Entenda como o setor de vestuário pode ser impactado pelo avanço das IAG
por
Rafael Pessoa
Annick Borges
Davi Madi
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09/06/2026 - 12h

Neste podcast buscamos falar sobre o futuro da moda. Para isso, conversamos com Maria Rita Castro, analista de sistemas e graduada em Moda e Gestão de Marketing, que compartilhou sua visão sobre os rumos da indústria diante do avanço das inteligências artificiais generativas. Ao longo da conversa, procuramos entender como a inteligência artificial generativa (IAG) pode impactar a criação, a produção e os empregos no setor da moda, além dos desafios e oportunidades que essa tecnologia traz para profissionais e empresas. O programa é acompanhado pela música "All By Myself", da banda Whilk & Misky, em versão remix. (Imagem de capa: gerada por IA)

Confira o programa no link

 

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Após pausa em abril Closetarquive retoma vendas em sua página
por
Gabriel Marx Giannini
Pedro Timm
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08/06/2026 - 12h

Na terça feira (19/05), a curadoria Fashion Closetarquive voltou à tona com novas roupas publicadas. Criada em fevereiro de 2026, a loja ganhou destaque com peças raras e exclusivas, dificilmente encontradas no Brasil. Após um começo empolgante, a página ficou parada por mais de um mês, retomando as atividades em maio.  O Closet é uma curadoria de peças de roupas principalmente já usadas, surgindo pela paixão de três amigos em moda, que queriam usar o dinheiro das vendas para reforçar ainda mais seus armários. Porém, a ideia deu muito certo e hoje o que era para ser um hobby, tornou-se o grande negócio dos três idealizadores. No começo as vendas eram para amigos e famílias, e hoje tem compradores no Brasil inteiro.  

A empolgação do público-alvo parte do ótimo trabalho de campo dos donos da página, que buscam as peças nos lugares mais diversos de São Paulo, desde salinhas escondidas na República, até fornecedores brasileiros no Japão. Para ter contato com diferentes vendedores, os criadores tiveram que passar meses se relacionando com os mais diversos nichos ligados ao Fashion, seja o movimento Punk, o Trap, o Rap entre outros. Essa identificação com o Closet, vai além da escolha das peças. A curadoria se destaca também com a estética da página no Instagram (@closetarquive), publicações com designs punks para catalogar as peças, e músicas pertencentes aos nichos consumidores. Esses aspectos são parte da experiencia que os criadores proporcionam para os compradores, trazendo um sentimento de pertencimento a cultura. 

Essa forma de aproximar o comprador é um dos diferenciais da página. Enrico Baruzzi, sócio do Closet, em entrevista à AGEMT, explica: "a gente acredita que o nosso “second hand” vai trazer a sensação de pertencimento para aquelas pessoas que querem consumir nosso produto através de reconhecimento, então quando a gente está apresentando nossas peças tentamos ao máximo apresentar um ecossistema que a gente introduzindo aquele consumidor. Então a música que está ali naquele produto a gente coloca algo condizente com aquela temática que a gente daquele passar até o próprio design de como a peça é anunciada pensando nisso”, diz.  

A página ficou parada por um mês, devido à dificuldade de estoque, para desespero dos clientes, e Pedro Bruni, também sócio explica: “Tivemos um mês de pausa porque as peças demoram pra rotacionar, o que a gente vem tentando fazer é agora, temos um estoque de peças fixas que são peças com valor mais caro, que são nossas peças chefe, além disso a gente tem que ter peças de uso diário para rotacionar os posts semanalmente. Aí quando vende uma dessas peças grandes a gente consegue comprar várias peças pequenas, mas quando sai só peças pequenas aí fica mais difícil, às vezes tem que parar, segurar um pouco estoque para conseguir seguir o planejamento mensal de publicações”, desabafa Bruni. 

A página pretende manter o padrão, post semanais de 3 a 6 peças, tentando evitar o problema de abril. No primeiro lançamento da volta, em 2 dias, 4 das 6 peças foram vendidas, e se continuar nesse ritmo os donos pretendem mudar as formas de venda “se o pessoal continuar comprando... vai ter uma surpresa no segundo semestre”, diz Baruzzi. 

Na segunda metade deste ano, a meta da curadoria é caminhar para venda presencial, tentando ter mais contatos com os públicos do nicho, a ideia é fazer vendas em garagens com data específica, trazendo a estética de banda de rock. Porém tudo depende da vontade dos compradores e do tamanho que a página vai ter até lá, por enquanto a página vem crescendo nas redes, e se destacando pela estética única apresentada, conquistando compradores a cada dia.  

