Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

nyt taylor swift
Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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Blink-182 é lembrado durante o sábado apesar da sua ausência
por
Luana Galeno
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28/03/2023 - 12h

No último  sábado, 25, aconteceu o segundo dia do festival Lollapalooza. Como headliners tivemos Twenty One Pilots e Tame Impala. Contamos ainda com Melanie Martinez, The 1975, Jane’s Addiction e Wallows.

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Final do show de Twenty One Pilots. Imagem: Reprodução
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Jesse Blum, trompetista de Twenty One Pilots em seu solo. Imagem: Reprodução Multishow

Twenty One Pilots, em sua terceira vez no festival, gerou comoção e mais um momento inesquecível no Brasil. Originalmente, o horário das 21:30 do palco Budweiser era reservado para Blink-182, mas por uma fratura no dedo de Travis Barker, baterista da banda, o show deles foi cancelado.

O último show do duo no Brasil aconteceu na GP Week e deveria ter sido “o último em muito tempo”, porém devido ao cancelamento - e ao cachê de todos os Lollas da América do Sul - Twenty volta ao Brasil após seis meses de sua última apresentação.

O show contou com banda de apoio pela primeira vez no Lolla e tornou a experiência de sábado memorável com o trompetista Jesse Blum, fazendo um solo com Garota de Ipanema, Mais que Nada e Baile de Favela. Além da homenagem às músicas brasileiras, fizeram cover de All The Small Things (Blink-182) e animaram a plateia com músicas próprias como Mulberry Street e Stressed Out.

The 1975 completa exatos sete anos desde seu primeiro show no Brasil, também no festival Lollapalooza. Apresentando músicas de seu último álbum Being Funny In a Foreign Language e hits da carreira, o grupo trouxe muita emoção para os fãs que os aguardavam desde 2019. Apesar de Matty Healy ter chamado atenção em seus últimos shows por ter beijado fãs, em sua apresentação em São Paulo não tivemos essa ocorrência. Porém, a banda anunciou que pretende voltar ao Brasil com sua turnê At the Best em janeiro de 2024.

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Kevin Park, vocalista de Tame Impala de muletas no palco. Imagem: Stephanie Hahne

No Palco Chevrolet, tivemos Tame Impala. Mesmo com o quadril fraturado, o vocalista Kevin Park disse que manteria o show, pois os fãs já tinham sentido o cancelamento de Blink e assim o fez. Mesmo com muletas, a banda iniciou a apresentação de seu rock psicodélico, mas liberou a transmissão apenas das três primeiras músicas performadas.

O último show do palco Adidas foi de Melanie Martinez. A cantora traz seu conceito por meio de produção de palco, fantasia - que cobre até seu rosto. O single Death, lançado há uma semana, anuncia a nova era da cantora e explica sua roupa. Já as músicas Show & Tell e Dollhouse pertencem respectivamente aos álbuns K-12 e Cry Baby e mostram a história da artista no mundo da música.

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Melanie Martinez em sua roupa de show. Imagem: Reprodução Canal Bis

Os cantores nacionais que participaram desse dia do festival foram: Mulamba, Medulla, Ana Frango Elétrico, Valentina Luz, Tássia Reis, Carol Biazin, Gilsons, Binaryh, Ludmilla, Pitty, Eli Iwasa, Filipe Ret, Almanac, Liu e Mochakk.

Ludmilla tomou conta da plateia com diversos estilos musicais. "Coloquei até a galera da grade, de preto, esperando o show da noite, pra cantar pagode" brincou a cantora, durante o show. Pitty, que estava no palco Adidas, encontrou situação semelhante. Fez com que os fãs de músicas pop - que seguravam grade para Melanie Martinez - cantassem seus sucessos do rock.

O palco Perry's by Johnnie Walker, de música eletrônica, foi dominado por brasileiros também e teve muita popularidade entre o público. Liu e Mochakk foram muito aguardados e aclamados por suas apresentações.

