Apenas em sua segunda edição na história da Fórmula 1, o Grand Prix do Catar já serviu para questionar a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em assegurar a integridade física dos pilotos. Isso porque as condições da pista causaram uma série de polêmicas durante todo o final de semana, acerca da segurança do circuito. Confira:
Pneus Pirelli
Na sexta-feira, a Pirelli, –fornecedora oficial de pneus da Fórmula 1 – alertou a FIA sobre falhas no traçado do circuito, que poderiam causar danos aos pneus e trazer riscos aos pilotos. A constatação veio após testes realizados pela fabricante, após as sessões de treino livre e a classificação para a corrida do domingo.
A FIA demorou a tomar providências. Somente durante a classificação e a corrida sprint do sábado, a federação decidiu alterar os limites de pista nos locais em que a zebra (inclinação que define os limites da pista) tinha o formato piramidal. Essas modificações foram de 80 cm nas curvas 12 e 13, nas quais, segundo a Pirelli, se dava o problema de desgaste que acarretava no risco aos pilotos.
Contudo, mesmo após essa medida, a fabricante continuou detectando problemas nos pneus e outra estratégia teve que ser tomada. Horas antes da corrida principal, a FIA informou que todos os pilotos teriam que fazer três paradas obrigatórias e não poderiam dar mais de 18 voltas com o mesmo composto. A penalização era a desqualificação da prova.
Pilotos como Lewis Hamilton e Fernando Alonso manifestaram insatisfação durante as entrevistas coletivas ao afirmarem que, em nenhum momento, a organização os consultou sobre o problema.
Clima durante a corrida
Após a "resolução" do problema dos pneus, outra condição da pista recém-reformada do Catar apareceu: a temperatura da pista estava muito alta e a umidade era quase nula. O piloto da Williams, Logan Sargeant, abandonou a prova pois não estava passando bem. Outros competidores como Oscar Piastri, da McLaren, e Max Verstappen, da Red Bull, estavam exaustos após o término da prova e mal conseguiam parar em pé.
Esteban Ocon, da Alpine, informou à equipe, por rádio, que havia vomitado no capacete durante a 15ª volta. Já Charles Leclerc e Lance Stroll, relataram ter apagado durante as curvas em alta velocidade.
Pronunciamento da FIA
Após as polêmicas envolvendo a saúde dos pilotos, a organização se pronunciou no site oficial. "A operação segura dos carros é, em todos os momentos, responsabilidade dos competidores, no entanto, como acontece com outros assuntos relacionados à segurança, como infraestrutura de circuitos e requisitos de segurança dos carros, a FIA tomará todas as medidas razoáveis para estabelecer e comunicar parâmetros aceitáveis nos quais as competições são realizadas", afirmava em uma das passagens.
Além disso, a federação informou ainda que discutirá uma série de medidas no próximo encontro com a equipe médica que será realizado em Paris. Entre elas, estão "orientação para os competidores, pesquisa sobre modificações para um fluxo de ar mais eficiente no cockpit e recomendações para mudanças no calendário, para alinhá-lo com condições climáticas aceitáveis".
Apesar das dificuldades, Max Verstappen foi consagrado tricampeão mundial na Sprint do Catar e venceu a corrida principal no domingo. A Fórmula 1 retorna na próxima semana com o GP de Austin, no Texas. A corrida será transmitida no dia 22/10 às 16h, no horário de Brasília.
O Fluminense é finalista da Copa Libertadores da América de 2023! Em uma partida emocionante realizada no Beira- Rio na última quarta-feira (4), o clube carioca venceu de virada o Internacional por 2 a 1 e, com o empate no primeiro jogo no Rio de Janeiro, se classificou para a grande decisão da competição, que será jogada no dia 4 de novembro no Maracanã. O Fluminense retorna à final da Libertadores após 15 anos e enfrentará o Boca Juniors, que eliminou o Palmeiras na semifinal.
