Nesta sexta, 24, tivemos o primeiro dia do festival Lollapalooza. As principais atrações foram Lil Nas X e Billie Eilish, que se apresentaram respectivamente no palco Chevrolet e Budweiser. Também tivemos shows de Kali Uchis, Conan Gray e Rise Against, que geraram grande ansiedade nos fãs.


A performance de Lil Nas X chamou atenção por sua presença única, com mudanças de figurino e cabelos - incluindo um corte nas madeixas no palco -, grande produção e muita coreografia. A primeira vez do Lil Nas no Brasil tem sido marcante, até mesmo para o artista que conheceu nossas capivaras e voou de parapente.
Montero criou uma atmosfera única, trazendo sua estrutura própria para o palco Chevrolet e contagiou a plateia com os hits Call me by your name e Industry Baby. Ele deixou sua marca em território paulista convidando Pabllo Vittar para performance e remixando músicas de outros artistas como Beat It de Michael Jackson e S&M de Rihanna.

Billie Eilish tem sido muito aguardada no país desde que teve sua turnê mundial "Where do we go?” cancelada em 2020, por conta da Covid-19. Quase três anos depois, a cantora arrasta multidões para o autódromo de Interlagos, comprovando grande influência na juventude. Segundo a organização do evento, Eilish quebrou o recorde de maior público da história do Lollapalooza Brasil, com cerca de 104 mil pessoas assistindo ao espetáculo.


Imagem: Reprodução Multishow
Como um passeio em sua história, Eilish traz desde hits mais animados como Happier Than Ever até suas músicas mais calmas como Everything I Wanted em sua setlist. Apesar da estrutura simples no palco Budweiser, sua performance é contagiante e o público parece conhecer de cor cada letra da artista, tornando o show enérgico.
Pela primeira vez, ouvimos I wish you were gay ao vivo. O feito é mérito dos fãs da cantora, que fizeram campanhas online colocando a canção em primeiro lugar dos charts. Billie ainda se emocionou com Billie Bossa Nova, composição inspirada no Brasil. Ela comentou “essa música é feita pra vocês”.
A cantora ainda marcou presença em outros pontos da cidade, inclusive na festa de aniversário da Anitta, mas sua presença durou apenas 30 minutos.
Artistas nacionais também tiveram seu espaço no primeiro dia do Lolla. Pedro Sampaio, Anavitória, Black Alien, Planta e Raiz, Madds, Gab Ferreira, Baby, Aliados, Aline Rocha, Brisa Flow e Curol foram as bandas e cantores que firmaram os pés nos palcos de sexta.
Iniciando os trabalhos do dia 24, Brisa foi a primeira artista indigena a se apresentar no Lollapalooza e sua sonoridade fez referência a isso. Paralelamente, Gab Ferreira abria o palco Adidas, porém teve um público reduzido de uma dezena de pessoas para prestigiá-la. No palco Perry's By Johnnie Walker Blonde, às 18:00, Pedro Sampaio estreou no Lolla e durante sua apresentação, revelou-se como bisexual para a audiência ao som de um remix de “Toda Forma de Amor” de Lulu Santos.


Idealizado por Perry Farrell, vocalista da banda Jane’s Addiction, em 1991, o festival de música Lollapalooza chega a sua 10ª edição brasileira. O evento, que foi introduzido ao Brasil em 2012, ganhou popularidade ao longo dos anos, se tornando um dos espetáculos mais esperados do país.
A cada ano existem expectativas e especulações de quais serão os artistas convidados. Por causa do sucesso que o festival tem, o público compra os ingressos sem saber qual será o line-up, já que conhecem a credibilidade do evento, e tem certeza da presença de atrações globais e populares. Normalmente, os dias que ocorrerão os shows são divulgados com 9 meses de antecedência, com a compra dos ingressos acontecendo em setembro do ano anterior ao espetáculo.
O line-up, divulgação mais esperada pelo público, é normalmente liberado um período após a aquisição dos bilhetes. Nesta edição, por exemplo, foi liberado em outubro de 2022, com quase 6 meses de antecedência. Isso causa, muitas vezes, uma imprevisibilidade em relação ao comparecimento efetivo dos artistas no festival, como ocorreu em 2022, com a banda Foo Fighters, Jane’s Adiction, King Gizzard & The Lizard Wizard, e a cantora Phoebe Bridgers. No Lollapalooza desse ano já houve o cancelamento de 5 shows. Veja abaixo as atrações canceladas e suas substituições.
Blink-182