 

foto/reprodução :texto apresentação do Closetarquive
foto/reprodução: texto apresentação da curadoria 

 

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Evento reuniu marcas, experiências interativas com testagem de produtos e distribuição de brindes
por
Laura Vieira
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03/06/2026 - 12h

O festival que acontece anualmente na capital de São Paulo trouxe o universo do K-pop para a edição deste ano. Localizado na Avenida Paulista, trinta marcas de produtos sul-coreanos estiveram presentes entre os dias 22 e 24 de maio, realizando demonstrações, apresentando novidades do mercado e distribuindo amostras. Para participar da dinâmica, o visitante precisava apenas fazer um breve cadastro com nome e CPF, ao chegar na recepção do local. A ativação gratuita ganhou espaço no Centro Cultural Coreano para aproximar o público da K-beauty.

A K-beauty é uma sigla para Korean Beauty ou 'beleza coreana’, em tradução literal. Com a popularização da cultura sul-coreana, a busca por rotinas de skincare cresceu significativamente entre os brasileiros. A moda começou em 2010, mas ganhou impulso a partir de 2018 com o sucesso de K-dramas e grupos de K-pop, que despertaram a curiosidade sobre os cuidados para ter a pele hidratada, uniforme e com brilho natural, chamada de efeito glass skin.

O que torna a skincare coreana atrativa para os brasileiros é a diferença entre os cuidados com a pele. Em vez de focar na correção, ela busca a prevenção dos danos a longo prazo. Os dermocosméticos possuem ingredientes naturais que entregam o efeito desejado sem agressividade, além de possuírem um preço mais acessível. Entre eles, estão ingredientes como a mucina de caracol, centelha asiática, niacinamida, chá verde e peptídeos que entregam fórmulas leves, eficazes e funcionais. 

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Exposição de produtos sul-coreanos de skincare acessível ao grande público Foto: Laura Vieira/AGEMT

Nos estandes das marcas, representantes auxiliavam os visitantes a entender não apenas o conteúdo e a proposta dos cosméticos disponíveis, mas também quais itens eram mais adequados para cada tipo de pele. Essa interação alcançou também os especialistas da área da estética que buscavam novidades do mercado para seus clientes. 

Representando a Myuri, curadoria que traz produtos da marca Nine Tails para o Brasil, Roberta Uyara disse à AGEMT que a presença na Virada Cultural foi uma experiência positiva tanto para a marca quanto para o público. “Tivemos conversas muito interessantes sobre cuidados com a pele, ingredientes e diferentes necessidades dos consumidores, além de apresentar a Nine Tails e tecnologias que ainda são novidade para muitas pessoas no Brasil”, contou. 

A presença do K-pop na edição deste ano do festival reforçou o avanço constante da cultura coreana no Brasil. A relação do brasileiro com a K-beauty não se resume à tendência passageira, tem a ver com uma maior busca por produtos que reúnam qualidade, tecnologia e informação, como aponta Roberta “o evento mostrou que o consumidor brasileiro está cada vez mais interessado em entender o que existe por trás dos produtos”. Ela ainda reforçou que iniciativas como esta são importantes para ampliar o acesso às marcas e conceitos que estão chegando no mercado nacional.

Ao final da visitação, mesmo quem não realizou compras, podia garantir amostras e levar um item para casa. Para conseguir os brindes, bastava entrar na fila, responder a um questionário e tentar a sorte na roleta. Entre as opções distribuídas estavam tônicos, séruns, máscaras faciais e protetores solares. Quem publicasse fotos ou vídeos da experiência nas redes sociais utilizando as hashtags oficiais da ação ganhava um mimo extra.

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Com referências nostálgicas e uma trilha sonora carregada de memórias, a estilista emocionou amigos e parentes
por
João Luiz Freitas
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28/05/2026 - 12h

Na quarta-feira (27), foi apresentada a nova coleção “Alda”, da Mondepars, marca brasileira fundada por Sasha Meneghel. Em um vídeo divulgado no Instagram da marca em 20 de maio, Xuxa narra a história por trás da coleção e explica que ela é uma homenagem à sua mãe.

Detalhes de um dos visuais apresentados no desfile da Mondepars
Detalhes de um dos visuais apresentados no desfile da Mondepars - Foto: Reprodução Mondepars

Muitos detalhes das roupas se ligaram a momentos da história dos familiares, como golas diferentes, adereços de cabeça e capas curtas que remetem a fase da vida em que Alda morou em um convento. Outras peças contavam com os quadris acentuados, ombreiras marcantes, calças abauladas e pantalonas, além de bolsos diferenciados que fazem referência a momento em que Agenor, bisavô de Sasha, estava treinando para ser militar.

