Na noite da última quarta-feira (30), através de um evento online, a Fórmula 1 revelou o novo grande prêmio que irá integrar o calendário a partir de 2023. A categoria volta a Las Vegas após 41 anos e, a exemplo do que ocorreu em 1982, será a 3ª corrida a ser realizada nos EUA. Naquela temporada ocorreram os GPs de EUA-Oeste (Long Beach), Detroid e na própria Las Vegas (Caesar’s Palace). Enquanto no próximo ano serão disputadas corridas em Las Vegas, Miami e em Austin, Texas, local do GP dos EUA.
O contrato para o novo GP, que começa em 2023, é de três anos com possibilidade de prorrogação.
A pista consiste num circuito de rua, com 6,12km de comprimento, sendo a terceira maior, apenas atras de Spa-Francorchamps (Bélgica) e Jedá (Arábia Saudita). Ela possui 14 curvas, 3 retas, 2 zonas de DRS, nas quais os pilotos podem acionar o Sistema de Redução de Arrasto para ultrapassagens mais seguras, e 50 voltas. A velocidade máxima estimada na pista é de 342km/h. O trajeto acontecerá nos arredores de Strip, onde se localizam os mais famosos cassinos e hotéis da cidade.
Foto: F1
A corrida será realizada no mês de novembro, próximo ao dia de Ação de Graças (25) durante a noite. De acordo com Stefano Domenicali, presidente da Formula One Group, a largada deve ser às 22h locais no sábado, ou 2h da manhã de domingo no horário de Brasília.
A vinda de cada vez mais treinadores estrangeiros para o Brasil está representando um processo único na história do futebol nacional. Além dos profissionais sul-americanos, que já eram bem populares entre os times locais, muitos técnicos portugueses estão se inserindo no mercado brasileiro, configurando um cenário mais diversificado e oferecendo novas perspectivas para o futebol nacional.
Essa tendência é recente e tem origem no sucesso do técnico português Jorge Jesus no Flamengo, com cinco títulos conquistados entre os anos de 2019 e 2020. Para efeito de comparação, na 38ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2012 não havia nenhum treinador estrangeiro entre os 20 times da Série A. Já em 2022, o campeonato deve iniciar com nove treinadores estrangeiros na primeira divisão, recorde histórico, sendo seis deles contratados nessa temporada, além de um treinador estrangeiro na segunda divisão, no Cruzeiro. Quanto às nacionalidades, portugueses e argentinos se destacam com quatro e três treinadores de cada país, respectivamente.
Para Leo Samaja, coordenador do curso para formação de treinadores da ATFA (Associação de treinadores do futebol argentino), o diferencial dos treinadores estrangeiros, especialmente os argentinos, está na formação: “Desde o ensino fundamental e médio, que é forte e rigoroso, os treinadores chegam à etapa formativa nos cursos de treinador com uma bagagem formativa e cultural muito consistente, claramente orientados ao estudo e entendendo este processo como prioritário. Uma vez nos cursos de treinador, o processo completo entrega ferramentas que são essenciais para o entendimento e posterior desempenho na profissão”. Samaja ainda compara o rigor da formação de treinadores na Argentina ao rigor exigido em outras profissões, como a advocacia e a medicina, dizendo que a formação de um treinador não pode ser encarada como “reuniões de café”.
Na visão de Alan Dotti, treinador do time sub-20 da Portuguesa, o diferencial dos profissionais estrangeiros está na forma como seus trabalhos são avaliados. “Não vejo muita diferença (na forma) de trabalho e sim uma maior estabilidade para os estrangeiros em comparação com os brasileiros, com ajuda da mídia que valoriza mais o que vem de fora”, diz Dotti, que também faz uma ressalva quanto às condições encontradas pelos treinadores estrangeiros usados como exemplo de sucesso: todos treinaram clubes grandes, com bons jogadores e encontraram boa estrutura física de trabalho.
