Adaptação do best-seller chega ao streaming em maio e aposta em romance universitário e esporte
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Gabriela Dias
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23/04/2026 - 12h

O livro “O Acordo”, primeiro da série de cinco livros de  “Off Campus” (Amores Improváveis) da autora Elle Kennedy, será adaptado para o audiovisual e estreia em 13 de maio de 2026 na plataforma Prime Video. A produção será lançada e disponibilizada em formato de maratona, com os oito episódios lançados de uma vez.

A história se passa em uma universidade norte-americana e acompanha Hannah Wells (Ella Bright), uma estudante dedicada que enfrenta inseguranças pessoais, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei no gelo e um dos alunos mais populares do campus. Apesar do destaque nos esportes, ele precisa melhorar seu desempenho acadêmico para continuar na equipe.

A aproximação entre os dois acontece por interesse mútuo. Hannah passa a ajudá-lo nos estudos, enquanto Garrett propõe fingir um relacionamento para despertar o interesse amoroso de outro estudante. Ao longo da convivência, o vínculo evolui e revela camadas mais profundas dos personagens, com foco em crescimento emocional e construção de confiança.

Hannah e Garrett se aproximam durante a sessão de estudos. Foto: Reprodução/Prime Video
Hannah e Garrett se aproximam durante a sessão de estudos. Foto: Reprodução/Prime Video

Apesar do foco romântico, a história se sustenta também nas relações de amizade dos protagonistas. Hannah mantém uma forte conexão com Allie Hayes (Mika Abdalla), sua melhor amiga, que funciona como seu apoio emocional e contraponto em momentos decisivos da narrativa. A dinâmica entre as duas demonstra a perspectiva feminina da trama e contribui para o desenvolvimento da protagonista.

Do outro lado, Garrett faz parte de um grupo de amigos formado por Dean Di Laurentis, John Logan e John Tucker, colegas de time e figuras centrais dentro do universo da série. O desenvolvimento emocional do jogador tem grande enfoque na série, trazendo seus problemas com o pai para a trama.

Esses núcleos de amizade têm papel estratégico na construção da narrativa. Na série literária, cada um desses personagens ganha protagonismo em livros seguintes, o que deve ser mantido na adaptação. A tendência é que personagens como Dean, Allie e Tucker também assumam papéis centrais nas próximas temporadas, ampliando o universo da história e aprofundando as relações construídas desde o início. 

Cenas de festa universitária mostram o núcleo de amizades e o estilo de vida dos protagonistas fora do gelo. Foto: Reprodução/Prime Video 
Cenas de festa universitária mostram o núcleo de amizades e o estilo de vida dos protagonistas fora do gelo. Foto: Reprodução/Prime Video 

O ambiente esportivo segue como um plano importante, refletindo a cultura universitária dos Estados Unidos, em que atletas ocupam posição de destaque. A competitividade, a pressão por desempenho e a vida em equipe influenciam na trama, aparecendo em situações como a pressão constante sobre Garrett para manter boas notas e continuar elegível para o time, além da cobrança por um bom desempenho em jogos decisivos de hóquei. A rotina intensa de treinos, viagens e competições também interfere diretamente na vida acadêmica e pessoal dos personagens, criando conflitos recorrentes.

Time de hóquei em quadra, destacando o peso do esporte na rotina e nos conflitos da trama. Foto: Reprodução/Prime Video 
Time de hóquei em quadra, destacando o peso do esporte na rotina e nos conflitos da trama. Foto: Reprodução/Prime Video 

O elenco principal conta com Ella Bright (Hannah Wells) e Belmont Cameli (Garrett Graham) nos papéis centrais, além de Mika Abdalla (Allie Hayes), Antonio Cipriano (John Logan), Jalen Thomas Brooks (John Tucker), Stephen Kalyn (Dean Di Laurentis), Josh Heuston (Justin Kohl), Steve Howey (Phil Graham) e Khobe Clarke (Beau Maxwell). A presença desses personagens reforça a proposta de uma narrativa coletiva, em que diferentes histórias se conectam ao longo das temporadas.

A adaptação faz parte da estratégia do streaming em investir em histórias com público já consolidado, especialmente no gênero romântico voltado para jovens. Ao expandir o foco para além do casal principal, a produção aposta na construção de um universo contínuo, sustentado tanto pelo romance quanto pelas relações de amizade.

Por ser uma obra publicada em 2015, a série promete ter uma nova roupagem para 2026. “O Acordo” se consolidou como um dos títulos mais populares do gênero new adult ao longo dos anos. A obra ganhou destaque internacional, impulsionada principalmente pelo boca a boca entre leitores e, mais recentemente, pela viralização em plataformas como o TikTok e o X, onde passou a integrar listas de leituras recomendadas.

Além da popularidade, também é apontado como um dos precursores da popularização de romances no universo do hóquei no gelo. Embora não tenha sido o primeiro a explorar esse cenário, o livro ajudou a consolidar o interesse do público por histórias que combinam esporte e romance, abrindo espaço para uma nova tendência dentro do gênero.

A partir de seu sucesso, outras obras com protagonistas atletas, passaram a ganhar destaque no mercado, formando um nicho que continua em expansão até hoje. O sucesso também se reflete na expansão para a série “Off Campus”, que conquistou uma base de fãs e manteve relevância mesmo anos após o lançamento, fator que contribuiu diretamente para sua adaptação audiovisual.

Além do romance, a trama incorpora temas como autoestima, traumas, ansiedade, consumo de álcool e consentimento, ampliando a identificação com o público jovem.

