Roupas que atravessam gerações, peças garimpadas em brechós e uma indústria que produz em ritmo acelerado mostram que repensar a moda passa pela relação com aquilo que já existe
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Sophia Coccetrone
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28/09/2026 - 12h

Por Sophia Coccetrone

 

Todos os dias, Sibelle Oliveira leva cerca de uma hora e meia para chegar ao seu brechó, na República, região central de São Paulo. Moradora do Jardim Peri, na zona norte da cidade, ela costuma fazer o trajeto de ônibus para economizar. No caminho, carrega sacolas e malas cheias de roupas que serão garimpadas, higienizadas, avaliadas e colocadas à venda no seu brechó. Aos 29 anos, divide a rotina entre o brechó, o trabalho como esteticista e possui sua carga de ensino técnico de Marketing. O negócio começou de outra maneira. No Brechó Vertical, prédio localizado na República que reúne diferentes brechós, ela inicialmente tentou desenvolver um espaço voltado à estética. Porém, a ideia não se sustentou sozinha. Foi então que decidiu transformar também sua relação com as roupas em trabalho e criou o Brecholezeiras.

Desde então, boa parte das tarefas fica por sua conta. É ela quem procura as peças, seleciona, higieniza, organiza, pensa na apresentação e atende as clientes. O trabalho acontece entre deslocamentos, estudos e outras atividades profissionais. Afirma que é um trabalho muito louco, e é para quem tem disposição.

Para chegar até ali, Sibelle precisa carregar fisicamente o próprio negócio em meio ao transporte público da cidade de São Paulo. “É assim que eu sigo lutando na correria para sustentar meu próprio negócio”.

A história de Sibelle revela uma das faces menos visíveis do consumo de segunda mão. Antes de uma peça chegar ao cabide de um brechó, existe uma série de escolhas, deslocamentos e trabalhos. E, depois que ela é vendida, sua história continua por mais algum tempo, agora no guarda-roupa de outra pessoa.

 

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Corredor do Brechó Vertical - Imagem: Folha/UOL

 

Para Sibelle, vender roupas usadas não representa apenas uma alternativa de consumo. É também uma forma de trabalho e de construir uma identidade. A maior parte de suas clientes são mulheres próximas de sua idade, entre 20 e 30 anos, que procuram peças diferentes e, muitas vezes, encontram no brechó uma possibilidade de comprar produtos que seriam mais caros novos ou buscar mais alternativas para seu estilo pessoal. Ela afirma que geralmente quem consome muito de brechó, só vive de brechó.

A relação de Sibelle com as roupas também mudou a maneira como ela se veste. Ao passar boa parte dos dias procurando peças e pensando em quem poderia usar, ela começou a entender o garimpo não apenas como uma tarefa comercial, mas como uma forma de descobrir estilos e observar as diferentes maneiras pelas quais as pessoas constroem sua identidade.

Há também uma questão econômica. Para ela, comprar de segunda mão pode significar encontrar produtos de marcas conhecidas por valores mais acessíveis, além de peças antigas ou que já não são produzidas. Mas a escolha também está relacionada ao destino das roupas. Quando uma peça usada encontra uma nova dona, ela deixa de ser apenas algo que poderia ocupar espaço em um armário ou ser descartado. Passa a circular novamente. É uma lógica semelhante à da economia circular, em que produtos permanecem em uso por mais tempo antes de serem transformados em resíduos.

O professor Urbano Nobre, da PUC-SP, observa esse processo a partir da própria duração dos produtos. Para ele, uma das formas mais concretas de tornar o consumo mais consciente é fazer com que aquilo que já foi produzido permaneça em circulação por mais tempo.

 

“Uma das formas de você transformar de forma objetiva o consumo em algo consciente é você alongar a vida dos objetos, fazer com que o ciclo de produção e reprodução de consumo se alongue a três, quatro, cinco estágios.”

A experiência de Sibelle mostra esse prolongamento acontecendo na prática. Mas também evidencia que o consumo de segunda mão não elimina sozinho os problemas da indústria. Para que uma roupa chegue ao brechó, ela primeiro precisou ser produzida. E, enquanto novas peças continuam sendo fabricadas em grandes quantidades, o desafio permanece sendo diminuir a velocidade com que roupas entram e saem dos guarda-roupas.

Uma vida entre o tecidos e não-tecidos

Se Sibelle encontra novas histórias para roupas que já existem, Monika Debasa passou boa parte de sua trajetória pensando em como elas são produzidas. Professora de Moda da Faculdade Santa Marcelina e especialista em têxteis, Monika construiu sua carreira entre a indústria, a pesquisa e o ensino. Formada em Design pela FAAP, passou por diferentes experiências no setor têxtil, trabalhando com estamparia, padronagem, desenvolvimento de produtos e gestão.

Ainda no início da carreira, teve contato direto com o chão de fábrica durante um estágio na TDB Tecidos, empresa voltada à produção de malharia circular para beachwear e lingerie. Depois, atuou em Minas Gerais na área de algodão e desenvolveu uma coleção de estampas. Também trabalhou na Horizonte Têxtil, onde entrou em contato com pesquisas de tendências e chegou a administrar departamentos.

Foi nesse percurso que as questões relacionadas aos materiais e aos resíduos começaram a ganhar espaço em seu trabalho. Em 2009, Monika realizou testes com o Lonapet, tecido produzido a partir de garrafas recicladas de Guaraná Antártica. O material mantinha a cor verde das garrafas e também incorporava restos de fibras curtas de algodão a novos testes.

A experiência fazia parte de uma preocupação maior: entender que a sustentabilidade não começa depois que uma roupa é descartada. Ela também está presente na escolha das fibras, na qualidade da produção e na capacidade de uma peça permanecer em uso. Monika diz que a estética é, frequentemente, o primeiro fator de atração. A funcionalidade, por sua vez, deve ser adaptada ao contexto de uso. Contudo, a durabilidade é o pilar central da sustentabilidade. Quanto mais duradoura uma peça, mais sustentável ela se torna.

Para ela uma roupa não pode ser considerada sustentável apenas porque foi produzida com determinado material. A fibra utilizada, a qualidade da fabricação, o conforto, a possibilidade de manutenção e até a maneira como a peça é lavada interferem em sua vida útil.

Essa perspectiva acompanha sua trajetória acadêmica. Depois da experiência na indústria, ela se especializou em moda e gestão e realizou mestrado na área de design têxtil na EACH-USP. A pesquisa e a prática profissional passaram a caminhar juntas, até que o ensino se tornou uma parte central de seu trabalho.

Do ativismo à sala de aula

A preocupação de Monika com a sustentabilidade também ultrapassa os processos industriais. Ela participa do Fashion Revolution, movimento internacional criado após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, em 2013, que matou mais de mil trabalhadores da indústria têxtil e colocou em evidência as condições de trabalho e produção do setor.

Como uma das embaixadoras brasileiras do movimento, Monika participa de ações voltadas à transparência, às condições de trabalho e à responsabilidade ambiental na moda. Ela costuma comparar o Fashion Revolution a uma espécie de “Greenpeace da moda”, justamente pela tentativa de aproximar questões ambientais e sociais do cotidiano da indústria.

