A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
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Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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76ª edição do Emmy Awards contou com surpresas nas premiações e quebra de recordes
por
João Victor Tiusso
Lucca Fresqui
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23/09/2024 - 12h
Foto: Jamie Lee Curtis premiada no Emmy 2024 / Reuters
Jamie Lee Curtis premiada no Emmy 2024 @ Reuters

O Emmy 2024 foi um marco de representatividade e inclusão na televisão, destacando a diversidade de histórias e talentos em todas as categorias. O evento, que ocorreu no dia 15 de setembro, é a principal premiação da televisão e levou em conta apenas os títulos que estrearam entre 1ª de junho de 2023 e 31 de maio de 2024. 

"Xógum”, a grande vencedora da noite, se tornou a primeira série não falada em inglês, na história da televisão, a levar o principal prêmio da noite: Melhor Série Dramática. 

O épico japonês, protagonizado por Hiroyuki Sanada e Anna Sawai, levou 18 estatuetas no total, batendo o recorde de premiações em uma mesma temporada. Esse reconhecimento reforça a importância de narrativas que abrangem diferentes perspectivas culturais. 

"Hacks” surpreendeu ao superar "The Bear" e levar o prêmio de Melhor Série de Comédia. Apesar de não ficar com o prêmio principal da categoria, “The Bear” foi a segunda maior vencedora da edição, com 11 prêmios, incluindo a vitória de Jeremy Allen White como Melhor Ator em Série de Comédia, e de Jamie Lee Curtis como Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia. 

A representatividade feminina também esteve em evidência no Emmy 2024. Além de Anna Sawai, Jean Smart, de "Hacks", foi premiada pela terceira vez como Melhor Atriz em Comédia, consolidando seu papel de destaque no cenário televisivo. 

Nas categorias de minissérie, a grande vencedora foi "Bebê Rena", que levou a estatueta de melhor minissérie ou filme para a TV. Além disso, seu criador Richard Gadd foi premiado nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Ator além de Jessica Gunning (Martha) como Melhor Atriz Coadjuvante.

Confira todos os vencedores:

Melhor Série de Drama: "Xógum" (Disney+) 

Melhor Atriz em Série de Drama: Anna Sawai - "Xógum" (Disney+)

Melhor Ator em Série de Drama: Hiroyuki Sanada - "Xógum" (Disney+)

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama: Billy Crudup - "The Morning Show" (Apple TV+) 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama: Elizabeth Debicki - "The Crown" (Netflix) 

Melhor Ator Convidado em Série de Drama: Néstor Carbonell - "Xógum" (Disney+) 

Melhor Atriz Convidada em Série de Drama: Michaela Coel - "Sr. & Srª. Smith" (Amazon Prime Video) 

Melhor Série de Comédia: "Hacks" (Max) 

Melhor Ator em Série de Comédia: Jeremy Allen White - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Atriz em Série de Comédia: Jean Smart - "Hacks" (Max) 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia: Ebon Moss-Bachrach - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia: Liza Colón-Zayas - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Ator Convidado em Série de Comédia: Jon Bernthal - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia: Jamie Lee Curtis - "The Bear" (Disney+)

Melhor Série Limitada ou Antologia: "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Ator em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Richard Gadd - "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Atriz em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Jodie Foster - "True Detective: Night Country" (Max) 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Lamorne Morris - "Fargo" (Amazon Prime Video) 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Jessica Gunning - "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Direção em Série de Drama: Frederick E.O. Toye - "Xógum" (Disney+) 

Melhor Direção em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Steven Zaillian - “Ripley” (Netflix)

Melhor Direção em Série de Comédia: Christopher Storer - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Roteiro em Série de Drama: Will Smith - "Slow Horses" (Apple TV+) 

Melhor Roteiro em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Richard Gadd - "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Roteiro em Série de Comédia: Lucia Aniello, Paul W. Downs, Jen Statsky - "Hacks" (Max) 

Melhor Talk Show de Variedades: "The Daily Show" (Comedy Central) 

Melhor Programa de Competição: "The Traitors" 

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Saiba mais sobre a história do teatro e confira as peças em cartaz na capital paulista
por
Ricardo Dias de Oliveira Filho
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19/09/2024 - 12h

No dia 19 de setembro de 2024, o Brasil comemora o Dia Nacional do Teatro, uma data que celebra uma das manifestações artísticas mais antigas e ricas da humanidade. O teatro, com suas origens no Oriente, evoluiu ao longo dos séculos, tornando-se uma poderosa ferramenta de expressão cultural, social e política. No Brasil, essa arte remonta ao século XVI, quando foi utilizada pelos jesuítas para a catequização dos povos indígenas.

