A crise provocada pela pandemia de Covid-19 alterou profundamente a relação dos brasileiros com o dinheiro e com o trabalho. O fechamento de estabelecimentos, o aumento do desemprego e a redução do consumo afetaram diretamente a renda das famílias. Depois de seis anos, consegue-se um panorama deste cenário: trabalhadores migraram do regime CLT para o modelo de microempreendedor individual (MEI), impulsionados pela necessidade de sobrevivência. Aplicativos como uber, 99 e serviços de entrega de fast-food se tornaram alternativas de renda, mas também expuseram a precarização das relações de trabalho. Segundo Paulo da Silva Melo, especialista em ciências contábeis, “a migração de trabalhadores do regime CLT para o modelo de MEI, intensificada durante a pandemia, aumentou a instabilidade da renda. Com ganhos mais incertos, muitos passaram a buscar nos investimentos uma forma de complementar ou proteger o patrimônio. Nesse sentido, o aumento de investidores também está ligado à insegurança econômica”, diz.
Dados do mercado financeiro indicam que a pandemia marcou um ponto de virada no comportamento dos brasileiros em relação aos investimentos. Segundo a B3 (bolsa de valores oficial do Brasil), o número de pessoas físicas aplicando em produtos de renda fixa, muitos deles atrelados ao CDI, passou de cerca de 8,7 milhões em 2020 para mais de 10 milhões em 2021. O crescimento de aproximadamente 1,4 milhão de novos investidores em apenas um ano evidencia a entrada massiva de pequenos aplicadores no mercado durante o período de crise sanitária. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores, como a queda histórica da taxa básica de juros, que reduziu a atratividade de aplicações tradicionais, e a maior digitalização dos serviços financeiros, que facilitou o acesso a investimentos.
Nesse cenário, produtos vinculados ao CDI se consolidaram como porta de entrada para investidores iniciantes, especialmente aqueles em busca de segurança e liquidez em meio à instabilidade econômica. A maioria desses novos investidores eram jovens, conectados digitalmente, aplicando valores relativamente baixos, muitas vezes inferiores a R$ 10 mil. Thiago Correia, motorista de aplicativo, 38 anos, relata sua experiência: “depois que fiquei desempregado, me tornei motorista de aplicativo e -- durante a pandemia -- comecei a investir por conta de comerciais de bancos como, por exemplo, feitos pelo Nubank, que diziam que meu dinheiro renderia mais com os juros. Fazendo comparativos e buscas pelas redes, cheguei à conclusão de que seria melhor do que deixar meu dinheiro parado”, relembra Correia.
O período também marcou a consolidação dos bancos digitais, como Nubank e C6 Bank, símbolos de uma nova geração de serviços financeiros. Ao oferecer contas gratuitas, cartões sem anuidade e acesso simplificado via aplicativo, essas fintechs quebraram barreiras históricas do sistema bancário tradicional, visto como burocrático e caro. Além disso, passaram a integrar opções de investimento acessíveis em suas plataformas, permitindo que clientes aplicassem em renda fixa, fundos e até ações com poucos cliques. Essa revolução digital foi decisiva para ampliar o alcance da Bolsa e democratizar o acesso ao mercado de capitais.
Apesar do entusiasmo, o movimento também expôs riscos. A volatilidade do mercado e o chamado “efeito manada” levaram muitos a perdas significativas em momentos de queda. A falta de preparo técnico e de conhecimento aprofundado sobre o funcionamento da Bolsa evidenciou a necessidade de maior educação financeira. Especialistas alertam que, embora atraídos pela possibilidade de retorno maior no longo prazo, muitos investidores iniciantes tomaram decisões baseadas em informações superficiais ou promessas de lucro rápido.