A discussão também chega à Faculdade Santa Marcelina. Um exemplo é o “Setembro da Segunda Mão”, projeto de troca de roupas que incentiva os alunos a fazerem as peças circularem novamente. Na edição mais recente mencionada pela professora, 375 peças foram trocadas. A iniciativa parte de uma ideia simples: Monika gosta de reforçar que a melhor roupa é aquela que já existe.

É uma mudança de perspectiva que também aparece no trabalho de Sibelle. Enquanto Monika discute a durabilidade antes e durante a produção, Sibelle trabalha justamente no momento seguinte, quando a roupa poderia ser esquecida, acumulada ou descartada.

A roupa como trabalho

No cotidiano de um brechó, entretanto, prolongar a vida de uma peça não acontece de maneira automática. Sibelle precisa encontrar as roupas, transportá-las, selecionar o que pode ser vendido, higienizar cada peça, organizar o espaço, fotografar ou apresentar os produtos e conversar com as clientes, tudo sozinha. 

O esforço também aparece na maneira como Sibelle transforma sua própria rotina em expressão. Ela faz rimas de rap improvisado para retratar o trabalho e as situações que vive todos os dias, usando a música como uma maneira de registrar a experiência de manter um negócio próprio e se manter no "corre" do dia a dia.

O brechó, nesse sentido, está longe de ser apenas um espaço onde uma roupa usada muda de dono. Existe uma cadeia de trabalho por trás de cada peça que chega ao cabide. E existe também uma relação afetiva: alguém escolheu aquela roupa antes, alguém decidiu não descartar e outra pessoa agora encontrou nela uma nova oportunidade

O problema começa antes do descarte.

A trajetória de Sibelle acontece em contraste com um mercado de moda cada vez mais acelerado. Segundo dados citados pela CNN Brasil, a quantidade de peças de vestuário produzidas no mundo dobrou desde os anos 2000. No mesmo período, os consumidores passaram a comprar cerca de 60% mais roupas, mas a utilizá-las durante aproximadamente metade de sua vida útil. O problema, portanto, não está apenas no momento em que uma roupa vira lixo. Ele começa antes, na quantidade de peças produzidas, na velocidade com que são substituídas e na forma como o consumidor se relaciona com elas, além da forma do descarte que muitas vezes é irresponsável ambientalmente. 

A experiência de comprar uma roupa nova parece simples, mas envolve uma cadeia que passa pela obtenção da matéria-prima, produção, uso de água e energia, processos químicos, transporte, venda e, finalmente, descarte. É nesse intervalo entre produção e descarte que histórias como a de Sibelle ganham importância. Um brechó não interrompe a produção em larga escala, mas cria uma possibilidade para que algumas peças permaneçam em circulação.

Crescer sem ultrapassar os limites

A relação entre crescimento econômico e limites ambientais também é discutida pelo professor José Geraldo Portugal Júnior, vice-coordenador da FEA PUC-SP. A partir do conceito de Economia Donut, desenvolvido pela economista Kate Raworth, Portugal trabalha com a ideia de que uma sociedade precisa garantir condições mínimas de vida para as pessoas sem ultrapassar os limites ambientais do planeta.

Aplicada à indústria têxtil, essa perspectiva coloca a questão sobre como atender às necessidades de uma população crescente sem depender de uma produção cada vez maior de roupas que são utilizadas por períodos cada vez menores. A resposta não está apenas em trocar um tecido por outro. É preciso observar toda a cadeia e, principalmente, a quantidade de produtos colocados em circulação e o tempo que eles permanecem em uso.

Materiais alternativos, como fibras produzidas a partir do cânhamo, podem fazer parte dessa transformação, dependendo das condições de cultivo e processamento. Mas substituir uma matéria-prima não resolve por si só o problema de uma indústria baseada em produção e consumo acelerados.

A mudança também passa pela maneira como as marcas comunicam seus produtos. Em um mercado no qual a sustentabilidade ganhou valor comercial, existe o risco de que termos como “ecológico”, “consciente” ou “sustentável” sejam utilizados como estratégia de comunicação sem que mudanças correspondentes aconteçam nos processos produtivos. É o chamado greenwashing.

Por isso, a sustentabilidade não pode ficar restrita à publicidade. Ela precisa aparecer nas decisões sobre materiais, produção, qualidade, durabilidade, condições de trabalho e destino dos produtos.

A trajetória de Monika ajuda a mostrar essa diferença. Sua experiência com tecidos reciclados não ficou apenas na comunicação de uma ideia sustentável: envolveu pesquisa, testes e tentativa de encontrar usos para resíduos que normalmente seriam descartados. Já o trabalho de Sibelle acontece em outro lado. Seu negócio não precisa produzir uma nova peça para vender. Ele trabalha com aquilo que já existe e contribui para evitar que o descarte seja o fim inevitável de uma roupa.

Uma transformação que começa no que já existe

A sustentabilidade na indústria têxtil não depende de uma única solução. Ela envolve quem produz, quem cria, quem vende, quem comunica e quem compra. Mas as histórias de Monika e Sibelle mostram que a transformação também pode acontecer em escalas menores.

Monika passou décadas dentro da indústria e da academia investigando materiais, processos e maneiras de tornar as roupas mais duráveis. Hoje, leva essa experiência para a sala de aula e para o ativismo. Sibelle, por outro lado, construiu um negócio independente a partir das próprias dificuldades e descobriu no brechó uma maneira de trabalhar com roupas que já existem.

No fim, as duas trajetórias se encontram em uma ideia simples: uma roupa não precisa terminar sua história quando deixa de ser nova. Para Sibelle, essa história pode continuar no corpo de outra pessoa. Para Monika, ela começa na escolha de um tecido, na qualidade da produção e na capacidade de uma peça resistir ao tempo.

Em uma indústria acostumada a transformar novidade em necessidade, talvez um dos maiores desafios seja justamente aprender a olhar para aquilo que já existe para que sustentabilidade não seja apenas consumir menos, mas fazer com que as roupas tenham tempo suficiente para cumprir mais de uma história antes de se tornarem descarte.

Estilista inicia nova fase independente após deixar a direção criativa da Versace
por
João Luiz Freitas
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22/09/2026 - 12h

Donatella Versace está de volta ao comando criativo de uma marca. Nesta segunda-feira (21), durante a Semana de Moda de Milão, a estilista anunciou uma nova parceria com a Revolve, varejista global de moda e beleza, dando início a um projeto independente que irá reunir os universos da moda e da beleza.

Ainda sem nome revelado, a nova marca terá Donatella à frente da direção criativa. A primeira etapa do projeto será dedicada à beleza, enquanto a expansão para a moda acontecerá posteriormente. Os primeiros produtos estão previstos para chegar ao mercado em 2027. 

A parceria representa uma nova etapa na trajetória da estilista. Em março de 2025, Donatella deixou a direção criativa da Versace, função que ocupava desde 1997, após assumir o posto deixado por seu irmão, Gianni Versace. Desde então, permaneceu ligada à grife como embaixadora, enquanto Dario Vitale assumiu a direção criativa.