A segunda temporada já confirmada deve seguir a estrutura dos livros sendo o próximo “O Erro”, focando em outro casal do mesmo universo, com destaque para os personagens John Logan e Grace Ivers. A produção ainda não tem data de estreia definida, mas já se encontra em fase inicial de desenvolvimento. 

Com o lançamento do teaser de “O Acordo” nesta quinta-feira (23), a série ganhou suas primeiras imagens oficiais e aumentou a expectativa do público

Confira o trailer da 1° temporada:

 

 

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Temporada amplia debates sobre identidade juvenil
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Gabriela Dias
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16/04/2026 - 12h

A terceira temporada de “Com Carinho, Kitty”, produção da Netflix, marca uma mudança significativa na trajetória da série. Além de dar continuação a história de Kitty Song Covey (Anna Cathcart), os novos episódios mostram um amadurecimento evidente na narrativa, que passa a abordar com mais profundidade temas como identidade, pertencimento e crescimento emocional.

Diferente das temporadas anteriores, que priorizavam romances rápidos e conflitos mais leves, a nova fase aposta em um desenvolvimento mais cuidadoso dos personagens. A protagonista, por exemplo, deixa de ser movida apenas por idealizações amorosas e começa a enfrentar as consequências de suas escolhas, lidando com frustrações e inseguranças de forma mais realista.
 
Logo no início, a temporada apresenta um cenário de recomeço, mas sem apagar os erros do passado. A principal mudança está no andamento da narrativa: os conflitos não são resolvidos de forma imediata e passam a impactar diretamente as relações entre os personagens. Essa mudança de ritmo, mais lenta, contribui para um desenvolvimento emocional da protagonista, em que ela deixa de ser apenas uma jovem guiada por ideais românticos e passa a assumir decisões que exigem maior responsabilidade, o que torna a história mais próxima da realidade do público jovem.
 
Os relacionamentos continuam sendo o eixo central, mas ganham mais complexidade. A série abandona, em parte, a ideia de romances perfeitos e investe em vínculos mais instáveis, marcados por falhas de comunicação, expectativas diferentes e instabilidade. Ampliando a identificação do público, que passa a enxergar situações mais próximas do dia a dia.
Kitty e seu interesse amoroso protagonizando uma das relações centrais da nova temporada. Foto: Reprodução/Netflix
Kitty e seu interesse amoroso protagonizando uma das relações centrais da nova temporada. Foto: Reprodução/Netflix
 

 

Mesmo com esse avanço, a idealização do amor ainda aparece como um elemento importante. Kitty mantém, em diversos momentos, uma visão romantizada das relações, acreditando em sentimentos intensos e imediatos. No entanto, a própria narrativa questiona essa perspectiva ao mostrar que o amor também envolve dúvidas, erros e aprendizado algo que pode influenciar diretamente a forma como adolescentes enxergam seus próprios relacionamentos.
 
Ao mesmo tempo, os personagens secundários passaram a ter maior protagonismo. Eles abandonaram a função de apoio narrativo e agora contribuem para um universo mais amplo, trazendo seus problemas pessoais para a trama, causando um maior envolvimento do público. Os acontecimentos da personagem Yuri Han (Gia Kim) que ganharam grande desenvolvimento na trama, se tornou um núcleo importante dessa terceira temporada.
 
Outro destaque é o aprofundamento das questões de identidade. A vivência da protagonista em um contexto cultural diferente ganha mais espaço, trazendo reflexões sobre pertencimento e construção pessoal. Esse aspecto amplia o alcance da série, que passa a dialogar com experiências comuns entre jovens.
Registros de bastidores mostram o clima das filmagens da terceira temporada com o retorno de Lana Condor. Foto: Reprodução/ @annacarthcart
Registros de bastidores mostram o clima das filmagens da terceira temporada com o retorno de Lana Condor. Foto: Reprodução/ @annacarthcart
 
O retorno de Lara Jean, interpretada por Lana Condor, reforça esse debate. Vinda do universo de “Para Todos os Garotos que Já Amei”, da autora Jenny Han, a personagem representa uma visão mais idealizada do amor, em contraste com as experiências mais instáveis vividas por Kitty. A comparação entre as duas evidencia que não existe um único modelo de relacionamento, o amor pode assumir diferentes formas, dependendo das experiências individuais.
 
Outro ponto crucial desta temporada foi um novo ponto de vista de romance vivido pela Lara Jean, no qual passa por um período instável em seu relacionamento, deixando claro que mesmo o amor idealizado tem seus problemas. 

Nos episódios finais, a série assume um tom mais reflexivo. As decisões tomadas ao longo da trama geram consequências, exigindo maior maturidade da protagonista. Ao evitar finais perfeitos, a produção valoriza o desenvolvimento pessoal em vez da resolução romântica.

O desenvolvimento amoroso de Kitty ganha maior evolução ao se aproximar de Min Ho (Sang Heon Lee), em uma relação que surge de forma gradual e menos idealizada, marcada por trocas sinceras. Diferente de suas experiências anteriores, o vínculo entre os dois se constrói a partir da convivência e da vulnerabilidade, evidenciando um sentimento mais realista e menos impulsivo, que foi sendo desenvolvido desde a primeira temporada.
 
A terceira temporada de “Com Carinho, Kitty” equilibra entretenimento e aprofundamento narrativo. Mesmo mantendo elementos leves, a série demonstra evolução ao abordar temas mais complexos e próximos da realidade do telespectador, consolidando sua identidade própria e acompanhando o amadurecimento do público.
Relação entre Kitty e Min Ho ganha novos desdobramentos na terceira temporada da série. Foto: Reprodução/Netflix
Relação entre Kitty e Min Ho ganha novos desdobramentos na terceira temporada da série. Foto: Reprodução/Netflix
 

 

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Museu da Imagem e do Som realiza novo evento literário que valoriza a diversidade e qualidade editorial brasileira, explorando publicações para ver, ouvir e ler
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Carolina Machado
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15/04/2026 - 12h

No último final de semana, nos dias 11 e 12 de abril, ocorreu a primeira edição da Feira do Livro do MIS (FLIMIS) no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Em parceria com a editora Lote 42, a FLIMIS teve como objetivo agregar exposições literárias e práticas criativas, inteiramente gratuitas, que remetem ao exercício de ouvir, falar e observar.