Como a pandemia da Covid-19 fez com que as pessoas se interessassem mais por investimentos, bem como trouxe bancos e influenciadores para mais perto dos leitores. O BTG Pactual passou a patrocinar a tradicional revista EXAME e canais como Me Poupe reúne mais de 7 milhões de inscritos no YouTube, só para citar dois exemplos. Com esta questão em pauta, AGEMT conversou com Lucas Mesquita Muliterno, formado em ciências econômicas pela PUC-SP, sobre as mudanças no mercado financeiro após a chegada da pandemia, nessa entrevista nós conversamos sobre como a chegada de novos investidores afeta o sistema de finanças, quais métodos de aplicação podem ser usados por esses novos agentes, e como os economistas enxergam essas mudanças.
"Temos um contexto muito importante dentro do mercado de capitais, com relação ao porte da pandemia as pessoas ficaram em casa e começaram a se preocupar com relação a sua segurança financeira, e com investimentos a longo prazo e ao mesmo tempo tivemos uma enxurrada de informação sobre investimos que fez com que essas mesmas pessoas estudassem e se prepararem, e entender um pouco mais sobre o mercado no mesmo período tivemos um contexto mais macro econômico com uma queda das taxas", explica Lucas.
Em março de 2020, após a explosão da pandemia de Covid-19, o mercado financeiro enfrentou uma de suas maiores crises globais em anos. Nessa época, investir era desafiador e incerto, mas a procura por maneiras de fazer o dinheiro render, principalmente pela necessidade financeira em tempos de quarentena, aumentou. Desde então, os interesses em investimentos crescem, e as informações divulgadas a respeito são cada vez mais democráticas. Estudo realizado em dezembro de 2020, pela Bolsa de Valores Brasileira (B3), aponta que em cerca de um ano a quantidade de investidores em renda variável cresceu seis vezes comparado a 2019. A procura por informação e aprendizado sobre o tema também aumentou, reflexo direto das dificuldades financeiras enfrentadas por muitos lares durante o confinamento.
Imagem: Reprodução / PowerPoint da pesquisa do B3.
Seis anos depois, cada vez mais pessoas entram nesse universo em busca de conhecimento e de uma relação mais consciente com o dinheiro. Cursos e conteúdos em plataformas digitais passaram a ter um papel muito importante na educação financeira da população, facilitando o acesso às informações. "Achava que era algo mais restrito ao mundo Wall Street e o mercado corporativo. As corretoras terem olhado mais para pessoas físicas com baixo patrimônio contribuiu com a entrada de pessoas no mundo dos investimentos, porque se tornou fácil criar uma conta e operar, qualquer um com um celular e internet consegue investir”, diz Lucas Chini, 20, estudante de Ciências de Dados e Inteligência Artificial na PUC-CAMP. "Como era pandemia e eu tinha muito tempo livre, além de jogar e estudar programação, eu acabava estudando sobre o mercado financeiro, muito por incentivo do meu tio, que me motivava a investir e estudar mais sobre investimentos”, relembra.
Em períodos de instabilidade, uma das primeiras áreas a ser afetadas é a economia. O desemprego aumenta, o preço do mercado sobe e a gasolina dispara. A população começa a sentir no bolso, e a busca por mais dinheiro e soluções rápidas começam a aparecer. Desde então, a sociedade tem se conscientizado cada vez mais a respeito de temas econômicos. “Existe um aumento bastante expressivo de pessoas físicas investindo”, aponta Cristiane Mancini, professora mestra em Economia. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), o investimento dos brasileiros cresceu 15,5% ao final de 2025 em comparação com dezembro de 2024, alcançando R$ 8,5 trilhões em recursos aplicados no mercado financeiro. “Esse movimento se dá por um maior acesso à educação financeira, algumas vezes mesmo em escolas, o que incentiva o investimento e o pensar no futuro”, explilca Mancini.
Pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e Datafolha, mostra que, em 2023, só 30% da população brasileira conseguiu economizar. Além disso, 22% dos usuários de sites de apostas acreditam que estão investindo e ganhando dinheiro fácil, evidenciando a falta de compreensão sobre aplicações financeiras. Apesar do crescimento do interesse por investimentos revelar uma mudança na forma como os brasileiros lidam com o dinheiro, ele também expõe desafios que ainda precisam ser superados. Mais do que acompanhar o crescimento do mercado, entender como ele funciona se torna essencial para concretizar o planejamento financeiro a longo prazo.