Donatella Versace anuncia nova parceria para criação de marca independente
Donatella Versace anuncia nova parceria para criação de marca independente - Foto: Reprodução/Instagram @donatella_versace

Agora, longe da casa que marcou quase três décadas de sua carreira, Donatella passa a construir uma identidade criativa própria. O projeto pretende transitar entre moda, beleza, cultura e entretenimento, enquanto a Revolve contribui com sua estrutura de comércio digital e alcance internacional.

A distribuição inicial está planejada para mercados como Estados Unidos, América Latina, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. O nome da marca e os primeiros produtos ainda serão divulgados nos próximos meses.

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Com passagem por Miu Miu e Versace, designer tem a missão de renovar a marca sem deixar de lado os códigos construídos por Giorgio Armani
por
João Luiz Freitas
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17/09/2026 - 12h

A Armani inicia uma nova fase da sua história com a chegada de Dario Vitale à direção criativa da Emporio Armani. Além do cargo, o designer também ficará responsável pela direção criativa dos acessórios Giorgio Armani. Anunciada nesta quarta-feira (16), a escolha representa uma mudança importante para a casa italiana, que, pela primeira vez, coloca um profissional de fora da família Armani em uma posição criativa de liderança.

A nomeação acontece um ano após a morte de Giorgio Armani, fundador da marca e responsável por construir uma das identidades mais reconhecíveis da moda italiana. Enquanto Silvana Armani e Leo Dell’orco permanecem ligados à direção criativa das coleções principais, Vitale chega especialmente à Emporio Armani, linha criada em 1981 com uma proposta mais jovem e experimental dentro do grupo.

A escolha também ganha força quando observada a trajetória do designer. Formado pelo Istituto Marangoni, em Milão, Vitale passou por nomes importantes da indústria italiana, incluindo Dsquared2 e Bottega Veneta, antes de chegar à Miu Miu em 2010. Durante aproximadamente 15 anos na marca, ocupou posições de destaque e chegou a comandar o design de ready-to-wear e a área de imagem.

Dario Vitale
Dario Vitale se torna o novo diretor criativo da Emporio Armani - Foto: Jeannette Montgomery Barron/Divulgação EA.

Em 2025, Vitale assumiu outro desafio histórico ao se tornar o primeiro profissional de fora da família Versace a ocupar a direção criativa da grife. Sua passagem, entretanto, durou apenas uma temporada. Depois da aquisição da Versace pelo grupo Prada, o designer deixou o cargo em dezembro do mesmo ano. Apesar do curto período, sua estreia foi apontada por veículos especializados como um dos momentos de destaque daquela temporada.

É justamente essa experiência que pode fazer diferença em sua chegada à Emporio Armani. Vitale carrega uma trajetória construída dentro de diferentes linguagens da moda italiana, passando pelo minimalismo e pela sofisticação da Miu Miu e chegando ao maximalismo e ao glamour historicamente associados à Versace. Para a Armani, essa bagagem pode representar uma oportunidade de aproximar a Emporio de uma geração mais jovem sem necessariamente romper com os códigos estabelecidos pela casa.

Seu primeiro grande teste à frente da Emporio Armani já tem data marcada: a coleção de verão 2027 será apresentada durante a semana de moda de Milão, em 24 de setembro. Será a partir dela que será possível observar como o designer pretende traduzir sua assinatura para o universo construído por Giorgio Armani.

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Patricia Bonaldi transforma a paisagem e a arquitetura dos jardins modernos em silhuetas, bordados e volumes que celebram a exuberância brasileira
por
João Luiz Freitas
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16/09/2026 - 12h

A paisagem brasileira ganhou novas formas na passarela da New York Fashion Week nesta terça-feira (15). A PatBO, marca comandada pela estilista Patricia Bonaldi, apresentou sua coleção primavera/verão 2027 em Domino Square, em Williamsburg, no Brooklyn, levando para um dos principais calendários da moda internacional uma interpretação contemporânea de natureza e do paisagismo brasileiro.

Intitulada “Splendid Brazil”, a coleção parte de uma referência que vai além da representação literal da flora nacional. A inspiração está nos jardins modernos brasileiros e, principalmente, na maneira como paisagistas do período modernista organizaram a natureza para transformá-la em uma linguagem visual própria.

Visuais apresentados no desfile da PatBO
Visuais apresentados no desfile da PatBO - Foto: Reprodução PatBO

“O ponto chave não é criar uma coleção sobre plantas, mas traduzir a maneira como eles organizaram a natureza”, explica Bonaldi, fundadora e diretora criativa da PatBO em vídeo disponibilizado no Instagram da marca.

A proposta aparece na passarela por meio de silhuetas orgânicas, volumes escultóricos, bordados botânicos abstratos, texturas e blocos de cores vibrantes. Em vez de simplesmente reproduzir flores e folhas nas roupas, a coleção transforma elementos da paisagem em construção de moda. Curvas são convertidas em recortes, volumes remetem a formas escultóricas e os ornamentos aparecem integrados à própria estrutura das peças.

Visuais apresentados no desfile da PatBO
Visuais apresentados no desfile da PatBO - Foto: Reprodução PatBO

A referência à natureza também aparece nos trabalhos de superfície. Estampas florais combinadas com bordados e desenhos abstratos, enquanto algumas peças parecem transportar para o corpo a composição de um jardim. A intenção, segundo Bonaldi, é justamente fazer com que a paisagem deixe de ser apenas uma imagem e passe a funcionar como estrutura.

Model Board do desfile da PatBO
Model Board do desfile da PatBO - Foto: @jonatasjacque/Instagram

Ao levar essa interpretação para Nova Iorque, a PatBO reforça também o espaço que a moda brasileira vem buscando ocupar internacionalmente. No último dia da temporada primavera/verão 2027 da NYFW, a  marca colocou o artesanato, a exuberância e referências da arquitetura paisagística brasileira no centro da discussão, mostrando que a identidade brasileira pode ser ponto de partida para uma moda global.

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Na The Art of Loving Tour, a cantora britânica leva vestidos, brilhos, franjas e glamour aos palcos
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Livia Vilela
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17/08/2026 - 12h

Eu não sei você, mas eu queria ser amada como Simone Beyene ama Olivia Dean. É difícil assistir a um show da cantora britânica e não chegar a essa conclusão. Quando Olivia Dean sobe ao palco, os vestidos brilham, as franjas acompanham seus movimentos, as penas flutuam atrás dela e seu figurino se torna parte indispensável do show. Por trás dessa estética própria, está Simone Beyene, stylist responsável pela imagem da cantora desde o começo de sua carreira.

