Em homenagem a tão esperada 95ª edição do Oscar, que acontecerá neste domingo (12) nos EUA para a alegria de cinéfilos, separamos nove momentos inesquecíveis da premiação para saciar a ansiedade dos telespectadores.
As obras com mais indicações ao Oscar
Os três filmes que bateram o recorde com 14 nomeações a prêmios da Academia são A Malvada (1950), drama estrelado pela icônica Bette Davis, Titanic (1997), romance recém remasterizado baseado na tragédia do navio de mesmo nome, e La La Land: Cantando Estações (2016), musical estrelado pelos grande nomes Emma Stone e Ryan Gosling.
Papel que ganhou o Oscar com dois atores diferentes interpretando o mesmo personagem
Além de favores, assassinatos e mafiosos que controlavam os negócios ilegais na cidade de Nova York nos anos 1940 e 1950, a trilogia de O Poderoso Chefão também trouxe o primeiro personagem que ganhou uma estatueta após ser interpretado por dois atores diferentes: Marlon Brando e Robert De Niro (pelos filmes de 1972 e 1973).
Mas esse posto logo foi dividido com o personagem Coringa, quando Heath Ledger e Joaquin Phoenix ganharam o Oscar por suas interpretações do enigmático e complexo inimigo do Batman.
(Falta de) Diversidade na premiação
Hattie McDaniel fez história ao ser a primeira mulher negra a receber uma estatueta de melhor atriz coadjuvante por seu papel na obra E o vento levou, o grande drama histórico de 1939 sobre a guerra civil americana.
A segregação racial, porém, ainda foi um empecilho para essa vitória. Além da atriz ter sido proibida de comparecer à estréia do próprio filme com o restante do elenco, McDaniel só pode comparecer à cerimônia da Academia após o produtor de cinema David O. Selznick pedir favores para permitirem a entrada dela no prédio.
A questão da diversidade racial na premiação nunca foi levada a sério pela Academia, o que gerou as manifestações on-line #OscarsSoWhite (#OscarsTãoBrancos), em 2016. Era o segundo ano seguido em que não havia atores nem atrizes não-brancos concorrendo às categorias de atuação e as reivindicações do público por mais diversidade foram apoiadas por alguns membros da indústria, que se propuseram a boicotar a noite de premiação e cancelaram suas participações. Entre eles, Spike Lee, Will e Jada Pinkett Smith e Mark Ruffalo.
Nazista escapa da morte por carregar seu Oscar na Segunda Guerra Mundial
Emil Jannings venceu o primeiro Oscar de melhor ator pelos filmes mudos A Última Ordem (1928) e Tentação da Carne (1927). O único alemão a ganhar essa categoria até hoje foi excluído dos filmes com som - uma novidade da época - de Hollywood por causa de seu forte sotaque.
O ator, portanto, voltou para a Alemanha e se tornou estrela e máquina de propaganda em vários filmes de promoção do nazismo. Quando os Aliados invadiram Berlim em 1945, Jannings supostamente foi salvo durante um bombardeio por carregar sua estatueta do Oscar com ele, para conquistar os soldados americanos e demonstrar sua antiga lealdade aos EUA.
O Oscar de Marlon Brando é rejeitado por Sacheen Littlefeather, em 1973
Em 1973, Marlon Brando recusou o prêmio de melhor ator por seu papel em O Poderoso Chefão (1972) em protesto contra a representação de Hollywood dos nativos americanos. Ele enviou a atriz ativista nativa-americana Sacheen Littlefeather no seu lugar, que disse:
"E as razões para isso são o tratamento dos índios americanos hoje pela indústria cinematográfica – desculpe-me – e na televisão em reprises de filmes, e também com os recentes acontecimentos em Wounded Knee. Eu imploro neste momento que eu não tenha me intrometido nesta noite e que no futuro, nossos corações e nossos entendimentos se encontrem com amor e generosidade. Obrigada em nome de Marlon Brando."
Após o massacre de Wounded Knee, que resultou nas mortes de mais de 150 indígenas na Dakota do Sul, em 1890, a cidade estava ocupada por indígenas que almejavam melhoria de suas condições de vida nas reservas na época da cerimônia.
