Seleção brasileira é avassaladora no começo da partida e avança para as quartas diante da Coreia do Sul.
por
Matheus Monteiro
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08/12/2022 - 12h

Na segunda-feira (5), Brasil e Coreia do Sul se enfrentaram pelas Oitavas de Final da Copa do Mundo, com vitória da pentacampeã por 4 a 1. O jogo marcou o retorno de Danilo e Neymar que estavam se recuperando de lesões. Quem vê o resultado se engana e acha que foi um domínio Brasileiro - mais ou menos. O jogo também foi marcado por homenagens dos jogadores brasileiros ao Rei Pelé, internado desde a última terça-feira (29), no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Seleção brasileira
Homenagem dos jogadores ao rei do futebol. Foto: Kim Hong-Ji / Reuters 


Essa não foi a partida que o Brasil criou mais oportunidades, foram 18 chutes sendo 9 ao gol, número que só foi superior ao 2 a 0 contra a Sérvia. A grande diferença dessa vez foi a pontaria. A bola na rede é que altera o placar, entretanto, justamente essa foi a diferença do Brasil no confronto. A seleção criou oportunidades, venceu os confronto 1 contra 1, envolveu a defesa coreana com passes rápidos como em todas outras partidas. Todo repertório ofensivo canarinho foi utilizado, mas dessa vez conseguiu converter essa superioridade ofensiva em gols, o que faltou nos últimos jogos.

Os sul-coreanos planejavam se defender em bloco baixo, compactado, permitindo poucos espaços, tentando frustrar o ataque verde e amarelo. Mas esse plano foi por água abaixo logo aos 7 minutos quando Raphinha quebrou as linhas defensivas coreanas e cruzou rasteiro achando Vini. Jr que dominou e calmamente - como numa tacada de sinuca - encontrou um espaço aberto entre a muralha que havia se formado em sua frente, abrindo o placar.

Aos 13 minutos o numa pressão na saída de bola, Woo- Young Jung chuta Richarlison dentro da área. Pênalti! Neymar foi para bola, e na cobrança característica que deixa qualquer goleiro sem pai nem mãe, fez 2 a 0 no placar.
A partir daí, precisando buscar o resultado, a seleção coreana deixou a defesa mais exposta. É bem verdade que as investidas ofensivas da Coreia obrigaram o goleiro Alisson a realizar grandes defesas. Foram 8 chutes, sendo 6 no gol, um número alto, considerando que na Copa inteira o Brasil só havia sofrido 3 chutes a meta.

Porém, o ataque dos comandados de Tite aproveitou os espaços que foram deixados pelos coreanos. Após escanteio no Campo de ataque brasileiro, os Coreanos tentam se lançar para o Contra-ataque mas o pombo, Richarlison, interceptou e fez uma bela triangulação com a dupla de zaga, Marquinhos e Thiago Silva, para sair na cara do gol e fazer o 3 a 0.

O Brasil ainda fez o quarto num contra-ataque ensaiado por Neymar, acionando Vinicius Jr. que encontrou Lucas Paquetá no meio da área, livre, para marcar o dele.

No segundo tempo, o Brasil diminuiu o ritmo e viu Seung-Ho Paik acertar um chutaço de fora da área para dar números finais a partida, 4 a 1.

Seleção bra
Vinicius Junior abriu o placar e bailou no estádio 974. Foto: Annegret Hilse / Reuters 



Com o resultado, a seleção terá pelo seu caminho a Croácia na busca pelo Hexa. O jogo está marcado para às 12h da próxima sexta-feira (09), no estádio Lusail. O confronto, em teoria, deve ser mais difícil que a partida contra a Coreia do Sul. O grande desafio brasileiro será parar Ivan Perisic que vem sendo a maior ameaça do time croata, acumulando boas atuações nessa Copa. 


Em compensação o sistema defensivo croata oferece espaços nas zonas entre a zaga e o meio campo, setor do campo onde Neymar e Paquetá, dois dos nossos jogadores mais qualificados atuam, podendo ser um caminho para o gol.