Casa da Ópera, teatro mais antigo do Brasil, localizado em Ouro Preto. Foto: Daniel Polcaro
Casa da Ópera, teatro mais antigo do Brasil, localizado em Ouro Preto. Foto: Daniel Polcaro / Correio de Minas / Reprodução

Desde a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, o teatro foi ganhando espaço como forma de entretenimento, especialmente para a elite da época, que apreciava as companhias teatrais estrangeiras. Com o tempo, grupos teatrais nacionais, predominantemente de comédia, começaram a surgir, marcando o início da valorização da arte no país.

No entanto, o teatro brasileiro enfrentou grandes desafios, especialmente durante o período da ditadura militar. Durante esses anos de repressão, o teatro tornou-se um meio de resistência, sendo utilizado para criticar as políticas autoritárias e lutar pela liberdade de expressão. A censura imposta pela ditadura causou retrocessos significativos, mas o fim desse regime trouxe um novo fôlego para os artistas e para a cena teatral.

Em 19 de setembro, também é celebrado o Dia Nacional do Teatro Acessível, de acordo com o Projeto de Lei nº 6.139/13. A data busca promover a inclusão e o acesso de todos, especialmente das Pessoas Com Deficiência (PCDs), às atividades teatrais. O teatro acessível segue o princípio fundamental da Constituição Federal de 1988, que garante a todos o direito ao exercício pleno da cultura.

Além do Dia Nacional do Teatro, o Brasil também celebra em 20 de março o Dia Nacional do Teatro para a Infância e Juventude, e no cenário internacional, o Dia Mundial do Teatro, comemorado em 27 de março e instituído pela Unesco em 1961.

Alexandra Martins, Antônio Fagundes, Cristiane Torloni e Thiago Fragoso na estreia vip da peça “Dois de Nós” — Foto: Lucas Ramos / Brazil News
Alexandra Martins, Antônio Fagundes, Cristiane Torloni e Thiago Fragoso na estreia vip da peça “Dois de Nós” — Foto: Lucas Ramos / Brazil News

Essas datas reforçam a importância do teatro não apenas como forma de entretenimento, mas como uma poderosa ferramenta de transformação social, reflexão e resistência. Em 2024, o Dia Nacional do Teatro nos convida a refletir sobre o papel dessa arte na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e culturalmente rica.


Em São Paulo, uma programação diversificada marca a celebração da data em 2024. A comédia "Dois de Nós" estreia no TUCA (Teatro da PUC-SP) no dia 5 de setembro, com apresentações até 8 de dezembro de 2024. Com direção de José Possi Neto, o espetáculo reúne Antonio Fagundes e Christiane Torloni no elenco principal, ao lado de Thiago Fragoso e Alexandra Martins. A peça, indicada para maiores de 12 anos, aborda as complexidades dos relacionamentos de forma leve e bem-humorada. 
As apresentações acontecem às sextas (21h), sábados (20h) e domingos (17h), com ingressos à venda no Sympla e na bilheteria do teatro.


Além disso, outras peças estão em cartaz na cidade de São Paulo. Confira:

AO VIVO – Dentro da cabeça de alguém
Inspirada em "A Gaivota" de Anton Tchekhov, a peça explora memórias e reflexões sobre a arte, destacando temas como machismo e etarismo.
Local: Teatro Sesi (Centro Cultural Fiesp)
Ingressos: Grátis
Em cartaz até: 01/12

A Última Entrevista de Marília Gabriela
Marília Gabriela retorna aos palcos, simulando um programa de entrevistas ao vivo com seu filho, Theodoro Cochrane.
Local: Teatro Unimed
Ingressos: A partir de R$ 60
Em cartaz até: 27/10

Legalmente Loira – O Musical
A comédia musical aborda temas como empoderamento feminino e misoginia, protagonizada por Myra Ruiz como Elle Woods.
Local: Teatro Claro Mais SP
Ingressos: A partir de R$ 19,80
Em cartaz até: 06/10

