Categoria criada com expertise de brasileiro busca conscientizar o público sobre o meio ambiente sem abrir mão da emoção na pista
por
Vítor Nhoatto
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09/06/2026 - 12h

Ultrapassagens de tirar o fôlego, velocidades para além dos 300km/h e a diferença de milissegundos entre os pilotos que fazem o coração disparar. Emoções comumente associadas à Fórmula 1 quando se fala de automobilismo, mas que também são intrínsecas à Fórmula E, a primeira categoria de monopostos 100% elétricos do mundo.

A ideia de criar um campeonato automobilístico internacional de alto nível sem usar combustível começou há mais de uma década. O ano era 2011, já haviam sido realizadas 16 conferências do clima (COP) e o primeiro carro elétrico de produção em massa havia sido lançado pela Nissan. Com isso em mente, o então presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Jean Todt, e o empresário entusiasta do automobilismo, Alejandro Agag, esboçaram em um guardanapo de um restaurante em Paris o que seria a Fórmula E.

O objetivo central era simples e, ao mesmo tempo, audacioso: mostrar que a mobilidade sustentável é capaz, segura e emocionante, advogando por um futuro mais limpo e sustentável. Realizadas estrategicamente nos grandes centros urbanos, as corridas buscam conscientizar o público sobre as mudanças climáticas e incentivar o uso de carros elétricos.

Com o sinal verde da FIA, os trabalhos começaram. Agag se tornou o CEO, enquanto o piloto brasileiro Lucas Di Grassi foi fundamental para o desenvolvimento técnico, cocriando e pilotando o primeiro protótipo em 2012. Dois anos mais tarde, a Fórmula E estreou oficialmente com o ePrix de Pequim, na China.

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Atualmente dois brasileiros integram o time de pilotos da Fórmula E: Lucas di Grassi e Felipe Drugovich, que terminou em segundo lugar no GP de Mônaco, realizado em 17 de maio - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

De lá para cá os números da competição não pararam de crescer. Em 2019, a categoria ganhou o status de campeonato mundial pela FIA e fabricantes de peso como Porsche e Jaguar ingressaram no grid. Na temporada atual (2025/2026) já foram 17 corridas em 10 países, quase o dobro da primeira edição. Por outro lado, as emissões de CO2 da categoria diminuíram consecutivamente de uma edição para outra, 24% entre a quinta e a oitava temporada, segundo relatório de sustentabilidade da FIA.

Isso torna a FE, desde 2023, o “esporte mais sustentável do mundo” de acordo com a Global Sustainability Benchmark in Sports. A divisão também possui o selo ISO de três estrelas de sustentabilidade graças ao uso de materiais reciclados nos carros e à reciclabilidade deles no seu fim de vida, inclusive das baterias, medidas que visam diminuir a pegada de carbono da logística do evento, responsável por 99% das emissões.

Além disso, a Fórmula E é signatária da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre emissão neutra de carbono no mundo até 2050. Desde 2020, tornou-se o primeiro esporte internacional certificado como carbono neutro do mundo. Isso se deve à compensação das emissões com iniciativas ao redor do mundo, mas com o objetivo de reduzir a pegada de carbono de modo geral, 60% até 2030, de acordo com a FIA.

Já na pista, a diferença é primordialmente o barulho e o cheiro. O ruído produzido pelos motores elétricos é mais amigável do que o dos motores a combustão, enquanto o cheiro predominante é o da borracha queimada dos pneus para todos os climas, em vez da poluente gasolina.

E ao contrário do que alguns podem imaginar, a emoção está longe de ser menor, como comenta Régis Gourdon, ex-piloto da Porsche Carrera Cup France e fundador da equipe de corrida racing Technology: “Eu amo automobilismo, o pratiquei por anos, e a Fórmula E é muito interessante, além de importante para as nossas crianças, uma boa solução para o futuro”.

Do alto de seus 66 anos de carreira com passagem por muitos circuitos, ele garante que os elétricos são muito bons de pilotar e empolgantes de assistir, destacando que todo ano vem ao lendário circuito de Mônaco para assistir a Fórmula 1 e a Fórmula E. 

Em relação aos carros, os números evoluíram massivamente na categoria. A chamada Gen1 começou com 270 cavalos, 225km/h de velocidade máxima e um 0 a 100 em 3 segundos. Hoje, a Gen3 Evo alcança 470 cavalos, 320km/h e impressionantes 1,86 segundos, mais rápido que um carro de Fórmula 1. 

Na prática, esses números se traduzem em momentos ainda mais emocionantes devido ao maior número de ultrapassagens, ao torque instantâneo que só um elétrico consegue proporcionar, e ao chamado “Attack Mode”, que pode ser usado em determinados momentos da corrida como um turbo, um acréscimo de 50 kW de potência (cerca de 67 cavalos).

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Gen 3 Evo é o atual modelo usado nas corridas, surpreendendo por uma performance singular no mundo das corridas - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

“20 anos atrás eu comprei um carro elétrico, era um dos únicos na França com um na época, e eles são muito bons de pilotar, um pouco pesados, mas fantásticos”, destaca Gourdon. 

Nesse quesito, o número de telespectadores do evento cresceu 14% entre as temporadas 2023/2024 e 2024/2025, atingindo mais de 560 milhões de pessoas. A categoria também ampliou sua presença global, com corridas acontecendo em diversas  partes do mundo, incluindo São Paulo desde a temporada de 2022/2023.

Loredana Ernst, belga de 27 anos de idade apaixonada pelo mundo das quatro rodas, é um exemplo dessa pluralidade e crescimento da modalidade. Pela primeira vez, a atriz esteve em Mônaco para acompanhar uma corrida, justamente dos monopostos elétricos.

“Eu acompanho a Fórmula E faz alguns anos já e realmente adoro a categoria [...] e acho que a primeira vez que fiquei sabendo dela foi quando Stoffel Vandoorne entrou na Fórmula E, porque ele era da Fórmula 1 e é um piloto belga, então eu acompanho ele”

Outra frente importante pensada por Todt e Agag desde a criação da categoria era trazer grandes nomes do automobilismo com o intuito de quebrar a barreira cultural em relação à aceitação dos carros elétricos. Nomes como Pierre Gasly, da Fórmula 1, o tricampeão das 24 horas de Le Mans, Brendon Hartley e o brasileiro Felipe Massa, já integraram o time de pilotos da FE.

No quesito escuderias, atualmente nomes como Jaguar, Andretti, Citroën e Nissan integram as 10 participantes, e a modalidade já teve a presença da Renault, McLaren e Maserati, por exemplo. Além disso, os elétricos proporcionaram o histórico embate direto entre as quatro grandes fabricantes alemãs durante a temporada 2019/2020, com Audi, BMW, Mercedes e Porsche no grid.

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Curvas extremas, derrapadas que levam os carros ao limite, ultrapassagens acirradas e às vezes acidentes, destacam o quão capaz e segura a tecnologia elétrica é. Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

Ernst, que mora perto do circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, comenta que assistiu a uma corrida da FE pela primeira vez no ano passado, em Berlim, e lembra da sustentabilidade da modalidade sem abrir mão da emoção, mesmo com essa provocada de um jeito diferente. 

“O som por exemplo, é algo totalmente diferente, e eu honestamente gosto de ambos, e acho muito legal a Fórmula E ser essa alternativa sustentável a Fórmula 1. Eu já me preocupo com sustentabilidade no meu dia a dia, e para visitar realmente prefiro a Fórmula E inclusive”.

Ao contrário do que se pode imaginar, já que carros elétricos comuns não fazem barulho, os monopostos da competição emitem um som de cerca de 80 decibéis, mais alto que um carro a combustão convencional. Remetendo a filmes futuristas como Tron, são envolventes,  direcionando a emoção para as acirradas ultrapassagens e arrancadas ao longo da corrida, que dura 45 minutos. 

Nesse aspecto, a duração da prova é calculada para contemplar uma carga completa sem paradas para recarga ou troca de carros, como acontecia até a temporada de 2017/2018 com os carros da Gen1. A emoção é atiçada pelo uso estratégico da bateria, desse modo, administrada pelos pilotos que devem usar com sabedoria o “Attack Mode”, e os veículos recuperam até 40% da carga durante a corrida devido às frenagens, que transformam força cinética em elétrica.

Cada etapa consiste em dois treinos livres e sessões qualificatórias pela manhã, enquanto a corrida acontece após o intervalo para o almoço.  O sistema de pontuação segue o padrão estabelecido pela FIA para eventos internacionais. O primeiro lugar recebe 25 pontos, o segundo 18 e o terceiro 15. Do quarto lugar até o décimo são 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1 ponto, respectivamente. Mas algo exclusivo da FE são os pontos extras, 3 pela pole position e 1 pela volta mais rápida, desde que o piloto termine no top 10. 

