Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
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16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
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16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
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16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Meio-campista chega a seis gols na competição e ingleses seguem na briga pelo Mundial
por
João Bueno Barbosa
Juliana Bertini de Paula
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14/07/2026 - 12h

Após vencer a Noruega por 2 a 1 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, a Inglaterra está nas semifinais da Copa do Mundo. Em partida disputada no sábado (11), a equipe comandada por Thomas Tuchel teve um confronto equilibrado contra os noruegueses e decidido pela eficiência do ataque inglês. Jude Bellingham foi o destaque da partida ao marcar os dois gols da vitória, garantindo a classificação da seleção inglesa, que agora enfrentará a Argentina por uma vaga na grande final do torneio. 

A Inglaterra impôs seu ritmo e controlou a posse de bola no começo, a fim de explorar as laterais com velocidade e movimentação ofensiva. Apesar do domínio inglês, a Noruega mostrou organização defensiva e conseguiu equilibrar o confronto, apostando em transições rápidas para surpreender o adversário.

A primeira grande oportunidade foi da Inglaterra, quando Jude Bellingham encontrou Harry Kane dentro da área, mas o atacante parou na defesa do goleiro norueguês Ørjan Nyland. Aos 36 minutos, a Noruega reagiu e abriu o placar com um belo chute pela esquerda do atacante Andreas Schjelderup.

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Noruegueses atingiram a melhor campanha em Copas do Mundo ao parar nas quartas de final. Foto: Divulgação/FIFA

Pouco depois, a pressão inglesa surtiu efeito. Bellingham aproveitou um cruzamento preciso e finalizou para abrir o placar, colocando os ingleses em vantagem antes do intervalo. A Noruega ainda tentou reagir nos minutos finais da etapa inicial, mas encontrou dificuldades para furar a defesa comandada por John Stones.

O fim da primeira etapa trouxe um possível apagão da Noruega após o gol de empate, mas o segundo tempo começou e o volume de jogo norueguês aumentou. A marcação do técnico Solbakken alternava entre um 4-5-1 com linhas baixas, e um 4-3-3 de alta pressão, que confundiu o time inglês e capacitou a posse dos Vikings. 

Após algumas chances do time nórdico, aos nove minutos da segunda etapa o segundo gol saiu, mas foi anulado. Em um escanteio, Ødegaard cruzou no centro da área, e após desvio a bola sobrou para finalização de Patrick Berg, que foi defendida por Pickford, mas resultou em uma finalização limpa do zagueiro Heggem, que ampliou o placar. Posteriormente o lance foi revisado e revertido, por conta de uma falta antes da cobrança na disputa entre Haaland e Eliot Anderson. 

O segundo tempo seguiu no mesmo tom, as maiores chances vieram do ataque noruegues, que não conseguiu ampliar. A Noruega foi capaz de carregar a bola ao ataque e achar espaço para finalização diversas vezes, porém, a mistura de uma grande partida de Pickford e uma infelicidade na hora dos arremates mantiveram o 1 a 1 no placar. Apenas no final da segunda metade a Inglaterra conseguiu boas chances, principalmente após a entrada de Bukayo Saka pelo lado direito. Mesmo assim, os 90 minutos acabaram em empate, portanto, mais uma prorrogação no mata-mata da Copa do Mundo de 2026.

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Com Kane e Bellingham, é a primeira vez em Copas que uma seleção tem dois jogadores marcando seis ou mais gols na mesma edição. Foto: Reprodução/Instagram/@england 

Logo aos três minutos do tempo extra, Bellingham apareceu novamente e virou a partida para a seleção inglesa. Morgan Rogers arriscou de fora, o goleiro Nyland espalmou para a área e o camisa 10 da Inglaterra finalizou para o gol. Com um primeiro tempo de prorrogação dominante dos ingleses, o segundo tempo norueguês precisava ser mais efetivo para buscar a classificação. A primeira grande surpresa foi a saída de Erling Haaland que, embora tivesse feito uma partida abaixo do seu padrão, é o fator de decisão do time, o que resultou em revolta e confusão por parte da torcida nórdica. 

A segunda metade do tempo extra parecia um replay da primeira. A seleção inglesa estava impondo seu jogo e era mais ativa na partida. As duas primeiras chances perigosas da etapa final foram da Inglaterra, novamente originadas dos jogadores que entraram no final do tempo regular. 

