Equipes conquistam primeiros pontos na competição; americanos levam vantagem no saldo de gols
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral
Vinicius Zini
|
16/06/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 começou com goleada de um dos anfitriões, os Estados Unidos, e com uma vitória surpreendente da Austrália. Confira mais detalhes sobre as partidas do Grupo D:

Estados Unidos 4 X 0 Paraguai

Os Estados Unidos venceram o Paraguai por 4 a 1 no jogo de estreia das duas equipes, pertencentes ao Grupo D, na Copa do Mundo. A partida ocorreu na última sexta-feira (12), no Los Angeles Stadium, em Inglewood, Califórnia. Os norte-americanos dominaram a partida e garantiram seus primeiros três pontos na competição.

Desde os minutos iniciais, os anfitriões adotaram uma postura agressiva, pressionaram a saída de bola paraguaia e exploraram os espaços pelos lados do campo. Foi logo aos sete minutos da primeira etapa que a equipe comandada pelo técnico Mauricio Pochettino abriu o placar do jogo. Depois de uma jogada construída por Christian Pulisic, o volante paraguaio Damián Bobadilla desviou a bola em direção ao gol após cruzamento de Weston McKennie, marcando um gol contra. 

O segundo gol veio aos 31 minutos, ainda do primeiro tempo. Pulisic pela ponta esquerda deu um passe para o centroavante americano, Folarin Balogun que, de dentro da área, finalizou de primeira e ampliou o placar. 

Já nos acréscimos do mesmo período, Balogun recebeu a bola na entrada da área pela direita, cortou o zagueiro paraguaio em direção a marca penal, finalizou com a perna esquerda no ângulo do goleiro Orlando Gill e fez com que os Estados Unidos fossem para o intervalo com uma vantagem de 3 a 0.

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Balogun foi o primeiro jogador da história dos EUA a fazer dois gols na mesma partida de uma Copa do Mundo desde 1930. Foto: Reprodução/Instagram/@balogun

Na volta do intervalo, os paraguaios buscaram uma postura mais ofensiva e aos 28 minutos do segundo tempo conseguiram diminuir a diferença no placar. Após um passe de Julio Enciso, Mauricio chegou na área, finalizou e marcou o único gol da equipe sul-americana na partida. Apesar de não ameaçarem a vitória dos donos da casa, o marco foi histórico, pois encerrou o jejum da seleção de 16 anos sem marcar gols em Copas do Mundo. 

Mesmo assim, os EUA continuaram sufocando a equipe paraguaia com grande superioridade no volume de jogo, o que dificultou ainda mais a tentativa da equipe de conter as transições americanas.

Já nos acréscimos finais, os anfitriões aproveitaram mais uma desatenção defensiva da equipe adversária. Freeman tocou a bola para Giovani Reyna, que, com um toque sutil de genialidade, estufou as redes do goleiro paraguaio com um chute de trivela, gol que fechou o placar em 4 a 1. O resultado garantiu a maior goleada dos Estados Unidos em uma partida de Copa do Mundo e levou a seleção à liderança provisória do Grupo D.

Na próxima rodada, os Estados Unidos enfrentam a Austrália, na sexta-feira (19), às 16h (horário de Brasília), enquanto o Paraguai buscará a recuperação contra a Turquia no sábado (20), às 00h (horário de Brasília).

 

Austrália 2 X 0 Turquia

No último domingo (14), a Austrália venceu a Turquia por 2 a 0 na estreia das equipes pelo Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Com capacidade para pouco mais de 54.000 pessoas, o palco da partida, o Estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá, quase lotou e registrou a marca de 52.497 telespectadores presentes.

Pela primeira vez na história, Austrália e Turquia se enfrentaram em um Mundial, já que as duas seleções nunca tinham disputado uma mesma edição da competição. A seleção australiana voltou a vencer o primeiro jogo da Copa, algo que não acontecia desde 2006. Já os turcos, que estão em sua terceira participação no campeonato, saíram derrotados em todas as estreias que tiveram.

Com gols em ambos os tempos, o jogo – que ocorreu na madrugada de sábado para domingo aqui no Brasil – ficou marcado por destaques individuais e uma intensa entrega tática e física por parte dos Socceroos, o que permitiu sua eficiência tanto na defesa quanto no ataque. Mesmo com a bola durante maior parte do tempo, a seleção turca não traduziu esse domínio em chances claras de gol.

Os dez minutos iniciais foram uma amostra do que seria o restante do confronto. A Austrália, que esboçou uma pressão assim que o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela apitou para a bola rolar, logo em seguida colocou sua estratégia em prática: comprometimento defensivo com uma linha de cinco atrás e saída rápida para os contra-ataques.

A Turquia, com seu estilo ofensivo e a qualidade de seus jogadores, tentava encontrar algum espaço para o caminho do gol. Dessa forma, em uma bonita jogada, o capitão e camisa 10 Çalhanoğlu tocou para Arda Güler, que fez um corta-luz. Kökçü dominou e passou para Güler, que já havia avançado para receber a bola. O camisa 8 ajeitou para a perna esquerda, mas chutou por cima da meta.

Até a parada para hidratação, a partida ficou mais equilibrada. As duas seleções tentaram, porém tiveram poucas oportunidades. Logo após o reinício, a Turquia teve sua primeira chance de perigo. Yilmaz cruzou pela esquerda para Arda Güler, que finalizou de primeira na entrada da área, e Beach agarrou a bola. Ali marcou o início das boas defesas que o goleiro australiano faria no restante do jogo.

A resposta da Austrália foi imediata. Depois da investida turca, os Socceroos partiram para o ataque com um lançamento em profundidade de Okon-Engstler para Irankunda. Já em seu domínio, o atacante de apenas 20 anos deixou Demiral para trás e ficou cara a cara com o goleiro Çakır. Irankunda chutou rasteiro no canto e abriu o placar para a seleção australiana aos 26 minutos do primeiro tempo. No momento do gol, o camisa 17 tornou-se o jogador mais jovem da Austrália a marcar em uma edição da Copa do Mundo.

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Nestory Irankunda foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/Socceroos

A seleção turca quase empatou nos minutos seguintes. O zagueiro Bardakçı acertou um forte chute de fora da área. Antes de bater na trave, Beach havia parado a finalização com outra ótima defesa. Até o final do primeiro tempo, a Turquia teve uma troca de passes lenta e tentou muitas jogadas pela esquerda, mas longe de obter sucesso. No lado australiano, as transições ofensivas foram mais efetivas e levaram mais perigo.

A segunda etapa começou com chutes de fora da área de Çalhanoğlu e Yüksek. O segundo desviou e assustou Beach. Com sua principal arma defensiva e ofensiva no jogo aéreo, a Austrália quase ampliou o placar na cabeçada do capitão Souttar em cobrança de escanteio, mas parou na defesa de Çakır. Em seguida, Arda Güler bateu uma falta perigosa no canto de Beach, mas o goleiro de apenas 22 anos defendeu mais uma vez.

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Patrick Beach fez apenas seu terceiro jogo com a seleção da Austrália. Foto: Reprodução/X/Socceroos

A partida ficou monótona por um bom tempo: a seleção australiana mantinha-se recuada e a Turquia colecionava finalizações travadas na defesa. Depois da parada para hidratação, Çalhanoğlu enfiou a bola para Çelik, que sem ângulo chutou em Beach. Aos 29 minutos do segundo tempo, o cenário dos turcos ficou ainda pior. Metcalfe arrancou pelo meio com liberdade e finalizou da entrada da área. Çakır não alcançou e a bola entrou no canto, para aumentar o placar para os Socceroos.

O restante do confronto resumiu-se em chutes de fora da área por parte da seleção turca, enquanto a Austrália defendia-se mais do que nunca. Çalhanoğlu cobrou uma falta que também parou no destaque Beach. Perto dos acréscimos finais, o craque turco ainda cruzou para Demiral. O zagueiro cabeceou para fora, em um dos raros momentos em que a Turquia levou vantagem sobre os gigantes defensores australianos. Jesús Valenzuela apitou pela última vez aos 51 minutos e confirmou os 2 a 0 para os australianos.

A Austrália volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 16h (horário de Brasília) contra um dos anfitriões, os Estados Unidos, no Lumen Field, em Seattle. A partida marca o encontro de duas seleções que venceram seus compromissos de estreia. A Turquia, por sua vez, retorna aos gramados no próximo sábado (20), às 00h (horário de Brasília), para enfrentar o Paraguai, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. Os confrontos são válidos pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo e podem definir a classificação das seleções para a fase de mata-mata.

Na primeira rodada da fase de grupos, os alemãs golearam o Curaçao, e os Elefantes quebraram a invencibilidade de 19 jogos do Equador
por
Gustavo Tonini
Érico Soares
Lorena Basilia
Maria Luiza Pêgo
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16/06/2026 - 12h

No último domingo (14), as seleções do grupo E entraram em campo pela primeira vez na Copa do Mundo 2026. A Alemanha confirmou o favoritismo ao vencer com tranquilidade o Curaçao. No outro confronto, em jogo equilibrado, a Costa do Marfim fez gol no final do jogo e garantiu os três pontos.

Alemanha 7 X 1 Curaçao

A experiente seleção da Alemanha enfrentou a estreante Curaçao, às 14h, pela primeira. A partida foi disputada no Estádio NRG, em Houston, nos Estados Unidos. Com uma goleada por 7 a 1, os alemães iniciaram a campanha no torneio de forma avassaladora.

A imagem mostra jogadores de Alemanha e Curaçao abraçados no campo.
Em um símbolo de união, jogadores da Alemanha e Curaçao se abraçaram e rezaram após o jogo. Reprodução: Instagram/@thebluewaveffk

Foi a segunda vez na história das Copas do Mundo que a seleção alemã alcançou esse placar.A última ocasião foi nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, quando a Alemanha venceu o Brasil por 7 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O resultado ficou marcado como uma das derrotas mais traumáticas da história da Seleção Brasileira e voltou à memória dos torcedores com a repetição do placar neste domingo.

A etapa inicial foi movimentada e contou com boas oportunidades para os dois lados. A Alemanha abriu o placar logo aos seis minutos, com o volante Félix Nmecha. 

Aos 20 minutos, Curaçao fez história ao marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo. O lateral-direito Livano Comenencia, do Zurich, aproveitou uma sobra de bola na área e deixou tudo igual.

Apesar do controle da partida, a Alemanha demorou a transformar sua superioridade em gols. A recompensa veio com Schlotterbeck, que marcou de cabeça aos 38, após insistir nas jogadas aéreas. Pouco antes do intervalo, Nmecha sofreu pênalti e Kai Havertz fez o 3 a 1 ao converter a cobrança.

Apesar do susto inicial, a Alemanha foi para o intervalo com a vantagem no placar. Na volta do vestiário, os germânicos não deram folga aos caribenhos. 

A equipe comandada por Julian Nagelsmann precisou de apenas dois minutos para ampliar ainda mais o placar. O camisa 10 Jamal Musiala recebeu um lindo passe de Kimmich, cortou a defesa de Curaçao e bateu cruzado e rasteiro para fazer 4 a 1. Em seguida, mais dois: Nathaniel Brown, aos 23, e Deniz Undav, aos 33, deixaram a equipe caribenha no sufoco.

Todo o mínimo equilíbrio dos primeiros minutos do primeiro tempo inexistiu depois do intervalo. Curaçao não teve forças para reagir novamente, e os alemães ampliaram a vantagem com facilidade. Undav, que entrou no lugar de Musiala, foi decisivo para que a segunda etapa fosse mais tranquila, com duas assistências e um gol. 

O último gol foi o diferencial: aos 43, Havertz recebeu bola esticada de Undav pelo meio do ataque, levou para a área e, de cavadinha, fez o 7 a 1 na saída do goleiro Room. O gol levou a Alemanha ao topo da artilharia da história da competição com 239 gols, ultrapassando o Brasil com 238.

Para o Curaçao, apesar da goleada, a partida ficará marcada na história. A seleção caribenha desbancou a Islândia e se tornou o menor país a marcar um gol em Copas do Mundo. Mesmo com o placar elástico no segundo tempo, o espírito da pequena ilha caribenha estava representado nas arquibancadas pelos seus torcedores, que mesmo após a derrota na sua estreia mantiveram o espírito esportivo e continuaram dando apoio e viram sua seleção escrever um capítulo inédito no futebol mundial.

Costa do Marfim 1 X 0 Equador

Mais tarde, às 21h, no Philadelphia Stadium, em Filadélfia, nos Estados Unidos, a Costa do Marfim e o Equador estrearam na Copa do Mundo 2026. O placar do jogo foi magro, mas a partida ficou marcada por muito futebol.

O Equador vinha de 19 jogos de invencibilidade. A última derrota sob o comando de Sebastián Beccacece foi em setembro de 2024, quando perdeu para o Brasil nas eliminatórias. Enquanto isso, a Costa do Marfim, mesmo com a eliminação precoce na última Copa Africana de Nações (CAN), vinha de vitória sobre a França no último amistoso pré-copa e com uma defesa que não sofreu gols nas eliminatórias.

A partida começou no nível das expectativas, com uma pressão muito forte da La Tri. Aos dois minutos, Moisés Caicedo achou espaço na entrada da área e bateu, mas a bola saiu para linha de fundo. Já aos dez minutos, Hincapié acertou um cruzamento para Enner Valencia. Mesmo com espaço e tempo para dominar a bola e driblar o marcador, o atacante finalizou mal e a bola passou por cima do gol. 

Mas não só de Equador vivia o jogo: aos 16 minutos, Bazoumana Touré cruzou uma bola que passou lambendo a trave de Hernán Galíndez. No minuto seguinte, a joia Marfinense Yan Diomande achou um passe espetacular para Elye Wahi, que pegou mal na bola e deixou fácil para Galíndez defender. 

Com 23 minutos de jogo, em lambança da defesa, John Yeboah roubou a bola, e em um belo chute, carimbou a primeira de muitas traves do jogo. Após o começo épico, a partida esfriou, e o último grande momento foi no minuto 34, em que novamente Diomande achou uma bola perfeita para Nicolas Pépé, que foi lento demais e no momento do chute foi travado pela sólida defesa do Equador.

Com o início do segundo tempo, mesmo com o chute na trave de Valencia no primeiro minuto, a Costa do Marfim foi mais produtiva nas finalizações, principalmente com transições rápidas. Logo aos seis minutos, em contra-ataque, Diomande recebeu a bola na ponta direita do ataque e cruzou para Wahi dentro da área, mas ele acertou a trave. 

Depois, aos doze minutos, Diomande recebeu uma bola na ponta esquerda, fez uma bela jogada individual e chegou muito próximo da pequena área, mas finalizou mal e a bola foi longe do gol. Os Elefantes chegaram mais uma vez aos 15 minutos. Em escanteio curto, Seko Fofana levou a bola até a entrada da área e cortou para o meio, mas a finalização foi travada, o que deixou a bola fácil para Galindez. 

Aos 22 minutos, os marfinenses saíram jogando errado e possibilitaram que Preciado recebesse livre na ponta para tocar para Gonzalo Plata. quase na meia-lua, finalizar com força, mas no meio do gol, defesa fácil de Yahia Fofana.

Após a parada para hidratação o jogo esfriou. A partir daí, o Equador começou a ficar mais no ataque, porém era pouco efetivo ao explorar muitas bolas paradas. A chance mais perigosa foi uma falta aos 41 minutos, que foi desviada pela defesa. Enquanto isso, a Costa do Marfim tentava produzir perigo nos contra-ataques. Os Elefantes só chegaram aos 37 minutos após bela jogada de Yan Diomande para um chute travado de Konan dentro da área.

