A experiência de João Pedro mostra como tecnologias assistivas ampliam as possibilidades de mobilidade de pessoas com deficiência física.
por
Dhara Yuki
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26/10/2026 - 12h

Por Dhara Yuki

 

Para João Pedro sair de casa exige pensar além do destino. Antes de atravessar a porta é preciso considerar o caminho, a distância, o tempo que ficará em pé e os recursos que poderá precisar para chegar ao lugar desejado. Dependendo do compromisso, a escolha pode ser uma órtese, uma muleta ou uma cadeira de rodas. A decisão não é apenas sobre como se locomover, mas sobre qual equipamento oferecerá melhores condições para enfrentar o percurso.

Diagnosticado ainda durante a gestação com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, João teve contato com a tecnologia médica antes mesmo de nascer. Durante os exames de pré-natal, sua mãe descobriu a condição e soube que existia a possibilidade de uma cirurgia para corrigir a má-formação ainda dentro do útero. O procedimento, que envolve a abertura do útero para operar a coluna do feto e depois reposicioná-lo, foi uma das primeiras possibilidades de intervenção médica relacionadas à sua condição. Uma das complicações associadas à mielomeningocele é a hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais. Logo após o nascimento, João passou por uma cirurgia para tratar o problema e recebeu uma válvula que permitia drenar o excesso de líquido. O dispositivo, entretanto, exigia acompanhamento médico e poderia precisar ser substituído ao longo da vida. A possibilidade de depender de um equipamento por tempo indeterminado fez parte de sua história desde o começo. Anos depois, uma nova intervenção médica mudaria essa relação com a tecnologia.

Quando tinha dois anos, a mãe de João descobriu o Hospital Sarah Kubitschek, em Minas Gerais, uma instituição especializada em reabilitação. Lá, ele iniciou um tratamento direcionado às necessidades de pessoas com a mesma deficiência e passou a utilizar órteses de polipropileno, dispositivos que auxiliam a sustentação e o movimento das pernas, e esse acompanhamento durou dez anos. A órtese se tornou parte de sua rotina e permitiu que ele desenvolvesse sua mobilidade com o auxílio do equipamento. Entretanto, conforme crescia, as limitações do material começaram a aparecer. Por volta dos 12 anos, a equipe que o acompanhava informou que as órteses utilizadas até então não seriam mais suficientes para suportar seu peso. Era necessário encontrar outra alternativa.

A busca levou João à Ottobock, uma empresa especializada em soluções de tecnologia assistiva, entre elas órteses e próteses. A alternativa encontrada utilizava fibra de carbono, um material que permite produzir dispositivos leves e resistentes. Porém, o custo representava um obstáculo. Os equipamentos eram caros, e conseguir acesso a uma tecnologia mais adequada às suas necessidades não dependia apenas de sua existência. Na mesma época, João decidiu procurar uma cadeira de rodas motorizada. Embora conseguisse andar com o auxílio da órtese, percorrer longas distâncias provocava cansaço. A cadeira poderia facilitar esses deslocamentos, mas, para adquiri-la, foi necessário organizar uma vaquinha com a ajuda de amigos e familiares.

No entanto, a cadeira não correspondeu às expectativas, pois pesava aproximadamente 70 quilos, sendo difícil transportá-la, e as condições das ruas de Santo André tornavam a locomoção ainda mais complicada. A tecnologia havia sido pensada para facilitar seus deslocamentos, mas o peso do equipamento e as características do espaço urbano acabaram gerando novas dificuldades. A experiência evidencia uma contradição presente no cotidiano de muitas pessoas com deficiência, um dispositivo pode oferecer determinada solução sem necessariamente resolver os problemas encontrados no ambiente em que será utilizado. Não basta que um equipamento permita o deslocamento se o peso, o transporte ou as condições das calçadas dificultam sua utilização.

Aos 15 anos, João enfrentou outro episódio que mudaria sua relação com os recursos médicos. As dores de cabeça se tornaram intensas e não melhoraram nem com o uso de fortes analgésicos. Ao procurar um neurologista, recebeu a orientação de que a válvula implantada após o nascimento deveria ser substituída, mesmo sem estar completamente obstruída, porém outra possibilidade foi levantada, segundo João, o médico havia desenvolvido uma técnica cirúrgica que permitiria tratar a hidrocefalia sem a necessidade de manter a válvula. O procedimento foi realizado fora do convênio porque não oferecia cobertura, e teve o resultado esperado. Desde então, João não precisou mais utilizar o dispositivo. A cirurgia representou uma grande mudança, um recurso que havia acompanhado sua história desde os primeiros dias de vida deixou de ser necessário. O avanço médico não se limitou a substituir um equipamento antigo por outro, mas possibilitou uma nova condição de tratamento. O acesso, porém, teve um custo. A ausência de cobertura pelo convênio fez com que o procedimento dependesse de recursos particulares, revelando que a existência de uma tecnologia não significa que ela esteja disponível para todos que poderiam se beneficiar dela.