Aos 109 minutos Bukayo Saka conseguiu uma finalização de perigo na meta da Noruega, em jogada individual pelo lado direito do campo, após se livrar de dois marcadores com um drible. Logo em sequência a seleção norueguesa falhou na reposição de bola, o que resultou em visão clara para a finalização de Djed Spence. O chute foi forte e no canto do gol, e em grande defesa, Nyland espalmou a bola para o lado direito da área, caindo novamente nos pés de Saka, que finalizou, mas foi impedido mais uma vez pelo paredão norueguês. 

O tempo passou e a Noruega não conseguia criar a oportunidade de empate, encarando poucas chances claras de finalização. Enquanto a Inglaterra aceitou defender até o apito final para não se arriscar e garantir a classificação. 

O jogo terminou aos 122 minutos, 2 a 1 para o time inglês. Em mais uma partida brilhante de Jude Bellingham, os ingleses foram superiores quando mais precisavam e garantiram a vitória. A classificação da Inglaterra significou a segunda semifinal nas últimas três copas, e trouxe esperança para o torcedor que aguarda um título mundial há 60 anos, desde 1966 quando a Inglaterra ganhou sua primeira, e única, Copa do Mundo. Agora, os ingleses enfrentam a Argentina, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília).

Já a Noruega se despede do mundial com um gosto amargo, mas com muitos motivos para se orgulhar. O time levou a potência inglesa à prorrogação e esteve muito próximo da classificação, mas a falta de eficiência no ataque e uma partida apagada de suas estrelas foi o suficiente para o time não alcançar sua meta. Mesmo assim, a Copa dos Vikings foi histórica. Foi a primeira campanha dominante do país: os Vikings venceram grandes times como Senegal e Costa do Marfim, eliminou o gigante Brasil e mostrou para o mundo que a jovem geração norueguesa tem muito talento e potencial para se tornar um time ainda mais perigoso no futuro.

Seleção sul-americana decide o duelo na prorrogação e segue na defesa do título mundial
por
Guilherme Romero
Lucas Leal
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13/07/2026 - 12h

No último sábado (11), Argentina e Suíça se enfrentaram pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 no Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos. Em uma partida equilibrada, a equipe de Lionel Scaloni venceu os suíços por 3 a 1, na prorrogação, após um empate disputado no tempo regulamentar, garantindo novamente a presença da Albiceleste na semifinal do torneio, desta vez contra a Inglaterra. 

No primeiro tempo, a Argentina começou a partida impondo seu ritmo e controlando a posse de bola nos primeiros minutos. Com troca de passes rápidas e movimentação constante no setor ofensivo, os argentinos pressionaram a defesa suíça e criaram as primeiras oportunidades, enquanto os europeus apostavam nas transições em velocidade para tentar surpreender. Porém a insistência da Albiceleste foi recompensada aos dez minutos: após cobrança de escanteio de Lionel Messi, a bola chegou em Mac Allister, que apareceu na área e cabeceou firme para abrir o placar.

Mesmo em desvantagem, a Suíça não se abateu e passou a buscar mais o ataque. A equipe aumentou a intensidade na marcação, aproveitou alguns espaços deixados pela Argentina e levou perigo em investidas pelas laterais, exigindo atenção do sistema defensivo argentino. Apesar da reação suíça, a defesa da Albiceleste conseguiu neutralizar as principais tentativas da equipe Rossocrociati. Nos minutos finais da primeira etapa, a partida ficou mais equilibrada, com as duas seleções alternando momentos de posse de bola. A Argentina manteve a vantagem construída com o gol de Mac Allister e administrou o resultado até o intervalo, encerrando os primeiros 45 minutos por 1 a 0.

Na segunda etapa, a Suíça, atrás do placar, conseguiu reagir e realizar uma pressão com muita posse de bola. Aos 22 minutos, em uma tabela entre Dan Ndoye e Ricardo Rodríguez pelo lado esquerdo, os europeus empataram o jogo.

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Dan Ndoye marcou o décimo gol da Suíça nesta edição do Mundial. Foto: Reprodução/Instagram/@danndoye10

O clima da partida, que agora parecia favorável aos suíços, mudou rapidamente quando Breel Embolo simulou uma falta e após consulta ao VAR, o atacante suíço recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso aos 27 minutos, deixando sua equipe com um jogador a menos justamente no melhor momento da partida.