Mesmo em um momento de baixa no jogo, em que La Tricolor era relativamente melhor no jogo, os Elefantes chegaram ao gol. Aos 44 minutos de jogo, o zagueiro Wilfred Singo recebeu uma bola na lateral direita, disparou até o ataque e levou a bola até a entrada da área. O zagueiro tocou para Amad Diallo que completou com um belo tapa no canto esquerdo do gol. A partida terminou 1 a 0 para os martinenses, placar que encerrou a invencibilidade equatoriana.

A imagem mostra Diallo, da Costa do Marfim, comemorando o gol
Diallo saiu do banco para marcar seu primeiro gol na história da Copa. Reprodução: Instagram/@fif.ci

Próxima rodada

Alemanha e Costa do Marfim lideram o grupo, com três pontos cada. Pelo saldo de seis gols positivo, os germânicos ficam com a primeira posição.

Na próxima rodada, as equipes voltam a campo no próximo sábado (20). Às 17h, Alemanha X Costa do Marfim, no BMO Field, em Toronto, Canadá. Às 21h, Equador X Curaçao, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

México bateu a África do Sul por 2 a 0; Coreia do Sul venceu a Tchéquia de virada
por
Enrico Peres
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Marina Garcia
|
16/06/2026 - 12h

As disputas do Grupo A terminaram com vitória para o México, anfitrião da Copa do Mundo 2026, e Coreia do Sul, as duas partidas aconteceram respectivamente no Estádio Azteca e Estádio de Guadalajara, ambos em solo mexicano.

Os donos da casa fizeram o dever na abertura do mundial e bateram a África do Sul, por 2 a 0. Já os sul-coreanos venceram a Tchéquia, de virada, por 2 a 1. Veja os detalhes dos confrontos:

México X Coreia do Sul

México e África do Sul protagonizaram a partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México.

Com direito a três shows e um palco já consagrado na história do futebol mundial, o estádio sediou as finais das edições de 1970 e 1986 e agora vai ao seu terceiro Mundial, tornando-se o único da história a receber partidas de abertura em três Copas diferentes.

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Show de abertura contou com a representação de todos os países que estão na disputa. Foto: @fifaworldcup/Instagram

Antes da partida começar, o público vibrou com a apresentação de Shakira, que cantou "Dadi Dadi", música oficial do Mundial, além de shows de Bruna Boy, Maná, J Balvin, Belinda, Danny Ocean, Lila Downs e Los Ángeles Azules. A festa foi marcada por cores, dança e pela presença da atriz Salma Hayek, que deu boas-vindas ao mundo em nome do México.

A seleção da África do Sul chamou atenção antes mesmo de a bola rolar. Os jogadores entraram no estádio embalados por música e dança, em uma celebração que reforçou a identidade cultural do país.

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África do Sul deu show de simpatia antes da estreia no mundial. Foto: @bafanabafanaofficial/Instagram

Dentro das quatro linhas, o técnico Hugo Broos surpreendeu ao adotar um esquema com três zagueiros, com uma postura mais defensiva para reduzir os espaços do ataque mexicano e explorar contra-ataques rápidos.

Já o time comandado pelo técnico Javier Aguirre foi a campo com o 4-1-2-3, com o goleiro Raúl Rangel, os defensores Jesús Gallardo, Johan Vásquez, César Montes e Israel Reyes, os meias Érik Lira, Brian Gutiérrez e Álvaro Fidalgo, e a linha de frente com Julián Quiñones, Raúl Jiménez e Roberto Alvarado. 

Do outro lado, o time sul-africano foi escalado com Ronwen Williams no gol, Khuliso Mudau, Ime Okon e Nkosinathi Sibis formando a linha de três defensores. Mbekezeli Mbokazi e Aubrey Modiba atuando como alas. No meio, Siphephelo Sithole, Teboho Mokoena e Jayden Adams, e à frente, Iqraam Rayners ao lado de Lyle Foster.

A arbitragem da partida foi inteiramente sul-americana e marcou um feito histórico: pela primeira vez, um árbitro brasileiro apitou o jogo de abertura de uma Copa do Mundo. Wilton Pereira Sampaio entrou em campo com os assistentes Bruno Boschilia e Bruno Pires, ambos brasileiros. O quarto árbitro foi Juan Gabriel Benítez, paraguaio, e na cabine do árbitro de vídeo atuou Nicolás Gallo, colombiano.

O primeiro tempo foi de pressão mexicana sobre os sul-africanos. Aos quatro minutos, em uma cobrança de lateral, Gutiérrez tocou para Reyes no fundo; que cruzou para a área e Raúl Jiménez, de primeira, soltou um bolão que parou nas mãos de Ronwen Williams e espalmou para escanteio.

Aos nove minutos, após um mau domínio de Sithole na entrada da área, Quiñones disparou sobre o volante, roubou a bola e marcou o primeiro gol da Copa. Aos 42, Quiñones ganhou na corrida de Sithole e chutou em cima do zagueiro e, na sobra, Alvarado tocou para o meio da área e Quiñones, ele de novo, apareceu para mandar um chute rasteiro na trave.

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Pela primeira vez um jogador da Concacaf marcou o gol da estreia em mundiais. Foto: @miseleccionmx/Instagram/Reprodução

No segundo tempo, os mexicanos seguiram pressionando. Aos 49, Alvarado cruzou para Gutiérrez sair cara a cara com o goleiro, quando Sithole cometeu uma falta por trás e recebeu o primeiro cartão vermelho da partida.

Aos 67, veio o segundo gol; Alvarado, em belo cruzamento de canhota, encontrou Jiménez na entrada da pequena área para cabecear sozinho e inflamar a torcida mexicana. O artilheiro marcou seu primeiro gol na história das Copas do Mundo e encerrou um jejum de quatro edições sem balançar as redes.

O camisa 9 foi às lágrimas. Em 2020, Raúl sofreu uma fratura no crânio após um violento choque com o zagueiro David Luiz e chegou perto de encerrar a carreira. O gol também aliviou a cobrança que os torcedores faziam ao atacante: um dos maiores artilheiros da história da seleção mexicana, ele nunca havia marcado pelo México em uma Copa do Mundo.
 

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       Raúl Jiménez vidrado após marcar o gol que selou a vitória do México. Foto: FIFA/Reprodução

Na reta final, a situação sul-africana se complicou ainda mais com a expulsão de Themba Zwane, aos 89 minutos, por agressão ao rosto de Alvarado. A equipe anfitriã soube administrar o placar, mesmo quando o mexicano César Montes também foi expulso, nos acréscimos do segundo tempo. 

O México volta a campo no dia 18 de junho, contra a Coreia do Sul, em Guadalajara. A África do Sul, por sua vez, enfrentará a Tchéquia em Atlanta, nos Estados Unidos, na mesma data.

Coreia do Sul X Tchéquia

No estádio Akron, em Zopopan, uma das sedes mexicanas, Coreia do Sul e Tchéquia se enfrentaram no jogo que foi apenas o segundo desta edição de Copa, ainda no dia de abertura.

A Coreia, que vem de boas colocações em copas recentes, como um quarto lugar em 2002, sendo país sede, e duas oitavas de final em 2010 e 2022, foi para o jogo na América sonhando com uma nova classificação no mata-mata. 

A geração coreana, que vem em boa fase após campanha invicta nas eliminatórias, ainda contava com o veterano Heung-Min Son, protagonista da seleção na última década, agora ocupando mais a posição de centroavante. Além do jogador que marcou época no Tottenham, outros destaques na seleção são o zagueiro Kim Min Jae e o atacante Lee-Kang In, ambos atuantes no futebol europeu.

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Son, estrela da Coreia do Sul, não marcou na estreia da equipe. Foto: Fifa/Reprodução

Para a partida, Hong Myung-Bo, ex-capitão e atual técnico da seleção que, ainda como jogador, estava presente na campanha da seleção em 2002, montou o time coreano usando a mesma base usada nas eliminatórias e nos amistosos pré-copa, com uma linha de três zagueiros, um meio campo povoado e apenas um jogador no ataque. Lee-Kang In, que atua no meio-campo e na ponta, jogou como um meia recuado junto de Hwang Hee-Chang.

No lado Tcheco, que não jogava o mundial desde 2006, na Alemanha, a seleção foi para a estreia com otimismo, após conseguir sua vaga na repescagem, quando passou nos pênaltis pela Dinamarca.

Em um grupo equilibrado, o time coletivo montado por Miroslav Koubek, que chegou na seleção no começo do ano, aposta num estilo físico e no jogo aéreo, com o protagonista do time, Patrick Schick, no ataque.

No lado tático, a equipe repetiu o modelo usado nos últimos jogos, em um 5-4-1 até similar ao da Coreia, em um time que aposta nas corridas do ala-direito Coufal, que vem de boa temporada no Hoffenheim.

Já após o apito inicial, a Coreia do Sul dominou o jogo, usando da pressão na saída de bola dos tchecos e dificultando a ultrapassagem dos europeus do primeiro lado do campo para crescer na partida, mas sem conseguir transformar essas chances em gol.

Na tentativa de avançar, a Tchéquia acabou dando espaço para os avançados da Coreia conseguirem progredir com a bola no pé. Isso se transmitiu na melhor chance do primeiro tempo. Aos 38, Son conduziu, deixou no pé esquerdo e, mesmo de fora da área, chutou para raspar a trave tcheca.

Para o segundo tempo, a Tchéquia conseguiu pressionar e se mostrar mais presente no ataque. Aos treze minutos, em longa cobrança de lateral de Coufal, o capitão tcheco Krejci cabeceou para abrir o placar.

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Meio-campista tcheco abriu o placar da partida. Foto: FIFA/Reprodução

A Coreia do Sul não se abateu, e aos 22 minutos, após belo passe de Lee-Kang In, o volante Hwang In-Boom recebeu dentro da área, fazendo o corte no zagueiro e encobrindo o goleiro para o empate.

Faltando dez minutos para o fim, a Coreia aproveitou a chance no passe em profundidade para o Hwang In-Boom lançar o passe rasteiro para Hyeon-Gyu Oh virar a partida.

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Sul-coreanos buscaram a virada após jogo duro contra os tchecos. Foto: @thekfa/Reprodução

Após a vitória, a Coreia se prepara para o jogo na quinta-feira (18) contra o México, que também ganhou seu confronto, para buscar a liderança do grupo A. A Tchéquia, que também joga na quinta (18), enfrenta a África do Sul.

Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Turquia disputam a competição com outras 44 seleções
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral Silva
Vinicius Zini
|
14/06/2026 - 12h

 

Estados Unidos

O futebol nos Estados Unidos deixou de ocupar um papel secundário no cenário esportivo do país para assumir protagonismo às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Como anfitriã do torneio ao lado de Canadá e México, a seleção norte-americana vive o momento mais promissor de sua história recente e chega ao Mundial cercada por altas expectativas, impulsionada por uma geração talentosa e pela consolidação do esporte no país.

Embora o soccer, termo utilizado no país para se referir ao futebol tradicional, tenha ganhado força apenas nas últimas décadas entre os norte-americanos, a trajetória da seleção em Copas do Mundo é mais antiga do que muitos imaginam. Os Estados Unidos participaram da primeira edição do torneio, em 1930, no Uruguai, e alcançaram a terceira colocação — até hoje a melhor campanha do país na competição. Na ocasião, o atacante Bert Patenaude entrou para a história ao marcar o primeiro hat-trick já registrado em Mundiais, na vitória por 3 a 0 sobre o Paraguai.

Duas décadas depois, os norte-americanos protagonizaram um dos resultados mais surpreendentes da história das Copas. Em 1950, derrotaram a Inglaterra por 1 a 0, em Belo Horizonte (MG), com gol de Joe Gaetjens, haitiano radicado nos Estados Unidos. O episódio ficou conhecido como uma das maiores zebras do futebol mundial.

Apesar do impacto daquela vitória, a seleção atravessou um longo período de ausência nos Mundiais e passou 40 anos sem conseguir se classificar para a competição. O cenário começou a mudar em 1994, quando o país sediou a Copa do Mundo pela primeira vez. O torneio registrou recordes de público e abriu caminho para a criação da Major League Soccer (MLS), liga que impulsionou o crescimento do futebol tradicional no território norte-americano.

Desde então, o esporte ganhou espaço no mercado esportivo local e passou a revelar jogadores atuando nas principais ligas europeias. Diferentemente das gerações anteriores, formadas majoritariamente por atletas universitários, a atual seleção conta com nomes consolidados em clubes tradicionais do continente europeu.

Para 2026, a expectativa vai além da organização do torneio em estádios como o MetLife Stadium e o AT&T Stadium. Liderada por Christian Pulisic, Weston McKennie e Timothy Weah, a seleção norte-americana aposta em um elenco marcado pela intensidade física, velocidade e juventude para tentar superar a campanha das oitavas de final alcançada no Catar, em 2022.

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Pulisic é o quinto maior artilheiro da história da seleção, com 33 gols. Foto: Reprodução/Instagram/@cmpulisic

Jogando em casa e embalada pelo crescimento do futebol no país, a equipe dos Estados Unidos busca transformar o Mundial de 2026 em um marco definitivo para a consolidação do esporte entre os norte-americanos e, ao mesmo tempo, provar que pode competir entre as principais potências do futebol mundial. Nessa Copa, os americanos compõem o Grupo D junto com Austrália, Paraguai e Turquia.

Veja a lista dos 26 convocados do técnico Mauricio Pochettino:

Goleiros: Chris Brady (Chicago Fire), Matt Freese (New York City FC), Matt Turner (New England Revolution);

Defensores: Alex Freeman (Villarreal), Antonee Robinson (Fulham), Auston Trusty (Celtic), Chris Richards (Crystal Palace), Mark McKenzie (Toulouse), Max Arfsten (Columbus Crew), Tim Ream (Charlotte), Miles Robinson (Cincinnati), Joe Scally (Borussia Mönchengladbach), Sergiño Dest (PSV);

Meio-campistas: Brenden Aaronson (Leeds), Cristian Roldan (Seattle Sounders), Gio Reyna (Borussia Mönchengladbach), Malik Tillman (Bayer Leverkusen), Sebastian Berhalter (Vancouver Whitecaps), Tyler Adams (Bournemouth), Weston McKennie (Juventus).

Atacantes: Alex Zendejas (Club América), Christian Pulisic (Milan), Folarin Balogun (Monaco), Haji Wright (Coventry City), Ricardo Pepi (PSV), Tim Weah (Olympique de Marseille).

 

Austrália

O caminho da seleção australiana desde 2023 até agora não convenceu, porém foi o suficiente para garantir a classificação direta ao Mundial. A equipe da Oceania terminou a primeira fase das eliminatórias da Ásia sem levar nenhum gol. No entanto, é na segunda fase que a dificuldade aparece. Após não vencer nas duas primeiras rodadas, o técnico Graham Arnold pediu demissão em setembro de 2024.

Tony Popović – ex-zagueiro dos Socceroos e que disputou a Copa de 2006, na Alemanha – assumiu a Austrália e segue no comando até hoje. O treinador entrará para a seleta lista de pessoas que participaram de uma Copa do Mundo como jogador e técnico. Seu trabalho iniciou com apenas uma vitória em quatro jogos, mas obteve uma sequência de quatro triunfos nas partidas restantes. A campanha de 19 pontos deixou os australianos em segundo lugar do grupo C e carimbou a passagem para a América do Norte.

A Copa do Mundo de 2026 será a sétima participação da Austrália no torneio. A primeira aconteceu em 1974, na Alemanha Ocidental. Somente 32 anos depois, em 2006, os australianos voltaram a disputar. Desde então, é figurinha carimbada.