Entrada da FLIMIS: apresentação dos expositores e das atrações do mais novo evento literário de São Paulo. Foto: Carolina Machado/AGEMT
Entrada da FLIMIS: apresentação dos expositores e das atrações do mais novo evento literário de São Paulo. Foto: Carolina Machado/AGEMT

A feira buscou reunir publicações de 75 expositores que exploram diferentes linguagens artísticas, especialmente aquelas vinculadas à imagem e ao som: fotografia, cinema, ilustração, quadrinhos, música e poesia.

Pedro Augusto, de 30 anos, representou a Anansi Lab, um laboratório de letramento racial transmídia independente, fundado em 2018. A oficina produz e compartilha narrativas subalternizadas por meio de publicações, palestras, bate-papos e rodas de samba. Entre os produtos, o expositor conta com uma revista trimestral de divulgação científica e cultural antirracista chamada Sikudhani, publicada a cada três meses. “Nosso trabalho recolhe materiais, os organiza e os publica como forma de reocupação do espaço tomado pelo colonialismo e imperialismo que nos domina até hoje”, relata Pedro.

Sobre a primeira edição da FLIMIS, o representante da Anansi Lab diz ter interesse em voltar às próximas edições. “Essas feiras são uma ótima oportunidade para encontrarmos novos leitores, artistas e, sobretudo, trocar ideias”, conclui.

Área de exposição da FLIMIS. Foto: Carolina Machado/AGEMT
Área de exposição da FLIMIS. Foto: Carolina Machado/AGEMT

As produções impressas presentes representavam a diversidade editorial brasileira tanto pela construção literária quanto pelas técnicas gráficas utilizadas, como gravura e xilogravura. Os dois dias de evento contaram com uma oficina de carimbos que pôde aproximar o público de técnicas gráficas presentes nas publicações, exercitando o processo criativo e a composição artística.

A feira promoveu também 14 palestras relacionadas a produções específicas do catálogo das editoras e dos artistas participantes. A programação de falas era focada em uma única publicação, visando expandir a experiência de leitura e aproximar o público das obras. Os autores compartilharam bastidores, experiências e outros aspectos dos múltiplos caminhos que a arte impressa pode seguir, como a edição e a produção gráfica.

Palestra sobre a produção “9×12”, com Rossana Di Munno, Borogodó Editora Foto: Carolina Machado/AGEMT
Palestra sobre a produção “9×12”, com Rossana Di Munno, Borogodó Editora. Foto: Carolina Machado/AGEMT

 

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Filme e relato de refugiadas presentes na sessão, ajudam a entender o conflito entre Irã e Israel
por
Maria Olívia Almeida
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15/04/2026 - 12h

No dia 26 de março de 2026, a Folha, em parceria com o Cinema Belas Artes, realizou a pré-estreia do filme “Tatame” de 2023. Com um debate após a sessão, o público discutiu o alcance da política iraniana na vida da população, tema proposto pelo filme.

A obra aborda a jornada de uma lutadora de Judô iraniana, Leila Hosseini (Arienne Mandi), impedida de lutar contra uma atleta israelense. A judoca e sua treinadora Maryam (Zar Amir Ebrahimi) são ameaçadas pelo comitê esportivo de seu país e pressionadas a fingir uma lesão em Leila para que ela saia do Campeonato Mundial de Judô, evitando a luta.

Na imagem em preto e branco está Maryam (Zar Amir) de pé à esquerda, usando um quimono preto e um hijab cinza. Na direita está Leila Hosseine (Arienne Mandi), de quimono branco e hijab preto. Ambas as mulheres olham para a frente com feições sérias.
Zar Amir Ebrahimi e Arienne Mandi no filme Tatame – Foto: Reprodução

 

Dirigido pela iraniana Zar Amir Ebrahimi, que também interpreta Maryam, e pelo israelense Guy Nattiv, o filme desconstrói a barreira político ideológica entre iranianos e israelenses representando de forma breve a amizade entre Leila e Shani, lutadora que atua em nome de Israel. Assim, os diretores optaram por uma ênfase na opressão realizada pelo regime teocrático do Irã sobre o povo, em especial sobre as mulheres.

A obra parte de casos reais, como de Saeid Mollaei, lutador de judô nascido no Irã que hoje luta defendendo a Mongólia. O atleta mudou sua representação após ignorar ordens de deixar torneio para evitar enfrentar Israel, em 2019.

Esses conflitos se dão pelo regime iraniano não reconhecer Israel como país, tornando qualquer luta direta com uma representação israelense, por mais que esportiva, um desvio político. Assim, articulando a conjuntura geopolítica contemporânea com a ficção, o filme apresenta o dilema entre continuar lutando ou apoiar a posição de seu país.

Na imagem em preto e branco está Leila Hosseine (Arienne Mandi) ajoelhada no meio de um tatame. Ela usa um quimono branco e seus cabelos estão trançados e a mostra.
Arienne Mandi no filme Tatame – Foto: Juda Khatiapsuturi/Keshet Studio

 

Após a exibição da obra no dia 26 de março, o debate contou com a participação do jornalista Sandro Macedo e da pesquisadora Isabelle Castro, do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP). Além dos convidados, a plateia integrou de forma ativa a discussão.