A classificação do Fluminense para a final mostrou a casca e experiência que o time adquiriu ao longo dos últimos tempos. O tricolor carioca não jogou melhor que o seu adversário e quase não conseguiu furar a forte defesa do Internacional, que jogou com o placar a seu favor durante quase todo o tempo. Em uma partida na qual o Inter foi melhor, se classificou o time que foi cirúrgico e que soube matar o jogo quando teve suas (poucas) oportunidades claras de gol.
Com apenas 10 minutos, o colorado marcou o primeiro gol do jogo. Após escanteio cobrado por Alan Patrick na área, o goleiro Fábio saiu mal, escorregou e o zagueiro Gabriel Mercado, de cabeça, abriu o placar a favor do Inter. O gol no início do jogo inflamou (ainda mais) a torcida gaúcha, que já havia feito uma grande festa antes da partida.
Torcida do Inter faz "corredor de fogo" na chegada do time ao Beira-Rio (Foto: Bruno Ravazzolli)
No segundo tempo, o técnico Fernando Diniz promoveu duas alterações no Fluminense: Martinelli e John Kennedy entraram no lugar de Felipe Melo e Alexsander, respectivamente. As mudanças fizeram o time se expor mais, já que precisava buscar o resultado no Beira-Rio.
Até os 35 do segundo tempo, no entanto, o Flu ainda não havia conseguido furar a defesa do Inter. A partida chegava a sua reta final e o colorado se aproximava da quarta final de Libertadores em sua história. Mas tudo mudou quando Germán Cano encontrou um lindo passe para John Kennedy, que ficou cara a cara com o goleiro Rochet e deu um lindo toque por cobertura. O lateral Renê tentou tirar em cima da linha, mas não conseguiu impedir o gol de empate do Fluminense.
O tricolor, animado com o gol, foi ao ataque e, aos 42 minutos virou a partida em Porto Alegre. Após passe do colombiano Yony González dentro da área, Kennedy deixou para Cano empurrar para o fundo das redes: 2 a 1 para o Fluminense. O argentino, artilheiro da Libertadores, chegou à marca de 12 gols na competição.
Fluminense chega à final da Libertadores pela segunda vez em sua história (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
A quase um mês da final contra o Boca, o clube carioca agora volta as suas atenções ao Campeonato Brasileiro. O time está em sexto lugar e busca condições para garantir uma vaga para a próxima edição da Libertadores, caso não vença a decisão. O Inter, por sua vez, vai remoer as dores da derrota e precisa se recuperar para evitar grandes sustos no campeonato nacional. O colorado está, no momento, a apenas três pontos de distância da zona de rebaixamento.
Na noite desta segunda-feira (09), o Clube de Regatas do Flamengo anunciou Tite como o mais novo técnico do time, através das redes sociais. O gaúcho de 62 anos assinou um contrato válido até dezembro de 2024 e contará com três auxiliares (César Sampaio, Cléber Xavier e Matheus Bacchi), um preparador físico (Fábio Mahseredjian) e um analista de desempenho (Lucas Oliveira). O treinador irá comandar a equipe ainda neste campeonato brasileiro e já começa os trabalhos no Ninho do Urubu amanhã.
Esta será a primeira vez que o ex-técnico da seleção brasileira comandará uma equipe do estado do Rio de Janeiro, e será seu primeiro trabalho em um clube desde junho de 2016, quando deixou o Corinthians. Tite conhece boa parte do elenco rubro-negro, inclusive já tendo convocado 11 jogadores do atual elenco para a seleção brasileira em diversos momentos (Santos, Rodrigo Caio, David Luiz, Pablo, Filipe Luís, Gerson, Éverton Ribeiro, Everton Cebolinha, Bruno Henrique, Gabigol e Pedro).
Tite era desejo da direção rubro-negra há tempos, antes mesmo da contratação de Sampaoli, mas como o treinador relutava em comandar um clube brasileiro, as negociações não avançavam. Tite desejava comandar algum clube europeu pós-Copa do Mundo de 2022, ou então alguma outra equipe americana, saudita, de qualquer país, menos o Brasil, mas acabou resolvendo aceitar o rubro-negro da Gávea.