Em 1974, a Austrália sequer marcou gols e sofreu derrotas para as Alemanhas Oriental e Ocidental, além de empatar com o Chile. Em 2006, os Socceroos eliminaram o Uruguai na repescagem para confirmar a vaga no Mundial. Sua melhor campanha da história começou com uma vitória sobre o Japão, seguida de uma derrota para o Brasil e por fim, empate contra a Croácia que garantiu a classificação ao mata-mata. Nas oitavas, os australianos foram eliminados para a Itália – campeã daquela edição.

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Mark Bresciano marcado por Gilberto Silva na derrota da Austrália para o Brasil, na Copa do Mundo de 2006. Foto: Reprodução/X/Socceroos

Em 2010, a seleção australiana quase repetiu o feito. No início, foi derrotada pela Alemanha. Na rodada seguinte empatou com Gana e terminou a fase de grupos ao vencer a Sérvia. A campanha não foi suficiente para levar o país da Oceania à fase de mata-mata.

Os Mundiais de 2014 e 2018 não trazem boas lembranças aos australianos. No Brasil, a Austrália perdeu para Chile, Holanda e Espanha, respectivamente. O cenário foi parecido na Rússia. Depois de eliminar Honduras na fase de repescagem, os australianos ficaram na lanterna do grupo novamente. Derrota para a França, empate contra a Dinamarca e mais um revés, para o Peru.

Em 2022, mais uma vez os Socceroos não foram direto à Copa. Em uma disputa de pênaltis marcada pela substituição do goleiro titular pelo reserva, a Austrália superou o Peru. Em um grupo parecido com o de 2018, a seleção australiana perdeu novamente para a França. Entretanto, venceu Tunísia e Dinamarca nos compromissos seguintes e repetiu o feito de 2006 ao ir para as oitavas de final. Essa etapa do torneio marcou o ponto final da campanha australiana, contra a Argentina – também campeã da edição.

Em meio à algumas incertezas e testes realizados na última Data Fifa, em março, o técnico Tony Popović observa os últimos detalhes antes de anunciar a convocação final da Austrália para a Copa do Mundo, no começo de junho. O treinador, que utiliza um esquema com três zagueiros, enfrenta desfalques e dúvidas por lesão e condicionamento físico.

No gol, um velho conhecido. Capitão australiano, Matthew Ryan, de 34 anos, irá para sua quarta Copa. Na linha defensiva é onde os problemas aparecem. Harry Souttar, principal zagueiro da seleção, passa por uma situação parecida com a que encarou em 2022. O jogador está em fase final de recuperação da ruptura do tendão de Aquiles – contusão que o afastou por mais de um ano dos gramados. Também com lesão no tendão, o ala direito titular Lewis Miller está fora do Mundial. Jacob Italiano deve ser o substituto.

A posição de zagueiro é a mais incerta para Popović. A linha de três tem algumas opções: o veterano Miloš Degenek, Alessandro Circati, Jason Geria, Cameron Burgess e Kye Rowles. Além deles, o jovem de 18 anos Lucas Herrington, estreou bem na última Data Fifa e surge como alternativa. Já na ala esquerda a Austrália está bem servida, com o experiente Aziz Behich e Jordan Bos, que provavelmente será o titular.

Liderado por um dos pilares do elenco australiano, Jackson Irvine, o meio de campo ainda tem Aiden O’Neill e Connor Metcalfe como jogadores de confiança. A dupla de meias/pontas mais à frente alternou-se bastante durante o ciclo, ou seja, fica o questionamento de quem será o titular no Mundial. Nomes como Riler McGree, Martin Boyle, Nishan Velupillay, Awer Mabil e Craig Goodwin – dúvida por contusão – são algumas das alternativas.

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Jackson Irvine em ação pela Austrália. Foto: Aleksandar Jason/Socceroos

Assim como os meias/pontas, a posição de centroavante nunca foi uma certeza para Tony Popović. Jamie McLaren, Mitchell Duke e Tomi Jurić foram testados em diferentes momentos do ciclo. A tendência é que nenhum deles seja titular, mas sim Mohamed Touré ou Nestory Irankunda. O último é ponta de origem, no entanto, jogou como camisa 9 e fez gol nos jogos de março. Com isso, o jovem promissor de 20 anos virou opção também para o comando de ataque.

A Austrália mantém um padrão de jogo bem definido: apostar nas bolas paradas, na estatura e físico de seus jogadores. Independente do técnico e das formações táticas, é dessa forma que os Socceroos seguem com sua cultura. É através dela que os australianos competem e levam vantagem contra seus adversários nas eliminatórias da Ásia, por exemplo.

Após diversas tentativas mal-sucedidas, a Austrália finalmente juntou-se à Confederação Asiática de Futebol em 2006. O país visava enfrentar maior competitividade, oferecida pelas seleções da Ásia, para ter um maior desenvolvimento do seu futebol. Além do mais, as eliminatórias asiáticas proporcionavam vagas diretas à Copa do Mundo, algo que aconteceu na Oceania apenas nas eliminatórias para 2026, devido ao aumento do número de países participantes.

Socceroos é o apelido da seleção masculina de futebol australiano. A palavra nada mais é do que a junção de duas outras palavras em inglês: soccer (futebol) e kangaroo (canguru). Como muitos sabem, canguru é o animal símbolo da Austrália. Segundo o governo local, o número de cangurus é quase o dobro em relação ao número de pessoas residentes no país.

Embora a bandeira da Austrália seja azul, vermelha e branca, o uniforme da seleção de futebol não utiliza essas cores. Aliás, desde 1984, a grande maioria dos outros esportes tem seus trajes coloridos de amarelo e verde. Isso acontece devido à uma homenagem à fauna e à flora do país, e à acácia dourada, flor nativa que tem essa coloração.

Na Austrália, um em cada três habitantes são imigrantes. Inclusive, esse dado assemelha-se ao número presente na última Data Fifa, em março. Dos 25 australianos convocados, nove nasceram fora do país. Também é importante ressaltar que quando houve a primeira participação dos Socceroos em Copas do Mundo, em 1974, essa prática de convocar jogadores nascidos em diferentes países para representar outra seleção já existia na Austrália.

Junto com a Nova Zelândia, a Austrália sediou a última Copa do Mundo Feminina, realizada em 2023. Mesmo atrás em popularidade de esportes como futebol australiano, rugby, críquete e surfe, o futebol ganha espaço a cada ano, principalmente com as Matildas – apelido da seleção feminina australiana. O público, que foi o maior das Copas femininas durante todo o campeonato, desde a primeira edição, em 1991, viu a Austrália alcançar o quarto lugar e a melhor campanha da história do país na competição.

A Austrália disputará o torneio pela sexta vez seguida e fará parte do grupo D. Sem nenhum favorito, os australianos enfrentam Paraguai, Turquia e um dos anfitriões, os Estados Unidos. Confira os 26 convocados para a Copa do Mundo 2026:

Goleiros: Patrick Beach (Melbourne City-AUS), Paul Izzo (Randers-DIN) e Maty Ryan (Levante-ESP).

Defensores: Aziz Behich (Melbourne City-AUS), Jordan Bos (Feyenoord-HOL), Cameron Burgess (Swansea City-GAL), Alessandro Circati (Parma-ITA), Milos Degenek (APOEL-CIP), Jason Geria (Albirex Niigata-JAP), Lucas Herrington (Colorado Rapids-EUA), Jacob Italiano (GAK-AUT), Harry Souttar (Leicester City-ING) e Kai Trewin (New York City FC-EUA).

Meio-campistas: Cameron Devlin (Hearts-ESC), Ajdin Hrustic (Heracles Almelo-HOL), Jackson Irvine (FC St. Pauli-ALE), Connor Metcalfe (FC St. Pauli-ALE), Paul Okon-Engstler (Sydney FC-AUS) e Aiden O'Neill (New York City FC-EUA).

Atacantes: Nestory Irankunda (Watford-ING), Mathew Leckie (Melbourne City-AUS), Awer Mabil (Castellón-ESP), Mohamed Toure (Norwich City-ING), Nishan Velupillay (Melbourne Victory-AUS), Cristian Volpato (Sassuolo-ITA) e Tete Yengi (Machida Zelvia-JAP).

 

Paraguai

Depois de passar as três últimas edições fora, o Paraguai volta a participar da Copa do Mundo após 16 anos, sob o comando do técnico argentino Gustavo Alfaro. A seleção paraguaia chega ao torneio com uma forte campanha de reconstrução e tenta recuperar justamente o que a deixava perigosa no passado: a competitividade. 

O Paraguai aposta na força defensiva e na intensidade física. Em um chaveamento longe de ser considerado impossível, a expectativa é de que a equipe sul-americana avance para às oitavas de final. 

O trabalho de Alfaro foi fundamental para que a seleção chegasse nessa nova fase. O treinador conseguiu reorganizar uma equipe que parecia sem rumo. Hoje, o Paraguai voltou a competir fisicamente, a marcar, a pressionar e a ter confiança em enfrentar seleções historicamente maiores sem entrar derrotado em campo. 

O estilo de Gustavo Alfaro combina perfeitamente com a fama que o futebol paraguaio possui. As equipes comandadas por ele priorizam a intensidade, compactam a defesa e realizam transições rápidas. Não se trata diretamente de exuberância técnica, mas sim de extrema competitividade. A ideia de sofrimento coletivo, resistência e perseverança, é muito presente na cultura esportiva da nação e finalmente, depois de anos, reaparece na seleção. Hoje, pode-se dizer que o Paraguai volta a jogar “com cara de Paraguai”.

Essa reconstrução também se deve aos nomes presentes no elenco, principalmente os da nova geração. Entre eles, Julio Enciso, meia-atacante habilidoso e considerado por muitos o jogador mais talentoso do país desde Roque Santa Cruz. Ao lado dele estão Miguel Almirón, mais do que símbolo de liderança e intensidade, Gustavo Gómez, capitão e defensor referência, junto de jovens como Ramón Sosa e também Diego Gómez.

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Almirón, atacante de 32 anos, vai disputar sua primeira Copa do Mundo em 2026. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

Outro grande nome é o veterano Ángel Romero que segue sendo peça fundamental na equipe. O atual jogador do Boca Juniors, da Argentina, pode até não ser mais o principal jogador tecnicamente falando, porém ainda representa totalmente a personalidade da seleção. Raça, provocação e intensidade são destaques de sua trajetória no Corinthians e, hoje em dia, no time argentino.

Historicamente, o futebol sempre ocupou um espaço muito importante na identidade paraguaia. Em 1953, a seleção venceu a Copa América pela primeira vez, depois de derrotar o Brasil por 3 a 2. Essa conquista foi importante, pois ajudou a consolidar a seleção como um dos grandes nomes do continente.

O segundo título de Copa América do Paraguai foi conquistado em 1979 e até os dias de hoje é considerado um dos grandes feitos da seleção. A equipe que ganhou de 1 a 0 do Chile e se consagrou campeã ficou marcada pelo futebol competitivo, físico e disciplinado, características essas que viriam mais tarde a se tornar conhecidas da Albirroja. 

A geração de 1998 foi uma das mais simbólicas. Liderada pelo goleiro José Luis Chilavert, um dos raros goleiros-artilheiros da história, a seleção chegou às oitavas de final e por pouco não eliminou a França, na época anfitriã e futura campeã do mundo. 

Foi na edição de 2010, entretanto, que a maior campanha da história do país foi realizada. A equipe chegou até as quartas de final do campeonato realizado na África do Sul, mas acabou sendo eliminada por 1 a 0 em uma partida apertada contra a Espanha, que depois acabaria campeã naquele ano.

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Seleção Albirroja resistiu com personalidade, mas foi derrotada pela Espanha, campeã da Copa de 2010. Foto: Divulgação/FIFA

Desde então, porém, a seleção paraguaia entrou em declínio. A mesma seleção que era conhecida por tornar qualquer jogo em uma batalha a ser conquistada, passou por um longo período marcado por eliminações, constantes trocas de treinadores e campanhas mal sucedidas. Por isso, seu retorno ao torneio depois de 16 anos, aos olhos da população, é visto como um renascimento nacional esportivo e carrega bastante peso emocional. A expectativa é de que o Paraguai venha a ser uma das grandes surpresas do torneio. 

A seleção norte-americana entra como a favorita do grupo D por jogar em casa e por possuir um elenco mais profundo, entretanto, terá de lidar com uma grande pressão. A Austrália, apesar de certa intensidade física, é considerada tecnicamente inferior. Já a Turquia, mesmo que possua talento técnico, é conhecida por sua instabilidade. 

Nesse cenário, a seleção paraguaia é uma forte candidata à primeira ou à segunda  colocação. A tendência é de jogos equilibrados, mas de muito contato e decididos nos pequenos detalhes. Esse sempre foi justamente o território preferido do Paraguai. 

O objetivo é que haja conciliação entre tradição e renovação. Por um lado, o elenco atual mantém características consideradas históricas do futebol paraguaio. Por outro, trata-se de uma geração tecnicamente muito mais interessante do que as dos últimos anos. Enciso entrega criatividade, Almirón acelera as transições, enquanto Gómez sustenta o sistema defensivo. 

Assim, o Paraguai vai aos Estados Unidos tanto com a missão de recuperar um espaço que antes ocupava no futebol sul-americano, como também de resgatar algo que por anos pareceu ter sido perdido: sua identidade. E, em Copas do Mundo, equipes que sabem exatamente quem são, costumam ser perigosas. Veja a lista dos convocados para o retorno da Albirroja ao Mundial: 

Goleiros: Orlando Gill (San Lorenzo), Gatito Fernández (Cerro Porteño) e Gastón Olveira (Olimpia);

Defensores: Juan Cáceres (Dínamo de Moscou), José Canale (Lanús), Fabián Balbuena (Grêmio), Omar Alderete (Sunderland), Gustavo Gómez (Palmeiras), Alexandro Maidana (Talleres), Junior Alonso (Atlético-MG) e Gustavo Velázquez (Cerro Porteño);

Meio-campistas: Braian Ojeda (Vancouver Whitecaps), Damián Bobadilla (São Paulo), Andrés Cubas (Vancouver Whitecaps), Diego Gómez (Brighton), Alejandro Romero Gamarra (Al Ain), Mauricio (Palmeiras) e Matías Galarza (Atlanta United);

Atacantes: Gustavo Caballero (Portsmouth), Ramón Sosa (Palmeiras), Miguel Almirón (Atlanta United), Gabriel Ávalos (Independiente), Isidro Pitta (Bragantino), Álex Arce (Independiente Rivadavia), Julio Enciso (Strasbourg) e Antonio Sanabria (Cremonese).

 

Turquia

Pela primeira vez desde 2002, a seleção turca retorna a Copa do Mundo. A classificação para o mundial de 2026 finaliza um jejum de 24 anos sem participações e marca apenas a terceira participação do país na maior competição do futebol. A equipe garantiu sua vaga no torneio após terminar em segundo lugar no grupo das eliminatórias - com Espanha, Geórgia e Bulgária – e avançar na repescagem com vitórias sobre Kosovo e Romênia, ambas por 1 a 0.

Mesmo após ter sofrido uma goleada marcante por 6 a 0 para os espanhóis durante as eliminatórias, a Turquia chamou atenção pelo desempenho ofensivo dessa seleção. Sob o comando de Vincenzo Montella, foram 17 gols marcados em apenas seis partidas, além da atuação de jovens jogadores como Arda Güler e Kenan Yildiz, apontados como os principais destaques dessa nova geração. Outros nomes como Ferdi Kadıoglu e Orkun Kökçü também ganharam espaço na campanha classificatória.

