Roupas que atravessam gerações, peças garimpadas em brechós e uma indústria que produz em ritmo acelerado mostram que repensar a moda passa pela relação com aquilo que já existe
por
Sophia Coccetrone
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28/09/2026 - 12h

Por Sophia Coccetrone

 

Todos os dias, Sibelle Oliveira leva cerca de uma hora e meia para chegar ao seu brechó, na República, região central de São Paulo. Moradora do Jardim Peri, na zona norte da cidade, ela costuma fazer o trajeto de ônibus para economizar. No caminho, carrega sacolas e malas cheias de roupas que serão garimpadas, higienizadas, avaliadas e colocadas à venda no seu brechó. Aos 29 anos, divide a rotina entre o brechó, o trabalho como esteticista e possui sua carga de ensino técnico de Marketing. O negócio começou de outra maneira. No Brechó Vertical, prédio localizado na República que reúne diferentes brechós, ela inicialmente tentou desenvolver um espaço voltado à estética. Porém, a ideia não se sustentou sozinha. Foi então que decidiu transformar também sua relação com as roupas em trabalho e criou o Brecholezeiras.

Desde então, boa parte das tarefas fica por sua conta. É ela quem procura as peças, seleciona, higieniza, organiza, pensa na apresentação e atende as clientes. O trabalho acontece entre deslocamentos, estudos e outras atividades profissionais. Afirma que é um trabalho muito louco, e é para quem tem disposição.

Para chegar até ali, Sibelle precisa carregar fisicamente o próprio negócio em meio ao transporte público da cidade de São Paulo. “É assim que eu sigo lutando na correria para sustentar meu próprio negócio”.

A história de Sibelle revela uma das faces menos visíveis do consumo de segunda mão. Antes de uma peça chegar ao cabide de um brechó, existe uma série de escolhas, deslocamentos e trabalhos. E, depois que ela é vendida, sua história continua por mais algum tempo, agora no guarda-roupa de outra pessoa.

 

Brechós em São Paulo: veja 14 lojas para garimpar em SP - 04/10/2025 -  Passeios - Guia Folha

Corredor do Brechó Vertical - Imagem: Folha/UOL

 

Para Sibelle, vender roupas usadas não representa apenas uma alternativa de consumo. É também uma forma de trabalho e de construir uma identidade. A maior parte de suas clientes são mulheres próximas de sua idade, entre 20 e 30 anos, que procuram peças diferentes e, muitas vezes, encontram no brechó uma possibilidade de comprar produtos que seriam mais caros novos ou buscar mais alternativas para seu estilo pessoal. Ela afirma que geralmente quem consome muito de brechó, só vive de brechó.

A relação de Sibelle com as roupas também mudou a maneira como ela se veste. Ao passar boa parte dos dias procurando peças e pensando em quem poderia usar, ela começou a entender o garimpo não apenas como uma tarefa comercial, mas como uma forma de descobrir estilos e observar as diferentes maneiras pelas quais as pessoas constroem sua identidade.

Há também uma questão econômica. Para ela, comprar de segunda mão pode significar encontrar produtos de marcas conhecidas por valores mais acessíveis, além de peças antigas ou que já não são produzidas. Mas a escolha também está relacionada ao destino das roupas. Quando uma peça usada encontra uma nova dona, ela deixa de ser apenas algo que poderia ocupar espaço em um armário ou ser descartado. Passa a circular novamente. É uma lógica semelhante à da economia circular, em que produtos permanecem em uso por mais tempo antes de serem transformados em resíduos.

O professor Urbano Nobre, da PUC-SP, observa esse processo a partir da própria duração dos produtos. Para ele, uma das formas mais concretas de tornar o consumo mais consciente é fazer com que aquilo que já foi produzido permaneça em circulação por mais tempo.

 

“Uma das formas de você transformar de forma objetiva o consumo em algo consciente é você alongar a vida dos objetos, fazer com que o ciclo de produção e reprodução de consumo se alongue a três, quatro, cinco estágios.”

A experiência de Sibelle mostra esse prolongamento acontecendo na prática. Mas também evidencia que o consumo de segunda mão não elimina sozinho os problemas da indústria. Para que uma roupa chegue ao brechó, ela primeiro precisou ser produzida. E, enquanto novas peças continuam sendo fabricadas em grandes quantidades, o desafio permanece sendo diminuir a velocidade com que roupas entram e saem dos guarda-roupas.

Uma vida entre o tecidos e não-tecidos

Se Sibelle encontra novas histórias para roupas que já existem, Monika Debasa passou boa parte de sua trajetória pensando em como elas são produzidas. Professora de Moda da Faculdade Santa Marcelina e especialista em têxteis, Monika construiu sua carreira entre a indústria, a pesquisa e o ensino. Formada em Design pela FAAP, passou por diferentes experiências no setor têxtil, trabalhando com estamparia, padronagem, desenvolvimento de produtos e gestão.

Ainda no início da carreira, teve contato direto com o chão de fábrica durante um estágio na TDB Tecidos, empresa voltada à produção de malharia circular para beachwear e lingerie. Depois, atuou em Minas Gerais na área de algodão e desenvolveu uma coleção de estampas. Também trabalhou na Horizonte Têxtil, onde entrou em contato com pesquisas de tendências e chegou a administrar departamentos.

Foi nesse percurso que as questões relacionadas aos materiais e aos resíduos começaram a ganhar espaço em seu trabalho. Em 2009, Monika realizou testes com o Lonapet, tecido produzido a partir de garrafas recicladas de Guaraná Antártica. O material mantinha a cor verde das garrafas e também incorporava restos de fibras curtas de algodão a novos testes.

A experiência fazia parte de uma preocupação maior: entender que a sustentabilidade não começa depois que uma roupa é descartada. Ela também está presente na escolha das fibras, na qualidade da produção e na capacidade de uma peça permanecer em uso. Monika diz que a estética é, frequentemente, o primeiro fator de atração. A funcionalidade, por sua vez, deve ser adaptada ao contexto de uso. Contudo, a durabilidade é o pilar central da sustentabilidade. Quanto mais duradoura uma peça, mais sustentável ela se torna.

Para ela uma roupa não pode ser considerada sustentável apenas porque foi produzida com determinado material. A fibra utilizada, a qualidade da fabricação, o conforto, a possibilidade de manutenção e até a maneira como a peça é lavada interferem em sua vida útil.

Essa perspectiva acompanha sua trajetória acadêmica. Depois da experiência na indústria, ela se especializou em moda e gestão e realizou mestrado na área de design têxtil na EACH-USP. A pesquisa e a prática profissional passaram a caminhar juntas, até que o ensino se tornou uma parte central de seu trabalho.

Do ativismo à sala de aula

A preocupação de Monika com a sustentabilidade também ultrapassa os processos industriais. Ela participa do Fashion Revolution, movimento internacional criado após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, em 2013, que matou mais de mil trabalhadores da indústria têxtil e colocou em evidência as condições de trabalho e produção do setor.

Como uma das embaixadoras brasileiras do movimento, Monika participa de ações voltadas à transparência, às condições de trabalho e à responsabilidade ambiental na moda. Ela costuma comparar o Fashion Revolution a uma espécie de “Greenpeace da moda”, justamente pela tentativa de aproximar questões ambientais e sociais do cotidiano da indústria.

