Celebridades desfilam em peças de alta-costura enquanto protestos contra o evento tomam as ruas de NY
por
Giulia Dadamo
|
06/05/2026 - 12h

 

Na segunda-feira (4) ocorreu a 76ª edição do Met Gala, evento que arrecada fundos para o departamento de moda do Metropolitan Museum of Art de Nova York. O tema do evento beneficente é sempre ligado à exposição do Costume Institute, e neste ano, foi batizado de “A Arte do Figurino”. A partir desse tema, o código de vestimenta escolhido foi “A Moda é Arte”, que permitiu que os convidados explorassem diversas esferas artísticas. 

Nos últimos anos, surgiram muitas comparações do grandioso evento com um “desfile da capital” da saga Jogos Vorazes. Na ficção, a elite se veste de forma exagerada para exibir riqueza enquanto o resto do mundo sofre com diversas questões sociais. Para o público, o Met Gala reflete essa mesma ostentação desligada da realidade 

Essa percepção de "bolha" ganhou força nesta edição com o anúncio de que Jeff Bezos estaria entre os principais patrocinadores do Met Gala, contribuindo com supostos US$ 10 milhões (quase R$ 50 milhões). A doação garantiu a ele o posto de copresidente honorário do evento, sendo um dos maiores apoiadores da noite. 

Cartazes espalhados pelas ruas de Nova York pelo grupo ativista “Everybody Hates Elon” (em alusão a Elon Musk) convocaram um boicote ao evento, levando a reação para além das redes sociais. A mobilização fundamenta-se em críticas severas à Amazon e a seu fundador, Jeff Bezos, que incluem desde denúncias sobre condições precárias de trabalho até as polêmicas parcerias comerciais da empresa com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA). 

Em meio a esse clima de forte rejeição pública, chamou a atenção o fato da esposa do bilionário ter cruzado o tapete vermelho sozinha, possivelmente para evitar que a imagem do casal fosse o alvo direto das manifestações na porta do museu. 

Nesta edição os cargos de anfitriões da noite foram preenchidos só com mulheres: Anna Wintour, Venus Williams, Nicole Kidman e Beyoncé. O curador Andrew Bolton organizou a exposição em torno de três categorias corporais: os onipresentes (clássicos e nus), os negligenciados (envelhecidos e grávidos) e os universais (anatômicos). Para ele, a moda é o elemento que une todas as galerias do museu, pois até o nu "nunca está pelado", mas sim inscrito com ideias culturais. Essa fundamentação teórica justifica a abundância de transparências no evento.

Emma Chamberlain inaugurou a noite com uma peça da Mugler, pintada à mão pela artista Anna Deller-Yee. O design, uma homenagem à obra A Noite Estrelada (1889), de Van Gogh, demandou um trabalho meticuloso de 958 horas. Na mesma linha, Gracie Abrams surgiu em um Chanel que referenciava o quadro “Retrato de Adele Bloch-Bauer I” (1907), de Gustav Klimt. 

Emma Chamberlain e Gracie Abrams em vestidos de gala
Emma Chamberlain atua como correspondente da Vogue no MET; à direita, a cantora Gracie Abrams celebra seu primeiro Met Gala. Foto: Reprodução / Instagram

 

A noite ainda reservou espaço para a valorização da sétima arte, o cinema, com Sabrina Carpenter. A artista, que dividiu o palco com a lendária Stevie Nicks, cruzou o tapete em um modelo da Dior construído com fitas de película, inspirado no clássico Sabrina (1954), protagonizado por Audrey Hepburn.

Sabrina Carpenter vestida em filmes
Sabrina Carpenter já tinha homenageado o cinema na sua apresentação do Coachella, com números de dança inspirados em "Dirty Dancing: Ritmo Quente’, "All That Jazz - O Show Deve Continuar", "Médica, Bonita e Solteira" e "Quanto Mais Quente Melhor". Foto: Reprodução / Instagram

Para encerrar, Madonna protagonizou um dos momentos mais teatrais da edição ao surgir em um Saint Laurent que recriou a atmosfera de “A Tentação de Santo Antônio”, de Leonora Carrington. A composição ganhou vida com sete mulheres carregando sua extensa saia, em uma transposição fiel do surrealismo da pintura para o tapete vermelho. Já Beyoncé apostou na sofisticação da Balmain para referenciar a obra “A Visitante” (1944), de Caroline Durieux. O visual, que uniu a alta-costura de Olivier Rousteing ao mistério das formas de Durieux, reafirmou que, em uma noite dedicada à arte, o melhor e mais complexo costuma ser guardado para os últimos instantes.

Madonna e Beyoncé
Madonna antecipa era de novo álbum Confessions II. Beyoncé faz retorno triunfal ao evento após hiato de 10 anos. Foto: Reprodução / Instagram

 

 

 

Seu período de teste Premium terminouSeu período de teste Premium terminou
Tags:
Marcas como Normando e Salinas levaram para a passarela propostas novas
por
Amanda Lemos
|
04/05/2026 - 12h

Os desfiles aconteceram na quarta-feira (15) no Píer Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro e apostaram em colaborações estratégicas e na democratização da moda brasileira.