Aos 27 anos, Olivia Dean vive o melhor momento de sua trajetória profissional. Nascida em Londres, lançou seu álbum de estreia, Messy, em 2023. O disco apresentou ao público uma artista que mistura soul, jazz e pop com letras sobre amor, relacionamentos e amadurecimento, a partir do olhar de uma jovem mulher segura de si. Já em 2025, o segundo álbum, The Art of Loving, alavancou sua carreira. Com 12 faixas, o disco coloca o amor como tema central. Não apenas o romântico, mas também o amor-próprio, as amizades e as diferentes maneiras de se conectar com alguém. 

olivia dean vestido plumas
Vestido de plumas Self-Portrait para a turnê Foto: Reprodução/Instagram @oliviadeano 

Foi o The Art of Loving que também marcou sua entrada definitiva no mainstream. “Man I Need” se tornou seu maior sucesso, enquanto “Nice To Each Other” e “So Easy (To Fall In Love)” ajudaram a estabelecer a sonoridade dessa nova era. O reconhecimento veio rápido. Em fevereiro de 2026, Olivia Dean venceu o Grammy de Artista Revelação, consolidando uma ascensão que, até pouco tempo antes, acontecia de maneira mais silenciosa.

Agora, essa nova dimensão da carreira chega aos palcos com a The Art of Loving Tour, sua primeira grande turnê de arenas como atração principal. A estreia aconteceu em Glasgow, no Reino Unido, em abril de 2026, em um espetáculo que reúne músicas de seus dois álbuns. Depois de se apaixonar pelas músicas, os fãs agora encontram outro motivo para se encantar: o estilo da Olivia, que ganha cada vez mais destaque a cada apresentação. 

olivia dean conjunto branco
Conjunto de top com saia Chanel para a The Art of Loving Tour Foto: Reprodução/Instagram @oliviadeano

Nesse caso, os figurinos não seguem os padrões convencionais de uma estrela pop contemporânea. Não há uma dependência de bodysuits, figurinos performáticos ou produções cenográficas típicas de grandes estrelas pop. Em seu lugar aparecem vestidos de festa, tecidos fluidos, silhuetas femininas e uma estética vintage. Algumas produções são delicadas, outras são completamente cobertas por brilho. É justamente essa combinação que torna o seu estilo tão particular. 

Se os figurinos da turnê parecem tão naturais nela, é porque essa estética não começou com a turnê. Simone Beyene construiu ao lado da cantora uma imagem marcada pela experimentação, glamour e principalmente pela diversão. Fora dos palcos, essa mesma identidade aparece de uma maneira mais descomplicada, dando forma ao seu chamado "effortless glamour".

olivia dean vestido amarelo de franjas
Vestido amarelo de franjas Alaïa feito para a turnê Foto: Reprodução/ Instagram @oliviadeano 

A seleção da turnê reúne marcas como Chanel, Jacquemus, Gucci, Coperni, Self-Portrait e Alaïa. A criação dos figurinos partiu de uma referência clara nas grandes divas. O moodboard trazia nomes como: Tina Turner, Cher, Diana Ross e Josephine Baker, além da estética das décadas de 1960 e 1970. A proposta era levar o conceito de party dress, o vestido de festa, ao extremo, incorporando o brilho de Tina e Cher, a teatralidade de Diana Ross e a presença cênica de Josephine Baker.

O estilo de Olivia Dean parece nascer naturalmente de quem ela é. Suas escolhas traduzem uma imagem feminina, elegante e contemporânea que acompanha a evolução de sua música sem competir com ela. No fim, acompanhar Olivia Dean também é prestar atenção no que ela veste e aproveitar o estilo que se tornou parte de sua experiência como artista. 

Talvez essa seja a verdadeira força da imagem da cantora. Tudo parece ter sido escolhido para que ela continue contando a própria história. A roupa deixa de ser apenas roupa e passa a fazer parte da narrativa. No fim, a The Art of Loving Tour transforma o amor em música e a música em espetáculo. E, nos figurinos, Olivia encontra mais uma forma de mostrar ao público quem é. 

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Confira alguns dos looks que ganharam holofotes nesta edição da premiação
por
Helena Maluf
Gabriela Jacometto
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23/09/2023 - 12h

Aconteceu esta terça-feira, a 39ª edição do Video Music Awards (VMA)  em New Jersey, EUA. A premiação da MTV tem como foco os videoclipes e músicas de maior sucesso dos últimos meses. Como de costume, várias estrelas da música e artistas renomados do ramo estiveram presentes.

Composta por visuais que saíram de “archive” das marcas e modelos diretamente da semana de moda de Nova York, as aparições marcaram a noite com ousadia e elegância. Veja alguns dos looks que passaram pelo Pink Carpet, o tapete vermelho da premiação:

Anitta

A cantora brasileira foi indicada na categoria “Melhor Videoclipe Latino” por seu trabalho "Funk Rave". Anitta apostou em um look exibido nas passarelas de Paris em  julho deste ano. Com um recorte que lembra uma fechadura, o vestido da marca Schiaparelli foi acompanhado por maxibrincos de cores vibrantes e uma faixa de cabelo para incorporar o look. Segundo a cantora, o intuito da escolha polêmica foi para que ela representasse a chave do cadeado na composição.

Anitta
 Anitta no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                     

Lil Nas X

O ícone do rap americano desfilou pelo tapete vermelho usando Palomo Spain, marca do designer de moda espanhol Alejandro Gómez Palomo, que veio diretamente da edição 24 da semana de moda de Nova York. Lil postou na tendência de rendas, plumas e transparência para acompanhá-lo na premiação. 

lil nas x
Lil Nas X no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Ayra Starr

A cantora nigeriana dona do hit “Rush”, lançado em 2021, participou da premiação usando um vestido curto de veludo preto. A peça do “archive”, do estilista Thierry Mugler, era composta por babados de seda retorcidos cor salmão, além de uma gargantilha de brilhantes e um scarpin nas cores da peça principal.

ayra
Ayra Starr no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

Megan Thee Stallion

A rapper que estourou no mundo da música com o hit “Savage”, usou um modelo exclusivo da marca Brandon Blackwood, o vestido com modelagem justa ao corpo esbanjava transparência. Megan também investiu em acessórios e maquiagem que realçaram os pontos de luz da combinação.

megan
Megan Thee Stallion no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

Olivia Rodrigo

A princesa do pop brilhou no tapete da premiação usando um vestido exclusivo da marca Ludovic De Saint Sernin, feito inteiro de cristais Swarovski prateados. Os únicos acessórios usados foram os anéis escrito “GUTS”, promovendo o novo álbum da artista.

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Olivia Rodrigo no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Bebe Rexha

Indicada a categoria “Melhor Colaboração” e após se apresentar no segundo dia do festival “The Town”, em São Paulo, Bebe compareceu na premiação de forma deslumbrante, com um vestido de couro sexy da marca The Uncommonist. A peça era composta por recortes ousados na parte traseira e um aplique que simulava um rabo de cavalo.

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Bebe Rexha no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                

Coco Jones

A atriz e cantora, arrasou no look que couro feito exclusivamente pela Moschino. Ela apostou na tendência da cintura baixa e da fivela como top.Coco usou jóias grandes na composição que se casaram perfeitamente com os metais maximizados do look, os brilhantes nos levam a uma futura tendência de jóias ousadas no mundo da moda. 

