Na última segunda-feira (12) o Denver Nuggets e o Miami Heat se enfrentaram pelo jogo 5 das Finais da NBA. A partida foi disputada na Ball Arena, em Denver, no Colorado, e terminou em 94 a 89 a favor dos mandantes. Com o resultado, a equipe do Denver comandada pelo pivô Nikola Jokic, eleito MVP das Finais, conquistou o primeiro título da história da franquia. A série decisiva melhor de sete terminou em 4 a 1 para o Nuggets e garantiu o troféu Larry O’brien à organização.
A última partida da temporada 22-23 foi tensa e disputada. Apesar de atuar em seus domínios, a equipe do Colorado viu o Miami Heat iniciar o jogo melhor e sair vencedor do primeiro quarto. Os visitantes contaram com um período inspirado do pivô Bam Adebayo, que inaugurou o placar no duelo decisivo da série com uma enterrada e anotou seus primeiros dois pontos. Além disso o atleta do Heat foi quem converteu o último arremesso das equipes, já no fim da parcial e mandou o confronto para o tempo antes do intervalo em 24 a 22 a favor de Miami. Os maiores pontuadores dos primeiros 12 minutos de embate foram Adebayo (Heat) com 14 pontos e Michael Porter Jr. (Nuggets) com 7.
O panorama do segundo período continuou o mesmo e a partida seguiu com muito equilíbrio entre as equipes. Jimmy Butler, com quatro pontos seguidos, iniciou o quarto impondo uma vantagem de seis pontos do Heat sobre o Denver (28 a 22). A equipe da Flórida, pressionada pela necessidade de vitória no duelo para seguir viva na série, estava aplicada e consistente no embate. Por outro lado, os donos da casa não conseguiam produzir a partir das bolas do perímetro e a pontuação do Nuggets se restringia a lances livres e cestas próximas ao garrafão. Apesar disso o time mandante continuou na busca de reduzir a diferença no placar que chegou a ser de 9 pontos (51 a 42).
As equipes foram para o intervalo em 51 a 44 a favor do Miami Heat. O destaque da partida até o momento era Bam Adebayo. O pivô da equipe da Flórida terminou a primeira metade com 18 pontos e nove rebotes. Já pelo Denver Nuggets não houve nenhum jogador com uma atuação acima da média somando o primeiro e o segundo quarto do duelo. Os mandantes não estavam atuando bem coletivamente, cometeram 10 turnovers (perda de posse), acertaram apenas 1/15 na bola de três pontos e 3/8 nos lances livres. Além disso o time estava preocupado com o número de faltas, já que Aaron Gordon tinha três e Jokic, Jamal Murray e Jeff Green duas.
Mesmo com um primeiro tempo abaixo, o Denver voltou dos vestiários disposto a reagir no confronto. Nikola Jokic, com um and-one (cesta e falta) iniciou os trabalhos no terceiro período. O penúltimo tempo do jogo ficou caracterizado pela alternância de lideranças no placar. Os mandantes, querendo confirmar o título, buscaram a virada após bola tripla de Michael Porter Jr. e deixaram o resultado parcial em 69 a 66. O Heat, com um cenário de vida ou morte na série, conseguiu reagir e assumir frente novamente com um arremesso, também para três, do armador Kyle Lowry.
O último quarto iniciou com o Miami Heat liderando por 71 a 70. Nikola Jokic ditou o ritmo de jogo do Nuggets no período e colocou o time em vantagem. A equipe do Colorado viu nos instantes decisivos do duelo a estrela de Jimmy Butler aparecer na partida. O ala do Heat, que não estava bem no jogo, acertou dois arremessos seguidos do perímetro e incendiou o duelo na Ball Arena. Apesar da boa atuação no “clutch time”, Butler cometeu uma perda de posse que praticamente encaminhou a conquista para o time de Jokic e companhia. Com a tensão elevada no fim do confronto, o Denver Nuggets soube administrar a pequena vantagem, fechou o jogo em 94 a 89 e garantiu o título da NBA.