Logo após, a Suíça se estabeleceu em uma formação de 5-3-1 para se defender e a Argentina buscou explorar essa fragilidade com mudanças. Scaloni optou por trocar um lateral e colocar um jogador mais ofensivo em campo, então Nicolás González entrou no lugar de Nicolás Tagliafico. Já no fim do jogo, Lautaro Martínez substituiu Rodrigo De Paul, enquanto Gonzalo Montiel entrou na vaga de Nahuel Molina.

Com superioridade numérica, a Argentina pressionou e empilhou chances para desempatar o jogo. A principal delas foi uma tentativa de cobertura de Messi sobre o goleiro, além de um voleio de Lisandro Martínez, aos 54 minutos do segundo tempo, que parou nas mãos de Gregor Kobel.

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O gol de Julián Álvarez tinha 0,03 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer. Foto: Reprodução/X/@Argentina

A Suíça conseguiu segurar o empate até a prorrogação, praticamente apenas se defendendo e já sem forças para atacar. Na segunda etapa do tempo adicional, Flaco López, que entrou durante a prorrogação, puxou a marcação para a esquerda e abriu espaço na entrada da área para Julián Álvarez, que recebeu do camisa 21 e finalizou no ângulo de Kobel para desempatar o jogo aos cinco minutos da prorrogação.

A Suíça ainda tentou pressionar após o gol sofrido, mas sofreu um contra-ataque puxado por Lautaro Martínez, que tocou para Thiago Almada. O meia conduziu a bola, mas seu chute foi defendido e, no rebote, Martínez matou o jogo e sacramentou a classificação da Argentina.

Agora, os argentinos seguem sonhando com o bicampeonato e enfrentarão a Inglaterra na semifinal, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Após empate sem gols no tempo normal e prorrogação, equipe europeia vence por 4 a 3 nas penalidades
por
Arthur Rocha
Guilherme Romero
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13/07/2026 - 12h

Suíça e Colômbia se enfrentaram nesta terça-feira (7), no BC Place, em Vancouver, no Canadá, para decidir a última equipe classificada para às quartas de final da Copa do Mundo. Depois de um duelo equilibrado e sem gols no tempo normal e na prorrogação, os suíços foram mais eficientes nas cobranças, venceram por 4 a 3 e avançaram na competição.

Atletas da Suíça celebram a vaga nas quartas de final com o treinador.
Suíça volta às quartas de final após 72 anos. Foto: Reprodução/X/@FIFAcom

Os minutos iniciais tiveram equilíbrio entre as equipes. A primeira chance clara surgiu aos 21 minutos, quando Gustavo Puerta arriscou de fora da área e obrigou Gregor Kobel a fazer boa defesa. Depois da parada para hidratação, a Suíça respondeu com Fabian Rieder, que finalizou de média distância, mas parou em Camilo Vargas.

A seleção europeia voltou a ameaçar pouco depois. Dan Ndoye recebeu pela esquerda, entrou na área e bateu cruzado, chute que, mais uma vez, foi defendido por Vargas. A Colômbia teve mais posse de bola no restante do primeiro tempo, mas encontrou dificuldade para superar a marcação suíça e criou poucas oportunidades de perigo.

Na etapa final, a Suíça retomou a pressão logo nos primeiros minutos. Ndoye chegou à linha de fundo e cruzou para Djibril Sow, que finalizou para fora. Em seguida, Rieder cobrou falta direto para o gol, mas a bola saiu sem direção. A Colômbia respondeu com Luis Suárez, que recuperou a posse no campo de ataque, mas desperdiçou a chance ao finalizar sem direção. Depois disso, o confronto ficou mais truncado, com faltas sucessivas, erros de passe e poucas finalizações de ambos os lados.

Nos acréscimos do segundo tempo, Ndoye voltou a levar perigo ao receber um passe em profundidade dentro da área e concluiu cruzado, para fora. Como nenhuma das equipes balançou as redes, a decisão foi para a prorrogação.

Na prorrogação, Suíça e Colômbia mantiveram o equilíbrio que marcou todo o confronto. No primeiro tempo extra, as duas seleções passaram a adotar uma postura mais cautelosa, priorizando a segurança defensiva e evitando erros que pudessem custar a classificação. A melhor oportunidade surgiu em uma finalização da Suíça de média distância, defendida pelo goleiro colombiano, enquanto a Colômbia respondeu em um contra-ataque rápido que terminou com a bola passando próxima à trave.