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Coco Jones no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

Sabrina Carpenter

A cantora pop e ex-atriz da Disney, que abrirá a turnê “The eras tour”, da cantora Taylor Swift, na américa latina, andou pelo tapete vermelho usando um vestido exclusivo da grife Vera Wang. O look entregou muita transparência e brilho, deixando a artista com uma estética angelical.

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Sabrina Carpenter no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

Doja Cat

A rapper estreou no tapete vermelho sua nova fase de rock alternativo. Doja pôs fim a era do pop em sua carreira e marcou presença na premiação usando um vestido com recortes da marca Monse. A peça branca com transparências remete ao efeito de “teia de aranha”.

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Doja Cat no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Selena Gomez

A cantora, atriz e empresária, que esteve afastada dos holofotes por um tempo, usou nessa edição do VMA um vestido vermelho vibrante, composto por recortes de folhas, flores, bordados e uma saia desconstruída da marca  Oscar de La Renta, designer dominicano também conhecido como o mestre da Prêt-à-Porter (movimento “pronto para vestir”).

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Selena Gomez no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                

Nick Minaj

A rainha do rap também apostou na tendência da transparência e tecidos leves. Com um look pink composto de rendas, tule e alguns detalhes de seda, Nick fez uma referência ao seu próximo álbum intitulado “Pink Friday 2” com a peça custom-made  Dolce&Gabanna.  

nick minaj
Nick Minaj no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

Shakira

A homenageada da noite que recebeu o prêmio “Video Vanguard”, e diva dos hits do pop latino “Hips don't lie” e “TGQ”, foi a premiação usando um look metálico da Versace. O vestido ousado tinha recortes na laterais, um ultra decote na parte traseira, fenda e uma cauda curta.

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Shakira no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

Taylor Swift

A cantora que apresentará no brasil com a turnê  “The eras tour” no mês de novembro e dona dos principais hits do pop atual, Taylor apostou em um look sexy e ousado para a cerimônia do VMA desse ano. O vestido da grife Versace era composto por recortes drapeados, assimetria e detalhes dourados, clássicos da marca. 

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Taylor Swift no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Demi Lovato 

Apostando na tendência do couro, a cantora usou um look gótico da marca Buerlangma esbanjando sua nova fase de mulher mais madura e, segundo a própria, “retornando às raízes”. Demi causou bastante impacto ao anunciar a transição pelos estilos musicais. Deixando o pop para investir na carreira do rock, a cantora mudou seu estilo e anunciou que gravaria novamente alguns de seus maiores sucessos versão rock.

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Demi Lovato no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

Cardi B

Com o look mais autêntico da noite, a rapper usou um vestido metálico composto por mais de 1000  clipes de cabelo, da designer de moda turca-britânica Dilara Findikoglu. A marca de Dilara ganhou destaque no mundo da moda a partir de 2022, por inovar suas criações as compondo de objetos fora do tradicional.

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Cardi B no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

Nelly Furtado

Ícone pop dos anos 2000 e dona dos hits “Maneater” e “Promiscuous”, a cantora marcou presença no tapete vermelho com um vestido sensual de textura lisa e decote na parte traseira, algo bem característico da marca Dundas, do designer norueguês Peter Dundas. A marca, que foi lançada em 2017, é conhecida por ser audaciosa e por valorizar as mulheres e seus próprios corpos.

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Nelly Furtado no tapete vermelho. Foto: Getty Images                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Flo Milli

O recente sucesso do rap americano com o hit “Rodeo”, Flo Milli  usou no tapete vermelho um look rosa extravagante, composto por um top e uma mini saia feitos de recortes assimétricos e franjas da marca AREA, fundada em 2014 pelas designers Piotrek Panszczyk e Beckett Fogg. A marca americana é especializada em designs feitos a mão, tornando a peça uma verdadeira obra de artesanato. AREA também é especialista em desenvolvimento têxtil, o que explica a utilização de materiais que vão além dos clichês, tornando a marca uma das principais referências em inovação no mundo da moda. 

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Flo Milli no tapete vermelho. Foto: Getty Images 

 

O evento promoveu a arrecadação de fundos para o museu em parceria com a grife Chanel, prestando homenagem às histórias indígenas junto da presença de Vanessa da Mata
por
Giulia Dadamo
|
22/09/2023 - 12h

Na última terça-feira (19), aconteceu a 9ª edição da MASP Festa, celebração anual do museu que foi criada com a missão de arrecadar fundos e garantir verbas para a instituição. O tema deste ano, "Histórias Indígenas", foi o centro de diversas oficinas, exposições, cursos e palestras durante 2023.

A organização, em parceria com a Chanel, contou com a presença de empresárias, modelos, atrizes e amantes do mundo da moda. "É uma festa que é muito ligada à valorização da arte e da cultura brasileira, o MASP fomenta e incentiva artistas brasileiros há muitos anos, então é uma ode à cultura e essa conexão entre cultura e moda." disse a atriz Carla Salle em entrevista, convidada pela marca para participar do evento. 

Carla Salle
Carla Salle. Imagem: Helena Maluf

A noite começou com um jantar assinado pela chef Manu Ferraz, do restaurante A Bananeira, que possui um espaço no subsolo do museu. Como entrada, foram servidos grandes montes de manteiga temperada com flor de sal posicionados bem ao centro da mesa, cobertos por formigas da Amazônia para comer com pães. Já o prato principal foi peixe no molho de tucupi, purê de banana e salada de feijão. Apesar da escolha extravagante, a chef buscou valorizar a cultura brasileira nos seus pratos.

Após o jantar, o professor pesquisador Ibã Huni Kuin do Acre, integrante do “Movimento dos Artistas Huni Kuin” (Mahku), fez uma apresentação na língua nixi pae. Ibã cobriu a icônica rampa do museu com pinturas do coletivo que está em exposição no MASP. "É uma primeira experiência que nós indígenas que estamos chegando no museu mostrando a cultura de língua, de cura e de admiração. Eu estou muito feliz compartilhando esse conhecimento, encontrando vários artistas e mais informações."
 

Carmo Johnson, Mytara Karaja Rare Huni Kuin e Ibã Huni Kuin
Da esquerda para a direita: Carmo Johnson, Mytara Karaja Rare Huni Kuin e Ibã Huni Kuin. Imagem: Helena Maluf
 

As atrizes globais convidadas pela Chanel, Sophie Charlotte (que estrela o filme "Meu Nome é Gal" no dia 19/10) e Isabelle Drummond (que possui rumores de participar numa novela na HBO Max futuramente) demonstraram seu apoio à causa do tema principal da noite. "A moda que movimenta tanto a opinião pública pode ajudar nessa luta de colocar a questão indígena no Brasil no centro da conversa. Demarcação é importantíssima, demarcação já!" disse Sophie. "Todo tipo de manifestação dá voz à causas, às esferas e aos povos. Essa movimentação e o fato das pessoas estarem aqui em prol disso já dá voz e traz conscientização." acrescentou Isabelle, que manifestou sua intensa identificação com o assunto após contar sobre suas visitas à terras indígenas. 