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Arda Güler, de 21 anos, disputou sua primeira Copa do Mundo em 2026. Foto: Reprodução/Instagram/@ardaguler

Com um breve histórico em Copas do Mundo, a seleção turca não teve muitas oportunidades de mostrar seu potencial, mas quando teve agarrou com força. A melhor campanha da equipe foi justamente em sua última participação, há 24 anos. Em 2002, no Mundial sediado no Japão e na Coreia do Sul, os “Lua-Estrelas”, como são popularmente conhecidos no país, terminaram a competição na terceira colocação após derrotar a Coreia do Sul por 3 a 2. Naquela edição, os turcos eliminaram Japão e Senegal no mata-mata antes de serem eliminados pelo Brasil na semifinal.

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A Copa de 2002 foi a última disputada pela Turquia. Foto: Divulgação/FIFA

A campanha de 2002 não ficou apenas marcada pela melhor da seleção turca, mas também pela conquista de um dos momentos mais marcantes da história dos Mundiais. Durante a disputa pelo terceiro lugar, entre Turquia e Coreia do Sul, o atacante Hakan Şükür marcou um gol após 11 segundos de jogo, se tornando dono de um dos recordes mais difíceis a serem quebrados: o gol mais rápido em Copas do Mundo. O ex-jogador também é o maior artilheiro da história da Turquia com 51 gols.

Após o encerramento de sua carreira em 2008, Hakan Şükür iniciou sua carreira política e chegou a ser deputado pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento (APK). Rompeu com o governo do presidente Recep Tayyip Erdoğan anos depois e passou a ser alvo de autoridades turcas. Em 2015, após acusações de envolvimento com organizações consideradas terroristas pelo governo, Şükür teve seus bens confiscados e deixou o país rumo aos Estados Unidos, onde fundou uma escola de futebol para jovens e crianças.

A estreia da Turquia em Copas aconteceu em 1954, na Suíça. A classificação veio após empate em pontos e em um jogo de desempate contra a Espanha. Sem critérios de saldo de gols ou disputa por pênaltis, a vaga foi definida em sorteio. Já no Mundial, os turcos venceram a Coreia do Sul por 7 a 0, maior vitória da seleção na história da competição.

Apesar das poucas participações em Copas do Mundo, o futebol ocupa espaço central na cultura esportiva turca. Os clássicos nacionais mobilizam grandes públicos e possuem ambiente semelhante ao de decisões internacionais. O retorno ao Mundial acontece em um cenário de expectativa pela consolidação da nova geração da seleção turca.

Veja a lista de convocados para o Mundial de 2026:

Goleiros: Altay Bayindir (Manchester United), Mert Günok (Fenerbahce) e Ugurcan Cakir (Galatasaray).

Defensores: Abdulkerim Bardakci (Galatasaray), Caglar Soyuncu (Fenerbahce), Eren Elmalı (Galatasaray), Ferdi Kadıoğlu (Brighton), Merih Demiral (Al-Ahli), Mert Müldür (Fenerbahce), Ozan Kabak (Hoffenheim), Akaydin (Çaykur Rizespor) e Zeki Celik (Roma).

Meio-campistas: Hakan Calhanoglu (Inter de Milão), Ismail Yuksek (Fenerbahce), Kaan Ayhan (Galatasaray), Orkun Kökçü (Besiktaş) e Salih Ozcan (Borussia Dortmund).

Atacantes: Arda Güler (Real Madrid), Barış Alper Yılmaz (Galatasaray), Can Uzun (Eintracht Frankfurt), Deniz Gül (Porto), Irfan Can Kahveci (Kasımpasa), Kenan Yildiz (Juventus), Kerem Akturkoglu (Fenerbahce), Oguz Aydin (Fenerbahce) e Yunus Akgun (Galatasaray).

Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçao disputam a competição com outras 44 seleções
por
Érico Soares
Gustavo Tonini
Lorena Basilia
Maria Luiza Pegô
|
16/06/2026 - 12h

O grupo E da Copa do Mundo é repleto de histórias interessantes. A tetracampeã Alemanha busca se reerguer após os últimos mundiais. O Equador, presença constante no torneio desde o início do século XXI, vem para tentar passar das oitavas pela primeira vez. A Costa do Marfim está de volta após 12 anos fora. Já Curaçao é uma das estreantes da competição.

Alemanha

Com quatro estrelas no peito e um histórico de resiliência, a seleção alemã está em processo de reconstrução após as derrotas recentes, além de uma busca disciplinada para retomar seu lugar no topo do futebol mundial. 

Se antes, a máquina alemã assustava seus adversários, hoje, conta com poucos jogadores de destaque e improvisos por carência em certas posições. O coletivo não é forte e a individualidade não se garante. No entanto, uma camisa com peso pode representar nas eliminatórias.

A imagem mostra o elenco da Alemanha tirando a foto pré-jogo
Os germânicos vão em busca do pentacampeonato. Reprodução: Instagram/ dfb_team

Em 1954, em Berna, na Suíça, a seleção alemã enfrentou a favorita Hungria, de Ferenc Puskás, jogador que dá nome à premiação da FIFA de gol mais bonito do ano. Os húngaros estavam quatro anos invictos e haviam goleado a Alemanha por 8 a 3 na fase de grupos. Entretanto, contra todas as estatísticas de uma seleção muito inferior taticamente, o país completamente destruído no pós Segunda Guerra Mundial venceu de virada por 3 a 2. 

20 anos depois, sob o comando de Franz Beckenbauer, a Alemanha ganhou a segunda estrela e provou que a organização poderia vencer o talento da Laranja Mecânica. A seleção holandesa contava com Johan Cruyff, eleito o melhor jogador daquela Copa. 

Já em 1990, a unificação do país serviu de pano de fundo para o tricampeonato sobre a Argentina de Maradona. A competição aconteceu na transição da queda do muro de Berlim, um ano antes, e a unificação alemã. Mesmo que oficialmente a Alemanha Ocidental tenha sido a campeã, com muita festa, o clima de uma única Alemanha já tomava conta das ruas. 

A conquista do tetra em 2014 foi o ápice de um planejamento que uniu a eficiência técnica ao futebol coletivo. Sob o comando de Joachim Löw, após a vitória sobre Portugal na estreia, a seleção alemã demonstrou resiliência ao superar desafios físicos contra Gana e Argélia e amadureceu para o confronto histórico no Mineirão, contra o Brasil.

O fatídico 7 a 1, na semifinal, carimbou o passaporte para a final e consagrou Miroslav Klose como o maior artilheiro das Copas masculinas. O jogador chegou a 16 gols na competição e ultrapassou Ronaldo Fenômeno, que tem 15.

No Maracanã, o gol de Mario Götze na prorrogação contra a Argentina de Messi, melhor jogador daquela Copa,  selou o título e tornou a Alemanha a primeira equipe europeia a erguer o troféu no continente americano.

Curiosidades

A tradicional camisa branca da Alemanha é uma homenagem às cores da bandeira da Prússia, reino que se tornou o Estado Germânico, em 1871. 

Além disso, o apelido da seleção: Die Mannschaft, a equipe, simboliza que a Alemanha é uma instituição futebolística ao redor do mundo. Conhecida pela eficiência tática e pela força mental, os germânicos construíram uma trajetória que se confunde com a própria história da Copa do Mundo.

Do "Milagre de Berna" em 1954, que ajudou a reconstruir a moral de uma nação no pós-guerra, ao domínio avassalador no Brasil em 2014, os alemães sempre ditaram o ritmo do jogo.

Estilo de jogo e elenco

O gigantismo alemão foi posto à prova nas últimas duas edições. As eliminações precoces na fase de grupos em 2018 e 2022 criaram uma crise, mesmo em uma seleção que está acostumada a se reerguer. Agora, sob o comando do jovem técnico Julian Nagelsmann, a equipe passa por mudanças profundas.

Para o Mundial de 2026, todas as fichas estão na "geração mágica" de Jamal Musiala e Florian Wirtz. Com a saída de veteranos como Thomas Müller, aposentado da seleção em 2024, e Toni Kroos, que encerrou a carreira no mesmo ano, a seleção busca o equilíbrio entre a disciplina tática e a criatividade desses jovens talentos. O objetivo é claro: abandonar a previsibilidade de anos anteriores em favor de uma potência ofensiva. O desafio agora é provar que as quedas recentes foram tropeços isolados e que o DNA vencedor alemão ainda pulsa com força em solo americano. 

A Alemanha aposta em uma forte mescla entre a experiência de medalhões e a irreverência de jovens talentos. 

O grande destaque da lista de 26 jogadores é o retorno surpreendente do goleiro Manuel Neuer, de 40 anos, que reverteu sua aposentadoria internacional para disputar o seu quinto mundial. Agora, o goleiro assume a responsabilidade de defender o país após os problemas de lesão de Ter Stegen. 

Na defesa e no meio-campo, pilares consolidados como Antonio Rüdiger e Joshua Kimmich dão sustentação ao time.

Die Mannschaft mostra que vai chegar na América do Norte disposta a renovar sua identidade sem abrir mão de sua hierarquia histórica.

Convocação

Goleiros: Oliver Baumann (Hoffenheim), Manuel Neuer (Bayern de Munique) e Alexander Nübel (Bayern de Munique);

Defesa: Waldemar Anton (Borussia Dortmund), Nathaniel Brown (Frankfurt), Joshua Kimmich (Bayern de Munique), David Raum (Red Bull Leipzig ), Antonio Rüdiger (Real Madrid), Nico Schlotterbeck (Borussia Dortmund), Jonathan Tah (Bayern de Munique) e Malick Thiaw (Newcastle);

Meio-campistas: Nadiem Amiri (Mainz 05), Leon Goretzka (sem clube), Pascal Gross (Brighton), Jamie Leweling (Stuttgart), Jamal Musiala (Bayern de Munique), Felix Nmecha (Borussia Dortmund), Aleksandar Pavlovic (Bayern de Munique), Leroy Sané (Galatasaray), Angelo Stiller (Stuttgart) e Florian Wirtz (Liverpool);

Ataque: Maximilian Beier (Borussia Dortmund), Kai Havertz (Arsenal), Deniz Undav (Stuttgart), Nick Woltemade (Newcastle) e Assan Ouédraogo (Red Bull Leipzig ).

Equador

A seleção do Equador fará sua quinta participação nesta edição da Copa do Mundo. La Tricolor começou a se consolidar no século XXI, quando, em 2002, jogou sua primeira Copa da história. Na época, o Equador se classificou em segundo lugar nas eliminatórias da América do Sul, assim como nas eliminatórias para essa edição de 2026.

Desde sua primeira participação, a equipe sul-americana só ficou fora da Copa de 2010, ou seja disputou as de 2006, 2014 e 2022.

A imagem mostra o elenco do Equador tirando a foto pré-jogo
Equador venceu seus dois amistosos antes da Copa, contra Arabia Saudita e Guatemala. Reprodução: Instagram/@latriecu

De ídolos históricos, se destacam Álex Aguinaga, Iván Kaviedes e o segundo maior artilheiro da história, Agustín Delgado.

Hoje, a equipe é treinada pelo argentino Sebastian Beccacece, que assumiu após a campanha abaixo do espanhol Félix Sánchez Bas na Copa América de 2024. Na fase de grupos perderam o primeiro jogo, venceram o segundo e empataram o terceiro, o que garantiu o segundo lugar do grupo B, atrás da Venezuela. No mata-mata foram eliminados pela Argentina nos pênaltis após empatar o jogo por 1 a 1.

Desde a troca de treinador, a equipe conquistou grandes vitórias, contra a Colômbia fora, e contra a Argentina em casa. A seleção só perdeu para o Brasil em Curitiba, no Equador as equipes empataram. O atual trabalho conta com 18 jogos, 6 vitórias, 11 empates e uma derrota.

A maior campanha do Equador na história da Copa foi em 2006, quando a equipe alcançou as oitavas de final. Naquela edição, La Tricolor convocou a jovem promessa Antonio Valencia, que se tornaria um dos maiores rostos da história da seleção. Na fase de grupos, o time venceu a Polônia por 2 a 0, depois aplicou seu maior placar na competição, o 3 a 0 contra a Costa Rica. No último jogo foi derrotado pela Alemanha pelo mesmo placar. Nas oitavas, La  Tricolor perdeu para a Inglaterra por 1 a 0 com gol de falta de David Beckham.

O maior artilheiro da história da seleção é Enner Valencia, que ainda joga pela seleção, com 49 gols em 105 jogos. O maior desempenho do jogador por clubes foi no Tigres do México, onde participou de 118 jogos, marcou 34 gols e deu 14 assistências. Ele também teve passagens em outros clubes, inclusive o Internacional, do Brasil. Atualmente, Enner está emprestado do Inter para o Pachuca, do México. Na equipe, ele tem 19 jogos e oito gols.

Atualmente a seleção tem três jovens jóias de 24 anos extremamente qualificadas. O zagueiro William Pacho, jogador do Paris Saint-Germain (PSG), da França, foi destaque na conquista do bicampeonato da UEFA Champions League, em 2025 e 2026.

O zagueiro Piero Hincapié, jogador do Bayer Leverkusen, da Alemanha, que está emprestado ao Arsenal, da Inglaterra. O jogador é peça importante para o time, atual campeão da Premier League e vice da Champions.

Por último, o Equador conta com o volante Moisés Caicedo, jogador do Chelsea, da Inglaterra, onde é um dos craques da equipe. Caicedo é o maior destaque da seleção atualmente, mesmo jogando com Enner Valencia, que apesar de referência, vem em declínio de carreira por já ter 36 anos. 

Outros nomes interessantes para acompanhar são Gonzalo Plata, atacante do Flamengo; o meio campista Alan Franco, do Atlético-MG, e Félix Torres, zagueiro emprestado do Corinthians para o Internacional. Esses jogadores são conhecidos pelos brasileiros por atuarem no Brasileirão. 

A seleção equatoriana também tem uma jovem promessa de 19 anos, Kendry Páez. Comprado pelo Chelsea em 2023. O atleta está emprestado para o River Plate, onde não vive boa fase com 12 jogos, um gol e uma assistência, mas pode surpreender na competição de seleções.

Apesar de não chegar como favorita, a seleção equatoriana pode encantar nessa copa. A chance de título é baixa, mas com a força máxima do seu time titular somada ao trabalho excelente de Beccacece, eles podem surpreender o mundo na edição de 2026, sendo uma forte candidata à causar uma zebra. Mesmo pouco valorizada entre as concorrentes, sonhar com oitavas ou até mesmo quartas de final é uma realidade querida da La Tricolor.

Curiosidades

O Equador é o primeiro país nomeado a partir da geografia. O país é o lugar onde fica marcado a Linha do Equador, um paralelo imaginário (latitude 0°) que divide a Terra em Hemisfério Norte e Sul. 

À 26 km de Quito, capital do país, temos o monumento Ciudad Mitad Del Mundo. O obelisco de 30 metros que homenageia a expedição francesa do século XVIII, embora medições modernas de GPS mostram que a linha exata passa cerca de 240 metros ao norte. 

Culturalmente o país é muito rico. A língua oficial é o espanhol, devido a colonização. Há também uma influência indígena muito grande. Cerca de 71,9% da população do país é mestiça de indígenas e europeus. A religião predominante do país é a católica, que muitas vezes se mistura com as crenças indígenas. 

O futebol também é muito presente entre os equatorianos, com uma devoção muito grande pelos torcedores do Emelec e Barcelona, clubes do país. A cultura boleira é muito presente: quando o esporte não é assistido, muitas vezes ele é jogado, seja no gramado ou na rua.