Pelo segundo tempo da prorrogação, o desgaste físico ficou evidente dos dois lados. A Colômbia tentou pressionar nos minutos decisivos e chegou a levar perigo em uma cobrança de falta próxima à área, mas a defesa suíça conseguiu afastar o risco. A equipe Rossocrociati também buscou o gol da classificação em jogadas pelas laterais, porém encontrou dificuldades para superar a marcação adversária. Sem alterações no placar, a definição da vaga foi para a disputa por pênaltis.

Nas cobranças de pênaltis, Quintero abriu a disputa convertendo para a Colômbia, mas Xhaka respondeu chutando no canto esquerdo para a Suíça. Na segunda série, Davinson Sánchez acertou o travessão e desperdiçou a oportunidade de colocar os colombianos em vantagem, enquanto Amdouni aproveitou o erro para colocar os europeus à frente. Em seguida, Campaz manteve a Colômbia viva ao balançar as redes e Akanji isolou sua batida e voltou a igualar a disputa. Na quarta rodada, o goleiro Gregor Kobel defendeu a cobrança de Cucho Hernández, e Itten recolocou os suíços em vantagem. Na última série, Luis Díaz ainda marcou para os colombianos, porém Rúben Vargas confirmou a classificação da Suíça ao converter o pênalti decisivo e fechar o placar em 4 a 3.

 

Gregor Kobel, goleiro da Suíça, eleito melhor jogador da partida
Gregor Kobel, goleiro da Suíça, eleito melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/Instagram/@swissnatimen

Com a classificação nos pênaltis, a Suíça voltou às quartas de final da Copa do Mundo após 72 anos. A última vez que conseguiu o feito foi no Mundial de 1954, quando o torneio foi realizado em território suíço. No próximo sábado (11), os suíços terão pela frente um grande duelo contra a atual campeã Argentina, no Kansas City Stadium, nos Estados Unidos, em busca de uma vaga na semifinal. 

Com dois gols de Bellingham e atuação decisiva no segundo tempo, os ingleses vencem
por
João Paulo Di Bella Soma
Juliana Bertini de Paula
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10/07/2026 - 12h

A Inglaterra garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo ao derrotar o México por 3 a 2, no último sábado (5), em um duelo equilibrado e repleto de reviravoltas. A seleção comandada por Thomas Tuchel contou com mais uma atuação decisiva do capitão Harry Kane, autor do terceiro gol, para superar a equipe mexicana e confirmar a classificação. 

A partida começou em ritmo intenso, com as duas seleções buscando o ataque desde os minutos iniciais. A Inglaterra abriu o placar ainda na primeira etapa após boa troca de passes no setor ofensivo, concluída por Jude Bellingham, que finalizou com precisão para colocar os ingleses em vantagem. 

Mesmo com menos posse de bola, a equipe inglesa foi mais letal e ampliou em seguida. Bellingham recebeu cruzamento de Saka e cabeceou para marcar mais uma vez. Na sequência, aproveitou um contra-ataque iniciado logo após a saída de bola mexicana, tabelou com Harry Kane e fez o segundo dele na partida.

 

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Aos 23 anos, Bellingham chegou à Copa de 2026 como um dos principais nomes da Inglaterra​​ e confirmou o protagonismo ao comandar o meio-campo inglê Foto: Reprodução/FIFA

 

O México respondeu rapidamente e passou a explorar os espaços deixados pela defesa adversária. A insistência foi recompensada antes do intervalo, quando a equipe empatou a partida com Quiñones, que aproveita a sobra da cobrança de falta, em uma jogada construída pelo lado direito, levando o confronto para o descanso com igualdade no marcador e mantendo a disputa completamente aberta.

A Inglaterra voltou melhor para o segundo tempo e criou mais uma boa chance logo aos 4 minutos, quando O'Reilly finalizou na trave de Rangel. A sequência, porém, se complicou para os ingleses depois que Quansah entrou com o pé alto em Gallardo e foi expulso.

Mesmo com um jogador a menos, a Inglaterra marcou o terceiro gol quando Gordon foi derrubado por Rangel, após receber passe de Harry Kane. Na cobrança de pênalti, o camisa 9 bateu forte e fez o terceiro, chegando ao seu 14º gol em Copas do Mundo e igualando a marca do alemão Gerd Müller.

 

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Com mais uma Copa, Kane ampliou sua marca entre os maiores artilheiros da história da seleção inglesa. Foto: Reprodução: FIFA

 

O México não desistiu e diminuiu a diferença no placar também em uma cobrança de pênalti, desta vez, cometida por Kane. Jiménez deslocou Pickford e fez o segundo da seleção mexicana.

