O Rock in Rio retorna após 2 anos de pandemia: a edição de 2022 terá início no dia 2 de setembro, com as últimas apresentações marcadas para o dia 11 e conta com um lineup de sucesso como: Justin Bieber, Post Malone, Guns N’ Roses, Coldplay, Dua Lipa, Iron Maiden e Green Day. No total, serão nove palcos e muitas atividades para fazer ao longo dos sete dias do evento. Confira tudo sobre a cidade do rock abaixo:

Lineup
Com grandes nomes e de diversos estilos musicais, a principal atração do evento é capaz de agradar a todos os públicos, veja os principais nomes e as datas dos shows:
02/09 (Sexta-feira)
PALCO MUNDO: Iron Maiden, Dream Theater, Megadeth e Supultura + Orquestra Sinfônica Brasileira
PALCO SUNSET: Bullet For My Valentine, Living Colour feat Steve Vai, Metal Allegiance e Black Pantera convida Devotos
03/09 (Sábado)
PALCO MUNDO: Post Malone, Marshmello, Jason Derulo e Alok
PALCO SUNSET: Racionais, Criolo convida Mayra Andrade, Xamã convida Brô MC’s, Papatinho + L7nnon convidam Mc Hariel e Mc Carol
04/09 (Domingo)
PALCO MUNDO: Justin Bieber, Demi Lovato, Iza e Jota Quest
PALCO SUNSET: Gilberto Gil, Emicida & Convidados, Luísa Sonza convida Marina Sena e Matuê
08/09 (Quinta-feira)
PALCO MUNDO: Guns n’ Roses, Måneskin, The Offspring e CPM22
PALCO SUNSET: Jessie J, Corrine Bailey Rae, Gloria Groove e Duda Beat
09/09 (Sexta-feira)
PALCO MUNDO: Green Day, Fall Out Boy, Billy Idol e Capital Inicial
PALCO SUNSET: Avril Lavigne, 1985: A Homenagem, Jão & Convidado, Di Ferrero & Vitor Kley
10/09 (Sábado)
PALCO MUNDO: Coldplay, Camila Cabello, Bastille e Djavan
PALCO SUNSET: Ceelo Green, Maria Rita & Convidado, Gilsons & Convidado, Bala Desejo & Convidado
11/09 (Domingo)
PALCO MUNDO: Dua Lipa, Megan Thee Stallion, Rita Ora e Ivete Sangalo
PALCO SUNSET: Ludmilla, Macy Gray, Power! Elza Vive: um show em homenagem à Elza Soares e Liniker convida Luedji Luna
Você pode conferir a programação completa aqui.
Local e como chegar
O festival está montado no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno. Carros não serão permitidos nas imediações, então o melhor jeito de chegar é de ônibus. Há duas modalidades: o Rock Express (que usará os ônibus do BRT para conectar o metrô ao Rock in Rio) e o Primeira Classe.
Os ônibus do Rock Express sairão dos terminais Jardim Oceânico e Alvorada com destino ao Terminal Olímpico e circularão entre 12h e 5h. O bilhete custa R$ 22 e deve ser mostrado em forma de QR Code nos embarques de ida e volta.
Os ônibus do Primeira Classe são mais confortáveis, porém, mais caros e vão sair de vários pontos de embarque no Rio de Janeiro, além das cidades de Niterói e Petrópolis. O bilhete de ida e volta custa R$ 125 e pode ser comprado pelo site. O horário de ida e o local de embarque são escolhidos no momento da compra. Já o retorno não tem hora marcada e os ônibus saem de acordo com a lotação.
Atrações
Na última terça-feira (30), a cidade do rock foi aberta para influenciadores e imprensa, e foi possível ter uma prévia do festival. Confira as atrações que estarão disponíveis ao longo dos 385 mil metros quadrados:

Capela com benção de Elvis Presley
Na capela montada na Rota 85, Elvis ficará na porta recepcionando as pessoas que passarem pelo tapete vermelho para fazer a celebração do amor.
Brinquedos radicais
Além da tradicional roda-gigante e montanha russa, neste ano quem descer pela tirolesa ganha uma cerveja Heineken de graça. Para os mais corajosos, a edição de 2022 contará com os brinquedos Discovery, que eleva 40 passageiros em movimentos circulares, atingindo altura total de 20 metros, e o Megadrop, que proporciona uma queda livre em alta velocidade.
Rockstar por 15 minutos
No stand da Gerdau, há um palco montado para dublar a música-tema do Rock in Rio e a gravação do momento vai direto para o e-mail do frequentador e simula a experiência de tocar no Palco Mundo.
Alimentação
A área de alimentação, chamada de Gourmet Square terá oito restaurantes: Arabad’s, Curadoria, Ella, Heaven by Heaven Delhaye, Let’ Sushi, Push Dog, Secreto e Vítor Sobral ocupando um espaço de aproximadamente dois mil metros quadrados, com capacidade para quase 3000 pessoas.