O Brasil também precisará ter atenção com o meio-campo croata. É por esse setor que o time de Zlatko Dalic dita o ritmo da partida, com a qualidade de passe e posicionamento da trinca de meio-campistas Modric, Brozovic e Kovacic. O Brasil precisará ser intenso em todas as fases do jogo, para não entrar no jogo cadenciado dos croatas.

Franceses tem atuação segura e despacham poloneses em jogo com marca histórica para Olivier Giroud.
por
Otávio Preto
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08/12/2022 - 12h

O atacante Kylian Mbappé foi decisivo mais uma vez, e a França bateu a Polônia de Robert Lewandowski no último domingo (4) por 3 a 1, garantindo sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022. 

Na partida, Mbappé deu uma assistência para Olivier Giroud abrir o placar no primeiro tempo e ainda marcou dois gols no segundo tempo. O gol fez de Giroud o maior artilheiro de todos os tempos com a camisa da seleção, tendo marcado 52 gols. O camisa 9 superou ninguém mais, ninguém menos que Thierry Henry, que marcou 51 gols vestindo a camisa da seleção. 

Os Bleus até sofreram uma certa pressão dos poloneses em alguns momentos do primeiro tempo, mas a superioridade francesa ficou evidente no decorrer da partida. No final do primeiro tempo, Giroud recebeu um passe açucarado e bateu na saída do goleiro para abrir o marcador.

No segundo tempo, atrás do placar, a Polônia veio com uma postura diferente, querendo atacar e buscar o empate. Mas ao buscar o gol, automaticamente abriu espaços em sua defesa. Em um contra-ataque veloz, a bola passou pelos pés de Giroud, Griezmann e Dembelé, até chegar no camisa 10. Já dentro da grande área polonesa, e com a marcação distante, Mbappé soltou uma bomba e ampliou a vantagem aos 29 minutos, sem chances para Szczęsny. 

Seleção Francesa
Mbappé e Giroud foram decisivos para a classificação. Foto: Kiril Kudryavtsev / AFP

Aos 46, mais um lance pela esquerda, desta vez com Thuram, a bola chegou de novo em Mbappé. Com muita categoria, o camisa 10 pôs no ângulo: 3 a 0. A atuação segura mostra que a derrota para a Tunísia na última rodada da fase de grupos, quando poupou jogadores, foi exceção na campanha francesa.

No final da partida, depois da bola tocar na mão do zagueiro Upamecano, Robert Lewandowski descontou para os poloneses, mas já era tarde demais.

A França respondeu rapidamente com bom futebol e destaque de suas estrelas, possíveis desconfianças quanto ao rendimento da seleção no mundial. Descansados, os comandados de Didier Deschamps mostraram criatividade e eficiência para mandar a Polônia de volta para casa sem muita dificuldade.

Na próxima fase, pelas quartas de final, o desafio dos Bleus é ainda mais difícil. A França encara a Inglaterra no próximo sábado (10), às 16h, no estádio Al Bayt. O clássico promete fortes emoções depois de boas exibições das duas seleções nas oitavas de final. 

 

Seleção lusitana surpreende com Cristiano Ronaldo no banco e avança às quartas de final.
por
Leonardo de Sá
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08/12/2022 - 12h

Portugal e Suíça se enfrentaram na última terça (6) no estádio Lusail pelas Oitavas de final da Copa do Mundo. Os portugueses venceram sem dificuldade por 6 a 1. A partida foi marcada pelas contestadas decisões do técnico português, Fernando Santos, que optou por deixar Cristiano Ronaldo e João Cancelo no banco.

O Espetáculo Luso

Durante os primeiros minutos de jogo o favoritismo não se mostrou, Portugal e Suíça faziam uma partida equilibrada. Porém, aos 17 minutos da primeira etapa, Gonçalo Ramos, substituto de Cristiano Ronaldo no time titular abriu o placar com um forte chute na gaveta. 

