Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Com a craque Asisat Oshoala, a seleção nigeriana não se intimida com as difíceis adversárias do Grupo B
por
Beatriz Barboza
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28/06/2023 - 12h

A Nigéria, com cerca de 225 milhões de habitantes, é o país mais populoso do continente africano. Segundo previsões da ONU, a nação nigeriana pode alcançar a marca de 400 milhões de habitantes até 2050 e superar os Estados Unidos. Além disso, o país é a maior potência econômica da África atualmente, sua economia concentra-se na exploração de petróleo, que compreende 80% de suas exportações.  

Com sua população predominantemente jovem, a Nigéria tem se dedicado à produção cultural. O país possui a terceira maior indústria cinematográfica do mundo, conhecida como Nollywood. O cinema nigeriano cultiva a autenticidade das narrativas africanas, são cerca de 2500 filmes gravados anualmente em cenários cotidianos, com elenco nacional e enredos que perpassam a realidade dos diferentes povos do continente. “Lionheart” (2018), “Your Excellency” (2019) e “Por Uma Vida Melhor” (2020) são exemplos de produções de Nollywood disponíveis na Netflix.  

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Sharon Ooja, Omoni Oboli, Beverly Osu, Kemi Lala Akindoju são algumas das atrizes nigerianas que estrelam Òlòtūré - Por Uma Vida Melhor (Imagem: Divulgação/Netflix)  

O país é um verdadeiro mosaico cultural, são cerca de 250 grupos étnicos e mais de 500 línguas faladas. Sua pluralidade é justamente o que ilustra todos os anos a maior festa de rua do continente: o Carnaval de Calabar. O festival acontece em dezembro e reúne turistas de todo o mundo e nigerianos de todo o país. Os blocos de foliões tomam as ruas da cidade de Calabar com músicas e danças tradicionais, e as atenções se voltam à atração principal: a Batalha das Bandas, um espetáculo semelhante ao desfile das escolas de samba do Brasil.   

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Desfile das Bandas no Carnaval de Calabar, na Nigéria, em 2023. A maior festa de rua no continente africano. (Imagem: Niyi Fagbemi) 

Melhor seleção feminina da Confederação Africana de Futebol 

Segundo o ranking da FIFA, a seleção nigeriana de futebol feminino é a melhor da Confederação Africana. Trata-se do país mais titulado do continente. Seus títulos são, em sua maioria, da Copa das Nações Africanas: de 14 edições, 11 foram conquistadas pela seleção alviverde. Em sua última edição, em 2022, a Nigéria se classificou em 4° lugar para o Mundial, juntamente com a África do Sul, Marrocos e Zâmbia.  

A performance das “Super Falcons”, como são conhecidas, foi prejudicada pela ausência de sua principal jogadora: Asisat Oshoala, atacante que permaneceu afastada dos campos devido uma contusão muscular. O título foi então conquistado pela África do Sul, que derrotou a equipe do Marrocos na decisão por 2 a 1. O terceiro lugar foi ocupado pela Zâmbia que, por um único gol, venceu as nigerianas.  

A Nigéria participou de todas as edições da Copa do Mundo. Sua melhor performance foi em 1999, nos Estados Unidos, quando alcançou a 7° colocação no ranking final do campeonato. Naquela ocasião, a seleção chegou às quartas de final e foi eliminada pelo Brasil em um jogo que terminou em 4 a 3 para as brasileiras. Na última edição, em 2019, foi eliminada nas oitavas de final pela Alemanha, por 3 a 0. 

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Seleção nigeriana de futebol feminino, as “Super Falcões”, na Copa do Mundo de 2019, na França. (Imagem: Getty Images)  

Prancheta de Randy Waldrum 

O técnico americano Randy Waldrum, anteriormente treinador de times universitários nos Estados Unidos, assumiu a equipe nigeriana em 2020. Sua formação preferida é o 4-2-3-1, com constante rotatividade das 4 jogadoras ofensivas, tanto em nome, quanto em função. Waldrum é conhecido pela rápida substituição das atletas em campo quando os resultados não correspondem ao esperado. As mudanças acontecem no intervalo ou no início do segundo tempo.  

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O técnico da seleção feminina da Nigéria, Randy Waldrum, no jogo contra Estados Unidos durante o Amistoso Internacional em 2022. (Imagem: Brad Smith/ISI Photos/Getty Images)  

Na formação do trio ofensivo, a experiente jogadora Francisca Ordega, que joga no Mundial pela terceira vez, é peça fundamental no ataque da Nigéria. Sua performance como atacante lhe rendeu repetidas indicações ao prêmio de melhor jogadora africana. Ao seu lado, Rasheedat Ajibade, atacante do Atlético de Madrid e Uchenna Kanu, que atua no time estadunidense Racing Louisville, apoiam Asisat Oshoala, principal ameaça ofensiva da equipe, na zona central.

Olho nelas! 

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Ajibade e Kanu, jogadoras nigerianas, durante a Copa das Nações Africanas em 2022. (Imagem: Brila Media) 

Rasheedat Ajibade foi o grande destaque ofensivo da Nigéria no Mundial Sub-20 de 2018. Desde 2020, joga pelo Atlético de Madrid, time campeão da Copa da Rainha de 2023, na qual Ajibade foi responsável por uma das assistências na final. Embora ainda não tenha feito parte do time titular de sua seleção, a jogadora merece atenção pela excelente atuação na liga europeia e pela velocidade que garante ao ataque nigeriano.  

