Nesta reta final da campanha, o candidato do PT aposta em estratégias para reverter desvantagem nas pesquisas
por
Sophia Aquino
Isabella Damião
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30/09/2026 - 12h

Nesta segunda-feira (21), a emissora Record organizou um debate entre os candidatos ao Governo de São Paulo e Fernando Haddad foi o único presente. Com a ausência do atual governador, o evento virou uma sabatina de 30 minutos mediada pelo jornalista Reinaldo Gottino. Para o candidato, a decisão de Tarcísio é um desrespeito com o eleitor: “Seria importante respeitar o eleitor nesse momento e oferecer a ele a condição de confrontar”, destacou. 

No início da entrevista, Haddad afirmou que sua primeira ação como governador será rever contratos deixados por seu adversário do Republicanos, principalmente aqueles que dizem respeito às privatizações. 

Ao ser questionado sobre a presença do crime organizado em São Paulo e o aumento dos crimes de rua, como o furto de celulares, o candidato propôs a aplicação de uma inteligência artificial para o registro on-line e automático de boletins de ocorrência. “Nós estamos na época do telefone fixo em São Paulo. Não nos atualizamos, não nos modernizamos. Eu quero fazer o B.O. por Zap. Você vai fazer o B.O. da forma mais simplificada e em tempo real", afirmou. 

Sobre os projetos de expansão das malhas metroviárias, Haddad colocou que não tem intenção de utilizar o recurso de privatização nem com linhas novas, nem com antigas. O candidato considera como principal estratégia colocar os interesses do usuário à frente dos interesses privados. “A Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público e pouca vontade de entregar o que prometeu antes da privatização”, acrescentou. 

Fernando Haddad também reiterou seu projeto do refinanciamento da dívida pública das Santas Casas de São Paulo e da renegociação da dívida do Estado com o Governo Federal. O candidato também mencionou planos para uma reindustrialização do Estado e a criação de um banco similar ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). 

Para o agronegócio, Haddad prometeu a disponibilização de um seguro frente às mudanças climáticas. O candidato ainda mencionou um maior direcionamento de alimentos para o mercado interno, como método de ajustar a inflação. Por último, sobre as penitenciárias paulistas, o candidato afirmou continuar a criação de mais presídios, começada no governo atual, além de aplicar uma tecnologia maior nas celas. 

Levantamento da Quaest 

Na pesquisa Quaest, divulgada no dia 23 de setembro, Fernando Haddad manteve na segunda colocação na disputa pelo governo do Estado de São Paulo, registrando os mesmos 27% de intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno obtido no levantamento anterior. 

Na modalidade espontânea, o candidato avançou três pontos percentuais e alcançou 13% da preferência dos eleitores. Já em uma simulação de segundo turno contra Tarcísio de Freitas, Haddad oscilou um ponto para baixo dentro da margem de erro, somando 30%. 

Fernando Haddad em plenária de mobilização no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no dia 22 de setembro.
Fernando Haddad em plenária de mobilização no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no dia 22 de setembro. Foto: Diogo Zacarias/Flickr 

Semana de articulação política e produção de conteúdo

Na terça-feira (22), Fernando Haddad cumpriu agenda no Sindicato dos Metalúrgicos, no ABC paulista, onde deu mais destaque aos planos de reindustrialização do estado. Na quarta-feira (23), Haddad dedicou a manhã para realizar gravações de campanha acompanhado de candidatos aliados e, à noite, concedeu entrevista ao Flow Podcast. 

Por fim, na quinta-feira (24), suas atividades contaram com novas gravações de material eleitoral e tiveram como ponto alto a sua participação na sabatina promovida pelo portal Metrópoles.

Candidato planeja manifestações, após a decisão da emissora
por
Isabelle Rodrigues
João Caligari
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28/09/2026 - 12h

O futuro é glorioso?

Na última semana, o candidato Renan Santos (Missão), investiu no que sua campanha chamou de 'Futuro Glorioso tour', por cidades entre o sul e o sudeste do país. Em seus discursos, o presidenciável apresentou suas propostas e reforçou críticas aos favoritos da eleição, Lula e Flávio Bolsonaro

Renan Santos e sua equipe percorrem o Brasil em um ônibus amarelo durante a “Futuro Glorioso Tour”Foto/Reprodução instagram Renan Santos
Renan Santos e equipe viajam em um ônibus amarelo durante a “Futuro Glorioso Tour”. Foto: Reprodução/Instagram/@renansantosmbl

Em seu discurso, Renan deu destaque ao reajuste de 15% apresentado por Lula para o programa Bolsa Família. O candidato acionou o STF alegando a ilegitimidade do aumento. Segundo ele, a medida estaria sendo usada para desbalancear e comprometer o processo democrático das eleições. O caso foi repassado para o Ministro André Mendonça que rejeitou a ação. 

O candidato também apresentou seu novo plano de governo, agora com 51 páginas. Entre as propostas, Renan cita a substituição do Bolsa Família pela “Frente Cidadã”, programa social e de emprego apresentado como uma forma de trabalho remunerado. O plano também propõe mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação, uma reforma da Previdência e medidas de ajuste fiscal que, segundo os cálculos apresentados pela campanha, poderiam gerar uma economia de R$1,1 trilhão até 2031.

No debate último debate dos presidenciáveis, nesta quinta-feira (1), porém, Renan Santos ficou de fora. A emissora convidou para o encontro apenas os candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) e diz que a decisão foi tomada de acordo com os critérios previstos na legislação eleitoral.

Renan como representante da Direita conservadora

Em sua participação na Sabatina do SBT, no dia 21 de setembro, Renan mais uma vez se posicionou contra a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro em um segundo turno. Ele se autodeclarou como uma opção também conservadora, porém diferente. Renan critica desde o início da campanha a abordagem do movimento bolsonarista e da aproximação de Flávio com setores da política americana e afirmou ver risco de interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras, em entrevista ao Jornal da Record.