Na mesma fase, João conseguiu adquirir uma órtese de fibra de carbono. O equipamento permaneceu com ele por aproximadamente seis anos, período em que o dispositivo acompanhou seu crescimento e suas necessidades. Agora, ele se prepara para trocá-lo por um modelo mais recente, desenvolvido para corrigir melhor sua marcha e oferecer menor peso. A evolução das órteses mostra como a tecnologia assistiva não se resume à criação de um equipamento. Os dispositivos também passam por aperfeiçoamentos que podem modificar sua eficiência, seu conforto e a forma como se integram à rotina de quem os utiliza. Para João, a troca representa a possibilidade de contar com um recurso mais adequado às necessidades atuais, depois de anos utilizando o mesmo equipamento.

A cadeira de rodas também ganhou uma nova versão. Durante um intercâmbio na Itália, João passou os primeiros 15 dias acompanhado da mãe para compreender como seria sua rotina no país e avaliar as dificuldades de deslocamento. Percebeu que não conseguiria percorrer todos os trajetos apenas com a órtese. Dessa vez, encontrou uma cadeira mais leve, compacta e acessível financeiramente. O modelo atual pesa 27 quilos, dobra-se como um carrinho de bebê e custou menos da metade do preço da primeira cadeira motorizada que havia adquirido.

Hoje, João alterna os recursos de acordo com a necessidade. Nos dias em que precisa comparecer presencialmente a compromissos que exigem permanecer muito tempo em pé, utiliza a cadeira de rodas. Para ir à faculdade, quando considera o percurso viável, prefere a órtese e a muleta. A escolha também depende das condições do caminho. Em ruas irregulares ou em trajetos nos quais precisa ter maior controle dos movimentos, a cadeira pode ser menos prática do que a muleta. O equipamento mais avançado, portanto, não é necessariamente o mais adequado em todas as situações. A autonomia está também na possibilidade de escolher o recurso que melhor responde às necessidades de cada deslocamento.

Dentro de casa, a rotina é diferente. João utiliza um assento fixo durante o banho por causa da dificuldade para permanecer em pé por muito tempo, mas fora isso, sua casa não conta com adaptações específicas para sua condição, inclusive, consegue subir e descer escadas, mas algumas tarefas mais simples, como levar um copo ou um prato da pia até a mesa, exigem atenção para evitar desequilíbrios. A tecnologia, nesse contexto, não elimina todas as dificuldades. Mesmo com os equipamentos que utiliza, existem situações em que a organização dos espaços e as características do ambiente interferem diretamente em sua autonomia.

A mesma questão aparece quando João vai à faculdade. A instituição realiza a chamada por meio do sistema da catraca, mas a entrada principal não oferece acessibilidade. Para conseguir entrar, ele precisa utilizar o portão dos fundos, que permite a passagem, mas não conta com o sistema de registro de presença. A solução encontrada pela instituição para registrar presença aos alunos não contempla todos da mesma maneira. O problema não está na capacidade de João de frequentar as aulas, mas na ausência de uma estrutura que permita que ele acesse o espaço e cumpra os procedimentos institucionais nas mesmas condições que os demais estudantes. Segundo ele, mesmo após uma reforma na faculdade, a questão permaneceu sem solução. Essa situação diz que a acessibilidade não depende exclusivamente de equipamentos individuais ou de avanços na medicina, mas também de planejamento dos espaços coletivos e dos serviços utilizados diariamente.

A autonomia de João se estende ainda à direção de veículos. Desde 2023, ele tem carteira de habilitação e pode dirigir, mas precisa utilizar um carro adaptado. Como não consegue acionar os pedais convencionais da maneira habitual, o veículo possui uma haste que permite acelerar e frear manualmente e um pomo giratório instalado no volante que facilita as manobras com apenas uma das mãos. O carro também precisa ter câmbio automático, já que o sistema de adaptação utilizado não funciona com embreagem convencional.

Da cirurgia realizada ainda na infância aos equipamentos utilizados para andar e dirigir, a tecnologia atravessa diferentes etapas da vida de João. Em alguns momentos, aparece como uma intervenção médica capaz de modificar um tratamento, em outros, como um dispositivo que facilita um trajeto ou permite realizar uma atividade cotidiana. Mas sua experiência também mostra que a autonomia não depende apenas do desenvolvimento de novos recursos. O preço dos equipamentos, a cobertura dos procedimentos médicos, as condições das ruas e a acessibilidade das instituições interferem diretamente nos benefícios que essas tecnologias podem oferecer.

