A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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Confira algumas curiosidades culturais sobre os estados do Brasil
por
Júlia Takahashi
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03/04/2024 - 12h

Entre A Hora da Estrela, o Teatro Amazonas e o Parque Nacional da Serra da Capivara, o norte e nordeste do Brasil colorem a literatura, o teatro, a culinária e a música. E é ao som de “Brasil Pandeiro”, dos Novos Baianos, que o quadro AGEMT Pelo Mundo viaja pelo Brasil, começando pela primeira capital desse país continental, e te conta curiosidades de diferentes cidades de dois estados brasileiros.

O Brasil é composto por 26 estados, sendo Pernambuco o mais antigo e Tocantins o mais novo. A primeira capital do país foi Salvador, na Bahia, que manteve seu título até 1763.  Seu coração é marcado pelo Largo do Pelourinho, considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. Grandes artistas já passaram e se apaixonaram por Salvador, como Michael Jackson com o clipe “They don’t care about us” e Dionne Warwick com o sonho de morar no Estado. 

 

Vídeo "They Don't Care About Us" - canal oficial de Michael Jackson no Youtube 

Além de ter várias praias consideradas as mais bonitas do país, o nordeste também é berço de várias pessoas importantes para o Brasil. Em Alagoas nasceram Graciliano Ramos e Jorge de Lima, o primeiro Presidente, Deodoro da Fonseca, e o segundo, Floriano Peixoto. Clarice Lispector também morou em Maceió, tanto que a personagem principal, Macabéa, de sua obra “A Hora da Estrela” é alagoana. O Memorial do Quilombo dos Palmares também fica no estado, localizado na Serra da Barriga, próximo a Maceió.

 

Memorial do Quilombo dos Palmares - G1
Memorial do Quilombo dos Palmares - foto: Waldson Costa/G1

 

 

Na beirada do país está o Rio Grande do Norte, onde Nísia Floresta nasceu, marcando a educação feminista do Brasil, no jornalismo, nas letras e nos movimentos sociais. O Estado também é muito conhecido pelas famosas dunas de areia e por ter deliciosos pratos com camarões. Ao lado está o Ceará, muito famoso pelo Beach Park, com sua peculiaridade de estar no litoral nordestino. Mas na literatura, nas matas do Ceará, no século XVII, se passa a história de Iracema, de José de Alencar.

Já o Parque Nacional Serra da Capivara, com pinturas rupestres datadas de 6 mil e 12 mil anos, é um verdadeiro museu a céu aberto e o maior tesouro antropológico do mundo. O Parque fica localizado no Piauí, a 545 km de Teresina. No Maranhão, no noroeste do estado, está outro paraíso natural: os Lençóis Maranhenses, a 250 km da capital. Outra curiosidade é que São Luís é a única capital brasileira fundada por franceses, ou seja, a única não lusitana.

Já no Norte do Brasil, 80% da região é ocupada pela Floresta Amazônica, com 6,7 milhões de km2 de extensão. Com a maior Ilha Fluvial, a Ilha do Bananal no Tocantins, e a mais rica biodiversidade do mundo, é possível encontrar animais como o Boto Cor-de-Rosa, a Sucuri, maior cobra do mundo, e a Onça Pintada, maior felino da América Latina e o terceiro maior do mundo.

Extensão da floresta em relação ao Norte
Extensão da floresta em relação ao Norte - Foto: Politize

Manaus também é rica em cultura:o Teatro Amazonas é um dos principais teatros do Brasil e sua arquitetura renascentista representa o apogeu do ciclo da borracha que a cidade vivenciou. Além dele, o Museu da Amazônia, mais conhecido como MUSA, também é muito procurado. Ele faz parte da Reserva Florestal do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia - INPA - e no seu interior tem um rico Jardim Botânico e trilhas dentro da floresta.

Com certeza, o Brasil é uma verdadeira pintura em aquarela. Essa não foi nem a metade do país, na próxima matéria do Agemt pelo Mundo vamos explorar as regiões do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Até lá.

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Show dos Jonas Brothers, exposições gratuitas e mais
por
Luana Galeno
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01/04/2024 - 12h

Em abril de 2024, a cidade de São Paulo não deixa a desejar. Venha conferir a agenda cultural repleta de novidades para seu mês.