Por mais que o aumento de investidores acompanhou uma maior procura por conhecimento financeiro, ainda há muita desinformação. Segundo Mancini, isso se soma ao receio em alguns tipos de investimento. Outro aspecto relevante é a alta inadimplência das famílias no país, “o que faz com que o brasileiro opte por pagar suas dívidas em detrimento a investir. Suas reservas na verdade não se tornam reservas, mas sim pagamento de contas e gastos imediatos”, explica a economista. De acordo com ela, “os erros mais comuns são acreditar que o mesmo tipo de investimento vale para todos, sendo que os perfis mudam bastante, os objetivos e por quanto tempo se deseja investir. São pontos importantes a serem levados em conta”. Além disso, também há a ilusão de que os rendimentos podem ser rápidos, muitas vezes promovidos por falsas promessas na internet.
Em relação à maior procura de informação e o planejamento financeiro do brasileiro, Cristiane comenta que existem diversos canais de comunicação, inclusive do próprio Banco Central. “E vale a pena mencionar uma informação que muitos brasileiros desconhecem: o sistema financeiro brasileiro foi eleito o melhor do mundo em 2024 pela sua diversidade de produtos e condutas de política monetária e inflação”. Chini, por sua vez, diz não se preocupar tanto com o planejamento financeiro, mas sim com o direcionamento do dinheiro. “Percebi que não podia deixar o dinheiro na poupança para a inflação comer, sendo que poderia estar em um fundo ou uma ação que me gerasse rentabilidade. Talvez a maior mudança foi isso, passar a investir ao invés de só guardar”. Para ele, investir mudou a forma com que lida com o dinheiro, “eu sempre economizei e guardei dinheiro, mas na poupança. Então o saber investir me possibilitou entender mais sobre o que eu poderia fazer com o meu dinheiro, para fazer mais dinheiro”.
No último dia de fevereiro (28), o Irã sofreu uma invasão dos Estados Unidos, refletindo diretamente no preço do petróleo, já que a região que concentra algumas das maiores reservas do planeta e qualquer instabilidade vira gatilho para a alta nos preços e para um efeito dominó na economia mundial. E, mesmo distante do conflito, o Brasil sentiu rápido o reflexo com combustíveis mais caros, compras no mercado e a sensação de que decisões tomadas do outro lado do mapa atravessam fronteiras e chegam, sem pedir licença, no cotidiano do brasileiro.
Meios de locomoção como carros ou aviões não são os únicos dependentes do petróleo, trata-se de uma matéria-prima básica da cadeia que sustenta a vida moderna. É dele que saem combustíveis, mas também plásticos, cosméticos, roupas sintéticas, medicamentos e até partes de equipamentos eletrônicos. Em outras palavras, o petróleo não move só motores, ele move economias inteiras. Países como o Irã são peças-chave nesse tabuleiro, porque concentram reservas gigantes e influenciam diretamente a oferta global. Qualquer conflito ou instabilidade nessa região afeta o preço do barril, e esse aumento impacta o mundo por completo, não fica restrito ao mercado nacional.
Antes de pensar nos impactos que a economia brasileira pode ter em função do ataque bélico estadunidense, é preciso entender o Irã dentro da economia global. O país do Oriente Médio tem grande relevância no mercado de energia, por exemplo, o Irã hoje representa 3,6% da exportação mundial de petróleo, com 1,57 milhões de barris exportados por dia. Porém, se incluirmos os países exportadores do Golfo Pérsico já afetados pelo atual conflito militar (Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita), estamos falando de uma exportação mundial de petróleo de 11,5 milhões de barris por dia, “o equivalente a 26,6% do volume de petróleo exportado em todo mundo”, explica o economista e professor da PUC-Campinas Dario Rodrigues da Silva, doutorando em Economia Política Mundial.