Candidata ao Senado promete combate à corrupção e recebe Colar do Mérito Acadêmico da PUC-SP há poucos dias da eleição
por
Carolina Machado
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30/09/2026 - 12h

Na segunda-feira (21), Simone Tebet (PSB) participou do debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo, promovido pela Folha de S. Paulo e pelo UOL. O encontro reuniu também Marina Silva (Rede), André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo). Entre os principais assuntos discutidos estiveram segurança pública, violência contra as mulheres, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e relações de trabalho, como o fim da escala 6x1.

André do Prado, Ricardo Salles, Marina Silva, Simone Tebet e Guilherme Derrite em debate promovido pela Folha de S. Paulo e pelo UOL. Foto: Instagram/Reprodução UOL
Principais candidatos ao Senado, em debate promovido pela Folha de S. Paulo e UOL. Foto: Divulgação/ Canal do Youtube do UOL

Durante o debate, Tebet criticou a forma como candidatos homens questionaram a trajetória e as posições dela e de Marina SIlva. Ao responder a uma pergunta de Derrite sobre uma ação apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), atual sigla da candidata, em 2019, ao STF, afirmou: “Nenhum partido fala por mim. E nenhum homem fala por mim. Essa régua infantil da polarização não me pertence”. A candidata apontou possível violência política de gênero contra as duas e contestou rótulos como os de “forasteiras”, por não terem nascido em São Paulo.

No mesmo debate, ao rebater críticas de Guilherme Derrite, Tebet questionou a atuação do candidato quando esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ela citou problemas na segurança do estado, com foco na violência policial e nos índices de feminicídio, além de cobrar esclarecimentos sobre as relações entre integrantes do Partido Progressista (PP), sigla de Derrite, e o caso do Banco Master. “Você, do Partido Progressista, que lá atrás foi o maior beneficiário do mensalão, do petrolão, que nunca disse que não existiu. E agora, o presidente do seu partido está envolvido até a tampa com o Banco Master”, provocou a candidata.

Na terça-feira (22), Tebet esteve no Canal Estado SP, em que apresentou propostas sobre economia, saúde e reformas no Poder Judiciário. Durante a sabatina, afirmou que, caso seja eleita, pretende cumprir integralmente os oito anos de mandato no Senado e descartou deixar o cargo para assumir um ministério.

Ainda na terça-feira, a candidata foi ao Sindicato dos Comerciários de São Paulo, para participar do podcast da entidade. Na entrevista, conduzida pelo presidente do sindicato, Ricardo Patah, abordou o cenário político brasileiro, as eleições e suas propostas para um eventual mandato. Entre os temas discutidos esteve o fim da escala 6x1. “O fim dessa escala não quebra o Brasil”, defendeu a ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil.

No assunto, Tebet manifestou-se a favor de dois dias de descanso semanal, sem redução salarial, citando um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de fevereiro de 2026, sobre os possíveis efeitos econômicos da redução da jornada. O estudo apontou diferenças de impacto entre setores e destacou dificuldades que algumas pequenas empresas podem enfrentar na adaptação.

Na quarta-feira (23), Simone Tebet esteve presente na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) para receber o Colar de Mérito Acadêmico, concedido pela universidade em reconhecimento à trajetória acadêmica, docente e atuação na vida pública.

O evento contou com a participação do reitor da PUC-SP Vidal Serrano Nunes Júnior, da vice-reitora Clara Reis Longhi e de professores, estudantes e funcionários. “Estou muito feliz com essa medalha, ela só me inspira a continuar a cumprir minha missão com três atributos: caráter, amor e coragem”, afirmou a candidata em entrevista à TV PUC.

Tebet recebe o Colar de Mérito Acadêmico pelo reitor da PUC-SP, Vidal Serrano Nunes Júnior, e pela  vice-reitora, Clara Reis Longhi. Foto: Divulgação/Jornal da PUC-SP
Tebet recebe Colar de Mérito Acadêmico em cerimônia com reitor e vice-reitora da PUC-SP. Foto: Divulgação/Jornal da PUC-SP

Na quinta-feira (24), Tebet participou do RivoTalks, podcast com um quadro de sabatinas com candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo promovida pelo RivoNews, da GZH. Na entrevista, a candidata falou sobre corrupção e afirmou que o combate às irregularidades não deveria ser associado a um lado político específico. “De novo, corrupção não tem lado. Ela é de esquerda, ela é de direita, ela é de centro, e tem que ser combatida”, afirmou a ex-ministra.

Na sexta-feira (25), Tebet participou do debate do G1 entre candidatos ao Senado por São Paulo, junto de Marina Silva, Soninha Francine e Geraldo Rufino. André do Prado e Guilherme Derrite anunciaram ausência antes do início da transmissão, realizada da redação da TV Globo, em São Paulo.

As candidatas e o candidato falaram sobre crime organizado, relação entre os poderes, emendas parlamentares e educação. Por fim, Tebet reforçou parceria com a chapa de reeleição do presidente Lula e a importância da eleição que se aproxima:  “Pela democracia, pela soberania, pelo avanço nos direitos sociais e contra qualquer crime organizado que queira chegar perto de Brasília ou dos três poderes.”, declarou Tebet.

Candidato amplia agenda de viagens, debates e encontros com eleitores nos últimos dias antes da eleição
por
Malu Malaquias
Vitória Teles
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29/09/2026 - 12h

A agenda de compromissos de Augusto Cury (Avante), iniciou-se no sábado (19), com uma visita à Ceagesp, em São Paulo. O candidato esteve na Ceagesp, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, onde conversou com comerciantes, produtores e trabalhadores sobre abastecimento, agronegócio e economia.