A discussão também chega à Faculdade Santa Marcelina. Um exemplo é o “Setembro da Segunda Mão”, projeto de troca de roupas que incentiva os alunos a fazerem as peças circularem novamente. Na edição mais recente mencionada pela professora, 375 peças foram trocadas. A iniciativa parte de uma ideia simples: Monika gosta de reforçar que a melhor roupa é aquela que já existe.

É uma mudança de perspectiva que também aparece no trabalho de Sibelle. Enquanto Monika discute a durabilidade antes e durante a produção, Sibelle trabalha justamente no momento seguinte, quando a roupa poderia ser esquecida, acumulada ou descartada.

A roupa como trabalho

No cotidiano de um brechó, entretanto, prolongar a vida de uma peça não acontece de maneira automática. Sibelle precisa encontrar as roupas, transportá-las, selecionar o que pode ser vendido, higienizar cada peça, organizar o espaço, fotografar ou apresentar os produtos e conversar com as clientes, tudo sozinha. 

O esforço também aparece na maneira como Sibelle transforma sua própria rotina em expressão. Ela faz rimas de rap improvisado para retratar o trabalho e as situações que vive todos os dias, usando a música como uma maneira de registrar a experiência de manter um negócio próprio e se manter no "corre" do dia a dia.

O brechó, nesse sentido, está longe de ser apenas um espaço onde uma roupa usada muda de dono. Existe uma cadeia de trabalho por trás de cada peça que chega ao cabide. E existe também uma relação afetiva: alguém escolheu aquela roupa antes, alguém decidiu não descartar e outra pessoa agora encontrou nela uma nova oportunidade

O problema começa antes do descarte.

A trajetória de Sibelle acontece em contraste com um mercado de moda cada vez mais acelerado. Segundo dados citados pela CNN Brasil, a quantidade de peças de vestuário produzidas no mundo dobrou desde os anos 2000. No mesmo período, os consumidores passaram a comprar cerca de 60% mais roupas, mas a utilizá-las durante aproximadamente metade de sua vida útil. O problema, portanto, não está apenas no momento em que uma roupa vira lixo. Ele começa antes, na quantidade de peças produzidas, na velocidade com que são substituídas e na forma como o consumidor se relaciona com elas, além da forma do descarte que muitas vezes é irresponsável ambientalmente. 

A experiência de comprar uma roupa nova parece simples, mas envolve uma cadeia que passa pela obtenção da matéria-prima, produção, uso de água e energia, processos químicos, transporte, venda e, finalmente, descarte. É nesse intervalo entre produção e descarte que histórias como a de Sibelle ganham importância. Um brechó não interrompe a produção em larga escala, mas cria uma possibilidade para que algumas peças permaneçam em circulação.

Crescer sem ultrapassar os limites

A relação entre crescimento econômico e limites ambientais também é discutida pelo professor José Geraldo Portugal Júnior, vice-coordenador da FEA PUC-SP. A partir do conceito de Economia Donut, desenvolvido pela economista Kate Raworth, Portugal trabalha com a ideia de que uma sociedade precisa garantir condições mínimas de vida para as pessoas sem ultrapassar os limites ambientais do planeta.

Aplicada à indústria têxtil, essa perspectiva coloca a questão sobre como atender às necessidades de uma população crescente sem depender de uma produção cada vez maior de roupas que são utilizadas por períodos cada vez menores. A resposta não está apenas em trocar um tecido por outro. É preciso observar toda a cadeia e, principalmente, a quantidade de produtos colocados em circulação e o tempo que eles permanecem em uso.

Materiais alternativos, como fibras produzidas a partir do cânhamo, podem fazer parte dessa transformação, dependendo das condições de cultivo e processamento. Mas substituir uma matéria-prima não resolve por si só o problema de uma indústria baseada em produção e consumo acelerados.

A mudança também passa pela maneira como as marcas comunicam seus produtos. Em um mercado no qual a sustentabilidade ganhou valor comercial, existe o risco de que termos como “ecológico”, “consciente” ou “sustentável” sejam utilizados como estratégia de comunicação sem que mudanças correspondentes aconteçam nos processos produtivos. É o chamado greenwashing.

Por isso, a sustentabilidade não pode ficar restrita à publicidade. Ela precisa aparecer nas decisões sobre materiais, produção, qualidade, durabilidade, condições de trabalho e destino dos produtos.

A trajetória de Monika ajuda a mostrar essa diferença. Sua experiência com tecidos reciclados não ficou apenas na comunicação de uma ideia sustentável: envolveu pesquisa, testes e tentativa de encontrar usos para resíduos que normalmente seriam descartados. Já o trabalho de Sibelle acontece em outro lado. Seu negócio não precisa produzir uma nova peça para vender. Ele trabalha com aquilo que já existe e contribui para evitar que o descarte seja o fim inevitável de uma roupa.

Uma transformação que começa no que já existe

A sustentabilidade na indústria têxtil não depende de uma única solução. Ela envolve quem produz, quem cria, quem vende, quem comunica e quem compra. Mas as histórias de Monika e Sibelle mostram que a transformação também pode acontecer em escalas menores.

Monika passou décadas dentro da indústria e da academia investigando materiais, processos e maneiras de tornar as roupas mais duráveis. Hoje, leva essa experiência para a sala de aula e para o ativismo. Sibelle, por outro lado, construiu um negócio independente a partir das próprias dificuldades e descobriu no brechó uma maneira de trabalhar com roupas que já existem.

No fim, as duas trajetórias se encontram em uma ideia simples: uma roupa não precisa terminar sua história quando deixa de ser nova. Para Sibelle, essa história pode continuar no corpo de outra pessoa. Para Monika, ela começa na escolha de um tecido, na qualidade da produção e na capacidade de uma peça resistir ao tempo.

Em uma indústria acostumada a transformar novidade em necessidade, talvez um dos maiores desafios seja justamente aprender a olhar para aquilo que já existe para que sustentabilidade não seja apenas consumir menos, mas fazer com que as roupas tenham tempo suficiente para cumprir mais de uma história antes de se tornarem descarte.

Estilista inicia nova fase independente após deixar a direção criativa da Versace
por
João Luiz Freitas
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22/09/2026 - 12h

Donatella Versace está de volta ao comando criativo de uma marca. Nesta segunda-feira (21), durante a Semana de Moda de Milão, a estilista anunciou uma nova parceria com a Revolve, varejista global de moda e beleza, dando início a um projeto independente que irá reunir os universos da moda e da beleza.

Ainda sem nome revelado, a nova marca terá Donatella à frente da direção criativa. A primeira etapa do projeto será dedicada à beleza, enquanto a expansão para a moda acontecerá posteriormente. Os primeiros produtos estão previstos para chegar ao mercado em 2027. 

A parceria representa uma nova etapa na trajetória da estilista. Em março de 2025, Donatella deixou a direção criativa da Versace, função que ocupava desde 1997, após assumir o posto deixado por seu irmão, Gianni Versace. Desde então, permaneceu ligada à grife como embaixadora, enquanto Dario Vitale assumiu a direção criativa.

Donatella Versace anuncia nova parceria para criação de marca independente
Donatella Versace anuncia nova parceria para criação de marca independente - Foto: Reprodução/Instagram @donatella_versace

Agora, longe da casa que marcou quase três décadas de sua carreira, Donatella passa a construir uma identidade criativa própria. O projeto pretende transitar entre moda, beleza, cultura e entretenimento, enquanto a Revolve contribui com sua estrutura de comércio digital e alcance internacional.