Na avaliação dele, os impactos desse conflito sobre a economia brasileira já começam a se desenhar em diferentes frentes. “Os maiores riscos para o brasileiro, neste cenário, têm duas origens: a primeira delas é a crescente dependência de importação nos derivados de petróleo; a segunda, a falta efetiva de controle dos preços de distribuição dos derivados desde a privatização da BR Distribuidora, em 2019", ressalta Dário. Ele ainda explica que “sem esse controle, o governo não tem instrumentos para evitar instabilidades nos preços do varejo, por movimentos especulativos”.
A ida ao mercado também está pesando no bolso, onde os efeitos são indiretos, mas relevantes. O Irã é um dos principais nomes na economia de fertilizantes e o ataque provocou um aumento global no preço do produto, o que eleva os custos da produção agrícola. “As culturas de grãos de alto volume seriam as mais afetadas diretamente em seu custo, como arroz, feijão e milho”, aponta. Ainda assim, ele pondera que esses impactos não são inevitáveis para o consumidor final: “essas culturas podem também ser alvo de políticas públicas para o controle dos preços e garantia da produção, evitando que qualquer choque de custo seja repassado diretamente ao consumidor”.
Dario Rodrigues também chama atenção para possíveis efeitos nas exportações brasileiras como, por exemplo, o frango Halal, um tipo de abate específico para a cultura islâmica e um dos produtos mais exportado do Brasil para o Oriente Médio. "O principal impacto neste mercado é logístico, com o risco de interrupção das rotas de transporte destes produtos pelo estreito de Ormuz”, afirma. Estes entraves no transporte podem levar o produtor a redirecionar parte da produção ao mercado interno, o que “poderia até reduzir o preço para o consumidor brasileiro”, mas tenderia a comprometer “a lucratividade de longo prazo desta indústria, podendo resultar em desinvestimento” no setor, explica Dario.
Em relação às perspectivas futuras para o preço da gasolina, o professor da PUC-Campinas avalia que o cenário internacional ainda é marcado por grande incerteza, especialmente tratando-se do mercado de petróleo. “Previsões a respeito da cotação desse produto, para períodos mais distantes, não raramente, se mostram muito arriscadas”, afirma. Apesar disso, ele reconhece que, em cenários mais pessimistas, os preços podem subir ainda mais no curto prazo.
O petróleo começou 2026 custando USD 59,7 e, no dia em 28/03, quando o conflito completará 4 semanas, prazo estipulado por Trump para o fim da guerra após o primeiro ataque, “muitos analistas especializados informam que, nos piores cenários, os preços podem atingir USD 150”, acrescenta Dário. Para ele, o desenrolar da crise e a resposta do governo serão determinantes para o futuro. “Vai depender da aplicação destes instrumentos para que essa proteção realmente ocorra”, conclui, ao se referir às políticas públicas capazes de conter os efeitos da instabilidade da economia internacional sobre a economia doméstica.
A localização estratégica do Oriente Médio
Situado em confluência com a África, Europa e Ásia, sua localização privilegiada permite acessos estratégicos como o Canal de Suez, no Egito, e o Estreito de Ormuz, Irã. O interesse de países estrangeiros decai sobre uma das maiores reservas de combustíveis fósseis do mundo sendo crucial para a economia global. Desta maneira, a região se torna alvo de intervenções internacionais. Os Estados Unidos, historicamente, influenciam de maneira direta nas decisões dos países da região, muitas vezes na premissa de acusações de terrorismo. Uma das ocasiões mais memoráveis foi a guerra EUA X Iraque, em 2003, os norte-americanos acusaram o país asiático de obter armas de destruição em massa (nunca encontradas) e ameaçar a segurança global, esse foi o mesmo motivo do ataque ao Irã neste ano. A invasão causou um vácuo de poder após o assassinato do líder Saddam Hussein, e o país foi levado para uma guerra civil sangrenta. O conflito durou oitos anos, com mais de 600.000 mortos, segundo a revista The Lancet.
A Receita Federal anunciou na última segunda-feira (16) as regras para a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, referente aos rendimentos recebidos em 2025. O prazo de entrega começa às 8h do dia 23 de março e termina às 23h59 de 29 de maio.
