O avanço da PEC 8/2025 - PEC do fim da escala 6x1 - proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em parceria do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), gerou debates políticos e econômicos sobre as consequências da aprovação da emenda. Trabalhadores que aderiram esta escala tem se mostrado favoráveis pela aprovação da medida. Segundo levantamento do Ministério da Previdência Social, mais de 546 mil afastamentos por saúde mental foram registrados em 2025. Recorde batido pela segunda vez em 10 anos. Os setores industrial, farmacêutico, rural e comercial acalorou o debate nas redes sociais pelo posicionamento contrário à adesão da PEC. Muitos argumentos se destacaram na mídia, como uma quebra na economia, aumento de preços e outras possíveis consequências.
A maioria da bancada do PL no Congresso Nacional também se manifestou contra a PEC. Nas declarações de deputados federais do partido, reflexões bíblicas e "negociação com o patrão" foram citadas. Internautas questionaram o fato de parlamentares não aderirem à PEC, mesmo com o extenso número de faltas registradas no Portal da Câmara dos Deputados, onde os mesmos não chegam a cumprir a carga horária em comparação com o trabalhador da escala 6x1. Um evento com título "Formação política: o fim da escala 6x1 vai quebrar o Brasil?", realizado na Câmara Municipal de São Paulo, na terça (24), organizado pelo mandato da vereadora Luna Zarattini (PT), juntou jovens da Grande São Paulo para discussão sobre os impactos econômicos e avanço do fim da Escala 6x1 em parceria com o Transforma Economia, instituto organizado por economistas da UNICAMP.
Lilia Bombo e Nicolas Matteo, formados em economia pela UNICAMP e integrantes do Transforma, realizaram a exposição de dados levantados pelo instituto no Sala Oscar Pedroso Horta da Câmara. Após a exposição, houve microfone aberto para comentários do público. Em uma das falas de Lilia, um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIESEE) prevê criações de 3 à 6 milhões de novas vagas formais no mercado de trabalho para suprir a demanda com o fim da escala. Um estudo feito pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), do quarto semestre de 2024, mostrou o percentual de trabalhadores, dentro de cada grupamento de atividade, que declarou trabalhar habitualmente 45h ou mais por semana. Setores se destacam pela elevada proporção de trabalhadores em sobre-jornada. São grupamentos de atividades diversas, mas, à exceção da agricultura, todos se relacionam com a provisão de serviços ao consumidor.
O McDonald's foi o primeiro fast-food em solo nacional a colocar a escala 5x2 em sua jornada de trabalho no segundo semestre de 2025. O período condiz com o avanço da mobilização nacional pela abolição da escala 6x1, motivada pela ala pró governo Luiz Inácio Lula da Silva nos municípios e no Congresso. Em entrevista à AGEMT, Davidson Carvalho, que defendeu mestrado na PUC-SP sobre a linguagem financeira dos bancos, afirmou que além do lazer, um dia a mais de folga pode contribuir de forma positiva na economia ao atrair mais investidores pessoa física por conta deste tempo livre.
Dados recentes reforçam essa percepção. Um levantamento do Dieese aponta que trabalhadores submetidos a jornadas extensas, especialmente em regimes como o 6x1, apresentam menor engajamento em atividades formativas e menor participação em decisões financeiras de longo prazo. A pesquisa indica que a limitação de tempo livre impacta diretamente o acesso à informação qualificada, o que pode comprometer desde a organização do orçamento doméstico até a inserção em novos mercados de investimento. Outro estudo, conduzido pela Fundação Getúlio Vargas, destaca que a redução da jornada pode gerar efeitos indiretos no consumo e na produtividade.
Segundo a análise, trabalhadores com mais tempo de descanso tendem a apresentar melhor desempenho, menor índice de absenteísmo e maior propensão ao consumo em setores como lazer, educação e serviços. Esses fatores, combinados, podem estimular a circulação de renda e contribuir para o aquecimento econômico em escala local. No cenário internacional, experiências semelhantes também vêm sendo observadas. Países que testaram a redução da carga horária semanal, como Islândia e Reino Unido, registraram aumento na satisfação dos trabalhadores sem prejuízo significativo na produtividade. Embora o contexto brasileiro apresente especificidades, especialistas avaliam que o debate sobre o fim da escala 6x1 está inserido em uma tendência global de reavaliação das jornadas tradicionais de trabalho.
