Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (09), 24 casos e cinco mortes na capital paulista
por
Juliana Bertini de Paula
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09/10/2025 - 12h

Desde o dia 18 de setembro, diversos quadros de intoxicação por metanol têm sido relatados por hospitais de diferentes estados. Nesta quinta-feira (09), o Ministério da Saúde divulgou um novo balanço, com 5 mortes e 24 casos confirmados em tratamento. Outros 235 são investigações apenas na cidade de São Paulo. Outros casos também despontaram em diversos estados do Brasil, bem como em São Bernardo do Campo e outras cidades da Grande São Paulo.

A intoxicação é provocada pela ingestão de metanol em bebidas adulteradas. Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Espírito Santo, Goiás, Acre, Paraíba e Rondônia também investigam casos de intoxicação. Paraná e Rio Grande do Sul confirmaram ocorrências.

Entre as mortes confirmadas estão Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos e Marcelo Lombardi, de 45 anos, moradores de São Paulo, além de Bruna Araújo, de 30 anos, de São Bernardo do Campo, e Daniel Antonio Francisco Ferreira, 23 anos, de Osasco.

Na capital paulista, em 30 de setembro, 7 locais foram alvo de investigação da vigilância sanitária. Em dois deles foram encontradas bebidas com metanol. Mais 11 estabelecimentos foram interditados. O bar Ministrão, na Alameda Lorena, nos Jardins, e o bar Torres, na Mooca, foram fechados temporariamente. Seis distribuidoras e um bar em São Bernardo do Campo também foram interditados.

Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O que dizem as autoridades?

Nesta segunda-feira (06), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizou uma coletiva de imprensa, junto com representantes das secretárias de Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Planejamento. Além deles, estavam presentes representantes do ramo de bebidas, que auxiliaram no treinamento de agentes públicos e comerciantes para a identificação de falsificações.

Durante a entrevista, o governador contrariou as declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e descartou a possibilidade de envolvimento de facções criminosas na adulteração de bebidas, sem revelar qual a hipótese que está sendo seguida pela polícia paulista. Tarcísio foi criticado por brincar com a situação dizendo que “quando falsificarem Coca-Cola, vou me preocupar”. No dia seguinte, em suas redes sociais, Freitas publicou um vídeo no qual pedia desculpas pela afirmação.

Em fevereiro deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou que 13 bilhões de litros de bebidas adulteradas são comercializados ilegalmente todos os anos, com perdas fiscais que podem chegar a R$ 72 bilhões, sendo a segunda maior fonte de renda das facções de crime organizado, que perde apenas para combustíveis adulterados.

O Fórum destaca ainda a prática ilegal conhecida como refil, quando há reutilização de garrafas para envasamento de bebidas falsificadas. Só em 2023 foram apreendidas 1,3 milhão de garrafas do tipo. Há também anúncios online de venda de garrafas vazias com rótulos das bebidas. Além disso, em 2016, durante o governo de Michel Temer, o Sistema de Controle de Produção de Bebidas, o Sicobe, foi suspenso sob alegação de altos custos de manutenção (R$ 1,4 bilhão ao ano), o que tornou a fiscalização federal inexistente e realizada por meio de autodeclaração dos bares.

Em nota para a AGEMT, a Secretária Municipal de Saúde de São Paulo disse que “as ações da Vigilância Sanitária do município são constantes, com fiscalizações em comércios varejistas (restaurantes, bares, adegas, lanchonetes, entre outros) e distribuidores/atacadistas de bebidas, na verificação da procedência da bebida: se há nota fiscal de aquisição, lacre de segurança, integridade e legibilidade da rotulagem, se apresenta todas as informações obrigatórias (dados do fabricante/importador, lote, registro no órgão oficial), bem como a manipulação. A pasta está intensificando ações em comércios junto à vigilância estadual e à Secretaria de Segurança Pública.”

A Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou para a AGEMT. O espaço segue aberto.

Sintomas e tratamentos

Em entrevista à AGEMT, o farmacologista e toxicologista Maurício Yonamine conta que a rapidez para o atendimento médico é o fator mais crítico para a chance de recuperação em caso de intoxicação por metanol. “O prognóstico é melhor quanto mais rápido for o diagnóstico e o início do tratamento, pois o tempo é o que permite que os subprodutos tóxicos (principalmente o ácido fórmico) se acumulem e causem danos irreversíveis.”

Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS
Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS

 

Maurício conta que o principal problema do metanol é que ele deixa o sangue extremamente ácido e, após ser metabolizado pelo fígado, gera subprodutos extremamente tóxicos, principalmente o formaldeído e o ácido fórmico. “O acúmulo desses metabólitos, especialmente o ácido, interfere na função celular, ataca nervos e órgãos.”

Os sintomas de intoxicação por metanol nas primeiras horas podem ser confundidos com uma ressaca forte, náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça. Muitas vezes, os sintomas são leves, o que atrasa a procura por atendimento médico. “Os sintomas iniciais podem ser traiçoeiros”, diz Yonamine.

Depois, começam aparecer os sintomas mais fortes, resultado do ácido fórmico que tem uma afinidade particular pelas células do nervo óptico. Entre eles estão a visão turva, a fotofobia e a aparição de pontos luminosos. Além disso, o sangue ácido causa respiração acelerada, fraqueza, confusão mental e sobrecarga no coração e nos pulmões.

Se não tratado com urgência, o quadro evolui para complicações graves em até 48 horas. O ácido atinge o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, rebaixamento de consciência, coma e arritmias cardíacas. A partir disto, os danos passam a ser sistêmicos: coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo, consequência direta da acidose metabólica (sangue ácido) severa e da sobrecarga tóxica. É nesse momento que o risco de morte se torna elevado e, mesmo com tratamento, as chances de cura caem drasticamente. 

No sábado (05), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a compra de 2,6 mil antídotos para a ingestão de metanol durante uma coletiva de imprensa em Teresina. O medicamento chamado fomepizol não possui registro no Brasil e foi comprado de maneira emergencial, juntamente com a Organização Panamericana de Saúde, de um fabricante japonês, Daiichi Sankyo. 

 

 

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Ativo desde 2011, canal produzia conteúdos sobre a Universidade de forma educativa, contava com mais de 100 mil inscritos e ficou 12 dias fora do ar
por
Khauan Wood
Victória da Silva
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01/10/2025 - 12h

Perfil da TV PUC, canal Universitário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) no YouTube foi reativado pela plataforma na tarde desta quarta-feira (01) após ter sido retirado do ar sem aviso prévio ou justificativa no último dia 19 de setembro.

A conta tem um importante e extenso acervo histórico e cultural da instituição. 

Em publicação realizada em seu Instagram oficial, a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, denunciou no dia 30 de outubro que o canal havia sido simplesmente retirado da grade da plataforma repentinamente.

Ainda na publicação, a instituição informou que a empresa, que é ligada ao Google, enviou apenas um e-mail informando que a retirada seria causada por descumprimento das regras e diretrizes da plataforma, sem detalhar de que se tratava, acrescentando que as políticas de spam, práticas enganosas e golpes não teriam sido seguidas.

A Universidade abriu uma contestação dentro da plataforma, em que constava um prazo de 48 horas para o retorno. Após o prazo, uma nova mensagem enviada dizia que uma nova resposta seria dada dentro de 24 horas. Mas esses prazos não foram respeitados, o que motivou a denúncia nas redes sociais que mobilizou a comunidade acadêmica.

O time da TV PUC afirmou à Agemt que tudo começou quando um dos integrantes da equipe tentou gerar um link para uma live, mas a página não abria corretamente. Em seguida, eles receberam uma notificação de que o perfil havia sido retirado do ar.

Também em entrevista à Agemt, Julio Wainer, professor da PUC-SP e diretor da TV PUC, relata que em anos de canal, nunca receberam sequer uma advertência. O diretor contou que houve avisos pontuais sobre conteúdos com direitos autorais, que foram retirados imediatamente.

Ainda segundo ele, a equipe jurídica da Fundasp esteve em contato direto com a plataforma durante todo o período de inatividade para tentar reaver o canal. 

De acordo com a Fundasp, a TV PUC existe desde 2007, mas publica vídeos regularmente desde 2011. O canal contava com mais de 5 mil publicações e já ultrapassara o número de 100 mil inscritos.

Ao publicar novamente o canal, a plataforma enviou mensagem à TV PUC desculpando-se pelo ocorrido. Os responsáveis pelo canal ainda avaliam se todo o conteúdo e os seguidores da página foram mantidos.