A primeira marca a desfilar pela passarela foi a Aluf. A marca fundada pela estilista Ana Luísa Fernandes em 2018, nasceu da busca de dar sentido ao “fazer moda” como expressão do ser humano através de roupas. A grife misturou moda e reflexão artística. O desfile explorou temas relacionados à passagem do tempo e à identidade humana. As peças apresentaram camadas, texturas diferenciadas e movimentos fluidos, e a paleta de cores variou entre tons neutros terrosos e contrastes vibrantes. 

Pessoas desfilam em fila única sobre uma passarela escura, vestindo looks predominantemente brancos e em tons claros. As peças têm tecidos leves, camadas, transparências e detalhes texturizados. Algumas usam óculos claros e acessórios discretos. O enquadramento mostra a sequência de looks em perspectiva, com iluminação focada nas roupas.

Desfile da Aluf na Rio Fashion Week 2026 - Foto: @riofwoficial e @aluf___ / Instagram 

A Normando, marca liderada pelos designers Marco Normando e Emídio Contente, criada em 2020, foi a segunda a desfilar, e teve como inspiração a Amazônia e a natureza brasileira. Na passarela foram desfiladas peças comfolhagens estilizadas e fibras que lembram elementos orgânicos, valorizando uma estética que une moda e consciência ecológica. As roupas tiveram tons de verdes terrosos e neutros, além de detalhes em materiais reciclados e renováveis. 

A terceira a se apresentarfoi a marca de moda de praiasofisticada Salinas. Fundada em 1982 por Tunico e Jacqueline De Biase, ela é focada no estilo praiano carioca. O desfile trouxe peças com tema tropical, texturas que lembram o mar e tecidos leves. A cartela de cores mesclou tons neutros e elegantes com cores vibrantes. Além disso,ela incorporou elementos urbanos, mesclando praia e cidade. 

A Piet + Pool fechou o dia. Criada em 2012 pelo designer brasileiro Pedro Andrade, a Piet mistura streetwear com cultura urbana e esportiva. A grife trouxe uma colaboração inédita com a etiqueta da Riachuelo. Essa proposta impacta na democratização da marca, tornando os preços mais acessíveis. Uma camiseta da Piet normalmente custa a partir de R$300, com a colaboração, ela passa a custar a partir de R$80. Para a passarela, apresentaram referências à paixão brasileira pelo futebol e à cultura de rua. O desfile abordou o futebol raiz, com peças que misturaram estética urbana, cores vibrantes e grafismos que lembram times.

Pessoa desfila em uma passarela com uma peça artística em forma de folha, de aparência orgânica e cores terrosas, contrastando com uma calça preta e fundo desfocado.
Desfile da Normando na Rio Fashion Week 2026 - Foto: @normandooficial / Instagram 

 

Tags:
Duda Alves, que teve suas peças usadas em tapete vermelho de “O Diabo Veste Prada 2” em NY, conta sua trajétoria na moda
por
Juliana Hochman
|
29/04/2026 - 12h

A aluna do sétimo semestre de moda na FAAP (Faculdade Armando Álvares Penteado) , Duda Alves, 21, ganhou destaque após a influenciadora Malu Borges usar uma produção sua na estreia de “O Diabo Veste Prada 2” em Nova York, nos Estados Unidos. Essa obra faz parte de sua coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”, feita para a competição entre os alunos de moda da FAAP.

 

Em entrevista à AGEMT, Duda Alves diz que moda sempre foi sua primeira opção de ensino superior. “Desde criança, a moda e a arte sempre estiveram muito presentes na minha vida, e quando entendi que podia juntar duas paixões em uma só carreira, percebi que seguí-la era uma certeza”, afirmou. A escolha da faculdade também não foi por acaso para ela, que participou de programas de experiências artísticas como a FAAP Aberta, que abre as portas para receber alunos de diversas escolas para ter uma experiência do curso na faculdade.

 

A coleção usada na competição Moda Faap 2025, “De Tanto Pensar, Sentir”, surgiu como uma reflexão de sua mente e do questionamento de como a razão e a emoção coexistem dentro do ser humano.“Na criação dos croquis, eu estava pensando demais e não conseguia fluir, então me inspirei nesse momento que eu estava para dar forma às obras que fiz”, explicou. Duda ficou em segundo lugar entre os finalistas; oito participantes foram chamados para produzir quatro de suas peças. “Eu queria trabalhar com silhuetas e com pinturas, então os looks azuis remetem à razão e os vermelhos à emoção”.

Duda Alves posando com modelos usando a coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”. Foto: Duda Alves/Divulgação.
Duda Alves posando com modelos usando a coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”. Foto: Duda Alves/Divulgação.

