Em jogo da abertura da 48ª edição da Copa América Conmebol, realizada nesta quinta-feira no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA), a Argentina, atual campeã do torneio e do mundo, venceu por 2 a 0 o Canadá, estreante na competição.
O Canadá marcou muito bem a forte seleção argentina, fechando o seu meio de campo e confiando em jogadas rápidas de contra-ataque para surpreender os argentinos. A primeira oportunidade clara de gol foi um rápido contra-ataque da Argentina, após uma roubada de bola, Di Maria avançou sozinho e na cara do gol tentou uma cavadinha, mas facilitou a defesa do goleiro Crépeau.
Aos 30 minutos, Alphonso Davies, considerado um fenômeno da lateral esquerda, avançou em velocidade pela esquerda, passando por Molina. Na linha de fundo cruzou para a entrada da área. Paredes cortou mal e Buchanan não conseguiu finalizar para o gol. Um minuto depois a jogada se repete, o lateral novamente na linha de fundo cruzou para Larin, que foi bloqueado pelo zagueiro.
No fim do primeiro tempo, De Paul cruzou na área, Mac Allister se antecipou ao zagueiro e cabeceou fraco para a defesa do goleiro Crépeau.
Na sequência, em jogada muito bem construída, o Canadá chegou perigosamente. Buchanan cruza da direita e o atacante Eustáquio, livre de marcação, cabeceou firme para a grande defesa do goleiro Martinez.
A Argentina entrou no segundo tempo focada. Após passe de Messi, Mac Allister dividiu com o goleiro Crépeau, tocou a bola para Julián Álvarez que, na cara do gol, finalizou para o fundo das redes, abrindo o placar. A partir do gol da Argentina, o Canadá adiantou a marcação, dando espaço para os contragolpes argentinos.
Após ligação direta do goleiro argentino, Messi dominou a bola, invadiu a área e bateu cruzado para grande defesa do goleiro canadense. No rebote, a bola sobrou novamente para Messi que driblou o goleiro e finalizou de cavadinha, mas a bola tocou no zagueiro e foi para a linha de fundo.
O Canadá avançou os seus jogadores e de forma corajosa foi em buscado empate. Com um jogo de muita intensidade e velocidade, pressionou fortemente a Argentina. Criou algumas oportunidades para empatar o jogo, porém, deu muito espaço aos argentinos para em contra-ataque ampliar o placar.
Em ligação direta do goleiro, Messi recebeu a bola nas costas da zaga e frente a frente com o goleiro, deu uma cavadinha superando o goleiro Crépeau mas, para tristeza dos argentinos, a bola saiu pela linha de fundo. Messi não fez o seu, mas deu uma assistência perfeita, deixando Lautaro Martinez na cara do gol. O artilheiro matador não perdoou e fez o segundo gol, garantindo a vitória da seleção argentina, que dá o primeiro passo para garantir a primeira colocação no grupo A da fase de grupos desta edição da Copa América, confirmando o favoritismo no campeonato.
Apesar de perder a partida, o Canadá mostrou que tem potencial para brigar pela segunda vaga do grupo, disputando com Chile e Peru.
Lionel Messi, considerado um dos melhores jogadores da história, disputa pela sétima vez a Copa América, sendo o maior artilheiro da competição com 13 gols. Após o confronto, se tornou o jogador que mais vezes entrou em campo na competição, com 35 participações.
A Argentina volta à campo na próxima terça feira às 22hs para enfrentar o Chile em Nova Jersey. No mesmo dia, às 19hs o Canadá enfrentará o Peru em Kansas City.
Os anfitriões da Eurocopa garantiram sua classificação de forma antecipada após vencerem a Hungria por 2 a 0 pela segunda rodada da competição, na última quarta-feira (19), o destaque da partida foi İlkay Gündoğan, com uma assistência e um gol marcado. Apesar de terem criado algumas chances e ainda marcado um gol, que foi anulado, os húngaros não conseguiram ter controle do jogo e encerraram mais uma rodada sem conseguir somar pontos na tabela.