Para João, sair de casa sem nenhum dispositivo de auxílio não é uma possibilidade viável. Em seus deslocamentos, órtese, muleta e cadeira de rodas cumprem funções diferentes, escolhidas de acordo com o percurso e o tempo que precisará permanecer em movimento. O desenvolvimento de equipamentos mais leves, resistentes e funcionais amplia as possibilidades de mobilidade, mas não transforma automaticamente os espaços em ambientes acessíveis. Quando uma cadeira de rodas encontra dificuldades nas ruas ou um estudante precisa utilizar uma entrada alternativa para chegar à faculdade, fica evidente que a inovação tecnológica e a inclusão não avançam necessariamente no mesmo ritmo. A história de João revela duas dimensões de uma mesma questão, a importância de tecnologias que respondam às necessidades das pessoas com deficiência e a necessidade de ambientes preparados para que elas possam utilizá-las. Afinal, não basta desenvolver equipamentos capazes de ampliar a autonomia se os caminhos que levam à universidade, ao trabalho e aos demais espaços da vida cotidiana continuam impondo barreiras.

 

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Franquia de games do lendário skatista da Califórnia trouxe o universo do esporte para os holofotes ao longo das décadas
por
Ivo Leite
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23/10/2026 - 12h

 

Jogar videogame é uma atividade que pode inspirar e fazer sonhar, seja para ser jogador de futebol com títulos como FIFA e PES, por exemplo, ou skatista. Vários jovens começaram a se prestar atenção no universo das quatro rodinhas por meio de um amigo ou por si só. Mas, será que houve algo a mais que despertasse esse interesse?

Em 29 de Setembro de 1999, o jogo Tony Hawk Pro Skater, do skatista californiano Tony Hawk, chegou ao mercado para o console Playstation. O game foi um pontapé inicial para o surgimento de uma franquia de sucesso que vendeu mais de 350 mil cópias só nos três primeiros meses daquele ano. 

Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT
 Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT

 

Criada em parceria com a Activision, uma das maiores e mais influentes distribuidoras de jogos eletrônicos do mundo, a franquia ficou famosa por sua jogabilidade arcade rápida. Após grande êxito com o Playstation, o game foi para outros consoles como o Nintendo 64, Game Boy Color, Dreamcast e N-Gage.

As variações foram sendo criadas com a essência do jogo original. Tony Hawk Pro Skater Underground é um exemplo dessas sequências, dentre outras que surgiram. Houve alguns experimentos como em Tony Hawk Ride que, diferente de seus antecessores, usava um periférico físico em formato de skate como controle. 

 

Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90, o dobro de um game comum na época - Reprodução/Mercado Livre
Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90 - o dobro de um game comum na época Foto: Reprodução/ anúncio Mercado Livre 

Em 2020, a franquia foi remasterizada com gráficos hiper modernos, lançando o Tony Hawk 1 + 2, premiado como melhor jogo de esporte em eventos como o The Game Awards e o D.I.C.E. Awards. E em 2025, a coletânea Pro Skater 3 + 4 veio ao mercado para concretizar a volta do título.

“Cresci jogando e isso certamente me influenciou a me aventurar sobre quatro rodinhas”, afirma o gamer e skatista Felipe Dias, de 23 anos, que atualmente deseja se formar no curso de Design de Games. “Quero sempre me lembrar de como me apaixonei pelo esporte”, finaliza Dias.

 

Manobras e pistas com dinâmica real . Foto Ivo Leite/AGEMT
Manobras e pistas com dinâmica real Foto: Ivo Leite/AGEMT

 

Um dos pontos  altos da série de jogos Tony Hawk está nas trilhas sonoras marcantes. Gerações de apaixonados por grandes bandas ouviram e se lembram de pelo menos uma música presente nos jogos. A lista compõe diversos estilos musicais como hardcore, punk rock, hip-hop, ska punk e metal. Destaque para “No Cigar”, do Millencolin; “Guerrilla Radio” do Rage Against the Machine e “Superman”do Goldfinger. 

Nesse tempo, o skate se tornou um esporte de grande expressão chegando a compor até os Jogos Olímpicos, a partir de 2020. E a ascensão de sua prática também pode ser avaliada pela influência de jogos digitais como o Tony Hawk Pro Skater. 

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Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Furacão deixa mortos em Cuba, rodada do Brasileirão e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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28/09/2022 - 12h

 

Quarta-feira, 28 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Eleições: Presidente do TSE mostra sala de totalização dos votos para ministro da Defesa e entidades.
  • Análise do último debate de candidato aos governos estaduais. 
  • Furacão Ian deixa mortos em Cuba e segue para os EUA; furacão deve atingir costa oeste da Flórida nesta quarta-feira (28).
  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 52;

  • Rodada do Brasileirão.

 

Imagem: Paulo Roberto Netto/UOL
Imagem: Paulo Roberto Netto/UOL

Sistema eleitoral transparente

Nesta quarta-feira (28), diversas autoridades foram apresentadas à sala de totalização de votos. Os visitantes foram recebidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes, que salientou no fim, em entrevista a jornalistas, a importância desse ato para mostrar a transparência e confiança no processo eleitoral brasileiro.

“Essa visitação mostra que o TSE é absolutamente aberto, transparente a todas as instituições fiscalizadoras”, enfatizou.

Estavam presentes o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira; o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti; o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto; e representantes dos partidos União Brasil (União), da coligação Brasil da Esperança, entre outros. Além deles, participaram da visita o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet; representantes da Controladoria Geral da União (CGU); e integrantes de comitivas de Missões de Observação Eleitorais (MOEs).