Estilo de jogo e elenco

La Tricolor joga com uma espécie de 4-4-1-1. O foco é especialmente na sua solidez defensiva, por seus melhores jogadores serem desse setor. Há uma troca bem comum no esquema tático entre os defensores, seja pela versatilidade de Alan Franco na seleção, que consegue jogar na lateral direita, na volância e na meia direita. Ele é extremamente importante na construção de ataque, quando costuma cair mais para armação. 

Os zagueiros e laterais também variam de acordo com a proposta de jogo, modificando principalmente o Hincapié, que vem sendo improvisado na lateral no seu clube, e tem desempenhado perfeitamente a posição. Além disso, a seleção conta com volantes mais técnicos e agressivos, subindo bastante para o ataque e ajudando na marcação pressão.

Convocação

Goleiros: Hernán Galíndez (Huracán), Moisés Ramírez (AE Kifisias) e Gonzalo Valle (LDU Quito);

Defensores: Willian Pacho (PSG), Piero Hincapié (Arsenal), Joel Ordóñez (Club Brugge), Jackson Porozo (Tijuana), Félix Torres (Internacional), Pervis Estupiñán (Milan), Yaimar Medina (Genk) e Ángelo Preciado (Atlético-MG);

Meio-campistas: Moisés Caicedo (Chelsea), Jordy Alcívar (Independiente del Valle), Pedro Vite (Vancouver Whitecaps), Denil Castillo (Midtjylland), Alan Franco (Atlético-MG), Kendry Páez (River Plate) e Nilson Angulo (Sunderland);

Atacantes: Alan Minda (Atlético-MG), Gonzalo Plata (Flamengo), John Yeboah (Venezia), Enner Valencia (Pachuca), Jordy Caicedo (Huracán), Jeremy Arévalo (Stuttgart), Anthony Valencia (Royal Antwerp) e Kevin Rodríguez (Union Saint-Gilloise).

Costa do Marfim

A Seleção Marfinense de futebol masculino volta à Copa do Mundo depois de 12 anos, com uma campanha dominante nas eliminatórias africanas. Com oito vitórias e dois empates em dez jogos, a seleção não sofreu nenhum gol e marcou 25, o que garantiu o primeiro lugar no Grupo F e a classificação direta para o mundial. Todo esse sucesso atual se deu após a conquista da Copa Africana de Nações (CAN) em 2024.

A imagem mostra o elenco do Costa do Marfim comemorando o título da CAN
De forma inesperada, dois anos atrás a Costa do Marfim ganhava a CAN. Reprodução: site/fifa.com

Até 2024, a Costa do Marfim só conseguia viver de um passado glorioso. Entre 2006 e 2015 viveu o melhor momento da sua história, quando contava com craques mundiais como Didier Drogba (maior artilheiro da história da seleção com 65 gols) e Yaya Touré. Ambos viveram seus respectivos auges nesse mesmo período. 

Em 2006, a seleção conseguiu uma classificação histórica para a Copa, feito repetido em 2010 e 2014, mesmo que em nenhuma tenha passado da fase de grupos. Além de ter sido presença constante em finais de CAN no período. Os marfinenses disputaram duas finais (2006 e 2012) em cinco edições, além de um quarto lugar (2008), antes de se sagrar campeã em 2015, já sem Drogba, aposentado em 2014. 

Após a aposentadoria de Yaya Touré em 2016, a seleção marfinense entrou em um declínio. Com o time sem um grande craque e tendo o volante Franck Késsie e o já envelhecido ponta Gervinho, como uns dos poucos jogadores de renome, a Costa do Marfim não conseguiu se classificar para nenhuma Copa do Mundo pós 2014, e passou muito longe do título da CAN nesse período.

Foi com esse cenário que os Elefantes chegaram para a edição de 2024 da CAN, sediada no país, com um forte investimento do governo no torneio. Sob o comando do francês Jean-Louis Gasset, a seleção chegava para a competição com uma renovação de safra, principalmente na defesa, com Yahia Fofana, goleiro titular de 23 anos, e Ousmane Diomande, que chegou ao torneio com apenas 20 anos. 

A campanha da fase de grupos não podia ser pior. Em três jogos, conseguiu apenas uma vitória, ainda com direito a uma derrota por 4 a 0 para a Guiné-Equatorial, que liderou o grupo. A goleada sofrida na última rodada resultou em uma revolta geral da torcida. Os Elefantes tiveram que contar com uma combinação de resultados para garantir a classificação. 

Com o desempenho, mesmo se classificando para as oitavas com o quarto melhor terceiro colocado, devido a intensa pressão, principalmente por parte da torcida, o técnico Jean-Louis Gasset foi demitido do cargo. O auxiliar Emerse Faé assumiu o comando no mata-mata. Foi a primeira equipe profissional que ele comandou e logo no meio do principal torneio continental.

Nas oitavas, a seleção tinha justamente o favorito e, na época, atual campeão Senegal pela frente. A equipe da casa perdia o jogo até os 40 minutos do segundo tempo, quando conseguiu um pênalti, convertido por Franck Késsie. Com o empate, o jogo foi para as penalidades e os marfinenses ganharam por 5 a 4. 

A superação não parou por aí. Na fase seguinte, eles pegaram a seleção de Mali. No jogo, os Elefantes jogaram boa parte com um a menos devido uma expulsão, além disso tomaram um gol aos 35 minutos do segundo tempo, mas com Simon Adingra, que estava lesionado o torneio inteiro e só voltou nesse jogo, a equipe da casa empatou o jogo aos 45. Na prorrogação, mesmo com os adversários melhores, a Costa do Marfim conseguiu um gol no último lance com o jovem ponta Oumar Diakhité.

A semifinal e a final tiveram um dono, Sébastien Haller. A Joia do time, na época no Borussia Dortmund, esteve lesionado por boa parte do torneio e só voltou nas quartas. Ele fez o único gol na semifinal contra o Congo e o gol do título, que virou a final para 2 a 1. Além disso, na final, os Elefante também contaram com a atuação de gala de Diakhité, que deu assistência para os dois gols no jogo.

Esse título virou a chave para a seleção da Costa do Marfim, que ganhou confiança, mesmo no estilo mais reativo de Emerse Faé, que apostou fortemente na defesa e em transições rápidas por meio de seus pontas, para fazer uma campanha dominante nas eliminatórias para a Copa do Mundo. 

Junto disso, o ponta Amad Diallo começou a ascender no Manchester United e ganhar importância na seleção, se tornando a principal referência técnica da equipe marfinense.

Mesmo com a eliminação precoce na CAN 2026, os Elefantes chegam na Copa com esperanças renovadas. 

Curiosidades

A cultura do país é muito diversa, com mais de 60 grupos étnicos. Além disso, a Costa do Marfim é conhecida como a "Paris da África Ocidental" devido à efervescência de sua capital econômica, Abidjã. O país é laico com uma diversidade religiosa, com o islamismo, cristianismo e vertentes tradicionais de matriz animista, categoria espiritual que acredita que todos os elementos da natureza (animais, plantas, rochas, rios etc.) têm uma alma ou essência espiritual.

Na política, o país viveu duas guerras civis. Uma entre 2002 e 2007, quando houve uma tentativa de golpe contra o então presidente Laurent Gbagbo e motins de soldados que tentaram tomar a capital, Abidjan, e outras cidades. Após o fracasso, o país se dividiu em dois. O sul ficou com o governo, predominante cristão e abastado, enquanto o norte ficou com os rebeldes, predominantes muçulmanos e menos favorecidos economicamente. 

Após anos de conflito e negociações, a guerra acabou em março de 2007 com a assinatura do Acordo Político de Ouagadougou, que nomeou Guillaume Soro como primeiro-ministro e manteve Laurent Gbagbo como presidente.

Em junho de 2007, Drogba exigiu que o jogo das eliminatórias da CAN contra Madagascar fosse disputado em Bouaké, capital dos rebeldes. O evento reuniu líderes políticos e militares das duas alas políticas no mesmo estádio, selando de vez a paz entre os dois grupos.

A outra guerra foi entre 2010 e 2011, quando na eleição presidencial de novembro de 2010, Gbagbo não aceitou a vitória de Alassane Ouattara. Gbagbo alegou fraude no norte e fez com que o Conselho Constitucional o declarasse reeleito. Resultado, Gbagbo e Ouattara assumiram a presidência e dividiram o país de novo. 

O impasse gerou um conflito armado, que teve intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU) e de forças armadas francesas para proteger civis e neutralizar armamento pesado usado pelas tropas de Gbagbo. Laurent Gbagbo foi capturado em abril de 2011 e levado ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, acusado de crimes contra a humanidade, embora tenha sido absolvido anos mais tarde.

Após isso, o país passou por um processo de estabilização e recuperação econômica sob a liderança de Alassane Ouattara. 

Estilo de jogo e elenco

A seleção tem sua principal força pelos lados, setores onde tem sua principal valência com Amad Diallo e Yan Diomande. O time procura potencializar o seus pontas e joga com um bloco médio defendendo, com uma defesa mais agressiva em um esquema 4-1-4-1. Os zagueiros saem para combater mais a frente.

Convocação

Goleiros: Yahia Fofana (Caykur Rizespor), Mohamed Koné (Charleroi) e Alban Lafont (Panathinaikos);

Defensores: Emmanuel Agbadou (Besiktas), Clément Akpa (Auxerre), Ousmane Diomande (Sporting CP), Guéla Doué (Strasbourg), Ghislain Konan (Gil Vicente), Odilon Kossounou (Atalanta), Evan Ndicka (Roma) e Wilfried Singo (Galatasaray);

Meio-campistas: Seko Fofana (Porto), Parfait Guiagon (Charleroi), Christ Inao Oulaï (Trabzonspor), Franck Kessié (Al-Ahli), Ibrahim Sangaré (Nottingham Forest) e Jean Michaël Seri (Maribor);

Atacantes: Simon Adingra (Sunderland), Ange-Yoan Bonny (Inter de Milão), Amad Diallo (Manchester United), Oumar Diakité (Brugge), Yan Diomande (RB Leipzig), Evann Guessand (Crystal Palace), Nicolas Pépé (Villarreal), Bazoumana Touré (TSG Hoffenheim) e Elye Wahi (Nice).

Curaçao

A seleção de Curaçao vive o maior momento de sua história no futebol. A pequena ilha caribenha garantiu vaga inédita para a Copa do Mundo 2026.

Conhecida como “Blue Wave” (Onda Azul), a equipe cresceu nos últimos anos com um projeto que aproveita jogadores nascidos na Holanda, mas com raízes curaçauenses. O projeto surgiu da necessidade de fortalecer a equipe após a dissolução das Antilhas Holandesas em 2010. A estratégia principal envolveu o recrutamento de atletas com dupla nacionalidade para aumentar a competitividade da ilha.

A imagem mostra o elenco do Curaçau tirando a foto pré-jogo
A maioria dos jogadores é de times do segundo escalão do futebol holandês. Reprodução: Instagram/@thebluewaveffk

Entre os destaques do time estão Tahith Chong (Sheffiield United), Leandro Bacuna (Igdir F.K) e o goleiro Eloy Room (Miami FC), que mostraram sua importância na campanha histórica das eliminatórias.

Depois de quase alcançar a Copa de 2022, Curaçao fez uma trajetória consistente nas eliminatórias de 2026, com vitórias importantes sobre Barbados, Haiti e Jamaica. A classificação histórica foi confirmada após um empate decisivo contra a Jamaica, resultado que garantiu a liderança do grupo E.

O crescimento da seleção começou ainda no trabalho do técnico Remko Bicentini, que assumiu o cargo em setembro de 2016, em que permaneceu até agosto de 2020. 

A seleção ganhou força com a chegada do experiente técnico holandês Dick Advocaat em 2024. Ele foi o responsável pela campanha histórica de classificação. Advocaat chegou a deixar o cargo em fevereiro de 2026 por motivos pessoais e foi substituído por Fred Rutten, mas em maio retornou à seleção e irá comandar a equipe durante a competição.

Mesmo sem favoritismo, Curaçao se destaca pela organização tática, defensiva e aproveitamento de bolas paradas. Assim a ilha ceha ao torneio como uma das grandes histórias da competição.

Curiosidades

O país Curaçao nasceu em 2010 com a dissolução das Ilhas Holandesas, arquipélago de ilhas que formavam um território autônomo do Reino da Holanda. 

O Curaçao é a maior ilha da região e é famoso por sua capital Willemstad, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), e por suas praias. 

O Papiamentu é um dos maiores traços de identidade da ilha. É uma língua crioula falada no dia a dia, resultado da mistura de português, espanhol, holandês, línguas africanas e indígenas. Para muitos moradores, ela representa a própria história de miscigenação da ilha.

Além disso, a ilha se tornou o menor país em população e território a disputar uma Copa do Mundo.

Estilo de jogo e elenco

Pelas raízes holandesas, Curaçao gosta de tentar jogar, diferente do padrão de outras seleções da Concacaf que dão a bola para o adversário. O time joga em um 4-3-3, com um volante e dois meias, podendo várias para dois volantes e um meia mais a frente. 

Os pilares do meio campo são: Leandro Bacuna, veterano com experiência em grandes ligas europeias e responsável pela saída de bola; Comenencia, volante que faz passadas largas e que pode armar contra-ataques; e Juninho Bacuna mais avançado jogando com o ataque.

A equipe gosta de trocar passes e chutar de média ou longa distância a partir do trio de meio campo, porém o time tem uma certa dificuldade na defesa, principalmente em bolas aéreas e em jogos mais físicos. 

Ainda é uma dúvida de como Curaçao vai competir na Copa, já que dificilmente vai conseguir ficar com a bola igual faz na disputas da Concacaf.

Convocação

Goleiros: Tyrick Bodak (Telstar), Trevor Doornbusch (VVV-Venlo) e Eloy Room (Miami);

Defensores: Riechedly Bazoer (Konyaspor), Joshua Brenet (Kayserispor), Roshon Van Eijma (RKC Waalwijk), Sherel Floranus (PEC Zwolle), Deveron Fonville (NEC Nijmegen), Jurien Gaari (Abha), Armando Obispo (PSV Eindhoven) e Shurandy Sambo (Sparta Rotterdam);

Meio-campistas: Juninho Bacuna (FC Volendam), Leandro Bacuna (Iğdır FK), Livano Comenencia (FC Zürich), Kevin Felida (Fc Den Bosch), AR'Jany Martha (Rotherham United), Tyrese Noslin (Telstar) e Godfried Roemeratoe (RKC Waalwijk); 

Atacantes: Jeremy Antonisse (AE Kifisia), Tahith Chong (Sheffield United), Kenji Gorré (Maccabi Haifa), Sontje Hansen (Middlesbrough), Gervane Kastaneer (Terengganu), Brandley Kuwas (FC Volendam), Jurgen Locadia (Miami FC) e Jearl Margaritha (SK Beveren).

Jogos do Grupo E

Dia 14:

Alemanha X Curaçao, às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, Estados Unidos;

Costa do Marfim X Equador, às 20h (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Estados Unidos;

Dia 20:

Alemanha X Costa do Marfim, às 17h (horário de Brasília), no BMO Field, em Toronto, Canadá;

Equador X Curaçao, às 21h (horário de Brasília), no Arrowhead Stadium, em Kansas, Estados Unidos;

Dia 25:

Curaçao X Costa do Marfim, às 17h (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Estados Unidos;

Equador X Alemanha, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Estados Unidos.