Elvis – A Musical Revolution
Biografia musical de Elvis Presley, interpretada por Leandro Lima.
Local: Teatro Santander
Ingressos: A partir de R$ 19,50
Em cartaz até: 01/12

Forever Young
Comédia musical ambientada em um retiro para artistas idosos, celebrando a juventude como estado de espírito.
Local: Teatro Fernando Torres
Ingressos: A partir de R$ 45
Em cartaz até: 11/11

Rei Lear
Adaptação de "Rei Lear" com drag queens como protagonistas.
Local: Teatro Alfredo Mesquita
Ingressos: Grátis
Em cartaz até: 29/09

Querido Evan Hansen
Musical sobre um adolescente ansioso que se envolve em um boato escolar, abordando temas como bullying e saúde mental.
Local: Teatro Liberdade
Ingressos: A partir de R$ 60
Em cartaz até: 22/09

Por um Fio
Peça sobre a vida de duas meninas, uma influenciadora digital e outra diagnosticada com TEA, abordando temas como redes sociais e o transtorno do espectro autista.
Local: Teatro Jardim Sul
Ingressos: A partir de R$ 80
Em cartaz até: 26/10
 

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Primeiro final de semana do Rock in Rio 2024 comoveu o público em meio a velhas e novas memórias
por
Victória da Silva
Vítor Nhoatto
|
18/09/2024 - 12h

Um dos maiores eventos da música mundial retornou à zona oeste da capital carioca na última sexta-feira (13). A edição comemorativa de 40 anos do festival contou com nomes como Travis Scott, Paralamas do Sucesso, Imagine Dragons, Evanescence e Lulu Santos. 

Realizado tradicionalmente na Barra da Tijuca, sua última aparição havia sido em 2022, e as expectativas para este ano eram altas. Não bastasse o sarrafo da edição passada, com Iron Maiden, Justin Bieber e Dua Lipa, por exemplo, o peso de esta ser uma espécie de aniversário do mais longevo e exitoso festival do Brasil agitavam as redes e o público. 

São ao todo 24 realizações com a edição deste ano. Dessas, 10 no Rio de Janeiro, 10 em Lisboa, 3 em Madrid e 1 em Las Vegas. No caso do Brasil, fez com que o rock se popularizasse e recebesse mais atenção das gravadoras e imprensa. Em 1985 tocaram, por exemplo, Iron Maiden, AC/DC e Queen. Foi assim que o RiR, como é abreviado, fez do Brasil um destino relevante para artistas internacionais, abrindo as portas para tantos outros festivais que surgiram. 

Gabriel Medina foi o criador do evento, hoje administrado pela filha do publicitário, Roberta Medina. A marca é responsável ainda pelo novato The Town, que realizou sua primeira edição em 2023, e é tido como a versão paulista do quarentão rockeiro. A ideia inclusive é de que os festivais ocorram de maneira intercalada agora. 

De volta ao Rock in Rio, ao longo de sua história, mudanças e percalços também sempre estiveram presentes. O local da Cidade do Rock já mudou quatro vezes e artistas boicotaram o evento em 2001 pela diferença de tratamento entre as atrações nacionais e internacionais. A alocação dos artistas também foi tema polêmico em 2022, com palcos secundários recebendo grandes artistas brasileiros como Ludmilla, ao passo que o Palco Mundo recebia gringos sem uma base tão ampla de fãs no país, como Rita Ora.   

Para 2024, a família Medina prometia melhorias nessas questões. Houve uma reconfiguração espacial para facilitar o fluxo de pessoas e expandir a capacidade do Palco Sunset, atrás apenas do Mundo em relevância. Além disso, pela primeira vez haverá o Dia Brasil, o penúltimo dia do RiR (21), no qual apenas artistas nacionais se apresentarão. 

Destaques do primeiro dia

Os portões da Cidade do Rock foram abertos às 14h, com uma fila considerável já formada. O trânsito na região ficou intenso aos arredores por volta das 16h segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não foram registrados incidentes. A distribuição gratuita de água também ocorreu normalmente e de forma acessível. A primeira apresentação foi logo às 15h com Mc Maneirinho no Palco Supernova. 

