci Fashion Network)

 

Sem dúvidas, o artigo mais aclamado foi o retorno da Gucci Bamboo 1947, a tradicional bolsa clutch com a alça de bambu curvada. Todos os designs foram regados de acessórios  —  bolsas atrativas, óculos coloridos, chapéus volumosos, e colares pesados, todos alinhados com a paleta escolhida. Para finalizar as composições, foram incorporadas botas na altura dos joelhos, saltos e sapatilhas triangulares e sapatos esportivos. 

 

Versace se mantém na estética clássica sem grandes mudanças e diferenciação

Donatella Versace, umas das estilistas mais imponentes do mundo da moda e dona da marca, comentou que a intenção do desfile era focar no “otimismo e na alegria”. Analistas e críticos colocaram em questão o mantimento de inspirações e falta de inovação na exposição. A tradição é importante no mundo da moda, mas com o surgimento de ateliês novos e modernos, esse conceito precisa ser incorporado à modernidade para que as criações não se tornem repetitivas. 

As peças desfiladas apresentaram saias florais e tops com recortes assimétricos ou com padrões de zig zag, além da mistura entre cores vivas e tons pastéis. Os principais tecidos trajados incluíram sedas e rendas transparentes, realçando a estética dos anos 90 presente. Para compor os designs, os sapatos femininos incluíram saltos finos ou plataformas com tons vibrantes. 

 

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Versace primavera/verão 2025 (Reprodução: Versace)

 

As roupas masculinas acompanharam o mesmo padrão, criando uma conexão natural, com enfoque em ternos e jaquetas, completados com sapatos esportivos e meias com sandálias.

Por fim, o desfile ainda contou com algumas peças em dourado com traços de ouro exibindo a sensualidade e tradição da marca italiana. 

 

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Versace primavera/verão 2025 (Reprodução: Versace)

 

Tod’s contra o conceito de Inteligência Artificial e a favor da Artisanal Intelligence (Inteligência Artesanal)

Matteo Tamburini, diretor criativo da marca, comentou pouco antes do desfile: “A inteligência artesanal vai contra o que todos falam, o foco está em um produto muito elevado, o Made in Italy.”

O desfile apresentou peças formais e lineares, combinando saias e calças com blusas oversized. Os casacos assimétricos com grandes proporções, mistura entre tecidos de couro e linho, e os clássicos sapatos Gommino trouxeram elegância e casualidade para a coleção.  

 

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Tod’s primavera/verão 2025 (Reprodução: Instagram/@Tod’s)

 

A locação do desfile seguiu uma das tendências mais presentes nesta Semana de Moda de Milão, a passarela e suas instalações brancas, destacando a paleta de cores e os formatos das roupas.

 

Missoni com padrões artísticos, memórias culturais e  zig zag volta a sua essência

Se diferenciando da última apresentação em 2023, a coleção de Filippo Grazioli trouxe cores primárias e vibrantes, além de formatos assimétricos únicos, tecidos fluídos e bufantes e acessórios que remetem a povos originários,  trazendo de volta o espírito criativo e divertido. 

Todas as criações foram acompanhadas por sandálias de dedo coloridas que alongam e dão continuidade aos designs. 

 

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Missoni primavera/verão 2025 (Reprodução: Vogue Runway)

 

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