Além disso, o Espaço favela conta com diversas opções, com cardápio especial criado por 21 empreendedores de 18 comunidades cariocas.
Você também pode optar por levar lanches de casa, mas atenção para o que é permitido:
-Comida industrializada (biscoitos, torradas e barra de cereal);
-Frutas cortadas e sanduíches, precisam estar lacrados em embalagem transparente, não rígida (como tupperware), devem ser do tipo "ziplock" e cada pessoa pode levar até cinco itens.
-Garrafas plásticas para o consumo de água, sem tampa. O festival vai disponibilizar bebedouros pela Cidade do Rock.
Outros espaços

Musical Uirapuru (Arena Olímpica)
Criado por Roberto Medina e com direção musical de Zé Ricardo, o musical Uirapuru é uma das atrações que serão apresentadas na Arena Olímpica. Com duração de 25 minutos, o espetáculo foi produzido por Charles Möeller e Claudio Botelho e conta com 40 bailarinos e 30 músicos que se apresentam em um espaço com uma cachoeira artificial de 40 metros de extensão.
NAVE (Arena Olímpica)
Espaço para desfrutar de uma experiência sensorial inspirada na Amazônia. Co-criação da Natura e Rock in Rio, o local é um convite para conhecer mais sobre a floresta e suas possibilidades para o futuro.
Gameplay Arena (Arena Olímpica)
Campeonatos de e-sports, apresentações de influenciadores e conteúdos gamers, também terá novidades sobre jogos, ativações e experiências imersivas distribuídas por todos os dias do festival.
A série “Game of Thrones”, baseada nas obras de G.R.R Martin “As crônicas de Gelo e Fogo”, foi um dos maiores sucessos da década passada, criando uma geração de fãs apaixonados pela obra de Martin.
Desde 2011, quando foi lançada a primeira temporada de GoT(Game of Thrones), a série conquistou o coração e, o mais importante, a imaginação daqueles que a assistiram. Os debates se tornaram rotina em fóruns da internet e no Twitter. Discussões dos episódios e teorias sobre o que poderia acontecer nos episódios seguintes foram motivo recorrente para a acalorada troca de opiniões, algo que não se via há muito tempo.
Mas, neste domingo, dia 21 de agosto de 2022, a série “House of Dragons” que mostrará a Casa Targaryen reinando sobre Westeros, duzentos anos antes dos acontecimentos de GoT teve o seu primeiro episódio veiculado.

A história se passa durante o auge do reinado da dinastia Targaryen, quando os ancestrais de Daenerys, a última Targaryen, dominavam os Sete Reinos. Devido a um conflito na hierarquia de quem deve assumir o Trono de Ferro, a casa se divide em diversas facções que lutam entre si. Com uma pequena diferença para as temporadas anteriores, as clássicas lutas de espadas e os embates políticos apresentados em GoT, os personagens do atual conflito possuem diversos dragões, grandes e pequenos, todos de olho em quem governava Westeros.
Para saber o resto da história assista a série “House of Dragons” disponível somente na HBO Max a partir de domingo, dia 21, às dez da noite horário de Brasília.

A PerifaCon retornou ao modelo presencial neste domingo (31) após dois anos de paralisação por conta da pandemia de Covid-19. O evento, considerado a primeira convenção de cultura nerd da favela, tem objetivo aproximar o universo geek dos fãs que moram na periferia. A PerifaCon foi gratuita e cerca de 10 mil pessoas compareceram à Fábrica de Cultura da Brasilândia.
Andreza Delgado, uma das organizadoras da convenção, afirmou: “Para nós, é muito importante voltar com nosso evento físico da PerifaCon porque, além de tudo, a periferia e o setor da cultura foram uns dos que mais sofreram com a ausência de políticas públicas e de um olhar mais humanizado para o morador da favela, essa retomada também é um movimento para reafirmar nosso compromisso com a democratização da cultura nerd, geek e de favela”.


