Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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Enquanto os games são um sucesso, o gênero de super-heróis enfrenta queda na bilheteria
por
Gabriel Cordeiro
Lucas Lopes
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02/05/2023 - 12h

Por Gabriel Cordeiro e Lucas Lopes

No último mês de abril a Universal Pictures, em parceria com a empresa japonesa Nintendo, realizou o lançamento da adaptação para os cinemas do clássico jogo Super Mario Bros, com o filme de mesmo nome, com alta produção de animação e um elenco de dubladores bem famosos para o público, com Jack Black (Escola do Rock), Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha) e Chris Pratt (Guardiões da Galaxia). E a recepção foi muito boa, alcançando números muito altos em pouco tempo, sendo o primeiro filme a adaptar um videogame batendo a casa de 1 bilhão de dólares e se tornando a maior bilheteria do ano superando outros grandes lançamentos como Homem Formiga e a Vespa Quantumania e Shazam: Furia dos Deuses.

O filme em si conta com diversas referências e desperta a nostalgia do público, com um enredo simples, mas que consegue ser cativante pelo apreço aos já conhecidos personagens. “Foi incrível, saí da sala de cinema e fui direto tentar ligar o videogame para jogar de novo”, diz Gustavo Payao, 18 anos, que assistiu ao longa, em entrevista para a AGEMT. “Eu não sabia que o filme ia ser lançado até ver as propagandas no metrô, me animei, resolvi assistir e não me arrependi em nada", acrescenta.  

"Todo o universo e os pequenos detalhes foram muito bem adaptados, as músicas, os personagens estavam todos muito bem representados e caracterizados, um banho de nostalgia muito legal” continuou Gustavo que também falou algo interessante sobre o público presente: “E tinham muitos jovens e adultos na sessão, diferente das animações padrões em que se predomina crianças, muita gente foi relembrar o clássico jogo que marcou as gerações anteriores”.

Super Mario Bros. O Filme

Cena do filme Super Mario Bros. Divulgação: Universal Studios

O sucesso do filme da Universal Studios foi a coroação das recentes adaptações de games para outras mídias, com as recentes boas bilheterias de Uncharted (filme baseado no jogo de mesmo nome) e dos dois filmes baseados no personagem clássico Sonic, também nos streamings a série da HBO Max The Last of Us (baseada no jogo de mesmo nome) também foi um grande sucesso de audiência, batendo recordes da plataforma e recebendo elogios pela boa adaptação, trazendo até mais profundidade para alguns temas e explorando histórias que o próprio jogo não conseguiu explorar.

Enquanto o formato, baseado em jogo, está crescendo, os filmes baseados em histórias de super-heróis passam por uma crise nunca antes vista, com os lançamentos deste ano tendo recordes negativos, Shazam: Furia dos Deuses gerou um prejuízo de mais de 150 milhões de dólares para a Warner Bros e Homem Formiga e a Vespa Quantumania tendo a maior queda de audiência já vista nos filmes do MCU (Marvel Cinematic Universe) e sendo também a sequência menos lucrativa desde Homem de Ferro 2 (2010).

https://www.correiodopovo.com.br/image/policy:1.980229:1675174087/Homem-Formiga-3.jpg?f=2x1&$p$f=2300daa&w=1200&$w=9c05b01

Imagem de Homem Formiga e a Vespa: Quantumania. Foto: Divulgação Marvel Studios

Mas não é de hoje que esses problemas vêm se mostrando: a “formula Marvel” já mostrava sinais de que estava saturada para o público desde a sequencia Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, “Thor: Amor e Trovão” e “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” não atingindo a casa do bilhão na arrecadação internacional, algo que antes era comum para as produções da Marvel. 

Para Guilherme Sansone, 18 anos, fã assíduo e que assistiu a todas as produções do MCU, "grande parte do porquê da queda recente vem devido as falhas de designs e pós-produção, somados ao mau uso dos efeitos especiais. Além disso, os enredos estão previsíveis e entediantes, com um claro desgaste da tradicional “formula Marvel”, além da ausência de importância para o filme como algo individual, com todos sempre parecendo apenas mais uma engrenagem para a grande maquina, que seria um outro grande evento como Vingadores: Guerra Infinita ou Homem Aranha: Sem Volta para Casa”.

E a perspectiva não é de melhora, com o próximo lançamento Guardiões da Galaxia 3 tendo a previsão de arrecadação no Box Office Pro não passando dos 300 milhões , o gênero de super-heróis precisa urgentemente de uma novidade, caso contrário a tendência é de que cada vez mais se perca o interesse do público.

