A experiência de João Pedro mostra como tecnologias assistivas ampliam as possibilidades de mobilidade de pessoas com deficiência física.
por
Dhara Yuki
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26/10/2026 - 12h

Por Dhara Yuki

 

Para João Pedro sair de casa exige pensar além do destino. Antes de atravessar a porta é preciso considerar o caminho, a distância, o tempo que ficará em pé e os recursos que poderá precisar para chegar ao lugar desejado. Dependendo do compromisso, a escolha pode ser uma órtese, uma muleta ou uma cadeira de rodas. A decisão não é apenas sobre como se locomover, mas sobre qual equipamento oferecerá melhores condições para enfrentar o percurso.

Diagnosticado ainda durante a gestação com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, João teve contato com a tecnologia médica antes mesmo de nascer. Durante os exames de pré-natal, sua mãe descobriu a condição e soube que existia a possibilidade de uma cirurgia para corrigir a má-formação ainda dentro do útero. O procedimento, que envolve a abertura do útero para operar a coluna do feto e depois reposicioná-lo, foi uma das primeiras possibilidades de intervenção médica relacionadas à sua condição. Uma das complicações associadas à mielomeningocele é a hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais. Logo após o nascimento, João passou por uma cirurgia para tratar o problema e recebeu uma válvula que permitia drenar o excesso de líquido. O dispositivo, entretanto, exigia acompanhamento médico e poderia precisar ser substituído ao longo da vida. A possibilidade de depender de um equipamento por tempo indeterminado fez parte de sua história desde o começo. Anos depois, uma nova intervenção médica mudaria essa relação com a tecnologia.

Quando tinha dois anos, a mãe de João descobriu o Hospital Sarah Kubitschek, em Minas Gerais, uma instituição especializada em reabilitação. Lá, ele iniciou um tratamento direcionado às necessidades de pessoas com a mesma deficiência e passou a utilizar órteses de polipropileno, dispositivos que auxiliam a sustentação e o movimento das pernas, e esse acompanhamento durou dez anos. A órtese se tornou parte de sua rotina e permitiu que ele desenvolvesse sua mobilidade com o auxílio do equipamento. Entretanto, conforme crescia, as limitações do material começaram a aparecer. Por volta dos 12 anos, a equipe que o acompanhava informou que as órteses utilizadas até então não seriam mais suficientes para suportar seu peso. Era necessário encontrar outra alternativa.

A busca levou João à Ottobock, uma empresa especializada em soluções de tecnologia assistiva, entre elas órteses e próteses. A alternativa encontrada utilizava fibra de carbono, um material que permite produzir dispositivos leves e resistentes. Porém, o custo representava um obstáculo. Os equipamentos eram caros, e conseguir acesso a uma tecnologia mais adequada às suas necessidades não dependia apenas de sua existência. Na mesma época, João decidiu procurar uma cadeira de rodas motorizada. Embora conseguisse andar com o auxílio da órtese, percorrer longas distâncias provocava cansaço. A cadeira poderia facilitar esses deslocamentos, mas, para adquiri-la, foi necessário organizar uma vaquinha com a ajuda de amigos e familiares.

No entanto, a cadeira não correspondeu às expectativas, pois pesava aproximadamente 70 quilos, sendo difícil transportá-la, e as condições das ruas de Santo André tornavam a locomoção ainda mais complicada. A tecnologia havia sido pensada para facilitar seus deslocamentos, mas o peso do equipamento e as características do espaço urbano acabaram gerando novas dificuldades. A experiência evidencia uma contradição presente no cotidiano de muitas pessoas com deficiência, um dispositivo pode oferecer determinada solução sem necessariamente resolver os problemas encontrados no ambiente em que será utilizado. Não basta que um equipamento permita o deslocamento se o peso, o transporte ou as condições das calçadas dificultam sua utilização.

Aos 15 anos, João enfrentou outro episódio que mudaria sua relação com os recursos médicos. As dores de cabeça se tornaram intensas e não melhoraram nem com o uso de fortes analgésicos. Ao procurar um neurologista, recebeu a orientação de que a válvula implantada após o nascimento deveria ser substituída, mesmo sem estar completamente obstruída, porém outra possibilidade foi levantada, segundo João, o médico havia desenvolvido uma técnica cirúrgica que permitiria tratar a hidrocefalia sem a necessidade de manter a válvula. O procedimento foi realizado fora do convênio porque não oferecia cobertura, e teve o resultado esperado. Desde então, João não precisou mais utilizar o dispositivo. A cirurgia representou uma grande mudança, um recurso que havia acompanhado sua história desde os primeiros dias de vida deixou de ser necessário. O avanço médico não se limitou a substituir um equipamento antigo por outro, mas possibilitou uma nova condição de tratamento. O acesso, porém, teve um custo. A ausência de cobertura pelo convênio fez com que o procedimento dependesse de recursos particulares, revelando que a existência de uma tecnologia não significa que ela esteja disponível para todos que poderiam se beneficiar dela.

Na mesma fase, João conseguiu adquirir uma órtese de fibra de carbono. O equipamento permaneceu com ele por aproximadamente seis anos, período em que o dispositivo acompanhou seu crescimento e suas necessidades. Agora, ele se prepara para trocá-lo por um modelo mais recente, desenvolvido para corrigir melhor sua marcha e oferecer menor peso. A evolução das órteses mostra como a tecnologia assistiva não se resume à criação de um equipamento. Os dispositivos também passam por aperfeiçoamentos que podem modificar sua eficiência, seu conforto e a forma como se integram à rotina de quem os utiliza. Para João, a troca representa a possibilidade de contar com um recurso mais adequado às necessidades atuais, depois de anos utilizando o mesmo equipamento.