O evento contou com diversos espaços, desde painéis de convidados até praça de alimentação. Confira as principais atrações:
Auditório: Local reservado para a apresentação dos painéis. Nomes como Globoplay (Encantado’s), Warner Bros, Nubank, Maurício de Sousa Produções (MSP), Copa Studio (Irmão do Jorel) e Chartrone (Menino Maluquinho) realizaram palestras e apresentaram seus novos trabalhos.
Lojas e editoras: Espaço teve marcas como Lab Fantasma, Companhia das Letras, LiteraRua, entre outros, vendendo seus produtos.
Palco externo: No palco ocorreram bate-papos com personalidades, concurso de cosplay e shows de: Febem, Rincon Sapiência e Bivolt.
Galeria PerifaCon: Local reservado à exposição de artes visuais. Estavam expostos as coleções: "Rap em Quadrinhos", "Novos Modernista" e "Quebradinha".
Beco dos artistas: Coração das convenções de cultura pop, o espaço é onde artistas podem, além de vender suas obras, encontrar, conversar e converter fãs.







O ilustrador e quadrinista Sidnei Junior, popularmente conhecido como Saudade, 26 anos, foi um dos artistas do Beco em entrevista a AGEMT declarou: "É meu primeiro evento, e 'colar' justamente na PerifaCon está sendo um ambiente de troca. Aqui, todo mundo é de quebrada e a gente troca bastante sobre como é 'trampar' com a arte. Para mim, é um imenso privilégio".
Saudade comentou sobre como ser periférico é uma identidade que muitas vezes também precisa ser descoberta e entendida. "Eu comecei a me conectar com a quebrada um pouco tarde. Minha família me criou muito do portão para dentro, então foi na faculdade e no trabalho que me despertei nesse sentido, até culminar nas 'Crônicas dos Mandrakes'".
"Crônicas dos Mandrakes", seu novo projeto, ainda está em desenvolvimento e é possível acompanhar a produção pelo perfil no Instagram @o_homem_saudade.
Esse formato de evento é importante para a representatividade de fãs apaixonados pelo mundo geek que se veem impossibilitados de acessar muitos lugares desse universo, por conta dos altos preços dos ingressos. É o que comenta o fã e cosplayer Ricardo Kamikasi: "Como fã, estar em um evento como esse, que agrega pessoas que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de cultura e de comercialização, é sensacional. Não é todo mundo que tem acesso e só Deus sabe como eu consigo me 'virar nos trinta' para consumir esse tipo de informação e cultura, que estão sendo compartilhadas nesse evento maravilhoso."



Um dos grandes nomes do meio, Løad Comics, um multi-artista da Cidade Tiradentes, extremo leste de São Paulo, em entrevista para AGEMT celebra como a PerifaCon coloca a periferia como produtora e protagonista, para além de consumidora. "Esse é o mais louco para mim, porque tudo o que a gente vê é a galera de quebrada que fabrica, que distribui e que vende. E nas artes daqui você vê essas pessoas representadas, então acho muito massa que a gente sai daquela coisa enlatada americana, de só se falar de Marvel e DC".