Com quase 20 anos de carreira, o treinador português Eduardo Moreira concorda com Dotti que não há diferença na forma de trabalhar de estrangeiros e brasileiros, mas cita outro aspecto fundamental na formação de treinadores e que também tem influência direta nos métodos de cada profissional: o contexto social. “Claro que cada treinador é fruto da sociedade onde foi criado e viveu, logo a sua abordagem em relação a diferentes questões será sempre dependente dessas vivências. Se as nossas formações enquanto povo e cultura são diferentes, nós seremos diferentes e não tem mal nenhum nisso. Para ser um treinador de sucesso, é necessário que saibamos o que o contexto precisa. Isso exige uma preparação que vai além do que é só o jogo de futebol.”, afirma Moreira.
No Brasil, a formação de treinadores é oferecida pela CBF Academy, instituição educacional da CBF criada em 2016, mas que oferece cursos de treinadores desde 2009, ou seja, há 12 anos. Já na ATFA, são mais de 50 anos com o mesmo processo formativo, adaptado, corrigido e reorganizado com o passar do tempo, na tentativa de oferecer a melhor formação para seus alunos. “O processo pedagógico, o aperfeiçoamento das técnicas de estudo, leva tempo em amadurecer. Assim, com a transmissão e assimilação do conhecimento, pois o tempo da duração dos cursos faz total diferença. Não podemos pretender ensinar nem aprender em 10 dias o que é aprendido em um ano”, diz Samaja.

MODERNOS VS ULTRAPASSADOS
Com a chegada dos treinadores estrangeiros ao Brasil, uma parcela da imprensa e dos torcedores passaram a resumir o movimento do mercado com a frase “os nossos profissionais estão ultrapassados”. Tanto Alan como Leo são unânimes sobre o assunto: essa afirmação é desrespeitosa com os profissionais do futebol. “Os treinadores brasileiros estão entre os que mais trabalham. O problema está nos dirigentes, que não oferecem jogadores de qualidade e nem tempo de trabalho para os treinadores brasileiros”, diz o treinador da Portuguesa.
Samaja levanta ainda alguns aspectos que poderiam ser discutidos pela imprensa na tentativa de melhorar a formação dos treinadores brasileiros, fugindo daquilo que ele considera uma desqualificação aos profissionais do país: “O que deve ser discutido é o acesso e a qualidade da formação no país, a exigência no processo formativo, se existem filtros ou facilidades para uns, assim como barreiras ou proibições para outros. Devemos primeiro entender e definir a prioridade que tem a formação na profissão para, posteriormente, exigir que a rigorosidade formativa esteja à altura dos maiores centros formativos do mundo (Argentina, Espanha e Portugal, por exemplo)”.
O coordenador da ATFA ainda aponta sua preocupação com a etiqueta colocada nos profissionais estrangeiros que vêm trabalhar no Brasil: “No país se fala dos treinadores brasileiros e dos gringos. Em nenhuma parte do mundo existe essa discussão, muito menos essa etiqueta que se aproxima muito de um comportamento xenófobo. Imaginemos se na China, na Tailândia, ou antigamente nos países árabes, essa onda do estrangeiro fosse voltada contra os treinadores brasileiros que têm maior participação nesses mercados”.
Em Portugal, como destaca Moreira, há uma visão de aprendizado mútuo com o intercâmbio entre treinadores brasileiros e portugueses: “Eu não vejo um português chegar ao Brasil como um estrangeiro e vice-versa. Nós temos mais coisas que nos aproximam do que nos afastam, simplesmente estamos a olhar de uma outra perspectiva. O nosso jogo é diferente, o nosso treino é diferente, a nossa gestão é diferente, mas a competência não”.
O FUTURO
Com o mercado mais aberto do que nunca, a pergunta que se faz no meio do futebol é se essa tendência veio para ficar ou se é algo passageiro. Para Dotti, trata-se de um momento que o futebol atravessa e defende mais oportunidades para jovens treinadores brasileiros: “Os jovens promissores poderiam ter mais chances de trabalho, mas infelizmente, apenas seu trabalho não é suficiente para garantir essas oportunidades em muitas das vezes no nosso futebol”.