 

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A chegada do Grime e a mistura das culturas dentro do Brasil
por
Rodolfo Dias
José Pedro dos Santos
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02/05/2023 - 12h

No podcast dessa semana falamos sobre a ascensão do Grime, um estilo underground proveniente do Reino Unido, tendo origem dentro de gêneros eletrônicos como o UK Garage e o Jungle, misturando a música eletrônica, muito popular na cultura de rua europeia junto ao hip-hop, contando com grandes nomes como Skepta, Stormzy, Aj Tracey e Slowthai, que mistura Grime com a cultura punk.

No Brasil o começo do Grime é um assunto complicado, em entrevista ao RAPTV, disponível no Youtube, Vandal afirma ter produzido o primeiro Grime Br em 2007, em uma mixtape disponível no soundclound, Emicida afirmou no podcast PodPah que tinha intenção de fazer uma mixtape de Grime em 2004, porém foi entre 2018 e 2019 que a cena do rap br começou a ver os primeiros experimentos no gênero.

Com a explosão do Drill na Europa, os brasileiros começaram a olhar mais para o que as produções não estadunidenses estavam fazendo, nesse contexto que surgem o programa Brasil Grime Show e o álbum Brime!. O Brasil Grime Show começou em 2019 no Youtube e se inspira na cultura de rádio pirata do Reino Unido, como a Pyro Radio, referência em Grime Shows, programas curtos onde o MC rima dentro das batidas rápidas do Grime e do Jungle mantendo seu Flow com as mudanças dentro do Beat e os Rewinds, que são retornos nos beats que ocorrem quando o Mc cria um momento especial ou erra.

SD o fenomeno
SD9  foto: Eduardo Santana

Um dos Mc’s de Grime que mais estouraram na cena brasileira através do BGS foi o carioca SD9, conhecido como “o Fenômeno”, SD já fez diversas aparições no programa e afirma que o seu episódio com o MC paulista Fleezus é o melhor no formato Grime, pois ambos passaram muito tempo estudando a estrutura e as formas além de serem caras que se consideram MC’s de Grime. Dentro da vertente do hip hop brasileiro é comum os produtores colocarem referências brasileiras nas batidas, como o Funk, SD por exemplo utiliza muito a estética do Funk Proibidão, tendo até mesmo feito uma música e um episódio do Brasil Grime Show com o Mc Smith, conhecido MC de proibidão.

O outro grande evento dentro do Grime foi a “explosão” do álbum BRIME! lançado em 2020 como um álbum do produtor CESRV com Fleezus e Febem, o trabalho foi feito durante a viagem dos três para Londres. Com seis músicas, o álbum fala sobre a diferença das realidades, amor e as vivências do Brasil e de Londres. Na produção o álbum conta com Grime, Afrobeat, dancehall e funk brasileiro, pois segundo eles, "a ideia era fazer algo que fosse diferente do que os gringos já faziam, porque não daria para chegar lá e repetir o que os caras fazem".

            Outra coisa que os paulistas Fleezus e Febem trouxeram à tona foi o Sportlife, estilo de moda que opta por algo mais casual e dentro das vivências das ruas, trazendo as camisas de time, os conjuntos sport e tracksuits, itens de streetwear e dos bailes funk. Após a música UEFA e seu clipe, a estética do sportlife ficou conhecida pela cena e começou a ser aclamada e respeitada por diversos artistas. Ouça a nossa playlist  no Spotify para saber mais sobre o grime e ouvir as referencias da nossa matéria: 

 

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Problemas como alagamentos, barro e até mesmo a presença de animais silvestres marcaram shows recentes
por
Gustavo Romero Pires
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02/05/2023 - 12h

Nos últimos meses, ficou escancarada a dificuldade do Brasil em receber shows e eventos de grande magnitude. O festival de rap “RepFestival”, no Rio de Janeiro, e o show do Coldplay, em São Paulo, foram os exemplos mais recentes e que geraram mais polêmica entre a população.  

Aquele que se intitulava “o maior festival de rap do Brasil” passou por problemas quanto ao local decidido, visto que estava marcado para o Parque Olímpico, mas de última hora houve uma alteração para Guaratiba, na zona oeste da cidade. Este evento que fez muitos fãs ansiosos saírem decepcionados, aqueles que conseguiram adentrar, logo que pela falta de planejamento o trânsito aumentou e muitos entusiastas não chegaram perto do local. 

Além do trânsito, muita lama, animais como cobras e sapos, e problemas com os palcos fizeram parte dessa decepção. Com toda essa falta de infraestrutura, o Procon-RJ notificou os organizadores e os multaram no valor de R$12 milhões por infringir regras do Código de Defesa do Consumidor. 

