O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida.
Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.
Como foi o jogo
O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg
Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.
No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo.
O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados.
O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.
A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir.
Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1.
Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.
Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League.
A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes.
Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:
“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.
Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.
Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.
Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.
O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.
Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.
O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos.
O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão.
A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.
Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04
No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube.
Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.
Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu.
A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04
Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.
Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.
Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.
E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.
Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.
A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.
Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.
A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid
O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).
Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.
Botafogo 1 X 2 Remo
No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso.
O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.
O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida.
Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave.
Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo.
Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.
Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo
Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos.
Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana.
Vitória 4 X 1 Coritiba
Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.
No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo.
Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano.
No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol.
No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro.
Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória
Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.
Palmeiras 1 X 1 Santos
No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras
O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo.
Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar.
Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.
No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes.
O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.
Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.
Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento.
Athlético-PR 0 X 0 Grêmio
Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato.
O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.
Já o Tricolor, no começo do ano montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA
Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão.
No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis.
Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos.
No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo.
Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola.
Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG
No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.
As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos.
O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.
O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.
A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo.
O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.
O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos.
Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede.
O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.
Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico
Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.
Flamengo 2 X 2 Vasco
Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.
O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.
Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.
Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama
Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.
São Paulo 2 X 2 Bahia
Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia
O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.
Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras.
Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.
O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe.
Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.
A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida.
Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.
Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.
Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino
Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.
O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada.
Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.
Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede. O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.
A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.
Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino
A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi.
A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição.
O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).
Internacional 2 X 0 Fluminense
Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos.
Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia.
A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo.
A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75
Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio.
Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave.
Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.
Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo
O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol.
Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento.
O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).
Mirassol 2 X 1 Corinthians
No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.
O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar.
Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc
A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.
O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.
O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.
Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.
Próxima rodada
Sábado (09):
Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);
Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).
Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).
Domingo (10):
Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);
Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);
Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);
Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);
Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);
Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);
Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).
A partida entre Eslovênia e Sérvia, equipes do grupo C, aconteceu na última quinta-feira (20) no estádio Allianz Arena, pela segunda rodada da Eurocopa. Apesar do placar, 1 a 1, as duas seleções se desenvolveram melhor ao longo do segundo tempo, principalmente a Sérvia, que marcou seu primeiro gol e alcançou o empate aos 90+5’.
O primeiro tempo terminou sem gols, mas não foi por falta de oportunidades. Antes dos 10 minutos, a Eslovênia já exigiu trabalho do goleiro Rajkovic. Após entrar na área, o meio campista Mlakar soltou uma bomba rasteira em cima do sérvio, que fez uma boa defesa.
A chance mais perigosa da primeira etapa aconteceu aos 37 minutos, o esloveno camisa 10, Elsnik, invadiu a grande área e deu uma pancada na trave, no rebote, Sesko ainda finalizou por cima do gol. A resposta da seleção Sérvia foi logo em seguida, um cruzamento, do lado direito do campo, em direção a Mitrovic que dominou fazendo a parede no zagueiro e finalizou de dentro da pequena área. O primeiro gol do jogo só não saiu, porque o goleiro Jan Oblak abafou muito bem o atacante.
Žan Karničnik comemorando gol pela Eslovênia. Foto: REUTERS/Leonhard Simon.
Após a volta do intervalo, o jogo se tornou um dos únicos a ir para o segundo tempo sem nenhum gol. As equipes continuaram atuando como anteriormente, com tentativas de lances de ambas as partes.
Os primeiros chutes da Sérvia nesta etapa vieram de Mitrovic, que ficou com a bola duas vezes próximo a pequena área, mas não conseguiu balançar o fundo da rede em nenhuma tentativa.
O contra ataque veio aos 57 minutos, com um domínio e um chute perfeito fora da área do meio campista Kostic, mas que foi defendido pelo goleiro adversário. Apesar da falha, dez minutos depois veio o primeiro gol da partida: Žan Karničnik, zagueiro esloveno, recebeu a bola de um cruzamento e não deixou chances para o goleiro Rajkovic.