Após alguns minutos de atraso devido a problemas técnicos e quase um cancelamento, Ludmilla foi a primeira a performar no Palco Mundo. Agora no palco adequado, após tumultos em 2022 no Palco Sunset, ela apresentou as faixas “Rainha da Favela", “Onda Diferente” e muitos outros de seus sucessos.

A artista surpreendeu na setlist com o cover de “snooze” da estadunidense SZA, na qual ao lado de dois guitarristas mostrou a potência de sua voz. O show foi encerrado com "Favela Chegou" em um clima ainda meio tenso pelos problemas iniciais. A cantora se apresentaria novamente no RiR 2024, no Dia Brasil, mas cancelou um mês atrás por problemas logísticos.

Ludmilla no meio do palco
Ludmilla agitou o público com corpo de baile e voz impecável.-  Foto: Ariel Martini / Divulgação

Às 21h foi a vez de 21 Savage trazer o rap internacional à Barra da Tijuca, em um show com menos de uma hora e pouca interação com a plateia. Essa já ansiosa pelo principal nome do dia, o estadunidense Travis Scott.

Depois de um show solo no dia 11 de setembro em São Paulo, o rapper se apresentou na cidade do rock, no Rio de Janeiro, com muitos gritos e pulos. Conhecido pelas rodas punks que se criam durante a apresentação e pela animação provocada pelo artista, o show caloroso que também aconteceu no Palco Mundo superou as expectativas dos fãs. 

Além das cinco vezes que cantou o sucesso "FE!N", agitou a plateia principalmente com hits do seu último álbum "UTOPIA" de 2023. Apesar de reclamações no palco sobre os telões, Travis honrou sua posição no RiR 2024.

Plateia com sinalizadores
Vista de cima do show de Travis com uma multidão de pessoas. Foto: Sebastien Nagy / Reprodução Instagram

Não só o trap internacional foi o ponto alto do evento, já que Veigh e Kayblack causaram euforia no público do Palco Sunset. Os artistas fizeram do show um ringue de luta, e a batalha conteve hits dos dois que se apresentaram em um ritmo frenético, Veigh com um roupão azul e KayBlack com um vermelho (imitando lutadores de boxe). 

A rapper Slipmami, que acumula mais de 5 milhões de visualizações em seus clipes no YouTube, fez sua apresentação com seus versos irônicos e afiados. A cantora abriu o Espaço Favela nesta edição e cantou sucessos como “Malvatrem”, “8x5” e “Rap Cerva e Swapeeka”.

O rap foi um gênero muito presente no primeiro dia de Rock in Rio, em vários palcos diferentes, até mesmo artistas não muito conhecidos na indústria musical tiveram a oportunidade de se apresentar em um dos maiores festivais do Brasil. Fizeram seus shows no palco Global Village, a rapper Katú Mirim, que além de compositora é ativista indígena, e Victor Xamã, que trata em suas canções a cultura da Amazônia.

Destaques do segundo dia

O início dos trabalhos do segundo dia do Rock in Rio 2024 ficou ao cargo mais uma vez do Palco Supernova, desta vez com a dupla de rappers nerds 7 Minutoz. Já às 16:40, de volta ao evento pela quarta vez, Lulu Santos abriu o Palco Mundo e emocionou o público mesmo apesar do horário, um tanto cedo para os padrões dos festivais.   

Ele, que se apresentou na primeira edição do festival em 1985, fez história novamente em  sucessos como "Toda Forma de Amor", "Tempos Modernos", "A Cura" e "Um Certo Alguém". Atualmente na turnê “Barítono”, nome em referência a uma interpretação em tom mais grave de suas canções, Lulu levantou a plateia com amor e propriedade. O cantor ainda retorna ao evento no Dia Brasil.

A dona dos sucessos "Lush Life" e "Never Forget You", além da voz da recentemente viralizada "Symphony", Zara Larsson levou muito pop à cidade do rock. Além de seus hits que animaram o público no começo da noite, incluindo o meme do golfinho nos telões, a participação especial de DENNIS marcou a segunda vinda da cantora ao país.  

O brasileiro que na última quinta lançou um remix da faixa "Ammunition" de Zara, levou funk a performance dançante e carismática da sueca. No palco, ela recebeu ainda uma camiseta personalizada do Flamengo e agradeceu o calor do público brasileiro e a parceria com o DJ.