SHOWS
 

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Poster Só Pra Contrariar. Divulgação/Tickets For Fun

 

 

 

 

 

 

A primeira quinzena do mês traz atrações nacionais, enquanto a segunda se fortalece da #cometobrazil (#vemparaobrasil) com shows internacionais.  Só Pra Contrariar tem presença confirmada no Allianz Parque no dia 5 com a turnê “Acústico 2 O Último Encontro”. No Espaço Unimed, Pitty encerra a comemoração dos 20 anos de seu álbum de estreia “Admirável chip novo”, no dia 12. No dia seguinte, Jorge e Mateus abrem espaço para o sertanejo no mesmo local.

Para finalizar o mês, a banda Jonas Brothers toca no Allianz Parque. Com ingressos ainda disponíveis a partir de R$175,00, a oportunidade de conhecer os irmãos ainda está de pé. Jessie J também garantiu a passagem no Brasil com a convidada especial Lauren Jauregui, que fará a abertura de seu show, no dia 30.


SÓ PRA CONTRARIAR
Data: 05/04
Local: Allianz Parque - R. Palestra Itália, 200 - Água Branca
Horário:  16:00
Confira mais no site.

PITTY
Data: 12/04
Local: Espaço Unimed
Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP
Horário:  22:30
Ingressos disponíveis a partir de R$110,00. Confira mais no site.

JORGE E MATEUS
Data: 13/04
Local: Espaço Unimed
Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP
Horário:  22:00
Confira mais no site.

JONAS BROTHERS
Data: 16/04
Local: Allianz Parque - R. Palestra Itália, 200 - Água Branca
Horário:  20:00
Ingressos disponíveis a partir de R$175,00. Confira mais no site.

JESSIE J
Data: 30/04
Local: Espaço Unimed
Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP
Horário:  22:00
Ingressos disponíveis a partir de R$190,00. Confira mais no site. 
 

EXPOSIÇÕES

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Duque (o primeiro da esquerda para a direita), Donga (o segundo), Pixinguinha (o quarto) e duas pessoas não identificadas, no porto do Rio de Janeiro, possivelmente no embarque dos Oito Batutas para Paris, em 29 de janeiro de 1922. Coleção Pixinguinha/ Acervo IMS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estar sem dinheiro não significa ficar em casa. Até o final do mês de abril, duas exposições gratuitas ficam em cartaz. Para quem gosta de fotografia documental, Pequenas Áfricas - O rio que o samba inventou é a que você mais deve se identificar. Mas se o que procura é interatividade, Futebol de Brinquedo está em exposição no Museu do Futebol.

PEQUENAS ÁFRICAS - O Rio que o samba inventou
Localizada no IMS, a exposição reconstitui a cena cultural da capital carioca entre 1910 e 1940, e revela os berços do samba urbano em comunidades negras. Na reunião de fotografias, documentos, músicas e matérias de jornais, os quintais e terreiros são presença constante de uma linha do tempo que destaca lugares e itens simbólicos, como a Praça Onze e a partitura de Pelo telefone, o primeiro samba gravado no Brasil. 

Data: Até 21/04
Local: IMS – Avenida Paulista, 2424 (Bela Vista). 
Entrada gratuita. Confira mais no site

FUTEBOL DE BRINQUEDO
Futebol de Brinquedo é um mergulho na memória afetiva dos brinquedos analógicos de futebol, incluindo Aquaplay, Pregobol, Super Trunfo, bonecos e bonecas, mascotes das Copas do Mundo FIFA e muito futebol de botão. A curadoria é de Marcelo Duarte, com a equipe do Museu do Futebol.

Data: 26/04
Local: Museu do Futebol - Praça Charles Miller, Estádio Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu
Entrada gratuita. Confira mais no site.

 

TEATRO

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Poster Beetlejuice. Divulgação/Sympla

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clássicos se transformam em peças e garantem espaço por tempo limitado nos teatros. Beetlejuice, Elvis Presley e Cantando na Chuva são atrações para quem gosta de musicais e busca entretenimento.

BEETLEJUICE
O sucesso do filme o transformou em um musical da Broadway, estreado em 2019. A versão brasileira, interpretada por Eduardo Sterblich e com direção de Tadeu Aguiar, chegou aos teatros paulistanos e fica em cartaz até dia 28. A trama gira em torno de um casal recém-falecido em um acidente de carro (Alec Baldwin e Geena Davis), que se tornam fantasmas presos em sua antiga casa. Com a chegada de novos moradores (Catherine O'Hara, Jeffrey Jones e Winona Ryder), eles precisam da ajuda de um fantasma mais “experiente”, o Beetlejuice, que utiliza de métodos alternativos para expulsar os inquilinos recém-chegados.