Ainda no sábado, o candidato participou de uma sabatina ao vivo no Jornal da Record, na qual apresentou suas propostas de governo e respondeu perguntas sobre economia, segurança pública, saúde e educação. Cury fez críticas ao governo Lula, e afirmou que seu objetivo é derrotar "Lula da Silva” politicamente.

O candidato questionou o reajuste do Bolsa Família de 15,04% anunciado pelo atual governo, que será implementado em outubro de 2026, argumentando que o aumento deveria ter sido maior e concedido antes do período eleitoral. "O Lula da Silva deveria ter feito isso no início do ano e não a 17 dias da eleição, indicando que está usando a dor das pessoas, dos vulneráveis, como pauta para ganhar o cargo de presidente” , afirma.

No domingo (20), o candidato do Avante cumpriu dois compromissos de campanha. Pela manhã, participou de uma caminhada no Novo Mercado Municipal de Ribeirão Preto, em São Paulo, onde conversou com eleitores e comerciantes. À noite, participou de um evento chamado "Homens Posicionados”, na Primeira Igreja Batista de Marília (SP).

Na segunda-feira (21), o candidato concentrou sua agenda em São Paulo, com atividades voltadas à comunicação digital. Durante a manhã, Cury participou de um encontro com jovens influenciadores digitais em seu comitê de campanha, no bairro do Itaim Bibi. Durante o evento, conversou com criadores de conteúdo, respondeu a perguntas e apresentou propostas de seu plano de governo. À noite, Augusto participou de um debate presidencial promovido pelo Flow Podcast. O evento reuniu candidatos à Presidência para discutir propostas e temas da campanha eleitoral.

No debate, o presidenciável defendeu propostas para segurança pública e economia, além de criticar a polarização política e voltar a cobrar mudanças no funcionamento do STF. O candidato também afirmou que pretende governar para todos os brasileiros, independentemente do posicionamento ideológico. Questionado sobre quem apoiaria em um possível segundo turno, Cury respondeu: "Eu não vou apoiar nem Lula da Silva, nem Flávio Bolsonaro."

Na terça-feira (22), a campanha de Augusto Cury manteve a preparação para a série de agendas previstas fora do eixo Sudeste. A mobilização antecedeu a viagem do candidato para Mato Grosso, que marcou o início de uma sequência de eventos eleitorais no Centro-Oeste e na região Norte.

Augusto Cury em campanha, em Manaus. Foto: Reprodução/ Instagram/ @davialmeidaam
Augusto Cury em campanha, em Manaus. Foto: Reprodução/ Instagram/ @davialmeidaam

No dia 23, quarta-feira, o candidato do Avante desembarcou em Cuiabá para uma agenda voltada ao diálogo com militares, lideranças partidárias e imprensa local. A programação incluiu carreata e visitas à Casa Cury, comitê da campanha instalado na capital.

Na quinta-feira (24), Cury cumpriu uma “maratona eleitoral” por diferentes regiões do país. Após participar, em Belo Horizonte, do velório do empresário Bruno Avelar, o candidato retornou a Cuiabá, onde concedeu entrevistas à imprensa regional, reforçando pautas ligadas ao agronegócio e ao crédito para produtores rurais.

A agenda prosseguiu em Porto Velho, com outra carreata e apresentação de propostas para a Amazônia Legal, região que reúne parte da Amazônia brasileira e áreas de expansão agropecuária do Centro Oeste. Entre as propostas apresentadas estavam a verticalização da produção agrícola e a ampliação da telemedicina.

O dia foi encerrado em Manaus, onde Augusto Cury participou, à noite, de um encontro com lideranças e apoiadores do Avante. Durante discurso na sede estadual do partido, o presidenciável criticou a polarização política e defendeu a adoção de mandatos de oito anos para ministros do STF. Também apresentou propostas voltadas à Amazônia, incluindo o uso de tecnologia para combater o desmatamento e melhorias na infraestrutura da BR-319. O evento contou com a presença de David Almeida, candidato do partido ao governo do Amazonas.

Presidente também tratou de economia, educação e segurança pública durante campanha entre 9 e 17 de setembro
por
Anna Cândida
Beatriz Barbosa
Lara Manasseh
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29/09/2026 - 12h

‘O Brasil pronto pra mais’ em Teresina

Na quarta-feira, 9 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu agenda em Teresina, Piauí. O candidato à reeleição acompanhou obras de mobilidade urbana e visitou o Centro Estadual de Tempo Integral Professora Júlia Nunes Alves. No evento, o candidato conheceu as instalações da unidade de ensino e projetos desenvolvidos nas áreas de inteligência artificial (IA), tecnologia e formação profissional.

Ainda no mesmo dia, o presidente visitou as obras de revitalização e modernização do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), na estação Boa Esperança. Lula foi acompanhado do governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), e dos ministros Vladimir Lima, de Cidades, e Miriam Belchior, da Casa Civil. As obras iniciaram no primeiro trimestre de 2024, com o objetivo de transformar o ramal ferroviário simples em um sistema de transporte rápido, confortável e de alta capacidade. 

No final do dia, Lula participou de um comício na Arena Carhoo em Teresina. O evento contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e dos candidatos ao Senado pelo Piauí, Marcelo Castro (MDB) e Júlio Cesar (PSD).

 

Entrevista no SBT

lula em sabatina
Entrevista ao SBT Brasil Interview, nos Estúdios do SBT, em São Paulo (SP). Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Na quinta-feira, 10, o candidato à reeleição concedeu uma entrevista exclusiva ao SBT, em São Paulo. Lula foi abordado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF); ele defendeu a quebra de sigilo total nas investigações do Banco Master e do INSS. Declarou que todos deveriam ser investigados e elogiou a postura do ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, ao tentar colocar “ordem na casa”. 