CONFIRA A TRAJETÓRIA DOS ÚLTIMOS TRABALHOS DE TITE
Na sua segunda passagem pelo Corinthians, Tite conquistou um Brasileirão, a primeira e única Libertadores na história do clube (de maneira invicta), o Mundial de Clubes da FIFA, um campeonato paulista e a Recopa Sul-Americana. O técnico deixou o time em 2013, após decisão da diretoria de não renovar seu contrato.
De volta ao Parque São Jorge em dezembro de 2014, Tite venceu o Campeonato Brasileiro de 2015 com 81 pontos, perdendo apenas 5 partidas em toda a campanha e marcando 71 gols. Devido ao futebol apresentado, aliado às conquistas, a CBF, que vinha de maus resultados com o antigo treinador Dunga, assinou com o Tite em junho de 2016. Na ocasião, a seleção estava fora da zona de classificação para a Copa do Mundo.
Com a chegada do treinador, a seleção venceu 10 em 12 jogos, empatando nos outros dois, e foi a segunda seleção que garantiu a ida para a Copa na Rússia (a primeira foi a seleção do país-sede, automaticamente classificada). Entretanto, na Copa do Mundo o Brasil acabou caindo nas quartas de final para a Bélgica.
Mesmo com a eliminação, Tite renovou com a seleção e foi o primeiro técnico pós-Telê Santana a comandar dois ciclos de Copas seguidos. Do pós-Mundial até o final da Copa América de 2019 a seleção foi campeã da competição continental e em 16 jogos não perdeu nenhum, com 14 vitórias e 2 empates, mas por conta do futebol desorganizado taticamente e pouco prazeroso de se assistir, o técnico foi alvo de críticas, que se intensificaram com o passar do tempo. A seleção continuou sem perder praticamente nenhuma partida, com apenas duas derrotas marcantes, uma para a Argentina na final da Copa América de 2021, em pleno Maracanã, e a eliminação por pênaltis nas quartas de finais da Copa do Mundo de 2022, contra a Croácia, que foi a última partida do técnico no comando da seleção.
Na tarde deste sábado (7), a Fórmula 1 viveu uma situação inédita. Max Verstappen conquistou seu tricampeonato na corrida sprint do GP do Qatar. Precisando de apenas 3 pontos para alcançar o marco, o piloto holandês não enfrentou dificuldades ao chegar em 2º lugar na etapa vencida pelo novato Oscar Piastri.
A batida do seu companheiro de equipe, Sergio Pérez, com Esteban Ocon apenas serviu para antecipar o título inevitável.
Mclarens mantém a boa fase
A corrida Sprint em si, foi muito movimentada. Ultrapassagens, acidentes e safeties cars, movimentaram a prova de 1000 km.
Na largada, a McLaren de Piastri manteve a liderança, mas seu companheiro de equipe, Lando Norris, não largou bem e caiu para a sexta posição. George Russel, Carlos Sainz, Charles Leclerc e Max Verstappen formavam os primeiros cinco colocados.
Mas a corrida logo foi interrompida pelo safety Car, após a batida de Lawson da Alpha Tauri na primeira volta.
Com o reinício da corrida Russel assumiu a primeira colocação após uma ultrapassagem ousada para cima de Piastri. Mas pouco tempo depois, ocorreu a segunda paralisação com Logan Sargeant, da Williams, rodando na pista, resultando na presença do Safety Car por 6 voltas.
Com isso, na terceira largada Verstappen que nessa altura estava em quinto ultrapassou a duas Ferraris assumindo a terceira colocação. Enquanto Piastri foi para cima de Russel e tomou a liderança do piloto inglês.
Ainda deu tempo para mais um safety car, na volta 11, com um batida envolvendo Sergio Pérez , Estaban Ocon e Nico Hulkenberg. Com o abandono de Perez, Max Verstappen confirmou seu título independente do resultado da corrida.