A distribuição inicial está planejada para mercados como Estados Unidos, América Latina, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. O nome da marca e os primeiros produtos ainda serão divulgados nos próximos meses.

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Com passagem por Miu Miu e Versace, designer tem a missão de renovar a marca sem deixar de lado os códigos construídos por Giorgio Armani
por
João Luiz Freitas
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17/09/2026 - 12h

A Armani inicia uma nova fase da sua história com a chegada de Dario Vitale à direção criativa da Emporio Armani. Além do cargo, o designer também ficará responsável pela direção criativa dos acessórios Giorgio Armani. Anunciada nesta quarta-feira (16), a escolha representa uma mudança importante para a casa italiana, que, pela primeira vez, coloca um profissional de fora da família Armani em uma posição criativa de liderança.

A nomeação acontece um ano após a morte de Giorgio Armani, fundador da marca e responsável por construir uma das identidades mais reconhecíveis da moda italiana. Enquanto Silvana Armani e Leo Dell’orco permanecem ligados à direção criativa das coleções principais, Vitale chega especialmente à Emporio Armani, linha criada em 1981 com uma proposta mais jovem e experimental dentro do grupo.

A escolha também ganha força quando observada a trajetória do designer. Formado pelo Istituto Marangoni, em Milão, Vitale passou por nomes importantes da indústria italiana, incluindo Dsquared2 e Bottega Veneta, antes de chegar à Miu Miu em 2010. Durante aproximadamente 15 anos na marca, ocupou posições de destaque e chegou a comandar o design de ready-to-wear e a área de imagem.

Dario Vitale
Dario Vitale se torna o novo diretor criativo da Emporio Armani - Foto: Jeannette Montgomery Barron/Divulgação EA.

Em 2025, Vitale assumiu outro desafio histórico ao se tornar o primeiro profissional de fora da família Versace a ocupar a direção criativa da grife. Sua passagem, entretanto, durou apenas uma temporada. Depois da aquisição da Versace pelo grupo Prada, o designer deixou o cargo em dezembro do mesmo ano. Apesar do curto período, sua estreia foi apontada por veículos especializados como um dos momentos de destaque daquela temporada.

É justamente essa experiência que pode fazer diferença em sua chegada à Emporio Armani. Vitale carrega uma trajetória construída dentro de diferentes linguagens da moda italiana, passando pelo minimalismo e pela sofisticação da Miu Miu e chegando ao maximalismo e ao glamour historicamente associados à Versace. Para a Armani, essa bagagem pode representar uma oportunidade de aproximar a Emporio de uma geração mais jovem sem necessariamente romper com os códigos estabelecidos pela casa.

Seu primeiro grande teste à frente da Emporio Armani já tem data marcada: a coleção de verão 2027 será apresentada durante a semana de moda de Milão, em 24 de setembro. Será a partir dela que será possível observar como o designer pretende traduzir sua assinatura para o universo construído por Giorgio Armani.

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Patricia Bonaldi transforma a paisagem e a arquitetura dos jardins modernos em silhuetas, bordados e volumes que celebram a exuberância brasileira
por
João Luiz Freitas
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16/09/2026 - 12h

A paisagem brasileira ganhou novas formas na passarela da New York Fashion Week nesta terça-feira (15). A PatBO, marca comandada pela estilista Patricia Bonaldi, apresentou sua coleção primavera/verão 2027 em Domino Square, em Williamsburg, no Brooklyn, levando para um dos principais calendários da moda internacional uma interpretação contemporânea de natureza e do paisagismo brasileiro.

Intitulada “Splendid Brazil”, a coleção parte de uma referência que vai além da representação literal da flora nacional. A inspiração está nos jardins modernos brasileiros e, principalmente, na maneira como paisagistas do período modernista organizaram a natureza para transformá-la em uma linguagem visual própria.

Visuais apresentados no desfile da PatBO
Visuais apresentados no desfile da PatBO - Foto: Reprodução PatBO

“O ponto chave não é criar uma coleção sobre plantas, mas traduzir a maneira como eles organizaram a natureza”, explica Bonaldi, fundadora e diretora criativa da PatBO em vídeo disponibilizado no Instagram da marca.

A proposta aparece na passarela por meio de silhuetas orgânicas, volumes escultóricos, bordados botânicos abstratos, texturas e blocos de cores vibrantes. Em vez de simplesmente reproduzir flores e folhas nas roupas, a coleção transforma elementos da paisagem em construção de moda. Curvas são convertidas em recortes, volumes remetem a formas escultóricas e os ornamentos aparecem integrados à própria estrutura das peças.

Visuais apresentados no desfile da PatBO
Visuais apresentados no desfile da PatBO - Foto: Reprodução PatBO

A referência à natureza também aparece nos trabalhos de superfície. Estampas florais combinadas com bordados e desenhos abstratos, enquanto algumas peças parecem transportar para o corpo a composição de um jardim. A intenção, segundo Bonaldi, é justamente fazer com que a paisagem deixe de ser apenas uma imagem e passe a funcionar como estrutura.

Model Board do desfile da PatBO
Model Board do desfile da PatBO - Foto: @jonatasjacque/Instagram

Ao levar essa interpretação para Nova Iorque, a PatBO reforça também o espaço que a moda brasileira vem buscando ocupar internacionalmente. No último dia da temporada primavera/verão 2027 da NYFW, a  marca colocou o artesanato, a exuberância e referências da arquitetura paisagística brasileira no centro da discussão, mostrando que a identidade brasileira pode ser ponto de partida para uma moda global.

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Na The Art of Loving Tour, a cantora britânica leva vestidos, brilhos, franjas e glamour aos palcos
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Livia Vilela
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17/08/2026 - 12h

Eu não sei você, mas eu queria ser amada como Simone Beyene ama Olivia Dean. É difícil assistir a um show da cantora britânica e não chegar a essa conclusão. Quando Olivia Dean sobe ao palco, os vestidos brilham, as franjas acompanham seus movimentos, as penas flutuam atrás dela e seu figurino se torna parte indispensável do show. Por trás dessa estética própria, está Simone Beyene, stylist responsável pela imagem da cantora desde o começo de sua carreira.

Aos 27 anos, Olivia Dean vive o melhor momento de sua trajetória profissional. Nascida em Londres, lançou seu álbum de estreia, Messy, em 2023. O disco apresentou ao público uma artista que mistura soul, jazz e pop com letras sobre amor, relacionamentos e amadurecimento, a partir do olhar de uma jovem mulher segura de si. Já em 2025, o segundo álbum, The Art of Loving, alavancou sua carreira. Com 12 faixas, o disco coloca o amor como tema central. Não apenas o romântico, mas também o amor-próprio, as amizades e as diferentes maneiras de se conectar com alguém. 

olivia dean vestido plumas
Vestido de plumas Self-Portrait para a turnê Foto: Reprodução/Instagram @oliviadeano 

Foi o The Art of Loving que também marcou sua entrada definitiva no mainstream. “Man I Need” se tornou seu maior sucesso, enquanto “Nice To Each Other” e “So Easy (To Fall In Love)” ajudaram a estabelecer a sonoridade dessa nova era. O reconhecimento veio rápido. Em fevereiro de 2026, Olivia Dean venceu o Grammy de Artista Revelação, consolidando uma ascensão que, até pouco tempo antes, acontecia de maneira mais silenciosa.