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A TV PUC produz conteúdos ativamente há 14 anos. Foto: Victória da Silva

O conteúdo do canal universitário é diverso e produzido por professores e alunos. Sobre isso, o diretor da TV PUC afirma que o canal possui “de tudo um pouco”, já que conta com trabalhos institucionais de alunos e professores sobre temas variados, além de lives e programas. 

“Tudo que nós produzimos, nós colocamos lá como repositório para ir acumulando visualizações e as pessoas ficarem sabendo”, contou. O canal tem como missão promover os assuntos debatidos na universidade, mostrando o que é feito para diferentes cursos e com o que os alunos têm engajado na rotina universitária.

A TV PUC também acompanha palestras e outros acontecimentos da universidade e publica os eventos na íntegra, além de resumi-los em outros vídeos com depoimentos dos participantes. A recepção de calouros, que acontece todos os anos e recebe figuras importantes no Tucarena para a abertura do semestre, é um exemplo dos vários registros que o canal tinha antes da retirada.

Falas de personalidades históricas, professores e intelectuais foram derrubadas após a retirada do canal do ar, além de documentários relevantes e outros materiais importantes para a história da PUC-SP apagados pela plataforma ainda sem justificativa.

A TV PUC também tenta trazer os estudantes para as telas e enxergar a PUC-SP a partir do olhar deles. Para isso, as matérias sempre contam com entrevistas e conversas com os alunos que se envolvem nas diferentes atividades que ocorrem durante o ano. Os vídeos são informativos e promovem pautas científicas, culturais e políticas.

O professor do curso de jornalismo, Aldo Quiroga, destacou em um vídeo em seu perfil no Instagram que a Roda de Conversa com os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog, em que os jornalista contam como as reportagens vencedoras foram realizadas, também é um dos exemplos dos conteúdos “sequestrados pelo Youtube”, na derrubada do canal. É a TV PUC quem faz a transmissão anual da Roda de Conversa Vladimir Herzog e do Prêmio que também leva o nome do jornalista morto pela ditadura militar.

No vídeo, Quiroga também ressalta a influência das Big Techs sobre o Congresso Nacional para impedir a regulamentação dessas empresas pela sociedade civil, que se encontra refém de decisões como essa.

Em nota enviada à Agemt, o Google afirmou que está apurando o motivo do encerramento do canal e que retornaria em breve. O espaço segue aberto.

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Resumo Especial sobre sobre combate à desinformação, Ministro Alexandre de Moraes nega pedido da campanha de Bolsonaro sobre inserções em rádios e papa Francisco pede que o povo brasileiro se livre do ódio, intolerância e violência
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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27/10/2022 - 12h

Quarta-feira, 26 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Resumo Especial Eleições: combate a fake news;

  • Moraes nega pedido da campanha de Bolsonaro sobre inserções em rádios;

  • Papa Francisco diz que pede à Nossa Senhora que livre o povo brasileiro “do ódio, da intolerância e da violência”.

 

Neste mês o Resumo AGEMT completou 1 ano no ar, sempre com muita informação, análise e os fatos importantes do Brasil e do mundo para você. Em comemoração ao nosso primeiro ano, estreamos hoje uma série de entrevistas para pensar o futuro do Brasil ao final da nona eleição para a presidência depois da redemocratização.

Para falar sobre os desafios no combate a fake news, convidamos Vilson Junior Santi, professor da Universidade Federal de Roraima, formado em ciência da comunicação.

 

Quais serão os desafios do próximo presidente no combate a fake news ?

Os desafios do próximo presidente em relação ao fenômeno da fake news devem passar necessariamente por uma palavra-chave que se chama “regulamentação”. Não há mais condições de sobrevivermos nesse ecossistema de mídia e comunicação contaminado do jeito que está e de uma forma  tão abrangente, tão contundente, por desinformação e fake news. (…) O desafio de qualquer um dos pretendentes ao próximo mandato enquanto presidente passa pela regulamentação do setor, pela regulamentação da circulação de informações, principalmente nas plataformas digitais de mídia digital que é praticamente inexistente ainda no contexto brasileiro

 

Como o senhor avalia a atuação das notícias falsas nesta eleição ? 