 

Sophie Charlotte e Isabelle Drummond
Da esquerda pra direita: Sophie Charlotte e Isabelle Drummond. Imagem: Helena Maluf

O evento contou com outros convidados famosos para prestigiar o evento. Além do curador do museu Adriano Pedrosa, a festa estava repleta de patronos do MASP, art advisors e empresários — como Paula Mageste (CEO da Globo Condé Nast), Carol Bassi (dona da marca que carrega seu nome), Maria Laura Neves (redatora-chefe da Vogue Brasil) e Sandra Annenberg (jornalista).

Sandra Annenberg, Igi Ayedun e Carol Bassi.
Da esquerda para a direita: Sandra Annenberg, Igi Ayedun e Carol Bassi. Imagem: Helena Maluf

Igi Ayedun, jovem patrona do MASP, artista e dona da galeria de arte Hoa, manifestou muito orgulho em apoiar todas as atividades do museu ao contar sobre ser uma das responsáveis pelo envolvimento da Chanel com a festa. "É muito bom que o MASP se responsabilize por fazer a história dos povos originários parte da cronologia da arte brasileira."

A vantagem dessa relação entre os patronos e a marca foi ressaltada por Taciana Veloso, convidada do Iguatemi. "É muito interessante ter a Chanel, uma marca tão importante no universo de moda e luxo, apoiar essa causa não é? A cultura faz parte do nosso país de uma forma muito relevante e essa é uma oportunidade de a gente estar aqui e prestigiar a arte brasileira e o museu que conta uma história linda pra gente", expôs a profissional de RP e uma das criadoras da Index.

Apesar de já possuir oito edições anteriores a essa, a MASP Festa teve pela primeira vez "sold-out" nos ingressos do show, segundo afirmação de Vanessa da Mata no seu Instagram. A empresária, patrona do museu e dona da grife de beachwear Jo De Mer esteve na festa desde a primeira edição e comentou sobre sua evolução ao longo dos anos: "O evento está ficando cada vez maior com mais adesão tanto da classe artística quanto de pessoas que apoiam o museu e a Chanel abre o caminho para outros patrocínios, para que em algum momento outros brands brasileiros possam estar envolvidos em eventos com fim de divulgar arte, cultura e nossas raízes."

Após o jantar, a noite seguiu com a apresentação de Vanessa da Mata, indicada ao Latin Grammy Award por melhor álbum de MPB pelo seu novo disco "Vem doce", e de DJ Dani Vellocet, que tocou até o fim da festa.

Vanessa da Matta e DJ Dani Vellocet
Da esquerda para a direita: Vanessa da Matta e DJ Dani Vellocet. Imagem: Helena Maluf
 

 

A temporada foi marcada por muitas peças fluídas de alfaiataria, rendas, transparências, metalizados e mais!
por
Giovanna Montanhan
|
15/09/2023 - 12h

Os eventos intitulados fashion weeks surgiram com uma espécie de peças-chave na indústria da moda, são eles os agentes capazes de promover as últimas tendências e coleções de estilistas renomados. Paris, Milão, Tóquio e São Paulo, assim como Nova Iorque, são cidades que sediam essas semanas e se destacam nesse cenário fashionista. 

A norte-americana e publicitária na área da moda, Eleanor Lambert, foi a responsável por organizar a primeira semana de moda na década de 40. No período em que a Segunda Guerra Mundial estava em vigor, criou o ‘’Press Week’’ (Semana da Imprensa) -  reuniu jornalistas especializados no ramo e designers norte-americanos para divulgar suas coleções sazonais. Este evento surgiu em virtude das consequências deixadas pela guerra, quando a França, por exemplo, estava profundamente envolvida no conflito e não podia se concentrar em apresentações de grandes grifes.

Após a realização da primeira Semana da Imprensa, a revista Vogue (fundada nos Estados Unidos, em 1894) dedicou suas páginas às tendências norte-americanas, e não apenas às francesas.

Com o cessar da guerra, essa ocasião intitulada como Semana da Imprensa, veio a ser o que conhecemos hoje pela Semana de Moda de Nova Iorque. 

Nesta edição, várias tendências chamaram a atenção. Designs ousados e inovadores, tecidos leves e com transparências que refletiam a sensualidade feminina, as clássicas camisas brancas, os looks brilhosos e metalizados com certeza ocuparão grande parte do nosso guarda-roupa nesta estação, além de muita alfaiataria oversized, quebrando as regras tradicionais de se usar a peça com corte ajustado e apresentando-a em proporções mais exageradas.

As coleções apresentaram uma fusão de estilos retrô misturados a abordagens futuristas, criando um equilíbrio entre o nostálgico e o vanguardista. A moda sustentável também desempenhou um papel significativo, com muitas marcas que incorporaram materiais e práticas ecologicamente conscientes em suas criações. 

Foram seis dias repletos de glamour na cidade da Big Apple. Entre os dias 08 e 13 de setembro, 71 marcas desfilaram, majoritariamente de forma presencial - com a mostra virtual de apenas duas delas (Maisie Wilen e Et Ochs). 

Primeiro dia (08/09):

Destaque para:

Helmut Lang - fundada em 1986, na França, por um estilista de nome homônimo da marca, Helmut atingiu o ápice do sucesso entre os anos 90 e 2000, e agora quem assume sua direção criativa é o vietnamita Peter Do. O que se destacou durante o desfile foi a forte presença de ternos - do smoking aos de alfaiataria - camisetas com frases do poeta Ocean Vuong, peças de couro e o estilo esportivo como base para os visuais. 

Christian Siriano - fundada em 2008 nos Estados Unidos, pelo estilista de nome homônimo da marca. Ficou conhecido, por ter vencido o reality show ‘’Project Runaway’’ -  um programa de televisão de competição de moda em que aspirantes a estilistas competem em desafios semanais para criar roupas criativas e inovadoras, são julgados por estilistas renomados do ramo, com o objetivo de ganhar visibilidade e uma oportunidade na indústria da moda.

Christian sempre se mostrou preocupado em incluir todos os tipos de corpos na passarela, além de brincar com diferentes texturas e formas, apresentou tecidos fluídos que transmitem leveza, muitas camadas e designs únicos.

 

chris
Foto: Divulgação

 

 

Ralph Lauren - fundada em 1964 nos Estados Unidos, pelo próprio Ralph Lauren. A grife surgiu de forma inóspita. Ralph chamava atenção por ter o costume de usar gravatas estreitas, até que um dia, ele decidiu criar sua própria marca de gravatas. Este desfile foi um dos principais da noite e considerado um dos mais esperados pelos amantes da moda, visto que fazia quatro anos que a marca não participava da semana de moda de Nova Iorque, pois a empresa vinha tendo dificuldades para se adequar às demandas dos consumidores e do mercado. E o resultado não foi nada positivo. 

A razão do retorno talvez parta de uma tendência que viralizou recentemente nas redes sociais intitulada “Old Money” -  um estilo de vida associado a famílias de longa data com riqueza e status social estabelecidos ao longo de várias gerações. No caso da moda, esse estilo de roupa é caracterizado e almejado pelos jovens, como algo elegante que valoriza a qualidade e os cortes da peça. A partir disso, a marca teve a oportunidade de voltar a ativa, pois sempre fez o seu nome em cima de padrões mais clássicos, atemporais e tradicionais. 