Em meio a vaias e aplausos, a ativista recusou aceitar o prêmio em nome de Brando.
Primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar, em 1962
Que os Oscars é uma premiação centrada nas produções estadunidenses, é fato, por isso qualquer menção de obras fora dessa bolha é celebrada. Em 1962, O pagador de promessas, de Anselmo Duarte, foi motivo de alegria para os brasileiros.
O longa retrata a história de Zé Burro (Leonardo Villar) e sua relação com com a religião, quando bate de frente com a igreja católica a fim de cumprir uma promessa feita no Candomblé. Até hoje, ele continua sendo a única produção nacional a ganhar a Palma de Ouro - um dos prêmios mais importantes do festival de Cannes.
Em contrapartida, em 1999 a Academia decepcionou a comunidade brasileira. Fernanda Montenegro concorreu ao Oscar por seu papel de Dora em Central do Brasil, e perdeu a estatueta para a atriz Gwyneth Paltrow, por sua atuação em Shakespeare Apaixonado. Fernanda continua sendo a única brasileira a ser indicada ao Oscar na categoria de atuação.
Tempo de tela mais curto a receber um Oscar
Beatrice Straight precisou de apenas 5 minutos e 2 segundos de tela, para convencer a academia que era merecedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante de 1977, pelo filme Network: Rede de Intrigas. A atriz Hermione Baddley, no filme Almas em Leilão de 1959, conseguiu ser indicada com apenas 2 minutos e 19 segundos em cena, porém, não levou o prêmio para casa, e a atriz Shelley Winters, de O Diário de Anne Frank, foi a homenageada com a estatueta.
As "trapalhadas" dos Oscars
“Os Franks”
No ano de 1933, dois Franks estavam competindo na mesma categoria, Frank Capra (Dama por Um Dia) e Frank Lloyd (Cavalgada). O apresentador Will Rogers acabou não especificando qual dos Franks era quando revelou o grande ganhador, Capra se adiantou e foi buscar o prêmio. Acontece que, na verdade, era LIoyd que tinha ganhado como melhor diretor do ano.
Vazamento dos resultados antes da cerimônia, em 1940
Depois do primeiro Oscars em 1929, quando os vencedores foram anunciados três meses antes da cerimônia, a Academia decidiu começar a enviar a lista dos premiados diretamente aos jornais para serem publicados apenas na noite do evento. Entretanto, em 1940, o LA Times anunciou os vencedores horas antes do prêmio, o que fez com que a Academia tivesse que introduzir o sistema do envelope lacrado, o qual é utilizado até hoje.
La La Land?
Nos Oscars de 2017, na categoria principal da noite, melhor filme, os apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway leram o cartão errado que anunciava La La Land como o vencedor. Acontece que o erro foi exposto depois que os atores e equipe da obra subiram no palco. Inclusive foi anunciada a confusão enquanto um dos produtores do filme, Fred Berger, discursava em agradecimento, o que gerou uma cena no mínimo atrapalhada. Ao entender a confusão, o produtor finalizou seu discurso com um icônico: "Nós perdemos, aliás"
O verdadeiro campeão da noite Moonlight: A luz da lua
Tapa de Will Smith em Chris Rock
Foi um dos assuntos mais comentados do ano de 2022, sendo o Chris Rock, um dos nomes mais pesquisados pelo brasileiros no ano passado. Momentos antes de conquistar a estatueta de melhor ator por King Richard, Will Smith protagonizou uma cena de agressão nos palcos da cerimônia. Acontece que o comediante Chris Rock fez uma piada com Jada Smith, esposa do ator. A brincadeira em questão fazia referência à alopecia de Jada, doença sem cura que gera queda parcial ou total dos cabelos.
Smith, não gostando da atitude de Chris, subiu no palco e o agrediu com um tapa. "Tire o nome da minha mulher da sua boca” gritou o ator após voltar ao seu assento. A cena chocou a plateia, que ainda assim acreditava que era uma cena roteirizada. Só foram entender que se tratava de realidade quando Smith, em seu discurso de agradecimento, se desculpou com os convidados e com a Academia.