 

 

 

 

Brasileirão tem hat-trick de Yuri Alberto, pênalti defendido por João Ricardo e demissão de Pepa no Sport
por
Felipe Pjevac
Tamara Ferreira
|
13/05/2025 - 12h

São Paulo 0x0 Fortaleza 

Empate pesa, e Leão do Pici cai para o 17° lugar na tabela

No jogo de abertura da sétima rodada do Brasileirão, realizado no Morumbis na última sexta-feira (02), São Paulo e Fortaleza desperdiçaram as chances que tiveram de marcar e ficaram no 0 a 0 com resultado ruim para ambas as equipes, mas pior para o Fortaleza, que agora ocupa a primeira posição na zona de rebaixamento.

O primeiro tempo foi morno, com o Tricolor paulista sem conseguir impor ritmo ou levar perigo ao time visitante. Por outro lado, o Fortaleza, que precisava da vitória, teve as melhores chances da etapa inicial. A primeira veio aos oito minutos, quando Yago Pikachu roubou a bola no campo de defesa e puxou o contra-ataque. A jogada terminou com Breno Lopes, que ganhou dos marcadores, mas foi bloqueado por Wendell na hora da finalização. Aos 12 minutos, Breno teve outra oportunidade, mas chutou para fora. Ainda no primeiro tempo, Lucero arriscou da entrada da área, mas a bola desviou e saiu pela linha de fundo.

O São Paulo só respondeu aos 25 minutos, com um cabeceio de André que passou à direita do gol. Aos 39, Breno Lopes recuperou a bola no meio de campo, avançou e arriscou de longe, mas Rafael defendeu com tranquilidade. A última chance da etapa foi  em uma cobrança de falta de Alisson que também saiu à direita da meta defendida por João Ricardo.

Jogadores do São Paulo e Fortaleza conversam com o árbitro da partida. Foto: Marcelo Zambrana/AGIF

A segunda etapa começou mais animada. Logo no primeiro minuto, André Silva roubou a bola e tocou para Lucas Ferreira, que com liberdade invadiu a área e finalizou para boa defesa de João Ricardo. Três minutos depois, Ferreirinha inverteu para Ferreira, que cortou para o meio e bateu — novamente o goleiro defendeu.

Aos 15, André Silva girou com categoria e tocou para Ferreirinha, que ganhou da marcação, invadiu a área sozinho e foi derrubado pelo goleiro. O árbitro marcou pênalti na hora. O próprio camisa 11 foi para a cobrança, mas João Ricardo defendeu com tranquilidade. 

Depois do lance, o jogo seguiu morno e a única chance real de gol saiu aos 41 e foi para os visitantes. Deyverson aproveitou um erro da defesa do Tricolor Paulista, recebeu a bola e chutou, mas foi travado por Ruan.

Com o empate, o São Paulo chegou a nove pontos e ocupa o 11° lugar na tabela. Por outro lado, a situação do Fortaleza se complicou: com sete pontos conquistados até aqui, a equipe caiu para a 17ª posição. Na próxima rodada, o Leão do Pici enfrenta o Juventude, no sábado (10), às 16h  (horário de Brasília). Já o Tricolor Paulista volta a campo no domingo (11), às 17h30 (horário de Brasília), contra o Palmeiras.

 

Corinthians 4x2 Internacional 

Com hat-trick do camisa 9, Alvinegro e Colorado protagonizam duelo com direito a oito gols

Na Neo Química Arena, Corinthians e Internacional realizaram um duelo eletrizante, com direito a viradas e oito gols marcados — seis deles validados. Com três gols de Yuri Alberto e um de Igor Coronado, o Timão venceu o Colorado por 4 a 2. Os tentos da equipe gaúcha foram anotados por Braian Aguirre e Thiago Maia. A expulsão do volante Bruno Henrique, no segundo tempo, pesou na queda de rendimento dos visitantes, que chegaram a estar vencendo por 2 a 1, mas não conseguiram sustentar a vantagem.

O primeiro tempo foi bem movimentado, a primeira grande chance foi para os donos da casa. Aos 11 minutos, Romero cruzou para Memphis Depay cabecear, acertando o travessão da meta defendida por Anthoni. Já a primeira finalização do Inter foi aos 22, com Bruno Henrique, mas o chute subiu demais e saiu pela linha de fundo.

Aos 24 minutos, Memphis tocou para Yuri Alberto limpar e chutar no cantinho para abrir o placar da partida. Depois do gol para o Alvinegro, a equipe gaúcha teve boas chances de marcar, mas até então, Hugo Souza estava se sobressaindo nos lances. Até que, aos 37, Wesley cruzou, o goleiro corintiano não conseguiu afastar e Braian Aguirre, livre de marcação, completou para empatar o placar. Quatro minutos depois, a equipe do Internacional virou. Aos 41, após troca de passes rápida, Thiago Maia recebeu sozinho para marcar e virar o jogo para o Colorado. 

Atrás no placar, a equipe do Corinthians voltou para mais intensa para a etapa inicial. Com chances de tirar o fôlego desde o primeiro minuto, a equipe empatou a partida logo aos sete minutos, com Yuri, que recebeu livre e chutou, mas após revisão do VAR, o lance foi anulado por uma falta de Matheuzinho sobre Wesley na origem da jogada.

Com 15 minutos do segundo tempo, Bruno Henrique, volante do Colorado, cometeu falta em Raniele recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. Três minutos depois, Matheus Bidu ajeitou de cabeça para Yuri Alberto completar e empatar o placar da partida — e, desta vez, o lance foi validado pela arbitragem. 

Yuri Alberto comemora seu gol com Foto: Rodrigo Coca/ Agência Corinthians

A virada quase veio aos 33, quando Carrillo cruzou para Memphis pegar de primeira e marcar um golaço. No entanto, o lance foi revisado e invalidado por uma falta de André Ramalho em Luis Otávio. 

Aos 45, o VAR entrou em campo novamente, desta vez a favor do Timão, e o árbitro marcou um pênalti de Óscar Romero em Bidu. Yuri foi para a cobrança e completou, virando o placar da partida e garantindo seu hat-trick. Ainda deu tempo de Igor Coronado receber livre, aos 57 minutos, e marcar o último gol do jogo.

Com o resultado, o Corinthians chegou aos 10 pontos e ocupa o oitavo lugar da tabela, um a mais do que o Internacional, que é o nono colocado. Na próxima rodada, o Timão enfrenta o Mirassol no sábado (10), às 18h30 (horário de Brasília) . Já o Inter encara o Botafogo, no domingo (11), às 18h30 (horário de Brasília), no Nilton Santos.

 

Ceará 1x0 Vitória 

                                                                                            Ceará conquista vitória magra em casa

Também no início da noite de sábado (03), às 18h30, O Ceará derrotou o Vitória por 1 a 0, com gol de Marlon na etapa final, e manteve a sua invencibilidade no Estádio Presidente Vargas.

O Leão da Barra teve mais chances no começo do primeiro tempo, utilizando-se de uma marcação alta e, consequentemente, criando boas chances de abrir o marcador. Aos cinco minutos, após cruzamento de Jamerson, Janderson cabeceou com força, mas a bola saiu em tiro de meta. Aos 14, Carlinhos se jogou para finalizar após cruzamento de Claudinho, mas, desequilibrado, mandou para fora. O Ceará respondeu aos 18 minutos, com uma cobrança de falta de Lucas Mugni que passou longe do gol.

Os minutos finais da etapa inicial, reservaram grandes chances para as duas equipes. Aos 43, Matheuzinho desarmou e partiu em contra-ataque, finalizando da entrada da área, mas o goleiro defendeu. Na sequência, Pedro Raul recebeu cruzamento para cabecear, mas Lucas Arcanjo defendeu. Aos 45 minutos, Galeano arriscou de longe, a bola desviou em Pedro Henrique e passou muito perto do gol. O Vitória respondeu cinco minutos depois, com finalização desviada de Lucas Braga que também passou muito perto da meta.

Na segunda etapa, o Ceará voltou mais agressivo. Logo aos dois minutos, após cobrança de falta ensaiada, Matheus Bahia chutou de longe e Arcanjo defendeu. No rebote, Pedro Henrique tentou finalizar, mas foi travado por Carlinhos. Aos oito minutos, Pedro Henrique cobrou falta e acertou o travessão. Dois minutos depois, Marllon aproveitou cruzamento e, sem precisar subir muito, cabeceou sozinho para abrir o placar.

Marllon comemora seu gol com Foto: Stephan Eilert / Ceará SC

Depois do gol, o Vozão ainda teve mais uma boa chance aos 15 minutos, com Pedro Henrique finalizando de fora da área e parando em boa defesa de Lucas Arcanjo. O Rubro-negro buscou o gol de empate em duas oportunidades, ambas com Wellington Rato. Na primeira, aos 26 minutos, o camisa 10 arriscou de fora da área, mas Fernando Miguel — em dois tempos — defendeu e na outra, aos 30 minutos, o atacante ficou com uma sobra com pouco ângulo, exigindo mais uma boa defesa do goleiro.

O Ceará voltou a assustar aos 36 minutos. Rômulo arriscou de longe, Arcanjo defendeu e, no rebote, Pedro Henrique chutou, mas parou mais uma vez no goleiro rubro-negro.

Com o resultado, o Vozão chegou aos 11 pontos e ocupa o sétimo lugar na tabela. Já o Vitória caiu para a 18ª colocação, com apenas seis pontos somados.

Na próxima rodada, o Rubro-Negro enfrenta o Vasco da Gama no sábado (10), às 18h30 (horário de Brasília), no Barradão. O Ceará entra em campo apenas na segunda-feira (12), contra o Santos, às 20h, na Vila Belmiro.

 

Fluminense 2x1 Sport

Após mais uma derrota, Pepa não é mais o técnico do Leão da Ilha

Na noite de sábado (03), o Fluminense marcou, no último minuto, o gol que garantiu a vitória de virada da equipe sobre o Sport, por 2 a 1, com gols de Pablo para o Leão e Serna e Everaldo para o Tricolor carioca.  Após a partida, o Sport anunciou a demissão do técnico Pepa.

Nos primeiros minutos, o Tricolor buscava controlar o ritmo da partida com troca de passes e jogadas pelos lados do campo, mas o Sport se defendia bem e levava perigo nos contra-ataques. Aos oito minutos, Cariús tocou para Chrystian Barletta, que apareceu livre e finalizou para boa defesa de Fábio.

Aos 23 minutos, Lucas Lima cruzou e Pablo, de cabeça, abriu o placar para o Leão da Ilha. O Sport seguiu se lançando ao ataque e aos 28 minutos, Pablo tocou para Barletta, que chutou dentro da área e Fábio defendeu. No rebote, Atencio acertou a trave, e na sequência, Lucas Lima finalizou, mas o goleiro do Flu segurou com segurança.

O time carioca respondeu um minuto depois, com chute de fora da área de Canobbio, que contou com um leve desvio de Caíque França antes de sair à esquerda do gol. Aos 37, o camisa 17 recebeu cruzamento de Arias, mas Caíque defendeu. O Tricolor ainda teve duas boas chances para empatar no fim da etapa inicial, aos 42, com Ganso, e aos 44, com Arias — ambos de cabeça —, mas a bola passou por cima do gol.

No segundo tempo, o Fluminense partiu para a pressão e aos 14 empatou o placar. Arias recebeu, se livrou da marcação e cruzou na medida para Serna completar para o fundo das redes. 

Aos 26, o árbitro chegou a apitar um pênalti em Arias, mas depois de analisar o lance, anulou o pênalti. Depois disso, o Flu seguiu buscando o gol e no último minuto da partida, aos 51 minutos, em cobrança de lateral, Arias repetiu o passe do primeiro gol e Everaldo marcou de cabeça, garantindo a virada e os três pontos para a equipe.

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Serna comemora seu gol. Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Com o resultado, o Sport permanece na lanterna do Brasileirão, com apenas dois pontos conquistados. Já o Fluminense chegou aos 13 pontos e ocupa a quinta colocação na tabela.

Ainda no sábado, o Sport anunciou oficialmente a demissão do técnico Pepa. O treinador, que comandava a equipe desde o ano passado e teve papel fundamental no acesso à Série A com aproveitamento de 64,5% em 28 rodadas, não resistiu ao mau início no campeonato. Nos sete jogos disputados até aqui, o time teve cinco derrotas e dois empates. Além dele, os auxiliares Samuel Correia, Hugo Silva, Pedro Oliveira e Pedro Azevedo também foram desligados.

Na próxima rodada o Sport receberá o Cruzeiro, no domingo (11), às 16h (horário de Brasília). Já o Fluminense enfrentará também no domingo (11), o Atlético-MG, fora de casa, às 17h30.

 

Bahia 1x0 Botafogo

Tricolor conquista mais um resultado importante no Brasileirão

No último sábado (3), o Bahia venceu o Botafogo por 1 a 0 na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O time baiano vinha em boa fase, com quatro vitórias consecutivas, enquanto o Botafogo vinha de dois triunfos seguidos.

Tomada pela forte chuva em Salvador, a partida foi marcada pelo equilíbrio no início, com ambas as equipes tendo dificuldades para criar chances claras de gol. Porém, o Bahia começou o primeiro tempo dominando o jogo, com seu estilo baseado em passes rápidos, e passou a pressionar o adversário.

Aos 30 minutos, o Botafogo tentou uma jogada ensaiada em falta cobrada por Marlon Freitas e Artur, mas a bola não levou perigo. Em seguida, Vitinho fez uma boa jogada pela direita, mas o cruzamento não foi aproveitado por Mastriani.

O Bahia seguiu com grande volume ofensivo e, aos 38 minutos, após uma jogada brilhante de Erick Pulga, que driblou três jogadores do Fogão, Cauly recebeu o passe e marcou um gol com muita categoria.

Sob forte chuva, Bahia comemora gol da vitória. Foto: Reprodução/Instagram/Bahia

No segundo tempo, os donos da casa tiveram um gol anulado após revisão do VAR, que marcou impedimento de Juba. O Glorioso tentou pressionar, e aos 24 minutos, Artur teve uma boa chance após um roubo de bola, mas finalizou em cima do goleiro Marcos Felipe.

O goleiro John, do Botafogo, foi expulso por colocar a mão na bola fora da área, mas após revisão do VAR, a punição foi revertida para cartão amarelo. O Tricolor conseguiu segurar o placar magro e garantiu a vitória.

Com o resultado, o Bahia subiu para a sexta posição no Campeonato Brasileiro, com 12 pontos, enquanto o Botafogo estacionou no meio da tabela, com 8 pontos.

O próximo compromisso das equipes é pela Copa Libertadores. O Fogão visita o Carabobo, da Venezuela, às 19h desta terça-feira (6), enquanto o Tricolor recebe o Nacional, do Uruguai, às 19h de quarta-feira (7).

 

Grêmio 1x0 Santos

Após seis partidas sem vencer, Grêmio se recupera com placar magro

Na tarde deste domingo (4), o Grêmio venceu o Santos por 1 a 0 na Arena e se recuperou após uma sequência sem vitórias. Em um jogo marcado por muitos erros e pouco brilho técnico, o destaque ficou por conta de Cristian Oliveira, autor do gol que garantiu a vitória do time gaúcho.

A partida começou com o Santos tomando a iniciativa e mantendo mais a posse de bola. Nos primeiros minutos, o jogo foi intenso, com entradas duras e cartões amarelos para ambos os lados.

A primeira grande chance foi do time paulista, quando Soteldo acionou Deivid Washington, mas a defesa gremista conseguiu interceptar. O Grêmio respondeu logo em seguida com uma boa chance de Cristian Oliveira, que parou na defesa do goleiro Brazão.