Løad compartilha com a AGEMT suas expectativas para as próximas edições: "Espero que seja todo ano e que seja sábado e domingo. Só um dia dá uma saudade no coração e dois dias daria tempo da galera de outras cidades e outros Estados chegarem. E quero que cresça cada vez mais, que chegue no nível de ter não só em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, na Bahia, e em mais Estados. Periferia é periferia em qualquer lugar".
O último final de semana de julho fechou com chave de ouro no espaço Streetopia, próximo à Avenida Paulista, com a Red Bull BC One, o maior campeonato de Breakdance do mundo. Foram três dias intensos, que começaram com o Bboy Lula e a MC Aline apresentando a quarta cypher em que os competidores se classificam para a final do nacional. Essa final encerrou o evento no domingo, 31, com a Bgirl Maia e o Bboy Leony campeões que vão representar o Brasil na Last Chance Cypher, competição que antecede a final do Mundial, em Nova York, Estados Unidos, em novembro.
As cyphers ocorreram em quatro cidades espalhadas pelo Brasil: Curitiba, Fortaleza, Brasília e São Paulo. Cada competição classificou oito breakers, totalizando na final 16 Bgirls e 16 Bboys para a batalha final. Os competidores são: Dedessa, Fran, Itsa, Jeizzy, Karolzinha, Livia, Loirinha do Break, Maia, Nathana, Nay, Mini Japa Pekena, Prix, Rayane, Toquinha e Violetta; do masculino são: Allef the Deep, Bart, Dinamite, Flash, Fly Jan, Iguin, Kapu, Kley, Leony, Luan, Rato, Robin, Sinistro, Snoop, Xandin e Zym. A batalha funciona 1x1 e enquanto a música toca, aleatoriamente, escolhida na hora pelo DJ, os dançarinos têm duas entradas em cada round, ou seja, vão ao centro do tablado para se apresentar e impressionar os jurados, que os avaliam em musicalidade, fundamentos, dificuldade de movimentos, personalidade, estilo, entrada e originalidade. No final das apresentações, os jurados levantam a placa do nome do competidor que seguirá para a próxima batalha.
O evento também organizou workshops e palestras com Sarah Bee, Little Shao, Kapela, Lilou e outros grandes nomes do breaking, apresentações, oficinas de dança e claro, muita disputa! A Batalha do Chinelo, criada pelo Bboy Pelezinho, também não ficou de fora e a torcida colaborou muito para vibrar o tablado e acelerar o coração dos participantes. A intenção dessa invenção é batalhar sem deixar o chinelo sair do pé. No sábado, a galera vibrava com a batalha intensa entre a crew Tsunami All Stars e Squadron Crew, com o DJ MF. A fotógrafa Martha Cooper e os artistas OS GÊMEOS também estiveram presentes no evento.
É importante ressaltar que o breaking é a primeira dança esportiva nas olimpíadas e estará presente no ano que vem nos Jogos Pan-Americanos que acontecerão em Santiago, Chile, e nos jogos de 2024, em Paris, França. O reconhecimento do Break como esporte pelo COI - Comitê Olímpico Internacional - aconteceu na edição dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, 2018. Dois anos depois, é oficializada e entra como a nova modalidade nos Jogos Olímpicos. A seleção conta com 16 participantes, entre eles Leony e Maia, campeões da Final do Nacional.
A grande disputa nacional contou com uma excelente estrutura e transmissão ao vivo. O Bboy paranaense Leony conquistou a sua quarta vitória, disputando a final com Allef. Já a Bgirl Maia, disputou com a Mini Japa e saiu com seu primeiro título de campeã nacional. Ambos tiveram que vencer quatro outras disputas, passando pelas oitavas, quartas e semifinais. A partir de agora, eles se preparam para disputar o Last Chance Cypher, encontrando com os melhores competidores de vários países para estarem em uma das vagas no mundial da Red Bull BC One, em novembro.
Breakdance e hip hop
Originário dos bairros nova-yorkinos, Bronx e Brooklyn, o hip hop começa a ocupar seu espaço na sociedade, em meados do século XX, diante de um cenário de violência, criminalização e disputas entre gangues. A voz e corpo dos manifestantes começam a ser vistos por meio do grafite, da dança, da música e da moda. Nomes como Kool herc e Africa Bambaataa foram responsáveis por movimentar e resistir diante uma sociedade racista, com a segregação racial ainda vigente na época nos Estados Unidos.
No Brasil, Nelson Triunfo foi um dos principais nomes para difundir o Hip Hop, que se instalava no centro de São Paulo, próximo à estação São Bento, palco onde também nascia o Rap Nacional, com grandes nomes, como Mano Brown e Edi Rock.
O campeonato