O ator foi proibido de frequentar qualquer evento organizado pela academia de Hollywood por 10 anos. Já Rock não foi condenado por nenhum membro do evento, mas foi atacado por internautas em suas redes sociais.
Bônus: do que é feita a estatueta?
Ao vermos aquela imponente estátua dourada, pensamos automaticamente nos milhares de dólares desembolsados para sua produção. Mas, para frustração de nosso imaginário, ela é feita de nada mais que estanho folheado. A peça de 35 cm de altura pesa cerca de 4 g, é folheada a ouro 14 quilates e custa de US$ 500 a US$ 900 para ser feita.
Com um total de 37 estatuetas recebidas nas maiores premiações do mundo cinematográfico, é inegável que Quentin Tarantino se tornou um dos maiores e mais influentes diretores da atualidade. Suas narrativas e estilo visual marcaram a indústria cinematográfica e conquistaram a crítica especializada e a popularidade.
Antes de iniciar sua carreira no mundo do cinema, foi gerente de uma locadora. Aliás, o próprio Quentin Tarantino deve muito de sua criatividade ao acesso a alguns dos filmes que inspiraram seu trabalho.
Consagrado entre os amantes da arte do cinema por seu estilo bem definido e inconfundível, o diretor nasceu no estado do Tennessee, nos Estados Unidos. Seu primeiro trabalho foi em My Best Friend’s Birthday, de 1987. Porém, foi em Cães de Aluguel, lançado em 1992, que o diretor iniciou sua ascensão ao estrelato.
O longa, que rendeu o status de "Melhor Filme Independente já feito" pela revista Empire, foi o pontapé inicial em uma carreira promissora e influente.
Diretamente influenciado pelo movimento francês Nouvelle Vague, Tarantino também flerta diretamente com as raízes do cinema inglês, do faroeste e, principalmente, das artes marciais.
Com uma estética sanguinária e violenta, o diretor desenvolve narrativas divididas em capítulos - Kill Bill - Volume 1 e Volume 2, por exemplo -, com cenas de lutas marciais bem ensaiadas, diálogos extensos e, muitas vezes, não-lineares, além das trilhas sonoras que transmitem com exatidão o clima da cena.
Foto: Miramax Films
Em 1994, foi lançado o longa Pulp Fiction. Considerado um marco na história do cinema e da cultura pop, o longa transpôs uma narrativa não-linear dividida em sete capítulos. Abordando o universo gangster de forma caricata, Tarantino traz ironia, humor e acidez ao gênero policial - não é à toa que o filme foi indicado a sete categorias do Oscar e recebeu a estatueta por "Melhor Roteiro Original'.
O título do longa metragem mais aclamado de sua carreira assumia referências à literatura popular norte-americana sobre crimes, muitas vezes vendida em papel barato (pulp). Suas obras, como sempre, assumiram a responsabilidade de retratar assuntos joviais com certo tom de ironia e acidez.
Foi com Pulp Fiction que Quentin Tarantino foi reconhecido como uma verdadeira estrela na arte da direção cinematográfica. Não é à toa que a dádiva de mesclar assuntos joviais em uma atmosfera caótica lhe rendeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes, prêmio de maior prestígio do Festival de Cinema de Cannes.
Já em seu terceiro filme, Tarantino decidiu seguir um caminho diferente. Nesse, o roteiro seria uma adaptação do livro Jackie Brown, do autor Elmore Leonard. Menos estridente que seus antecessores, o filme, intitulado da mesma forma que o livro, abre espaço para os personagens e seus relacionamentos se desenvolverem entre os pontos cruciais da trama. Diferentemente de seu quarto filme.
Kill Bill Volume 1 e Volume 2 são explosivos. Voltado ao cenário de ação direta e vingança, o thriller acompanha uma história de vingança sangrenta e muitas cenas de artes marciais. Dividido em dois filmes, o longa é uma homenagem direta aos gêneros que o diretor se inspira, principalmente ao cinema oriental.