O grande responsável pela conquista do Nuggets na noite de segunda-feira (12) foi o pivô Nikola Jokic. O sérvio terminou o jogo com 28 pontos e 16 rebotes, conseguindo mais um duplo-duplo. Outro atleta que também conseguiu dígitos duplos em dois fundamentos de quadra foi o ala Michael Porter Jr. O jogador do Denver anotou 16 pontos e buscou 13 rebotes. Do quinteto titular, apenas Aaron Gordon (4) não ultrapassou a marca dos 10 pontos. O bancário Bruce Brown, que entrou ao longo da partida e atuou por 28 minutos, ainda contribuiu com 10 pontos e 6 rebotes.
O “The Joker”, assim como aconteceu nas Finais de Conferência, foi eleito o MVP (jogador mais valioso) da NBA Finals. O camisa 15 do Denver Nuggets terminou a série final com médias de 30.2 pontos por jogo, 14 rebotes e 7.2 assistências. Nikola Jokic também se tornou o primeiro atleta da história a liderar uma pós-temporada em todos os três principais fundamentos de quadra (pontos, rebotes e assistências).
O Miami Heat encerra a temporada 22-23 sem o titulo das finais, mas com muito a se orgulhar. Com uma campanha histórica de 8° colocado, superando as adversidades desde seu primeiro jogo de Playoffs, a equipe da Flórida ainda tem esperanças na busca por um título com o elenco atual. A franquia, que conta com o técnico multicampeão Erick Spoelstra e Jimmy Butler, jogador acostumado a momentos decisivos e principal estrela do Heat, promete voltar a brigar por grandes objetivos no próximo ano.
A nova temporada da NBA tem previsão para iniciar no mês de outubro de 2023.
No dia 10 de junho (sábado), o UFC aterrissa em Vancouver, British Columbia, Canadá e com apenas 11 lutas e poucas estrelas, a esperança desse evento vazio cai sobre os ombros dos brasileiros. Na luta principal, pela disputa do cinturão peso-galo feminino (até 61,2kg), a desafiante mexicana Irene Aldana enfrenta a campeã brasileira Amanda Nunes, que pretende adicionar mais uma defesa em seu extenso currículo. Já no coevento principal da noite, o grande nome do MMA brasileiro, Charles “Do Bronx”, retorna ao octógono oito meses após sua última luta e enfrenta o norte-americano Beneil Dariush, em um confronto que colocará o vencedor muito próximo de uma disputa pelo cinturão dos pesos-leves.
O fim está próximo.
A atual campeã dos galos e dos penas, Amanda Nunes defenderá seu cinturão contra a número 5 do ranking, Irene Aldana. Com vitórias sobre nomes como, Ronda Rousey, Valentina Shevchenko e Cris Cyborg, a brasileira é amplamente considerada a GOAT (Maior de Todos os Tempos) do MMA feminino e pretende continuar fazendo história no esporte. A luta de sábado marca sua 18ª luta no UFC e sua 12ª em disputas de cinturão, mais do que qualquer outra lutadora na história da organização.
No UFC 269, a azarona Julianna Peña chocou o mundo, finalizando Amanda em uma das maiores zebras da história. A derrota inesperada fez muitos questionarem a brasileira, entretanto, na revanche entre as duas, ela dominou completamente o combate, escancarando que o confronto passado não havia passado de um golpe de sorte. Agora no UFC 289, “A Leoa” enfrenta uma nova oponente e quer mostrar que continua sendo a melhor e que ainda está no topo do seu jogo.
Do outro lado desse confronto temos Irene Aldana, o completo oposto de Amanda Nunes. Enquanto a carreira da brasileira é marcada por sua dominância, a mexicana viveu altos e baixos dentro da organização e com o surpreendente cancelamento de Julianna Peña - marcada originalmente para a trilogia no UFC 289, mas acabou sofrendo uma lesão - e uma divisão com poucas pretendentes ao título, a mexicana recebeu no colo a sua chance de ouro. Agora, Aldana terá pela frente sua primeira disputa de cinturão e pretende se inspirar no feito de Peña para surpreender os fãs do esporte.
