No próximo domingo (2), acontece em Los Angeles a tão aguardada cerimônia do Oscar. Entre as principais categorias temos a de Melhor Atriz, que nos últimos meses se tornou uma das mais comentadas devido a presença da brasileira Fernanda Torres, e algumas polêmicas envolvendo outras indicadas.
O resultado sobre qual das atrizes levará a tão sonhada estatueta para casa ainda é incerto. Enquanto esperamos pelos resultados, a Agemt apresenta as candidatas e faz um resumo de suas carreiras até então.
Cynthia Erivo
Do teatro ao cinema, Cynthia Erivo é um dos destaques da premiação. Sendo a única mulher negra indicada ao Oscar 2025, a atriz se destaca pela sua potência vocal e sua atuação cativante no filme “Wicked: Parte 1”.
Cynthia iniciou sua carreira no teatro musical. Na peça “A Cor Púrpura” consagrou seu nome na indústria ao colecionar premiações importantes. Conseguir um Oscar colocaria a atriz na categoria de artista EGOT, sigla que remete a todas premiações da área do entretenimento importantes dos Estados Unidos (Emmy, Grammy, Oscar e Tony). Atualmente, apenas 19 pessoas conseguiram esse feito.

Desta vez, sua indicação está relacionada a adaptação cinematográfica do musical da Broadway. Em “Wicked”, Cynthia interpreta a protagonista, Elphaba, uma bruxa desprezada pela sua cor de pele verde que cria uma amizade improvável com a colega de quarto, Glinda (Ariana Grande). O filme quebrou recordes de bilheteria, tornando-se o musical adaptado mais assistido da história.
Diferente de outros filmes desse gênero, as protagonistas cantaram no set sem o uso de playback, tal qual uma peça de teatro. Realizar as notas enquanto estava suspensa no ar por cabos, demonstrou sua impressionante performance e precisão na voz.
Além de melhor atriz, o filme concorre em outras 9 categorias, entre elas, melhor filme, melhor atriz coadjuvante e trilha sonora original.
Karla Sofía Gascón
Talvez a mais polêmica das candidatas, Karla Sofía Gascón é uma atriz trans espanhola indicada pelo filme musical francês ‘Emília Pérez”. O longa, que recebeu o maior número de indicações da temporada - 13 no total, empatando com obras aclamadas como “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” e “Chicago” -, gerou diversas controvérsias desde sua estreia no Festival de Cannes em 2024.
O musical se passa no México e conta a história de Emília Perez, personagem interpretada por Gascón, uma ex-chefe de tráfico que contrata a advogada Rita (Zoe Saldaña) para cuidar de sua transição de gênero.
Mesmo tendo conquistado o coração dos críticos, o filme não agradou grande parte do público que julga a obra como preconceituosa, estereotipada e até um desserviço às comunidades LGBTQIA+ e latina.
Além das polêmicas envolvendo o próprio filme, a presença online de Gascón também gerou burburinho, afetando significativamente sua campanha ao Oscar.
A atriz começou sua carreira na Espanha fazendo telenovelas e filmes até se mudar para o México, onde foi crescendo cada vez mais na indústria. Completou sua transição de gênero em 2018, mesmo ano em que publicou sua autobiografia “Karsia”.
“Emília Perez” foi sua porta de entrada à indústria americana de cinema, garantindo o Prêmio do Festival de Cinema de Cannes de Melhor Atriz, ao lado de suas colegas de cena Zoe Saldaña e Selena Gomez. Gascón também garantiu indicações em premiações importantes por sua performance no longa, como o Globo de Ouro e o SAG Awards.
Infelizmente, a campanha da atriz sofreu um enorme impacto após postagens em suas redes sociais serem resgatadas por internautas. Gascón, que fez história ao se tornar a primeira atriz transsexual indicada ao Oscar, publicou uma série de postagens preconceituosas em seu perfil no X ao longo dos anos. Comentários ofensivos sobre o caso de George Floyd e anti-islã são apenas alguns exemplos.