Nós temos percebido ao longo dos últimos tempos que a disseminação, a produção e disseminação intencional de notícias falsas, de desinformação. Tem sido parte constitutiva das estratégias eleitorais de algumas plataformas, de alguns partidos políticos e de alguns políticos. Essa é uma escolha consciente, feita por esses dirigentes, por esses representantes. Se optou já - isso não é um fenômeno novo - de incorporar a produção e disseminação de desinformação como parte da estratégia eleitoral. Nessas eleições no Brasil, de novo a gente vê se repetir essa estratégia, principalmente por uma das candidaturas: a do atual presidente, que a todo custo tenta se manter no mandato que foi construído a partir da mentira.

(...) A gente não pode negar que, inclusive nesse pleito, as notícias falsas têm produzido um efeito colateral e ajudado as pessoas a decidir o seu voto. Quando a gente decide qualquer coisa da nossa vida baseada em pressupostos mentirosos e equivocados, a gente corre um risco muito grande de fazer bobagem. 

(...) É óbvio que das candidaturas que estamos no segundo turno, existe uma mais próxima, intrinsecamente ligada a essa estratégia de produção, de falsos fatos  e de falsas narrativas e outra um pouco menos, talvez, mas também não inocente.

 

De que forma os jornalistas e a sociedade como um todo podem colaborar para uma diminuição desse tipo de conteúdo ? 

Eu tenho ponderado nos últimos tempos que não adianta ao jornalismo, e consequentemente a sociedade, se preocupar apenas em combater a desinformação, em checar a informação falsa.  (...)  Dá muito trabalho  e custa muito caro fazer checagem de informação e fazer combate à desinformação depois que a informação falsa está circulando. Então  a nossa estratégia e a convocação que eu faço para os jornalistas, para os cursos de jornalismo, para os profissionais da informação e para a sociedade, é a gente qualificar o processo primário de produção da informação jornalística. 

(...) Essa estratégia implica então na gente não tratar a doença - desinformação e fake news são a doença - e sim atuar na prevenção, ou seja, trabalhar na saúde do sistema ou para a saúde do sistema.  (...) A estratégia de ficar focado apenas no combate daquilo que já foi feito é uma estratégia falha, custosa e que não tem produzido um resultado tão transformador quanto a gente gostaria.

 

Carlos Moura/SCO/STF
Carlos Moura/SCO/STF

Sem base documental crível

Na noite desta quarta-feira (26), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, negou o pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para investigar relatos de irregularidades em inserções eleitorais por emissoras de rádios.

Segundo o magistrado, os dados apresentados pela campanha são inconsistentes e, na mesma decisão, afirma que ela esteja cometendo possível “crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno do pleito”, acionando assim o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, para apurar. Além disso, enviou o caso para o Supremo Tribunal Federal, para compor investigação sobre atuação de uma milícia digital que fere a democracia.

Na segunda-feira (24), a campanha do presidente havia alegado que algumas inserções de sua propaganda haviam deixado de serem exibidas nas rádios. Em seguida, pediu investigação e que, para equivaler, propagandas do adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não fossem exibidas.

"Não restam dúvidas de que os autores -- que deveriam ter realizado sua atribuição de fiscalizar as inserções de rádio e televisão de sua campanha -- apontaram uma suposta fraude eleitoral às vésperas do segundo turno do pleito sem base documental crível, ausente, portanto, qualquer indício mínimo de prova", escreveu Moraes.

 

Livres do ódio, intolerância e violência

Nesta quarta-feira (26), durante a tradicional audiência geral que acontece na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco mencionou o Brasil e afirmou que pede à Nossa Senhora Aparecida que cuide e proteja o povo brasileiro, o livrando “do ódio, da intolerância e da violência”.

“Peço a Nossa Senhora Aparecida que proteja e cuide do povo brasileiro, que o livre do ódio, da intolerância e da violência”, afirmou Francisco.

Apesar de não ter falado diretamente das eleições brasileiras, a mensagem foi vista como uma referência à crescente violência neste período. No último dia 12, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) protagonizaram cenas de agressão a jornalistas e fiéis, interromperam missa com gritos de apoio ao presidente e vaiaram o arcebispo da diocese, Dom Orlando Brandes, quando este falou sobre a necessidade do Brasil combater a fome. No dia anterior a isso, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já havia divulgado uma nota criticando o que chamou de "intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos no segundo turno".