As casas de apostas marcam um grande favoritismo da campeã, no entanto, como vimos em um passado não tão distante, não podemos apenas ignorar a força da adversária, seja ela quem for. Aldana tem um boxe afiado e vai tentar manter a todo custo a luta em pé, enquanto Nunes, com sua faixa preta de jiu jitsu, pode levar o confronto para o chão se as coisas acabarem se complicando. Entretanto, independentemente do que possa vir a acontecer, precisamos aproveitar essa luta, afinal, com seus 35 anos, Amanda já conta com mais de 15 anos dentro do esporte e por mais que doa dizer e até pensar neste assunto, podemos estar vivenciando seus últimos momentos dentro do octógono.
Em busca da redenção.
De volta ao octógono, Charles “Do Bronx” Oliveira enfrenta Beneil Dariush em um confronto que muitos consideram ser o mais empolgante e importante da noite. Após uma derrota muito dura para Islam Makhachev no UFC 280 e perder a chance de recuperar o cinturão dos leves, Charles retorna com sangue nos olhos e mais pronto do que nunca para começar sua retomada rumo ao título da divisão. O brasileiro, que derrotou Michael Chandler, Dustin Poirier e Justin Gaethje em um dos reinados mais encantadores da divisão, pretende recuperar seu posto no posto da categoria.
No entanto, sua luta está bem longe de ser uma moleza. Beneil Dariush, número 4 do ranking, vem em uma sequência avassaladora de oito vitórias consecutivas e na opinião de muitos já merece uma oportunidade de lutar pelo cinturão. Com um estilo de luta mais contido e menos explosivo que o do brasileiro, o norte-americano consegue ler muito bem seus adversários e se adaptar em meio a adversidades, seja mandando no ritmo da luta ou contra atacando, Beneil é extremamente perigoso e competente naquilo que propõe executar.
Com um leve favoritismo para Dariush, as casas de apostas indicam Charles como o azarão do confronto, contudo, o passado do brasileiro mostra que não se pode duvidar do seu potencial. Em um confronto equilibrado e que promete não chegar até o final dos três rounds estipulados, qualquer erro pode ser fatal. Ambos os lutadores são excelentes na luta de pé, mas no chão quem tem a vantagem é “Do Bonx”, o maior finalizador da história do UFC. Em uma luta de altíssimo nível, a recompensa não poderia ser menor, o vencedor do confronto muito provavelmente enfrentará o campeão Islam Makhachev, e pode ter certeza, não há nada nesse mundo que o nosso Charlinho queira mais do que essa revanche.
Card Completo de Lutas:
→ CARD PRINCIPAL. (23:00 BRT)
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Amanda Nunes (C) vs Irene Aldana #5 (Cinturão Peso-Galo feminino)
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Charles Oliveira #1 vs Beneil Dariush #4 (Peso-Leve)
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Mike Malott vs Adam Fugitt (Peso Meio-médio)
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Dan Ige #13 vs Nate Landwehr (Peso-Pena)
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Marc-André Barriault vs Eryk Anders (Peso-Médio)
→ CARD PRELIMINAR. (21:00 BRT)
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Nassourdine Imavov #12 vs Chris Curtis #14 (Peso-Médio)
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Miranda Maverick #15 vs Jasmine Jasudavicius (Peso-Mosca feminino)
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Aiemann Zahabi vs Aoriqileng (Peso-Galo)
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Kyle Nelson vs Blake Bilder (Peso-Pena)
→ PRELIMINARES INICIAIS. (20:00 BRT)
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David Dvorak #10 vs Stephen Erceg (Peso-Mosca)
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Diana Belbita vs Maria Oliveira (Peso-Palha feminino)
Na quarta-feira (7) o Denver Nuggets e o Miami Heat se enfrentaram pelo jogo 3 das Finais da NBA. A partida que aconteceu no Kaseya Center, ginásio do Heat, na Flórida, e terminou em 109 a 94 a favor da equipe visitante. O grande destaque do jogo foi novamente o pivô do Nuggets, Nikola Jokic. O sérvio, em mais uma noite de gala, anotou seu segundo triplo-duplo em três duelos decisivos até aqui e conduziu a equipe do Colorado para a segunda vitória na série (2 a 1).