Data: Até 28/04
Local: Teatro Liberdade - R. São Joaquim, 129
Horário: Quarta, Quinta, Sexta e Sábado às 21h00, Sábado e Domingo às 16h00, Domingo às 20h30
Ingressos disponíveis a partir de R$175,00. Confira mais no site.

O REI DO ROCK
O espetáculo promete uma homenagem única pela vida e obra de Elvis Presley, um dos maiores ícones mundiais da música, e é estrelado pelo ator e cantor Beto Sargentelli.

Data: Até 14/04
Local: Teatro Claro MAIS SP - Shopping Vila Olímpia - R. Olimpíadas, 360 -  Vila Olímpia
Horário: quinta e sexta às 20:00, sábado às 16:30 e 20:30, domingo às 15:30 e 19:30
Ingressos disponíveis a partir de R$21,00. Confira mais no site.

CANTANDO NA CHUVA
Além de fazer chover no palco, a mega produção traz números imperdíveis de dança e sapateado e encanta o público com uma comédia musical que é uma verdadeira viagem no tempo. 

Data: Estreia 04/04
Local: Teatro Sérgio Cardoso - Rua Rui Barbosa, 153
Horário:Quarta, Quinta, Sábado e Domingo às 15h00, Quarta, Quinta e Sexta às 20h00, Sábado e Domingo às 19h30
Ingressos disponíveis a partir de R$19,80. Confira mais no site.
 

LAZER E DIVERSÃO

Para expansão dos horizontes, o SESC Pinheiros oferecerá uma oficina de fotografia gratuita.

CORES DA NATUREZA: FOTOGRAFIA COM LUZ NATURAL
Explora as nuances da fotografia, especialmente na captura de paisagens e elementos da natureza. Com Sassá Tupinambá, especialista em Naturopatia.

Data: 16 a 25/04
Local: Online - Plataforma Zoom
Horário: terças e quintas, 19:00 às 20:30
Confira mais no site 
 

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Banda indie rock ultrapassa barreiras nacionais e faz sucesso internacional
por
Iris Martins
|
26/03/2024 - 12h

Após quatro anos, a banda O Terno retoma sua turnê do disco mais recente, <atrás/além>, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Los Angeles. Na capital paulista, os shows ocorreram nos dias 22 e 23 de março, sexta-feira e sábado, no Espaço Unimed, local com capacidade para mais de 8 mil pessoas. O esgotamento dos ingressos em poucos dias evidencia o sucesso da banda e da turnê realizada pela Coala Music. O trio, composto por Tim Bernardes, Guilherme D’Almeida e Biel Basile, iniciou a banda no ano de 2009, lançando seu primeiro disco em 2012, de nome “66”. Durante a pandemia, a pausa nos trabalhos da banda foi inevitável, mas o retorno foi prolongado porque Tim Bernardes lançou, em carreira solo, o álbum “Mil Coisas Invisíveis”. O vocalista se apresentou no mesmo local em 2023 e agora volta aos palcos com O Terno.

“<atrás/além>” contém  músicas marcantes na carreira do trio, como “Pegando Leve”, “Atrás / Além” e “Pra Sempre Será”, que caminham por temas comuns à banda, como amor e juventude, explorando suas diversas faces com leveza. Em 2020, o álbum foi consagrado como melhor lançamento indie rock, dando à banda o prêmio Dynamite de Música Independente.

Banner da turnê da banda O Terno
Banner da turnê da banda O Terno - foto por: Iris Martins

Os fãs apreciam sua história completa, como a jovem Ana Caroline Alencar, de 21 anos, que acompanha a banda desde 2016. Ela diz que além da mistura de ritmos que agradam, eles foram um dos primeiros grupos nos anos 2010 a reviver o MPB, juntando o aspecto de dialogar com os jovens e adolescentes, até no resgate do pertencimento. “Gosto muito de como os músicos inserem a cidade de São Paulo nas canções como em “Morto” que cita vários pontos turísticos, misturando com o sentimento confuso que ela nos traz”, relata. Além de tudo Alencar destaca a qualidade musical, que os torna atemporal desde “66” por conversar com os sentimentos da juventude.

