Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (09), 24 casos e cinco mortes na capital paulista
por
Juliana Bertini de Paula
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09/10/2025 - 12h

Desde o dia 18 de setembro, diversos quadros de intoxicação por metanol têm sido relatados por hospitais de diferentes estados. Nesta quinta-feira (09), o Ministério da Saúde divulgou um novo balanço, com 5 mortes e 24 casos confirmados em tratamento. Outros 235 são investigações apenas na cidade de São Paulo. Outros casos também despontaram em diversos estados do Brasil, bem como em São Bernardo do Campo e outras cidades da Grande São Paulo.

A intoxicação é provocada pela ingestão de metanol em bebidas adulteradas. Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Espírito Santo, Goiás, Acre, Paraíba e Rondônia também investigam casos de intoxicação. Paraná e Rio Grande do Sul confirmaram ocorrências.

Entre as mortes confirmadas estão Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos e Marcelo Lombardi, de 45 anos, moradores de São Paulo, além de Bruna Araújo, de 30 anos, de São Bernardo do Campo, e Daniel Antonio Francisco Ferreira, 23 anos, de Osasco.

Na capital paulista, em 30 de setembro, 7 locais foram alvo de investigação da vigilância sanitária. Em dois deles foram encontradas bebidas com metanol. Mais 11 estabelecimentos foram interditados. O bar Ministrão, na Alameda Lorena, nos Jardins, e o bar Torres, na Mooca, foram fechados temporariamente. Seis distribuidoras e um bar em São Bernardo do Campo também foram interditados.

Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O que dizem as autoridades?

Nesta segunda-feira (06), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizou uma coletiva de imprensa, junto com representantes das secretárias de Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Planejamento. Além deles, estavam presentes representantes do ramo de bebidas, que auxiliaram no treinamento de agentes públicos e comerciantes para a identificação de falsificações.

Durante a entrevista, o governador contrariou as declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e descartou a possibilidade de envolvimento de facções criminosas na adulteração de bebidas, sem revelar qual a hipótese que está sendo seguida pela polícia paulista. Tarcísio foi criticado por brincar com a situação dizendo que “quando falsificarem Coca-Cola, vou me preocupar”. No dia seguinte, em suas redes sociais, Freitas publicou um vídeo no qual pedia desculpas pela afirmação.

Em fevereiro deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou que 13 bilhões de litros de bebidas adulteradas são comercializados ilegalmente todos os anos, com perdas fiscais que podem chegar a R$ 72 bilhões, sendo a segunda maior fonte de renda das facções de crime organizado, que perde apenas para combustíveis adulterados.

O Fórum destaca ainda a prática ilegal conhecida como refil, quando há reutilização de garrafas para envasamento de bebidas falsificadas. Só em 2023 foram apreendidas 1,3 milhão de garrafas do tipo. Há também anúncios online de venda de garrafas vazias com rótulos das bebidas. Além disso, em 2016, durante o governo de Michel Temer, o Sistema de Controle de Produção de Bebidas, o Sicobe, foi suspenso sob alegação de altos custos de manutenção (R$ 1,4 bilhão ao ano), o que tornou a fiscalização federal inexistente e realizada por meio de autodeclaração dos bares.

Em nota para a AGEMT, a Secretária Municipal de Saúde de São Paulo disse que “as ações da Vigilância Sanitária do município são constantes, com fiscalizações em comércios varejistas (restaurantes, bares, adegas, lanchonetes, entre outros) e distribuidores/atacadistas de bebidas, na verificação da procedência da bebida: se há nota fiscal de aquisição, lacre de segurança, integridade e legibilidade da rotulagem, se apresenta todas as informações obrigatórias (dados do fabricante/importador, lote, registro no órgão oficial), bem como a manipulação. A pasta está intensificando ações em comércios junto à vigilância estadual e à Secretaria de Segurança Pública.”

A Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou para a AGEMT. O espaço segue aberto.

Sintomas e tratamentos

Em entrevista à AGEMT, o farmacologista e toxicologista Maurício Yonamine conta que a rapidez para o atendimento médico é o fator mais crítico para a chance de recuperação em caso de intoxicação por metanol. “O prognóstico é melhor quanto mais rápido for o diagnóstico e o início do tratamento, pois o tempo é o que permite que os subprodutos tóxicos (principalmente o ácido fórmico) se acumulem e causem danos irreversíveis.”

Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS
Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS

 

Maurício conta que o principal problema do metanol é que ele deixa o sangue extremamente ácido e, após ser metabolizado pelo fígado, gera subprodutos extremamente tóxicos, principalmente o formaldeído e o ácido fórmico. “O acúmulo desses metabólitos, especialmente o ácido, interfere na função celular, ataca nervos e órgãos.”

Os sintomas de intoxicação por metanol nas primeiras horas podem ser confundidos com uma ressaca forte, náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça. Muitas vezes, os sintomas são leves, o que atrasa a procura por atendimento médico. “Os sintomas iniciais podem ser traiçoeiros”, diz Yonamine.

Depois, começam aparecer os sintomas mais fortes, resultado do ácido fórmico que tem uma afinidade particular pelas células do nervo óptico. Entre eles estão a visão turva, a fotofobia e a aparição de pontos luminosos. Além disso, o sangue ácido causa respiração acelerada, fraqueza, confusão mental e sobrecarga no coração e nos pulmões.

Se não tratado com urgência, o quadro evolui para complicações graves em até 48 horas. O ácido atinge o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, rebaixamento de consciência, coma e arritmias cardíacas. A partir disto, os danos passam a ser sistêmicos: coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo, consequência direta da acidose metabólica (sangue ácido) severa e da sobrecarga tóxica. É nesse momento que o risco de morte se torna elevado e, mesmo com tratamento, as chances de cura caem drasticamente. 

No sábado (05), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a compra de 2,6 mil antídotos para a ingestão de metanol durante uma coletiva de imprensa em Teresina. O medicamento chamado fomepizol não possui registro no Brasil e foi comprado de maneira emergencial, juntamente com a Organização Panamericana de Saúde, de um fabricante japonês, Daiichi Sankyo. 

 

 

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Ativo desde 2011, canal produzia conteúdos sobre a Universidade de forma educativa, contava com mais de 100 mil inscritos e ficou 12 dias fora do ar
por
Khauan Wood
Victória da Silva
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01/10/2025 - 12h

Perfil da TV PUC, canal Universitário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) no YouTube foi reativado pela plataforma na tarde desta quarta-feira (01) após ter sido retirado do ar sem aviso prévio ou justificativa no último dia 19 de setembro.

A conta tem um importante e extenso acervo histórico e cultural da instituição. 

Em publicação realizada em seu Instagram oficial, a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, denunciou no dia 30 de outubro que o canal havia sido simplesmente retirado da grade da plataforma repentinamente.

Ainda na publicação, a instituição informou que a empresa, que é ligada ao Google, enviou apenas um e-mail informando que a retirada seria causada por descumprimento das regras e diretrizes da plataforma, sem detalhar de que se tratava, acrescentando que as políticas de spam, práticas enganosas e golpes não teriam sido seguidas.

A Universidade abriu uma contestação dentro da plataforma, em que constava um prazo de 48 horas para o retorno. Após o prazo, uma nova mensagem enviada dizia que uma nova resposta seria dada dentro de 24 horas. Mas esses prazos não foram respeitados, o que motivou a denúncia nas redes sociais que mobilizou a comunidade acadêmica.

O time da TV PUC afirmou à Agemt que tudo começou quando um dos integrantes da equipe tentou gerar um link para uma live, mas a página não abria corretamente. Em seguida, eles receberam uma notificação de que o perfil havia sido retirado do ar.

Também em entrevista à Agemt, Julio Wainer, professor da PUC-SP e diretor da TV PUC, relata que em anos de canal, nunca receberam sequer uma advertência. O diretor contou que houve avisos pontuais sobre conteúdos com direitos autorais, que foram retirados imediatamente.

Ainda segundo ele, a equipe jurídica da Fundasp esteve em contato direto com a plataforma durante todo o período de inatividade para tentar reaver o canal. 

De acordo com a Fundasp, a TV PUC existe desde 2007, mas publica vídeos regularmente desde 2011. O canal contava com mais de 5 mil publicações e já ultrapassara o número de 100 mil inscritos.

Ao publicar novamente o canal, a plataforma enviou mensagem à TV PUC desculpando-se pelo ocorrido. Os responsáveis pelo canal ainda avaliam se todo o conteúdo e os seguidores da página foram mantidos.

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A TV PUC produz conteúdos ativamente há 14 anos. Foto: Victória da Silva

O conteúdo do canal universitário é diverso e produzido por professores e alunos. Sobre isso, o diretor da TV PUC afirma que o canal possui “de tudo um pouco”, já que conta com trabalhos institucionais de alunos e professores sobre temas variados, além de lives e programas. 