Apesar de um primeiro quarto equilibrado, a equipe do Miami Heat iniciou o jogo em vantagem. Com uma bandeja do pivô Bam Adebayo e uma bola tripla de Kevin Love, o time da Flórida abriu 5 a 0 em relação ao Denver Nuggets. Os visitantes, por sua vez, empataram o duelo aos 5:32 com um arremesso de Nikola Jokic, deixando o confronto em 14 a 14. Logo na sequência, o Nuggets, com mais uma participação ofensiva do atleta sérvio, virou o embate e assumiu a liderança do placar. A partida seguiu parelha e foi para o segundo período igualada em 24 a 24. Jimmy Butler e Jokic foram os cestinhas da primeira parcial, ambos anotaram 10 pontos.
O segundo quarto continuou muito equilibrado e com algumas trocas de liderança no placar. Bam Adebayo, com boa participação no ataque, após um arremesso da meia distância chegou aos nove pontos no jogo e deixou a partida em 29 a 29. O Denver Nuggets, apesar de atuar longe de seus domínios, continuou forte na parte ofensiva e chegou a abrir cinco pontos de frente já na reta final do período, com dois lances livres convertidos por Jokic. Kyle Lowry, armador do Miami Heat, tentou uma bola do perímetro no estouro do cronômetro para diminuir a desvantagem dos mandantes, mas errou. O embate na Flórida foi para o intervalo em 53 a 48 a favor de Denver.
A vantagem imposta pelo Nuggets sobre o Heat foi o que caracterizou o terceiro período. A equipe do Colorado voltou melhor dos vestiários e chegou a abrir 13 pontos de frente em relação aos mandantes, após bola tripla de Nikola Jokic (73 a 60). A eficiência dos arremessos de quadra de ambos os times diminuiu no quarto. Apesar disso, o Denver utilizou da imposição física e vantagem técnica para conseguir pontuar. Butler e Adebayo seguiram bem no jogo e juntos somavam 41 pontos. Mesmo com a dupla de estrelas do Miami Heat tendo uma boa atuação no duelo, o restante da equipe não correspondia na mesma intensidade. O placar da terceira parcial ficou em 82 a 68 para os visitantes.
A vitória do Denver Nuggets foi confirmada no último quarto. A equipe liderada por Nikola Jokic administrou o resultado construído ao longo da partida, conteve o ímpeto do Miami Heat e abriu 2 a 1 na série decisiva da temporada.
Para conseguir a vitória atuando no Kaseya Center, o Denver Nuggets contou mais uma vez com uma ótima atuação de Nikola Jokic. O “The Joker”, como é apelidado carinhosamente na liga, anotou mais um triplo-duplo em finais, seu segundo nessa edição, que também é sua primeira participação em decisões da NBA. O atleta terminou a partida com 32 pontos e 21 rebotes anotados. Além disso, ele ainda contribuiu com 10 assistências. O camisa 15 do Nuggets se tornou o primeiro jogador na história da NBA Finals a conseguir mais de 30 pontos, 20 rebotes e 10 assistências em um único jogo.
Jamal Murray, do Denver, foi mais um atleta da equipe do Colorado que teve uma atuação acima da média. O armador do Nuggets, que teve um jogo 2 discreto, se recuperou na série e conseguiu anotar seu primeiro triplo-duplo em finais. Murray marcou 34 pontos, buscou 10 rebotes e assistiu seus companheiros 10 vezes.