 O indie vem ganhando espaço no Brasil e com a ajuda das redes sociais, a divulgação do gênero vem se intensificando. Ana Caroline ainda relata como fica contente em saber que com redes como o TikTok proporcionam que gerações mais recentes tenham contato com as produções de O Terno, o que evidencia sua atemporalidade. A banda tem o poder de cativar as pessoas com suas letras tão pessoais e muitas vezes específicas, fazendo com que o público se torne parte da história.

Banda O Terno em São Paulo
Banda O Terno em São Paulo no dia 22 de março - foto por: Iris Martins

O show que aconteceu em São Paulo no dia 22 de março teve a casa cheia. Fãs entoaram músicas icônicas da banda tanto do álbum “<atrás/além>” como de “Melhor do Que Parece” e até mesmo de seu primeiro álbum, “66”. O sentimento na plateia variava entre nostalgia e emoção. Era perceptível que os anos que se passaram sem apresentações da banda somente intensificaram a energia do público, que se encontrava mais emocionado a cada música. Como era de se imaginar, a sintonia entre o trio não mudou em nada no palco, os três continuam carismáticos com suas brincadeiras. Eles foram acompanhados por uma orquestra que deu todo o charme e beleza da apresentação.

 A próxima parada da turnê é na cidade do Rio de Janeiro mas os ingressos se encontram esgotados. Depois, seguem viagem para Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Los Angeles. Veja mais:

 

Serviço:

O Terno - Rio de Janeiro
Data: 29 de março (sexta-feira)
Local: Circo Voador – R. dos Arcos, s/n – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: esgotados

 

O Terno - Porto Alegre
Data: 5 de abril (sexta-feira)
Local: Auditório Araújo Vianna – Parque Farroupilha, 685 – Farroupilha – Porto Alegre/RS
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/89490/d/230065

 

O Terno - Belo Horizonte
Data: 12 de abril (sexta-feira)
Local: Arena Hall – Av. Nossa Sra. do Carmo, 230 – Savassi – Belo Horizonte/MG
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/89448/d/229968

 

O Terno - Salvador
Data: 3 de maio (sexta-feira)
Local: Concha Acústica – Av. Alberto Pinto, 11 – Campo Grande  – Salvador/BA
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/89622/d/230672/s/1570742

 

O Terno - Los Angeles, EUA
Data: 15 de maio (terça-feira)
Local: Lodge Room – 104 N Ave 56 2nd floor – Los Angeles/CA – Estados Unidos
Ingressos: https://www.lodgeroomhlp.com/shows/o-terno-night-2/

 

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Remontando a capa de seu álbum SOS, cantora encerra o Lollapalooza 2024 em grande estilo
por
Victória da Silva
Vítor Nhoatto
|
25/03/2024 - 12h

 

Neste domingo (24) foi realizado no Autódromo de Interlagos, zona sul de São Paulo, o último dia da edição 2024 do festival internacional de música, Lollapalooza. Trazendo grandes sucessos de Gilberto Gil, o encerramento do evento ainda contou com a irreverência de Sam Smith e o estrondo global SZA.

Diferentemente dos outros dois dias de festival, a entrada deste domingo não sofreu interferência da chuva e não espantou os apreciadores dos shows. Eles tiveram que enfrentar somente o frio e a sensação de umidade decorrente dos dias anteriores.

Os responsáveis por iniciar as apresentações foram a cantora alternativa brasileira YMA no palco Samsung, e o DJ Subúrbia no Perry's By Johnnie Walker, ao meio-dia. Já era notável a quantidade de pessoas no local, ansiosos pelos headliners do dia, Sam Smith e SZA.

O começo do dia continuou marcado pelos ritmos brasileiros, estando em destaque o funk, com os shows de MC Daniel, abrindo os trabalhos no palco Alternativo com os sucessos 'Namora Aí' e ‘Dentro da Hilux'. Já no palco menor, MC Soffia estreava no Lollapalooza, em um show grandioso inspirado em divas do pop como Beyoncé e Rihanna, segundo a funkeira. O show teve direito a trocas de roupa, looks extravagantes e um extenso corpo de baile, diferente de sua apresentação do ano passado no festival em comemoração aos 50 anos do hip hop, que contou com apenas seis dançarinos por conta da chuva.