A cadeira de rodas também ganhou uma nova versão. Durante um intercâmbio na Itália, João passou os primeiros 15 dias acompanhado da mãe para compreender como seria sua rotina no país e avaliar as dificuldades de deslocamento. Percebeu que não conseguiria percorrer todos os trajetos apenas com a órtese. Dessa vez, encontrou uma cadeira mais leve, compacta e acessível financeiramente. O modelo atual pesa 27 quilos, dobra-se como um carrinho de bebê e custou menos da metade do preço da primeira cadeira motorizada que havia adquirido.

Hoje, João alterna os recursos de acordo com a necessidade. Nos dias em que precisa comparecer presencialmente a compromissos que exigem permanecer muito tempo em pé, utiliza a cadeira de rodas. Para ir à faculdade, quando considera o percurso viável, prefere a órtese e a muleta. A escolha também depende das condições do caminho. Em ruas irregulares ou em trajetos nos quais precisa ter maior controle dos movimentos, a cadeira pode ser menos prática do que a muleta. O equipamento mais avançado, portanto, não é necessariamente o mais adequado em todas as situações. A autonomia está também na possibilidade de escolher o recurso que melhor responde às necessidades de cada deslocamento.

Dentro de casa, a rotina é diferente. João utiliza um assento fixo durante o banho por causa da dificuldade para permanecer em pé por muito tempo, mas fora isso, sua casa não conta com adaptações específicas para sua condição, inclusive, consegue subir e descer escadas, mas algumas tarefas mais simples, como levar um copo ou um prato da pia até a mesa, exigem atenção para evitar desequilíbrios. A tecnologia, nesse contexto, não elimina todas as dificuldades. Mesmo com os equipamentos que utiliza, existem situações em que a organização dos espaços e as características do ambiente interferem diretamente em sua autonomia.

A mesma questão aparece quando João vai à faculdade. A instituição realiza a chamada por meio do sistema da catraca, mas a entrada principal não oferece acessibilidade. Para conseguir entrar, ele precisa utilizar o portão dos fundos, que permite a passagem, mas não conta com o sistema de registro de presença. A solução encontrada pela instituição para registrar presença aos alunos não contempla todos da mesma maneira. O problema não está na capacidade de João de frequentar as aulas, mas na ausência de uma estrutura que permita que ele acesse o espaço e cumpra os procedimentos institucionais nas mesmas condições que os demais estudantes. Segundo ele, mesmo após uma reforma na faculdade, a questão permaneceu sem solução. Essa situação diz que a acessibilidade não depende exclusivamente de equipamentos individuais ou de avanços na medicina, mas também de planejamento dos espaços coletivos e dos serviços utilizados diariamente.

A autonomia de João se estende ainda à direção de veículos. Desde 2023, ele tem carteira de habilitação e pode dirigir, mas precisa utilizar um carro adaptado. Como não consegue acionar os pedais convencionais da maneira habitual, o veículo possui uma haste que permite acelerar e frear manualmente e um pomo giratório instalado no volante que facilita as manobras com apenas uma das mãos. O carro também precisa ter câmbio automático, já que o sistema de adaptação utilizado não funciona com embreagem convencional.

Da cirurgia realizada ainda na infância aos equipamentos utilizados para andar e dirigir, a tecnologia atravessa diferentes etapas da vida de João. Em alguns momentos, aparece como uma intervenção médica capaz de modificar um tratamento, em outros, como um dispositivo que facilita um trajeto ou permite realizar uma atividade cotidiana. Mas sua experiência também mostra que a autonomia não depende apenas do desenvolvimento de novos recursos. O preço dos equipamentos, a cobertura dos procedimentos médicos, as condições das ruas e a acessibilidade das instituições interferem diretamente nos benefícios que essas tecnologias podem oferecer.

Para João, sair de casa sem nenhum dispositivo de auxílio não é uma possibilidade viável. Em seus deslocamentos, órtese, muleta e cadeira de rodas cumprem funções diferentes, escolhidas de acordo com o percurso e o tempo que precisará permanecer em movimento. O desenvolvimento de equipamentos mais leves, resistentes e funcionais amplia as possibilidades de mobilidade, mas não transforma automaticamente os espaços em ambientes acessíveis. Quando uma cadeira de rodas encontra dificuldades nas ruas ou um estudante precisa utilizar uma entrada alternativa para chegar à faculdade, fica evidente que a inovação tecnológica e a inclusão não avançam necessariamente no mesmo ritmo. A história de João revela duas dimensões de uma mesma questão, a importância de tecnologias que respondam às necessidades das pessoas com deficiência e a necessidade de ambientes preparados para que elas possam utilizá-las. Afinal, não basta desenvolver equipamentos capazes de ampliar a autonomia se os caminhos que levam à universidade, ao trabalho e aos demais espaços da vida cotidiana continuam impondo barreiras.

 

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Franquia de games do lendário skatista da Califórnia trouxe o universo do esporte para os holofotes ao longo das décadas
por
Ivo Leite
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23/10/2026 - 12h

 

Jogar videogame é uma atividade que pode inspirar e fazer sonhar, seja para ser jogador de futebol com títulos como FIFA e PES, por exemplo, ou skatista. Vários jovens começaram a se prestar atenção no universo das quatro rodinhas por meio de um amigo ou por si só. Mas, será que houve algo a mais que despertasse esse interesse?

Em 29 de Setembro de 1999, o jogo Tony Hawk Pro Skater, do skatista californiano Tony Hawk, chegou ao mercado para o console Playstation. O game foi um pontapé inicial para o surgimento de uma franquia de sucesso que vendeu mais de 350 mil cópias só nos três primeiros meses daquele ano. 

Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT
 Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT

 

Criada em parceria com a Activision, uma das maiores e mais influentes distribuidoras de jogos eletrônicos do mundo, a franquia ficou famosa por sua jogabilidade arcade rápida. Após grande êxito com o Playstation, o game foi para outros consoles como o Nintendo 64, Game Boy Color, Dreamcast e N-Gage.

As variações foram sendo criadas com a essência do jogo original. Tony Hawk Pro Skater Underground é um exemplo dessas sequências, dentre outras que surgiram. Houve alguns experimentos como em Tony Hawk Ride que, diferente de seus antecessores, usava um periférico físico em formato de skate como controle. 

 

Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90, o dobro de um game comum na época - Reprodução/Mercado Livre
Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90 - o dobro de um game comum na época Foto: Reprodução/ anúncio Mercado Livre 

Em 2020, a franquia foi remasterizada com gráficos hiper modernos, lançando o Tony Hawk 1 + 2, premiado como melhor jogo de esporte em eventos como o The Game Awards e o D.I.C.E. Awards. E em 2025, a coletânea Pro Skater 3 + 4 veio ao mercado para concretizar a volta do título.

“Cresci jogando e isso certamente me influenciou a me aventurar sobre quatro rodinhas”, afirma o gamer e skatista Felipe Dias, de 23 anos, que atualmente deseja se formar no curso de Design de Games. “Quero sempre me lembrar de como me apaixonei pelo esporte”, finaliza Dias.

 

Manobras e pistas com dinâmica real . Foto Ivo Leite/AGEMT
Manobras e pistas com dinâmica real Foto: Ivo Leite/AGEMT

 

Um dos pontos  altos da série de jogos Tony Hawk está nas trilhas sonoras marcantes. Gerações de apaixonados por grandes bandas ouviram e se lembram de pelo menos uma música presente nos jogos. A lista compõe diversos estilos musicais como hardcore, punk rock, hip-hop, ska punk e metal. Destaque para “No Cigar”, do Millencolin; “Guerrilla Radio” do Rage Against the Machine e “Superman”do Goldfinger. 

Nesse tempo, o skate se tornou um esporte de grande expressão chegando a compor até os Jogos Olímpicos, a partir de 2020. E a ascensão de sua prática também pode ser avaliada pela influência de jogos digitais como o Tony Hawk Pro Skater. 

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Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Anitta vence categoria de melhor clipe de música latina no VMA, pesquisa Datafolha sobre o primeiro debate entre os presidenciáveis e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
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29/08/2022 - 12h

Segunda-feira, 29 de agosto de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Segundo Datafolha, Simone Tebet (MDB) teve o melhor desempenho no debate realizado no domingo (28), na opinião dos eleitores indecisos ou que votariam em branco ou nulo;
  • Criação de empregos com carteira assinada diminuiu em julho;
  • Clérigo xiita Muqtada al-Sadr, um dos políticos mais influentes do Iraque, anuncia retirada da vida pública e apoadores invadem o palácio do governo;
  • Anitta vence o VMA de melhor clipe de música latina;
  • Média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 136.

 

Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP
Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP

Saldo do debate

Pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que Simone Tebet (MDB) foi a candidata à presidência da República com melhor desempenho no debate realizado pela TV Bandeirantes, TV Cultura, Folha e UOL neste domingo (28). Por outro lado, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, teve o pior desempenho. A pesquisa foi feita com eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo no pleito deste ano.

Segundo os entrevistados, o pedetista Ciro Gomes ficou em segundo lugar, com metade da pontuação da senadora, seguido pelo ex-presidente Lula e Bolsonaro, que ficaram empatados. Felipe d’Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil) foram citados por último.

Para a pesquisa qualitativa foram reunidas 64 pessoas:

  • 30 eleitores indecisos entre Lula, Ciro Gomes e Bolsonaro
  • 14 indecisos entre outros candidatos
  • 20 que pretendem votar nulo ou branco

Para 67% deles, o debate mudou sua intenção de voto, enquanto 80% assumiu a importância dele para sua decisão.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 16 e 18 de agosto, 6% dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo, e 2% não sabem em quem votar ainda.

 

Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica
Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica

Abaixo do esperado

Dados divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência mostram que apesar do Brasil ter criado 218,9 mil empregos com carteira assinada em julho de 2022, o número é menor que o esperado por analistas do mercado financeiro. Além disso, é uma quantidade menor que a de julho de 2021, mês no qual foram criados 306.477 novos empregos com carteira assinada, 87.575 vagas a mais.

Desde o início deste ano foram criadas 1,56 milhão de vagas de emprego formal, 200 mil a menos que no mesmo período do ano passado.

No entanto, todos os setores tiveram saldo positivo.

 

Setor Vagas
Serviços 81.873
Indústria geral 50.503
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas 38.574
Construção 32.082 
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 15.870

 

 

líder xiita
Foto: Reprodução/Twitter

"Retirada"

Nesta segunda-feira (29), o clérigo xiita Muqtada al-Sadr, um dos políticos mais influentes do Iraque, afirmou que vai abandonar a vida política no país. “Eu anuncio minha retirada final”, disse o líder da milícia através de um comunicado no Twitter. A decisão foi tomada porque não conseguiu formar maioria no Parlamento para governar.

Como reação, manifestantes invadiram o palácio presidencial do governo iraquiano. De acordo com informações da agência de notícias AFP, 12 pessoas foram mortas durante conflito entre apoiadores de Al-Sadr e grupos ligados ao Teerã.

De acordo com a imprensa local, o controle sobre o palácio foi retomado e ficou definido um toque de recolher.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 12.458 novos casos de COVID-19, e 128 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 136. No total, o país acumula 34.397.205 casos confirmados, e 683.622 óbitos por COVID-19. 

 

Foto: REUTERS/Brendan McDermid
Foto: REUTERS/Brendan McDermid

Melhor clipe de música latina

Neste domingo (28), aconteceu o Video Music Awards, premiação da MTV dos EUA e a cantora Anitta levou o prêmio de melhor clipe de música latina com o hit “Envolver”. 

Essa foi a primeira vez que uma produção brasileira venceu uma das categorias na premiação. Entre os concorrentes da cantora estavam grandes nomes da música latina da atualidade como Bad Bunny, que levou o prêmio de artista do ano, Daddy Yankee e J Balvin.

Anitta também foi a primeira cantora brasileira a se apresentar nos palcos do VMA, sua apresentação contou com a campeã “Envolver” e outros sucessos como Vai, Malandra" e "Movimento da Sanfoninha".

Em seu discurso, relembrou a criminalização do funk e agradeceu aos fãs: "Meu Deus, eu não esperava isso. Acho que vou chorar. Só quero dizer, para quem não sabe, hoje é história. É a primeira vez do Brasil aqui. É a primeira vez que meu país ganha esse prêmio. Eu quero agradecer: obrigado à minha família e aos meus fãs. Hoje eu cantei aqui um ritmo que, por muitos anos no meu país, foi considerado crime. Eu nasci no gueto do Brasil e, para quem nasceu lá, a gente nunca pensou que isso fosse possível. Então muito obrigada."

 

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Bolsonaro fala contra Lula e JN em discurso para empresários em São Paulo, previsão de desaceleração econômica em 2023, anúncio de show do Harry Styles em dezembro e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
Sônia Xavier
|
27/08/2022 - 12h

Sexta-feira, 26 de agosto de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Bolsonaro fala contra Lula e JN em discurso para empresários em São Paulo;

  • Brasil terá desaceleração econômica em 2023, afirma presidente do Banco Central;

  • Senador Bernie Sanders diz que EUA precisam cortar relações com o Brasil em caso de golpe;

  • Harry Styles anuncia show na cidade de São Paulo em dezembro;

  • Média móvel de óbitos em decorrêcia da covid-19 nos últimos sete dias é de 148;

  • Rodada do Brasileirão no final de semana.

 

presidente Bolsonaro
Foto: Marcos Correa

Críticas e ironias

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), fez críticas à entrevista do ex-presidente e também candidato Lula no Jornal Nacional na noite desta quinta-feira (25) e chegou a defender empresários que mantiveram conversas de cunho golpista em grupo de WhatsApp e foram alvo de investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal nesta nesta semana. As declarações foram feitas durante encontro com integrantes da Associação Comercial de São Paulo nesta sexta-feira (26). Também estavam presentes Tarcisio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo do estado de São Paulo, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

Sem citar o STF, Bolsonaro criticou também a decisão contra o deputado Daniel Silveira (PL), que foi condenado à prisão por ofender ministros do órgão. "Estamos perdendo a nossa liberdade", disse o presidente. "O ditador tinha que ser eu, e não alguém que tem obrigação de defender a Constituição. E vocês sabem do que eu estou falando", completou, fazendo referência também ao episódio dos empresários bolsonaristas. 

O presidente ironizou a declaração de Lula sobre dialogar com o Congresso Nacional caso eleito. "Muita gente boa aqui sabe a dificuldade de relacionamento Executivo-Legislativo. Não é papinho de ontem 'vou conversar'. Conversar 'p...' nenhuma", declarou, "Na prática, a realidade é uma coisa bem diferente".

 

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Brasil de 2023

O presidente do Banco Central, Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (24), que os economistas do mercado entendem que a economia brasileira vai desacelerar em 2023.

Em pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, economistas dos bancos elevaram de 2% para 2,02% a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Ao mesmo tempo, reduziram a estimativa de crescimento de 2023 de 0,41% para 0,39%.

Essa desaceleração se dá devido à expectativa de um "arrocho" maior nas contas públicas, com controle de despesas, além da retirada de benefícios e do impacto do processo de alta dos juros.

 

Bernie Sanders
Foto: Scott Eisen/AFP

Atentos 

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o senador americano, Bernie Sanders disse que os Estados Unidos devem suspender parcerias e não fornecer qualquer ajuda financeira ou militar ao Brasil caso haja uma ruptura democrática após a eleição de outubro. Sanders ainda apresentará um projeto ao Congresso americano para garantir que eles reconheçam imediatamente o vencedor das eleições no Brasil.

"O povo do Brasil é que vai ter que decidir quem será o próximo presidente. É decisão do povo brasileiro, não dos EUA nem de mais ninguém", afirma. "Mas se o resultado se desdobrar em algo ilegal, se houver um golpe militar que coloque no lugar um governo ilegal, os EUA têm que deixar isso muito claro: o Brasil não terá apoio, financeiro ou de qualquer outro modo."

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 18.270 novos casos de COVID-19, e 164 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 148. No total, o país acumula 34.368.909 casos confirmados, e 683.397 óbitos por COVID-19. 

 

Harry Styles
Foto: Reprodução/Columbia Records

 

Harry Styles no Brasil 

O cantor anunciou nesta sexta-feira (26) que fará um show extra no Allianz Parque, no dia 13 de dezembro. Harry já estava com turnê marcada no Brasil com shows em São Paulo (06/12), Rio de Janeiro (08/12) e Curitiba (10/12) .

A venda dos ingressos para o show do dia 13 de dezembro começa na segunda-feira (29), o público geral poderá comprar os ingressos na terça-feira(30). Os valores variam de R $190,20 - meia entrada na cadeira superior- à R $751 - inteira na pista premium. 

 

Time do Flamengo
Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

Brasileirão 

A rodada 24 do Brasileirão série A vai colocar frente a frente líder e vice-líder e está marcada por clássicos estaduais. Abrindo a rodada, no sábado (27), às 16h30, Goiás e Atlético-GO se enfrentam no clássico goiano. No mesmo horário, Coritiba e Avaí jogam no Couto Pereira, tentando se livrar do rebaixamento. 

Mais tarde, às 19h, o jogo da rodada. O líder Palmeiras visita o vice-líder Fluminense, no Maracanã. Caso vença, a equipe alviverde pode abrir 11 pontos de vantagem na liderança. Encerrando a rodada de sábado, às 21h, o Ceará recebe o Athletico-PR. 

No domingo (28), às 16h, o São Paulo enfrenta o Fortaleza, no Morumbi. No mesmo horário está previsto o clássico mineiro entre América-MG e Atlético-MG, no Independência. Ainda no combo de clássicos da rodada, o Botafogo recebe o Flamengo, às 18h, no Estádio Nilton Santos. Também às 18h, a bola rola para Cuiabá e Santos, na Arena Pantanal. 

Fechando a 24ª rodada, na segunda-feira (29), às 20h, jogam Internacional e Juventude, no clássico gaúcho, no estádio do Beira-Rio. Mais tarde, às 21h30, Corinthians e RV Bragantino encerram a rodada. 

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Seca na China, mais de 67 milhões de brasileiros inadimplentes, TSE determina proibição do uso de celular na cabine de votação e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
Sônia Xavier
|
25/08/2022 - 12h

 

Quinta-feira, 25 de agosto de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • TSE proíbe uso de celular pelo eleitor na cabine no dia da eleição; eleitor deve entregar o celular antes de entrar.
  • Recorde: 87% dos deputados federais tentam reeleição
  • Mais de 67 milhões de brasileiros estão inadimplentes, de acordo com o Serasa.
  • Onda de calor e seca na China.
  • Chefe da comissão dos Direitos Humanos da ONU diz estar preocupada com ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral.
  • A média móvel de óbitos em decorrêcia da covid-19 nos últimos sete dias é de 145.
  • Copa do Brasil: Flamengo vence e sai na frente por uma vaga na Copa do Brasil; Fluminense e Corinthians empatam em jogo de muitos gols

 

Eleitor está proibido de levar celular a cabines de votação Tânia Rêgo/Agência BrasilEleitor está proibido de levar celular a cabines de votação Tânia Rêgo/Agência Brasil
Eleitor está proibido de levar celular a cabines de votação - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sem celulares

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade nesta quinta-feira (25) que não será permitido o uso do celular durante o ato da votação em outubro. A decisão foi tomada a fim de garantir o sigilo do voto, ficando então estabelecido que o eleitor deverá entregar o aparelho ao mesário antes de entrar na cabine e retirar após votar.

“Temos uma grande preocupação com a utilização ilícita dos celulares no dia de votação, porque o sigilo do voto fica comprometido”, afirmou o presidente do órgão, o ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com o TSE, haverá uma mesa receptora encarregada da retenção e guarda dos aparelhos e o eleitor que negar a regra estará cometendo um crime eleitoral. O juiz deverá ser acionado e poderá chamar a Polícia Militar. De acordo com o ministro, poderão ser utilizados detectores de metais.

A decisão foi tomada após o partido União Brasil ter questionado a respeito da permissão do uso do telefone. Os detalhes deverão ser divulgados em uma nova resolução, que deverá ser aprovada na próxima semana.

 

Aqui de novo 

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulgou com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o número de deputados federais que vão tentar a reeleição em 2022 é o maior da história. 

De acordo com os dados, na eleição deste ano, 446 deputados tentarão a reeleição, equivalente a mais de 86% do total. Esse número supera o recorde anterior que era em 1998, quando 443 deputados tentarão a recondução ao cargo. Em 2018, 404 deputados tentaram a reeleição. 

Ao todo, em outubro, 10.453 deputados disputam pelas 513 cadeiras da Câmara. 

 

cartão de crédito é responsável pela maior parte dos endividamentos - Foto: Reprodução Programa Nex
cartão de crédito é responsável pela maior parte dos endividamentos - Foto: Reprodução Programa Nex

Inadimplência

Levantamento do Serasa Experian revelou nesta quinta-feira (25) que 67,6 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Este é o maior índice desde 2016, um acréscimo de 800 mil pessoas se comparado ao levantamento do mês anterior.

Os devedores estão na faixa  dos 26 aos 40 anos, tendo o banco e os cartões como principal segmento das dívidas com 28,6%. Em seguida, vem contas básicas - como água, luz e gás - com 22,2%. Setores de financeiras com 13,7% e varejo, 12,4%, estão logo atrás.

São Paulo é o estado que conta com maior número de endividados, com 16 milhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com 6,8 milhões. Minas Gerais está na terceira colocação do ranking com 6,4 milhões de negativados. 

 

Uma visão geral mostra o leito seco do rio Jialing, afluente do rio Yangtzé na cidade de Chongqing, no Sudoeste da China Noel Celis / AFP
Leito seco do rio Jialing, afluente do rio Yangtzé na cidade de Chongqing, no Sudoeste da China - Foto: Noel Celis / AFP

Calor na China

A China enfrenta a maior onda de calor da sua história recente. Metade de seu território enfrenta uma seca, incluindo áreas do Tibete, onde geralmente o clima é frio, segundo dados de monitoramento do Centro Climático de Pequim. 

A onda de calor já se estende no país por 75 dias, 12 a mais do que o recorde anterior, em 2013. O sul da China enfrenta a onda de calor mais prolongada desde o início dos registros de dados meteorológicos há mais de 60 anos, informou o ministério da Agricultura do país. 

O clima seco afeta a produção das hidrelétricas e várias províncias chinesas têm enfrentado cortes de energia, o que força o fechamento de fábricas. 

Para tentar combater a seca, o governo decidiu realizar o bombardeamento de nuvens para aumentar as chuvas na região da bacia do rio Yangtzé, que se estende desde a província central de Sichuan até Xangai, que abriga grandes centros industriais.

O calor extremo, contudo, deve continuar segundo a Administração Meteorológica da China, e as temperaturas devem prosseguir acima de 40°C nas próximas 24 horas em Chongqing e nas províncias de Sichuan, Jiangxi e Zhejiang.

 

Preocupação 

A chefe da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, afirmou que está preocupada com ataques ao sistema eleitoral brasileiro e o aumento da violência política no Brasil.

"O presidente (Jair) Bolsonaro intensificou os ataques ao Judiciário e ao sistema eletrônico de voto, incluindo em um encontro com embaixadores em julho, o que gerou fortes reações (...) e eu tenho que dizer, tendo sido já chefe de Estado, que um chefe de Estado deve respeitar outros poderes, o Judiciário, o Legislativo, e não ficar vociferando ataques contra outros, porque é essencial para um presidente da República assegurar a democracia”, disse Bachelet em uma entrevista coletiva em Genebra nesta quinta-feira (25). 

Bachelet também afirmou estar preocupada com a decisão de Bolsonaro de convocar seus apoiadores para manifestações no dia 7 de setembro. Além disso, declarou estar “seriamente preocupada” com os informes de aumento da violência política, a manutenção do racismo estrutural e o encolhimento do espaço cívico. A ONU também reforçou que está monitorando e analisando os discursos de ódio utilizados durante o processo eleitoral brasileiro.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 21.039 novos casos de COVID-19, e 145 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 145. No total, o país acumula 34.350.639 casos confirmados, e 683.233 óbitos por COVID-19. 

Jogo do Flamwngo
Flamengo venceu o São Paulo, na noite desta sexta-feira (24), por 3 a 1 - Foto: Gilvan de Souza/CRF

Copa do Brasil 

O Flamengo foi o único time a vencer e encaminhar classificação para a final da Copa do Brasil 2022, na noite de quarta-feira (22). 

Mesmo jogando em casa, o Fluminense esteve na frente do placar por duas vezes e levou o empate do Corinthians na última jogada da partida. Paulo Henrique Ganso e Arias marcaram para o tricolor carioca e Renato Augusto e Roger Guedes para o Timão. Com o 2 a 2, qualquer empate na próxima partida leva a disputa para os pênaltis. O próximo jogo está marcado para o dia 14/09, na Arena NeoQuimica, em São Paulo. 

Jogando fora de casa, o Flamengo fez valer a força do seu elenco e venceu o São Paulo. A equipe paulista chegou a arrematar incríveis 26 vezes para o gol, mas viu seu ataque ser ineficiente. Em um dia pouco inspirado, o Rubro-negro contou com a qualidade individual do seu elenco para sair com o resultado. João Gomes, Gabi e Everton Cebolinha marcaram para o time carioca; enquanto Rodrigo Nestor descontou para o tricolor paulista. O 3 a 1 deixa o Flamengo em condição confortável para o jogo da volta, previsto para o dia 14/09, agora, em solo carioca, no Maracanã. 

 

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Seis meses de guerra na Ucrânia, inflação em queda, semifinais da Copa do Brasil e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
24/08/2022 - 12h

Quarta-feira, 24 de agosto de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu comandantes das PMs. Segundo eles, as tropas estão sob controle;

  • Prévia da inflação apresenta queda puxada pela gasolina, mas alimentação segue em alta. 

  • Seis meses de guerra na Ucrânia: Biden aprova pacote de U$3 bilhões para o país; Zelensky diz que país “renasceu” após a invasão russa.

  • Semifinais da Copa do Brasil com duelos Rio-SP movimentam a noite desta quarta-feira.

  • A média móvel de óbitos em decorrêcia da covid-19 nos últimos sete dias é de 152.

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro Alexandre de Moraes - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Segurança das eleições

Nesta quarta-feira (24), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, recebeu os comandantes das Polícias Militares para discutir a 

segurança das eleições deste ano.

Em entrevista à imprensa após o encontro, o coronel James Padilha, da PM de Rondônia, afirmou que “as tropas estão sob controle”. “Como militares que somos, nós temos os pilares da hierarquia e da disciplina”, reiterou. Padilha destacou também que, apesar do cenário de polarização no pleito deste ano, as instituições tem “total isenção, imparcialidade e tranquilidade”.

No encontro, o ministro também abordou a restrição ao porte de armas nas eleições ou ao treinamento e transporte de armas pelos caçadores, atiradores e colecionadores (CACs). 

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Inflação 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, foi de -0,73% em agosto, após registrar 0,13% em julho. O Índice foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (24).

Essa é a menor taxa da série histórica, iniciada em novembro de 1991. Em agosto de 2021, o índice foi de 0,89%. No ano, a inflação está em 5,02% e caiu para 9,60% no acumulado dos últimos 12 meses, ficando abaixo dos 11,39% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. 

O resultado de agosto teve impacto principalmente do setor de transportes (-5,24%). A deflação neste setor foi influenciada pela queda nos preços dos combustíveis (-15,33%). A gasolina caiu 16,80% e foi a maior contribuição negativa do índice. 

No lado das altas, o destaque vai para o setor de alimentos e bebidas, com 1,12%. Esse índice foi muito afetado pela alta do leite longa vida (14,21%), responsável pela maior alta individual. Em 2022, o leite longa vida acumula uma alta de 79,79%. Outras altas registradas nesse setor foram das frutas (2,99%), queijo (4,18%) e frango em pedaços (3,08%). 

Com a elevação dos preços, a alimentação no domicílio variou 1,24% em agosto. Comer fora de casa ficou 0,80% mais caro em agosto, e apesar disso, apresentou desaceleração em relação a julho, quando marcou 1,27%. 

 

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky faz pronunciamento no dia que marca tanto a independência do país quanto o aniversário de seis meses da guerra contra a Rússia - Foto: Reuters
Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky fez pronunciamento na data que marca tanto a independência do país quanto o aniversário de seis meses da guerra contra a Rússia - Foto: Reuters

Seis meses de guerra

No dia da independência da Ucrânia, e após seis meses de guerra, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aprovou um novo pacote de assistência à segurança de cerca de U$ 3 bilhões em ajuda militar para o país na guerra contra a Rússia. 

"Nos últimos 6 meses, os ucranianos inspiraram o mundo com sua extraordinária coragem e dedicação à liberdade. Os Estados Unidos da América estão comprometidos em apoiar o povo da Ucrânia enquanto eles continuam lutando para defender sua soberania", disse Biden em comunicado.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu a Biden pela ajuda. Em publicação no Twitter, disse que os ucranianos “apreciam muito o apoio inabalável” dos EUA.

Em comemoração aos 31 anos de independência da Ucrânia, Zelensky disse em um discurso gravado aos ucranianos feito nesta quarta-feira (24) que seu país “renasceu” quando a Rússia invadiu e que nunca desistiria de sua luta pela liberdade da dominação de Moscou.

Zelensky, gravou o discurso em uniforme de combate em frente ao imponente monumento à independência da União Soviética, dominada pela Rússia, que se separou em 1991, no centro de Kiev.

“Uma nova nação apareceu no mundo em 24 de fevereiro às 4 horas da manhã. Não nasceu, mas renasceu. Uma nação que não chorou, gritou ou se assustou. Uma que não fugiu. Não desistiu. E não se esqueceu”, declarou o líder ucraniano.

Além disso, alegou que  a guerra só acabará quando Kiev sair vitoriosa, e não quando os bombardeios russos acabarem. Em recado à Rússia, o presidente afirma: "Não vamos sentar à mesa de negociações por medo, com uma arma apontada para nossas cabeças. Para nós, o mais terrível não são mísseis, aviões e tanques, mas as algemas. O que para nós é o fim da guerra? Costumávamos dizer: paz. Agora dizemos: vitória. Não nos importamos com o exército que vocês têm, só nos importamos com nossa terra. Lutaremos por ela até o fim.”

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 18.277 novos casos de COVID-19, e 202 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 152. No total, o país acumula 34.329.600 casos confirmados, e 683.076 óbitos por COVID-19.

 

Foto: Reprodução/Instagram @fluminensefc
Foto: Reprodução/Instagram @fluminensefc

Copa do Brasil 

Começam nesta quarta-feira (24) os jogos que definem os finalistas da Copa do Brasil 2022. As semifinais deste ano contam com a presença de quatro forças do futebol nacional, colocando frente a frente Rio de Janeiro e São Paulo.

Às 19h30, no estádio do Maracanã, o Fluminense vai receber o Corinthians. Atual segundo colocado no Campeonato Brasileiro, o tricolor das Laranjeiras vem embalado após golear o Coritiba na última rodada por 5 a 2. O Corinthians, por sua vez, perdeu para o Fortaleza fora de casa por 1 a 0. A expectativa é de que mais de 50 mil torcedores estejam no estádio para acompanhar o duelo. 

Mais tarde, às 21h30, no estádio do Morumbi, o São Paulo enfrenta o Flamengo, na outra semifinal. De um lado, o Flamengo, com seu investimento milionário, vai com tudo para seguir na briga pelo tetracampeonato. A equipe de Dorival Júnior quer aproveitar o bom momento que vive em todas as competições. Do outro, o São Paulo, que nunca venceu a competição, promete fazer jogo duro pela classificação. Ao seu favor, o tricolor paulista tem o bom retrospecto de mandante na fase mata-mata, no ano de 2022, foram 9 jogos como mandantes e nove vitórias da equipe paulista. É jogaço!

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Busca e apreensão contra empresários bolsonaristas que defenderam golpe de Estado, beneficiários do Auxílio Brasil se mostram otimistas com o cenário econômico e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
23/08/2022 - 12h

Terça-feira, 23 de agosto de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Brasília estremecida com operação da Polícia Federal ordenada pelo Ministro Alexandre de Moraes, contra empresários que defenderam um golpe em caso de derrota de Jair Bolsonaro; celulares apreendidos mostram conversas entre os empresários e o Procurador-Geral da República, Augusto Aras. 

  • Datafolha mostra que beneficiários do Auxílio Brasil estão otimistas com uma retomada econômica. 

  • Donald Trump levou documentos sigilosos ao deixar a presidência dos EUA, de acordo com o jornal NYT. 

  • O Brasil é o 3° pais no mundo com mais casos da nova varíola.

 

Bolsonaro e Luciano Hang, dono da Havan, em uma live
Presidente Jair Bolsonaro e Luciano Hang, dono da Havan, em uma live do Facebook - Foto: Reprodução/Facebook Jair B

Ameaça a democracia 

Nesta terça-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra o grupo de empresários que defenderam um golpe de Estado em um cenário de vitória do candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) à presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito deste ano. Moraes também autorizou que a Polícia Federal (PF) ouça os empresários, a quebra de sigilos bancários e o bloqueio de suas respectivas redes sociais. As mensagens foram divulgadas com exclusividade pelo site Metrópoles na última quarta-feira (17).

Segundo informações obtidas pelo site JOTA, os celulares apreendidos mostram troca de mensagens entre o procurador-geral da República e procurador-geral-eleitoral, Augusto Aras, com os alvos da operação. Segundo o jornal, fontes da PF alegaram ter encontrado críticas ao trabalho de Moraes e declarações sobre a candidatura à reeleição de Bolsonaro.

Dentre o grupo alvo de investigação estão empresários como Luciano Hang ( Havan), Afrânio Barreira Filho (Coco Bambu) e Marco Aurelio Raymundo (Mormaii).

As buscas aprovadas pelo ministro são baseadas em um pedido da PF que busca atingir uma suposta organização criminosa responsável pela disseminação de fake news e ataque às instituições. 

 

pessoas em uma rua movimentada
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Confiantes 

De acordo com pesquisa Datafolha, os beneficiários do Auxílio Brasil, antigo Bolsa Família, estão mais otimistas em relação ao futuro da economia brasileira que o restante da população. 

De acordo com o relatório, 53% dos eleitores que recebem o benefício acreditam na melhoria da situação econômica do país nos próximos meses. Por outro lado, dentre os eleitores que não recebem o auxílio, a parcela é de 47%.

Os que acreditam na piora da economia representam 16% entre os beneficiários e 29% entre os que não recebem.

Para a pesquisa, que foi feita entre os dias 16 e 18 de agosto, o Datafolha entrevistou 5.744 eleitores em 281 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
 

Donald Trump, ex-presidente dos EUA
Reprodução: EFE/EPA/CHRIS KLEPONIS / POOL

Mais polêmica 

Após sua saída da Casa Branca, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump levou cerca de 300 documentos secretos para sua residência oficial, em Mar-a-lago, de acordo com o “The New York Times”. Segundo a publicação, entre os papéis levados indevidamente estão materiais da CIA (agência central de inteligência dos EUA), do FBI, e da Agência Nacional de Segurança. 

Nos meses de janeiro e junho parte das documentações foram devolvidas, após negociações com os assessores do ex-presidente.

No dia 12 de agosto, o Tribunal Distrital dos Estados Unidos na Flórida disponibilizou acesso público ao mandado de busca e apreensão na casa de Trump. Uma parte dos documentos secretos foram recolhidos pelo FBI. O documento ainda revelou que ele é investigado por possível obstrução de Justiça e potencial violação da Lei de Espionagem.

Nesta segunda-feira (22), Donald Trump apresentou à Justiça um pedido para que o FBI não tenha acesso aos documentos recolhidos em sua residência de Mar-a-Lago. 
 

Tubos de ensaio com rótulos sobre varíola dos macacos
Foto: Reuters/Dado Ruvic

Nova varíola 

O Brasil assumiu a terceira posição de país com mais casos de varíola dos macacos no mundo depois da atualização do Ministério da Saúde na segunda-feira (22). De acordo com o Ministério, o Brasil confirmou 3.788 casos. Até agora, o país registrou apenas uma morte, em junho.

Um ranking organizado pelo Our World in Data, instituto digital especializado em ciência, o Brasil fica atrás apenas de Estados Unidos, com 14.050 casos, e Espanha, com 5.792 casos confirmados. Entre os estados da federação, São Paulo e Rio de Janeiro são os que confirmaram mais casos da nova varíola, tendo 2.506 e 422, respectivamente.
 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 20.241 novos casos de COVID-19, e 203 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 159. No total, o país acumula 34.311.323 casos confirmados, e 682.874 óbitos por COVID-19. 

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