Uma das chaves para a vitória do time como visitante foi a regularidade no ataque de suas principais estrelas, que combinaram para 66 pontos, e também a eficiente participação do bancário Christian Braun no jogo. O ala-armador reserva do Denver Nuggets fez 15 pontos vindo do banco. Braun teve um excelente aproveitamento nos arremessos de quadra, beirando os 90% (7/8). Aaron Gordon também fez mais um jogo consistente nos dois lados da quadra, o ala-pivô pegou 10 rebotes e marcou 11 pontos, conseguindo um duplo-duplo.
Já o Heat, que começou bem o jogo e equilibrou as coisas até a metade da partida, teve uma atuação coletiva ruim. Jimmy Butler contribuiu com 28 pontos, dois rebotes e quatro assistências. No embate anterior Butler foi mais participativo ofensivamente e distribuiu um número maior de assistências (9), colocando seus companheiros em melhores condições de arremessos, algo que não aconteceu nesse confronto. Bam Adebayo marcou 22 pontos e pegou 17 rebotes.
O baixo aproveitamento no ataque, após a volta do intervalo, e o fato do Heat não ter conseguido neutralizar as ações ofensivas de Nikola Jokic e Jamal Murray, refletiram na derrota da equipe. Além disso, apenas Butler e Adebayo ultrapassaram a marca de 10 pontos.
O próximo jogo entre as equipes ocorre nesta sexta-feira (9). A partida número quatro da série, no Kaseya Center, na Flórida, está programada para iniciar às 21h30 (horário de Brasília).
Vem conferir com AGEMT os resultados e os times classificados para as quartas de final da competição considerada “a mais democrática do país”!
SEM SUSTOS
Como primeiro classificado temos o Palmeiras, que no Allianz Parque venceu o Fortaleza por 3 a 0, uma avalanche alviverde com gols de Raphael Veiga, Bruno Tabata e Richard Rios. Jogando em casa, o Palmeiras acumula uma sequência de 30 partidas sem perder.
Já na Arena Castelão, o Leão do Pici soube neutralizar bem o time de Abel Ferreira, criando boas chances, mas quase sempre desperdiçando-as. Até que depois de uma bola na trave, Lucero aproveitou o rebote e fez o único gol do Fortaleza na partida, mas isso não foi suficiente para reverter o placar da ida. 3 a 1 no agregado para o Verdão!
DE HERÓI A VILÃO
O Bahia foi o segundo classificado, garantindo sua vaga contra o Santos. No jogo de ida um empate em 0 x 0, com um gol anulado de Deivid Washington pelo time paulista.
No segundo confronto realizado na Arena Fonte Nova, em Salvador, outro empate, só que dessa vez foi por 1 x 1. Com gols de Cauly para o Bahia e Bruno Mezenga a favor do Santos nos acréscimos, a partida foi para os pênaltis. Depois de nove cobranças alternadas dos dois times, o recém-chegado e autor do gol, Mezenga do Peixe perdeu o pênalti decisivo, que classificou o Tricolor de Aço!
DOIS GIGANTES, UMA VAGA
No duelo entre os maiores vencedores da competição, o Grêmio conseguiu a classificação contra o Cruzeiro. No jogo de ida, um empate bem jogado, com golaços por parte das duas equipes, Bruno Rodrigues e Luis Suárez garantiram o 1 a 1 em Porto Alegre.
Já em Minas Gerais, o Cruzeiro soube aproveitar seu mando de campo, pressionando o time gaúcho durante toda a partida. Porém, o Grêmio aproveitou uma das poucas chances que teve e marcou o único gol da partida na metade do primeiro tempo. A pressão do Cabuloso aumentava conforme o tempo passava, afinal o time precisava de pelo menos um gol para levar a decisão aos pênaltis.
Os chutes cruzeirenses pararam várias vezes no goleiro Gabriel Grando, que também contou muitas vezes com a ajuda da trave. A potência do time mineiro não foi suficiente, o que causou a classificação do Imortal fora de casa.
NÂO DEU POR UM TIQUINHO
No confronto entre Botafogo e Athletico Paranaense, o time carioca começou melhor no duelo, saindo com dois gols à frente no primeiro tempo. O Furacão fez sua parte no segundo tempo e conseguiu virar o duelo. Com a vitória em casa, o Athletico poderia perder por um gol de diferença na segunda partida.