Desfile da Mondepars de Inverno, 2026
Desfile da Mondepars de Inverno, 2026 - Foto: Reprodução/Live Mondepars

A apresentação do desfile construiu novas memórias familiares. João Lucas, marido de Sasha, em colaboração com Ana Arietti, foi responsável por assinar a direção artística do desfile. No meio da passarela, foi instalada uma representação da primeira casa em que Xuxa morou, em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, feita com um tecido semelhante à organza.

Representação da primeira casa de Xuxa Meneghel
Representação da primeira casa de Xuxa Meneghel - Foto: Reprodução/Live Mondepars

No final do desfile foi tocado um áudio antigo da avó de Sasha, em que ela canta “Estrela do Mar”, de Dalva de Oliveira. Essa era uma música que ela cantava em dias muito chuvosos para acalmar os filhos, que ficavam amedrontados com o mau tempo. Xuxa e amigos de Sasha, como Bruna Marquezine, emocionaram-se com a finalização do desfile.

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Após 20 anos, Miranda Priestly e Andy Sachs voltam às telas com releitura de looks e novos conceitos artísticos
por
Lara Manasseh
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23/05/2026 - 12h

Em 30 de abril, “O Diabo Veste Prada 2” chegou aos cinemas e trouxe de volta as personagens principais do elenco original. Dirigido por David Frankel e ambientado em Nova York, no cenário da moda atual, o foco está nos figurinos, que trazem uma releitura de peças antigas para representar as personagens em suas atuais fases de vida. O longa mostra Miranda Priestly (inspirada em Anna Wintour e interpretada por Meryl Streep) em crise enquanto a personagem de Anne Hathaway, Andy Sachs, tenta ajudá-la. Em geral, o figurino acompanha as mudanças pessoais dos personagens e as mudanças do próprio mundo da moda.

A figurinista do primeiro filme, Patricia Field, também responsável pelo figurino de “Sex and the City”, deu lugar a Molly Rogers, que havia trabalhado com ela no primeiro longa. Rogers afirmou em entrevista que as expectativas dos produtores e do público em geral eram altas, e que o processo de escolha dos looks foi feito a partir de viagens e busca de peças de acervo das marcas que ela considerava relevantes para a construção da narrativa e dos personagens. Entre os destaques de figurino na cobertura midiática estão a icônica jaqueta de franjas da coleção outono/inverno 2025 da Dries Van Noten, usada por Meryl, e o vestido de verão escolhido para Anne Hathaway, da estilista uruguaia Gabriela Hearst. 

Anne Hathaway como Andrea Sachs andando pela calçada, falando no telefone, usando um vestido colorido
Anne Hathaway como Andy em Diabo Veste Prada 2 com vestido de Gabriela Hearst/ Reprodução: Instagram, The Devil Wears Prada Costume 
Meryl Streep como miranda no filme Diabo Veste Prada 2 usando uma jaqueta de franjas
Meryl Streep como Miranda em Diabo Veste Prada 2 usando jaqueta de franjas Dries Van Noten/ Reprodução: Instagram, The Devil Wears Prada Costume

O figurino de Miranda continua o de uma personagem poderosa, que impõe distanciamento aos demais. Em entrevista à AGEMT, a consultora de moda Ana Vaz confirmou que o uso de alfaiataria e peças estruturadas com tons mais sóbrios - seguindo a ideia de “luxo silencioso”, uma elegância discreta que valoriza a qualidade e materiais nobres - é uma forma de marcar a posição da personagem: “O foco nos ombros e cortes acentuados, atualmente, é associado à autoridade, ao contrário dos anos 2000, quando o primeiro filme foi lançado”.  

Ainda assim, o figurino foca no excêntrico. A jaqueta mais artística e o visual marcante da personagem ao chegar à cafeteria para uma reunião de última hora traduz o sentimento de deslocamento vivido por ela naquele ambiente, completa Ana Vaz. 

Já a personagem Emily (interpretada por Emily Blunt) manteve a identidade eclética e estilosa do primeiro filme, mas com foco na sua trajetória de alta executiva da Dior. As peças combinavam alfaiataria com sobreposição, botas de cano alto e acessórios marcantes, compondo uma estética mais rebelde em contraponto ao estilo clássico de Miranda. “Pegar um laço da Dior e dar um toque gótico a ele, combinaria com a personagem”, declarou a figurinista em entrevista ao New York Times. Além disso, todo o time de estilistas tinha interesse em vestir a personagem, o que ocasionou até briga.

