Categoria criada com expertise de brasileiro busca conscientizar o público sobre o meio ambiente sem abrir mão da emoção na pista
por
Vítor Nhoatto
|
09/06/2026 - 12h

Ultrapassagens de tirar o fôlego, velocidades para além dos 300km/h e a diferença de milissegundos entre os pilotos que fazem o coração disparar. Emoções comumente associadas à Fórmula 1 quando se fala de automobilismo, mas que também são intrínsecas à Fórmula E, a primeira categoria de monopostos 100% elétricos do mundo.

A ideia de criar um campeonato automobilístico internacional de alto nível sem usar combustível começou há mais de uma década. O ano era 2011, já haviam sido realizadas 16 conferências do clima (COP) e o primeiro carro elétrico de produção em massa havia sido lançado pela Nissan. Com isso em mente, o então presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Jean Todt, e o empresário entusiasta do automobilismo, Alejandro Agag, esboçaram em um guardanapo de um restaurante em Paris o que seria a Fórmula E.

O objetivo central era simples e, ao mesmo tempo, audacioso: mostrar que a mobilidade sustentável é capaz, segura e emocionante, advogando por um futuro mais limpo e sustentável. Realizadas estrategicamente nos grandes centros urbanos, as corridas buscam conscientizar o público sobre as mudanças climáticas e incentivar o uso de carros elétricos.

Com o sinal verde da FIA, os trabalhos começaram. Agag se tornou o CEO, enquanto o piloto brasileiro Lucas Di Grassi foi fundamental para o desenvolvimento técnico, cocriando e pilotando o primeiro protótipo em 2012. Dois anos mais tarde, a Fórmula E estreou oficialmente com o ePrix de Pequim, na China.

1
Atualmente dois brasileiros integram o time de pilotos da Fórmula E: Lucas di Grassi e Felipe Drugovich, que terminou em segundo lugar no GP de Mônaco, realizado em 17 de maio - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

De lá para cá os números da competição não pararam de crescer. Em 2019, a categoria ganhou o status de campeonato mundial pela FIA e fabricantes de peso como Porsche e Jaguar ingressaram no grid. Na temporada atual (2025/2026) já foram 17 corridas em 10 países, quase o dobro da primeira edição. Por outro lado, as emissões de CO2 da categoria diminuíram consecutivamente de uma edição para outra, 24% entre a quinta e a oitava temporada, segundo relatório de sustentabilidade da FIA.

Isso torna a FE, desde 2023, o “esporte mais sustentável do mundo” de acordo com a Global Sustainability Benchmark in Sports. A divisão também possui o selo ISO de três estrelas de sustentabilidade graças ao uso de materiais reciclados nos carros e à reciclabilidade deles no seu fim de vida, inclusive das baterias, medidas que visam diminuir a pegada de carbono da logística do evento, responsável por 99% das emissões.

Além disso, a Fórmula E é signatária da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre emissão neutra de carbono no mundo até 2050. Desde 2020, tornou-se o primeiro esporte internacional certificado como carbono neutro do mundo. Isso se deve à compensação das emissões com iniciativas ao redor do mundo, mas com o objetivo de reduzir a pegada de carbono de modo geral, 60% até 2030, de acordo com a FIA.

Já na pista, a diferença é primordialmente o barulho e o cheiro. O ruído produzido pelos motores elétricos é mais amigável do que o dos motores a combustão, enquanto o cheiro predominante é o da borracha queimada dos pneus para todos os climas, em vez da poluente gasolina.

E ao contrário do que alguns podem imaginar, a emoção está longe de ser menor, como comenta Régis Gourdon, ex-piloto da Porsche Carrera Cup France e fundador da equipe de corrida racing Technology: “Eu amo automobilismo, o pratiquei por anos, e a Fórmula E é muito interessante, além de importante para as nossas crianças, uma boa solução para o futuro”.

Do alto de seus 66 anos de carreira com passagem por muitos circuitos, ele garante que os elétricos são muito bons de pilotar e empolgantes de assistir, destacando que todo ano vem ao lendário circuito de Mônaco para assistir a Fórmula 1 e a Fórmula E. 

Em relação aos carros, os números evoluíram massivamente na categoria. A chamada Gen1 começou com 270 cavalos, 225km/h de velocidade máxima e um 0 a 100 em 3 segundos. Hoje, a Gen3 Evo alcança 470 cavalos, 320km/h e impressionantes 1,86 segundos, mais rápido que um carro de Fórmula 1. 

Na prática, esses números se traduzem em momentos ainda mais emocionantes devido ao maior número de ultrapassagens, ao torque instantâneo que só um elétrico consegue proporcionar, e ao chamado “Attack Mode”, que pode ser usado em determinados momentos da corrida como um turbo, um acréscimo de 50 kW de potência (cerca de 67 cavalos).

2
Gen 3 Evo é o atual modelo usado nas corridas, surpreendendo por uma performance singular no mundo das corridas - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

“20 anos atrás eu comprei um carro elétrico, era um dos únicos na França com um na época, e eles são muito bons de pilotar, um pouco pesados, mas fantásticos”, destaca Gourdon. 

Nesse quesito, o número de telespectadores do evento cresceu 14% entre as temporadas 2023/2024 e 2024/2025, atingindo mais de 560 milhões de pessoas. A categoria também ampliou sua presença global, com corridas acontecendo em diversas  partes do mundo, incluindo São Paulo desde a temporada de 2022/2023.

Loredana Ernst, belga de 27 anos de idade apaixonada pelo mundo das quatro rodas, é um exemplo dessa pluralidade e crescimento da modalidade. Pela primeira vez, a atriz esteve em Mônaco para acompanhar uma corrida, justamente dos monopostos elétricos.

“Eu acompanho a Fórmula E faz alguns anos já e realmente adoro a categoria [...] e acho que a primeira vez que fiquei sabendo dela foi quando Stoffel Vandoorne entrou na Fórmula E, porque ele era da Fórmula 1 e é um piloto belga, então eu acompanho ele”

Outra frente importante pensada por Todt e Agag desde a criação da categoria era trazer grandes nomes do automobilismo com o intuito de quebrar a barreira cultural em relação à aceitação dos carros elétricos. Nomes como Pierre Gasly, da Fórmula 1, o tricampeão das 24 horas de Le Mans, Brendon Hartley e o brasileiro Felipe Massa, já integraram o time de pilotos da FE.

No quesito escuderias, atualmente nomes como Jaguar, Andretti, Citroën e Nissan integram as 10 participantes, e a modalidade já teve a presença da Renault, McLaren e Maserati, por exemplo. Além disso, os elétricos proporcionaram o histórico embate direto entre as quatro grandes fabricantes alemãs durante a temporada 2019/2020, com Audi, BMW, Mercedes e Porsche no grid.

3
Curvas extremas, derrapadas que levam os carros ao limite, ultrapassagens acirradas e às vezes acidentes, destacam o quão capaz e segura a tecnologia elétrica é. Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

Ernst, que mora perto do circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, comenta que assistiu a uma corrida da FE pela primeira vez no ano passado, em Berlim, e lembra da sustentabilidade da modalidade sem abrir mão da emoção, mesmo com essa provocada de um jeito diferente. 

“O som por exemplo, é algo totalmente diferente, e eu honestamente gosto de ambos, e acho muito legal a Fórmula E ser essa alternativa sustentável a Fórmula 1. Eu já me preocupo com sustentabilidade no meu dia a dia, e para visitar realmente prefiro a Fórmula E inclusive”.

Ao contrário do que se pode imaginar, já que carros elétricos comuns não fazem barulho, os monopostos da competição emitem um som de cerca de 80 decibéis, mais alto que um carro a combustão convencional. Remetendo a filmes futuristas como Tron, são envolventes,  direcionando a emoção para as acirradas ultrapassagens e arrancadas ao longo da corrida, que dura 45 minutos. 

Nesse aspecto, a duração da prova é calculada para contemplar uma carga completa sem paradas para recarga ou troca de carros, como acontecia até a temporada de 2017/2018 com os carros da Gen1. A emoção é atiçada pelo uso estratégico da bateria, desse modo, administrada pelos pilotos que devem usar com sabedoria o “Attack Mode”, e os veículos recuperam até 40% da carga durante a corrida devido às frenagens, que transformam força cinética em elétrica.

Cada etapa consiste em dois treinos livres e sessões qualificatórias pela manhã, enquanto a corrida acontece após o intervalo para o almoço.  O sistema de pontuação segue o padrão estabelecido pela FIA para eventos internacionais. O primeiro lugar recebe 25 pontos, o segundo 18 e o terceiro 15. Do quarto lugar até o décimo são 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1 ponto, respectivamente. Mas algo exclusivo da FE são os pontos extras, 3 pela pole position e 1 pela volta mais rápida, desde que o piloto termine no top 10. 

A temporada 2025/2026 começou com o ePrix de São Paulo, em dezembro, sendo a última com os carros da Gen3 Evo, dando lugar aos Gen4, que prometem revolucionar a categoria. Com 804 cavalos de potência e 335 km/h de velocidade máxima, crescem em tamanho e se aproximam visualmente dos carros da Fórmula 1, ao mesmo tempo que abraçam o conceito de economia circular, sendo 100% recicláveis.

Torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista, lotando avenidas e pontos turísticos da capital
por
Beatriz Porto
|
04/06/2026 - 12h

No último sábado (30), Arsenal e Paris Saint Germain entraram em campo para o jogo decisivo que definiu o campeão da UEFA Champions League. A partida que aconteceu na Puskás Arena, em Budapeste, foi marcada pela intensidade e decisões em pênaltis. 

Logo no início do primeiro tempo da final, o PSG impôs desde o apito inicial um ritmo intenso, tentando sufocar a saída de bola do Arsenal. A equipe parisiense dominou a posse de bola, com Vitinha organizando as jogadas no meio-campo e Kvaratskhelia explorando as laterais com dribles e passes precisos.

Apesar da superioridade parisiense, o Arsenal mostrou eficiência ao aproveitar um contra-ataque rápido, aos seis minutos Kai Havertz abriu o placar que trouxe esperança ao time londrino.

Durante o segundo tempo o Paris Saint Germain manteve a intensidade, pressionando o Arsenal e controlando a posse de bola. Embora os parisienses tenham cercado a área adversária, o Arsenal resistiu bravamente, defendendo-se com organização. 

Mesmo com o PSG criando oportunidades e aumentando o ritmo, o gol de empate só saiu  em um pênalti convertido por Dembélé aos 19 minutos da segunda etapa.

A prorrogação manteve o ritmo intenso da partida, com ambas as equipes demonstrando desgaste físico, mas sem abrir mão da busca pela vitória. O PSG tentou acelerar o jogo, explorando as laterais e arriscando finalizações de média distância, enquanto o Arsenal manteve sua postura defensiva sólida, apostando em contra-ataques rápidos para surpreender.

Porém, apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu empatado, e a decisão foi encaminhada para os pênaltis, aumentando ainda mais a tensão entre jogadores e torcedores.

Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg
Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg

Já nas cobranças de pênaltis, o Paris demonstrou maior eficiência nas cobranças e venceu por 4 a 3, garantindo o título europeu. O momento decisivo aconteceu quando o Arsenal desperdiçou uma de suas cobranças, permitindo que a equipe parisiense confirmasse a conquista do bi campeonato. 

Após o título do PSG sobre o Arsenal na final da Champions League, a França viveu uma mistura de euforia e tensão. Milhares de torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista europeia, lotando avenidas e pontos turísticos da capital. Entretanto, a festa foi parcialmente ofuscada por confrontos, atos de vandalismo e centenas de detenções registradas em diversas cidades francesas.
 

Fonseca lutou, mas foi derrotado por Jakub Mensik por 3 sets a 0
por
Marcello Toledo
|
03/06/2026 - 12h
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
 

Na última terça-feira (2), o brasileiro deu adeus a Roland Garros. As parciais foram de 6/4, 6/3 e 7/6 (7/3) em um jogo de 2 horas e 44 minutos contra o tcheco Mensik que, assim como João, é um dos maiores expoentes da nova geração e participou de sua primeira semifinal de Grand Slam.

A partida foi marcada por uma excelente performance de Mensik, dotado de uma frieza atípica para seus 20 anos, o atleta sacou muito bem e ganhou inúmeros pontos com seu backhand espetacular, característico da escola tcheca. No próximo round, ele enfrentará o favorito Alexander Zverev.

O melhor momento de João foi no 3 set, quando ele conseguiu quebrar o saque de Mensik duas vezes, se mostrando mais concentrado e com mais ritmo. Mesmo assim o tcheco conseguiu se recuperar e fechou a partida no tie break.

Apesar da derrota, João Fonseca sai de Paris consagrado. Aos 19 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a alcançar as quartas de final de um Grand Slam desde a era aberta, superando marcas de ídolos do passado. Em sua trajetória neste torneio, ele deixou para trás nomes como Novak Djokovic e Casper Ruud.

Com os pontos somados, Fonseca deve dar um salto significativo no ranking da ATP, aproximando-se do Top 20 mundial. O foco do brasileiro agora se volta para a temporada de grama, que deve prepará-lo para Wimbledon.
 

Depois de quase 9 anos, o Alviverde voltou a derrotar o Mengão no Campeonato Brasileiro. Com o fim da 17ª rodada, o meio de tabela continua embolado
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
26/05/2026 - 12h

Nos dias 23, 24 e 25, os times da Série A do Brasileirão disputaram a penúltima rodada antes da parada da Copa. Mirassol venceu e continua na briga para sair da zona de rebaixamento. Apenas o jogo entre São Paulo e Botafogo terminou empatado.

Vitória 2 X 0 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 17h, no último sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, no Barradão, em Salvador (BA). A partida foi marcada por forte disputa física, pressão colorada e polêmica envolvendo a arbitragem. o Rubro-Negro baiano foi mais eficiente nas oportunidades criadas e garantiu um importante resultado diante da torcida. 

O início do confronto foi equilibrado, com o Internacional controlando a posse de bola e tentando construir jogadas desde o campo de defesa. Apesar do maior volume de jogo, a equipe gaúcha encontrou dificuldades para furar a marcação do Vitória, que apostava em transições rápidas pelos lados do campo.

A estratégia dos donos da casa surtiu efeito aos 29 minutos do primeiro tempo. Após arrancada de Erick pela direita, o atacante cruzou na segunda trave para Renê, que apareceu livre e cabeceou para o fundo das redes e abriu o placar para o Leão.

Ainda na primeira etapa, um dos lances mais discutidos da partida gerou reclamações por parte dos jogadores do Internacional. Bernabei recebeu lançamento dentro da área, dividiu com o goleiro Lucas Arcanjo e caiu pedindo pênalti. O árbitro marcou impedimento na origem da jogada e ainda aplicou cartão amarelo ao atleta colorado por simulação, decisão que provocou revolta entre jogadores e torcedores nas redes sociais.

Na volta do intervalo, o Internacional adotou postura mais agressiva e passou a pressionar em busca do empate. A equipe criou suas melhores oportunidades principalmente com Vitinho, Bernabei e Bruno Tabata. 

O Colorado acumulou finalizações e ocupou o campo ofensivo durante grande parte da segunda etapa, mas encontrou pela frente uma atuação segura do goleiro Lucas Arcanjo, que realizou defesas importantes para manter a vantagem do Vitória. 

Já no fim do jogo, aos 43 minutos, Bernabei recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada violenta e foi expulso do jogo, o que dificultou ainda mais a missão do time gaúcho.

Mesmo pressionado, o time baiano conseguiu sustentar o resultado e aproveitou os espaços deixados pelo adversário nos minutos finais.

Já nos acréscimos, Diego Tarzia puxou contra-ataque pela esquerda e finalizou cruzado para marcar o segundo gol e decretar o resultado a favor do Vitória.

A imagem mostra o elenco do Vitoria comemorando no vestiário
O Vitória quebrou a invencibilidade de quatro jogos do Inter na competição. Reprodução: Instagram/@ecvitoria

Com o resultado, o Vitória sobe na tabela e confirma seu momento de recuperação dentro da competição. A equipe vem apresentando evolução defensiva e maior eficiência ofensiva, fatores que têm sido fundamentais para a sequência positiva construída nas últimas rodadas.

Já o Internacional vê sua sequência invicta chegar ao fim e desperdiça a oportunidade de se aproximar das primeiras posições do campeonato. Apesar do maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado voltou a sofrer com a falta de efetividade nas finalizações e deixou o Barradão sem pontuar. A derrota aumenta a pressão por maior regularidade da equipe na reta final antes da pausa da temporada.

São Paulo 1 X 1 Botafogo

Também às 17h, São Paulo e Botafogo empataram no Morumbi, na capital paulista. O Tricolor teve esteve vencendo até o final do jogo, mas o Fogão por meio de um golaço empatou nos minutos finais.

Para o Soberano, essa partida poderia ser a primeira vitória desde a chegada de Dorival Jr., técnico que está em sua terceira passagem pelo São Paulo. Nas anteriores, Dorival salvou o São Paulo do rebaixamento em 2017 e foi campeão da Copa do Brasil em 2023, a primeira da história do clube. 

Na atual passagem, o jogo contra o Bota seria apenas o segundo dele no cargo. Na escalação, o comandante ainda não conseguia contar com alguns dos destaques da equipe, como Marcos Antônio, fora por lesão na coxa; Bobadilla, outro destaque, estava fora por suspensão, e Dória, que vinha sendo titular, mas rescindiu com o clube após ameaças da torcida. 

Para o Botafogo foi para o estádio com confiança, após boas vitórias contra Corinthians, na Série A, e Independiente Petrolero, na Sula. 

O jogo era considerado difícil pelos desfalques. Franclim Carvalho, treinador alvinegro, teve que suprir as ausências de dois dos protagonistas do elenco: Alex Telles e o volante Medina. 