Vindo para a capital paulista, a banda Coldplay se apresentou no estádio do Morumbi em uma semana com fortes chuvas na cidade, o que ocasionou problemas nos arredores e na parte interna do estádio, como alagamentos tanto nas ruas como nas próprias arquibancadas. Mas esse é um problema antigo deste local há anos nos jogos de futebol torcedores sofrem com as mesmas deficiências de estrutura. 

Outro erro que sempre se repete é a falta de estrutura.  Cruz, produtor de grandes festas universitárias, comenta a dificuldade de encontrar bons lugares para receber eventos: “A maioria dos espaços mais em conta são defeituosos em pontos que podem causar grande problema, como estrutura de palco, ar-condicionado e sistema de ventilação. Logo sobram os mais caros, que complicam a logística de ingressos e operacional por encarecer tudo, sem contar que, se o local for a céu aberto, a chuva sempre é uma grande incógnita.”. 

Mesmo com todos esses contras, há eventos que ocorrem bem, como o Lollapalloza, que ocorre no Autódromo de Interlagos, um local aberto e amplo, que contou com 3 dias de festival com muito sol. Porém, houve alguns casos de trabalhos análogos à escravidão por uma empresa que cuidava dos bares do evento. Alguns trabalhadores disseram que dormiam num ambiente insalubre sem nem mesmo um colchonete ou papelão. 

E, quando questionado sobre a contratação de pessoas, o produtor conta alguns dos desafios enfrentados. “Sempre vai depender de quantos setores o local vai disponibilizar, mas temos que contratar seguranças, bombeiros, agentes de trânsito e pessoas para ficar no bar. Mas algo que temos que prestar muita atenção é contratar o número de funcionários que podemos pagar e dar condições dignas de trabalho para eles.” 

Mesmo com todos esses problemas, o Brasil segue recebendo grandes artistas, shows e festivais. Como o show do The Weekend, no Allianz Parque, onde dificilmente ocorrerá algum incidente que prejudique o público, visto que é um local moderno e construído para a recepção de grandes artistas e seus espetáculos. Mesmo local de grandes shows que fizeram muito sucesso no passado. 

Haverá também em setembro, em Interlagos, um grande festival, “The Town”, que reunirá diversos gêneros musicais e grandes cantores de vários países, como Post Malone, Bruno Mars, Luisa Sonza, Maroon 5, Racionais MCs, entre outros. Segundo os produtores, o evento servirá como uma amostra de uma diversidade cultural juntando pop, rock, rap e muitos outros estilos. Claro que há um receio sobre o andamento desse festival, mas espera-se com boas condições climáticas e responsabilidade por parte dos organizadores, para dessa forma evitar problemas e mostrar a diversidade cultural que há no Brasil e no mundo. 

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O artista que começou na banda “O Terno” agora entra em turnê fora do país e vem conquistando o coração do público.
por
Iris Martins
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03/05/2023 - 12h

Martim Bernardes, mais conhecido como Tim Bernardes, cantor, produtor e compositor brasileiro é uma promessa para a nova era da música brasileira. "Uma maravilha de afinação, controle da dinâmica, refinamento, execução instrumental e liberdade na elegância do uso do palco e da luz", diz Caetano Veloso em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, além de receber elogios de outros artistas respeitados. Enquanto a imprensa também elogia “Vem transformando a cena musical brasileira e promete ser uma lenda” (jornal Bem Paraná).

Com letras de temas variados, como amor, vida e autoconhecimento, Tim vem fazendo sucesso com suas músicas autorais e parcerias com outros artistas  como Rubel e Baco Exu do Blues. O cantor está atualmente em turnê internacional e já conta com shows esgotados em Los Angeles, Nova Iorque e Londres.

“Não”, “BB (garupa de moto amarela)”, “Só Nós Dois” e  “Nascer, Viver, Morrer” são alguns dos sucessos de Tim Bernardes que vem ganhando o coração do público. Somando mais de 400 mil ouvintes mensais no Spotify, Tim tem seu talento reconhecido por indicações à prêmios musicais importantes, como: Melhor Álbum de Rock no Grammy Latino em 2018 e ao Prêmio Multishow de Música Brasileira como melhor disco, ambos com o álbum “Recomeçar” - além dos prêmios conquistados com O Terno, sua banda de origem.

Shows Internacionais

Ultrapassando territórios brasileiros, Tim atualmente está em turnê pelos Estados Unidos e Europa. Ele apresenta seu último álbum, intitulado “Mil Coisas Invisíveis”, lançado em 2022, que conta com 15 músicas de autoria própria. O primeiro show será em abril em Los Angeles  e deve seguir até julho,  contando com datas esgotadas como em Londres. O sucesso do artista mesmo fora do seu país natal, mostra as dimensões que sua carreira está tomando. Datas adicionais na cidade de Londres foram incluídas, visto que Tim vem se tornando cada vez mais relevante e desperta cada vez mais fãs. Com mais de 220 mil seguidores no Instagram, o cantor é bastante ativo na rede, postando vídeos e bastidores de sua carreira, além de divulgar a programação completa da turnê.