Uchenna Kanu se prepara para sua segunda Copa do Mundo Feminina. A FIFA pede atenção para a atuação da jogadora e a define como uma boa atacante, visto sua notória performance na derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos no ano passado. Kanu entrou em campo durante o segundo tempo e marcou o único gol da Nigéria no jogo. Para o Mundial deste ano, resta saber se Randy Waldrum vai aproveitar a sua habilidade desde o início da partida, ou vai manter a estratégia de trazê-la após o intervalo, o que funcionou muito bem contra os EUA.  

 

Estrela Nigeriana: Asisat Oshoala

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Asisat Lamina Oshoala, primeira africana a vencer a Liga dos Campeões, o principal campeonato europeu. (Imagem: fcbarcelona)

Em 2014, durante a Copa do Mundo sub-20 no Canadá, o futebol internacional conheceu Asisat Oshoala. Com uma sequência de 4 vitórias, 1 hat-trick e uma goleada de 6 a 2 sobre as norte-coreanas, a jogadora recebeu a Chuteira e Bola de Ouro aos 19 anos. Hoje, quase uma década depois, a Super Zee é considerada o maior destaque do futebol africano, 5 vezes eleita a melhor jogadora do continente pela CAF Awards.  

Oshoala foi a primeira africana a vencer a Liga dos Campeões. O Barcelona, seu atual clube, levantou a taça do principal campeonato do futebol europeu em 2021 e 2023 - na recente final contra Wolfsburg. No ano passado, foi considerada a artilheira da Super Copa Feminina da Espanha. Com passagem pelo Liverpool, Arsenal e Dalian Quanjian, na China, a estrela se destaca por sua velocidade e pela otimização dos lances ofensivos - bola no pé, é gol! Na Copa de 2019, Oshoala foi responsável pelo único tento marcado pela Nigéria na edição.  

Em entrevista para a FIFA, o técnico Waldrum destacou o desejo de Oshoala em liderar uma campanha de sucesso na Oceania. “Ela põe muita pressão sobre si mesma porque ama a Nigéria e quer que a seleção vá bem na Copa do Mundo”. A Rainha de Lagos fez e permanece com o objetivo de fazer história com a camisa de seu país. “Vê-la jogando na TV e mandando bem nos jogos nos mostra que há esperança para jogadoras africanas. Há muito espaço para ocupar, há possibilidade de levarem nossos jogos a sério”, declarou Gift Monday, jogadora de uma liga local da Nigéria.  

Jogadora essencial para o time, Oshoala, atacante e “máquina de fazer gols do Barcelona”, comanda o ataque nigeriano com velocidade excepcional, construindo os lances ofensivos e garantindo o aproveitamento em assistências e finalizações. Em entrevista para a FIFA, a atleta reconheceu o potencial das adversárias, mas declarou confiante: “Quem disse que a Nigéria não pode vencer a Copa?”. 

As nigerianas enfrentarão o Canadá, atual campeão olímpico, a Austrália, uma das anfitriãs de 2023 e a Irlanda na fase de grupos. Os dois primeiros adversários são difíceis, estão entre as 10 melhores seleções femininas de acordo com a FIFA. Julia Grosso, destaque canadense, e Samantha May Kerr, estrela australiana, não intimidam a supercraque nigeriana. Para Randy Waldrum: "Com alguém como a Oshoala, você tem chances contra qualquer equipe". 

Classificada pela segunda vez para a Copa do Mundo e buscando fazer história
por
Fabio Pinheiro
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27/06/2023 - 12h

A Suíça é um dos países mais desenvolvidos do mundo, com uma qualidade de vida distinta. Localizada na região central da Europa, sua população é de aproximadamente 8,7 milhões de habitantes, sendo Berna a sua capital. Um país que conta com uma economia sólida, baseando-se no setor de serviços e na indústria, com especialidade na produção de alimentos e de maquinário.

Vista aerea de Berna, capital da Suíça. Imagem: Domínio público.
Vista aérea de Berna, capital da Suíça. Imagem: Domínio público.

O país se tornou uma federação no ano de 1848, mas há registros arqueológicos que apontam que o território suíço já era povoado há centenas de milhares de anos. Fez parte do Grande Império Romano no período expansionista e, durante o enfraquecimento do domínio romano, povos germânicos migraram para a região, cuja influência na cultura permanece até hoje.

A Suíça tem um longo histórico de neutralidade frente a conflitos externos. Devido a isso, é sede de muitas organizações internacionais como o Fórum Econômico Mundial, a Cruz Vermelha, o segundo maior escritório das Nações Unidas, entre outros.

 

Segunda participação em Copa

A seleção suíça teve início na década de 1970, porém não foi um começo com rápido desenvolvimento. Sua primeira partida oficial ocorreu em 1972.

A primeira vez que participou de uma competição com a seleção principal foi em 2015, na Copa do Mundo do Canadá. Para uma iniciante, teve uma campanha ótima, chegando às oitavas de final, mas perdendo para as anfitriãs. A seleção suíça não se classificou para a Copa do Mundo de 2019, na França.