O figurino de Andy Sachs (Anne Hathaway) no primeiro filme passa por uma transformação, marcando a entrada da personagem no mundo fashionista. “Na continuação, existe a figura de uma mulher que se desvinculou da ideia artística da moda para ser levada a sério como jornalista, mas ainda assim busca blazers e roupas de boa qualidade de segunda mão em brechós”, afirmou Vaz. Isso mostra que, após sua experiência na Runway há 20 anos, ela “aprendeu alguma coisa”, segundo a própria personagem. Um momento significativo no final do filme foi a volta do famoso suéter cerúleo em forma de colete, pontuando a trajetória dela. 

Anne Hathaway no primeiro filme de Diabo Veste Prada usando um casaco azul enquanto fala no telefone
Anne Hathaway como Andy em Diabo Veste Prada/ Reprodução Instagram, The Devil Wears Prada Costumes 


Também fica evidente a diferença entre o estilo das personagens mais experientes e o da nova geração. A atriz inglesa Simone Ashley que interpretou Amari Mari, nova assistente de Miranda, teve seu figurino marcado por referências contemporâneas e ousadas. As produções combinavam acervos de marcas relevantes como Jean Paul Gaultier, Dolce & Gabbana e Thom Browne, misturando cores vibrantes e acessórios inusitados, como um cinto feito de gravata. O visual da personagem traduz, segundo Molly Rogers, a energia criativa e irreverente da nova geração.

Para além do figurino, a narrativa de compra da Runway, vinda do dono de uma gigante da tecnologia e as mudanças estruturais que ele causaria na revista são uma referência clara à aproximação de Jeff Bezos da Vogue. Os rumores de que ele compraria o conglomerado Condé Nast, companhia de publicação da revista,  para a sua mulher começaram após o financiamento do Met Gala e a colocação de sua esposa, Lauren Sanchez, na capa da Vogue de junho de 2025. 

Os desafios atuais do mundo editorial, como a influência crescente das redes sociais no mercado, a digitalização das revistas, a redução dos investimentos em campanhas de moda e o uso cada vez mais amplo da inteligência artificial pelas marcas, aparecem no filme por meio de diálogos e conflitos centrais na trama, muitas vezes, alvo das críticas da personagem Miranda. 

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Último dia apresentou estilo high-tech de vanguarda, soteropolitano e jovial
por
Giovanna Montanhan
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17/11/2023 - 12h

Lucas Leão - marca idealizada em 2018 pelo estilista carioca de nome homônimo. Seu foco está em mesclar tecnologia com tecelagem. ‘’AI generativo por JE Kos’’ - nome dado a esta coleção, foi caracterizada por usar e abusar da alfaiataria, além da forte presença de tons sóbrios e pastéis. 

Peças oversized, tops e blazers com penduricalhos de cristais e mini vestidos com plumas se alternavam durante o desfile. Gravatas estilizadas, maxi bolsas, lapelas de cerâmica em formato de flor, e calçados como rasteirinhas, sandálias, scarpins e sapatilhas compunham o leque de acessórios na passarela. 

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Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

 

 

Gefferson Vila Nova - criada em 2013 pelo designer baiano de nome homônimo, a marca é focada em moda masculina. ‘’Coração Tropical’’ foi o nome escolhido para essa coleção de verão,  a qual apresentou looks modernos, capazes de nos teletransportar diretamente para a Bahia, através do uso de  cores quentes e vivas, como o vermelho abundante, além da composição de ambiente, que contou com um telão ao fundo da passarela, que  transmitiu o tempo todo uma paisagem de pôr-do-sol. 

O desfile foi uma verdadeira ode ao AXÉ! Os tecidos fluídos dominaram, assim como as camisas brancas e azuis bordadas, que representavam paz e tranquilidade. As regatas brancas caneladas também foram destaque, além do peitoral dos modelos estava de fora em alguns looks, nos quais sungas e shorts tinham o destaque. 

A flor vermelha, usada atrás da orelha dos modelos como acessório, foi um grande diferencial. O uso de uma maxi bolsa prateada chamou a atenção por parecer uma esteira de praia e dar um toque de modernidade.  Os calçados, em sua maioria, eram tipicamente praianos, como chinelos de dedo e papetes. 

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Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

 

Bold Strap - marca que está no mercado desde 2018, fundada por Pedro Andrade. O desfile, intitulado ‘’Bold Lesson’’  teve como base o estilo colegial e uma estética focada nos anos 2000. 

Antes de começar, foi usada uma estratégia de foco visual, na qual um relógio se expandia na medida que seus ponteiros giravam, até que um sinal típico de escola tocava ao fundo. 