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Apresentação de Liu. Imagem: Sophia Dolores

 

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Com a expansão, museu se torna um dos maiores espaços artísticos da América Latina e revitaliza a região.
por
Gustavo Pereira
Joana Atala
Maria Eduarda dos Anjos
Sônia Xavier
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27/03/2023 - 12h

 

Inauguração da Pinacoteca Contemporânea
Inauguração da Pinacoteca Contemporânea. Crédito: Maria Eduarda dos Anjos 

A ampliação da Pinacoteca abriu suas portas no início de março prometendo entrada gratuita até o fim do mês. A recente área expositiva surge com a proposta de construir o diálogo de forma acessível, a partir de exposições que contemplem a arte, a educação e a diversidade. Com o lançamento da Pinacoteca Contemporânea, o complexo tornou-se o segundo maior museu da América Latina e o maior do país. 

Dentro do Parque da Luz e bem próximo ao prédio principal, a recém-inaugurada construção é anexada aos outros dois edifícios de domínio do museu, somando assim 22.000 metros quadrados de área. Apesar de imponentes, caracterizam um ambiente acolhedor e agradável. Uma grande praça pública integra o ambiente com leveza, garantindo também um senso de receptividade a todos. O projeto é assinado pela “Arquitetos Associados” e conversa com as construções da região do Centro de São Paulo.  

As obras do novo espaço da Pinacoteca contaram com o apoio do Governo do Estado de São Paulo; foram investidos 55 milhões de reais, além de um estímulo de 30 milhões de reais, por parte da família Gouvêa Telles. 

Obra da exposição Quase Colonial da artista sul coreana Haegue Yang
Obra da exposição Quase Coloquial da artista sul coreana Haegue Yang. Crédito: Maria Eduarda dos Anjos 

O ambiente foi, fortemente, elogiado pelos visitantes pela integração com o parque e a natureza. “Como tantos outros museus que existem aqui em São Paulo e em outros lugares, eles têm que ser frequentados para implementar mais o diálogo social, nesse aspecto da natureza,  e aqui você passeia pelo parque que estava quase abandonado e o incorpora a uma nova proposta”, declara Osvaldo Rovetto, visitante italiano. 

Em sua estreia, o museu apresentou duas exposições inéditas; a primeira é da artista sul coreana Haegue Yang, que integra, em destaque, o cenário da arte contemporânea. A mostra foi batizada de "Quase Coloquial" e costuma variar em seus formatos. Ela orbita entre a fotografia bem como a escultura e instalações, além de vídeos e textos. Um material que se mostra bastante comum em sua obra são as venezianas, e não por acaso, vemos 6 esculturas feitas inteiramente com esse material; o conjunto denominado Stacked Corners (Cantos Empilhados). Em seguida, um mosaico de colagens faz um aceno a ícones da cultura brasileira, como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, em meio a figuras de animais, paisagens e outros.

A segunda exposição, "Chão da Praça", exibe parte do imenso acervo de arte contemporânea da Pinacoteca. As peças aparecem em diversos formatos, desde a pintura até os suportes em vídeo. Os artistas, em sua grande maioria, são brasileiros, e a curadoria de Ana Maria Maia - curadora chefe da Pinacoteca - constrói uma narrativa norteada pelas ideias de travessias, vizinhanças e transcendências. 

As exposições não seguem um padrão linear, há uma mistura entre artistas, linguagens e formas de expressão, o ambiente também proporciona um contato mais interativo com o público. 

“Tem nitidamente um aspecto mais de popularização, está inserida dentro do parque e as portas são mais abertas do que um museu tradicional”, declara o artista Lucas Bambozzi. 

Visão panorâmica da Pina Contemporânea
Exposição Itinerária Quase Coloquial. Crédito: Maria Eduarda dos Anjos 

Além do espaço expositivo, o recinto  também conta com um pavilhão que inclui duas galerias e dois ateliês que oferecem atividades educativas ligadas ao exercício da arte. A loja do museu, com pequenos souvenirs, também se localiza neste espaço, além de uma cafeteria com vista para o parque.