A influenciadora de moda Malu Borges entrou em contato com Duda pedindo um look feito por ela após acompanhá-la pelo Instagram. “Não é a primeira vez que ela dá a chance para designers que estão no começo da carreira, abrindo portas para jovens talentos, para, assim como eu, verem que é possível”, disse a estudante. A obra escolhida pela influenciadora é composta por duas peças: uma saia branca e uma camisa com bordados vermelhos 3D, simulando as veias fora do corpo humano.

Malu Borges usando Duda Alves. Foto: Instagram/@maluborgesm/divulgação.
Malu Borges usando Duda Alves. Foto: Divulgação/@maluborgesm

Duda explica sua paixão pela moda pela forma como esta é vista pela sociedade: “Muitas pessoas não consideram uma arte. Para mim, é o oposto, é o que me atraiu para esse mundo. Não são apenas roupas, é produzir obras vestíveis que contenham uma história”.

 

Tags:
No último dia da semana de moda carioca, as coleções revisitaram arquivos, memórias e referências
por
Helena Haddad
|
27/04/2026 - 12h

O último dia da Rio Fashion Week 2026, no sábado (18), encerrou a temporada de moda carioca com desfiles de marcas consolidadas, como Isabela Capeto, Dendezeiro e Lenny Niemeyer.

Isabela Capeto

isabela capeto
Foto/Divulgação @isabelacapeto

Após dez anos longe das passarelas, Isabela Capeto retornou ao evento ao lado da filha, Chica, com a coleção Dracena. Conhecida por seu trabalho artesanal e pela estética maximalista, a estilista resgatou elementos que marcaram sua carreira.

A nova coleção mergulhou nesse universo afetivo. Inspirada na planta Dracena Pink, a referência apareceu no cenário rosa vibrante, bordados florais, texturas e acessórios chamativos. Mas uma saia floral volumosa chamou a atenção pela semelhança com um look apresentado pela Chanel em outubro de 2025, uma referência difícil de ignorar. Há também um olhar para o reaproveitamento de materiais e peças que dialogam com o próprio acervo da marca.

isabela capeto saia
Saia comparada com Chanel. Foto/Divulgação @isabelacapeto

Muita transparência, trabalhos em retalhos e aplicações artesanais reforçaram a identidade maximalista construída por Isabela ao longo da carreira.

isabela capeto
Foto/Divulgação @isabelacapeto

 

Dendezeiro

A marca baiana apostou no urbano, uma coleção inspirada na cultura ballroom. Batizada de House of Dendezeiro, a linha trouxe peças amplas, sobreposições e uma estética quase performática que dialoga com a cena queer.

dendezeiro
Foto/Divulgação @dendezeiro

O uso de látex, transparências e comprimentos míni adicionou sensualidade, enquanto a parceria com a DOD Alfaiataria trouxe estrutura à coleção em modelagens ampulheta, ombros marcados e calças acinturadas.

dendezeiro
look com alfaiataria pela DOD. Foto/Divulgação @dendezeiro

O ponto forte da coleção foi a adaptação dessas referências para o contexto brasileiro. O desfile conecta diferentes universos; as peças podem ser usadas tanto em um baile funk quanto em uma casa de shows de drag queens. 

dendezeiro
Foto/Divulgação @dendezeiro

 

dendezeiro
Foto/Divulgação @dendezeiro

 

Lenny Niemeyer

Para encerrar o evento, Lenny Niemeyer celebrou os 35 anos de sua marca com um desfile que revisitou sua trajetória. Apresentada no Museu do Amanhã, a coleção reforçou os códigos que transformaram a estilista em referência na moda praia nacional.

lenny
Foto/Divulgação @lennyniemeyer

Maiôs estruturados, saídas de praia sofisticadas, estampas, texturas diferentes e muita brasilidade foram apresentados na passarela. 

lenny
Foto/Divulgação @lennyniemeyer

O desfile, que encerrou a semana de moda com peças que apostaram menos em reinvenção e mais na força de uma trajetória consolidada. A coleção, batizada de “Trama do Tempo”, é uma releitura das antigas passarelas, marcada por curvas, organza e acessórios de murano que lembram raios solares e colares bicolores. A trilha intimista e as projeções de ficção científica criaram uma experiência para a plateia. O desfile também contou com um elenco de supermodelos como Isabeli Fontana, Fernanda Tavares e Alicia Kiczman

lenny
Isabeli Fontana para Lenny Niemeyer. Foto/Divulgação @lennyniemeyer

A Rio Fashion Week já confirmou seu retorno em 2027, após receber 30 mil pessoas e movimentar milhões de reais nesta edição.