A temporada 2025/2026 começou com o ePrix de São Paulo, em dezembro, sendo a última com os carros da Gen3 Evo, dando lugar aos Gen4, que prometem revolucionar a categoria. Com 804 cavalos de potência e 335 km/h de velocidade máxima, crescem em tamanho e se aproximam visualmente dos carros da Fórmula 1, ao mesmo tempo que abraçam o conceito de economia circular, sendo 100% recicláveis.

Torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista, lotando avenidas e pontos turísticos da capital
por
Beatriz Porto
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04/06/2026 - 12h

No último sábado (30), Arsenal e Paris Saint Germain entraram em campo para o jogo decisivo que definiu o campeão da UEFA Champions League. A partida que aconteceu na Puskás Arena, em Budapeste, foi marcada pela intensidade e decisões em pênaltis. 

Logo no início do primeiro tempo da final, o PSG impôs desde o apito inicial um ritmo intenso, tentando sufocar a saída de bola do Arsenal. A equipe parisiense dominou a posse de bola, com Vitinha organizando as jogadas no meio-campo e Kvaratskhelia explorando as laterais com dribles e passes precisos.

Apesar da superioridade parisiense, o Arsenal mostrou eficiência ao aproveitar um contra-ataque rápido, aos seis minutos Kai Havertz abriu o placar que trouxe esperança ao time londrino.

Durante o segundo tempo o Paris Saint Germain manteve a intensidade, pressionando o Arsenal e controlando a posse de bola. Embora os parisienses tenham cercado a área adversária, o Arsenal resistiu bravamente, defendendo-se com organização. 

Mesmo com o PSG criando oportunidades e aumentando o ritmo, o gol de empate só saiu  em um pênalti convertido por Dembélé aos 19 minutos da segunda etapa.

A prorrogação manteve o ritmo intenso da partida, com ambas as equipes demonstrando desgaste físico, mas sem abrir mão da busca pela vitória. O PSG tentou acelerar o jogo, explorando as laterais e arriscando finalizações de média distância, enquanto o Arsenal manteve sua postura defensiva sólida, apostando em contra-ataques rápidos para surpreender.

Porém, apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu empatado, e a decisão foi encaminhada para os pênaltis, aumentando ainda mais a tensão entre jogadores e torcedores.

Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg
Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg

Já nas cobranças de pênaltis, o Paris demonstrou maior eficiência nas cobranças e venceu por 4 a 3, garantindo o título europeu. O momento decisivo aconteceu quando o Arsenal desperdiçou uma de suas cobranças, permitindo que a equipe parisiense confirmasse a conquista do bi campeonato. 

Após o título do PSG sobre o Arsenal na final da Champions League, a França viveu uma mistura de euforia e tensão. Milhares de torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista europeia, lotando avenidas e pontos turísticos da capital. Entretanto, a festa foi parcialmente ofuscada por confrontos, atos de vandalismo e centenas de detenções registradas em diversas cidades francesas.
 

Fonseca lutou, mas foi derrotado por Jakub Mensik por 3 sets a 0
por
Marcello Toledo
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03/06/2026 - 12h
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
 

Na última terça-feira (2), o brasileiro deu adeus a Roland Garros. As parciais foram de 6/4, 6/3 e 7/6 (7/3) em um jogo de 2 horas e 44 minutos contra o tcheco Mensik que, assim como João, é um dos maiores expoentes da nova geração e participou de sua primeira semifinal de Grand Slam.

A partida foi marcada por uma excelente performance de Mensik, dotado de uma frieza atípica para seus 20 anos, o atleta sacou muito bem e ganhou inúmeros pontos com seu backhand espetacular, característico da escola tcheca. No próximo round, ele enfrentará o favorito Alexander Zverev.

O melhor momento de João foi no 3 set, quando ele conseguiu quebrar o saque de Mensik duas vezes, se mostrando mais concentrado e com mais ritmo. Mesmo assim o tcheco conseguiu se recuperar e fechou a partida no tie break.

Apesar da derrota, João Fonseca sai de Paris consagrado. Aos 19 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a alcançar as quartas de final de um Grand Slam desde a era aberta, superando marcas de ídolos do passado. Em sua trajetória neste torneio, ele deixou para trás nomes como Novak Djokovic e Casper Ruud.

Com os pontos somados, Fonseca deve dar um salto significativo no ranking da ATP, aproximando-se do Top 20 mundial. O foco do brasileiro agora se volta para a temporada de grama, que deve prepará-lo para Wimbledon.
 

Depois de quase 9 anos, o Alviverde voltou a derrotar o Mengão no Campeonato Brasileiro. Com o fim da 17ª rodada, o meio de tabela continua embolado
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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26/05/2026 - 12h

Nos dias 23, 24 e 25, os times da Série A do Brasileirão disputaram a penúltima rodada antes da parada da Copa. Mirassol venceu e continua na briga para sair da zona de rebaixamento. Apenas o jogo entre São Paulo e Botafogo terminou empatado.

Vitória 2 X 0 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 17h, no último sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, no Barradão, em Salvador (BA). A partida foi marcada por forte disputa física, pressão colorada e polêmica envolvendo a arbitragem. o Rubro-Negro baiano foi mais eficiente nas oportunidades criadas e garantiu um importante resultado diante da torcida. 

O início do confronto foi equilibrado, com o Internacional controlando a posse de bola e tentando construir jogadas desde o campo de defesa. Apesar do maior volume de jogo, a equipe gaúcha encontrou dificuldades para furar a marcação do Vitória, que apostava em transições rápidas pelos lados do campo.

A estratégia dos donos da casa surtiu efeito aos 29 minutos do primeiro tempo. Após arrancada de Erick pela direita, o atacante cruzou na segunda trave para Renê, que apareceu livre e cabeceou para o fundo das redes e abriu o placar para o Leão.

Ainda na primeira etapa, um dos lances mais discutidos da partida gerou reclamações por parte dos jogadores do Internacional. Bernabei recebeu lançamento dentro da área, dividiu com o goleiro Lucas Arcanjo e caiu pedindo pênalti. O árbitro marcou impedimento na origem da jogada e ainda aplicou cartão amarelo ao atleta colorado por simulação, decisão que provocou revolta entre jogadores e torcedores nas redes sociais.

Na volta do intervalo, o Internacional adotou postura mais agressiva e passou a pressionar em busca do empate. A equipe criou suas melhores oportunidades principalmente com Vitinho, Bernabei e Bruno Tabata. 

O Colorado acumulou finalizações e ocupou o campo ofensivo durante grande parte da segunda etapa, mas encontrou pela frente uma atuação segura do goleiro Lucas Arcanjo, que realizou defesas importantes para manter a vantagem do Vitória. 

Já no fim do jogo, aos 43 minutos, Bernabei recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada violenta e foi expulso do jogo, o que dificultou ainda mais a missão do time gaúcho.

Mesmo pressionado, o time baiano conseguiu sustentar o resultado e aproveitou os espaços deixados pelo adversário nos minutos finais.

Já nos acréscimos, Diego Tarzia puxou contra-ataque pela esquerda e finalizou cruzado para marcar o segundo gol e decretar o resultado a favor do Vitória.

A imagem mostra o elenco do Vitoria comemorando no vestiário
O Vitória quebrou a invencibilidade de quatro jogos do Inter na competição. Reprodução: Instagram/@ecvitoria

Com o resultado, o Vitória sobe na tabela e confirma seu momento de recuperação dentro da competição. A equipe vem apresentando evolução defensiva e maior eficiência ofensiva, fatores que têm sido fundamentais para a sequência positiva construída nas últimas rodadas.

Já o Internacional vê sua sequência invicta chegar ao fim e desperdiça a oportunidade de se aproximar das primeiras posições do campeonato. Apesar do maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado voltou a sofrer com a falta de efetividade nas finalizações e deixou o Barradão sem pontuar. A derrota aumenta a pressão por maior regularidade da equipe na reta final antes da pausa da temporada.

São Paulo 1 X 1 Botafogo

Também às 17h, São Paulo e Botafogo empataram no Morumbi, na capital paulista. O Tricolor teve esteve vencendo até o final do jogo, mas o Fogão por meio de um golaço empatou nos minutos finais.

Para o Soberano, essa partida poderia ser a primeira vitória desde a chegada de Dorival Jr., técnico que está em sua terceira passagem pelo São Paulo. Nas anteriores, Dorival salvou o São Paulo do rebaixamento em 2017 e foi campeão da Copa do Brasil em 2023, a primeira da história do clube. 

Na atual passagem, o jogo contra o Bota seria apenas o segundo dele no cargo. Na escalação, o comandante ainda não conseguia contar com alguns dos destaques da equipe, como Marcos Antônio, fora por lesão na coxa; Bobadilla, outro destaque, estava fora por suspensão, e Dória, que vinha sendo titular, mas rescindiu com o clube após ameaças da torcida. 