Suas postagens no X viralizaram na rede social, o que fez com que a atriz deletasse sua conta e cedesse uma entrevista à CNN na qual se desculpou por suas palavras. Suas desculpas não bastaram e Gascón se absteve de outras premiações, mas, segundo fontes, pretende atender ao Oscar no domingo.
Mikey Madison
Dentre as concorrentes, Mickey Madison se destaca pela carreira jovem. Com apenas 25 anos, a atriz concorre com grandes nomes do cinema e pode ser a mais nova a ganhar a premiação.
Apesar de seu papel nos filmes “Pânico 5” e “Era Uma Vez… Hollywood”, foi só depois de dar a vida à Ani - sua personagem no longa “Anora” -, que Mikey conquistou títulos. O enredo conta o romance vivido entre a protagonista e Ivan (Yura Borisov), uma garota de programa e um milionário russo respectivamente.
A dedicação da atriz para o papel foi fundamental para sua realização. Além de aulas de russo, Mikey realizou aulas de pole dance e conheceu pessoas que viveram situações parecidas.

A aposta na premiação da atriz tem ganhado ainda mais destaque após sua vitória no “Bafta”, que costuma ser, conforme os críticos, um termômetro para os resultados do Oscar.
Além de melhor atriz, o filme concorre em outras 6 categorias, entre elas, melhor ator coadjuvante, melhor direção e melhor filme.
Demi Moore
Demi Moore iniciou sua carreira de atriz em 1981, com apenas 19 anos, em um drama esportivo chamado “Choices”. A carreira de Moore começou a decolar nos anos 90, após estrelar o filme “Ghost: Do Outro Lado da Vida”, que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro.
Mesmo tendo estrelado outros filmes de sucesso como “Proposta Indecente” e “Questão de Honra”, os fracassos em seu portfólio foram mais impactantes para a mídia. Moore chegou a ganhar o Framboesa de Ouro de Pior Atriz pelo longa “Striptease”, o que ajudou a enterrar sua carreira.
Apenas em 2024, aos 62 anos, a atriz se reergueu. Dando vida a Elizabeth Sparkle, protagonista de “A Substância”, Moore recebeu uma chuva de elogios de críticos e do público por sua performance. A aclamação da atriz abriu um debate sobre sua trajetória, principalmente sobre como foi descartada pela indústria e a mídia após envelhecer, já que o longa aborda temas semelhantes.

Graças à sua performance em ‘A Substância”, Moore foi indicada aos principais prêmios de cinema de Hollywood, levando para casa um Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz/Comédia ou Musical e um SAG de Melhor Atriz.
Após sua vitória no SAG Awards, a atriz se tornou a favorita para ganhar o Oscar de melhor atriz, diminuindo as chances da brasileira Fernanda Torres.
Fernanda Torres
Fernanda Torres marca história no cinema brasileiro após ser indicada ao Oscar de “Melhor Atriz”. Com seu talento e carisma, Fernanda tem conquistado os corações dos críticos e do público estrangeiros.
A atriz ficou conhecida, principalmente, por sua atuação na comédia. Além das novelas, a série “Tapas e Beijos” foi um ponto marcante em sua carreira, consagrando Torres como um dos maiores nomes do cenário cômico brasileiro.
Sua trajetória nas premiações começou no Festival de Veneza em setembro de 2024, onde foi ovacionada por 10 minutos após a exibição do filme “Ainda Estou Aqui”. A adaptação da autobiografia de Marcelo Rubens Paiva conta os desafios enfrentados por Eunice Paiva, mãe do escritor, após o desaparecimento do marido, Rubens Paiva, no período ditatorial.
Apesar do conteúdo sensível, Fernanda conseguiu transmitir o sentimento da protagonista de maneira sutil, gerando elogios da crítica especializada.
A aposta para a vitória da brasileira veio após a conquista de “melhor atriz” no Globo de Ouro, prêmio inédito para o Brasil. Na premiação, Fernanda relembrou a indicação da mãe, Fernanda Montenegro, para o mesmo prêmio no ano de 1999. Revivendo o sentimento de “justiça” para o público brasileiro.
Uma das mais renomadas revistas de entretenimento americanas, a “Variety”, aponta Torres como uma das candidatas com mais chances de sair vitoriosa. Mesmo não tendo sido indicada a outras importantes premiações, a atuação da brasileira vem ganhando cada vez mais apoio.
“Ainda Estou Aqui” começou a ser exibido internacionalmente em janeiro deste ano, levando milhares de pessoas às salas de cinema para prestigiar a performance da atriz. O filme arrecadou cerca de 1 milhão de dólares na bilheteria, um marco para o cinema estrangeiro.
Toda essa comoção ao redor do longa é esperança para os brasileiros, que esperam levar ao menos uma estatueta para casa - sendo ela de Melhor Atriz ou não, já que ‘Ainda Estou Aqui’ também concorre nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro

Essa temporada de premiações foi uma das mais incertas em relação à possível vencedora do tão desejado Oscar. De Mikey Madison à veterana Demi Moore e Fernanda Torres, a favorita para a categoria mudava a cada nova previsão.
Atualmente, as chances são maiores para Moore, que conquistou dois dos prêmios mais relevantes do cinema. Mas, depois de “Ainda Estou Aqui” chegar aos cinemas internacionais pouco antes da votação do Oscar fechar, a queridinha dos brasileiros pode ter aumentado suas chances de finalmente vingar a mãe.
O resultado dessa “batalha” será finalmente revelado no próximo domingo, dia 2 de março. A cerimônia do Oscar começará às 21h e será transmitida em TV aberta pela Rede Globo.
O espetáculo “Djavan - Vidas pra contar” trilha os passos do artista e mostra sua história para o público de forma única. Com a direção artística de João Fonseca, a obra busca expressões para além da música, prometendo um show visual completo, com cenários e coreografias que esbanjam a originalidade de Djavan.

Foto: Reprodução/Instagram
O musical conta com aproximadamente 2 horas de duração e traça a história de Djavan desde sua infância em Maceió (AL) até sua ascensão como grande nome no MPB. Com a direção musical de Fernando Nunes e João Viana - filho do próprio Djavan - o musical esbanja e revela a profundidade de suas letras e sua conexão emocional com a música, além da versatilidade de estilos musicais que o artista apresenta.
O nome “Djavan - Vidas Pra Contar” veio em forma de homenagem à uma música do artista que intitula um álbum lançado em 2015. Com texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, o musical deve seguir sua produção com cerca de 30 músicas do acervo autoral de Djavan.
O álbum “Vidas Pra Contar” está disponível nas plataformas de streaming de música

Foto: Reprodução/Instagram
Idealizado por Gustavo Nunes, produtor de “Cassia Eller - O musical”, a obra é uma criação original da Turbilhão de Ideias, produtora de espetáculos artísticos reconhecida por indicações e prêmios conquistados.
O musical tem sua estreia prevista para dia 09 de agosto de 2025 no Teatro Frei Caneca, no Shopping Frei Caneca no centro de São Paulo, com ingressos a partir de R$ 20,00.
Saiba mais sobre a compra de ingressos no site da uhuu.com.
Durante a ComicsPRO, evento que aconteceu na última sexta (21) em Glendale, Califórnia, os editores-chefes da DC Comics e da Marvel, Marie Javins e C.B. Cebulski, respectivamente, anunciaram que estão trabalhando em uma nova parceria entre as editoras, com previsão de lançamento ainda esse ano.

Ambas editoras vêm trabalhando em relançamentos de parcerias antigas nos últimos anos, motivo pelo qual impulsionou o surgimento de novos enredos em conjunto. Em 2022, relançaram “LJA/Vingadores” para homenagear o quadrinista George Pérez e, em 2024, lançaram em edição única “DC versus Marvel”, estória publicada originalmente em 1996.
"Nós realmente gostamos de trabalhar juntos. Este foi um projeto ótimo de se fazer, mas acho que há outra baleia-branca que pegamos." diz Marie durante o evento, falando sobre a colaboração que está por vir. "Outro crossover, um crossover moderno, vocês estão a fim?" perguntou C.B. e, após aclamação do público presente, brincou “acho que não temos escolha a não ser fazer isso.”
Segundo a dupla, serão publicadas duas edições de volume único: “Marvel/DC”, sob o selo da Marvel, e “DC/Marvel”, pela DC Comics, sem revelação da trama ou dos personagens que farão parte da narrativa.