Fabienne Humm e Ramona Bachmann após ambas marcarem um hat-trick na estreia da Suíça na Copa do Mundo de 2015. Foto: Mike Hewitt/Getty Images.
Fabienne Humm e Ramona Bachmann após ambas marcarem um hat-trick na estreia da Suíça na Copa do Mundo de 2015. Foto: Mike Hewitt/Getty Images.

 

Prancheta da Grings

O elenco da seleção suíça conta com alguns bons nomes de jogadoras que atuam por grandes times na Europa, além da jovem técnica alemã Inka Grings, que tem um histórico positivo como jogadora e agora tenta se provar do lado de fora das quatro linhas. Assumiu a seleção em janeiro de 2023 e acumula quatro jogos, com três empates e uma derrota, mas terá a oportunidade de ajustar melhor seu time em dois amistosos pré-Copa, contra a Zâmbia e contra o Marrocos. A treinadora costuma escalar a equipe no esquema 4-4-3, e prefere as jogadas pelas pontas, onde consegue usar suas principais jogadoras.

 

Destaques

Na linha defensiva temos Noelle Maritz, que atua no Arsenal da Inglaterra como lateral direita. No meio-campo, a atleta do PSG, Ramona Bachmann, que já vem jogando pela seleção principal desde seus 16 anos e sendo uma das melhores no elenco. Pelo ataque, Ana-Maria Crnogorcevic, jogadora do poderoso Barcelona, também é uma das peças principais deste time.

Noelle Maritz, zagueira da seleção da Suíça. Imagem: Catherine Ivill/Getty Images.
Noelle Maritz, zagueira da seleção da Suíça. Imagem: Catherine Ivill/Getty Images.

Na Copa do Mundo, a equipe se encontra no grupo A, disputando com Nova Zelândia, Noruega e Filipinas. A estreia será no dia 21 de julho contra a seleção de Filipinas.

Com uma equipe sólida e muita vontade de vencer, o rolo compressor norueguês vem tirando o sono das adversárias e fará de tudo pela taça
por
Eduardo Machado
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27/06/2023 - 12h

Protagonizando sua nona participação em Copas do Mundo, as garotas da Noruega vêm com potência total para tentar quebrar o jejum de 23 anos sem títulos. Mas será que a raça das norueguesas é suficiente para tirar o campeonato das mãos dos Estados Unidos, o bicho papão do campeonato?

Localizada no norte da Europa, na região da Escandinávia, o país que é conhecido por seu frio excessivo e sua forte cultura nórdica também é o berço do heavy metal internacional. Revelando grandes bandas do gênero como Mayhem e Darkthrone, suas jogadoras vem embaladas pelo som pesado da terra natal para mostrar que não vão à Copa a passeio.

Veteranas

A seleção das gresshopper, “as gafanhotas”, como são conhecidas, garantiu sua vaga na competição de maneira muito tranquila. Com um total de nove vitórias e um empate, a equipe ficou em primeiro lugar do grupo F na fase eliminatória da União das Associações Europeias de Futebol, a UEFA, conquistando assim seu acesso direto ao mundial. Uma campanha excelente, levando em consideração que estava disputando a liderança com times como Bélgica e Polônia.

O título mais recente da seleção é a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. Seria novamente em Sydney, mas dessa vez em uma Copa do Mundo, que as nórdicas voltarão a vencer? Seria o solo australiano um local mágico para a equipe gafanhota?

O melhor desempenho dessa equipe em uma Copa do Mundo foi em 1995, quando a Noruega se sagrou campeã nessa que foi a segunda edição do campeonato, após vencer a Alemanha pelo placar de 2 a 0. Além da sua campanha destaque, a equipe fez outros bons anos, conquistando por duas vezes o quarto lugar, em 1999 e 2007, além do vice-campeonato na primeira edição da Copa (1991), após perder de 2 a 1 para a seleção dos Estados Unidos, atual campeã da competição.

A boa performance e a tradição em Copas do Mundo não é por acaso. A Noruega tem uma das ligas de futebol feminina mais antigas da história, com seu início em 1977 e fundação oficial da liga nacional em 1984, enquanto em paralelo mulheres ainda eram proibidas de jogar futebol em alguns países ao redor do mundo, como no Brasil. A afinidade com a bola é resultado de anos de prática e isso as nórdicas podem falar que têm de sobra quando comparadas a outras nações.

 

Seleção norueguesa de 1995, campeãs do mundo. Venceram a Alemanha por 2 a 0 na final, com gol da atual treinadora, Hege Riise. Imagem: Eric Renard/Getty Images.
Seleção norueguesa de 1995, campeãs do mundo. Venceram a Alemanha por 2 a 0 na final, com gol da atual treinadora, Hege Riise. Imagem: Eric Renard/Getty Images.
Jogadoras da Noruega comemoram a classificação para a Copa do Mundo Feminina. Imagem: David Catry/AFP.
Jogadoras da Noruega comemoram a classificação para a Copa do Mundo Feminina. Imagem: David Catry/AFP.

Prancheta da Riise

A treinadora Hege Riise costuma armar o time na formação 4-2-3-1, gerando mais dinamicidade para suas atletas, proporcionando um ataque poderoso e uma defesa coesa.

Essa formação acaba funcionando como uma variação do clássico 4-3-3, entretanto permite que as jogadoras tenham mais liberdade em campo, criando assim um time com posições flutuantes. Quando bem treinada, uma equipe que segue essa tática costuma dar muito trabalho para os adversários.