A discussão, no entanto, ainda enfrenta resistência de setores empresariais que apontam possíveis impactos operacionais e aumento de custos. Mesmo assim, o avanço de iniciativas como a do McDonald’s sinaliza uma mudança gradual no mercado de trabalho brasileiro, colocando em pauta não apenas a produtividade, mas também a qualidade de vida como variável econômica relevante.
Estamos em março e o recorde de maior transferência da história do futebol brasileiro foi quebrado por duas vezes. Em 28 de janeiro, Lucas Paquetá foi contratado pelo Flamengo por 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 260 milhões na cotação de 26 de março) vindo do West Ham United, da Inglaterra. O anúncio foi feito apenas 11 dias depois de Gerson ter se transferido do Zenit, da Rússia, para o Cruzeiro por 25 milhões de euros (cerca de R$ 176 milhões), sendo, até então, a contratação mais cara do futebol nacional.
A superação dos valores e quebras de recorde têm sido cada vez mais frequentes nas transações entre clubes do mundo inteiro e, em especial, no Brasil que tem as 13 contratações mais caras realizadas nos últimos cinco anos. “Os valores espantam, porém é uma tendência global, o mercado está inflacionado, não é uma exclusividade do futebol brasileiro.”, explica Gabriel Renan, cientista contábil e experiente no mercado financeiro. “Houve um aumento sistemático de direitos de transmissão, são valores muito robustos. É natural que, tendo mais dinheiro, você vai ter transações mais ousadas”, acrescenta Renan.
Ele afirma que os valores tendem a aumentar ainda mais, principalmente se os clubes se organizarem em uma liga independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Atualmente, os clubes seguem discutindo a distribuição de valores e estão divididos em dois grupos: a Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA) e a Liga Forte União (LFU). Se considerarmos os valores corrigidos pela inflação, Paquetá segue como o jogador mais caro, porém em segundo aparece Edmundo, contratado em 1999 pelo Vasco da Gama por 15 milhões de dólares pagos ao Fiorentina, da Itália, equivalente a R$ 24 milhões em valores da época e R$ 183,5 milhões nas cifras atuais, ficando a frente da quantia paga pela aquisição de Gerson.
“A gente tem que contextualizar, essa foi uma contratação de uma parceira do Vasco na época, a NationsBank, que injetou dinheiro no futebol”, afirmou. Ele explica ainda que isso era comum na época, usando de exemplo o Palmeiras e sua famosa parceria com a Parmalat e o Corinthians, com o extinto Banco Excel. “Não era algo que tinha relação com a sustentabilidade dos clubes, muito pelo contrário, as receitas eram tímidas e isso (contratações de alto valor) só era possível com capital externo”, disse.
No panorama internacional dos dias atuais, os números brasileiros ainda ficam atrás das maiores transações já registradas. Ainda seguem como as transferências mais caras do futebol mundial Neymar saindo do Barcelona, da Espanha para o francês Paris Saint-Germain, em 2017, por 222 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhões), e Kylian Mbappé, transferido em definitivo dentro do mesmo país, partindo do Monaco também para o PSG, por cerca de 180 milhões de euros (também mais de R$ 1 bilhão).
Ainda assim, a recente movimentação no Brasil indica uma convergência parcial, especialmente no esforço de clubes em repatriar jogadores em alta no futebol europeu, como foi o caso de Vitor Roque, que voltou ao Brasil em 2025 após atuar por duas temporadas no Barcelona, da Espanha. O palmeiras pagou 25,5 milhões de euros pelo atacante (cerca de R$ 153 milhões), sendo a terceira transferência mais cara em números absolutos e a sexta maior, quando considerada a correção inflacionária.