A partida já estava ganha para a Eslovênia, mas para a Sérvia, o jogo só acaba quando o juiz apita. Foi assim que o empate veio, no último lance dos acréscimos. Na cobrança de um escanteio, os sérvios se reuniram na área inimiga e, com a bola no ar, Luka Jovic cabeceou, marcando o primeiro gol da seleção na competição e encerrando o jogo.
Momento em que Luka Jovic marca o gol da Sérvia contra a Eslovênia. Foto: Carl Recine/Getty Images.
Os próximos jogos das equipes acontecem na terça-feira (25) e marcam o fim da terceira rodada da Euro: Eslovênia e Inglaterra e Dinamarca e Sérvia.
No domingo (23/06), o Uruguai enfrentou o Panamá no Hard Rock Stadium, em Miami, pela primeira rodada do Grupo C da Copa América. A Azul Celeste venceu com gols do meia-atacante Maximiliano Araújo, do atacante Darwin Núñez e do lateral-esquerdo Matías Viña.
Disputa de bola entre José Luiz Rodríguez, Viña e Mathías Oliveira (FOTO: Chris ARJOON / AFP)
PRIMEIRO TEMPO
A partida começou de maneira excelente para os uruguaios, que pressionaram e encontraram espaços para criar bons lances, até que Maximiliano Araújo acertou um belo chute de fora da área e abriu o placar para o Uruguai aos 15 minutos. Depois do gol, a seleção uruguaia emplacou uma chance atrás da outra, mas desperdiçou ótimas oportunidades de ampliar o placar, com destaque negativo para Darwin Núñez, que parecia não estar no seu dia de sorte, e positivo para o goleiro Orlando Mosquera, que fez defesas incríveis para os panamenhos.
SEGUNDO TEMPO
Na segunda etapa, o Panamá decidiu acordar para o jogo, nos primeiros 10 minutos, pressionou os uruguaios e obrigou o goleiro Rochet a fazer boas defesas. O adversário jogando melhor fez com que o técnico Marcelo Bielsa mudasse a sua equipe, tirando o meia Arrascaeta para a entrada de outro meia, Nico De La Cruz. Após a alteração, o Uruguai passou a ter o controle do jogo, mesmo sem eficiência, até o final da partida. Aos 40 minutos, De La Cruz acertou um belo cruzamento, a bola rebateu na zaga e caiu no pé de Darwin Núñez, que não desperdiçou e marcou o segundo gol do Uruguai. A Azul Celeste parece ter deixado o melhor para o fim, porque aos 46 minutos, De La Cruz mais uma vez deu um lindo lançamento para Matías Vinã, que cabeceou e marcou o terceiro. A partida ficou tão recheada de gols que até o Panamá fez o seu. O lateral-direito Michael Murillo recebeu a bola na ponta da área, limpou o zagueiro e acertou o ângulo de Rochet, diminuindo para o placar. Assim, o jogo terminou 3 a 1 para o Uruguai.
Darwin Nuñéz comemora o gol (FOTO: Sam Navarro/USA TODAY Sports via Reuters Con)
DESEMPENHO GERAL
Pode-se dizer que a seleção uruguaia foi muito bem na sua estreia, criou várias chances e controlou grande parte da partida. Quase se complicou no começo da segunda etapa, mas rapidamente tomou as rédeas do jogo, sendo presenteada com gols no fim. O resultado e o desempenho deixam claro que o Uruguai é um dos favoritos para ser campeão da Copa América. Já o Panamá jogou o que conseguiu, teve o seu bom momento, mas ainda não é páreo contra uma seleção de grande porte. Se os panamenhos sonham com a classificação, terão que mostrar mais nas próximas partidas.
PRÓXIMOS PASSOS
O Uruguai volta a jogar na quinta-feira, dia 27/05, às 22h (Horário de Brasília), contra a Bolívia no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela segunda rodada do Grupo C, enquanto o Panamá irá a Atlanta, no Mercedes-Benz Stadium, enfrentar os Estados Unidos, também na quinta-feira, mas às 19h, pela mesma rodada.