A atriz Camila Queiroz abriu e fechou o show, desfilando com maestria, graça e simpatia. Modelos carregavam livros, vestiam jaquetas college oversized e roupas que pareciam uniformes, com a inicial B estampada. Desfilaram na passarela também, mini saias plissadas, mochilas, brincos de argola, salto alto com spikes, colares estilo chockers e gravatas na cor preta. 

A sensação era de que toda a plateia estava imersa em uma narrativa escolar, que nos remetia a série adolescente espanhola “Elite”, da Netflix. O design da passarela remetia a uma lousa, com rabiscos feitos em giz por toda a sua extensão. 

Além do estilo jovial, um outro dominava: o sensual. Meias arrastão, corsets pretos e jeans, luvas, vestidos curtos drapeados - além dos com rendas e cetim - fechavam a dinâmica idealizada pela grife.

 

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Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

 

 

 

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Os desfiles, os estreantes e as tendências: confira o resumo do que aconteceu no último dia da 56° edição do SPFW
por
NINA JANUZZI DA GLORIA
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16/11/2023 - 12h

Abrindo o último dia da São Fashion Week nesse domingo (12), Lino Villaventura celebrou os 45 anos de sua marca com uma coleção composta por 70 looks, na qual buscou focar em novidades, deixando os clássicos em segundo plano. 

O designer abriu o desfile com roupas super coloridas que brilharam sob os holofotes, seus visuais oitentistas foram compostos por meia-calça sobreposta por meias neons que iam até os joelhos. Como parte da performance, os modelos desfilaram incorporando gracinhas como piruetas e danças, durante o catwalk.

SPFW N56: Lino Villaventura — Foto: @agfotosite

Logo após o primeiro ato de apresentação, os looks que abriram a segunda parte remeteram brevemente a coleção anterior de Villaventura, que contava com vestidos longos e referências góticas. Com essa deixa, o conjunto de peças que seguiram foi composto por minivestidos e vestidos com nervuras e capas leves, em plástico ou organza. Todos os modelitos foram construídos com cores fortes, que acrescentavam um tom dramático junto das transparências fluídas.

Lino Villaventura comemora 45 anos de marca no SPFW — Foto: @agoftosite

Abrindo os desfiles da noite, Heloisa Faria estreou nas passarelas do SPFW, apresentando uma coleção carregada com referências do seu próprio estilo, além da essência upcycling. Peças de tricô e camisaria dominaram a passarela.

A técnica de upcycling que Faria domina se trata de uma reutilização criativa de produtos, peças e resíduos, para a criação de novos, sem a desintegração do mesmo, porém o utilizando em uma função diferente.

Heloisa Faria.  Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

Seguindo essa linha, Heloisa criou com esse processo peças fluídas e leves, a partir de vestidos de noivas da antiga Pilar - fundada por Andrea Garcia nos anos 2000. Os looks contavam ainda com rendas, jeans, moulage e outros pequenos detalhes que deram identidade a essa coleção.

A apresentação contou ainda com um show de Luiza Lian, que vestia uma das roupas da designer: um vestido branco, repleto de pequenos retalhos de rendas coloridas.

Heloisa Faria e Luiza Lian.  Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

Encerrando o último dia de desfiles da SPFW 56, a marca Bold Strap roubou a cena com sua coleção “Bold Lesson”, que retrata com rebeldia e fetichismo a transição entre colégio e universidade.

Nessa temática, a grife paulistana montou um verdadeiro cenário universitário, porém com um toque especial, incrementando um toque de extravagância. Peças grunge e ferozes fecharam a edição com a participação da atriz Camila Queiroz no desfile.

SPFW N56: Bold Strap — Foto: Gabriela Queiro @gabiqueiroph

O estilista responsável pela coleção, Peu Andrade, buscou referências das vivências de garotos e garotas nos anos 2000, em especial, em personagens caricatos do audiovisual da época, como o clássico filme “Meninas Malvadas”, de 2004.

A marca ainda levou 30 modelos com um olhar único e diverso sobre corpos e gêneros, mostrando que os estereótipos estão por fora, além de expressar o contraste das culturas punk rock e emo, de modo contemporâneo.

SPFW N56: Bold Strap — Foto: Gabriela Queiro @gabiqueiroph

Ambos os estilistas que participaram do último dia de desfiles trouxeram em suas coleções uma característica em comum: a mistura e celebração de coleções, estilos e culturas do passado, repaginados com elementos do presente e contando histórias de formas inovadoras.