A banda de rock americana Blink-182, era uma das atrações mais aguardadas por fãs do festival. Eles foram anunciados no line-up original. Infelizmente, a banda teve que cancelar todos os seus eventos na América do Sul e México, devido a um problema de saúde do baterista, Travis Baker. Para a felicidade de alguns, a banda foi então substituída pela dupla Twenty One Pilots. O duo, presente também no Lollapalooza de outros países da América do Sul, como Chile e Argentina, está fazendo covers de Blink-182 e já realizou grandes apresentações no Lollapalooza.
Omar Apollo

Ele foi o primeiro artista a cancelar sua aparição no festival. Seu motivo foi por conflitos na agenda, já que está abrindo os shows da cantora Sza, na turnê pelos Estados Unidos. O cancelamento pode ter sido consequência da antecedência que ocorre para liberar o line-up. Os organizadores do Lollapalooza anunciaram que a banda The Rose iria substituir Apollo.
Dominic Fike e 100 Gecs


A organização do festival divulgou o cancelamento desses dois artistas no mesmo anúncio. As razões não foram esclarecidas, somente foi afirmado que teriam que cancelar seus eventos pela América do Sul. Os cantores foram substituídos pela banda indie canadense Mother Mother, e pelo grupo de música eletrônica Almanac.
Willow

A cantora, filha de Will e Jada Pinkett Smith, foi anunciada como uma atração surpresa do festival, após a liberação do line-up original. Faltando menos de 2 semanas para o seu show, foi então divulgado que ela não se apresentaria mais na América do Sul e México, incluindo o Lollapalooza Brasil. Ainda não foi anunciado se vai haver substituição.
A banda NX Zero, que não estava em atividade desde 2017, retornou aos palcos no início do mês, no programa Caldeirão do Mion, da Rede Globo. Os integrantes farão uma turnê de reencontro inédita, com início em maio de 2023.
O grupo que movia multidões no final dos anos 2000 cantou três dos seus grandes sucessos: “Razões e Emoções”, “Cedo ou tarde” e “Além de mim”. A plateia, composta também por fãs que acompanharam os músicos durante a adolescência, se mostrou ansiosa pela apresentação.
Marcos Mion, que é fã da banda, demonstrou grande carinho ao receber os músicos no palco de seu programa na televisão, e segundo Di Ferrero, vocalista da banda, agitou o reencontro de NX Zero nas redes sociais. O cantor presenteou Mion com um dos colares de miçanga que utiliza no palco e provocou reações espontâneas do apresentador, que respondeu em tom de brincadeira: “se for a original eu vou cair de joelhos, cara. Eu vou chorar”.

A reunião dos integrantes Leandro Franco da Rocha (Gee Rocha), Daniel Weksler, Conrado Grandino (Caco), Filipe Ricardo e Diego José Ferrero (Di Ferrero) era esperada pelo público há mais de cinco anos. Neste intervalo, cada membro seguiu com projetos individuais, tanto profissionais quando pessoais. Di Ferrero, por exemplo, segue carreira solo com o lançamento do álbum “Uma Bad, Uma Farra”, incluindo canções como “Intensamente”, em parceria com Vitor Kley, e “Aonde é o céu”.
Durante sua fase de grande popularidade, NX Zero conquistou espaço no rock nacional com o estilo “pop rock”, com os álbuns “Agora”, “Nx Zero”, e o DVD “62 mil horas até aqui”. O período de efervescência deste gênero no Brasil - representado também por bandas como CPM22, Fresno e Restart - aparecia agregado a diferentes estilos de roupas, cortes de cabelo e acessórios adquiridos pelos jovens na época. O chamado estilo “emo” conquistava uma geração.
Além da apresentação no Caldeirão, um show foi realizado no BBB (Big Brother Brasil) na sexta-feira (17), e animou os participantes do reality, mostrando todo o carisma e a tradicional identidade do pop rock brasileiro.
Com a marcante presença do instrumental nas canções (guitarra, baixo e bateria), junto à voz e a maneira característica de se apresentar do vocalista, combinado com a voz de apoio do também guitarrista Gee Rocha, a memória da geração dos anos 2000 no Brasil foi resgatada, causando um sentimento nostálgico aos expectadores.