No encontro, estavam presentes as ativistas e refugiadas políticas iranianas Mahmooni e sua irmã, Mahsima Nadim, que trouxeram para o evento uma perspectiva pessoal da vida em meio ao regime autoritário representado.

Apesar de “Tatame” ser gravado em preto e branco, a discussão destacou a importância de se considerar todos os muitos subtons do conflito. "Parece uma coisa gratuita, e não é", criticou Castro sobre o filme, que considerou carregado de um tom simplista. Isabelle ainda abordou em seguida como o Irã, após a revolução de 1979, passou a considerar Israel inimigo em função da guerra na Palestina.

Além dessas falas, Mahsima relatou: "desde criança a gente aprende que qualquer pessoa que apertar a mão de um judeu vai ficar impuro por 40 dias". Acrescentando ao cenário o teor ideológico antissemita perpetuado.

Dessa maneira, o filme provoca uma reflexão sobre as implicações de decisões políticas em todo aspecto da vida, representando a instrumentalização do esporte na imposição de uma agenda geopolítica. Um tatame de competição, aparentemente neutro, se torna um cenário de conflito pessoal e social.

 

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Após 13 anos, a banda carioca subirá aos palcos revisitando os grandes sucessos da carreira
por
Beatriz Neves
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14/04/2026 - 12h

Neste domingo (12), Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato anunciaram a turnê “Eu tive um sonho”, que conta com dez shows passando pelas principais capitais do Brasil, iniciando no Rio de Janeiro, em junho, e encerrando em Florianópolis, em outubro. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Ticketmaster.

O fim do hiato 

O Kid Abelha foi criado na década de 80 e atingiu o auge dez anos depois, acumulando  mais de 9 milhões de discos vendidos no Brasil. A canção “Como eu quero”, que faz parte do álbum de estreia da banda “Seu espião”, tornou-se um grande sucesso nacional e um dos maiores hits do pop rock brasileiro nos anos oitenta. Ao longo das décadas seguintes, o grupo permaneceu ativo nos palcos e nas rádios, mantendo sua importância no cenário da música até que o ciclo da banda chegasse ao seu desfecho.

Em abril de 2016, o Kid Abelha anunciou oficialmente o término de uma trajetória de mais de 30 anos. Após um recesso iniciado em 2013, o trio encerrou as atividades de maneira definitiva. Na ocasião, Paula Toller explicou que a separação foi fruto de um desgaste natural e do desejo de seguir novos rumos.

O que esperar da turnê

O repertório indica ser uma viagem ao passado, com arranjos que mantêm a identidade do rock popular que marcou gerações e trazem sucessos como “fixação”, “Lágrimas e Chuva” e “Alice”. Com apenas dez apresentações exclusivas, o concerto percorrerá arenas e grandes casas de shows, oferecendo uma produção visual contemporânea que destaca o reencontro após mais de dez anos de espera.

Imagem de divulgação da turnê
Divulgação da turnê - Foto: Reprodução: (@kidabelha)

 

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13 canções solo e três faixas conjuntas celebram o 10º aniversário de um dos grupos mais influentes do K-pop
por
Ana Julia Bertolaccini
Natália Perez
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29/05/2025 - 12h

Os 13 membros do grupo de K-pop, Seventeen, comemoraram  dez anos de sucesso com um álbum que combina as palavras em inglês 'birthday' (aniversário) e 'burst' (estouro) para expressar a energia única do grupo. Lançado na última segunda-feira (26), “Happy Burstday”, expõe o desejo contínuo do grupo de se reinventar e se aventurar em novos estilos, sem perder a essência. 

Dez anos atrás, em 26 de maio de 2015, o recém formado “Seventeen”, até então administrado pela pequena empresa Pledis Entertainment, fez seu debut com o hit "Adore U” (아낀다). Apesar de serem muito novos - o membro mais velho, S.Coups, tinha apenas 19 anos na época - o grupo sempre fez questão de produzir suas próprias músicas. 

Woozi, principal produtor do grupo, carrega até hoje o recorde de artista mais novo a se tornar parte da Associação de Copyright Musical Coreana (KOMCA) com créditos em composição, arranjo e produção em quase 200 canções. 

 Burst Stage, um show sem igual 

Para comemorar uma década da formação do grupo, o Seventeen preparou um show especial gratuito nomeado como “B-Day: Party Burst Stage” que aconteceu no domingo (25). De forma inédita para um grupo de K-pop, toda a estrutura para o show foi montada na ponte Jamsu sobre o rio Han, ponto central da metrópole de Seul, na Coreia do Sul. 

A performance de quase 2 horas contou com músicas marcantes do grupo, fogos de artifício e a primeira apresentação ao vivo das novas músicas do álbum, que só seria lançado no dia seguinte. As autoridades sul-coreanas estimam que o evento reuniu cerca de 60 mil Carats, nome dado aos fãs do grupo. O show também foi transmitido online de maneira simultânea pelos canais oficiais do grupo. 

“Performar aqui é realmente impressionante”, comentou o integrante DK durante a apresentação. “É tudo graças às nossas Carats. Nada disso seria possível sem vocês”, completou.

Mesmo após uma década de carreira juntos, os membros reafirmam o compromisso de manter o grupo unido. "Seventeen desafiará a eternidade", declarou o membro Hoshi durante o fanmeeting do grupo em Osaka, ocorrido em março. A frase foi tão marcante que se tornou adorno do exterior do prédio da sede da HYBE, atual empresa do grupo no centro de Seul. 

Além do palco, outras áreas no entorno da ponte foram preparadas para receber os fãs, como o parque Banpo Hangang que transmitiu o show por grandes telões. Alguns fãs foram além, assistindo a apresentação em barcos alugados no rio.

