Na quarta-feira (25), Fluminense e Goiás se enfrentaram em disputa válida pela 29° rodada do Campeonato Brasileiro, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O Tricolor levou a melhor e encerrou o jejum de quatro rodadas sem vitórias, o placar final foi de 5 a 3. O resultado é importante para a equipe permanecer no pelotão de frente do Brasileirão e nutre as expectativas dos torcedores para a final da Conmebol Libertadores contra o Boca Juniors no dia 04 de novembro. O Goiás, embora tenha tido sucesso nas finalizações, permanece no Z-4.
O Esmeraldino abriu o placar aos 4 minutos do primeiro tempo com gol de Allano. Minutos depois, Matheus Babi ampliou o placar a favor do Goiás. Aos 16 minutos, o capitão tricolor Felipe Melo aproveitou a cobrança de escanteio de Ganso e balançou a rede adversária com um gol de cabeça. Em disputa de bola com Babi, Felipe sentiu dores na coxa e foi substituído por Lima. Aos 37 minutos, o zagueiro colombiano John Arias marcou o gol de empate após receber um passe de inversão de Keno.
A equipe carioca voltou ao campo com Diogo Barbosa no lugar de Marcelo. Já do lado esmeraldino, Higor Meritão substituiu Guilherme Marques. O gol de desempate pintou no primeiro minuto da segunda etapa. Diogo Barbosa encontrou John Arias na segunda trave, cruzou para o colombiano que dominou e bateu de canhota. 3 a 2 para o Fluminense, de virada.
Em seguida, Morelli derrubou Keno dentro da área e a penalidade foi marcada para o Tricolor. O goleiro Tadeu se deslocou mal e Keno converteu o pênalti no quarto gol do Flu na noite. Aos 16 minutos, Ganso encontrou Keno, que driblou a zaga adversária e aproveitou a saída do goleiro para balançar, novamente, a rede esmeraldina. Em jogada pelo lado direito, Alleson cruzou para Julián Palácios que marcou um golaço a favor do Goiás. Findado o jogo em Volta Redonda, 5 a 3 para o Fluminense.
As equipes retornam ao campo no final de semana para os jogos da 30ª rodada do Brasileirão. O Fluminense visita o Atlético - MG no sábado, dia 28, na Arena MRV, às 21h. O Goiás enfrenta o Vasco no domingo, dia 29, às 16h, no Estádio da Serrinha, em importante disputa para definir as equipes que permanecerão na Zona de Rebaixamento.
A seleção brasileira nunca havia perdido dois jogos seguidos na história das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Na última quinta (16), no entanto, essa marca foi quebrada. Após revés por 2 a 0 contra a seleção do Uruguai em outubro, o Brasil voltou a sentir o amargo gosto da derrota ao perder por 2 a 1, de virada, para a Colômbia, no Estádio Metropolitano, em Barranquilla.
Com a ausência forçada de jogadores importantes, como Ederson, Neymar, Gabriel Jesus e Casemiro, que estão lesionados, o técnico Fernando Diniz optou por começar a partida com a seguinte escalação:
Alisson; Emerson Royal, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Renan Lodi; André, Bruno Guimarães, Raphinha e Gabriel Martinelli; Rodrygo e Vini Junior.
Apesar da maior posse de bola da seleção brasileira na partida (61% x 39%), a Colômbia foi quem levou mais perigo e teve quase o dobro de finalizações: 23 contra 12.
O Brasil começou bem o duelo, pressionando os colombianos com tabelas envolventes e passes curtos, no melhor estilo Fernando Diniz, e abrindo o placar logo aos 4’ de jogo. Gabriel Martinelli tabelou com Vini Jr. e ficou cara a cara com o goleiro Vargas, finalizando rasteiro para o fundo das redes.
Depois disso, a Colômbia mandou no jogo, terminando o primeiro tempo melhor do que o Brasil, apesar de ainda estar atrás no placar. O cenário se manteve no segundo tempo, mas mesmo com muita pressão, os colombianos não conseguiam chegar ao gol.
Foi então que brilhou a estrela do atacante Luis Díaz, que viveu recentemente um pesado drama familiar após seu pai ter sido sequestrado pelo grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN), da Colômbia, e mantido em cativeiro por 12 dias.