 

Hege Riise retorna à seleção norueguesa como treinadora. Imagem: Alejandro García/EPA-EFE.
Hege Riise retorna à seleção norueguesa como treinadora. Imagem: Alejandro García/EPA-EFE.

 

Estrelas do Norte

A seleção norueguesa vem com grandes nomes para lutar pelo bicampeonato nessa Copa de 2023. O principal deles é a jogadora Ada Hegerberg. Ela é considerada uma das principais futebolistas da história do futebol feminino e voltou a jogar pela seleção após ficar cinco anos afastada dos gramados. Em entrevista cedida à Revista Placar, a jogadora comentou sobre seu retorno. “É incrivelmente bom estar de volta”, disse a jogadora. “Farei minha parte para nos ajudar a alcançar grandes coisas, dentro e fora do campo”, concluiu a eleita Bola de Ouro de 2018.

Ada não estará sozinha nessa luta. Terá ao seu lado atletas como Maren Mjelde, a atual defensora do Chelsea que atua como zagueira na Noruega está tendo uma temporada fantástica, dos 22 jogos disputados o Chelsea perdeu apenas 2, mostrando ter uma defesa mais que sólida. Além disso, a meio-campista Vilde Boe Risa, que vem de grandes atuações na equipe do Manchester United promete construir boas jogadas.

Com um projeto ambicioso acompanhado de uma nação que está louca para soltar o grito de campeã mais uma vez, as gresshopper tem tudo para conquistar sua segunda estrela da constelação nórdica.

 

Ada Hegerberg
Ada Hegerberg, uma das estrelas da seleção da Noruega e do futebol mundial. Imagem: Bernadett Szabo/Reuters.

 

Pela décima vez em La Liga, o atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, foi alvo de insultos racistas. Episódios de racismo não se restringem apenas a Europa.
por
Laura Souza
Mohara Ogando Cherubin
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21/06/2023 - 12h

Domingo, 21 de Maio, Valência e Real Madrid disputavam uma partida pela La Liga, o campeonato espanhol, no Estádio Mestalla, casa do Valência. Durante a partida era possível ouvir pela transmissão de televisão gritos de "mono" - que significa macaco em espanhol - vindos da torcida do clube mandante do jogo. O alvo era o atacante brasileiro Vinícius Junior, do Real Madrid. Aos 24 minutos do segundo tempo, o brasileiro chama o árbitro da partida, Ricardo de Burgos. O atleta apontava para torcedores que estão proferindo os gritos

Torcedores do Valencia chamam o atacante do Real Madrid de macaco durante a partida no domingo - Foto: Reprodução Declaração do Vini Jr/ reprodução: instagram

Atendendo ao protocolo da FIFA, o árbitro da partida paralisou o jogo. Os alto-falantes anunciaram que a partida estava interrompida por um episódio de racismo. Pouco mais de oito minutos depois, o jogo é retomado. Já nos acréscimos, Vinícius Junior se envolve em um lance com o goleiro Mamardashvili, do Valência, dentro da área e próximo a torcida mandante. 

O brasileiro foi atacado por um mata-leão do jogador Hugo Duro, do Valência, e ao reagir, atinge o goleiro Mamardashvili. O árbitro de vídeo (VAR) chamou o árbitro principal até a cabine para avaliar melhor o lance. O que ele sugeriu ? A expulsão do atacante brasileiro pela agressão ao goleiro. Após a revisão, de Burgos voltou a campo e aplicou o cartão vermelho para o jogador brasileiro. 

Na saída do gramado, entre vaias e mais gritos racistas, Vinícius aplaudiu ironicamente ao que havia acabado de acontecer. Pela décima vez em La Liga o atleta era alvo de racismo, e nesta ainda foi punido com a expulsão. Nas redes sociais o atelta ironizou a competição. "Não foi a primeira vez, nem a segunda e em a terceira. O racismo é o normal na La Liga [...] Mas eu sou forte e vou até o fim contra os racistas", disse o jogador. Entre publicação, Vini Jr. ironiza o slogan do campeonato. "O prêmio que os racistas ganharam foi a minha expulsão! Não é futebol, é La Liga", desabafou o atacante.

 

A atitude das mais de 46 mil pessoas no Estádio Mestalla nesse jogo, abriu um amplo debate mundial sobre racismo no futebol europeu. Javier Tebas, diretor da “La Liga”, afirmou não ter acontecido racismo e questionou quando Vini Jr. iria pedir desculpas aos torcedores do Valência pelo ocorrido.

Ao final da partida, o Valência divulgou um comunicado oficial sobre o ocorrido, dizendo que condena a violência física e verbal nos estádios. De acordo com a nota, o acontecido foi um "caso isolado", e afirmou que o clube "está investigando o ocorrido e tomará as medidas mais severas".

 

Reprodução Super Deporte-ESP- 22/05/2023 

A imprensa espanhola, mesmo após a repercussão do caso, continuou atribuindo a culpa a Vinicius Jr, afirmando que ele provocou a torcida e que os xingamentos foram um caso único.