Às 14:30 foi a vez do rapper Hungria animar o palco principal do evento, homenageando Charlie Brown Jr. com a música "Céu Azul", além de ter levado suas rimas com críticas sociais para o festival durante cerca de uma hora. Enquanto isso, o funk continuava a ser celebrado em Interlagos com Vulgo FK e  MC Dricka, e para os mais chegados a MPB, a cantora que mistura MPB com Samba, Céu, se apresentava no palco Alternativo. 

Mais tarde, Mc Livinho trouxe o funk para o palco Perry's By Johnnie Walker e surpreendeu o público com um tributo a Michael Jackson. Dançando vários hits de Michael e vestindo roupas características do rei do pop, Livinho ganhou elogios de grande parte dos espectadores e dos internautas nas redes sociais.

Depois de cantar várias de suas composições como “Fazer Falta” e “Cheia de Marra”, o artista chamou um dos mais famosos sósias de Michael, Rodrigo Teaser, para performar a música “Black or White” junto a ele.

Mc Livinho está cantando vestindo uma camisa branca, uma jaqueta branca com detalhes vermelho e preto e um boné vermelho. Ele tem tatuagens no pescoço e está segurando um microfone com a mão esquerda
Livinho performando uma de suas músicas hit no palco. Foto: Isabella Zeminian / Tracklist 

O cantor Gilberto Gil, ilustre compositor brasileiro, encantou no palco Samsung Galaxy e preencheu a plateia com apreciadores da MPB, embalados com sucessos como “Aquele Abraço” e “Andar com Fé Eu Vou”.

Para os fãs de música indie, a banda francesa Phoenix voltou para os palcos do Lollapalooza depois de 10 anos. A banda animou com canções como “Lisztomania” e “1901”. Com direito a Thomas Mars, vocalista da banda, se jogando em meio a plateia, o show foi considerado um dos mais bem aplicados da edição, segundo internautas do X (Twitter).

Uma das grandes estrelas da edição deste ano, Sam Smith levou a interlagos uma estrutura enorme e um figurino impecável - elemento marcante da nova era do cantor - e hit atrás de hit. Mesmo alocado no palco secundário, o britânico contou com uma multidão, ansiosa por sua apresentação desde cedo. A setlist começou no passado de sofrência do cantor, com os sucessos da década passada 'Stay With Me' e 'I'm Not The Only One', abrindo o show. 

Em seguida, a discografia avançou com faixas como 'Diamonds' e 'Dancing With A Stranger', até chegar às faixas do seu último álbum 'Gloria'. Com mensagens de auto aceitação, orgulho LGBTQIAPN+ e muito brilho, Sam cantou com liberdade icônicas canções como 'Lose You' e 'I'm Not Here To Make Friends'. Encerrando de forma explosiva, o smash hit 'Unholy' ecoou pela plateia, encantada pela força do artista. 

A cantora SZA, uma das mais aguardadas da noite, estreou no palco Budweiser. Muitos famosos brasileiros compareceram ao show para prestigiar a artista que deixou o público eufórico com seus hits “Good Days”, “Kill Bill”, “Snooze” e "All The Stars”. Muitos ficaram surpreendidos com as coreografias que SZA. Foi a primeira vez que a estadunidense veio ao Brasil e muitos de seus fãs já pedem por sua volta ao país.

Simultaneamente, no menor dos palcos, o duo Medusa tocava para os fãs de música eletrônica. Por fim, substituindo Dove Cameron, Greta Van Fleet encerrou o Lolla a meia noite, repercutindo com seus belíssimos solos de guitarra. 

Jake Kiszka, guitarrista da banda está tocando sua guitarra de madeira, vestindo um blazer preto aberto com detalhes de lantejoulas nos ombros e tem colares dourados no pescoço. Ele é loiro e tem cabelos longos.
Guitarrista do Greta Van Fleet solando. Foto: Reprodução Lollapalooza Brasil Twitter 

Os três dias de evento contaram com mais de 70 shows e muita música em cada um dos quatro palcos. Seu diferencial e foco se comprovaram com maestria ser o Rock e o Alternativo, mas transitou pelo pop, indie e MPB. Apesar do line-up menos chamativo e midiático como um todo quando comparado às edições anteriores, os mais variados estilos musicais estiveram presentes.