Na reta final, o El Tri foi para o tudo ou nada, mas não conseguiu o empate que levaria a partida para a prorrogação. Com a vitória, a Inglaterra garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os ingleses voltam a campo no sábado (11), para enfrentar a Noruega, que eliminou a Seleção Brasileira por 2 a 1. O jogo acontece no Miami Stadium, na Flórida, às 18h (horário de Brasília).

 

Mesmo com polêmica pré-jogo a favor dos estadunidenses, a vaga ficou com os Red Davils
por
Manuela Amaral
Theo Fratucci
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06/07/2026 - 12h

Na última segunda-feira (07), Estados Unidos e Bélgica se enfrentaram em jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O confronto aconteceu no Seattle Stadium, em Seattle, Estados Unidos. Os belgas superaram o extra-campo e golearam os donos da casa por 4 a 1.

A partida teve polêmica antes mesmo do apito inicial. Folarin Balogun, atacante e artilheiro dos Estados Unidos, foi expulso na fase anterior contra a Bósnia. No entanto, após um pedido do presidente Donald Trump, a FIFA decidiu anular a suspensão automática de um jogo do atleta, o que o deixou disponível para as oitavas de final. Além disso, houve declarações ofensivas de Trump a respeito do árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou Balogun.

Os estadunidenses repetiram a escalação do confronto anterior, já do lado belga, algumas mudanças surgiram. Rudi Garcia fez as alterações que ajudaram a equipe na virada histórica contra Senegal, mas dessa vez, na equipe titular. Doku deu vaga a Lukébakio e Raskin entrou na de Kevin de Bruyne. Além disso, no setor defensivo, Ngoy ocupou o lugar de Theate e Onana voltou a titularidade com a saída de Vanaken.

Dentro de campo a história foi diferente. O domínio belga foi instaurado desde o minuto inicial. Não demorou para De Ketelaere, atacante que estava devendo um bom desempenho no torneio, abrir o placar. Após a zaga adversária se atrapalhar, Raskin recuperou e bateu cruzado para o camisa 17 completar para o fundo das redes. Bélgica na frente com menos de dez minutos de partida.

Mesmo com vantagem no placar, os Red Devils seguiram jogando de maneira incisiva, sem dar espaço aos donos da casa. Porém, aos 31 minutos, Tillman empatou a partida com uma cobrança de falta direta no gol. O camisa 17 contou com desvio na barreira para matar o goleiro Thibaut Courtois. 

Entretanto, não deu nem tempo dos Estados Unidos se organizarem, pois, dois minutos depois do gol, De Ketelaere colocou os belgas na frente novamente. Dessa vez, o atacante completou de cabeça, após levantamento de Leandro Trossard.

A imagem mostra ketelaere, da Bélgica, comemorando o gol
Com os dois gols na partida, Ketelaere foi eleito o melhor jogador da partida. Reprodução: Instagram/@charlesdeketelaere

Os donos da casa voltaram do intervalo nervosos. Sem conseguir reagir, o time passou a cometer falhas na saída de bola. Em uma delas, o goleiro Freese tentou sair jogando fora do gol, entregou a posse nos pés de Hans Vanaken e viu o meia ampliar para 3 a 1. O lance praticamente liquidou a classificação belga.

Nos minutos finais, os Estados Unidos até tentaram diminuir a diferença, mas encontraram dificuldades para superar a defesa adversária. Já nos acréscimos, Romelu Lukaku aproveitou um contra-ataque em velocidade, invadiu a área e bateu cruzado para fechar a goleada por 4 a 1. Na comemoração do gol, por conta da polêmica pré-jogo, os belgas provocaram Donald Trump e fizeram uma dança que é caricata do presidente.

Com o resultado, a Bélgica eliminou os norte-americanos e avançou às quartas de final da Copa do Mundo, fase em que enfrentará a Espanha em um dos confrontos mais aguardados da próxima fase. O jogo será no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).

Mikel Merino entrou no fim do segundo tempo e fez o único gol da classificação
por
Davi Madi
Pedro Premero
|
07/07/2026 - 12h

Com gol nos acréscimos, a Espanha superou Portugal na última segunda-feira (06), nas oitavas de final da Copa do Mundo, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. O resultado de 1 a 0 eliminou os lusitanos e encerrou a história de Cristiano Ronaldo em mundiais. 