Durante o fim de semana, um espaço chamado “Seventeen History Zone” funcionou como uma espécie de museu da trajetória do Seventeen, colocando em exibição os aneis de grupo de cada um dos membros, que se reúnem em uma cerimônia de troca de aneis a cada novo álbum completo lançado.

Mensagem para o Brasil

A jornalista Isabela Gadelha, da CNN Brasil, conseguiu uma entrevista exclusiva com o Seventeen para o quadro “K-tudo CNN” e um vídeo especial para os fãs brasileiros. Em live na última terça-feira (27), foi ao ar uma matéria completa sobre os dez anos de carreira e o lançamento do novo álbum, com perguntas e respostas que explicam como é a convivência entre os membros do grupo e mostram um pouco da singularidade de cada um deles.  De acordo com DINO, o integrante mais novo da formação, todos convivem como irmãos, sem formalidade. 

Isabela, que já é jornalista de Kpop há 3 anos, contou à Agemt que conseguiu unir sua paixão ao profissionalismo nas perguntas da entrevista e aproveitou para tirar dúvidas pessoais sobre o grupo, que é um dos seus favoritos da indústria. 

“Eu sinto que ainda não caiu a ficha porque foi tudo muito rápido. Imagina quantos veículos no mundo todo estão tentando? Tive a oportunidade de tirar dúvidas minhas como fã, como a questão da linguagem informal deles e as reuniões mensais que eles fazem. É meio surreal porque ser fã de um grupo que é muito famoso torna tudo mais difícil de conseguir”, relatou. 

“Isa” conta que sempre fica um pouco nervosa antes de ouvir um álbum de um artista que ama e sempre se questiona: “e se, dessa vez, eu não gostar?”. Apesar disso, ela afirma que o Seventeen sempre a surpreende positivamente. Para ela, o “Happy Burstday” chamou a atenção especialmente pelos solos, que foram uma maneira dos fãs conhecerem melhor cada integrante. “Alguns até me surpreenderam com o gênero que escolheram cantar. Wonwoo, por exemplo, eu não esperava uma música tão doce”, disse. 

De acordo com a jornalista, ser um grupo autoproduzido e com liberdade criativa é o grande diferencial. “Eles se inspiram na vida pessoal, na amizade, nas interações com os fãs e nas fases de vida que vivem. Canções como 'Kidult', 'Circles' e 'I don't understand but I love you' nasceram assim e se tornam ainda mais especiais para nós fãs.”

Responsável pela entrevista e por trazer a mensagem em vídeo de 4 membros do grupo aos fãs brasileiros, Isabela disse que ficou muito feliz ao ter a possibilidade de aproximá-los do Brasil. “Em 10 anos de carreira eles nunca vieram ao Brasil e uma mensagem como essa dá uma esperança de que ‘vem aí’, sabe? Espero que mais interações venham no futuro! Queria eles no Brasil, dançando Super versão Forró, tomando uma caipirinha”, finaliza. 

Faixa a faixa: uma análise de Happy Burstday

Com um conceito ousado e inspirações artísticas visuais e musicais que remetem a um estilo mais alternativo, o single promocional “THUNDER” tem um refrão chiclete e um instrumental um pouco mais barulhento do que o estilo de música que o Seventeen costuma apresentar. 
Embora ainda não chegue a ser considerado um “panelaço”-  maneira como os fãs se referem a canções mais energéticas do Kpop - nota-se um fundo mais marcante e eletrônico em sua composição, que é viciante e cativante. 

A ideia de comemoração está presente em todo o disco. Um conceito que não é assim tão novo, uma vez que o grupo já trouxe a ideia de celebrar os maiores hits e composições mais importantes de toda a sua carreira no álbum “Seventeen is Right Here”, lançado em 29 de abril de 2024. Apesar disso, é visível que eles não vivem apenas de passado e sempre incorporam novidade e criatividade às suas obras. 

O “Happy Burstday” é composto por 16 faixas, sendo três delas gravadas em conjunto (com exceção de Jeonghan que já cumpria serviço militar quando as gravações se iniciaram). As outras 13músicas são solos de cada um dos integrantes, incluindo as canções de Wonwoo e Jeonghan, que terminaram de gravá-las antes do alistamento. 

“HBD” parece uma canção de aniversário pensada exatamente para o Seventeen. Seu instrumental, no entanto, lembra um pouco o Pop-Rock de Avril Lavigne e 5 Seconds of Summer, mas sem deixar de lado as características exclusivas do pop coreano. A terceira música do álbum, com todos os integrantes e produzida por Pharrell Williams, “Bad Influence”, é menos alegre e divertida e brinca com um ritmo mais sedutor. A faixa foi trilha sonora do desfile da Louis Vuitton na Paris Fashion Week na França, em janeiro deste ano. 

As produções solo são bem autênticas e distintas umas das outras, provando mais uma vez que eles são um grupo versátil e que sabe trabalhar com diferentes gêneros musicais e manifestações artísticas. “Shake if off”, primeira música solo de Mingyu, um dos rappers do grupo, se inspira no estilo tech house, uma evolução da música eletrônica. A canção foi classificada como inapropriada para transmissão na KBS (Korean Broadcasting System), um dos principais canais do país. O motivo é a letra, que segundo a emissora, possui “expressões sexualmente sugestivas”. 

“Skyfall (THE 8 solo)”  também traz influências eletrônicas, mas com uma forte identidade pessoal que já é conhecida de outras composições, como “Orbit”, faixa de seu projeto solo “Stardust” lançado em dezembro de 2024.