Apesar das tentativas, o primeiro tempo foi truncado, com muitas falhas defensivas e erros de passe dos dois times. O Peixe tentou pressionar no fim da primeira etapa, mas sem sucesso. O placar ficou no zero a zero até o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o time gaúcho apresentou mais intensidade e passou a controlar melhor as ações. Cristian Oliveira quase marcou aos 12 minutos, mas a jogada foi cortada por Zé Ivaldo.

Jogadores do Grêmio celebram gol de Cristian Olivera. Foto: Reprodução/Instagram/Grêmio

A insistência gremista foi recompensada aos 31 minutos, quando o próprio Cristian recebeu assistência de Alysson e finalizou com precisão para garantir o gol da vitória.

Após sofrer o gol, o Santos tentou reagir e buscou o empate, mas encontrou dificuldades para furar a marcação do Grêmio. A equipe gaúcha soube administrar a vantagem até o apito final, somando três pontos importantes.

O resultado alivia a situação do Grêmio, que subiu para a 12ª colocação com oito pontos, enquanto o Santos permanece em situação delicada, ocupando a vice-lanterna da tabela com apenas quatro pontos. Os gaúchos vão ao Peru para enfrentar o Club Atlético Grau, pela Copa Sul-Americana, enquanto o Peixe só volta a campo na próxima segunda (12), quando recebe o Ceará.

 

Vasco 0x1 Palmeiras

Vitor Roque marca pela primeira vez, e Verdão vence Vasco no Mané Garrincha

Em Brasília, o Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0, com gol de Vitor Roque — que balançou as redes pela primeira vez com a camisa alviverde — e retornou a liderar o Campeonato Brasileiro.

A primeira grande chance da partida saiu aos oito minutos e foi para o Palmeiras. Estêvão recebeu passe de Piquerez, invadiu a área e chutou para a defesa de Léo Jardim. O Gigante da Colina respondeu aos 14, com Loide Augusto, que recebeu cruzamento de Paulo Henrique e, livre de marcação, chutou de primeira, para defesa tranquila de Weverton. Um minuto depois, Loide ganhou de Giay e tocou para Rayan finalizar, mas o goleiro palmeirense defendeu mais uma.

Aos 17, foi a vez do Palmeiras responder, Estêvão cobrou escanteio para a entrada da área, Felipe Anderson cabeceou para o meio e Bruno Fuchs desviou para fora. A melhor chance da etapa inicial saiu aos 48 minutos, Nuno Moreira cobrou uma falta em direção à área, Weverton saiu da meta para afastar, mas a bola sobrou para João Victor chutar para o gol, mas Giay, de bicicleta, afastou o perigo.

O Alviverde voltou mais ofensivo para a segunda etapa e, logo aos três minutos, teve uma grande chance. Piquerez tocou para Emiliano Martínez finalizar de fora da área, a bola ainda desviou na zaga do Vasco, mas Léo Jardim se esticou todo e defendeu, evitando o gol do Verdão.

Antes de balançar as redes, o Palmeiras teve chances com Piquerez e Richard Rios, ambos em finalizações de fora da área. Aos 15 minutos, Facundo Torres pressionou Hugo Moura, que errou na saída de bola. Estêvão recuperou e rolou para Vitor Roque completar e marcar seu primeiro gol com a camisa do Alviverde.

Vitor Roque comemora seu gol. Foto: César Greco/Palmeiras

Com a vantagem no placar, a equipe comandada por Abel Ferreira controlou o ritmo de jogo e garantiu mais três pontos no campeonato nacional.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 16 pontos e assumiu a liderança do Brasileirão. Por outro lado, o Vasco segue com sete pontos e caiu para o 14° lugar. 

O Gigante da Colina volta a campo no próximo sábado (10), às 18h30 (horário de Brasília), contra o Vitória, fora de casa. Já o Verdão recebe o São Paulo, às 17h30, no domingo (11). 

 

Cruzeiro 2x1 Flamengo

Rubro-Negro sofre primeira derrota no Brasileirão e deixa a liderança

Fechando o domingo (4), o Mineirão foi palco de um clássico nacional. O Cruzeiro venceu o Flamengo por 2 a 1, em uma partida marcada por emoções até o apito final.

O Flamengo começou o jogo com uma proposta ofensiva, mas foi o Cruzeiro que saiu na frente. Aos 14 minutos, Kaio Jorge driblou Léo Pereira, arrancou e acertou um chute no canto, abrindo o placar para o Cabuloso.

A equipe carioca respondeu rapidamente, com uma ótima defesa de Cássio após cabeçada de Léo Ortiz. Kaio Jorge ainda teve nova oportunidade aos 31 minutos, mas parou no travessão.

O empate veio aos 43 minutos, quando Gerson ajeitou e Arrascaeta chutou no ângulo de Cássio; o uruguaio,que jogava no Cruzeiro, não comemorou o gol em respeito ao ex-clube.

O segundo tempo teve ritmo ainda mais intenso, com chances claras para os dois lados. O Cruzeiro foi quem mais pressionou, exigindo boas defesas do goleiro Rossi, principalmente em finalizações de Matheus Pereira e Kaio Jorge.

Gabigol pega rebote de pênalti perdido para desempatar o jogo nos acréscimos. Foto: Reprodução/X/Cruzeiro

Aos 43 minutos, Gabigol, ídolo do Flamengo, entrou em campo pela primeira vez contra a equipe carioca. E foi dele o lance final: aos 48, perdeu um pênalti, defendido por Rossi, mas aproveitou o rebote para marcar o gol da vitória cruzeirense.

Com o resultado, a equipe mineira manteve-se no G4, próxima do topo da tabela, enquanto o Flamengo perdeu a invencibilidade e a liderança da competição, agora ocupada pelo Palmeiras.

Os dois clubes entram em campo nesta quarta-feira (7), às 21h30, por competições internacionais. O Flamengo vai à Argentina encarar o Central Córdoba pela Libertadores, enquanto o Cruzeiro visita o Mushuc Runa no Equador, pela Copa Sul-Americana.

 

Juventude 0x1 Atlético-MG

Com gol de Scarpa, Galo conseguiu sua segunda vitória no campeonato

O Atlético-MG conquistou sua primeira vitória fora de casa no Brasileirão ao derrotar o Juventude por 1 a 0 nesta segunda-feira (5), em uma partida repleta de lances polêmicos e revisões do VAR.

O gol da vitória foi marcado por Gustavo Scarpa, em cobrança de falta com desvio, ainda no primeiro tempo. O resultado tirou o Galo da zona de rebaixamento, levando o time à décima colocação, enquanto o Juventude caiu para o 15º lugar.

O jogo começou agitado, com boas chances para os dois lados. O Juventude quase abriu o placar logo no início, com Jadson driblando o goleiro Everson, mas Fausto Vera salvou de cabeça. O Atlético chegou a marcar com Rony após lançamento de Cuello, mas o gol foi anulado por impedimento.

Gustavo Scarpa comemora o gol da vitória do Galo. Foto: Reprodução/X/Atlético-MG

Aos 29 minutos, após perder chance clara, Scarpa cobrou falta em direção à área, a bola passou por todos os defensores e morreu no fundo das redes, abrindo o placar para o Galo.

O time mineiro manteve o domínio durante todo o primeiro tempo e voltou para a segunda etapa pressionando ainda mais. Apesar das oportunidades criadas, o Galo pecou nas finalizações.

O Juventude, mesmo com dificuldades, conseguiu balançar as redes aos 22 minutos com Nenê, mas o gol foi anulado por toque de mão de Ênio na origem da jogada.

A partida seguiu com o Atlético desperdiçando chances e o Juventude crescendo no jogo. Aos 34 minutos, o time da casa teve pênalti marcado, mas novamente o VAR entrou em ação e anulou a jogada por impedimento, frustrando a torcida mandante. Apesar da pressão final, o placar não se alterou, e o Atlético confirmou uma vitória importante fora de casa.

Agora, o Juventude se prepara para enfrentar o Fortaleza no próximo sábado (10), enquanto o Atlético-MG viaja ao Chile para encarar o Deportes Iquique às 19h de quinta-feira (8), pela Copa Sul-Americana.

 

Red Bull Bragantino 1x0 Mirassol

Com a vitória em casa, Massa Bruta empatou com o Palmeiras em pontos

O Red Bull Bragantino venceu o Mirassol por 1 a 0 nesta segunda-feira (5), e assumiu a vice-liderança da competição, com 16 pontos — mesma pontuação do líder Palmeiras, que leva vantagem no saldo de gols.

O jogo também marcou a estreia do novo estádio do clube, o Estádio Cícero de Souza, em Bragança Paulista, e contou com um gol salvador do atacante Isidro Pitta nos acréscimos do segundo tempo.

O primeiro tempo foi movimentado e com boas chances para ambos os lados. O Bragantino foi mais ofensivo e acertou duas bolas na trave com Jhon Jhon e Lucas Barbosa. Walter, goleiro do Mirassol, fez defesas importantes, evitando gols em finalizações de Juninho Capixaba e Sasha.

Pitta salva o Bragantino com gol nos acréscimos. Foto: Reprodução/X/Red Bull Bragantino

Do lado do Mirassol, Reinaldo quase surpreendeu em cobrança de falta direta, mas parou em Cleiton.

No segundo tempo, o Mirassol voltou com mais intensidade e quase abriu o placar com Fabrício Daniel e Edson Carioca, que levaram perigo em jogada de contra-ataque.

O Bragantino seguiu com mais posse de bola e criou oportunidades importantes com Vinicinho e Juninho Capixaba, mas sem sucesso nas finalizações. A defesa do Mirassol, liderada por Yago Felipe, conseguiu afastar o perigo em várias ocasiões.

A partida parecia caminhar para um empate, até que, aos 46 minutos da etapa final, Pedro Henrique fez boa jogada e encontrou Isidro Pitta livre na área. O atacante dominou e bateu cruzado para garantir a vitória do Massa Bruta, que segue firme na briga pela liderança do Brasileirão.

O Bragantino vai a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio no próximo sábado (10), enquanto o Mirassol, que tem 7 pontos e está na 16ª posição, recebe o Corinthians, também no sábado.

Trio se junta à FURIA como representantes do Brasil na Kings World Cup Clubs
por
Fernando Muro Schwabe
Daniel Santana Delfino
|
13/05/2025 - 12h

A Kings League, liga de futebol sete fundada pelo ex-jogador Gerard Piqué em 2022, está em sua primeira temporada no Brasil. Disputada na Oreo Arena, em Guarulhos (SP), o torneio definiu, na última sexta-feira (9), as quatro equipes classificadas para as semifinais e que representarão o Brasil no mundial da categoria, que acontece em Paris, no mês de junho. 


Capim FC 4 X 5 Desimpedidos Goti

Abrindo o mata-mata da Kings League Brazil, o Capim FC começou com tudo, marcando com o goleiro Barata ainda no primeiro minuto. A equipe ampliou quatro minutos depois com boa finalização de Igo. O terceiro gol do Capim foi marcado por GB Medeiros, aos dez minutos da etapa inicial. Antes do apito final no primeiro tempo, Luisinho marcou e diminuiu para o Desimpedidos Goti.

Desimpedidos Goti chegou a perder por 3 a 0, mas buscou a virada e a vaga na semifinal da Kings League Brazil. Foto: Reprodução/Kings League Brazil
Desimpedidos Goti chegou a perder por 3 a 0, mas buscou a virada e a vaga na semifinal da Kings League Brazil. Foto: Reprodução/Kings League Brazil

No segundo tempo, Marcelinho diminuiu a desvantagem do Desimpedidos no primeiro minuto, cobrando pênalti. Aos 30, Cadu acertou chute preciso e empatou o jogo. O camisa 6 voltou a marcar um minuto depois e virou o jogo para o Desimpedidos Goti. Aos 36 minutos, o Capim FC empatou com o presidente Jon Vlogs cobrando pênalti. No lance seguinte, foi a vez de Toguro converter o pênalti presidente, colocando o quinto gol do Desimpedidos no marcador e dando números finais à partida.

Com a vitória, o Desimpedidos Goti está classificado para as semifinais da competição e também vai ao Kings World Cup Clubs 2025. 

Nyvelados FC 1 X 4 Fluxo FC

Na segunda partida da noite, o Fluxo FC saiu na frente com Boolt aos sete minutos. Aos 19, Luan marcou e empatou para o Nyvelados. A igualdade no placar não durou muito tempo, já que Vini voltou a colocar o Fluxo na frente aos 20 minutos de jogo.

O Fluxo FC surpreendeu o favorito Nyvelados FC nas quartas de final da Kings League Brazil. Foto: Reprodução/Kings League Brazil
O Fluxo FC surpreendeu o favorito Nyvelados FC nas quartas de final da Kings League Brazil. Foto: Reprodução/Kings League Brazil

Precisando empatar, o Nyvelados teve grandes oportunidades. A equipe, entretanto, acabou não conseguindo vazar a rede adversária. Aos 32 minutos, Chaveirinho marcou o terceiro do Fluxo na cobrança de shoot out. Aos 37, Helber mandou a bola para o fundo da rede, marcando o quarto do Fluxo e carimbando o passaporte da equipe para o mundial de clubes em Paris. 

Dendele FC 8 X 4 G3X FC

Na última partida da noite, o jogo começou movimentado. Aos quatro minutos, o Dendele abriu o placar com Lucas Hector. Aos oito, Romarinho mandou contra o próprio gol e empatou para o G3X FC. Aos 13, Lucas voltou a ampliar para o Dendele. Um minuto depois, a equipe presidida por Gaules empatou com Rufino. O G3X virou o placar aos 19, com Ton empurrando a bola pro fundo da rede. 

No segundo tempo, o Dendele FC utilizou a carta secreta, o Jogador Estrela, em Tuco. O camisa 92 marcou aos 22. Devido ao power up da carta, o gol valeu por dois, virando o placar para o Dendele. Aos 24, Luqueta converteu o pênalti presidente e aumentou a vantagem de sua equipe.

O capitão Tuco virou o jogo pro Dendele FC. Foto: Reprodução/Kings League Brazil
O capitão Tuco virou o jogo pro Dendele FC. Foto: Reprodução/Kings League Brazil

Aos 35, Kelvin Oliveira acabou perdendo o shoot out, utilizado no lugar do pênalti presidente. Três minutos depois, o G3X utilizou sua carta secreta, que deu nova cobrança de shoot out para o camisa 9, que converteu. Aos 40 minutos, o VAR revisou uma disputa na área e marcou pênalti para o Dendele. Lucas Hector bateu e converteu. Como a partida já estava nos minutos finais, o gol do camisa 29 valeu por dois. Aos 41 minutos, Rufino acabou expulso por falta dura, encerrando o sonho do G3X FC em buscar o empate. 

Com a vitória surpreendente, o Dendele, que se classificou para o mata-mata no último lance da fase regular, também representará o Brasil em Paris, no mês de junho. 

Na segunda-feira (12), as semifinais da Kings League Brazil trazem emoção e definem os finalistas da primeira edição do torneio. A decisão acontece no domingo (18), no Allianz Parque, em São Paulo (SP). 

Vale ressaltar que a FURIA já estava classificada para as semifinais da Kings League Brazil porque terminou a fase regular na primeira posição geral. Confira os horários dos confrontos:

 

  • 19h: FURIA FC X Desimpedidos Goti
  • 20h: Fluxo FC X Dendele FC
O time venceu a primeira na Inglaterra e garantiu a classificação na França
por
Lorrane de Santana Cruz
|
13/05/2025 - 12h

Na última quarta-feira (7) Paris Saint Germain e Arsenal voltaram a campo para disputar o segundo jogo válido pela semifinal da Liga dos Campeões.