Tags:
Estudante procura conscientizar a respeito do fast fashion na indústria brasileira
por
Anna Sofia Carsughi
Olivia Ferreira
Larissa Viana
|
27/04/2026 - 12h

O consumo têxtil no Brasil é um setor dinâmico que vai muito além do território brasileiro. É um dos maiores mercados da América Latina e o 5º maior consumidor de vestuário e calçados do mundo. Segundo a pesquisa divulgada pelo site Cupom Válido, Minas Gerais por exemplo está em segundo lugar no consumo de vestuário no país, representando 10% do total de consumidores no Brasil. A cadeia têxtil emprega milhões de pessoas, sendo um importante motor de desenvolvimento econômico. Em entrevista à AGEMT, Giulia Correia Sugi, estudante de moda da Faculdade Santa Marcelina (FASM), expôs diversos debates importantes que surgem nesse meio em relação ao aumento desenfreado do consumo nos dias atuais.

Cada vez mais a moda surge como fator econômico essencial para circulação de roupas e calçados. É nesse contexto que ganha força uma produção à base do fast fashion, termo que significa o modelo de negócios rápido com produção acelerada e baixo custo. Isso é capaz de replicar tendências na garantia do consumo rápido, que é exatamente o que afeta o processo criativo na moda,  que se torna ofuscada em meio à necessidade da fabricação em alta escala. “Em vez de desenvolver coleções com pesquisa profunda, experimentação e construção de conceitos, muitas marcas passam a priorizar a velocidade, ocorrendo a reprodução de ideias de outros designers ou marcas, enfraquecendo a originalidade”, relata Sugi.

Essa era do fast fashion foi impulsionada principalmente pelas redes sociais, que disseminam as novas tendências estilistas. Como exemplo pode-se citar a Shein, que surfou na onda da pandemia do coronavírus como forma de fortalecer sua plataforma em meio à internet. Assim, a rede chinesa cresceu a partir da tecnologia de disseminação, e lucrou rapidamente com os baixos custos de produção, o trabalho precário e as entregas extremamente rápidas, sempre na busca de replicar as tendências atuais da moda. “O preço acessível é um dos principais fatores. Grande parte da população brasileira busca produtos com menor custo, e o fast fashion oferece exatamente isso”, afirma Sugi.

Giulia Sugi em trabalho da faculdade
Reprodução/ Instagram oficial 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Slow Fashion como contrapartida

O consumo desenfreado é sinônimo de funcionamento de um sistema capitalista no qual cada vez mais se consome, e menos se reflete sobre as reais necessidades, os impactos ambientais e as consequências sociais desse padrão. Esse ciclo é impulsionado por estratégias de mercado, publicidade e pela lógica de crescimento contínuo, que asseguram um sistema de rápida circulação. Nunca se comprou tanta roupa como nos dias atuais, mas por outro lado, nunca se gastou tão pouco dinheiro dentro da moda. Isso é um reflexo direto da informalidade, da busca por conforto e da massificação de produtos mais baratos, em grande parte importados.

O meio ambiente é um dos principais pilares afetados nesse processo, relata a estudante: “Um dos principais problemas é o descarte excessivo de roupas. A indústria utiliza grandes quantidades de água, principalmente no cultivo de algodão e nos processos de tingimento. Além disso, produtos químicos utilizados nesses processos frequentemente contaminam rios e solos. Também há tecidos sintéticos, muito comuns na fast fashion, liberam microplásticos durante a lavagem, contribuindo para a poluição dos oceanos”.

O ditado “a ânsia de ter e o tédio de possuir” ocorre também dentro da moda. As pessoas compram uma peça super desejada que está em tendência, mas rapidamente essa compra é ocupada por um lugar vazio e, consequentemente, a necessidade de comprar cada vez mais, a fim de saciar essa sensação. “Torna-se um ciclo infinito, consumir e descartar.”- afirma Giulia. 

Essa onda de desgaste têxtil e essas tendências em excesso levam a uma perda de autenticidade por parte dos produtores e criadores da moda. A essência individual se perde nos interesses mercadológicos, e para se manterem relevantes, as marcas adaptam suas estratégias para ampliar seu público com produtos mais acessíveis, mas sem perder sua sofisticação. Assim, cresce também a competitividade entre todas essas marcas que querem sempre se manter atualizadas e produzirem mais para ter um maior consumo e consequentemente, mais lucro. 

As pequenas marcas, as chamadas slow fashion, são integradas por pequenos produtores que fazem da moda sua principal fonte de renda, com roupas ou calçados construídos cuidadosamente com as mãos (handmade), pensados minuciosamente e transportando as ideias criativas para a produção da moda. Isso é um movimento de moda sustentável e consciente que valoriza a qualidade e durabilidade em detrimento da quantidade e velocidade, e são esses produtores que sofrem as consequências das tendências e desvalorização da mão de obra.  Enquanto estudante de moda, Sugi expõe: 

“Com certeza, é como se houvesse uma enxurrada interminável de novas ideias, o que pode ser tanto avassalador quanto incrivelmente valioso. Marcas menores e nacionais, que estão crescendo e possuem uma estética e história cativantes, ganham mais visibilidade online do que jamais tiveram fisicamente. Como uma estudante de moda no quarto semestre, você é bombardeada por uma avalanche de informações na internet”.