O jogador do Liverpool marcou dois gols de cabeça em um intervalo de quatro minutos, aos 30’ e 34’ da etapa complementar, decidindo o jogo para os colombianos e estabelecendo uma grande festa em Barranquilla. Afinal, essa foi a primeira vitória da Colômbia contra o Brasil na história das Eliminatórias Sul-Americanas.
A seleção brasileira volta a campo na próxima terça (21), para enfrentar em sua última partida no ano a atual campeã do mundo Argentina, no Maracanã. O jogo pode ser o último de Lionel Messi em solo brasileiro. Os argentinos lideram a competição, com 12 pontos, mas vêm de uma derrota por 2 a 0 para o Uruguai, em Buenos Aires.
Depois disso, o Brasil volta a campo apenas em março do ano que vem, para enfrentar duas potências europeias em jogos amistosos: a Inglaterra no estádio de Wembley, em Londres; e a Espanha, no Santiago Bernabéu, em Madrid. Essas podem ser as duas últimas partidas da seleção sob o comando de Fernando Diniz, já que, nos bastidores, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) dá como certa a vinda do italiano Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, no meio de 2024.
“A primeira vez que eu olhei pro lado e vi que a maioria das pessoas se pareciam comigo, foi justamente quando eu estava no meio da torcida do pó de arroz.”, revela o jornalista e torcedor tricolor, Fagner Torres. “Eu ia no restaurante, no cinema, no teatro, lugares onde a maioria da galera era branca. Onde a maioria era como eu? Na arquibancada, pô!”, finaliza. O tradicional nevoeiro branco em meio as cadeiras virou símbolo de festa para a torcida do Fluminense. Hoje é comum que cada torcedor tricolor leve um saco do pó de arroz para os jogos no Maracanã, lançando-os ao céu e celebrando antes mesmo da bola rolar.
Por muitos anos, chamar um torcedor do Fluminense de “pó de arroz” era motivo de ofensa e chacota. Muitos torcedores rivais ainda hoje usam dessa palavra para acusar o clube de ser racista, afirmando que, no passado, o Fluminense obrigava os jogadores pretos a passarem pó de arroz no rosto para jogarem se passando por brancos, “minha vó me conta isso desde que eu tinha cinco anos”, revela Thaissan Passos, ex-treinadora do futebol feminino do Fluminense.
O folclore se espalhou a partir de uma crônica lançada em meados do século XX, se espalhando ao longo do tempo como uma polêmica que até hoje gera controvérsias e discussões. Independentemente da origem, fato é que a torcida tricolor adotou o pó de arroz como um verdadeiro símbolo antirracista, tornando o que antes era usado de forma pejorativa como representação de toda a torcida nas arquibancadas das laranjeiras: “Maior orgulho pra gente é quando saímos do jogo com todo o pó na cabeça. Não é uma maneira de embranquecer a torcida, e sim de dizer que nós vencemos o racismo aqui dentro e que somos um grupo a utilizar um xingamento que seria racista para combatê-lo!”, afirma o antropólogo torcedor do Fluminense, Ernesto Xavier.
A POLÊMICA ORIGEM DO PÓ DE ARROZ
Em 13 de Maio de 1914, Carlos Alberto, de 17 anos, se preparava para atuar pelo Fluminense contra o seu ex-clube, América, pelo Campeonato Carioca daquele ano. O jogador, que era o único preto da equipe, foi visto com um pó branco no rosto, que durante a partida começou a se desmanchar em seu suor, abrindo brecha para a torcida Americana provocar o recém-saído da equipe: “Pó de Arroz! Pó de Arroz!”, gritava a torcida.
“O rapaz veio conosco do América para o Fluminense, ele fazia a barba e, ao invés de deixar com sua cor natural e passar talco, ele colocava uma coisa branca, fazendo um contraste muito grande entre uma parte e outra do rosto, e então os torcedores começaram a chamar o time do Fluminense de ‘pó de arroz’”, explicou, aos 90 anos de idade, Marcos Carneiro de Mendonça, então goleiro da equipe de Carlos Alberto.