A Red Bull BC One nasceu em 2004, na Suíça, sendo a primeira competição 1x1 de breakdance e, hoje, é a maior do mundo. Este ano a final será sediada nos Estados Unidos, mas já esteve presente na Polônia (2021), Áustria (2020) e na Índia (2019). A grande batalha conta com 16 bboys e 16 bgirls, do total de cada grupo, 14 dançarinos são convidados, de acordo com o seu alto nível, as outras duas vagas são conquistadas na Last Chance Cypher, pelo campeão e vice campeão. Esta última batalha acontece alguns dias antes da batalha do mundial.
A 26a edição da Bienal do Livro de São Paulo retornou no sábado (02), após quatro anos de hiato. Devido à pandemia de Covid-19, não houve edição em 2020, com isso o número de pessoas que compareceram ao Expo Center Norte durante os nove dias de evento demonstra o sucesso que é a Bienal: 660 mil pessoas.
Além das atrações próprias de cada estande, a Bienal contou com 1.300 horas de programação cultural. Entre elas, o painel "Crimes Reais", no primeiro dia. Ivan Mizanzuk, Carol Moreira e Mabê Bonafé bateram um papo sobre o gênero, com mediação de Duds Saldanha, na Arena Cultural.
Mizanzuk é jornalista, professor e ficou conhecido nacionalmente pelo seu podcast Projeto Humanos, em especial pela temporada O Caso Evandro, em que aborda a investigação e o processo judicial do desaparecimento e assassinato de crianças em Guaratuba, Paraná, nos anos 1990. À época, o caso ficou conhecido como "Bruxas de Guaratuba", mas o jornalista explicou durante o painel porque preferiu não usar o título sensacionalista: "Se eu quisesse fazer sucesso logo de cara, coloraria o nome conhecido. Mas ele é acusativo, determina de quem é a culpa. Já 'caso Evandro' era usado por alguns promotores e juízes, e achei importante porque dava foco à vítima".
O Caso Evandro , inspirou a produção da série documental homônima, que estreou em 2021 na Globoplay. No mesmo ano, o livro O caso Evandro: Sete acusados, duas polícias, o corpo e uma trama diabólica foi publicado pela Harper Collins.
A obra originou-se no formato de podcast, que atualmente é um dos grandes responsáveis pela popularização do gênero true crime no Brasil e no mundo. Produções internacionais como Serial (Serial) e My Favorite Murder (Meu Assassinato Favorito) acumulam centenas de milhões de downloads. Além do podcast de Mizanzuk; Modus Operandi e o mais recente fenômeno A Mulher da Casa Abandonada são os representantes brasileiros do crescente nicho.
Carol Moreira e Mabê Bonafé são apresentadoras do Modus Operandi e lançaram seu primeiro livro, de mesmo nome, durante a Bienal. A maior parte dos presentes na Arena Cultural durante o painel era feminino. De acordo com Saldanha, que também é roteirista do Modus, "Mulheres são as pessoas que mais consomem conteúdo de crimes reais porque elas aprendem como sair de uma situação, caso aconteça".
Em entrevista exclusiva à AGEMT, Bonafé confessa a surpresa que teve com a quantidade de presentes no painel. "A gente estava muito empolgada, mas não sabíamos como era nossa audiência, porque não fizemos nenhum evento presencial. Veio muita gente, foi muito especial".
Uma semana depois, no penúltimo dia de Bienal, a dupla do Modus retornou à Expo Center Norte, para entrevistar a criminóloga e escritora best-seller Ilana Casoy. Dessa vez, os leitores se reuniram em frente ao estande da Submarino. A desorganização da editora, conhecida como a gigante do comércio on-line, não foi o suficiente para fazer os fãs das três autoras desistirem de assistir à gravação ao vivo do podcast. Enquanto a fila de entrada que dava voltas no estande passava entre o palco e os espectadores, Bonafé e Moreira realizavam o que disseram ser seu sonho.
Casoy é especialista em perfil psicológico de criminosos, com foco em serial killers, há mais de 20 anos. Sua lista de obras é extensa e inclui casos de grande repercussão no Brasil. O Quinto Mandamento, que trata sobre o homicídio do casal Richthofen, e A Prova É A Testemunha, sobre o caso Nardoni com relatos inéditos, são alguns de seus livros mais famosos. Bom Dia, Verônica, sua obra mais recente, com coautoria de Rafael Montes, se tornou uma série da Netflix de mesmo título.
Parte do trabalho de Casoy envolve entrevistar face a face assassinos e estupradores. Durante o painel, a escritora conta como foi a experiência de estar na mesma sala com serial killer misógino. Sua estratégia para fazê-lo falar foi se colocar submissa ao psicólogo que a acompanhava. Colocou ele sentado na cadeira mais imponente da sala, se ofereceu para buscar água, e quando saiu o psicólogo fez "aquela cara de macho para macho", em suas palavras. Apesar do malabarismo, Casoy esclarece que são ossos do ofício: "Precisa ter bem claro o que se quer obter, porque quem não sabe o que procura, não acha".
Na Bienal dos reencontros, podcast e literatura se misturaram, consolidando a mídia de áudio do início dos anos 2000 e provando que os leitores – e os ouvintes – estavam morrendo de vontade de sair do virtual.