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Festival trouxe como destaques funk e rock alternativo para atrair o público em meio ao clima úmido e gelado
por
Victória da Silva
Vítor Nhoatto
|
25/03/2024 - 12h

O segundo dia do Lollapalooza Brasil 2024 aconteceu neste sábado (23) no Autódromo de Interlagos, e trouxe nomes como Manu Gavassi, Limp Bizkit, Xamã e Kings Of Leon. Além desses, o festival foi o palco do último show da turnê Encontro do grupo Titãs.

Novamente o clima de São Paulo não satisfez o público, já que o dia foi repleto de frio e chuva, espantando grande parte dos espectadores. A combinação climática resultou em poças ao longo do autódromo, principalmente entre os dois palcos principais, e a lama formada motivou críticas e preocupações à produção. 

Ainda vazio, o som começou a rolar em Interlagos ao meio-dia em três palcos simultaneamente. No principal Budweiser, a banda paulista InDharma, vencedora do concurso Temos Vagas da rádio 89, fez uma apresentação modesta. Enquanto isso, no Alternativo, o trio de música indie street originário de São Paulo, Stop Play Moon se apresentava. Já no palco Perry's By Johnnie Walker, a DJ paulista Marina Dias tocava.

As apresentações iniciais, sem transmissão online pelos canais oficiais da Globo, que iniciam a partir das 14:30, seguiram com Supla, Day Limns, Giu e MC Luanna. No entanto, a apresentação de estreia em festivais de grande porte da funkeira enfrentou problemas e desagradou quem esteve lá para vê-la. Marcado para começar às 13:50 no palco secundário, Samsung Galaxy, o show atrasou quase meia hora, e não demorou mais que 20 minutos para ser interrompido pela produção do evento. 

Sem conseguir se despedir dos fãs no local, várias críticas circularam pelas redes sociais, e também por parte da equipe da artista, que após o incidente confirmou questões técnicas como motivo do ocorrido, mas culpou o Lollapalooza. “O festival errou no show da Luanna, e decidiu cortar para não atrasar outros artistas que considera maiores.” Em nota dada ao portal Splash do Uol Notícias, a companhia organizadora do evento, Live Nation, alegou que a interrupção se deu para não haver prejuízos aos demais artistas do dia. 

Manu Gavassi foi o primeiro destaque do dia no palco Alternativo, em uma performance marcada por sucessos atemporais de sua carreira e uma atmosfera nostálgica. A cantora começou com um de seus últimos lançamentos, 'Pronta pra desagradar', e emendou em sucessos mais antigos como 'talvezeunaoteame(tantoassim)' e 'GRACINHA'. Com o público envolvido apesar da garoa persistente, Manu surpreendeu em uma homenagem a Rita Lee, falecida no ano passado, cantando um medley de Esse tal de Roque Enrow, Luz del fuego e Agora Só Falta Você. 

A apresentação continuou, agora celebrando a discografia da cantora, com os sucessos do início da década passada 'Caminho de volta', 'Planos Impossíveis' e 'Garoto Errado', fazendo o público cantar com força. Para finalizar, a artista tocou 'Deve ser horrível dormir sem mim' e caiu em lágrimas com gritos repetidos de "artista" vindos da plateia. Em entrevista após sua apresentação concedida ao canal Bis, Gavassi se mostrou realizada e agradecida, "foi um show que eu estava me preparando desde os dois últimos anos".

Em primeiro plano Manu Gavassi com uma guitarra laranja claro na mão vestindo um vestido curto branco e luvas azuis. No fundo da imagem há uma bateria, vários holofotes de cor amarelada e uma parede rosa.
Show de Manu Gavassi trouxe estética roqueira também. Foto: Isabella Zeminian / Tracklist

Simultaneamente no palco Budweiser acontecia o show do rapper carioca BK, famoso por suas rimas sobre vivências negras e críticas sociais. Tocou sucessos mais antigos além de faixas de seu último disco 'VERÃO CRIMINOSO', de dezembro do ano passado, o artista levou a periferia para o centro do Lollapalooza, um dos maiores festivais de música do mundo.

Em seguida, Xamã, agora também ator, animou o público mesclando diversos ritmos da música brasileira como funk, rock e pagode. O rapper que já é experiente em festivais, apresentou tanto canções menos conhecidas quanto hits nacionais como “Malvadão 3” e “Você Não Ama Ninguém”, músicas que viralizaram principalmente na plataforma do TikTok. A canção “Leão” - uma colaboração entre ele e Marília Mendonça - emocionou o público e homenageou a sertaneja que faleceu no ano de 2021 em um acidente aéreo.