Nota do editor

O último debate de governadores, ocorrido na noite da terça-feira (27), como todo debate, foi fundamental. Fundamental e elitizado. A escolha do dia da semana e do horário do enfrentamento entre os candidatos ignorou a maior parcela da população: os trabalhadores. Durante os enfrentamentos nos 26 estados mais o Distrito Federal, realizado pela TV Globo e afiliadas, os eleitores de toda a federação puderam ter uma última chance de ver confronto de ideias.

Em alguns estados faltaram ideias. Em outros faltaram candidatos, alguns dos faltosos lideram as pesquisas de intenção de voto. Teve estados em que os candidatos partiram para ataques pessoais. Há também estados que apostam na nacionalização do confronto, com citações constantes aos líderes de intenção de voto na pesquisa presidencial. 

De ponta a ponta, a ausência mais sentida foi o respeito com o eleitor.  É necessário muita calma e um processo criterioso de escuta para a escolha dos governadores. O seu voto é importante, no domingo (2), vote consciente. 


 

Foto: Yamil Lage/AFP
Foto: Yamil Lage/AFP)

Furacão em Cuba

Na tarde de terça-feira (27) o furacão Ian chegou ao nível 3 e atingiu a região oeste de Cuba, deixando um morto e todo o país sem energia elétrica. A vítima fatal é uma mulher de 43 anos, que foi atingida pelo desabamento de sua casa.

A Defesa Civil Nacional emitiu alerta de "alarme de ciclone" para a área ocidental do país e colocou outras três províncias em fase de "alerta". Escolas e outros serviços públicos foram suspensos, como a grande maioria dos transportes terrestres e marítimos.

Nesta quarta-feira (28), o furacão segue em direção à costa oeste da Flórida, e já foi reclassificado para a categoria 4, com ventos de 250 km/h. 

Tempestades “históricas” de até 2 metros estão previstas e podem engolir casas costeiras, a chuva pode causar inundações em grande parte do estado e ventos devastadores podem arrasar casas e interromper o serviço de eletricidade por dias ou semanas.

"Fique dentro de casa. Fique longe das janelas. A tempestade está aqui", afirmou o diretor da Divisão de Gerenciamento de Emergências da Flórida, Kevin Guthrie em entrevista coletiva no início da manhã.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, alertou que os moradores dos condados de Collier, Lee, Charlotte e Sarasota não estão mais seguros para evacuação e pediu às pessoas que saiam das estradas e fiquem dentro de casa.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  7.613 novos casos de COVID-19, e 46 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 46. No total, o país acumula 34.654.190 casos confirmados, e 685.927 óbitos por COVID-19.

 

Ivan Storti / Santos FC
Foto: Ivan Storti / Santos FC

Brasileirão

O Campeonato Brasileiro da série A está de volta neste meio de semana. Após parada para a data FIFA, os times da série retornam para a 28ª rodada da competição. A rodada começou no domingo (25), com a goleada do São Paulo para cima do Avaí por 4 a 0. Na terça-feira (27), o Santos jogou contra o Athletico-PR, na Vila Belmiro, e venceu por 2 a 0.

Nesta quarta-feira (28), o Coritiba recebe o Ceará, no estádio Couto Pereira, às 19h. No mesmo horário a bola vai rolar na Arena NeoQuímica para Corinthians e Atlético-GO. Também às 19h, o Fluminense recebe o Juventude, no Maracanã, e o Fortaleza enfrenta o Flamengo, no Castelão. Mais tarde, às 21h, o Cuiabá joga contra o América-MG, na Arena Pantanal.

Às 21h45, o líder Palmeiras joga contra o Atlético-MG, no Mineirão. No mesmo horário, o vice-líder Internacional recebe o RB Bragantino, no Beira-Rio. Fechando a rodada, o Botafogo visita o Goiás, no estádio da Serrinha. 

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Seleção Brasileira vence Tunísia por 5 a 1, “Ato em Defesa do Jornalismo e da Democracia” na PUC-SP, início da imunidade eleitoral e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
27/09/2022 - 12h

Terça-feira, 27 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Começa a valer restrição à prisão sem flagrante durante período eleitoral;
  • Ato em defesa do jornalismo e da democracia na PUC-SP;
  • Itália: coalizão de Meloni conquista mais de 50% na câmara e no senado;
  • Funeral de Estado de Shinzo Abe no Japão reúne líderes de governos do mundo;
  • IBGE divulga prévia da inflação de setembro;
  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 52;

  • Brasil realiza o último amistoso antes da Copa do Mundo. 

 

Foto: TSE
Foto: TSE

Imunidade eleitoral 

Começou a valer nesta terça-feira (27) a regra do artigo 236 do Código Eleitoral, que garante o direito ao voto e o pleno exercício da democracia tanto para os candidatos quanto para os eleitores. A regra existe para que ninguém impeça o eleitor de votar e evitar que grupos políticos cometam abusos com eleitores.