A Suíça parecia não ter sentido o gol e continuava a buscar o jogo, mas aos 35 minutos, o lendário zagueiro Pepe subiu mais alto que todos no escanteio e marcou o segundo gol dos gajos.

Portugal goleia e passa com tranquilidade da Suíça
Pepe Comemora Gol De Portugal Contra A Suíça. Foto: EFE


Na segunda etapa, Gonçalo Ramos balançou a rede mais uma vez para fazer 3 a 0. O lateral-esquerdo Raphael Guerreiro também marcou para os lusos. Os suíços até tentaram diminuir a diferença com o zagueiro Akanji, aos 13 minutos do segundo tempo, aproveitando uma falha da defesa dos lusos e marcando o único gol da Suíça no jogo. 

Na reta final, Portugal ainda teve tempo e ampliou com mais um de Gonçalo Ramos, anotando o primeiro Hat-Trick da Copa do Catar, e se tornando o segundo jogador mais jovem a fazer três gols mata-mata de Copas, atrás apenas de Pelé. O atacante Rafael Leão selou o caixão suíço, marcando o 6 a 1. 
Cristiano Ronaldo ainda entrou no finalzinho do jogo e até deixou o dele, mas estava impedido.

O Substituto 

O destaque da partida foi, sem dúvidas, Gonçalo Ramos, que substituiu o craque da seleção das quinas com muita coragem e ousadia, fazendo uma apresentação impecável, que o consagrou com um Hat-Trick. 

Portugal goleia e passa com tranquilidade da Suíça
Gonçalo Ramos Comemora Gol De Portugal Contra A Suíça. Foto: EFE


A seleção portuguesa pela primeira vez na copa mostra para o que veio. Sua atuação sólida e firme a colou de volta na corrida pela taça. A vitória veio em boa hora também para o técnico, que foi alvo de críticas por poupar na última rodada, quando a seleção perdeu para a Coreia do Sul de virada por 2 a 1. 

Próxima Parada

Nas quartas de final, Portugal enfrenta Marrocos neste sábado (10), às 12h (de Brasília), no Estádio Al Thumama. A seleção marroquina  vem de boas apresentações nesta Copa, tendo na defesa seu ponto forte, sofrendo apenas um gol em toda a competição. O jogo testará a força ofensiva portuguesa. 


 

Depois de deixar Uruguai pelo caminho na fase de grupos, Coreia do Sul foi presa fácil para o Brasil.
por
Gustavo Zarza
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07/12/2022 - 12h

Na segunda-feira (05), às 16h, Brasil e Coreia do Sul se enfrentaram valendo a vaga nas quartas de final no Estádio 974. Uma hora antes do jogo saiu  a escalação da Coreia, deixando evidente qual seria a estratégia. Com duas linhas de quatro e somente Son e Cho à frente, os coreanos iriam se defender e apostar na velocidade do seu contra-ataque.

 

Pelo que apresentou na competição, especialmente na virada contra Portugal por 2 a 1 na última rodada da fase de grupos, a Coreia indicava que poderia dar trabalho ao Brasil. Mas aos 6 minutos do primeiro tempo, Raphinha fez uma boa jogada e tocou para Vinícius Júnior fazer o gol.

 

Nos primeiros minutos de jogo a defesa da Coreia, que seria fundamental para cumprir a risca a estratégia pensada antes do jogo, parecia não se entender, sentindo a pressão do jogo. Após uma jogada que não representaria tanto perigo, o volante Jung fez um pênalti muito infantil em cima de Richarlison. Neymar bateu e colocou o Brasil com dois gols de vantagem à frente.

neymar
Neymar desloca o goleiro ao bater o pênalti. Foto: Globo Esporte

Depois de um apagão nos minutos iniciais, a Coreia tentou se reestabelecer, buscar mais segurança para começar a competir. Tentavam jogadas pelo lado esquerdo, mas sem muito sucesso. Heechan teve uma boa tentativa e Alisson defendeu seu ótimo chute.