No mercado de transferências, o Brasil ainda se configura como país majoritariamente exportador, com suas maiores vendas envolvendo clubes europeus. A maior da história segue sendo a de Neymar, saindo do Santos, em sua primeira passagem, para o Barcelona, em 2013, por 88,4 milhões de euros (cerca de R$ 473 milhões). Na sequência, aparece a compra de Vitor Roque pelo Barcelona, por aproximadamente 74 milhões de euros (aproximadamente R$ 395 milhões) pagos ao Athletico Paranaense, e Endrick, vendido pelo Palmeiras ao Real Madrid por valores que podem chegar a 72 milhões de euros (cerca de R$ 385 milhões). Também figuram entre as maiores negociações Vinícius Júnior, do Flamengo para o Real Madrid, e Rodrygo, do Santos para o mesmo clube espanhol, ambos por 45 milhões de euros (cerca de R$ 241 milhões cada).
Outro ponto que acompanha a valorização das transferências é o crescimento dos salários no Brasil. Segundo levantamento do portal R7, ao menos seis jogadores que atuavam no país em 2025 recebiam mais de R$ 2 milhões mensais. De acordo com estudo realizado por FiscalData, esse valor corresponde a quase quatro vezes mais do que o mínimo necessário para estar entre os 0,1% mais ricos do país. Em contraste, a renda média da população é de R$ 3.613. “Proporcionalmente em receita, os clubes tendem a 70% de gasto em folha salarial, nos anos 90 também era isso, a proporcionalidade do gasto não mudou durante o tempo, a questão é que hoje os valores são muito maiores” , explicou Gabriel e ainda acrescentou que “estamos falando de clubes que faturam bilhões, é natural que os jogadores ganhem na casa dos milhões.
Ainda segundo Renan, “jogador de futebol dos grandes clubes ganham muito e fazem parte da camada mais rica do país, isso é um fato. Mas se tem mais dinheiro rolando nesse negócio, nada mais justo do que ter a valorização dos principais artistas do espetáculo”.
A crise provocada pela pandemia de Covid-19 alterou profundamente a relação dos brasileiros com o dinheiro e com o trabalho. O fechamento de estabelecimentos, o aumento do desemprego e a redução do consumo afetaram diretamente a renda das famílias. Depois de seis anos, consegue-se um panorama deste cenário: trabalhadores migraram do regime CLT para o modelo de microempreendedor individual (MEI), impulsionados pela necessidade de sobrevivência. Aplicativos como uber, 99 e serviços de entrega de fast-food se tornaram alternativas de renda, mas também expuseram a precarização das relações de trabalho. Segundo Paulo da Silva Melo, especialista em ciências contábeis, “a migração de trabalhadores do regime CLT para o modelo de MEI, intensificada durante a pandemia, aumentou a instabilidade da renda. Com ganhos mais incertos, muitos passaram a buscar nos investimentos uma forma de complementar ou proteger o patrimônio. Nesse sentido, o aumento de investidores também está ligado à insegurança econômica”, diz.
Dados do mercado financeiro indicam que a pandemia marcou um ponto de virada no comportamento dos brasileiros em relação aos investimentos. Segundo a B3 (bolsa de valores oficial do Brasil), o número de pessoas físicas aplicando em produtos de renda fixa, muitos deles atrelados ao CDI, passou de cerca de 8,7 milhões em 2020 para mais de 10 milhões em 2021. O crescimento de aproximadamente 1,4 milhão de novos investidores em apenas um ano evidencia a entrada massiva de pequenos aplicadores no mercado durante o período de crise sanitária. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores, como a queda histórica da taxa básica de juros, que reduziu a atratividade de aplicações tradicionais, e a maior digitalização dos serviços financeiros, que facilitou o acesso a investimentos.