 

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Confira as marcas que ganharam os holofotes no último sábado (11), em que grandes estilistas celebraram sua ancestralidade
por
Enrico Souto
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16/11/2023 - 12h

 

Modelos alinhados durante o desfile da marca Ateliê Mão de Mãe, na São Paulo Fashion Week.
A marca Ateliê Mão de Mãe abriu a série de desfiles no quarto dia da SPFW 56 (Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite)

A 56ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW) passou por seu quarto dia de desfiles no último sábado (11). Oito marcas apresentaram suas coleções para o Verão 2024, que atravessaram questões como ancestralidade, sustentabilidade e diversidade.

E isso não é por acaso. A segunda temporada do evento em 2023 foi nomeada “Origens”, e desafiou 40 marcas a usar das peças para refletir sobre a importância de reconhecermos e preservarmos nossas raízes. A seguir, apresentamos os principais destaques dos desfiles do dia 4 da SPFW.

Ícaro Silva durante desfile da Ateliê Mão de Mãe, na SPFW
Ícaro Silva também foi presença carimbada no desfile do Ateliê Mão de Mãe
(Foto: @agfotosite) 

A sequência de desfiles se iniciou às 10h no Shopping Iguatemi, pela Ateliê Mão de Mãe. Dirigida por Patrick Fortuna e Vinicius Santana, juntamente de sua mãe, Luciene Santana, a marca tem enfoque em peças de crochê, todas feitas à mão. A AMM lançou recentemente uma parceria com a C&A e, para a 56ª edição do maior evento de moda do país, traz a coleção “Água de Meninos”

Nomeada pelo tradicional bairro de Salvador, capital baiana, o desfile explorou a cultura, vivência e espiritualidade do local, a partir das memórias afetivas dos próprios criadores. Com peças minuciosamente tricotadas, que exploram tons terrosos do verde ao laranja, o destaque fica para Baco Exu do Blues, que estreou nas passarelas junto à grife.

Imagem do desfile de João Maraschin, na SPFW
Vestido tricotado com materiais alternativos para o desfile de João Maraschin (Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite)

Logo em seguida, João Maraschin trouxe sua marca homônima ao palco da Fashion Week. O designer gaúcho, radicado em Londres, fez do sua estreia no evento uma ode à moda artesanal e consciente. Com a coleção “Home”, ele explorou o feito à mão através de alternativas sustentáveis, como tecidos jaquards fabricados em algodão orgânico, além de tricôs elaborados com cordas e linhas de pesca.

"[Minha moda] é colaborativa, coletiva e de suporte, com a educação e a preservação de técnicas manuais como principais pilares", explica Maraschin, que trabalhou juntamente a artesãos de comunidades do Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Imagem do desfile de Ângela Brito, na SPFW
Peça com estampa de Maxwell Alexandre durante desfile de Ângela Brito (Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite)

Fechando os desfiles do Iguatemi, a marca de Ângela Brito tomou as passarelas com a coleção “Romaria”. Nascida em Cabo Verde, na África, e morando no Rio de Janeiro há 28 anos, a diretora criativa usou das peças em tons neutros para realizar um comentário sobre imigração: “a ideia veio desse questionamento de quando as pessoas voltam para sua cidade de origem e, a partir disso, entender como isso influência no comportamento cultural local”, ela comenta.

A grife de Ângela está no mercado desde 2014 e investe em uma moda “afrocosmopolita”, que reflete o diálogo entre sua cultura de origem e todas as outras que ela teve contato ao longo da vida. Entre os looks, inspirados em festas cabo-verdianas tradicionais, quatro contam com estampas projetadas pelo artista Maxwell Alexandre.

Imagem do desfile de Rocio Canvas, na SPFW
Looks ousados com inspirações diversas marcaram o desfile da Rocio Canvas (Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite)

Às 17h30, abrindo alas aos desfiles no Komplexo Tempo, a Rocio Canvas, fundada pelo designer Diego Malicheski, apresentou sua quarta participação na SPFW. Para a concepção de sua nova coleção, a grife desafiou a efemeridade das tendências da moda para criar uma série de peças atemporais.

Nesse processo, a marca brinca com referências múltiplas. De bolsas e botas de couro à la BDSM, até acessórios vintage inspirados em fotos antigas de sua mãe, dos anos 60 a 90, Diego revisita códigos que se cristalizaram ao longo de sua trajetória, redigindo uma carta de amor ao próprio ‘fazer’ moda.

Imagem do desfile da marca Az Marias, na SPFW
Elenco plural de modelos foi destaque em desfile de Az Marias
(Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite)

"Florescer – Ato III: Fogo" dá nome ao desfile da marca Az Marias, nesta edição do SPFW. Um elemento essencial à natureza, a CEO Cintia Felix se aprofunda na contradição entre renascimento e destruição das chamas, unindo sustentabilidade, referências à religiões de matriz africanas e um elenco de modelos que foge dos padrões estéticos tradicionais.

