No último sábado (03) ocorreu a etapa de Miami da Street League Skateboarding (SLS), abrindo a temporada de 2025 do campeonato mundial de skate street, que conta com a participação de gigantes da modalidade. Alguns dos atletas olímpicos brasileiros marcaram sua tradicional presença: Rayssa Leal, Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo e Giovanni Vianna; além do talentoso Filipe Mota.
Outros nomes de peso do street internacional também deram seu show de skate e compuseram a prateleira dos finalistas, sendo estes e estas:
Masculino:
Giovanni Vianna (BRA)
Kairi Netsuke (JAP)
Nyjah Huston (EUA)
Gustavo Ribeiro (POR)
Sora Shirai (JAP)
Felipe Gustavo (BRA)
Feminino:
Funa Nakayama (JAP)
Momihi Nishiya (JAP)
Rayssa Leal (BRA)
Chloe Covell (AUS)
Coco Yoshizawa (JAP)
Yumeka Oda (JAP)
Donos das melhores voltas, os grandes campeões da etapa de Miami de 2025 foram Nyjah Huston, o maior vencedor da SLS, com sete títulos, e Rayssa Leal, a brasileira tricampeã da competição. A curiosidade é que essa dupla já foi campeã algumas vezes, incluindo na etapa derradeira - Super Crown - da temporada de 2024, em São Paulo.
A final foi disputada em um nível muito elevado de skate, levando Nyjah Huston a conquistar sua vitória na última manobra. Durante uma de suas voltas, o skatista atingiu o centésimo nine club (nota igual ou acima de 9) de sua carreira profissional. Sua pontuação final foi 36.8.
Rayssa Leal também brilhou e protagonizou uma reviravolta. Começou caindo em sua primeira descida na pista, mas conseguiu recuperar o fôlego e assumir a liderança da tabela com a melhor volta entre as competidoras. Com frieza, superou a australiana Chloe Covell nas manobras individuais, e cravou sua vitória somando 32.1.
Na formação dos pódios, em segundo lugar do feminino ficou Chloe Covell, e em terceiro Coco Yoshizawa. No masculino, a segunda posição ficou para o português Gustavo Ribeiro, e a terceira foi ocupada pelo brasileiro Felipe Gustavo.
As próximas etapas da temporada de 2025 da SLS ocorrerão em Paris, no dia 11 de outubro, e a SLS Super Crown em São Paulo, nos dias 6 e 7 de dezembro. Além disso, haverá quatro etapas Spot Takeovers, com a primeira marcada para o Píer de Santa Mônica, no dia 23 de maio.
Em duelo pelo jogo de ida da semifinal da Champions League, Barcelona e Inter de Milão empataram por 3 a 3 na última quarta-feira (30), no Estádio Olímpico Lluís Companys, na Espanha.
O jogo começou com a Inter de Milão mostrando sua força logo aos 30 segundos. Denzel Dumfries avançou pela direita e cruzou rasteiro para Marcus Thuram, que, aproveitando um escorregão do zagueiro Iñigo Martínez, marcou o gol com um toque de calcanhar.
O Barcelona, ainda atordoado pelo gol relâmpago, tentou responder com uma jogada de Ferran Torres, que finalizou com perigo, mas a bola passou rente à trave esquerda de Yann Sommer.
O time italiano, porém, não diminuiu o ímpeto, e aos 21 minutos ampliou o placar. Após uma cobrança de escanteio, Nicolò Barella desviou de cabeça, e a bola sobrou para Dumfries, que emendou um voleio aéreo na pequena área, estufando as redes no estádio catalão.
O Barcelona, acuado, encontrou esperança na jovem estrela Lamine Yamal. Aos 24 minutos, o atacante recebeu pela direita, resistiu a um encontrão de Thuram, driblou Henrikh Mkhitaryan com uma arrancada e finalizou com um chute colocado que raspou a trave antes de entrar, diminuindo a vantagem.
O gol deu novo ânimo ao Barcelona, e Yamal quase empatou na sequência: ele invadiu a área, driblou o lateral Frederico Dimarco e bateu forte, mas o goleiro Sommer desviou com a ponta dos dedos, e a bola bateu no travessão.
A pressão catalã continuou, e o empate veio aos 38 minutos. O espanhol Pedri lançou a bola para área, o meia Raphinha ajeitou de cabeça na segunda trave, e Ferran Torres apareceu livre para completar.