O caso voltou à tona 38 anos depois do jogo contra o América, em uma coluna publicada pelo jornalista Mário Filho no “Jornal dos Sports”, onde o autor alega que Carlos Alberto utilizava pó de arroz para esconder sua etnia, visto que, segundo Mário, o Fluminense era uma equipe elitista da qual apenas brancos eram benquistos: “Valia a pena ser Fluminense, Botafogo, Flamengo, clube de brancos. Se aparecia um mulato, num deles, mesmo disfarçado, o branco pobre, o mulato, o preto da geral, eram os primeiros a reparar. (...) Era o momento que Carlos Alberto mais temia. Preparava-se para ele, por isso mesmo, cuidadosamente, enchendo a cara de pó-de-arroz, ficando quase cinzento, não podia enganar ninguém, chamava até mais atenção. A torcida do Fluminense procurava esquecer de que Carlos Alberto era mulato. Um bom rapaz, muito fino”, finaliza a coluna.
O trecho publicado no jornal foi retirado do livro de Mário que teve sua primeira edição publicada em 1947, denominado “O Negro no Foot-Ball Brasileiro”, onde o autor desmistifica as especulações que afirmavam que o Fluminense obrigava Carlos a usar o pó de arroz. Com base no livro, o historiador Athos Vieira explica que o jogador utilizava o produto por causa do racismo imposto pela sociedade, mas que o clube em nenhum momento obrigava Carlos a utilizar pó de arroz. “O racismo não era do Fluminense, e sim da sociedade, das instituições, o Fluminense como tal era um clube racista, de pessoas brancas. Carlos Alberto, um menino tímido, se sentia incomodado com os holofotes e usava o pó de arroz para dissimular a cor de sua pele”, explica.
Athos chama atenção para o fato de que, no livro, Mário entrevista Carlos Alberto ainda em vida, onde o jogador explica as diferenças entre o América e o Fluminense, ressaltando que ambos eram times de branco, porém, por ser um clube aristocrata, o tricolor promovia bailes e eventos de luxo: “Essa era a diferença entre os times da Zona Sul e Norte, no América as famílias iam ver os jogos e se encontravam uma vez por semana na arquibancada. No Fluminense, eles viviam no clube, todo mundo devia ser igual, mesmo na cor”, afirma, segundo Athos Vieira, Carlos Alberto em entrevista à Mário Filho.
Por outra ótica, o também historiador Felipe Duque, aponta que Carlos Alberto era um adolescente de muitas espinhas no rosto, obrigando-o a utilizar um medicamento para contê-las, esse que por sua vez continha na bula a recomendação de passar pó de arroz no rosto logo após o uso do remédio, com o objetivo de manter a pele protegida e evitar a oleosidade: “o talco é uma coisa só pra aliviar o pós-barba, já o pó de arroz tem a função de proteger. Como que um menino tímido de 17 anos vai ter a noção que quando ele corresse aquilo ia se desmanchar no sol?”, questiona.
O São Paulo ganhou do Grêmio por 3 a 0 no sábado (28), no Estádio do Morumbi pela rodada 28° do Brasileirão. Os gols foram marcados por Michel Araújo, Pablo Maia – ambos com assistência de James Rodríguez – e Luciano, que aproveitou erro do lateral esquerdo Wesley para concluir o placar.
O São Paulo começou melhor o jogo, o primeiro gol saiu aos 21 minutos, após cobrança de escanteio de James, Michel Araújo marcou de cabeça. O Tricolor Paulista percebeu a dificuldade do adversário de criar pelo meio-campo e aproveitou os contra-ataques e o talento de James Rodríguez, protagonista da partida. O São Paulo finalizou 3 vezes no gol de Grando, e Rafael sofreu apenas 1 finalização, o que mostra que o primeiro tempo teve muita intensidade, mas baixas chances de gol.
O Grêmio voltou desorganizado e a equipe paulista não sofreu sustos e teve mais volume de jogo. Em uma jogada de contra-ataque, James serviu Pablo Maia dentro da área, que conseguiu ampliar. No que seria o último lance da partida, o time gremista foi todo para a área, e deixou apenas Wesley, jovem substituto do lateral Reinaldo, na cobertura, porém o garoto falhou e Luciano aproveitou, fechando 3 a 0 no Morumbi.