A expectativa do órgão é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano. O programa para preenchimento estará disponível para download a partir de sexta-feira (20), no site oficial da Receita Federal.
Entre as principais novidades estão a antecipação das restituições, melhorias na declaração pré-preenchida e a criação de um cashback para contribuintes de baixa renda.
As mudanças fazem parte do processo de digitalização da Receita Federal e da tentativa de reduzir erros nas declarações, além de acelerar o pagamento das restituições.
Restituições serão pagas em quatro lotes
Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro os lotes de restituição. Os pagamentos ocorrerão nas seguintes datas:
• 29 de maio
• 30 de junho
• 31 de julho
• 31 de agosto
Segundo o órgão, cerca de 80% dos contribuintes com direito à restituição devem receber o valor já nos dois primeiros lotes. A ordem de prioridade permanece a mesma, começando por idosos com 80 anos ou mais.
Cashback pode beneficiar 4 milhões de brasileiros
Uma das principais novidades é o cashback do Imposto de Renda, que prevê devolução automática para trabalhadores de baixa renda que tiveram imposto retido, mesmo sem serem obrigados a declarar.
A medida deve beneficiar cerca de quatro milhões de pessoas, com devolução total estimada em R$ 500 milhões. O valor pode chegar a R$ 1 mil por contribuinte, com média de R$ 125.
O pagamento está previsto para 15 de julho, por meio de lote específico, preferencialmente via Pix vinculado ao CPF.
Declaração pré-preenchida ganha melhorias
A Receita também ampliou as funcionalidades da declaração pré-preenchida, disponível a partir de 23 de março para contas Gov.br nível prata ou ouro.
O sistema passará a emitir alertas automáticos para evitar erros, como despesas médicas fora do padrão ou ausência de chave Pix. Dados de renda variável, dependentes e informações do eSocial também foram integrados.
A expectativa é que mais de 60% dos contribuintes utilizem esse modelo em 2026.
Documentos necessários para declarar
Para evitar erros no preenchimento, a Receita Federal recomenda que o contribuinte reúna previamente os principais documentos, como:
• Informes de rendimentos fornecidos por empresas e bancos;
• Comprovantes de despesas médicas e educacionais;
• Dados bancários para restituição ou pagamento;
• Documentos de bens, direitos e dependentes.
Novas exigências e mudanças
Entre as novidades, rendimentos obtidos em apostas esportivas deverão ser informados na declaração, assim como saldos mantidos nas plataformas ao final de 2025.
Também será possível incluir nome social e, de forma opcional, informações de raça e cor do contribuinte e dependentes.
A Receita destacou ainda o uso do sistema Receita Saúde, que digitalizou recibos médicos e deve reduzir erros e casos de malha fina relacionados a despesas médicas.
Quem deve declarar?
Devem declarar o Imposto de Renda os contribuintes que, em 2025:
• Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584;
• Tiveram outros rendimentos superiores a R$ 200 mil;
• Venderam bens ou tiveram ganho de capital tributável;
• Realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil;
• Possuíam bens acima de R$ 800 mil;
• Obtiveram receita rural superior a R$ 177.920;
• Tiveram rendimentos ou investimentos no exterior
A nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais não vale para esta declaração e só será aplicada no IR de 2027. Isso ocorre porque o Imposto de Renda sempre considera os rendimentos do ano anterior. Como a nova regra passou a valer apenas em 2026, seus efeitos só aparecerão na declaração referente aos ganhos obtidos nesse período.
Não precisam declarar contribuintes que receberam rendimentos abaixo do limite anual de obrigatoriedade e que não se enquadram em nenhuma das demais situações previstas pela Receita Federal, como posse de bens acima do valor estabelecido, operações em bolsa ou ganhos de capital tributáveis.
Receita alerta para golpes
A Receita Federal reforçou que os contribuintes devem utilizar apenas os canais oficiais para envio da declaração e ficar atentos a tentativas de fraude durante o período.
O órgão também realizará transmissões semanais ao vivo no YouTube para esclarecer dúvidas sobre o preenchimento.