Antes do intervalo, Dani Olmo ainda teve uma chance com um chute colocado da entrada da área, mas Sommer fez uma defesa segura, garantindo o 2 a 2 no fim do primeiro tempo.
O segundo tempo começou em um ritmo menos intenso, com as equipes se estudando mais. A Inter voltou a atacar com perigo aos poucos, e quase marcou o terceiro gol quando Alessandro Bisseck cruzou rasteiro pela direita, e Dimarco, na segunda trave, finalizou mal, desperdiçando uma chance perigosa.
A partida ganhou contornos dramáticos aos 18 minutos, quando a Inter voltou à frente. Após outra cobrança de escanteio, Dumfries subiu mais alto que a defesa do Barcelona e, com uma “ombrada” na bola, venceu o goleiro Szczesny, recolocando os nerazzurri em vantagem.
A vantagem do time italiano, porém, durou apenas dois minutos. Yamal rolou a bola em um escanteio curto, e Raphinha, com espaço na entrada da área, soltou uma paulada que explodiu no travessão. A bola voltou nas costas de Sommer e entrou, em um lance de azar para o goleiro suíço, registrado como gol contra na súmula do jogo. 3 a 3 no placar.
A partir daí, o confronto ficou ainda mais aberto. A Inter chegou a balançar as redes aos 30 minutos, quando Mkhitaryan completou um cruzamento rasteiro de Dumfries, mas o VAR anulou o gol por um impedimento milimétrico do jogador da Inter de Milão.
Nos minutos finais, o Barcelona pressionou em busca da virada. Já nos acréscimos, Yamal tentou um cruzamento, mas a bola, mal tocada, ganhou altura, encobriu Sommer e acertou o travessão. Apesar das chances claras de ambos os lados, o placar não se alterou, e o apito final confirmou o empate.
A vaga para a final será decidida no jogo de volta, marcado para a próxima terça-feira (6), no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, às 16h (horário de Brasília).
O Cruzeiro sagrou-se campeão da Superliga Masculina de Vôlei 2024/25 após vencer a equipe do Campinas por 3 sets a 1, de virada. Em final realizada no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a equipe do técnico Filipe Ferraz venceu a partida com parciais de 18/25, 25/23, 25/23 e 25/21 e se isolou como a maior vencedora da competição, com nove títulos. O Minas vem em segundo, com oito troféus.
Era esperado um confronto equilibrado entre as equipes, mas no primeiro set o Campinas surpreendeu e ditou o ritmo do jogo. Os campineiros abriram uma larga vantagem e mesmo com o Cruzeiro tentando reagir, controlaram o placar e fecharam a parcial em 25 a 18, com ponto de Bruno Lima.
No segundo set, o panorama da partida mudou. A equipe mineira começou melhor e chegou a abrir seis pontos de vantagem, mas oscilou e viu o Campinas encostar no placar. Conduzido pelo oposto Welinton Oppenkoski e pelo ponteiro Gabriel Vaccari, que entraram na partida ainda na primeira parcial no lugar dos medalhistas olímpicos Douglas Souza e Wallace, o Cruzeiro conseguiu fechar o set por 25 a 23 e empatar o jogo.
O terceiro set foi marcado pelo que se esperava da partida: equilíbrio. Naquele momento, ninguém disparou no placar e a parcial foi decidida ponto a ponto. O Cruzeiro, além de contar com Vaccari e Oppenkoski, tinha seu central multicampeão, Lucão, inspirado e foi dele o ponto de ataque que deu a vitória no set e marcou a virada dos mineiros.
O quarto set era decisivo para o Campinas. A equipe do técnico argentino Horacio Dileo precisaria ser ainda mais contundente contra o embalado Cruzeiro. No início da parcial, o equilíbrio veio à tona novamente e os times trocavam pontos. Mas a equipe celeste aproveitou os bons saques e abriu 16 a 10 no placar. Os campineiros tentaram encostar com Bruno Lima, Maurício Borges e Adriano, mas o Cruzeiro se impôs, manteve o ritmo e a vantagem, e fechou o set em 25 a 21, dando números finais a partida e levantando o quinto troféu na temporada 2024/25. Além da Superliga, o Cruzeiro conquistou também a Supercopa do Brasil, o Campeonato Mineiro, o Sul-Americano e o Mundial de Clubes.
