Do pastelzinho com caldo de cana à hora da xepa, as feiras livres fazem parte do cotidiano paulista de domingo a domingo.
por
Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Por décadas, São Paulo acorda cedo ao som de barracas sendo montadas, caminhões descarregando frutas e vendedores afinando o gogó para anunciar promoções. De norte a sul, as feiras livres desenham um dos cenários mais afetivos da vida paulistana. Não é apenas o lugar onde se compra comida fresca: é onde se conversa, se briga pelo preço, se prova um pedacinho de melancia e se encontra o vizinho que você só vê ali, entre uma dúzia de banana e um pé de alface.

Juca Alves, de 40 anos, conta que vende frutas há 28 anos na zona norte de São Paulo e brinca que o relógio dele funciona diferente. “Minha rotina é a mesma todos os dias. Meu dia começa quando a cidade ainda está dormindo. Se eu bobear, o morango acorda antes de mim”.

Nas bancas de comida, o pastel é rei. “Se não tiver barulho de óleo estalando e alguém gritando não tem graça”, afirma dona Sônia, pasteleira há 19 anos junto com o marido e filhos. “Minha família cresceu ao redor de panelas de óleo e montes de pastéis. E eu fico muito realizada com isso.  

Quando o relógio se aproxima do meio dia, começa o momento mais esperado por parte do público: a famosa xepa. É quando o preço cai e a disputa aumenta. Em uma cidade acelerada como São Paulo, a feira livre funciona como uma pausa afetiva, um lembrete de que existe vida fora do concreto. E enquanto houver paulistanos dispostos a acordar cedo por um pastel quentinho e uma conversa boa, as feiras continuarão firmes, coloridas, barulhentas e deliciosamente caóticas.

Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia.
Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas.
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas. Foto: Manuela Dias/AGEMT
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo.
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores.
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

Apresentação exclusiva acontece no dia 7 de setembro, no Palco Mundo
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
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26/11/2025 - 12h

Elton John está de volta ao Brasil em uma única apresentação que promete marcar a edição de 2026 do Rock in Rio. O festival confirmou o britânico como atração principal do dia 7 de setembro, abrindo a divulgação do line-up com um dos nomes mais celebrados da música mundial.

A presença de Elton carrega um peso especial. Em 2023, o artista anunciou que deixaria as grandes turnês para ficar mais perto da família. Por isso, sua performance no Rock in Rio será a única na América Latina, transformando o show em um momento raro para os fãs de todo o continente.

Em um vídeo publicado na terça-feira (25) nas redes sociais, Elton John revelou o motivo para ter aceitado o convite de realizar o show em solo brasileiro. “A razão é que eu não vim ao Rio na turnê ‘Farewell Yellow Brick Road’, e eu senti que decepcionei muitos dos meus fãs brasileiros. Então, eu quero compensar isso”, explicou o britânico.

No mesmo dia de festival, outro grande nome da música sobe ao Palco Mundo: Gilberto Gil. Em clima de despedida com a turnê Tempo-Rei, que termina em março de 2026, o encontro dos dois artistas lendários torna a programação do festival ainda mais especial. 

Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Reprodução / Facebook Gilberto Gil)
Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Divulgação)

Além das atrações, o Rock in Rio prepara mudanças importantes na Cidade do Rock. O Palco Mundo, símbolo do festival, será completamente revestido de painéis de LED, somando 2.400 metros quadrados de tecnologia. A ideia é ampliar a imersão visual e criar novas possibilidades para os artistas.

A próxima edição também terá uma homenagem especial à Bossa Nova e um benefício pensado diretamente para o público, em que cada visitante poderá receber até 100% do valor do ingresso de volta em bônus, podendo ser usado em hotéis, gastronomia e experiências turísticas durante a estadia na cidade.

O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A venda geral dos ingressos começa em 9 de dezembro, às 19h, enquanto membros do Rock in Rio Club terão acesso à pré-venda a partir do dia 4, no mesmo horário.

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A socialite continuou tendo sua moral julgada no tribunal, mesmo após ter sido assassinada pelo companheiro
por
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
Jalile Elias
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26/11/2025 - 12h
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz em nova série. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

Figurinha carimbada nas colunas sociais da época, Ângela Diniz virou capa das manchetes policiais após ser morta a tiros pelo então namorado, Doca Street. O feminicídio que marcou o país na década de 1970 ganha agora um novo olhar na série da HBO Ângela Diniz: Assassinada e Condenada.