Por fim, Samaja prevê dificuldades para os profissionais brasileiros do mercado caso não haja uma mudança na maneira de encarar os novos conhecimentos existentes no futebol do exterior e que tem chegado ao nosso país. “No Brasil se percebe uma onda de pretender negar o conhecimento de fora, fechar as portas e blindar o mercado local fazendo de conta que o de fora não serve e aqui é o berço do futebol. Até não mudar essa visão, até não aceitarem e reconhecerem que lá fora também existem alternativas para agregar na evolução, esse nojo pelo estrangeiro acabará só isolando o profissional brasileiro do mercado internacional, assim como da qualidade do mercado local”.
A temporada do Esporte Clube Taubaté começou bem antes da bola rolar, após a última partida disputada na Copa Paulista 2021, o Clube contratou 27 jogadores, sendo o goleiro Felipe (Ex Corinthians) o mais conhecido e promoveu 10 atletas das categorias de base para o time principal. Tamanho investimento trouxe consigo uma expectativa enorme para a torcida, entretanto isso não passou de um sonho do torcedor do Burro.
Os três primeiros jogos renderam ao time somente dois pontos, não somente isso, mas o time não parecia preparado corretamente para as partidas, após um empate por 1x1, o técnico Douglas Leite foi demitido do cargo, sendo substituído por Marcelo Martelotte, um treinador já conhecido pelo torcedor alvi-azul.
Com a mudança, o otimismo cresceu, e na segunda partida sob o comando do novo técnico, veio a primeira vitória, um 4x3 contra o frágil Red Bull Brasil. Entretanto, uma nova vitória só viria a ocorrer novamente na décima primeira rodada, contra o também frágil Audax, de Osasco. Ao todo, o Taubaté somou 13 pontos em 15 partidas, tendo um total de 2 vitórias, 7 empates e 6 derrotas, amargando um 14° lugar e mais uma vez brigando para não cair para a série A3 do campeonato paulista.
Em entrevista realizada antes do final do campeonato, com o presidente da torcida organizada “Os Jecas”, o torcedor expressa o que espera que seja feito a partir de agora “Pós campeonato, espero que ainda na A2, seja feita a limpa no clube e que dias melhores venham”.
A presidência e sua crise
O momento que o time se encontra é resultado de diversos problemas envolvendo sua atual diretoria. O presidente Gilson Rezende (conhecido como Gilsinho) foi eleito em 2019 para seu segundo mandato, esse dura até agosto de 2022. Sua chapa não teve concorrentes e foi composta por Hélio Marcondes – presidente do time em 2015 – como primeiro vice, Marcos Ortizes como segundo vice e Fábio Antunes como vice-presidente financeiro. Mesmo não sendo um grupo político, o grupo que está a frente do time é o mesmo desde 2015, foi campeão da A3 e obteve boas campanhas na A2, porém desde 2020 a situação do time vem piorando progressivamente.
O grupo acabou ‘rachando’, e deste modo Gilsinho se isolou na diretoria e se tornou o principal culpado pela campanha atual, mesmo assim o resto da diretoria também tem culpa, principalmente o dirigente de futebol Eduardo Alves, que acabou sendo demitido do time no dia 22 de março deste ano após péssimo desempenho na série A2 do Campeonato Paulista.
O namoro do Gilsinho com a rival do prefeito, Loreny Mayara Caetano Roberto, em exercício é um dos agravantes de toda essa situação, isso acabou afetando o time de formas absurdas como conta o presidente da torcida organizada “Não dá para julgar o então prefeito, que fechou a torneira financeira, quando soube do namoro do Gilson com sua rival política”.
Outro fato que vem fazendo a relação do presidente com a torcida piorar, é o ex-jogador ser considerado um ídolo, “Por mais que seja o último ídolo contemporâneo, ele e ninguém é maior que o Esporte Clube Taubaté'' disse o representante dos ‘Jecas’ que conversou conosco.
Com o peso de ser ídolo, muita expectativa foi depositada no Gilsinho, que foi visto como uma pessoa que iria manter a honra do time. Com o tempo isso acabou não acontecendo, inclusive, o presidente dos “Jecas” admite que ser ídolo fez com que muitas coisas fossem ignoradas e que isso foi um erro “Chegou a um ponto que não dava mais, tinha que ser tomado uma atitude radical com relação a isso, por isso as cobranças fortes e a queima de sua bandeira”.
