Colecionando ameaças, o cartunista Renato Aroeira vêm se tornando um destaque entre os artistas que se opõem ao governo de Jair Bolsonaro. Entre charges que associam o Presidente ao nazismo e culpabilizam Bolsonaro pelos recordes de morte decorrentes da Covid-19, Aroeira é alvo de polêmica e admiração.
‘‘Sinto medo o tempo todo. Tenho medo, mas sinto que estou seguro. Existe uma rede de proteção que funciona’’, diz Aroeira, sobre as ameaças de morte que recebe nas redes sociais. O cartunista também é músico e manifestou sua preocupação em divulgar suas apresentações: ‘‘Eu até parei de anunciar meus shows. Parei de dizer onde eu estava tocando. Deixava só pra quem sabia’’.
Entre as polêmicas mais recentes envolvendo Aroeira, a mais famosa ocorreu em junho do ano passado, quando o chargista fez uma ilustração de Bolsonaro ao lado de uma suástica, criticando a gestão do presidente em relação à pandemia. A obra gerou diversos ataques de grupos bolsonaristas na internet e a Polícia Federal chegou a abrir um inquérito contra Aroeira, a pedido do Ministro da Justiça, André Mendonça.
‘‘Pânico. A primeira coisa foi isso. Eu não tenho nem advogado. Depois, 10 advogados, todos pro bono, apareceram. Gente de escritório grande que se colocou à disposição. Eu percebi que já existe uma rede de solidariedade que está funcionando no Brasil’’, diz Aroeira sobre a sua reação à repercussão de seu trabalho. O artista também relatou o apoio da comunidade de cartunistas, que promoveu a campanha #somostodosaroeira com a "Charge Continuada", uma série de mais de quatrocentos desenhos que replicaram a charge inicial de Aroeira. ‘‘Eu usei o símbolo do bem por excelência, que é a cruz vermelha, que tem a ideia de curar e ajudar o próximo, com a ideia da cruz nazista, que é a ideia de mal supremo’’.
A relação de Aroeira com a política, no meio profissional, não foi imediata. O chargista iniciou a carreira no caderno de esportes no Jornal de Minas, por influência do seu pai, que trabalhava na publicação. Durante o governo Geisel, na década de 70, o editor do jornal fez um convite para que ele trabalhasse na seção de política e o cartunista aceitou. Foi a partir de outras experiências, porém, que Aroeira se descobriu politicamente: ‘‘Meu aprendizado com política ocorre no movimento estudantil e na construção da imprensa sindical. Ali, comecei a entender realmente o que era política’’. Sobre a ética de seu ofício, o cartunista também é contundente: ‘‘Você deve ter uma preocupação, assim como um repórter ou um editor quando está escrevendo uma matéria, de ser preciso. O humor simplificado costuma ser muito rasteiro. Homofóbico, sexista, racista. Isso costuma trazer o riso muito mais fácil. O humor tem que tomar cuidado com isso’’.
Em tempos de crítica ao politicamente correto e manifestações de que o ‘‘mimimi’’ está atrapalhando a sociedade, Aroeira tomou partido: ‘‘O meu caminho diz o seguinte: não bater em quem já está apanhando. Eu não vou fazer uma charge criticando uma mulher porque a mulher já vive uma situação de opressão na sociedade...Eu acredito fundamentalmente na ideia de lugar de fala enquanto lugar de ação’’.
Para a surpresa de muitos, em 2021, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles incluiu na maior premiação do cinema não somente produções, mas profissionais multi-étnicos. Ainda que vagarosa, a renovação nos processos de indicações escancara o histórico predominantemente masculino e branco do Oscar.
Por conta da pandemia de Covid-19, a quantidade de obras dos grandes estúdios diminuiu. Enquanto isso, o número de trabalhos distribuídos e produzidos pelas plataformas de streaming aumentou. Isso reflete diretamente na diversidade das indicações, uma vez que permite que outros projetos, mais independentes e inclusivos, ganhem destaque.
Contrariando as tradições, pela primeira vez na história dos Oscars, dentre os oito indicados a melhor filme, três deles são protagonizados por pessoas não brancas (Judas e o Messias Negro, Minari e O Som do Silêncio). Além disso, mais uma vez quebrando um recorde, foram indicados nove artistas não brancos nas categorias de atuação.

Dentre eles, os nomes de Viola Davis e Chadwick Boseman foram os mais aplaudidos. Davis se consagrou como a mulher negra com mais indicações ao Oscar na história. Concorrendo neste ano pela quarta vez, se vencer, ela se torna a primeira mulher negra a ganhar duas estatuetas. Assim como aconteceu com sua colega de cena de A Voz Suprema do Blues, a presença de Boseman nos nomes para melhor ator mostra uma mudança, já que é, também, a primeira indicação póstuma a um artista não branco. Na categoria de melhor diretor, mais uma vez os jurados fugiram do usual. Pela primeira vez duas mulheres foram indicadas no mesmo ano, sendo uma delas asiática. Além disso, o grupo de indicados conta com um coreano-americano.