“Tudo que nós produzimos, nós colocamos lá como repositório para ir acumulando visualizações e as pessoas ficarem sabendo”, contou. O canal tem como missão promover os assuntos debatidos na universidade, mostrando o que é feito para diferentes cursos e com o que os alunos têm engajado na rotina universitária.

A TV PUC também acompanha palestras e outros acontecimentos da universidade e publica os eventos na íntegra, além de resumi-los em outros vídeos com depoimentos dos participantes. A recepção de calouros, que acontece todos os anos e recebe figuras importantes no Tucarena para a abertura do semestre, é um exemplo dos vários registros que o canal tinha antes da retirada.

Falas de personalidades históricas, professores e intelectuais foram derrubadas após a retirada do canal do ar, além de documentários relevantes e outros materiais importantes para a história da PUC-SP apagados pela plataforma ainda sem justificativa.

A TV PUC também tenta trazer os estudantes para as telas e enxergar a PUC-SP a partir do olhar deles. Para isso, as matérias sempre contam com entrevistas e conversas com os alunos que se envolvem nas diferentes atividades que ocorrem durante o ano. Os vídeos são informativos e promovem pautas científicas, culturais e políticas.

O professor do curso de jornalismo, Aldo Quiroga, destacou em um vídeo em seu perfil no Instagram que a Roda de Conversa com os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog, em que os jornalista contam como as reportagens vencedoras foram realizadas, também é um dos exemplos dos conteúdos “sequestrados pelo Youtube”, na derrubada do canal. É a TV PUC quem faz a transmissão anual da Roda de Conversa Vladimir Herzog e do Prêmio que também leva o nome do jornalista morto pela ditadura militar.

No vídeo, Quiroga também ressalta a influência das Big Techs sobre o Congresso Nacional para impedir a regulamentação dessas empresas pela sociedade civil, que se encontra refém de decisões como essa.

Em nota enviada à Agemt, o Google afirmou que está apurando o motivo do encerramento do canal e que retornaria em breve. O espaço segue aberto.

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Pesquisa IPEC: Lula avança 1%, Bolsonaro estável; Georgia Meloni têm maioria em eleições na Itália; Média de óbitos por COVID cai para 63, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
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26/09/2022 - 12h

Segunda-feira, 26 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Pesquisa IPEC: Lula avança um ponto percentual, alcançando 48%, enquanto Bolsonaro se mantém estável, com 31%;

  • Giorgia Meloni tem maioria dos votos nas eleições da Itália; Congresso se reunirá em 13 de outubro apenas;

  • Embaixada americana no Brasil diz que os EUA reconhecerá a candidatura do vencedor da eleição apenas;

  • Shows de Roger Waters na Polônia são cancelados após crítica à Ucrânia

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 63;

 

Foto: Reprodução/Twitter @lula
Foto: Reprodução/Twitter @lula

Aumentam chances de vitória no primeiro turno

Nesta sexta-feira (26) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Ipec, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 48% das intenções de votos, oscilando um ponto para cima em relação ao levantamento feito em 19 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 31%, o que o deixa com apenas 14 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. Com o resultado desse novo levantamento, aumenta a chance de Lula vencer no primeiro turno, já que tem 52% dos votos válidos.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que diminuiu de 7% para 6%, seguido por Simone Tebet (PMDB), que continua com 5%. 

Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe d'Avila (Novo) pontuaram 1%. Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos diminuíram um ponto percentual, somando 4%.

As entrevistas foram feitas nos dias 25 e 26 de setembro, e contou com 3.008 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa, que foi encomendada pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01640/2022.

Segundo a pesquisa, Lula tem melhor desempenho entre católicos, pretos e pardos, cidadãos com baixa renda, pessoas com ensino fundamental e que moram no Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, pessoas com ensino superior, não beneficiários de auxílios do governo federal e residentes do Sul e Centro-Oeste.

 

Matteo Salvini, Silvio Berlusconi e Giorgia Meloni em evento em Roma - Foto: ALBERTO PIZZOLI / AFP
Matteo Salvini, Silvio Berlusconi e Giorgia Meloni em evento em Roma - Foto:ALBERTO PIZZOLI / AFP

Extrema-direita na Itália

A deputada italiana Giorgia Meloni é a favorita para assumir o cargo de primeira-ministra da Itália, após a coalizão de extrema-direita liderada por seu partido vencer as eleições no último domingo (25). No país, os eleitores votam em um partido, e a sigla que conquistar maioria no Parlamento é quem escolhe o primeiro-ministro - que é tradicionalmente, o presidente do partido vencedor.