Segundo a legislação, a proibição deve começar a valer cinco dias antes da eleição e terminar 48 horas depois da votação.

Devido a isso, os eleitores não poderão ser presos ou detidos, exceto em flagrantes. No caso dos candidatos, a imunidade começou no último dia 17. A condição termina no dia 4 de outubro.

 

Jornalismo e democracia

Nesta segunda-feira (27), entidades relacionadas à comunicação se reuniram às 19h no auditório 239 da PUC-SP no “Ato em Defesa do Jornalismo e da Democracia”.

Para compartilhar suas histórias, estavam presentes as jornalistas Patrícia Campos Mello e Bianca Santana, que já sofreram agressões do presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

“Diante da escalada de ameaças, agressões, ataques físicos e virtuais e tentativas de censura e intimidação contra as e os jornalistas, especialmente durante o período eleitoral, as entidades jornalísticas e organizações que defendem a liberdade de imprensa e os direitos humanos convocam ato unificado em defesa das e dos profissionais de imprensa e da Democracia”, afirmam os organizadores do evento.

A realização foi convocada por:

  • Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP); 

  • Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); 

  • Associação Brasileira de Imprensa (ABI); 

  • Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); 

  • Associação de Jornalismo Digital (Ajor); 

  • Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); 

  • Repórteres sem Fronteiras (RSF); 

  • Instituto Vladimir Herzog; 

  • Associação Profissão Jornalista (ApJor); 

  • Barão de Itararé; 

  • Intervozes;

  • Centro Acadêmico Vladimir Herzog;

  • Centro Acadêmico Benevides Paixão.

 

Reprodução/Twitter @GiorgiaMeloni
Reprodução/Twitter @GiorgiaMeloni

Reascensão da extrema-direita italiana

O partido de extrema-direita de Giorgia Meloni, Irmãos da Itália, conquistou 26% dos votos nas eleições de domingo, o que significa que a coalizão da direita italiana terá maioria folgada no Parlamento, segundo os resultados finais publicados nesta terça-feira (27). 

A coalizão, que inclui a Liga (direita) de Matteo Salvini e o Força Itália (conservador) do magnata Silvio Berlusconi, terá 237 cadeiras na Câmara dos Deputados de um total de 400. Além disso, terão maioria também no Senado, com 115 cadeiras de 200.

O Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, recebeu 19% dos votos e se aliou com duas pequenas formações ambientalistas e esquerdistas. A coalizão terá 84 cadeiras na Câmara e 44 no Senado. O antissistema Movimento 5 Estrelas recebeu 15,4% dos votos e terá 52 deputados e 28 senadores e prometeu ser força de oposição ao governo de Meloni.

 

Funeral polêmico

O governo japonês realizou nesta terça-feira (27) o funeral de Estado do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 8 de julho durante um comício de seu partido.  A cerimônia foi realizada no Budokan, arena histórica de Tóquio, que costuma sediar grandes eventos.

Cerca de cinco mil pessoas participaram da cerimônia, que durou aproximadamente duas horas e teve a presença de diversos representantes de diversos países, entre eles, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, o presidente da França, Emmanuel Macron, e líderes da Austrália, Índia, Vietnã, Camboja e Cingapura, entre outros.

O primeiro-ministro japonês Fumio Kishida fez um discurso de condolências, seguido por demais integrantes do governo japonês. Um representante do imperador Naruhito também participou da homenagem em nome da família imperial (que não podem estar na cerimônia por serem considerados figuras neutras). 

O funeral gerou muitas críticas no Japão, já que os gastos com o evento foram estimados em quase US$ 12 milhões. Porém, de acordo com a imprensa japonesa, 60% da população se opôs à realização da cerimônia também por outros motivos que vão além dos custos. Alguns consideram que o funeral tende a glorificar um político que tomou decisões controversas, outros acham que a disposição do governo japonês em realizar a homenagem infringe a constituição por não levar em conta a opinião da população.

 

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Tendência de queda

Pelo segundo mês consecutivo, a prévia da inflação indicou uma tendência de queda. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (27) que a inflação no mês de setembro ficou em -0,37%. Em agosto o índice já havia ficado em -0,73%. No ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) tem alta acumulada de 4,63%. Nos últimos 12 meses a taxa caiu para 7,96%, ficando abaixo dos 9,60% registrados anteriormente. 

Apesar da aparente queda, apenas três dos nove grupos pesquisados tiveram queda em setembro. Influenciado pelo preço dos combustíveis, o grupo de transportes apresentou queda de 2,35% e foi o que mais contribuiu para o recuo do índice geral em pontos percentuais (-0,49 p.p.).

Entre os combustíveis, etanol (-10,10%), gasolina (-9,78%), óleo diesel (-5,40) e gás veicular (-0,30%) apresentaram recuo nos preços nesse período. O destaque vai para a gasolina, que contribuiu com o impacto negativo mais intenso (-0,52 p.p.). 