Para o Botafogo foi para o estádio com confiança, após boas vitórias contra Corinthians, na Série A, e Independiente Petrolero, na Sula. 

O jogo era considerado difícil pelos desfalques. Franclim Carvalho, treinador alvinegro, teve que suprir as ausências de dois dos protagonistas do elenco: Alex Telles e o volante Medina. 

O experiente e ídolo do clube Marçal ocupou a vaga de Telles. No meio, Huguinho, jovem de 18 anos da base do clube, foi escolhido para o jogo. Além de Huguinho, outra “Joia do Bairro” escalada foi o zagueiro Justino, de 20 anos, para o lugar de Alexander Barboza, ídolo Botafoguense que se despediu no jogo contra o Corinthians. O zagueiro se transferiu para o Palmeiras.

Logo aos três minutos de partida, em um chute de fora da área de Arthur, o goleiro Neto espalmou e deu chance para Luciano abrir o placar para o São Paulo. Apesar do gol ter sido de Luciano, o grande protagonista do jogo na primeira etapa foi o ponta Arthur, emprestado pelo Botafogo ao São Paulo em abril, que foi o jogador de ataque mais acionado pela equipe no bom primeiro tempo do São Paulo.

Em contrapartida, o Fogão, que fez um primeiro tempo ruim, voltou do intervalo tomando mais o controle do jogo. Aos oito do segundo tempo, após falta levantada na área, Arthur Cabral cabeceou para dentro do gol, mas ele estava impedido. O São Paulo, após o gol anulado, teve algumas oportunidades de aumentar a vantagem, mas nenhuma efetiva. 

Aos 27, em outro cruzamento, Vitinho contou com o desvio de Arthur Cabral para, sozinho, marcar, mas novamente anulado por impedimento. O Alvinegro continuava martelando e, no último minuto do tempo regulamentar, em uma sobra de escanteio na entrada da área, Jordan Barrera finalizou de trivela no ângulo para calar o estádio tricolor.

A imagem mostra Jordan Barrera, do Botafogo, comemorando o gol
Jordan Barrera encerrou um jejum de sete meses sem marcar. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ainda deu tempo para, aos 50, Chris Ramos, que veio do banco alvinegro, desperdiçar uma oportunidade dentro da grande área que poderia decretar a vitória visitante.

Mirassol 1 X 0 Fluminense

Mais tarde, às 19h, Mirassol e Fluminense se enfrentaram no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). O time da casa venceu com um placar magro, com o gol marcado no primeiro tempo, e começa a sonhar para sair da zona de rebaixamento nas próximas rodadas.

O confronto começou sem grandes chances para os dois times. Apenas aos 18 minutos, o Mirassol conseguiu uma boa finalização, que não levou tanto perigo. Em uma falta cobrada por Reinaldo na intermediária, Alesson cabeceou mas parou na defesa de Fábio.

Depois de sete minutos, o goleiro tricolor foi obrigado a trabalhar novamente em uma cabeçada. Alesson, pela ponta esquerda do campo, lançou para Daniel Borges finalizar em uma subida ofensiva.

Aos 35 minutos do primeiro tempo o Mirassol abriu o placar. Carlos Eduardo fez boa jogada pela direita e cruzou para a área, Samuel Xavier e Jemmes afastaram, porém a bola sobrou para Denilson na entrada da área, que finalizou de primeira no ângulo de Fábio. Com o golaço, o volante do Leão marcou seu primeiro gol na temporada.

Aos 47 minutos, Sávio marcou pênalti para o Fluminense. Soteldo cruzou a bola pela esquerda do campo e Samuel Xavier dominou dentro da pequena área. Reinaldo derrubou o lateral tricolor ao puxá-lo pelo ombro. Porém, o VAR entrou em ação e recomendou a revisão. Após conferir o lance novamente na tela, o árbitro decidiu pela não marcação da penalidade.

Na segunda etapa, o time carioca teve mais o comando do jogo, porém sem conseguir ser efetivo para empatar a partida. Mirassol continuou com seu plano de jogo. Se garantiu defensivamente e partia nos contra-ataques e nas pressões altas de seus atacantes.

A imagem mostra Denilson, do Mirassol, com o troféu de melhor da partida.
Eleito craque da partida, Denilson chegou no começo de 2026 e vem ganhando espaço nas últimas partidas do Leão. Reprodução: Instagram/@mirassolfc

Aos sete minutos, após interceptar o passe de Bernal, o autor do único gol da partida, finalizou com perigo de fora da área, porém o arqueiro do Fluminense defendeu e mandou para escanteio.

Sem muita criatividade dos dois times o jogo foi se arrastando e faltando dez minutos para o fim, Reinaldo teve outra oportunidade para garantir a vitória do Leão, porém, novamente parou em Fábio. O lateral esquerdo cobrou uma falta de longe com força e o goleiro foi obrigado a espalmar para escanteio. A boa partida do goleiro não foi o suficiente para evitar a derrota fora de casa.

Com os três pontos garantidos, o Mirassol se aproxima de Santos e Corinthians na tabela. A diferença de dois pontos para o Santos pode ser tirada em caso de vitória na partida atrasada que o Leão ainda precisa fazer contra o Flamengo. Já para o time da capital paulista, mesmo em caso de três pontos no jogo atrasado, a diferença ficaria em um ponto, insuficiente para sair da zona de degola.

Já pelo lado carioca, a derrota complicou o desejo tricolor de assumir a segunda posição do campeonato. Com o tropeço do Flamengo, diante do líder, Palmeiras, a diferença de um ponto poderia ter sido tirada em caso de vitória em Mirassol. Mesmo assim, o clube se manteve na mesma posição que iniciou a rodada.

Grêmio 3 X 2 Santos

Também às 19h, Grêmio e Santos se enfrentaram, na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). Na briga para se afastar da parte de baixo da tabela, o time tricolor venceu de virada, com dois gols do artilheiro Carlos Vinicius.

Ambas as equipes entraram determinadas a conquistar os três pontos. Aos 22 minutos que o time do Santos, teve sua primeira boa chance, após Rony ganhar a disputa dentro da área e tabelar com Gabriel Bontempo, que driblou a zaga e chutou, mas o goleiro defendeu. 

Aos 31, Miguelito roubou a bola de Caio Paulista e arrancou pelo meio, tocou para Gabigol sozinho, que só teve o trabalho de empurrar para marcar o gol. 

Nos minutos seguintes, Amuzu lançou na área. Carlos Vinicius subiu e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para o Brazão. Já no final da primeira etapa, Noriega arriscou de fora da área, mas a bola foi à linha de fundo.

Aos nove do segundo tempo, Escobar cruzou na área e Bontempo ajeitou para Gabigol, que chutou no canto e marcou o segundo do time.

Quatro minutos depois, Pavón lançou da direita, para dentro da área, Carlos Vinicius dominou sozinho e bateu cruzado de esquerda para marcar seu segundo gol na partida e empatar o jogo.

A imagem mostra Carlos Vinicius, do Grêmio, comemorando o gol.
Com os dois gols, Carlos Vinicius assumiu a vice-artilharia da competição. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não demorou muito e o gol da virada saiu. Pavón correu pelo lado direito e tocou para Tetê, que driblou a zaga e bateu cruzado no gol. Brazão se esticou, mas não conseguiu evitar. 

O Santos tentou empatar após Lucas Verissimo roubar a bola no ataque e tocar para Rony. O atacante chutou no ângulo, mas a bola foi para a linha de fundo. 

No último minuto da partida, o time tricolor teve a chance de ampliar, quando Arthur Melo, lançou na corrida para Tetê, que saiu no meio dos dois zagueiros e finalizou para fora.

Flamengo 0 X 3 Palmeiras

Na noite do último sábado (23), às 21h, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3 a 0 em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do duelo foram marcados por Fláco Lopez, Allan e Paulinho. Com o resultado, o Verdão quebrou o jejum de quase uma década sem vencer o rival no Brasileiro.

Como de praxe, o início do jogo foi acelerado, bem como os últimos embates entre os dois times mais vencedores dos últimos anos em solo brasileiro. O Flamengo, com o ímpeto dos seus torcedores, pressionou os paulistas ao vencer a maioria dos duelos e dominar as ações. Aos 14, Lucas Paquetá ficou na cara do gol, mas parou em bela defesa de Carlos Miguel.

A imagem mostra Paulinho, do Palmeiras, comemorando o gol.
Paulinho marca depois de 329 dias sem jogar por causa de uma lesão. Foto: César Greco/Palmerias

Apesar da superioridade rubro-negra, o roteiro do confronto ganhou um novo capítulo: aos 20, Carrascal atingiu o zagueiro Murilo com chute no rosto, e foi expulso. 