Durante o jogo destacou-se a solidão de Luis Suárez no campo de ataque. Com os demais atacantes sendo empurrados para o campo defensivo pelo São Paulo, sobrou para o centroavante uruguaio tentar resolver tudo sozinho, cobrando faltas, escanteios, arriscando arremates de fora da área e até batendo boca com a arbitragem, que rendeu o terceiro cartão amarelo para o jogador no campeonato, portanto, o atacante foi suspenso do confronto contra o Flamengo.
Com a vitória e já garantido na próxima Conmebol Libertadores após a conquista inédita da Copa do Brasil, o São Paulo se afastou de qualquer perigo da parte de baixo da tabela, se consolidando na 10ª colocação e tendo o Palmeiras, fora de casa, como próximo adversário (25/10). Enquanto isso, o Grêmio cai para a 6ª posição do Campeonato Brasileiro, tendo que vencer o Flamengo, do técnico Tite, dentro de casa (25/10), para conseguir voltar ao G4 da competição na próxima rodada.
Depois de quase um mês de espera, as Eliminatórias Sul-Americanas para a próxima Copa do Mundo estão de volta, em partidas que marcam a última Data Fifa do ano. A Seleção Brasileira fecha 2023 com dois desafios importantes na busca por uma vaga no Mundial de 2026, que será realizado em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
O Brasil enfrenta nesta quinta (16) a seleção da Colômbia, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla. Na próxima terça, a seleção recebe a Argentina, atual campeã do mundo, no Maracanã. As expectativas para este jogo são enormes, já que pode ser a última partida de Lionel Messi em solo brasileiro.
O goleiro Ederson, do Manchester City, titular da Seleção em todos os jogos sob o comando de Fernando Diniz, foi cortado da convocação devido a um trauma no pé esquerdo. Veja como ficou a lista final para a Data Fifa de novembro:
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Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Athletico-PR) e Lucas Perri (Botafogo)
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Laterais: Carlos Augusto (Inter de Milão), Emerson Royal (Tottenham) e Renan Lodi (Olympique de Marselha)
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Zagueiros: Bremer (Juventus), Gabriel Magalhães (Arsenal), Marquinhos (PSG) e Nino (Fluminense)
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Meio-campistas: André (Fluminense), Bruno Guimarães (Newcastle), Douglas Luiz (Aston Villa), Joelinton (Newcastle) e Raphael Veiga (Palmeiras)
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Atacantes: Endrick (Palmeiras), Gabriel Jesus (Arsenal), Gabriel Martinelli (Arsenal), Paulinho (Atlético-MG), Pepê (Porto), Raphinha (Barcelona), Rodrygo (Real Madrid) e Vini Jr (Real Madrid)
A grande novidade da lista fica por conta do atacante Endrick, do Palmeiras, uma das maiores promessas do futebol brasileiro e mundial. O garoto, de apenas 17 anos e quatro meses, se tornou o quarto jogador mais jovem a ser convocado para a Seleção Brasileira, atrás apenas de Pelé (16 anos e 8 meses), Edu (16 anos e 10 meses) e Coutinho (17 anos e 1 mês).
Endrick se apresenta à Seleção Brasileira (Vítor Silva/ CBF)
O Brasil vem de dois resultados decepcionantes nos jogos de outubro realizados pelas Eliminatórias: empate em casa por 1 a 1 contra a Venezuela; e derrota para o Uruguai por 2 a 0 em Montevidéu. O fraco desempenho da Seleção Brasileira ligou um alerta para os dois próximos jogos, que prometem ser ainda mais complicados.
A Argentina lidera a competição, com 12 pontos conquistados em quatro jogos. Uruguai e Brasil fecham o Top-3, com 7 pontos cada. A Celeste está na frente pelo critério de gols marcados. A Seleção Colombiana está em 5º, com uma vitória e três empates nas suas quatro partidas. Sendo assim, o Brasil enfrenta nesta Data Fifa as duas únicas seleções invictas até o momento.
Vale lembrar que o próximo Mundial será o primeiro a ser realizado com 48 equipes. Por isso, o número de vagas pelas Eliminatórias Sul-Americanas também aumenta. Antes, as quatro primeiras equipes se classificavam diretamente para a Copa, e o 5º colocado disputava a repescagem. No novo formato, as seis primeiras vão direto ao Mundial, e o 7º disputa a partida extra.