Na produção, Marjorie Estiano interpreta a protagonista, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. O elenco ainda conta com Thelmo Fernandes, Maria Volpe, Renata Gaspar, Yara de Novaes e Tóia Ferraz.

Sob direção de Andrucha Waddington, a série se inspira no podcast A Praia dos Ossos, de Branca Viana. A obra, que leva o nome da praia onde o crime ocorreu, reconstrói não apenas o caso, mas também o apagamento em torno da própria vítima. Depoimentos de amigas de Ângela, silenciadas à época, servem como ponto de partida para revelar quem ela realmente era.

Seja pela beleza ou pela independência, a mineira chamava atenção por onde passava. Já os relatos sobre Doca eram marcados pelo ciúme obsessivo do empresário. O casal passava a véspera da virada de 1977 em Búzios quando, ao tentar pôr fim à relação, Ângela foi assassinada pelo companheiro.

Por dias, o criminoso permaneceu foragido, até que sua primeira aparição foi numa entrevista à televisão; logo depois, ele se entregou à polícia. Foram necessários mais de dois anos desde o assassinato para que Doca se sentasse no banco dos réus, num julgamento que se tornaria símbolo da luta contra a violência de gênero.

Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, , enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

As atitudes, roupas e relações de Ângela foram usadas pela defesa como supostas “provocações” que teriam motivado o crime. Foi nesse episódio que Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”.

Os advogados do réu recorreram à tese da “legítima defesa da honra” — proibida somente em 2023 pelo STF — numa tentativa de inocentá-lo. O argumento foi aceito pelo júri, e Doca recebeu pena de apenas dois anos de prisão, sentença que gerou revolta e fortaleceu movimentos feministas da época.

Sob forte pressão popular, um segundo julgamento foi realizado. Nele, Doca foi condenado a 15 anos, dos quais cumpriu cerca de três em regime fechado e dois em semiaberto. Em 2020, ele morreu aos 86 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

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Exposição reúne obras que exploram o inconsciente e a natureza como caminhos simbólicos de cura
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KHADIJAH CALIL
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25/11/2025 - 12h

A Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, apresenta de 14 de novembro a 14 de dezembro de 2025 a exposição “Bosque Mítico: Katia Canton e a Cura pela Arte”, que reúne um conjunto expressivo de pinturas, desenhos, cerâmicas, tapeçarias e azulejos da artista, sob curadoria de Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho. A Fundação que sedia a mostra está localizada no imóvel conhecido como Casarão Branco do Boqueirão em Santos, um exemplar da época áurea do café no Brasil. 

Ao revisitar o bosque dos contos de fadas como metáfora de transformação interior, Katia Canton revela o processo criativo como gesto de cura, reconstrução e transcendência.
 

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       “Casinha amarela com laranja” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

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                 “Chapeuzinho triste” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                 “O estrangeiro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.         
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                                                            “Menina e pássaro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                     “Duas casinhas numa ilha” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                             “Os sete gatinhos” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                                         “Floresta” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

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Festival celebra os três anos de existência com homenagem ao pensamento de Frantz Fanon e a imaginação radical da cultura periférica
por
Marcela Rocha
Jalile Elias
Isabelle Maieru
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25/11/2025 - 12h

Reconhecido como um dos principais espaços da cultura periférica em São Paulo, o Museu das Favelas completa três anos de atividades no mês de novembro. Para comemorar, a instituição elaborou uma programação especial gratuita que combina memória, arte periférica e reflexão crítica.

Segundo o governo do Estado, o Museu das Favelas já recebeu mais de 100 mil visitantes desde sua fundação em 2022. Localizado no Pátio do Colégio, a abertura da agenda de aniversário ocorre nesta terça-feira (25) com a mostra “ImaginaÇÃO Radical: 100 anos de Frantz Fanon”, dedicada ao médico e filósofo político martinicano.

Fachada do Museu das Favelas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Fachada do Museu das Favelas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor de “Os condenados da terra” e “Pele negra, máscaras brancas”, Fanon contribuiu para a análise dos efeitos psicológicos do colonialismo, considerando algumas abordagens da psiquiatria e psicologia ineficazes para o tratamento de pessoas racializadas. A exposição em sua homenagem ficará em cartaz até 24 de maio de 2026.