Meloni é conhecida por seus discursos conservadores e pós-fascistas, inclusive já afirmou que Mussolini foi um bom político. Juntamente com seus aliados, ela promete cortes de impostos e o bloqueio dos imigrantes que cruzam o Mediterrâneo. Além disso, promete luta contra os grupos de luta LGBT. Desde 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Itália não tem um governo tão conservador. O Partido de Meloni, Irmãos da Itália, por exemplo, tem raízes neofascistas. 

O parlamento italiano está programado para se reunir em 13 de outubro, quando o chefe de Estado convocará os líderes do partido para decidir sobre a forma do novo governo.

 

Reconhecimento ao candidato vencedor

No sábado (24), a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou que os EUA irão reconhecer o resultado das eleições brasileiras, independentemente do candidato que vencer o pleito.

"O eventual reconhecimento dos EUA virá ao candidato que vencer a eleição presidencial como resultado da nossa determinação sobre a integridade do processo eleitoral liderado pelo Tribunal Superior Eleitoral, e não de uma negociação com qualquer candidato ou partido político", escreveu no Twitter a embaixada americana. 

A nota foi divulgada três dias após o chefe da embaixada dos EUA no Brasil, Douglas Koneff, se reunir com o candidato e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes, Koneff já havia se reunido com os candidatos Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).

 

Foto: AP
Foto: Rob Grabowlski/Invision/AP

Shows cancelados

Conforme anunciado neste domingo (25), duas apresentações do cantor, que seriam em abril de 2023, foram canceladas em Cracóvia depois que comentários sobre as intervenções do Ocidente na guerra da Ucrânia geraram uma série de críticas. 

Reportagens sobre uma carta aberta de Waters endereçados à primeira dama ucraniana Olena Zelenska começaram a sair no início do mês. Na Carta, Roger acusou o presidente Volodimir Zelenski de permitir “nacionalismo extremo” na Ucrânia e dizia que o Ocidente deveria parar de fornecer armas a Kiev, o artista ainda solicitou veementemente para Olena que

pedisse ao marido para escolher “uma rota diferente”, “colocar fim a essa guerra letal”. O artista também acusou a Otan de provocar a Rússia. 

Apesar disso, o motivo do cancelamento não foi revelado.
 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 6.068 novos casos de COVID-19, e 30 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 58. No total, o país acumula 34.638.288 casos confirmados, e 685.835 óbitos por COVID-19. 

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11% dos eleitores dispostos a fazer o "voto útil" segundo Datafolha, naufrágio na Síria e mais
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Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
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24/09/2022 - 12h

Sexta-feira, 23 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Pesquisa Datafolha: Lula abre 14 pontos de diferença com Bolsonaro; 11% do eleitorado está disposto a exercer o “voto útil” incentivado pela campanha do ex-presidente;

  • Naufrágio de barco de migrantes na Síria;

  • Ucrânia reconquista territórios no leste;

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 63;

 

Foto: Sergio Lima/Poder360
Foto: Sergio Lima/Poder360

Maior chance de vitória no primeiro turno

Nesta sexta-feira (23) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de votos, oscilando dois pontos para cima em relação ao levantamento feito em 12 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 33%, o que o deixa com apenas 14 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Com o resultado desse novo levantamento, aumenta a chance de Lula vencer no primeiro turno, já que tem pelo menos 50% dos votos válidos. Agora, a nove dias do primeiro turno, a campanha do ex-presidente Lula pretende incentivar o chamado “voto útil”, que é uma maneira do eleitor votar a fim de encerrar a disputa já no primeiro turno. Segundo a pesquisa, cerca de 11% dos eleitores dizem que podem mudar o voto para presidente para que o candidato que estiver liderando as pesquisas vença logo. 86% afirmaram que não o fariam e 2% se mostraram indecisos a respeito.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que diminuiu de 8% para 7%, seguido por Simone Tebet (PMDB), que continua com 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) diminiuiu para 1%. Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) pontuaram menos de 1%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 5%.

As entrevistas foram feitas entre os dias 20 e 22 de setembro, em 343 municípios e contou com 6.754 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa, que foi encomendada pela Folha e pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04180/2022.