O experiente e ídolo do clube Marçal ocupou a vaga de Telles. No meio, Huguinho, jovem de 18 anos da base do clube, foi escolhido para o jogo. Além de Huguinho, outra “Joia do Bairro” escalada foi o zagueiro Justino, de 20 anos, para o lugar de Alexander Barboza, ídolo Botafoguense que se despediu no jogo contra o Corinthians. O zagueiro se transferiu para o Palmeiras.

Logo aos três minutos de partida, em um chute de fora da área de Arthur, o goleiro Neto espalmou e deu chance para Luciano abrir o placar para o São Paulo. Apesar do gol ter sido de Luciano, o grande protagonista do jogo na primeira etapa foi o ponta Arthur, emprestado pelo Botafogo ao São Paulo em abril, que foi o jogador de ataque mais acionado pela equipe no bom primeiro tempo do São Paulo.

Em contrapartida, o Fogão, que fez um primeiro tempo ruim, voltou do intervalo tomando mais o controle do jogo. Aos oito do segundo tempo, após falta levantada na área, Arthur Cabral cabeceou para dentro do gol, mas ele estava impedido. O São Paulo, após o gol anulado, teve algumas oportunidades de aumentar a vantagem, mas nenhuma efetiva. 

Aos 27, em outro cruzamento, Vitinho contou com o desvio de Arthur Cabral para, sozinho, marcar, mas novamente anulado por impedimento. O Alvinegro continuava martelando e, no último minuto do tempo regulamentar, em uma sobra de escanteio na entrada da área, Jordan Barrera finalizou de trivela no ângulo para calar o estádio tricolor.

A imagem mostra Jordan Barrera, do Botafogo, comemorando o gol
Jordan Barrera encerrou um jejum de sete meses sem marcar. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ainda deu tempo para, aos 50, Chris Ramos, que veio do banco alvinegro, desperdiçar uma oportunidade dentro da grande área que poderia decretar a vitória visitante.

Mirassol 1 X 0 Fluminense

Mais tarde, às 19h, Mirassol e Fluminense se enfrentaram no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). O time da casa venceu com um placar magro, com o gol marcado no primeiro tempo, e começa a sonhar para sair da zona de rebaixamento nas próximas rodadas.

O confronto começou sem grandes chances para os dois times. Apenas aos 18 minutos, o Mirassol conseguiu uma boa finalização, que não levou tanto perigo. Em uma falta cobrada por Reinaldo na intermediária, Alesson cabeceou mas parou na defesa de Fábio.

Depois de sete minutos, o goleiro tricolor foi obrigado a trabalhar novamente em uma cabeçada. Alesson, pela ponta esquerda do campo, lançou para Daniel Borges finalizar em uma subida ofensiva.

Aos 35 minutos do primeiro tempo o Mirassol abriu o placar. Carlos Eduardo fez boa jogada pela direita e cruzou para a área, Samuel Xavier e Jemmes afastaram, porém a bola sobrou para Denilson na entrada da área, que finalizou de primeira no ângulo de Fábio. Com o golaço, o volante do Leão marcou seu primeiro gol na temporada.

Aos 47 minutos, Sávio marcou pênalti para o Fluminense. Soteldo cruzou a bola pela esquerda do campo e Samuel Xavier dominou dentro da pequena área. Reinaldo derrubou o lateral tricolor ao puxá-lo pelo ombro. Porém, o VAR entrou em ação e recomendou a revisão. Após conferir o lance novamente na tela, o árbitro decidiu pela não marcação da penalidade.

Na segunda etapa, o time carioca teve mais o comando do jogo, porém sem conseguir ser efetivo para empatar a partida. Mirassol continuou com seu plano de jogo. Se garantiu defensivamente e partia nos contra-ataques e nas pressões altas de seus atacantes.

A imagem mostra Denilson, do Mirassol, com o troféu de melhor da partida.
Eleito craque da partida, Denilson chegou no começo de 2026 e vem ganhando espaço nas últimas partidas do Leão. Reprodução: Instagram/@mirassolfc

Aos sete minutos, após interceptar o passe de Bernal, o autor do único gol da partida, finalizou com perigo de fora da área, porém o arqueiro do Fluminense defendeu e mandou para escanteio.

Sem muita criatividade dos dois times o jogo foi se arrastando e faltando dez minutos para o fim, Reinaldo teve outra oportunidade para garantir a vitória do Leão, porém, novamente parou em Fábio. O lateral esquerdo cobrou uma falta de longe com força e o goleiro foi obrigado a espalmar para escanteio. A boa partida do goleiro não foi o suficiente para evitar a derrota fora de casa.

Com os três pontos garantidos, o Mirassol se aproxima de Santos e Corinthians na tabela. A diferença de dois pontos para o Santos pode ser tirada em caso de vitória na partida atrasada que o Leão ainda precisa fazer contra o Flamengo. Já para o time da capital paulista, mesmo em caso de três pontos no jogo atrasado, a diferença ficaria em um ponto, insuficiente para sair da zona de degola.

Já pelo lado carioca, a derrota complicou o desejo tricolor de assumir a segunda posição do campeonato. Com o tropeço do Flamengo, diante do líder, Palmeiras, a diferença de um ponto poderia ter sido tirada em caso de vitória em Mirassol. Mesmo assim, o clube se manteve na mesma posição que iniciou a rodada.

Grêmio 3 X 2 Santos

Também às 19h, Grêmio e Santos se enfrentaram, na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). Na briga para se afastar da parte de baixo da tabela, o time tricolor venceu de virada, com dois gols do artilheiro Carlos Vinicius.

Ambas as equipes entraram determinadas a conquistar os três pontos. Aos 22 minutos que o time do Santos, teve sua primeira boa chance, após Rony ganhar a disputa dentro da área e tabelar com Gabriel Bontempo, que driblou a zaga e chutou, mas o goleiro defendeu. 

Aos 31, Miguelito roubou a bola de Caio Paulista e arrancou pelo meio, tocou para Gabigol sozinho, que só teve o trabalho de empurrar para marcar o gol. 

Nos minutos seguintes, Amuzu lançou na área. Carlos Vinicius subiu e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para o Brazão. Já no final da primeira etapa, Noriega arriscou de fora da área, mas a bola foi à linha de fundo.

Aos nove do segundo tempo, Escobar cruzou na área e Bontempo ajeitou para Gabigol, que chutou no canto e marcou o segundo do time.

Quatro minutos depois, Pavón lançou da direita, para dentro da área, Carlos Vinicius dominou sozinho e bateu cruzado de esquerda para marcar seu segundo gol na partida e empatar o jogo.

A imagem mostra Carlos Vinicius, do Grêmio, comemorando o gol.
Com os dois gols, Carlos Vinicius assumiu a vice-artilharia da competição. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não demorou muito e o gol da virada saiu. Pavón correu pelo lado direito e tocou para Tetê, que driblou a zaga e bateu cruzado no gol. Brazão se esticou, mas não conseguiu evitar. 

O Santos tentou empatar após Lucas Verissimo roubar a bola no ataque e tocar para Rony. O atacante chutou no ângulo, mas a bola foi para a linha de fundo. 

No último minuto da partida, o time tricolor teve a chance de ampliar, quando Arthur Melo, lançou na corrida para Tetê, que saiu no meio dos dois zagueiros e finalizou para fora.

Flamengo 0 X 3 Palmeiras

Na noite do último sábado (23), às 21h, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3 a 0 em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do duelo foram marcados por Fláco Lopez, Allan e Paulinho. Com o resultado, o Verdão quebrou o jejum de quase uma década sem vencer o rival no Brasileiro.

Como de praxe, o início do jogo foi acelerado, bem como os últimos embates entre os dois times mais vencedores dos últimos anos em solo brasileiro. O Flamengo, com o ímpeto dos seus torcedores, pressionou os paulistas ao vencer a maioria dos duelos e dominar as ações. Aos 14, Lucas Paquetá ficou na cara do gol, mas parou em bela defesa de Carlos Miguel.

A imagem mostra Paulinho, do Palmeiras, comemorando o gol.
Paulinho marca depois de 329 dias sem jogar por causa de uma lesão. Foto: César Greco/Palmerias

Apesar da superioridade rubro-negra, o roteiro do confronto ganhou um novo capítulo: aos 20, Carrascal atingiu o zagueiro Murilo com chute no rosto, e foi expulso. 

Com mais jogadores em campo, foi a vez do Alviverde ter a posse. Aos 37, em troca de passes no campo de ataque, Marlon Freitas alçou ótimo passe para Allan, que escorou para o argentino Flaco Lopez cortar a defesa flamenguista e abrir o placar.

Na segunda etapa, o técnico Léo Jardim, do Flamengo, optou por ser ofensivo e sacou de campo o meio-campista Evertton Araújo para a entrada do atacante Bruno Henrique. Apesar de recuar Lucas Paquetá para defender, o meio-campo mandante ficou aberto; o  Verdão, por sua vez, aproveitou os espaços. Aos 11, Allan, em noite inspirada, aproveitou sobra de bola e estufou as redes de cabeça para ampliar o resultado. 

Com evidente cansaço e um jogador a menos, a equipe carioca via o Alviverde tirar proveito da superioridade numérica. Na reta final, em rápida trama, Jefté foi lançado ao ataque e rolou para Paulinho – que contou com falha de Rossi – decretar a vitória palmeirense.  