Ainda nos dias 25 e 26 deste mês, o festival oferecerá o ciclo “Papo Reto” com debates entre intelectuais francófonos e brasileiros, em parceria com o Instituto Francês e a Festa Literária das Periferias (Flup). A programação continua no dia 27 com a visita "Abrindo Fluxos da Imaginação Radical”. 

Em 28 de novembro, o projeto “Baile tá On!” promove uma conversa com o artista JXNV$. Já no dia 29, será inaugurada a sala expositiva “Esperançar”, que apresenta arte e tecnologia como forma de mapear territórios periféricos.

O encerramento do festival será no dia 30 de novembro com a programação “Favela é Giro”, que ocupa o Largo Pátio do Colégio com DJs e performances culturais.

 

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Primeiro dia do festival traz maior público da história do Lolla
por
Luana Galeno
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27/03/2023 - 12h

Nesta sexta, 24, tivemos o primeiro dia do festival Lollapalooza. As principais atrações foram Lil Nas X e Billie Eilish, que se apresentaram respectivamente no palco Chevrolet e Budweiser. Também tivemos shows de Kali Uchis, Conan Gray e Rise Against, que geraram grande ansiedade nos fãs. 

Imagem: Divulgação Lollapalooza
Imagem: Divulgação Lollapalooza
Lil Nas X sobre capivaras. Imagem: Twitter
Lil Nas X sobre capivaras. Imagem: Twitter

A performance de Lil Nas X chamou atenção por sua presença única, com mudanças de figurino e cabelos - incluindo um corte nas madeixas no palco -, grande produção e muita coreografia. A primeira vez do Lil Nas no Brasil tem sido marcante, até mesmo para o artista que conheceu nossas capivaras e voou de parapente.

Montero criou uma atmosfera única, trazendo sua estrutura própria para o palco Chevrolet e contagiou a plateia com os hits Call me by your name e Industry Baby. Ele deixou sua marca em território paulista convidando Pabllo Vittar para performance e remixando músicas de outros artistas como Beat It de Michael Jackson e S&M de Rihanna.

 

 

Pabllo Vittar e Lil Nas X no palco Budweiser. Imagem: Reprodução Multishow
Pabllo Vittar e Lil Nas X no palco Budweiser. Imagem: Reprodução Multishow


Billie Eilish tem sido muito aguardada no país desde que teve sua turnê mundial "Where do we go?” cancelada em 2020, por conta da Covid-19. Quase três anos depois, a cantora arrasta multidões para o autódromo de Interlagos, comprovando grande influência na juventude. Segundo a organização do evento, Eilish quebrou o recorde de maior público da história do Lollapalooza Brasil, com cerca de 104 mil pessoas assistindo ao espetáculo.

 Imagem: Reprodução Multishow
Imagem: Reprodução Multishow
 Imagem: Reprodução Multishow
Billie Eilish cantando no Lollapalooza 2023
Imagem: Reprodução Multishow

Como um passeio em sua história, Eilish traz desde hits mais animados como Happier Than Ever até suas músicas mais calmas como Everything I Wanted em sua setlist. Apesar da estrutura simples no palco Budweiser, sua performance é contagiante e o público parece conhecer de cor cada letra da artista, tornando o show enérgico. 

Pela primeira vez, ouvimos I wish you were gay ao vivo. O feito é mérito dos fãs da cantora, que fizeram campanhas online colocando a canção em primeiro lugar dos charts. Billie ainda se emocionou com Billie Bossa Nova, composição inspirada no Brasil. Ela comentou “essa música é feita pra vocês”. 
A cantora ainda marcou presença em outros pontos da cidade, inclusive na festa de aniversário da Anitta, mas sua presença durou apenas 30 minutos.

Artistas nacionais também tiveram seu espaço no primeiro dia do Lolla. Pedro Sampaio, Anavitória, Black Alien, Planta e Raiz, Madds, Gab Ferreira, Baby, Aliados, Aline Rocha, Brisa Flow e  Curol foram as bandas e cantores que firmaram os pés nos palcos de sexta.