Datas da turnê “us & europe tour 2023” (Reprodução do Instagram)
Datas da turnê “us & europe tour 2023” (Reprodução do Instagram)

Antes de sair do país, Tim Bernardes realizou shows em Recife e São Paulo. Na cidade paulistana, a apresentação ocorreu no dia 15 de abril e contou com uma performance bem intimista e cheia de emoção. Tim, um violão, uma guitarra, um piano e um microfone, era tudo o que quem assistia ao artista no Espaço Unimed encontrava no palco. É essa proposta minimalista que faz o espectador ficar encantado com o artista, como Gabriel Barone, fã desde 2020 “Foi uma experiência única, mesmo não tendo ido em muitos shows na vida, tenho pra mim que vai ser o show mais incisivo que já fui na vida, que mais vai me comover. É muito intimista mas muito abrangente ao mesmo tempo, fez com que o espaço por maior que seja, ficasse menor. Senti que estava na sala da casa dele. Além das músicas que são incríveis e tocantes, foi maravilhoso” relata o jovem de 21 anos. 

Além de ser querido por outros famosos, Tim também é querido pelo público. Tendo o diferencial em sua performance, como aponta Gabriel “com certeza, eu acho que ele consegue fazer uma união muito interessante de diversos tipos de músicas, ele faz tipo um antropofagismo muito interessante, em que ele consegue pegar muito a natureza do brasil, do mpb, do violão com a voz calma mais o jeito de cantar dele que tem muita influência do rock, como do Black Sabbath, então acho que ele consegue fazer um misto muito legal. Fora essas coisas, ele traz temas muito interessantes, pois tem uma habilidade muito grande de escrever, onde você pode encontrar profundidade até mesmo em letras simples como “Recomeçar” até em músicas mais complexas como “Mistificar”. Além da voz e violão, o fato dele ser multi instrumentista agrega ainda mais no álbum novo, em que consegue fazer essa junção de sons de instrumentos com sons diversos, é algo transcendental.” Essa capacidade que Tim possui de tocar pessoas gera o sentimento de aproximação do artista, em que, como relata Gabriel, ele consegue descrever o que as pessoas estão sentindo que nem mesmo elas sabem, fazendo com que sintam o artista presente em seus cotidianos. Tim eleva ainda os padrões da música nacional e leva a cultura do Brasil para o exterior, justificando tamanho sucesso.

 

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Entrega da honraria aconteceu na última segunda-feira (24) após quatro anos de atraso.
por
Giovanna Montanhan
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28/04/2023 - 12h

O poeta foi agraciado com o Prêmio Camões deste ano, um dos mais prestigiosos prêmios literários da língua portuguesa. A premiação reconhece a contribuição de Chico Buarque para a literatura, música e cultura brasileira.

A importância do Prêmio Camões é indiscutível, pois é o mais importante prêmio literário da Língua Portuguesa, sendo concedido desde 1989. A premiação foi criada para distinguir autores e personalidades que tenham contribuído para a promoção e difusão da língua e cultura portuguesa.

No entanto, a premiação foi marcada por uma polêmica. Em 2019, Bolsonaro se recusou a assinar o documento que autorizaria a concessão do prêmio ao cantor. Chico durante seu discurso, relatou o desprezo de Jair, ao dizer que ‘’o ex-presidente teve a rara fineza de não sujar o diploma de Camões, deixando espaço em branco para assinatura do presidente Lula’’. Segundo ele, “quatro anos de governo funesto duraram uma eternidade, porque foi um tempo em que o tempo parecia andar para trás. Aquele governo foi derrotado nas urnas, mas não podemos nos distrair, a ameaça fascista persiste’’, em tom crítico.

Chico Buarque é um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea. Com uma vasta carreira, contempla vários gêneros literários, como poesia, romance, peças teatrais e contos. Alguns dos seus livros mais conhecidos são:

 

Capas de "Leite Derramado (2009)" e  "Estorvo (1991)". Reprodução: Amazon

Capas de "Leite Derramado (2009)" e  Budapeste (2003)". Reprodução: Amazon
o irmao alemao
Capas de “O Irmão Alemão (2014)’’ e  "Estorvo (1991)". Reprodução/Amazon

 

 

bejamin
 Capas de "Benjamim (1995)" e  "Essa Gente (2019)’’. Reprodução/Amazon

 

Chico também é reconhecido internacionalmente por ter ganho o Grammy Latino e outros prêmios durante sua carreira como o Jabuti de Literatura.

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