O central Lucão foi eleito o Jogador Mais Valioso (MVP) da competição, além de ser escolhido como melhor central e melhor atleta em quadra na final. O time mineiro compôs boa parte da seleção da Superliga Masculina. Veja a lista:
MVP: Lucão (Cruzeiro)
Melhor levantador: Matheus Brasília (Cruzeiro)
Melhor oposto: Darlan (Sesi-Bauru)
Melhores ponteiros: Douglas Souza (Cruzeiro) e Adriano (Campinas)
Melhores centrais: Lucão (Cruzeiro) e Judson (Campinas)
Melhor líbero: Alê (Cruzeiro)
Melhor técnico: Filipe Ferraz (Cruzeiro)
Revelação: Léo Lukas (Guarulhos)
Na última terça-feira (28), Arsenal e Paris Saint Germain se enfrentaram no primeiro jogo válido pela semifinal da Champions League. As expectativas para as duas torcidas eram grandes, já que atualmente os times apresentam bons números e competitividade. E foi assim desde o início da partida.
O primeiro tempo começou com um gol do Paris aos 4 minutos, Kvaratskhelia camisa 7 da equipe francesa, recebeu um passe e tocou para Dembélé artilheiro do time abrir o placar contra o Arsenal.
As ações eram todas do visitante, que aos 14 minutos levou perigo com Marquinhos, jogador brasileiro que cabeceou a bola nas mãos de Raya, goleiro do time inglês. Após a tentativa de gol, o time francês voltou a levar ameaças quando Kvaratskhelia fez fila dentro da área e foi derrubado, e apesar das reclamações o VAR mandou o jogo seguir.
Com 25 minutos, os donos da casa continuavam bagunçados e sem muitas chances criadas. O time de Luis Enrique foi muito dominante e amassou o Arsenal taticamente. Aos 30 minutos, Doué chutou para a defesa de Raya que deu rebote para Fabián Ruiz acertar a trave.
A equipe comandada por Arteta começou a demonstrar reação por volta dos 36, quando o Arsenal criou uma ótima chance de gol desperdiçada por Merino. O time inglês passou a ser mais participativo no ataque quase no fim do primeiro tempo.
Aos 40 minutos, após um contra-ataque,o brasileiro Gabriel Martinelli que estava sozinho em frente ao gol, não conseguiu alcançar a bola que foi cruzada por Saka e os gunners aumentaram ainda mais o número de gols perdidos.
O primeiro tempo terminou com outro desperdício de Martinelli, que recebeu um passe e chutou para uma defesa espetacular do goleiro Donnarumma. O Paris foi para o intervalo ganhando por 1 a 0.
A partida reiniciou com o time inglês na área adversária. Aos 2 minutos, o Arsenal cobrou uma falta na área com uma jogada ensaiada, a bola sobrou para Merino mandar para o fundo da rede. No entanto, após análise o VAR anulou o gol por impedimento.
Jogando em casa, os gunners passaram a ter mais volume de jogo e com 11 minutos o goleiro do Paris foi obrigado a fazer outra defesa difícil e com as pontas dos dedos colocou a bola de Trossard. Apesar de manter a posse de bola, o Paris Saint Germain passou a administrar a partida e tentar sair em jogadas encaixadas.
Aos 15 minutos Dembélé tocou para Hakimi, mas Saliba, zagueiro do Arsenal apareceu para interceptar. Com 20 minutos, a partida mudou muito em relação ao primeiro tempo. As duas equipes tentavam aproveitar ao máximo os contra-ataques e os erros de marcação uma da outra, porém o Arsenal estava mais pressionado pois jogava em casa.
Saka, camisa 7 do time de Londres, chutou em direção ao gol, o goleiro italiano do Paris até defendeu, mas o impedimento já havia sido marcado. No segundo tempo a quantidade de faltas cometidas também deixou o jogo mais lento e parado.
O jogo não permitia nenhuma falha enquanto os visitantes queriam voltar para casa com a vantagem o Arsenal buscava pelo menos um empate dentro de casa. Barcola recebeu um passe de Gonçalo Ramos na entrada da área aos 38 minutos, o jogador francês chutou rasteiro no canto esquerdo do gol de Raya, mas a bola foi para fora.