 

Serviço: 

Endereço: Av. Tiradentes, 273 – Luz, São Paulo

Datas/ Horário: Qua - Seg das 11h às 17h30

Ingressos: gratuitos até 02 de abril

Veja a vista da nossa equipe na inauguração da Pina Contemporânea 

 

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Primeiro dia do festival traz maior público da história do Lolla
por
Luana Galeno
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27/03/2023 - 12h

Nesta sexta, 24, tivemos o primeiro dia do festival Lollapalooza. As principais atrações foram Lil Nas X e Billie Eilish, que se apresentaram respectivamente no palco Chevrolet e Budweiser. Também tivemos shows de Kali Uchis, Conan Gray e Rise Against, que geraram grande ansiedade nos fãs. 

Imagem: Divulgação Lollapalooza
Imagem: Divulgação Lollapalooza
Lil Nas X sobre capivaras. Imagem: Twitter
Lil Nas X sobre capivaras. Imagem: Twitter

A performance de Lil Nas X chamou atenção por sua presença única, com mudanças de figurino e cabelos - incluindo um corte nas madeixas no palco -, grande produção e muita coreografia. A primeira vez do Lil Nas no Brasil tem sido marcante, até mesmo para o artista que conheceu nossas capivaras e voou de parapente.

Montero criou uma atmosfera única, trazendo sua estrutura própria para o palco Chevrolet e contagiou a plateia com os hits Call me by your name e Industry Baby. Ele deixou sua marca em território paulista convidando Pabllo Vittar para performance e remixando músicas de outros artistas como Beat It de Michael Jackson e S&M de Rihanna.

 

 

Pabllo Vittar e Lil Nas X no palco Budweiser. Imagem: Reprodução Multishow
Pabllo Vittar e Lil Nas X no palco Budweiser. Imagem: Reprodução Multishow


Billie Eilish tem sido muito aguardada no país desde que teve sua turnê mundial "Where do we go?” cancelada em 2020, por conta da Covid-19. Quase três anos depois, a cantora arrasta multidões para o autódromo de Interlagos, comprovando grande influência na juventude. Segundo a organização do evento, Eilish quebrou o recorde de maior público da história do Lollapalooza Brasil, com cerca de 104 mil pessoas assistindo ao espetáculo.

 Imagem: Reprodução Multishow
Imagem: Reprodução Multishow
 Imagem: Reprodução Multishow
Billie Eilish cantando no Lollapalooza 2023
Imagem: Reprodução Multishow

Como um passeio em sua história, Eilish traz desde hits mais animados como Happier Than Ever até suas músicas mais calmas como Everything I Wanted em sua setlist. Apesar da estrutura simples no palco Budweiser, sua performance é contagiante e o público parece conhecer de cor cada letra da artista, tornando o show enérgico. 

Pela primeira vez, ouvimos I wish you were gay ao vivo. O feito é mérito dos fãs da cantora, que fizeram campanhas online colocando a canção em primeiro lugar dos charts. Billie ainda se emocionou com Billie Bossa Nova, composição inspirada no Brasil. Ela comentou “essa música é feita pra vocês”. 
A cantora ainda marcou presença em outros pontos da cidade, inclusive na festa de aniversário da Anitta, mas sua presença durou apenas 30 minutos.

Artistas nacionais também tiveram seu espaço no primeiro dia do Lolla. Pedro Sampaio, Anavitória, Black Alien, Planta e Raiz, Madds, Gab Ferreira, Baby, Aliados, Aline Rocha, Brisa Flow e  Curol foram as bandas e cantores que firmaram os pés nos palcos de sexta.