Agora, essa nova dimensão da carreira chega aos palcos com a The Art of Loving Tour, sua primeira grande turnê de arenas como atração principal. A estreia aconteceu em Glasgow, no Reino Unido, em abril de 2026, em um espetáculo que reúne músicas de seus dois álbuns. Depois de se apaixonar pelas músicas, os fãs agora encontram outro motivo para se encantar: o estilo da Olivia, que ganha cada vez mais destaque a cada apresentação. 

olivia dean conjunto branco
Conjunto de top com saia Chanel para a The Art of Loving Tour Foto: Reprodução/Instagram @oliviadeano

Nesse caso, os figurinos não seguem os padrões convencionais de uma estrela pop contemporânea. Não há uma dependência de bodysuits, figurinos performáticos ou produções cenográficas típicas de grandes estrelas pop. Em seu lugar aparecem vestidos de festa, tecidos fluidos, silhuetas femininas e uma estética vintage. Algumas produções são delicadas, outras são completamente cobertas por brilho. É justamente essa combinação que torna o seu estilo tão particular. 

Se os figurinos da turnê parecem tão naturais nela, é porque essa estética não começou com a turnê. Simone Beyene construiu ao lado da cantora uma imagem marcada pela experimentação, glamour e principalmente pela diversão. Fora dos palcos, essa mesma identidade aparece de uma maneira mais descomplicada, dando forma ao seu chamado "effortless glamour".

olivia dean vestido amarelo de franjas
Vestido amarelo de franjas Alaïa feito para a turnê Foto: Reprodução/ Instagram @oliviadeano 

A seleção da turnê reúne marcas como Chanel, Jacquemus, Gucci, Coperni, Self-Portrait e Alaïa. A criação dos figurinos partiu de uma referência clara nas grandes divas. O moodboard trazia nomes como: Tina Turner, Cher, Diana Ross e Josephine Baker, além da estética das décadas de 1960 e 1970. A proposta era levar o conceito de party dress, o vestido de festa, ao extremo, incorporando o brilho de Tina e Cher, a teatralidade de Diana Ross e a presença cênica de Josephine Baker.

O estilo de Olivia Dean parece nascer naturalmente de quem ela é. Suas escolhas traduzem uma imagem feminina, elegante e contemporânea que acompanha a evolução de sua música sem competir com ela. No fim, acompanhar Olivia Dean também é prestar atenção no que ela veste e aproveitar o estilo que se tornou parte de sua experiência como artista. 

Talvez essa seja a verdadeira força da imagem da cantora. Tudo parece ter sido escolhido para que ela continue contando a própria história. A roupa deixa de ser apenas roupa e passa a fazer parte da narrativa. No fim, a The Art of Loving Tour transforma o amor em música e a música em espetáculo. E, nos figurinos, Olivia encontra mais uma forma de mostrar ao público quem é. 

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A marca João Pimenta dá a largada na edição N55 da SPFW em um desfile comemorativo aos 20 anos da grife
por
Manuela Mourão
Helena Saigh
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24/05/2023 - 12h

A grife brasileira João Pimenta, que carrega o nome do estilista,  abre a quinquagésima quinta edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), em clima de comemoração. A marca comemora seus 20 anos com um desfile no Theatro Municipal, local especial para João, repleta de figurinos inovadores que trouxeram o trabalho notório para os palcos.

João Pimenta é uma marca de alfaiataria masculina reconhecida internacionalmente, criada por um dos estilistas mais renomados da SPFW, de acordo com o site oficial da loja. Seus produtos variados, incluem calças de alfaiataria, camisas, blazers de alfaiataria, saias e vestidos, além de incentivar a inserção de uma moda livre de rótulos, na qual homens podem usar saias e vestidos, tanto quanto mulheres.

O desfile foi aberto ao público, com ingressos gratuitos, exigindo apenas a realização de uma reserva prévia, para garantir o controle da lotação do espaço. 

Com styling de Paulo Martinez, direção de Richard Luiz e Paulo Borges e beleza de Ricardo dos Anjos, o desfile foi dividido em 4 atos, divididos pela paleta de cores da coleção. Os tons variaram entre brancos, azuis, cinzas, metalizados e preto. 

A coleção “ópera fashion” de João se mostrou comemorativa, atual e ao mesmo tempo fiel a identidade da grife. O cowboy, o punk e o dândi, foram os personagens identificados na passarela. Jaquetas com franjas, rendas, chapéus e botas, trouxeram o cowboy, estilo que se popularizou nos últimos tempos no mundo da moda. O punk apareceu em peças de vinil, bastante pesadas e escuras, couro, brilho, patchwork, correntes e detalhes já conhecidos pelos fãs da marca: os crucifixos invertidos. E por fim, mantendo-se devoto ao estilo dândi, uma alfaiataria sofisticada e andrógina, com bastante sobreposição e volume.     

 

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Foto/divulgacão

A apresentação trazia como centro a dualidade entre uma obra teatral e um desfile, entre o figurino e a moda, o estilista e o artista. Essa característica honra perfeitamente a trajetória e a personalidade de João pelas passarelas e pelo teatro, além de reforçar o tema da Fashion Week Origens. 

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Foto/divulgação

O olhar da marca traz a proposta de que o figurino é livre para ser moda, e que não há regras para o vestuário.

Durante o desfile, foram apresentados cerca de 60 looks ousados, inspirados principalmente em uma mistura de festas religiosas do interior brasileiro, da subversão dos homens que moram em cidades grandes, referências históricas, com a presença de silhuetas vitorianas e a libertação de uma moda de gêneros e o ênfase ao andrógeno . "Depois de 20 anos, eu entendi que meu trabalho é assim. Se eu tenho um cliente que consome esse produto, por que eu não posso ser autêntico e fazer as coisas do jeito que eu acredito?", disse João, no final do desfile de ontem (22).
 

A passarela contou também com um texto escrito pelo diretor de teatro Gerald Thomas e ganhou vida na voz da atriz Vera Holtz, enquanto Fernanda Maia entregava uma trilha sonora ao vivo em um piano no palco. Para criar ainda mais um cenário teatral, as músicas se intensificavam durante certos momentos do desfile, as luzes piscavam e João Pimenta provava mais uma vez a qualidade de seu trabalho. 

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Foto/divulgação

 

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Espalhada pela capital paulista, a edição 55 da SP Fashion Week acontecerá entre 25 e 28 de maio com desfiles exclusivos no histórico Teatro Municipal
por
Manuela Mourão
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23/05/2023 - 12h

"Mantendo a proposta de ocupar a cidade de São Paulo, a edição 55 do Sp Fashion Week terá apresentações em diversos pontos importantes e icônicos da capital paulista", disse um porta-voz oficial do evento. O Komplexo Tempo, na Moóca, por exemplo, está localizado em um lugar histórico para a moda, em um bairro pioneiro da indústria têxtil e hoje considerado um polo de inovações na cidade.

A edição 55 da SPFW, busca explorar o tema Origens/Ressignificar e faz parte de uma trilogia iniciada em 2021, que traz uma reflexão sobre quem somos e o que nos torna um coletivo humano criativo, destacando a diversidade e a pluralidade de expressão artística e estética.

O evento inicia em grande estilo no dia 22, com o desfile de João Pimenta no Teatro Municipal para comemorar os 20 anos de marca. Outra grife que desfila antes da abertura oficial da semana de moda é a Isaac Silva, no dia 24 de maio, em um local ainda não divulgado. 