Na entrevista, o presidente confirmou ter recebido o banqueiro Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, no final de 2024, mas ressaltou que o alertou de que a instituição financeira passaria por uma investigação rigorosa. 

Lula também pontuou seu compromisso com a economia brasileira, reafirmando a redução do déficit herdado da gestão anterior, de 2,8% para 0,1% do PIB, e relembrou seu histórico de superávits primários.

Com o intuito de defender o investimento na educação, o candidato apresentou um comparativo financeiro na entrevista. Segundo dados apresentados pelo presidente, o custo de manter um preso em presídio de segurança máxima custa cerca de 40 mil/ano, enquanto a vaga de um estudante de engenharia em uma universidade federal custa 20 mil/ano.

Foram citadas também metas de expansão nas redes de institutos federais, a criação do Ministério da Segurança Pública e a aprovação da PEC da Segurança, medida que prevê, por exemplo, o combate direto a facções criminosas, e que aguarda aprovação no Senado Federal.

 

Encontro com aliados no Paraná

Lula seguiu para o Paraná no sábado, 12, para o evento “O Brasil Pronto Pra Mais”, que aconteceu na Boca Maldita, no centro da cidade de Curitiba. O ato reuniu as candidatas ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT), além do candidato a governador do Estado, Requião Filho (PDT). No encontro, o presidente destacou propostas educacionais e a intenção de retomar programas de intercâmbio estudantil para universidades do exterior. 

 

Reta final de campanha e novos objetivos 

diversos politicos em pé aprovando a lei
Sanção do PL nº 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), no Palácio do Planalto, Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/Flickr.

Lula reservou o domingo, 13, para fazer uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. Segundo o petista, a coordenação geral de sua campanha mobilizou mais de 1.200 atividades em todo o país. O candidato ressaltou a importância dos últimos 20 dias de campanha, período em que pretende combinar a presença direta nas ruas com a intensificação digital. 

Na transmissão, o candidato defendeu o fechamento das casas de apostas online, as bets, devido seus impactos negativos na sociedade. Lula também ressaltou seus projetos para a segurança pública e comentou indicadores econômicos. Ao comparar a inflação sobre alimentos no atual governo com o anterior, de Jair Bolsonaro (PL), destacou a queda de 42,57%, a qual, segundo ele, contribuiu para a recuperação do poder de compra do salário mínimo. 

 

Lula comenta a crise do STF em entrevista ao jornal da Record 

Ainda no dia 15, Lula concedeu sua segunda entrevista exclusiva à Record durante a campanha. O presidente voltou a defender a reforma do Judiciário e comentou a crise no STF. Ele alegou que ninguém deveria ser imune ao julgamento ou a investigações, e defendeu mudanças profundas no setor, sugerindo novos critérios de escolha do magistrado e regras estritas para evitar o enriquecimento no cargo e o conflito de interesses. 

Lula cobrou explicações do candidato Flávio Bolsonaro, que, segundo a Polícia Federal (PF), recebeu R$65 milhões do Banco Master. O candidato também comparou seu governo com a gestão anterior e chorou após comentar os riscos do Brasil adotar políticas econômicas semelhantes às da Argentina. 

O candidato comentou o endividamento da população que afeta cerca de 80% dos brasileiros e criticou a autonomia do Banco Central, defendendo que o presidente da República deveria ter como intervir na gestão econômica, com o intuito de incentivar o crescimento e a geração de empregos. 

Lula também citou as propostas previstas no seu plano de governo, como proteção à mulher, enfrentamento ao feminicídio, avanço no SUS, combate à evasão escolar, a soberania nacional e a defesa do processamento de terras raras e minérios críticos. 

 

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito 

diversos lideres políticos e religiosos com vestimentas formais ouvindo o presidente lula falar no microfone
Encontro com pastores dos EUA e com pastores brasileiros da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito,no Palácio do Planalto, Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Na quarta-feira, 16, Lula recebeu pastores evangélicos brasileiros, norte-americanos e cubanos no Palácio do Planalto. O evento foi organizado pela Frente Evangélica pelo Estado de Direito, grupo de religiosos que defendem a democracia, a justiça social e a promoção de políticas públicas.

Durante o encontro, o presidente afirmou que não pretende fazer campanha política dentro das igrejas e defendeu que os templos sejam preservados de disputas eleitorais, mas pediu a participação de líderes religiosos em políticas públicas do governo. 

O evento faz parte da estratégia de aproximação com o eleitorado evangélico, segmento no qual o PT enfrenta resistência. Levantamento PoderData/Aya realizado de 9 a 12 de agosto de 2026, mostrou que 62% dos evangélicos desaprovam Lula.

A Frente declarou apoio à reeleição de Lula em agosto. Em carta, o movimento afirmou que a permanência do presidente no Planalto está alinhada a valores cristãos e fez críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). 

No mesmo dia, o candidato participou do podcast Desce a Letra, produzido por Cauê Moura e Load Comics. Lula fez fortes declarações sobre Flávio Bolsonaro. O candidato ainda afirmou que o adversário é “obcecado” por Alexandre de Moraes, porque o ministro foi responsável pela prisão dos assassinos de Marielle Franco e dos golpistas de 8 de janeiro.

O presidente questionou os 130 milhões que Flávio recebeu de Daniel  Vorcaro e afirmou que esse fundo iria direto para os Estados Unidos, com o escopo de sustentar membros de sua família. “Para sustentar o irmão dele, que está lá tramando o golpe contra o Brasil. E se ele voltar pro Brasil, vai ser preso. Porque traidor da pátria tem que ser preso. Ele tá vendendo o Brasil aos interesses americanos", defendeu. 