No Estádio Nilton Santos, Tiquinho Soares marcou o primeiro e único gol do Botafogo na partida. Com o empate no placar agregado, a partida foi decidida nos pênaltis.
O Fogão perdeu suas duas primeiras cobranças com Tiquinho e Tchê Tchê. Já o Athletico teve 100% de aproveitamento. Dessa forma, o Furacão garantiu a classificação em uma noite mágica do goleiro Bento.
SILÊNCIO NO SUL
Partindo do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul, vamos ao confronto dos desesperados. Após perder a partida de ida por 2 a 0 para o América Mineiro, o Internacional precisava reverter o placar jogando dentro de casa.
O Colorado partiu para cima do Coelho e logo no primeiro tempo, em três bolas paradas, virou o placar do confronto no agregado. Três gols eram sinal de 45 minutos quase perfeitos. Já no segundo tempo, o time perdeu o gás e o América Mineiro aproveitou. Juninho fez o gol que levou a decisão para os pênaltis.
Na fábrica de heróis e vilões, De Pena foi o culpado da vez. Na hora da batida, o jogador acabou dando dois toques na bola e a cobrança foi anulada, o que culminou na eliminação colorada. O Coelho aprontou mais uma vez contra o Inter e tirou a equipe gaúcha da Copa do Brasil.
CLASSIFICAÇÃO À MODA DA CASA
No mesmo horário, o confronto entre Corinthians e Atlético Mineiro ocorria na Neo Química Arena. A torcida do time da casa fez sua parte e lotou o estádio na esperança de uma virada histórica. Embalado pela vitória contra o Fluminense no fim de semana, o Timão foi para cima do time mineiro com a missão de recuperar uma desvantagem de 2 a 0 no placar do jogo de ida em Belo Horizonte. O Galo entrou com um time cheio de mudanças.
Ao melhor estilo Corinthians, os mandantes entregaram tudo em campo e conseguiram igualar o placar no agregado, com um gol em cada tempo. Um deles, um golaço de Roger Guedes, símbolo do que é a garra desse time.
A decisão foi para os pênaltis e Cássio, mais uma vez, cresceu diante dos batedores adversários. O goleiro decidiu o confronto e garantiu a vaga do time de Luxemburgo para a próxima fase da competição.
TESTE PRA CARDÍACO
O confronto entre São Paulo e Sport aparentava ter sido decidido, entretanto, a equipe recifense demonstrou o contrário. O Tricolor venceu a primeira partida, na Ilha do Retiro, por 2 a 0 e podia perder por até um gol de diferença no duelo de volta.
O time pernambucano, por precisar buscar o resultado, saiu pro jogo, o que abriu espaços na sua defesa. O time da casa aproveitou a chance e aumentou a vantagem no placar ainda no primeiro tempo. Antes do intervalo, os visitantes empataram o jogo em 1 a 1. Mas, foi na segunda etapa que o jogo pegou fogo.
O Leão pressionou os mandantes durante toda a segunda etapa e alcançou nos minutos finais da partida o empate no placar agregado. 3 a 1 para os visitantes no tempo normal, resultado que levou a decisão para mais uma disputa de pênaltis na fase classificatória. O goleiro Rafael, em noite inspirada, defendeu o pênalti de Juba e classificou o Tricolor Paulista para as quartas de final da Copa do Brasil!
SAMPAOLÉ
Para fechar a fase de oitavas de final da Copa do Brasil, um dos maiores clássicos do Brasil, o Fla-Flu. O primeiro jogo ficou marcado por um 0 a 0, com ambos os times se respeitando muito.
Cada um com seu estilo, Diniz e Sampaoli demonstraram em seus times o mais alto nível de futebol para o jogo decisivo de volta. O Fluminense controlou boa parte do jogo na posse de bola, enquanto, a forte marcação do Rubro-Negro se impunha frente ao time das Laranjeiras.
