O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresenta aumento moderado, com destaque para os grupos de Transportes e Alimentação.
por
Marcello R. Toledo
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15/08/2023 - 12h

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação no Brasil, registrou uma variação de 0,12% no mês de julho. O número representa um acréscimo de 0,20 ponto porcentual em relação à taxa de junho, que havia sido de -0,08%. No acumulado do ano, o IPCA apresenta uma alta de 2,99%, e nos últimos 12 meses, a variação é de 3,99%, superando os 3,16% registrados nos 12 meses anteriores. Em julho de 2022, a variação havia sido de -0,68%.

O IPCA  é uma ferramenta crucial para avaliar a evolução dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, ele serve como um indicador da inflação enfrentada e é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abrangendo diversas regiões metropolitanas do país, além de algumas cidades específicas.

Em linhas mais claras, o IPCA desempenha o papel de espelho do custo de vida experimentado por essa parte da população. Dessa forma, ele captura as variações de preços em uma variedade de produtos e serviços, permitindo que as autoridades econômicas, consumidores e demais interessados compreendam as tendências inflacionárias em diferentes partes do Brasil.
 

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Setores em Destaque

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IPCA, cinco apresentaram alta no mês de julho. O grupo de Transportes teve o maior impacto, com 1,50% de variação e contribuição de 0,31 ponto porcentual. Nesse grupo, os preços da gasolina tiveram um aumento notável de 4,75%, sendo o item com maior contribuição individual para o índice do mês. Itens como gás veicular (3,84%) e etanol (1,57%) também tiveram alta, enquanto o óleo diesel apresentou uma queda de 1,37%. Passagens aéreas (4,97%) e automóveis novos (1,65%) também contribuíram para o aumento no grupo.

Em contrapartida, o grupo de Alimentação e Bebidas apresentou uma queda de 0,46%, com impacto de -0,10 ponto porcentual no índice. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pela redução nos preços da alimentação no domicílio (-0,72%), destacando-se quedas em produtos como feijão-carioca (-9,24%), óleo de soja (-4,77%), frango em pedaços (-2,64%), carnes (-2,14%) e leite longa vida (-1,86%). Por outro lado, as frutas tiveram aumento de preço, com destaque para banana-prata (4,44%) e mamão (3,25%).

No grupo de Habitação, a taxa de -1,01% impactou o índice em -0,16 ponto porcentual. A maior contribuição para essa variação veio da energia elétrica residencial, que registrou queda de 3,89% devido à incorporação do Bônus de Itaipu (um desconto de até R$ 15 na conta de luz individual em residências de classes residencial e rural, que tiveram ao menos um mês, em 2022, consumo faturado inferior a 350 KWh) nas faturas emitidas em julho. A taxa de água e esgoto (0,18%) registrou alta devido a reajustes em algumas regiões.

Variações Regionais 

As variações regionais também tiveram impacto no IPCA de julho. Porto Alegre foi a região que apresentou a maior variação, com 0,53%, devido ao aumento do preço da gasolina (6,98%). Belo Horizonte teve a menor variação, registrando queda de -0,16%, influenciada pelas quedas nos preços dos ônibus urbanos (-17,50%) e na energia elétrica residencial (-4,23%).

INPC e Outros Indicadores

Além do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também foi divulgado (o Índice também mede a variação de preço de determinados produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras, entretanto num recorte menor que o IPCA - considera rendimentos de 1 a 5 salários mínimos). O INPC registrou uma variação de -0,09% em julho, mantendo-se próxima à taxa de -0,10% observada no mês anterior. No acumulado do ano, o INPC acumula alta de 2,59%, e nos últimos 12 meses, a variação é de 3,53%, acima dos 3,00% registrados nos 12 meses anteriores.

Os números do IPCA e INPC demonstram que a economia brasileira segue passando por oscilações, com impactos variados nos diferentes setores e regiões do país. A análise detalhada desses indicadores é essencial para entender as dinâmicas econômicas em curso e tomar decisões informadas sobre investimentos e consumo.

Nota: Os dados e informações presentes nesta matéria foram fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são referentes ao mês de julho de 2023. A análise dos indicadores deve considerar a conjuntura econômica e as possíveis variações ao longo do tempo

Seleção alemã faz 6 a 0 em jogo marcado por erros individuais e aplica maior goleada da Copa do Mundo até o momento.
por
Gusthavo Sampaio
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24/07/2023 - 12h

Na madrugada desta segunda-feira (24), Alemanha e Marrocos estrearam na Copa do Mundo Feminina FIFA 2023, em confronto pelo Grupo H. O primeiro jogo entre as equipes na história ocorreu no Estádio Melbourne Rectangular, na Austrália. A Alemanha, que nunca perdeu em uma estreia de Copa, manteve a marca e atropelou as estreantes marroquinas em um jogo que terminou 6 a 0.

 

Foto do elenco pré-jogo
Foto das jogadoras titulares na estreia alemã homenageando Carolin Simon. Foto: Reprodução/Twitter/DFB_Frauen

 

A seleção alemã iniciou sua jornada na Copa do Mundo homenageando a jogadora Carolin Simon, que foi cortada da convocação final após romper os ligamentos do joelho no último amistoso pré-copa contra a Zâmbia. Na foto em grupo do pré-jogo, as jogadoras posaram segurando uma camisa com o número 2 e o nome Simon.