 

1ª multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro

diversos trabalhadores e presidente lula em frente a eurofarma
Visita ao novo Complexo Industrial da Eurofarma, na Estrada da Produção, Montes Claros (MG).
Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

Na quinta-feira, 17, o presidente visitou o novo Complexo Industrial da Eurofarma, primeira multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro. A unidade em Monte Carlos, Minas Gerais, conta com 12 linhas de embalagem em funcionamento 

Entre os medicamentos produzidos pela Eurofarma estão os indicados para o tratamento de hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS) e distribuídos gratuitamente pelo Programa Farmácia Popular, como a espironolactona e a losartana, além da dapagliflozina, com indicação para diabetes.

Durante a visita, o presidente propôs que canetas emagrecedoras sejam oferecidas gratuitamente pelo SUS para pacientes com obesidade. Lula criticou a recomendação excessiva do tratamento e a distribuição não regulada do medicamento. 

Há um ano, o Comitê de Medicamentos do Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) não recomendou incorporar esse tipo de medicamento na rede pública. O motivo foi o impacto calculado, de cerca de R$ 7 bilhões em cinco anos. 

A patente da semaglutida expirou em 2026, abrindo caminho para a fabricação de genéricos nacionais. A concorrência com 14 produtos registrados reduziu drasticamente o preço do remédio nas farmácias. O tratamento, que custava até R$2.000, agora é encontrado por valores entre R$300 e R$400.

A Eurofarma produz duas canetas injetáveis à base de semaglutida, a Extensior e a Poviztra. O presidente não estabeleceu um prazo para a implementação dessa medida no SUS.

 

Terceira visita de Lula a Minas Gerais

Às 17h de quinta-feira, o candidato encontrou apoiadores e lideranças políticas em ato na cidade de Monte Carlos. Durante seu discurso em uma caminhada pelo bairro Maracanã, Lula afirmou que não "vai dar colher de chá para a extrema direita desse país, uma direita fascista que fica pedindo para que o Trump intervenha no Brasil".

Essa é a terceira visita de Lula a Minas Gerais durante a campanha e coincide com o momento em que as pesquisas de intenção de voto mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o ultrapassa numericamente pela primeira vez no estado.

Durante o evento, afirmou que o fortalecimento da saúde pública e os investimentos em setores estratégicos são fundamentais para o desenvolvimento do país. "Saúde é um direito de todos, não privilégio de quem tem dinheiro. É um direito de toda pessoa", declarou. 

Lula também elogiou a atuação de profissionais da saúde durante a pandemia e criticou a condução federal do setor naquele período: “Veio a Covid e quem mostrou a cara? Quem salvou esse país foi exatamente o SUS”. 

Até este momento, as principais pesquisas mostram Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados no estado. A Datafolha do início de setembro mostrou o petista com 37% das intenções de voto, contra 35% do senador. A sondagem tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

 

 

Semana do candidato foi marcada por atos no Sul e no Nordeste
por
Carolina Zaterka
Gabriel Thomé
João Moura
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24/09/2026 - 12h

 

Na última semana, a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) foi marcada, principalmente, pelos atos promovidos no Maranhão, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Ao mesmo tempo, o senador obteve resultados positivos nas novas pesquisas presidenciais e utilizou das redes sociais para novo pronunciamento contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.

Na quinta-feira (17), Flávio fez campanha em Vitória da Conquista, sudoeste do estado da Bahia. Pela manhã, foi recebido por apoiadores no Aeroporto Glauber Rocha e de lá seguiu para o bairro Candeias, região comercial do município, sobre um trio elétrico. Ao chegar, realizou um comício onde reafirmou sua intenção de diminuir a maioridade penal e defendeu a castração química para estupradores.

Mais tarde, no mesmo dia, foi ao ar a propaganda eleitoral de Flávio. Ao lado de Michelle Bolsonaro, candidata ao senado pelo Distrito Federal e ex-primeira dama, o senador apresentou suas principais propostas para o eleitorado feminino. 

No começo deste ano, os dois tiveram um rompimento após a publicação de dois vídeos em que a madrasta o acusava de tê-la “maltratado e humilhado”.

Pesquisa realizada pela Quaest, divulgada no dia 14, apresenta um cenário de desvantagem do candidato em relação a Lula com o público feminino. No primeiro turno, o postulante do PL aparece com 29% de intenção de votos de mulheres, enquanto o candidato do PT está com 37%. No segundo turno, a margem cai para três pontos, Lula vai à 41% e Flávio chega aos 38%. 

Dois dias depois, no sábado (19), Flávio chegou a Santa Catarina. Em Joinville, realizou sua primeira parada e participou de um ato na Expoville ao lado do governador, Jorginho Mello (PL), e dos candidatos ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) e Carol De Toni (PL). Durante o discurso, criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula, que elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, e acusou o presidente de tentar “comprar” o voto dos mais pobres. 

Na mesma ocasião, Flávio criticou ministros do Supremo Tribunal Federal e defendeu a redução de impostos e o endurecimento das políticas de segurança pública. À tarde, a comitiva seguiu para Chapecó, onde o candidato participou de outro ato político.

No domingo (20), Flávio Bolsonaro voltou a criticar o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes em suas redes sociais. Em vídeo publicado no Instagram, o senador ataca o ministro e o define como responsável para Lula voltar à cena política: “Moraes sentou na cadeira, aparelhou o Estado inteiro e sua máfia implodiu a democracia sob o falso pretexto de protegê-la”. Ainda na postagem, o senador reforçou que, caso eleito, pretende “resgatar” a nação brasileira: “essa é a última chance que vamos ter”, afirmou.