As batidas aceleradas e divertidas de “Gemini” de Jun e “Trigger” de Dino reforçam a estética de comemoração. Já Hoshi, apesar de ser visto sempre como a presença mais elétrica do grupo nos shows e apresentações, retomou um pouco da estética teatral e sensual na nova canção “Damage”, que foi co-produzida por Timbaland, um ícone dos anos 2000. 

“Happy Virus” traz a voz inconfundível de DK como centro da composição, que como de costume, transmite a sensação de conforto. “Jungle”, de S.Coups, é o que era esperado do líder da unit de Hip Hop do Seventeen, com uma batida mais forte, que acompanha sua autenticidade ao cantar. Vernon trouxe mais um pouco do “Pop rock” em “Shining Star” com um instrumental mais pesado e a forte presença da guitarra em uma faceta mais romântica do gênero. 

“Destiny”, do principal compositor do grupo e líder da vocal line, Woozi, é uma das músicas mais emocionantes do álbum. De acordo com Bumzu, um dos principais nomes por trás de diversas canções do Seventeen ao longo da carreira, “foi uma música feita através de muito pensamento”. 

No mesma linha musical estão “Raindrops” de Seungkwan, “Fortunate Change” de Joshua e “Coincidence” de Jeonghan, esta que emociona os fãs com um instrumental mais clássico, somado a maneira sensível de cantar, a qual já não é executada ao vivo desde que o integrante iniciou o serviço militar em 26 de setembro do ano passado. 

Por fim, 99,9% do membro Wonwoo segue com a inspiração tradicional e clássica, com o piano e instrumentos de sopro em evidência, colocando a emoção como ponto central da composição, diferentemente do que costuma ser apresentado por ele, que também é parte da unit de Hip Hop do grupo. 

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Seventeen em imagem promocional para o álbum “Happy Burstday”. (Foto: Instagram/@saythename_17)
 


Recordes nos Charts

A expectativa pelo mais novo comeback do Seventeen foi visível já na liberação do pré-salvamento de “Happy Burstday”. O Spotify, por exemplo, divulgou no dia 21 de maio que o álbum estava entre os dez mais aguardados do mês na plataforma, ao lado de nomes como Lorde, Ed Sheeran e Green Day.

Segundo a SVT Billboard, logo nas primeiras horas de lançamento, a faixa principal do álbum, “THUNDER”, alcançou o primeiro lugar em 22 países - inclusive no Brasil no ITunes. A música também se tornou a primeira no TOP 100 da MelOn, principal plataforma de streaming musical coreana. Ao longo do primeiro dia, as 16 faixas do álbum atingiram o topo do ranking da plataforma. Poucas horas depois, o Seventeen estabeleceu um recorde como o primeiro grupo idol no país a ocupar simultaneamente as 16 primeiras posições do ranking com todas as músicas de um mesmo álbum. 

Além disso, a plataforma Hanteo registrou mais de 2.260.000 cópias vendidas nas primeiras 24 horas. O número não só é o maior de 2025 até o momento, como também coloca “Happy Burstday” entre os dez mais vendidos no dia de estreia em toda a história da plataforma, ranking que já contava com a presença de outros cinco álbuns do Seventeen: FML (2023); Seventeen Heaven (2023); Spill The Feels (2024) e 17 is Right Here (2024). Os dois primeiros citados, respectivamente, ocupam o primeiro e segundo lugar com mais de 3.200.000 cópias vendidas nas primeiras 24 horas de lançamento.   
 

 

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Banda faz uma pausa na carreira, suspende shows em novembro e apresentação na COP30
por
Lucca Andreoli
João Pedro Lindolfo
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26/05/2025 - 12h
Foto do show em Manchester, 3 de junho de 2023 Imagem: Raph_PH
Foto do show em Manchester, 3 de junho de 2023
Imagem: Raph_PH

A banda Coldplay cancelou a turnê que faria no Brasil em novembro deste ano, que incluiria cerca de dez apresentações. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o grupo decidiu fazer uma pausa na carreira e, por isso, suspendeu toda a agenda na América do Sul. 

No entanto, não houve pronunciamento ou qualquer confirmação oficial até agora. A banda era aguardada para uma apresentação na COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém (PA). 

Em 2022 a banda passou pelo festival Rock in Rio e em 2023 esteve no Brasil pela última vez para 11 shows. A apresentação na COP30 seria a primeira vez da banda no Pará, algo que Chris Martin, vocalista do grupo, já demonstrava interesse. 

No ano de 2021, em uma postagem no X (antigo twitter) sobre ações climáticas, o cantor mencionou o governador do Pará, Helder Barbalho, convidando-o para assistir ao show deles no Global Citizen.

Durante a passagem da banda no Brasil em 2023, os integrantes tiveram um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que o convite para a COP30 foi feito.

Lula, Chris Martin e Janja reunidos em 2023— Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução
Lula, Chris Martin e Janja reunidos em 2023 — Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução

De acordo com o colunista, a apresentação em Belém ainda deve acontecer, informação garantida pelo governo paraense. A dúvida que resta é se Chris Martin estará sozinho ou acompanhado pelo grupo.

Reconhecido por projetos globais e atuação ambiental, deixa seu legado em imagens
por
Iasmim Silva
|
23/05/2025 - 12h

Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos da história, morreu aos 81 anos nesta sexta-feira (23). A informação foi confirmada em nota pelas redes sociais do projeto ambiental, Instituto Terra, fundado por ele e sua esposa, a ambientalista Lélia Wanick.

A causa da morte foi leucemia grave decorrente de complicações da malária que contraiu na Indonésia, em 2010, quando trabalhava no seu ensaio “Gênesis”.