Na última quinta-feira (20/06) Dinamarca e Inglaterra, do grupo C, se enfrentaram pela segunda rodada da Eurocopa, no estádio Deutsche Bank Park. A partida foi marcada pelo empate, de 1 a 1, e pelo baixo desempenho das duas seleções.
O início do jogo foi morno e com pouquíssima ação durante os 20 primeiros minutos. A equipe inglesa parecia ter mais controle da partida, mas era incapaz de gerar boas chances. Foi em um vacilo do lateral dinamarquês Kristiansen, que não se atentou na chegada veloz e surpreendente do defensor Walker, um dos melhores laterais da Eurocopa, e cedeu a posse de bola para Inglaterra perto de sua área. O ala direito disparou e rolou a bola para o atacante Harry Kane finalizar rasteiro de pé canhoto e abrir o placar da partida.
Após o gol, a Inglaterra não se achou mais em campo e passou a ser dominada pela Dinamarca, que em meio a tantas ameaças de fora da área conseguiu um empate: o meio campista Hjulmand, aos 34’, finalizou de longe e marcou um golaço para os Nórdicos, 1 a 1.
A estrutura do primeiro tempo não se modificou após o gol de empate, com, no máximo, algumas finalizações sem muito perigo para as duas partes.
Harry Kane marcando o primeiro gol da Inglaterra contra a Dinamarca. Foto: EFE/EPA/ROBERT GHEMENT.
O empate do primeiro tempo colaborou para um jogo em que ambas as equipes perderam finalizações e davam brechas nas defesas com falhas perigosas.
A Inglaterra se perdeu durante o resto da partida, mas ainda sim tiveram lances quase que certeiros. O volante, Declan Rice ameaçou com um chute de fora da área, o atacante Phil Foden acertou a trave e possibilitou um rebote para o ponta Bukayo Saka, que perdeu um ótimo lance próximo ao gol pela segunda vez.
A Dinamarca conseguiu obter maior posse de bola, porém também deixou a desejar nas finalizações após o gol pontuado. Aos 22 minutos, o meia Damsgaard conseguiu dominar a bola em uma dividida e chutá-la na direção do arqueiro inglês, Jordan Pickford, que a dominou sem problemas. Outros lances de fora da área e em cobranças de escanteios também foram defendidos pelo goleiro inglês.
Apesar das oportunidades e dos lances criados, nenhuma das equipes conseguiu balançar novamente as redes, mantendo o empate até o fim da partida e prejudicando principalmente a Inglaterra, que apesar de estar liderando seu grupo na competição, decepcionou os torcedores da seleção.
Hjulmand em comemoração após empate com a Inglaterra. Foto: Reprodução/X/@betfair_net
Os próximos jogos das seleções acontecem na terça-feira (25) e marcam o final da fase de grupos: Dinamarca e Sérvia e Inglaterra e Eslovênia.
No domingo (23/06), os Estados Unidos enfrentaram a Bolívia no AT&T Stadium, em Dallas, pela primeira rodada do Grupo C da Copa América. Os norte-americanos venceram com gols dos atacantes Christian Pulišić e Folarin Balogun.
Disputa de Bola entre McKennie e Ramallo (FOTO: OMAR VEGA /AFP)
PRIMEIRO TEMPO
Os anfitriões começaram o jogo a todo vapor. No primeiro lance da partida, após uma cobrança de escanteio curta, Pulišić acertou um lindo chute e inaugurou o marcador para a seleção americana aos 3 minutos. Durante a primeira etapa, os Estados Unidos jogaram à vontade, controlando o ritmo e o adversário. A Bolívia pouco assustou, e quando a finalização ia em direção à meta, o goleiro Matt Turner defendia sem dificuldade. Com o domínio completo, Pulišić encontrou Balogun, que bateu cruzado, tirando qualquer chance do goleiro boliviano, Guillermo Viscarra, ampliando o placar aos 43 minutos.