Após marcar, um princípio de confusão se instaurou entre as equipes: Paulinho fez gesto de “silêncio” para a torcida flamenguista. A provocação irritou os atletas do time da Gávea, que gerou um “empurra-empurra”, mas parou por aí.

O resultado fez com que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela, somando 38 pontos, sete à frente do vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos.

Remo 1 X 2 Athletico-PR

No último domingo (24), às 16h, o Remo recebeu o Athletico-PR no Mangueirão, em Belém (PA). O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações distintas na tabela: o Leão Azul tentava se afastar da zona de rebaixamento embalado pela força da torcida paraense, enquanto o Furacão buscava se aproximar ainda mais do G-4 após sequência de bons resultados.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou intensidade e conseguiu levar perigo em jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 13 minutos, Marcelinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Jajá, que apareceu livre dentro da área para finalizar firme e abrir o placar para os donos da casa. O Athletico sentiu o gol e encontrou dificuldades para criar oportunidades devido à forte marcação remista.

Apesar da pressão do Remo em alguns momentos, o Furacão começou a crescer na reta final da primeira etapa. Aos 44 minutos, Claudinho encontrou belo passe para Kevin Viveros, que dominou dentro da área e bateu cruzado para empatar a partida antes do intervalo. Não só o gol mudou o cenário do jogo e deu mais confiança para os visitantes voltarem melhores no segundo tempo, mas também a expulsão juvenil de Jajá, que após checagem no VAR, foi relatado um gesto obsceno do jogador.

Na segunda etapa, o time visitante passou a controlar mais a posse de bola e pressionar o time paraense no campo defensivo. Logo aos sete minutos, novamente Kevin Viveros apareceu decisivo. Após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante recebeu livre dentro da área e finalizou no canto para virar a partida para o Furacão. 

A imagem mostra Viveros, do Vitória, com comemorando o gol.
Viveros chega a dez gols e se torna o artilheiro do Brasilerão. Reprodução: Instagram/@athleticoparanaense 

Depois da virada, o Leão Azul tentou reagir e voltou a pressionar apoiado pela torcida no Mangueirão. Alef Manga teve boa chance em cabeceio perigoso, enquanto Pedro Rocha assustou em chute de fora da área. Porém, o Athletico conseguiu administrar o resultado com maior controle defensivo e ainda levou perigo em contra-ataques, principalmente com Mendoza e Zapelli.

Nos minutos finais, o Leão partiu para o abafa em busca do empate, levantando bolas na área e acumulando escanteios, mas parou na defesa athleticana e nas boas intervenções do goleiro Santos. 

Com o triunfo por 2 a 1, o Athletico-PR chegou aos 27 pontos e se manteve firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão. Já o Remo permaneceu na parte inferior da tabela, aumentando a pressão para a sequência da competição.

Cruzeiro 2 X 1 Chapecoense

Também às 16h, Cruzeiro e Chapecoense se enfrentaram no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A Raposa, com gols de Kaio Jorge e Sinisterra, abriu 2 a 0 e dominou grande parte da partida, mas sofreu um apagão no fim e viu a Chape diminuir.

A Chapecoense começou melhor nos primeiros minutos, mas rapidamente perdeu espaço para um Cruzeiro agressivo e dominante. Explorando os lados do campo e pressionando desde o início, a Raposa criou boas chances com Kaiki, Kaique Kenji e Matheus Pereira. 

O gol saiu aos 25 minutos, com pênalti sofrido por Matheus Pereira. Kaio Jorge cobrou com categoria e abriu o placar no Mineirão. Pouco depois, Sinisterra chegou a ampliar após cruzamento de Kauã Moraes, mas o VAR anulou o lance por falta na origem da jogada. Mesmo com a vantagem mínima, o Cruzeiro empilhou oportunidades antes do intervalo, principalmente com Kaio Jorge e Kenji, mas parou nas defesas de Anderson.

O Cruzeiro voltou a manter o controle da partida na etapa final e ampliou aos 28 minutos. Após rápida jogada pela direita, Christian encontrou Sinisterra, que finalmente balançou as redes e fez 2 a 0. 

A imagem mostra Sinisterra , do Cruzeiro, comemorando o gol.
Sinisterra marca seu primeiro gol na temporada. Foto: Aleixo/Cruzeiro

A partir daí, porém, o time mineiro relaxou excessivamente e permitiu a reação da Chapecoense. Aos 34, João Paulo subiu sozinho e descontou de cabeça. Empurrada pelo gol, a equipe catarinense cresceu no jogo e chegou a empatar com Bolasie, após saída errada do goleiro Otávio, mas o lance foi invalidado por impedimento de Jean Carlos na origem da jogada. 

Na jogada seguinte, o jovem goleiro do Cruzeiro se redimiu e fez duas grandes defesas em sequência para garantir o placar.

Pouco depois, o árbitro chegou a marcar um pênalti para a Chape, mas voltou atrás após nova revisão do VAR. Ele entendeu que houve interferência de um jogador impedido. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Cruzeiro segurou o resultado de 2 a 1 e confirmou a sexta partida consecutiva sem derrota na temporada, somando as três competições.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 23 pontos e ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, se aproximando da zona de classificação para a Libertadores. A equipe soma seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas nos últimos dez jogos da competição. 

Já a Chapecoense segue em situação dramática. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com apenas nove pontos e somente uma vitória em 17 rodadas.

O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), quando recebe o Barcelona de Guayaquil pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Corinthians 1 X 0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, em jogo de pouca precisão, o Corinthians venceu o Atlético-MG com golaço marroquino, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os times chegaram para um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O Alvinegro paulista, com 18 pontos, entrou na rodada como o primeiro time na zona da decola. Enquanto isso, o Galo, mesmo ocupando a décima colocação e vindo de duas vitórias seguidas, estava somente três pontos acima do adversário.

A partida começou muito disputada, com as duas equipes se alternando em oportunidades. Logo aos quatro minutos, o Corinthians teve uma grande chance com Gustavo Henrique. O zagueiro recebeu de Yuri Alberto dentro da área e chutou cruzado com muito perigo. 

Depois, aos nove minutos, foi a vez do Atlético chegar com perigo. Em bola parada de Bernard, a bola chegou para Cuello livre dentro da área, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol.

Após um início em que o Timão se postava um pouco mais no ataque, o Galo subiu a marcação e começou a ditar o ritmo do jogo, mesmo assim não conseguiu produzir muito perigo à Hugo Souza. Suas únicas chances vieram com Cuello aos 17 e aos 33 minutos. Na primeira tentativa, o ponta argentino finalizou de cabeça para fora. Depois, ele chegou a balançar as redes no contra-ataque puxado por Vitor Hugo, que acabou num cruzamento rasteiro de Renan Lodi para Cuello dentro da pequena área, mas dessa vez, o argentino estava em posição irregular. 

Enquanto isso, o Corinthians até teve algumas chances, com Breno Bidon aos 22 minutos, com uma bola colocada para fora, com Jesse Lingard aos 28, que chutou com desvio para fora, e com André, com um cabeceio sem perigo na bola parada.

Além disso, a equipe teve a única finalização de fato no gol da primeira etapa, com um chute sem muita força e praticamente no meio do gol de Rodrigo Garro.

Com o início do segundo tempo, o Timão começou a ter a bola totalmente no ataque, mesmo sem produzir muito perigo, enquanto o Atlético não conseguia aproveitar os contra-ataques. 

As melhores chances do time da casa vieram com Kaio César, com um chute isolado aos 13 minutos e um no meio do gol, tranquilo para Everson encaixar, aos 23 minutos, ambos com finalizações de fora da área. A única chance de perigo do Galo veio com o baixinho Bernard de cabeça aos 27 minutos, após bom cruzamento de Alan Minda. 

Com os 40 minutos finais, o Corinthians finalmente começou a produzir perigo efetivo. Logo aos 40 minutos, Matheuzinho fez uma boa jogada individual pela ponta-direita e finalizou rasteiro com curva, o que obrigou Everson a trabalhar um pouco mais. 

Então, aos 43 minutos, o lateral-direito cruzou na área para encontrar Zakaria Labyad livre dentro da área. O marroquino acertou um chute perfeito e com força no canto direito do gol, sem chance para Everson. Com esse gol, o meia faz o seu segundo pelo Timão e se torna o primeiro de seu país a anotar um gol no Brasileirão.

A imagem mostra Menphis e Labyad, ambos do Corinthians comemorando gol.
Com gol de seu amigo, Memphis volta a jogar pelo Corinthians a 27 dias do final de seu contrato, ainda sem definição sobre sua permanência. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Com a vitória, mesmo só subindo duas posições, o Corinthians sai da zona de rebaixamento e entra no bolo dos 21 pontos, junto com Grêmio, Inter e o próprio Atlético Mg. Além disso, após dois meses, voltou a contar com seu camisa 10, Memphis Depay, tendo um reforço para os próximos dois jogos antes da pausa para a Copa do Mundo. 