O grupo de alimentos e bebidas também apresentou desaceleração de -0,47%. O índice foi puxado pela alimentação em domicílio, que recuou -0,86%. Itens como o óleo de soja (-6,50%), o tomate (-8,04%) e o leite longa vida (-12,01%), são os destaques de queda neste grupo. Por outro lado, a cebola (11,39%), o frango em pedaços (1,64%) e frutas (1,33%) tiveram alta registrada.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 8.289 novos casos de COVID-19, e 46 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 52. No total, o país acumula 34.656.577 casos confirmados, e 685.881 óbitos por COVID-19.


 

Foto:Lucas Figueiredo/CBF
Foto:Lucas Figueiredo/CBF

Já é Copa!

A seleção brasileira goleou a Tunísia por 5 a 1 nesta terça-feira (27). O jogo aconteceu na França, e foi o último compromisso da nossa seleção antes da Copa do Mundo no Catar, em novembro. Antes, na semana passada, a seleção já havia vencido a seleção de Gana por 3 a 0. 

Com um futebol convincente e alguns testes por parte do técnico Tite, a seleção não encontrou dificuldade nos amistosos enfrentados nesta data FIFA. O placar elástico contra a Tunísia foi construído com gols de Raphinha, duas vezes; Neymar, Richarlison e Pedro. Este último mostrou serviço no pouco tempo que teve nos amistosos e coloca ainda mais pressão para estar presente na lista oficial para o mundial. O gol da Tunísia foi marcado pelo zagueiro Talbi. 

Este foi o último compromisso da seleção canarinha antes da Copa. Agora faltam 58 dias para a estreia brasileira no Catar, contra a seleção da Sérvia, no dia 24 de novembro. A convocação oficial sai no dia 07 de novembro. Já estamos em ritmo de Copa! 
 

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Pesquisa IPEC: Lula avança 1%, Bolsonaro estável; Georgia Meloni têm maioria em eleições na Itália; Média de óbitos por COVID cai para 63, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
|
26/09/2022 - 12h

Segunda-feira, 26 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Pesquisa IPEC: Lula avança um ponto percentual, alcançando 48%, enquanto Bolsonaro se mantém estável, com 31%;

  • Giorgia Meloni tem maioria dos votos nas eleições da Itália; Congresso se reunirá em 13 de outubro apenas;

  • Embaixada americana no Brasil diz que os EUA reconhecerá a candidatura do vencedor da eleição apenas;

  • Shows de Roger Waters na Polônia são cancelados após crítica à Ucrânia

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 63;

 

Foto: Reprodução/Twitter @lula
Foto: Reprodução/Twitter @lula

Aumentam chances de vitória no primeiro turno

Nesta sexta-feira (26) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Ipec, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 48% das intenções de votos, oscilando um ponto para cima em relação ao levantamento feito em 19 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 31%, o que o deixa com apenas 14 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. Com o resultado desse novo levantamento, aumenta a chance de Lula vencer no primeiro turno, já que tem 52% dos votos válidos.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que diminuiu de 7% para 6%, seguido por Simone Tebet (PMDB), que continua com 5%. 

Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe d'Avila (Novo) pontuaram 1%. Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos diminuíram um ponto percentual, somando 4%.

As entrevistas foram feitas nos dias 25 e 26 de setembro, e contou com 3.008 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa, que foi encomendada pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01640/2022.

Segundo a pesquisa, Lula tem melhor desempenho entre católicos, pretos e pardos, cidadãos com baixa renda, pessoas com ensino fundamental e que moram no Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, pessoas com ensino superior, não beneficiários de auxílios do governo federal e residentes do Sul e Centro-Oeste.

 

Matteo Salvini, Silvio Berlusconi e Giorgia Meloni em evento em Roma - Foto: ALBERTO PIZZOLI / AFP
Matteo Salvini, Silvio Berlusconi e Giorgia Meloni em evento em Roma - Foto:ALBERTO PIZZOLI / AFP

Extrema-direita na Itália

A deputada italiana Giorgia Meloni é a favorita para assumir o cargo de primeira-ministra da Itália, após a coalizão de extrema-direita liderada por seu partido vencer as eleições no último domingo (25). No país, os eleitores votam em um partido, e a sigla que conquistar maioria no Parlamento é quem escolhe o primeiro-ministro - que é tradicionalmente, o presidente do partido vencedor.

Meloni é conhecida por seus discursos conservadores e pós-fascistas, inclusive já afirmou que Mussolini foi um bom político. Juntamente com seus aliados, ela promete cortes de impostos e o bloqueio dos imigrantes que cruzam o Mediterrâneo. Além disso, promete luta contra os grupos de luta LGBT. Desde 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Itália não tem um governo tão conservador. O Partido de Meloni, Irmãos da Itália, por exemplo, tem raízes neofascistas. 

O parlamento italiano está programado para se reunir em 13 de outubro, quando o chefe de Estado convocará os líderes do partido para decidir sobre a forma do novo governo.