Com uma coleção de mais de 30 looks, Az Marias se apossa de tons de vermelho, laranja e dourado, explorando o contraste entre o sombrio representado pelas cinzas e o vibrante evocado pelas chamas. Com uma trilha sonora predominantemente de dancehall, gênero da cultura popular jamaicana, a grife ainda usou do palco para discutir questões como desenvolvimento sustentável e legalização da maconha.

Imagem do desfile de Renata Buzzo, na SPFW
Looks brilhantes fizeram do desfile de Renata Buzzo um dos mais notáveis (Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite)

Em um movimento inverso, Renata Buzzo decide desbravar o mar. Sendo a terceira parte de uma série de coleções apresentadas na SPFW desde novembro de 2022, “ASTRO/NÁUTICA” usa os oceanos como alegoria para comentar o lugar das mulheres na sociedade, frequentemente enxergadas como inconstantes: ora passionais, ora destrutivas. Muitas vezes, essas são reações à violências de homens – aqui, representados pela lua –, que continuam intocados em seus pedestais.

Com um elenco de modelos totalmente feminino, as peças ousadas de Buzzo passeiam pelo azul, prata e nude, com uma produção totalmente vegana. As mulheres de ocupavam o palco usavam maquiagens brilhantes, que se espalhavam até seus cabelos molhados, como se tivessem acabado de voltar de um mergulho.

Imagem do desfile da marca Santa Resistência, na SPFW
Peça com estampa inspirada em xilogravuras para o desfile de Santa Resistência (Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite)

Mônica Sampaio, fundadora da marca Santa Resistência, mudou-se do Recôncavo Baiano para o Rio de Janeiro enquanto ainda era criança e, desde então, jamais cortou vínculos com sua terra natal. Para seu desfile para a SPFW, a estilista conta sua história em uma releitura às obras de Catulo da Paixão Cearense (1863-1946), um dos maiores compositores da música popular brasileira e migrante, assim como ela.

Batizando a coleção como “Paixão Segundo Catulo”, Sampaio se une a outros artesãos nordestinos para projetar looks que celebrem a arte da região, com uma gama diversa de tons terrosos e estampas que remetem a xilogravuras e paisagens predominantes do Maranhão, Ceará e Rio. “[...] Quis trazer para a passarela o sertão que há dentro de mim. Saímos das nossas terras, mas carregamos conosco as lembranças e o carinho”, ela declara.

Imagem do desfile da marca Forca Studio, na SPFW
Modelo caminha ao lado de cinzas cenográficas durante desfile da Forca Studio (Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite)

Encerrando as apresentações de sábado (11) com chave de ouro, a Forca Studio aborda as mudanças climáticas na coleção “Heatwave”. Através de peças de impacto, que evocam um cenário utópico e sensorial, a marca traduz nossas angústias com as crises ambientais globais. “Vivemos em um momento sem precedentes, e sentimos que a moda deve se tornar parte dessa mudança inadiável”, acrescenta um dos fundadores, o DJ e estilista Silvio De Marchi. 

A sustentabilidade, entretanto, também se vê fora das passarelas. Para o desfile, a Forca produziu seus looks através de materiais recicláveis, como câmaras de pneus, além de uma linha de tecido de borracha, produzida manualmente por tribos amazônicas. Durante a apresentação, a passarela foi tomada por cinzas de madeira queimada, tornando a mensagem literal e ampliando a imersão do público. 

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A 56ª edição do São Paulo Fashion Week (SPFW) chegou ao seu fim após cinco dias intensos, apresentando 38 desfiles e uma série de talks sobre moda e temas relacionados.
por
Sophia G. Dolores
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15/11/2023 - 12h

Foi o caso de Luiza Brunet, que surpreendeu ao fazer um retorno emocionante às passarelas após quase 30 anos de aposentadoria. O desfile pela carioca ‘The Paradise’ foi aplaudido, juntamente com a participação de Preta Gil e Izabel Goulart.

Aconteceu em novembro mais uma edição do SPFW
Aconteceu em novembro mais uma edição do SPFW  (Foto: Reprodção/ Instagram)

João Maraschin e Sau conquistaram o público com suas propostas frescas e autênticas. Maraschin, com suas peças de macramê e tricô, enquanto Sau trouxe elegância minimalista à moda praia.Helô Rocha também marcou seu retorno ao SPFW após seis anos, escolhendo o icônico Teatro Oficina para destacar uma coleção que celebra as raízes nordestinas.