 

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Morre a jornalista Susana Naspolini; IPEC em SP mostra Haddad e Tarcísio tecnicamente empatados; Mendonça nega investigação de Bolsonaro por fala sobre meninas venezuelanas.
por
Letícia Coimbra
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26/10/2022 - 12h

Terça-feira, 25 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Morre a jornalista Susana Naspolini;

  • Ipec para governador em SP: Haddad e Tarcísio tecnicamente empatados;

  • Mendonça nega pedido de investigação de Bolsonaro por fala sobre meninas venezuelanas.

 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Jornalismo em luto

Morreu nesta terça-feira (25) a jornalista Susana Naspolini, da TV Globo, aos 49 anos, em São Paulo. Ela estava em tratamento contra o câncer, internada há mais de uma semana. A jornalista foi diagnosticada com um câncer em fase de metástase no osso da bacia. Desde 2001 havia tratado outros quatro tipos de câncer.

A informação do falecimento foi confirmada no seu perfil no Instagram pela sua filha, Julia Naspolini, de 16 anos. 

"Oi, amigos, Julia aqui. É com o coração doendo que venho contar pra vocês que a mamãe não está mais com a gente. Ela lutou muito, nossa guerreira! Agradeço muito pelas orações, muito mesmo, muito obrigada, mas infelizmente não deu", escreveu a jovem.


 

Renato Pizzutto/Band/Divulgação
Foto:Renato Pizzutto/Band/Divulgação

Empate técnico em São Paulo

Nesta terça-feira (25) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Ipec, no qual o professor Fernando Haddad (PT) oscilou para 43% das intenções de votos, oscilando dois pontos para cima. Já o carioca Tarcísio de Freitas (Republicanos) pontuou 46%, mesmo número da última pesquisa realizada no dia 11 de outubro.  De acordo com o levantamento, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. 

Os indecisos são 4%, e brancos e nulos somam 7%. Quando feita a contagem dos votos válidos, o republicano tem 52% e o petista 48%. Nesta modalidade, são excluídos os nulos e brancos na urna eletrônica, e os indecisos na pesquisa, mesmo procedimento usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam previamente o nome dos candidatos, Tarcísio pontuou 35% e Haddad 32%. Os indecisos são 21%, e brancos e nulos somam 10%.

As entrevistas foram feitas nos dias 23 e 25 de outubro e contaram com 2.000 entrevistados, em 83 municípios paulistas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-06977/2022.
 

- Alan Santos - 2.dez.21/Divulgação Presidência
Foto: Alan Santos /Divulgação Presidência

Pedido de investigação negado

Nesta terça-feira (25), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou cinco pedidos para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por falas sobre adolescentes venezuelanas. Mendonça, que foi indicado ao cargo pelo atual chefe do Executivo, afirmou não ver "elementos mínimos" para iniciar uma apuração, não havendo crime na conduta de Bolsonaro.

Em vídeo que circulou pelas redes sociais, o presidente falou que as jovens de 14 e 15 anos se arrumavam para fazer programa, chegando a afirmar que passou por uma casa onde estavam e  sentiu que “pintou um clima” e devido a isso entrou nela. Devido a isso, parlamentares e juristas acionaram o Supremo, pedindo investigações do caso. 

Em sua justificativa, o magistrado afirmou que “não pode ser instrumentalizado pelas disputas político-partidárias” ou “ideológicas”. 

"Mais uma vez, observo que o Poder Judiciário não pode ser instrumentalizado pelas disputas político-partidárias ou mesmo ideológicas, dando revestimento jurídico-processual ao que é puramente especulativo e destituído de bases mínimas de elementos aptos a configurar a necessária justa causa para a persecução penal", afirmou.

 

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Lula e Haddad no TUCA; Roberto Jefferson indiciado por homicídio; TSE monitora redes sociais de Carlos Bolsonaro e Janones; e mais.
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Letícia Coimbra
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25/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 24 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Lula e Haddad participam de evento no Tuca;

  • TSE decide monitorar contas de Carlos Bolsonaro e Janones nas redes sociais;

  • Roberto Jefferson é indiciado por 4 tentativas de homicídio;

  • Rishi Sunak é o novo primeiro-ministro no Reino Unido;

 

Foto: Tomzé Fonseca/Futura Press
Foto: Tomzé Fonseca/Futura Press

“Ato em defesa da democracia e do Brasil”

Nesta segunda-feira (24), o ex-presidente e candidato do PT à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva participou de um evento, intitulado “Ato em defesa da democracia e do Brasil”, com lideranças religiosas, artistas e intelectuais no Teatro da Universidade Católica (Tuca). 