Nesse cenário, produtos vinculados ao CDI se consolidaram como porta de entrada para investidores iniciantes, especialmente aqueles em busca de segurança e liquidez em meio à instabilidade econômica. A maioria desses novos investidores eram jovens, conectados digitalmente, aplicando valores relativamente baixos, muitas vezes inferiores a R$ 10 mil. Thiago Correia, motorista de aplicativo, 38 anos, relata sua experiência: “depois que fiquei desempregado, me tornei motorista de aplicativo e -- durante a pandemia -- comecei a investir por conta de comerciais de bancos como, por exemplo, feitos pelo Nubank, que diziam que meu dinheiro renderia mais com os juros. Fazendo comparativos e buscas pelas redes, cheguei à conclusão de que seria melhor do que deixar meu dinheiro parado”, relembra Correia.
O período também marcou a consolidação dos bancos digitais, como Nubank e C6 Bank, símbolos de uma nova geração de serviços financeiros. Ao oferecer contas gratuitas, cartões sem anuidade e acesso simplificado via aplicativo, essas fintechs quebraram barreiras históricas do sistema bancário tradicional, visto como burocrático e caro. Além disso, passaram a integrar opções de investimento acessíveis em suas plataformas, permitindo que clientes aplicassem em renda fixa, fundos e até ações com poucos cliques. Essa revolução digital foi decisiva para ampliar o alcance da Bolsa e democratizar o acesso ao mercado de capitais.
Apesar do entusiasmo, o movimento também expôs riscos. A volatilidade do mercado e o chamado “efeito manada” levaram muitos a perdas significativas em momentos de queda. A falta de preparo técnico e de conhecimento aprofundado sobre o funcionamento da Bolsa evidenciou a necessidade de maior educação financeira. Especialistas alertam que, embora atraídos pela possibilidade de retorno maior no longo prazo, muitos investidores iniciantes tomaram decisões baseadas em informações superficiais ou promessas de lucro rápido.
Como a pandemia da Covid-19 fez com que as pessoas se interessassem mais por investimentos, bem como trouxe bancos e influenciadores para mais perto dos leitores. O BTG Pactual passou a patrocinar a tradicional revista EXAME e canais como Me Poupe reúne mais de 7 milhões de inscritos no YouTube, só para citar dois exemplos. Com esta questão em pauta, AGEMT conversou com Lucas Mesquita Muliterno, formado em ciências econômicas pela PUC-SP, sobre as mudanças no mercado financeiro após a chegada da pandemia, nessa entrevista nós conversamos sobre como a chegada de novos investidores afeta o sistema de finanças, quais métodos de aplicação podem ser usados por esses novos agentes, e como os economistas enxergam essas mudanças.
"Temos um contexto muito importante dentro do mercado de capitais, com relação ao porte da pandemia as pessoas ficaram em casa e começaram a se preocupar com relação a sua segurança financeira, e com investimentos a longo prazo e ao mesmo tempo tivemos uma enxurrada de informação sobre investimos que fez com que essas mesmas pessoas estudassem e se prepararem, e entender um pouco mais sobre o mercado no mesmo período tivemos um contexto mais macro econômico com uma queda das taxas", explica Lucas.
Em março de 2020, após a explosão da pandemia de Covid-19, o mercado financeiro enfrentou uma de suas maiores crises globais em anos. Nessa época, investir era desafiador e incerto, mas a procura por maneiras de fazer o dinheiro render, principalmente pela necessidade financeira em tempos de quarentena, aumentou. Desde então, os interesses em investimentos crescem, e as informações divulgadas a respeito são cada vez mais democráticas. Estudo realizado em dezembro de 2020, pela Bolsa de Valores Brasileira (B3), aponta que em cerca de um ano a quantidade de investidores em renda variável cresceu seis vezes comparado a 2019. A procura por informação e aprendizado sobre o tema também aumentou, reflexo direto das dificuldades financeiras enfrentadas por muitos lares durante o confinamento.
Imagem: Reprodução / PowerPoint da pesquisa do B3.