Jogando em casa, o PSG precisava de um empate para classificar, enquanto os ingleses viajaram precisando de dois gols para garantir a classificação direta. O técnico Luis Enrique escalou o time francês com Dembélé no banco, o artilheiro é o principal jogador da equipe e marcou o gol da vitória na Inglaterra no primeiro jogo. No placar agregado a partida acabou 3 a 1 para os franceses.

Perdendo por 1 a 0, o Arsenal iniciou o primeiro tempo mantendo a posse de bola, diferente do que foi na primeira partida. Com 2 minutos de jogo, Declan Rice, camisa 41 do time inglês subiu mais que Marquinhos e cabeceou em direção ao gol, mas a bola foi para fora. Logo depois, em uma cobrança de lateral, Thomas Partey lançou a bola para área francesa e Martinelli apareceu de trás para chutar, mas a bola parou em Donnarumma que salvou o Paris de tomar gol cedo.

Uma das defesas do goleiro do Paris na partida
Uma das defesas do goleiro Donnarumma na partida (imagem: Instagram oficial @psg)

Aos 7 minutos em outra cobrança de lateral realizada por Partey, a bola entrou na meta do Paris, e os zagueiros sumiram para tirar, porém no rebote Odegaard chutou e obrigou o goleiro do time francês a fazer outra difícil defesa. Com a pressão feita pelo Arsenal, o PSG teve sua primeira boa oportunidade aos 16 minutos, quando Doué tocou para Kvaratskhelia que chutou firme, carimbando a trave de Raya.

Em um erro da defesa inglesa aos 22, Barcola roubou a bola e arrancou em direção a área onde achou Doué livre, o camisa 14 do Paris bateu fraco em direção ao gol e o goleiro do Arsenal defendeu.

O time de Londres acumulou chances perdidas de abrir o placar ainda no primeiro tempo. Com 26 minutos, Rice deu uma entrada forte em Kvaratskhelia e foi punido com o cartão amarelo.

O Paris Saint-Germain aproveitou a falta e lançou a bola na área que foi interceptada pela defesa do Arsenal, no entanto, Fabián Ruiz aproveitou o rebote e lançou um chute em direção ao gol para abrir o marcador no Parc des Princes.

Na volta do intervalo, os visitantes se mantiveram no ataque. A equipe treinada por Arteta via a pressão aumentar junto com o placar agregado de 2 a 0. Saka tentou levar perigo em uma cobrança de escanteio, porém o goleiro do Paris interceptou. Aos 18 minutos, o Arsenal seguia buscando diminuir a diferença no placar, Bukayo Saka recebeu um passe, entrou na área e chutou forte no alto e no canto do gol de Donnarumma, que mais uma vez brilhou na partida.

No entanto, um minuto depois em uma jogada criada pelo Paris, Hakimi, chutou em direção a trave inglesa, mas a bola desviou na mão de Lewis-Skelly e o árbitro foi chamado pelo VAR que após revisão marcou pênalti para o time francês. Na cobrança, Vitinha bateu no canto e Raya foi buscar.

Os donos da casa voltaram a marcar aos 27 minutos, quando Hakimi recebeu a bola e bateu livre em direção ao gol, ampliando o placar para 3 a 0 e confirmando sua classificação para a final.

A equipe inglesa só conseguiu marcar um gol aos 30 minutos, quando Saka aproveitou um desvio do goleiro do Paris Saint-Germain e fez o primeiro do time na semifinal. Porém, o roteiro do primeiro tempo se repetiu, e a equipe voltou a perder chances de gol.

Comemoração dos jogadores do Paris Saint-Germain após classificação
Comemoração dos jogadores do Paris Saint-Germain após classificação (imagem: Instagram oficial @psg)

A final acontece dia (31) deste mês, às 16h (horário de Brasília), na Alemanha, no estádio Allianz Arena, em Munique.

A CBF finalmente conseguiu o “sim” do técnico italiano após anos de espera
por
Amanda Campos
Lorena Basilia
|
12/05/2025 - 12h

 

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta segunda-feira (12), oficialmente, Carlo Ancelotti como o novo técnico da Seleção Brasileira. O renomado treinador italiano, de 65 anos, deixará o comando do Real Madrid ao final da La Liga, campeonato espanhol, e assumirá o cargo no dia 26 de maio. O anúncio aconteceu pelas redes sociais da associação, após semanas de especulações e expectativas.

As idas e vindas da decisão expôs o quanto a CBF estava disposta a tudo para garantir o nome de peso. Nas redes sociais, a entidade se tornou "chacota", desde discursos públicos até silêncios constrangedores, todas as fichas foram apostadas em um nome que não demonstrava interesse.

 

Uma enrolação digna de novela

No fim de 2022, com a eliminação do Brasil nas quartas de finais da Copa do Mundo e a saída de Tite, Ancelotti passou a ser tratado como “plano A",  a CBF garantiu que ele viria. Em 2023, o presidente Ednaldo Rodrigues falou publicamente sobre a vinda dele, como se o contrato estivesse fechado – sem nunca ter um anúncio oficial. Enquanto isso, Ancelotti seguia em silêncio, focado no Real Madrid e nas vitórias, e nunca confirmou nada. 

Sem técnico fixo, a Seleção ficou à deriva. O técnico do sub-20 da amarelinha, Ramon Menezes, assumiu como interino e comandou o Brasil em amistosos e no início da preparação olímpica. Era um nome de transição e a pressão pós-copa não ajudou. Logo após, Fernando Diniz entrou como técnico interino enquanto, ao mesmo tempo, comandava o Fluminense. Nesse cenário, a campanha nas Eliminatórias foi um desastre. O Brasil colecionou derrotas e ficou pela primeira vez fora do G-6 da América do Sul.

Em 2024, Dorival Júnior foi chamado para arrumar a casa, e ainda assim, o nome do italiano continuava a circular.  A “Era Ancelotti” era uma ilusão sustentada pela esperança e promessas. 

Com a demissão do último técnico, Dorival Júnior, no fim de março, o nome de Ancelotti foi novamente citado como um possível substituto. A ideia era convencer o técnico a vir imediatamente, para encerrar de vez o ciclo. Mas o clima esfriou de novo. Internamente, pesava o fato de ele ainda estar no Real Madrid e sem dar sinais claros de querer mudar os ares. O nome sumiu no noticiário por alguns dias, até reaparecer, dessa vez com mais força.

A contratação é histórica, por ser a primeira vez em quase 60 anos que um estrangeiro assume a Seleção Brasileira. O último foi o argentino Filpo Núñez em 1965, que comandou o time por apenas uma partida, em um amistoso contra o Uruguai. 

É oficial e imediato. Ancelotti vai fazer sua primeira atuação ainda neste mês de maio, para a convocação de dois jogos das eliminatórias da Copa de 2026. O primeiro acontecerá no dia 05 de junho, contra o Equador no Estádio Monumental Banco Pichincha, em Guayaquil. O segundo acontecerá no dia 10 de junho, contra o Paraguai, na Neo Química Arena, em São Paulo. 

 

 A escalação de estrelas do futebol 

Carlo Ancelotti começou a treinar clubes no futebol italiano em 1995,  assumiu o comando do Reggiana, depois Parma e Juventus. Mas sua trajetória de maior destaque iniciou em 2001 no Milan.

A palavra que define o esquema tático de Ancelotti é adaptabilidade, quando o técnico escalava o Milan em 4-3-2-1, o que possibilitava que um meio campo de Kaká, Pirlo, Seedorf e Gattuso pudessem, juntos, criar jogadas para o atacante mais avançado. Com a equipe italiana, ele conquistou duas Liga dos Campeões (2002-3, 2006-07) e um Mundial de Clubes FIFA em 2007, além das competições nacionais.

Kaká e Ancelotti na época de Milan — Foto: AFP PHOTO PHILIPPE MERLE
Kaká e Ancelotti na época de Milan — Foto: AFP PHOTO PHILIPPE MERLE
 

Em 2009, Carlo precisou se adequar aos moldes ingleses quando decidiu migrar para o Chelsea. As diferenças do futebol jogado não foram um problema para ele, na temporada de estreia já venceu a Premier League. Ao assumir um esquema tático mais ofensivo e móvel, o técnico conseguia dar espaço para as estrelas Lampard e Drogba serem artilheiros. A era no futebol inglês ficou marcada por uma posição mais conservadora na defesa e de inovação do meio para a frente.

Dois anos depois, Ancelotti recebeu o desafio para comandar um clube de uma liga de segundo escalão e com um jejum de títulos de quase duas décadas. Pode-se dizer que existiu um PSG antes e outro, totalmente diferente, da passagem do técnico. O italiano saiu de Paris com o sonhado título nacional e uma base para uma equipe em evolução rumo à elite do futebol.

Como se a sua glória fosse infinita, em 2014 Ancelotti somou ao extenso histórico de títulos a La Décima, o 10º título da Liga dos Campeões pelo Real Madrid. No ataque o trio BBC e o meio campo seguro de Toni Kroos e Luka Modric, criaram um 4-3-3 sólido que não deixava espaço para o adversário marcar.

Carlo Ancelotti
Ancelotti com os jogadores do Real Madrid após o título da Champions League em 2024. — Foto: Reprodução/X Twitter/ Carlo Ancelotti

Depois de Itália, Inglaterra, França e Espanha, Carlo chegou aos estádios alemães. Em 2016, no Bayern de Munique, para não perder o costume,  venceu a Bundesliga no ano em que estreou. O técnico manteve a flexibilidade e espaço para as estrelas do time brilharem. 

O retorno do craque tático para a Espanha não fugiu do esperado, o Real Madrid de 2021 estava em processo de adaptação aos jovens que chegavam e Ancelotti soube administrar e lapidar jogadores. Os brasileiros Vinicius Jr e Rodrygo foram conquistando a confiança do técnico e cresceram dentro do time de veteranos. A equipe ficou marcada por viradas históricas e a conquista da tríplice coroa em 2022.

 

Expectativa para a Copa de 2026

Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, Ancelotti assume com tempo suficiente para testar, errar e acertar. Mas não há espaço para o fracasso, a pressão é imensa. O Brasil não vence a Copa há mais de 20 anos, e a seleção masculina anda colecionando frustrações. A chegada do italiano é vista como um divisor de águas, para dar esperança à torcida desesperada para resgatar o protagonismo que o país já teve. 

O placar agregado ficou 7 a 6 a favor da Inter contra o Barcelona
por
Guilherme Carvalho
|
12/05/2025 - 12h

 

Nesta terça-feira (6), a Inter de Milão garantiu sua vaga na final da Champions League ao derrotar o Barcelona por 4 a 3 na prorrogação, pela segunda partida da semifinal. 

 

Assim como no jogo de ida no estádio do Barcelona, o tempo normal neste jogo da volta também encerrou com 3 a 3, no qual o placar agregado ficou em 6 a 6, levando a decisão para o tempo extra, onde o jogador Davide Frattesi marcou o gol decisivo para a Inter de Milão.

Comemoração do Davide Fratessi, jogador da Inter da Milão, após marcar o gol da classificação do time italiano para a final da Champions League
Comemoração de Davide Fratessi após ter feito o gol da classificação da Inter para a final. Foto: Divulgação/Inter de Milão

Desde o apito inicial, os italianos sufocaram o Barcelona, impedindo que os espanhóis construíssem jogadas com sua tradicional posse de bola.

 Aos 21 minutos, a recompensa veio: Dimarco interceptou um passe descuidado na saída de bola do Barcelona e, com um toque preciso, encontrou Dumfries invadindo a área. O lateral holandês, em vez de finalizar, rolou com altruísmo para Lautaro Martínez, que, sem goleiro, apenas empurrou para o gol, fazendo 1 a 0 e incendiando o San Siro. 

O Barcelona, apesar de ter mais posse, não conseguia furar o bloqueio defensivo da Inter, com Çalhanoglu e Barella neutralizando as tentativas de Pedri e Dani Olmo no meio-campo. O time italiano ainda criou chances, como um gol anulado de Acerbi por impedimento após cruzamento de Çalhanoglu.

Nos acréscimos, o momento decisivo: O atacante Lautaro Martínez da Inter foi derrubado pelo zagueiro Cubarsí na área após um giro rápido. Inicialmente, o árbitro mandou seguir, mas após revisão no VAR confirmou o pênalti. Çalhanoglu, com frieza, bateu forte no canto direito, enganando o goleiro Szczesny, que caiu para o lado oposto, fechando o primeiro tempo em 2 a 0. 

O placar refletiu a superioridade italiana, enquanto o Barcelona parecia perdido, sem criar chances claras.

O segundo tempo trouxe um Barcelona completamente diferente, impulsionado pela urgência e ajustes táticos de Hans Flick. Os espanhóis voltaram com intensidade, utilizando a velocidade de Lamine Yamal e Raphinha pelas pontas e a criatividade de Pedri no meio. 

Aos 8 minutos, a reação começou: o espanhol Gerard Martín, explorando o corredor direito, cruzou na medida para o zagueiro Eric García, que acertou um chute colocado no ângulo, sem chances para Sommer, reduzindo para 2 a 1. O gol deu vida ao Barcelona, que passou a pressionar. 

Apenas sete minutos depois veio o empate. Martín brilhou novamente, cruzando com precisão para Dani Olmo, que ganhou no corpo da zaga “interista”e cabeceou para empatar em 2 a 2. 

A Inter, atordoada, dependia das grandes defesas de seu goleiro, Sommer. Primeiro, salvou um chute à queima-roupa de Eric García após novo passe de Martín, depois, se esticou para desviar um chute de Yamal de fora da área.  

Após diversas chances empilhadas pelo Barcelona, aos 42 minutos, veio a virada. Pedri achou Raphinha perto da área no lado esquerdo, o brasileiro chutou, Sommer defendeu, mas, no rebote, Raphinha bateu no contrapé do goleiro, fazendo 3 a 2 no estádio San Siro. 

A eliminação parecia iminente, mas a Inter mostrou resiliência. Aos 48 minutos, com o tempo esgotado, Thuram avançou pela direita e cruzou rasteiro para o zagueiro Acerbi, que, posicionado como centroavante, finalizou de primeira no ângulo, empatando em 3 a 3 e levando o jogo à prorrogação. 

No tempo complementar, as equipes estavam visivelmente desgastadas, mas a Inter encontrou forças para buscar a vaga. 

Aos 9 minutos do primeiro tempo extra, Thuram deu um show de força e habilidade pela direita, segurando a marcação e tocando para Taremi. O iraniano, com inteligência, deixou a bola passar para Frattesi, que chegou livre e finalizou de canhota, vencendo Szczesny e colocando a Inter de Milão na frente, 4 a 3.

 O gol reacendeu o San Siro, e o clube italiano passou a jogar com inteligência, fechando espaços. O Barcelona, desesperado, tentou reagir. Aos 12 minutos, Yamal quase empatou com um chute colocado da direita, mas Sommer, em noite inspirada, voou para fazer outra defesa espetacular. 

No segundo tempo da prorrogação, Lewandowski teve uma chance de ouro, cabeceando livre após cruzamento improvável de Yamal, mas mandou por cima, desperdiçando a oportunidade. 

A Inter, com Sommer seguro e uma defesa sólida, segurou o resultado nos minutos finais, garantindo a classificação. Yamal, novamente, ainda tentou uma última finalização com efeito, mas Sommer, mais uma vez, salvou, consolidando-se como o grande destaque da partida.

A grande final está marcada para 31 de maio, às 16h (horário de Brasília), na Allianz Arena, em Munique, contra o vencedor da outra semifinal entre PSG e Arsenal.