Na primeira etapa, mesmo sem ter domínio da partida, a Hungria conseguiu finalizar ao gol e produzir chances perigosas. Mas não conseguiu segurar o ataque alemão por muito tempo, e aos 21 minutos, depois de um passe de Jamal Musiala para Gündoğan e uma lambança da defesa na sequência do lance, Ílkay conseguiu tocar a bola novamente para o camisa 10 da equipe, que apareceu livre dentro da área para finalizar e abrir o placar do jogo.
Cinco minutos depois, os húngaros ainda ensaiaram uma reação com Dominik Szoboszlai em uma cobrança de falta, que acabou em uma defesa de Manuel Neuer. E já nos acréscimos do primeiro tempo, novamente em um tiro livre, Szoboszlai levantou a bola na área e Rolland Sallai cabeceou para o fundo das redes, mas o gol foi anulado pelo bandeirinha. A partida foi para o intervalo com um gol de vantagem para a equipe de Nagelsmann.
O segundo tempo não foi muito diferente do inicial, porém nos 45 minutos restantes a Alemanha conseguiu dominar a Hungria e empurrar os adversários ainda mais para seu campo de defesa, sem que conseguissem se organizar para atacar os alemães. E na metade da etapa final, depois de uma troca de passes envolvente, Musiala encontra o lateral Mittelstädt que cruza na área para o capitão Gündoğan finalizar livre para o gol, e aumentar o marcador a favor da Alemanha.
No último minuto antes dos acréscimos, os húngaros conseguiram ir ao ataque uma última vez com outra bola aérea, Neuer saiu mal do gol, mas para a felicidade dos anfitriões, Kimmich estava em cima da linha para afastar o chute de Kleinheisler e garantir o placar de 2 a 0.
Após o jogo, o capitão húngaro, Dominik Szoboszlai ainda disse: "O resultado não era o que imaginávamos. [...] Tivemos boas oportunidades, defendemos da melhor forma que pudemos, mas muitas pessoas esquecem que jogamos contra a Alemanha, que é uma equipe de alta qualidade. Nós nos esforçamos, mas não foi o suficiente hoje”.
A Alemanha chega despreocupada para o jogo contra a Suíça na última rodada da fase de grupos, já que está classificada para as oitavas de final. Porém, a Hungria irá enfrentar a terceira colocada Escócia em um confronto direto, que é sua última chance de ir à fase de mata-mata do torneio.
No último sábado (23), o México enfrentou a Jamaica pelo Grupo B da Copa América no estádio NRG Stadium, em Houston (Texas), e saiu vitorioso pelo placar de 1 a 0. A seleção dominou a maior parte da posse de bola durante a partida, porém foi pouco criativa, e permitiu que a equipe jamaicana tivesse oportunidades de empatar.
O jogo começou com o México dominando as ações. Já aos 3 minutos, o volante Luis Chávez pegou uma sobra centralizada na área e bateu de canhota no canto do goleiro Jahmali Waite, que defendeu.
A equipe jamaicana melhorou após a pressão inicial da equipe mexicana, apostando principalmente na velocidade dos seus pontas, até que aos 20 minutos, o meia Bobby De Cordova-Reid cobrou uma falta no centro da pequena área, e o atacante Shamar Nicholson desviou de cabeça à direita do goleiro Julio González, saindo pela linha de fundo.
Após esses lances de perigo da Jamaica, o México manteve a maior posse de bola, mas demonstrou pouca criatividade na construção das jogadas. A chance mais clara da seleção mexicana ocorreu aos 46 minutos. Já nos acréscimos, Quiñones fez um passe para o meia Chávez na área. O camisa 24 ajeitou a bola para Luis Romo, que bateu de chapa e acertou a trave esquerda do goleiro Waite.
O primeiro tempo terminou sem gols. A equipe mexicana começou a partida melhor, dominando a posse de bola, mas não conseguiu criar chances claras para balançar a rede. Isso permitiu que os jamaicanos se lançassem ao ataque, embora também não tivessem sucesso na conclusão das jogadas.
Na segunda etapa, a seleção da Jamaica voltou mais ligada. Logo no primeiro lance, o meio-campista Kasey Palmer finalizou no miolo da área, e González defendeu batendo roupa; Montes afastou para escanteio.
