A era 'Midnights' está entre nós. Com uma programação recheada de surpresas, a cantora animou a sexta-feira dos chamados swifties. O novo disco de Taylor Swift possui 13 faixas oficiais e mais 7 bônus, além de um feat especial com Lana Del Rey.
Em seu retorno ao pop, a cantora constrói um álbum visual, conceitual e maduro. Exemplo disso, o clipe da música Anti-Hero, também lançado na sexta, trata sobre inseguranças pessoais e problemas de autossabotagem presentes na vida da cantora. Em um dos trechos do single, ela diz: "It's me, hi, I'm the problem, it's me" (Sou eu, oi, eu sou o problema, sou eu).
O novo disco já está rendendo conquistas para Taylor, que começou com a quebra de recorde no Spotify. 'Midnights' tornou-se o álbum mais transmitido em um único dia na história da plataforma. Nas redes sociais, a cantora fez um tweet sobre a conquista:
Imagem 1/Taylor Swift - Legenda/Tradução: "Como eu tive essa sorte, tendo vocês aqui fazendo algo tão alucinante?! Tipo, o que acabou de acontecer??!?!".
'Midnights' ganha espaço interativo em São Paulo
Anteriormente, em parceria com o Spotify, a cantora já havia promovido uma ação para o lançamento do álbum na estação Sé, localizada no centro de São Paulo.
Desde ontem, sexta-feira, (21), o Shopping Pátio Paulista, localizado no bairro Bela Vista, região central da cidade, conta com um cenário especial e cheio de referências à nova era 'Midnights'. Na sexta, às 20h, os fãs puderam participar de quizzes e concorrerem a brindes numa ação organizada pela Universal Music Brasil.
Imagem 2/Taylor Swift Brasil - Legenda: Fãs visitam espaço interativo do álbum 'Midnights' em São Paulo.
Os fãs lotaram o espaço, que tornou-se pequeno para tanto prestígio. Nas redes sociais, fãs compartilharam suas experiências e relataram uma espera de até duas horas na fila para visitar o cenário. Mas o público que deseja conhecer o local pode se tranquilizar, ainda dá tempo de ir com calma ao espaço interativo, que ficará no shopping até este domingo (23).
Imagem 3/Universal Music Brasil - Informações sobre o espaço interativo de 'Midnights'.
Ouça e assista abaixo o álbum ‘Midnights’ e o Clipe Anti-Hero de Taylor Swift’:
Nesta quinta-feira (29), completam-se 10 anos da morte da ilustre Hebe Camargo. A apresentadora faleceu, aos 83 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ela tratava um câncer no peritônio, contra o qual lutou por dois anos.
A artista iniciou sua carreira como cantora, aos 15 anos de idade, na extinta Rádio Tupi de São Paulo.
Seu programa de TV, intitulado como Hebe, foi exibido entre 1966 e 2012. Semanalmente, ela entrevistava personalidades, um bate-papo descontraído, em seu famoso sofá. Os temas eram diversos - inclusive considerados impróprios e polêmicos para a época - como política, relacionamentos amorosos etc.

Foto: Acervo/SBT
Hebe era uma mulher à frente de seu tempo. Por trás dos holofotes, envolveu-se fortemente com a política e as causas sociais. Em 1987, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, a apresentadora apoiou a comunidade LGBTQIA+ em uma época em que, além de ser um tabu, a epidemia da AIDS estava em alta.
Com passagens por diversas emissoras, entre elas Record, TV Tupi, Band, SBT e RedeTV!, respectivamente, Hebe é lembrada como a Rainha da Televisão Brasileira, marcante, presente e respeitada. Ao longo de sua extensa carreira, a apresentadora criou bordões, teve momentos marcantes e distribuiu os famosos "selinhos".
Chamava a todos de "gracinha", famosos como Neymar, Silvio Santos, Susana Vieira, Ana Maria Braga, Adriane Galisteu, entre outros, tiveram o privilégio de receber um beijo da loira. Durante sua trajetória, ela tornou os "selinhos" sua marca registrada.
Se estivesse viva, a apresentadora teria 93 anos. O programa Encontro, da Rede Globo, homenageou a artista levando alguns de seus figurinos marcantes ao palco.
O folclore brasileiro é conhecido por sua riqueza e variedade, com maior destaque às lendas. Um dos personagens mais famosos da cultura brasileira é o Saci-Pererê, uma pequena criatura de uma perna só, que vive na floresta, e é conhecida por suas travessuras. A lenda do Saci teve origem no sul do Brasil e é diretamente influenciada por elementos culturais africanos e indígenas.