Com a derrota, o Atlético, agora no mesmo bolo que o adversário, cai duas posições, além de completar oito jogos seguidos sofrendo pelo menos um gol no Brasileirão e de manter a sina de não conseguir vencer 3 jogos seguidos, o que não ocorre desde fevereiro de 2025. 

Vasco 0 X 3 Red Bull Bragantino

Às 20h30, O Vasco sofreu uma reviravolta em sua luta contra o rebaixamento. A equipe carioca recebeu o Red Bull Bragantino em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) e acabou derrotada por 3 a 0. Os gols da vitória do Massa Bruta foram anotados por Rodriguinho, Isidro Pitta e Fernando.

Com o revés em casa, o Vasco estaciona nos 20 pontos e permanece na 16ª posição, perigosamente colado na zona de rebaixamento (Z4), que tem o Santos com 18 pontos, o Mirassol com 16, o Remo com 15 e a Chapecoense na lanterna com 9. Já o Bragantino saltou para a quinta colocação, somando 26 pontos e se firmando na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores.

A etapa inicial foi de poucas emoções e muita marcação. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Spinelli girou na área vascaína e finalizou para boa intervenção do goleiro Tiago Volpi. Logo em seguida, o Vasco reagiu após um desarme em Juninho Capixaba. A bola chegou a Andrés Gómez, que bateu torto para fora. O Bragantino deu o troco com um chute de longe de Isidro Pitta, defendido por Léo Jardim.

A imagem mostra Rodriguinho, do RB Bragantino, comemorando o gol.
Com a vitória, Bragantino chega mais perto de alcançar o topo da tabela de classificação. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Quando o placar parecia que iria sem gols para o intervalo, o Massa Bruta marcou aos 45 minutos. Rodriguinho avançou livre de marcação e arriscou um chute de longa distância no canto direito. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

O Bragantino voltou do vestiário pressionando no segundo tempo. Aos quatro minutos da segunta etapa, Herrera escorou de cabeça e Rodriguinho carimbou a trave. No rebote, Saldivia salvou em cima da linha o carrinho de Ramires. 

O Vasco tentou reagir aos 10 minutos com Spinelli, que ganhou da defesa e tentou uma cavadinha sobre Volpi, mas Gustavo Marques se recuperou e mandou para escanteio.

Já aos 14 minutos, Mosquera fez grande jogada pela ponta esquerda, limpou o marcador e cruzou rasteiro para Isidro Pitta empurrar para as redes e fazer o 2 a 0.  Aos 31, Saldivia cometeu um erro grave ao recuar a bola, o Fernando interceptou, driblou o goleiro Léo Jardim e ampliou para 3 a 0.

Ainda houve tempo para o VAR entrar em ação aos 40 minutos para confirmar uma penalidade a favor do Bragantino após falta imprudente de Barros em Ramires na pequena área. Eduardo Sasha foi para a cobrança, mas isolou a bola e desperdiçou seu terceiro pênalti consecutivo.

Coritiba 3 X 2 Bahia

Isolado na última segunda-feira (25), às 20h, o Coritiba venceu o último jogo da rodada. O Coxa conquistou os três de virada sobre o Bahia pelo placar de 3 a 2 no Couto Pereira, na capital paranaense.

O início do primeiro tempo foi de domínio da equipe baiana. Aos 17 minutos, Iago cruzou rasteiro para Sanabria, que de carrinho mandou por cima do travessão. Três minutos depois, foi a vez de Iago levar perigo após finalizar na trave de fora da grande área. 

O primeiro gol do jogo saiu aos 25 após bola cruzada rasteira na grande área do Coxa. A bola encontrou as redes com o desvio de Tiago que marcou contra. Aos 42, o meia-atacante do Tricolor baiano, Everton Ribeiro chutou de longe para a defesa do goleiro Rangel.

Os mandantes começaram a segunda etapa em cima do Bahia, e logo aos dez chegou ao empate. Josué cruzou para o lateral-esquerdo Bruno Melo cabecear no canto direito do goleiro João Paulo.

Após um bate-rebate na grande área, a bola sobrou nos pés do uruguaio Joaquin Lavega que finalizou rasteiro para colocar o Coxa em vantagem aos 19  minutos. Pouco tempo depois, com 22, o Coritiba ampliou com o atacante Breno Lopes, em um contra-ataque veloz puxado pelo próprio, que finalizou no ângulo esquerdo do arqueiro baiano.

A imagem mostra uma dividida de bola.
Lateral-esquerdo, Bruno Melo cabeceia para marcar seu gol. Reprodução: Instagram/@brunomelooficial

O Bahia diminuiu o marcador em bola parada. Everton Ribeiro cruzou para o centroavante Everaldo cabecear para o gol.

Com a vitória, o Coritiba chegou a 26 pontos marcados e assumiu a sexta colocação do Brasileirão e está apenas um ponto atrás do G4. Já a equipe baiana cai posições e é o oitavo colocado, com 23 pontos.

Próxima rodada

Sábado (30):

Athletico-PR X Mirassol, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília;

Flamengo X Coritiba, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Bahia X Botafogo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 17h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Corinthians, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 17h30 (horário de Brasília);

Santos X Vitória, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília).

Domingo (31):

Red Bull Bragantino X Internacional, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 11h (horário de Brasília);

Vasco X Atlético-MG, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Chapecoense, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Remo X São Paulo, no Baenão, em Belém (PA), às 20h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Fluminense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília).

Brasileiro vence e faz história contra o maior campeão de Grand Slam da história
por
Lucas Peccin
|
01/06/2026 - 12h

Na tarde da última sexta-feira (30), em duelo pela terceira rodada do Roland Garros, o jovem tenista brasileiro de 19 anos, João Fonseca, venceu de virada o maior campeão de Grand Slam da história, Novak Djokovic, por 3-2, sendo as parciais 4/6, 4/6, 6/3, 7/5, 7/5. João perdia por 2-0 e virou a partida após triunfar em três sets consecutivos.

João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca
João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca

O número 4 do mundo, Djokovic passou pelos anfitriões Perricard e Royar, ambos por 3-1 para chegar à terceira rodada do campeonato. Já Fonseca eliminou o francês Luka Pavlovic pelo placar de 3/0 e venceu o croata Dino Prizmic por 3/2 também de virada, após começar perdendo de 2/0. 

O primeiro set não foi fácil para o brasileiro, que teve seu serviço quebrado em duas oportunidades pelo sérvio. Mesmo com uma quebra, João encontrou dificuldades e não conseguiu vencer o set, que terminou em 6-4 para o número 4 do mundo. Djoko dificultou ao máximo e cometeu poucos erros não forçados. 

No segundo set, João melhorou e desempenhou seu estilo de jogo de potência e agressividade. o que dificultou para o sérvio, porém ainda não venceu o set. Novamente 6-4 para o 24 vezes campeão de Grand Slam.

Já no terceiro set, Fonseca adotou uma estratégia mais agressiva para tirar Djokovic de sua zona de conforto. A tática funcionou e o sérvio teve dificuldades de conter os ataques do brasileiro. Logo em seu primeiro serviço de saque foi quebrado por João, que em um momento abriu três games a zero. O jovem brasileiro venceu por 6/3.

O quarto set foi decidido em detalhes. Novamente João quebrou o primeiro serviço do sérvio, que em sequência reagiu e venceu o serviço de Fonseca. Quando estava 5/5, o brasileiro demonstrou resiliência e técnica e quebrou o saque de Djokovic para confirmar seu próximo serviço. João venceu por 7/5

O último e decisivo set foi também decidido nos detalhes. Djokovic cometeu alguns erros não forçados, enquanto o brasileiro cresceu no jogo com muita maturidade e resiliência, além de aproveitar brechas deixadas pelo sérvio. A partida foi definida quando Fonseca quebrou o sexto serviço de saque de Djokovic. Após este game, bastou João embalar uma sequência de três aces (pontos de saque) quando estava em desvantagem (30/40 para Djokovic) e confirmar seu último serviço na partida. Vitória de Fonseca, 7/5.

Após a partida, em entrevista concedida em quadra para a organização do torneio, João Fonseca disse que não conseguia acreditar que venceu seu ídolo e afirmou estar cansado após a partida.  Ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a vitória, o brasileiro respondeu: “O cansaço dele (Djokovic) me deu esperanças”, disse.

Em sua entrevista coletiva após o jogo, Novak elogiou o brasileiro e disse entender o motivo da repercussão e reconhecimento do talento de João mundialmente: “O nível de tênis que vimos ele jogar criou um hype ao redor dele, e hoje vimos o porque deste hype”, disse. O sérvio também analisou seu desempenho na partida e reconheceu os méritos de João: “Não acho que fiz muitas coisas erradas. Ele foi simplesmente melhor.”

Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros, @atptour, @bleacherreport e @espnbrasil
Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros

O duelo contra o número quatro do mundo, marcou a segunda vitória do brasileiro de 19 anos contra os tenistas top-10 do ranking mundial. A última ocorreu em 2025 no Australian Open, em que Fonseca venceu Rublev, nono colocado na época. Neste ano, João colecionou derrotas nas eliminações contra os dez mais bem ranqueados. No Indian Wells foi eliminado por Sinner (1), em Miami Open por Carlos Alcaraz (2), em Mônaco pelo alemão Zverev (3) e em Munique por Ben Shelton (6). 