 

“O racismo abala a nossa relação com nós mesmos”

Quando tinha 12 anos, a estudante de enfermagem Camila Esteves, que hoje tem 18 anos, participou de uma competição de judô e ouviu da arquibancada: “Macaco tá permitido ganhar qualquer luta”. A fala criou na jovem uma insegurança em relação a sua vitória no confronto. "O racismo abala a nossa relação com nós mesmos, nos torna inseguros, com medo de seguir em frente", disse à AGEMT.

Ao comentar o episódio de racismo sofrido por Vinicius Junior, a jovem lamentou, não apenas pelo caso de racismo, mas também a falta de intervenção por parte da La Liga. "As atitudes tomadas durante o jogo conseguiram tornar a situação ainda mais cruel", afirma. 

"O governo espanhol deve impor à população medidas mais radicais em relação a atos racistas, porém, a população deva acatar a essas medidas". Entendemos toda a construção histórica da Europa no que diz respeito ao racismo, como foi feito durante o período colonial, por exemplo. Portanto as medidas devem ser tomadas com seriedade dentro de um país tão habituado com situações como a de Vinícius Júnior. 

 

Não foi a primeira vez e provavelmente não será a última.

No total, Vinícius Júnior já sofreu mais de 10 casos de racismo dentro de campo. O primeiro ocorreu em 24 de outubro de 2021, durante uma partida contra o Barcelona no Camp Nou. Vinícius Júnior foi insultado pelos torcedores depois de ser substituído, no segundo tempo. Como resposta, o jogador apontou para o placar: o Real Madrid vencia por 1 a 0.

Em 14 de março de 2022, o Real Madrid vem por 3 a 0 contra o Mallorca, fora de casa. Durante a partida, torcedores do time da casa foram flagrados insultando Vinícius Júnior, chegando a pedir ao atacante para "pegar bananas", em clara referência racista. Além de ofensas, sons de macaco também foram ouvidos no estádio.

"Pare de fazer macaquices", disse o empresário Pedro Bravo, em 26 de setembro do mesmo ano em um programa esportivo da televisão espanhola, em referência às danças de Vini nas comemorações de gols. A situação deu início ao movimento "Baila, Vini!", que tinha como objetivo apoiar o jogador em meio aos ataques racistas. 

No fim daquele ano, em 30 de dezembro, torcedores do Valladolid atacaram Vinícius Júnior em partida contra o Real Madrid, que venceu por 2 a 0, resultando em inúmeras ofensas racistas destinadas ao atacante. "Os racistas seguem indo aos estádios e assistindo ao maior clube do mundo de perto e a La Liga segue sem fazer nada... Seguirei de cabeça erguida e comemorando as minhas vitórias e do Madrid. No final a culpa é MINHA", desabafou o jogador.

No ano seguinte, em 26 de janeiro, às ações conseguiram passar ainda mais dos limites, na qual torcedores colchoneros penduraram um boneco de Vinícius Júnior enforcado em uma ponte na cidade de Madri. O fato chocou a todos, porém clubes como a La Liga e Federação Espanhola apenas publicaram notas oficiais pedindo "sanções severas". O jogador atuou normalmente e foi provocado em campo.

No mês seguinte, em 05 de fevereiro, o atacante brasileiro foi alvo novamente de racistas durante a partida do Real Madrid contra o Mallorca, quando um torcedor o chamou de "mono" (macaco). Dessa vez o criminoso foi identificado e foi impedido de frequentar estádios por um ano e multado em 4 mil euros (aproximadamente R$ 22 mil).

A sétima denúncia de racismo contra Vinícius Júnior ocorreu em 5 de março, durante a partida entre Betis e Real Madrid. Torcedores do time rival chamaram o atacante de "macaco" e viraram alvos de uma queixa prestada ao Juizado de Instruções de Sevilha, com imagens de televisão como prova. Em comunicado, LaLiga tratou a situação como "comportamento racista intolerável".

O último caso conhecido de racismo contra o jogador ocorreu neste domingo. Apenas um desses episódios resultou em algum tipo de consequência para o criminoso, porém em todos os casos houve queixas de Vinícius Júnior para o clube La Liga e para a Federação Espanhola, mas nada tem sido feito. A pergunta que fica é: até quando essa humilhação será considerada tolerável pelo clube espanhol?

 

Um problema além da Europa

O futebol é só mais uma das formas em que o racismo é ser exposto. Mas a questão não se restringe apenas a Europa, os jogos brasileiros também já tiveram diversos episódios de racismo, tanto jogadores quanto torcedores já foram alvo de hostilização por parte de racistas.

Segundo o Observatório da discriminação racial do futebol, casos de racismo registrados em campo aumentaram em 40% em 2022. Esse é o estudo mais atualizado sobre a injúria racial do esporte no país. Em 2021 o Instituto Locomotiva apontou que apenas 4% da população se considera racista, enquanto 84% percebe o racismo no outro.

Em entrevista à AGEMT, o doutor em história, pesquisador de relações étnico-raciais e professor da PUC-SP, Amailton Azevedo, afirmou que esse comportamento do brasileiro se dá de maneira histórica. "Esta postura de achar que o racismo está sempre no outro e não em nós é o que marca a ideologia que ensinou os brasileiros que aqui não havia problemas raciais. De maneira geral, o brasileiro trabalha com esse dispositivo ideológico ", afirma o professor.