Após o soar do apito, não demorou para as favoritas abrirem o placar. Com uma marcação alta logo de início, as alemãs não deram fôlego para as marroquinas e, aos 11 minutos, a capitã Alexandra Popp abriu o placar cabeceando livre na entrada da pequena área. A jogada começou com um erro da saída de bola da zagueira de Marrocos, que entregou a bola para a meia Jule Brand. Brand tocou na linha de fundo para a zagueira Hendrich que levantou a bola na área para Popp, de cabeça, mandar a bola para o fundo da rede.

Após o gol, a Alemanha manteve a posse e empurrou as marroquinas para seu campo de defesa, não sofrendo perigo durante a maior parte do primeiro tempo. Aos 39 minutos, após escanteio cobrado por Klara Buhl, Popp, novamente de cabeça e na pequena área, ampliou o placar para as alemãs.

O panorama durante o primeiro tempo foi positivo para a Alemanha, que sofreu somente um chute a gol e dominou a maior parte da posse de bola. Alguns erros na saída de bola geraram contra-ataques para as marroquinas, mas nenhum se concretizou. Apesar do panorama positivo, as germânicas subiram o nível na segunda etapa.

O segundo tempo começou com um gol relâmpago: Klara Buhl roubou a bola logo após um erro de passe segundos depois do apito inicial e finalizou a jogada que ela mesma construiu. O chute acertou na trave e, na sobra Buhl, apareceu e faz o terceiro. Pouco tempo depois do gol, Buhl teve outra chance clara de finalização, mas o chute parou na trave. O começo de segundo tempo alemão foi implacável, com menos de 10 minutos depois do terceiro, saiu o quarto gol. Na sobra de um cruzamento, Svenja Huth levantou na área a bola que foi cabeceada para o gol pela zagueira marroquina Hanane Ait El Haj, marcando contra.

O passeio continuou e a blitz alemã pelo quinto gol não parou até marcar. Aos 34 minutos, em mais um cruzamento alemão, a goleira Khadija Er-Rmich afastou contra a zagueira Yasmin M’Rabet, que marcou o segundo gol contra marroquino, e quinto da Alemanha. Quatro minutos após o gol, a capitã Alexandra Popp foi substituída, na caminhada até o banco de reservas foi ovacionada pelos torcedores. Mesmo com uma ampla vantagem no placar, as alemãs não colocaram o pé no freio. Aos 90 minutos, Lena Lattwein finalizou uma bola que, ao ser defendida pela goleira Er-Rmichi, sobrou nos pés da atacante Lea Schuller, que marcou o sexto e fechou a conta.

Como esperado, a seleção bicampeã do mundo não teve dificuldades em seu primeiro jogo, mas surpreendeu pela elasticidade da vitória. A Alemanha dominou o jogo do início ao fim, e terminou com 74% da posse de bola e 16 chutes no total, 7 desses no gol. Todo esse domínio sem a presença de uma das maiores jogadoras do elenco, Lena Oberdorf, poupada por conta de uma lesão.

 

Disputa de bola entre duas jogadoras durante o jogo
Sara Dabritz (esquerda) e Ghizlane Chebbak (direita) disputando a bola durante o jogo. Foto: Reprodução/Twitter/EnMaroc

 

Por outro lado, as marroquinas viveram um dia para ser esquecido. Em sua estreia pela Copa do Mundo, tiveram uma péssima atuação individual e coletiva, marcada principalmente pelos erros defensivos. Ainda no primeiro tempo, a postura de contra-atacar adotada pela equipe foi completamente suprimida, chutando apenas uma vez ao gol na primeira etapa. No final, quatro gols marcados pela Alemanha tiveram início a partir de erros diretos da defesa marroquina. Com essa derrota, o Marrocos vive uma sequência de 5 jogos sem vencer.

A seleção Marroquina volta a campo no domingo (30), para enfrentar a Coreia do Sul e continuar na luta pela classificação, às 01h30 (horário de Brasília). As alemãs jogam no mesmo dia contra a Colômbia, às 06h30 (horário de Brasília), para tentar garantir a classificação para a fase eliminatória.

Se não fosse sofrido, não era Argentina. Nos pênaltis a albiceleste derrota a França e é campeã mundial pela terceira vez na história
por
Fabrizio Delle Serre
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20/12/2022 - 12h

Após 36 anos de espera, os hermanos enfim comemoraram. A Argentina é tricampeã da Copa do Mundo. No último domingo (18) às 12h, o Lusail Stadium recebeu uma das melhores finais já vistas da história do torneio mundial.

 

Lionel Messi foi decisivo, Kylian Mbappé marcou um hat-trick, porém, não foi suficiente. Nos pênaltis, a Argentina bateu a França e ficou com o troféu mais cobiçado do futebol, que tem uma nova capital pelos próximos 4 anos: Buenos Aires.

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Jogadores argentinos comemorando o tricampeonato mundial. Foto: Divulgação / FIFA

 

A decisão da Copa foi em um jogo eletrizante. Para os amantes do futebol foi mais um motivo para se apaixonar pelo esporte. A raça e a entrega dos argentinos foi recompensada. O mundo é azul e branco.