Seis anos depois, cada vez mais pessoas entram nesse universo em busca de conhecimento e de uma relação mais consciente com o dinheiro. Cursos e conteúdos em plataformas digitais passaram a ter um papel muito importante na educação financeira da população, facilitando o acesso às informações. "Achava que era algo mais restrito ao mundo Wall Street e o mercado corporativo. As corretoras terem olhado mais para pessoas físicas com baixo patrimônio contribuiu com a entrada de pessoas no mundo dos investimentos, porque se tornou fácil criar uma conta e operar, qualquer um com um celular e internet consegue investir”, diz Lucas Chini, 20, estudante de Ciências de Dados e Inteligência Artificial na PUC-CAMP. "Como era pandemia e eu tinha muito tempo livre, além de jogar e estudar programação, eu acabava estudando sobre o mercado financeiro, muito por incentivo do meu tio, que me motivava a investir e estudar mais sobre investimentos”, relembra.
Em períodos de instabilidade, uma das primeiras áreas a ser afetadas é a economia. O desemprego aumenta, o preço do mercado sobe e a gasolina dispara. A população começa a sentir no bolso, e a busca por mais dinheiro e soluções rápidas começam a aparecer. Desde então, a sociedade tem se conscientizado cada vez mais a respeito de temas econômicos. “Existe um aumento bastante expressivo de pessoas físicas investindo”, aponta Cristiane Mancini, professora mestra em Economia. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), o investimento dos brasileiros cresceu 15,5% ao final de 2025 em comparação com dezembro de 2024, alcançando R$ 8,5 trilhões em recursos aplicados no mercado financeiro. “Esse movimento se dá por um maior acesso à educação financeira, algumas vezes mesmo em escolas, o que incentiva o investimento e o pensar no futuro”, explilca Mancini.
Pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e Datafolha, mostra que, em 2023, só 30% da população brasileira conseguiu economizar. Além disso, 22% dos usuários de sites de apostas acreditam que estão investindo e ganhando dinheiro fácil, evidenciando a falta de compreensão sobre aplicações financeiras. Apesar do crescimento do interesse por investimentos revelar uma mudança na forma como os brasileiros lidam com o dinheiro, ele também expõe desafios que ainda precisam ser superados. Mais do que acompanhar o crescimento do mercado, entender como ele funciona se torna essencial para concretizar o planejamento financeiro a longo prazo.
Por mais que o aumento de investidores acompanhou uma maior procura por conhecimento financeiro, ainda há muita desinformação. Segundo Mancini, isso se soma ao receio em alguns tipos de investimento. Outro aspecto relevante é a alta inadimplência das famílias no país, “o que faz com que o brasileiro opte por pagar suas dívidas em detrimento a investir. Suas reservas na verdade não se tornam reservas, mas sim pagamento de contas e gastos imediatos”, explica a economista. De acordo com ela, “os erros mais comuns são acreditar que o mesmo tipo de investimento vale para todos, sendo que os perfis mudam bastante, os objetivos e por quanto tempo se deseja investir. São pontos importantes a serem levados em conta”. Além disso, também há a ilusão de que os rendimentos podem ser rápidos, muitas vezes promovidos por falsas promessas na internet.
Em relação à maior procura de informação e o planejamento financeiro do brasileiro, Cristiane comenta que existem diversos canais de comunicação, inclusive do próprio Banco Central. “E vale a pena mencionar uma informação que muitos brasileiros desconhecem: o sistema financeiro brasileiro foi eleito o melhor do mundo em 2024 pela sua diversidade de produtos e condutas de política monetária e inflação”. Chini, por sua vez, diz não se preocupar tanto com o planejamento financeiro, mas sim com o direcionamento do dinheiro. “Percebi que não podia deixar o dinheiro na poupança para a inflação comer, sendo que poderia estar em um fundo ou uma ação que me gerasse rentabilidade. Talvez a maior mudança foi isso, passar a investir ao invés de só guardar”. Para ele, investir mudou a forma com que lida com o dinheiro, “eu sempre economizei e guardei dinheiro, mas na poupança. Então o saber investir me possibilitou entender mais sobre o que eu poderia fazer com o meu dinheiro, para fazer mais dinheiro”.