Foi possível observar nas passarelas peças em jeans com estampas, bordados, corsets, saias compridas, muita alfaiataria mesclada com o estilo esportivo, além de cores neutras e listras.

 

Coach - fundada em 1941 nos Estados Unidos, por um grupo de artesãos. Começou com a produção de artigos de couro (como carteiras e bolsas). 

Mais adiante, foi comprada pelo grupo americano Tapestry (que também comanda a americana Kate Spade). O ponto alto da noite (e da marca) foi o uso do couro sustentável, além de peças que resgatam essa essência dos anos 90, com vestidos colados, transparência com renda, e tecidos reutilizados de outras coleções antigas. 

 

Prabal Gurung - fundada em 2009, pelo estilista nepalês-americano de mesmo nome, seu foco foi na tendência de peças metalizadas, no uso abundante de cores vibrantes, e roupas que remetem ao frescor do verão, além de apostar em maxi acessórios (com destaque para os brincos).

 

Collina Strada - fundada em 2008, nos Estados Unidos, por Hillary Taymour, é uma marca que possui ideais sustentáveis e utiliza materiais reciclados para criar suas coleções. A ideia que a estilista quis transmitir com esse desfile, aconteceu a partir de uma reflexão sobre o futuro em virtude dos inúmeros desastres ambientais causados pela crise climática. Com o auxílio de uma ferramenta de IA, Hillary junto de sua equipe, construíram os looks dessa temporada. E o resultado pode ser visto a partir de peças maximalistas, assimétricas, com espartilhos, sobreposições, mix de texturas, cetim e rendas. 

 

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Segundo dia (09/09): 

Destaque para: 

Proenza Schouler - fundada em 2002, nos Estados Unidos, pelos sócios Jack McCollough e Lazaro Hernandez. Trouxeram a atmosfera dos anos 90 de volta para a passarela, em um desfile repleto de peças de alfaiataria, sobreposições e tecidos leves. 

PatBo - foi a única marca brasileira inserida na programação. Fundada em 2012, pela estilista mineira Patrícia Bonaldi, a coleção vibrante, inspirada nos anos 70, apostou em modelos com bastante movimento, franjas, aplicações de pedrarias e peças que não escondem a sensualidade da mulher. 

 

patbo
Foto: Divulgação

 

Com a presença da transparência, corpos reais na passarela, cores fortes, como as características da bandeira do Brasil (verde e amarelo), cores neutras (como branco e bege) e as cores que remetem o estilo jovial (como pink e lilás), a beleza do desfile foi assinada pela marca homônima da jornalista e empresária Bruna Tavares. 

Khaite - fundada em 2016 nos Estados Unidos, por Catherine Holstein. Seu estilo é baseado nas típicas mulheres nova-iorquinas, com a cintura e ombros bem marcados. A modelagem oversize toma conta da grande maioria dos looks, os modelos drapeados e com transparência também estão presentes. 

As cores transitam do neutro (preto e branco) para o metalizado (dourado), ao verde militar, vermelho e laranja.

Eckhaus Latta - fundada em 2012 nos Estados Unidos, por Mike Eckhaus e Zoe Latta. Para criar seus visuais, a marca utilizou uma tecnologia de tecelagem em 3D chamada Vega, que inclusive foi lançada nesse desfile e inserida no mundo da moda. Esse feito contribui para a redução de resíduos, o que faz com que a marca alcance um potencial sustentável. Os looks, em sua maioria, eram peças em jeans reconstruídos, tops de malha, tecidos translúcidos e metalizados. 

 

Palomo Spain - fundada em 2015 na Espanha, por Alejandro Gómez Palomo. Seu objetivo era fazer uma coleção andrógina que mostrasse a dualidade do ser humano. Parte do desfile focou no desejo carnal e na sensualidade (representada pela cor vermelha), enquanto a outra parte mais romântica teve foco na pureza (representada pela cor branca), com calças de penas, blazers croppeds, shorts, vestidos transparentes e conjuntos cobertos de flores. 

O uso da renda  contrastava com as peças feitas em jeans e em couro. ‘’Jardim das Rosas‘’ foi o título escolhido para nomear essa coleção, por isso, até as bolsas tinham formato de rosas com hastes que quase alcançavam o chão, além de tecidos rosa claro, que exibiam ilustrações florais por meio de vestidos com gola, calças esvoaçantes e corsets. 

Dion Lee, fundada em 2009 na Austrália, pelo designer homônimo ao nome da marca. O designer saiu de sua zona de conforto, que costuma ser monocromática nesta temporada, e abraçou os tons mais vibrantes. 

O desfile apresentou um encontro entre o atelier e a oficina, onde peças como chaves de fenda foram transformadas em corsets, ferramentas viraram cintos e andaimes se tornaram inspiração para joias. 

Calças jeans volumosas laminadas e peças em couro foram destaque, além dos tons metálicos muito presentes nas saias, vestidos texturizados, tanto em preto quanto em vermelho.

 

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Terceiro dia (10/09):

Destaques para: 

FFORME - lançada em setembro de 2022, pelas sócias Nina Khosla e Laura Vazquez. Foi apresentada uma coleção focada em peças de alfaiataria como calças, saias e blazers, túnicas, vestidos midi que modelam o corpo, peças de couro maleável e uma grande aposta na tendência do chinelo de dedo, que promete ser o hit da próxima estação.

Jason Wu Collection - fundada em 2007 em Taiwan, pelo designer de mesmo nome. Sua coleção intitulada ‘’Solstício’’, teve como base peças feitas com artesanato e apresentou looks em tom off-white - com a aparência de roupas comidas por traças - estampas inspiradas na natureza em casacos e camisas, uma variedade de tecidos translúcidos, silhuetas afinadas e cores monocromáticas.

 

jason wu
Foto: Divulgação

 

Phillip Lim - fundada em 2005 nos Estados Unidos, pelo designer homônimo e por Wen Zhou. Apresenta uma coleção baseada no estilo urbano esportivo, com peças em jeans, e uso abundante da cor cáqui. Construiu modelos em silhuetas feitas de náilon, muita alfaiataria, transparência, texturas e bordados.

 Area - fundada em 2014 nos Estados Unidos, pelos estilistas Piotrek Panszczyk e Beckett Fogg. A marca forneceu um toque de excentricidade para o desfile, com a ideia inicial de contar uma história a partir do homem pré-histórico, além da presença de peles (feitas por jeans estampado de cores variadas) e ossos (de resina) para representar os visuais - tudo de maneira sustentável. Além da enorme quantidade de cristais utilizados. 

Ulla Johnson - fundada em 1998 nos Estados Unidos, pela estilista de nome homônimo. Seu estilo característico é o maximalista. Suas peças, em geral, são marcadas pelas estampas animal print, psicodélicas, muitos modelos em xadrez, plissados, bordados, drapeados e tecidos leves. Algumas peças foram inspiradas na arte excêntrica da pintora Shara Hughes. 