Iniciando os trabalhos do dia 24, Brisa foi a primeira artista indigena a se apresentar no Lollapalooza e sua sonoridade fez referência a isso. Paralelamente, Gab Ferreira abria o palco Adidas, porém teve um público reduzido de uma dezena de pessoas para prestigiá-la. No palco Perry's By Johnnie Walker Blonde, às 18:00, Pedro Sampaio estreou no Lolla e durante sua apresentação, revelou-se como bisexual para a audiência ao som de um remix de “Toda Forma de Amor” de Lulu Santos.

 

Pedro

Gab

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Será que uma antecipação tão grande para soltar o line-up pode ser o motivo?
por
Giovanna Takamatsu
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24/03/2023 - 12h

Idealizado por Perry Farrell, vocalista da banda Jane’s Addiction, em 1991, o festival de música Lollapalooza chega a sua 10ª edição brasileira. O evento, que foi introduzido ao Brasil em 2012, ganhou popularidade ao longo dos anos, se tornando um dos espetáculos mais esperados do país. 

A cada ano existem expectativas e especulações de quais serão os artistas convidados. Por causa do sucesso que o festival tem, o público compra os ingressos sem saber qual será o line-up, já que conhecem a credibilidade do evento, e tem certeza da presença de atrações globais e populares. Normalmente, os dias que ocorrerão os shows são divulgados com 9 meses de antecedência, com a compra dos ingressos acontecendo em setembro do ano anterior ao espetáculo.

line-up, divulgação mais esperada pelo público, é normalmente liberado um período após a aquisição dos bilhetes. Nesta edição, por exemplo, foi liberado em outubro de 2022, com quase 6 meses de antecedência. Isso causa, muitas vezes, uma imprevisibilidade em relação ao comparecimento efetivo dos artistas no festival, como ocorreu em 2022, com a banda Foo Fighters, Jane’s Adiction, King Gizzard & The Lizard Wizard, e a cantora Phoebe Bridgers. No Lollapalooza desse ano já houve o cancelamento de 5 shows. Veja abaixo as atrações canceladas e suas substituições.

Blink-182

Blink-182
Blink-182. Imagem: Reprodução/Youtube

A banda de rock americana Blink-182, era uma das atrações mais aguardadas por fãs do festival. Eles foram anunciados no line-up original. Infelizmente, a banda teve que cancelar todos os seus eventos na América do Sul e México, devido a um problema de saúde do baterista, Travis Baker. Para a felicidade de alguns, a banda foi então substituída pela dupla Twenty One Pilots. O duo, presente também no Lollapalooza de outros países da América do Sul, como Chile e Argentina, está fazendo covers de Blink-182 e já realizou grandes apresentações no Lollapalooza. 

Omar Apollo

Omar Apollo
Omar Apollo. Imagem: Divulgação

Ele foi o primeiro artista a cancelar sua aparição no festival. Seu motivo foi por conflitos na agenda, já que está abrindo os shows da cantora Sza, na turnê pelos Estados Unidos. O cancelamento pode ter sido consequência da antecedência que ocorre para liberar o line-up. Os organizadores do Lollapalooza anunciaram que a banda The Rose iria substituir Apollo. 

Dominic Fike e 100 Gecs

100gecs
100 Gecs. Imagem: Skullcandy 
Dominic Fike
Dominic Fike. Imagem: Reprodução

A organização do festival divulgou o cancelamento desses dois artistas no mesmo anúncio. As razões não foram esclarecidas, somente foi afirmado que teriam que cancelar seus eventos pela América do Sul. Os cantores foram substituídos pela banda indie canadense Mother Mother, e pelo grupo de música eletrônica Almanac.

Willow

willow
Willow. Imagem: Emma Mcintyre

A cantora, filha de Will e Jada Pinkett Smith, foi anunciada como uma atração surpresa do festival, após a liberação do line-up original. Faltando menos de 2 semanas para o seu show, foi então divulgado que ela não se apresentaria mais na América do Sul e México, incluindo o Lollapalooza Brasil. Ainda não foi anunciado se vai haver substituição. 

 

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Um marco brasileiro do pop rock está de volta
por
Ana Julia Bertolaccini
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22/03/2023 - 12h

A banda NX Zero, que não estava em atividade desde 2017, retornou aos palcos no início do mês, no programa Caldeirão do Mion, da Rede Globo. Os integrantes farão uma turnê de reencontro inédita, com início em maio de 2023.

O grupo que movia multidões no final dos anos 2000 cantou três dos seus grandes sucessos: “Razões e Emoções”, “Cedo ou tarde” e “Além de mim”. A plateia, composta também por fãs que acompanharam os músicos durante a adolescência, se mostrou ansiosa pela apresentação.