 

Tags:
Na nova coleção, Miuccia Prada e Raf Simons invocam o glamour cru como uma forma de representar a mulher moderna
por
Bruna Quirino Alves
|
28/02/2025 - 12h

A Prada apresentou sua nova coleção de outono-inverno na Semana de Moda de Milão nesta quinta-feira (27/02). O conceito do desfile “Raw Glamour”, vem para provocar uma discussão acerca do que é o ideal feminino e, mais do que isso, afrontar uma versão de feminilidade já considerada antiquada. 

Modelo desfilando com suéter vermelho
Prada FW25. Fonte: Courtesy of Prada 

 

Miuccia Prada, diretora criativa da casa, entende que a moda deve acompanhar a vivência da mulher contemporânea e o desfile incorporou esse conceito. A coleção reflete a mulher moderna trazendo um estilo mais sóbrio e corporativo, que prioriza o conforto e a funcionalidade acima da estética. 

As peças apresentam uma paleta de cores mais neutra, com destaque para tons terrosos que remetem à cor oficial do ano segundo a Pantone: a Mocha Mousse, um marrom quente que lembra o chocolate. 

A atmosfera do desfile é definida por contradição de conceitos. A estrutura com andaimes de metal apresenta uma ambientação quase industrial, de maneira a ser contraposta com a sofisticação do carpete floral no estilo Art Noveau, feito pela designer Catherin Martin. 

Esse visual dicotômico traça um paralelo com as peças e evidencia como a feminilidade é uma percepção complexa e plural. 

 

Modelo
Prada FW25. Fonte: Courtesy of Prada

 

O desfile traz de volta os “statement necklaces”- colares maximalistas que viraram tendência em 2015. Além disso, os óculos de “bibliotecária" também marcam presença, garantindo a continuação da febre que ressurgiu com a popularização de uma armação redonda, da também italiana Miu Miu, registrando em fontes garrafais  o retorno do acessório clássico dos anos 90 e 2000.

A modelagem das peças brinca com diferentes tamanhos, proporções, cortes e materiais, com o intuito de trazer um sentimento de  estranhamento e redefinir a funcionalidade da própria roupa. Vestidos, planejados com a essência da feminilidade desde sua criação, apresentam silhuetas diversas, costuras à mostra, não acentuam as curvas e são usados de formas diferentes do que se é esperado. 

A caracterização das modelos com cabelos despenteados e por dentro dos colares, de uma maneira que teatralmente transmitia pressa, desafiam as normas e trazem o ar mais autêntico de uma mulher que saiu de casa atrasada para o trabalho. 

 

Modelo desfilando usando um vestido preto
Prada FW25. Fonte: Courtesy of Prada


Nota-se que a Prada, assim como todas as mulheres, está em constante evolução - e não há limites para o que ela pode fazer.  

 

Tags:
Atual diretor criativo, Daniel Lee, convidou o público a vivenciar a aristocracia boemia do final do século passado
por
João Luiz Freitas Souza
|
27/02/2025 - 12h

“Fugitivos do Final de Semana” é uma expressão que se refere a um grupo de pessoas da alta sociedade de Londres que, tradicionalmente, deixa a cidade nos finais de semana para buscar refúgio no campo e tentar de alguma forma se “reconectar” com a natureza. Foi baseado nessa utopia que Daniel Lee, diretor criativo da Burberry, criou a última coleção Inverno 2025 apresentada nesta edição da Semana de Moda de Londres.

E para complementar a estética  da alta sociedade londrina, o casting do desfile contou com uma lista de personalidades britânicas, como o ator Richard E. Grant, as modelos Naomi Campbell e Karen Elson, entre outras.

Naomi Campbell desfilando para Burberry vestindo um vestido roxo
Desfile da Burberry de inverno, 2025 - Foto: Launchmetrics Spotlight

Lee criou uma conexão entre o estilo clássico, sem deixar de lado aspectos modernos e, de certa forma, extravagantes.

A moda surpreendeu ao transformar os desenhos clássicos de papéis de parede de mansões antigas em estampas para peças de alfaiataria, traduzidos em veludo brocado. Os famosos casacos da marca, agora em couro, foram combinados com pijamas de seda, criando um visual moderno e confortável. O desfile atraiu muitos famosos para a primeira fila da plateia, como Geri Halliwell e Kim Cattral, mas a verdadeira estrela da noite foi o inusitado cavaleiro com armadura, que se tornou a sensação do evento.

Cavaleiro de armadura que estava presente no desfile
Cavaleiro de armadura que estava presente no desfile, 2025 - Foto: Drew Vickers

Daniel Lee usou cores terrosas, como marrons, laranjas e tons de bege, para remeter à natureza e ao campo, ao mesmo tempo que manteve a presença do azul elétrico, destaque da marca. Além do veludo brocado, a coleção também contou com outros tecidos luxuosos, como a seda, o couro e a lã, que evidenciam a qualidade e o requinte das peças.