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Foto/divulgação

Este ano, a SPFW contará com 40 desfiles totais, desses sendo 31 presenciais e 9 fashion filmes que serão exibidos em uma tela de cinema do Shopping Iguatemi em uma sessão exclusiva no dia 24.  Além disso, a edição N55 contará com a estreia de 7 novas marcas: David Lee, Forca, Foz, Gefferson Vila Nova, Marina Bitu, The Paradise e Rafael Caetano. 

Foto/divulgação
Foto/divulgação

Os ingressos variaram entre R$103 e R$1.782,50, sendo esta a segunda vez em que o evento abriu suas portas para o público pagante.  

 

LINE-UP

 

22 de Maio

 

20h João Pimenta (Theatro Municipal)

 

24 de Maio

 

10h Fashion Filmes (Iguatemi São Paulo) 

 

14h30 Isaac Silva (Externo) 

 

25 de Maio

 

10h Igor Dadona (Senac Faustolo) 

 

11h Gefferson Vila Nova (Senac Faustolo) 

 

12h30 Patrícia Viera (Iguatemi São Paulo) 

 

14h30 TA Studios (Iguatemi São Paulo) 

 

17h00 Ponto Firme (Externo) 

 

19h30 Localiza (Projeto especial)

 

20h30 Meninos Rei (Komplexo Tempo)

 

21h30 Martins (Komplexo Tempo)

 

26 de Maio

 

10h Rafael Caetano (Senac Faustolo) 

 

11h Ronaldo Silvestre (Senac Faustolo) 

 

12h30 Apartamento 03 (Iguatemi São Paulo) 

 

14h30 Mnisis (Iguatemi São Paulo) 

 

19h00 LED (Komplexo Tempo) 

 

20h30 Dendezeiro (Komplexo Tempo) 

 

21h30 The Paradise (Komplexo Tempo)

 

27 de Maio

 

10h Maurício Duarte (Senac Faustolo)

 

11h Silvério (Senac Faustolo)

 

12h30 Renata Buzzo (Iguatemi São Paulo)

 

14h30 Marina Bitu (Iguatemi São Paulo) 

 

16h30 Forca Studio (Externo)

 

18h30 Thear (Komplexo Tempo)

 

19h30 AZ Marias (Komplexo Tempo)

 

20h30 Santa Resistência (Komplexo Tempo)

 

21h30 Weider Silveiro (Komplexo Tempo)

 

28 de Maio

 

11h Fernanda Yamamoto (Externo)

 

17h30 Walério Araújo (Komplexo Tempo)

 

18h30 David Lee (Komplexo Tempo)

 

19h30 Greg Joey (Komplexo Tempo)

 

20h30 Lino Villaventura (Komplexo Tempo)

 

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O evento aconteceu na última segunda-feira (01/05) e trouxe como tema “Karl Lagerfeld: A Line of Beauty”, onde a figura central era o designer Karl Lagerfeld e sua carreira.
por
Bianca Athaide
Giovanna Montanhan
Giulia Fontes Dadamo
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06/05/2023 - 12h

Entenda o “polêmico” tema do Met Gala desse ano: 

Karl Lagerfeld, um dos mais célebres designers da história da moda, faleceu em fevereiro de 2019, deixando para trás um legado marcado pela sua genialidade artística e personalidade controversa. 

Ao longo de sua carreira, Lagerfeld trabalhou em diversas marcas, incluindo Chanel, Fendi, Balmain, Chloé e, a que levava seu nome, Karl Lagerfeld. Conhecido por suas opiniões e falas polêmicas, muitas vezes era alvo da crítica pública.

Em 2012, foi acusado de racismo por ter chamado a cantora americana Rihanna de "aborígene". Após a repercussão negativa do comentário, ele se desculpou publicamente. Além de Rihanna, Lagerfeld ofendeu outra famosa cantora, Adele, em 2012. Durante uma entrevista, ele afirmou que achava a britânica "um pouco gorda demais’’, o que o colocou novamente no holofote. 

Dando sequência às polêmicas, em 2017, Lagerfeld foi acusado de plagiar uma criação do designer de jóias americano Brad Kroenig. Kroenig afirmou que Lagerfeld havia copiado uma de suas criações sem sua permissão.

O designer também esteve envolvido em uma polêmica em relação ao movimento #MeToo. Karl afirmou que acreditava que a mobilização -  que começou com atrizes hollywodianas denunciando casos de assédios no cenário envolto as produções cinemátográficas - havia ido longe demais e também criticou as mulheres que denunciaram casos de assédio e abuso sexual na indústria da moda. As declarações foram amplamente criticadas nas redes sociais. Personalidades influentes da indústria mostram repúdio, como a modelo Gigi Hadid, que afirmou que Lagerfeld "estava fora de sintonia com os tempos".

Logo após as declarações, Lagerfeld se desculpou novamente e afirmou que suas palavras haviam sido mal interpretadas. 

Outra situação desagradável envolvendo o designer, foi em 2018 quando Lagerfeld foi acusado de apropriação cultural após o desfile que apresentava a coleção de primavera da Chanel, em Paris. A linha de inspiração foi baseada na cultura africana, mas muitos afirmaram que as criações não receberam consulta específica e apresentaram pouco respeito às tradições do continente.

Dando continuidade às polêmicas do ano de 2018, Lagerfeld foi criticado por fazer comentários problemáticos sobre refugiados durante uma conversa com a apresentadora da TV alemã, Anne Will. Sendo ele de origem alemã, o designer afirmou que a chanceler Angela Merkel havia cometido um "erro fatal" ao permitir que mais de um milhão de refugiados entrassem na Alemanha.

Ainda assim, em contrapartida a todas as suas polêmicas, não há como refletir sobre a história da moda do século 20 e não citar Karl Lagerfeld. Seu nome estará para sempre marcado nas maiores maisons da indústria. 

 

Met Gala Looks - Um Overview: 

Anna Wintour 

A diretora global de conteúdo da Vogue vestiu um modelo Chanel Alta Costura 2023, em cores neutras.

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Foto: Getty Images

 

Dua Lipa

A cantora Dua Lipa, uma das co-anfitriãs da noite, usou um vestido comprido branco Chanel Alta Costura Inverno de 1992. De acordo com a Harper 's Bazaar dos Estados Unidos, as jóias foram estimadas em cerca de 10 milhões de dólares.

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Foto: Getty Images

 

Penélope Cruz

A atriz espanhola Penélope Cruz, outra das co-anfitriãs da noite e embaixadora da Chanel, vestiu o clássico vestido vintage de noiva. O modelo era um Chanel Alta Costura Primavera 1988.

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Foto: Getty Images / Jamie McCarthy

 

Nicole Kidman 

A atriz usou o mesmo vestido que estrelou no comercial do perfume No5 da Chanel, em 2004, que foi dirigido por Karl.

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Foto: Reprodução Getty Images 

 

Olivia Wilde 

A atriz e diretora vestiu um look Chloé, um modelo em formato de violino lançado em 1983. 

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Foto: David Fisher/Shutterstock

 

Michaela Coel

A atriz, também co-anfitriã da noite, vestiu um modelo exclusivo da Schiaparelli, esculpido com 13.000 cristais.

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Foto: Getty Images

 

Gisele Bündchen

A supermodelo fez sua primeira aparição pública após o divórcio com o jogador de futebol americano Tom Brady. Ela vestiu um Chanel Alta Costura Verão 2007.  Essa foi a segunda vez que usou o mesmo vestido, ele foi usado inicialmente durante um editorial para a revista Harper’s Bazaar da Coréia, que continha o styling assinado por Karl Lagerfeld.