 

Foto: Syrian Red Crescent/Reuters
Foto: Syrian Red Crescent/Reuters

Naufrágio

Segundo o Ministro da Saúde da Síria, ao menos 77 migrantes morreram em um naufrágio na costa síria. O barco, que saía do Líbano (país que está se tornando cada vez mais um ponto de partida para embarcações ilegais, por conta de uma crise econômica), naufragou no Mediterrâneo na quinta-feira na costa da cidade de Tartus. 

Os refugiados tentam cruzar o Mediterrâneo em embarcações improvisadas rumo aos países europeus. De acordo com a ONU, pelo menos 38 embarcações com mais de 1.500 pessoas saíram ou tentaram sair ilegalmente do Líbano pelo mar desde de 2020.

Nesta sexta-feira (23), a televisão síria afirmou que cerca de 150 pessoas estavam a bordo do barco. 20 sobreviventes estão internados, disse o ministro da Saúde, Hassan Al Ghubach.

Refugiados palestinos do acampamento de Nahr el-bared, no norte do Líbano, também estão entre as vítimas, segundo responsáveis das instalações. "Estamos conduzindo uma de nossas maiores operações de resgate. Cobrimos uma ampla área que se estende por toda a costa síria", declarou à AFP Sleiman Khalil, funcionário do Ministério dos Transportes da Síria.

 

Retomada pela Ucrânia

Nesta sexta-feira (23), o exército da Ucrânia afirmou que retomou uma das cidades tomadas pelos russos, na região de Donetsk, no leste do país. "O exército ucraniano recuperou Yatskivka", anunciou na televisão Oleksii Gromov, chefe do Estado-Maior militar ucraniano. "Os ucranianos também restabeleceram seu controle sobre as posições ao sul de Bakhmut", uma cidade importante na região de Donetsk que foi bombardeada pelos russos nas últimas semanas, acrescentou Gromov. 

Contudo, a Rússia também iniciou nesta sexta-feira referendos a fim de anexar quatro regiões ocupadas da Ucrânia.

As votações que decidirão se esses territórios deveriam se tornar parte da Rússia começaram depois de uma contra ofensiva ucraniana no início deste mês. O referendo nas províncias de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia, que representam cerca de 15% do território ucraniano, deve ocorrer até a terça-feira (27).

 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 7.772 novos casos de COVID-19, e 73 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 64. No total, o país acumula 34.624.427 casos confirmados, e 685.750 óbitos por COVID-19. 

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Putin faz ameaças nucleares, Lollapalooza abre venda de ingressos para publico geral e mais
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Letícia Coimbra
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21/09/2022 - 12h

Terça-feira, 20 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Autor do pedido de impeachment de Dilma anuncia apoio a Lula no 1º turno;

  • Putin convoca 300 mil reservistas e faz ameaça nuclear; UE, EUA e papa condenam a fala do líder russo;

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 69;

  • Lollapalooza abre venda de ingressos para o público geral.
     

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Evitando “ataques à democracia”

O jurista Miguel Reale Júnior declarou, nesta quarta-feira (21/8), apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. A declaração foi feita através de uma mensagem enviada ao Estado de S. Paulo. “Sem perspectiva de vitória da Terceira Via, é importante que Lula vença no primeiro turno”, escreveu.

Reale é autor do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e recentemente um dos apoiadores da "terceira via", porém agora ressalta a necessidade de votar em Lula para “impedir ação desesperada de Bolsonaro” e “evitar ataques à democracia, à dignidade da pessoa humana e ao meio ambiente, que, com certeza, sucederão com maior intensidade em um novo mandato de Bolsonaro”


 

Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo
Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo

Ameaça nuclear: “Não é um blefe”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira (21) por meio de um pronunciamento televisionado que convocará aproximadamente 300 mil reservistas russos para serem aderidos às tropas do país, além de ter feito ameaças nucleares ao Ocidente e adiado o contrato dos soldados no campo de batalha.

O presidente afirmou que a Rússia tem “muitas armas” para responder ao que chamou de ameaças ocidentais em seu território e acrescentou que não estava blefando.

"Se a integridade territorial do nosso país estiver ameaçada, nós vamos usar absolutamente todos os meios disponíveis para proteger a Rússia e nosso povo. Isso não é um blefe", afirmou.

Esta é a primeira mobilização militar feita pela Rússia desde a Segunda Guerra Mundial. Putin não especificou quando os reservistas serão convocados, mas afirmou que serão apenas os com alguma experiência militar.