Com mais jogadores em campo, foi a vez do Alviverde ter a posse. Aos 37, em troca de passes no campo de ataque, Marlon Freitas alçou ótimo passe para Allan, que escorou para o argentino Flaco Lopez cortar a defesa flamenguista e abrir o placar.

Na segunda etapa, o técnico Léo Jardim, do Flamengo, optou por ser ofensivo e sacou de campo o meio-campista Evertton Araújo para a entrada do atacante Bruno Henrique. Apesar de recuar Lucas Paquetá para defender, o meio-campo mandante ficou aberto; o  Verdão, por sua vez, aproveitou os espaços. Aos 11, Allan, em noite inspirada, aproveitou sobra de bola e estufou as redes de cabeça para ampliar o resultado. 

Com evidente cansaço e um jogador a menos, a equipe carioca via o Alviverde tirar proveito da superioridade numérica. Na reta final, em rápida trama, Jefté foi lançado ao ataque e rolou para Paulinho – que contou com falha de Rossi – decretar a vitória palmeirense.  

Após marcar, um princípio de confusão se instaurou entre as equipes: Paulinho fez gesto de “silêncio” para a torcida flamenguista. A provocação irritou os atletas do time da Gávea, que gerou um “empurra-empurra”, mas parou por aí.

O resultado fez com que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela, somando 38 pontos, sete à frente do vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos.

Remo 1 X 2 Athletico-PR

No último domingo (24), às 16h, o Remo recebeu o Athletico-PR no Mangueirão, em Belém (PA). O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações distintas na tabela: o Leão Azul tentava se afastar da zona de rebaixamento embalado pela força da torcida paraense, enquanto o Furacão buscava se aproximar ainda mais do G-4 após sequência de bons resultados.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou intensidade e conseguiu levar perigo em jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 13 minutos, Marcelinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Jajá, que apareceu livre dentro da área para finalizar firme e abrir o placar para os donos da casa. O Athletico sentiu o gol e encontrou dificuldades para criar oportunidades devido à forte marcação remista.

Apesar da pressão do Remo em alguns momentos, o Furacão começou a crescer na reta final da primeira etapa. Aos 44 minutos, Claudinho encontrou belo passe para Kevin Viveros, que dominou dentro da área e bateu cruzado para empatar a partida antes do intervalo. Não só o gol mudou o cenário do jogo e deu mais confiança para os visitantes voltarem melhores no segundo tempo, mas também a expulsão juvenil de Jajá, que após checagem no VAR, foi relatado um gesto obsceno do jogador.

Na segunda etapa, o time visitante passou a controlar mais a posse de bola e pressionar o time paraense no campo defensivo. Logo aos sete minutos, novamente Kevin Viveros apareceu decisivo. Após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante recebeu livre dentro da área e finalizou no canto para virar a partida para o Furacão. 

A imagem mostra Viveros, do Vitória, com comemorando o gol.
Viveros chega a dez gols e se torna o artilheiro do Brasilerão. Reprodução: Instagram/@athleticoparanaense 

Depois da virada, o Leão Azul tentou reagir e voltou a pressionar apoiado pela torcida no Mangueirão. Alef Manga teve boa chance em cabeceio perigoso, enquanto Pedro Rocha assustou em chute de fora da área. Porém, o Athletico conseguiu administrar o resultado com maior controle defensivo e ainda levou perigo em contra-ataques, principalmente com Mendoza e Zapelli.

Nos minutos finais, o Leão partiu para o abafa em busca do empate, levantando bolas na área e acumulando escanteios, mas parou na defesa athleticana e nas boas intervenções do goleiro Santos. 

Com o triunfo por 2 a 1, o Athletico-PR chegou aos 27 pontos e se manteve firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão. Já o Remo permaneceu na parte inferior da tabela, aumentando a pressão para a sequência da competição.

Cruzeiro 2 X 1 Chapecoense

Também às 16h, Cruzeiro e Chapecoense se enfrentaram no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A Raposa, com gols de Kaio Jorge e Sinisterra, abriu 2 a 0 e dominou grande parte da partida, mas sofreu um apagão no fim e viu a Chape diminuir.

A Chapecoense começou melhor nos primeiros minutos, mas rapidamente perdeu espaço para um Cruzeiro agressivo e dominante. Explorando os lados do campo e pressionando desde o início, a Raposa criou boas chances com Kaiki, Kaique Kenji e Matheus Pereira. 

O gol saiu aos 25 minutos, com pênalti sofrido por Matheus Pereira. Kaio Jorge cobrou com categoria e abriu o placar no Mineirão. Pouco depois, Sinisterra chegou a ampliar após cruzamento de Kauã Moraes, mas o VAR anulou o lance por falta na origem da jogada. Mesmo com a vantagem mínima, o Cruzeiro empilhou oportunidades antes do intervalo, principalmente com Kaio Jorge e Kenji, mas parou nas defesas de Anderson.

O Cruzeiro voltou a manter o controle da partida na etapa final e ampliou aos 28 minutos. Após rápida jogada pela direita, Christian encontrou Sinisterra, que finalmente balançou as redes e fez 2 a 0. 

A imagem mostra Sinisterra , do Cruzeiro, comemorando o gol.
Sinisterra marca seu primeiro gol na temporada. Foto: Aleixo/Cruzeiro

A partir daí, porém, o time mineiro relaxou excessivamente e permitiu a reação da Chapecoense. Aos 34, João Paulo subiu sozinho e descontou de cabeça. Empurrada pelo gol, a equipe catarinense cresceu no jogo e chegou a empatar com Bolasie, após saída errada do goleiro Otávio, mas o lance foi invalidado por impedimento de Jean Carlos na origem da jogada. 

Na jogada seguinte, o jovem goleiro do Cruzeiro se redimiu e fez duas grandes defesas em sequência para garantir o placar.

Pouco depois, o árbitro chegou a marcar um pênalti para a Chape, mas voltou atrás após nova revisão do VAR. Ele entendeu que houve interferência de um jogador impedido. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Cruzeiro segurou o resultado de 2 a 1 e confirmou a sexta partida consecutiva sem derrota na temporada, somando as três competições.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 23 pontos e ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, se aproximando da zona de classificação para a Libertadores. A equipe soma seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas nos últimos dez jogos da competição. 

Já a Chapecoense segue em situação dramática. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com apenas nove pontos e somente uma vitória em 17 rodadas.

O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), quando recebe o Barcelona de Guayaquil pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Corinthians 1 X 0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, em jogo de pouca precisão, o Corinthians venceu o Atlético-MG com golaço marroquino, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os times chegaram para um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O Alvinegro paulista, com 18 pontos, entrou na rodada como o primeiro time na zona da decola. Enquanto isso, o Galo, mesmo ocupando a décima colocação e vindo de duas vitórias seguidas, estava somente três pontos acima do adversário.

A partida começou muito disputada, com as duas equipes se alternando em oportunidades. Logo aos quatro minutos, o Corinthians teve uma grande chance com Gustavo Henrique. O zagueiro recebeu de Yuri Alberto dentro da área e chutou cruzado com muito perigo. 

Depois, aos nove minutos, foi a vez do Atlético chegar com perigo. Em bola parada de Bernard, a bola chegou para Cuello livre dentro da área, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol.

Após um início em que o Timão se postava um pouco mais no ataque, o Galo subiu a marcação e começou a ditar o ritmo do jogo, mesmo assim não conseguiu produzir muito perigo à Hugo Souza. Suas únicas chances vieram com Cuello aos 17 e aos 33 minutos. Na primeira tentativa, o ponta argentino finalizou de cabeça para fora. Depois, ele chegou a balançar as redes no contra-ataque puxado por Vitor Hugo, que acabou num cruzamento rasteiro de Renan Lodi para Cuello dentro da pequena área, mas dessa vez, o argentino estava em posição irregular. 

Enquanto isso, o Corinthians até teve algumas chances, com Breno Bidon aos 22 minutos, com uma bola colocada para fora, com Jesse Lingard aos 28, que chutou com desvio para fora, e com André, com um cabeceio sem perigo na bola parada.

Além disso, a equipe teve a única finalização de fato no gol da primeira etapa, com um chute sem muita força e praticamente no meio do gol de Rodrigo Garro.

Com o início do segundo tempo, o Timão começou a ter a bola totalmente no ataque, mesmo sem produzir muito perigo, enquanto o Atlético não conseguia aproveitar os contra-ataques. 

As melhores chances do time da casa vieram com Kaio César, com um chute isolado aos 13 minutos e um no meio do gol, tranquilo para Everson encaixar, aos 23 minutos, ambos com finalizações de fora da área. A única chance de perigo do Galo veio com o baixinho Bernard de cabeça aos 27 minutos, após bom cruzamento de Alan Minda. 

Com os 40 minutos finais, o Corinthians finalmente começou a produzir perigo efetivo. Logo aos 40 minutos, Matheuzinho fez uma boa jogada individual pela ponta-direita e finalizou rasteiro com curva, o que obrigou Everson a trabalhar um pouco mais. 