 

Reconhecimento ao candidato vencedor

No sábado (24), a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou que os EUA irão reconhecer o resultado das eleições brasileiras, independentemente do candidato que vencer o pleito.

"O eventual reconhecimento dos EUA virá ao candidato que vencer a eleição presidencial como resultado da nossa determinação sobre a integridade do processo eleitoral liderado pelo Tribunal Superior Eleitoral, e não de uma negociação com qualquer candidato ou partido político", escreveu no Twitter a embaixada americana. 

A nota foi divulgada três dias após o chefe da embaixada dos EUA no Brasil, Douglas Koneff, se reunir com o candidato e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes, Koneff já havia se reunido com os candidatos Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).

 

Foto: AP
Foto: Rob Grabowlski/Invision/AP

Shows cancelados

Conforme anunciado neste domingo (25), duas apresentações do cantor, que seriam em abril de 2023, foram canceladas em Cracóvia depois que comentários sobre as intervenções do Ocidente na guerra da Ucrânia geraram uma série de críticas. 

Reportagens sobre uma carta aberta de Waters endereçados à primeira dama ucraniana Olena Zelenska começaram a sair no início do mês. Na Carta, Roger acusou o presidente Volodimir Zelenski de permitir “nacionalismo extremo” na Ucrânia e dizia que o Ocidente deveria parar de fornecer armas a Kiev, o artista ainda solicitou veementemente para Olena que

pedisse ao marido para escolher “uma rota diferente”, “colocar fim a essa guerra letal”. O artista também acusou a Otan de provocar a Rússia. 

Apesar disso, o motivo do cancelamento não foi revelado.
 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 6.068 novos casos de COVID-19, e 30 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 58. No total, o país acumula 34.638.288 casos confirmados, e 685.835 óbitos por COVID-19. 

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11% dos eleitores dispostos a fazer o "voto útil" segundo Datafolha, naufrágio na Síria e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
|
24/09/2022 - 12h

Sexta-feira, 23 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Pesquisa Datafolha: Lula abre 14 pontos de diferença com Bolsonaro; 11% do eleitorado está disposto a exercer o “voto útil” incentivado pela campanha do ex-presidente;

  • Naufrágio de barco de migrantes na Síria;

  • Ucrânia reconquista territórios no leste;

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 63;

 

Foto: Sergio Lima/Poder360
Foto: Sergio Lima/Poder360

Maior chance de vitória no primeiro turno

Nesta sexta-feira (23) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de votos, oscilando dois pontos para cima em relação ao levantamento feito em 12 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 33%, o que o deixa com apenas 14 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Com o resultado desse novo levantamento, aumenta a chance de Lula vencer no primeiro turno, já que tem pelo menos 50% dos votos válidos. Agora, a nove dias do primeiro turno, a campanha do ex-presidente Lula pretende incentivar o chamado “voto útil”, que é uma maneira do eleitor votar a fim de encerrar a disputa já no primeiro turno. Segundo a pesquisa, cerca de 11% dos eleitores dizem que podem mudar o voto para presidente para que o candidato que estiver liderando as pesquisas vença logo. 86% afirmaram que não o fariam e 2% se mostraram indecisos a respeito.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que diminuiu de 8% para 7%, seguido por Simone Tebet (PMDB), que continua com 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) diminiuiu para 1%. Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) pontuaram menos de 1%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 5%.

As entrevistas foram feitas entre os dias 20 e 22 de setembro, em 343 municípios e contou com 6.754 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa, que foi encomendada pela Folha e pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04180/2022.

 

Foto: Syrian Red Crescent/Reuters
Foto: Syrian Red Crescent/Reuters

Naufrágio

Segundo o Ministro da Saúde da Síria, ao menos 77 migrantes morreram em um naufrágio na costa síria. O barco, que saía do Líbano (país que está se tornando cada vez mais um ponto de partida para embarcações ilegais, por conta de uma crise econômica), naufragou no Mediterrâneo na quinta-feira na costa da cidade de Tartus. 

Os refugiados tentam cruzar o Mediterrâneo em embarcações improvisadas rumo aos países europeus. De acordo com a ONU, pelo menos 38 embarcações com mais de 1.500 pessoas saíram ou tentaram sair ilegalmente do Líbano pelo mar desde de 2020.

Nesta sexta-feira (23), a televisão síria afirmou que cerca de 150 pessoas estavam a bordo do barco. 20 sobreviventes estão internados, disse o ministro da Saúde, Hassan Al Ghubach.

Refugiados palestinos do acampamento de Nahr el-bared, no norte do Líbano, também estão entre as vítimas, segundo responsáveis das instalações. "Estamos conduzindo uma de nossas maiores operações de resgate. Cobrimos uma ampla área que se estende por toda a costa síria", declarou à AFP Sleiman Khalil, funcionário do Ministério dos Transportes da Síria.