As editoras possuem um longo histórico de colaborações com passar dos anos, acumulando títulos como “Superman versus Homem-Aranha", “Batman/Demolidor” e “Os Fabulosos X-Men e os Novos Titãs”. A última parceria oficial foi em 2004, com o quadrinho “Liga da Justiça/Vingadores”, crossover que durou 4 edições divididas entre as empresas e trouxe uma aventura épica para os maiores heróis do planeta.
Nesta sexta-feira (21), Lady Gaga e a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciaram a data do show gratuito da artista na capital carioca. A artista retorna ao Brasil após 8 anos desde sua última vinda, para o Rock In Rio 2017, show que não aconteceu. O evento está previsto para o dia 3 de maio, na Praia de Copacabana e será o início do projeto “Todo mundo no Rio”.
Em 2017, a artista não pôde se apresentar no festival devido à fibromialgia, uma condição crônica que causa dores muito fortes pelo corpo. Por recomendação médica ela não pode embarcar no voo que a traria para o evento, ela foi substituída pelo grupo Maroon 5.

Agora com a nova data, a cantora demonstrou estar otimista para o seu retorno. “É uma grande honra ser convidada para cantar para o Rio [..] Eu estava morrendo de vontade de ir me apresentar para vocês há anos e fiquei de coração partido quando tive que cancelar anos atrás porque estava hospitalizada", disse a cantora no post no Instagram, divulgando o show nas redes sociais.
A cantora está prestes a lançar seu sétimo álbum, Mayhem, no dia 7 de março. Este álbum promete explorar uma variedade de gêneros e estilos, refletindo a jornada artística e a sua identidade. Ela descreve o álbum como uma homenagem ao seu “amor pela música”, reunindo uma ampla gama de influências junto de um pop dark.

O primeiro single do álbum, "Disease", foi lançado em outubro, seguido por "Die With A Smile", uma colaboração com o cantor Bruno Mars, que atingiu a primeira posição da Billboard Global e ficou em primeiro lugar nas paradas por oito semanas consecutivas em 2024 e tornou-se também a segunda música com maior tempo naquele topo, além de ter ganhado outros reconhecimentos e ter ganhado a categoria de Melhor Performance Pop de Duo ou Grupo no Grammy de 2025. O terceiro single, "Abracadabra", foi lançado agora em fevereiro, durante a cerimônia do Grammy Awards e essa música marca o retorno de Gaga às suas raízes pop.
O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, adotou uma estratégia focada na realização de grandes eventos culturais para impulsionar a economia da cidade e consolidá-la como um destino global. Com isso atraindo turistas, gerando empregos e movimentando a economia.

A iniciativa de Paes também inclui o projeto "Todo Mundo no Rio", que transforma a Praia de Copacabana em palco para mega shows gratuitos de artistas internacionais. Ele foi lançado em 2024 e no mesmo ano, o evento contou com a apresentação da rainha do pop, Madonna. Agora, está se preparando para receber Lady Gaga.
A realização desse evento tem proporcionado benefícios econômicos substanciais. O show de Madonna em 2024 custou cerca de R$ 60 milhões, esse valor foi financiado pelo governo do estado, pela prefeitura do Rio, e por patrocinadores privados, que gerou um impacto de aproximadamente de R$ 300 milhões na economia local. Além disso, a cidade espera um aumento de 20% no número de eventos em 2025, com a confirmação do show de Lady Gaga em Copacabana.
O EP, “Falando com as Favelas”, lançado na última segunda-feira (17), tem chamado a atenção do público corintiano. O projeto tem quatro faixas, trazendo, por meio do funk e do futebol, uma mensagem sobre superação e fomento de cultura para as periferias do mundo.