Na segunda-feira (21), a campanha seguiu para o Rio Grande do Norte. Flávio participou de um almoço com lideranças políticas, de uma motocarreata pelas ruas de Natal e de um comício na Praça Cívica, no bairro de Petrópolis. Os atos contaram com a presença do candidato ao governo estadual Álvaro Dias, do candidato ao Senado, Coronel Hélio, e do senador Rogério Marinho, coordenador de sua campanha. 

Durante o encontro, Flávio demonstrou confiança na vitória e afirmou que, com sua eleição, Jair Bolsonaro estaria “livre” e colocaria a faixa presidencial no filho. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes como:  liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Ao lado de Alfredo Gaspar (PL) e do senador Rogério Marinho (PL), Flávio discursa em Natal, Rio Grande do Norte. Foto:Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Ao lado de Alfredo Gaspar (PL) e do senador Rogério Marinho (PL), Flávio discursa em Natal, Rio Grande do Norte. Foto:Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

Ainda na segunda-feira (21), a Quaest divulgou uma nova pesquisa de intenção de votos. O levantamento revelou um empate técnico em ambos os turnos entre o filho de Jair Bolsonaro e Lula. No primeiro turno, o candidato do PT lidera com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 33%. A diferença de 4% é considerada como o limite da margem de erro. 

Já no segundo turno, o empate fica ainda mais próximo, pois o senador, desta vez, aparece numericamente à frente com 42% contra 41% do petista. Flávio manteve a mesma porcentagem da última sondagem, divulgada pelo instituto no dia 15 de setembro,  enquanto o atual presidente cresceu 1%.

Outro instituto, a AtlasIntel, divulgou, na quarta-feira (23), nova pesquisa presidencial. No primeiro turno, Lula lidera com 45,8%, enquanto Flávio tem 43,4%. Ambos os candidatos cresceram cerca de 2% em relação à sondagem anterior. No segundo turno, mais uma vez, os candidatos aparecem empatados tecnicamente, com o petista à frente, 47,7% e 47,4 %.

No dia seguinte, 22, o candidato desembarcou em São Luís, no Maranhão, onde participou de uma motocarreata e de um comício. Flávio defendeu investimentos em infraestrutura e educação, além do endurecimento das penas para roubos e organizações criminosas. 

Também voltou a criticar ministros do Supremo e comentou o resultado da pesquisa Quaest: “Nos nossos trackings [acompanhamentos], já sabíamos que a gente já tinha ultrapassado o Lula. Óbvio que ficamos muito felizes. "Lula é um produto vencido."  Durante o ato, emocionou-se ao erguer uma fotografia de Jair Bolsonaro, mantendo o ex-presidente como uma das principais referências simbólicas de sua candidatura.

Após o giro pelo Rio Grande do Norte e Maranhão, o planejamento prevê o reforço das agendas no Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, estados considerados fundamentais para o desempenho do candidato no primeiro turno.

Compromissos cancelados deram lugar a propostas administrativas, sabatina e visita institucional
por
Evandro Tortolani
Rafael Jorge
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25/09/2026 - 12h

Na última semana, a agenda do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi alterada pelos efeitos das chuvas no estado. Compromissos eleitorais previstos para o interior foram cancelados e substituídos por uma sabatina e uma visita institucional em Caieiras.

Compromissos cancelados no interior

No sábado (12) Tarcísio cancelou a visita prevista a Olímpia. A programação incluía participação na Costelada Solidária do Abrigo São José, carreata pelas ruas da cidade e um ato político regional na Arena Olímpia. Também estavam previstas as presenças de lideranças políticas locais como o prefeito da cidade Geninho Zuliani (União Brasil) e de candidatos ao Senado apoiados pelo grupo político do governador como André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Em 13 de setembro, foram cancelados dois eventos previstos em Presidente Prudente, o Encontro da Direita, no Ginásio de Esportes do Tênis Clube, e um encontro com mulheres, no Centro Universitário Toledo. Segundo a campanha, os cancelamentos ocorreram para que Tarcísio acompanhasse o Gabinete de Crise das Chuvas e os impactos do temporal no estado. 

Mais presídios, defesa da Sabesp e reajuste na meta sobre escolas integrais

Na terça-feira (15), Tarcísio participou de uma entrevista ao SP1, da TV Globo. Durante a sabatina, apresentou propostas para a segurança pública, educação e saneamento básico. 

Para a área de segurança, afirmou que pretende construir dez presídios modernos nos quatro anos seguintes, manter os concursos para as polícias Civil e Militar e ampliar o efetivo policial. Segundo o candidato, há programação para a chegada de 3,5 mil novos policiais. Ele também defendeu a retirada de benefícios para presos reincidentes: “a gente entende que precisa aumentar o custo do crime, porque não é possível você combater o crime prendendo o mesmo ladrão, o mesmo marginal 30, 35 vezes pelo mesmo ato”. Também declarou que não pretende promover encarceramento em massa.

Na educação, Tarcísio disse que pretende ampliar em 500 o número de escolas de tempo integral. Também reconheceu que não alcançaria a meta de 60% dos alunos nessa modalidade, apresentada anteriormente. A proposta foi apresentada como uma ampliação da política educacional, sem promessa de cumprimento integral da meta anterior.

O candidato defendeu ainda a continuidade da expansão do saneamento da Sabesp, empresa privatizada durante sua gestão. Ao comentar problemas de abastecimento e ocorrências associadas às obras, atribuiu parte das dificuldades ao ritmo acelerado do "processo de universalização". “A falta d’água está muito relacionada aos investimentos que estão sendo feitos”, afirmou o candidato à reeleição.