As capas usadas como acessórios, agora, ganharam a textura do tricô em casamento espontâneo com estrutura do trench coat, resultando em peças que evocam tanto o conforto do lar quanto a elegância urbana. A proposta estética reside na fusão de referências tradicionais e familiares com elementos de funcionalidade e inovação. Os acessórios, em particular o calçado, destacam-se como síntese dessa narrativa, onde a herança cultural se encontra com a contemporaneidade.

Modelo desfilando para Burberry com um vestido branco com glitter e com um cachecol
Desfile da Burberry de inverno, 2025 - Foto: Launchmetrics Spotlight

 

Tags:
Xadrez repaginado, rendas românticas e beleza ousada marcaram a temporada outono/inverno 2025 na capital britânica
por
Nina Januzzi da Gloria
|
27/02/2025 - 12h

Dos dias 20 a 24 de fevereiro aconteceu a tradicional Semana de Moda de Londres, que apresentou as coleções outono/inverno para 2025. O evento se destacou por uma fusão de inovação e criatividade, abordando desde temas tradicionais britânicos até críticas sociais contemporâneas.

Nas passarelas, essa mistura de contrapontos  foi traduzida para  tendências marcantes, com designers apostando em silhuetas estruturadas, texturas inesperadas e uma paleta de cores que variou entre tons sóbrios e vibrantes. Além disso, rendas românticas, luvas e recortes estratégicos apareceram em diversas coleções, mostrando diversas facetas que iam desde o delicado até algo mais moderno e sensual.

Os principais destaques foram:

Burberry

Sob a direção criativa de Daniel Lee, a marca apresentou uma coleção inspirada em elementos ingleses clássicos, como tapeçarias e outerwear em tons ricos (peças de vestuário externas). Para reforçar ainda mais a conexão com a cultura britânica, o desfile foi realizado no Tate Britain.

Homenagem as ruas londrinas Foto: Burberry

A coleção de Daniel Lee para a Burberry conseguiu equilibrar com maestria o urbano e o campestre, refletindo a alma da marca e sua forte herança britânica. Ao misturar referências tradicionais com um olhar moderno, Lee criou peças que exaltam a dualidade entre o clássico e o contemporâneo, reafirmando o lugar único da Burberry no panorama da moda global.

O xadrez ficou em evidência, sendo amplamente explorado através de peças que combinavam elementos tradicionais britânicos com toques contemporâneos.

Simone Rocha

Conhecida por sua estética que mescla a beleza  romântica e o enfastiado sentimento punk, a grife apresentou peças que exploravam a dualidade entre graciosidade  e rebeldia, com looks que combinavam rendas e silhuetas estruturadas.

Inspirada na fábula A Tartaruga e a Lebre, Simone Rocha resgatou memórias da infância e as traduziu em peças lúdicas e sofisticadas, apresentando bolsas em formato de coelho e cintos adornados com cadeados de bicicleta, detalhes que reforçaram a fusão entre nostalgia e rebeldia em sua coleção.

Resgatando elementos de suas coleções anteriores, Simone Rocha os reinterpretou sob uma nova ótica, criando um diálogo entre passado e presente. A dualidade, característica marcante de sua estética, ganhou forma na justaposição de materiais contrastantes, como o tule etéreo e o couro estruturado, resultando em uma harmonia entre delicadeza e força.

Mistura entre romantismo e punk Foto: Kat Granger

Harris Reed

A marca abriu a semana de moda, desfilando uma coleção glamurosa, ao mesmo tempo  que reforçava temas de expressão pessoal e liberdade individual. Seu desfile destacou-se pela fusão de drama e elegância, apresentando silhuetas ousadas e detalhes intrincados.

As criações combinaram referências góticas e românticas, destacando tecidos transparentes, corsets estruturados e acessórios dourados, elementos que reafirmam a identidade singular da marca.

Florence Pugh abriu o desfile no Tate Britain em um vestido escultural preto transparente, com capuz e detalhes curvilíneos. Ao som de Nothing Else Matters, recitou um monólogo intenso, amplificando a aura dramática da apresentação.

Foto: Courtesy of Harris Reed

Já na beleza, a ousadia e a experimentação dominaram as passarelas. As sobrancelhas decoradas com pedrarias trouxeram um toque de brilho inesperado, transformando o olhar em um verdadeiro acessório. No desfile de Dilara Findikoglu, a estética gótica ganhou força com peles pálidas, sobrancelhas apagadas e tatuagens faciais, criando um visual misterioso e dramático. Nos cabelos, o volume e a textura foram protagonistas, trazendo um ar despojado e poderoso às produções. Para equilibrar, os lábios surgiram em tons neutros, reforçando a tendência de uma maquiagem mais natural e sofisticada.