Nascido em 1944, em Aimorés (MG), formou-se em economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com mestrado pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado pela Universidade de Paris, trabalhava na Organização Internacional do Café (OIC) quando em 1973 deixou o emprego para se dedicar exclusivamente à fotografia, o que até o momento era apenas um hobbie incentivado por sua esposa que, em 1970, o presenteou com a câmera Pentax Spotmatic 2. 

foto, Xamã Yanomami em ritual antes da subida do Pico da Neblina
Xamã Yanomami em ritual antes da subida do Pico da Neblina. Reprodução: Instagram/Sebastião Salgado.

Além de percorrer 120 países, ser reconhecido mundialmente, ter livros publicados, documentários e exposições eternizando seus feitos fotográficos, assumiu, com o Instituto Terra, uma autorresponsabilidade ativa abrindo frentes de ação prática para o reflorestamento da Mata Atlântica, educação ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável da bacia do Rio Doce.

Suas obras buscam elevar a dignidade humana com um olhar sensível para os povos originários, as raízes da Amazônia e a dura vida dos trabalhadores rurais. Com esse objetivo, registrou diferentes realidades ao redor do mundo com um foco voltado à pobreza, às injustiças e à beleza humana, retratadas em seus ensaios mais reconhecidos nos livros “Trabalhadores” (1993), “Terra” (1997), “Êxodos” (2000), “Gênesis” (2013) e “Amazônia” (2021).

Imagem em preto e branco da serra pelada mostrando milhares de garimpeiros
Serra Pelada, 1986. Reprodução: Instagram/Sebastião Salgado.

Conhecido pela sua marca registrada com fotos em preto e branco, contou histórias do Brasil e de outros países através dos seus ensaios fotográficos documentais, sendo o mais emblemático deles o da Serra Pelada, a maior mina de ouro a céu aberto do mundo, localizada no leste do Pará. Salgado a visitou em 1986 e capturou com maestria um cenário brutal em termos sociais, ambientais e econômicos.

Em “Trabalhadores”, seu registro histórico mundialmente conhecido, ele retrata trabalhadores industriais e agrícolas oprimidos da América do Sul, buscando reconhecer homens e mulheres em condições precárias de trabalho e má remuneração, na obra é exposta a resistência dessas pessoas contra as probabilidades ao seu redor.

Trabalhadores de empurrando uma carroça, um deles com um bebê na costa. Alguns andando ao lado. Trabalhadores da industria de carvão na India. Foto em preto e branco
Trabalhadores de indústria de carvão na Índia, 1994. Reprodução: Instagram/Sebastião Salgado.
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“Minhas fotografias são um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece. Espero que a pessoa que entrar numa exposição minha não saia a mesma” o fotógrafo relatou em entrevista ao jornal Zero Hora, no ano de 2014.  

Foi membro da Academia de Belas-Artes de Paris, embaixador da Boa Vontade do UNICEF, membro honorário estrangeiro da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos desde 1992, recebeu a Medalha do Centenário e Bolsa Honorária da Royal Photographic Society (HonFRPS) em 1993, e a Comenda da Ordem do Rio Branco no Brasil.

Sebastião morava em Paris, na França, com sua esposa, com quem teve dois filhos, Juliano e Rodrigo. Juliano Salgado é cineasta e foi codiretor do documentário “O Sal da Terra”, premiado no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, a obra retrata a trajetória de Salgado desde seus primeiros ensaios até “Gênesis”. 

Chegou à França com a esposa, no final da década de 1960, como exilado político. Fugindo da repressão imposta pela ditadura militar no Brasil, o casal teve seus passaportes cassados pelo regime. Para permanecer legalmente no país, precisaram recorrer a uma liminar na Justiça. “Nós nos tornamos refugiados aqui na França, e depois imigrantes”, relembrou Salgado em postagem no Instagram, ao falar sobre seus sentimentos em relação à situação de imigrantes refugiados.

Sebastião Salgado construiu um dos mais importantes legados para a história do fotojornalismo e deixa documentada em suas fotografias uma vida de luta através do ativismo humanitário e ambiental.

 

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Festival ocupa o Parque Ibirapuera com programação que inclui música pop e eletrônica
por
João Pedro Lindolfo
Lucca Fresqui
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21/05/2025 - 12h

O C6 Fest 2025, que acontece entre os dias 22 e 25 de maio no Parque Ibirapuera, em São Paulo, chega à sua quarta edição neste ano. O festival busca em sua curadoria, focar na diversidade de estilos e valorizar nomes tanto do cenário nacional, quanto do internacional.

Nesta edição, o evento mantém o mesmo formato: dois dias dedicados ao jazz e a uma programação de shows em palcos tanto ao ar livre quanto em espaços fechados.

Apesar do nome recente, a história do C6 Fest começou há exatos 40 anos, com o famoso Free Jazz Festival, formado pelas irmãs Sylvia e Monique Gardenberg, fundadoras da Dueto Produções. Nos anos 2000 o projeto assumiu o nome de Tim Festival, e ressurgiu em 2023 com apoio da agência C6 Bank.

A curadoria continua ainda sob a supervisão de Monique Gardenberg, que aposta em um formato mais intimista e artístico. O festival se destaca por promover shows baseados no contexto mais artístico do que no entretenimento de massa.

A expectativa para esse ano é de que o público alcance mais de 27 mil visitantes, número superior ao da edição anterior(2024).

Para acomodar melhor as atrações e facilitar a parte técnica, o festival ampliou a programação para quatro dias. Os shows ao ar livre acontecem em diferentes áreas do parque, como a Arena Heineken (em frente ao auditório) e a Tenda Metlife, próxima ao edifício Pacubra.