O combate ao racismo

Em 2019, a FIFA divulgou um novo código disciplinar para determinadas ações dentro do campo. O principal foco dessa nova declaração era o combate ao racismo, lá ele prevê quais são os passos que devem ser dados, sendo eles: 1) Interrupção do jogo pelo sistema de som do estádio, dando um anúncio formal contra os comportamentos racistas; (2) Suspensão temporária do jogo pelo árbitro, solicitando uma nova mensagem oficial; (3) Abandono da partida, com a saída de todos em campo.

 

Inspirados, brasileiros e canadenses saem por cima com vitórias importantes e o apoio da torcida.
por
Guilherme Gastaldi
|
18/06/2023 - 12h

Em um evento negligenciado por parte dos fãs na internet, os resultados das lutas, somados à atmosfera eletrizante da Rogers Arena em Vancouver, Canadá, culminaram em uma noite memorável e inesquecível. Na luta principal, após dominar Irene Aldana por cinco rounds, Amanda Nunes manteve seu cinturão dos pesos galos e logo em seguida, anunciou a sua aposentadoria do esporte. No coevento da noite, Charles Oliveira derrotou Beneil Dariush com um nocaute explosivo no primeiro round, o impulsionando para uma nova disputa pelo cinturão. Além disso, em solo canadense, os seis lutadores que representavam o país venceram suas respectivas lutas, colocando novamente o Canadá no mapa do MMA.

 

Amanda Nunes chora sobre os seus dois cinturões, logo após ter anunciado a sua aposentadoria do esporte. (Reprodução / Twitter: @ufc)
Amanda Nunes chora sobre os seus dois cinturões, logo após ter anunciado a sua aposentadoria do esporte. (Reprodução / Twitter: @ufc) 

 

"And Still Forever!"

Em cinco rounds de completa dominância, Amanda Nunes derrotou Irene Aldana e defendeu seu cinturão dos pesos galos com uma facilidade surpreendente. Muitos chegaram a duvidar da brasileira, inclusive questionando como responderia ao boxe “afiado” da sua adversária, mas no final, Amanda resolveu trocar com a mexicana, mostrando que de fato era a lutadora superior. Com um jab potente somado a combinações de golpes, conseguiu se defender bem e impor um volume sufocante, impossibilitando qualquer grande avanço de Aldana. Além da trocação em pé, no chão foi total controle da Leoa, que terminou o combate com impressionantes 142 golpes significativos.

Ao final da luta, Amanda Nunes encerrou sua carreira inigualável, anunciando a sua aposentadoria do esporte. No microfone, ela chamou um cutman para cortar suas luvas, que foram colocadas no centro do octógono junto de seus dois cinturões. A brasileira deixa para trás um legado extraordinário, tendo vencido as melhores lutadoras do mundo, com uma dominância e imposição poucas vezes vistas na história da organização. Com a aposentadoria de Amanda, o Brasil oficialmente fica sem nenhum campeão no UFC e a Leoa não perdeu a grande oportunidade de passar um recado, “lutadores brasileiros, arrumem suas coisas e venham buscar o cinturão, eu estou indo embora”.

 

Amanda comemora sua vitória e aposentadoria com sua filha Raegan. (Reprodução / Twitter: @ufc)
Amanda comemora sua vitória e aposentadoria com sua filha Raegan. (Reprodução / Twitter: @ufc) 

 

A Maior de Todos os Tempos

Nascida em Pojuca, Bahia, Amanda Nunes começou sua carreira no MMA em 2008. Durante esses 15 anos dentro do esporte, a brasileira finaliza com um cartel de 23 vitórias e 5 derrotas, com triunfos sobre algumas das melhores lutadoras da história e recordes absolutos do UFC feminino: 

  • Mais vitórias (16);
  • Mais vitórias consecutivas (12);
  • Mais vitórias em lutas pelo cinturão (11);
  • Mais finalizações (9).

Com um começo espetacular na organização, Amanda derrotou nomes como Germaine de Randamie, Shayna Baszler, Sara McMann e Valentina Shevchenko, sendo catapultada a sua primeira disputa de título dos pesos galos femininos no UFC 200. No confronto, a brasileira finalizou a então campeã, Miesha Tate, com um mata-leão no primeiro round, conquistando o cinturão da divisão. Em seu combate seguinte, a Leoa recepcionou a grande estrela do MMA feminino, Ronda Rousey, que estava há mais de um ano da organização após a derrota para Holly Holm. Na ocasião, 48 segundos foram o suficiente para encerrar de vez a passagem de Ronda pelo esporte.

Amanda ainda derrotou Valentina Shevchenko, uma das lutadoras mais condecoradas da história, pela segunda vez no UFC 215 e Raquel Pennington no UFC 224, mas foi em dezembro de 2018 o maior momento da carreira da brasileira, quando ela desafiou Cris Cyborg pelo cinturão do peso pena feminino, em busca do status de dupla campeã. Em apenas 51 segundos, a Leoa nocauteou a lutadora mais temida do mundo naquele momento e a grande favorita para a luta, fazendo assim, história na organização ao se tornar a primeira e única mulher a carregar dois cinturões simultaneamente no UFC.