Estas aparições públicas dão início ao reencontro que precede a turnê “Tour Cedo ou Tarde”, a qual leva o nome de um dos singles mais famosos da banda. Os shows acontecerão em 18 cidades diferentes, sendo o primeiro deles no festival MITA, no Rio de Janeiro, em 28 de maio. Os ingressos já estão à venda no site oficial da banda nxzerooficial.com.br. Confira mais informações abaixo:

Nomeada em homenagem a música “Sampa”, de Caetano Veloso, a exposição “Volta ao avesso do avesso” traz obras artísticas que representam a história da participação espanhola nas edições da Bienal Internacional de Arte de São Paulo.
A exibição ocorreu inicialmente no Centro Niemeyer de Avilés - centro cultural espanhol projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que possui relações íntimas com o Brasil - em 2022, e foi transferida para o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) em março de 2023, por seu sucesso. Ela tem ênfase nas obras trazidas às bienais paulistanas que ocorreram durante a época da ditadura fascista de Francisco Franco (1939-1976), que assumiu o poder depois da Guerra Civil Espanhola.
Arte como diplomacia
Organizada pela curadora Profa. Genoveva Tusell, a mostra tem a principal finalidade de exibir como a Espanha utilizava a arte para construir sua imagem internacional. A primeira participação espanhola na Bienal de São Paulo, em 1953, ocorreu durante a ditadura, tal como a maioria das participações. Isso significa que as artes expostas nas bienais foram escolhidas pelo Ministério de Assuntos do Exterior, a fim de passar uma imagem positiva do país, apesar de estarem em um regime autoritário. “A Espanha esteve presente em todas as Bienais de São Paulo desde o começo, exceto na primeira edição, em 1951, já que participaram da I Bienal Hispanoamericana de Arte” diz Genoveva.
Ao longo dos anos sob a tirania governamental, os artistas começaram a ousar nos assuntos ilustrados nas obras que eram escolhidas para serem apresentadas internacionalmente, como forma de manifestação. “Até que ponto o governo não percebe que são manifestações", diz a Profa. Tusell, dando como exemplo a obra “Personagem com medo”, por Juan Genovés, presente na Bienal de 65.
Na exposição no Brasil é possível ver algumas obras com essa ousadia, tais como “Pies vendados”, de Darío Villalba e “El Emigrante Muerto”, de Cristóbal Toral. Elas foram trazidas para as XII e XIII Bienais de São Paulo, respectivamente, sendo escolhidas pelo governo, mesmo sendo manifestações contrárias ao ditador Franco.

Prestígio espanhol
A participação espanhola na Bienal de São Paulo trouxe prestígio e adquiriu prêmios em todas as categorias internacionais. Rafael Canogar, Miguel Ortíz y Berrocal, Cesar Olmos, Joan Vila i Casas são apenas alguns dos nomes dos ganhadores em suas respectivas categorias. A Espanha alcançou a maior gratificação da Bienal, o Grande Prêmio do Itamarati, com a obra “Os Revolucionários”, de Canogar, na XI Bienal de São Paulo, em 1971. Conquistou também o Grande Prêmio de Honra, com a escultura de Miguel Barrocal “Romeo y Julieta”.
O sucesso espanhol nas bienais também motivou Genoveva a realizar essa exposição, o que talvez seja um fato que poucos brasileiros conhecem.

O público brasileiro e as obras
Os brasileiros podem relacionar sua história com o que é representado nas obras. Os temas presentes em várias peças são manifestações contra a ditadura, que, em certos anos, estava presente tanto na Espanha, como no Brasil. “O público brasileiro entende as obras espanholas, porque o que estava acontecendo na Espanha também estava acontecendo no Brasil” diz a curadora.
Durante os anos da ditadura militar brasileira, foram trazidas diversas obras com as quais os brasileiros podiam se relacionar, e podem até hoje. Um exemplo é, novamente, “Os Revolucionários”, de Canogar, aquisição do MAC-USP, que ilustra algo que ocorreu aqui, a resistência do povo contra o autoritarismo e o desejo de mudança.
Genoveva diz também que a exposição é uma forma dos brasileiros apreciarem mais as coletâneas de arte brasileiras. O MAC-USP possui em seu acervo várias obras espanholas, que nunca tinham sido expostas na Espanha. Esse fato foi outra motivação para montar essa exibição, para que os espanhóis vejam pela primeira vez algumas peças.