Pelo lado do sérvio, foi a segunda vez em que começou vencendo por dois sets a zero e perdeu a partida em um Grand Slam. A última vez ocorreu em 2010 quando perdeu para Jurgen Melzer por 3/2, também no Roland Garros. Além disso, foi a partida mais longa disputada por Djokovic em Roland Garros, sendo de 4h53 minutos. Antes deste, a mais longa durou 4h38 contra o argentino Cereúndulo.

João Fonseca avançou para as quartas de final, que não tinham participação brasileira desde desde 2004, com Gustavo Kierten. O carioca irá enfrentar o dinamarquês Casper Ruud, número 16 do ranking da ATP, pela quarta rodada do Roland Garros, no domingo (31), não antes das 15h15 pelo horário de Brasília (possíveis atrasos nas partidas anteriores, por isso sem a definição exata de horário)
 

Fórmula 1 anuncia retorno da categoria à cidade do pecado.
por
Lucas G. Azevedo
|
02/04/2022 - 12h

Na noite da última quarta-feira (30), através de um evento online, a Fórmula 1 revelou o novo grande prêmio que irá integrar o calendário a partir de 2023. A categoria volta a Las Vegas após 41 anos e, a exemplo do que ocorreu em 1982, será a 3ª corrida a ser realizada nos EUA. Naquela temporada ocorreram os GPs de EUA-Oeste (Long Beach), Detroid e na própria Las Vegas (Caesar’s Palace). Enquanto no próximo ano serão disputadas corridas em Las Vegas, Miami e em Austin, Texas, local do GP dos EUA. 

O contrato para o novo GP, que começa em 2023, é de três anos com possibilidade de prorrogação.

A pista consiste num circuito de rua, com 6,12km de comprimento, sendo a terceira maior, apenas atras de Spa-Francorchamps (Bélgica) e Jedá (Arábia Saudita). Ela possui 14 curvas, 3 retas, 2 zonas de DRS, nas quais os pilotos podem acionar o Sistema de Redução de Arrasto para ultrapassagens mais seguras, e 50 voltas. A velocidade máxima estimada na pista é de 342km/h. O trajeto acontecerá nos arredores de Strip, onde se localizam os mais famosos cassinos e hotéis da cidade.

Circuito do GP de Las Vegas
Circuito do GP de Las Vegas
Foto: F1

A corrida será realizada no mês de novembro, próximo ao dia de Ação de Graças (25) durante a noite. De acordo com Stefano Domenicali, presidente da Formula One Group, a largada deve ser às 22h locais no sábado, ou 2h da manhã de domingo no horário de Brasília. 

Influência de técnicos portugueses e argentinos marca o futebol brasileiro em 2022
por
João Victor Tiusso
João Marcos Silva
Lucas Rossi
|
31/03/2022 - 12h

A vinda de cada vez mais treinadores estrangeiros para o Brasil está representando um processo único na história do futebol nacional. Além dos profissionais sul-americanos, que já eram bem populares entre os times locais, muitos técnicos portugueses estão se inserindo no mercado brasileiro, configurando um cenário mais diversificado e oferecendo novas perspectivas para o futebol nacional.

Essa tendência é recente e tem origem no sucesso do técnico português Jorge Jesus no Flamengo, com cinco títulos conquistados entre os anos de 2019 e 2020. Para efeito de comparação, na 38ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2012 não havia nenhum treinador estrangeiro entre os 20 times da Série A. Já em 2022, o campeonato deve iniciar com nove treinadores estrangeiros na primeira divisão, recorde histórico, sendo seis deles contratados nessa temporada, além de um treinador estrangeiro na segunda divisão, no Cruzeiro. Quanto às nacionalidades, portugueses e argentinos se destacam com quatro e três treinadores de cada país, respectivamente.

Para Leo Samaja, coordenador do curso para formação de treinadores da ATFA (Associação de treinadores do futebol argentino), o diferencial dos treinadores estrangeiros, especialmente os argentinos, está na formação: “Desde o ensino fundamental e médio, que é forte e rigoroso, os treinadores chegam à etapa formativa nos cursos de treinador com uma bagagem formativa e cultural muito consistente, claramente orientados ao estudo e entendendo este processo como prioritário. Uma vez nos cursos de treinador, o processo completo entrega ferramentas que são essenciais para o entendimento e posterior desempenho na profissão”. Samaja ainda compara o rigor da formação de treinadores na Argentina ao rigor exigido em outras profissões, como a advocacia e a medicina, dizendo que a formação de um treinador não pode ser encarada como “reuniões de café”.

Na visão de Alan Dotti, treinador do time sub-20 da Portuguesa, o diferencial dos profissionais estrangeiros está na forma como seus trabalhos são avaliados. “Não vejo muita diferença (na forma) de trabalho e sim uma maior estabilidade para os estrangeiros em comparação com os brasileiros, com ajuda da mídia que valoriza mais o que vem de fora”, diz Dotti, que também faz uma ressalva quanto às condições encontradas pelos treinadores estrangeiros usados como exemplo de sucesso: todos treinaram clubes grandes, com bons jogadores e encontraram boa estrutura física de trabalho.

Com quase 20 anos de carreira, o treinador português Eduardo Moreira concorda com Dotti que não há diferença na forma de trabalhar de estrangeiros e brasileiros, mas cita outro aspecto fundamental na formação de treinadores e que também tem influência direta nos métodos de cada profissional: o contexto social. “Claro que cada treinador é fruto da sociedade onde foi criado e viveu, logo a sua abordagem em relação a diferentes questões será sempre dependente dessas vivências. Se as nossas formações enquanto povo e cultura são diferentes, nós seremos diferentes e não tem mal nenhum nisso. Para ser um treinador de sucesso, é necessário que saibamos o que o contexto precisa. Isso exige uma preparação que vai além do que é só o jogo de futebol.”, afirma Moreira.

No Brasil, a formação de treinadores é oferecida pela CBF Academy, instituição educacional da CBF criada em 2016, mas que oferece cursos de treinadores desde 2009, ou seja, há 12 anos. Já na ATFA, são mais de 50 anos com o mesmo processo formativo, adaptado, corrigido e reorganizado com o passar do tempo, na tentativa de oferecer a melhor formação para seus alunos. “O processo pedagógico, o aperfeiçoamento das técnicas de estudo, leva tempo em amadurecer. Assim, com a transmissão e assimilação do conhecimento, pois o tempo da duração dos cursos faz total diferença. Não podemos pretender ensinar nem aprender em 10 dias o que é aprendido em um ano”, diz Samaja.

 

Evolução da chegada de técnicos estrangeiros ao futebol brasileiro desde 2012

 

MODERNOS VS ULTRAPASSADOS

Com a chegada dos treinadores estrangeiros ao Brasil, uma parcela da imprensa e dos torcedores passaram a resumir o movimento do mercado com a frase “os nossos profissionais estão ultrapassados”. Tanto Alan como Leo são unânimes sobre o assunto: essa afirmação é desrespeitosa com os profissionais do futebol. “Os treinadores brasileiros estão entre os que mais trabalham. O problema está nos dirigentes, que não oferecem jogadores de qualidade e nem tempo de trabalho para os treinadores brasileiros”, diz o treinador da Portuguesa.

Samaja levanta ainda alguns aspectos que poderiam ser discutidos pela imprensa na tentativa de melhorar a formação dos treinadores brasileiros, fugindo daquilo que ele considera uma desqualificação aos profissionais do país: “O que deve ser discutido é o acesso e a qualidade da formação no país, a exigência no processo formativo, se existem filtros ou facilidades para uns, assim como barreiras ou proibições para outros. Devemos primeiro entender e definir a prioridade que tem a formação na profissão para, posteriormente, exigir que a rigorosidade formativa esteja à altura dos maiores centros formativos do mundo (Argentina, Espanha e Portugal, por exemplo)”.

O coordenador da ATFA ainda aponta sua preocupação com a etiqueta colocada nos profissionais estrangeiros que vêm trabalhar no Brasil: “No país se fala dos treinadores brasileiros e dos gringos. Em nenhuma parte do mundo existe essa discussão, muito menos essa etiqueta que se aproxima muito de um comportamento xenófobo. Imaginemos se na China, na Tailândia, ou antigamente nos países árabes, essa onda do estrangeiro fosse voltada contra os treinadores brasileiros que têm maior participação nesses mercados”.

Em Portugal, como destaca Moreira, há uma visão de aprendizado mútuo com o intercâmbio entre treinadores brasileiros e portugueses: “Eu não vejo um português chegar ao Brasil como um estrangeiro e vice-versa. Nós temos mais coisas que nos aproximam do que nos afastam, simplesmente estamos a olhar de uma outra perspectiva. O nosso jogo é diferente, o nosso treino é diferente, a nossa gestão é diferente, mas a competência não”.