Mesmo com o título confirmado, o Holandes não se contentou com o terceiro lugar, e no final da corrida ainda ultrapassou Russel e garantiu a segunda colocação na prova.
No final, Lando Norris, conseguiu 3 ultrapassagens numa recuperação incrível, aproveitando a queda de ritmo das Ferraris e conquistou o terceiro lugar. Vale ressaltar ainda as últimas voltas de Hamilton, que também com 3 ultrapassagens, saiu de oitava posição para terminar em quinta
Após as 19 voltas, a corrida terminou com Piastri vencendo a prova e somando 8 pontos , Verstappen tricampeão mundial ganhando 7, e Lando Norris com 6 seis, completando o pódio. Seguidos de George Russell (5), Hamilton (4), Sainz (3), Le Clerc (2) e Alonso (1), fechando a zona de pontuação da corrida Sprint.
Com o tricampeonato conquistado nessa prova, Verstappen se juntou a uma seleta lista de tricampeões da principal categoria do automobilismo. Entre os nomes estão os brasileiros Ayrton Senna e Nelson Piquet, além de Niki Lauda.
Em meio a muito calor, cansaço e desgaste tanto dos pilotos, quanto dos carros, o pódio de domingo do GP do Qatar teve muitos motivos para ser celebrado – Max Verstappen conquistou seu tricampeonato mundial consecutivo e a dupla Oscar Piastri e Lando Norris colocou a tradicional McLaren no pódio, pela 500º vez na história.
Mas o sentimento de triunfo não foi algo predominante no grid neste final de semana. Para a Mercedes, a corrida começou com uma colisão de seus dois pilotos. Logo na primeira curva, Lewis Hamilton entrou em contato com George Russel, quando tentou a ultrapassagem. O heptacampeão teve que abandonar a competição e recebeu uma multa por atravessar a pista por fora para entrar no pitlane, durante a entrada do safety car.
A dinâmica da corrida foi especialmente afetada pela anatomia diferente das zebras do Circuito de Lusail. Seu formato de pirâmide garantiu o maior desgaste de pneus, assim sendo imposto o limite de 18 voltas por conjunto, diante do risco de fissuras. Dessa maneira, a maioria do grid fez o mínimo de três pit stops. Outra consequência gerada pelas zebras foi o reforço dos limites de pista nas curvas 12 e 13. A questão puniu muitos pilotos durante a prova: Sergio Pérez, Pierre Gasly, Lance Stroll e Alexander Albon sofreram com as sanções, foram dez no total.
O calor extremo
A combinação entre o calor e a alta umidade no GP do Qatar foi um problema que trouxe muita atenção para o bem estar dos pilotos durante a corrida. As temperaturas atingiram os 35ºC durante o dia e 26ºC a noite. Muitos pilotos relataram a dificuldade em pilotar nessas condições: "Já esperávamos por isso, mas esse fim de semana foi quente demais para pilotar. Se continuarmos voltando aqui, essa corrida precisa ser mais para o fim do ano. Estava beirando 40ºC lá fora. Foi bem extremo. Muitos pilotos com os quais eu falei depois do pódio, estavam deitados no chão por aí", comentou o holândes, Max Verstappen.
Logan Sargeant chegou a abandonar a prova com sintomas de desidratação severa e gripe, e Esteban Ocon vomitou no próprio capacete entre as voltas 15 e 16.
Além de atrapalhar a condição física dos pilotos, as altas temperaturas do final de semana também acarretaram no superaquecimento dos carros. Fernando Alonso e Alexander Albon reclamaram sobre os assentos estarem extremamente quentes. George Russell chegou a guiar o carro por alguns períodos sem as mãos no volante, na tentativa de refrescá-las. Ano que vem, o GP do Qatar irá acontecer no início de novembro, onde se espera que as temperaturas fiquem mais amenas do que nesta edição.
A Fórmula 1 volta somente daqui a duas semanas, entre os dias 20 e 22 de outubro, com o GP de Austin, nos Estados Unidos, o primeiro da última perna tripla da temporada, que conta com o GP do México e do Brasil.