Entre os nomes internacionais confirmados estão os franceses do Air, que apresentam o icônico “Moon Safari” na íntegra, além da lenda do funk Nile Rodgers acompanhado da banda Chic. O festival também traz Wilco, referência do rock alternativo norte-americano, e os britânicos do Pretenders. Outros destaques incluem o retorno explosivo do Gossip, liderado por Beth Ditto, e o pop de Perfume Genius.

O produtor britânico A.G. Cook, conhecido pelo trabalho com Charli XCX no disco “Brat”, representa a vanguarda da música eletrônica, enquanto o grupo The Last Dinner Party, revelação do art pop britânico, marca presença com um show bastante aguardado. 

Completam a seleção internacional nomes como Stephen Sanchez, jovem norte-americano que resgata o charme retrô das baladas dos anos 50, a cantora Cat Burns com seu soul pop intimista, a paquistanesa Arooj Aftab fundindo tradição e jazz contemporâneo, Brian Blade com sua Fellowship Band, a inventiva Meshell Ndegeocello, e o coletivo ganês SuperJazzClub, trazendo uma visão afro-futurista da música urbana.

Já entre os artistas brasileiros, destaca-se o show especial de Seu Jorge, intitulado “Baile à La Baiana”, o pianista Amaro Freitas, um dos maiores nomes do jazz nacional, a cantora Agnes Nunes, com sua nova MPB, o bandolinista Hamilton de Holanda, o multi-instrumentista Mestrinho, além dos DJs Marky e Della Juices, representantes da cena eletrônica nacional.

 

Line-up e horários de cada show no festival.
Line-up e horários de cada show no festival. Foto: Divulgação/C6Fest

 

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No início de maio, o evento em São Paulo contou com diversos influencers e atividades durante 5 dias
por
Lucca Cantarim dos Santos
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20/05/2025 - 12h

 

A Gamescom Latam, edição latino-americana da Gamescom, feira de jogos que acontece anualmente na Alemanha, retornou ao Brasil entre os dias 30 de abril e 4 de maio em São Paulo, juntando fãs dos mais variados estilos de games para celebrar esse universo.

O sábado (03/05), terceiro dia do evento, estava bem cheio, mas o espaço do Distrito Anhembi, lugar escolhido para sediar a feira ajudou a dispersar as pessoas, fazendo com que as filas se acumulassem mais nos estandes, deixando os corredores livres para acesso.

Diversos influenciadores apareceram para ver seus fãs e conversar com eles, no meio do evento havia o Creator 's Lounge, espaço com paredes de vidro onde os criadores de conteúdo podiam ficar.   Além disso, a Supercell, empresa de jogos para celular, famosa pelos jogos Clash of Clans, Clash Royale e Brawl Stars, trouxe as streamers “Bagi” e “Malena” para um encontro com os fãs. Ambos os encontros tiveram distribuição de pulseiras uma hora antes e filas contornando o estande. 

 

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Palestra dos Streamers "Bagi" e "Felps" na quinta (01/05) no estande da Warner     Foto: Juliana Bertini de Paula

 

Muitas empresas marcaram presença com seus estandes, como a Nintendo, que trouxe alguns jogos do Switch, como Mario Party Jamboree e Princess Peach: Showtime. Além deles, a Bethesda trouxe o jogo Indiana Jones e o Grande Círculo, além de uma pequena “gincana”, que era frequente nos estandes. As regras eram: Jogar o remake do jogo The Elder Scrolls: Oblivion; jogar os jogos da Xbox Gamepass, serviço de assinatura da Microsoft; e um jogo de discos inspirado no seu futuro título Doom: the dark ages, para colecionar carimbos e retirar prêmios. Também havia estandes de patrocinadores, como a Seara, que permitia jogar o jogo Doom em uma Airfryer, e o Banco do Brasil.

 

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Estande da Nintendo, que oferecia o jogo Just Dance para testar      Foto: Juliana Bertini de Paula

 

O grande diferencial da Gamescom foi a atenção e carinho que deram para os jogos independentes, com um setor do evento dedicado apenas a jogos brasileiros, onde títulos como “Ritmania”, do estúdio Garoa, e “Hellclock”, do estúdio Rogue Shell, estavam sendo apresentados. Além de várias ilhas onde era possível jogar os jogos finalistas do Best International Games Festival (BIG Festival), competição de jogos também independentes, na qual o jogo “Mechanines tower defense”, desenvolvido por alunos da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) estava concorrendo a melhor jogo brasileiro e melhor jogo estudantil.

 

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"Panorama Brasil", área do Banco do Brasil dedicada à Indies brasileiros  Foto: Lucca Cantarim dos Santos

 

Em entrevista para a AGEMT, Mel Duarte Munhoz, estudante de Animação na Faculdade Meliés, fala sobre a importância desse tipo de atenção para ela: “Achei muito legal que tinha uma área só com os jogos indies e com os desenvolvedores para jogar e conversar. Esse evento me ajudou a conhecer vários jogos indies, principalmente brasileiros, que eu nunca teria visto antes".

Outros dias do evento também tiveram muitas atrações, como a presença da empresa CD Projekt Red, responsável por títulos como Cyberpunk 2077 e The Witcher, em dois paineis do evento, um sobre desenvolvimento externo, no dia 30 de Abril, e um no próprio sábado. Fãs também tiveram a oportunidade de encontrar o streamer Gaulês na sexta (02/05) e os criadores de conteúdo Chef Otto e Mustache no domingo (04/05)

 

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Estande dedicado ao jogo Fortnite                                                                             Foto: Juliana Bertini de Paula

 

A edição de 2026 do evento já tem data marcada e vai ocorrer entre os dias 30 de abril e 3 de maio, além disso, a edição alemã da Gamescom acontecerá em agosto, nos dias 20 a 24.

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