Aproveitando o embalo dos jamaicanos, que continuaram pressionando, o ala direito Dexter Lembikisa pegou uma sobra no corredor direito, e cruzou com maestria na pequena área. O experiente atacante Michail Antonio, em boa posição, cabeceou para o fundo do gol, abrindo o placar. Contudo, o VAR foi acionado e, após rápida análise, o gol foi anulado devido a posição irregular do atacante.
Após o gol anulado, o jogo se tornou mais movimentado, com ambas as equipes buscando o ataque para criar oportunidades de marcar. Aos 15 minutos, o mexicano Julian recebeu em velocidade pelo lado esquerdo da área, disparou um chute de pé direito, mas o arremate passou por cima da meta com muito perigo, assustando a defesa jamaicana.
Após o lance, o México começou a dominar a partida, até que aos 25 minutos, Luis Romo dominou na meia-lua e ajeitou para o lateral esquerdo Gerardo Arteaga, que bateu de primeira com a canhota e mandou no canto superior do arqueiro jamaicano, que desta vez não conseguiu defender, e abriu o placar no jogo.
Depois do gol, os mexicanos conseguiram controlar a bola, e impediram as investidas da seleção jamaicana, que demonstrou cansaço. Isso obrigou o técnico Heimir Hallgrímsson a fazer substituições que não surtiram efeito.
Apesar disso, a Jamaica tentou uma pressão final para igualar o placar aos 46 minutos. Dexter Lembikisa chutou de longe no canto esquerdo de González, e o goleiro se esticou todo e espalmou para escanteio. No entanto, a partida terminou 1 a 0. Apesar do México ter controlado a maior parte do jogo, teve dificuldades na criação e permitiu que os jamaicanos tivessem chances de empatar.
O México volta a campo na próxima quarta-feira (26), às 22h (horário de Brasília) no SoFi Stadium, em Inglewood (Los Angeles), diante da Venezuela, pela segunda rodada da fase de grupos. No mesmo dia a Jamaica joga contra o Equador, ás 19h, no Allegiant Stadium em Las Vegas.
No último sábado (22), Equador e Venezuela se enfrentaram pela primeira rodada do grupo B da Copa América, no Levi's Stadium, em Santa Clara. A seleção venezuelana saiu com os três pontos, vencendo de virada por 2 a 1, após a expulsão do experiente atacante do Internacional Enner Valencia.
A partida começou com o Equador com mais posse de bola, atacando principalmente pelas laterais do campo. Aos 11 minutos, o atacante John Yeboah finalizou com desvio e o goleiro Rafael Romo defendeu em dois tempos. A seleção da Venezuela tentava sair pelo meio, mas estava sendo impedida pela defesa equatoriana.
Aos 17 minutos, o meia-atacante Kendry Páez finalizou à queima-roupa, mas Romo fez uma bela defesa. No rebote, o atacante Enner Valencia recebeu cartão amarelo por dar uma solada no volante José Martínez, que precisou de atendimento médico. Após revisão no VAR, o árbitro Wilmar Roldán mudou o cartão para vermelho aos 21 minutos, expulsando o jogador.
Por conta da expulsão, a equipe do Equador se fechou, e a Venezuela aumentou seu volume de jogo. A partida ficou mais truncada e com bastantes faltas, apesar da melhora da Venezuela. Aos 40 minutos, o meio-campista pela esquerda, Jeremy Sarmiento, pegou de primeira na sobra da cobrança de falta e abriu o placar na partida.
O primeiro tempo acabou com a Venezuela com mais posse de bola, mas parou na defesa adversária, terminando os 45 minutos iniciais em 1 a 0.
Na segunda etapa, a Venezuela manteve o domínio e pressionou pelo empate, aproveitando a vantagem numérica. Mas a primeira chance perigosa saiu aos 13 minutos, nos pés do meia Alan Franco, do Equador, que parou no goleiro.
A Venezuela continuou com os ataques, mas parando na defesa do Equador, até que, aos 19 minutos, o experiente centroavante Salomón Rondón rolou para o atacante Jhonder Cádiz, que finalizou rasteiro para empatar o jogo.
O gol fez o time da Venezuela buscar a virada, aumentando sua posse de bola. Aos 29 minutos, o lateral-direito Alexander González fez o cruzamento para Rondón, que cabeceou com perigo. Alexander Domínguez fez grande defesa e o meia Eduard Bello estava ligado para completar no rebote e virar o jogo.