 

O FUTURO

Com o mercado mais aberto do que nunca, a pergunta que se faz no meio do futebol é se essa tendência veio para ficar ou se é algo passageiro. Para Dotti, trata-se de um momento que o futebol atravessa e defende mais oportunidades para jovens treinadores brasileiros: “Os jovens promissores poderiam ter mais chances de trabalho, mas infelizmente, apenas seu trabalho não é suficiente para garantir essas oportunidades em muitas das vezes no nosso futebol”.

Por fim, Samaja prevê dificuldades para os profissionais brasileiros do mercado caso não haja uma mudança na maneira de encarar os novos conhecimentos existentes no futebol do exterior e que tem chegado ao nosso país. “No Brasil se percebe uma onda de pretender negar o conhecimento de fora, fechar as portas e blindar o mercado local fazendo de conta que o de fora não serve e aqui é o berço do futebol. Até não mudar essa visão, até não aceitarem e reconhecerem que lá fora também existem alternativas para agregar na evolução, esse nojo pelo estrangeiro acabará só isolando o profissional brasileiro do mercado internacional, assim como da qualidade do mercado local”.

A luta e as polêmicas do E.C. Taubaté no Campeonato Paulista Série A2 2022
por
Gabriel Tuma
Maria Luiza Costa
Sara Gouvêa
|
28/03/2022 - 12h

 

A temporada do Esporte Clube Taubaté começou bem antes da bola rolar, após a última partida disputada na Copa Paulista 2021, o Clube contratou 27 jogadores, sendo o goleiro Felipe (Ex Corinthians) o mais conhecido e promoveu 10 atletas das categorias de base para o time principal. Tamanho investimento trouxe consigo uma expectativa enorme para a torcida, entretanto isso não passou de um sonho do torcedor do Burro.

Os três primeiros jogos renderam ao time somente dois pontos, não somente isso, mas o time não parecia preparado corretamente para as partidas, após um empate por 1x1, o técnico Douglas Leite foi demitido do cargo, sendo substituído por Marcelo Martelotte, um treinador já conhecido pelo torcedor alvi-azul.

Com a mudança, o otimismo cresceu, e na segunda partida sob o comando do novo técnico, veio a primeira vitória, um 4x3 contra o frágil Red Bull Brasil. Entretanto, uma nova vitória só viria a ocorrer novamente na décima primeira rodada, contra o também frágil Audax, de Osasco. Ao todo, o Taubaté somou 13 pontos em 15 partidas, tendo um total de 2 vitórias, 7 empates e 6 derrotas, amargando um 14° lugar e mais uma vez brigando para não cair para a série A3 do campeonato paulista.

Em entrevista realizada antes do final do campeonato, com o presidente da torcida organizada “Os Jecas”, o torcedor expressa o que espera que seja feito a partir de agora “Pós campeonato, espero que ainda na A2, seja feita a limpa no clube e que dias melhores venham”.

 

A presidência e sua crise

 

O momento que o time se encontra é resultado de diversos problemas envolvendo sua atual diretoria.  O presidente Gilson Rezende (conhecido como Gilsinho) foi eleito em 2019 para seu segundo mandato, esse dura até agosto de 2022. Sua chapa não teve concorrentes e foi composta por Hélio Marcondes – presidente do time em 2015 – como primeiro vice, Marcos Ortizes como segundo vice e Fábio Antunes como vice-presidente financeiro. Mesmo não sendo um grupo político, o grupo que está a frente do time é o mesmo desde 2015, foi campeão da A3 e obteve boas campanhas na A2, porém desde 2020 a situação do time vem piorando progressivamente.

O grupo acabou ‘rachando’, e deste modo Gilsinho se isolou na diretoria e se tornou o principal culpado pela campanha atual, mesmo assim o resto da diretoria também tem culpa, principalmente o dirigente de futebol Eduardo Alves, que acabou sendo demitido do time no dia 22 de março deste ano após péssimo desempenho na série A2 do Campeonato Paulista. 

O namoro do Gilsinho com a rival do prefeito, Loreny Mayara Caetano Roberto, em exercício é um dos agravantes de toda essa situação, isso acabou afetando o time de formas absurdas como conta o presidente da torcida organizada “Não dá para julgar o então prefeito, que fechou a torneira financeira, quando soube do namoro do Gilson com sua rival política”.

Outro fato que vem fazendo a relação do presidente com a torcida piorar, é o ex-jogador ser considerado um ídolo, “Por mais que seja o último ídolo contemporâneo, ele e ninguém é maior que o Esporte Clube Taubaté'' disse o representante dos ‘Jecas’ que conversou conosco.

Com o peso de ser ídolo, muita expectativa foi depositada no Gilsinho, que foi visto como uma pessoa que iria manter a honra do time. Com o tempo isso acabou não acontecendo, inclusive, o presidente dos “Jecas” admite que ser ídolo fez com que muitas coisas fossem ignoradas e que isso foi um erro “Chegou a um ponto que não dava mais, tinha que ser tomado uma atitude radical com relação a isso, por isso as cobranças fortes e a queima de sua bandeira”.

 

Loreny Mayara nas Redes Sociais

O presidente do Esporte Clube Taubaté, Gilsinho, que já não estava agradando os torcedores, fato que se agravou ainda mais negativamente quando sua namorada, Loreny, foi às redes sociais da própria torcida dar sua opinião sobre os últimos acontecimentos. Segundo a torcida, ela não só exaltou as decisões do presidente, que têm sido duramente criticadas, como também diminuiu a própria torcida do clube, que ficou ainda mais furiosa.

A página oficial da torcida no Instagram, “Os Jecas”, conta sobre as insatisfações dos torcedores de forma geral e cita a atitude de Loreny, “ela foi tentar apagar o incêndio com gasolina”, consequentemente o sentimento de decepção e a raiva só aumentaram. Eles também comentam que ela, como figura política, só prejudicou sua própria imagem indo na página tecer comentários que não os agradam.

 

Nota à imprensa

No dia 28 de março de 2022, o presidente Gilson Rezende e o vice-presidente Hélio Marcondes pediram afastamento de 90 dias das funções exercidas respectivamente, Gilson alega problemas pessoais e Hélio alega estar montando uma candidatura para a próxima eleição do clube. Assume o cargo de forma interina o “terceiro na linha sucessória”, Marcus Querido.

“Enquanto houver desigualdade, teremos que recorrer às leis” afirma historiadora Aira Bonfim
por
Clara Maia
Flavia Cury
Larissa Soler
|
29/03/2022 - 12h

O projeto de lei 321/2021 tem como ementa proibir o custeio com recursos públicos - em âmbito federal - iniciativas que não garantam entre atletas homens e mulheres valores iguais em competições e premiações esportivas. O descumprimento da medida sujeitará à multa no valor de 5 mil reais a 200 mil reais, que serão depositados em prol dos fundos de assistência à mulher no governo federal.

Brazuca, usada na copa de 2014
Brazuca, usada na copa de 2014 e exposta no Museu do Futebol. Foto: Flavia Cury

A autora da proposta foi a deputada Rosangela Gomes dos Republicanos-RJ. Em seu depoimento Gomes diz “Não se pode conceber a discriminação contra a mulher”. O projeto de lei foi aprovado pela câmara dos deputados no começo do mês de março de 2022 e aguarda a votação no senado federal.  

Segundo Aira Bonfim, historiadora do esporte, há outras iniciativas recentes que vem tentando equiparar as premiações, como no Mato Grosso do Sul onde uma proposta parecida já está em vigor e o próprio projeto atual que transita na câmara, desde 2016 com pequenas mudanças. “A diferença agora é que você tem um compromisso, onde qualquer evento esportivo que tem algum vínculo com o estado - direto ou indireto - , o recurso destinado para essa premiação ou mesmo um local público que receba o evento, vai receber esse tipo de premiação.”  

Para ela, essa pauta já está percorrendo os corredores de Brasília, já é uma vitória “A PL não vai resolver todos os problemas do dia para a noite, mas permite que nós conversemos mais sobre isso.” Bonfim ainda completa que essas desigualdades encontradas em diferentes modalidades, principalmente no futebol, sempre foram vistas como naturais e que nos últimos anos isso está sendo observado com mais clareza “Apesar de estarmos vivendo um governo muito conservador nos seus costumes, estamos conseguindo falar disso com mais clareza. A importância dessa lei está nesse sentido, percebemos que o estado, como um órgão que pode gerar exemplos, está fazendo a parte dele.”   

Relembrando da seleção feminina dos Estados Unidos, que em uma disputa por mais de seis anos, conseguiram equiparar os valores dos salários com os da equipe masculina, Bonfim comenta que o caso gerou impacto em escala mundial. Porém, é importante recordar dos fatos nacionais como os de ex-atletas que entraram na política buscando igualdade no esporte, “Um exemplo disso foi a Leila Barros, que foi jogadora de vôlei por 20 anos e era uma das redatoras desse projeto – de 2016 -”. A historiadora afirma que a pauta ser discutida amplamente e gerar visibilidade, mesmo com tantos desafios, já é uma vitória: "Na copa de 2014 masculina, o valor da premiação da FIFA foi cerca de 440 milhões de dólares, já na copa de 2015 feminina o valor foi de 15 milhões. Os Estados Unidos, eles levantaram não só a bandeira, mas entraram na justiça porque estava errado. Era necessária essa luta”.   