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Foto: Reprodução Harper's Bazaar - UOL

 

Naomi Campbell

A modelo vestiu um Chanel Alta Costura 2010. Um clássico vestido espiral indiano em tom rosê e muitos brilhos prateados.

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Foto: Reprodução / The Fashionista Stories

 

Anitta

A cantora brasileira vestiu um modelo sob medida por Marc Jacobs em preto e branco, cores clássicas da Chanel que Karl perpetuou durante seu trabalho na marca. As botas brilhosas de plataforma fazem parte da coleção de Alta Costura Verão 2023. As jóias, colar e brinco - de  diamantes, platina e safira laranja - foram assinadas pela grife Tifanny & Co, além de acessórios como relógios da marca Roger Dubuis e luvas.

 

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Foto: Getty Images

 

Jared Leto

O vocalista da banda 30 Seconds to Mars ousou, e foi vestido de Choupette - a gatinha de estimação do estilista Karl Lagerfeld.

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Foto: Reprodução/ Getty Images

 

Kim Kardashian

A empresária vestiu um modelo da grife italiana Schiaparelli em tons de bege e branco, sem deixar de lado a sensualidade e ousadia. O look usado no tapete vermelho remete a um look usado por ela anteriormente, quando foi capa da Playboy em 2007. Para compor este visual, foram necessárias 50 mil pérolas verdadeiras e 16 mil cristais que ajudaram a torná-lo icônico e similar ao estilo que a Chanel propunha, durante a gestão de Karl Lagerfeld.

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Foto: Getty Images / Jamie McCarthy

 

Kendall Jenner

A modelo – uma uma das modelos queridinhas de Karl – vestiu um look assinado pelo estilista Marc Jacobs, com toques de referência a identidade visual de Lagerfeld

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Foto: David Fisher/Shutterstock

 

Kylie Jenner

A empresária, que é a nova garota propaganda da Jean Paul Gaultier, vestia um modelo assimétrico e vibrante assinado da marca que foge do clássico P&B.

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Foto: David Fisher/Shutterstock

 

 

Doja Cat

A rapper teve sua estreia no tapete vermelho do MET e fez jus ao seu nome artístico ‘’cat ‘’ (que em tradução livre, significa gata em inglês) e vestiu-se como Choupette, –  a gata herdeira de todo o patrimônio de Karl – em um vestido modelo sereia, do estilista Oscar de la Renta. A maquiagem também estava de acordo com o dress code que ela escolheu, a prótese de nariz de gato trouxe ainda mais inovação para a composição do look.

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Foto: Theo Wargo/Getty Images/AFP 

 

Anne Hathaway

A atriz vestiu Atelier Versace, um modelo feito de tweed –  clássico tecido da Chanel, inspirado no vestido de 1994 que Elizabeth Hurley usou. Enfeitado com pérolas e alfinetes que trouxeram a essência de um vestido genuinamente assinado por Donatella Versace.

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Foto: Getty Images

 

Billie Eilish

A cantora Billie Eilish apareceu usando um vestido preto feito sob medida com transparência e luva 7/8 assinado por Simone Rocha. Além de presilhas no cabelo que deram um ar vintage para o visual.

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Foto: Getty Images

 

Cardi B

A rapper mudou o tom de seu cabelo para o platinado em homenagem a Karl, com um vestido bem justo na parte de cima, na parte de baixo repleto de camélias em tamanho grande (flor que é a marca registrada da Chanel). O visual todo foi assinado por Thom Browne. Além de estar usando preto e branco - cores tradicionalmente lembradas como “as cores da Chanel”.

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Foto: Kevin Mazur / MG23 / Getty Images

 

Rihanna

A cantora e empresária ousou em um Maison Valentino da Alta Costura Inverno 2019. Seu look reverência as noivas de Karl e traz à tona novamente o elemento da noite: as camélias, em muito volume e quantidade

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Foto: Getty Images

 

Lizzo

A cantora Lizzo foi outra personalidade que usou e abusou das pérolas para compor seu look. O modelo escolhido é do ano de 1991 e foi retirado do acervo da Chanel.

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Foto: Dimitrios Kambouris / Getty Images 

Jeremy Pope

Um dos looks mais marcantes do evento foi assinado pela grife francesa Balmain. Quem o vestiu foi o ator e cantor Jeremy Pope, com todo o styling marcado por Oliver Rousteing e com uma cauda longa que exibia o perfil de Karl Lagerfeld.

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Foto: Getty Images

 

Oliver Rousteing

O primeiro homem negro a assumir o império de uma grife francesa, usou Balmain – marca assinada por ele mesmo –para compor este look. Utilizou uma ecobag inspirada em um modelo que o próprio Karl usou em 2009. A produção também foi marcada pelo uso de preto e pérolas nos acessórios, o que legitimou a essência Chanel.

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Foto: Reprodução / Getty Images

 

Paris Hilton

A socialite foi outra personalidade que fez sua estreia no baile mais famoso do mundo. Marc Jacobs foi a grife escolhida. Ela exibia no pescoço um colar preto com a flor camélia – marca registrada da Chanel, além de vestir um salto plataforma.

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Foto: Getty Images

 

Viola Davis

A atriz EGOT apareceu com um vestido rosa choque da Maison Valentino, trabalhado com diversas plumas na parte superior. Um fato curioso é que essa era a cor que Karl Lagerfeld mais detestava.

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Foto: Jamie McCarthy / Getty Images

 

Lil Nas X

O artista sensação do momento foi o que mais surpreendeu na noite, ao aparecer de fio dental e com o corpo todo cravejado de pérolas, 218.783 cristais e 5 mil pedras. Segundo a revista Page Six, a caracterização levou em torno de 10 horas para ser concluída e foi feita pela maquiadora Pat McGrath.

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Foto: Reuters

 

Lily Colins

A estrela da série Emily em Paris modelou em um vestido feito sob medida pela estilista Vera Wang – conhecida por desenhar vestidos de noiva; ela estava com uma saia preta que estampava o nome KARL em letras grandes brancas, como uma forma de homenagear o designer alemão.

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Foto: Dimitrios Kambouris / Getty Images 

 

Jennie Ruby

A vocalista da banda de K-pop BLACKPINK, além de ser embaixadora da Chanel, fez seu debut no evento pela primeira vez. Ela escolheu usar um vestido da marca de Alta Costura da coleção de Inverno de 1990, também com as respectivas cores que remetem à grife.

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Foto: Getty Images

 

Cara Delavigne

A modelo que teve um contato próximo com Karl fez uma releitura moderna de uma sessão de fotos com a Chanel de 2013, usando a peruca do ensaio junto com uma versão da icônica camisa branca do estilista.

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Foto: Getty Images

 

Jenna Ortega

Já a estrela da série da Wandinha, – de muito sucesso em 2022 – conseguiu combinar a homenagem ao estilista com a identidade de sua personagem; exibindo um look todo preto, uma blusa transparente com um laço e um bolero de tweed como sobreposição.

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Foto: Getty Images

 

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Reviva alguns dos looks e histórias mais marcantes de um dos maiores eventos de moda
por
Maria Fernanda Muller
Mariana Souza
Yasmin Solon
|
04/05/2023 - 12h

Enfim aconteceu mais uma edição do Met Gala!