 

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Quarto dia (11/09):

Destaque para: 

Michael Kors - fundada em 1981 nos Estados Unidos, pelo estilista homônimo. Michael trouxe à tona as décadas de 60 e 70 para este desfile. Peças rendadas nas cores neutras (caramelo, preto e branco) foram destaque, além de blazers e tricôs. Os vestidos variavam de tamanho, indo desde os mais curtinhos até os mais longos. 

Altuzarra - fundada em 2008 nos Estados Unidos, por Joseph Altuzarra. Inspirou-se na Nouvelle Vague - movimento cinematográfico francês das décadas de 50 e 60, conhecido por sua abordagem criativa e pela ruptura com as convenções tradicionais do cinema, com foco na experimentação narrativa e visual. Para esta coleção criou uma atmosfera que transparecia o estilo romântico, com a presença de cetim, poás e peças bufantes.

 

altuzarra
Foto: Divulgação

 

Tory Burch - fundada em 2004 nos Estados Unidos, pela estilista de nome homônimo. Uma coleção minimalista, com foco nas curvas, sapatos com bordas arredondadas, óculos de sol em formatos não tradicionais e coloridos, além do cetim como protagonista em vestidos, túnicas e casacos. 

 

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Quinto dia (12/09): 

Destaque para: 

Carolina Herrera - fundada nos anos 80, pela venezuelana de mesmo nome. O desfile foi assinado pelo diretor criativo Wes Gordon, que atua há cinco anos no cargo. 

O show foi aberto com a icônica camisa branca da marca, junto de vestidos longos e midis florais, que dispunham de muito volume. Croppeds, saia lápis, peças brilhosas e vestidos de renda com transparência foram destaque. O encerramento ficou por conta da mesma versão da camisa famosa, só que na cor preta. Uma coleção que mostrou que a marca sempre permanecerá com os mesmos valores tradicionais, apresentando modelos que ilustram a classe e a elegância da mulher moderna.

 

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Foto: Divulgação

 

 

Gabriela Hearts - fundada em 2015, pela uruguaia de mesmo nome. Gabriela foi diretora criativa da grife Chloé por três anos. Agora, a estilista volta às raízes com sua marca própria. 

Para esta coleção, usou do trabalho do haitiano Levoy Exil, para criar peças artesanais feitas em macramê e bordados. Modelos de alfaiataria foram a peça chave para compor os looks, além de calças largas e saias midi, Gabriela fez uso da transparência por meio de vestidos, e também exibiu visuais de paetês feitos de material reciclado e couro de descarte. 

Elena Vélez - fundada em 2018 nos Estados Unidos, pela designer de nome homônimo da marca. Ela fez da passarela convencional um verdadeiro lamaçal para as modelos desfilarem suas criações. De tênis Nike a chinelos e saltos altos, os calçados afundavam na lama. 

Peças em linho e algodão, látex, tons de marfim, vestidos com corsets, camadas de lingerie, jaquetas, calças com cintos e costuras aparentes, saia com modelo assimétrico, casacos alongados, calças jeans e roupas térmicas fizeram o desfile da estilista memorável. 

O conceito estipulado por ela para esta coleção foi representar uma espécie de ‘’heroína anti-moda’’, além de criticar a estética feminina moderna. 

 

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Sexto dia (13/09): 

Destaque para: 

Puppets and Puppets - fundada em 2019 nos Estados Unidos, pelos sócios Carly Mark e Ayla Argentina. O desfile começou ao som da canção ‘’Careless Whisper’’ de George Michael, interpretada por um saxofonista conhecido por tocar nas estações de metrô de Nova Iorque, chamado John Ajilo. As peças transitavam entre vestidos de tafetá cáqui com mangas curtas a camisetas e calças largas cáqui,com bolsos fundos. A coleção também apresentou vestidos de lantejoulas drapeados e peças com franjas. Os acessórios considerados surrealistas incluíam uma banana pendurada na transversal - como se fosse uma bolsa- uma bolsa com uma colher gigante de prata como alça e uma nova colaboração entre a marca Keds com tênis de lona, cobertos de boquinhas de batom. 

 

puppets
Foto: Divulgação

 

Luar - fundada em 2017 nos Estados Unidos, por Raul Lopez. A marca apresentou uma coleção repleta de peças bem estruturadas em alfaiataria, peças sem distinção de gênero, com formas futuristas e acessórios excêntricos. Também foi visto na passarela, óculos de sol anexados a blusas, camisas acolchoadas, pulseiras de cristal nos punhos e saias longas com contas. 

 

PH5 - fundada em 2014 na China, pelos sócios Wei Lin e Zoe Champion. 

O foco do desfile foram peças de malha feitas à mão, coletes de tricô, golas assimétricas, e acessórios descolados. Além do clássico chinelo com meia que faz parte do estilo casual. As cores que predominaram foram as de tons pastéis. 

 

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Dia a dia em um dos bairros mais movimentados de São Paulo
por
Leonardo de Sá
|
11/09/2023 - 12h

Na última terça-feira (03), em um dos bairros mais movimentados de São Paulo, encontramos um variado estilo de vestimenta. Com uma origem oriental, a região chama a atenção pela grande quantidade de jovens e adultos usando roupas populares da cultura pop de países como Coreia do Sul e Japão. O ambiente enriquecedor e particular representa a infusão da cultura brasileira e asiática.

Então, neste ensaio fotojornalístico procurei abordar as gerações mais novas e suas inspirações. 

 

Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Homem posando com sua tatuagem em evidência. Autor: Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Homem posando com sua tatuagem em evidência. Autor: Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Homem posando com sua tatuagem em evidência. Autor: Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Homem posando com sua tatuagem em evidência. Autor: Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Acessórios que compoê o estilo. Autor Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Acessórios que compoê o estilo. Autor Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Mãe e filha posam com roupas inspiradas na cultura oriental: Autor: Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Mãe e filha posam com roupas inspiradas na cultura oriental:
Autor: Leonardo de Sá
Fotojornalismo | Moda cotidiana no bairro da Liberdade
Mãe e filha posam com roupas inspiradas na cultura oriental. 
Autor: Leonardo de Sá

 

O evento de moda direcionado para pessoas plus size fez no dia 2 e 3 a sua 35 edição com mais de 50 marcas participando
por
Felipe Assis Pereria da Silva
|
11/09/2023 - 12h

Em São Paulo, na sua avenida mais conhecida e cartão postal da cidade, a Avenida Paulista, ocorreu um grande evento de moda importante que nesta edição comemora com sucesso a sua 35 edição. O Pop Pluz size é um grupo que oferece moda e cultura plus size, dando espaço inclusivo e democrático para todos que frequentaram o evento, tanto para as marcas que participaram do mesmo. Criando um local acolhedor e importante para pessoas que a "grande moda" sempre olhara com desdém.

FELIPE
Feira Pop Plus Foto: Felipe Assis
FELIPE
Feira Pop Plus-Felipe Assis
FELIPE
Feira Pop Plus - Foto: Felipe Assis
FELIPE
Feira Pop Plus Foto: Felipe Assis
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