Após o embate com a Cyborg, derrotou Holly Holm, Germaine de Randamie (novamente), Felicia Spencer e Megan Anderson, todas elas com a facilidade e dominância que o público do esporte já estava acostumado, até que no UFC 269, a brasileira se deparou com Julianna Peña. Considerada uma das maiores zebras da história do esporte, Peña finalizou Amanda e chocou o mundo, acabando com a sequência de 12 vitórias consecutivas da brasileira. Entretanto, na revanche entre as duas lutadoras, Amanda Nunes dominou completamente os cinco rounds, concretizando três knockdowns e mostrando para o mundo inteiro que sua derrota havia sido um mero deslize e que ela é de fato a maior lutadora de todos os tempos.

 

Os dois cinturões e a luva de Amanda colocados no centro do octógono. (Reprodução / Twitter: @ufc)
Os dois cinturões e a luva de Amanda colocados no centro do octógono. (Reprodução / Twitter: @ufc) 

 

O futuro das divisões

Com a aposentadoria de Amanda Nunes, os cinturões peso galo e pena feminino acabam sendo desocupados, ficando sem um dono. No caso da divisão dos galos, as escolhas não parecem ser tão difíceis assim. Por mais que haja rumores de que Erin Blanchfield pense em subir de divisão para lutar pelo cinturão, o cenário mais provável é a realização do confronto entre Julianna Peña e Raquel Pennington. Peña é a única lutadora da categoria que conseguiu vencer Amanda, então deve ser uma das opções claras, assim como Raquel, que foi a lutadora reserva para o confronto de Amanda Nunes e Irene Aldana. Entretanto, as coisas não são tão simples na divisão dos penas.

Nos últimos anos, as brasileiras Cris Cyborg e Amanda Nunes sustentaram a divisão dos penas feminino em suas costas, no entanto, como ambas as lutadoras não fazem mais parte da organização, a manutenção da categoria se torna praticamente impossível. Com a falta de lutadoras de alto nível, não existem pretendentes reais ao cinturão, inclusive, essa falta de talento pode ser observada pelo fato dos penas feminino ser a única categoria a nunca ter tido um ranking oficial. Na coletiva de imprensa pós-evento, Dana White, foi perguntado se o rumo da divisão seria de fato o seu encerramento: “a resposta é provavelmente sim, quer dizer, não tomo essas decisões logo após uma luta, mas faz sentido”, disse o presidente do UFC.

 

Ranking oficial do UFC, dos pesos galo e pena feminino. (Reprodução: https://www.ufc.com.br/rankings)
Ranking oficial do UFC, dos pesos galo e pena feminino. (Reprodução: https://www.ufc.com.br/rankings) 

 

O Problema da Divisão

No co-evento principal, o brasileiro Charles “Do Bronx” Oliveira e o norte-americano Beneil Dariush entregaram para os fãs um duelo intenso e eletrizante, que resultou na vitória do brasileiro por nocaute técnico ainda no primeiro round. Com a vitória, Charles se tornou o primeiro lutador da história do UFC a chegar a 20 finalizações, encerrando do outro lado, a sequência impressionante de oito vitórias consecutivas do norte-americano. 

Assim que ambos os lutadores entraram dentro do octógono, os fãs do esporte já perceberam estar diante de um clássico instantâneo. Logo de início, Charles tentou levar Beneil para o chão, mas o norte-americano acabou caindo sobre o brasileiro. De costas para o chão, Charles conseguiu, com tranquilidade, anular qualquer ofensiva do adversário e depois de alguns minutos nessa posição, se levantou sem grandes problemas. Poucos segundos depois, já em pé, conectou um chute de direita perfeito na cabeça de Dariush e apartir daí, acertou socos afiados que derrubaram Benny. Com o adversário no chão, a pressão era imensa e com uma sequência de golpes pesados, foi questão de tempo até o árbitro parar a luta, concretizando a vitória por nocaute técnico no primeiro round.

 

Charles comemorando sua vitória. (Reprodução / Twitter: @ufc)
Charles comemorando sua vitória no UFC 289. (Reprodução / Twitter: @ufc) 

 

Ao longo da semana, usuários das redes sociais duvidaram bastante da capacidade de Charles, curiosos para ver como ele iria se recuperar de uma derrota devastadora como a que sofreu para Islam Makhachev no UFC 280. Inclusive, nesse período, foi levantado diversas vezes o retrospecto do brasileiro em solo candadense, que não era nenhum pouco favorável. Do Bronx já havia lutado quatro vezes no Canadá, entretanto, saiu derrotado em todos os combates: Jim Miller (2010), Cub Swanson (2012), Max Holloway (2015) e Anthony Pettis (2016). 

Com um estilo de luta intrigante e divertido de se acompanhar, Charles Oliveira rapidamente se tornou uma das figuras mais populares da organização e acumula hoje milhões de fãs pelo mundo todo. Na coletiva de imprensa pós-evento, Charles foi perguntado sobre a recepção do povo canadense e o apoio que tem recebido sempre que luta fora do Brasil: “é como se fosse um filme, a maioria das minhas derrotas foram aqui e você ser aplaudido de pé pela torcida, parecia que eu estava dentro de uma comunidade, parecia que eu estava no Brasil. Isso são coisas que eu nunca vou esquecer”.