Loreny Mayara nas Redes Sociais
O presidente do Esporte Clube Taubaté, Gilsinho, que já não estava agradando os torcedores, fato que se agravou ainda mais negativamente quando sua namorada, Loreny, foi às redes sociais da própria torcida dar sua opinião sobre os últimos acontecimentos. Segundo a torcida, ela não só exaltou as decisões do presidente, que têm sido duramente criticadas, como também diminuiu a própria torcida do clube, que ficou ainda mais furiosa.
A página oficial da torcida no Instagram, “Os Jecas”, conta sobre as insatisfações dos torcedores de forma geral e cita a atitude de Loreny, “ela foi tentar apagar o incêndio com gasolina”, consequentemente o sentimento de decepção e a raiva só aumentaram. Eles também comentam que ela, como figura política, só prejudicou sua própria imagem indo na página tecer comentários que não os agradam.
Nota à imprensa
No dia 28 de março de 2022, o presidente Gilson Rezende e o vice-presidente Hélio Marcondes pediram afastamento de 90 dias das funções exercidas respectivamente, Gilson alega problemas pessoais e Hélio alega estar montando uma candidatura para a próxima eleição do clube. Assume o cargo de forma interina o “terceiro na linha sucessória”, Marcus Querido.
O projeto de lei 321/2021 tem como ementa proibir o custeio com recursos públicos - em âmbito federal - iniciativas que não garantam entre atletas homens e mulheres valores iguais em competições e premiações esportivas. O descumprimento da medida sujeitará à multa no valor de 5 mil reais a 200 mil reais, que serão depositados em prol dos fundos de assistência à mulher no governo federal.
A autora da proposta foi a deputada Rosangela Gomes dos Republicanos-RJ. Em seu depoimento Gomes diz “Não se pode conceber a discriminação contra a mulher”. O projeto de lei foi aprovado pela câmara dos deputados no começo do mês de março de 2022 e aguarda a votação no senado federal.
Segundo Aira Bonfim, historiadora do esporte, há outras iniciativas recentes que vem tentando equiparar as premiações, como no Mato Grosso do Sul onde uma proposta parecida já está em vigor e o próprio projeto atual que transita na câmara, desde 2016 com pequenas mudanças. “A diferença agora é que você tem um compromisso, onde qualquer evento esportivo que tem algum vínculo com o estado - direto ou indireto - , o recurso destinado para essa premiação ou mesmo um local público que receba o evento, vai receber esse tipo de premiação.”
Para ela, essa pauta já está percorrendo os corredores de Brasília, já é uma vitória “A PL não vai resolver todos os problemas do dia para a noite, mas permite que nós conversemos mais sobre isso.” Bonfim ainda completa que essas desigualdades encontradas em diferentes modalidades, principalmente no futebol, sempre foram vistas como naturais e que nos últimos anos isso está sendo observado com mais clareza “Apesar de estarmos vivendo um governo muito conservador nos seus costumes, estamos conseguindo falar disso com mais clareza. A importância dessa lei está nesse sentido, percebemos que o estado, como um órgão que pode gerar exemplos, está fazendo a parte dele.”
Relembrando da seleção feminina dos Estados Unidos, que em uma disputa por mais de seis anos, conseguiram equiparar os valores dos salários com os da equipe masculina, Bonfim comenta que o caso gerou impacto em escala mundial. Porém, é importante recordar dos fatos nacionais como os de ex-atletas que entraram na política buscando igualdade no esporte, “Um exemplo disso foi a Leila Barros, que foi jogadora de vôlei por 20 anos e era uma das redatoras desse projeto – de 2016 -”. A historiadora afirma que a pauta ser discutida amplamente e gerar visibilidade, mesmo com tantos desafios, já é uma vitória: "Na copa de 2014 masculina, o valor da premiação da FIFA foi cerca de 440 milhões de dólares, já na copa de 2015 feminina o valor foi de 15 milhões. Os Estados Unidos, eles levantaram não só a bandeira, mas entraram na justiça porque estava errado. Era necessária essa luta”.