Apesar da oportuna transformação no comportamento, o histórico não consegue disfarçar a estrutura segregacionista que sustenta a premiação. Nos últimos 20 anos, entre os 100 homens indicados ao prêmio de melhor ator, somente 14 deles eram negros. Já na categoria de melhor atriz, a estatística é ainda pior, visto que apenas quatro eram mulheres negras. Se indicações já são raras, estatuetas são ainda mais. Para os homens, apenas três nessa categoria e para as mulheres, uma vitória solitária.
Para os diretores não brancos e diretoras o panorama é desfavorável também. Se analisados os indicados desde o início da década de 2000, é possível encontrar somente cinco indicações a mulheres e dez a homens que não são brancos. Vitórias para esses dois grupos é um evento incomum. As mulheres contam com apenas uma estatueta, pertencente à americana Kathryn Bigelow, enquanto os homens não-brancos venceram três vezes. Entretanto, vale destacar que nenhum diretor ou diretora negra jamais venceu a categoria.
Essa escassez de reconhecimento é um reflexo da bancada de votantes da Academia, uma vez que é composta predominantemente por homens (68%) e pessoas brancas (84%).
É possível creditar essa renovação à demanda popular. “Olha, historicamente, Hollywood funciona da base da pressão, sobretudo, nos últimos anos, na base da pressão das redes sociais. Então, acho que é importante dizer que são premiações muito sensíveis à opinião pública.” diz Fábio Monteiro, doutor em história social (PUC-SP) e especialista em cinema documentário (EICTV - Escuela Internacional de Cine y Televisión). Monteiro afirma que “[...] quando a sociedade reivindica mais representatividade e pautas de visibilidade, ela questiona o lugar social das minorias e das pessoas subalternizadas, aí a indústria, então, faz questão de se movimentar e de atender. E, por uma razão, dinheiro.”

Essa movimentação da indústria cinematográfica, pouco tem a ver com um exercício de generosidade. Desde 2015, quando surgiu a campanha #OscarSoWhite (Oscar branco demais, tradução livre) a Academia percebeu que precisaria mudar a postura se quisesse continuar lucrando. Em um levantamento da consultoria americana McKinsey, foi observado que Hollywood deixa de faturar anualmente cerca de US$10 bilhões pela falta de representatividade negra no cinema e na televisão. É uma questão de bilheteria e esta, precisa necessariamente dialogar com essa demanda multicultural e multiétnica, caso contrário nem estúdios e nem premiações mantém a engrenagem de rentabilidade que envolve essa indústria.
De acordo com o portal de dados Statista, os lucros de um filme dobram depois de uma indicação ao Oscar. Assim, o problema era um ciclo infinito. Se as produções que antes englobavam as minorias étnicas e socioculturais não recebiam indicações, também não eram lucrativas e por conseguinte, não eram interessantes para os grandes estúdios. Contudo, a procura por esses filmes que eram, até então, desinteressantes e pouco rentáveis aumentou muito.
O sucesso do afrofuturismo de Pantera Negra (2018) é a prova disso. Com mais de US$1 bilhão arrecadado em bilheterias, o filme recebeu seis indicações da Academia e levou três estatuetas para casa. Na prática, a produção atendeu uma demanda popular e somente com isso já embolsaria milhões, porém com as indicações ao Oscar o filme ganhou credibilidade até mesmo com aqueles que não pediam por um super-herói negro nas salas de cinema. Desta forma, entre estúdios, premiações, elenco, equipes de produção e sociedade, todos saíram ganhando e o rendimento de Pantera Negra chegou na casa do bilhão.
Cartunista de destaque em grandes veículos de comunicação do país, como o jornal O Globo e a Revista IstoÉ, o mineiro Renato Aroeira começou sua carreira como cartunista no Jornal de Minas, trabalhando na editoria de esportes. Mais tarde, ele migrou para o campo político, onde permanece até hoje. Aroeira concedeu, no dia 24 de março, uma entrevista coletiva virtual a alunos do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na entrevista, Aroeira fala sobre o início de sua carreira, a importância do seu trabalho para o jornalismo e as principais particularidades e dificuldades da carreira de um cartunista.
Como foi o início da sua trajetória como cartunista?
“Minha trajetória começa no nepotismo (risos), pois meu pai era jornalista do Jornal de Minas e a coluna de esportes era dele. E antes disso, eu comecei ilustrando os livros da minha mãe, que era professora e fazia livros paradidáticos. Alguns anos depois, fiz também as apostilas do meu pai, que era professor de desenho e, posteriormente, trabalhei na coluna de esportes dele. Eu brinco dizendo que é nepotismo, mas na verdade é aquele aprendizado na oficina familiar, pois venho de uma família de desenhistas.”