Zara dançando no palco do RiR 2024
Com shorts verde e amarelo e muita disposição, Zara se entregou no Palco Mundo. Foto: Wesley Allen 

Embora uma pessoa na tirolesa tenha se enroscado no material cenográfico, o show da banda OneRepublic impressionou. Por volta das 21h20 eles iniciaram a apresentação que foi repleta de hits de outros artistas (aqueles que o vocalista, Ryan Tedder, ajudou a produzir), com direito a violino e pandeiro no palco.

Com o público imerso na simpatia e carisma de Tedder, um coral harmônico foi ecoado na cidade do rock quando tocada a canção “Counting Stars”. Além disso, o cantor vestiu uma camisa do Brasil, tocou piano e toda a banda demonstrou uma grande presença no palco.

Em seguida, a banda que lota estádios e já produziu músicas que estouraram nas plataformas digitais, Imagine Dragons, conquistou mais uma vez a plateia do RiR. Os headliners da noite apresentaram os sucessos “Thunder”, “Believer”, “Radioactive” e “Demons”, além de promoverem um discurso sobre saúde mental em um momento tão importante como o setembro amarelo.

Vocalista do Imagine Dragons cantando
Dan Reynolds cantando no segundo dia de Rock in Rio - Foto: Samuel Pereira / Portal dos Famosos

O dia ainda contou com NX Zero fechando o Palco Sunset em uma atmosfera de nostalgia e emoção. A banda de rock criada em 2001 está em sua turnê de reencontro "Cedo Ou Tarde", iniciada em 2023 após 6 anos de hiato. "Pela Última Vez", "Bem ou Mal" e "Razões e Emoções" foram apenas alguns dos sucessos que embalaram as paradas nos anos 2000 e 2010. 

Di Ferrero levantou mais ainda a plateia na hora de "Cedo ou Tarde", parceria com o rapper Chorão, morto em 2013. Algumas partes dos versos, não cantadas de propósito pelo vocalista, emanaram das bocas dos telespectadores, como se esses fossem o hit do momento. A banda encerrou com o anúncio do fim da turnê e o lançamento em 4 de outubro de um DVD com imagens exclusivas das apresentações realizadas.

NX Zero se apresentando no Palco Sunset
NX Zero fez uma performance emocionante de despedida. Foto: Francisco Izquierdo / Tracklist

No Espaço Favela, além da apresentação solo de DENNIS após a aparição mais cedo com Zara, o carioca Thiago Pantaleão levou uma mistura de pop e funk mais cedo. E em plena madrugada, DJ Snake encerrou o segundo dia remontando a uma balada com seus hits "Let Me Love You" e "Lean On". 

Destaques do terceiro dia

Único dos três primeiros dias que ainda contava com ingressos disponíveis, foi o dia do puro rock, nacional e internacional. O Palco Mundo teve seus trabalhos iniciados pela banda Paralamas do Sucesso, de volta ao festival para recriar a apresentação icônica de 1985.

Às 19h, foi a vez da banda estadunidense Journey representar o rock dos anos 70 e 80. De início o som estava muito baixo, o vocalista Arnel Pineda, na banda desde 2007, chegou a interromper a apresentação. Sem muitos elementos tecnológicos, a segunda performance no Brasil da banda foi moderada, com os pontos altos no final. Os hits inesquecíveis "Don't Stop Believin" e "Anyway You Want It" fizeram a plateia cantar junto.

Em seguida, Evanescence fez um show memorável. Nas mídias sociais, muitos falavam sobre “os emos dos anos 2000 estarem sendo representados”, além de vários comentários elogiando a poderosa apresentação. “Bring Me To Life”, “Going Under” e “My Immortal” foram canções que levaram o público à loucura.

 No dia mais rockeiro do RiR 2024, nada como uma banda de rock raiz, Avenged Sevenfold. Em sua sexta vinda ao país, segunda na Cidade do Rock após 10 anos, encerrou o Palco Mundo com hits, muita guitarra e gritos do público. A performance começou no passado recente com "Game Over", do álbum de 2023 "Life Is But a Dream…"

Vieram então faixas dos outros 6 discos do grupo, com destaque para "Hail to the King", um dos seus maiores sucessos, e muita emoção do vocalista M. Shadows em "Nightmare". Esse inclusive recebeu do público uma bandeira do Corinthians, e após o equívoco inocente, abriu uma bandeira verde e amarela. A volta no tempo com os riffs de guitarras e vocais afiados acabou com "A Little Piece of Heaven" de 2007, além da satisfação dos metaleiros. 