A pesquisadora enfatiza a importância do discurso voltado a uma visão feminista “Em 2015, de fato vai dar luz para esse problema das desigualdades em relação aos esportes, são as próprias mulheres, principalmente as mulheres militantes”. Bonfim ainda destaca que o momento histórico contribuiu para esse despertar “Com uma presidenta mulher, estaremos finalmente reconhecendo o feminicídio que ocorreu em 2015, que é o ano da Copa do Mundo feminina. São mulheres reconhecendo que elas não estão apoiando outras mulheres. Essa seleção onde elas nunca ouviram falar sobre um Paulista, um brasileiro de futebol. Então não é um problema de gênero, de orientação sexual, é muito mais grave”.
Sobre as emissoras de televisão aberta estarem abrindo mais seu espaço para o futebol feminino, a historiadora conta que é importante lembrar que não são elas que estão na frente da luta por igualdade, mas que são uma contribuição importante “uma vez que você liga a televisão e passa a reconhecer o protagonismo de mulheres em qualquer competição”, e acrescenta “A gente está tendo isso no futebol feminino, mas veja quantas modalidades, ainda estão restritas ao universo de uma televisão paga ou de internet, etc.” Bonfim relembra que na década de 1990, a Bandeirantes já fazia transmissões de modalidades femininas, além de jornais que faziam a cobertura. “Esse movimento já esteve ascendente. Inclusive era muito mais tecnicamente completo dentro do jornalismo escrito. há um prejuízo ali nos anos 2000, algumas dificuldades e agora ressurge, porque ficou claro o interesse de consumo desses esportes, especificamente, o futebol.”
A pesquisadora ainda relata um bom aspecto dessa nova onda de transmissões dos times femininos: "Estamos formando pessoas competentes para narrar, para falar, para conhecer o histórico dessas atletas.” Continua “esse tema passou a ser mais um que pode ser debatido publicamente, principalmente por maravilhosas personagens mulheres que têm falado tudo o que pensam, como a Ana Thaís Matos e a Renata Silveira”. Para Bonfim essa presença de mulheres nas transmissões é importante para se debater também a questão extracampo “você quer profissionalismo? Se queremos um alto rendimento de verdade, então teremos que melhorar essa questão”.
Voltando a PL 321/2021, Bonfim apresenta um questionamento: O quanto essa lei conseguirá ser implementada em campeonatos que tenham parceria com órgãos particulares, “Não sei o quanto essa legislação consegue aferir sobre isso e evitar que estratégias de burlar a legislação aconteçam.” "Enquanto houver desigualdade, teremos que recorrer às leis. A gente vai ter que ir para as ruas, vamos ter que levantar as bandeiras", comenta a pesquisadora.
Exemplo desta foi a Conmebol criando a lei onde, para se participar de campeonatos internacionais, o time deve ter o masculino e feminino profissionais. Bonfim dispara que a problemática é histórica e estrutural, torna-se necessário a criação de oportunidades de inserção feminina nesses espaços majoritariamente ditados como masculinos, “A criação de um time feminino dentro de um clube, de uma empresa que reconhecidamente é masculina, é um projeto de equiparidade, é um projeto de reparação histórica”.
Aira Bonfim é produtora, pesquisadora e curadora. Mestre em História, Política e Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas e especialista em estudos brasileiros e linguagem das artes. Trabalhou por alguns anos no Museu do Futebol, e dentre as diversas exposições que tiveram sua contribuição, está o audioguia “Mulheres no Futebol”, exposta atualmente no museu e publicada no Spotify, na Apple e no Youtube. “É uma forma de homenagear personagens vivos e personagens que já não estão entre nós no agora, que é a quando esse tema está mais exaurido.”
A Ferrari voltou. Depois de muitos anos, os torcedores da Fórmula 1 finalmente podem falar e escrever essa frase sobre a maior equipe da história da categoria.