Horas após o discurso em Moscou, o presidente Biden denunciou as “ameaças nucleares abertas” de Putin contra a Europa, descrevendo-as como “imprudentes”. Ele afirmou que o Ocidente será "claro, firme e inabalável" em sua determinação ao confrontar a "guerra brutal e desnecessária" de Putin na Ucrânia.

"Esta guerra é para extinguir o direito da Ucrânia de existir como um estado, pura e simplesmente", disse Biden. Ele continuou: “Quem quer que você seja, onde quer que você viva, o que você acredita, isso deve fazer seu sangue gelar”.

Até mesmo o papa Francisco se pronunciou a respeito, afirmando: "É uma loucura pensar em usar armas nucleares neste momento", declarou o pontífice durante sua audiência semanal no Vaticano.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 7.179 novos casos de COVID-19, e  mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 69. No total, o país acumula 34.607.947 casos confirmados, e 685.604 óbitos por COVID-19.
 

Adriano Vizoni/Folhapress
Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Lollapalooza

O Lollapalooza 2023 abriu a venda de ingressos para público geral nesta quarta-feira (21). O evento acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de março de 2023, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O festival ainda não anunciou nenhuma das atrações que vai compor o line-up.

Os ingressos são vendidos pelo site lollapaloozabr.com, ou na bilheteria do teatro Renault, que fica no número 411 da avenida Brigadeiro Luís Antônio, no bairro da República, em São Paulo.

Os únicos ingressos disponíveis são, por enquanto, os válidos para pacotes válidos de três dias, a partir de R$ 2.140 (as taxas de conveniência que são cobradas para quem comprar pelo site não estão inclusas):

Lolla Pass: A partir de R$ 2.140, dá acesso aos três dias de festival

Lolla Comfort Pass: A partir de R$ 3.860, dá acesso aos três dias de festival e à área Lolla Comfort by Next

Lolla Lounge Pass: A partir de R$ 1.800, dá acesso aos três dias de festival e à área Lolla Lounge by Vivo



 

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Discurso de Bolsonaro na ONU, Anitta indicada em uma das categorias principais do Grammy Latino e mais
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Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
|
20/09/2022 - 12h

 

Terça-feira, 20 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT

  • STF mantém limitação à decretos de Bolsonaro sobre compras de armas e munição;

  • Pesquisa Ipec: Lula avança e Bolsonaro se mantém estável;

  • Discurso de Bolsonaro na  abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA);

  • Segundo relatório do banco Credit Suisse, o mundo ganhou 46 mil super ricos em 2021;

  • Anitta é indicada ao Grammy Latino 2022, em uma das categorias principais, pela música “Envolver”;


 

Foto: Christiano Antonucci /Secom - MT
Foto: Reprodução / ONU

7 a 1 no STF

Nesta terça-feira (20), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, em sua maioria, para manter decisões do ministro Edson Fachin que restringem efeitos de decretos de Bolsonaro que facilitam o acesso à compras de armas e munição no país.

O início da análise foi feito na sexta-feira (16), e é esperado que a sessão termine às 23h59 desta noite. Os magistrados apresentam seus votos na página eletrônica do STF, em um plenário virtual.

Apenas o ministro Nunes Marques, indicado por Bolsonaro à Corte, votou contra a suspensão. Já para manter as decisões de Fachin, votaram os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

 

Cenário estável

Nesta segunda-feira (20) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral estimulada realizada pelo Instituto Ipec (ex-Ibope), no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de votos, oscilando um ponto para cima em relação ao levantamento feito em 12 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) consta com 31%, o que o deixa com apenas 15 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que manteve 7%, seguido por Simone Tebet (MDB), que aumentou para 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) se mantiveram com 1%. Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) pontuaram menos de 1%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 5%.

As entrevistas foram feitas entre os dias 17 de agosto e 18 de setembro, em 181 municípios e contou com 3.008 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

Segundo a pesquisa, Lula tem melhor desempenho entre católicos, pretos e pardos, cidadãos com baixa renda, pessoas com ensino fundamental e que moram no Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, pessoas com ensino superior, não beneficiários de auxílios do governo federal e residentes do Sul e Centro-Oeste. 

 

Foto: Reprodução/ONU

Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral da ONU

Nesta terça-feira (20) o presidente Jair Bolsonaro abriu a 77ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar no evento. 