Vocalista da banda Avenged Sevenfold emocionado no palco
Vocalista do Avenged Sevenfold durante performance no RiR 2024. Foto: Padilha / Rock in Rio

No entanto, nem só de rock foi o dia 15 de setembro. Ironizando o fato de o funk ser subjugado e estar dividindo a atenção entre os palcos do evento - em um dia com atrações majoritariamente de punk e metal - Mc Hariel se apresentou antes do headliner do Espaço Favela e cantou faixas como “Até o Sol Raiar”, “Vida Louca Bela e Curta” e “Ilusão (Cracolândia)”. Logo após, Mc Poze do Rodo também agitou o lugar com várias de suas músicas, além de surpreender a audiência ao pedir sua namorada em casamento em cima do palco. 

Barão Vermelho também tocou na 1° edição em 1985, e no ano de 2024 foi destaque do Palco Sunset, com faixas históricas que marcam a trajetória da banda. Os fãs foram acalentados com  “Por Você”, “Pro dia Nascer Feliz”, “Puro Êxtase” e muitas outras que a banda brasileira produziu, deixando uma herança para o rock nacional.

Às 17h50 Planet Hemp transformou o Palco Sunset em uma manifestação pelo verde, com direito a Pitty como convidada. A banda de rap rock que revelou Marcelo D2 e BNegão sempre foi defensora da legalização da maconha no Brasil, tanto que um baseado inflável flutuava pela plateia empolgada pela reparação histórica do Rock in Rio. Na edição de 2001, o grupo carioca fez parte do boicote em resposta à diferença de tratamento entre artistas nacionais e internacionais, e até então, não havia retornado na Cidade do Rock.

Tocaram faixas dos anos 90 e 2000 como "Teto de Vidro" e "Fazendo a Cabeça", além de canções do último trabalho "Jardineiros", de 2022. As rimas, marcadas por questões sociais, como desigualdade, racismo e a vida na periferia, foram ainda acompanhadas por críticas em relação às queimadas pelo Brasil e aos discursos da extrema direita. 

O headliner do palco, Incubus, trouxe nostalgia para os apreciadores de suas canções alternativas. Depois de sete anos sem participar do festival, a banda norte-americana deixou um “gostinho de quero mais”, já que terá show solo no Brasil em abril de 2025, prometendo entregar ainda mais do que aconteceu no RiR ao cantar as faixas “Circus”, “Anna Molly” e “Wish You Were Here”.

Banda Incubus performando no RiR 2024
Banda californiana, Incubus, no Palco Sunset. Foto: Francisco Izquierdo / Tracklist

Próximo final de semana

A Cidade do Rock volta com seus trabalhos na próxima quinta (19), se encerrando no domingo seguinte. Dentre as principais atrações para o segundo final de semana estão Katy Perry, Ed Sheeran e Mariah Carey. Lembrando que sábado será o Dia Brasil, com nomes como IZA, Chitãozinho & Xororó, Luiza Sonza, Ney Matogrosso e Alcione.

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Em tour mundial, Sepultura celebra seus últimos momentos com show memorável em São Paulo
por
Maria Eduarda Cepeda
|
17/09/2024 - 12h

 

Após 40 anos de história no metal, a banda brasileira Sepultura anunciou o fim de suas atividades com sua última turnê mundial, a “Celebrating Life Through Death”, o que marca o fim de uma era para o heavy metal. O grupo passou por várias cidades pelo Brasil, no mês de setembro, e finalizou com uma apresentação sold out (todos os ingressos vendidos), no dia 8, em São Paulo. 

A turnê passou pelo Brasil todo, começando em Belo Horizonte e terminando em São Paulo. Os shows na capital paulista, do dia 6 a 8 de setembro, tiveram três bandas de abertura para cada apresentação: “Torture Squad”, “Cultura Tres” e “Black Pantera”, todas as noites esgotadas.

Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, se apresentando no show de sexta-feira (6)

 Os três shows em São Paulo deram “sold out” em minutos. Foto: Maria Eduarda Cepeda

 

Mesmo com a saída do baterista Eloy Casagrande para o Slipknot, semanas antes do início da turnê, o Sepultura seguiu com a contratação de Greyson Nekrutman, ex-baterista da banda de hardore punk e trash,  “Suicidal Tendencies”. A recepção dos fãs foi calorosa para o novo baterista: em meio a gritos e aplausos, Nekrutman teve a oportunidade de conhecer o carinho acalorado dos brasileiros.