O primeiro tempo foi equilibrado entre as duas equipes, e a primeira chance de gol veio aos sete minutos. O artilheiro espanhol Oyarzabal  recebeu passe de primeira de Dani Olmo e saiu cara a cara com o goleiro Diogo Costa, mas chutou para fora.

Quatro minutos depois, Cristiano recebeu bola enfiada de Bruno Fernandes na direita da área espanhola. O camisa sete fintou o zagueiro Laporte, mas chutou em cima de Unai Simón, que espalmou para fora.

A atuação consistente dos guarda-redes foi o destaque da primeira metade. Aos 15, no primeiro lance de Lamine Yamal na partida, Diogo Costa fez duas boas defesas. Na primeira, o goleiro espalmou o chute do craque pela direita. A bola caiu no pé de Baena, que chutou de longe, mas, de mão trocada, o lusitano desviou para fora.

No lado espanhol, Simón também impediu que Portugal abrisse o marcador aos 35 com duas defesa em sequência. João Félix, em sua melhor partida no torneio, após cruzamento de Pedro Neto, cabeceou para defesa do arqueiro. Na sequência, o goleiro segurou rebote de Ronaldo, que havia desviado com a ponta do pé.

Sem conseguir furar as defesa, ambas as equipes levaram o 0 a 0 para o intervalo.

A imagem mostra Unai Simon defendendo o chute de Cristiano
Sem tomar gols até aqui, Espanha tem a melhor defesa da Copa. Foto: Reprodução/FIFA

Nos primeiros quinze minutos do segundo tempo, as duas seleções tentaram criar jogadas por ligação direta, cruzamentos e principalmente por contra-ataques. Porém os lances não tiveram sequência ou foram desperdiçados.

Aos nove minutos, Portugal perdeu um de seus principais jogadores. O lateral Nuno Mendes, que fez uma ótima primeira etapa, foi substituído por Nélson Semedo, após sentir uma lesão muscular.

A primeira oportunidade do período final foi dos portugueses, aos 13 minutos. João Neves passou para João Félix que cruzou para Cristiano Ronaldo. O atacante tentou um voleio, porém a finalização saiu fraca e Unai Simón agarrou com tranquilidade.

Depois disso, a Espanha construiu duas boas oportunidades. Aos 19 minutos, Alex Baena tentou um cruzamento, porém foi interceptado. A defesa de Portugal tentou sair jogando, mas, após um passe errado, a bola sobrou para Baena. O atacante finalizou, mas parou em Diogo Costa.

A imagem mostra uma disputa de bola aérea entre as equipes
Com 18 vitórias, a Espanha leva vantagem sobre Portugal no Clássico Ibérico. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Depois da saída de Nuno Mendes, Lamine Yamal ganhou mais duelos pela lateral com seus dribles e arrancadas. Aos 25 minutos, após sofrer falta de Semedo, Yamal a cobrou direto no gol. O goleiro português deu um toque e mandou para escanteio.

Diogo Costa foi essencial para manter o 0 a 0. O guarda-redes afastou vários cruzamentos e foi muito seguro dentro da área. No entanto, não conseguiu defender o único gol da partida.

Luis De La Fuente foi preciso ao substituir Baena e Dani Olmo por Ferran Torre e Mikel Merino. Aos 45 minutos, Rodri cobrou uma falta rápido e passou para Fabián Ruiz, que devolveu para o volante. O jogador do Manchester City deu um passe rápido para Torres tocar para Merino, que chutou rasteiro no canto esquerdo do gol e abriu o placar para La Furia.

A imagem mostra Merino, da Espanha, cobrando escanteio.
Apesar de ser meio-campista de formação, Merino joga improvisado de atacante no Arsenal e em algumas partidas da Seleção. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Nos acréscimos, Portugal tomou o controle do jogo e começou a pressionar a Espanha. Aos 51 minutos, Francisco Conceição cruzou para Bernardo Silva, que cabeceou para fora e desperdiçou a melhor chance dos lusitanos na partida. A Seleção das Quinas tentou, mas não mudou o placar.

A vitória de La Furia quebrou uma sequência negativa. Nas últimas duas edições da Copa, a Espanha não passou das oitavas de final. Já a eliminação de Portugal marca a provável última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo, que tem 41 anos. Neste mundial, o ídolo português chegou a 11 gols em Copas e se tornou o maior artilheiro da seleção lusitana na competição, ao passar Eusébio, que fez nove gols. 

A Espanha volta aos gramados para enfrentar a Bélgica, no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).