Marcos Mion, que é fã da banda, demonstrou grande carinho ao receber os músicos no palco de seu programa na televisão, e segundo Di Ferrero, vocalista da banda, agitou o reencontro de NX Zero nas redes sociais. O cantor presenteou Mion com um dos colares de miçanga que utiliza no palco e provocou reações espontâneas do apresentador, que respondeu em tom de brincadeira: “se for a original eu vou cair de joelhos, cara. Eu vou chorar”.

NxZero e Marcos Mion no programa Caldeirão na tv globo; “Imagem: Divulgação/instagram @nxzerooficial”
NX Zero e Marcos Mion no programa Caldeirão do Mion, da TV Globo. Imagem: Divulgação/Instagram @nxzerooficial.

A reunião dos integrantes Leandro Franco da Rocha (Gee Rocha), Daniel Weksler, Conrado Grandino (Caco), Filipe Ricardo e Diego José Ferrero (Di Ferrero) era esperada pelo público há mais de cinco anos. Neste intervalo, cada membro seguiu com projetos individuais, tanto profissionais quando pessoais. Di Ferrero, por exemplo, segue carreira solo com o lançamento do álbum “Uma Bad, Uma Farra”, incluindo canções como “Intensamente”, em parceria com Vitor Kley, e “Aonde é o céu”.

Durante sua fase de grande popularidade, NX Zero conquistou espaço no rock nacional com o estilo “pop rock”, com os álbuns “Agora”, “Nx Zero”, e o DVD “62 mil horas até aqui”. O período de efervescência deste gênero no Brasil - representado também por bandas como CPM22, Fresno e Restart - aparecia agregado a diferentes estilos de roupas, cortes de cabelo e acessórios adquiridos pelos jovens na época. O chamado estilo “emo” conquistava uma geração.

Além da apresentação no Caldeirão, um show foi realizado no BBB (Big Brother Brasil) na sexta-feira (17), e animou os participantes do reality, mostrando todo o carisma e a tradicional identidade do pop rock brasileiro.

Com a marcante presença do instrumental nas canções (guitarra, baixo e bateria), junto à voz e a maneira característica de se apresentar do vocalista, combinado com a voz de apoio do também guitarrista Gee Rocha, a memória da geração dos anos 2000 no Brasil foi resgatada, causando um sentimento nostálgico aos expectadores.

Di Ferreiro se apresentando junto à banda em um show realizado no Big Brother Brasil; Imagem: Divulgação/www.gshow.globo.com
Di Ferrero se apresentando junto à banda no show realizado no Big Brother Brasil. Imagem: Divulgação/Gshow

Estas aparições públicas dão início ao reencontro que precede a turnê “Tour Cedo ou Tarde”, a qual leva o nome de um dos singles mais famosos da banda. Os shows acontecerão em 18 cidades diferentes, sendo o primeiro deles no festival MITA, no Rio de Janeiro, em 28 de maio. Os ingressos já estão à venda no site oficial da banda nxzerooficial.com.br. Confira mais informações abaixo:

Agenda de shows atualizada da “Tour Cedo ou Tarde”, com ingressos de alguns shows já esgotados; “Imagem: Divulgação/instagram @nxzerooficial”
Agenda da “Tour Cedo ou Tarde” atualizada, com ingressos de alguns shows já esgotados. Imagem: Divulgação/instagram @nxzerooficial.

 

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Uma viagem no tempo da história espanhola por meio de obras artísticas
por
Giovanna Takamatsu
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22/03/2023 - 12h

Nomeada em homenagem a música “Sampa”, de Caetano Veloso, a exposição “Volta ao avesso do avesso” traz obras artísticas que representam a história da participação espanhola nas edições da Bienal Internacional de Arte de São Paulo.   

A exibição ocorreu inicialmente no Centro Niemeyer de Avilés - centro cultural espanhol projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que possui relações íntimas com o Brasil - em 2022, e foi transferida para o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) em março de 2023, por seu sucesso. Ela tem ênfase nas obras trazidas às bienais paulistanas que ocorreram durante a época da ditadura fascista de Francisco Franco (1939-1976), que assumiu o poder depois da Guerra Civil Espanhola. 