Entre outros, participaram também o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, a deputada federal eleita Marina Silva (Rede), e o candidato a vice-presidente na chapa, Geraldo Alckmin.

Em discurso no teatro, Lula mencionou fala de Bolsonaro sobre jovens venezuelanas, o ataque de Roberto Jefferson (PTB) a agentes da Polícia Federal e contra a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou episódios de racismo contra o cantor Seu Jorge em Porto Alegre e contra o humorista Eddy Jr em São Paulo.

Perto do fim do evento, Simone Tebet (MDB), atual apoiadora de Lula, afirmou: “Agora não é hora de omissão, a omissão é um pecado capital contra o povo brasileiro”.

Depois do evento dentro do teatro, Lula e Haddad discursaram também na àrea externa, para a multidão que assistia das ruas e calçadas pelo telão.
 

TSE monitorando contas de Carlos Bolsonaro e Janones nas redes

Nesta segunda-feira (24), o corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral decidiu diariamente, até 29 de outubro, as publicações de Carlos Bolsonaro (Republicanos) e André Janones (Avante) nas redes sociais. 

Segundo Gonçalves, o propósito é avaliar se os dois utilizam o mesmo padrão de disseminação de falsas informações.

“No atual estágio processual, prepondera a percepção de que o comportamento de André Janones e de Carlos Bolsonaro nas redes possuem muitos aspectos similares, seja no que diz respeito à legítima atividade de organização da militância, seja, por outro lado, na difusão de conteúdos falsos ou gravemente descontextualizados”, salienta.

 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Indiciado por tentativa de homicídio

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta segunda-feira (24), o ex-deputado bolsonarista Roberto Jefferson (PTB) por quatro tentativas de homicídio. Na tarde de domingo, ele havia lançado granadas e atirado em direção a agentes da corporação que foram à sua casa cumprir mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O indiciamento leva em consideração os dois agentes que foram feridos com estilhaços e outros dois que participaram da abordagem. 

Em sua casa, em Comendador Levy Gasparian (RJ), Jefferson gravou vídeos afirmando ter atirado contra os agentes. “Chegou a Polícia Federal aqui para me prender agora. As violências do Xandão. A minha raiz está plantada. […] Eu não vou me entregar, é um absurdo. Chega, me cansei”, alegou.

Mais tarde, porém, o ex-congressista negou ter reagido.  

Além de Jefferson, nas imagens aparecem o Padre Kelmon, candidato derrotado do PTB à Presidência. Foi ele quem entregou as armas do ex-deputado para a PF. Segundo o advogado do ex-deputado, Jefferson utilizou granadas de efeito moral.

Ainda no domingo, durante uma transmissão ao vivo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) negou qualquer vínculo com seu apoiador declarado e afirmou não haver “uma foto” dos dois juntos. No entanto, pouco depois dessa afirmação, começaram a ser compartilhadas na internet diversas imagens dos dois juntos.


 

Foto: Twitter
Foto: Twitter

Novo primeiro-ministro no Reino Unido

Nesta segunda-feira (24), Rishi Sunak, ex-ministro das Finanças, foi o escolhido pelo Partido Conservador para suceder Liz Truss, que renunciou ao cargo de primeira-ministra no dia 20.

Sua adversária, Penny Mordaunt, desistiu da disputa, deixando Sunak assumir automaticamente. De acordo com The Guardian, já havia sido declarado o apoio de 182 deputados a ele, enquanto Mordaunt tinha apenas 27.

Antes de assumir de fato, Sunak precisará se encontrar com o rei Charles III, porém ainda não há previsão oficial para o encontro

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Encontro de Bolsonaro com cantores sertanejos e levantamento realizado pelo IPED
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Letícia Coimbra
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18/10/2022 - 12h

 

Lula e Bolsonaro no debate
Foto: Nelson Almeida/AFP

Distância entre Lula e Bolsonaro diminui

Nesta segunda-feira (17) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Ipec, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 50% das intenções de votos, oscilando um ponto para baixo. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) pontuou 43%, diminuindo para sete pontos percentuais a diferença entre ele e o petista. 