Celebrado no dia 22 de agosto, o Dia Nacional do Folclore foi oficializado no Brasil através do decreto nº 56.747, assinado no dia 17 de agosto de 1965. Com o objetivo de garantir a identidade cultural e preservação do patrimônio folclórico brasileiro, sua perpetuação histórica é rica e importante, pois através dele o saber popular e identidade nacional são mantidos.
Rodas de contação de história, festas tradicionais como Festas Juninas e Reisados, brincadeiras como pique-pega ou adedonha/stop, expressam a cultura e promovem esses elos entre os membros da comunidade.
“Em nosso Brasil de dimensão continental, teremos uma infinidade de cenários e enredos constituintes da Cultura Brasileira (Folclore Brasileiro) que não se comunicam entre si, contudo vale ressaltar que não existe hierarquia, nem tipologia de maior valor relacionado aos aspectos culturais de um povo”, contou o antropólogo Diogo Moreno.
O aspecto que destaca o Brasil é a riqueza cultural que influencia outros países, mas também desfruta de culturas de outras regiões. Um dos exemplos são os costumes da população de Foz do Iguaçu, que consomem, principalmente, da culinária e da música do Paraguai e Argentina. “É muito comum que cidades de países diferentes em zonas de fronteira compartilhem tantos aspectos culturais que façam com que um brasileiro que more em um desses lugares possa acabar se identificando mais com seus colegas do país vizinho do que com a identidade “nacional” em pessoas do mesmo país mas de outra região”, explica Lorena Herrero, folclorista há mais de 5 anos.

Divulgação: Leiturinha
Apesar de aspectos de outros países, existe também uma ‘independência cultural’ entre os estados brasileiros. No folclore goiano, uma história, que foi contada no passado pelos pais para assustar as crianças e fazê-las obedecer às suas ordens em casa, é contada até os dias de hoje. “Em nosso país de dimensão continental podemos afirmar que existem diversos “folclores”, ou seja, a forma como se apresenta na região nordeste não necessariamente é a mesma das outras regiões do país”, confirma Diego Moreno.
O conto do Velho do Saco fala de um idoso, de aparência simples, que afasta crianças desobedientes de lares e reuniões de adultos, deixando-lhes misteriosas mensagens de sabedoria. Não curiosamente, a história influenciou a formulação do personagem “Velho do Rio” da novela “Pantanal”, da Rede Globo.
“O relevo de uma região, suas estações, vegetação, fauna… todos interferem nos modos de vida de uma comunidade e nós nos moldamos a partir da nossa relação com esses fatores. Se vivemos em uma vila no interior, por exemplo, é muito comum que os seres míticos e as lendas da região se relacionem com animais, que os perigos se relacionem com a floresta ou com os rios. Já em grandes metrópoles, os ambientes que se relacionam com o medo passam a ser construções abandonadas, e os “monstros” se tornam mais humanos, como fantasmas, o Homem-do-saco ou a Loira do Banheiro”, explica Lorena Herrero.
Outro exemplo de como o folclore é retratado no mundo do entretenimento é a minissérie brasileira “Cidade Invisível”. Na série original da Netflix, pessoas do convívio urbano da sociedade encontram personagens como Boto-cor-de-rosa, Iara, Saci-Pererê, Cuca e Curupira. A série tem um tom de suspense policial, mas não deixa de tirar a visão infantil que costumamos ter do Folclore, já que esses personagens nos são apresentados na infância.
Uma das manifestações artísticas e populares do folclore brasileiro é o Bumba meu boi, que surgiu no século XVIII, na região do Nordeste. A história envolvendo a dança está relacionada à lenda de uma dupla de escravos conhecidos como Pai Francisco e Mãe Catarina. A atração é um símbolo na cultura brasileira, principalmente no Estado do Maranhão, pois está ligada diretamente à identidade de seu povo. Além disso, a dança possui uma variedade de nomes em várias regiões do país, como: boi-bumbá, boi de reis, boi-surubi, boi-calema ou calumba, rancho de boi, boizinho etc.
É muito comum que tenhamos a ideia de que o Folclore se refere à manifestações culturais especificamente rurais e/ou antigas, elementos que não se relacionam com a maioria da população hoje, que é urbana e vive uma “era da tecnologia” e de avanços científicos. Por conta disso, muita gente entende que o Folclore é algo a ser superado, mas a cultura popular se adapta e está presente no contexto urbano e tecnológico de outras maneiras, ou em aspectos da vida que não entram tanto em conflito com a tecnologia ou a “ciência”.