Então, aos 43 minutos, o lateral-direito cruzou na área para encontrar Zakaria Labyad livre dentro da área. O marroquino acertou um chute perfeito e com força no canto direito do gol, sem chance para Everson. Com esse gol, o meia faz o seu segundo pelo Timão e se torna o primeiro de seu país a anotar um gol no Brasileirão.

A imagem mostra Menphis e Labyad, ambos do Corinthians comemorando gol.
Com gol de seu amigo, Memphis volta a jogar pelo Corinthians a 27 dias do final de seu contrato, ainda sem definição sobre sua permanência. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Com a vitória, mesmo só subindo duas posições, o Corinthians sai da zona de rebaixamento e entra no bolo dos 21 pontos, junto com Grêmio, Inter e o próprio Atlético Mg. Além disso, após dois meses, voltou a contar com seu camisa 10, Memphis Depay, tendo um reforço para os próximos dois jogos antes da pausa para a Copa do Mundo. 

Com a derrota, o Atlético, agora no mesmo bolo que o adversário, cai duas posições, além de completar oito jogos seguidos sofrendo pelo menos um gol no Brasileirão e de manter a sina de não conseguir vencer 3 jogos seguidos, o que não ocorre desde fevereiro de 2025. 

Vasco 0 X 3 Red Bull Bragantino

Às 20h30, O Vasco sofreu uma reviravolta em sua luta contra o rebaixamento. A equipe carioca recebeu o Red Bull Bragantino em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) e acabou derrotada por 3 a 0. Os gols da vitória do Massa Bruta foram anotados por Rodriguinho, Isidro Pitta e Fernando.

Com o revés em casa, o Vasco estaciona nos 20 pontos e permanece na 16ª posição, perigosamente colado na zona de rebaixamento (Z4), que tem o Santos com 18 pontos, o Mirassol com 16, o Remo com 15 e a Chapecoense na lanterna com 9. Já o Bragantino saltou para a quinta colocação, somando 26 pontos e se firmando na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores.

A etapa inicial foi de poucas emoções e muita marcação. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Spinelli girou na área vascaína e finalizou para boa intervenção do goleiro Tiago Volpi. Logo em seguida, o Vasco reagiu após um desarme em Juninho Capixaba. A bola chegou a Andrés Gómez, que bateu torto para fora. O Bragantino deu o troco com um chute de longe de Isidro Pitta, defendido por Léo Jardim.

A imagem mostra Rodriguinho, do RB Bragantino, comemorando o gol.
Com a vitória, Bragantino chega mais perto de alcançar o topo da tabela de classificação. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Quando o placar parecia que iria sem gols para o intervalo, o Massa Bruta marcou aos 45 minutos. Rodriguinho avançou livre de marcação e arriscou um chute de longa distância no canto direito. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

O Bragantino voltou do vestiário pressionando no segundo tempo. Aos quatro minutos da segunta etapa, Herrera escorou de cabeça e Rodriguinho carimbou a trave. No rebote, Saldivia salvou em cima da linha o carrinho de Ramires. 

O Vasco tentou reagir aos 10 minutos com Spinelli, que ganhou da defesa e tentou uma cavadinha sobre Volpi, mas Gustavo Marques se recuperou e mandou para escanteio.

Já aos 14 minutos, Mosquera fez grande jogada pela ponta esquerda, limpou o marcador e cruzou rasteiro para Isidro Pitta empurrar para as redes e fazer o 2 a 0.  Aos 31, Saldivia cometeu um erro grave ao recuar a bola, o Fernando interceptou, driblou o goleiro Léo Jardim e ampliou para 3 a 0.

Ainda houve tempo para o VAR entrar em ação aos 40 minutos para confirmar uma penalidade a favor do Bragantino após falta imprudente de Barros em Ramires na pequena área. Eduardo Sasha foi para a cobrança, mas isolou a bola e desperdiçou seu terceiro pênalti consecutivo.

Coritiba 3 X 2 Bahia

Isolado na última segunda-feira (25), às 20h, o Coritiba venceu o último jogo da rodada. O Coxa conquistou os três de virada sobre o Bahia pelo placar de 3 a 2 no Couto Pereira, na capital paranaense.

O início do primeiro tempo foi de domínio da equipe baiana. Aos 17 minutos, Iago cruzou rasteiro para Sanabria, que de carrinho mandou por cima do travessão. Três minutos depois, foi a vez de Iago levar perigo após finalizar na trave de fora da grande área. 

O primeiro gol do jogo saiu aos 25 após bola cruzada rasteira na grande área do Coxa. A bola encontrou as redes com o desvio de Tiago que marcou contra. Aos 42, o meia-atacante do Tricolor baiano, Everton Ribeiro chutou de longe para a defesa do goleiro Rangel.

Os mandantes começaram a segunda etapa em cima do Bahia, e logo aos dez chegou ao empate. Josué cruzou para o lateral-esquerdo Bruno Melo cabecear no canto direito do goleiro João Paulo.

Após um bate-rebate na grande área, a bola sobrou nos pés do uruguaio Joaquin Lavega que finalizou rasteiro para colocar o Coxa em vantagem aos 19  minutos. Pouco tempo depois, com 22, o Coritiba ampliou com o atacante Breno Lopes, em um contra-ataque veloz puxado pelo próprio, que finalizou no ângulo esquerdo do arqueiro baiano.

A imagem mostra uma dividida de bola.
Lateral-esquerdo, Bruno Melo cabeceia para marcar seu gol. Reprodução: Instagram/@brunomelooficial

O Bahia diminuiu o marcador em bola parada. Everton Ribeiro cruzou para o centroavante Everaldo cabecear para o gol.

Com a vitória, o Coritiba chegou a 26 pontos marcados e assumiu a sexta colocação do Brasileirão e está apenas um ponto atrás do G4. Já a equipe baiana cai posições e é o oitavo colocado, com 23 pontos.

Próxima rodada

Sábado (30):

Athletico-PR X Mirassol, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília;

Flamengo X Coritiba, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Bahia X Botafogo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 17h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Corinthians, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 17h30 (horário de Brasília);

Santos X Vitória, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília).

Domingo (31):

Red Bull Bragantino X Internacional, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 11h (horário de Brasília);

Vasco X Atlético-MG, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Chapecoense, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Remo X São Paulo, no Baenão, em Belém (PA), às 20h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Fluminense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília).

Brasileiro vence e faz história contra o maior campeão de Grand Slam da história
por
Lucas Peccin
|
01/06/2026 - 12h

Na tarde da última sexta-feira (30), em duelo pela terceira rodada do Roland Garros, o jovem tenista brasileiro de 19 anos, João Fonseca, venceu de virada o maior campeão de Grand Slam da história, Novak Djokovic, por 3-2, sendo as parciais 4/6, 4/6, 6/3, 7/5, 7/5. João perdia por 2-0 e virou a partida após triunfar em três sets consecutivos.

João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca
João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca

O número 4 do mundo, Djokovic passou pelos anfitriões Perricard e Royar, ambos por 3-1 para chegar à terceira rodada do campeonato. Já Fonseca eliminou o francês Luka Pavlovic pelo placar de 3/0 e venceu o croata Dino Prizmic por 3/2 também de virada, após começar perdendo de 2/0. 

O primeiro set não foi fácil para o brasileiro, que teve seu serviço quebrado em duas oportunidades pelo sérvio. Mesmo com uma quebra, João encontrou dificuldades e não conseguiu vencer o set, que terminou em 6-4 para o número 4 do mundo. Djoko dificultou ao máximo e cometeu poucos erros não forçados. 

No segundo set, João melhorou e desempenhou seu estilo de jogo de potência e agressividade. o que dificultou para o sérvio, porém ainda não venceu o set. Novamente 6-4 para o 24 vezes campeão de Grand Slam.

Já no terceiro set, Fonseca adotou uma estratégia mais agressiva para tirar Djokovic de sua zona de conforto. A tática funcionou e o sérvio teve dificuldades de conter os ataques do brasileiro. Logo em seu primeiro serviço de saque foi quebrado por João, que em um momento abriu três games a zero. O jovem brasileiro venceu por 6/3.

O quarto set foi decidido em detalhes. Novamente João quebrou o primeiro serviço do sérvio, que em sequência reagiu e venceu o serviço de Fonseca. Quando estava 5/5, o brasileiro demonstrou resiliência e técnica e quebrou o saque de Djokovic para confirmar seu próximo serviço. João venceu por 7/5

O último e decisivo set foi também decidido nos detalhes. Djokovic cometeu alguns erros não forçados, enquanto o brasileiro cresceu no jogo com muita maturidade e resiliência, além de aproveitar brechas deixadas pelo sérvio. A partida foi definida quando Fonseca quebrou o sexto serviço de saque de Djokovic. Após este game, bastou João embalar uma sequência de três aces (pontos de saque) quando estava em desvantagem (30/40 para Djokovic) e confirmar seu último serviço na partida. Vitória de Fonseca, 7/5.

