Na segunda-feira (30), o segundo volume da trilogia biográfica de Lula chegou às livrarias com direito a sessão de autógrafos na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi, em São Paulo (SP). Publicado pela Companhia das Letras, o livro escrito por Fernando Morais abrange, com detalhes inéditos, o período de 1982 a 2002, cobrindo a redemocratização, as Diretas Já, o Plano Real até chegar à primeira vitória presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula.
Divulgação/Companhia das Letras
Na obra, que conta com mais de 300 páginas, Morais reafirma o lado negociador do presidente. Segundo o autor, em entrevista para o UOL, Lula é alguém "capaz de distribuir patadas e depois abraçar, soprar e morder ao mesmo tempo". O livro aborda as derrotas do presidente, a reorganização do Partido dos Trabalhadores, o impeachment de Collor, a experiência formativa das Caravanas da Cidadania e diversas informações dos bastidores destes e de outros acontecimentos marcantes da política brasileira.
O evento que teve início às 19h, reuniu figuras importantes da esquerda brasileira como Luiza Erundina, Eduardo Suplicy, Juliano Medeiros, José Dirceu, Luna Zarattini, José Genoino e Nabil Bonduki. Com fila que se estendeu para fora da livraria, Morais recebia calorosamente cada um de seus leitores, contando histórias e revendo velhos amigos.
SOBRE O AUTOR
Divulgação/Companhia das Letras
Nascido em 1946, o mineiro Fernando Morais é jornalista e escritor. Ao longo da carreira, trabalhou no Jornal da Tarde, na revista Veja e em outras publicações da imprensa brasileira. Foi quatro vezes vencedor do Prêmio Abril de Jornalismo e três vezes do Prêmio Esso. Autor de livros como “Olga”, “Os últimos soldados da Guerra Fria” e "Corações sujos", Morais também atuou na política, como deputado e secretário da Cultura e da Educação do Estado de São Paulo.
O segundo dia do Lollapalooza Brasil 2026, no último sábado (21), reuniu mais de 85 mil pessoas no Autódromo de Interlagos e foi marcado pelas apresentações dos headliners Chappell Roan, Skrillex e Lewis Capaldi - que agitaram o público com performances intensas e emocionantes. O festival reuniu nomes do pop, indie e eletrônico em seus palcos marcados pela energia e pela forte conexão com a multidão.
Desde a abertura dos portões até o início da tarde, os fãs de Chappell Roan já marcavam presença na multidão, criando um mar de pessoas vestidas em tons de rosas e com maquiagens elaboradas. Dona de sucessos como ‘Pink Pony Club’, a cantora agitou o público trazendo pela primeira vez sua turnê “Vision of Damsels & Other Dangerous Things” para solo brasileiro.
Chappell também interagiu com o público, dizendo ter visto o show de Lady Gaga na Praia de Copacabana, em maio do ano passado, alegando que, após isso, também quis vir para o Brasil. O show da cantora norte-americana chamou atenção pela forte presença de palco e estética camp, com forte influência da cultura drag e da referência pop retrô.
A artista entregou uma performance envolvente, com figurinos elaborados e interação constante com o público, que acompanhou em coro seus principais sucessos. Chappell Roan então, deixa marcado na história do Lolla, um show repleto de polêmicas, músicas dançantes e uma plateia animada com seu espetáculo.
No entanto, a passagem da cantora pelo Brasil também foi marcada por uma polêmica nas redes sociais, envolvendo sua interação com a enteada de Jorginho, jogador do time de futebol brasileiro Clube de Regatas do Flamengo e também filha do ator Jude Law. O episódio começou após o jogador relatar, em seu perfil do Instagram, uma situação envolvendo sua família em um hotel na véspera do festival.
Segundo ele, a esposa e a filha foram abordadas por um segurança da equipe de Chappell Roan, o que gerou sua insatisfação e rapidamente circulou entre fãs e páginas de entretenimento, provocando interpretações divergentes sobre a atitude da artista.
Enquanto parte do público saiu em defesa de Chappell Roan, destacando o tom descontraído da situação, outros internautas criticaram o ocorrido, apontando falta de sensibilidade com seus fãs. A repercussão ganhou força ao longo do dia do festival, ampliando o debate nas redes sociais e evidenciando como momentos fora do palco também influenciam a imagem pública do artista.
Diferente de Chappell Roan, que apresentou músicas agitadas e acaloradas, Lewis Capaldi trouxe para os palcos do Lolla, seu vocal mais angelical e seu repertório vasto de músicas românticas e delicadas. Com seu hit ‘Someone you loved’, o cantor emocionou o público e fez com que todos o acompanhasse na letra da música, formando um lindo coro coletivo.