Bolsonaro deu um pronunciamento de 20 minutos, e abordou temas de sua campanha, fazendo um balanço duvidoso das ações realizadas em seu governo, além de atacar as gestões petistas e defender o conservadorismo. 

"No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país. Somente entre o período de 2003 a 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e em desvios chegou à casa dos US$ 170 bilhões. O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade. Delatores deveram US$ 1 bilhão e pagamos para a Bolsa americana outro bilhão por perdas de acionistas. Este é o Brasil do passado", declarou Bolsonaro em relação ao candidato e ex-presidente Lula. 

Além disso, o presidente afirmou que os atos realizados no dia 7 de setembro foram "a maior demonstração cívica da história" do país. Quanto a pandemia do Covid-19, Bolsonaro disse que “o governo não poupou esforços para salvar vidas.”

Outro assunto comentado foi a Guerra na Ucrânia, o qual Bolsonaro declarou defender “um cessar-fogo imediato, a proteção de civis e não-combatentes, a preservação da infraestrutura crítica para assistência à população e a manutenção de todos os canais de diálogo entre as partes em conflito”. E disse que o governo brasileiro é contra o “isolamento diplomático e econômico”.

 

Foto: Malte Mueller/Getty Images
Foto: Malte Mueller/Getty Images


46 mil novos super-ricos

Segundo relatório do banco Credit Suisse, divulgado nesta terça-feira (20), 264.200 pessoas terminaram o ano de 2021 com fortuna estimada em mais de US $50 milhões - um crescimento de 21% em relação a 2021.

Os países que mais ganharam super- ricos no último ano foram: Estados Unidos com 30.470 e China com 5,2 mil. A Alemanha conta agora com 1.750 novos membros, Canadá e Austrália computam 1.610 e 1.350, respectivamente.  

O relatório aponta que a riqueza global teve o maior crescimento anual já registrado, com uma ascendência de 9,8% finalizando o ano passado em US $463,6 trilhões. 

 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  8.741 novos casos de COVID-19, e 90 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 74. No total, o país acumula 34.600. casos confirmados, e 685.518 óbitos por COVID-19.
 

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

Gravação do ano

O Grammy Latino divulgou nesta terça-feira (20) os indicados ao maior prêmio musical da América Latina. Ao todo, a premiação conta com 53 categorias e o anúncio dos vencedores acontece em 17 de novembro.

Anitta foi a única brasileira a ser indicada em uma das principais categorias “Gravação do Ano”, com o hit Envolver, além de “Melhor Performance de Reggaeton”. A cantora concorre com nomes conhecidos da música latina atual como Bad Bunny, Rosalía e Shakira. 

Além disso, a premiação também fez uma indicação póstuma de Marília Mendonça com o álbum "Patroas 35%", em parceria com a dupla Maiara e Maraisa, na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja.

Outros artistas como Jão, Luisa Sonza e Ludmilla foram alguns dos indicados a categorias exclusivas para gravações em português.

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Ex-presidenciáveis declaram apoio a Lula em evento, Bolsonaro participa do funeral da Rainha Elizabeth II, diminuição do preço do Diesel, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
|
19/09/2022 - 12h

Segunda-feira, 19 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT

  • Ex-presidenciáveis declaram apoio a Lula em evento
  • Bolsonaro participa do funeral da Rainha Elizabeth II
  • Caixão da Rainha é sepultado em Windsor
  • Petrobras anuncia que Diesel irá diminuir 5,8%
  • Post Malone cai em show, lesiona costelas e volta ao palco após atendimento médico
  • Atualização dos dados da pandemia
Candidatos a presidente em eleições passadas reunidos com Lula em São Paulo - Foto: Reprodução/YouTube Lula
Candidatos a presidente em eleições passadas reunidos com Lula em São Paulo - Foto: Reprodução/YouTube Lula

"Frente antifascista"

Nesta segunda-feira (19), o ex-presidente Lula (PT) se reuniu com diversos ex-presidenciaveis em um encontro, onde declararam apoio à candidatura do petista.

Na reunião, que foi feita em um hotel em São Paulo, estavam presentes:

Guilherme Boulos (PSOL), que concorreu em 2018;

Luciana Genro (PSOL), que concorreu em 2014;

Marina Silva (Rede), que concorreu em 2010, 2014 e 2018;

Fernando Haddad (PT), que concorreu em 2018;

João Vicente Goulart (PCB), que concorreu em 2018;

Henrique Meirelles (União Brasil), que concorreu em 2018;

Cristovam Buarque (Cidadania), que concorreu em 2006;

Geraldo Alckmin (PSB), atual candidato a vice de Lula, que concorreu em 2006 e 2018.