Apesar de todos os cultos ao folclore nacional, as grandes metrópoles não se conectam da mesma maneira que as regiões interioranas e florestais. “Esse é um embate desigual, pois cada vez mais temos um culto ao que é estrangeiro em detrimento da valorização de uma cultura local, para corroborar como nosso pensamento basta lembrar toda veneração e espaço mercadológico dedicado ao “Halloween”, comenta o antropólogo.
A população tem uma relação dual com o folclore, hora menosprezado hora exaltado. Isso acontece pela diferença da “ideia” que temos de Folclore e como ela se diferencia de como vivemos a cultura popular de fato.
O rap, gênero musical criado na Jamaica e difundido nas periferias norte-americanas, chegou ao Brasil no século passado e hoje é encontrado em todos centros urbanos. De acordo com o rapper Alexandre Bane, músico e estudante de ciências sociais da PUC-SP, ele cumpre o papel de resgatar a autoestima do povo periférico, um povo que por excelência já é sofrido por si só.
Como o rap fala sobre injustiças sociais, não é loucura remeter a sua ascensão a momento de crises econômicas e sociais, por isso, surgiu no brasil na cidade de São Paulo, em 1986, um ano após o fim da ditadura militar e quando o país sofria com as consequências da péssima gestão dos militares.
Porém, pode se relacionar o surgimento do rap com o final da época de repressão dos militares, pois para o rap ser feito é necessário liberdade para os artistas, principalmente periféricos, que são maioria nesse gênero.
Mesmo chegando na década de 80, foi só em meados dos anos 90 que esse estilo começou a se popularizar, com a popularização do grupo Racionais MC, originário da capital paulista e persistente no cenário até os dias atuais, que abordam temas corriqueiros da cidade, como a violência, o preconceito e as dificuldades do povo periférico.
O grupo também abordava a cultura periférica e sua realidade e momentos históricos que impactaram a vida dos paulistas, como o massacre do Carandiru.
Na década de 80, São Paulo estava abandonada, o crime era cada vez mais frequente e a desigualdade social era gigante, o rap surgiu nesse meio, era imprescindível o surgimento desses assuntos na música deles, era essa a realidade dos músicos.
Com isso, o rap brasileiro se tornou politizado e fala sobre suas dificuldades, fazendo com que em crises sociais e econômicas ele se sobressaia, pois nessa épocas os temas das músicas são mais reais e fácil de se identificar
Mesmo falando de temas importantes, o gênero ainda sofria muito preconceito por ser uma arte vinda da favela, era considerado coisa de bandido e não era visto como arte para a maioria da sociedade.
Essa realidade foi mudando ao longo dos anos 90, foi nessa época que o rap começou a superar barreiras e sair de um ciclo pequeno para começar a ir para a mídia, e tocar em clubes das cidades.
Porém esse movimento não foi visto positivamente pelos rappers, pois os rappers que iam para esses canais tinham uma postura mais polida e menos radical e politizada. "Eu vejo que a gente tem que ir pra mídia sim, entendeu mas com a nossa cara , eu não vou pra mídia pq eu to cantando mais um hino que denigre a imagem de uma mulher, que anda sendo muito banalizado agora. Acho que nossa obrigação como mensageiros é tá em todos os lugares, mas chegar de cabeça erguida”.
No governo Bolsonaro e na pandemia do covid19, o rap também se beneficiou de uma onda de criatividade, dada aos fatos do cotidiano difícil do país, assuntos como o isolamento, as mortes e a crise que aumentou a fome serviram de ferramenta para a criação de músicas.
Vários artistas do gênero vieram a público mostrar a realidade da pandemia de dentro das favelas, um exemplo foi o rapper Emicida que em entrevista ao Domingão do Faustão disse:
“Eu acho que a gente tem uma situação muito emblemática na realidade do Brasil que é: a primeira vítima do coronavírus foi uma empregada doméstica, que pegou coronavírus da sua patroa, aparentemente. Isso é muito simbólico, muito forte. As pessoas pobres se contaminam mais, elas têm menos condições de se cuidar”
Mas não foi só através da música que os rappers ajudaram sua comunidade, artistas mais reconhecidos como Djonga, Emicida e GOG conseguiram juntar aproximadamente um milhão de reais para ajudar as comunidades a enfrentarem o problema.