A partida de volta acontece quarta-feira (7), no estádio Parc des Princes, na França. O jogo será às 16h (horário de Brasília). O Paris joga por um empate, enquanto o Arsenal tem a difícil missão de vencer o time francês fora de casa por dois gols de diferença.
O Osasco Voleibol Clube conquistou seu sexto troféu da Superliga Feminina após uma seca de 13 anos sem vitórias. Por 3 sets a 1 (26/24, 19/25, 28/26 e 25/20), a equipe do técnico Luizomar derrotou o Sesi Bauru no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, com mais de 10 mil pessoas presentes.
O jogo foi bem disputado, caso o Sesi Bauru vencesse, seria um título inédito. Já para o Osasco, oito anos sem participar de finais e mais de 13 anos sem ser campeão. As últimas vitórias do time osasquense foram nas temporadas de 2002/03, 2003/04, 2009/10 e 2011/12.
Esta decisão 100% paulista acaba com a hegemonia mineira. Foram seis finais pão de queijo, como é conhecida a rivalidade mineira entre Minas Tênis Clube e Praia Clube de Uberlândia.
Natália Zilio foi eleita a MVP (Jogador Mais Valioso) da temporada, Camila Brait levou o troféu Vivavôlei de melhor jogadora da partida, a jogadora revelação ficou com Jheovana Emanuele do Paulistano Barueri, e o melhor técnico foi Luizomar de Moura do Osasco.
A seleção da Superliga Feminina de 2024/25 ficou com:
Levantadora: Dani Lins (Sesi-Bauru)
Oposta: Kisy Nascimento (Minas Tênis Clube)
Ponteira 01: Natália Zílio (Osasco)
Ponteira 02: Sofya Kuznetsova (Praia Clube)
Central 01: Adenízia Silva (Praia Clube)
Central 02: Thaisa Daher (Minas Tênis Clube)
Líbero: Camila Brait (Osasco)
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— Osasco Voleibol Clube (@OsascoVC) May 1, 2025
A partida
No começo do set, o Osasco já abriu 5 pontos a 1, começando com uma boa vantagem. Henrique Modenesi, treinador do Sesi Bauru, teve que gastar o primeiro pedido de tempo logo no início da partida, que surtiu efeito dentro de quadra e fez a equipe de Bauru encostar no placar. O Bauru conseguiu empatar com um ace da levantadora Dani Lins e assumiu a liderança com um bloqueio de Mayany em Natália. Porém, essa virada não desestabilizou o Osasco que salvou um set point e pontuou, de virada, fechando a primeira parcial em 26 a 24.
O Sesi Bauru reagiu e buscou o segundo set, abrindo uma diferença de 12 a 7. O Osasco encostou com uma pontuação de 12 a 11, após uma grande sequência de erros do time bauruense. Mas não foi o suficiente para o Osasco virar e fechar o set. A partida também foi marcada pelos rallys longos.
No terceiro set, o time de Luizomar abriu 5 pontos a 0, com um rally de 54 segundos, o mais longo do jogo, arrancando aplausos dos torcedores e o cansaço das jogadoras. Apesar do time osasquense liderar, o Bauru incomodou e encostou no placar, 9 a 9. O fim desta parcial foi intenso com uma série de erros dos dois lados. Destaque para a central Valquíria, do Osasco, que assumiu a responsabilidade e fechou o set por 28 a 26.
O quarto e último set foi disputado ponto a ponto. O Osasco começou com superioridade abrindo 13 a 9 no placar, mas rapidamente o Bauru buscou uma reação e virou o placar em 19 a 18. Os nomes da partida, Natália e Tiffany, foram acionadas constantemente e assumiram a responsabilidade. Tiffany fechou o set em 25 a 20 e consagrou o Osasco hexacampeão, de virada.
Pelo lado do Osasco, Natália foi a maior pontuadora, com 25 pontos e Tiffany a segunda, com 24. Já do lado do Sesi-Bauru, Bruna Moraes anotou 24 pontos e Acosta, 19.
Em um discurso super emocionada, Tiffany desabafou após se tornar a primeira mulher trans a vencer a Superliga.
Estou muito feliz de poder ter essa representatividade dentro de quadra, sendo a primeira mulher trans campeã da Superliga, depois de oito anos de muita luta, de muita transfobia. Às vezes tentar parar por medo, mas, eu tenho um Deus maior que falou: ‘Filha, não, você tem que continuar.”