 O tema da exposição que justifica o Met Gala 2023 – arrecadar fundos para o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque – é “Karl Lagerfeld: A Line of Beauty”, uma homenagem a imensa obra e vida de Karl Lagerfeld, estilista e designer de moda alemão que faleceu em 2019. Lagerfeld esteve à frente de Fendi, Chanel e sua grife homônima, além de passagens em outras marcas da alta costura como Balmain, Jean Patou e Chloé.

Além de toda sua trajetória, 150 peças originais desenhadas por Lagerfeld, serão expostas ao público. Portanto, o dress code do evento foi definido como “In honor of Karl” (“Em homenagem a Karl”). Anna Wintour, editora chefe da Vogue America e presidente do Met Gala, convidou Penélope Cruz, Michaela Coel, Roger Federer e Dua Lipa para serem os co-apresentadores da noite exclusiva.

Lagerfeld foi polêmico inúmeras vezes por fazer comentários indelicados. Apesar de ser progressista nos desenhos, o estilista idolatrava a magreza, já foi acusado de xenofobia, misoginia, machismo e ainda se mostrou contra as causas animais que visam acabar com o uso de animais em roupas, bolsas e sapatos.

Separamos alguns dos momentos que fizeram história ao longo dos anos. Reunindo celebridades, estilistas, designers, modelos e o melhor do mundo artístico, mergulhe nessa linha do tempo: 

Cher Met Gala 1974

No Met Gala de 1974, o tema foi "Romantic and Glamorous Hollywood Design". A exposição e o evento celebraram a moda e o estilo da Era de Ouro de Hollywood, homenageando os designers e estilistas que contribuíram para o glamour e o romance do cinema. O tema permitiu aos convidados explorar o estilo clássico e sofisticado dos filmes e estrelas da época, destacando-se com trajes elegantes inspirados na moda hollywoodiana.

Neste ano o vestido de Cher, feito pelo renomado estilista Bob Mackie, causou muita agitação. O vestido foi considerado um dos Naked Dresses (vestido transparente) mais famosos de todos os tempos. 

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Cher chegando no MET de 1974, com o vestido feito por Bob Mackie - Foto: Ron Galella / Getty Images

Um vestido transparente bordado com mangas e saia de penas brancas. Quase tudo era visível, incluindo os mamilos de Cher (os protetores de mamilos ainda não eram usados naquela época).

Um tempo depois, ela usou o vestido em uma fotografia que apareceu na capa da revista Time, que na época reservava o lugar de destaque para líderes mundiais ou pessoas que tivessem destaque revolucionário, em contrapartida, Cher estampava a capa usando a peça polêmica, o que fez com que a revista esgotasse quase que imediatamente nas bancas de jornais. A repercussão foi tamanha que algumas cidades chegaram a proibir a venda da edição.

 

Rihanna Met Gala 2015

O tema deste ano foi "China: Through the Looking Glass" (China: Através do Espelho). A temática do evento explorou a influência da cultura chinesa na moda ocidental ao longo dos anos, além de combinar elementos tradicionais chineses com interpretações modernas e contemporâneas, examinando como a estética chinesa influenciou e inspirou os designers de moda. 

O resultado foi a incorporação de elementos inovadores na estética americana, o que enriqueceu a exposição dos trajes no tapete vermelho. Muitos convidados abraçaram o tema com a introdução desses elementos e referências da cultura chinesa em seus looks. Rihanna fez uma entrada ousada e icônica com seu visual que se tornou um dos mais comentados e memoráveis da noite. 

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Rihanna foi um dos destaques no tapete vermelho do MET de 2015 - Foto: Mike Coppola / Getty Images

Ela vestia um vestido amarelo extravagante, criado pelo estilista chinês Guo Pei. O vestido era extremamente volumoso, com uma cauda longa que se estendia pelo tapete vermelho. Feito de seda amarela vibrante, apresentava uma mistura de elementos tradicionais chineses e um design contemporâneo. Era ricamente decorado com bordados intrincados, detalhes florais em 3D e contas douradas.

O look de Rihanna foi tão impactante que foi apelidado de "omelete" ou "pizza" nas redes sociais, devido ao seu formato circular e tamanho exuberante. O vestido levou dois anos para ser criado e foi uma escolha arrojada que capturou a atenção de todos no evento.

 

Zendaya Met Gala 2019 

Em 2019, o tema da edição foi “Camp: Notes on Fashion”, inspirado pelo ensaio de Susan Sontag, intitulado “Notes On Camp” em 1964. O termo “camp” refere-se a uma estética extravagante, exagerada e irônica, que celebra o artificial, o teatral e o exagerado na moda.

Neste ano, o tapete vermelho foi repleto de looks ousados e extravagantes. Muitos convidados abraçaram a oportunidade de usar roupas dramáticas, cores vibrantes, estampas chamativas e elementos que captassem o espírito camp, entretanto, um look em específico chamou a atenção.

Zendaya e seu estilista Law Roach apostaram em uma entrada teatral, recriando um momento de conto de fadas. Enquanto caminhava pelo tapete vermelho, o estilista segurava uma varinha de fada e acionava efeitos especiais para transformar seu vestido em uma cor brilhante de azul, como uma referência ao vestido mágico da Cinderela.

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O vestido de Zendaya se transformou no meio do tapete, em 2019 - Foto: Getty Images

O vestido de Zendaya foi uma homenagem à famosa atriz e cantora americana, Dorothy Dandridge, que foi a primeira mulher negra indicada ao Oscar de Melhor Atriz. O look de Zendaya foi inspirado no icônico vestido de Dandridge no filme "Carmen Jones" (1954). 

O vestido da grife Tommy Hilfiger, criado em colaboração com a estilista Law Roach, foi altamente aclamado e se tornou um dos mais comentados e elogiados da noite. A homenagem da atriz e a abordagem criativa para representar a transformação da Cinderela a tornaram uma das estrelas mais memoráveis do evento.


 

Kim Kardashian Met Gala 2021 e 2022

Em eventos grandes como o Met Gala, é impossível não existir nenhuma polêmica. Kim Kardashian já é uma convidada frequente, e mesmo sendo uma figura importante, não foge das críticas. Veja dois looks que dividiram opiniões e levaram a empresária a ser alvo de alguns julgamentos. 

Em 2021 o tema do Met Gala foi “Na América: Um Léxico da Moda”, e Kim surpreendeu todos ao aparecer com corpo inteiramente coberto por um tecido preto. O look era um design da marca de luxo Balenciaga, mas aparentemente não agradou muito o público. Em comparação com os anos anteriores, a mídia ficou decepcionada que a empresária não entregou o esperado.

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Kim Kardashian, de Balenciaga, foi alvo de críticas nas redes sociais - Foto: Mike Coppola / Getty Images

Já em 2022 a polêmica desagradou muito mais a mídia e os fãs do evento. Para o tema deste ano, “Gilded Glamour and White Tie”, a inspiração era a Era Dourada do século 19 nos Estados Unidos. Kim Kardashian foi longe demais com sua proposta e usou o icônico vestido de Marilyn Monroe, de quando a atriz cantou o então polêmico "Parabéns” ao Presidente John F. Kennedy. 

Apesar da surpreendente homenagem, ao devolver a peça, o colecionador Scott Fortner diz que o tecido do vestido estava esgarçado e alguns cristais estavam faltando. No Instagram, a conta The Marilyn Monroe Collection postou a comparação do antes e pós evento.