Iniciando os trabalhos do dia 24, Brisa foi a primeira artista indigena a se apresentar no Lollapalooza e sua sonoridade fez referência a isso. Paralelamente, Gab Ferreira abria o palco Adidas, porém teve um público reduzido de uma dezena de pessoas para prestigiá-la. No palco Perry's By Johnnie Walker Blonde, às 18:00, Pedro Sampaio estreou no Lolla e durante sua apresentação, revelou-se como bisexual para a audiência ao som de um remix de “Toda Forma de Amor” de Lulu Santos.

 

Pedro

Gab

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Será que uma antecipação tão grande para soltar o line-up pode ser o motivo?
por
Giovanna Takamatsu
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24/03/2023 - 12h

Idealizado por Perry Farrell, vocalista da banda Jane’s Addiction, em 1991, o festival de música Lollapalooza chega a sua 10ª edição brasileira. O evento, que foi introduzido ao Brasil em 2012, ganhou popularidade ao longo dos anos, se tornando um dos espetáculos mais esperados do país. 

A cada ano existem expectativas e especulações de quais serão os artistas convidados. Por causa do sucesso que o festival tem, o público compra os ingressos sem saber qual será o line-up, já que conhecem a credibilidade do evento, e tem certeza da presença de atrações globais e populares. Normalmente, os dias que ocorrerão os shows são divulgados com 9 meses de antecedência, com a compra dos ingressos acontecendo em setembro do ano anterior ao espetáculo.

line-up, divulgação mais esperada pelo público, é normalmente liberado um período após a aquisição dos bilhetes. Nesta edição, por exemplo, foi liberado em outubro de 2022, com quase 6 meses de antecedência. Isso causa, muitas vezes, uma imprevisibilidade em relação ao comparecimento efetivo dos artistas no festival, como ocorreu em 2022, com a banda Foo Fighters, Jane’s Adiction, King Gizzard & The Lizard Wizard, e a cantora Phoebe Bridgers. No Lollapalooza desse ano já houve o cancelamento de 5 shows. Veja abaixo as atrações canceladas e suas substituições.

Blink-182

Blink-182
Blink-182. Imagem: Reprodução/Youtube

A banda de rock americana Blink-182, era uma das atrações mais aguardadas por fãs do festival. Eles foram anunciados no line-up original. Infelizmente, a banda teve que cancelar todos os seus eventos na América do Sul e México, devido a um problema de saúde do baterista, Travis Baker. Para a felicidade de alguns, a banda foi então substituída pela dupla Twenty One Pilots. O duo, presente também no Lollapalooza de outros países da América do Sul, como Chile e Argentina, está fazendo covers de Blink-182 e já realizou grandes apresentações no Lollapalooza. 

Omar Apollo

Omar Apollo
Omar Apollo. Imagem: Divulgação

Ele foi o primeiro artista a cancelar sua aparição no festival. Seu motivo foi por conflitos na agenda, já que está abrindo os shows da cantora Sza, na turnê pelos Estados Unidos. O cancelamento pode ter sido consequência da antecedência que ocorre para liberar o line-up. Os organizadores do Lollapalooza anunciaram que a banda The Rose iria substituir Apollo. 

Dominic Fike e 100 Gecs

100gecs
100 Gecs. Imagem: Skullcandy 
Dominic Fike
Dominic Fike. Imagem: Reprodução

A organização do festival divulgou o cancelamento desses dois artistas no mesmo anúncio. As razões não foram esclarecidas, somente foi afirmado que teriam que cancelar seus eventos pela América do Sul. Os cantores foram substituídos pela banda indie canadense Mother Mother, e pelo grupo de música eletrônica Almanac.

Willow

willow
Willow. Imagem: Emma Mcintyre

A cantora, filha de Will e Jada Pinkett Smith, foi anunciada como uma atração surpresa do festival, após a liberação do line-up original. Faltando menos de 2 semanas para o seu show, foi então divulgado que ela não se apresentaria mais na América do Sul e México, incluindo o Lollapalooza Brasil. Ainda não foi anunciado se vai haver substituição. 