Após a partida, em entrevista concedida em quadra para a organização do torneio, João Fonseca disse que não conseguia acreditar que venceu seu ídolo e afirmou estar cansado após a partida.  Ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a vitória, o brasileiro respondeu: “O cansaço dele (Djokovic) me deu esperanças”, disse.

Em sua entrevista coletiva após o jogo, Novak elogiou o brasileiro e disse entender o motivo da repercussão e reconhecimento do talento de João mundialmente: “O nível de tênis que vimos ele jogar criou um hype ao redor dele, e hoje vimos o porque deste hype”, disse. O sérvio também analisou seu desempenho na partida e reconheceu os méritos de João: “Não acho que fiz muitas coisas erradas. Ele foi simplesmente melhor.”

Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros, @atptour, @bleacherreport e @espnbrasil
Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros

O duelo contra o número quatro do mundo, marcou a segunda vitória do brasileiro de 19 anos contra os tenistas top-10 do ranking mundial. A última ocorreu em 2025 no Australian Open, em que Fonseca venceu Rublev, nono colocado na época. Neste ano, João colecionou derrotas nas eliminações contra os dez mais bem ranqueados. No Indian Wells foi eliminado por Sinner (1), em Miami Open por Carlos Alcaraz (2), em Mônaco pelo alemão Zverev (3) e em Munique por Ben Shelton (6). 

Pelo lado do sérvio, foi a segunda vez em que começou vencendo por dois sets a zero e perdeu a partida em um Grand Slam. A última vez ocorreu em 2010 quando perdeu para Jurgen Melzer por 3/2, também no Roland Garros. Além disso, foi a partida mais longa disputada por Djokovic em Roland Garros, sendo de 4h53 minutos. Antes deste, a mais longa durou 4h38 contra o argentino Cereúndulo.

João Fonseca avançou para as quartas de final, que não tinham participação brasileira desde desde 2004, com Gustavo Kierten. O carioca irá enfrentar o dinamarquês Casper Ruud, número 16 do ranking da ATP, pela quarta rodada do Roland Garros, no domingo (31), não antes das 15h15 pelo horário de Brasília (possíveis atrasos nas partidas anteriores, por isso sem a definição exata de horário)
 

Palmeiras e Flamengo duelam pela final da Libertadores no próximo sábado (27) em Montevidéu
por
Bruno Scaciotti e Luan Leão
|
25/11/2021 - 12h

A dois dias da decisão da Libertadores 2021 entre Palmeiras e Flamengo, que acontece neste sábado (27), no Estádio Centenário, em Montevidéu, todos querem saber quem vai voltar com a taça para o Brasil. Entretanto, o vencedor do jogo terá um símbolo histórico.

Desde 1960, a taça que simboliza a Glória Eterna, recebe uma placa com o ano e o time campeão adicionado à sua base, o que fez ao longo de 61 edições aumentar o tamanho de sua base. A cada ano que passou, o campeão ao final do jogo levantava o troféu original para celebrar o título, até 2004.

Em 2004, o Once Caldas venceu o campeão da edição anterior, Boca Juniors, por 2 a 0 nos pênaltis, em jogo realizado no Estádio Palogrande, em Manizales, na Colômbia. Mas a curiosidade vem agora. Após 44 anos sendo levantada pelos campeões, em um descuido do jogador Herly Alcázar a taça original caiu e se desmanchou durante a volta olímpica de celebração. Depois do episódio cômico-trágico, a tão desejada Taça das Américas foi guardada a sete chaves pela CONMEBOL, que de 2005 em diante, passou a utilizar uma réplica para entregar aos campeões.

Taça da Libertadores desmanchada
Taça da Libertadores da América desmanchada. Foto: Reprodução/CONMEBOL

O presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, divulgou na quarta-feira (24), no canal oficial da instituição, um vídeo da restauração do troféu original em Lima, no Peru. O mandatário falou sobre a volta da entrega do troféu original aos vencedores. “A Copa já vinha sendo atingida pelo carinho, o apreço e muitas outras coisas que aconteceram ao longo do tempo. Para mim isto tem um valor histórico muito importante e era uma responsabilidade pessoal restaurar de volta para a Copa original”, disse Domínguez.

 

A prataria Camusso, onde foi produzida a taça original, restaurou o troféu, retomando a utilização de prata como material e renovando as placas de campeão. A principal mudança está no jogador no topo da taça, antes, a imagem mostrava o atleta chutando com a perna esquerda, simbolizando um pênalti, agora, ele chuta com a perna direita, em referência ao início da partida.

“As orelhas têm uma escada internamente, isso representa um estádio, a tribuna e o campo na parte plana. Vê-se uma circunferência que representa o mundo e o jogador que representa o jogador latino-americano acima do mundo, além da coluna central que eleva o jogo latino-americano a um nível mundial. Tudo está conectado. Tudo tem uma representação”, disse Carlo Tonani, responsável pela restauração. 

Agora restaurada, a taça está pronta, no aguardo para ser entregue ao campeão da América no dia 27 de Novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu no Uruguai. 

 

Há 17 anos, “The Malice at the Palace”, foi o gatilho para acusações racistas que impactariam a liga para sempre
por
Guilherme Deptula
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20/11/2021 - 12h

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            A National Basketball Association (NBA) é conhecida  por ser a maior liga de basquete do mundo, e também por ser uma das mais ativas em pautas de representatividade preta, principalmente depois da repercussão do “black lives matter” em 2020, tendo essa frase sido estampada nas quadras e nas camisetas dos jogadores. Sabendo desse apoio às causas raciais, a pergunta que permanece é: a NBA sempre teve esse posicionamento?

             Embora o basquete tenha se popularizado e sido incorporado a cultura afro-americana durante a década de 70, a NBA nunca havia, de fato, apoiado o movimento black.  Mas, timidamente com o passar do tempo, os jogadores expressavam sua cultura nas jogadas, nas gírias e no comportamento, mesmo sem o suporte oficial da liga.

Assim, no início dos anos 2000, vivia-se uma era de popularização do movimento hip-hop na NBA. Tatuagens, cabelos trançados, roupas largas, correntes de ouro e o rap eram o que caracterizava os jogadores da época.

Pela primeira vez em sua história, os EUA viam a emancipação da cultura preta em uma de suas maiores ligas esportivas, mas a novidade não agravada a todos. Com isso, a partir de uma briga generalizada no fim de 2004, a NBA seria mudada para sempre.

Tema de um dos episódios da série documental da Netflix, “Untold”, o conflito referido ficou conhecido como “The Malice at the Palace” (“A malícia no palácio”, em tradução livre) e aconteceu durante um dos jogos mais aguardados da temporada 2004-05.

O Indiana Pacers visitava o Detroit Pistons em sua antiga arena, o The Palace of Auburn Hills. Ambos os times eram favoritos ao título. Eram sólidos, bem treinados e possuíam uma rivalidade intensa. Durante a partida, o Pacers ganhava o jogo facilmente e mantinha uma vantagem de 15 pontos nos minutos finais.

Já o Detroit Pistons estava apático. Sua torcida vaiava a atuação do time e já esvaziava a arquibancada antes mesmo do fim da partida. Era um resultado humilhante e tudo se encaminhava para uma derrota amarga.

 Até que, com menos de 1 minuto no relógio, o ala dos Pacers, Ron Artest, faz uma falta forte no pivô dos Pistons, Ben Wallace, que avança contra seu adversário e dá início ao conflito.

Depois de separados, Artest se deita sobre a mesa de pontuação e se acalma, enquanto Wallace continua provocando-o. Mas, quando tudo começa a se acalmar, uma garrafa é atirada por um torcedor dos Pistons e acerta Ron Artest precisamente no peito.

Sem pensar duas vezes, Ron Artest sobe a arquibancada e avança, procurando o torcedor que havia atirado o objeto. Quando o encontra, o ala dos Pacers o golpeia com socos, provocando a chegada dos demais atletas e a composição de um cenário caótico em meio a torcida.

Quando conseguem retirar o camisa 91 do conflito, torcedores dos Pistons escapam da segurança e invadem a quadra. Assim, brigas entre atletas e torcedores acontecem sobre o chão da arena do The Palace, obrigando a equipe do Indiana Pacers a voltar ao vestiário em meio a chuva de pipocas, bebidas e, até mesmo, cadeiras, que foram atiradas pela torcida do Pistons.