 

Charles “do Bronx” chora em cima da grade do octógono, emocionado com sua vitória. (DARRYL DYCK / LaPresse)
Charles “do Bronx” chora em cima da grade do octógono, emocionado com sua vitória. (DARRYL DYCK / LaPresse)

 

Com uma vitória impressionante, Charles “Do Bronx” se torna o principal desafiante a disputar o título dos pesos leves. Em outubro, no UFC 294, a organização voltará para a Etihad Arena em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, praticamente um ano depois do fatídico UFC 280 e deve contar com o campeão russo, Islam Makhachev, na luta principal do evento. Sendo assim, com uma performance irretocável e um apelo gigantesco por parte do público, tanto presencialmente quanto nas redes sociais, as chances do brasileiro conseguir a sua tão sonhada revanche são grandes.

Inclusive, na coletiva de imprensa pós-evento, Dana White, foi perguntado sobre o possível reencontro entre os lutadores. Ele respondeu dizendo que diversas questões ainda precisam ser levadas em conta para definir a próxima disputa de cinturão, mas concluiu sua fala expressando a sua vontade de ver novamente esse embate, “essa luta faz sentido, essa é a luta que deveria acontecer e estou ansioso para vê-la novamente”.

 

Após a luta, Islam Makhachev e Charles Oliveira se provocaram em suas redes sociais de maneira “amistosa”.  (Reprodução / Twitter: @CharlesDoBronxs)
Após a luta, Islam Makhachev e Charles Oliveira se provocaram em suas redes sociais de maneira “amistosa”. (Reprodução / Twitter: @CharlesDoBronxs)

 

Canadá: 6 x 0

No dia 14 de setembro de 2019, Donald Cerrone e Justin Gaethje se enfrentaram no UFC Fight Night realizado em Vancouver, Canadá. Agora, após quase quatro anos, a organização finalmente decidiu retornar ao país e mesmo após todo esse tempo fora, os fãs entregaram uma atmosfera eletrizante na Rogers Arena. Mas é claro, um importante fator favoreceu o “bom humor” do público ali presente: todos os lutadores canadenses do card venceram suas respectivas lutas.

Ao todo, foram seis lutadores presentes no evento, Diana Belbita, Kyle Nelson, Aiemann Zahabi, Jasmine Jasudavicius, Marc-André Barriault e Mike Malott. Para um país que já teve lutadores como Mark Hominick,  Rory MacDonald e um dos maiores da história, Georges St Pierre, hoje o Canadá não apresenta grandes estrelas consolidadas na organização. Entretanto, continuar recebendo eventos como esse ajuda a popularizar e expandir o mercado do MMA no país, plantando assim, sementes para o futuro. 

Essa presença ativa é de extrema importância para aqueles que querem ver o país crescer no esporte, como é o caso de Mike Proper Malott, a nova sensação do MMA canadense. Após derrotar Adam Fugitt com uma guilhotina no segundo round, Malott foi ovacionado pelos fãs presentes e entregou um discurso emocionante em sua entrevista pós-luta ainda dentro do octógono: “vamos esclarecer uma coisa sobre esta noite, este show é para nós, este foi um show canadense, este foi o MMA canadense voltando forte. Poder representar meu país no maior palco do mundo, em casa, é um sonho meu desde criança. Isso estava na minha cabeça há 30 anos. Eu não posso acreditar que finalmente consegui fazer isso”. Com o seu mais novo triunfo, o lutador chega a três vitórias consecutivas no UFC e pretende continuar trilhando seu caminho de sucesso, enquanto carrega com orgulho a bandeira do Canadá. 

 

Mike Malott sendo recebido pelo público canadense da Rogers Arena.  (Reprodução / Twitter: @ufc)
Mike Malott sendo recebido pelo público canadense da Rogers Arena.  (Reprodução / Twitter: @ufc) 

 

TODOS OS RESULTADOS DO UFC 289:

Luta da Noite - Marc-André Barriault vs. Eryk Anders

Performance da Noite - Charles Oliveira; Mike Malott; Stephen Erceg.

*** (Os vencedores ganham uma premiação extra de 50 mil dólares) ***

 

→ Card Principal. 

  • Amanda Nunes derrotou Irene Aldana por Decisão (unânime) - 50/44, 50/44, 50/43;
  • Charles Oliveira derrotou Beneil Dariush por Nocaute Técnico (socos) no 1º round;
  • Mike Malott derrotou Adam Fugitt por Finalização (guilhotina) no 2º round;
  • Dan Ige derrotou Nate Landwehr por Decisão (unânime) - 30/27, 29/28, 29/28;
  • Marc-André Barriault derrotou Eryk Anders por Decisão (unânime) - 30/27, 30/27, 30/27.

 

→ Card Preliminar.

  • Nassourdine Imavov vs. Chris Curtis acabou Sem Resultado (encontro de cabeças) no 2 round;
  • Jasmine Jasudavicius derrotou Miranda Maverick por Decisão (unânime) - 29/28, 29/28, 29/28;
  • Aiemann Zahabi derrotou Aoriqileng por Nocaute (socos) no 1º round;
  • Kyle Nelson derrotou Blake Bilder por Decisão (unânime) - 30/27, 30/27, 29/28.

 

→ Preliminares Iniciais.

  • Stephen Erceg derrotou David Dvorak por Decisão (unânime) - 29/28, 29/28, 30/27;
  • Diana Belbita derrotou Maria Oliveira por Decisão (unânime) - 30/27, 30/27, 29/28.