 

Retomada pela Ucrânia

Nesta sexta-feira (23), o exército da Ucrânia afirmou que retomou uma das cidades tomadas pelos russos, na região de Donetsk, no leste do país. "O exército ucraniano recuperou Yatskivka", anunciou na televisão Oleksii Gromov, chefe do Estado-Maior militar ucraniano. "Os ucranianos também restabeleceram seu controle sobre as posições ao sul de Bakhmut", uma cidade importante na região de Donetsk que foi bombardeada pelos russos nas últimas semanas, acrescentou Gromov. 

Contudo, a Rússia também iniciou nesta sexta-feira referendos a fim de anexar quatro regiões ocupadas da Ucrânia.

As votações que decidirão se esses territórios deveriam se tornar parte da Rússia começaram depois de uma contra ofensiva ucraniana no início deste mês. O referendo nas províncias de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia, que representam cerca de 15% do território ucraniano, deve ocorrer até a terça-feira (27).

 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 7.772 novos casos de COVID-19, e 73 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 64. No total, o país acumula 34.624.427 casos confirmados, e 685.750 óbitos por COVID-19. 

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Putin faz ameaças nucleares, Lollapalooza abre venda de ingressos para publico geral e mais
por
Letícia Coimbra
|
21/09/2022 - 12h

Terça-feira, 20 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Autor do pedido de impeachment de Dilma anuncia apoio a Lula no 1º turno;

  • Putin convoca 300 mil reservistas e faz ameaça nuclear; UE, EUA e papa condenam a fala do líder russo;

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 69;

  • Lollapalooza abre venda de ingressos para o público geral.
     

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Evitando “ataques à democracia”

O jurista Miguel Reale Júnior declarou, nesta quarta-feira (21/8), apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. A declaração foi feita através de uma mensagem enviada ao Estado de S. Paulo. “Sem perspectiva de vitória da Terceira Via, é importante que Lula vença no primeiro turno”, escreveu.

Reale é autor do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e recentemente um dos apoiadores da "terceira via", porém agora ressalta a necessidade de votar em Lula para “impedir ação desesperada de Bolsonaro” e “evitar ataques à democracia, à dignidade da pessoa humana e ao meio ambiente, que, com certeza, sucederão com maior intensidade em um novo mandato de Bolsonaro”


 

Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo
Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo

Ameaça nuclear: “Não é um blefe”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira (21) por meio de um pronunciamento televisionado que convocará aproximadamente 300 mil reservistas russos para serem aderidos às tropas do país, além de ter feito ameaças nucleares ao Ocidente e adiado o contrato dos soldados no campo de batalha.

O presidente afirmou que a Rússia tem “muitas armas” para responder ao que chamou de ameaças ocidentais em seu território e acrescentou que não estava blefando.

"Se a integridade territorial do nosso país estiver ameaçada, nós vamos usar absolutamente todos os meios disponíveis para proteger a Rússia e nosso povo. Isso não é um blefe", afirmou.

Esta é a primeira mobilização militar feita pela Rússia desde a Segunda Guerra Mundial. Putin não especificou quando os reservistas serão convocados, mas afirmou que serão apenas os com alguma experiência militar.

Horas após o discurso em Moscou, o presidente Biden denunciou as “ameaças nucleares abertas” de Putin contra a Europa, descrevendo-as como “imprudentes”. Ele afirmou que o Ocidente será "claro, firme e inabalável" em sua determinação ao confrontar a "guerra brutal e desnecessária" de Putin na Ucrânia.

"Esta guerra é para extinguir o direito da Ucrânia de existir como um estado, pura e simplesmente", disse Biden. Ele continuou: “Quem quer que você seja, onde quer que você viva, o que você acredita, isso deve fazer seu sangue gelar”.

Até mesmo o papa Francisco se pronunciou a respeito, afirmando: "É uma loucura pensar em usar armas nucleares neste momento", declarou o pontífice durante sua audiência semanal no Vaticano.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 7.179 novos casos de COVID-19, e  mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 69. No total, o país acumula 34.607.947 casos confirmados, e 685.604 óbitos por COVID-19.
 

Adriano Vizoni/Folhapress
Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Lollapalooza

O Lollapalooza 2023 abriu a venda de ingressos para público geral nesta quarta-feira (21). O evento acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de março de 2023, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O festival ainda não anunciou nenhuma das atrações que vai compor o line-up.

Os ingressos são vendidos pelo site lollapaloozabr.com, ou na bilheteria do teatro Renault, que fica no número 411 da avenida Brigadeiro Luís Antônio, no bairro da República, em São Paulo.

Os únicos ingressos disponíveis são, por enquanto, os válidos para pacotes válidos de três dias, a partir de R$ 2.140 (as taxas de conveniência que são cobradas para quem comprar pelo site não estão inclusas):

Lolla Pass: A partir de R$ 2.140, dá acesso aos três dias de festival

Lolla Comfort Pass: A partir de R$ 3.860, dá acesso aos três dias de festival e à área Lolla Comfort by Next

Lolla Lounge Pass: A partir de R$ 1.800, dá acesso aos três dias de festival e à área Lolla Lounge by Vivo



 

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