O Flamengo foi mais efetivo durante toda a partida e criou as melhores chances de gol do jogo. No final do primeiro tempo, Arrascaeta abriu o placar para o Mengão, o que abalou a confiança do Tricolor Carioca.
Já na segunda etapa, o Flu foi para o tudo ou nada. Com a esperança de buscar o empate, Diniz trocou jogadores defensivos por atacantes, o que não resultou em gols para sua equipe. Por outro lado, nos últimos instantes do jogo, Gabriel aproveitou o rebote de um chute ruim de Éverton Cebolinha e sacramentou a classificação do time de Sampaoli, aos gritos de "olé” no Maracanã.
PRÓXIMA FASE
O sorteio dos duelos das quartas de final acontece na terça-feira (06), às 13h. Após a definição, serão sorteados os mandos de campo e os chaveamentos até a grande final da Copa do Brasil. Os confrontos estão programados para as datas-base 5 e 12 de julho.
Com início previsto para 20 de julho, o maior campeonato de futebol feminino do mundo conta com 32 seleções, 64 partidas e terá dois países sede, a Austrália e a Nova Zelândia.
A cerimônia de abertura e a primeira partida da nona edição do campeonato acontecerão em Auckland, no Eden Park, onde a Nova Zelândia enfrenta a Noruega às 04:00. Além deste, os outros dois jogos do país na fase de grupos acontecem em 25 de julho, contra Filipinas às 02:30 no Estádio Wellington Regional e em 30 de julho, contra a Suíça às 04:00 no Estádio Dunedin. Todos os horários estão no fuso oficial de Brasília.
A Nova Zelândia é um dos países mais desenvolvidos e industrializados do mundo e pertence à Oceania. Possui extensivos recursos marinhos e grande diversidade de fauna e flora. Tem como divisão principal as ilhas do Norte e do Sul, mas conta com outras ilhas menores, situadas no sudoeste do Oceano Pacífico. Sua população é pequena, o que facilita a garantia da boa qualidade de vida à população, incluindo alta taxa de alfabetização, educação pública e liberdade de imprensa.
O uso de seu nome maori “Aotearoa”, comumente traduzido como “Terra da Nuvem Branca”, indica a diversidade cultural do país. Os maoris são um povo originário dessas terras, parte da identidade neozelandesa. Asiáticos e polinésios também são etnias significativas na composição populacional.
O baixo índice de corrupção é outro atrativo do país, que vive uma democracia parlamentar. Foi o último do planeta a receber povos europeus e tiveram uma independência tardia. Em 1947 se tornaram um reino da Commonwealth (Comunidade das Nações), no qual o chefe de Estado é compartilhado entre os reinos (Atualmente Rei Charles III).
O Rugby é o esporte mais popular no país, que é referência mundial na modalidade. As Black Ferns compõem a seleção feminina de rugby na Nova Zelândia, com 6 títulos na Copa do Mundo. A dança Haka é uma das heranças maori celebrada pelas equipes antes de suas partidas não apenas no rugby, mas também no futebol.
Estádios
Eden Park
Fica localizado em Auckland e vai sediar, entre outros, o jogo de abertura da Copa. Com capacidade para cerca de 40.000 pessoas, o estádio foi inaugurado em 1900 e foi palco de importantes campeonatos, incluindo as finais da Copa do mundo de Rúgbi de 1987 e 2011, vencidas pelos All Blacks – a seleção masculina de rugby do país.
Dunedin Stadium
The Glasshouse, como é chamado, fica localizado nas margens do porto de Otago e é o único estádio coberto da Nova Zelândia. Inaugurado em 2011, tem capacidade para cerca de 25 mil pessoas e será palco de seis jogos da fase de grupos.
Waikato Stadium
Localizado em Hamilton, sediou a Copa do Mundo Feminina sub-17 (2008) e a sub-20 (2015). Inaugurado em 2002 e com capacidade para cerca de 16 mil pessoas, foi palco de quatro partidas de repescagem que definiu as últimas seleções classificadas para o campeonato: Panamá, Haiti e Portugal.