Sobrancelha com pedraria  Foto: Vogue

Além de reafirmar o papel da Semana de Moda de Londres como um espaço de inovação e experimentação, as  tendências apresentadas apontam para um futuro onde a moda se torna cada vez mais um reflexo da identidade e das narrativas culturais. Seja resgatando referências tradicionais britânicas ou ousando em novas abordagens estéticas, os designers mostraram que a moda outono/inverno 2025 será marcada por contrastes sofisticados, liberdade criativa e um olhar atento para a individualidade. Com essas apostas, Londres mais uma vez se consolida como um dos epicentros da moda global, inspirando não apenas as passarelas, mas também o street style e a indústria como um todo.

 

 

Tags:
Com o fim próximo da temporada de premiações, grandes nomes de Hollywood desfilam pelo tapete vermelho em Los Angeles
por
João Luiz Freitas Souza
|
27/02/2025 - 12h

A um fim de semana de distância do aguardado dia do Oscar, a temporada de premiações, igualmente relevantes, como o Golden Globe Awards, o Critics Choice Movie Awards, o BAFTA e o SAG Awards, servem como termômetro, tanto para nomeações, quanto para os visuais escolhidos pelas estrelas. 

Na noite de domingo (25/01), além de reconhecer as melhores produções e atuações do cinema, o Screen Actors Guild Awards (SAG) exemplificou como essas premiações também têm um papel significativo no mundo da moda. Os artistas que desfilam pelo tapete vermelho aproveitam a ocasião para se expressar por meio de seus looks, que podem seguir um conceito clássico, contemporâneo, maximalista ou minimalista, sempre alinhados à sua imagem pessoal.

Nesta edição de 2025, um detalhe chamou a atenção: além do fato de os vencedores das cinco categorias principais pertencerem a filmes distintos, algumas escolhas de figurino se destacaram pelo conceito por trás do estético. Entre os inúmeros visuais memoráveis da noite, cinco looks fizeram mais sucesso com o público.

Ariana Grande

Ariana Grande usando um vestido cor-de-rosa e florido da marca Loweve
Ariana Grande na premiação SAG, 2025 - Foto: Getty Images

Ariana Grande escolheu um vestido da Loewe, inspirado na coleção Primavera/Verão 2025, que explorou o uso de estampas florais e penas. Para complementar o look, a cantora apostou em um colar de diamantes no estilo choker, acompanhado por um par de brincos e um anel, todos harmoniosamente combinados. As joias, assinadas pelo Jared Atelier, acrescentaram um toque de sofisticação à produção.

Para finalizar a composição, a cantora e atriz trouxe de volta seu icônico rabo de cavalo, um penteado que marcou sua trajetória na indústria da música, mas desta vez em uma versão mais refinada e elegante.

Além disso, o rosa mais uma vez se destacou em seu visual, em uma clara referência ao papel de Glinda no filme Wicked — personagem que, na maior parte do tempo, é vista vestindo essa tonalidade.

 

Anna Sawai

Anna Sawai usando um vestido vermelho e preto com glitter
 Anna Sawai na premiação SAG, 2025 - Foto: WWD

Anna apostou em um deslumbrante vestido da Armani Privé, cuja proposta trouxe um detalhe surpreendente: de frente, a peça parecia um elegante vestido vermelho coberto de glitter, mas, à medida que a atriz caminhava pelo tapete vermelho, uma fenda na altura da panturrilha se revelava, destacando ainda mais a sofisticada sandália plataforma da Christian Louboutin. Assim como sua personagem na série Shōgun, o vestido apresentava um verdadeiro plot twist. Para finalizar o look, joias da Cartier foram adicionadas, elevando ainda mais a elegância da produção.

Em entrevista à Entertainment Tonight, Anna revelou que sua escolha foi totalmente inspirada em sua personagem, Lady Mariko. “É uma cor poderosa e significativa para o papel que interpretei”, afirmou a atriz.

 

Cynthia Erivo

Cynthia Erivo usando um vestido prata
Cynthia Erivo na premiação SAG, 2025 - Foto: Getty Images

Cynthia Erivo, destaque em Wicked, desfilou pelo tapete vermelho em um vestido da Givenchy. O modelo possui afeto dos amantes de moda por ser uma peça rara pertencente  à coleção de outono de 1997, assinada por Alexander McQueen.

Essa coleção é amplamente reconhecida por sua abordagem instigante e pela forte influência de diferentes culturas, como a espanhola, a japonesa e a escocesa. Em uma entrevista à revista Numéro, em 2002, McQueen descreveu a coleção como “um cientista maluco que cortou todas essas mulheres e as misturou novamente”. O vestido usado por Cynthia é feito de ráfia tecida folheada à prata, um elemento que reforça o caráter experimental e inovador da peça.