Com a vantagem, a Venezuela controlou a partida, chegando a 62% de posse de bola. O Equador tentou reagir, mas a defesa venezuelana se manteve firme. O jogo terminou 2 a 1 para a Venezuela, de virada.
A vitória mostrou a resiliência da Venezuela, que soube aproveitar a vantagem numérica e controlou bem o jogo após virar o placar. O Equador, mesmo com um jogador a menos, ofereceu resistência, mas não conseguiu segurar o resultado.
Na segunda rodada, o Equador enfrentará a Jamaica na próxima quarta-feira (26) às 19h (horário de Brasília), no Allegiant Stadium, em Nevada. Já a Venezuela encara o México no mesmo dia, às 22h, no SoFi Stadium, em Inglewood.
O fim de semana não começou como Max Verstappen esperava, mas terminou em um lugar um tanto familiar para o tricampeão: o topo do pódio. Na manhã do último domingo (23), o piloto da Red Bull se aproveitou da brecha deixada por Lando Norris na largada em Barcelona e conquistou a 7ª vitória nesta temporada, a quarta na Espanha em sua carreira.
O britânico da McLaren foi ameaça constante durante a corrida e lutou até o fim pela vitória, porém, a estratégia da Red Bull prevaleceu e, no cockpit, a experiência de Verstappen pesou. O holandês gerenciou muito bem o desgaste dos pneus e cruzou a linha de chegada a 2,2s de Norris. Lewis Hamilton, da Mercedes, completou o top-3.
Desgaste excessivo animou a corrida
Ao longo da semana, a Pirelli, fornecedora de pneus da categoria, indicou que a estratégia seria determinante para o Grande-Prêmio da Espanha, previsão que se confirmou ao longo da etapa espanhola. Todos os pilotos, à exceção de Alexander Albon (Williams), largaram com os compostos mais macios e, a partir da décima volta, equipes e seus estrategistas já quebravam a cabeça à beira da pista.
Dentre os ponteiros, George Russell (Mercedes) e Carlos Sainz (Ferrari) entraram nos boxes na 15ª volta, saindo com pneus médios. Verstappen entrou pouco depois, enquanto Norris e Charles Leclerc (Ferrari) optaram por estender a parada para as voltas 23 e 24, respectivamente.
Na segunda metade da corrida, a estratégia foi outra. Russell e Sainz trocaram para pneus duros, ao passo que os líderes calçaram novamente os macios. Com mais borracha que os rivais, Norris diminuiu gradativamente a distância para Max, entretanto, ambos cruzaram a bandeira de chegada antes que o britânico pudesse esboçar um ataque.
Vermelhos decepcionam
Após fraco desempenho no GP do Canadá, a Ferrari esperava brigar pela vitória neste final de semana depois de trazer atualizações para o SF-24. Contudo, contrariando a expectativa criada, os pilotos da escuderia italiana não fizeram bons tempos no treino classificatório de sábado, tampouco estiveram na luta pela liderança no domingo. Leclerc bem que tentou replicar a estratégia de Norris, mas não conseguiu superar Russell na disputa pelo quarto lugar.
Quem também decepcionou foi Sérgio Perez (Red Bull). Companheiro de equipe de Max, o mexicano largou apenas na 11ª colocação e pouco fez no circuito de Barcelona, terminando a corrida na oitava posição. Desde que renovou seu contrato com a equipe austríaca, Pérez coleciona maus resultados, que o fizeram despencar na classificação de pilotos.
Quatro equipes na disputa
Se você acompanhou a primeira etapa da temporada sediada no Bahrein, viu um domínio absoluto de Verstappen, que venceu a prova com ampla margem sobre a concorrência. No entanto, a ordem de força das equipes se alterou e a disputa pelo título promete ser agitada.
O holandês ainda é o grande favorito para vencer mais um campeonato, mas a melhora das rivais diretas é perceptível. Tanto Ferrari, quanto a McLaren já venceram corridas esse ano e estão sempre no páreo. A octacampeã de construtores, Mercedes, também não é carta fora do baralho e promete entrar cada vez mais na briga nos próximos GPs.
A 11ª etapa da temporada acontece já na próxima semana, em Spielberg, na Áustria.