A Scuderia conquistou uma dobradinha acachapante neste domingo, no GP do Bahrein, com Charles Leclerc em 1° lugar e Carlos Sainz em 2°. Esse fato não acontecia desde a etapa de Singapura, em 2019, quando Sebastian Vettel conquistou a vitória e o mesmo Leclerc terminou em segundo.
Entretanto, diferentemente da etapa de 2019, onde a equipe não era favorita, o triunfo deste ano mostrou que a Ferrari tem tudo para ser a primeira força do circuito dessa temporada.

A CORRIDA
O Grande Prêmio do Bahrein começou com Charles Leclerc largando na Pole Position, acompanhado pelo atual campeão, Max Verstappen, na segunda posição. Carlos Sainz e Sérgio Perez completaram a segunda fila.
Desde o começo da prova, a Ferrari já demonstrou um grande desempenho. A equipe abriu vantagem em relação à Red Bull no começo da corrida e seguia tranquilamente na liderança.
As coisas mudaram quando Verstappen foi para o box, Charles Leclerc o acompanhou e diferença entre ambos diminuiu. Nas voltas seguintes, os pilotos travaram uma batalha de tirar o fôlego de todos que estavam acompanhando a corrida.

Três trocas de liderança entre os pilotos, roda com roda, freadas bruscas. Emoção à flor da pele. Depois de muita luta, Leclerc conseguiu superar o atual campeão e se manteve na liderança da corrida.
SAFETY CAR
A emoção voltou à pista quando o carro do piloto da Alpha Tauri, Pierry Gasly, pegou fogo e fez o Safety Car entrar em cena. Isso fez com que a vantagem que Leclerc tinha construído durante a corrida diminuísse novamente.

Era esperada mais um disputa de tirar o fôlego entre o piloto da Ferrari e Max Verstappen, entretanto não foi isso que aconteceu. Logo que a corrida recomeçou, Charles Leclerc abriu vantagem em relação ao atual campeão e Verstappen teve que se preocupar com outro ferrarista que estava na sua cola: Carlos Sainz.
Depois de algumas voltas de disputa, Sainz conseguiu ultrapassar Verstappen e assumiu a segunda posição. O atual campeão, por sua vez, teve que abandonar a corrida após a ultrapassagem, pois também já estava sofrendo com problemas no carro. Um péssimo dia para a Red Bull.

A DECEPÇÃO
A decepção deste domingo ficou justamente com a Red Bull. A equipe, que tem carros visivelmente rápidos, sofreu com problemas de funcionamento deles nesse domingo. Três pilotos que tem o motor Red Bull abandonaram a corrida.
Verstappen, com problemas de direção, perdeu a chance de pontuar; Gasly viu seu carro pegar fogo enquanto dirigia; e Pérez teve seu carro desligando subitamente durante a disputa pelo terceiro lugar com Lewis Hamilton. O unico que se salvou foi o japonês Yuki Tsunoda, que terminou a corrida em 9° lugar. Sinal de alerta está ligado na garagem taurina.
AS SURPRESAS
Atual octacampeã de construtores da Fórmula 1, a Mercedes começou a temporada com um carro deficitário. Porém, mesmo com os visíveis problemas na aceleração, a equipe conquistou, com grande ajuda da Red Bull, um pódio importante com o heptacampeão Sir Lewis Hamilton e um quarto lugar com George Russel.

A Mercedes já admitiu que não tem carro para competir com Ferrari e Red Bull neste momento. Com problemas no motor e em velocidade de reta, a equipe alemã tem muito a trabalhar, mas esses pontos no Bahrein deixam a equipe viva para o restante da temporada.
Outra surpresa dessa etapa foi a Hass. A equipe que há dois anos amargurava o título de "pior carro do grid", parece que finalmente conseguiu encontrar um bom carro. A equipe conquistou um ótimo quinto lugar com Kevin Magnussen e já conquistou mais pontos do que havia conquistado nas duas últimas temporadas. É um time para ficar de olho em 2022.

A PRÓXIMA ETAPA
A Fórmula 1 volta às pistas na próxima semana, dia 27, no Grande Prêmio da Arábia Saudita. Os carros darão a largada às 14h, no horário de Brasília.