Compromisso institucional em Caieiras

No dia 16, Tarcísio não tinha compromisso eleitoral público confirmado. Na condição de governador, visitou a Estação de Tratamento de Esgoto de Caieiras, localizada no bairro Serpa. A atividade foi institucional e não incluiu, conforme o registro consultado, caminhada, ato eleitoral ou discurso de campanha. Um dia antes, o candidato gravou um vídeo para as redes sociais ressaltando a importância dos piscinões construídos na região.

 

Candidato do Avante manteve destaque na corrida eleitoral ao aparecer com 7% das intenções de voto
por
Malu Malaquias
Vitória Teles
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25/09/2026 - 12h

A semana de campanha presidencial teve como destaque a consolidação da candidatura de Augusto Cury no cenário eleitoral nacional. A pesquisa Quaest, divulgada no dia 14 de setembro, apontou o candidato do Avante com 7% das intenções de voto. Ao longo dos dias seguintes, Cury reforçou sua estratégia de diálogo com os eleitores, concedeu entrevistas e intensificou a divulgação de propostas voltadas para áreas como economia, educação e segurança pública.

No sábado (12), o candidato concentrou esforços na ampliação de sua presença junto aos eleitores e no fortalecimento da comunicação digital. Ainda no mesmo dia, Augusto Cury concedeu uma entrevista exclusiva à Record TV, exibida no programa Domingo Espetacular. Durante a conversa, apresentou propostas relacionadas ao combate à corrupção, à segurança pública e à reforma das instituições políticas, além de defender uma participação mais ampla das mulheres nos espaços de poder.

No domingo (13), o candidato do Avante manteve sua agenda de campanha destacando a necessidade de superar a polarização política e voltou a defender a construção de uma "cultura de paz", conceito que ocupa posição central em seu programa de governo. Ainda no domingo a campanha recebeu os resultados de uma nova pesquisa eleitoral da Quaest, na qual Cury apareceu com 7% das intenções de voto. Embora tenha registrado uma pequena oscilação em relação aos levantamentos anteriores, o candidato permaneceu entre os nomes mais observados da corrida presidencial.

Na segunda-feira (14), Cury realizou uma ação de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. A equipe montou em frente ao Masp uma mesa para que o candidato pudesse conversar diretamente com os eleitores. O objetivo do ato era ouvir as demandas dos cidadãos e estabelecer uma relação mais direta com a população.

Cury em ação de campanha na Avenida Paulista. Foto: Reprodução/ Instagram/ @augustocury
Cury em ação de campanha na Avenida Paulista. Foto: Reprodução/ Instagram/ @augustocury

Ao final do evento, o candidato concedeu uma entrevista à imprensa e falou de economia: defendeu o controle fiscal das contas públicas, a redução dos gastos da máquina pública e a criação de condições para diminuir os juros do país. Além da entrevista, Augusto também tirou fotos e fez vídeos para suas redes sociais.

Na terça-feira (15), o presidenciável participou de uma entrevista ao vivo no Flow Podcast, em São Paulo. A sabatina faz parte de uma série de entrevistas com os candidatos à presidência da república. No podcast, Cury afirmou que, se eleito, governará apenas por um mandato, alegando que não pretende fazer carreira política. Além disso, reforçou suas críticas à polarização política e defendeu uma gestão baseada no diálogo.

Na participação, o candidato apresentou o programa Brasil Neuroinclusivo, que tem como objetivo criar uma política nacional permanente voltada às pessoas neurodivergentes, principalmente aquelas com autismo (TEA), TDAH e dislexia. O projeto prevê uma atuação mais efetiva das escolas na identificação e no acompanhamento de crianças neurodivergentes, buscando garantir diagnóstico precoce.

A entrevista repercutiu nas redes sociais do candidato na quarta-feira (16), com cortes que destacavam seu plano de governo e propostas como o mandato de oito anos para ministros do STF, educação em tempo integral, o programa Brasil Neuroinclusivo e a criação do Ministério do Empreendedorismo.

Candidato do Novo amplia participação em eventos públicos, encontros com eleitores e sabatinas em busca de maior visibilidade nacional
por
Luiza Zaccano
João Barbosa
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24/09/2026 - 12h

A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, no dia 4 de outubro, o candidato pelo Novo, Romeu Zema, concentrou esforços em entrevistas, encontros com apoiadores, atividades de rua e compromissos em diferentes regiões do país, em busca de  ampliar a visibilidade de sua candidatura, em uma disputa marcada pela polarização entre os principais concorrentes. 

Zema participou de sabatinas e entrevistas em veículos de comunicação para apresentar propostas de governo e defender a experiência adquirida durante os quase oito anos à frente do Executivo mineiro. Em entrevista à Record TV, no dia 16, o candidato afirmou que a reforma tributária poderá simplificar o sistema de impostos brasileiro, embora tenha defendido mudanças em sua regulamentação. “Eu fui contrário a alguns pontos, mas reconheço que ela vai simplificar a vida de quem paga impostos, porque hoje nós temos um manicômio tributário no Brasil”, declarou. Acrescentou que pretende reduzir a carga tributária a partir da diminuição dos custos da máquina pública. 

Durante a entrevista, o presidenciável voltou a defender uma reforma administrativa no setor público. Segundo o candidato, a medida permitiria reduzir despesas governamentais e aumentar a eficácia da administração federal. “A reforma administrativa é para dar mais racionalidade ao serviço público. Tem muito aumento automático, tem muito salário inicial altíssimo, tem muita estrutura gorda”, afirmou. 

O candidato pelo Novo reforçou críticas ao aumento de gastos públicos e argumentou que a redução das despesas do governo seria fundamental para a queda de juros e para o crescimento econômico. A defesa do controle fiscal, da redução de impostos e do combate aos supersalários do funcionalismo público tem sido um dos principais eixos da candidatura.