Dos presentes, Boulos e Marina Silva já haviam declarado apoio ao candidato. A ex-senadora se manifestou na última semana, após pedir medidas relacionadas à pauta ambiental em seu possível governo.

Em sua declaração, Luciana Genro, que já foi filiada ao PT, defendeu o que chamou de “frente antifascista” e afirmou que apenas Lula tem a possibilidade de fazer o país “respirar novamente para poder lutar por uma verdadeira democracia”.

Já Buarque, chamou atenção para a credcente tensão entre os apoiadores de Lula e Bolsonaro: “Será uma tragédia termos o segundo turno. Eu não tenho dúvida de que ele [Lula] ganhará no segundo turno, se houver segundo turno. Mas serão quatro semanas imprevisíveis do ponto de vista de violência nas ruas, do ponto de vista de 'fake news' para todos os lados."

CHIP SOMODEVILLA / POOL / AFP
Foto: CHIP SOMODEVILLA / POOL / AFP

"Juízo final"

Nesta segunda-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (PL) e a primeira-dama Michelle Bolsonaro participaram do funeral da Rainha Elizabeth II em Londres. No domingo (18), ambos foram recepcionados pelo rei Charles III no Palácio de Buckingham. A cerimônia, que contou com a presença de mais de cem chefes de Estado, fez parte do cronograma do funeral da rainha.

Ao deixar a residência oficial do embaixador do Brasil em Londres, o presidente foi questionado sobre a presença no funeral de Elizabeth II. Bolsonaro afirmou que "todo mundo vai ter um ponto final". E acrescentou que, na hora do juízo final, não vai ter ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para "descondenar uma pessoa e torná-la elegível", referindo-se à decisão do STF que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decorrentes da Operação Lava Jato.

Depois de quatro dias de velório, o corpo da Rainha Elizabeth II foi sepultado no Castelo de Windsor. A própria rainha, segundo o Palácio de Buckingham, ajudou nos preparativos da cerimônia. Entre seus pedidos, está a execução de uma música por seu gaiteiro de fole oficial, após o encerramento do funeral na Abadia de Westminster.

Após o serviço religioso, o caixão de Elizabeth II percorreu as ruas de Londres em um cortejo fúnebre que terminou no Wellington Arch, no Hyde Park, em seguida, partiu para Windsor.

O sepultamento ocorreu às 19h30 (15h30 de Brasília). À medida que o caixão for colocado no repouso definitivo, o arcebispo de Canterbury vai ler uma bênção e o gaiteiro toca outra música. O joalheiro da monarquia, então, vai recolher a coroa do caixão e devolvê-la à Torre de Londres.

O dia do funeral foi declarado feriado no Reino Unido, e os eventos foram planejados de maneira meticulosa durante anos, seguindo um cronograma com horários precisos.

diesel
Foto: Reprodução

Diesel mais barato

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (19), queda no preço do Diesel vendido às suas distribuidoras. O litro sairá de R $5,19 para R $4,89, a partir desta terça-feira (20), nas refinarias da estatal. Esta é a terceira redução no preço do combustível em 46 dias, as anteriores foram em 04 e 11 de agosto.

Segundo a Petrobras, com a adição obrigatória de 10% de biodiesel ao diesel vendido nos postos, o preço final será, em média, de 4,40 por litro na bomba.

post malone
Reprodução: Twitter

Acidente

Post Malone sofreu uma queda em uma abertura no palco de sua apresentação na cidade de St. Louis, nos Estados Unidos, no último sábado (17). O rapper machucou as costelas e precisou de ajuda de médicos para deixar o local, mas voltou a se apresentar após cerca de 15 minutos.

Uma pessoa que estava no show contou ao site TMZ que uma das pernas do cantor ficou tremendo incontrolavelmente. Após ser retirado, ele pediu para o público aguardar enquanto tentava se recuperar.

No domingo (18), em publicação no Twitter, Post Malone explicou que o buraco é uma estrutura onde guarda o violão após a parte acústica do show:  "Tem esse buraco gigante, então eu tentei dar a volta, virei no canto e arrebentei meu traseiro. Me tirou o ar de jeito. Me pegou de jeito.”

 

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