O conflito foi impactante e repercutiu por todo os EUA. Nos dias seguintes, imagens de violência preenchiam as televisões de qualquer norte-americano que decidisse assistir a um telejornal. A imprensa procurava um culpado pelo conflito e a mídia conservadora já tinha escolhido os seus: os jogadores dos Pacers:

“Eu acho que a hora de largar toda ideia de National Basketball Association (NBA). Chame-a de TBA, Thug (bandidos, em português) Basketball Association, e pare de chamá-los de times. Chame-os de gangues!”, disse o jornalista Tim Limbaugh em seu programa de rádio,” The Rush Limbaugh Show”, dias depois do fato.

“Muitos jogadores na liga possuem ações e atitudes que representam uma mentalidade de bandidos, é um fato.”  afirmou o jornalista Bob Costas.

            “Os jogadores da geração hip-hop parecem mais distanciados dos fãs do que os Magics (Magic Jonhson) e os Michaels (Jordan) que vieram antes deles., comentou o apresentador, Aaron Brown em seu programa de notícias, “NewsNight Conversation with Aaron Brown. “

 

Perguntado sobre a repercussão do caso na mídia, Bruno Alcaras, administrador do fã-clube brasileiro do Indiana Pacers, PacersNationBR, comenta: “A cobertura foi de fato bem preconceituosa. Os jogadores foram transformados em bandidos pela mídia especializada, que era majoritariamente branca em uma liga majoritariamente negra. Os torcedores quase não receberam culpa, tudo recaiu sobre os jogadores que eram chamados de “gangster” por grandes e influentes nomes do jornalismo da época.”

A cobertura pressionou David Stern, comissário da NBA no período, a tomar decisões polêmicas, começando com as punições ao time dos Pacers. Com 5 atletas punidos em um total de 136 jogos, a equipe candidata ao título de Indiana colapsou e foi eliminada na semifinal da conferência leste, para o mesmo Detroit Pistons. “Essa briga custou uma das maiores chances de título do Indiana Pacers, que havia montado, talvez, o maior time de sua história.” enfatiza Bruno.

    

Mas, a punição mais polêmica viria um ano depois, com o código de vestimenta da NBA. Posterior aos eventos do The Palace, foi oficializada uma regra que proibia os atletas de se vestirem livremente nos pré e pós-jogo. O código reprimia o uso de camisetas esportivas (menos as autorizadas pela direção do time), bermudas, correntes, bonés, bandanas, óculos escuros e fones de ouvido. Assim, induzia os jogadores a usarem trajes sociais.

Comentando sobre esse código em entrevista cedida, Gustavinho Lima, atual comentarista do NBB e ativista político, afirma: “Eu acredito que foi um erro da NBA restringir as roupas, ou julgar estereótipos. É um grande erro que a sociedade comete: julgar o livro pela capa, julgar roupa de uma pessoa e querer entender quem ela é[...] quão raso pode ser isso?”

Além de que, as acusações da mídia se tornam hipócritas quando relevam as tradicionais brigas entre jogadores de um popular esporte norte-americano, praticado, majoritariamente, por brancos: o hóquei no gelo.

Como comenta o ex-jogador do Pacers, Jermaine O’Neal, no episódio "A briga na NBA" da série “Untold”: “‘Eles são bandidos’. Literalmente, essa é a palavra que eles usaram. E todo mundo concordava, dizendo: ’isso mesmo, é o rap etc...’. Bom, eles não dizem isso sobre os jogadores de hóquei, que se espancam por décadas.”

No hóquei, quando dois jogadores se desentendem e começam a trocar socos, a partida é interrompida. Mas não para acabar com a briga, mas sim para assistir. Os árbitros não interferem no confronto até que algum atleta caia no chão, enquanto a torcida se inflama e vibra.

O fato mostra a contradição do ataque aos atletas da NBA, como afirma Gustavinho: “É incoerente. As brigas no hóquei reforçam a teoria que o esportista está lá para entreter o público, como gladiadores no coliseu. Isso não faz sentido.”

            Com isso, o “The Malice at The Palace” se provou como uns dos eventos mais marcantes da história do basquete mundial, afetando a NBA em todas as dimensões.

Tanto no macro, mudando suas regras e a conduta de seus jogadores, quanto no micro, abalando a carreira dos atletas envolvidos no conflito e arruinando a melhor chance de título da história do Indiana Pacers, que nunca voltou a uma final depois disso.

            Assim, a repercussão do caso ilustra que o racismo ainda é uma força presente no meio esportivo norte-americano, sendo o grande culpado pelo de “The Malice at the Palace”.

Depois de um final de semana de penalizações, Lewis Hamilton dá show em Interlagos, escala o pelotão e vence o Grande Prêmio de São Paulo.
por
Henri Alexandre
|
16/11/2021 - 12h

Lewis Hamilton mostrou mais uma vez porque é considerado um dos melhores pilotos de todos os tempos. Em uma pilotagem digna de uma lenda, o inglês ultrapassou 25 carros no final de semana, venceu a corrida em Interlagos e ainda viu renovadas as chances de ser octacampeão mundial.

A caminhada de Lewis no Brasil não foi fácil. No sábado, o heptacampeão havia sido eliminado da classificatória por conta de uma irregularidade no DRS - o mecanismo de redução de arrasto estava acima dos 85mm de distância permitidos. Mesmo assim, o piloto inglês não se abateu e conseguiu ultrapassar 15 carros em Interlagos.

Largada
Grid de largada: Hamilton largou em 10° - Imagem: Reprodução\@F1

No domingo, dia da corrida, por conta de uma troca nos componentes do motor, Hamilton foi punido com cinco posições no grid de largada. Começou a corrida na décima posição. Apesar de todas as adversidades, o “patrão” conseguiu o inimaginável e ultrapassou todos os nove carros que estavam na sua frente. Hamilton estava em outro patamar.

 

HAMILTON “O PATRÃO” X SUPERMAX

A diversão do domingo não poderia ter outros protagonistas. Em um campeonato de tirar o fôlego, Lewis Hamilton e Max Verstappen mais uma vez travaram uma batalha que vai ficar na memória dos fãs da fórmula 1.

Após Hamilton ultrapassar um por um do gride, o inglês viu a sua frente o rival na luta pelo título. Volta após volta, Lewis se aproximava do líder do campeonato. Era questão de tempo para a batalha pela primeira colocação começar.

 

Na volta 48, a batalha começou a pegar fogo. Hamilton tentou ultrapassar Verstappen em uma manobra ousada na reta principal. A princípio, o inglês conseguiu superar o rival, mas no final da reta, o holandês freou tarde e não deixou espaço para Hamilton finalizar a manobra, fazendo com que os dois saíssem da pista. O público de Interlagos foi ao delírio.

Hamilton x Verstappen
Hamilton x Verstappen em uma batalha voraz - Imagem: Reprodução\@F1

Na volta 59, o inevitável aconteceu. O inglês se viu em condição de atacar Verstappen e na reta principal, o heptacampeão blefou. Ameaçou a ultrapassagem e o holandês caiu na armadilha, perdendo preciosos milésimos de segundo. Com isso, Hamilton fez uma manobra digna do maior de todos os tempos na reta oposta. Finalmente “o patrão” tomava a liderança.

Invitável Hamilton
O inevitável aconteceu: Hamilton ultrapassa Verstappen - Imagem: Reprodução\@F1

Depois, Hamilton teve pista livre para desfilar a sua genialidade. Ao final da corrida, o inglês impôs quase 10s de diferença ao seu rival e fechou um dos melhores finais de semana da carreira.

 

HOMENAGEM DE ENCHER OS OLHOS DE LÁGRIMAS

 

Como se já não bastasse o espetáculo que deu no final de semana todo, Hamilton encerrou sua passagem no Brasil com chave de ouro. Após confirmar a vitória, o heptacampeão parou o carro, pediu uma bandeira do Brasil e deu uma volta com ela em mãos. O gesto de Lewis emocionou o público da Fórmula 1, pois era o mesmo que o ídolo Ayrton Senna fazia ao vencer.

Hamilton Brasil
Hamilton à lá Senna, seu ídolo - Imagem: Reprodução\@F1

Hamilton já declarou por vezes que ama o Brasil e que sua inspiração sempre foi Senna. A volta que fez, exibindo a bandeira do Brasil e levando-a para o pódio, só evidenciou ainda mais a paixão do inglês pelo país. A torcida brasileira retribuiu o carinho e fez a festa na vitória de Lewis.

 

COMO FICA O CAMPEONATO?

 

Faltando apenas três corridas, o título ainda está em aberto. Com a vitória neste final de semana, Hamilton viu a diferença para Verstappen cair de 19 para 14 pontos. Se o inglês vencer as duas próximas corridas, o campeonato será decidido na última corrida com os dois pilotos empatados em pontos.

Classificação
Classificação do mundial de pilotos - Imagem: Reprodução\@F1

As próximas duas corridas do circuito são uma incógnita. O circo da Fórmula 1 nunca esteve no Catar e nem na Arábia Saudita, portanto não há como prever o que pode acontecer. O que dá saber é que vai ser emocionante, com a disputa desses dois gênios chamados Lewis Hamilton e Max Verstappen.