O momento ganhou ainda mais relevância diante do histórico de saúde do cantor, Lewis passou pelo tratamento para sua síndrome de Tourette, que fez com que ele interrompesse sua agenda de shows por um período indeterminado. Após o afastamento para a recuperação, sua volta aos palcos representou um novo início guiado pelo respeito e consideração aos limites de seu próprio corpo, fazendo com que todos se lembrem de que a saúde vem em primeiro lugar.
Sonny John Moore, mais conhecido como Skrillex, também marcou presença no palco do Lollapalooza. O artista já pode se considerar veterano do festival, já que ele é o DJ que mais se apresentou no Lolla, mas de qualquer forma, ele segue surpreendendo o público. Skrillex é dono de um som marcante e barulhento, que faz qualquer público tremer com suas batidas, e não foi diferente no segundo dia do festival.
Skrillex pode ser considerado ideal para festivais desse nível, já que ele é capaz de animar qualquer público. Iluminando a noite de sábado com lasers e iluminações diferentes e brilhantes, o show foi carregado de funk, fazendo com que o público se envolvesse ainda mais em sua performance. O DJ norte-americano focou em animar a galera, utilizando o microfone raramente, apenas para um “obrigado” ao encerrar o show.
Com uma programação diversa e momentos que foram do impacto visual à emoção, o segundo dia de Lollapalooza Brasil 2026 consolidou a força do festival ao reunir grandes nomes da música e um público engajado. Entre performances marcantes e repercussões além dos palcos, o sábado reforçou o papel do evento como um dos principais espaços de encontro entre diferentes estilos, gerações e experiências no cenário musical atual.
O festival iniciou seu primeiro dia no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com um público de cerca de 100 mil pessoas e ingressos esgotados. A sexta-feira (20) teve como headliner a cantora Sabrina Carpenter, além de nomes como Doechii, Deftones, Interpol e o DJ Kygo.
Após a abertura dos portões, o público começou a ocupar os diferentes palcos do festival desde o início da tarde, acompanhando apresentações que transitaram entre o pop, o rock, o indie e a música eletrônica. Ao longo da jornada, artistas nacionais e internacionais se revezaram na programação, mantendo o público engajado e reforçando a proposta plural do evento.
Sabrina Carpenter fez o show mais aguardado da noite. A “loirinha", como é chamada pelos fãs, reuniu milhares de pessoas para sua apresentação no Lolla. A cantora norte-americana trouxe a estrutura de sua turnê internacional "Short n’ Sweet", para o palco Budweiser do Lolla: uma enorme escadaria, com uma cama em formato de coração e suas iniciais S e C penduradas. Sabrina também usou dois figurinos durante a apresentação de suas músicas, um conjuntinho de cropped e saia verde e um collant amarelo, representando as cores do Brasil.
A artista apresentou 17 músicas, incluindo suas faixas mais famosas “Please, Please, Please”, “Taste”, “Manchild” e “Espresso”. Ela também realizou a tradição de todos os shows, que consiste em “prender” alguém da plateia com uma algema felpuda cor de rosa antes de sua música “Juno”. A intenção é passar uma ideia de “estou dominando você”, o que conversa diretamente com o significado da música. No Lollapalooza Brasil, a escolhida foi a cantora Luísa Sonza.
Sabrina se surpreendeu com a energia dos fãs, que gritaram para ela e cantaram suas músicas em um coro acompanhado pelo barulho de leques durante a música “Nobody’s Son”.
Além de Sabrina Carpenter, Doechii, Deftones e Kygo também foram destaque do primeiro dia de Lolla. Doechii, rapper e cantora norte-americana, trouxe para o palco do Lolla muita dança e uma forte presença de palco, levantando o público, logo no início da noite.
A cantora trouxe para o palco principal algumas de suas faixas mais famosas como “Anxiety”, “Nissan Altima” e “Denial Is a River”. Entretanto, alguns fãs relataram nas redes sociais que o som do palco estava com graves mais baixos do que o esperado, o que teria atrapalhado um pouco a experiência. Mesmo assim, a apresentação foi animada e envolvente.
Kygo é um DJ e produtor norueguês muito conhecido no cenário da música eletrônica. Ele criou o estilo Tropical House, uma mistura de batidas eletrônicas com melodias leves e praianas. Com uma apresentação realizada no final da noite no Palco Perry’s by Fiat, o artista trouxe um clima mais dançante e relaxado, fechando o dia com uma vibe mais tranquila e positiva. Ele animou o público com seus hits “Firestone” e “Stole the Show”.
Já a banda norte-americana de metal alternativo e nu-metal Deftones retornou ao Brasil, após mais de 10 anos sem tocar no país. Eles trouxeram seu tradicional som pesado, tocando as músicas com guitarras poderosas e os vocais marcantes do vocalista Chino Moreno. O show da banda foi um dos mais “explosivos” do primeiro dia de festival, contando com clássicos e novas sonoridades como "Be Quiet and Drive" (Far Away), "Change" (In The House of Files) e "My Own Summer" (Shove It).