Do macacão amarelo de Jogo da Morte ao esquadrão dos Cinco Venenos Mortais, Tarantino, notavelmente, se apropria de elementos estrangeiros e consegue refletir, de maneira universal, a diversidade cultural dos Estados Unidos.
Porém, não apenas a cultura estadunidense é retratada, mas também a história mundial. Um fator importante é que o revisionismo histórico se mostrou presente em seus lançamentos mais recentes.
Os longas Bastardos Inglórios (2009), Django Livre (2012), Os Oito Odiados (2015) e Era Uma Vez em Hollywood (2019) compõem o seleto grupo de longas que decidem retratar períodos marcantes no mundo globalizado, desde a Segunda Mundial até o fim da Velha Hollywood.
Um fato importante é que, durante anos, Quentin Tarantino planeja se aposentar do cinema depois de dirigir dez filmes. Sua nona obra, Era uma vez em Hollywood, onde atuou como roteirista e diretor, recebeu indicações ao Oscar, Globo de Ouro e BAFTA.
Faltando apenas um filme para cumprir sua promessa, o diretor consegue recontextualizar um gênero premiado ao seu próprio toque. É criado um universo onde todos os erros podem ser corrigidos e tudo é possível - inclusive, matar Hitler de uma forma imprecisa.
De ex-funcionário de uma videolocadora a um dos maiores diretores da geração. Com certeza, quando seus dias chegarem ao fim, Tarantino terá morrido como um samurai.
Neste sábado (12), ocorreu a primeira edição do festival de música GP WEEK, na cidade de São Paulo. Com shows de Fresno, The Band Camino, Hot Chip, Twenty One Pilots e The Killers.
Em referência ao ‘Grande Prêmio’ de Fórmula 1, o evento trouxe bandas que caminham entre sub estilos do rock e atraíram públicos de todas as idades. Com performance eletrizante de Twenty One Pilots e The Killers, a GP Week conquista espaço no grande calendário de festivais da cidade.
Fresno, a única banda brasileira a participar, abriu a sequências de shows às 14 horas e trouxe aos palcos o emo, juntando clássicos com novidades para conquistar a plateia que timidamente começava a preencher o Allianz Parque. Lucas Silveira, vocalista, finalizou a participação do grupo questionando o fato de ser apenas uma banda com canções em português, mas instigou os ouvintes a valorizarem o som nacional com uma versão de Eva, originalmente da Banda Eva, que foi cantada por todos ali presente.
As homenagens ao Brasil não acabaram por aí, pois The Band Camino não poupou palavras para descrever a emoção de, pela primeira vez, tocarem no Brasil - e na América Latina. Pela formação recente, a presença de um público significativo em outro território pareceu surpreender os musicistas, pois não deixavam de agradecer recorrentemente a presença de todos. Aproveitando a oportunidade, convidaram ao palco Mateus Asato, guitarrista brasileiro, famoso internacionalmente por ter tocado com Bruno Mars e Jessie J. Vestidos com a camisa do Palmeiras, a banda encerrou sua participação com uma energia contagiosa.
A banda The Hot Chip, criou um clima ainda mais animado para as bandas mais esperadas da noite, Twenty One Pilots e The Killers. O primeiro transformou o estádio às 19:00, o uníssono dos ouvintes era eletrizante e a entrega do duo incomparável. Com momentos surpreendentes, como a escalada da torre de apoio pelo Tyler Joseph e a bateria em cima da plateia por Josh Dun, a banda cria mais um show inesquecível em solo brasileiro. A interação com o público foi fundamental para que pudessem ser considerados os protagonistas da festa, sendo ovacionados ao finalizarem com “Heathens”.
O atestado da união de gerações ficou ainda mais claro com o show de The Killers, que encerraram a noite. O Allianz, que à tarde encontrava um público mais jovem, encarava durante o show espectadores maduros, mas com a vitalidade de Brandon Flowers, vocalista da banda. Com as letras na ponta da língua, os 50 mil presentes, entregaram todos os hits da banda de forma excepcional, demonstrando que a pergunta de Brandon “vocês esqueceram da gente?” era apenas ironia. Porém, um destes fãs foi convidado ao palco para tocar “For Reasons Unknown” e o fez perfeitamente em meio a aplausos e gritos. A GP Week conquista através das atrações e do público, o espaço necessário para se consagrar como mais um festival paulista no calendário nacional.