Os indecisos são 2%, e brancos e nulos somam 5%. Quando feita a contagem dos votos válidos, o petista tem 54% e Bolsonaro 46%. Nesta modalidade, são excluídos os nulos e brancos na urna eletrônica, e os indecisos na pesquisa, mesmo procedimento usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam previamente o nome dos candidatos, Lula pontuou 48% e Bolsonaro, 42%. Os indecisos são 4%, e brancos e nulos somam 6%.

Ainda de acordo com a pesquisa, 46% dos eleitores brasileiros não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro, e 41% não votariam de jeito nenhum em Lula.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As entrevistas foram feitas nos dias 15 e 17 de outubro e contaram com 3.008 entrevistados, em 184 municípios. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02707/2022.

 

Bolsonaro cercado por cantores sertanejos que declaram apoio a ele
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Apoio de cantores sertanejos

Nesta segunda-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alguns artistas sertanejos, que declararam apoio à sua candidatura, no Palácio da Alvorada. Durante passagem pelo local, todos falaram sobre família, religião e contra o socialismo.

Entre os 18 cantores que compareceram, estavam Leonardo, Chitãozinho, Marrone, Zezé Di Camargo, Fernando (da dupla com Sorocaba), Sula Miranda, Gusttavo Lima entre outros. Também estiveram presentes o apresentador Ratinho e o governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

Como de costume em seu discurso, o presidente criticou países como Venezuela, Chile e Argentina, os quais ele vê como socialistas. Além disso, agradeceu ao apoio dos artistas, dizendo ser essencial para mudar o voto dos jovens, parcela do eleitorado que tem maior tendência a votar no seu oponente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o encontro com seus apoiadores deu a ele a certeza de que haverá uma “virada” nas eleições e que vencerá.

 

"Não é mais corrupção", mas sobre direito à oposição

No sábado (15), o fundador do partido Novo, João Amoêdo, revelou a decisão de votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste segundo turno. 

"Chegamos a um momento em que a discussão nem é mais corrupção, mas sobre você ter o direito de ser oposição, de estar em um Estado Democrático de fato”, disse, em entrevista à GloboNews.

"Isso foi o que me levou a dizer 'bom, é um sacrifício enorme, serei oposição no dia seguinte, mas hoje terei que votar no número 13", afirmou”.

Segundo o político, atitudes autocráticas de Bolsonaro, que seguem na mesma linha do que já foi feito por Hugo Chávez, na Venezuela, e Viktor Orbán, na Hungria, o fizeram desistir de votar nulo.

“Mas vou me lembrar do presidente que debochava das vítimas na pandemia, enquanto milhares de famílias choravam a perda de seus entes queridos“, disse ao jornal Folha de SP. Além disso, afirmou que nunca esperou digitar 13 na urna e “será uma tarefa dificílima”.

Como Amoêdo afirmou esperar, o presidente do partido Novo criticou sua decisão: "Vergonhosa, constrangedora e incoerente”. No perfil da sigla também foi públicado uma nota a respeito.

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Irmãos presos no Maranhão por suspeita de desvios de verba da saúde; protesto em obra de Van Gogh em Londres e mais
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Letícia Coimbra
Luan Leão
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14/10/2022 - 12h

Sexta-feira, 14 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Orçamento secreto: irmãos são presos no Maranhão por suspeita de desvios de verba da saúde;

  • Datafolha: Lula registra 49% das intenções de voto; Bolsonaro pontua 43%;

  • Obra de Van Gogh é palco de protesto em Londres;

  • Setor de serviços acumula quarto mês em alta em agosto.

 

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Fraude milionária

Nesta sexta-feira (24), a Polícia Federal prendeu dois homens acusados de inserir dados falsos no Sistema Único de Saúde (SUS) para desviar dinheiro do orçamento secreto, participando de uma rede criminosa envolvendo o SUS em municípios do Maranhão. 

As prisões fazem parte da Operação Quebra Ossos, que começou no Centro-Oeste, investigando denúncias de fraudes para aumentar de forma irregular repasses do Fundo Municipal de Saúde a municípios. A operação cumpre mandados de busca e apreensão também no Piauí.  

De acordo com a apuração de auditores da Controladoria Geral da União (CGU), houveram inserções de solicitações no sistema do SUS por municípios do Maranhão, com destinação de emendas parlamentares de até R$ 69 milhões. 