Estrutura do festival
O autódromo de Interlagos se encheu de poças de água e lama, por conta da forte chuva do dia anterior, na capital paulista. Apesar do primeiro dia não ter sido afetado pela chuva, uma série de problemas de logística foram notados. Houve relatos de movimentação grande de pessoas pelos palcos, além de correria generalizada na abertura dos portões e retenção na saída pelos seguranças.
Além dos foods trucks e quiosques, o evento contou também com bares e bastante disponibilidade de água. Os looks chamaram atenção. As pessoas investiram em roupas coloridas, com brilho e estética de festival, muitos inspirados em artistas. A organização do festival também preparou o transporte. Metrôs e trens funcionaram 24 horas, o que não impediu o alto número de reclamação sobre as filas extensas.
O festival continuou no sábado (21) e no domingo (22), reunindo novos artistas e diferentes estilos musicais em Interlagos. Depois de um primeiro dia de grande adesão do público, a programação manteve a atmosfera vibrante que marcou o início da edição de 2026.
Na última terça-feira (17), foi lançado o trailer de "Duna: Parte Três", a conclusão da trilogia de mesmo nome. Assim como nos outros dois longas, a direção de Dennis Villeneuve e elenco de peso se mantém no filme que estreia no dia 17 de dezembro deste ano.
Com Timothee Chalamet, Zendaya, Anya Taylor-Joy, Robert Pattinson e muitos outros atores renomados, o filme adapta o livro “O Messias de Duna” (Frank Herbert), o segundo da franquia de 23 livros.
O longa irá acompanhar Paul Atreides (Timothee Chalamet) após sua ascensão como Imperador. A trama foca no peso de seu governo, a guerra santa e o relacionamento com Chani (Zendaya) e Irulan (Florence Pugh).
A saga não é aclamada apenas pelo público, mas pela crítica também. O primeiro filme saiu com várias estatuetas: 6 do Oscar, 5 do BAFTA e 1 Globo de Ouro. A sequência, apesar do sucesso com os fãs, não agradou tanto nas premiações, com apenas 2 prêmios no Oscar e no BAFTA.
“Duna: Parte Três” estreia nos cinemas dia 17 de dezembro. Veja o trailer abaixo:
O primeiro grupo de K-pop na line-up do Lollapalooza Brasil se apresentou no Terra-SP, na última quinta-feira (19), para um público de aproximadamente 3 mil pessoas. O sideshow antecedeu a apresentação do RIIZE no festival, no sábado (21).
Anton, Wonbin, Shotaro, Sungchan, Eunseok e Sohee subiram ao palco com a casa cheia. Os BRIIZEs — nome dado aos fãs do grupo — cantaram as músicas do início ao fim e mostraram a energia do público brasileiro.
Antes do Brasil, os artistas já haviam experimentado a atmosfera da América Latina ao realizarem uma apresentação no Lollapalooza Argentina, no dia 14 de março, e na edição do festival no Chile, no dia 15.
Um dos integrantes do grupo desenvolveu uma conexão especial com o Brasil, mesmo antes de pisar aqui pela primeira vez. Ele mencionou, em entrevista ao programa “The Noite com Danilo Gentili”, que, na infância, tinha um amigo filho de uma brasileira e que, desde então, já teve contato com a cultura do país. O programa foi ao ar na quarta-feira (18).
Com a palavra saudade gravada em seu microfone, “Antônio” — como ele mesmo se apresentou no show — é fã de bossa nova e cantou um trecho de “Águas de Março” em português durante a apresentação.
Na primeira canção, “Siren”, os membros do grupo subiram ao palco com uma coreografia explosiva e mostraram ao público como uma rotina rigorosa de ensaios faz diferença em uma turnê.
Ao longo do show, os integrantes do RIIZE apresentaram seus maiores sucessos, como “Talk Sexy”, “Get a Guitar” e “Boom Boom Bass”, além das mais recentes “Bag Bad Back” e “Fame”. O evento durou cerca de 1h20, e a música de encerramento foi “Fly Up”.
Durante a passagem pelo Brasil, os artistas conheceram pontos turísticos da cidade de São Paulo, como o Beco do Batman, localizado na Vila Madalena, Zona Oeste da capital.
O grupo também foi ver pessoalmente uma homenagem a eles na Roda Rico — a maior roda-gigante da América Latina — no Parque Cândido Portinari. No mesmo dia, os integrantes do RIIZE ainda assistiram ao show de Sabrina Carpenter, headliner do Lollapalooza Brasil, na sexta-feira (20).