 

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Um marco brasileiro do pop rock está de volta
por
Ana Julia Bertolaccini
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22/03/2023 - 12h

A banda NX Zero, que não estava em atividade desde 2017, retornou aos palcos no início do mês, no programa Caldeirão do Mion, da Rede Globo. Os integrantes farão uma turnê de reencontro inédita, com início em maio de 2023.

O grupo que movia multidões no final dos anos 2000 cantou três dos seus grandes sucessos: “Razões e Emoções”, “Cedo ou tarde” e “Além de mim”. A plateia, composta também por fãs que acompanharam os músicos durante a adolescência, se mostrou ansiosa pela apresentação.

Marcos Mion, que é fã da banda, demonstrou grande carinho ao receber os músicos no palco de seu programa na televisão, e segundo Di Ferrero, vocalista da banda, agitou o reencontro de NX Zero nas redes sociais. O cantor presenteou Mion com um dos colares de miçanga que utiliza no palco e provocou reações espontâneas do apresentador, que respondeu em tom de brincadeira: “se for a original eu vou cair de joelhos, cara. Eu vou chorar”.

NxZero e Marcos Mion no programa Caldeirão na tv globo; “Imagem: Divulgação/instagram @nxzerooficial”
NX Zero e Marcos Mion no programa Caldeirão do Mion, da TV Globo. Imagem: Divulgação/Instagram @nxzerooficial.

A reunião dos integrantes Leandro Franco da Rocha (Gee Rocha), Daniel Weksler, Conrado Grandino (Caco), Filipe Ricardo e Diego José Ferrero (Di Ferrero) era esperada pelo público há mais de cinco anos. Neste intervalo, cada membro seguiu com projetos individuais, tanto profissionais quando pessoais. Di Ferrero, por exemplo, segue carreira solo com o lançamento do álbum “Uma Bad, Uma Farra”, incluindo canções como “Intensamente”, em parceria com Vitor Kley, e “Aonde é o céu”.

Durante sua fase de grande popularidade, NX Zero conquistou espaço no rock nacional com o estilo “pop rock”, com os álbuns “Agora”, “Nx Zero”, e o DVD “62 mil horas até aqui”. O período de efervescência deste gênero no Brasil - representado também por bandas como CPM22, Fresno e Restart - aparecia agregado a diferentes estilos de roupas, cortes de cabelo e acessórios adquiridos pelos jovens na época. O chamado estilo “emo” conquistava uma geração.

Além da apresentação no Caldeirão, um show foi realizado no BBB (Big Brother Brasil) na sexta-feira (17), e animou os participantes do reality, mostrando todo o carisma e a tradicional identidade do pop rock brasileiro.

Com a marcante presença do instrumental nas canções (guitarra, baixo e bateria), junto à voz e a maneira característica de se apresentar do vocalista, combinado com a voz de apoio do também guitarrista Gee Rocha, a memória da geração dos anos 2000 no Brasil foi resgatada, causando um sentimento nostálgico aos expectadores.

Di Ferreiro se apresentando junto à banda em um show realizado no Big Brother Brasil; Imagem: Divulgação/www.gshow.globo.com
Di Ferrero se apresentando junto à banda no show realizado no Big Brother Brasil. Imagem: Divulgação/Gshow

Estas aparições públicas dão início ao reencontro que precede a turnê “Tour Cedo ou Tarde”, a qual leva o nome de um dos singles mais famosos da banda. Os shows acontecerão em 18 cidades diferentes, sendo o primeiro deles no festival MITA, no Rio de Janeiro, em 28 de maio. Os ingressos já estão à venda no site oficial da banda nxzerooficial.com.br. Confira mais informações abaixo:

Agenda de shows atualizada da “Tour Cedo ou Tarde”, com ingressos de alguns shows já esgotados; “Imagem: Divulgação/instagram @nxzerooficial”
Agenda da “Tour Cedo ou Tarde” atualizada, com ingressos de alguns shows já esgotados. Imagem: Divulgação/instagram @nxzerooficial.

 

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