Além das entrevistas, Zema participou de atividades de campanha em diferentes cidades como Poços de Caldas (MG), Brasília e São Paulo com encontros voltados à mobilização de apoiadores e à divulgação de propostas. Em declarações à imprensa, ele afirmou que a campanha tem ampliado sua presença pelo país e demonstrou confiança no crescimento de sua candidatura nos dias que antecedem a votação. “Eu sou o candidato que mais tem andado pelo Brasil”, disse durante a agenda eleitoral. “Tenho tido mais eventos, tenho tido mais contato com a mídia do que qualquer outro candidato.”

 

Candidato do Novo tem concentrado a agenda em entrevistas, encontros com eleitores e defesa de propostas econômicas na corrida presidencial.
Candidato do Novo tem concentr ado a agenda em entrevistas, encontros com eleitores e defesa de propostas econômicas na corrida presidencial. Crédito: Gil Leonard - Imprensa MG 

Na última quarta-feira (23), Zema esteve novamente envolvido com o Supremo Tribunal Federal (STF). A justiça exigiu a remoção da postagem de um vídeo nas redes sociais do ex-governador. O material atacava o presidente Lula (PT), seu filho Lulinha, o ministro Gilmar Mendes e o Partido dos Trabalhadores (PT) como um todo. O conteúdo era associar os citados à criminalidade e reforçar a ideia de “intocáveis da justiça", muito presente na campanha de Zema.

O presidenciável compareceu em um debate promovido pela revista VEJA. Os 6 candidatos com maior colocação foram convidados, porém, apenas Zema e Ronaldo Caiado (PSD) apareceram. No debate, ambos trouxeram tópicos parecidos ao direcionarem críticas ao atual Governo e aos ocorridos recentes no Supremo Tribunal Federal. Zema apresentou propostas à saúde pública, e afirmou mudar a localização dos postos de atendimento do SUS, pois a distância entre eles dificulta a assistência.
Quando Caiado perguntou sobre segurança pública, o candidato do NOVO trouxe apontamentos e críticas ao Senado Federal. Zema disse que no atual estado do país, o brasileiro vive amedrontado. Ele comentou que no começo de 2024, juntamente a 6 outros governadores do Sul e Sudeste, levou propostas para o ministro Ricardo Lewandowski. O candidato disse que as propostas não foram acatadas durante a PEC da segurança pública, que visava reformular a gestão da segurança e adotar um modelo de federalismo cooperativo. 

A campanha do ex-governador de Minas Gerais tem focos claros até o momento, mas não é efetiva para o primeiro turno. Zema apareceu novamente em sexto lugar nas pesquisas, com 0,9% de intenções de voto, o que mostra uma queda de 0,2% em relação à semana passada. Além disso, dentro do próprio estado em que foi governador, o candidato teve uma queda de 5% desde as primeiras pesquisas realizadas em agosto, contando agora com apenas 2% das intenções de voto de Minas Gerais.

Em sabatina, candidato cobrou quebra de sigilos em suposta fraude, atacou adversários e intensificou agenda na capital
por
Isabella Damião
Sophia Aquino
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24/09/2026 - 12h

 

O candidato a governador, Fernando Haddad, participou na segunda (14), de uma entrevista para o SP1, jornal transmitido pela TV Globo, e afirmou que nunca teve relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. “Estamos falando da maior fraude bancária do país, 60 bilhões de reais. Ele também não financiou minha campanha, financiou a do Tarcísio e do Jair Bolsonaro”, pontuou o ex-ministro. 

Em seguida, Haddad defendeu o fim de todos os sigilos do Caso Master no período eleitoral e que cada candidato a presidente, governador ou deputado, independente de partido político, responda com ética para deixar o povo escolher o rumo do país. 

O candidato também reforçou que, se eleito, fará a revisão de contratos de privatização e concessão assinados na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e que os contratos da Sabesp, Free Flow e CPTM foram mal feitos. “O papel do governante é rever os contratos, aplicar penalidades... Não deu certo? Judicializar e eventualmente romper o contrato", declarou Haddad. 

Na parte de segurança pública, Haddad destacou a criação da agência anti-facção, uma de suas propostas em seu plano de governo, com a participação de órgãos estaduais e federais e afirmou que a cooperação entre os governos é necessária para funcionar. Acrescentou que pretende modernizar a resposta ao crime com inteligência artificial para auxiliar na prevenção, investigação e combate a violência na cidade de São Paulo.   

Na quarta-feira (16), após a sessão do plenário realizada na terça (15), o ex-ministro defendeu também que as informações apuradas pela Polícia Federal sobre a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam de conhecimento da população antes das eleições. Ele afirmou que o país precisa ser “passado a limpo” nas próximas semanas e espera que o pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino no julgamento relacionado a Alexandre de Moraes não sirva apenas para adiar uma definição. 

Haddad concentra campanha na capital de São Paulo 

 

Na segunda-feira, após entrevista ao SP1, o petista participou de um evento na zona norte de São Paulo, na sede da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) para discutir propostas de infraestrutura as quais ele relacionou com seus projetos para a área de transporte de cargas, além de defender planos de adaptação climática nesse setor. 

Na terça-feira, sua agenda seguiu na capital paulista, com a gravação de conteúdos para as redes sociais e uma conversa com integrantes do Sindicato dos Policiais no Centro de São Paulo. 

Já na quarta-feira, Haddad teve um encontro com influenciadores em Higienópolis e, mais tarde, gravou entrevista para o podcast Achismos. Para fechar a semana, na quinta-feira ele participou de uma série de caminhadas: uma no Centro de Jundiaí, outra em Francisco Morato, e a última partindo da estação Franco da Rocha, da Linha 7-Rubi.

Fernando Haddad em encontro com influenciadores
Candidato a Governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), em encontro com influenciadores, em 16 de setembro. Foto: Diogo Zacarias