 

A Copa do Mundo de 2022 acabou. Com direito a um encerramento de gala. Diego Armando Maradona, viu e vibrou lá do céu com os “muchachos”, campeões do mundo. A comando do novo deus albiceleste: Messi.

 

Destaque também para Di Maria. O camisa 11 voltou ao time titular de Lionel Scaloni e correspondeu. Sofreu pênalti e balançou as redes.

Primeiro Tempo

A final iniciou com as equipes tensas e com entradas mais duras por ambos os lados. Os franceses até tiveram certo domínio, porém, erraram passes e estavam nervosos.

 

A Argentina percebeu o abalo emocional do adversário e tomou conta da partida. Os hermanos ditaram o ritmo da primeira etapa. Aos 20 minutos, Dembelé derrubou Di Maria dentro da área e o pênalti foi marcado.

 

Lionel Messi foi para a bola. Respirou, bateu e estufou a rede. Bola para um lado, Lloris para o outro, o placar estava aberto, 1 a 0 Argentina.

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Messi na cobrança de pênalti que abriu o placar da decisão. Foto: @EPA / Toga Bozoglu

Além do gol, Messi naquele momento se tornava o artilheiro da competição com 6 gols, deixando para trás Mbappé.

 

Mesmo com o placar aberto, a França parecia que ainda estava no vestiário. A Argentina continuou dominando a partida. O objetivo era o segundo gol.

 

Aos 35 minutos em um erro de Upamecano os hermanos partiram para o contra-ataque. Uma linda jogada. Mac Allister tocou para Messi que passou para Julián Álvarez. O atacante lançou pelas costas da linha de defesa francesa.

 

Mac Allister recebeu e ajeitou para Di Maria que bateu na saída de Llorris. 2 a 0 e a partida parecia estar definida.

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Di María aprontou das suas mágicas e só tirou de Lloris para marcar o segundo gol
@FRANCK FIFE / AFP

Ao final dos primeiros 45 minutos, o domínio era total da equipe de Scaloni. Ganhavam nas estatísticas e no placar. Os franceses ainda não haviam finalizado.

Segundo Tempo

O segundo tempo começou e o controle argentino ainda era nítido. Assim como na primeira etapa, as ações ofensivas eram sempre direcionadas ao gol de Llorris.

 

A Argentina teve a chance de ampliar: De Paul de voleio aos 3 minutos e com Julián Álvarez aos 13. Ambas as chances pararam nas mãos do goleiro francês.

 

Aos 22 minutos, a primeira finalização da França foi realizada. Kolo Muani de cabeça. A tentativa não levou perigo algum ao gol de Martinez.

 

O jogo foi avançando e a França parecia estar entregue. Era questão de tempo para o fim da fila de 36 anos dos hermanos longe do topo do mundo.

 

Faltavam 12 minutos para o fim do tempo regulamentar, até que Otamendi derrubou Kolo Muani dentro da área. Pênalti para a França. Tensão total no Lusail Stadium.

Então, a estrela de Kylian Mbappé começou a brilhar.

 

O garoto de 23 anos com muita frieza foi para a cobrança da penalidade máxima. Correu, bateu e diminuiu, 2 a 1.

 

A Argentina entrou em curto-circuito. Após 1 minuto do primeiro gol francês, Kylian Mbappé recebeu um bom passe de Thuram. O camisa 10 em um lindo chute de perna direita balançou a rede novamente. Tudo igual. 2 a 2

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Finalização de Mbappé que colocou a França de volta na final. Foto: @EPA / Toga Bozoglu

 

O juiz apitou o final dos 90 minutos.  Os argentinos estavam tentando entender o que havia acontecido, enquanto os franceses haviam feito uma revolução em menos de 5 minutos.

Empate? Mais 30 minutos!

Haja coração, amigo! A prorrogação foi simplesmente encantadora. Os primeiros 15 minutos foram tensos. Com chances para os dois lados, mas sem efetividade tanto da Argentina quanto da França.

 

A única boa chance dos hermanos no primeiro tempo foi no chute de Lautaro, que foi travado por Upamecano. No rebote Montiel finalizou, mas Varane afastou de cabeça.

 

Lautaro teve nos acréscimos outra oportunidade de desempatar, mas bateu para fora e desperdiçou.

 

Os 15 minutos finais foram emocionantes. Com quase 3 minutos, Lautaro finalizou e Lloris deu o rebote. Lionel Messi estava no lugar certo e na hora certa.  Dessa vez, de perna direita o camisa 10 tirou o empate do placar. 3 a 2, os hermanos estavam de novo na frente.

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Segundo gol de Messi na decisão. Foto: Tarso Sarraf / O Liberal

Os minutos passavam, o fim estava se aproximando e a Argentina estava próxima da tão sonhada conquista da Copa do Mundo. Mas, Mbappé ainda estava em campo e não facilitou para a albiceleste.

 

Há pouco mais de 4 minutos do fim, o garoto bateu e a bola tocou no braço de Montiel que estava dentro da área. Mais um pênalti para a equipe de Deschamps.