E não foi diferente para os outros integrantes. A despedida foi especial para todos que estavam ali. Animados para os shows em São Paulo e sem perder o ritmo, finalizaram com o seu maior sucesso “Roots Bloody Roots”, do álbum “Roots” de 1996, levando todos à loucura. 

Greyson Nekrutman, baterista da banda Sepultura, tocando bateria em uma de suas apresentações em São Paulo

Greyson começou sua carreira no jazz e se tornou membro do Suicidal Tendencies com 21 anos. Foto: @xchicanox/ Instagram/Reprodução

 

A banda continua a turnê agora pela América do Norte, entre setembro e outubro, com as bandas “Obituary”, “Agnostic Front” e a também brasileira, “Claustrofobia”. Na Europa, seguem até novembro com os ucranianos do “Jinjer”, “Jesus Piece” e “Obituary”. Voltam para a América Latina em dezembro, com shows em Ribeirão Preto, Manaus e algumas capitais no nordeste, finalizando a agenda em março de 2025 com a apresentação no Lollapalooza Argentina, Chile e com seu último show no festival do Brasil. 

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Feira de games acontece em outubro e já conta com cerca de 400 estandes e mais de 3 mil influenciadores confirmados
por
Juliana Bertini de Paula
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17/09/2024 - 12h

 

Entre os dias 9 e 13 de outubro, no Expo Center Norte, ocorre a 15° edição da Brasil Game Show (BGS), maior feira de games da América Latina e segunda maior do mundo. Quase 3 milhões de pessoas já passaram pelo evento nas edições anteriores, que neste ano conta com a maior programação já feita.

Até agora, mais de 3 mil influenciadores já foram confirmados, além de 7 convidados internacionais:

 

  • Ned Luke - Ator de Michael de Santa em GTA V
  • Neil Newbon - Ator de Astarion em Baldur's Gate 3 
  • Roger Clark - Ator de Arthur Morgan em Red Dead Redemption 2
  • Shawn Fonteno - Ator de Franklin Clinton em GTA V
  • Shota Nakama - Produtor musical de jogos e criador da Video Game Orchestra
  • Jun Senoue - Compositor musical da série Sonic the Hedgehog
  • Ikumi Nakamura - CEO da Unseen e designer de The Evil Within
Roger Clark, ator em Red Dead Redemption 2 recebendo o prêmio de melhor performance em 2018. Foto: Reprodução/The Game Awards 2018
Roger Clark, ator em Red Dead Redemption 2 recebendo o prêmio de melhor performance em 2018. Foto: Reprodução/The Game Awards 2018

Além disso, já foram confirmados Meet and Greets, como são chamados os encontros de criadores de famosos com os fãs, com a Thaiga, - influenciadora, analista de e-sports, apresentadora e streamer de League Of Legends (LoL) - e Goularte - famoso streamer brasileiro.

A BGS 2024 contará com uma vasta lista de expositores, incluindo grandes nomes da indústria dos games e da tecnologia. Empresas como Nintendo, JBL, Palworld, IGG, Gartic, Level Infinite, Hoyoverse, Intel e muitos outros estarão presentes. O evento também reúne novidades no cenário da tecnologia, bem como divulga novos jogos, produtos, e campanhas no universo dos games.

A feira também abrirá espaço para desenvolvedores independentes, oferecendo uma plataforma para que pequenas empresas e startups mostrem seus jogos e produtos ao público. Além disso, a BGS contará com palestras, campeonatos de e-sports e competição de cosplays. 

BGS de 2023. Foto: Divulgação/BGS
BGS de 2023. Foto: Divulgação/BGS

 

 

Os ingressos ainda estão à venda já no 6° lote a partir de R$ 139. Qualquer visitante da feira pode entrar no evento pagando meia-entrada mediante a doação de 1kg de alimento não perecível.

 

Brasil Game Show

Quando: de 9 a 13 de outubro

Onde: Expo Center Norte, Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo

Ingressos: de R$ 139 a R$ 2,6 mil, disponíveis pelo site

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