 

A equipe asiática parecia estar com mais segurança, até Richarlison tabelar com os zagueiros do Brasil na entrada da área e marcar mais um gol. 3 a 0.

 

A partir do terceiro gol os coreanos se lançaram, a estratégia inicial não atingiu seu objetivo, e a chance de vexame era maior. Os coreanos deram o contra-ataque para o Brasil, e em boa trama, Paquetá fez o quarto gol brasileiro ainda na primeira etapa.

 

No segundo tempo o Brasil veio mais tranquilo, em um clima de vitória garantida. A Coreia até tentava, mas parava em Alisson. Depois de algumas tentativas, aos trinta minutos do segundo tempo, após uma bola rebatida na área, Paik Seung-Ho acertou um belo chute e diminuiu o placar, 4 a 1. Mas não foi suficiente.

coreanos
Coreanos se abraçam após o gol. Foto: Sportbuzz

Os asiáticos foram com a estratégia certa, porém, não contavam com o improviso brasileiro, que acabou com todo o sonho coreano. A Coreia sai orgulhosa dessa Copa, além de apresentar um bom futebol, venceu de Portugal e deixou o Uruguai pelo caminho.

Apesar da campanha, chegando as oitavas de final pela terceira vez na história, o técnico Paulo Bento anunciou sua saída do cargo na entrevista coletiva após o final da partida. O treinador estava no comando da equipe desde 2018. 

Suíços são eliminados nas oitavas e voltam para casa após péssima atuação
por
José Pedro dos Santos
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07/12/2022 - 12h

 

No último jogo da terça-feira (6) e das oitavas de finais, Portugal eliminou a Suíça com um baile em cima de uma das melhores defesas desta edição da Copa do Mundo. O pré-jogo foi marcado pela polêmica do craque português Cristiano Ronaldo, que começou no banco, porém, a lembrança do jogo é a amarga sensação de falta de entrega dos suíços e o maior placar da história das oitavas de Copa. 

 

Técnico da Suíça durante o jogo
Marat Yakin, técnico da seleção suíça durante o jogo contra Portugal  Foto: REUTERS/Suhaib Salem

Murat Yakin, técnico da Suíça, arriscou jogar em um 3-1-4-2, colocando Xhaka atrás, ao invés de jogar no seu clássico 4-2-3-1, modelo que garantiu a vitória da La Nati em cima da Sérvia e segurou o ataque brasileiro na única derrota da fase de grupos. Em tese essa mudança de posicionamento permitiria a Suíça jogar mais aberto e consequentemente ter mais oportunidades de criar chances gols, porém isso não se comprovou em campo.

 

No início do jogo a Suíça até colocou uma certa pressão nos portugueses, mas isso durou pouco. Aos 16 minutos, João Félix recebeu a bola de uma cobrança de lateral e passou na medida para Gonçalo Ramos, que colocou a bola em cima da cabeça do goleiro Sommer, no único ângulo possível desse gol acontecer. 

 

Depois do golaço, a Suíça caiu de rendimento no jogo, aparecendo de vez em quando, principalmente em bolas paradas, como a falta cobrada por Shaqiri aos 30 minutos e o gol do zagueiro Akanji, que saiu em uma cobrança de escanteio. 

 

O gol de Akanji já saiu com um gosto amargo, porque naquela altura o jogo já tinha virado um passeio dos lusitanos com 4 a 0 no placar. Os gols de Portugal foram marcados por Gonçalo Ramos - com direito a hat-trick e podendo pedir música no Catar -, Pepe, Raphael Guerreiro e Rafael Leão. 

 

O apagão da Suíça aconteceu pelo posicionamento que Yakin tentou colocar no time, com uma linha de 5 para trabalhar as laterais, ideia que não deu certo. Além disso, ter colocado o melhor armador do time recuado ajudou a impedir que o meio de campo suíço passasse da primeira linha portuguesa, e permitiu passes entre linhas suíças, deixando a construção defensiva com apenas 3 defensores.

 

Após a derrota por 6 a 1, um dos principais nomes da seleção, o atacante Shaqiri se desculpou e afirmou que essa não foi a performance verdadeira do time. O jogador ainda alfinetou o técnico, afirmando que as mudanças também assustaram os jogadores, mas que eles aceitaram, afinal, foram feitas pelo técnico.

Shaqiri no pós-jogo
Shaqiri no pós-jogo  Foto: REUTERS/Hannah Mckay

Yakin respondeu dizendo que a mudança não foi grande, acrescentando que o elenco treinou a formação em amistosos. A imprensa na Suíça não perdoou a fraca atuação do time, estampado nas manchetes que a derrota foi uma “humilhação” e uma “desgraça”.

 

No geral, foi um jogo de um time só, onde apenas a seleção portuguesa teve espaço e boas oportunidades. Os jogadores suíços tiveram um jogo individual abaixo do que costumam apresentar, os únicos que merecem destaque são Akanji, o autor do gol, e Sommer que apesar de ter tomado seis gols fez diversas defesas que evitou um placar ainda mais elástico.

 

A seleção suíça fez uma boa Copa, apesar do último jogo. Em um grupo considerado complicado, conseguiu superar a Sérvia, apontada como uma forte favorita a avançar em segundo no grupo do Brasil. A derrota e a eliminação vexatória para Portugal coloca uma interrogação nos suíços para o planejamento de ciclo pensando na próxima Copa e nas competições Europeias. 

Equipe africana é eliminada pela Inglaterra e não avança às quartas de final.
por
João Serradas
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05/12/2022 - 12h

Senegal foi derrotado no último domingo (04) pela seleção da Inglaterra por um placar de 3 a 0, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo. No primeiro tempo do jogo, a equipe senegalesa se mostrou muito forte e fechou todos os espaços, não cedendo a Inglaterra a chance de criar oportunidades claras de ataque. Contudo, a equipe africana sofreu um grande baque ao tomar dois gols no fim da primeira etapa, aos 38 minutos e nos acréscimos. 

Senegal
Foto: Reprodução / Twitter

O que parecia ser um jogo equilibrado, acabou se tornando uma luta contra o tempo para reverter o placar. Na segunda etapa a equipe de Senegal não abaixou a cabeça e foi atrás de segurar o forte ataque inglês. Mas segurar o entrosamento e a velocidade dos jovens jogadores ingleses não é nada fácil. Aos 12 minutos do segundo tempo, Saka ampliou o placar e decretou o fim da participação de Senegal na Copa do Mundo.

Mesmo diante da derrota, os senegaleses deixaram sua marca no mundial. A seleção de Senegal chegou ao Catar com o status de melhor seleção africana no torneio, e isso foi realidade. Nesta edição, a equipe comandada por Aliou Cissé foi, junto com Marrocos, as únicas seleções africanas entre os países classificados para o mata-mata da Copa.

Senegal
Foto: AFP

 Não tem como negar que houve uma desconfiança em relação ao desempenho da seleção por conta do desfalque de sua grande estrela e principal atleta do time, Sadio Mané. O atacante do Bayern de Munique ficou de fora da Copa por conta de lesão. Porém, mesmo diante das dificuldades, Senegal se mostrou firme e por mais que não tenha feito uma Copa do Mundo brilhante, foi eficiente e fez bons jogos. 

Na fase de grupos, a resposta foi até positiva. Apesar da derrota para a Holanda por 2 a 0 no primeiro jogo, teve uma boa atuação e foi vazada apenas no fim da partida. Depois, ganhou do Catar por 3 a 1, confirmando o favoritismo, e na última rodada em duelo direto por vaga nas oitavas, derrotou o Equador por 2 a 1, avançando na segunda posição do grupo. 

Agora, a equipe africana segue com a mentalidade firme, buscando a consolidação do modelo de jogo e proposta tática implementado por Aliou Cissé, mostrando ao mundo que seleções africanas não são apenas correria e jogo fisico. 

Australianos não seguram a pressão da Argentina e estão eliminados da Copa do Mundo
por
Gusthavo Sampaio
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05/12/2022 - 12h
Chute de Garang Kuol
Chute do atacante Garang Kuol, defendido pelo goleiro Emiliano Martínez nos lances finais. Foto: Reprodução/Twitter/@fifaworldcup_es

 

O segundo jogo das oitavas de final da Copa do Mundo de 2022, entre Austrália e Argentina nesse sábado (03), no estádio Ahmad bin Ali Stadium, colocou fim as pretensões australianas nesse mundial.

A Austrália entrou em campo declarando o seu modo de jogo pela formação, um 4-4-2 já utilizado anteriormente com uma proposta defensiva, e assim foi durante o confronto com a Argentina. No primeiro tempo, a equipe não conseguiu criar diante da pressão alta exercida pela Argentina.

Apesar da ausência de poder ofensivo, a Austrália mostrou uma defesa sólida, empurrando os atacantes argentinos para as laterais e não permitindo a finalização do craque Lionel Messi perto da grande área. O gol foi sofrido na sobra de uma bola parada, com os defensores australianos no centro da grande área, o craque argentino achou espaço para a finalização e não perdoou, balançando as redes e marcando o primeiro gol da partida.

No segundo tempo, a seleção australiana voltou sem alterações e com proposta semelhante a do primeiro tempo. Ainda sofrendo com a pressão alta Argentina, os defensores foram forçados a cometer erros. Após um tiro de meta curto, a defesa se complicou e voltou a bola para o goleiro, Mathew Ryan, que falhou ao tentar driblar o atacante argentino Julián Álvarez na pequena área, deixando o camisa 9 argentino livre para marcar o segundo gol.

Sem muito a perder, a seleção australiana mudou de postura, e aos 33 minutos marcou o diminui o placar após o chute de Goodwin, que ainda foi desviado por Enzo Fernández. Pouco tempo após o gol, o lateral Behich saiu driblando todo mundo, em uma jogada individual majestosa passando por quatro jogadores da Argentina e finalizando ao gol, mas foi travado no momento exato pelo zagueiro Lisandro Martínez.

Após o lance, os australianos voltaram a perder força ofensiva, e mais uma vez foram pressionados pelos argentinos, que acumularam chances perdidas de gol.

Já nos acréscimos, o atacante Garang Kuol teve uma grande oportunidade para empatar o jogo, mas o chute foi bem defendido pelo goleiro Emiliano Martínez. Ao soar o apito, a Austrália se despediu da Copa do Mundo de 2022 nas oitavas de final.

Sem dúvidas essa foi uma Copa do Mundo memorável para a seleção oceânica. Com um futebol consistente taticamente, surpreenderam em um grupo que não eram cotados para se classificar. Ficam pelo caminho em um jogo que a proposta deu certo até aparecer a genialidade de Lionel Messi e um erro defensivo em saída de bola.

No melhor jogo que fez em toda competição, Polônia continuou pecando. Falta de efetividade e pouca inspiração levou à vitória da França.
por
Lucca Ranzani
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05/12/2022 - 12h

Neste domingo, 12h (horário de Brasília) no estádio Al Thumama, a seleção polonesa foi derrotada por 3 a 1 diante da atual campeã França. Apesar da pressão da Polônia, com direito a zaga da França tirando bola em cima da linha, o time comandado por Robert Lewandowski não conseguiu segurar o ímpeto francês e foi eliminado na Copa do Mundo nas oitavas de final.

No primeiro tempo, o jogo foi de domínio da França, porém, mesmo assim, houve chances de perigo criadas pela Polônia. Aos 37 minutos do primeiro tempo, Bereszynski cruzou, Zielinski chutou e Lloris defendeu, na sobra, Kamisnki bateu cruzado e Varane salvou a França em cima da linha. Porém, aos 44 minutos do primeiro tempo, Olivier Giroud recebeu livre na área e abriu o placar para os Bleus. 

No segundo tempo, a França manteve o nível da pressão e a Polônia tentou criar chances nos contra-ataques, mas acabou sendo dominada e sofreu mais dois gols. Kylian Mbappe castigou a defesa polonesa, e chegou ao seu 9º gol em Copas do Mundo.

O único gol do time polonês foi marcado por Lewandowski de pênalti, no último lance da partida.

Com a derrota, os poloneses voltam para casa ainda mas oitavas de final, após uma fase de grupos abaixo de qualquer expextativa, com somente uma vitória, contra a Arábia Saudita, que apesar de ser uma seleção que surpreendeu ao vencer a Argentina, é um time inferior tecnicamente e, pelas pretensões da Polônia na competição, era obrigação vencer.

A seleção polonesa conta com jogadores conhecidos e de boa qualidade em varias posições. O time não é somente “Lewandowski e mais 10”, porém, por alguma razão, que pode ser o técnico ou os jogadores que só conseguem jogar bem em seus clubes, impossibilitou a seleção de fazer um bom trabalho nessa Copa.

Os poloneses foram dominado pela Argentina na última rodada da fase grupos, e foram eliminados também sendo dominados pela França, conseguindo marcar apenas um gol de pênalti - que por sorte não perdeu pela displicência de Lewandowski que perdeu o primeiro e teve que voltar o pênalti depois que Lloris adiantou.

Grande astro dessa seleção, Robert Lewandowski, que pelos clubes é considerado um dos melhores do mundo, na Copa não conseguiu demonstrar toda sua qualidade. É verdade que em todas as partidas dele nesta Copa ele recebeu passes ruins - as famosas pedradas - e trombou com a zaga adversária, mas um jogador como ele tem o papel de comandar o time e decidir jogos, como Lionel Messi faz na Argentina.

Lewa é um jogador de extrema qualidade, mas marcar o primeiro gol em Copas do Mundo só na segunda Copa é algo que pesa bastante para a história do jogador.

A Polônia deixou a desejar, com bons nomes, que se destacam em seus clubes, não entregou o suficiente na Copa e agora terá que se reformular e buscar novamente a sua vaga para a copa de 2026.

Mbappe e Lewandowski
Astros Mbappé (E) e Lewandoski (D) são os destaques de França e Polônia na Copa
Kirill KUDRYAVTSEV / AFP

 

Seleção holandesa tem mais uma atuação segura e segue invicta na competição.
por
Pedro Pina Vasquez
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05/12/2022 - 12h

HOLANDA X EUA

Holanda aplica contra-ataque fulminante, supera EUA e crava sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar.

Neste sábado (03), no estádio Internacional Khalifa, em Al Rayyan, a Laranja Mecânica se tornou a primeira seleção classificada para as quartas de final no Qatar, confirmando seu favoritismo ao vencer os Estados Unidos por 3 a 1.

Os holandeses terminaram o primeiro tempo na frente vencendo por 2 a 0, com gol marcados pelo camisa 10, Memphis Depay, aos 9 minutos e pelo zagueiro Daley Blind aos 45 minutos, ambos com assistência do lateral Denzel Dumfries.

(Julian Finney/Getty Images)
(Julian Finney/Getty Images)

No segundo tempo os americanos tiveram uma reação com um gol aos 30 minutos, após um desvio atrapalhado dentro da área do atacante Haji Wright. Entretanto, a Laranja mecânica não se abalou e logo aos 35 minutos o caixão foi fechado com gol do lateral Denzel Dumfries para selar sua partida de gala com 2 assistências e 1 gol.

(ADRIAN DENNIS / AFP)
(ADRIAN DENNIS / AFP)

A equipe comandada por Louis Van Gaal foi, na maioria do tempo, pressionada pelos norte-americanos, chegando a ter apenas 30% de posse de bola e, mesmo assim, se mostraram fatais nos contra-ataques, de olho neles!

Ainda invicta na Copa do Mundo, com 3 vitórias (contra Senegal, Catar e Estados Unidos) e 1 empate (Equador), os holandeses mostram segurança em executar o planejamento tático elaborado por Van Gaal, que chega a mais uma quarta de final, assim como 2014, quando foi terceiro colocado no mundial.

Já classificada, a Holanda volta a campo na sexta-feira (09), às 16h, horário de Brasília, no estádio Lusail, contra a Argentina, que venceu a seleção da Austrália por 2 a 1, também nesse sábado (03).

Ingleses apresentam bom futebol, mostram força do plantel, e garantem vaga de forma tranquila.
por
Gabriel Cordeiro
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05/12/2022 - 12h

Na tarde deste domingo (04), as seleções de Inglaterra e Senegal disputaram para quem seria o adversário da já classificada França nas quartas de final. Os Three Lions vieram com três alterações em relação ao time previamente considerado titular, Phil Foden no lugar de Raheem Sterling - que não esteve nem no banco, por questões familiares -, Kyle Walker, que ganhou a vaga no lugar de Kieran Trippier, e Jordan Henderson na vaga que era de Mason Mount.

Do lado do Senegal não puderam contar com Kouyaté e Gana Gueye e sacou Pape Gueye para colocar Nampalys Mendy.

Com a bola rolando, o jogo começou disputado, com os dois times pressionando e com uma marcação mais alta tentando dificultar a saída de bola do adversário. Senegal conseguiu se sair bem nos primeiros 30 minutos, chegando até a uma finalização com Ismaila Sarr, resultando em uma boa defesa de Jordan Pickford.

Mas, após isso, não resistiu ao poder de fogo dos ingleses, que em um contra-ataque comandado por Harry Kane e Jude Bellingham, abriram o placar com Jordan Henderson. Os Three Lions cresceram no jogo, com Bellingham dominando as ações do meio campo com interceptações e passes acionando seus companheiros e Kane mostrando todo seu talento como um camisa 9 pensador, sendo capaz de segurar a bola e achar os passes para seus companheiros de ataque.

Jordan Henderson após marcar o gol da seleção inglesa (Foto : The Sporting News)

Mantendo o alto nível que teve durante toda a Copa, o camisa 9 logo foi premiado com seu primeiro gol no Catar. Em jogada iniciada por Bellingham, Phil Foden deixou Kane cara a cara com goleiro para ampliar para os ingleses.

O segundo tempo foi de domínio ainda maior para os europeus, com Phil Foden e Bukayo Saka produzindo muito ofensivamente, com cruzamentos e jogadas individuais nas pontas. E foi desta maneira que saiu o 3° gol.

Aos 12 minutos, cuzamento de Foden para a finalização de Saka para sacramentar a classificação. Os minutos que restaram foram em clima de treino para a Inglaterra, que descansou os jovens astros Saka, Foden e Bellingham para a entrada de Marcus Rashford - artilheiro do time na competição junto com Bukayo Saka -, Jack Grealish e Mason Mount.

Entraram também Eric Dier e Kalvin Phillips para as vagas de John Stones e Jordan Henderson respectivamente.

Gareth Southgate parece ter encontrado o time ideal dentro de seu elenco. Seus jovens jogadores vêm correspondendo e crescendo dentro da competição com atuações muito boas de Bellingham (19), Foden (22) e Saka (21) dignas de veteranos, somado a experiência e técnica do artilheiro Harry Kane.

As entradas de Jordan Henderson e Kyle Walker dentre os titulares foram adições interessantes para o time, com ambos trazendo uma maior solidez defensiva, e participando bem da pressão no campo adversário feita pelos ingleses.

O lateral Walker se torna ainda mais necessário na próxima partida contra a França, onde terá a árdua missão de parar um dos melhores ataques desta Copa, que conta inclusive com o artilheiro Kylian Mbappe.

Inglaterra x Senegal

Jogadores ingleses comemoram o gol sobre o Senegal (Foto: Jewel SAMAD/AFP)

A Inglaterra retorna a campo no sábado (10), às 16h, para jogar contra a França pelas quartas de final, no estádio Al Bayt.