 

Novamente, Mbappé na cobrança. O craque do PSG deslocou o goleiro Martínez para empatar a partida, 3 a 3. O futebol viveu naquele momento sua emoção no estado mais puro. Além do gol, o francês se tornou o artilheiro da competição com 8 gols.

 

Na última chance  dos franceses, Kolo Muani ficou cara a cara com Martínez. O goleiro Argentino defendeu com o pé. Dibu foi brilhante e salvou a seleção de mais um vice.

Pênaltis

Com o empate na prorrogação, a Copa foi decidida nas penalidades máximas pela terceira vez em sua história. Os franceses iniciaram a disputa. Mbappé converteu.

 

Na sequência, Lionel Messi abriu as penalidades para os argentinos e também balançou as redes.

 

Martinez pegou a cobrança de Coman, acertando o canto escolhido pelo francês. A taça estava saindo de Paris com rumo a Buenos Aires.

 

Dybala fez o dele, bateu no meio com segurança. O próximo pênalti foi cobrado por Tchouaméni, o meia do Real Madrid bateu pra fora. Comemoração de Dibu com direito a dancinha.

 

Na sequência, Paredes converteu. Kolo Muani não desperdiçou e a França ainda estava viva.

 

29 de junho de 1986. Essa data ficou marcada na história dos Argentinos. Montiel tinha que fazer para acabar com a espera de 36 anos. O Tricampeonato estava próximo.

 

Montiel correu, bateu e fez. Argentina tricampeã do mundo.

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Argentina Campeã do Mundo. @EPA / Friedemann Vogel

A Terceira estrela e Messi

18 de dezembro de 2022. Um novo feriado para os argentinos. Uma data histórica para Lionel Messi que fez a ilusão virar realidade. O ET conquistou o único troféu que faltava em sua vitoriosa carreira.

 

35 anos de idade. Dores de 2014, 2015 e 2016 com 3 vices consecutivos. Acabou. Lionel Messi provou para si e para o mundo que ainda é o melhor.

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Messi levantando a principal taça do futebol. Foto: Divulgação / FIFA

Gênio, divino, predestinado. Como definir quem conseguiu superar Maradona? O mundo é da Argentina pela terceira vez, a estrela de número 3 finalmente foi costurada no escudo albiceleste.

 

Duas delas foram a comanda de D10S, que agora passa seu bastão para um imortal na Argentina e no mundo do futebol: Lionel Messi.

 

1978, 1986, 2022. Tricampeões, os muchachos conseguiram conquistar o mundo. A taça voltou para Buenos Aires. A terra de Diego y Lionel tem o mundo novamente. Os Argentinos não precisam mais “ilusionar”, o título é realidade. 

 

 

Meu pai estava errado sobre muitas coisas, esta é uma delas
por
Bianca Novais
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20/12/2022 - 12h

Na primeira vez que fui ao estádio, eu já era adulta. Para meu pai, o estádio não era lugar de menina. E para nossa situação financeira, o estádio também não era exatamente o lugar do meu pai. Parece um clichê da internet, não é? Tal lugar não é lugar de mulher. O pior é que existe na vida real e a gente acredita. Eu acreditei por muitos anos.

Mesmo vendo a Rainha Marta ser a melhor futebolista do mundo cinco vezes seguidas, a maior artilheira das seleções brasileiras, a primeira atleta a marcar gols em cinco edições de Copa do Mundo da FIFA.

Mesmo vendo Formiga ser a única pessoa a ter participado de sete Copas do Mundo e de sete Olimpíadas, a que mais vezes entrou em campo com a amarelinha.

Mesmo vendo Cristiane se tornar a maior artilheira das Olimpíadas, vencer a primeira edição feminina da Libertadores, ao lado de Marta, e ser artilheira também desta competição.

Todas mulheres pretas, como eu.

Apesar de ver, eu não enxergava. Muito por isso fiquei assustada e apreensiva com o convite do amigo Luan Leão para tocar o barquinho da cobertura da Copa do Mundo pela AGEMT, com ele e o inenarrável Bruno Scaciotti.

Se meu lugar não era nem no estádio, imagina em posição de liderança frente a 20 homens falando sobre bola?

Pouco mais de três meses de planejamento, 28 dias de Copa do Mundo, 99 textos no site, 9 episódios do podcast Expresso Catar, 4 episódios do programa Manual de Sobrevivência da Copa do Mundo, 37 edições do boletim diário em vídeo Já É Copa, fora o baile.

Não vi o Brasil ser hexa, mas pude ver Marrocos ser a primeira seleção africana a chegar nas semifinais de uma Copa. Vi Cristiano Ronaldo ser o terceiro atleta a marcar gol em cinco edições do mundial de seleções. Neymar se igualar em gols pela seleção com Pelé. Kylian Mbappé ser o segundo jogador a marcar um hat-trick em final de Copa do Mundo. Messi ser consagrado como um dos deuses do futebol ao conquistar o tricampeonato argentino. E o primeiro trio de arbitragem feminino a apitar um jogo da Copa do Mundo masculina.

Nada mal para quem não está no lugar.

Marta, Cristiane e Formiga, a Santa Trindade do futebol feminino brasileiro. Foto: NICHOLAS KAMM/GettyImages
Marta, Cristiane e Formiga, a Santa Trindade do futebol feminino brasileiro. Foto: Nicholas Kamm/GettyImages

 

Pela terceira vez em sua história, o time xadrez sobe ao pódio e consagra a geração liderada por Modric
por
Arthur Campos
João Victor Fogagnolo
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18/12/2022 - 12h

No último sábado (17), ocorreu a penúltima partida da Copa do Mundo Catar 2022. Croácia e Marrocos estiveram frente a frente no estádio Internacional Khalifa para definir o terceiro e quarto lugar do torneio. 

As seleções se reencontraram 24 dias depois do confronto na primeira rodada do grupo F na fase de grupos. Naquela ocasião o jogo terminou em um 0 a 0 nada saudoso. 

Em lados opostos do chaveamento, os Leões dos Atlas, tal qual Davi, foram desafiados por vários Golias e assim como na passagem bíblica de Samuel 17, triunfaram diante dos gigantes. Posteriormente, sucumbiram apenas perante a atual campeã, França. 

Já a seleção eslava, repetindo o feito de 2018, precisou passar por duas prorrogações para manter-se na competição. Da mesma forma que na edição passada, os embates contra Japão e Brasil chegaram até as penalidades máximas, nas quais as duas saíram derrotadas, com o goleiro Dominik Livakovic sendo o protagonista. Somente a Argentina foi capaz de impedir os croatas de irem a mais uma final. 

Croácia
Foto oficial da seleção croata. Imagem: Reprodução/Twitter/@fifaworldcup_pt

 

Dentro de campo as equipes vieram bem mexidas devido ao desgaste acumulado durante a Copa. O técnico Walid Regragui, que sofreu com desfalques nos duelos contra Portugal e França, promoveu descanso a alguns jogadores. Mais uma vez o comandante não teve a disposição o lateral esquerdo Noussair Mazraoui, que não estava no banco de reservas, cedendo espaço para Yahia Attiyat Allah. Já os atletas Roman Saiss, Nayef Aguerd, Selim Amallah e Azzedine Ounahi foram preservados, sendo substituídos por Achraf Dari, Jawad El Yamiq, Abdelhamid Sabiri e Bilal El Khannouss respectivamente. 

Por motivos semelhantes, o treinador Zlatko Dalic deu oportunidades para outros jogadores do plantel. Em comparação ao confronto anterior, houve três mudanças na linha de defesa, o recuo de Ivan Perisic para variar entre lateral e ala pela esquerda, junto com as entradas de Josip Sutalo e Josip Stanisic, nas vagas de Dejan Lovren e Josip Juranovic, nesta ordem. Na parte ofensiva, Lovro Majer, Mislav Orsic e Marko Livaja também ganharam chances nos lugares de Mario Pasalic, Borna Sosa e Marcelo Brozovic. 

Dado o apito inicial, os 44.137 expectadores viram um começo de partida movimentado. Em jogada ensaiada na cobrança de falta, Majer bateu para dentro da área, Perisic escorou de cabeça e Josko Gvardiol completou para abrir o marcador aos 7 minutos, numa bela trama croata.

Croácia
Gvardiol mergulhou e fez 1x0 para o time xadrez. Foto: Reprodução/Twitter/@FIFAWorldCup

 

No minuto seguinte, novamente em bola parada, o cruzamento de Hakim Ziyech desviou e sobrou para Dari empatar a disputa. Antes do intervalo, aos 42, numa recuperação dos eslavos na zona de ataque, Livaja passou para Orsic finalizar com chapa do pé, e resvalando levemente na trave, morreu dentro das redes do goleiro Bono. 

Na volta para o segundo tempo, o fator físico pesou e o ritmo do jogo caiu. Apesar da posse de bola marroquina, os leões não conseguiram concretizá-la em reais perigos de gol. Sem grandes emoções na etapa final, o placar terminou em 2 a 1, com a Croácia conquistando o terceiro lugar da Copa do Mundo.  

A campanha coroou um possível fim da brilhante trajetória de Luka Modric na seleção. O camisa 10 foi o destaque desse meio campo e ficará eternizado como o maestro dessa geração.

Croácia
O craque Modric em sua última Copa do Mundo. Foto: Reprodução/Twitter/@FIFAWorldCup

 

Mesmo ficando com a quarta colocação, Marrocos sai do Catar de cabeça erguida e o treinador Regragui fez questão de enaltecer.

“Lembraremos de muitos jogos, voltaremos mais fortes. Unimos o nosso país durante um mês, todos estavam felizes”, enfatizou. 

O comandante também falou sobre o legado que deixaram nessa Copa.

“Eu acho que mostramos nossa força. Mostramos que o futebol africano está preparado para enfrentar os principais times do mundo com eficiência e jogando no nível mais alto”, comentou. 

O técnico marroquino ainda deixou seu recado visando os próximos objetivos da equipe.

“Eu disse aos meus jogadores que não podemos ser reis do mundo antes de sermos reis do continente. Nós vamos trabalhar para ganhar a Copa Africana de Nações”, afirmou Regragui. 

Argentina vence a Croácia com direito a show de Messi e está na final da Copa do Mundo.
por
Fabrizio Delle Serre
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16/12/2022 - 12h

Lusail Stadium foi o palco da semifinal entre Argentina e Croácia na terça-feira (13), às 16h. Novamente, Lionel Messi foi crucial para a classificação dos hermanos, com uma atuação espetacular.

 

O craque marcou de pênalti, e ainda deu uma assistência com direito a uma jogada proibida para menores de 18 anos.

Primeiro Tempo

A primeira etapa da partida começou fria e com a Croácia ditando o ritmo do jogo. A primeira finalização ocorreu somente aos 24 minutos, mas parou nas mãos do goleiro croata. Porém, aos 31 minutos, Enzo Fernández lançou para Julián Alvárez.

 

O jovem atacante ficou cara a cara com Livakovic que não teve outra opção a não ser sair do gol. O contato entre os dois foi visto como pênalti pelo árbitro, com direito a cartão amarelo para o goleiro da Croácia.

 

Lionel Messi foi pra cobrança, encheu o pé e converteu. Sem chance para Livakovic, 1 a 0 para a Albiceleste.

 

Com o gol, o craque argentino se tornou o maior artilheiro de seu país em Copas do Mundo com 11 gols, superando o atual vice-líder, Batistuta, com 10.  E também empatou com Mbappé na artilharia do mundial com 5 gols.

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Messi comemorando gol após cobrança de pênalti Foto: Divulgação/FIFA

E não para por aí, Messi se igualou ao alemão Lothar Matthäus com 25 aparições no torneio. Se entrar em campo no domingo (18) na grande final, o camisa 10 passa a ser o jogador que mais disputou a Copa do Mundo.

 

Logo após o gol do camisa 10, a Argentina não tirou o pé e foi pra cima da Croácia em busca de ampliar o placar.

 

Aos 38 minutos, em um contra-ataque por conta de um escanteio mal cobrado pela Croácia, Julián Álvarez aos trancos e barrancos carregou a bola do meio de campo até a área dos croatas. O atacante conseguiu finalizar e estufou a rede, 2 a 0 para a Argentina.

 

Segundo Tempo

Na etapa final, os croatas tentavam novamente controlar o jogo com passes curtos. Porém, não finalizaram com efetividade, desperdiçando as chances criadas.

 

Messi sentiu dores na coxa esquerda, mas isso não o impediu de quase marcar mais um gol aos 12 minutos. A tentativa parou nas mãos de Livakovic.

 

Aos 23 minutos da etapa final, em uma cobrança de lateral, a bola parou nos pés do gênio, Lionel Messi. E foi nesse lance a pintura do jogo, que com certeza entrará para a história da Copa no Catar.

 

O ET carregou a bola até a entrada da área adversária. Na marcação estava um dos melhores zagueiros do mundial, Gvardiol. O camisa 10, como em um passe de tango, deslocou o marcador. Entrou na área e rolou para Julián Álvarez que ampliou e confirmou a vaga para a decisão, 3 a 0 acachapante.

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Julián Álvarez comemora gol ao lado do ídolo argentino Lionel Messi Foto: Divulgação/AFA

A Croácia sentiu o baque e era questão de tempo para os hermanos carimbarem a vaga na final da Copa pela sexta vez. A segunda da carreira de Lionel Messi que foi ovacionado pela hinchada.

Scaloneta

Lionel Scaloni optou pelo esquema 4-4-2, com Messi e Julián Álvarez na frente. Tanto as ações ofensivas quanto defensivas ocorriam nessa formação.

 

Destaque para Enzo Fernandéz, que por diversas vezes marcou Luka Modric. O objetivo do garoto era anular tudo que o meia croata viesse a tentar na partida.

 

Aos 16 minutos do segundo tempo, Léo Paredes saiu para a entrada de Lisandro Martínez. O zagueiro se juntou a Otamendi e Romero, juntos formaram uma linha de 3 defensores para evitar que a Croácia diminuísse a vantagem do marcador.

 

¡Finalmente, al final!

Com a vitória sobre a Croácia, a Argentina está de volta a uma final de Copa após oito anos, a última foi em 2014, quando perdeu para a Alemanha por 1 a 0.

 

Os hermanos jogarão sua sexta final de Copa do Mundo, e o retrospecto não é muito favorável, são 3 vices e 2 títulos:

 

1930 - Vice-Campeão

1978 - Campeão

1986 - Campeão

1990 - Vice- Campeão

2014 - Vice Campeão

 

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Maradona e a taça -Foto: BONGARTS / Imago / One Football

Domingo (18) o Lusail Stadium será o palco da grande decisão. A Argentina enfrenta a França, às 12h, em um confronto inédito para uma final. As duas seleções buscam a terceira estrela para bordar no escudo.

 

No próximo domingo pode ser o dia que os hermanos podem colocar fim ao jejum de 36 anos sem um título mundial, o dia da glória Albiceleste e da coroação de Messi com o título que falta em sua vitoriosa carreira.

Em partida duríssima, a seleção africana é derrotada pela França e vai para a disputa do terceiro lugar contra a Croácia.
por
Arthur Campos
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15/12/2022 - 12h

Nesta quarta-feira (14), às 16h, cerca de 68 mil pessoas acompanharam a partida entre França e Marrocos no estádio Al-Bayt, valendo vaga para a final da Copa do Mundo Catar 2022.  

Marrocos
Presença em massa dos torcedores marroquinos nessa semifinal. Foto: Reprodução/Twitter/@fifaworldcup_pt

 

Dita a sensação, os leões do atlas chegavam à disputa como a surpresa do torneio, afinal eliminaram nada mais e nada menos que Bélgica, Espanha e Portugal durante sua trajetória.  

Já a atual campeã vem em busca do bicampeonato mundial, feito atingido apenas 2 vezes com a Itália (1934 e 1938) e o Brasil (1958 e 1962). Pelo caminho deixaram seleções como Dinamarca, Polônia e Inglaterra, este último em um duelo árduo. 

Para esse embate, o técnico Walid Regragui precisou rever suas estratégias para combater a equipe treinada por Didier Deschamps. Procurando diminuir os espaços pelas extremidades, optou por utilizar uma linha 5 defensores composta pelos zagueiros Achraf Dari, Romain Saiss e Jawad El Yamiq, junto com os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, voltando de lesão depois ficar de fora do confronto contra Portugal. 

Apesar das mudanças, os planos de Regragui foram frustrados logo aos 4 minutos. Após Antoine Griezmann atrair o marcador para a sua frente, Kyllian Mbappé se aproveitou e recebeu passe dentro da área, mas teve a finalização bloqueada. No bate e rebate, a pelota caiu nos pés de Theo Hernández, concluindo a jogada em gol em uma bela finalização.  

Algo incomum nessa Copa foram as brechas deixadas no corredor central de Marrocos. Contra os franceses foi diferente, muito disso em função das movimentações de Griezmann e Olivier Giroud, forçando os defensores a fazerem perseguições, gerando o espaço atrás deles. Na outra formação, tinham em Sofyan Amrabat esse jogador entre as linhas de meio campo e defesa, capaz de cobrir essas zonas desprotegidas. 

Tendo a vantagem por 1 a 0, a França sentiu-se confortável na partida, baixando seu bloco de marcação para explorar os contra-ataques, deixando os marroquinos assumirem o controle da posse de bola.  

A equipe marroquina respondeu rapidamente no chute de Azzedine Ounahi para boa defesa de Hugo Lloris aos 9 minutos. Tempo depois, Konaté lançou para Giroud e o camisa 9 finalizou na trave, perdendo uma grande chance de aumentar o marcador.

O treinador marroquino se viu obrigado a mexer no time. Saiss que já havia sentido na partida contra Portugal, não teve condições de continuar nos gramados e foi substituindo pelo volante Amallah, retornando ao esquema de 4-1-4-1. 

Ainda na primeira etapa tivemos duas excelentes oportunidades de gol. Depois da interceptação de Aurélien Tchouaméni, o camisa 8 deixou Mbappé em plena circunstância de ampliar o placar, porém El Yamiq salvou na entrada da pequena área, o lance prosseguiu e novamente Tchouaméni colocou mais um companheiro em frente a meta, mas Giroud não conseguiu converter. No final, em escanteio para Marrocos, Hakim Ziyech cobrou, a bola foi afastada e El Yamiq, que há pouco foi herói, arriscou uma bicicleta, carimbando a trave francesa. 

Marrocos
Bicicleta de El Yamiq aos 44 minutos do primeiro tempo. Foto: Reprodução/Twitter/@fifaworldcup_pt

 

Na volta do intervalo, Regragui promoveu a entrada de Yahia Attiyat Allah no lugar de Mazraoui, em uma tentativa de dar mais profundidade pelo lado esquerdo. Os leões do atlas chegaram a encurralar os franceses nessa segunda parte, tendo 67% de posse de bola (a maior posse da equipe na competição e a primeira vez que superam uma seleção nesse quesito) e criando situações principalmente pela direita, onde a recomposição francesa não é muito forte.  

Apesar disso, os marroquinos começaram o sofrer pelas extremidades do campo, devido a mudança de sistema e pela postura ofensiva nesta etapa.  

Aos 34 minutos, os Les Bleus colocaram um ponto final na partida. Depois de uma jogada espetacular de Mbappé, a bola ficou viva na pequena área e Kolo Muani apareceu sozinho para decretar o 2 a 0 e  a classificação para mais uma final dos franceses. 

Mesmo derrotados, Marrocos provou que é uma seleção que vai além de somente se defender, contrariando aqueles que a definiam como retranqueira. 

Marrocos
Jogadores marroquinos agradecendo a torcida. Foto: Reprodução/Twitter/@fifaworldcup_pt

 

Para os leões, é o fim do sonho, mas não da copa. O último compromisso está marcado para sábado (17) no estádio internacional Khalifa, às 12h, contra a já conhecida Croácia, valendo a terceira colocação da Copa do Mundo. 

Franceses vencem e acabam com as chances da primeira final com uma seleção africana
por
Gusthavo Sampaio
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16/12/2022 - 12h

A França colocou um fim na possibilidade inédita de uma seleção africana chegar à final da Copa do Mundo ao vencer o Marrocos por 2 a 0 na quarta-feira (15), pelas semifinais da Copa do Mundo de 2022.

Seleção Francesa
Comemoração dos franceses após a classificação Foto: Reprodução / @FFF

 

Pouco antes da bola rolar, surgiu a primeira surpresa do jogo: o meio-campista Rabiot e zagueiro Upamecano, titulares até aqui, ficaram de fora da escalação por conta de uma gripe. Seus substitutos foram Fofana e Konaté, respectivamente.

A segunda surpresa foi a velocidade do primeiro gol. Theo Hernández precisou de 4 minutos e 39 segundos para balançar as redes, finalizando uma bola sobrada após chute de Mbappé, terceiro gol mais rápido da copa. O jogo foi calmo durante grande parte do primeiro tempo.

Os franceses tiveram boas chances graças a Griezmann, que facilmente saia da marcação e construía o ataque francês, mas não tiveram êxito. Os marroquinos deram no final do primeiro tempo uma amostra do que havia por vir no segundo, chegaram ao gol com uma finalização de bicicleta do zagueiro El Yamiq, que parou na trave.

A França se impôs na volta do intervalo, tendo boas oportunidades no início da segunda etapa, mas não conseguiu converter o domínio em gol. O sofrimento começou aos 8 minutos do segundo tempo. A posse de bola era totalmente dos marroquinos, e mais uma vez na competição a França se via pressionada.

Os franceses não conseguiam desenvolver seu jogo e nem parar as incríveis triangulações marroquinas com participação de Hakimi e Ziyech, os craques do time. A aposta novamente foi a velocidade, com jogadores de arrancada como Mbappé de Dembelé.

Aos 35 minutos, em um ataque de velocidade, Mbappé recebe a bola na entrada da grande área, bagunça a defesa marroquina, e finaliza a bola que sobra para o atacante Kolo Muani, que não havia completado dois minutos em campo, empurrar a bola para o gol, marcando o segundo da França na partida. Muani foi convocado de última hora após o corte de Nkunku por lesão, e só tinha dez minutos em campo pela seleção francesa.

O jogo se encerrou com a vitória dos franceses, mas a luta de Marrocos foi digna. Os marroquinos tiverem apenas um chute a menos que os franceses, e possuíram a maior posse de bola durante o jogo.

kylian Mbappé
Mbappé comemorando a vitória com a camisa do Marrocos Foto: Reprodução/Twitter/@FIFAWorldCup

 

A seleção francesa mais uma vez soube sofrer e jogar sem ter a maior posse de bola. Durante essa Copa, os francês enfrentaram diversos tipos de situação: saindo atrás no placar, tendo que propor jogo contra adversários mais defensivos, jogando no contra-ataque e sem a posse de bola etc. O triunfo foi francês em todas as situações.

Desde a conquista do primeiro mundial em 1998, os franceses só ficaram de fora da final em três edições de Copa do Mundo, ou seja, nas últimas sete copas chegaram em quatro finais. E tem potencial para mais, devido a constância de renovação da geração francesa.

A presença de estrelas mais experientes e estrelas mais novas fortalece tanto o presente quanto o futuro. Peças essenciais durante essa copa, como Mbappé, Tchouameni, Upamecano e Theo Hernandez, não passam dos 25 anos.

Mesmo com as inúmeras baixas por lesões - entre elas os titulares Benzema, Pogba e Kante-, os franceses estão a um passo de ser três vezes campeões do mundo.

A França encara a Argentina pela final da Copa do Mundo de 2022 no domingo (18), no estádio Lusail, às 12h, na luta pelo tricampeonato - sendo o segundo título consecutivo. É a primeira vez que as seleções se enfrentam na grande decisão, mas já se encontraram outras três vezes durante os mundiais.

O confronto mais recente foi na copa de 2018, com a vitória da França por 4 a 3. Nos outros dois jogos, em 1930 e 1978, os argentinos levaram a melhor. O grande desafio será parar o gênio Lionel Messi, feito que nenhuma seleção conseguiu nessa copa.

Em grande jogo, seleção inglesa sucumbe diante da atual campeã.
por
Gabriel Cordeiro
|
13/12/2022 - 12h

No sábado (10), às 16h, as seleções de França e Inglaterra se enfrentaram pelas quartas de final da Copa do Mundo, um confronto que certamente entrou para a história. Um jogo que todo amante de futebol adoraria, com elementos dignos de literatura, dois países historicamente rivais se enfrentariam pela primeira vez em um mata-mata. E o jogo não deixou a desejar com heróis, vilões, polemicas, reviravoltas e é claro muita emoção.

As seleções foram a campo sem alterações em relação a seus últimos jogos, e na equipe de arbitragem, um velho conhecido por nós brasileiros, Wilton Pereira Sampaio - guarde este nome.

Logo no começo, aos 17 minutos o placar já foi aberto pelo jovem Aurelien Tchouaméni, com um chute forte de fora da área, se tornando o primeiro herói do dia e dando vantagem a seleção francesa. Gol este que não foi isento de polêmica, os jogadores ingleses reclamaram de uma falta em Bukayo Saka na origem da jogada.

As polêmicas no primeiro tempo não iam parar por aí, o atacante Harry Kane também foi derrubado na grande área, mas de acordo com o VAR o lance foi legal. Os ingleses seguiram pressionando no primeiro tempo, mas pararam no goleiro Hugo Lloris que realizou duas grandes defesas em chutes de Harry Kane, fazendo com que o primeiro tempo se encerrasse com vantagem para os franceses.