A pesquisadora enfatiza a importância do discurso voltado a uma visão feminista “Em 2015, de fato vai dar luz para esse problema das desigualdades em relação aos esportes, são as próprias mulheres, principalmente as mulheres militantes”. Bonfim ainda destaca que o momento histórico contribuiu para esse despertar “Com uma presidenta mulher, estaremos finalmente reconhecendo o feminicídio que ocorreu em 2015, que é o ano da Copa do Mundo feminina. São mulheres reconhecendo que elas não estão apoiando outras mulheres. Essa seleção onde elas nunca ouviram falar sobre um Paulista, um brasileiro de futebol. Então não é um problema de gênero, de orientação sexual, é muito mais grave”.  

Audioguia com colaboração de Aira Bonfim, exibido no Museu do Futebol. Foto: Flavia Cury
Audioguia com colaboração de Aira Bonfim, exibido no Museu do Futebol. Foto: Flavia Cury

Sobre as emissoras de televisão aberta estarem abrindo mais seu espaço para o futebol feminino, a historiadora conta que é importante lembrar que não são elas que estão na frente da luta por igualdade, mas que são uma contribuição importante “uma vez que você liga a televisão e passa a reconhecer o protagonismo de mulheres em qualquer competição”, e acrescenta “A gente está tendo isso no futebol feminino, mas veja quantas modalidades, ainda estão restritas ao universo de uma televisão paga ou de internet, etc.” Bonfim relembra que na década de 1990, a Bandeirantes já fazia transmissões de modalidades femininas, além de jornais que faziam a cobertura. “Esse movimento já esteve ascendente. Inclusive era muito mais tecnicamente completo dentro do jornalismo escrito. há um prejuízo ali nos anos 2000, algumas dificuldades e agora ressurge, porque ficou claro o interesse de consumo desses esportes, especificamente, o futebol.”  

A pesquisadora ainda relata um bom aspecto dessa nova onda de transmissões dos times femininos: "Estamos formando pessoas competentes para narrar, para falar, para conhecer o histórico dessas atletas.” Continua “esse tema passou a ser mais um que pode ser debatido publicamente, principalmente por maravilhosas personagens mulheres que têm falado tudo o que pensam, como a Ana Thaís Matos e a Renata Silveira”. Para Bonfim essa presença de mulheres nas transmissões é importante para se debater também a questão extracampo “você quer profissionalismo? Se queremos um alto rendimento de verdade, então teremos que melhorar essa questão”.  

Voltando a PL 321/2021, Bonfim apresenta um questionamento: O quanto essa lei conseguirá ser implementada em campeonatos que tenham parceria com órgãos particulares, “Não sei o quanto essa legislação consegue aferir sobre isso e evitar que estratégias de burlar a legislação aconteçam.” "Enquanto houver desigualdade, teremos que recorrer às leis. A gente vai ter que ir para as ruas, vamos ter que levantar as bandeiras", comenta a pesquisadora.  

Aira Bonfim
Aira Bonfim. Foto: Caroline Lima

Exemplo desta foi a Conmebol criando a lei onde, para se participar de campeonatos internacionais, o time deve ter o masculino e feminino profissionais. Bonfim dispara que a problemática é histórica e estrutural, torna-se necessário a criação de oportunidades de inserção feminina nesses espaços majoritariamente ditados como masculinos, “A criação de um time feminino dentro de um clube, de uma empresa que reconhecidamente é masculina, é um projeto de equiparidade, é um projeto de reparação histórica”.  

Aira Bonfim é produtora, pesquisadora e curadora. Mestre em História, Política e Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas e especialista em estudos brasileiros e linguagem das artes. Trabalhou por alguns anos no Museu do Futebol, e dentre as diversas exposições que tiveram sua contribuição, está o audioguia “Mulheres no Futebol”, exposta atualmente no museu e publicada no Spotify, na Apple e no Youtube. “É uma forma de homenagear personagens vivos e personagens que já não estão entre nós no agora, que é a quando esse tema está mais exaurido.” 

 

Celebre a vitória com nossas meninas.
Celebre a vitória com nossas meninas. Foto: Flavia Cury

 

 

Após anos no papel de coadjuvante, a Ferrari, parece estar, finalmente, de volta ao protagonismo da Fórmula 1; A surpresa fica com a Red Bull que sai sem pontos na 1a. etapa da temporada.
por
Henri Alexandre
|
20/03/2022 - 12h

A Ferrari voltou. Depois de muitos anos, os torcedores da Fórmula 1 finalmente podem falar e escrever essa frase sobre a maior equipe da história da categoria.

A Scuderia conquistou uma dobradinha acachapante neste domingo, no GP do Bahrein, com Charles Leclerc em 1° lugar e Carlos Sainz em 2°. Esse fato não acontecia desde a etapa de Singapura, em 2019, quando Sebastian Vettel conquistou a vitória e o mesmo Leclerc terminou em segundo.

Entretanto, diferentemente da etapa de 2019, onde a equipe não era favorita, o triunfo deste ano mostrou que a Ferrari tem tudo para ser a primeira força do circuito dessa temporada.

Leclerc vitoria

A CORRIDA


O Grande Prêmio do Bahrein começou com Charles Leclerc largando na Pole Position, acompanhado pelo atual campeão, Max Verstappen, na segunda posição. Carlos Sainz e Sérgio Perez completaram a segunda fila.

Desde o começo da prova, a Ferrari já demonstrou um grande desempenho. A equipe abriu vantagem em relação à Red Bull no começo da corrida e seguia tranquilamente na liderança.

As coisas mudaram quando Verstappen foi para o box, Charles Leclerc o acompanhou e diferença entre ambos diminuiu. Nas voltas seguintes, os pilotos travaram uma batalha de tirar o fôlego de todos que estavam acompanhando a corrida.

Leclerc x Verstappen

Três trocas de liderança entre os pilotos, roda com roda, freadas bruscas. Emoção à flor da pele. Depois de muita luta, Leclerc conseguiu superar o atual campeão e se manteve na liderança da corrida.


SAFETY CAR

A emoção voltou à pista quando o carro do piloto da Alpha Tauri, Pierry Gasly, pegou fogo e fez o Safety Car entrar em cena. Isso fez com que a vantagem que Leclerc tinha construído durante a corrida diminuísse novamente.

Gasly fogo
Era esperada mais um disputa de tirar o fôlego entre o piloto da Ferrari e Max Verstappen, entretanto não foi isso que aconteceu. Logo que a corrida recomeçou, Charles Leclerc abriu vantagem em relação ao atual campeão e Verstappen teve que se preocupar com outro ferrarista que estava na sua cola: Carlos Sainz.

Depois de algumas voltas de disputa, Sainz conseguiu ultrapassar Verstappen e assumiu a segunda posição. O atual campeão, por sua vez, teve que abandonar a corrida após a ultrapassagem, pois também já estava sofrendo com problemas no carro. Um péssimo dia para a Red Bull.

Sainz x Verstappen


A DECEPÇÃO

A decepção deste domingo ficou justamente com a Red Bull. A equipe, que tem carros visivelmente rápidos, sofreu com problemas de funcionamento deles nesse domingo. Três pilotos que tem o motor Red Bull abandonaram a corrida.

Verstappen, com problemas de direção, perdeu a chance de pontuar; Gasly viu seu carro pegar fogo enquanto dirigia; e Pérez teve seu carro desligando subitamente durante a disputa pelo terceiro lugar com Lewis Hamilton. O unico que se salvou foi o japonês Yuki Tsunoda, que terminou a corrida em 9° lugar. Sinal de alerta está ligado na garagem taurina.

Verstappen abandona
Max Verstappen abandona o GP do Bahrein após problema no carro


AS SURPRESAS

Atual octacampeã de construtores da Fórmula 1, a Mercedes começou a temporada com um carro deficitário. Porém, mesmo com os visíveis problemas na aceleração, a equipe conquistou, com grande ajuda da Red Bull, um pódio importante com o heptacampeão Sir Lewis Hamilton e um quarto lugar com George Russel.

Hamilton pódio


A Mercedes já admitiu que não tem carro para competir com Ferrari e Red Bull neste momento. Com problemas no motor e em velocidade de reta, a equipe alemã tem muito a trabalhar, mas esses pontos no Bahrein deixam a equipe viva para o restante da temporada.

Outra surpresa dessa etapa foi a Hass. A equipe que há dois anos amargurava o título de "pior carro do grid", parece que finalmente conseguiu encontrar um bom carro. A equipe conquistou um ótimo quinto lugar com Kevin Magnussen e já conquistou mais pontos do que havia conquistado nas duas últimas temporadas. É um time para ficar de olho em 2022.

Hass comemoração


A PRÓXIMA ETAPA

A Fórmula 1 volta às pistas na próxima semana, dia 27, no Grande Prêmio da Arábia Saudita. Os carros darão a largada às 14h, no horário de Brasília.