SEGUNDO TEMPO
Com o fraco desempenho apresentado na primeira etapa, o técnico da seleção boliviana, Antonio Carlos Zago, fez algumas alterações. Mas a única que teve um mínimo efeito foi a entrada do meia Miguelito no lugar do atacante César Menacho. Começando bem a segunda etapa, a Bolívia conseguiu trocar passes e criar algumas oportunidades, porém, não assustou os americanos, que logo retomaram o controle da partida. Talvez ainda melhor do que no primeiro tempo, a seleção americana teve diversas chances de marcar, mas o goleiro Viscarra estava em uma noite inspirada e não permitiu que os bolivianos passassem um vexame em campo. Assim, os Estados Unidos venceram por 2 a 0.
Pulišić cumprimenta Musah (FOTO: Aric Becker)
DESEMPENHO GERAL
Os donos da casa começaram a Copa América muito bem, conseguindo impor seu estilo de jogo e dominando o adversário, contando ainda com uma atuação de gala do seu craque, Christian Pulišić. Se os Estados Unidos conseguirem manter o bom desempenho, pode ser que surpreendam na competição. Já a Bolívia demonstrou ser uma equipe muito frágil, criou pouco e sofreu muito defensivamente.
PRÓXIMOS PASSOS
A Bolívia volta a jogar na quinta-feira, dia 27/06, às 22h (Horário de Brasília) contra o Uruguai no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela segunda rodada do Grupo C, enquanto os Estados Unidos irão a Atlanta, no Mercedes-Benz Stadium, enfrentar o Panamá, também na quinta-feira, mas às 19h, pela mesma rodada.
Na última rodada do grupo A na Euro 2024, Hungria e Escócia se enfrentaram valendo a vida na competição neste domingo (23),, Um empate significaria a eliminação de ambas, apenas a vitória importava. O jogo terminou com a vitória dos húngaros por 1 a 0.
O primeiro tempo foi sonolento, o Exército de Tartan dominava a posse de bola, entretanto não criava chances de gols, a Hungria se manteve no campo de defesa nos primeiros 35 minutos, tentando contra-ataques, mas sem perigo.
No segundo tempo não foi diferente em seus primeiros vinte minutos, porém desta vez o Time de Ouro chegou mais vezes para o ataque comparado ao primeiro tempo, a Escócia manteve a posse de bola mas sem objetividade, a partida foi repleta de erros. Aos vinte e três minutos da segunda etapa, cruzamento na área escocesa resultou na colisão entre o goleiro Gunn e o húngaro Barnabas Varga, choque forte que deixou o atacante desacordado, a tensão tomou o estádio, jogadores estavam desesperados, o capitão Szoboszlai não conteve as lágrimas. Atletas de ambas seleções cercaram o jogador para o preservar, foram sete minutos de atendimento, Varga saiu do jogo em uma maca, todo coberto. Após a partida, a federação húngara afirmou que o atleta tinha estado de saúde estável.
Jogadores segurando um pano para o atendimento médico de Barnabás Varga. Foto: Antonio Calanni - AP.
O jogo voltou e esquentou, as duas seleções estavam desesperadas para marcar um gol, o empate não servia de nada, se tornou uma batalha, jogadores esgotados corriam como se não houvesse amanhã. Próximo dos trinta e três minutos, Armstrong chegou cara a cara com o goleiro húngaro, entretanto Orban o derrubou na área, juiz não marcou o pênalti, causando a revolta do atacante. Tanto a Escócia quanto a Hungria desperdiçaram inúmeras chances de gol, algumas bolas na trave e defesas dos goleiros, mas aos 55 minutos do segundo tempo, em contra-ataque húngaro rápido, Sallai deixou Kevin Csoboth de frente para o gol, tirou do goleiro Gunn e fez o gol.
Com esta derrota, a Escócia se despede da competição com um ponto marcado e curiosamente nenhum gol marcado por escoceses, todos os gols a favor da Escócia foram contra. Já a Hungria espera os resultados dos outros grupos, caso esteja entre as quatro melhores campanhas de terceiros colocados, os húngaros irão disputar as oitavas de final.