Vestido prata sendo desfilado pela Givenchy em 1997
Givenchy Fall 1997 Haute Couture by Alexander McQueen - Foto: Getty Images

A maquiagem e as joias da atriz foram cuidadosamente escolhidas para complementar o vestido, mantendo a prata como tom predominante. No entanto, pequenos detalhes foram adicionados para homenagear sua personagem em Wicked, Elphaba. Toques sutis de verde apareceram em suas unhas, assim como em anéis verdes e amarelos, criando uma conexão delicada, porém significativa, com o papel que interpreta no filme.

 

Keke Palmer

Keke Palmer usando um vestido preto de veludo com um detalhe dourado
Keke Palmer na premiação SAG, 2025 - Foto: Getty Images

Keke Palmer, a talentosa atriz conhecida por seus papéis em diversos filmes, brilhou no tapete vermelho ao usar um vestido de veludo preto do acervo da Chanel, datado de 1985. A peça, que já havia sido usada por Jamie Lee Curtis há 40 anos, exala um charme atemporal.

O vestido, aparentemente simples, carrega um valor histórico significativo por ter sido resgatado após décadas. Para complementar o visual, a stylist Molly Dickson optou por brincos discretos, permitindo que o detalhe dourado do vestido se destacasse. A maquiagem de Keke Palmer, inspirada no glamour da antiga Hollywood, completou o look com um batom vermelho matte e um delineado gatinho clássico. A combinação perfeita de elementos vintage e contemporâneos rendeu elogios à atriz.

 

Mikey Madison

Mikey Madison usando um vestido prata da Louis Vuitton
Mikey Madison na premiação SAG, 2025 - Foto: Getty Images

A estrela em ascensão Mikey Madison desfilou no tapete vermelho com um vestido Louis Vuitton metálico e estruturado, que realçava sua cintura. A peça, sem mangas, chamou a atenção pela sofisticação e design moderno. Para complementar o look, Mikey usou um colar e um anel do acervo da Tiffany & Co., adicionando um toque de elegância clássica.

A maquiagem escolhida foi leve, com pele natural e olhos discretos. O destaque ficou por conta do batom vermelho vibrante, que harmonizou perfeitamente com o vestido e as joias.

Tags:
Após saída de Sabato de Sarno, casa apresentou sua primeira coleção assinada pelo time de design
por
Liz Ortiz Fratucci
|
27/02/2025 - 12h

 

Com a recente saída de seu então  diretor criativo, Sabato De Sarno, dispensado após a queda brusca nas vendas sob seu curto comando, a Gucci apresentou nesta terça-feira (24/02), em Milão, sua nova coleção, assinada pela própria equipe de estilo da grife. O desfile marca um período de transição, enquanto o público especula quem assumirá a cadeira, que já foi ocupada por grandes nomes como Tom Ford, Frida Giannini e Alessandro Michele.

Rumores indicavam que a Gucci poderia aproveitar a ocasião para apresentar seu novo líder, mas, ao fim do desfile, quem subiu ao palco para saudar o público foram dezenas de membros do time de design, vestindo moletons verdes estampados com a frase “Âncora Verde”.

A coleção trouxe uma coletânea de designs inspirados em peças icônicas que moldaram a identidade da maison, desfiladas sobre uma passarela em formato do icônico “Interlocking G”, uma homenagem ao fundador Guccio Gucci. Outros diretores criativos também foram referenciados ao longo da apresentação: a sensualidade da era Tom Ford apareceu em vestidos de cetim com fendas e casacos de pele, evocando o início dos anos 2000; já Alessandro Michele foi lembrado em looks de influência setentista, cores vibrantes e nos óculos de estética geek que compuseram o styling. 

Gucci FW25 Fotos: Cortesia da Gucci
Gucci FW25
Fotos: Cortesia da Gucci
Modelo vestindo vestido rosa de cetim

Gucci FW25
Fotos: Cortesia da Gucci
​​​​​​

 

Nos anos 50, Guccio Gucci, por ter trabalhado em hoteis de luxo e ter observado a alta sociedade e seu gosto pelas montarias, introduziu o adorno nomeado de Horsebit. Nessa coleção, o adorno apareceu diversas vezes, em forma de joias, acessórios e nas bolsas que levam o mesmo nome.

Bolsa Horsebit
Gucci FW25
Foto: Cortesia da Gucci

 

Durante a metade da apresentação, a orquestra responsável pela trilha sonora, mudou o ritmo da sinfonia e se deu início a parte masculina da coleção. Vimos uma grande quantidade de ternos com paletós transpassados, calças de alfaiataria e o mesmo trench coat, feito de materiais diferentes, apareceu algumas vezes, mas o mais interessante foram os cardigans feitos em mohair. O Horsebit apareceu também como fivelas nos mocassins masculinos.

Modelo usando terno com mocassim e óculos geek
Gucci FW25
Foto: Cortesia da Gucci

 

A empresa ainda não se pronunciou sobre o sucessor de De Sarno, é esperado que o anúncio seja feito em breve.

Tags: