Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
|
13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (09), 24 casos e cinco mortes na capital paulista
por
Juliana Bertini de Paula
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09/10/2025 - 12h

Desde o dia 18 de setembro, diversos quadros de intoxicação por metanol têm sido relatados por hospitais de diferentes estados. Nesta quinta-feira (09), o Ministério da Saúde divulgou um novo balanço, com 5 mortes e 24 casos confirmados em tratamento. Outros 235 são investigações apenas na cidade de São Paulo. Outros casos também despontaram em diversos estados do Brasil, bem como em São Bernardo do Campo e outras cidades da Grande São Paulo.

A intoxicação é provocada pela ingestão de metanol em bebidas adulteradas. Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Espírito Santo, Goiás, Acre, Paraíba e Rondônia também investigam casos de intoxicação. Paraná e Rio Grande do Sul confirmaram ocorrências.

Entre as mortes confirmadas estão Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos e Marcelo Lombardi, de 45 anos, moradores de São Paulo, além de Bruna Araújo, de 30 anos, de São Bernardo do Campo, e Daniel Antonio Francisco Ferreira, 23 anos, de Osasco.

Na capital paulista, em 30 de setembro, 7 locais foram alvo de investigação da vigilância sanitária. Em dois deles foram encontradas bebidas com metanol. Mais 11 estabelecimentos foram interditados. O bar Ministrão, na Alameda Lorena, nos Jardins, e o bar Torres, na Mooca, foram fechados temporariamente. Seis distribuidoras e um bar em São Bernardo do Campo também foram interditados.

Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O que dizem as autoridades?

Nesta segunda-feira (06), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizou uma coletiva de imprensa, junto com representantes das secretárias de Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Planejamento. Além deles, estavam presentes representantes do ramo de bebidas, que auxiliaram no treinamento de agentes públicos e comerciantes para a identificação de falsificações.

Durante a entrevista, o governador contrariou as declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e descartou a possibilidade de envolvimento de facções criminosas na adulteração de bebidas, sem revelar qual a hipótese que está sendo seguida pela polícia paulista. Tarcísio foi criticado por brincar com a situação dizendo que “quando falsificarem Coca-Cola, vou me preocupar”. No dia seguinte, em suas redes sociais, Freitas publicou um vídeo no qual pedia desculpas pela afirmação.

Em fevereiro deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou que 13 bilhões de litros de bebidas adulteradas são comercializados ilegalmente todos os anos, com perdas fiscais que podem chegar a R$ 72 bilhões, sendo a segunda maior fonte de renda das facções de crime organizado, que perde apenas para combustíveis adulterados.

O Fórum destaca ainda a prática ilegal conhecida como refil, quando há reutilização de garrafas para envasamento de bebidas falsificadas. Só em 2023 foram apreendidas 1,3 milhão de garrafas do tipo. Há também anúncios online de venda de garrafas vazias com rótulos das bebidas. Além disso, em 2016, durante o governo de Michel Temer, o Sistema de Controle de Produção de Bebidas, o Sicobe, foi suspenso sob alegação de altos custos de manutenção (R$ 1,4 bilhão ao ano), o que tornou a fiscalização federal inexistente e realizada por meio de autodeclaração dos bares.

Em nota para a AGEMT, a Secretária Municipal de Saúde de São Paulo disse que “as ações da Vigilância Sanitária do município são constantes, com fiscalizações em comércios varejistas (restaurantes, bares, adegas, lanchonetes, entre outros) e distribuidores/atacadistas de bebidas, na verificação da procedência da bebida: se há nota fiscal de aquisição, lacre de segurança, integridade e legibilidade da rotulagem, se apresenta todas as informações obrigatórias (dados do fabricante/importador, lote, registro no órgão oficial), bem como a manipulação. A pasta está intensificando ações em comércios junto à vigilância estadual e à Secretaria de Segurança Pública.”

A Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou para a AGEMT. O espaço segue aberto.

Sintomas e tratamentos

Em entrevista à AGEMT, o farmacologista e toxicologista Maurício Yonamine conta que a rapidez para o atendimento médico é o fator mais crítico para a chance de recuperação em caso de intoxicação por metanol. “O prognóstico é melhor quanto mais rápido for o diagnóstico e o início do tratamento, pois o tempo é o que permite que os subprodutos tóxicos (principalmente o ácido fórmico) se acumulem e causem danos irreversíveis.”

Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS
Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS

 

Maurício conta que o principal problema do metanol é que ele deixa o sangue extremamente ácido e, após ser metabolizado pelo fígado, gera subprodutos extremamente tóxicos, principalmente o formaldeído e o ácido fórmico. “O acúmulo desses metabólitos, especialmente o ácido, interfere na função celular, ataca nervos e órgãos.”

Os sintomas de intoxicação por metanol nas primeiras horas podem ser confundidos com uma ressaca forte, náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça. Muitas vezes, os sintomas são leves, o que atrasa a procura por atendimento médico. “Os sintomas iniciais podem ser traiçoeiros”, diz Yonamine.

Depois, começam aparecer os sintomas mais fortes, resultado do ácido fórmico que tem uma afinidade particular pelas células do nervo óptico. Entre eles estão a visão turva, a fotofobia e a aparição de pontos luminosos. Além disso, o sangue ácido causa respiração acelerada, fraqueza, confusão mental e sobrecarga no coração e nos pulmões.

Se não tratado com urgência, o quadro evolui para complicações graves em até 48 horas. O ácido atinge o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, rebaixamento de consciência, coma e arritmias cardíacas. A partir disto, os danos passam a ser sistêmicos: coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo, consequência direta da acidose metabólica (sangue ácido) severa e da sobrecarga tóxica. É nesse momento que o risco de morte se torna elevado e, mesmo com tratamento, as chances de cura caem drasticamente. 

No sábado (05), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a compra de 2,6 mil antídotos para a ingestão de metanol durante uma coletiva de imprensa em Teresina. O medicamento chamado fomepizol não possui registro no Brasil e foi comprado de maneira emergencial, juntamente com a Organização Panamericana de Saúde, de um fabricante japonês, Daiichi Sankyo. 

 

 

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Ativo desde 2011, canal produzia conteúdos sobre a Universidade de forma educativa, contava com mais de 100 mil inscritos e ficou 12 dias fora do ar
por
Khauan Wood
Victória da Silva
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01/10/2025 - 12h

Perfil da TV PUC, canal Universitário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) no YouTube foi reativado pela plataforma na tarde desta quarta-feira (01) após ter sido retirado do ar sem aviso prévio ou justificativa no último dia 19 de setembro.

A conta tem um importante e extenso acervo histórico e cultural da instituição. 

Em publicação realizada em seu Instagram oficial, a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, denunciou no dia 30 de outubro que o canal havia sido simplesmente retirado da grade da plataforma repentinamente.

Ainda na publicação, a instituição informou que a empresa, que é ligada ao Google, enviou apenas um e-mail informando que a retirada seria causada por descumprimento das regras e diretrizes da plataforma, sem detalhar de que se tratava, acrescentando que as políticas de spam, práticas enganosas e golpes não teriam sido seguidas.

A Universidade abriu uma contestação dentro da plataforma, em que constava um prazo de 48 horas para o retorno. Após o prazo, uma nova mensagem enviada dizia que uma nova resposta seria dada dentro de 24 horas. Mas esses prazos não foram respeitados, o que motivou a denúncia nas redes sociais que mobilizou a comunidade acadêmica.

O time da TV PUC afirmou à Agemt que tudo começou quando um dos integrantes da equipe tentou gerar um link para uma live, mas a página não abria corretamente. Em seguida, eles receberam uma notificação de que o perfil havia sido retirado do ar.

Também em entrevista à Agemt, Julio Wainer, professor da PUC-SP e diretor da TV PUC, relata que em anos de canal, nunca receberam sequer uma advertência. O diretor contou que houve avisos pontuais sobre conteúdos com direitos autorais, que foram retirados imediatamente.

Ainda segundo ele, a equipe jurídica da Fundasp esteve em contato direto com a plataforma durante todo o período de inatividade para tentar reaver o canal. 

De acordo com a Fundasp, a TV PUC existe desde 2007, mas publica vídeos regularmente desde 2011. O canal contava com mais de 5 mil publicações e já ultrapassara o número de 100 mil inscritos.

Ao publicar novamente o canal, a plataforma enviou mensagem à TV PUC desculpando-se pelo ocorrido. Os responsáveis pelo canal ainda avaliam se todo o conteúdo e os seguidores da página foram mantidos.

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A TV PUC produz conteúdos ativamente há 14 anos. Foto: Victória da Silva

O conteúdo do canal universitário é diverso e produzido por professores e alunos. Sobre isso, o diretor da TV PUC afirma que o canal possui “de tudo um pouco”, já que conta com trabalhos institucionais de alunos e professores sobre temas variados, além de lives e programas. 

“Tudo que nós produzimos, nós colocamos lá como repositório para ir acumulando visualizações e as pessoas ficarem sabendo”, contou. O canal tem como missão promover os assuntos debatidos na universidade, mostrando o que é feito para diferentes cursos e com o que os alunos têm engajado na rotina universitária.

A TV PUC também acompanha palestras e outros acontecimentos da universidade e publica os eventos na íntegra, além de resumi-los em outros vídeos com depoimentos dos participantes. A recepção de calouros, que acontece todos os anos e recebe figuras importantes no Tucarena para a abertura do semestre, é um exemplo dos vários registros que o canal tinha antes da retirada.

Falas de personalidades históricas, professores e intelectuais foram derrubadas após a retirada do canal do ar, além de documentários relevantes e outros materiais importantes para a história da PUC-SP apagados pela plataforma ainda sem justificativa.

A TV PUC também tenta trazer os estudantes para as telas e enxergar a PUC-SP a partir do olhar deles. Para isso, as matérias sempre contam com entrevistas e conversas com os alunos que se envolvem nas diferentes atividades que ocorrem durante o ano. Os vídeos são informativos e promovem pautas científicas, culturais e políticas.

O professor do curso de jornalismo, Aldo Quiroga, destacou em um vídeo em seu perfil no Instagram que a Roda de Conversa com os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog, em que os jornalista contam como as reportagens vencedoras foram realizadas, também é um dos exemplos dos conteúdos “sequestrados pelo Youtube”, na derrubada do canal. É a TV PUC quem faz a transmissão anual da Roda de Conversa Vladimir Herzog e do Prêmio que também leva o nome do jornalista morto pela ditadura militar.

No vídeo, Quiroga também ressalta a influência das Big Techs sobre o Congresso Nacional para impedir a regulamentação dessas empresas pela sociedade civil, que se encontra refém de decisões como essa.

Em nota enviada à Agemt, o Google afirmou que está apurando o motivo do encerramento do canal e que retornaria em breve. O espaço segue aberto.

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Embora sem data definida, a bandeira chinesa estará no mercado ainda esse ano
por
Lucca Cantarim dos Santos
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03/10/2025 - 12h

Por Lucca Cantarim

 

Os cartões da bandeira de pagamentos chinesa UnionPay chegam ao Brasil em 2025. Detendo cerca de 40% do mercado global em transações com cartões, o que é mais do que as norte-americanas Mastercard e Visa juntas, a empresa oferece uma alternativa para os Brasileiros. Segundo o financista José Kobori, a iniciativa representa uma oportunidade de “descolonizar” o mercado financeiro, justamente por diversificar o setor no País, essa discussão ganha mais potência com as recentes taxações e tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, essa tensão levantou questionamentos sobre o grau de dependência do mercado financeiro brasileiro nos estadunidenses.

Kobori, o responsável pela vinda desta forma de pagamento tem uma história que se relaciona diretamente com sua movimentação atual. O economista era conhecido por ter uma visão neoliberal de mercado, principalmente, diz ele, por estar inserido nesse setor. Em entrevista ao podcast "Market Makers", o financista conta os motivos que o fizeram mudar completamente sua visão de mercado, e por consequência, abandonar o neoliberalismo. 

O economista alega que sempre gostou de se informar e procurar pensadores com opiniões diferentes das que ele tinha, e como naquele momento era possível dedicar mais tempo a isso, ele começou a ler cada vez mais autores diversos, como autores Keynesianos.

No entanto, o maior ponto de ruptura do financista com o neoliberalismo, foi o momento em que ele começou a sair na rua e perceber com olhos mais atentos a desigualdade. Ele conta aos entrevistadores a história do dia em que saiu para almoçar, e de dentro do carro, viu um jovem comendo lixo na rua, essa experiência o levou às lágrimas, e fez com que Kobori começasse a se questionar de como era possível existir um sistema que funcionasse tão bem para ele, mas não para as outras pessoas.

Diferencial da UnionPay

Um dos diferenciais da UnionPay, é o fato de seus cartões operarem fora do sistema “SWIFT”, sigla para “Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication”, ou Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, em português.

O SWIFT é um sistema de transações internacionais que permitem o envio de dinheiro de um país para outro, em síntese, cada banco tem um código em seu respectivo país. O problema é, que por ser gerenciado majoritariamente pelos Estados Unidos, em caso de sanções ou remoção de um banco do sistema, vários brasileiros seriam afetados.

E é justamente por operar fora do SWIFT, que a UnionPay dá à população brasileira mais opções para transferências internacionais, permitindo que sejam feitas e recebidas mesmo que em um possível cenário de sanções ou tensões geopolíticas, como afirma Cristina Helena, professora de economia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Ou seja, em um cenário onde os conflitos com Trump se agravem e o Brasil acabe sancionado, usuários do cartão Union Pay não seriam afetados, e poderiam continuar recebendo e enviando dinheiro livremente para outros países.

Outro diferencial que chama a atenção, e pode ser crucial para a competitividade da bandeira no mercado é a possibilidade de redistribuição de receita, segundo informações da Contec, será possível reverter parte das taxas cobradas nas transações para causas sociais escolhidas pelo usuário. Taxas essas, que no caso de cartões de crédito de bandeiras norte-americanas, como American Express; Visa e Mastercard são taxas de câmbio, que vão diretamente para os Estados Unidos.

Os Desafios

O maior desafio enfrentado pela empresa é a aceitação ampla, segundo Cristina, além da compatibilidade com as fintechs e bancos digitais e de lojistas habilitarem essa forma de pagamento, a ideia de um cartão chinês no país ainda levanta muita suspeita e desconfiança entre os brasileiros, embora a China seja um dos maiores parceiros comerciais do Brasil na atualidade, levando em consideração sua presença no BRICS.

No entanto, as operações da UnionPay serão supervisionadas pelo Banco Central, segundo confirmado pelo Ibrachina, a bandeira deverá cumprir normas de operação, submeter-se à fiscalização do BC e precisará de autorização regulatória, assim como toda e qualquer bandeira em operação dentro do território nacional.

Outro ponto a se levar em consideração, é se a entrada de um sistema novo no mercado de crédito, principalmente em meio à tensões e conflitos geopolíticos com os Estados Unidos, não poderia significar uma troca de monopólio. A professora Cristina acredita que não, devido à robustez do sistema financeiro brasileiro, mas também alerta que caso essa integração não seja diversificada e balanceada, o Brasil corre o risco de se manter dependente de uma potência estrangeira.

Os cartões não têm data definida para serem completamente integrados no mercado financeiro brasileiro, embora esteja confirmada para chegar ainda em 2025. Mas já são aceitos em grandes centros turísticos, como Salvador, Rio e São Paulo através de terminais parceiros (Rede e Stone), além disso, como comparação, a bandeira tem alta taxa de aceitação nos Estados Unidos, somando 80% dos estabelecimentos e 90% dos caixas eletrônicos brasileiros.

 

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Estúdios acusam a plataforma de IA de violar direitos autorais ao permitir a criação de imagens com personagens protegidos.
por
Lucca Andreoli
Henrique Baptista
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17/06/2025 - 12h
Logo da Midjourney
Logo do serviço de IA Midjourney. Reprodução

A Walt Disney Company e a Universal Corporation, dois dos maiores estúdios de Hollywood, abriram no dia 11 de junho um processo conjunto contra o Midjourney — um serviço de inteligência artificial criado e desenvolvido pelo laboratório de pesquisa independente, Midjourney, Inc. —  na U.S. District Court for the Central District of California. O serviço de inteligência artificial está sendo acusado de utilizar propriedade intelectual dos estúdios sem autorização.

Segundo a ação, o Midjourney usou de forma “intencional e calculada” obras protegidas — como personagens de Star Wars (Darth Vader, Yoda), Frozen (Elsa), The Simpsons, Marvel (Homem-Aranha, Homem de Ferro), Minions, Shrek e O Poderoso Chefinho — para treinar seus modelos e permitir a geração de imagens derivadas altamente similares.

 

Disney e Universal afirmam que já haviam solicitado que a plataforma bloqueasse ou filtrasse esse tipo de conteúdo, mas não foram atendidas. Para a vice-presidente jurídica da NBCUniversal, Kim Harris, “roubo é roubo, independentemente da tecnologia usada”.

A petição descreve o Midjourney como um “poço sem fundo de plágio”. Estima-se que a plataforma tenha gerado cerca de 300 milhões de dólares em receita em 2024, contando com mais de 21 milhões de usuários.

Os estúdios pedem uma liminar para impedir novas infrações e uma compensação financeira — que pode ultrapassar os 20 milhões de dólares. Horacio Gutierrez, diretor jurídico da Disney, declarou: “Pirataria é pirataria — o fato de ser feita por uma IA não a torna menos ilegal”.
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Além disso, a ação se insere em um cenário crescente de disputas semelhantes — como os casos envolvendo a Stability AI, a OpenAI e o New York Times. Também aponta para a criação de um serviço de vídeo de IA que em breve poderá criar clipes animados com materiais não autorizados, ampliando ainda mais os riscos à propriedade intelectual e ao controle de suas criações. O processo reforça a pressão por regulamentações mais claras que protejam a criatividade humana frente ao avanço da IA.

A preocupação no meio artístico a respeito das inteligências artificiais é um tema crescente que já gerou polêmicas anteriormente, como a questão das fotos “estilo estúdio Ghibli” no início deste ano. 

O processo representa um marco legal na relação entre Hollywood e a inteligência artificial. É o primeiro grande embate judicial do tipo envolvendo empresas de entretenimento, e pode abrir precedente para que outras companhias exijam licenciamento prévio ou filtros automáticos em ferramentas de geração de imagens.

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Busca e apreensão contra empresários bolsonaristas que defenderam golpe de Estado, beneficiários do Auxílio Brasil se mostram otimistas com o cenário econômico e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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23/08/2022 - 12h

Terça-feira, 23 de agosto de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Brasília estremecida com operação da Polícia Federal ordenada pelo Ministro Alexandre de Moraes, contra empresários que defenderam um golpe em caso de derrota de Jair Bolsonaro; celulares apreendidos mostram conversas entre os empresários e o Procurador-Geral da República, Augusto Aras. 

  • Datafolha mostra que beneficiários do Auxílio Brasil estão otimistas com uma retomada econômica. 

  • Donald Trump levou documentos sigilosos ao deixar a presidência dos EUA, de acordo com o jornal NYT. 

  • O Brasil é o 3° pais no mundo com mais casos da nova varíola.

 

Bolsonaro e Luciano Hang, dono da Havan, em uma live
Presidente Jair Bolsonaro e Luciano Hang, dono da Havan, em uma live do Facebook - Foto: Reprodução/Facebook Jair B

Ameaça a democracia 

Nesta terça-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra o grupo de empresários que defenderam um golpe de Estado em um cenário de vitória do candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) à presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito deste ano. Moraes também autorizou que a Polícia Federal (PF) ouça os empresários, a quebra de sigilos bancários e o bloqueio de suas respectivas redes sociais. As mensagens foram divulgadas com exclusividade pelo site Metrópoles na última quarta-feira (17).

Segundo informações obtidas pelo site JOTA, os celulares apreendidos mostram troca de mensagens entre o procurador-geral da República e procurador-geral-eleitoral, Augusto Aras, com os alvos da operação. Segundo o jornal, fontes da PF alegaram ter encontrado críticas ao trabalho de Moraes e declarações sobre a candidatura à reeleição de Bolsonaro.

Dentre o grupo alvo de investigação estão empresários como Luciano Hang ( Havan), Afrânio Barreira Filho (Coco Bambu) e Marco Aurelio Raymundo (Mormaii).

As buscas aprovadas pelo ministro são baseadas em um pedido da PF que busca atingir uma suposta organização criminosa responsável pela disseminação de fake news e ataque às instituições. 

 

pessoas em uma rua movimentada
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Confiantes 

De acordo com pesquisa Datafolha, os beneficiários do Auxílio Brasil, antigo Bolsa Família, estão mais otimistas em relação ao futuro da economia brasileira que o restante da população. 

De acordo com o relatório, 53% dos eleitores que recebem o benefício acreditam na melhoria da situação econômica do país nos próximos meses. Por outro lado, dentre os eleitores que não recebem o auxílio, a parcela é de 47%.

Os que acreditam na piora da economia representam 16% entre os beneficiários e 29% entre os que não recebem.

Para a pesquisa, que foi feita entre os dias 16 e 18 de agosto, o Datafolha entrevistou 5.744 eleitores em 281 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
 

Donald Trump, ex-presidente dos EUA
Reprodução: EFE/EPA/CHRIS KLEPONIS / POOL

Mais polêmica 

Após sua saída da Casa Branca, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump levou cerca de 300 documentos secretos para sua residência oficial, em Mar-a-lago, de acordo com o “The New York Times”. Segundo a publicação, entre os papéis levados indevidamente estão materiais da CIA (agência central de inteligência dos EUA), do FBI, e da Agência Nacional de Segurança. 

Nos meses de janeiro e junho parte das documentações foram devolvidas, após negociações com os assessores do ex-presidente.

No dia 12 de agosto, o Tribunal Distrital dos Estados Unidos na Flórida disponibilizou acesso público ao mandado de busca e apreensão na casa de Trump. Uma parte dos documentos secretos foram recolhidos pelo FBI. O documento ainda revelou que ele é investigado por possível obstrução de Justiça e potencial violação da Lei de Espionagem.

Nesta segunda-feira (22), Donald Trump apresentou à Justiça um pedido para que o FBI não tenha acesso aos documentos recolhidos em sua residência de Mar-a-Lago. 
 

Tubos de ensaio com rótulos sobre varíola dos macacos
Foto: Reuters/Dado Ruvic

Nova varíola 

O Brasil assumiu a terceira posição de país com mais casos de varíola dos macacos no mundo depois da atualização do Ministério da Saúde na segunda-feira (22). De acordo com o Ministério, o Brasil confirmou 3.788 casos. Até agora, o país registrou apenas uma morte, em junho.

Um ranking organizado pelo Our World in Data, instituto digital especializado em ciência, o Brasil fica atrás apenas de Estados Unidos, com 14.050 casos, e Espanha, com 5.792 casos confirmados. Entre os estados da federação, São Paulo e Rio de Janeiro são os que confirmaram mais casos da nova varíola, tendo 2.506 e 422, respectivamente.
 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 20.241 novos casos de COVID-19, e 203 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 159. No total, o país acumula 34.311.323 casos confirmados, e 682.874 óbitos por COVID-19. 

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Animais resgatados precisam passar por processo de readaptação para encontrar uma nova família
por
Lucas G. Azevedo
Sônia Xavier
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29/06/2022 - 12h

Ao caminhar pelas ruas brasileiras é comum ver animais vagando sem rumo, em busca de alimento ou apenas atrás de um pouco de atenção. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), há mais de 30 milhões de animais abandonados no país, cerca de 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Muitos grupos dedicam seu tempo para recolher, adaptar e encontrar uma família para eles.

Bruno dos Anjos, gerente do sítio da ONG Cão Sem Dono, disse que a organização cuida atualmente de quase 450 animais, entre eles cerca de 370 cães e 80 gatos. Ele explica como é o processo de resgate: "Quando recebemos o aviso de um animal que precisa ser resgatado, seja por maus tratos ou por situação de rua, nós vamos até o local, recolhemos ele e começamos a nos preparar para realizar os processos que precisam acontecer para disponibilizá-lo a adoção". Ele também complementa ao explicar que não acolhem animais que já possuem donos, mas desejam deixar de ter o animal por alguma razão.

Grávida dá a luz a filhotes na ONG após ser resgatada. Foto: Lucas Azevedo.
Aurora dá a luz a filhotes na ONG após ser resgatada. Foto: Lucas Azevedo.

Após o resgate, os animais precisam passar por procedimentos veterinários a fim de identificar possíveis problemas e deixá-los saudáveis. Carol Perussi, médica veterinária da Clínica Veterinária Popular Cão Sem Dono fala sobre a condição dos animais quando chegam aos seus cuidados: “Normalmente os animais chegam com a doença do carrapato, quase sempre, e também com verme e pulga [...] varia de caso para caso, quando o animal sofre maus tratos ele tá bem abaixo do peso, tem feridas pelo corpo, está bem desnutrido. Quando são cães de rua, eles têm algumas feridas e às vezes um tumor ou um verme." A veterinária esclareceu sobre os procedimentos realizados: "Os animais quando são resgatados, eles passam pelos tratamentos que precisam, seja ganhar peso, cuidar da doença do carrapato, de um tumor. E quando já estão saudáveis nós fazemos a castração, depois as vacinas e a vermifugação para poder disponibilizar para a adoção".

​  Filhotes sob cuidado da clinica veterinária. Foto: Lucas Azevedo.  ​
​  Filhotes sob cuidado da clinica veterinária. Foto: Lucas Azevedo.  ​

Porém, o animal também precisa se acostumar a conviver com humanos, já que em grande parte das vezes, eles chegam nos lares temporários com experiências emocionais fortes e que precisam ser tratadas. Segundo o adestrador de cães Marcos Melo o animal sofre com “traumas, alguns têm medo de pessoas, barulho de moto, de caminhão, de bombas e até de outros cães, o que dificulta a aproximação dos cuidadores”. Bruno contou sobre os procedimentos de adaptação feitos pela ONG Cão Sem Dono com cães vítimas de maus tratos: “Quando o animal passa por maus tratos, ele tem medo do humano, aí o que nós fazemos? Entramos no canil mas não vamos atrás do animal, eu sento aqui, de costas, coloco um petisco no chão e fico aqui, deixo ele se aproximar de mim, deixo o animal pegar confiança, não tento forçar ele a ficar perto de mim”.

Cães vitimas de maus tratos com medo dos humanos. Foto: Lucas Azevedo
Jujuba (esquerda) e Galdino (direita), cães vitimas de maus tratos com medo dos humanos. Foto: Lucas Azevedo

Em alguns casos os animais são adotados antes mesmo de chegar às organizações, como o caso de Preta, uma gatinha adotada ainda filhote por Ester Lessa: “Eu adotei ela com uns dois meses mais ou menos, meu irmão ficou sabendo porque um amigo dele repostou um post de uma outra menina, aí ele viu e pegou ela.” Ester acredita que Preta não sofreu maus tratos antes da adoção por ser uma gata muito dócil: “ela gosta de brincar, gosta de carinho, ela não arranha na maldade se arranha ela tá brincando”.

Preta. Acervo pessoal: Ester Lessa.
Preta. Acervo pessoal: Ester Lessa.

Um caso diferente é o de Mike, adotado por Laís Bonfim com 3 meses de vida e que, apesar de não ter nascido na rua, teve dificuldades no processo de adaptação à nova família: “Foi bem difícil, ele chorava a noite e tinha muito medo”. Laís relata sobre o comportamento dele ser reflexo dos maus tratos sofridos pela mãe enquanto estava na rua: "Ele nasceu na ONG, não foi resgatado. Mas a veterinária disse que ele pegava os traumas da mãe, então ele era realmente muito medroso”. Outro comportamento comentado por Laís é o medo de barulho, homens e de crianças que, para ela, foram adquiridos em outros lares que o cão passou: “toda vez que ele vê uma criança fica muito agitado, começa a se esconder e homens também, principalmente, gente alta”.

Mike era o maior dos filhotes e foi o último da ninhada a ser adotado. Acervo pessoal: Laís Bonfim.
Mike era o maior dos filhotes e foi o último da ninhada a ser adotado. Acervo pessoal: Laís Bonfim.

Nem todo processo de adoção é igual, Bruno dos Anjos explica como são avaliados os possíveis tutores na ONG Cão Sem Dono para que o bem estar do animal seja mantido: ”Não adotamos para qualquer um, não é só chegar e querer o animal, nós conduzimos uma entrevista com o interessado, para saber se ele tem condição de cuidar do animal, se tem a responsabilidade, se vai conseguir realmente cuidar do bicho”.

Bruno finaliza ao dizer como as pessoas podem ajudar os grupos de resgate: "Hoje a parte mais importante para nós é a divulgação, claro que a parte financeira é importante, até porque temos que comprar ração e pagar as contas. Também é muito importante termos pessoas voluntárias para ajudar com os trabalhos. Mas o mais importante de tudo é a divulgação do nosso projeto, é levar os animais em estações do metrô (existe uma parceria entre a ONG e o metrô de São Paulo que os permite realizar feiras de adoção nas estações), em faculdades, postagens em redes sociais, porque aí nós conseguimos levar nossos animais para as pessoas conhecerem. Nós precisamos que eles sejam adotados para poder resgatar novos animais".

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Informalidade na venda de alimentação é a saída possível para fazer frente à inflação
por
Gustavo Zarza
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15/06/2022 - 12h

 

Por Gustavo Zarza

Depois de acordar cedo e trabalhar o dia inteiro, você ainda tem que ir à faculdade, o que te faz pensar duas vezes se vai ou não, mas acaba indo. Chegando no prédio você vê tantas pessoas vendendo comida que te dá fome e você decide comprar algo. Observa uma senhora muito simpática, que chama cada um dos seus clientes de amor, vê que ela vende maravilhosos brownies e compra um. Quando você prova é maravilhoso. Aquele pequeno bolinho, molhadinho por dentro e sequinho por fora faz o teu dia e mata sua fome. 

Provavelmente muitas pessoas já tiveram experiências como essas, talvez não só com brownies, mas com um pastel, um churrasquinho ou uma pamonha. Há sempre aquele vendedor que sabe fazer do melhor jeito e do jeito que você gosta. O que não se sabe, às vezes, é que esses vendedores têm uma história por trás, tem uma vida e um preparo para que você possa ter um pequeno momento de alegria. 

Vera, de 70 anos, é viúva e vende brownies na frente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ela é muito conhecida pelos estudantes que estão ali, chama todos de amor e sempre os agradece, mesmo aos que se recusam a comprar seus brownies. "É para completar a renda" disse Vera, ao ser questionada sobre porque vende os bolinhos. Disse ter passado por muitos apertos, nunca lhe faltou nada, mas teve que economizar muita coisa. Ela, que ainda tem a ajuda da pensão do marido, acorda todos os dias às sete horas da manhã, vai à universidade às nove, para vender sua produção, volta para casa a uma, prepara mais alguns, retorna para a universidade e fica lá até às nove horas da noite, fazendo isso todos os dias, com a intenção de ajudar na renda dela e de sua filha. Ela trabalhou por muito tempo no ramo de alimentação. Já teve um buffet e morou seis anos na Inglaterra preparando e vendendo almoço. Agora, por questões financeiras voltou a trabalhar neste ramo. 

Essa é uma das histórias de vidas de várias pessoas que se encontram vendendo algo ou prestando algum serviço. Muitos precisam fazer algo a mais para completar a sua renda, muito por conta do problema econômico que ocorre no Brasil. Segundo um levantamento da consultoria IDados feita no segundo trimestre de 2021, havia 48,7% da população ocupada  na  informalidade. Isso significa que o Brasil hoje tem mais de 42,7 milhões de trabalhadores informais. Mesmo sem a crise, o trabalho de ambulante é uma opção de muitos, já que não há um patrão e o vendedor controla o seu próprio negócio. Por isso é uma boa saída para quem busca um empreendimento lucrativo e seguro. E para isso é preciso investir.

Célio vende mini pizzas na frente da PUC-SP faz 20 anos e vive somente disso. Quando era motoboy fez uma entrega próximo da universidade. Ao ver o tanto de gente por ali, percebeu que havia uma grande oportunidade. Ele comprou uma máquina de fazer pizzas e começou o seu próprio negócio. Ao passar dos anos seu negócio foi crescendo, os alunos gostando e ele ficou, sempre melhorando e se reinventando. A pandemia também chegou a afetar o seu empreendimento. "Muitos dos alunos que eram meus clientes se formaram e não estão mais aqui, outros são novos, tenho que reconquistar os clientes", disse Célio. 

Esses vendedores são muito bons em ganhar os seus clientes, seja pela qualidade do seu produto ou por sua simpatia. Aqueles que de vez em quando querem comer algo sempre pensam em comprar com aquela pessoa que faz muito bem e vende muito bem, até mesmo porque, há uma história de vida que acompanha o produto em cada venda.

 

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Bolsonaro ataca Fachin, Rússia anuncia corredor humanitário em Severodonetsk, BTS anuncia pausa da banda e mais
por
José dos Santos
Letícia Coimbra
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14/06/2022 - 12h

Política

Bolsonaro diz que eleição é tema de segurança nacional e ataca o ministro Edson Fachin, presidente do TSE. 

 

Mais ataques 

Nesta terça-feira (14), durante a cerimônia de abertura do 5º Fórum de Investimentos Brasil, o BIF, em São Paulo (SP), o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez referência à fala do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, sobre políticos que disseminarem fake news terem seus mandatos cassados em tom de ironia. 

“Por que quem duvidar do sistema eletrônico vai ter registro cassado e ser preso? Sou obrigado a confiar? Eu posso apresentar falhas? Posso dizer, como foi em 2014, que no meu entendimento técnico o Aécio ganhou? E eu, com documentação que tenho do próprio TSE, falar que ganhei no 1º turno? Não posso falar isso? Vão cassar o meu registro?”, disse.

Além disso, o presidente teceu elogios ao ofício enviado pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, na última sexta ao TSE, no qual o remetente afirma que as Forças Armadas não se sentem prestigiadas pela instituição. 

“Uma nota do ministro da Defesa —são 23 itens e vale a pena ler — termina dizendo que é temerário concluirmos um processo eleitoral sob o manto da desconfiança. As eleições são questões de segurança nacional”, disparou.

Ainda durante o discurso, o chefe do Executivo criticou os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso e sugeriu mais uma vez que pode descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal.

 

Economia

Setor de serviços cresce pelo segundo mês seguido.

 

Crescimento

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços apresentou um crescimento de 0,2% no mês de abril em comparação com março, sendo a segunda alta consecutiva. 

Apesar disso, a porcentagem é menor do que o esperado segundo uma pesquisa feita pela agência Reuters, que previa um ganho de 0,4%.

Em relação a abril de 2021, a alta foi de 9,4%. Comparando com o patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, os serviços estão 7,2% acima do nível apresentado na época.

O aumento no setor de serviços de março para abril foi impulsionado pela alta nas atividades de informação e comunicação (0,7%) e serviços prestados a famílias,(1,9%). 

Em contrapartida, o baixo índice foi influenciado pela queda no transporte (-1,7%); profissionais, administrativos e complementares (-0,6%) e outros serviços (-1,6%).

 

Internacional

Guerra na Ucrânia: Rússia anuncia corredor humanitário e oferta de rendição para a Ucrânia no Donbass; Papa Francisco critica Rússia, mas diz que Guerra poderia ter sido provocada; agência da UE afirma que o conflito pode agravar problema das drogas.

 

Corredor humanitário  

O Ministério de Defesa russo anunciou que irá abrir um corredor humanitário na cidade de Severodonetsk, cidade que está sendo o centro de conflitos entre tropas russas e ucranianas há semanas, além disso, afirmou que irá ofertar às tropas ucranianas uma rendição para esta quarta-feira. Isso ocorreu depois das tropas russas conseguirem destruir a última ponte que liga a região de Donbass a Kiev, assim conseguindo vencer as tropas da resistência ucraniana, é estimado que ainda há 10 mil refugiados presos na cidade ainda.

 

Críticas

O jornal jesuíta La Civiltà Cattolica publicou nesta terça declarações feitas pelo Papa Francisco no mês passado. O Papa condenou a crueldade e ferocidade das tropas russas contra a Ucrânia, mas afirma também que a guerra foi “provocada”. Francisco relatou à revista, ter se encontrado, meses antes do inicio do conflito, com um chefe de Estado – sem revelar o nome – que teria afirmado que a OTAN estava “latindo nos portões da Rússia" e incentivando-a a revidar, com a insistência no convite ao ingresso da Ucrânia no bloco  

 

Drogas

O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) afirma, em seu relatório anual, que a guerra na Ucrânia contribui com a incerteza quanto à situação das drogas no continente. Segundo o órgão, os refugiados, ex-dependentes ou em processo de largar o vício, terão que ser atendidos de uma forma que consigam continuar o tratamento, o relatório diz também que a fuga de uma situação de guerra pode levar essas pessoas a abusarem de substâncias, além de causar mudanças na rota do tráfico.  

 

Saúde

Atualização dos dados da pandemia. 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 44.441 novos casos de COVID-19, e 174 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 144. No total, o país acumula 31.541.479 casos confirmados, e 668.354 óbitos por COVID-19. 

 

Cultura

Banda BTS anuncia pausa após 9 anos de carreira.

 

Solo

A banda sul-coreana BTS anunciou nesta terça-feira (14) que o grupo fará uma pausa na carreira para os membros trabalharem individualmente em suas respectivas carreiras. A novidade foi contada durante a transmissão ao vivo de um jantar comemorativo dos nove anos da boyband, na mesma semana em que houve o lançamento da coletânea que rememora todos esses anos de carreira.

Segundo o líder do grupo, RM, apesar do compartilhado entre eles, cada um precisa crescer individualmente e que esse período de hiato será utilizado para pensarem em novas direções do BTS e dos próprios integrantes.

De acordo com os integrantes, essa é uma difícil decisão principalmente pela possível decepção causada nos fãs. Ao contrário, a reação dos admiradores nas redes sociais foi de apoio e carinho ao grupo.

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Mulher de Dom Phillips diz que PF disse ter encontrados os corpos, Michelle Bachelet, alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, relata preocupação com ameaças a ambientalistas e indígenas no Brasil, Terceiro caso de varíola dos macacos no país e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
Vitor Simas
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13/06/2022 - 12h

 

Política

Fachin defende diálogo entre TSE e Forças Armadas. 

 

Ministro Luiz Edson Fachin, presidente do TSE - Foto: Reprodução/TV Justiça
Ministro Luiz Edson Fachin, presidente do TSE - Foto: Reprodução/TV Justiça

 

“Em prol do fortalecimento da democracia brasileira”

Nesta segunda-feira (13) o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, enviou um ofício ao Ministério da Defesa. No documento, o magistrado defendeu o diálogo com as Forças Armadas e disse ter “elevada consideração” pela organização. Fachin reforçou informações sobre processos de fiscalização e auditoria das urnas eletrônicas, que foram alvos de críticas do ministério. 

"Renovo [...] os nossos respeitosos cumprimentos a vossa excelência [ministro da Defesa], igualmente expressando nossa elevada consideração às Forças Armadas e a todas as instituições do estado democrático de direito no Brasil", afirmou Fachin no ofício.

Na última sexta-feira (10), o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira enviou um ofício ao ministro Fachin a respeito das sugestões feitas pelas Forças Armadas ao processo eleitoral, afirmando que a organização não se sente devidamente prestigiada pelo TSE. 

No ofício, Fachin agradeceu as contribuições que as Forças Armadas tiveram e destacou que o processo eleitoral brasileiro conta com participação de vários atores políticos nas fases de auditoria e afirmou que entidades poderão fiscalizar o sistema eletrônico no pleito deste ano.

 

Meio Ambiente

Segundo a mulher de Dom Phillips, foram encontrados os corpos do jornalista e do indigenista Bruno Pereira; autoridades ainda não confirmam. Bolsonaro diz que indícios "levam a crer que fizeram alguma maldade" com Dom e Bruno. 

Indigenista Bruno Pereira, à esquerda, e jornalista inglês Dom Phillips, à direita, estão desaparecidos desde o dia 5 - Foto: Reprodução
Indigenista Bruno Pereira, à esquerda, e jornalista inglês Dom Phillips, à direita, estão desaparecidos desde o dia 5 - Foto: Reprodução

 

 

Nada confirmado

Na manhã desta segunda-feira (13) a mulher do jornalista britânico Dom Phillips, Alessandra Sampaio, disse ter sido informada de que os corpos de seu marido e do indigenista Bruno Pereira, que estão desaparecidos há mais de uma semana na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, haviam sido encontrados.

Segundo Alessandra, a Polícia Federal telefonou informando a localização de dois corpos, afirmando ainda a necessidade de serem periciados para a confirmação da identidade.

Em nota, a PF informou a Agência Maurício Tragtenberg que não procede as informações divulgadas pela imprensa de que os corpos foram encontrados. A instituição afirmou que foram encontrados materiais biológicos que serão periciados e que, assim que for encontrado os corpos, a família e a imprensa serão comunicados.

No final de semana, o Comitê de crise, coordenado pela PF do Amazonas, disse que foram percorridos 25 quilômetros pela selva em trilhas existentes na região, áreas de igapós, e furos do Rio Itaquaí. Nessas buscas foram encontrados objetos pessoais dos desaparecidos, sendo um cartão de saúde e roupas pertencentes ao indigenista, e botas, roupas e uma mochila com roupas de Dom. De acordo com as autoridades, os objetos estavam próximos da casa de Amarildo Costa de Oliveira, suspeito de envolvimento no desaparecimento.

 

“Vai ser muito difícil encontrá-los com vida”

Nesta segunda-feira (13) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “indícios levam a crer que fizeram alguma maldade” com o jornalista inglês Tom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, que desapareceram há mais de uma semana na Terra Inidígena Vale do Javari, no Amazonas. A declaração foi feita em entrevista à rádio CBN de Recife (PE).

O presidente afirmou ainda acreditar ser difícil encontrá-los com vida devido ao tempo passado. "Já temos hoje oito dias, indo para o nono dia que isso tudo aconteceu, vai ser muito difícil encontrá-los com vida… Foram encontradas vísceras humanas, que já estão aqui em Brasília para fazer o [exame de] DNA”, disse o presidente. “Eu peço a Deus que isso aconteça, que os encontremos com vida, mas os informes, os indícios levam para o contrário no momento”.

Durante a entrevista, Bolsonaro seguiu com o que havia dito na Cúpula das Américas, alegando que o governo federal reagiu imediatamente após o desaparecimento, mas diversas entidades locais discordam e afirmam que, na verdade, houve demora nas buscas. Na sexta-feira (10) a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) apresentou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) relatando que o governo não estava fazendo o suficiente para localizar os desaparecidos.

 

 

Internacional

Michelle Bachelet, alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, relata preocupação com ameaças a ambientalistas e indígenas no Brasil. Guerra da Ucrânia: Russos expulsam tropas ucranianas da região de Severodonetsk. 

Foto: Reprodução/ ONU
Foto: Reprodução/ ONU

"Alarmada"

 

Durante a abertura do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, nesta segunda-feira (13),  a Alta Comissária de Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse estar preocupada com as ameaças constantes a ambientalistas e indígenas no Brasil.

"No Brasil, estou alarmada por ameaças contra defensores dos Direitos Humanos e ambientais e contra indígenas, incluindo a contaminação pela exposição ao minério ilegal de ouro", declarou Bachelet. "Peço às autoridades que garantam o respeito aos direitos fundamentais e instituições independentes".

Bachelet também falou sobre ameaças de ataques a legisladores e candidatos que participarão das eleições do Brasil, particularmente negros, mulheres e membros da comunidade LGBTQIA+. Também chamou atenção para "casos recentes de violência policial e racismo estrutural" no Brasil. 

 

Guerra da Ucrânia

O exército da Ucrânia revelou nesta segunda-feira (13) que as tropas russas expulsaram soldados ucranianos do centro de Severodonetsk, cidade estratégica do leste da Ucrânia e cenário de combates há várias semanas.

"Com o apoio da artilharia, o inimigo executou um ataque a Severodonetsk, com um triunfo parcial e expulsou nossas unidades do centro da cidade. Os combates continuam", informou o exército em um comunicado no Facebook.

 

 

Saúde

Atualização dos dados da pandemia. Brasil tem terceiro caso de varíola dos macacos. 

Foto: iStock
Foto: iStock

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 40.173 novos casos de COVID-19, e 70 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 163. No total, o país acumula 31.479.038 casos confirmados, e 668.180 óbitos por COVID-19. 

 

Terceiro caso 

Mais um caso de varíola foi confirmado no Brasil, o diagnóstico foi notificado na noite do domingo (12), pelo Instituto Adolf Lutz de São Paulo. Trata-se de um paciente residente em Porto Alegre, do sexo masculino, 51 anos, que viajou para Portugal, com retorno ao Brasil no dia 10 deste mês.

“O paciente está em isolamento domiciliar, junto com os seus contatos, apresenta quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado pelas secretarias de Saúde do estado e do município”, diz nota do Ministério da Saúde.

Até o momento, o Brasil registra três casos confirmados, sendo dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul. Estão em investigação seis casos suspeitos. Todos seguem isolados e em monitoramento.

 

Esportes

Brasileirão: Rodada é movimentada para times que disputam o G-6. NBA: Celtics e Warriors disputam o jogo 5.

Foto: Cesar Greco/Divulgação
O Palmeiras venceu o Coritiba por 2 a 0 neste sábado, garantindo a liderança - Foto: Cesar Greco/Divulgação

Brasileirão 

Para fechar a 11ª rodada do Campeonato Brasileiro série A, nesta segunda-feira (13), às 20h, o Botafogo joga contra o Avaí no estádio Nilton Santos. Ambas as equipes tentam se recuperar dos resultados ruins obtidos recentemente. Na última rodada, o Botafogo foi goleado por 4 a 0 pelo Palmeiras, enquanto o Avaí perdeu para o Atlético-GO por 2 a 1. 

Por falar no Palmeiras, a equipe alviverde recuperou a ponta da tabela ao vencer o Coritiba por 2 a 0, no Couto Pereira. No sábado (11), o Corinthians havia vencido o Juventude, na Arena NeoQuimica, por 2 a 0 e assumido a liderança, com a vitória do rival Palmeiras, a equipe caiu para a segunda colocação. 

Quem também venceu e se recuperou nesta rodada foi o São Paulo, com um placar magro de 1 a 0 contra o América-MG, no Morumbi. O Atlético-MG até saiu na frente, mas viu o Santos, com um jogador a menos, empatar, deixando o jogo em 1 a 1, no Mineirão. No Maracanã, o Fluminense foi surpreendido pelo Atlético-GO e perdeu por 2 a 0.

Jogando fora de casa, o RB Bragantino ficou no 1 a 1 contra o Cuiabá. No Beira-Rio, o Internacional venceu o Flamengo por 3 a 1, na estreia de Dorival Júnior sob o comando da equipe carioca. Jogando em casa, na Serrinha, o Goiás empatou em 1 a 1 contra o Ceará. No Castelão, o Fortaleza empatou sem gols com o Athletico-PR. 

Com os resultados, o Palmeiras segue em 1° com 22 pontos, o Corinthians é o 2° com 21, seguido pelo São Paulo em 3° com 18 pontos, o Internacional é o 4° também com 18 pontos. Fechando o G-6 estão Athletico-PR em 5° e Atlético-MG em 6°, ambos com 17 pontos. Na outra ponta da tabela, o Cuiabá abre a zona de rebaixamento na 17ª posição com 12 pontos, o Avaí é o 18° com 11 pontos, logo atrás vem o Juventude em 19° com 10 pontos e na lanterninha do campeonato está o Fortaleza com 7 pontos.


 

Finais da NBA 

As finais da NBA, liga de basquete americana, estão de volta a São Francisco, casa do Golden State Warriors. Depois de dois jogos em Boston, com uma vitória para cada lado, as finais voltam a ter mando dos Warriors no jogo 5, nesta segunda-feira (13), em partida prevista para às 22h (horário de Brasília).

A série melhor de 7 jogos está empatada em 2 a 2, com direito a virada emocionante do Golden State no último quarto do jogo 4. Quem vencer a partida desta segunda-feira (13) terá a chance de se sagrar campeão já no próximo jogo, marcado para a quinta-feira (16), no TD Garden, casa do Boston Celtics. É emoção até o fim na NBA! 







 

 

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