Após a apresentação animada no Samsung Galaxy, foi a vez de Jessie Reyez subir ao palco principal e cativar a plateia, já esperando pelo headliner Kings Of Leon. Substituindo a cantora Rina Sawayama, que cancelou sua participação em março por motivos pessoais, a canadense entregou simpatia e alegria ao cantar suas canções no estilo R&B, pouco conhecidas aqui no Brasil. Mesmo assim, a cantora se jogou, e em momento junto a grade, cantou 'Forever' com os poucos fãs que lá estavam.

O cantor Hozier, em sua primeira vez no Brasil, impressionou performando “Take Me To Church”, uma de suas canções mais famosas. Além do mais, os fãs do artista tiveram direito a ouví-lo falar algumas palavras em português, o que repercutiu positivamente nas redes sociais. Outras músicas como “Work Song” e “Cherry Wine” foram aclamadas pelos espectadores.

No palco Alternativo, Kevin O Chris estreou no Lollapalooza e apresentou seus hits do funk. Representando o gênero musical, animou as pessoas com as batidas de “Tá Ok”, “Evoluiu” e muitas outras músicas que estouraram no Brasil. No entanto, o cantor não teve muita adesão dos fãs das bandas de rock e metal “Kings of Leon” e “Limp Bizkit” que eram as principais atrações da noite.

Cantor Kevin O Chris vestindo uma camisa com vários recortes de tecidos jeans diferentes e a estampa do número dez na frente. Ele está utilizando uma bermuda preta, está segurando um microfone em uma mão e a outra está apontando para cima. O fundo tem a imagem de caixas de som.
Kevin O Chris se apresentando no Lollapalooza 2024. Foto: Isabella Zeminian/ Tracklist

Thirty Seconds To Mars agitaram o Lolla e causaram euforia com suas apresentações. Em certo momento do show, a banda que é também conhecida por suas brincadeiras, convidou o jogador brasileiro Marcelo para subir ao palco, e assim que isso foi realizado o atleta foi ovacionado pela plateia. Além disso, demonstrando seu amor pelo país do futebol, Jared Leto usou uma camiseta da seleção brasileira, do jogador e amigos que marcou presença no palco, durante algumas de suas performances, contagiando a todos.

Jared Leto cantando com uma das mãos para cima e a outra no microfone apontando para a boca. Ele está vestindo uma roupa preta com as mangas rosa, uma capa prata com brilhos e óculos escuros. Do seu lado há um músico tocando um saxofone dourado, vestindo camisa, calça e chapéu pretos, óculos escuros e colar de pérolas.
Performance de Thirty Seconds To Mars. Foto: Isabella Zeminian / Tracklist 

O evento, por sua vez, conseguiu contemplar os gostos de diferentes públicos em seu segundo dia. Para os amantes de música eletrônica, o palco Perry's By Johnnie Walker contou com Loud Luxury às 19:15 e Timmy Trumpet em seguida. Por outro lado, a banda Limp Bizkit, em sua quarta aparição em território brasileiro, acalentou os corações dos metaleiros e movimentou a plateia com a canção “Break Stuff”, sendo tocada duas vezes.

Depois de sua última vinda ao festival em 2019, encerrando os trabalhos do dia no palco Budweiser, a banda estadunidense King of Leon (substituinte do Paramore) performou suas músicas no Lollapalooza Brasil. “Use Somebody” e “Sex on Fire”, hits do grupo, fizeram a audiência aclamar e formar um coral de vozes durante o show.

Fechando o segundo dia do evento, em um show de despedida, Titãs emocionaram na última apresentação da turnê Encontro, a qual reuniu todos os integrantes originais. Se juntando a Branco Mello, Tony Belotto e Sérgio Britto, que seguem com a banda, Nando Reis, Charles Gavin, Arnaldo Antunes e Paulo Miklos tocaram muitos dos sucessos da banda paulista formada em 1982 como 'Sonífera Ilha','É Preciso Saber Viver' e 'Enquanto Houver Sol'. Mesmo em um palco secundário, a plateia estava cheia e muito animada. Por volta da meia noite, ao som de 'Bichos Escrotos' o público se despediu do segundo dia de festival.

O último dia do festival promete fechar com chave de ouro, contando com grandes nomes do cenário nacional e internacional. Domingo (24) tem como destaques apresentações de Gilberto Gil, Livinho convida MC Davi, Sam Smith e SZA.

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