Sobre o EP
Além das faixas, o projeto tem videoclipes em que boa parte das gravações foram feitas em Gana e Vila Aurora, periferia da zona norte da capital paulista, onde Hariel nasceu e cresceu.
Na primeira faixa, “Falando com as Favelas”, Hariel fala sobre a necessidade de acesso à cultura e informação nas comunidades e a importância de ouvir e fomentar os sonhos das crianças, os quais podem auxiliá-las a seguir um rumo diferente do ambiente hostil em que vivem, fazendo um paralelo com uma parte na qual Memphis aborda seus traumas de infância.
O jogador foi abandonado pelo pai aos quatro anos de idade, apanhava dos filhos de seu padrasto, começou a consumir e traficar drogas ainda na adolescência, mas tudo isso foi superado quando começou a jogar futebol. O holandês reforça na música que seu propósito é maior do que fama, e por isso doa sua alma para as crianças que buscam um futuro melhor.
A segunda faixa, “Peita do Coringão”, traz um outro artista, MC Marks. A música fala um pouco sobre a experiência de viver o Corinthians, trazendo o icônico "poropopó", um dos cantos da torcida alvinegra, a qual canta o jogo todo apoiando o time, além de reconhecer a raça e as origens do time no povo. "Alegria do povo, que vestiu preto e branco, foi pra rua de novo, olha o bando de louco", canta MC Marks.

A terceira faixa “Suor e Sangue” é um funk superação. O destaque fica para a frase: "quem é bom, não tem que ser bonzinho" dita ao Hariel por sua mãe, Karin Christine, a qual ele se refere na música como "a guerreira” que o guiou. Ao “Altas Horas”, o artista comentou que, quando era criança, sua mãe deixava o rádio o dia inteiro ligado, e isso o ajudou a entender melhor o mundo da música. Assim como Memphis que ascendeu pelo futebol, Hariel ascendeu pelo Funk.
O EP finaliza com a faixa “Renascer” com uma pegada sentimental e otimista. A música retoma as dificuldades de Memphis e Hariel na vida, reforçando que, mesmo que as pessoas desacreditem de seu futuro e matem sua esperança, é bom crer que o amanhecer trará algo melhor e que o sorriso das crianças curam o medo e a tristeza do passado.
Dois personagens distintos se unem no projeto, mas como eles se ligam?