Ao lembrar do lado profissional da pandemia, o estudante Alexandre declarou: "A pandemia foi aquele tombo do último andar que ninguém imaginava, parou shows, vendas, o mundo. E a arte e a música no brasil já não é valorizada, aí vem uma pandemia e acaba com tudo de uma vez. Eu tive que me virar, a pandemia acabou sendo um aprendizado”
Mesmo com as mudanças desde a década de 80 até os dias atuais, o foco do rap é o mesmo, denunciar injustiças e aclamar por igualdade e respeito.
“Continua o mesmo sofrimento as mesmas mazelas e o rap surgiu nessa caminhada pra ser aquele contraponto de resistência certo, aquele lance que consegue olhar pra um cara totalmente desesperançado e falar acorda vc tem muito o que lutar ainda, acorda vc é descendente de reis e rainhas, vc tem força pra lutar sim. Essa é a função do rap” Finaliza Alexandre.
https://d1fdloi71mui9q.cloudfront.net/vhYUWB23SPiVqkL0PxVC_CONJUNTO%20DE%20PROJETOS-LINKTREE.pdf Créditos:Malu Dini
Operando desde 2008 em São Paulo, o Slam do Corpo se define, em seu documento oficial, como: “ um grupo que pesquisa e produz arte, aberto a surdos e ouvintes que se interessam pela Língua Brasileira de Sinais” (Libras). Sendo o primeiro grupo brasileiro a fazer esse movimento, ele apresenta uma ponte entre a poesia, a palavra falada, os sinais e a performance, a qual valoriza o que o corpo tem a dizer.
As apresentações são abertas para o público e têm 2h30 de duração. Elas iniciam com o “corpo aberto”, momento no qual ocorrem apresentações livres de autoria e tempo de duração; e finalizam com a batalha, a qual possui regras:
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Os poemas devem ter até 3 minutos de duração e ser autoral, não é permitido o uso de figurinos ou objetos de cena;
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O evento é apresentado por uma dupla composta por um surdo e um ouvinte, e conta com dois tradutores intérpretes de Libras;
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Para a dupla vencedora, o prêmio é um conjunto de livros de arte e poesia.
O Slam do Corpo é um espaço de protesto, que a poesia mostra a realidade dos surdos, como revela a apresentação de Catharine Moreira e Amanda de Lima no Programa Manos e Minas na TV Cultura. "Eu sou surda e tenho a minha voz, não preciso falar sua língua pra ter voz.", diz a poesia das artistas, a qual revela como o preconceito com a Língua Brasileira de Sinais causa sofrimento.
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Separar o surdo da Libras é como separar a alma do corpo", diz David Farias, professor de Libras e intérprete. Ele coloca a importância da língua para a cultura surda, e reforça a importância da execução da LEI Nº 10.436, que exige intérpretes em estabelecimentos e instituições.
A inclusão é uma pauta importante no país. No Brasil, segundo o IBGE, cerca de 5% da população é surda. Esse número representa 10 milhões de pessoas, sendo que 2,7 milhões têm perda auditiva profunda.
Dessa parcela popular, como resultado da exclusão desse grupo, 7% têm ensino superior completo, 15% frequentaram a escola até o ensino médio, 46% até o fundamental e 32% não têm um grau de instrução. Esses dados foram apresentados pela pesquisa do Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda em 2019.
Farias, como educador nas escolas estaduais e municipais no estado de Alagoas e Sergipe, diz que um dos caminhos para mudar esse quadro na educação “é oferecer acessibilidade e incluir o ensino da Libras do ensino básico até o médio, como tem as disciplinas de espanhol e inglês”.
Além disso, expõe a importância da adaptação das atividades escolares para os surdos. Visto que, há um cenário de vitimização deles por parte dos educadores, que reflete no aprendizado.
Como visto que a acessibilidade é um dos pontos na defasagem educacional, o intérprete disserta sobre a importância do Slam do Corpo, principalmente pela participação das crianças. “Existem crianças surdas que fazem a leitura de poemas e é muito enriquecedor para a Libras. No meu olhar, o Slam do Corpo deveria ter em todos os lugares do Brasil para fortalecer a cultura surda.”
O grupo tem um espaço destinado para as crianças. “O Slam do Corpinho é o primeiro no país que aproxima crianças-poetas surdas e ouvintes, poemas em língua de sinais e em língua portuguesa", apresenta a equipe em seu documento oficial.