A permanência da opção de compra de ingressos pelo público em geral também foi elogiada, pois proporcionou uma oportunidade mais acessível para os entusiastas da moda e estudantes participarem do evento. Além dos desfiles, o SPFW ofereceu diversas palestras sobre temas variados, desde responsabilidade social a inovação na moda, ampliando a experiência do evento.

Alguns desafios foram enfrentados e criticados, como os desfiles que ocorreram em dois espaços distintos em São Paulo, apresentando desafios de acesso via transporte público. Além dos atrasos frequentes e a falta de informações organizacionais que também foram observados.

Apesar de avanços na quebra de padrões estéticos, a representatividade de corpos diversos ainda precisa ser ampliada, especialmente em relação à presença de pessoas gordas nas passarelas.

Responsável pela mídia e marketing do evento
Responsável pela mídia e marketing do evento (Foto: Reprodção/ Instagram)

Para entender melhor os bastidores do evento, Kaio Raffael, publicitário e social media responsável por todas as redes sociais, marketing e divulgação do SPFW N56 contou sobre os insights sobre a estratégia digital adotada para amplificar a presença do evento e aproximar ainda mais os fãs da moda.

Kaio destacou: "Nosso foco foi criar uma narrativa envolvente nas redes sociais, proporcionando aos seguidores uma experiência única. Utilizamos estratégias inovadoras para divulgar os desfiles, buscando estabelecer uma conexão autêntica com o público."

O publicitário, ao abordar as críticas direcionadas ao evento, ressaltou a importância de ouvir e aprender com a comunidade da moda: "Todas as críticas são valiosas para nós. Estamos cientes dos desafios enfrentados, como os atrasos e a questão da diversidade. Encaramos essas observações como oportunidades de aprimoramento [...] nosso compromisso é evoluir a cada edição, garantindo que o SPFW seja um espaço inclusivo, acessível e representativo para todos os amantes da moda. A crítica construtiva nos impulsiona a fazer melhor na próxima vez, e estamos dedicados a proporcionar uma experiência ainda mais extraordinária nas edições futuras."

 O publicitário ressaltou a importância de ouvir e aprender com a comunidade da moda
 O publicitário ressaltou a importância de ouvir e aprender com a comunidade da moda (Foto: Reprodução/ Instagram)

O SPFW N56, com seus altos e baixos, encerra mais uma edição, deixando marcas na indústria da moda e abrindo espaço para reflexões sobre o futuro do evento, e principalmente da moda.

 

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Mario Queiroz, reconhecido por seu trabalho no segmento masculino, participa da Escola de Verão da PUC-SP
por
Rodrigo Ferreira
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13/11/2023 - 12h

O estilista e professor, Mario Queiroz, consultor e designer de moda, autoridade em Moda Masculina, com diversas apresentações na SPFW, está ofertando um curso intensivo durante os dias 15 a 19 de janeiro de 2024, na PUC-SP, dentro do projeto Escola de Verão

Queiroz é Doutor em Comunicação e Semiótica pela mesma universidade, e sobre o curso, diz que “trata dos papéis da comunicação na moda e analisa a Moda como forma de Comunicação”. Em conversa com alunos de jornalismo da universidade onde se realizará o curso, ele lembra que a moda e a comunicação não se separam, até mesmo quando se trata de política, “a moda é política, me veio uma situação de ontem, em que o grampo da gravata do governador era uma metralhadora”, ressalta o estilista.

Em seu olhar, muitas coisas são ditas através da moda, assim como o adorno de arma usada por Tarcisio de Freitas em uma gravata passa uma mensagem de ódio. Em sua opinião, hoje ocorre um “fenômeno novo, em que a moda advinda das periferias cresce muito”, e “a roupa já nem sempre é indicativo de condição social”, o que pode democratizar relações sociais em certas situações. Ele traz inclusive um exemplo pessoal, em que em frente a uma loja de luxo em Paris, mesmo vestido com “roupas de rua”, foi convidado a entrar, o que era impossível com os mesmos trajes em sua juventude.

Após 20 edições no SPFW (São Paulo Fashion Week), e fechar sua loja, Mario Queiroz decidiu se dedicar à atividade docente, já tendo realizado cursos no Senac e outras instituições, tendo como tema principal de pesquisa a questão de gênero”. Fiz o doutorado, tese ‘homem e/ou mulher’, não publicado, porque no meio do caminho veio um convite para fazer um livro acessível a todos sobre masculinidade ‘homens e moda no século XXI’”, diz o professor, que acredita que “a moda é a forma como você quer se representar, vai além da roupa”.

 

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