Como foi o seu processo de mudança entre o jornalismo esportivo e o jornalismo político?
“Quando comecei no Jornal de Minas ilustrando a coluna de esportes do meu pai, o editor geral do jornal gostou dos desenhos e me perguntou se eu queria fazer charge política. Eu não sabia direito fazer isso, mas aceitei. A transição para a política acontece porque havia a tradição de charge política nos jornais, mesmo durante a ditadura militar.”
Vivemos um momento político bastante conturbado e isso pode ser retratado nas charges. Atualmente, qual é o maior desafio para um cartunista na elaboração de charges políticas?
“Quando comecei minha carreira de chargista, eu achava que o humor era simplificação, mas fui percebendo que a simplificação acaba sendo mais injusta do que deveria. O LOR (Luiz Oswaldo Rodrigues), cartunista de Minas e meu antigo professor de charges, dizia que há três coisas envolvidas numa charge: o que você quis dizer, o que você realmente disse e o que as pessoas entenderam daquilo. Então, no meu processo de construção da minha visão de mundo em charge, eu fui complicando mais a charge do que simplificando. Acho que é melhor explicar um pouco mais do que cometer um equívoco.”
Em algum momento da sua carreira você teve problemas com o politicamente correto? Se sim, como você fez para “driblar” essa situação?
“Existem coisas e piadas que, em algum momento da minha vida, eu achei graça, e hoje não consigo mais achar. Então, na verdade, eu penso que, como tudo na minha vida, eu escolhi um caminho. E o meu caminho diz o seguinte: eu não bato em quem está apanhando. Eu não vou fazer charge criticando uma mulher, uma vez que a mulher já vive uma situação de opressão na sociedade. Além de não fazer a charge contra a mulher, contra o índio ou contra o negro, por exemplo, eu também não dou conselhos nas lutas. Então, eu incorporei o politicamente correto dentro de uma maneira mais ampla de ver o mundo que é a seguinte: eu sou um crítico social, e o crítico social tem a função de criticar a estrutura que garante a permanência do que está errado. Essa é a minha visão de crítica. Eu não consigo achar graça em uma piada com negros ou homossexuais, por exemplo, pois essa é a piada do opressor.”
Qual o seu objetivo quando você produz uma charge para o público?
“É a expressão ‘mixed feelings’, que os gringos gostam. Tem muita coisa envolvida. Desde aquela coisa básica do artista, de querer ser notado pelo público, até a necessidade de um papel social. É uma maneira de ver o mundo, mais do que qualquer outra coisa. Quando publico uma charge, eu espero que as pessoas se divirtam, mas que também olhem para aquilo que estou apontando.”
Como que é o processo criativo de uma charge?
“Por um bom tempo, o processo era ler os jornais de manhã, escolher um fato e fazer a charge sobre aquilo. Mas já faz alguns anos que eu já sei mais ou menos o que eu quero dizer, que já tenho uma noção do que estou vendo. Então, eu tento construir uma narrativa dos personagens que eu estou lidando. Hoje em dia, trata-se mais de uma escolha de qual dos fatos eu vou usar para dizer o que eu quero dizer. No começo da minha carreira como chargista, eu ainda não sabia exatamente o que eu queria dizer. Hoje em dia eu tenho uma noção muito mais precisa.”
Qual é o impacto das redes sociais na divulgação das charges?
“Quando eu comecei, a gente recebia cartas. E a carta chegava uma semana depois do fato. Elogiando, xingando, reclamando. Depois isso mudou e eu passei a receber os elogios, os xingamentos e as reclamações por e-mail. Quando a charge saía, ela era de um fato ocorrido 4 dias atrás. Hoje em dia, em menos de meia hora do final de um fato já é possível ter uma charge pronta. Em um período de 30 anos, saímos de uma charge que falava de um fato ocorrido há 3 ou 4 dias, e fomos para uma coisa instantânea. Agora as coisas são em tempo real com praticamente tudo.”
Como é a sua relação com outros cartunistas famosos no cenário brasileiro?
“Os cartunistas, por incrível que pareça, são muito amigáveis e unidos. Já trabalhei na ‘Revista Bundas’ com o Ziraldo (Alves Pinto) e fiz trabalhos junto com o Miguel Paiva. Eu fui músico da banda do Chico e do Paulo Caruso por décadas. Normalmente, apesar de todos se darem bem, o trabalho dos cartunistas é individual, mas eu gosto muito da ideia do trabalho coletivo.”