Wellington Regional Stadium
Com capacidade para cerca de 30.000 pessoas, inaugurado em 2000 e apelidado de The Cake Tin, o estádio fica localizado em Wellington e será palco de 9 jogos da Copa do Mundo. É considerado o principal estádio de futebol do país, além, é claro, de ter sido palco para jogos de rugby e críquete.
As Football Ferns
Assim são chamadas as jogadoras da seleção feminina devido à planta símbolo do país, a samambaia-de-prata. Estrearam em 1975 e estiveram presentes em cinco Copas do Mundo Femininas da FIFA, sendo a primeira delas em 1991, mas nunca avançaram para além da fase de grupos.
Com exceção de 2023, as classificações do país ocorreram a partir dos campeonatos da OFC (Oceania Football Confederation), nos quais a Nova Zelândia é protagonista.
A nação participou de quatro Olimpíadas, chegando às quartas de final em 2012 (Londres) e sediou três campeonatos FIFA das categorias de base: a Copa do Mundo Masculina sub-17 em 1999, a Copa do Mundo Feminina sub-17 em 2008 e a Copa do Mundo Masculina sub-20 em 2015.
No amistoso contra a Islândia, em 7 de abril no Mardan Sports Complex, as Ferns buscaram coragem e união e obtiveram um positivo empate de 1 a 1.
Já no jogo com a Nigéria, em 11 de abril, o resultado foi de 3 a 0 para o time adversário. Klimková lamentou o resultado e afirmou que as Ferns precisam trabalhar na defesa nesse momento.
Klimková e a esperança de um jogo mais ofensivo
No comando da seleção, Jitka Klimková afirma que o foco principal do time é atacar e criar chances. “Quero manter a posse da bola e controlar o ritmo do jogo tanto quanto for possível. Independentemente de quem tivermos pela frente, a Nova Zelândia vai ser uma seleção que joga para ganhar”, afirmou a técnica em entrevista para a FIFA nas preparações para a Copa.
A técnica das Football Ferns tem 48 anos e é nascida em Kyjov, na antiga Tchecoslováquia. Coordenou a seleção tcheca sub-19, conquistou um título da A-League no Canberra United da Austrália e treinou categorias de base nos Estados Unidos.
Destaques das Ferns
Milly Clegg é uma atacante de apenas 17 anos que acaba de debutar na equipe principal e promete trazer o espírito competitivo para o time. Milly participou de duas Copas do Mundo nas categorias de base e comemorou sua primeira convocação no Ferns com dois gols pelo seu atual time Wellington Phoenix em uma vitória por 3 a 1 contra o Adelaide United. Seu maior gol foi no mundial sub-20 na Costa Rica, em um empate de 2 a 2 contra a Colômbia.
Claudia Bunge tem 23 anos e esteve construindo uma boa reputação, que compõe o coração da defesa. Claudia considera que sua maior atuação foi em um empate contra a França na Copa do Mundo Sub-20 da FIFA, além de ter estreado no sênior em uma partida contra a China na Copa de 2019.
Ali Riley, de 35 anos, é veterana e capitã do seu atual time Angel City e da seleção Neozelandesa; jogou nas copas de 2007, 2011, 2015 e 2019. Ali joga na defesa e tem 152 atuações pela seleção.
Hannah Wilkinson é destaque das Football Ferns desde quando jogava nas categorias de base. Foi peça importante em três Copas do Mundo e fez o gol do amistoso contra a Islândia. Hannah joga no ataque, já fez 28 gols pela seleção e teve 113 atuações.
Deu Zebra?
A defensora Meikayla Moore marcou um hat-trick de gols-contra pela Nova Zelândia contra os Estados Unidos na “SheBelieves Cup” (Campeonato apresentado pela Visa) em fevereiro de 2022, com todos os gols marcados no primeiro tempo e foi muito criticada. “Eu posso rir disso agora, trabalhei bastante (com meu terapeuta). Ele tem sido incrível” brincou a jogadora em entrevista para o “The Athletic”.