A volta ao avesso do avesso
Essa frase foi escolhida como título da exposição em referência às obras mais novas, feitas após o término da ditadura. Os artistas começaram a produzir peças refletindo a história espanhola e as atrocidades que ocorreram durante o autoritarismo, realizando críticas através da arte. O exemplo que a Profa. Tusell traz é a sequência de fotos denominada “Gato rico muere de ataque del corazón em Chicago” por Fernando Sánchez Castillo. “Os artistas começaram a voltar no passado, repensando a sua história, assim fizeram uma volta ao reverso do reverso” diz Genoveva.
As obras mais recentes não foram exibidas aqui no Brasil, mas a menção é importante para o entendimento total do que foi o regime franquista e como o povo espanhol reage até hoje a essa barbárie.
A visitação está aberta até 4 de junho, no MAC-USP. A entrada é gratuita, e o museu funciona de terças a domingos, das 10 às 21 horas. O endereço é Av. Pedro Álvares Cabral, 1301, Vila Mariana, São Paulo.
A mais nova ficção sobre o tricampeão da Fórmula 1, “Senna” será protagonizada por Gabriel Leone anunciado hoje (21) através do Instagram da Netflix Brasil, no mesmo dia em que nosso herói nacional completaria 63 anos.
Gabriel é um ator conhecido por ter atuado em grandes novelas e minisséries da Rede Globo, como “Velho Chico” e “Os Dias Eram Assim”. Seus dois trabalhos mais famosos recentemente são “Eduardo e Mônica”, onde interpreta o Eduardo, e “Dom”, série da plataforma Prime Video em que interpreta Pedro Dom.
Agora, aos 29 anos, vai levar às telas mais um protagonista marcante. “Contar essa história para milhões de pessoas, de vários países, com a Netflix é uma grande responsabilidade e será, sem dúvida, um dos maiores desafios da minha carreira até então”, confessa o ator.
Apesar da pressão dada a Gabriel, a família do ídolo das corridas e o diretor da minissérie Vicente Amorim acreditam ter feito a escolha certa: “Gabriel Leone tem o carisma, a intensidade e a doçura de Senna", diz Vicente. “Ficamos emocionados com o teste dele, em como ele trouxe vida para Ayrton”, completa. Viviane Senna, irmã do corredor, também opina: “Ele tem muito potencial para transmitir com fidelidade a personalidade única de Ayrton”.
A Fórmula 1 além do esporte
A hashtag levantada para divulgar a ficção é "#SennaSempre" e os fãs já a usam para expressar seu apoio à produção, que só será lançada em 2024.
“Senna” não é a primeira produção sobre Fórmula 1 e nem sobre Ayrton Senna. Relembre “Ayrton Senna, O Musical”, que estreou em novembro de 2017 no Rio de Janeiro e conta a história do corredor por meio de um espetáculo cheio de luzes e músicas especialmente feitas para as apresentações.
E a Netflix já tem algumas produções famosas focadas no esporte, dentre elas três ganham destaque, sendo “Schumacher”, que relata a história na visão profissional de um dos maiores campeões, o alemão Michael Schumacher, “Fangio: O Rei das Pistas”, sobre o legado de Juan Manuel Fangio, campeão de cinco temporadas seguidas, e o mais conhecido entre os fãs do esporte, "Drive To Survive”, que já conta com 5 temporadas e retrata os bastidores das corridas, a nova era dos carros e de seus corredores.
Quem foi Ayrton Senna?
Nascido em São Paulo, o ídolo automobilístico iniciou seus treinos aos 7 anos de idade no kartódromo de Interlagos. Conquistou vários títulos correndo no Kart, como campeão na categoria júnior, no nacional e no sul-americano. Em 1981, entrou para a equipe Fórmula Ford e no mesmo ano obteve 12 vitórias de 20 corridas realizadas. Em 1982, já havia quebrado grandes recordes em campeonatos na Europa. No ano seguinte, já na F3, quebrou o recorde mundial com nove vitórias consecutivas.
Senna foi crescendo até chegar na F1 e, em 1988, ganhou o pódio de campeão pela primeira vez na categoria. Em 1990, tornou-se bicampeão, e o tricampeonato não tardou a chegar, veio no ano seguinte. Até recebermos a notícia que ninguém queria ouvir.
Em 1 de maio de 1994, o mundo parou ao ver o corredor chocar seu carro a 300 km/h contra o muro de proteção no circuito de Ímola, na Itália. Ayrton Senna deixou seu legado e inspira gerações de corredores até hoje, como o heptacampeão Lewis Hamilton. Será um eterno ídolo para o Brasil e para os fãs de automobilismo no mundo.