A cultura brasileira hoje arde de vazio pois daqui pra sempre faltará o Brasil que ele cantou, contou e resgatou.
Tirar o Brasil da gaveta não é tarefa fácil pelo tamanho do nosso país e pelo peso do seu legado. Isso ele carregava com o riso e presepada característicos do nosso povo brasileiro. Faço questão de chamá-lo de Sr Brasil pois sei que carregava o quanto podia (e quanto podia!) dessa nossa casa desde jovem, e por confiar nele o que tanto carregava.
Sei que viu seu último dia do saci, seu último carnaval, seu último São João, Divino, São Gonçalo, Catira, Frevo, Samba, Repente, Modão como sempre: sabendo que aqui é um lugar especial.
Trazia sempre um causo - aqueles que expressam o quão sabido e cheio de ideia é o povo brasileiro, o quão bonito é seu país e o quão casado esse está com sua terra - e de todos que ouvi, gostei. Nada melhor do que ver um senhorzão grande (o Sr. Brasil!), narigudo e de cabelos brancos, com toda a bagagem que poderia querer ter, se fazendo de porta voz de causos populares contados pelos mais longínquos brasileiros - afinal, o que é de alguém desse país se não um contador de causos - dos mais longínquos territórios.
Quantos caboclos ele não interpretou? O quieto, o falante, o rezadêro, o violeiro, o pescador, o esmoleiro, o ateu, o fazendeiro, a mãe, a irmã, o peão. Com tantos causos fez rir a plateia, cativou e fez lembrar, daqueles que estavam longe de casa, de como era a vida fora da cidade.
Nos convencia com toda a proclamação que era o caboclo que representava. Tomando aquele café na xícara vazia e sentando no banquinho de madeira, contava e contava causos, recebia e recebia artistas, e, óbvio, falava e falava de Brasil.
Parceiro de Ariano, o Sr Brasil, quando cantava que “A viola fala alto no meu peito, mãe” aposto que queria dizer que o Brasil falava alto em seu peito. Isso pois sim, falava e falou alto por seus 86 anos de vida, durante os quais tirava da gaveta nosso país para nos contar e lembrar dele. “Tem que fechar a história, deixar marcada na história nossa vida brasileira”, dizia ele.
Nesta quarta-feira (09), a música popular brasileira perdeu uma de suas mais impactantes vozes, Maria da Graça Costa Penna Burgos (Gal Costa), em São Paulo.
De acordo com informações divulgadas pela equipe de Gal, a artista de "Lágrimas Negras" havia passado, recentemente, por uma cirurgia de retirada de nódulo na fossa nasal direita, resultando no adiamento de apresentações agendadas. Mas a causa legítima da morte segue desconhecida.
Made in Bahia. Um tributo a uma das Marias brasileiras
Munida de um talento incomparável, Gal Costa foi cantora, compositora, multi-instrumentista, mãe e defensora dos direitos humanos.
O envolvimento da ícone com a arte iniciou no ventre da mãe e incentivadora Mariah Costa Penna (falecida em 1993), que relatava ter dedicado horas da gravidez ouvindo musicas, na intenção de envolver e introduzir a filha ao mundo musical.
A musicista estreou a carreira na década de 60, ainda na adolescência, e colecionou grandes parcerias como Maria Bethânia, Gilberto Gil e Caetano Veloso, sendo parte da consolidação do Tropicalismo, movimento caracterizado como revolucionário e libertário, afim de aproximar a música da cultura brasileira e resgatar a identidade popular do país.
Como canta em um trecho, Gal acreditava que belezas eram coisas acesas por dentro, e assim, se despede para uma nova jornada. A marcante voz que hoje se calou, continuará ecoando por meio das principais obras deixadas, como "Baby", "Chuva de Prata", "Sorte" e "Aquarela do Brasil".