Memphis é um jogador holandês que começou sua carreira como profissional aos 17 anos, em 2011, no PSV Eindhoven (Holanda). Com a boa atuação no clube, o jogador foi convocado para a seleção holandesa para jogar a Copa do Mundo de 2014, aqui no Brasil.
Um ano depois, Memphis saiu do PSV e foi para a Inglaterra jogar no Manchester United, onde jogou por 1 ano e meio. De lá pra cá, o holandês passou por Lyon (França), Barcelona (Espanha) e Atlético de Madrid (Espanha).
O jogador também tem um projeto social, Memphis Foundation, que apoia e fomenta o acesso à educação, esporte e cultura para 24 mil jovens cegos e surdos de Gana, país em que o holandês tem raízes familiares.
Em 2024, perto do fim de seu contrato com o time de Madrid, Memphis ficou livre para negociar com outros clubes, surgindo assim o interesse do Corinthians.
Memphis, que começou carreira musical em 2018, tem uma música chamada “2 Corinthians 5:7”. Embora a referência seja bíblica, a música inflamou a torcida corintiana que clamou pela sua vinda.
Pedro Silveira, diretor financeiro do timão, foi o principal responsável pela contratação do holandês. Em setembro de 2024, em busca de novos ares, Memphis desembarcou no Brasil para jogar no clube do Parque São Jorge cuja casa, Neo Química Arena, já era uma velha conhecida do holandês.
Em 2014, no terceiro jogo da Holanda na fase de grupos, contra o Chile, Memphis marcou seu primeiro gol no estádio alvinegro sem saber que, dez anos depois, esse estádio seria sua casa. O jogador, atualmente, soma oito gols e sete assistências com a camisa do Corinthians, time de coração de MC Hariel.
Hariel Denaro Ribeiro, conhecido popularmente como MC Hariel, é filho de Celso Ribeiro, membro da banda “Raíces da América”. A infância do cantor foi em um ambiente cercado pela música, mas também por drogas. Seu pai morreu por causa de dependência química. Seus tios também tinham vícios e sua mãe era alcoólatra, mas conseguiu sair do vício para cuidar do filho. Hariel contou à Marcelo Taz, em entrevista ao programa “Provoca” da TV Cultura, que sua mãe o incentivou a seguir um rumo diferente dos seus familiares.
O artista antes de fazer sucesso com o funk, em sua adolescência, chegou a trabalhar como entregador de pizza, operador de telemarketing, auxiliar de gesseiro, entre outras profissões.
Hariel começou a carreira musical com 11 anos, mas o sucesso veio aos 15, em 2014, com a música "Passei Sorrindo". Hoje, com 16,7 milhões de seguidores no Instagram e 7,9 milhões de ouvintes mensais no Spotify, Hariel acumula hits como “Lei do Retorno”, “Maçã Verde”, "Vergonha pra Mídia" e “Ilusão Cracolândia”. Seu último projeto, foi o álbum “Funk Superação” trazendo feats de diferentes nichos da cena musical como Gilberto Gil, Kyan, IZA, Péricles e Ice Blue.
Hariel tem uma música em homenagem ao Corinthians, “Manto do Timão”, e em 2021, fez um show na live de comemoração de 111 anos do clube alvinegro. Na ocasião, o cantor evitou cantar a frase “Jack de Maçã Verde” de uma de suas músicas e tirou o símbolo da Lacoste, patrocinadora do funkeiro, do Boné, em respeito ao clube preto e branco cujo rival, Palmeiras, tem o verde como cor principal.
“Não sei quando me tornei corintiano, não sei se nasci corintiano ou se o Corinthians nasceu em mim, só sei que antes de ser corintiano eu não existia. Parabéns Corinthians, obrigado por tudo. De glórias e vitórias, 111 anos. Sempre altaneiro és do Brasil o clube mais brasileiro.” Hariel, horas antes da live, em seu Instagram.
O encontro de Memphis com Hariel se deu por meio do DJ André Nine que, ao saber do interesse do jogador de conhecer artistas brasileiros, convidou Hariel a ir a um estúdio conhecer o jogador. Hariel contou ao Serginho Groisman no programa “Altas Horas” da Globo que foi ao estúdio para conhecer um ídolo, mas encontrou um parceiro de composição.
A sintonia de ambos foi imediata e no dia do encontro, os dois fizeram três músicas que compõem o EP. Memphis também contou no programa que já conhecia o trabalho de Hariel e que juntos, eles têm uma mensagem importante para passar ao mundo.
Memphis tem um apreço pela cultura brasileira e já visitou algumas periferias e favelas do estado de São Paulo. No “Altas Horas”, ele conta que conhece periferias na Holanda e em Gana, mas queria conhecer as do Brasil, por entender que há distinções entre as localidades. Ele complementa que foi bem recebido pelos brasileiros e que, para ele, é importante esse contato com as pessoas.

No EP, embora os artistas sejam de contextos históricos distintos, ambos se ligam no Brasil pelas suas raízes familiares, sociais, culturais e profissionais.
"BRASIL há noites em que derramo lágrimas porque você me permitiu ser eu mesmo sem julgamento e isso me toca profundamente, OBRIGADO. O Brasil me faz perceber que estou me curando de minhas cicatrizes profundas no momento, e essa nova jornada parece um novo começo de vida! Meu primeiro projeto musical com @mchariel é para as pessoas que precisam de cura, para as pessoas que amam música e para todos que querem se unir. Falando com as Favelas está se movendo com o espírito da luz! Estamos todos juntos nisso.” Memphis na última terça-feira (18), em seu perfil do Instagram.