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O antes e depois do vestido original usado por Marilyn Monroe - Foto: Reprodução via Instagram (@MarilynMonroeCollection)
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O vestido usado por Kim Kardashian, em 2022, causou polêmica nas redes sociais - Foto: John Shearer / Getty Images

 

Gigi Hadid Met Gala 2022

A modelo apostou em um look inteiramente vinho da Versace. Gigi já é a cara da marca de luxo e internautas acreditam que o visual captou bem a essência da grife. A construção da roupa é composta por um casaco puffer oversized - e um corset sobreposto a um macacão de látex.

O impacto que Gigi Hadid causou com sua extravagância rendeu vários elogios. A sua superprodução foi chamada de "excêntrica", “ousada”, “marcante”. Além disso, a modelo deu show de elegância e carisma no Red Carpet, roubando os holofotes.

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Gigi Hadid, de Versace, arrancou elogios com a sua produção, em 2022 - Foto: Jamie McCarthy / Getty Images 

Contando com a maquiagem e o colar na mesma paleta de cores, o figurino foi uma aposta e tanto. Marcou o conhecido “ano do exagero” no Met Gala e fez história no evento.

 

Blake Lively e o Met Gala

Por falar em fazer história, podemos fazer uma menção honrosa a atriz. A mais esperada todos os anos infelizmente não compareceu no Met Gala deste ano. Mas vale a pena relembrar a história que Blake fez até então.

Blake Lively já teve sua presença marcada por várias marcas luxuosas, como Gucci, Chanel, Versace, Ralph Lauren e Marchesa. A atriz já participou do evento 11 vezes, só teve ausência em 2019, 2020 e 2021 desde o primeiro convite em 2008.

Seus looks mais icônicos e conhecidos são os de 2018 e o de 2022. No de 2018 o tema foi "Corpos Celestiais: Moda e a Imaginação Católica”, e ela chamou a atenção de todos com um vestido vermelho Versace. A elegância dela e o look a levaram para a lista das mais bem vestidas do evento.

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Em 2018, Blake foi com um dos principais looks da noite, de Versace - Foto: Getty Images

Quatro anos mais tarde, Blake revolucionou o Met Gala. Em sua primeira aparição desde 2018, ela se tornou anfitriã da cerimônia e marcou seu nome para sempre. Novamente com uma peça assinada pela Versace, seu look passou por uma transformação enquanto subia as escadarias. 

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Blake abriu o laço no vestido, inspirado na Estátua da Liberdade, revelando uma nova cauda - Fotos: Getty Images

Inicialmente cor de cobre inspirado no Art Deco, de repente revela um verde água que estava escondido no laço de seu vestido até então. Inspirado em Nova York e as cores remetendo à Estátua da Liberdade, Blake roubou os holofotes mais uma vez.

 

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Estudantes compartilham dicas e conhecimentos sobre o mundo fashion em plataforma viral
por
Lorrane de Santana Cruz
|
02/05/2023 - 12h

Por Lorrane de Santana Cruz

Os conteúdos criados na internet hoje são consumidos por vários países e usuários. Uma das redes mais viralizadas do momento é o TikTok. E é nela que milhares de pessoas usam a criatividade para se mostrar ao mundo. Assim como tudo foi se transformando, com as tendências fashionistas não seria diferente. Chamado de Fashion TikTok, os influenciadores mostram ideias e particularidades no modo de se vestir e se expressar.

 

   Fonte: Instagram

 

 Fonte: Instagram

As influenciadoras Luísa Masson, com 4.7 k seguidores, e Thiemy Tamura, com 32.8 k produzem conteúdos para a plataforma TikTok, e por lá mostram estilos, tendências e suas criações no mundo fashionista. Para Luísa, o interesse na moda surgiu ainda cedo, quando ela era criança. "Meu interesse pela moda vem desde a infância, antes por um hobby e hoje se tornou um trabalho que me inspira a ter vários sonhos. Durante minha infância eu fazia roupas novas para as minhas Barbies, assistia filmes que tinham a moda em sua narrativa, como “Barbie moda e magia”, o interesse pela moda surgiu de forma natural e espontânea".

Já para Thiemy, o interesse surgiu durante a pandemia da Covid-19. "Meu interesse surgiu na pandemia, quando eu comecei a consumir mais esse conteúdo nas redes sociais". A moda é algo singular e particular de cada indivíduo, e vai muito além de vestir. Para Masson a moda está ligada à sociedade. "A moda no meu ponto de vista é um reflexo da sociedade, ela vai muito além das roupas e acessórios. Moda é comunicação, cultura, economia, política, é por meio dela que conseguimos criar diálogos, nos conectamos com as pessoas ao nosso redor e expressamos nossa personalidade ao mundo".

 "Moda para mim é um jeito de se expressar e mostrar a sua personalidade sem falar nada, apenas pelo visual". Reflete Tamura. Muitas pessoas começaram a arriscar uma carreira na internet, e para isso é necessário tempo e dedicação. "Eu concilio a minha rotina de estudante de engenharia com a de influencer, costumo deixar um dia da semana para gravar conteúdos para o tiktok e vou postando 1 vídeo por dia", declara Thiemy. Para mais, a mesma precisa levar em conta os algoritmos da plataforma e o alcance que os vídeos vão obter já que não é muito fácil crescer.

"Sim, o conteúdo viraliza por um tempo, depois não e fica nesse ciclo. Sinto que não depende do conteúdo em si, mas sim da “sorte” do vídeo viralizar". Por outro lado, Luísa também compartilhou  sua percepção: "Sim, o medo e a dificuldade de gravar os conteúdos existem. No início, quando comecei a compartilhar, postava em total segredo, tinha muito receio do que meus amigos e conhecidos poderiam dizer. Atualmente, encaro essa situação com normalidade, acredito que quem não é visto não é lembrado, e enxergo a produção de conteúdo como um trabalho. Porém, as dificuldades sempre vão existir e o medo também, mas eles não podem ser maiores do que seu sonho e não podem te paralisar".

Quando postados nas redes sociais, os vídeos e na grande maioria das vezes os criadores estão sujeitos a críticas. Respondendo se já lidou com comentários negativos, Tamura alega: "Sim, mas nada desrespeitoso. Apenas críticas sobre a roupa que escolhi ou formato de vídeo, alguns grosseiros". 

No caso de Luísa, as coisas não mudam tanto assim. "As críticas são outro ponto que sempre estarão presentes. No meu primeiro vídeo que viralizou recebi diversas críticas, algumas construtivas e outras nem tanto, mas preferi encarar de forma positiva e pensar que ninguém agrada todo mundo e se eu tiver conseguido ajudar uma pessoa ou possibilitar um novo insight a alguém, já valeu a pena!".

Há alguns bônus em trabalhar no meio digital. Por exemplo, Luísa estuda moda, e se mostra realizada tanto na faculdade, quanto gravando vídeos. "A melhor parte da faculdade de moda na minha visão é poder explorar a criatividade, conhecer novas áreas dentro da moda e consequentemente, sair da famosa “zona de conforto”. A faculdade me possibilitou viver novas experiências e introduzi-las em minhas criações". 

Seguramente Thiemy se mostra no caminho quando o assunto é trabalhar com internet, e perceber o resultado de tudo isso: "Para mim é a “leveza”, consigo fazer algo que eu gosto e ser recompensada por isso".

 

 

 

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