De acordo com a PF, a cidade de Igarapé Grande, no Maranhão, havia informado ter feito mais de 12,7 mil radiografias no dedo, número maior que o total da população, que equivale a 11,5 mil pessoas.

"A CGU constatou que a produção informada pelos profissionais de saúde era demasiadamente inferior à inserida nos sistemas de registros do SUS. Os próprios relatórios de produção do Hospital Municipal Expedito Lopes Galvão, extraídos do sistema interno do hospital, apontam quantidades inferiores dos quantitativos informados no SIA/SUS", informou a CGU em nota.

A decisão que deflagrou a operação determinou o afastamento de servidores investigados de suas funções públicas, suspensão do direito de participar em licitações e suspensão de pagamentos.

 

Estabilidade na corrida eleitoral

Nesta sexta-feira (14) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 49% das intenções de votos. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) pontuou 44%, com apenas cinco pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Os indecisos são 1%, e brancos e nulos somam 5%. Quando feita a contagem dos votos válidos, o petista tem 53% e Bolsonaro 47%. Nesta modalidade, são excluídos os nulos e brancos na urna eletrônica, e os indecisos na pesquisa, mesmo procedimento usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam previamente o nome dos candidatos, Lula pontuou 46% e Bolsonaro, 41%. Os indecisos são 3%, e brancos e nulos somam 6%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O novo levantamento mostra estabilidade na corrida eleitoral, já que os números são os mesmos que os revelados pela pesquisa anterior realizada pelo mesmo instituto.

As entrevistas foram feitas nos dias 13 e 14 de outubro e contaram com 2.898 entrevistados, em 180 municípios. A pesquisa, que foi encomendada pela Folha de SP e TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01682/2022.

 

Foto: Reprodução/Instagram/@just.stopoil
Foto: Reprodução/Instagram/@just.stopoil

Protesto climático 

Duas ativistas do movimentos "Just Stop Oil" jogaram latas de sopa de tomate no quadro "Girassóis" de Vincent Van Gogh, que fica em exposição na National Portrait Gallery, em Londres. O protesto ocorrido nesta sexta-feira (14) é contra a queima de combustíveis fósseis. 

Segundo a galeria, a obra é protegida por um vidro e não foi danificada. "Há alguns pequenos danos no quadro, mas a pintura está ilesa. Duas pessoas foram presas", disse a galeria. O local é patrocinado pela empresa BP Oil, uma empresa multinacional britânica de gás e petróleo. O contrato se encerra em dezembro de 2022. 

Na legenda do vídeo publicado nas redes sociais, as ativistas explicam as motivações. "Por que estamos protegendo essas pinturas quando não estamos protegendo a milhões de vidas que serão perdidas por causa do colapso climático e social ?", escreveram.

O protesto faz parte da segunda semana de ações de grupos ambientalistas contra as novas licenças de gás e petróleo concedidas pelo governo britânico para tentar solucionar a crise energética que atinge o continente europeu. O grupo Just Stop Oil é conhecido por outros atos polêmicos envolvendo obras de arte. Em julho deste ano, na mesma galeria, o grupo já havia se colado a obra The Hay Wain, do pintor John Constable. 

 

Em alta 

O setor de serviços registrou um aumento de 0,7% na passagem de julho para agosto. O resultado vem depois de uma alta de 1,3% em julho, e já se soma a quarta alta consecutiva no setor, acumulando um avanço de 3,3% no período. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14).

Com o desempenho registrado, o setor está operando 10,1% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Se comparado com agosto de 2021, houve alta de 8%, sendo a 17ª taxa positiva seguida do indicador, sem ajuste sazonal. Os números, integrantes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), mostram que o resultado ficou 0,9% abaixo do maior patamar da série histórica, registrado em novembro de 2014. 

O acumulado no chegou a 8,4% e o acumulado nos últimos 12 meses passou de 9,6% em julho para 8,9%. Os destaques que puxaram as altas dentro do setor foram outros serviços, com alta de 6,5% e atividades de informação e comunicação (0,6%). No último mês, outros serviços haviam registrado queda de 5% no volume. 

O índice de atividades turísticas também subiu 1,2% em agosto, operando 0,1% acima do patamar pré-pandemia. Do outro lado da balança, após acumular 4% de crescimento entre maio e julho, os transportes tiveram desaceleração de 0,2%. O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares ficou estável e não variou, após queda de 1,1% em julho. 




 

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