 

Arte como diplomacia

Organizada pela curadora Profa. Genoveva Tusell, a mostra tem a principal finalidade de exibir como a Espanha utilizava a arte para construir sua imagem internacional. A primeira participação espanhola na Bienal de São Paulo, em 1953, ocorreu durante a ditadura, tal como a maioria das participações. Isso significa que as artes expostas nas bienais foram escolhidas pelo Ministério de Assuntos do Exterior, a fim de passar uma imagem positiva do país, apesar de estarem em um regime autoritário. “A Espanha esteve presente em todas as Bienais de São Paulo desde o começo, exceto na primeira edição, em 1951, já que participaram da I Bienal Hispanoamericana de Arte” diz Genoveva.  

Ao longo dos anos sob a tirania governamental, os artistas começaram a ousar nos assuntos ilustrados nas obras que eram escolhidas para serem apresentadas internacionalmente, como forma de manifestação. “Até que ponto o governo não percebe que são manifestações", diz a Profa. Tusell, dando como exemplo a obra “Personagem com medo”, por Juan Genovés, presente na Bienal de 65. 

Na exposição no Brasil é possível ver algumas obras com essa ousadia, tais como “Pies vendados”, de Darío Villalba e “El Emigrante Muerto”, de Cristóbal Toral. Elas foram trazidas para as XII e XIII Bienais de São Paulo, respectivamente, sendo escolhidas pelo governo, mesmo sendo manifestações contrárias ao ditador Franco.

“Pies vendados” de Darío Villalba. Imagem: Giovanna Takamatsu
“Pies vendados” de Darío Villalba. Imagem: Giovanna Takamatsu.

 

Prestígio espanhol

A participação espanhola na Bienal de São Paulo trouxe prestígio e adquiriu prêmios em todas as categorias internacionais. Rafael Canogar, Miguel Ortíz y Berrocal, Cesar Olmos, Joan Vila i Casas são apenas alguns dos nomes dos ganhadores em suas respectivas categorias. A Espanha alcançou a maior gratificação da Bienal, o Grande Prêmio do Itamarati, com a obra “Os Revolucionários”, de Canogar, na XI Bienal de São Paulo, em 1971. Conquistou também o Grande Prêmio de Honra, com a escultura de Miguel Barrocal “Romeo y Julieta”.

O sucesso espanhol nas bienais também motivou Genoveva a realizar essa exposição, o que talvez seja um fato que poucos brasileiros conhecem.

“El Emigrante Muerto” de Cristóbal Toral. Imagem: Giovanna Takamatsu
“El Emigrante Muerto” de Cristóbal Toral. Imagem: Giovanna Takamatsu

 

O público brasileiro e as obras

Os brasileiros podem relacionar sua história com o que é representado nas obras. Os temas presentes em várias peças são manifestações contra a ditadura, que, em certos anos, estava presente tanto na Espanha, como no Brasil. “O público brasileiro entende as obras espanholas, porque o que estava acontecendo na Espanha também estava acontecendo no Brasil” diz a curadora.  

Durante os anos da ditadura militar brasileira, foram trazidas diversas obras com as quais os brasileiros podiam se relacionar, e podem até hoje. Um exemplo é, novamente, “Os Revolucionários”, de Canogar, aquisição do MAC-USP, que ilustra algo que ocorreu aqui, a resistência do povo contra o autoritarismo e o desejo de mudança.   

Genoveva diz também que a exposição é uma forma dos brasileiros apreciarem mais as coletâneas de arte brasileiras. O MAC-USP possui em seu acervo várias obras espanholas, que nunca tinham sido expostas na Espanha. Esse fato foi outra motivação para montar essa exibição, para que os espanhóis vejam pela primeira vez algumas peças.

“Os Revolucionários” por Rafael Canogar. Imagem: Giovanna Takamatsu
“Os Revolucionários” por Rafael Canogar. Imagem: Giovanna Takamatsu

 

A volta ao avesso do avesso

            Essa frase foi escolhida como título da exposição em referência às obras mais novas, feitas após o término da ditadura. Os artistas começaram a produzir peças refletindo a história espanhola e as atrocidades que ocorreram durante o autoritarismo, realizando críticas através da arte. O exemplo que a Profa. Tusell traz é a sequência de fotos denominada “Gato rico muere de ataque del corazón em Chicago” por Fernando Sánchez Castillo. “Os artistas começaram a voltar no passado, repensando a sua história, assim fizeram uma volta ao reverso do reverso” diz Genoveva.