Com uma largada digna de campeão, Verstasppen vence no México e coloca uma das mãos na taça
por
Henri Alexandre
|
07/11/2021 - 12h

Em mais uma atuação soberba, Max Verstappen dominou o GP da Cidade do México, conquistou a sua nona vitória na temporada e agora vê sua vantagem sobre Hamilton aumentar para 19 pontos, faltando 4 corridas.

Embora tenha largado na terceira colocação, atrás da surpreendente dobradinha da Mercedes de Valtteri Bottas e Lewis Hamilton, Verstappen não se abalou. O holandês tratou de ultrapassar a dupla logo na primeira curva com uma freada espetacular, digna de uma temporada histórica.

 

Verstappen sobrando na pista
Verstappen sobrando no México - Pedro Pardo/AFP

Hamilton até tentou alcançar Verstappen nas primeiras voltas, mas a superioridade de “Super Max” no México era grande. Nas cinco primeiras voltas, Verstappen já havia aberto 3s de diferença do heptacampeão, mostrando que estava à vontade na pista e com o seu carro, algo que já vem acontecendo durante o ano todo.

Com a vantagem desde a primeira curva, Verstappen só precisou administrar a prova e conquistar a sua 19° vitória na carreira.

 

HAMILTON X PÉREZ

 

Com o holandês fazendo uma corrida à parte, os olhos do público se viraram para a disputa sagaz entre Lewis Hamilton e o Anfitrião Sérgio ‘Checo’ Pérez. O inglês e o mexicano brigaram a corrida toda pela segunda posição. Uma hora Pérez parecia que iria ultrapassar Hamilton. Em outra, parecia que o inglês havia estabilizado a vantagem. Essas idas e vindas inflamaram o público, que por vezes parecia estar em um estádio de futebol.

Hamilton x Pérez
Hamilton x Pérez: disputa de tirar o fôlego - Imagem: Reprodução\@F1

No final das contas, Hamilton conseguiu segurar ‘Checo’ Pérez e se manter na segunda posição. Mas isso não fez a torcida mexicana deixar de vibrar, até porque Pérez foi o primeiro mexicano da história a estar no pódio em uma corrida no México. A tequila, como disse o piloto da Red Bull, estava garantida.

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Torcida mexicana fazendo festa - Imagem: Reprodução/@redbullracing

 

O CAMPEONATO

 

Com a vitória de hoje, Verstappen está em uma posição muito favorável. Com 19 pontos de vantagem e quatro corridas restando, o holandês já vê a sua conquista mundial cada vez mais perto.

 

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Imagem: Reprodução\@F1

Claro, estamos falando de fórmula 1 e de uma temporada espetacular, tudo é imprevisível e ainda tem o maior piloto de todos os tempos na disputa. Mas a consistência que Max e o carro da Red Bull mostram neste ano dá a segurança para dizer que o título é só questão de tempo.

A próxima corrida do campeonato no Brasil, GP de São Paulo, onde a Red Bull historicamente tem vantagem. Verstappen tem a possibilidade de dar um xeque-mate em Hamilton e dar um passo enorme para o seu tão esperado título. 

Em dia de chuva de gols, destaque para o galáctico PSG - Paris Saint Germain e o "imparável" atacante Salah.
por
Henri Alexandre
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20/10/2021 - 12h

Depois de três semanas de pausa, a Liga dos Campeões da Europa voltou a abrilhantar os campos europeus. Oito partidas marcaram o retorno da competição, com surpresas e chuva de gols. Confira os principais destaques do primeiro dia da terceira rodada.

 

PSG 3x2 RB Leipzig

 

Para quem imaginava que seria uma partida tranquila para o clube de Paris, um surpreendente e corajoso RB Leipzig deu trabalho e impôs respeito ao adversário. Com um placar final apertado em 3 a 2, o PSG precisou da individualidade de Mbappé e Messi para superar o atual lanterna do Grupo A.

O destaque do jogo ficou para Mbappé que deu um show em Paris. Com um gol, uma assistência e um pênalti sofrido, o francês conduziu o clube parisiense para a vitória, em que pese o pênalti perdido no final do jogo. Aos 22 anos, considerado a jóia, o jogador brilhou durante a partida e foi a arma mais perigosa do time.

Messi e Mbappe comemorando o gol do PSG
Nova dupla de Paris

Outro a se destacar foi  Lionel Messi. Com dois gols, sendo um deles, um golaço de ‘cavadinha’, o gênio argentino já se mostra mais à vontade no clube de Paris e promete desfilar a sua genialidade na França.

Com a vitória, o PSG fica na liderança do grupo A, que tem o Manchester City em 2º após golear o Club Brugge. Para completar o grupo, o Club Brugge em 3º e o RB Leipzig na lanterna.

 

Atlético de Madrid 2 x 3 Liverpool

 

Na melhor partida da rodada, o Liverpool venceu fora de casa o Atlético de Madrid com a ajuda de seus jogadores africanos e está a um passo de confirmar a sua classificação para a próxima fase da competição.

O destaque da partida ficou com o melhor jogador do mundo neste início de temporada, Mohamed Salah. O egípcio anotou dois gols na vitória dos ‘Reds’ e confirmou mais uma vez a sua fase iluminada. Na atual temporada, Salah tem 12 gols e 4 assistências em 11 jogos. O outro gol marcado pelo Liverpool foi do guineano Naby Keita, em um chute forte de fora da área.

Salah
O rei do egito comemorando mais um gol. Vem Bola de Ouro?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já no lado do Atlético de Madrid, Antoine Griezmann foi o destaque positivo e negativo. Autor de 2 gols na partida, o francês foi expulso no segundo tempo após levantar exageradamente a perna e acertar o rosto de Roberto Firmino.

O clube espanhol ainda segue na 2ª colocação grupo com 4 pontos, mas vê em seu retrovisor o FC Porto, que venceu o Milan por 1 a 0 e também tem 4 pontos;

 

Shakhtar Donetsk 0x5 Real Madrid

 

Com um show de Vinícius Junior, o Real Madrid se recuperou da derrota sofrida para o modesto Sheriff e passeou contra o Shakhtar Donetsk.

O brasileiro marcou duas vezes e confirmou a sua ótima fase com o comando de Carlo Ancelotti. Desde que chegou no Real Madrid, Vini Junior se coloca como a principal arma ofensiva do clube de Madrid ao lado do francês Karim Benzema.

 

Brasileiros Vinicius e Rodrygo
Brasileiros brilham na vitória do Real Madrid

Falando no francês, Benzema marcou no final da partida e vai colocando de vez o seu nome entre os melhores jogadores do mundo. Já são 11 gols e 8 assistências em 11 partidas na atual temporada. Desempenho ótimo do craque madrilenho.

Com essa vitória, o Real Madrid pula para o 2º lugar do grupo D com os mesmos 6 pontos do surpreendente Sheriff, que perdeu nesta terça-feira para a Inter de Milão por 3 a 1. Já o clube italiano se encontra na 3ª posição com 4 pontos e ainda sonha com a classificação. O Shakhtar Donetsk é o lanterna do grupo com apenas 1 ponto.

 

Ajax 4x0 Borussia Dortmund

 

No resultado mais surpreendente da rodada, o Ajax massacrou o Borussia Dortmund e manteve o 100% de aproveitamento nesta etapa da Champions League. Com o destaque para o brasileiro Antony que marcou um gol, o clube holandês não tomou conhecimento do time de alemão.

Era previsto um duelo parelho e muito complicado para ambas as equipes, mas o que se viu foi um passeio do Ajax, que poderia sair com um resultado ainda maior se não fosse o goleiro Gregor Kobel do Borussia Dortmund. O clube holandês teve 18 chutes.

 

Antony
Antony vivendo ótima fase na Holanda

 

O Borussia Dortmund foi irreconhecível nessa partida. O único ponto de luz do time foi o norueguês Haalland que por pouco não marcou dois gols. Agora, o Dortmund vai ter que recolher os cacos da derrota e voltar as suas atenções para a Bundesliga.

A situação grupo C ficou a seguinte: Ajax em 1º e invicto com 9 pontos, Borussia Dortmund em 2º com 6 pontos, Sporting, que venceu o Besiktas por 4 a 1, em 3º com 3 pontos e a lanterninha do grupo Besiktas sem nenhum ponto.

 

DESTAQUES DESTA QUARTA-FEIRA

 

A rodada da Champions não acabou. Ainda temos oito partidas para complementar essa 3ª rodada, com destaques para o Manchester United de Cristiano Ronaldo enfrentando a líder do grupo Atalanta e o Barcelona tentando se reerguer depois de duas derrotas consecutivas na competição.