Com cinquenta anos de carreira, o chargista Renato Aroeira (57) começou aos dezessete anos como ilustrador nos livros de pedagogia da mãe. Nascido em uma família de artistas, com pai e avô pintores, se aproximou da arte desde cedo, o que o levou a virar chargista político.
Após ilustrar os livros de sua mãe, foi trabalhar no Jornal de Minas, onde se tornou ilustrador da coluna de esportes que seu pai escrevia. Depois de um tempo ilustrando a coluna de esportes, foi convidado pelo editor do jornal para fazer charges políticas.
Quando começou como chargista, ainda jovem e durante a ditadura militar, achava que o humor vinha da simplificação. Com o tempo percebeu que a simplificação acaba sendo injusta, e da origem para diferentes interpretações. “O humor simplificado costuma ser homofóbico, racista, sexista. Tem muitos preconceitos da sociedade embutidos, por que costuma trazer o riso mais fácil. O chargista tem que tomar cuidado com isso.”
Houve muitas mudanças ao longo de sua carreira, e hoje não vê graça nas mesmas coisas de antigamente. Para aperfeiçoar suas críticas foi necessário muito estudo. “O meu aprendizado de política ocorre no movimento estudantil e na reconstrução da imprensa sindical. A partir dai, eu parei de simplesmente fazer uma charge política que os jornais tinham e comecei a entender realmente o que era política.”
Hoje em dia não gosta de usar o seu espaço para fazer piadas com minorias, e segue a linha do “politicamente correto” na criação de suas charges. “Não só incorporei o politicamente correto, como o lugar de fala dentro de uma maneira mais ampla de ver o mundo: eu sou um crítico social, e o crítico social tem a função de criticar o sujeito que engana a população”.
Com cerca de quinze a vinte charges feitas semanalmente, Aroeira deseja que as pessoas reflitam em cima das suas críticas, mas não espera que as charges resolvam algum problema social ou provoquem alguma revolução.
Renato Aroeira é chargista, caricaturista e músico. Sua história na charge política começa no Jornal de Minas. De lá para cá, já alcançou alguns destaques por seus trabalhos críticos, como a conquista de uma edição especial do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, um dos mais importantes prêmios da comunicação brasileira. Suas artes são publicadas no site Brasil 247 e em suas redes sociais.
Em entrevista aos alunos do curso de jornalismo da PUC de São Paulo, Aroeira afirmou acreditar na mídia livre e disse que a charge é uma forma de expressar opinião e divertir o público, mas que isso não pode ser feito de qualquer jeito.
“Na charge, você deve ter a mesma preocupação que um repórter tem com uma matéria, que é de ser preciso com o que você está dizendo. Se for uma coluna de opinião, que fique claro que é de opinião. A charge é de opinião. Então, é claro que aquilo é a minha opinião. Os elementos que consideram essa opinião estão dentro da charge. O humor simplificado tende a ser um humor muito rasteiro e tende a trazer um sorriso muito mais fácil. Prefiro complicar”, disse.
Historicamente, a forma de a charge chegar até o público sofreu grandes transformações. Não seria diferente, já que a evolução dos meios de comunicação mudou a maneira de se comunicar no mundo. Aroeira falou sobre como essa mudança impactou nos feedbacks do trabalho. Hoje, por meio da internet, suas produções são alcançadas por milhares de pessoas.
“Os comentários aparecem instantaneamente. Isso é toda diferença do mundo. No período de 30 anos, você fazia uma charge que falava de uma coisa de três, quatro dias atrás e era comentada com uma semana depois, ou seja, dez dias no processo, para uma coisa instantânea. Então, agora, é em tempo real”, completou.
Por seu estilo um tanto ousado, o cartunista, de 66 anos, já sofreu ameaças e foi até acusado de calúnia. Em 2020, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, solicitou a abertura de inquérito contra Aroeira, devido à publicação de uma charge que usa a suástica nazista para se referir ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mas essas são só algumas das polêmicas envolvendo o artista.
Em meio ao caos da pandemia de coronavírus, Renato Aroeira se destaca por suas charges, que mostram o comportamento do governo brasileiro no cenário da crise sanitária. Os desenhos do chargista revelam o posicionamento negacionista das autoridades nacionais. Embora ele diga que “nem de longe é o chargista quem muda o mundo”, Renato Aroeira compartilha indignações representadas por meio de caricaturas.
“Eu já faço isso há mais de 40, 50 anos. A charge é uma maneira de ver o mundo, antes de qualquer outra coisa. O que eu espero, quando eu publico uma charge, é que as pessoas se divirtam, mas que olhem para aquilo que eu estou apontando, que gostem de mim, mas que também entendam que a minha charge é para fazer rir, mas ela também tem um gosto amargo, no geral”, finalizou.