            As obras mais recentes não foram exibidas aqui no Brasil, mas a menção é importante para o entendimento total do que foi o regime franquista e como o povo espanhol reage até hoje a essa barbárie.  

A visitação está aberta até 4 de junho, no MAC-USP. A entrada é gratuita, e o museu funciona de terças a domingos, das 10 às 21 horas. O endereço é Av. Pedro Álvares Cabral, 1301, Vila Mariana, São Paulo.

 

 

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Foi dada a largada para a nova série da gigante dos streamings.
por
Maria Fernanda Muller
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21/03/2023 - 12h


A mais nova ficção sobre o tricampeão da Fórmula 1, “Senna” será protagonizada por Gabriel Leone anunciado hoje (21) através do Instagram da Netflix Brasil, no mesmo dia em que nosso herói nacional completaria 63 anos.

Gabriel é um ator conhecido por ter atuado em grandes novelas e minisséries da Rede Globo, como “Velho Chico” e “Os Dias Eram Assim”. Seus dois trabalhos mais famosos recentemente são “Eduardo e Mônica”, onde interpreta o Eduardo, e “Dom”, série da plataforma Prime Video em que interpreta Pedro Dom.

Agora, aos 29 anos, vai levar às telas mais um protagonista marcante. “Contar essa história para milhões de pessoas, de vários países, com a Netflix é uma grande responsabilidade e será, sem dúvida, um dos maiores desafios da minha carreira até então”, confessa o ator.

Apesar da pressão dada a Gabriel, a família do ídolo das corridas e o diretor da minissérie Vicente Amorim acreditam ter feito a escolha certa: “Gabriel Leone tem o carisma, a intensidade e a doçura de Senna", diz Vicente. “Ficamos emocionados com o teste dele, em como ele trouxe vida para Ayrton”, completa. Viviane Senna, irmã do corredor, também opina: “Ele tem muito potencial para transmitir com fidelidade a personalidade única de Ayrton”.
A Fórmula 1 além do esporte

A hashtag levantada para divulgar a ficção é "#SennaSempre" e os fãs já a usam para expressar seu apoio à produção, que só será lançada em 2024.

“Senna” não é a primeira produção sobre Fórmula 1 e nem sobre Ayrton Senna. Relembre “Ayrton Senna, O Musical”, que estreou em novembro de 2017 no Rio de Janeiro e conta a história do corredor por meio de um espetáculo cheio de luzes e músicas especialmente feitas para as apresentações.

E a Netflix já tem algumas produções famosas focadas no esporte, dentre elas três ganham destaque, sendo “Schumacher”, que relata a história na visão profissional de um dos maiores campeões, o alemão Michael Schumacher, “Fangio: O Rei das Pistas”, sobre o legado de Juan Manuel Fangio, campeão de cinco temporadas seguidas, e o mais conhecido entre os fãs do esporte, "Drive To Survive”, que já conta com 5 temporadas e retrata os bastidores das corridas, a nova era dos carros e de seus corredores.
Quem foi Ayrton Senna?

Nascido em São Paulo, o ídolo automobilístico iniciou seus treinos aos 7 anos de idade no kartódromo de Interlagos. Conquistou vários títulos correndo no Kart, como campeão na categoria júnior, no nacional e no sul-americano. Em 1981, entrou para a equipe Fórmula Ford e no mesmo ano obteve 12 vitórias de 20 corridas realizadas. Em 1982, já havia quebrado grandes recordes em campeonatos na Europa. No ano seguinte, já na F3, quebrou o recorde mundial com nove vitórias consecutivas.

Senna foi crescendo até chegar na F1 e, em 1988, ganhou o pódio de campeão pela primeira vez na categoria. Em 1990, tornou-se bicampeão, e o tricampeonato não tardou a chegar, veio no ano seguinte. Até recebermos a notícia que ninguém queria ouvir.

Em 1 de maio de 1994, o mundo parou ao ver o corredor chocar seu carro a 300 km/h contra o muro de proteção no circuito de Ímola, na Itália. Ayrton Senna deixou seu legado e inspira gerações de corredores até hoje, como o heptacampeão Lewis Hamilton. Será um eterno ídolo para o Brasil e para os fãs de automobilismo no mundo.

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